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Viga benkelman pela DNER-PRO 175/94 Equipamento idealizado pelo eng.º A.C Benkelman. A Viga Benkelman é composta por um conjunto de sustentação em que se articula uma alavanca interfixa, cuja relação entre os comprimentos dos braços é conhecida. A Viga Benkelman, dentre os vários instrumentos disponíveis para medições defletométricas em pavimentos, foi o aparelho que mais foi utilizado em todo o mundo e até hoje tem um importante papel no meio rodoviário nacional. Procedimentos De acordo com a DNER-PRO 175/94, antes da realização de qualquer medição com a Viga Benkelman esta deve ser aferida da seguinte forma: Posicionar a Viga Benkelman em uma mesa de madeira ou similar; Liberar a trava da viga; Apoiar a ponta de prova no centro do prato da prensa de modo a receber os movimentos verticais do conjunto de articulação; Ligar o vibrador; Fixar o extensômetro no tirante de aço da prensa, de tal forma que sua ponta apalpadora toque no prato da prensa e zerar o extensômetro; Ajustar e zerar o extensômetro da viga; Acionar a manivela da prensa com o dispositivo micrométrico a uma velocidade de aproximadamente 0,5 mm/min (carga) e fazer as leituras no extensômetro posicionado na prensa a cada 0,1 mm até 0,8 mm, e a cada 0,2 mm até 2,2 mm, num total de 15 leituras. Fazer as leituras correspondentes no extensômetro da viga; Repetir essas operações mais uma vez com o objetivo de caracterizar melhor a constante de aferição. A Viga Benkelman é composta por uma parte fixa e uma parte móvel, a haste articulada, que constitui uma alavanca interfixa, formando dois braços cujos comprimentos obedecem às relações (A/B) 2/1, 3/1 ou 4/1. A extremidade maior contém a ponta de prova da viga. O braço menor aciona um extensômetro com precisão de 0,01mm (DNER PRO-175/94). O ensaio necessita de um caminhão com eixo traseiro simples de roda dupla que exerce carga de 8,2tf no ponto onde se deseja realizar a medição, que é feita posicionando se a ponta de prova da viga sob a roda do caminhão, exatamente sob seu eixo. Nesta posição é realizada a leitura inicial (L0) do extensômetro. Posteriormente, o caminhão se afasta lentamente do ponto inicial até que o extensômetro não indique mais variação na deflexão do ponto, realizando-se então a leitura final (Lf). Sendo conhecidas as proporções a/b entre as partes da alavanca interfixa, calcula-se a deflexão no ponto (D0) através da equação D0 = (L0 - Lf) x (a/b) (EQ:01) Onde: Do = deflexão real ou verdadeira, em centésimos de milímetro; Lo= leitura inicial, em centésimos de milímetro; Lf = leitura final, em centésimos de milímetro; a e b = dimensões da Viga Benkelman. O raio de curvatura da bacia de deformação no ponto de prova é calculado por meio da fórmula: (EQ:02) Onde: R = raio de curvatura, em metros; D0 = deflexão real ou verdadeira, em centésimos de milímetro; D25 = deflexão a 25 cm do ponto de prova, em centésimos de milímetro. A Viga Benkelman (Figura 1) é bastante utilizada no país devido seu baixo custo e fácil operação, além do fato de as normas do DNIT terem como base ensaios feitos com Viga Benkelman ou em equipamentos que possuam relação com a mesma. Figura 1 Esquema da Viga Benkelman convencional. Fonte: https://www.geosynthetica.net.br/aplicacao-de-geossinteticos-reabilitacao-estrutural/ Patologias em pavimentos asfálticos Defeitos: São os danos ou deteriorações na superfície dos pavimentos asfálticos que podem ser identificados a olho nu e classificados segundo a norma. Objetivos: •Avaliar o estado de conservação dos pavimentos asfálticos. •Embasar o diagnóstico do problema para solucionar uma solução tecnicamente adequada (Restauração). •O conjunto de defeitos de um dado trecho pode ser resumido por índices que auxiliem na hierarquização de necessidades e alternativas (Gerência de Pavimentos ou de Manutenção). Causas: •Projeto •Seleção ou dosagem de materiais •Construtivos •Na falta ou na escolha de alternativas de manutenção ou conservação Diagnostico: •Verificação “in situ” dos problemas do trecho ou da via, e das condições geométricas, dos taludes e de drenagem. •Levantamento de dados climáticos, de tráfego e de mapas geológicos, pedológicos ou geotécnicos. •Levantamento de memórias técnicas e de relatórios de projeto e de controle. •Estabelecimento de cenário global de defeitos e relação com todos os dados. Defeitos: F -Fissuras TL-Trincas Longitudinais (C-curtase L-longas). TT -Trincas Transversais (C-curtase L-longas). TB -Trincas interligadas de Bloco. TBE -Trincas interligadas de Bloco com Erosão. TJ -Trincas interligadas “Jacaré” ou de fadiga. TJE -Trincas interligadas “Jacaré”, de fadiga com Erosão. ALP -Afundamentos Localizados Plásticos. ATP -Afundamentos na Trilha de roda Plásticos. ALC -Afundamento Localizado de Consolidação. ATC -Afundamento na Trilha de roda de Consolidação. E -Escorregamento do revestimento e de “massa” EX –Exsudação O -Corrugação e ondulação D -Desagregação, desgaste, polimento dos agregados ‘