Resumo lei de licitação 8666
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Resumo lei de licitação 8666


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Coisas de prova
ATUALIZAÇÃO
Art. 1º Os valores estabelecidos nos incisos I e II do caput do art. 23 da Lei nº 8.666/1993, ficam atualizados nos seguintes termos:
I - para obras e serviços de engenharia:
- Na modalidade convite - até R$ 330.000,00 (330k) (antes 150k)
- Na modalidade tomada de preços - até R$ 3.300.000,00 (3.3kk) (antes 1.5kk)
- Na modalidade concorrência - acima de R$ 3.300.000,00 (3.3kk)
II - para compras e serviços não incluídos no inciso I:
- Na modalidade convite - até R$ 176.000,00 (176k) (antes 80k)
- Na modalidade tomada de preços - até R$ 1.430.000,00 (1.43kk) (antes 650k)
- Na modalidade concorrência - acima de R$ 1.430.000,00 (1.43kk)
SOBRE AS RESTAURAÇÃO DE OBRA DE ARTE
DISPENSÁVEL: XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade.
INEXIGÍVEL: VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. SE FOR DE NATUREZA SINGULAR
Obs.: Note que para ser inexigível é o lance de ser serviço técnico especializado DE NATUREZA SINGULAR. eE ele disser seco \u201crestaurar obra de arte\u201d é dispensável , pois não sabemos se tem a natureza singular ou não.
DICA: Se ele disser \u201cautenticidade certificada, inerente a finalidade do órgão\u201d É DISPENSÁVEL, porque como temos de tipificar o caso na lei, para ser dispensável tem de ser exatamente como está escrito (o ROL É TAXATIVO). Se não falar nada de autenticidade e nada de finalidade do órgão, já sabemos que não será dispensável, porque se não for exatamente como está na lei, não tipifica o ROL taxativo, então não vale. Aí jogamos para inexigível, colocando isso como um serviço técnico profissional especializado de natureza singular.
Q935964 Na contratação de restaurador para preservar obra arquitetônica existente em prédio público estadual, tombado pelo patrimônio histórico e a ser reformado, é inexigível a licitação
 FOI DADA CORRETO. Até o professor não concordou, pois para ser inexigível o serviço deveria ser de natureza singular. Também não podemos afirmar ser dispensável porque não sabemos se tem autenticidade certificada ou se é inerente à finalidade do órgão. 
ADJUDICAÇÃO X HOMOLOGAÇÃO:
Adjudicação: ato pelo qual a Administração, em vista do eventual contrato a ser travado, proclama satisfatória a proposta classificada em primeiro lugar.
Saliente-se, a princípio, que adjudicar não é contratar, mas tão somente declarar oficialmente o vencedor da licitação. Após a adjudicação, a administração NÃO é obrigada a celebrar o contrato administrativo. Embora não seja obrigada a contratar, caso necessite realizar a contratação, só poder fazê-lo com o vencedor da licitação. É por isso que se diz que a adjudicação tem força vinculante. 
Mas o mesmo após homologada a licitação, o processo licitatório pode ser revogado (CESPE já deu como correto na DPE-RN(2015)
A adjudicação não vincula a pessoa administrativa ao licitante vencedor, por ser um ato meramente DECLARATÓRIO. A adjudicação sem a homologação não produz efeitos jurídicos fora do processo de licitação. Só a homologação os produz. O primeiro licitante classificado tem direito à adjudicação, mas a Administração pode ou não homologar essa mesma adjudicação, por ato de autoridade. A recusa à homologação deve ser, no entanto, motivada.
Q643295 Realizado o procedimento licitatório e celebrado o contrato administrativo, é admissível que a administração revogue o ato de adjudicação do objeto ao vencedor.Parte superior do formulário
 FALSO. Caso seja celebrado o contrato administrativo, estamos no caso dos atos que não podem ser revogados pois fazem parte de processo administrativo em que já ocorreu a sua preclusão. 
I) A licitação é um processo administrativo, e o ato da adjudicação é posterior ao da celebração do contrato. Após celebrar o contrato já não se pode mais revogar a adjudicação, devido a sua preclusão. 
Q448588 O princípio da adjudicação obrigatória ao vencedor é a garantia da celebração do contrato com o vencedor da licitação
 FALSO. Não quer dizer que vai garantir que o contrato seja celebrado, mas sim que caso venha a ser celebrado, o objeto será adjudicado ao vencedor. 
Q381835 Sendo a adjudicação compulsória ato declaratório e vinculado, obriga-se a administração a celebrar contrato com o vencedor do certame
 FALSO. Realmente é declaratório e vinculado, entretanto não obriga a administração a celebrar o contrato. 
Q330862 A adjudicação ao vencedor do certame licitatório é obrigatória, salvo se ele desistir expressamente do contrato ou não o assinar no prazo fixado, sem comprovar motivo justo
 CORRETO. Adjudicação será sempre obrigatória sim, mas a HOMOLOGAÇÃO que não é obrigatória.
SOBRE CONTRATAÇÕES DIRETAS:
Em processo de contratação direta por dispensa, inexigibilidade, etc. o TCU exige que antes de contratar direto haja uma pesquisa de mercado, colhendo no mínimo 3 PREÇOS antes de contratar diretamente.
Q898611 O STJ entende que a contratação direta, quando não for caracterizada situação de dispensa ou inexigibilidade de licitação, gera dano ao erário na modalidade in re ipsa, pois o poder público perde a oportunidade de contratar a melhor proposta.
 CORRETO. Dano \u201cin re ipsa\u201d significa dano presumido.
Q326523 Em caso de grave perturbação da ordem interna, é dispensável a realização de processo licitatório pela administração pública para a celebração de contratos
FALSO. O que é dispensado / dispensável / inexigível é a LICITAÇÃO (que seria a fase externa).
I) Nestes três casos o processo licitatório ainda é necessário, pois vai haver toda a justificativa da contratação, do preço pago, do motivo da dispensa, etc. 
Q912723 A contratação direta por inexigibilidade dispensa a instauração de processo administrativo específico. 
 FALSO. Mesmo caso da anterior. O processo administrativo ainda é obrigatório, o que não ocorrerá é a fase externa da licitação.
SOBRE PRORROGAR O CONTRATO (FCC COBRA MUITO)
Q869093 Um órgão está com contrato de serviço de limpeza vigente, e ele pretende prorrogar o contrato por mais 1 ano. 
I) Nesse caso pode prorrogar sim (Não vi ninguém comentando qual hipótese permitia) mas deverá se dar por escrito e mediante aditivo, e vai ter de publicar o extrato do edital
1- Como se faz a prorrogação: Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato.
2- Extrato do edital após ter sido feito o aditivo: Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, que é condição indispensável para sua eficácia, será providenciada pela Administração até o 5º dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de 20 dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei.
TCU: Em regra, a prorrogação do contrato administrativo deve ser efetuada ANTES do término do prazo de vigência, mediante termo aditivo, para que não se opere a extinção do ajuste. A jurisprudência desta Corte de Contas se consolidou ao longo do tempo no sentido de considerar irregular o aditamento feito após o término da vigência contratual, uma vez que o contrato original estaria formalmente extinto, de sorte que não seria juridicamente cabível a sua prorrogação ou a continuidade da sua execução 
MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE EM LICITAÇÃO (FORA DA 8666)
Lei 8666: § 14.  As preferências definidas neste artigo e nas demais normas de licitação e contratos devem privilegiar o tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte na forma da lei. 
1 \u2013 Nas licitações, a exigência de comprovação de regularidade fiscal das microempresas e empresas de pequeno porte será feita apenas para efeito de assinatura do contrato.
2 \u2013 Nos processos licitatórios será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação