Recuperação Judicial e Falência - Parte 6 (Recuperação Extrajudicial)
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Recuperação Judicial e Falência - Parte 6 (Recuperação Extrajudicial)


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RECUPERAÇÃO JUDICIAL E FALÊNCIA DIREITO EMPRESARIAL PARTE 6
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Arts. 161 a 16 7 da LRE
Conce ito:
Trata- se de um acordo pri vado re ali zado entre o de ve d or ( empres ári o, EIRELI ou soci e dade e mpre sária) e
cre dores ti tul are s de cré di tos re presentativos de mai s de trê s qui ntos ou da total idade do passi vo, em que o
Pode r Judi ciári o parti ci pa ape nas quand o de sua homol ogação eve ntu al exe cução, em caso de
de scumprimento por quai sque r parte s.
Ino vação trazi da pe l a Lei 11.101/2 005.
Diz resp ei to à compos i ção de in te re sses, preli mi nar d a re cupe ração.
Característi cas:
Somente os cre dore s que anuíre m ex pre ssamente ao pl ano f i cam sujei tos aos se us e fei tos.
O papel dos credore s que não ade ri re m se o de me ra f iscali zação.
Pode rão mani fe star- se contrari ame nte , quando o pl ano es ti ve r para homol ogação j udi ci al .
També m ne sta ocasi ão pod e rão aderi r.
O plano não pode preve r ante ci pação de venci me nto de dívi d as ou tratamen to de sf av orável dos credo re s
que não i nte gre m o ref e ri do pl ano.
Dif e re a entre a re cupe rão ex trajudici al e a judicial:
Na re cupe ração ex trajudi ci al ape n as os cre dore s mai s rele vante s parti cipam do proce ss o.
Não ex iste a ne cessidade de se ir a j zo, i ni cial me nte .
O procedi me n to é mais si mples, re al i zad o no âmbi to pri v ado.
O juiz apenas homol oga o pl ano previ ame nte aprovado pe los cre dore s.
O deve dor sel e ci ona e co nvoca q ue m que r.
Ad e re ao pl ano que m que r.
Exce ção art. 16 3:
O plano obri gaa todos os cre dore s por e le abrangi dos , de sde que assi n ado por cred ore s que rep re se ntem
mai s de 3/ 5 de todos os cré di tos de cada e s ci e po r el e abrangi do s.
Os cré di tos pre vi stos no art. 43 (sóci os do devedor, soci edade s coli gadas, control adas, e tc.) não serão
compu tados .
O c di to e m moe da e s trangeira se conve rti do e m moe da naci onal co m base no câmbi o da vé s pe ra da
assi natura do pl an o.
Em caso de ali enação de be m gravado com garanti a re al, a e ve n tual supre ss ão da garanti a ou sua
subs ti tui ção de pe nde de e xpress a concordânci a do credo r que ti tul a a garanti a.
Re quisi tos para re quere r a homologação:
Exe rce r su a ati vi dade, de forma re gul a, há pel o me nos dois anos, ou sej a, de ve e star i ns cri to no Re gistro de
Empre sas há pelo me n os dois anos.
Não se r f ali do, e , se o f oi , e stare m ex ti ntas su as obrigações por sentença transi tad a em ju l gad o.
Não ter si do cond enado, assi m como seu admi nistrador ou contro l ador, por crime fali me ntar.
Não ter ne nhum pe di d o de re cupe ração judi ci al.
Não ter obti do recupe ração judi ci al ou extrajudi ci al há me n os de 2 anos.
Credores não ati ngidos pel a re cupe ração ex trajudici al :
Cred ore s trabal hi s tas.
Cred ore s tributári os .
Cred ore s ti tul are s de pos i ção de proprie tári o f i duci ári o de bens móvei s ou i móvei s, de arre ndador me rcanti l ,
de proprie tári o ou promi tente vende dor de imó ve is cuj os re spe ctivos contratos conte nham cl áusul a de
i rre vogabi lid ade ou i rretratabilidade e de propri e tári o e m contrato de ve nda com res e rva de do nio.
Cred ore s de correntes de adi antamento de contrato de câmbi o para e xportação.
PROCEDIMENTO
Plano e pedi do de homol ogação:
O plano é el aborado pel o de ve do r e discu ti d o com os se us cred ore s.
Os mei os de re cupe ração são vári os.
Tanto pode se r um dos me ncion ados no artigo 50 como outro que aten da os i nte resses e spe fi cos dos
cre dore s conv ocados.
O pedi do de ve se r instruído:
Com a j usti fi cativa do de ve dor.
Documento que conte nha se us te rmos e condi çõe s do pl ano, devidame nte assinado pel os credores
anuentes.
Expo si ção da situação patrimo ni al.
Demonstrações contábe is rel ativas ao úl ti mo ex e rci o soci al .
Demonstrações contábe is compos tas de bal anço patri mon i al , de monstr ão de re sul tad os
acumul ados, re sul tado do úl ti mo ex e rci o, rel atório ge re ncial de fluxo de caixa.
Documentos comprobatóri os dos pode re s dos su bscritores para nov ar ou transi gi r.
Re l ão comple ta dos cred ore s.
Ap ós a homologação, os credores não pode o de si s ti r da adesão ao pl an o.
O pedi do de homol ogação do pl ano não i mpli ca a suspensão dos di rei tos, õe s ou e xecuçõe s, nem a
i nvi abi li dade do pedi do de f alê nci a ori undo de cre dore s al he i os ao pl an o.
A se ntença h omol ogatóri a cons ti tui tul o e xtraj udi ci al .
Procedi me nto j udici al:
Re cebi do pedido de homol ogação do pl ano , o jui z orde n ará a publi cação do e di tal no órgão of i ci al e e m
j ornal de grande circul ação, conv ocando todo s os cre dore s para apresentarem su as i mp ugnaçõe s.
O prazo para i mpugnar se de 30 di as.
Ap resentada impugnação, o j ui z abri prazo de 5 di as para o de ve dor se mani fe star.
Decorri do o prazo, os autos se o conclus os ao juiz para homol ogar ou não o pl ano de re cupe ração,
prol atando sua se nte nça.
Da se nte n ça cabe recurso de apel ão se m ef eito suspe n si vo.
Moti vos para i mpugnação:
Se env ol ve r todos os cré di tos, fal ta de aprovação de 3/ 5 dos cre dores.
Prática, pe lo devedor, de atos caracte sti cos da i nsol vê ncia pre vi stos no art. 94, i nciso II I.
Prática, pe lo devedor, de ato preju di ci al aos credore s, em co nluio fraudule nto com te rcei ro.
Des cumpri me nto de qualque r dos re quisi tos es pe cíf i cos re clamad os pe l a l ei .
Des cumpri me nto de qualque r outra ex i gê nci a le gal.