Educação Inclusiva (5º Semestre Psicologia 2019) - Conteúdo Online UNIP
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Educação Inclusiva (5º Semestre Psicologia 2019) - Conteúdo Online UNIP


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EDUCAÇÃO INCLUSIVA
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA (Módulo 0)
 
Organização do material:
 
Nesta disciplina, você terá oportunidade de estudar as principais 
características da educação da criança deficiente visual, auditiva, física, 
intelectual, bem como a possibilidade de intervenção do pedagogo no 
processo de desenvolvimento e aprendizagem. Além disso, compreender a 
importância do pedagogo, do psicólogo e do assistente social, na instituição 
escolar, como mediadores da educação inclusiva. Por fim, analisar os 
princípios e as estratégias de intervenção frente aos problemas de 
aprendizagem e de comportamento da criança no contexto escolar em uma 
perspectiva crítica.
 
O programa da disciplina está distribuído em 8 módulos, que devem ser 
estudados ao longo do semestre letivo. Alguns tópicos serão objeto de 
avaliação na NP1 (Módulos 1 a 4) e outros serão avaliados na NP2 (Módulos 
5 a 8).
 
Da mesma forma, há um livro texto com todo o conteúdo da disciplina e, 
também, teleaulas distribuídas em três unidades que, da mesma forma, irão 
ajudá-lo em seus estudos.
 
Sugerimos que você siga a ordem abaixo apresentada, ao planejar seu 
estudo, uma vez que os temas mantém entre si uma relação lógica.
 
Módulo 1:
Inclusão escolar: definição e procedimentos de intervenção.
Definição de Inclusão
Movimentos internacionais e nacionais a favor da inclusão
História da educação especial no Brasil e políticas públicas
 
Módulo 2:
A criança com deficiência visual
Os olhos, Mecanismo da visão e Saúde da visão.
Definição de deficiência visual
Classificação e Causas da deficiência visual
 
Módulo 3:
A criança com deficiência auditiva
Os ouvidos, Mecanismo da audição, Saúde auditiva.
Definição de deficiência auditiva
Classificação e Causas da deficiência auditiva
 
Módulo 4:
A criança com deficiência intelectual
Definição de deficiência intelectual ou mental
Classificação e Causas da deficiência intelectual ou mental
A criança com altas habilidades
Avaliação psicológica da criança com altas habilidades
O papel da família no desenvolvimento de altas habilidades e talentos
O papel da escola na estimulação do talento criativo
 
Módulo 5:
A criança com deficiência física ou motora
Problemas de saúde física
Deficiência física e Deficiência motora
A criança com diagnóstico de síndromes
Síndrome de Asperger, Síndrome de Prader-Willi, Síndrome de Tourette, 
Síndrome de Williams.
 
Módulo 6:
A criança com problema de aprendizagem - linguagem- comportamento
Definição de problema de aprendizagem
Diagnóstico e Tratamento do problema de aprendizagem
Distúrbios de Linguagem e Distúrbios de Comportamento
 Distúrbios de Linguagem e Distúrbios de Comportamento
 
Módulo 7: Fenômenos escolares que interferem no processo de ensino e 
aprendizagem da criança
Síndrome de Burnout e Bullying
 
Módulo 8: Intervenções em rede: intervenções em psicologia e assistência 
social no contexto educacional
                
Em cada um dos módulos, haverá uma breve apresentação do assunto, 
indicação de material para leitura, atividades de estudo e exercícios de 
verificação da aprendizagem. Lembre-se que a mera realização dos 
exercícios não permitirá a aprendizagem dos temas. É imprescindível que 
você faça as leituras indicadas.
 
O presente conteúdo, por se tratar da apresentação do curso, não inclui 
exercícios. 
 
Bibliografia:
A Bibliografia apresentada a seguir relaciona as obras consideradas 
importantes para o estudo dos temas. Em cada módulo, serão indicados os 
trechos específicos que devem ser lidos.
 
 
Bibliografia Básica:
AMARO, Deigles Giacomelli. Educação Inclusiva. Aprendizagem e 
Cotidiano Escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.
 
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar. O que é? Por quê? Como 
fazer? 2ª. Ed. São Paulo: Moderna, 2006.
 
MAZZOTTA, Marcos J.S. Educação especial no Brasil: história e políticas 
públicas. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2003.
 
Bibliografia Complementar:
 
CIASCA, Silvia M. (org.) Distúrbios de Aprendizagem: Proposta de avaliação 
interdisciplinar. Casa do Psicólogo: São Paulo, 2003.
 
Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (org.) Medicalização de 
crianças e adolescentes. Conflitos silenciados pela redução de questões 
sociais a doenças de indivíduos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2010.
 
FLEITH, Denise de Souza; ALENCAR, Eunice Soriano. Desenvolvimento de 
talentos e altas habilidades. Porto Alegre: Artmed, 2007.
 
GONZÁLEZ, Eugenio. ET al. Necessidades educacionais 
específicas. Intervenção Psicoeducacional. Porto Alegre: Artmed, 2007.
 
JOSÉ, Elisabete da Assunção; COELHO, Maria Teresa. Problemas de 
Aprendizagem. 2. Ed. São Paulo: Ática, 2002.
  
Artigos e textos disponíveis na internet:
 
BRASIL. Declaração de Salamanca. Sobre Princípios, Políticas e Práticas 
na Área das Necessidades Educativas Especiais.
Disponível em: portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf 
Acesso em: 21/03/2011.
 
Ferdinando Casagrade. A legislação educacional que trata da 
inclusão. Revista Nova Escola. Julho de 2009. Disponível em:http://
revistaescola.abril.com.br/inclusao/inclusao-no-brasil/legislacao-
educacional-trata-inclusao-482187.shtml
Acesso em: 21/03/2011.
 
NETO, Aramis Lopes; SAAVEDRA, Lúcia Helena. Diga não para o 
bullying: Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre 
Estudantes.
Disponível em: www.observatoriodainfancia.com.br/IMG/pdf/doc-154.pdf
Acesso em: 26/03/2011.
 
Sites
 
http://www.scielo.br
 
 Módulo 1 
1. Inclusão escolar: definição e procedimentos de 
intervenção 
 
1.1. Definição de Inclusão 
 
De acordo com Leny Mrech,[1] o objetivo da 
educação inclusiva (inclusão) é incluir as crianças 
deficientes no ensino regular e romper com 
preconceitos e estereótipos que envolvem a exclusão 
escolar de crianças com qualquer tipo de deficiência. 
 
A inclusão escolar foi sugerida pela UNESCO em 
1968, mas só se concretizou em 1986, nos EUA, 
quando crianças com deficiências leves e moderadas 
foram inseridas nas classes regulares comuns. 
Segundo Mrech, pais, professores, especialistas e 
instituições trabalharam contra todos os tipos de 
preconceito para que a educação inclusiva pudesse 
atingir mais de 5,8 milhões de deficientes americanos, 
em todos os níveis de ensino. 
 
No Brasil, devido às intervenções do MEC, já existem 
escolas que realizam o mesmo trabalho. No entanto, 
ainda há o preconceito de muitos profissionais que 
afirmam que as crianças devem ser separadas das 
demais e colocadas em classes ou escolas especiais. 
Nesse sentido, os estereótipos relacionados aos 
deficientes são muito fortes, contribuindo para a 
exclusão social e escolar. 
 
Ainda conforme Mrech, as crianças com deficiências 
mentais, físicas, visuais, auditivas, com distúrbios de 
aprendizagem ou emocionais conseguem inúmeros 
progressos em classes de ensino regular. Isso é 
possível porque elas têm a possibilidade de conviver 
em um contexto mais amplo, assimilando novas 
experiências. Segundo a professora, 
 
(...) vídeos comparativos entre o desenvolvimento de 
deficientes em escolas especiais e os que estão em 
escolas de ensino regular demonstram o alto grau de 
progresso desses últimos. A linguagem é acelerada e 
eles aprendem novos conceitos brincando com as 
outras crianças. 
 
 
 
Nosso objetivo é tentar romper com todos os 
processos de estigmatização, fazendo com que as 
crianças não sejam mais avaliadas apenas através 
dos testes de QI, mas pelo próprio potencial que elas 
apresentam. Isto porque esses testes medem o que 
ela não tem, em vez de lidar com aquilo que ela 
poderia utilizar no contexto escolar (Leny Mrech). 
 
 
A inclusão escolar é prevista pela Lei de Diretrizes e 
Bases (LDB), Lei nº 9.394 de 20/12/1996, da 
Constituição Federal Brasileira. Esse foi um fato 
histórico, conquistado após muitos anos
Luciana
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ANA
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