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Perícia, Avaliação e Arbitragem - Livro-Texto Unidade I

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Autor: Prof. Ricardo Sussumu Takatori 
Colaboradoras: Profa. Divane Alves da Silva
 Profa. Elisabeth Alexandre Garcia
 Profa. Angélica Carlini
Perícia, Avaliação e 
Arbitragem
Professor conteudista: Ricardo Sussumu Takatori
Ricardo Sussumu Takatori é mestre em Controladoria e Contabilidade pela FECAP–SP, economista pela PUC‑SP 
e técnico de Contabilidade pelo Instituto Monitor‑SP. Atuou profissionalmente em empresas privadas do setor de 
fabricação de canetas, telecomunicações e informática, construção civil (como especialista na elaboração de projetos 
econômicos e financeiros) e na área de controladoria (orçamento e custos), ocupando cargos gerenciais. Gerenciou e 
assessorou empresas do Governo do Estado, de pesquisa e controle ambiental, em obras e junto à prefeitura.
Atua como perito judicial na justiça civil e do trabalho e como assistente técnico junto aos escritórios de advocacias.
É especialista nos cálculos judiciais, principalmente da área civil.
Ministra aulas de contabilidade, economia e administração financeira, com grau de especialização em disciplinas 
específicas, tais como: contabilidade pública, perícia contábil, contabilidade aplicada à construção civil, saúde, esporte, 
seguros, hotelaria e turismo, métodos quantitativos e matemática financeira e outras disciplinas, nos cursos de 
graduação e pós‑graduação, em instituições como Fecap, Mackenzie, Uninove, UNIP, Unifai, Unifei e outras instituições 
de renome.
É autor de livros para cursos EaD de disciplinas relacionadas à contabilidade.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
T136p Takatori, Ricardo Sussumo 
Perícia, avaliação e arbitragem / Ricardo Sussumo Takatori. – 
São Paulo: Editora Sol, 2015.
128 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2‑007/15, ISSN 1517‑9230.
1.Perícia. 2. Avaliação. 3. Arbitragem. I. Título.
CDU 347.918
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona‑Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Virgínia Bilatto
 Milena Cassucci
 Lucas Ricardi
Sumário
Perícia, Avaliação e Arbitragem
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 CONCEITO DE PERÍCIA ................................................................................................................................... 11
1.1 Objeto da perícia contábil ................................................................................................................. 13
1.2 Campo de aplicação da perícia contábil ..................................................................................... 14
2 FLUXOGRAMA DE UM PROCESSO JUDICIAL ........................................................................................ 17
3 PERÍCIAS JUDICIAIS ........................................................................................................................................ 21
3.1 Tipos de perícias judiciais .................................................................................................................. 21
3.1.1 Perícia judicial .......................................................................................................................................... 21
3.1.2 Perícia extrajudicial ................................................................................................................................ 23
3.2 Perícia contábil no código civil e no código do processo civil .......................................... 26
3.3 Características da perícia judicial .................................................................................................. 38
3.4 Objeto da perícia judicial .................................................................................................................. 39
3.5 Usuários da perícia contábil ............................................................................................................ 41
3.6 Procedimentos básicos da perícia contábil ................................................................................ 42
4 PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA PERÍCIA JUDICIAL ........................................................................ 44
4.1 Perito judicial ......................................................................................................................................... 44
4.2 Responsabilidades civil e criminal ................................................................................................. 53
4.3 Assistente técnico ................................................................................................................................ 54
4.3.1 Responsabilidades .................................................................................................................................. 54
4.3.2 Pareceres ..................................................................................................................................................... 54
Unidade II
5 TRABALHO PERICIAL ...................................................................................................................................... 59
5.1 Planejamento do trabalho pericial ................................................................................................ 60
5.2 Os papéis de trabalho ......................................................................................................................... 63
5.3 Diligências ............................................................................................................................................... 65
5.4 Quesitos .................................................................................................................................................... 68
5.5 Laudo pericial ......................................................................................................................................... 70
5.6 Prazos ........................................................................................................................................................ 77
5.7 Honorários ............................................................................................................................................... 79
5.8 Desenvolvimento do trabalho ......................................................................................................... 84
5.9 As técnicas utilizadas na elaboração do laudo pericial ........................................................ 85
6 FASES DO PROCESSO JUDICIAL .................................................................................................................87
6.1 Fase de instrução .................................................................................................................................. 87
6.2 Perícia na fase de execução ............................................................................................................. 88
6.3 A impugnação das partes ................................................................................................................. 91
6.4 Esclarecimento às partes ................................................................................................................... 91
7 AVALIAÇÃO ........................................................................................................................................................ 91
7.1 Modelos de avaliação de empresas ............................................................................................... 94
7.2 Modelos patrimoniais de avaliação .............................................................................................. 95
7.3 Modelo de avaliação patrimonial contábil ................................................................................ 95
7.4 Modelo de avaliação patrimonial pelo mercado ..................................................................... 96
7.5 Avaliação relativa ou modelo baseado em múltiplos índices financeiros .................... 96
7.6 Avaliação por fluxo de caixa descontado ................................................................................... 97
8 ARBITRAGEM .................................................................................................................................................... 98
8.1 Árbitros ...................................................................................................................................................101
8.2 Requisitos para ser árbitro..............................................................................................................102
8.3 Impedimento e suspeição ...............................................................................................................104
8.3.1 Impedimento ..........................................................................................................................................104
8.3.2 Suspeição .................................................................................................................................................107
8.4 Procedimentos arbitrais ...................................................................................................................110
8.4.1 Ordinário ................................................................................................................................................... 110
8.4.2 Sumário ......................................................................................................................................................111
8.4.3 Ad hoc .......................................................................................................................................................112
8.5 Sentença arbitral ................................................................................................................................113
7
APRESENTAÇÃO
A disciplina Perícia, Avaliação e Arbitragem é uma parte muito específica da contabilidade, pois 
somente os profissionais dessa área podem praticá‑la.
Cabe ao profissional de contabilidade fazer parte dos processos judiciais, auxiliando os juízes e 
advogados na elucidação das dúvidas pertinentes aos aspectos contábeis.
A inserção da perícia contábil no Código do Processo Civil e na legislação pertinente reforça a 
importância de ministrar a disciplina em questão, pois cabe ao profissional de contabilidade o 
fornecimento de provas contábeis, respostas às questões formuladas pela justiça, juízes e advogados, 
para que haja o esclarecimento e o efetivo julgamento da lide.
Em muitas situações não há a necessidade da perícia elaborada no campo judicial, pois as partes 
envolvidas podem solicitar a interveniência de profissional contábil, com habilidade para esclarecer a 
disputa, através da arbitragem, uma forma simplificada da perícia contábil.
Outra forma de elaborar uma perícia contábil ocorre através do arbitramento, cuja técnica é 
baseada na utilização de poucos dados, com os quais o perito contábil deve ter a habilidade de definir 
parâmetros para a elaboração do laudo pericial, elucidando as dúvidas da disputa judicial de forma 
objetiva e clara.
São objetivos da disciplina: demonstrar os conceitos, tipos, características e legislação pertinente; a 
perícia contábil como prova judicial; o perito contábil como auxiliar da justiça; seu campo de atividade; 
respostas aos quesitos formulados pelos envolvidos; procedimentos de trabalho; a elaboração do laudo 
pericial; fixação dos honorários; cumprimento dos prazos fixados e as normas que regem a atuação do 
perito contábil.
Técnicas de avaliações são demonstradas conforme os preceitos da contabilidade e as técnicas de 
arbitragem complementam a disciplina.
Após o estudo da disciplina, o aluno estará capacitado a colocar em prática, partindo de um 
embasamento conceitual, o conhecimento das técnicas periciais e arbitrais na solução dos conflitos 
envolvendo a contabilidade.
INTRODUÇÃO
Na década de 90, a Polícia Federal do Brasil desencadeou uma série de operações, prendendo muitos 
empresários sob a alegação de falcatruas, fraudes e sonegação fiscal.
Essas operações foram iniciadas com a anuência da Justiça, que permitiu aos policiais: escutas 
telefônicas, análises de documentos e outros fatos relevantes relacionados à investigação, devidamente 
analisados pelos técnicos da Polícia Federal.
8
Em que momento a PF decide tornar pública uma investigação secreta?
As operações só vêm à tona quando a PF reúne indícios e provas suficientes para iniciar 
inquéritos e ações na Justiça. Por isso, muitas vezes, a instituição se vê obrigada a permitir 
que o esquema criminoso continue a funcionar em sigilo, até que os agentes tenham 
provas substanciais. Só então começa a parte visível da operação, com sirenes e prisões. 
Esse método permite que, além de pequenos operadores criminosos, sejam capturados os 
indivíduos graduados do esquema [...]
[...] Houve várias operações, com destaque para:
— Têmis, Hurricane: venda de sentenças judiciais favoráveis aos jogos ilegais;
— Sanguessuga: compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público;
— Hidra: combate ao contrabando;
— Anaconda: venda de sentenças judiciais;
— Águia e Planador: tráfico internacional de drogas;
— Zaqueu: corrupção nas delegacias do trabalho;
— Matusalém e Zumbi: fraudes no INSS;
— Lince: extração ilegal de diamantes;
— Lince 2: adulteração de combustíveis e roubo de carga;
— Farol da Colina: remessa ilegal de dinheiro para o exterior;
— Soro: falsificação de leite em pó;
— Sucuri e Trânsito livre: facilitação de contrabando;
— Pandora: extorsão de empresários;
— Vampiro: fraude em licitação de hemoderivados;
— Isaías: extração ilegal de madeira
Fonte: AS OPERAÇÕES da Polícia Federal. Disponível em: 
<http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/operacoes_pf/index.shtml>. 
9
O fato mais importante nessas operações é que a investigação teve o objetivo de coletar indícios e 
provas para a fundamentação do crime, principalmente dos envolvidos.
As operações sempre resultam em prisões?
Nem sempre. Muitas vezes, elas visam apenas obter provas que podem cooperar com as 
investigações. Isso impede, por exemplo, que os suspeitos se adiantem aos longos inquéritos 
e destruam provas. De qualquer forma, tanto as prisões quanto a apreensão de provas 
dependem de autorização da Justiça. Ao ser deflagrada, a operação Têmis não realizou 
prisões, mas coletou centenas de documentos e discos rígidosde computadores de suspeitos; 
já a Hurricane prendeu 25 pessoas, além de recolher duas toneladas de documentos, 19 
armas, mais de 500 joias, 51 carros de luxo e milhões em dinheiro vivo
Fonte: AS OPERAÇÕES da Polícia Federal. Disponível em: 
<http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/operacoes_pf/index.shtml>. 
Figura 1
Essas investigações foram realizadas em documentos, sendo a maioria de caráter contábil, onde 
é registrada a composição da movimentação patrimonial, muitas vezes relacionada às transações 
comerciais, que são caracterizadas pelo aumento do patrimônio de forma ilícita e irregular.
As investigações da Polícia Federal demonstram que, havendo um planejamento e foco, pode‑se 
chegar à verdade dos fatos. Essas investigações têm todas as características das atividades efetuadas 
por um perito judicial.
Quando um profissional é nomeado pelo juiz para desempenhar o papel de perito judicial, deve 
elaborar um planejamento e determinar o objetivo a ser esclarecido, utilizando as técnicas científicas e 
as habilidades técnicas exigidas pela Justiça.
A Perícia Contábil constitui‑se de um conjunto de procedimentos utilizados por um profissional 
que domina profundamente contabilidade, com o intuito de fornecer informações sobre o patrimônio 
de entidades físicas ou jurídicas. As informações levantadas darão origem a fatos definitivamente 
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confiáveis e de aceitação incontestável. Para a execução dos trabalhos periciais (laudo pericial contábil 
ou parecer pericial contábil), o perito‑contador e o perito‑assistente utilizam duas grandes ferramentas: 
a experiência profissional e o conhecimento de normas jurídicas, profissionais e de legislação atinentes 
à matéria periciada.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Unidade I
1 CONCEITO DE PERÍCIA
Os conceitos relacionados à perícia são diversos. Neste trabalho, apresentamos alguns:
Perícia, na linguagem jurídica, designa especialmente, em sentido lato, a 
diligência realizada ou executada por peritos, a fim de que se esclareçam ou 
se evidenciem certos fatos.
Significa, portanto, a pesquisa, o exame, a verificação acerca da verdade ou 
da realidade de certos fatos, por pessoas que tenham reconhecida habilidade 
ou experiência na matéria de que se trata. Assim, a denominação dada a 
esta habilidade ou saber passou a distinguir a própria ação ou investigação 
levada a efeito para o esclarecimento pretendido (SILVA, 2004, p. 352).
Segundo Júnior et al. (2000, p. 25):
No glossário do Instituto de Avaliações e Perícias de Engenharia IBAPE/SP, 
existe a seguinte definição:
“Perícia: atividade concernente a exame realizado por profissional especialista, 
legalmente habilitado, destinada a verificar ou esclarecer determinado fato, 
apurar as causas motivadoras do mesmo, ou o estado, alegação de direito ou 
a estimação da coisa que é objeto de litígio ou processo”.
Segundo Magalhães et al. (2001, p. 12):
A perícia, pela óptica mais ampla, pode ser entendida como qualquer 
trabalho de natureza específica, cujo rigor na execução seja profundo. 
Dessa maneira, pode haver perícia em qualquer área científica ou até 
em determinadas situações empíricas, por outro lado, a natureza do 
processo é que a classificará, podendo ser de origem judicial, extrajudicial, 
administrativa ou operacional. Quanto à natureza dos fatos que a ensejam, 
pode ser classificada como criminal, contábil, médica, trabalhista etc.
Magalhães (2001, p. 12), ainda traz:
Entende‑se por perícia o trabalho de notória especialização feito com o 
objetivo de obter prova ou opinião para orientar uma autoridade formal no 
julgamento de um fato, ou desfazer conflito em interesse de pessoas.
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Segundo Alberto (2009, p. 19): “[...] perícia é um instrumento especial de constatação, prova ou 
demonstração, científica ou técnica, da veracidade de situações, coisas ou fatos”.
No caso do profissional especialista, para exercer a atividade de perícia deve ter formação universitária 
em determinada área de especialização ou, caso haja comarcas com falta de profissionais habilitados, 
poderá ser nomeado como perito um profissional de notório conhecimento, mesmo sem essa formação.
Quanto à habilitação legal, há o caso dos contadores, que deverão estar inscritos no Conselho 
Regional de Contabilidade.
De acordo com a NBC T13:
A Perícia Contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos 
destinados a levar a instância decisória elementos de prova necessária 
a subsidiar a justa solução de litígio, mediante laudo pericial contábil e/
ou parecer pericial contábil em conformidade com as normas jurídicas e 
profissionais e a legislação específica no que for pertinente.
Fonte: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/t13.htm>.
A perícia tem de ser específica, ou seja, ter um objeto próprio e limitado, que deverá ser analisado de 
forma profunda, dentro do campo de atuação da perícia.
O perito não deverá deixar de verificar qualquer fato ou documento, que servirá de suporte para a 
conclusão do laudo pericial. Não poderá, de forma alguma, proceder à análise por amostragem. Ele tem 
de demonstrar conhecimento específico da ciência relacionada ao objeto da perícia.
Esse conhecimento pode advir de sua formação universitária ou, no caso do chamado conhecimento 
notório, ser fruto da experiência profissional ou de vida da pessoa. Por conta desse aspecto é que a 
perícia poderá ser efetuada por profissional que não tenha formação universitária específica, mas que 
detenha notórios conhecimentos dos fatos relacionados à perícia.
O objetivo da perícia é fornecer elementos para a tomada de decisões e, para isso, o perito irá 
utilizar os meios técnicos e científicos para constatar coisas e demonstrar se as alegações das partes são 
verdadeiras, por meio de relatórios, cálculos e análises minuciosas, claras e objetivas.
 Observação
A perícia contábil pode ser executada somente por profissional com 
formação superior em Ciências Contábeis, devidamente registrado no 
Conselho Regional de Contabilidade.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
 Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto, acesse o site:
<http://www.manualdepericias.com.br/Servicos_peritos_contadores.
asp>.
1.1 Objeto da perícia contábil
Segundo Sá (1997, p. 13), a perícia contábil é uma tecnologia, porque é a aplicação dos conhecimentos 
científicos da contabilidade.
Assim, a perícia contábil terá como objeto principal as questões que envolvem o patrimônio de 
pessoas físicas ou jurídicas, visando sempre uma delimitação, pois o perito deverá focalizar seu trabalho 
estritamente no objeto em discussão, para o qual foi contratado ou nomeado e, em hipótese alguma, 
poderá ir além dele.
Segundo Neto e Mercandale (2000, p. 4):
O objeto da perícia contábil são as questões contábeis propostas, geradoras 
da necessidade da prova. O perito contábil, ao apreciar essas questões, 
deve atentar para determinados limites à matéria, sem, entretanto, 
deixar de proceder a minuciosa observação de forma eficaz e com total 
imparcialidade.
Neto e Mercandale (2000, p. 5) ainda complementam:
No âmbito judicial, o objeto da perícia contábil são as questões contábeis 
(propostas nos autos em forma de alegações ou contestações)discutidas 
pelas partes e que são submetidas à apreciação do perito, a fim de se obter 
parecer técnico que possibilite revelar a verdade dos fatos, contribuindo, 
assim, para o desate da lide.
Segundo D`Áuria apud Ornelas (2000, p. 35):
A perícia contábil tem por objeto central os fatos ou questões contábeis 
relacionadas com a causa (aspecto patrimonial), as quais devem ser 
verificadas e, por isso, são submetidas à apreciação técnica do perito, que 
deve considerar, nessa apreciação, certos limites essenciais, ou “caracteres 
essenciais”
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Assim, Ornelas (2000, p. 35) considera que, independentemente dos procedimentos a serem adotados, 
são características essenciais da perícia contábil:
a) limitação da matéria;
b) pronunciamento adstrito à questão ou questões propostas;
c) meticuloso e eficiente exame do campo prefixado;
d) escrupulosa referência à matéria periciada;
e) imparcialidade absoluta de pronunciamento.
Ornelas (2000, p. 36) complementa: “[...] em se tratando de perícia judicial contábil, os limites da 
matéria submetida à apreciação pericial são delineados pelo próprio objeto sub judice ou pelo magistrado 
dos pontos controvertidos quando do despacho saneador, ou em audiência”.
A perícia contábil tem como objeto a determinação do juiz ou as dúvidas colocadas pelas partes. 
O perito contador deve se ater às questões formuladas no objeto, não estendendo ou extrapolando o 
solicitado; caso ocorra este excesso, o laudo pericial será nulo e o perito contador pode ser processado 
civil e criminalmente.
1.2 Campo de aplicação da perícia contábil
A perícia contábil, como especialização da Ciência Contábil, é aplicada em todos os casos em que 
há a necessidade de uma avaliação precisa de fatos que envolvam o patrimônio de pessoas físicas ou 
jurídicas.
Sá (1997, p. 93) explica que são muitos os casos de ações judiciais para os quais se requer a perícia 
contábil. Como força de prova, alicerçada em outros elementos como a escrita contábil, os documentos 
(tudo aliado a um acervo científico e tecnológico), a perícia é algo especial e específico. São considerados 
grandes campos de ação do perito os seguintes: alimentos (ação ordinária); apuração de haveres; 
avaliação de patrimônio incorporado; busca e apreensão, entre outras.
O campo de aplicação da perícia contábil é bastante amplo, abarcando desde os lançamentos 
contábeis diários até o valor patrimonial econômico e contábil da empresa. O poder judiciário, na figura 
do juiz, determinará a necessidades específicas da perícia contábil, seja entre pessoas físicas ou jurídicas, 
nos vários ramos do direito. Recentemente, o árbitro também tem se utilizado dos conhecimentos da 
contabilidade em suas decisões.
Como neste trabalho o enfoque principal são as ações trabalhistas, segue a descrição da forma que 
a perícia é aplicada nessas ações.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Atuação da perícia contábil
Todo trabalho desenvolvido pelo perito contador ocorre nas disputas em que os objetos são os dados 
e informações contábeis.
Leia a seguir o que afirma Hoog (s.d.):
Diferença entre auditoria e perícia contábil
A perícia é a prova elucidativa dos fatos, já a auditoria é revisão, verificação, tendendo 
a ser necessidade constante, repetindo‑se de tempos em tempos, com menos rigores 
metodológicos, pois se utiliza da amostragem.
Já a perícia repudia a amostragem como critério pelo caráter de eventualidade e só 
trabalha com o universo completo, onde a opinião é expressa com rigores de cem por cento 
de análise. Para melhor visualização, apresentamos as principais características de auditoria 
e perícia.
A perícia tem em suas entranhas o status de conhecimento notório, tratado na Lei 
9.457, de 5 de maio de 1997, que alterou a Lei 6.404‑76 no seu artigo 163, parágrafo 8, 
que trata o profissional com o status de conhecimento notório e necessário para apurar 
fatos. No mesmo ordenamento, parágrafo 4, temos a figura contemporânea dos auditores 
independentes, para esclarecimentos ou apuração de fatos específicos, que acreditamos ser 
o relatório ou parecer de auditoria, submetido à apreciação do conselho fiscal.
Por isso, entendemos que a lógica do conhecimento, experiência e carreira ou educação 
continuada, no sentido holístico, segue a lógica da formação acadêmica de: primeiro 
contador, segundo auditor e a terceira e maior especialização, perito, pois só é possível 
ser perito o profissional contador que domina as técnicas de auditorias, de perícia e tem 
algum domínio do direito tributário, bancário, comercial, financeiro, penal, administrativo, 
constitucional, previdenciário, ambiental, trabalhista e processual, condição desejada para 
se navegar no meio jurídico como auxiliar do juízo.
Naturalmente, este conhecimento também é bom para o auditor, mas se exige com mais 
propriedade do perito, por ser este, junto com o juiz, o provedor do equilíbrio da Justiça.
O status do perito também é elevado para categoria de cientista, por força do CPC, 
artigo 145, que trata do perito como sendo um cientista para assistir o juízo em matérias 
de ciência e tecnologia.
A auditoria, ramo da mesma árvore, contabilidade, tem como seu destaque as revisões 
de procedimentos relativos às atividades de interesse da CVM, pois a Lei 6.385‑76, artigos 
26 e 27 tratam do assunto, enfatizando o registro do profissional na CVM que está 
normalizando as condições que considera ideais para conceder o registro. Naturalmente, é 
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importante frisarmos que este registro da CVM só é obrigatório quando a empresa auditada 
está entre aquelas relacionadas na lei, ficando fora as auditorias de empresas que não 
estejam negociando ações na bolsa e que não estejam operando com valores mobiliários, 
por exemplo, uma montadora de veículos automotores, de capital fechado.
São duas atividades ótimas, recomendamos estágios nas duas áreas antes de decidir 
a carreira, acreditamos que seguir as duas simultaneamente é muito difícil, mas não 
impossível, pois ambas requerem estudos continuados e pesquisas cientificas, as duas 
bradam por constante e eterna reciclagem.
Naturalmente, temos estimulado os alunos do curso de ciências contábeis para o 
exercício do direito de escolher livremente a opção profissional mais adequada aos seus 
sonhos, motivo pelo qual recomendamos aos pesquisadores, alunos e ex‑alunos da ciência 
contábil, professores e demais estudiosos do assunto, a leitura do livro Prova Pericial 
Contábil – aspectos práticos & fundamentais, editado pela Juruá em 2001, com 389 páginas 
– editora@jurua.com.br, para que conheçam a profissão de perito e exerçam o seu livre 
arbítrio para decidir sobre uma ou outra especialização.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
2 FLUXOGRAMA DE UM PROCESSO JUDICIAL
Procedimento ordinário
Petição inicial (arts. 282 e 283)
Indeferimento (art. 295)Deferimento (art. 190) 48 horas
Resposta (art. 297) 
15 dias
Reconvenção
(art. 315)
Contestação à reconvenção
(art. 316) ‑ 15 dias
Contestação
(art. 297)
Sem resposta
Incompetência
Ao excepto Juiz reconhece Juiz não 
reconhece
Ao tribunal de 
justiça
Decisão Ao substituto Arrazoa
Impedimento e suspeição
Providências preliminares
(art. 323) 10 dias
Emenda (art. 284)10 dias
Citação (art. 285) 
15 dias
Apelação 
(arts. 285 e 513)
Reforma
Manutenção
Baixa
Provimento Desprovimento
Art. 319 ‑ julgamento antecipado
Art. 324 ‑ nomear curador
(art. 9º) esp. provas
Exceções
(arts. 304 a 314)
Arquivamento
MP, União, Estados, DF, 
Municípios, Autarquias e 
Fundações (art. 188, CPC) 
60 dias
No prazo da contestação o réu oferece: 
– nomeação à autoria (art. 64, CPC); 
– denunciação à lide (art. 71, CPC); 
– chamamaneto ao processo (art. 78, CPC); 
– impugnação ao valor da causa (art. 261, CPC); 
– declaratória incidental (art. 325, CPC);
– réu revel (art. 324) ‑ nomear curador (art. 9º) ‑ esp. provas; 
– declaração incidente (art. 325) ‑ decisão; 
– fatos impeditivos, modificativos, extintivos (art. 326) ‑ prova doc.; 
– alegações do réu sobre art. 301 ‑ prova doc. (art. 327).
Figura 2 – Fluxograma de um processo judicial – procedimentos básicos
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Réplica
Especificação de 
provas
Julgamento conforme o 
estado do processo
Saneamento do processo 
(art. 331)
Audiência preliminar 
(art. 331)
Perícias e diligências
Audiência de instrução e 
julgamento (art. 450)
Memorial (art. 456)
Sentença (arts. 458 a 465)
Apelação (art. 513)
15 dias
Contra‑razões
Remessa ao tribunal de justiça
Julgamento antecipado 
(art. 330)
Agravo de instrumento ou retido 
(arts. 522 a 529) 10 dias
Apelação (art. 513)
Extinção do processo 
(art. 329)
Prova testemunhal 
depoimento pessoal
Embargos de declaração 
5 dias (art. 536)
Figura 3 – Fluxograma do processo judicial – Andamento
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Petição inicial com indicação de provas, rol 
de testemunhas e documentos
Indeferimento
Emenda
Juiz designa audiência de 
conciliação
Citação para comparecimento 
à audiência
Audiência: (prazo de 10 dias entre a citação e a audiência)
– tentativa de conciliação: homologação da conciliação por semana; 
– defesa escrita ou oral, com exceções ou impugnação ao valor da causa; 
– indicação das provas, se houver; 
– alegações finais.
Sentença na audiência 
ou no prazo de 10 dias
O juiz designa audiência de 
instrução e julgamento
O juiz poderá determinar a 
conversão em procedimento 
ordinário, se houver 
necessidade
Embargos de declaração 
(prazo de 5 dias)
Embargos de 
declaração (prazo 
de 5 dias)
Apelação (prazo de 15 ou 30 
dias)
Figura 4 – Fluxograma do processo judicial – Decisão do juízo
Os procedimentos judiciais demonstrados anteriormente por meio dos fluxogramas foram elaborados 
pelo poder judiciário, com base no Código do Processo Civil.
Processo: [...] é o instrumento colocado à disposição dos cidadãos para 
solução de seus conflitos de interesses e pelo qual o Estado exerce a 
jurisdição. Tal solução e exercício são desenvolvidos com base em regras 
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legais previamente fixadas e buscam, mediante a aplicação do direito 
material ao caso concreto, a entrega do bem da vida, a pacificação social e 
a realização da Justiça (BARROSO, 2000, p. 3).
Procedimento: [...] é a forma como o processo se exterioriza e materializa no 
mundo jurídico. É através do procedimento que o processo age. Basicamente 
consiste ele numa sequência de atos que deve culminar com a declaração do 
Judiciário sobre quem tem o direito material (bem da vida) na lide submetida 
à sua apreciação. Esta sequência deve observar, obrigatoriamente, a dialética 
processual, consistente em facultar às partes a efetiva participação durante 
seu desenvolvimento (tese do autor e antítese do réu) e garantir a utilização 
de todos os recursos legais inerentes à defesa dos interesses de cada litigante, 
tudo para formar o convencimento do julgador (síntese) (BARROSO, 2000, 
p. 4).
Prova pericial no procedimento sumário
Segundo o artigo 276 do CPC, é cabível a prova pericial no procedimento sumário. Porém, na própria 
peça inaugural deverá o autor requerer a prova, formulando quesitos e indicando o seu assistente 
técnico.
Cabe afirmar que é possível o juiz determinar a perícia de ofício (artigo 130 do CPC), não ocorrendo 
nesse caso a preclusão consumativa, que impede o autor e o réu de requerer perícia, apresentar quesitos 
e indicar assistente técnico, se não o fizeram na inicial e na contestação. A prova pericial deve ser de 
menor complexidade, mas se a causa exigir maiores dilações probatórias, o juiz converterá o processo 
para o procedimento o ordinário (artigo 277, § 5º, do CPC).
Quando necessário esclarecer matéria específica ou requerida pelas partes, o juiz aplica o artigo 421 
do Código do Processo Civil (BRASIL, 2002):
Art. 421. O juiz nomeará o perito, fixando de imediato o prazo para a entrega 
do laudo (Lei nº 8.455, 1992).
§ 1o Incumbe às partes, dentro em 5 (cinco) dias, contados da intimação do 
despacho de nomeação do perito:
I ‑ indicar o assistente técnico;
II ‑ apresentar quesitos.
§ 2o Quando a natureza do fato o permitir, a perícia poderá consistir apenas 
na inquirição pelo juiz do perito e dos assistentes, por ocasião da audiência de 
instrução e julgamento a respeito das coisas que houverem informalmente 
examinado ou avaliado (Lei nº 8.455, 1992).
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
3 PERÍCIAS JUDICIAIS
3.1 Tipos de perícias judiciais
Segundo Sá (1997, p. 19), é possível classificar as perícias em três grandes grupos gerais:
• perícia judicial: a verificação de uma empresa para que o juiz possa homologar a concordata que 
ela pediu;
• perícia administrativa: a verificação contábil para apurar corrupção;
• perícia especial: aquela que se faz para fusão de sociedade.
Para Alberto (2000, p. 53), os ambientes de atuação que lhe definirão as características podem ser, 
do ponto de vista mais geral, o ambiente judicial, o ambiente semijudicial, o ambiente extrajudicial e o 
ambiente arbitral.
São, então, quatro as espécies de perícias detectáveis, segundo o raciocínio esposado:
• perícia judicial: dentro dos processos judiciais, nomeada pelos juízes;
• perícia semijudicial: no Estado, fora do poder judiciário;
• perícia extrajudicial: nos confrontos judiciais entre particulares;
• perícia arbitral: perícia realizada por vontade das partes.
3.1.1 Perícia judicial
Representa a perícia realizada dentro dos procedimentos processuais do poder judiciário, por 
determinação, requerimento ou necessidade de seus agentes ativos e se desenvolve ou se processa 
segundo regras legais específicas.
A perícia judicial é especifica e define‑se pelo texto da lei; estabelece o artigo 420 do Código de 
Processo Civil, na parte relativa ao processo de conhecimento: “a prova pericial consiste em exame, 
vistoria e avaliação” (BRASIL, 1973).
Ela se motiva pelo fato de o juiz depender do conhecimento técnico ou especializado de um 
profissional para poder decidir; essas perícias podem ser:
• oficiais: determinadas pelo juiz, sem requerimento das partes;
• requeridas: determinadas pelo juiz, com requerimento das partes;
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• necessárias: quando a lei ou a natureza do fato impõe sua realização;
• facultativas:o juiz determina se houver conveniência;
• perícias de presente: realizadas no curso do processo;
• perícias do futuro: são as cautelares preparatórias da ação principal. Visam perpetuar fatos que 
podem desaparecer com o tempo.
As perícias judiciais têm origem numa ação judicial que tramita em juízo.
A perícia judicial, como o próprio nome está dizendo, tem fundamento numa ação postulada em 
juízo, podendo ser determinada diretamente pelo juiz dirigente do processo ou a ele requerida, pelas 
partes em litígio. Na perícia judicial, os exames são, na maioria das vezes, específicos e recaem sobre 
fatos que já se encontram em discussão no âmbito do processo.
Nos processos judiciais civis, além da rotina técnica de procedimentos, existe um cerimonial 
inerente ao desenvolvimento regular do processo, sendo ele: indicação do perito judicial pelo juiz, 
indicação de assistentes técnicos pelas partes, formulação de quesitos, por meio dos quais as partes 
e o próprio juiz manifestam as dúvidas que desejam ver esclarecidas pela perícia, o compromisso dos 
peritos e os prazos.
Podem ser requeridas pelas partes ou determinadas pelo próprio juiz.
Em qualquer dos casos, o juiz, ao determinar a perícia, nomeia o perito do juízo e as partes indicam 
seus assistentes técnicos (opcionalmente). Às vezes, uma das partes, ou ambas, deixa de indicar 
assistentes, declarando que se “louva” no perito do juízo.
Ao ser nomeado, o perito deve comparecer ao cartório e consultar os autos do processo para avaliar 
seus honorários, o que deverá ser feito levando em consideração alguns detalhes, tais como: vulto 
do trabalho a ser feito, grau de dificuldade, local da diligência e despesas previstas. Calculado o total, 
deverá se dirigir ao juiz, por meio de petição onde exporá, com detalhes, os honorários pretendidos, 
requerendo, também, o seu depósito para iniciar os trabalhos.
O perito deverá acompanhar o andamento do processo e, tão logo tenha seus honorários depositados, 
retirará os autos do cartório por meio de carga, no livro apropriado, em poder de funcionário indicado 
para isso.
De posse dos autos, o perito deverá imediatamente fazer um levantamento de tudo que vai necessitar 
para seu trabalho (livros, documentos etc.) e dirigir‑se à sede da empresa ou ao local da perícia, onde 
entrará em contato com o interessado e com ele deixará por escrito a relação do que deseja, marcando 
dia e hora de retorno. A relação por escrito deverá ser feita em duas vias. O perito trará uma delas, 
devidamente assinada por quem a recebeu. No dia e hora marcada, retornará para fazer a perícia.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Há perícias de diversas modalidades, de acordo com as necessidades processuais. As principais, no 
entanto, são:
• nas varas cíveis: prestação de contas, avaliações patrimoniais, litígios entre sócios, indenizações, 
avaliações de fundos de comércio, renovatórios de locações e outras;
• nas varas criminais: fraudes e vícios contábeis, adulterações de lançamentos e registros, 
desfalques e alcances, apropriações indébitas e outras;
• nas varas de família: avaliação de pensões alimentícias, avaliações patrimoniais e outras;
• nas varas de órfãos e sucessões: apuração de haveres, prestação de contas de inventariantes e 
outras;
• na justiça do trabalho: indenizações de diversas modalidades, litígios entre empregadores e 
empregados de diversas espécies;
• no tribunal marítimo: avarias simples e grossas, sinistros em geral;
• nas varas de falências e concordatas: perícias falimentares em geral.
 Lembrete
As perícias judiciais ocorrem no âmbito da justiça e todas as tramitações 
são fixadas no Código de Processo Civil, constando todo procedimento, 
de acordo com as normas legais. Cada espécie de processo envolvendo as 
partes é enquadrada em um dos vários ramos do direito, trabalho, família, 
falências, civis e outros. Em todos os processos pode haver a necessidade 
de perito contador.
 Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto, acesse o site:
<http://www.inpecon.com.br/index.php/caminhos‑da‑pericia‑judicial/>.
3.1.2 Perícia extrajudicial
É aquela realizada fora do judiciário, por vontade das partes. Seu objetivo poderá ser:
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• demonstrar a veracidade ou não do fato em questão;
• discriminar interesses de cada pessoa envolvida em matéria conflituosa;
• comprovar fraude, desvios ou simulação.
Representa a perícia realizada fora do Estado, por necessidade e escolha de entes físicos e jurídicos 
particulares, privados. A perícia extrajudicial subdivide‑se em:
• demonstrativa: tem como finalidade demonstrar a veracidade ou não do fato ou caso previamente 
especificado na consulta;
• discriminativa: tem como finalidade colocar nos justos termos os interesses de cada um dos 
envolvidos na matéria potencialmente duvidosa;
• comprobatória: tem como finalidade a comprovação das manifestações patológicas da matéria 
periciada (fraude, desvios, simulações), entre outras.
A perícia extrajudicial é livremente contratada entre as partes em litígio, isto é, se realiza 
particularmente, dentro de uma entidade econômica; em alguns casos esporádicos, no patrimônio 
de pessoas físicas. Esse tipo de perícia se processa por meio de exames, que podem ser genéricos ou 
específicos.
Os primeiros exames, os genéricos, envolvem todos os setores de uma entidade econômica, para 
certificar a realidade de suas contas, ou mesmo a eficiência da administração do patrimônio dessa 
entidade (ou pessoa). Nesses casos, a perícia procede à verdadeira medição da dinâmica patrimonial e 
seus resultados no período de uma administração, ou seja, busca‑se, além da regularidade das contas, o 
conhecimento do emprego de todo o potencial que o patrimônio dispunha naquele período.
Nos exames específicos, a finalidade precípua é a análise de fenômenos isolados ocorridos durante 
a evolução dinâmica desse patrimônio, cujos resultados servirão para sanar as lesões resultantes de 
qualquer natureza, ou mesmo para tomada de decisões que, dependendo de seus resultados, poderão 
até mudar a feição de sua administração.
As perícias extrajudiciais independem de tramitação judicial. São livremente contratadas entre as 
partes envolvidas e os peritos.
Os tipos mais importantes de perícia extrajudicial são:
• perícia fiscal, procedida pelos agentes da fiscalização federal, estadual ou municipal;
• perícia para equivalência patrimonial entre empresas;
• perícia para avaliação patrimonial de bens e direitos;
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• perícia para avaliação de fundo de comércio;
• perícia para avaliação de bens e direitos para integralização do capital social das sociedades 
anônimas;
• perícia para cisão, fusão, incorporação ou transformação de empresas;
• perícias para arbitramentos de valores indenizatórios;
• perícia para litígio entre sócios de empresas;
• perícias para avaliação de resultados econômicos das empresas;
• perícias para avaliação de locações ou indenizações em caso de ações renovatórias de contratos 
de locação.
 Saiba mais
Para conhecer mais sobre o assunto, acesse o site:
<http://www.inesul.edu.br/revista/arquivos/arq‑idvol_5_1247865610.
pdf>. 
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 Saiba mais
Para conhecer mais sobreo tema, acesse site:
<http://www.facape.br/socrates/Trabalhos/A_Importancia_da_Pericia_
Contabil.htm>. 
3.2 Perícia contábil no código civil e no código do processo civil
O código civil compreende as normas das atividades comerciais e empresariais, regulamentando os 
procedimentos dos direitos dos envolvidos.
O código do processo civil rege os procedimentos que devem ser obedecidos em todos os processos 
enquadrados no código civil.
No código civil, verificamos a necessidade da perícia contábil, enquanto no código do processo 
civil, os procedimentos de nomeação e desenvolvimento da atividade pericial contábil são fixados para 
esclarecer pontos duvidosos que o juiz e os advogados, por ventura, possam ter.
Aspectos ligados à perícia contábil introduzidos pelo novo código civil
Nas dissoluções de sociedade:
Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu 
funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
§ 1o Far‑se‑á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua 
dissolução.
§ 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam‑se, no que couber, às 
demais pessoas jurídicas de direito privado.
§ 3o Encerrada a liquidação, promover‑se‑á o cancelamento da inscrição da pessoa 
jurídica.
Contagem de prazo:
Art. 132. Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam‑se os prazos, 
excluído o dia do começo e incluído o do vencimento.
§ 1o Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar‑se‑á prorrogado o prazo até o 
seguinte dia útil.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
§ 2o Meado considera‑se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia.
§ 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no 
imediato, se faltar exata correspondência.
§ 4o Os prazos fixados por hora contar‑se‑ão de minuto a minuto.
Da fraude contra credores:
Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os 
praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, 
poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.
§ 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.
§ 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.
Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, 
quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.
Art. 160. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda não tiver pago o preço 
e este for, aproximadamente, o corrente, desobrigar‑se‑á depositando‑o em juízo, com a 
citação de todos os interessados.
Parágrafo único. Se inferior, o adquirente, para conservar os bens, poderá depositar o 
preço que lhes corresponda ao valor real.
Art. 161. A ação, nos casos dos artigos 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor 
insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou 
terceiros adquirentes que hajam procedido de má‑fé.
Art. 162. O credor quirografário, que receber do devedor insolvente o pagamento da 
dívida ainda não vencida, ficará obrigado a repor, em proveito do acervo sobre que se tenha 
de efetuar o concurso de credores, aquilo que recebeu.
Art. 163. Presumem‑se fraudatórias dos direitos dos outros credores as garantias de 
dívidas que o devedor insolvente tiver dado a algum credor.
Art. 164. Presumem‑se, porém, de boa‑fé e valem os negócios ordinários indispensáveis 
à manutenção de estabelecimento mercantil, rural, ou industrial, ou à subsistência do 
devedor e de sua família.
Art. 165. Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em 
proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores.
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Parágrafo único. Se esses negócios tinham por único objeto atribuir direitos preferenciais, 
mediante hipoteca, penhor ou anticrese, sua invalidade importará somente na anulação da 
preferência ajustada.
Da prova:
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado 
mediante:
I – confissão;
II – documento;
III – testemunha;
IV – presunção;
V – perícia.
Valor/força probante dos documentos:
Documento público:
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé 
pública, fazendo prova plena.
§ 1o Salvo quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve conter:
I – data e local de sua realização;
II – reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos tenham 
comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas;
III – nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e 
demais comparecentes, com a indicação, quando necessário, do regime de bens do 
casamento, nome do outro cônjuge e filiação;
IV – manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes;
V – referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade 
do ato;
VI – declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes, ou de 
que todos a leram;
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
VII – assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelião ou seu 
substituto legal, encerrando o ato.
Validade das cópias de documentos do poder judiciário:
Art. 216. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça 
judicial, do protocolo das audiências, ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão, sendo 
extraídas por ele, ou sob a sua vigilância e por ele subscritas, assim como os traslados de 
autos, quando por outro escrivão consertados.
Art. 217. Terão a mesma força probante os traslados e as certidões, extraídos por tabelião 
ou oficial de registro, de instrumentos ou documentos lançados em suas notas.
Art. 218. Os traslados e as certidões considerar‑se‑ão instrumentos públicos, se os 
originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato.
Validade das declarações das partes em documentos:
Art. 219. As declarações constantes de documentos assinados presumem‑se verdadeiras 
em relação aos signatários.
Parágrafo único. Não tendo relação direta, porém, com as disposições principais ou com 
a legitimidade das partes, as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua 
veracidade do ônus de prová‑las.
Art. 220. A anuência ou a autorização de outrem, necessária à validade de um ato, 
provar‑se‑á do mesmo modo que este e constará, sempre que se possa, do próprio 
instrumento.
Obrigatoriedade de registro público de documento particular:
Art. 221. O instrumento particular, feito e assinado, ou somente assinado por quem 
esteja na livre disposição e administração de seus bens, prova as obrigações convencionais 
de qualquer valor; mas os seus efeitos, bem como os da cessão, não se operam, a respeito 
de terceiros, antes de registrado no registro público.
Parágrafo único. A prova do instrumento particular pode suprir‑se pelas outras de 
caráter legal.
Validade de documentos enviados por meio eletrônico ou similar:
Art. 222. O telegrama, quando lhe for contestada a autenticidade, faz prova mediante 
conferência com o original assinado.
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Limite de validade da validade de autenticação do tabelião de notas:
Art. 223. A cópia fotográfica de documento, conferida por tabelião de notas, valerá como 
prova de declaração da vontade, mas, impugnada sua autenticidade, deverá ser exibido o original.
Parágrafo único. A prova não supre a ausência do título de crédito, ou do original, nos 
casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição.
Obrigatoriedade de tradução de documentos escritos em outras línguas:
Art. 224. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o 
português para ter efeitos legais no País.
Limite da validade das provas de reproduções de originais:
Art. 225. As reproduções fotográficas, cinematográficas, os registros fonográficos e, em 
geral, quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem 
prova plena destes, se a parte, contra quem forem exibidos, não lhes impugnar a exatidão.
Valor probante dos registros contábeis vinculados à sua consistência:
Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que 
pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem 
confirmados por outros subsídios.
Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que 
a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais e pode ser 
ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos.
Forma de liquidação de dívida e a obrigação de fazer em moeda corrente:
Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente 
e pelo valor nominal, salvo o disposto nos artigos subsequentes.
Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem 
como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os 
casos previstos na legislação especial.
Art. 319. O devedor que paga tem direito a quitação regular e pode reter o pagamento, 
enquanto não lhe seja dada.
Art. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, designará 
o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo 
e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Parágrafo único. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação, se 
de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida.
Art. 321. Nos débitos, cuja quitação consista na devolução do título, perdido este, 
poderá o devedor exigir, retendo o pagamento, declaração do credor que inutilize o título 
desaparecido.
Art. 322. Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece, 
até prova em contrário, a presunção de estarem solvidas as anteriores.
Art. 323. Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros, estes presumem‑se pagos.
Art. 324. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento.
Parágrafo único. Ficará sem efeito a quitação assim operada se o credor provar, em 
sessenta dias, a falta do pagamento.
Art. 325. Presumem‑se a cargo do devedor as despesas com o pagamento e a quitação; 
se ocorrer aumento por fato do credor, suportará este a despesa acrescida.
Permissão de estipular aumento progressivo de prestações sucessivas:
Art. 316. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas.
Do inadimplemento das obrigações:
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros 
e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos e honorários 
de advogado.
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em 
que executou o ato de que se devia abster.
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
Da mora:
Art. 394. Considera‑se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que 
não quiser recebê‑lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer.
Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, 
atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos e 
honorários de advogado.
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Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá 
enjeitá‑la e exigir a satisfação das perdas e danos.
Premissas das perdas e danos:
Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro, serão pagos com 
atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, abrangendo 
juros, custas e honorários de advogado, sem prejuízo da pena convencional.
Parágrafo único. Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo e não havendo 
pena convencional, pode o juiz conceder ao credor indenização suplementar.
Do termo inicial da contagem de juros de mora:
Art. 405. Contam‑se os juros de mora desde a citação inicial.
Dos juros legais – fixação de seu percentual mínimo:
Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem 
taxa estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo 
a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda 
Nacional.
Art. 407. Ainda que se não alegue prejuízo, é obrigado o devedor aos juros da mora que 
se contarão assim às dívidas em dinheiro, como às prestações de outra natureza, uma vez 
que lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial, arbitramento, ou acordo 
entre as partes.
Da retirada de sócio de sociedade:
Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio, o valor 
da sua quota, considerados pelo montante efetivamente realizado, liquidar‑se‑á, salvo 
disposição contratual em contrário, com base na situação patrimonial da sociedade, à data 
da resolução, verificada em balanço especialmente levantado.
Da liquidação da sociedade – atribuições do liquidante:
Art. 1.102. Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante na forma do disposto neste 
Livro, procede‑se à sua liquidação, de conformidade com os preceitos deste Capítulo, 
ressalvado o disposto no ato constitutivo ou no instrumento da dissolução.
Parágrafo único. O liquidante, que não seja administrador da sociedade, investir‑se‑á 
nas funções, averbada a sua nomeação no registro próprio.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Art. 1.103. Constituem deveres do liquidante:
I – averbar e publicar a ata, sentença ou instrumento de dissolução da sociedade;
II – arrecadar os bens, livros e documentos da sociedade, onde quer que estejam;
III – proceder, nos quinze dias seguintes ao da sua investidura e com a assistência, 
sempre que possível, dos administradores, à elaboração do inventário e do balanço geral do 
ativo e do passivo;
IV – ultimar os negócios da sociedade, realizar o ativo, pagar o passivo e partilhar o 
remanescente entre os sócios ou acionistas;
V – exigir dos quotistas, quando insuficiente o ativo à solução do passivo, a integralização 
de suas quotas e, se for o caso, as quantias necessárias, nos limites da responsabilidade de 
cada um e proporcionalmente à respectiva participação nas perdas, repartindo‑se, entre os 
sócios solventes e na mesma proporção, o devido pelo insolvente;
VI – convocar assembleia dos quotistas,cada seis meses, para apresentar relatório e 
balanço do estado da liquidação, prestando conta dos atos praticados durante o semestre, 
ou sempre que necessário;
VII – confessar a falência da sociedade e pedir concordata, de acordo com as formalidades 
prescritas para o tipo de sociedade liquidanda;
VIII – finda a liquidação, apresentar aos sócios o relatório da liquidação e as suas contas 
finais;
IX – averbar a ata da reunião ou da assembleia, ou o instrumento firmado pelos sócios, 
que considerar encerrada a liquidação.
Parágrafo único. Em todos os atos, documentos ou publicações, o liquidante empregará 
a firma ou denominação social sempre seguida da cláusula “em liquidação” e de sua 
assinatura individual, com a declaração de sua qualidade.
Art. 1.104. As obrigações e a responsabilidade do liquidante regem‑se pelos preceitos 
peculiares às dos administradores da sociedade liquidanda.
Art. 1.105. Compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os atos 
necessários à sua liquidação, inclusive alienar bens móveis ou imóveis, transigir, receber e 
dar quitação.
Parágrafo único. Sem estar expressamente autorizado pelo contrato social, ou pelo voto 
da maioria dos sócios, não pode o liquidante gravar de ônus reais os móveis e imóveis, 
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contrair empréstimos, salvo quando indispensáveis ao pagamento de obrigações inadiáveis, 
nem prosseguir, embora para facilitar a liquidação, na atividade social.
Art. 1.106. Respeitados os direitos dos credores preferenciais, pagará o liquidante as 
dívidas sociais proporcionalmente, sem distinção entre vencidas e vincendas, mas, em 
relação a estas, com desconto.
Parágrafo único. Se o ativo for superior ao passivo, pode o liquidante, sob sua 
responsabilidade pessoal, pagar integralmente as dívidas vencidas.
Art. 1.107. Os sócios podem resolver, por maioria de votos, antes de ultimada a liquidação, 
mas depois de pagos os credores, que o liquidante faça rateios por antecipação da partilha, 
na medida em que se apurem os haveres sociais.
Art. 1.108. Pago o passivo e partilhado o remanescente, convocará o liquidante assembleia 
dos sócios para a prestação final de contas.
Art. 1.109. Aprovadas as contas, encerra‑se a liquidação e a sociedade se extingue, ao ser 
averbada no registro próprio, a ata da assembleia.
Parágrafo único. O dissidente tem o prazo de trinta dias, a contar da publicação da ata, 
devidamente averbada, para promover a ação que couber.
Art. 1.110. Encerrada a liquidação, o credor não satisfeito só terá direito a exigir dos 
sócios, individualmente, o pagamento do seu crédito, até o limite da soma por eles recebida 
em partilha e a propor contra o liquidante ação de perdas e danos.
Art. 1.111. No caso de liquidação judicial, será observado o disposto na lei processual.
Art. 1.112. No curso de liquidação judicial, o juiz convocará, se necessário, reunião 
ou assembleia para deliberar sobre os interesses da liquidação e as presidirá, resolvendo 
sumariamente as questões suscitadas.
Parágrafo único. As atas das assembleias serão, em cópia autêntica, apensadas ao processo judicial.
Do contabilista e outros auxiliares – responsabilidade civil:
Art. 1.177. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente, por qualquer dos 
prepostos encarregados de sua escrituração, produzem, salvo se houver procedido de má‑fé, 
os mesmos efeitos como se o fossem por aquele.
Parágrafo único. No exercício de suas funções, os prepostos são pessoalmente responsáveis, 
perante os preponentes, pelos atos culposos; e, perante terceiros, solidariamente com o 
preponente, pelos atos dolosos.
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
Art. 1.178. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos, praticados 
nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados 
por escrito.
Parágrafo único. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento, somente 
obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito, cujo instrumento 
pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor.
Das premissas para a escrituração contábil:
Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema 
de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, 
em correspondência com a documentação respectiva e a levantar anualmente o balanço 
patrimonial e o de resultado econômico.
§ 1o Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros ficam a critério dos 
interessados.
§ 2o É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o 
art. 970.
Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser 
substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o 
lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.
Art. 1.181. Salvo disposição especial de lei, os livros obrigatórios e, se for o caso, as fichas, 
antes de postos em uso, devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis.
Parágrafo único. A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário, ou a 
sociedade empresária, que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios.
Art. 1.182. Sem prejuízo do disposto no artigo 1.174, a escrituração ficará sob a 
responsabilidade de contabilista legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na 
localidade.
Art. 1.183. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em 
forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem 
entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens.
Parágrafo único. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas, que 
constem de livro próprio, regularmente autenticado.
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Art. 1.184. No Diário serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do 
documento respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações 
relativas ao exercício da empresa.
§ 1o Admite‑se a escrituração resumida do Diário, com totais que não excedam o período 
de trinta dias, relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da 
sede do estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados, 
para registro individualizado e conservados os documentos que permitam a sua perfeita 
verificação.
§ 2o Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico, 
devendo ser ambos assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e 
pelo empresário ou sociedade empresária.
Art. 1.185. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de 
lançamentos poderá substituir os livros Diários pelo livro Balancetes Diários e Balanços, 
observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele.
Art. 1.186. O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre:
I – a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis, pelo respectivo saldo, 
em forma de balancetes diários;
II – o balanço patrimonial e o de resultado econômico, no encerramento do exercício.
Art. 1.187. Na coleta dos elementos para o inventário serão observados os critérios de 
avaliação a seguir determinados:
I – os bens destinados à exploração da atividade serão avaliados pelo custo de aquisição,devendo, na avaliação dos que se desgastam ou depreciam com o uso, pela ação do tempo 
ou outros fatores, atender‑se à desvalorização respectiva, criando‑se fundos de amortização 
para assegurar‑lhes a substituição ou a conservação do valor;
I – os valores mobiliários, matéria‑prima, bens destinados à alienação, ou que constituem 
produtos ou artigos da indústria ou comércio da empresa, podem ser estimados pelo custo 
de aquisição ou de fabricação, ou pelo preço corrente, sempre que este for inferior ao preço 
de custo e quando o preço corrente ou venal estiver acima do valor do custo de aquisição, 
ou fabricação e os bens forem avaliados pelo preço corrente, a diferença entre este e o preço 
de custo não será levada em conta para a distribuição de lucros, nem para as percentagens 
referentes a fundos de reserva;
III – o valor das ações e dos títulos de renda fixa pode ser determinado com base na 
respectiva cotação da Bolsa de Valores; os não cotados e as participações não acionárias 
serão considerados pelo seu valor de aquisição;
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
IV – os créditos serão considerados de conformidade com o presumível valor de 
realização, não se levando em conta os prescritos ou de difícil liquidação, salvo se houver, 
quanto aos últimos, previsão equivalente.
Parágrafo único. Entre os valores do ativo podem figurar, desde que se preceda, 
anualmente, à sua amortização:
I – as despesas de instalação da sociedade, até o limite correspondente a dez por cento 
do capital social;
II – os juros pagos aos acionistas da sociedade anônima, no período antecedente ao 
início das operações sociais, à taxa não superior a doze por cento ao ano, fixada no estatuto;
III – a quantia efetivamente paga a título de aviamento de estabelecimento adquirido 
pelo empresário ou sociedade.
Art. 1.188. O balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a situação 
real da empresa e, atendidas as peculiaridades desta, bem como as disposições das leis 
especiais, indicará, distintamente, o ativo e o passivo.
Parágrafo único. Lei especial disporá sobre as informações que acompanharão o balanço 
patrimonial, em caso de sociedades coligadas.
Art. 1.189. O balanço de resultado econômico, ou demonstração da conta de lucros e 
perdas, acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito, na forma da 
lei especial.
Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, 
sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou 
a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas 
em lei.
Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração 
quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, 
administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência.
§ 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a requerimento 
ou de ofício, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, sejam examinados 
na presença do empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem, ou de pessoas 
por estes nomeadas, para deles se extrair o que interessar à questão.
§ 2o Achando‑se os livros em outra jurisdição, nela se fará o exame, perante o respectivo 
juiz.
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Art. 1.192. Recusada a apresentação dos livros, nos casos do artigo antecedente, serão 
apreendidos judicialmente e, no do seu § 1o, ter‑se‑á como verdadeiro o alegado pela parte 
contrária para se provar pelos livros.
Parágrafo único. A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova documental 
em contrário.
Art. 1.193. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte 
ou por inteiro, não se aplicam às autoridades fazendárias, no exercício da fiscalização do 
pagamento de impostos, nos termos estritos das respectivas leis especiais.
Art. 1.194. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa 
guarda toda a escrituração, correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade, 
enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados.
Art. 1.195. As disposições deste Capítulo aplicam‑se às sucursais, filiais ou agências, no 
Brasil, do empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro.
Fonte: <http://www.peritoscontabeis.com.br/normas/art_cpc_pericia.htm>.
3.3 Características da perícia judicial
Segundo Sá (1997, p. 64), a perícia judicial possui um ciclo normal, dividido em três fases: preliminar, 
operacional e final.
Fase preliminar:
1. a perícia é requerida ao juiz, pela parte interessada;
2. o juiz defere a perícia e escolhe seu perito;
3. as partes formulam quesitos e indicam seus assistentes;
4. os peritos são cientificados da indicação;
5. os peritos propõem honorários e requerem depósito;
6. o juiz estabelece prazo, local e hora para início.
Fase operacional:
1. início da perícia e diligências;
2. curso do trabalho;
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PERÍCIA, AVALIAÇÃO E ARBITRAGEM
3. elaboração do laudo.
Fase final:
1. assinatura do laudo;
2. entrega do laudo ou laudos;
3. levantamento dos honorários;
4. esclarecimentos (se requeridos).
Sá (1997, p. 65) ainda complementa: “[...] o ciclo da perícia judicial compõe‑se da fase inicial, operacional 
e final e estas de eventos distintos que formam todo o conjunto de ocorrências que caracterizam tais tarefas”.
A perícia judicial difere das demais modalidades de perícia, sendo realizada em ações judiciais, 
podendo ocorrer na fase inicial do processo (instrução), ou na fase final (execução). Essa perícia poderá 
ser solicitada pelas partes ao juiz que, analisando o pedido, poderá deferi‑la ou não. Ela poderá ainda 
ser determinada pelo juiz, quando verificar que a matéria a ser analisada depende de parecer de um 
técnico especialista.
Sendo aceita ou determinada a perícia, nos termos do artigo 421 do código de processo civil, o juiz 
dará prazo às partes para que apresentem seus quesitos e indiquem seus assistentes técnicos. Esse prazo, 
segundo o CPC, é de 5 (cinco) dias.
Vencido o prazo para as partes apresentarem seus quesitos e indicarem seus assistentes técnicos, se 
inicia, efetivamente, a perícia, que deverá ser entregue sempre dentro do prazo estabelecido pelo juiz, 
podendo ser prorrogado por mais uma vez, desde que seja pedido antes do vencimento da primeira 
determinação do juiz.
3.4 Objeto da perícia judicial
O objeto da perícia normalmente está relacionado com disputas judiciais, em que o juiz ou uma das 
partes necessita de esclarecimentos específicos e especializados de um profissional altamente habilitado.
De acordo com a NBC T 13, temos:
A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e 
científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova 
necessários a subsidiar à justa solução do litígio, mediante laudo pericial 
contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas 
jurídicas e profissionais e a legislação específica no que for pertinente.
Fonte: <www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/t13.htm>.
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 Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto, acesse o site:
<http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vVn01/t005.pdf>.

Outros materiais