Prévia do material em texto
Brasil Colônia A era açucareira Montagem, Economia, Sociedade e Mão-de-obra. Professor Admilson Costa Porque a cana-de-açúcar? ❖ Alta lucratividade do produto no mercado internacional; ❖ A oferta de crédito por parte dos holandeses (investimento nas unidades produtivas, refino e comercialização do açúcar); ❖ Conhecimento prévio do cultivo canavieiro pelos portugueses desde o século XIII (o Estado só passou a investir a partir do século XIV no Mediterrâneo e nas ilhas africanas do Atlântico); ❖ Desenvolvimento da cultura canavieira nas colônias portuguesas na África; ❖ Não foram encontradas reservas auríferas no território brasileiro, o que favoreceu o desenvolvimento da cana; ❖ Clima e solo favoráveis. ❖Portugal: fornecedora de produtos tropicais na Europa; ❖Altos investimentos feitos por holandeses; ❖De Pernambuco à Bahia: principal área de cultivo. ❖Plantation açucareira: 4 elementos – latifúndio privado, monocultura, escravismo e produção agroexportadora. AGRO-INDÚSTRIA DO AÇÚCAR Composição da Fazenda: casa-grande, senzala, casa do engenho, capela, plantações, bosques Tipos de engenho: real( movido a água) e trapiche ( movido a tração animal) ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO AÇUCAREIRA • “plantation”: latifúndio, monocultura, escravidão, trabalho escravo, produção para exportação • Alta concentração da renda nas mãos de poucos • Maior parte dos lucros: para a comercialização nas mãos dos holandeses • Declínio da produção açucareira a partir 2ª metade séc. XVII, em consequência da expulsão dos holandeses do Brasil PRODUÇÃO DE AÇÚCAR SOCIEDADE COLONIAL DO NORDESTE AÇUCAREIRO SENHOR DE ENGENHO: Poder econômico, social e político “O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos.” Antonil • Trabalhadores livres, arrendatários • Escravos “Mãos e Pés do Senhor de Engenho” O MUNDO SOCIAL DO ENGENHO • Existiam lavradores, que não possuíam terras, somente escravos. • Arrendavam terras dos engenhos para plantar a cana. Esse contrato impunha-lhes um pesado ônus, pois em cada safra cabia-lhes, apenas, uma pequena parcela do açúcar produzido. • Sociedade sem mobilidade e estratificada, dividida em estratos (engessada na relação senhor de engenho e o escravo); • Vilas e cidades tinham a função de promover o intercâmbio comercial. MÃO-DE-OBRA ❖ No século XV, escravos africanos foram utilizados em atividades artesanais e domésticas na França, na Inglaterra e em muitas colônias europeias; ❖ A máquina mercantilista europeia intensificou o tráfico negreiro internacional devido aos grandes lucros provenientes dele; ❖ Captura: Invasão e domínio europeu; Por meio de conflitos intertribais (comércio dos derrotados); ❖ Tumbeiros: embarcações para o transporte de escravos sob condições subumanas; As famílias eram separadas para evitar futuras rebeliões; Propagação de doenças, suicídios (tristeza e saudade); Destino: Recife e Salvador (séc. XVI e XVII) e Rio de Janeiro (séx XVIII); Bantos: Moçambique, Angola e Congo, Sudaneses: Costa do Marfim, Nigéria e Daomé; ❖ Trabalho intenso e os maus tratos reduziam a expectativa de vida; Resistência: fugas, assassinatos, abortos, suicídios e formação de quilombos. O TRÁFICO NEGREIRO LEMBRAR QUE... • Durante todo o Período Colonial, a escravidão indígena coexistiu com a escravidão negra, principalmente nas áreas mais pobres da colônia, como São Paulo • A Coroa Portuguesa proibiu a escravidão indígena, a não ser em caso de “guerra justa” • Os padres procuraram proteger os indígenas através das missões, mas ao mesmo tempo destruíram sua cultura e impuseram a fé cristã • A Igreja Católica nunca se ergueu em defesa do negro africano, que deveria “ pagar com a escravidão” pelo seu paganismo CUIDADO! • “ O indígena era fraco, o negro era mais forte.” • “ O negro aceitou a escravidão, o indígena não” • “ O indígena era preguiçoso” • “ O negro era dócil” Ainda que o primeiro engenho tenha sido construído na Capitania de São Vicente, a atividade açucareira teve grande êxito no Nordeste brasileiro durante o período colonial. Sobre a estrutura de um engenho, assinale a alternativa CORRETA. a) A Coroa Portuguesa aproveitou que os indígenas já produziam açúcar para adotar a atividade quando da colonização. b) A senzala, local de alojamento de escravos, ficava fora das fazendas. c) Não havia lavoura de subsistência nas fazendas produtoras de açúcar, obrigando a importação de todo tipo de alimento. d) O açúcar era armazenado na casa-grande. e) Além do local de fabricação propriamente dito, o termo engenho era utilizado para nomear as propriedades onde o açúcar era produzido. O maior período classificado na história do Brasil é o colonial, também conhecido como América Portuguesa, oficialmente entre 1500 e 1822. Sobre a economia desse período, é CORRETO afirmar que: a) A escravidão indígena foi utilizada apenas na extração de minérios, pois já tinham conhecimento dos locais onde existiam ouro e diamantes, assim como o melhor processo de extração. b) A extração de pau-brasil foi a primeira economia em território brasileiro, de extrema importância para a colonização portuguesa durando todo o período colonial através da plantação e extração. c) Divisões de classe eram destacadas diretamente pela economia do período, existindo apenas escravos e senhores, que eram donos de engenho ou de minas. d) A cana de açúcar foi uma das principais economias desse período. As construções de engenhos foram muito importantes para o desenvolvimento do Brasil. e) Os escravos africanos foram utilizados apenas nos engenhos de cana de açúcar. Percebe-se isso com o fim da escravidão, quando essa economia foi se enfraquecendo em 1888.