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As Dimensões da Sustentabilidade
As discussões acerca do desenvolvimento sustentável evoluíram bastante desde o surgimento dos conceitos ecodesenvolvimento, lançado por Maurice Strong, em 1973. Foram, na ocasião, amplamente discutidos os seis caminhos do desenvolvimento, como sendo: a satisfação das necessidades básicas; a solidariedade com as gerações futuras; a participação da população envolvida; a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente; a elaboração de um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a outras culturas; os programas de educação.
É a partir daí que se pôde chegar ao atual conceito de desenvolvimento sustentável. No entanto, há um grande número de conceituações no que tange o desenvolvimento sustentável, contudo, para este projeto, valer-nos-emos do conceito exposto no Relatório de Brundtland que diz que “Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.
Passando por diversas conceituações, temos o ecodesenvolvimento a fim de “procurar conciliar a proteção do meio ambiente com o desenvolvimento socioeconômico para a melhoria da qualidade de vida para o homem”.
A Gestão Ambiental, condição sine qua non para o desenvolvimento sustentável, tem, no cerne da sua conceituação, a preservação ambiental. Sendo, segundo Hurtubia (1980), “A tarefa de administrar o uso produtivo de um recurso renovável sem reduzir a produtividade e a qualidade ambiental, normalmente em conjunto com o desenvolvimento de uma atividade”.
A sustentabilidade não é estática, mas dinâmica, visto que leva em conta as necessidades humanas. A partir disto, o conceito de sustentabilidade é apresentado a partir de cinco perspectivas, cinco dimensões primordiais, sendo elas: sustentabilidade social; sustentabilidade econômica; sustentabilidade ecológica; sustentabilidade espacial (ou geográfica); sustentabilidade cultural.
A sustentabilidade social é a adoção de um crescimento estável, distribuindo melhor, as riquezas, com menos desigualdades. Ela visa diminuir as diferenças sociais.
A sustentabilidade econômica, “tornada possível graças ao fluxo constante de inversões públicas e privadas, além da alocação e do manejo eficientes dos recursos naturais”.
As bases da sustentabilidade ecológica estão na utilização massificada do potencial de recursos nos diferentes ecossistemas, produzindo o mínimo de deterioração. Prevê ainda a diminuição do uso de combustíveis fósseis e a redução do volume de substâncias poluentes.
Quanto à sustentabilidade geográfica, podemos dizer que a ocupação espacial desequilibrada causa problemas. Exemplo disso é a população dos grandes centros (leia-se cidades, principalmente metrópoles) continua a crescer, junto com o percentual de população residente nas áreas urbanas, bem como a diminuição demográfica das áreas rurais. Resulta disso a destruição de ecossistemas encontrados nas cidades devido à utilização de áreas não ideais para moradia. Visa o equilíbrio nos usos espaciais, bem como a proteção de áreas que não deveriam ser utilizadas (pela população que está à margem da sociedade), promovendo a melhoria na qualidade de vida da população.
Já a sustentabilidade cultural se configura como a mais complexa no sentido de sua concretização. Intenta dar soluções locais, adaptadas a cada cultura e ecossistema.
Uma nova consciência dos limites ecossistêmicos e de sua fragilidade, em face destas dimensões do desenvolvimento sustentável, pode ajudar a nortear as ações locais futuras, tendo em vista as mudanças globais de que tanto necessitamos para viver melhor, no sentido mais amplo que este “viver melhor” pode vir a ter. A responsabilidade é de todos e de cada um. À coletividade, dá-se o papel de defesa e proteção do meio ambiente.

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