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A IMPORTÂNCIA DA VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE PARA A CRIAÇÃO DO SUS

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A IMPORTÂNCIA DA VIII CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE PARA A CRIAÇÃO DO SUS
 
As Conferências de Saúde sempre foram fundamentais para a democratização do setor. Em 1986 José Sarney abriu à histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde, aberta a sociedade, de forma que a população participou das discussões. Além disso, essa Conferência foi de extrema importância para a propagação do movimento da Reforma Sanitária, sendo um marco essencial para a construção de estratégias de democratização da Saúde. Esta conferência contou com a participação de mais de 4.000 pessoas, desde agentes sociais e políticos da sociedade civil organizada.
Nesta Conferência ficou evidente a necessidade de uma reformulação profunda no setor, devendo ser ampliado o conceito de saúde e sua correspondente ação institucional, tendo sido mantida a proposta do fortalecimento e da expansão do setor público.
          Após três dias de discussões sobre os temas Saúde com Direito, Reformulação do Sistema Nacional de Saúde e Financiamento Setorial, concretizado em mesas-redondas, debates, trabalhos em grupo e relatórios, resultou em um documento aprovado em plenária final da .
          Para que houvesse a materialização do que foi escrito no documento e acontecessem as mudanças sobre os três temas propostos, fazia-se necessária, uma metamorfose em questões mais profundas, e ampliando-se assim o conceito de saúde, a essas transformações se convencionou chamar de Reforma Sanitária.
          Outra grande discussão, foi a do novo Sistema Nacional de Saúde, se definiu que deveria ocorrer de forma progressiva e com participação do setor privado, sob caráter de serviço público concebido. 
          A separação da Saúde e da Previdência foi outra importante mudança, pois assim, se criaria um órgão especifico com características novas, em âmbito federal, seria o SUS, que teria financiamento de impostos, dentre outras formas, e se conceberia através de uma grande reforma Sanitária. O assunto financiamento foi sinalizado, para ser aprofundado em outras discussões.
          Em âmbito federal, esse novo sistema, seria então controlado por um único Ministério, que seria criado para esse fim, o Ministério da Saúde. Assim também aconteceu em níveis municipais e estaduais, com a criação das secretárias estaduais e municipais de saúde. Várias foram às mudanças ocorridas para a criação do novo Sistema Único de Saúde, referentes à organização dos serviços, relacionados às condições de acesso e qualidade, e com a política de recursos humanos. Mas a sua principal meta, com a consolidação dos três níveis (federal, estadual e municipal), era a progressiva estatização do setor, que reduzia os lucros abusivos do setor privado e gerava maior controle sobre os gastos e qualidade dos serviços por eles executados.
          Além disso, a descentralização do poder político, administrativo e financeiro, do nível federal, para os níveis: municipal e estadual dão capacidade para municípios de grande porte, juntamente a Secretária Estadual de Saúde, de gestão dos serviços básicos de saúde, de forma imediata, naquele momento. Em nível federal, ficam somente as necessidades chamadas estratégicas para o desenvolvimento do SUS. Ou seja, tudo aquilo que tinha relação com o atendimento à população, foi transferido ao estado e município. 
          Outra mudança importante que aconteceu relacionada à saúde, no documento ao final da Conferência, foi a mais adequada Vigilância Sanitária, em medicamentos, alimentos e produtos de uso setorial.  Além da formação de um grupo Executivo da Reforma Sanitária, composto pela sociedade civil organizada e órgãos governamentais de forma equivalente.
          Por fim, a VIII Conferência Nacional de Saúde, detalhou como seria o financiamento do setor, para o novo SUS, e a principal medida, foi a não utilização dos Fundos de Previdência Social na saúde, eles serviriam apenas para pagamentos de pensões e aposentadoria dos trabalhadores. Assim, o estado seria responsável por uma reforma tributária, na qual, alguns impostos seriam destinados ao Fundo Nacional da Saúde, como por exemplo: maiores impostos em bens de consumo nocivos a saúde (cigarro e bebidas), acréscimo de taxação em industrias poluentes, empresas de desmatamento e jogos de azar e um percentual fixo sobre o seguro de veículos entre outros, impostos e taxas sugeridos 
REFERÊNCIAS
Conselho de saúde. 8ª conferência nacional de saúde. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/biblioteca/Relatorios/relatorio_8.pdf. Acesso em: 22 de Setembro de 2017.
Conass. As Conferências Nacionais de Saúde: Evolução e perspectivas. Disponível em: http://www.conass.org.br/conassdocumenta/cd_18.pdf. Acesso em: 22 de Setembro de 2017.