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INTRODUÇÃO À BIOLOGIA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERIZANDO A VIDA Os seres vivos caracterizam-se pela presença de: Composição química complexa e definida; Metabolismo (anabolismo e catabolismo); Código genético (DNA e RNA simultâneos); Presença de célula (unicelular ou pluricelular); Irritabilidade, ou seja, resposta a estímulos externos (ação e reação); Nutrição (autótrofo ou heterótrofo); Crescimento; Reprodução (sexuada ou assexuada); Hereditariedade (transmissão de genes); Mutabilidade; Evolução; Capacidade de adaptação ao ambiente; Movimento; Ciclo vital. AULA 2 – SUBDIVISÕES DA BIOLOGIA Para facilitar o estudo didático dos seres vivos há uma divisão da Biologia em várias áreas, tais como: Bioquímica: estudo das substancias químicas e suas reações nos seres vivos; Citologia: estudo das células; Bioenergética: estudos das transformações de energia nos seres vivos; Histologia: estudo dos tecidos; Embriologia: estudo do desenvolvimento embrionário; Taxionomia ou taxonomia: estudo responsável pela descrição, classificação, nomenclatura e identificação dos seres vivos; Sistemática: estudo das relações de parentesco entre os seres vivos; Virologia: estudo dos vírus; Bacteriologia: estudo das bactérias; Micologia: estudos dos fungos; Microbiologia: estudo dos seres microscópicos (bactérias, protozoários etc); Parasitologia: estudo das relações entre parasitas e hospedeiros e suas consequências; Zoologia: estudo dos animais; Botânica: estudo dos vegetais; Ecologia: estudo das interações entre os seres e o ambiente onde vivem; Morfologia: estudo da forma das estruturas que compões um organismo; Fisiologia: estudo do funcionamento das estruturas que compões um organismo; Evolução: estudo da ancestralidade das espécies e seus processos de transformações ao longo do tempo; Genética: estudo da hereditariedade e dos genes; Biotecnologia: estudo de técnicas de manipulação de seres vivos para benefício humano. AULA 3 – NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO EM BIOLOGIA O estudo dos seres vivos pode ser feito de maneira crescente de complexidade: Átomos: menores unidades da matéria; Moléculas: formada por um conjunto de átomos; Organoides: componentes funcionais das células; Células: menor estrutura dotada de vida; Tecidos: conjunto organizado de células com origem comum; Órgãos: conjunto organizado de tecidos; Sistemas: conjunto organizado de órgãos; Indivíduo ou organismo complexo: formado por diversos sistemas trabalhando de maneira organizada; População: conjunto de indivíduos da mesma espécie que ocupa um determinado território; Comunidade: conjunto de populações que ocupa um determinado território; Ecossistema: formado pela comunidade mais os fatores abióticos do ambiente (fatores químicos e físicos); Bioma: grande ecossistema dotado de clima, flora e fauna tópicos; Biosfera: conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra. AULA 4 – O MÉTODO CIENTÍFICO Conceito O método científico trata da sequência de procedimentos para a correta produção de conhecimento científico, de acordo com regras estabelecidas. Etapas São as etapas do método científico: 1) Observação de um evento; 2) Lançamento de hipóteses; 3) Teste das hipóteses por meio de experimentos, obedecendo à existência de um grupo controle e um grupo experimental; 4) Análise dos resultados: conclusivos ou não conclusivos; 5) Se os resultados forem conclusivos, lançamento de uma teoria. BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL: PRINCIPAIS CONSTITUINTES DOS SERES VIVOS Visão geral da Bioquímica Principais elementos químicos presentes nos seres vivos: C, H, O, N, P, S. Moléculas ou substâncias presentes nos seres vivos: o Inorgânicas: água e sais minerais; o Orgânicas: carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e ácidos nucleicos. Metabolismo celular: o Anabolismo: reações de síntese ou união; o Catabolismo: reações de análise ou quebra. AULA 2 – ÁGUA Características gerais Molécula composta: H2O; Polar: possui polo positivo e negativo; Solvente de muitas substâncias (universal); Tensão superficial: as moléculas de água próximas à superfície de um recipiente (ou em lagos) estabelecem maior número de ligações de hidrogênio, criando uma forte tensão entre elas. Tal fenômeno permite com insetos consigam ficar parados ou até caminhar sobre a lâmina de água; Classificação das substâncias quanto à solubilidade em água: o Hidrofílica: substâncias solúveis; o Hidrofóbicas: substâncias insolúveis. Participação da água em reações químicas: o Reações de hidrólise: quebra com ajuda da água; o Reações de síntese por desidratação: união com perda de água. Participa do transporte de substâncias; Atua como regulador térmico; Substância mais abundante nos seres vivos; Variações do teor de água nos seres vivos: o Entre seres vivos; o Entre tecidos ou órgãos do mesmo indivíduo; o Entre faixas etárias diferentes. AULA 3 – SAIS MINERAIS Características gerais São substâncias inorgânicas; Necessários em pequenas doses diárias; Funções gerais: o Estrutural ou plástica; o Reguladora. Estão sob as formas: o Dissolvida em água; o Cristais ou imobilizados. Quanto à necessidade de consumo diário: o Microminerais; o Macrominerais. Exemplos, papeis biológicos (PB) e consequências da carência (CC) Cálcio PB: formação de ossos e dentes; contração muscular; coagulação do sangue. CC: perda da rigidez óssea; desmineralização óssea. Fosfato PB: formação de ossos e dentes; estrutura da membrana plasmática; estrutura do ATP; estrutura do DNA. CC: fraqueza; desmineralização óssea. Ferro PB: integrante da hemoglobina e dos citocromos. CC: anemia ferropriva; fraqueza. Sódio, potássio e cloro PB: atuam na polarização da célula; formação dos impulsos nervosos; regulação do pH. CC: fraqueza; fadiga muscular; desequilíbrio osmótico. Flúor PB: formação dos ossos e dentes (esmalte). CC: favorece a formação de cáries dentárias. Iodo PB: composição dos hormônios da tireoide. CC: bócio endêmico. BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Magnésio PB: componente da clorofila; cofator de muitas enzimas. CC: prejuízo ao crescimento vegetal. AULA 4 – CARBOIDRATOS OU GLICÍDIOS Características gerais Sinônimos: glicídios ou açúcares; Substâncias orgânicas; Esqueleto químico básico: C, H, O; Funções gerais: o Energética; o Estrutural ou plástica; A quantidade de carboidratos em um alimento é medida em calorias ou quilocalorias; Alimentos diet: destinados a um público específico; Alimentos light: destinados a uma dieta hipocalórica. Classificação Monossacarídeos Mais simples; Unidades estruturais(monômeros); Fórmula química geral: Cn(H2O) n Exemplos: triose, tetrose, pentose, hexose. Dissacarídeos Originados da união entre dois monossacarídeos; Síntese por desidratação; Exemplos: lactose, maltose, sacarose. Polissacarídeos Carboidratos complexos (polímeros); Originados da união de vários monossacarídeos; Exemplos: glicogênio, amido, quitina, celulose. AULA 5 – LIPÍDIOS Características gerais Substâncias orgânicas; Baixa solubilidade em água; Possuem longas cadeias carbônicas (ácidos graxos); Funções biológicas gerais: o Reserva energética; o Isolante térmico; o Impermeabilizante; o Estrutural ou plástico. Classificação Glicerídeos Conhecidos como óleos e gorduras; Feitos de ácidos graxos + glicerol (álcool); Reserva energética; Óleo ≠ gordura. Cerídeos Conhecidos como ceras; Feitos de ácidos graxos + grupo álcool; Impermeabilizantes. Fosfolipídios Lipídios compostos; São ditos anfipáticos ou anfifílicos; Presentes na membrana plasmática. Esteroides Lipídios especiais; Formados de anéis carbônicos interligados; Exemplos: colesterol e ergosterol. AULA 6 – COLESTEROL: HDL E LDL Tipos de Colesterol: A classificação é baseada na associação entre: colesterol + proteína plasmática de transporte = lipoproteína; Os tipos: o VLDL: baixíssima densidade o LDL: baixa densidade o HDL: alta densidade Lidograma: exame diagnóstico da presença a quantidade de cada tipo de colesterol. BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 VLDL: Transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol até as células; Seu excesso pode formar placas de gordura nos vasos sanguíneos (placas de ateroma). LDL: É chamado de colesterol ruim; Presente em grandes quantidades em alimentos que possuem altos níveis de gordura saturada e trans; O excesso leva à formação de placas de ateroma; Principal forma de transporte de colesterol no plasma. HDL: É chamado de colesterol bom; Retira o excesso de colesterol dos tecidos e leva até o fígado, que produz a bile; Produzido a partir do consumo de gordura insaturada; DISLIPIDEMIA: Situação clínica em que o indivíduo apresenta alta concentração de LDL e baixa concentração de HDL no plasma sanguíneo. AULA 7 – VITAMINAS Características gerais Substâncias orgânicas; Possuem pequeno peso molecular e tamanho; Não sofrem digestão quando ingeridas; São quimicamente e funcionalmente diversificadas; Função geral: reguladores do metabolismo; Classificação das vitaminas quanto à solubilidade: o Hidrossolúveis: solúveis em água; o Lipossolúveis: insolúveis em água. Tipos de vitaminas, papéis biológicos e consequências da carência Vitamina A (Retinol) PB: formação dos pigmentos visuais; manutenção dos epitélios. CC: cegueira noturna; xeroftalmia; ressecamento dos epitélios. Vitamina B1, B6, B8, B9, B12 PB: coenzimas do metabolismo de proteínas, lipídios e ácidos nucléicos. CC: B1 = beribéri; B6, B9, B12 = anemia; B8 = dermatite. Vitamina B3 (Niacina) PB: metabolismo do sistema nervoso. CC: pelagra (doença dos 3D´s). Vitamina C (Ácido ascórbico) PB: antioxidante; favorece a absorção intestinal de ferro; fortalece a imunidade; formação de colágeno. CC: escorbuto. Vitamina D (Calciferol) PB: favorece a absorção intestinal de cálcio. CC: raquitismo (crianças); osteomalácia (adultos). Vitamina E (Tocoferol) PB: antioxidante. CC: alterações neurológicas; esterilidade (experimental). Vitamina K PB: metabolismo da coagulação sanguínea. CC: hemorragias. AULA 8 – PROTEÍNAS: ESTRUTURA E FUNÇÕES Características gerais Substâncias orgânicas; São macromoléculas: polímeros formados por aminoácidos; Ligações peptídicas: o São ligações entre os aminoácidos; BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 o Classificadas como reações de síntese por desidratação. Estrutura dos aminoácidos A ligação peptídica Sendo: X e Z: aminoácidos quaisquer W: dipeptídeo Y: ligação peptídica Classificação dos aminoácidos quanto à obtenção Naturais: produzidos pelo próprio organismo por meio de reações químicas próprias; Essenciais: obtidos apenas por meio da alimentação. Papéis biológicos das proteínas Estrutural: colágeno e queratina; Transporte: hemoglobina e mioglobina; Motor: miosina e actina; Defesa: imunoglobulina (anticorpo); Hormonal: insulina e glucagon; Catalisador (enzimático): amilase, pepsina e tripsina; Nutricional: caseína, ovoalbumina. Classificação das proteínas quanto à estrutura AULA 9 – ENZIMAS: PROTEÍNAS ESPECIAIS Características gerais das enzimas Catalisadores biológicos: aceleram a velocidade das reações químicas sem aumentar a energia de ativação; Especificidade: encaixe ao substrato de acordo com modelo da “chave-fechadura”; Reutilizáveis: não são consumidas durante a reação química; Reversibilidade: algumas enzimas podem converter reagentes em produtos e vice-versa. Atenção: Holoenzimas: são enzimas cuja ativação depende de um cofator (que pode ser um sal mineral ou uma vitamina). BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 5 Fatores que influenciam a atividade enzimática Temperatura Em temperatura ideal ou ótima: velocidade máxima; Em baixa temperatura: velocidade mínima; Em alta temperatura: ocorre a desnaturação. pH Em pH ideal ou ótimo: velocidade máxima; Em pH diferente do ideal: velocidade mínima; Em alta temperatura: ocorre a desnaturação. Concentração de substratos Quantidade igual ou maior que a de enzimas: velocidade máxima; Quantidade menor que a de enzimas: velocidade mínima. Presença de inibidores Substâncias que atrapalham ou impedem o encaixe perfeito entre enzima e substrato. AULA 10 – ANTICORPOS: PROTEÍNAS DE DEFESA Visão geral do sistema imunológico Órgãos: baço, timo e linfonodos; Tecido linfático: responsável pela produção das células de defesa; Células brancas do sangue: leucócitos; Imunoglobulinas ou anticorpos: proteínas de defesa. Os anticorpos ou imunoglobulinas (Ig) Noções de imunologia Antígeno: partículas estranhas ao organismo; Toxina: substâncias produzidas por um organismo capazes de prejudicar outro organismo. Ligação antígeno-anticorpo A imunização Ativa: o organismo produz o anticorpo após contato com o antígeno. Passiva: o organismo recebe anticorpos prontos. Vacina Soro terapêutico Contém antígenos atenuados Contém anticorpos prontos Imunização ativa Imunização passiva Prevenção Tratamento AULA 11 – ÁCIDOS NUCLÉICOS Visão geral São substâncias orgânicas; São macromoléculas; Polímeros de nucleotídeos; Tipos: o DNA ou ADN: Ácido Desoxirribonucléico; o RNA ou ARN: Ácido Ribonucléico. BIOQUÍMICA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 6 Os nucleotídeos São monômeros; São formados por três partes: o Base nitrogenada; o Grupo fosfato; o Pentose (açúcar de 5 carbonos). Nucleotídeos de DNA e de RNA: Desoxirribonucleotídeo Ribonucleotídeo Atenção: Nucleosídeos: formados por uma pentose mais uma base nitrogenada. O DNA ou ADN Localizaçãona célula Procariótica: formando o nucleoide e o plasmídeo; Eucariótica: no interior do núcleo, das mitocôndrias e cloroplastos. Papéis biológicos Material genético hereditário; Controle celular. Estrutura do DNA 1953, Watson e Crick; Dupla fita ou dupla cadeia de desoxirribonucleotídeos; Relação de Chargaff: A = T; C = G; As ligações de hidrogênio unem as duas fitas do DNA. O RNA ou ARN Localização na célula Procariótica: citoplasma; Eucariótica: no interior do núcleo, do citoplasma, das mitocôndrias e cloroplastos. Papéis biológicos Participa do controle do metabolismo a partir de informações do DNA. Tipos de RNA RNAm: RNA mensageiro; RNAt: RNA transportador; RNAr: RNA ribossômico. Estrutura do RNA Fita ou cadeia simples de ribonucleotídeos. INTEGRAÇÃO METABÓLICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO INTEGRADA Integração Metabólica: estudo que se baseia nas informações bioquímicas da alimentação para entender os processos fisiológicos que acontecem no ser humano. AULA 2 – FISIOLOGIA DA NUTRIÇÃO Nutrição: ingestão, degradação e absorção do alimento; Importantes organizações relacionadas aos processos de nutrição: Intestinos: órgão importante de absorção de nutrientes pós-digestão Fígado: órgão que regula a distribuição de nutrientes para o corpo Pâncreas: responsável pela liberação dos hormônios Insulina (de efeito anabólico) e Glucagon (de efeito catabólico) Músculos: Tecidos importantes para a contração muscular Adipócitos: células do tecido adiposo com capacidade de armazenamento de gordura Encéfalo: região composta por tronco cerebral, cérebro e cerebelo e de vital importância para controle do ser humano AULA 3 – METABOLISMO ENERGÉTICO DE CARBOIDRATOS E LIPÍDIOS AULA 4 – ESTADO ALIMENTADO AULA 5 – ESTADO DE JEJUM INTEGRAÇÃO METABÓLICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – HISTÓRICO DO ESTUDO DAS CÉLULAS Breve histórico do estudo das células 1665, Robert Hooke Realizou estudo com cortiça vegetal; Denominou “células” as pequenas cavidades vazias e repetidas que encontrou. 1674, Antony van Leeuwenhoek Observou seres unicelulares em gotículas de água de uma lagoa. 1838, Mathias Schleiden Após várias observações concluiu: todos os vegetais são dotados de células. 1839, Theodor Schwann Após várias observações concluiu: todos os animais são dotados de células. 1855, Rudolph Virchow Afirmou: toda célula provém de outra preexistente. A teoria celular Todo ser vivo é dotado de célula. Logo, a célula é a unidade da vida; Toda célula provém de outra preexistente. AULA 2 – TIPOS BÁSICOS DE CÉLULAS: MODELOS CELULARES Quadro comparativo entre os tipos básicos de células Célula procariótica Célula eucariótica Mais simples Mais complexas Mais primitiva Derivada das procarióticas DNA no citoplasma (denominado nucleoide) DNA em forma de cromatina e guardado no núcleo Sem endomembranas Com endomembranas (organelas membranosas) Presente em bactérias e cianobactérias Presente em protozoários, algas, fungos, animais e vegetais Figura 1: Comparativo entre células eucarióticas e procarióticas Fonte: http://tonygil.mex.tl/539492_La-Celula.html Fonte: http://dicasdeciencias.com/2013/03/28/diferencas- entre-as-celulas-animal-e-vegetal/comment-page-1/ INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CÉLULA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Fonte:https://sites.google.com/site/profmariadocarmoleao/c elula Figura 2: Comparativo entre células eucarióticas animais e vegetais ENVOLTÓRIOS CELULARES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Membrana plasmática Envoltório obrigatório em todas as células; Composição química: fosfolipoprotéica; Estrutura: Modelo do Mosaico Fluido (proposto em 1972, por Nicholson & Singer). Fonte: http://www.genomasur.com/lecturas/Guia04.htm Substâncias que podem estar ligadas à membrana plasmática: - Glicocálix ou glicocálice: carboidratos com função de reconhecimento celular; - Colesterol: exclusivo em células animais (confere resistência). Funções da membrana plasmática: - Permeabilidade seletiva; - Revestimento; - Proteção; - Delimitação. Especializações ou adaptações da membrana plasmática Fonte: http://images.slideplayer.com.br/3/1258003/slides/slide_51. jpg Parede celular Revestimento externo à membrana plasmática; Características da parede celular: - Porosa; - Não seletiva; - Possui certa rigidez e resistência. Ocorrência da parede celular nos seres vivos e composição química: - Bactérias: peptideoglicano. - Fungos: quitina. - Plantas e algas: celulose A parede celular vegetal: - Primária: composta de celulose, delgada e flexível; - Secundária: composta de celulose, pectina e lignina; espessa e rígida. AULA 2 – GLICOCÁLIX Visão geral: Camada externa e ligada à membrana plasmática da maioria das células animais. Composição química: Esfingolipídios: associação entre lipídio e esfingosina (tipo de amino-álcool); Glicolipídios: associação entre lipídios e carboidratos; Glicoproteínas: associação entre proteínas e oligossacarídeos; Peptidioglicanos: associação entre proteínas e açúcares aminados. Funções: Reconhecimento celular; Proteções contra agressões físicas e químicas; Enzimática (exemplo: lactase); Antigênica: ação contra vírus; Movimento: confere um maio viscoso no meio extracelular; Bicamada fosfolipídica (5nm) ENVOLTÓRIOS CELULARES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Reprodução: reconhecimento entre óvulos e espermatozoides; Inibição por contato: evita o crescimento desordenado de tecidos e órgãos. AULA 3 – FISIOLOGIA DA MEMBRANA PLASMÁTICA Características da membrana plasmática Composição: fosfolipoprotéica; Propriedade: permeabilidade seletiva (controle da entrada e saída de substâncias da célula). Tipos de transporte através da membrana plasmática Transporte de moléculas: íons, água e monômeros; Transporte em massa ou em vesículas: polímeros ou soluções. Transporte de moléculas Ocorre através da bicamada fosfolipídica ou das proteínas; Fatores que influenciam o transporte: - Gradiente de concentração: meios isotônico, hipotônico e hipertônico; - Tamanho e carga das moléculas; - Temperatura do meio extracelular. Tipos de transporte de moléculas: - Passivo: difusão e osmose; - Ativo: bomba de íons. Transporte em massa ou vesicular Ocorre fluxo de grandesvolumes de substâncias; Depende de deformações da membrana plasmática; Tipos de transporte em massa: - Endocitose: entrada de substâncias na célula; - Exocitose: saída de substâncias da célula. AULA 4 – TRANSPORTE PASSIVO: DIFUSÃO E OSMOSE Difusão Passagem de moléculas através da bicamada fosfolipídica ou das proteínas integrais. Ocorre à favor do gradiente de concentração (do meio hipertônico para o meio hipotônico). Tende a tornar os meios isotônicos. Tipos de difusão: - Simples: através da bicamada fosfolipídica. Exemplo: transporte de gases (O2 e CO2). - Facilitada: através das proteínas integrais. Exemplo: transporte de glicose. Osmose Passagem de solvente (água) do meio hipotônico para o meio hipertônico (em relação ao soluto). O soluto em questão é, normalmente, o sal (NaCl) ou a sacarose (açúcar). Depende do gradiente de concentração. Tende a tornar os meios isotônicos. A membrana plasmática é dita semipermeável em relação às soluções água + sal e água + açúcar, pois: - É impermeável em relação ao soluto (sal ou açúcar). - É permeável em relação ao solvente (água). AULA 5 – TRANSPORTE PASSIVO: OSMOSE NA CÉLULA VEGETAL E ANIMAL Osmose em célula animal Osmose em célula vegetal Ausência de parede celular e vacúolo Presença de parede celular e vacúolo Sofre ruptura (lise) quando colocada em meios muito hipotônicos. Não sofre ruptura (lise) quando colocada em meios muito hipotônicos. Considere, na imagem abaixo: I. meio hipertônico II. meio isotônico ENVOLTÓRIOS CELULARES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 III. meio hipotônico A. célula animal plasmolisada (crenada) B. célula animal após ruptura (plasmoptise) C. célula vegetal plasmolisada (murcha) D. célula vegetal túrgida Fonte: http://tanya- biologia.blogspot.com.br/2012_06_01_archive.html AULA 6 – TRANSPORTE ATIVO Características Passagem de moléculas através das proteínas integrais; Ocorre contra o gradiente de concentração (do meio hipotônico para o meio hipertônico); Demanda gasto de energia por parte da célula; Exemplos: - Bomba de hidrogênio (H+): ocorre nas células da parede intestinal; - Bomba de sódio e potássio (Na+/K+): ocorre em todas as células do corpo. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_s%C3%B3dio AULA 7 – ENDOCITOSE E EXOCITOSE Endocitose Transporte em massa de entrada de materiais na célula; Pode ser: - Fagocitose: entrada de partículas sólidas grandes por meio de evaginações da membrana plasmática; - Pinocitose: entrada de partículas diluídas por meio de invaginações da membrana plasmática. Exocitose Transporte em massa de saída de materiais da célula; Pode ser: - Clasmocitose: eliminação de resíduos celulares. Pode ser considerada uma defecação celular; - Secreção celular: eliminação de produtos úteis a partir do metabolismo celular (hormônios, enzimas). CITOPLASMA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1– VISÃO GERAL Características gerais do citoplasma Porção gelatinosa que preenche o interior da célula; Localização: o Células procarióticas: representa todo o material que preenche o interior da célula; o Células eucarióticas: representa a porção localizada entre a membrana plasmática o núcleo. Componentes do citoplasma em células eucarióticas Hialoplasma ou citosol: água, íons e moléculas orgânicas; Citoesqueleto: proteínas estruturais; Orgânulos ou organelas: estruturas com forma e função específicas; Inclusões citoplasmáticas: gotículas e grãos de substâncias. AULA 2 – RIBOSSOMOS, CITOESQUELETO E CENTRÍOLOS Ribossomos Presente no citoplasma de todas as células; Apresenta forma de pequenos grãos; Formados por RNAr + proteínas associadas, possuindo duas subunidades; Origem nos eucariontes: no nucléolo (interior do núcleo); Podem ser encontrados: o Dispersos no citoplasma; o Aderidos ao Retículo Endoplasmático Rugoso ou Granuloso (apenas em eucariontes); o Presos na face interna da carioteca (apenas em eucariontes). Função dos ribossomos: síntese proteica (produção de proteínas). Citoesqueleto Rede de filamentos proteicos; Presente apenas em células eucarióticas; Componentes formadores do citoesqueleto: o Microfilamentos; feitos de proteína actina. Confere consistência ao hialoplasma. É responsável pela formação dos pseudópodes; o Microtúbulos: feitos de proteína tubulina. Origina os centríolos; o Filamentos intermediários: feitos de proteína queratina. Forma os desmossomos (reforços entre células epiteliais). Centríolos Estrutura citoplasmática organizada a partir das proteínas dos microtúbulos; Originados no centrossomo; São duplicados na interfase celular (período G2); Presentes apenas em eucariontes; Originam os cílios e os flagelos: o Cílios: são curtos e numerosos. Exemplo: cílios dos paramécios; o Flagelos: são longos e pouco numerosos. Exemplo: flagelo dos espermatozoides. AULA 3 – RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO E COMPLEXO GOLGIENSE Retículo endoplasmático Organela membranosa. Apresenta-se como um conjunto de canais interligados; Presente apenas em células eucarióticas; Encontra-se ligado à carioteca; Função geral: transporte de substâncias; Tipos de Retículo endoplasmático: o R. E. Liso ou Agranular: não apresenta ribossomos aderidos. Funções: metabolismo de lipídios e armazenamento de íons cálcio; o R. E. Rugoso ou Granular: possui ribossomos aderidos. Funções: síntese proteica e metabolismo de carboidratos. Complexo golgiense Organela membranosa; Apresenta-se como um conjunto de sacos interligados e empilhados; Presente apenas em células eucarióticas; Localiza-se próximo ao retículo endoplasmático; Funções: o Armazenamento e maturação de produtos originados no retículo endoplasmático; o Formação de vesículas: secreção celular, lisossomos, peroxissomos, acrossomo dos espermatozoides e fragmoplastos. AULA 4 – LISOSSOMOS, PEROXISSOMOS, GLIOXISSOMOS E VACÚOLO CITOPLASMA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Lisossomos Organelas membranosas; Apresentam-se como pequenas vesículas ricas em enzimas digestivas; Presentes apenas em células eucarióticas; Função: digestão celular. o Autofágica: digestão de estruturas internas da célula com objetivo de promover a renovação da célula; o Heterofágica: digestão de substâncias obtidas após uma endocitose. Peroxissomos Organelas membranosas; Apresentam-se como pequenas vesículas ricas em enzimas oxidativas; Presentes apenas em células eucarióticas; Função: oxidação de substâncias nocivas como álcool e água oxigenada. 2 H2O2 2 H2O + 1/2 O2 Água oxigenada água oxigênio (tóxica) (produtos atóxicos) Glioxissomos Organelas membranosas; Apresentam-se como pequenas vesículas ricas em enzimas que oxidam lipídios no interior das sementes, convertendo-os em carboidratos; Presentes apenas em células vegetais. Vacúolos Organelas membranosas; Apresentam-se como grandes bolsas; Presentes apenas emcélulas eucarióticas; Função: o Em vegetais: armazenamento de água e minerais (eletrólitos); o Em protozoários de água doce (exemplo: paramécio): vacúolo pulsátil (osmorregulação). AULA 5 – HIDROGENOSSOMOS E MITOSSOMOS Hidrogenossomos Organela com capacidade de produzir hidrogênio molecular, fato absolutamente estranho em células eucarióticas, pois somente se conhecia que algumas bactérias eram capazes de produzir H2. Os hidrogenossomos são encontrados numa variedade de organismos de vida livre e parasitas que habitam ambientes pobres em oxigênio ou em anoxia. O grupo mais estudado é o de protozoários parasitas anaeróbicos como as tricomonas, cujo melhor exemplo é o de Trichomonas vaginalis, parasita do trato urogenital de seres humanos. Também são encontrados em protozoários de vida livre que vivem em ambientes pobres em oxigênio como o fundo de lagos e oceanos, em protozoários que habitam o rúmen de diversos mamíferos e em fungos. Apresentam forma esférica, na grande maioria dos casos, com dimensões em torno de 0,5 mm. São estruturas que se apresentam como unidades isoladas, não ramificadas e distribuídas na célula em locais definidos, como nos centros com necessidades energéticas. Mitossomos Os mitossomos estão presentes em protozoários dos gêneros Entamoeba e Giardia que precisam produzir energia para seu metabolismo, também são bolsas que geram ATP automaticamente em anaerobiose. AULA 6 – MITOCÔNDRIAS E CLOROPLASTOS Mitocôndrias Organelas membranosas. São dotadas de dupla membrana envolvente; Presente apenas em células eucarióticas; Apresenta DNA e ribossomos próprios; Função: respiração celular aeróbica; Morfologia de uma mitocôndria (ver esquema abaixo): Fonte: http://www.centrocienciajunior.com/miudos_graudos/vamo sfalar01.asp?id=905 CITOPLASMA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 A respiração celular: o Oxidação completa da glicose com produção de ATP; o Consumo de gás oxigênio (O2); o Liberação de água (H2O) e gás carbônico (CO2). Cloroplastos Organelas membranosas; São dotadas de dupla membrana envolvente; Presente apenas em células eucarióticas; Apresenta DNA e ribossomos próprios; Função: fotossíntese; Morfologia de um cloroplasto (ver esquema abaixo): Fonte: http://www.alunosonline.com.br/biologia/os- cloroplastos.html A fotossíntese: o Produção de matéria orgânica a partir de matéria inorgânica na presença de luz; o Depende de pigmentos fotossintéticos como a clorofila. Hipótese simbiótica para a origem de mitocôndrias e cloroplastos Fonte: http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/teoria- endossimbiotica.asp ESTUDO DO NÚCLEO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – NÚCLEO: VISÃO GERAL Caracterizando o núcleo celular Presente apenas em células eucarióticas. Funções básicas: - Armazena o DNA celular; - Controla o metabolismo celular; - Hereditariedade. Classificação: - Anucleada: hemácias de mamíferos; - Mononucleadas: maioria das células; - Polinucleadas: miócitos (fibras musculares). Componentes o núcleo celular Estudo de um núcleo interfásico: Carioteca: envelope nuclear; Nucleoplasma ou cariolinfa: material gelatinoso que preenche o núcleo; Nucléolo: corpúsculo condensado que produz ribossomos; Cromatina: Filamento de DNA associado a proteínas histonas. AULA 2 – CROMATINA E CROMOSSOMO Cromatina Filamento de DNA associados a proteínas chamadas histonas. Nucleossomos: são as unidades formadoras da cromatina, sendo formados por 8 (oito) histonas associadas a um filamento de DNA. Tipos de cromatina: - Eucromatina: trechos menos espiralados da cromatina e com genes ativos na produção de proteínas; - Heterocromatina: trechos de mais espiralados de cromatina e com genes inativos na produção de proteínas. Cromossomo Filamento intensamente condensado (ou espiralado) de cromatina. É observado em células em divisão celular. Tipos de cromossomos: - Cromossomo simples: possui apenas uma cromatina intensamente espiralada; - Cromossomo duplicado: possui duas cromatinas intensamente espiraladas e unidas por um centrômero. Cada parte do cromossomo passa a ser chamado de cromátide. A duplicação das cromatinas que irão formar o cromossomo duplicado ocorre no período S da interfase. AULA 3 – CENTRÔMERO E TIPOS DE CROMOSSOMOS As constrições São regiões visíveis como pontos de estrangulamento em cromossomos espiralados ou condensados. O centrômero Corresponde a constrição primária do cromossomo. Tipos de cromossomos quanto à posição do centrômero * Fonte: http://www.estudopratico.com.br/wp- content/uploads/2013/12/tipos-de-cromossomos.jpg AULA 4 – ÁCIDOS NUCLEICOS: VISÃO GERAL Visão geral São substâncias orgânicas; São macromoléculas; Polímeros de nucleotídeos; Tipos: - DNA ou ADN: Ácido Desoxirribonucléico - RNA ou ARN: Ácido Ribonucléico Os nucleotídeos São monômeros; São formados por três partes: - Base nitrogenada - Grupo fosfato - Pentose (açúcar de 5 carbonos) ESTUDO DO NÚCLEO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Nucleotídeos de DNA e de RNA: Desoxirribonucleotídeo Ribonucleotídeo Atenção: Nucleosídeos: formados por uma pentose mais uma base nitrogenada. AULA 5 – ÁCIDOS NUCLEICOS: DNA O DNA ou ADN Localização na célula: - Procariótica: formando o nucleoide e o plasmídeo. - Eucariótica: no interior do núcleo, das mitocôndrias e cloroplastos. Papéis biológicos: - Material genético hereditário. - Controle celular. Estrutura do DNA : - 1953, Watson e Crick. - Dupla fita ou dupla cadeia de desoxirribonucleotídeos. - Relação de Chargaff: A = T; C = G. - As ligações de hidrogênio unem as duas fitas do DNA. AULA 6 – ÁCIDOS NUCLEICOS: RNA O RNA ou ARN Localização na célula: - Procariótica: citoplasma. - Eucariótica: no interior do núcleo, do citoplasma, das mitocôndrias e cloroplastos. Papéis biológicos: - Participa do controle do metabolismo a partir de informações do DNA. Tipos de RNA: - RNAm: RNA mensageiro - RNAt: RNA transportador - RNAr: RNA ribossômico Estrutura do RNA : - Fita ou cadeia simples de ribonucleotídeos. AULA 7 – CÓDIGO GENÉTICO: DUPLICAÇÃO Duplicação ou replicação de DNA Ocorre no período S da interfase celular. É dita semiconservativa, pois conserva uma das fitas do DNA original em DNA formado após a duplicação. Enzimas envolvidas: - DNA girase: desfaz a estrutura em α-hélice do DNA. - DNA helicase: quebra as pontes de hidrogênio separando as duas fitas do DNA. - DNA polimerase: promove a formação da nova fita de DNA de acordo com a fita molde. - DNA ligase: promove a união entre os nucleotídeos da fita formada. Sentido da replicação: orientação 5` 3`nas duas fitas do DNA original. Durante a replicação é possível diferenciar a formação de uma fita líder (ou contínua) e uma fita retardatária (ou descontínua). Na fita descontínua, cada segmento gerado é chamado de fragmentos de Okazaki. ESTUDO DO NÚCLEO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br3 AULA 8 – CÓDIGO GENÉTICO: TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO A síntese proteica Etapas e locais nos eucariontes: - Transcrição: núcleo celular. - Tradução: citoplasma. *Fonte: http://11biogeogondomar.blogspot.com.br/2010_09_26_ar chive.html Tabela de códons e aminoácidos *Fonte: http://bioconhecer.blogspot.com.br/2010/04/acidos- nucleicos-transcricao-e-traducao.html AULA 9 – GENES, GENOMA E PROTEOMA Genes São trechos do DNA que contém informações sobre o indivíduo. Genoma Representa o total de genes presentes em uma célula. Proteoma Conjunto de proteínas presentes em uma célula a partir de processos de transcrição e tradução dos genes presentes em seu DNA. AULA 10 – CÉLULAS HAPLOIDES E DIPLOIDES Introdução Cada célula tem um número padrão de cromossomos típicos da espécie estudada. Células haploides (n) Possuem apenas um lote de cromossomos típicos da espécie. Exemplo: gametas (em humanos n=23) Células diploides (2n) Possuem dois lotes de cromossomos típicos da espécie. Exemplo: zigoto e células somáticas (em humanos 2n=46) CICLO CELULAR, DIVISÃO CELULAR E GAMETOGÊNESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – O CICLO CELULAR Etapas do ciclo celular *Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_celular No esquema, considere: I = Interfase M = Divisão celular G1 = Período G1 S = Período S G2 = Período G2 A interfase Período que precede a divisão celular. Ocorre intenso atividade celular. Dividida em períodos: - G1: período de crescimento celular; - S: período de duplicação do DNA; - G2: período de intensa síntese proteica. A divisão celular Período produção de células-filhas a partir da uma célula-mãe. Pode ocorrer de duas formas: mitose (divisão equacional) ou meiose (divisão reducional). Dividida em períodos: - Prófase; - Metáfase; - Anáfase; - Telófase. AULA 2 – A DIVISÃO CELULAR: VISÃO GERAL Visão geral da divisão celular Objetivo: produção de novas células. Ocorre apenas em células eucariontes. Tipos: - Mitose; - Meiose. Mitose Ocorre em células haploides e diploides. Uma célula-mãe origina duas células-filhas geneticamente idênticas entre si e à célula-mãe. Utilizada para: - Reprodução assexuada; - Crescimento e desenvolvimento em pluricelulares; - Regeneração em pluricelulares. Meiose Ocorre em células diploides. Uma célula-mãe origina quatro células-filhas geneticamente diferentes entre si e com a metade do número de cromossomos da célula- mãe. Utilizada para: - Reprodução sexuada; AULA 3 – MITOSE Mitose: Uma célula-mãe origina duas células-filhas geneticamente idênticas entre si e à célula-mãe. Fases da mitose Prófase Início da condensação dos cromossomos; Início do desaparecimento do nucléolo; Início da formação das fibras do fuso; Início da desorganização da carioteca. Metáfase Cromossomos atingem grau máximo de condensação; Cromossomos alinham-se na região equatorial da célula; Cromossomos prendem-se as fibras do fuso. Anáfase Ocorre a duplicação dos centrômeros; Separação das cromátides-irmãs; Encurtamento das fibras do fuso; Cromossomos simples migram para os polos da célula. Telófase CICLO CELULAR, DIVISÃO CELULAR E GAMETOGÊNESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Descondensação dos cromossomos; Reaparecimento do nucléolo; Reorganização da carioteca; Reorganização das fibras do fuso; Cariocinese (individualização dos dois núcleos). Prófase Início da condensação dos cromossomos; Início do desaparecimento do nucléolo; A citocinese Conceito: separação do citoplasma e individualização das novas células após as fases da divisão celular. Diferenças entre mitose animal e vegetal Mitose animal - cêntrica; - astral; - citocinese centrípeta. Mitose vegetal - acêntrica; - anastral; - citocinese centrífuga. *Fonte: http://www.fotolog.com/farmaciafoc/18073719/ AULA 4 – MEIOSE Meiose: Uma célula-mãe origina quatro células-filhas geneticamente diferentes entre si e com a metade do número de cromossomos da célula-mãe. Fases da meiose Antes de iniciar cada uma das fases é válido ressaltar que a meiose é dividida em 2 grandes períodos: Meiose I e Meiose II. Fases da Meiose I Prófase I Leptóteno: início da condensação dos cromossômica; Zigóteno: pareamento dos cromossomos homólogos; Paquíteno: formação das tétrades ou bivalentes, Diplóteno: formação dos quiasmas; Diacinese: desintegração da carioteca. Metáfase I Cromossomos atingem grau máximo de condensação; Cromossomos alinham-se na região equatorial da célula formando uma placa dupla; Cromossomos prendem-se as fibras do fuso. Anáfase I Ocorre a duplicação dos centrômeros; Separação dos cromossomos homólogos; Encurtamento das fibras do fuso; Cromossomos ainda duplicados migram para os polos da célula. Telófase I Descondensação cromossômica; Reorganização das fibras do fuso; Cariocinese (individualização dos dois núcleos). Intercinese Período muito curto entre as meioses I e II; Ocorre duplicação dos centrossomos; Fases da Meiose II Prófase II Condensação dos cromossomos; Início da desorganização da carioteca. Metáfase II Cromossomos atingem grau máximo de condensação; Cromossomos alinham-se na região equatorial da célula fromando uma placa simples; Cromossomos prendem-se as fibras do fuso. Anáfase II Ocorre a duplicação dos centrômeros; Separação das cromátides-irmãs; Encurtamento das fibras do fuso; Cromossomos simples migram para os polos da célula. Telófase II Descondensação dos cromossomos; Reaparecimento do nucléolo; Reorganização da carioteca; Reorganização das fibras do fuso; Cariocinese (individualização dos dois núcleos). CICLO CELULAR, DIVISÃO CELULAR E GAMETOGÊNESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 *Fonte: http://sitehelpme.xpg.uol.com.br/HelpMe/Site.php/meiose.h tml AULA 5 – MITOSE X MEIOSE: COMPARAÇÕES Mitose: Processo Equacional (E!); Ocorre em células haploides e diploides; Uma célula-mãe origina duas células-filhas idênticas entre si; Não gera variabilidade genética; É utilizada para: reprodução assexuada (unicelulares e pluricelulares), crescimento e regeneração (pluricelulares). Meiose: Processo Reducional (R!); Ocorre em células diploides; Uma célula-mãe origina quatro células-filhas diferentes entre si e com a metade do total de cromossomos da célula-mãe; Gera variabilidade genética, graças ao crossing- over e à segregação independente dos cromossomos; É utilizada para: reprodução sexuada (unicelulares e pluricelulares). AULA 6 – MITOSE X MEIOSE: GRÁFICOS Introdução Os gráficos a respeito da concentração de DNA em cada uma das etapas do ciclo celular já permitiram a produção de diversas questões de vestibulares. Antes de iniciar a análise e interpretação dos gráficos, é valido relembrar os principais eventos que ocorrem em cada tipo de divisão celular. Veja: Fonte: http://3.bp.blogspot.com/- _yNSYZyKABo/UFXqsgw23wI/AAAAAAAABWA/1rU2BakM59 U/s640/Meiose+09.gifAnalisando o gráfico da mitose Partindo de uma célula diploide (2n), considere a quantidade de DNA presente em cada célula como sendo 2C; Na fase S (replicação do DNA), a quantidade de DNA duplica para 4C, mas não há alteração do número de cromossomos; Nas fases G2, prófase e metáfase, a quantidade de DNA permanece 4C; Na anáfase ocorre a separação das cromátides- irmãs, o que leva a redução para a quantidade 2C no final da telófase. Analisando o gráfico da meiose Partindo de uma célula diploide (2n), considere a quantidade de DNA presente em cada célula como sendo 2C; CICLO CELULAR, DIVISÃO CELULAR E GAMETOGÊNESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Na fase S (replicação do DNA), a quantidade de DNA duplica para 4C, mas não há alteração do número de cromossomos; Nas fases G2, prófase 1 e metáfase 1, a quantidade de DNA permanece 4C; Na anáfase 1 ocorre a separação dos cromossomos homólogos, o que leva a redução para a quantidade 2C no final da telófase 1; Na intercinese, prófase 2 e metáfase 2, a quantidade de DNA permanece 2C. Na anáfase 2 ocorre a separação das cromátides-irmãs, o que leva a redução para a quantidade C no final da telófase 2. AULA 7 – GAMETOGÊNESE Conceitos Produção de células sexuais, os gametas. Ocorre nas gônadas: - Testículos: gônadas masculinas animais; - Ovários: gônadas femininas animais. Células germinativas: grupo de células diploides que originarão os gametas ao sofrerem divisões meióticas. Etapas da gametogênese: - Proliferativa; - Crescimento; - Maturação; - Diferenciação (exclusiva da espermatogênese). Espermatogênese Período fetal: ocorre a fase proliferativa. Puberdade e adulto: todas as fases; Andropausa: fim da produção. Ovogênese Período fetal: ocorrem as fases proliferativa e crescimento. Puberdade e adulto: maturação; Ovulação: liberação cíclica de ovócitos II; Menopausa: fim dos ciclos. FERMENTAÇÃO E RESPIRAÇÃO CELULAR Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL DO METABOLISMO ENERGÉTICO DA CÉLULA A energia nos seres vivos Glicose Combustível mais utilizado pelos seres vivos; Sua quebra libera a energia contida em suas ligações químicas; Produção: através da fotossíntese e quimiossíntese; Quebra da glicose: através da respiração celular e fermentação. Metabolismo Conjunto de reações químicas e transformações de energia; É dividido em: anabolismo (união ou síntese) e catabolismo (quebra). AULA 2 – MITOCÔNDRIA Organelas membranosas. São dotadas de dupla membrana envolvente. Presente apenas em células eucarióticas. Apresenta DNA e ribossomos próprios. Função: respiração celular aeróbica. Morfologia de uma mitocôndria (ver esquema abaixo): http://www.centrocienciajunior.com/miudos_graudos/vamo sfalar01.asp?id=905 A respiração celular Oxidação completa da glicose com produção de ATP. Consumo de gás oxigênio (O2) Liberação de água (H2O) e gás carbônico (CO2). AULA 3 – GLICOSE, ATP E TRANSFORMAÇÕES DE ENERGIA Glicose Combustíivel; Fórmula química: C6H12O6; Monossacarídeo: hexose; Obtenção: o autótrofos: fotossíntese ou quimiossíntese; o heterótrofos: alimentação (dieta). ATP Adenosina Trifosfato. Estrutura e energia: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/fisiologia- celular/respiracao-celular-aerobica-e-fermentacao.html AULA 4 – RESPIRAÇÃO AERÓBICA I: GLICÓLISE A glicólise Etapa inicial da quebra da glicose. Ocorre no hialoplasma ou citossol. Não há consumo de gás oxigênio. Cada glicose quebrada produz: o 2 piruvatos ou ácidos pirúvicos; o 2 ATP´s; o 2NADH2 FERMENTAÇÃO E RESPIRAÇÃO CELULAR Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 http://www.rodolfo.costa.nom.br/biowiki/doku.php?id=glicoli se AULA 5 – RESPIRAÇÃO AERÓBICA II: CICLO DE KREBS Fase preparatória (oxidação do ácido pirúvico) Local: matriz mitocondrial. Eventos: o Entrada do ácido pirúvico; o Transformação em ácido acético; o Formação do Acetil-CoA O ciclo de Krebs Local: matriz mitocondrial. Início: reação entre o ácido oxalacético e o acetil- CoA formando o ácido cítrico. Meio: sequência de reações de oxidação do ácido cítrico formando: o NADH2 o FADH2 o CO2 o GTP (equivalente ao ATP) http://bioquimica.xpg.uol.com.br/Ciclo_de_Krebs.html AULA 6 – RESPIRAÇÃO AERÓBICA III: CADEIA RESPIRATÓRIA A cadeia respiratória ou fosforilação oxidativa Local: nas membranas das cristas mitocondriais. Eventos: o Oxidação do NADH2 e FADH2 que liberam seus H+ e elétrons. o Transporte de elétrons pelos citocromos; o Liberação gradativa de energia e produção de ATP; o H+ e elétrons são capturados pelo gás oxigênio formando água; o Enzima sintetase presente na membrana interna das cristas mitocondriais bombeia os H+ de volta para a matriz mitocondrial produzindo energia e ATP (quimiosmose). https://thinkbio.wordpress.com/2011/12/31/processos- energeticos-celulares/ AULA 7 – RESPIRAÇÃO AERÓBICA IV: SALDO POR ETAPA Glicólise: Para cada molécula de glicose que inicia o processo, temos: 2 piruvatos; 2 NADH2; 2 ATP. Oxidação do piruvato: Partindo-se dos 2 piruvatos produzidos na glicólise, temos: 2 CO2; 2 NADH2; 2 Acetil-CoA. Ciclo de Krebs: FERMENTAÇÃO E RESPIRAÇÃO CELULAR Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Partindo-se dos 2 Acetil-CoA produzidos na glicólise, temos: 4 CO2; 2 GTP (=2 ATP) 6 NADH2; 2 FADH2. Cadeia respiratória: Partindo-se dos NADH2 e FADH2 produzidos ao longo das etapas anteriores, temos: 6 H2O; 26 ATP. Saldo final de 30 ATP: 2 ATP (glicólise) 2 GTP (ciclo de Krebs) 26 ATP (cadeia respiratória) AULA 8 – FERMENTAÇÃO E RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA A fermentação Processo de quebra parcial da glicose com baixa produção de energia e sem consumo de O2. Representa uma finalização rápida da glicólise. Tipos: o Alcólica: produção de álcool etílico e CO2; o Láctica: produção de ácido láctico; A respiração celular anaeróbica Processo realizado por algumas bactérias. Possui as mesmas etapas da respiração celular aeróbica, mas o aceptor final de H+ e elétrons não é o gás oxigênio. FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSÍNTESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Importância da fotossíntese Nutrição orgânica. Local: o Em procariontes: no citoplasma; o Em eucariontes: no interior dos cloroplastos. Importância ecológica: o Captura de CO2 atmosférico; o Renovação de O2 atmosférico. o Contribui para o fluxo de matéria e energia nos ecossistemas. A luz branca e a fotossíntese Luz branca: possui todos os comprimentos de onda. Pigmentos fotossintetizantes: absorvem certos comprimentos de onda: o Clorofila: pigmento principal; o Carotenoides: pigmentos acessórios. Etapas da fotossíntese Etapa fotoquímica ou reações de claro. Etapa química ou reações de escuro. Equação química da fotossíntese http://aprovaja.blogspot.com.br/2011/08/fotossintese- celular.html AULA 2 – CLOROPLASTOS Cloroplastos Organelas membranosas. São dotadas de dupla membrana envolvente. Presente apenas em células eucarióticas. Apresenta DNA e ribossomos próprios. Função: fotossíntese. Morfologia de um cloroplasto (ver esquema abaixo): http://www.alunosonline.com.br/biologia/os- cloroplastos.html A fotossíntese Produção de matéria orgânica a partir de matéria inorgânica na presença de luz. Depende de pigmentos fotossintéticos como a clorofila. Hipótese simbiótica para a origem de mitocôndrias e cloroplastos http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/teoria- endossimbiotica.asp FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSÍNTESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 3 – ETAPA FOTOQUÍMICA OU REAÇÕES DE CLARO Visão geral Local: membrana dos tilacoides. Magnésio: excita-se na presença da luz e perde elétrons. Papel da água: sofre fotólise e cede elétrons para o magnésio da clorofila. Fotofosforilação: formação de ATP a partir da energia dissipada pela transferência dos elétrons perdidos pelo magnésio. NADP+: aceptor intermediário de prótons H+ e elétrons. http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bioquimica/bioqui mica15.php AULA 4 – ETAPA QUÍMICA OU REAÇÕES DE ESCURO Visão geral Local: estroma do cloroplasto. Utiliza o ATP e os NAPH2 produzidos na fase fotoquímica. Ciclo de Calvin-Benson: ciclo de reações que consome CO2 e gera glicose. A Rubisco: enzima que inicia o ciclo incorporador de CO2 no ciclo de Calvin-Benson. O ciclo de Calvin-Benson Entra: CO2 ATP NADPH2 Sai: glicose (C6H12O6) H2O https://sites.google.com/site/correiamiguel25/obten%C3%A 7%C3%A3odemat%C3%A9rianasplantas AULA 5 – PLANTAS C3, C4 E CAM Introdução: A fotossíntese envolve as etapas fotoquímica (reações de claro) e química (reações de escuro); O gás carbônico (CO2) é utilizado como fonte de carbono para produção de carboidratos e demais compostos orgânicos; A fixação do gás carbônico ocorre na etapa química, durante o Ciclo de Calvin-Benson. Os mecanismos de fixação, bem como os produtos geradas em cada mecanismo, foram utilizados como critérios para a classificação das plantas em três grupos: C3, C4 e CAM. Plantas C3: Vivem em locais com bom suprimento hídrico (solos com boa disponibilidade de água); São conhecidas como plantas esbanjadoras de água; Neste grupo estão a maioria das plantas. A fixação do gás carbônico origina o Ácido 3- fosfoglicérico (3-PGAL). FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSÍNTESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Fonte: http://blogdoenem.com.br/wp- content/uploads/2016/02/bio-3-4.gif Plantas C4: Vivem em locais com baixo suprimento hídrico (solos disponibilidade limitada de água); São conhecidas como plantas economizadoras de água; Neste grupo destacam-se as angiospermas monocotiledôneas. A fixação do gás carbônico origina o Ácido Oxalacético. A enzima responsável pelo processo de fixação chama-se PEP carboxilase. Fonte: https://djalmasantos.files.wordpress.com/2010/09/032.jpg (alterada) Plantas CAM: Vivem em locais com momento de escassez no suprimento hídrico (solos com baixíssima disponibilidade de água); São conhecidas como plantas de clima árido ou semiárido; Neste grupo estão as plantas desérticas. A fixação do gás carbônico origina ácidos orgânicos (como o ácido málico). Fonte: https://djalmasantos.files.wordpress.com/2010/09/04.jpg AULA 6 – FATORES QUE INFLUENCIAM O PROCESSO Luz Fator limitante para a realização da etapa fotoquímica. Intensidade luminosa: é limitante até atingir o ponto de saturação. http://professor.tirinto.uni5.net/provas_topicos.asp?topico= Fotossintese&curpage=3 Gás carbônico Fator limitante para a realização da etapa química. Concentração de gás carbônico: é limitante até atingir o ponto de saturação. http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/fatores- limitantes-fotossintese.asp FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSÍNTESE Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Temperatura Fator limitante para a realização das etapas fotoquímica e química. Aumento da temperatura: aumento da velocidade da fotossíntese até a desnaturação http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/fatores- limitantes-fotossintese.asp. AULA 7 – PONTO DE COMPENSAÇÃO FÓTICO Conceito Intensidade luminosa em que as velocidades da fotossíntese e da respiração celular se igualam. Tipos de plantas quanto à absorção de luz: o Umbrófilas: atingem o ponto de compensação fótico mais rápido, ou seja, com menos luz. o Heliófilas: atingem o ponto de compensação fótico mais lentamente, ou seja, com mais luz. Discussões e conclusões Quando: intensidade da respiração X intensidade da fotossíntese consumo de O2 atmosférico complementar à fotossíntese > sobrevivência do vegetal comprometida consumo de todo o O2 liberado na fotossíntese. = estagnação do crescimento utilização de parte do O2 liberado na fotossíntese < favorece o crescimento e libera O2 Gráfico: http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/ponto- de-compensacao-fotico.asp AULA 8 – FOTOSSÍNTESE E QUIMIOSSÍNTESE EM BACTÉRIAS Recapitulando a fotossíntese Em cianobactérias, algas e plantas: CO2 + 2(H2O) (CH2O) + H2O + O2 Outra forma de fazer fotossíntese Em algumas bactérias (ex.: Chlorobium): CO2 + 2(H2S) (CH2O) + H2O + 2S A quimiossíntese A fonte de energia para a síntese de compostos orgânicos vem de reações inorgânicas preliminares. Exemplo: bactérias do gênero Nitrosomonas http://www.rodolfo.costa.nom.br/biowiki/doku.php?id=quimi ossintese VISÃO GERAL E CÓDIGO GENÉTICO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL DO METABOLISMO DE CONTROLE CELLULAR Metabolismo celular Conjunto de reações químicas da célula. Processo controlado pelo DNA celular. As reações químicas ocorrem no citoplasma. Realizado por enzimas (proteínas com atividade catalítica). Dogma Central da Biologia Molecular AULA 2 – ÁCIDOS NUCLÉICOS: VISÃO GERAL Visão geral São substâncias orgânicas; São macromoléculas; Polímeros de nucleotídeos; Tipos: o DNA ou ADN: Ácido Desoxirribonucléico o RNA ou ARN: Ácido Ribonucléico Os nucleotídeos São monômeros; São formados por três partes: o Base nitrogenada o Grupo fosfato o Pentose (açúcar de 5 carbonos) Nucleotídeos de DNA e de RNA: Desoxirribonucleotídeo Ribonucleotídeo Atenção: Nucleosídeos: formados por uma pentose mais uma base nitrogenada. AULA 3 – ÁCIDOS NUCLÉICOS: DNA O DNA ou ADN Localização na célula: o Procariótica: formando o nucleoide e o plasmídeo. o Eucariótica: no interior do núcleo, das mitocôndriase cloroplastos. Papéis biológicos: o Material genético hereditário. o Controle celular. Estrutura do DNA : o 1953, Watson e Crick. o Dupla fita ou dupla cadeia de desoxirribonucleotídeos. o Relação de Chargaff: A = T; C = G. o As ligações de hidrogênio unem as duas fitas do DNA. AULA 4 – ÁCIDOS NUCLÉICOS: RNA O RNA ou ARN Localização na célula: o Procariótica: citoplasma. o Eucariótica: no interior do núcleo, do citoplasma, das mitocôndrias e cloroplastos. Papéis biológicos: o Participa do controle do metabolismo a partir de informações do DNA. Tipos de RNA: o RNAm: RNA mensageiro o RNAt: RNA transportador VISÃO GERAL E CÓDIGO GENÉTICO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 o RNAr: RNA ribossômico Estrutura do RNA : Fita ou cadeia simples de ribonucleotídeos. AULA 5 – DNA, RNA E O CÓDIGO GENÉTICO: DUPLICAÇÃO OU REPLICAÇÃO Duplicação ou replicação de DNA Ocorre no período S da interfase celular. É dita semiconservativa, pois conserva uma das fitas do DNA original em DNA formado após a duplicação. Enzimas envolvidas: o DNA girase: desfaz a estrutura em α-hélice do DNA. o DNA helicase: quebra as pontes de hidrogênio separando as duas fitas do DNA. o DNA polimerase: promove a formação da nova fita de DNA de acordo com a fita molde. o DNA ligase: promove a união entre os nucleotídeos da fita formada. Sentido da replicação: orientação 5` 3`nas duas fitas do DNA original. Durante a replicação é possível diferenciar a formação de uma fita líder (ou contínua) e uma fita retardatária (ou descontínua). Na fita descontínua, cada segmento gerado é chamado de fragmentos de Okazaki. AULA 6 – DNA, RNA E O CÓDIGO GENÉTICO: TRANSCRIÇÃO E TRADUÇÃO A síntese proteica Etapas e locais nos eucariontes: o Transcrição: núcleo celular. o Tradução: citoplasma. Fonte: http://11biogeogondomar.blogspot.com.br/2010_09_26_ar chive.html Tabela de códons e aminoácidos Fonte: http://bioconhecer.blogspot.com.br/2010/04/acidos- nucleicos-transcricao-e-traducao.html AULA 7 – SPLICING: A MATURAÇÃO DO RNAm Conceito e características do Splicing Processo de maturação do RNAm recém- formado na transcrição. Consiste na remoção dos íntrons (regiões não codificantes de um gene) e união dos éxons (regiões codificantes de um gene). Ocorre apenas em eucariontes. Spliceossomo: estrutura responsável pelo splicing. VISÃO GERAL E CÓDIGO GENÉTICO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Original: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/df/ RNA_splicing_diagram_en.svg/2000px- RNA_splicing_diagram_en.svg.png Splicing alternativo Alternativas múltiplas de solda dos éxons permitindo a formação de mais de um tipo de polipeptídeo a partir de um único RNAm inicial. Original: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6e/Splici ng_overview.jpg AULA 8 – GENES, GENOMA E PROTEOMA Genes São trechos do DNA que contém informações sobre o indivíduo. Genoma Representa o total de genes presentes em uma célula. Proteoma Conjunto de proteínas presentes em uma célula a partir de processos de transcrição e tradução dos genes presentes em seu DNA. MUTAÇÕES GÊNICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – MUTAÇÕES GÊNICAS: ORIGENS E CONSEQUÊNCIAS Conceito de mutação É uma alteração do material genético de um indivíduo. Tipos de mutações Gênica: alteração do gene, devido a mudanças na frequência de bases nitrogenadas. Cromossômica: mudança no número ou na estrutura dos cromossomos. É também conhecida como aberração. Origens das mutações Espontâneas: causadas por erros metabólicos durante a duplicação do DNA ou na divisão celular. Induzidas: são provocadas por substâncias químicas ou por radiação. Consequências das mutações Em células somáticas: não é transmitida aos descendentes por processos sexuados. Pode levar a formação de câncer em um indivíduo. Em células germinativas: leva a formação de gametas alterados e possíveis descendentes com mutações. Pode levar à formação de variabilidade genética, interferindo na adaptação e possível evolução da espécie. AULA 2 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS: EUPLOIDIAS Conceito São alterações em lotes haploides inteiros de cromossomos. Origem Resultado de falhas na separação cromossômica durante a divisão celular. Consequências Em humanos: aborto Em vegetais: poliploidização (3n, 4n, 6n...) com produção de variedades mais vigorosas. AULA 3 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS: ANEUPLOIDIAS Conceito Tipo de mutação que leva à perda ou ganho de cromossomos. Origem A partir da não-disjunção das cromátides irmãs durante a divisão celular. Tipos a) quanto à perda ou ganho de cromossomos: o Trissomia: acréscimo de um cromossomo. Representação: 2n+1 o Monossomia: perda de um cromossomo. Representação: 2n-1 b) quanto aos cromossomos: o Aneuploidias autossômicas: acréscimo ou perda de um cromossomo autossomo. Exemplos: síndromes de Down, Edwards e Patau. o Aneuploidias sexuais: acréscimo ou perda de um cromossomo sexual. Exemplos: síndromes de Turner, Klinefelter, Duplo X, Duplo Y e Ausência do X. AULA 4 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS ESTRUTURAIS Conceito São alterações na estrutura dos cromossomos levando a perda, ganho ou duplicação de genes. Origem Durante os eventos de duplicação do DNA ou no crossing-over (permutação na meiose). Tipos Deficiência ou deleção: perda de um pedaço do cromossomo. Duplicação: formação de um segmento adicional no cromossomo. Inversão: quebra do cromossomo em dois pontos seguida de solda das partes com as extremidades trocadas. Translocação: troca de segmentos entre cromossomos não-homólogos. MUTAÇÕES GÊNICAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Disponível em: http://files.geneticavirtual.webnode.com.br/200000117- 19c8c1ac35/Figura%2017.jpg AULA 5 – ERROS INATOS DO METABOLISMO Conceito São alterações metabólicas causadas por mutações gênicas que levam a distúrbios ou doenças. Fenilcetonúria (PKU) Incapacidade de produzir uma enzima que converte o aminoácido fenilalanina em tirosina. Galactosemia: Deficiência de uma enzima do metabolismo da galactose que não permite que esta seja transformada em glicose. HISTOLOGIA ANIMAL - OS TECIDOS VISÃO GERAL E TECIDO EPITELIAL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL O que é Histologia Animal? A Histologia Animal trata do estudo da especificidade estrutural e funcional que existe entre o conjunto de células existentes em nosso organismo, formando os importantes órgãos que formam os sistemas de nosso corpo. Os tecidos possuem origem embrionária dos principais folhetos, mesoderma, ectoderma e endoderma. Os principais tipos de tecido do corpo humano são o tecido epitelial,o tecido conjuntivo, o tecido muscular e o tecido nervoso. AULA 2 – TECIDO EPITELIAL: CARACTERÍSTICAS GERAIS Características gerais O tecido epitelial é caracterizado por ser avascular e conter células justapostas e de alta renovação. Funções Proteção de órgãos, absorção e secreção de substâncias e a percepção sensorial. Classificações Tecido epitelial simples ou estratificado (quanto ao número de camadas de células); tecido epitelial pavimentoso, cúbico ou prismático (quanto ao formato celular); e tecido epitelial de revestimento ou glandular (quanto à funcionalidade). Junções celulares I) Desmossomos “Ganchos” proteicos entre célula-célula II) Junções de oclusão e junções aderentes “Cinturão” proteico entre célula-célula III) Hemidesmossomos “Ganchos” proteicos entre célula-lâmina basal IV) Junções comunicantes Canais comunicantes entre célula-célula Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/- zHMUAGBjRVc/TarebIDrbNI/AAAAAAAAAFg/8C29g1MP_ gI/s1600/78.png AULA 3 – EPITÉLIO DE REVESTIMENTO Função Revestimento externo e interno do organismo como um todo (pele), dos órgãos e das cavidades corporais, conferindo proteção. A pele Responsável pelas percepções sensoriais e linha de defesa, e tem importante relação evolutiva de isolamento. É dividida em derme (camada medial) e epiderme (camada externa). A derme é formada por tecido conjuntivo denso, possui como principais células os fibroblastos e macrófagos e localizam-se os terminais nervosos sensoriais. A epiderme possui importantes anexos estruturais, como pelos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. AULA 4 – EPITÉLIO GLANDULAR O epitélio glandular é responsável pela presença das glândulas, que produzem secreções (sejam elas mucosas, serosas ou mistas). Os principais tipos de glândulas são exócrinas (com dutos que lançam a secreção ao meio externo à glândula), endócrinas (sem dutos, que difundem a secreção para vasos) e mistas (ambas as funções). As formas de secreção podem ser apócrina (onde parte da célula faz parte da secreção), merócrina (exocitose vesicular) ou holócrina (célula é a secreção). TECIDO CONJUNTIVO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – ORGANIZAÇÃO GERAL O tecido conjuntivo, também conhecido como tecido de preenchimento, sempre tem um padrão de composição formado por células e matriz extracelular (MEC). A MEC é formada pela substância fundamental (com funções de reunião de células, armazenamento de água e meio de troca) e por fibras (dos tipos elásticas, colágenas e reticulares) Dentre as células, podemos encontrar: I) Fibroblastos: secreção de fibras e substância fundamental II) Macrófagos: fagocitose III) Plasmócitos: secreção de anticorpos IV) Mastócitos: produção histamínica V) Adipócitos: armazenam gordura VI) Leucócitos: glóbulos brancos AULA 2 – TECIDO CONJUNTIVO FROUXO E DENSO Tecido Conjuntivo Frouxo Possui MEC com todas as fibras e com substância fundamental viscosa e hidratada. Suas células principais são os fibroblastos e macrófagos. É o principal tecido de preenchimento. Tecido Conjuntivo Denso Possui MEC formada principalmente por fibras colágenas e por células do tipo fibroblastos. Pode ser denominado como tecido conjuntivo denso modelado ou não-modelado a partir da disposição das fibras em sua matriz extracelular. É o principal tecido de nutrição. AULA 3 – TECIDO ADIPOSO Possui células adiposas, células diferenciadas por sua grande vesícula de armazenamento de gordura (lipídios). É o principal tecido de reserva energética e também confere isolamento térmico. T.A.Marrom Muito vascularizado, grande quantidade de mitocôndrias e responsável pela produção de calor metabólico, o que confere grande importância para animais hibernantes. T.A.Branco/Amarelo Tipo de tecido adiposo mais comum, e presente em indivíduos adultos e responsável pela produção de energia metabólica. AULA 4 – TECIDO CARTILAGINOSO Característico por sua resistência semi-ígida, tem como principais funções a sustentação de tecidos moles e o revestimento de articulações. Sua MEC é composta por fibras colágenas e as principais células são os condrócitos. Pericôndrio: membrana de tecido denso não modelado, que tem importante função de nutrição e oxigenação, além de ser fonte de condrócitos. Tipos I) Cartilagem Hialina: presente nas fossas nasais, traqueia e brônquios, apresenta pericôndrio. II) Cartilagem Elástica: presente no pavilhão auditivo e epiglote; apresenta pericôndrio. III) Cartilagem Fibrosa: presente nos discos intervertebrais de vértebras, discos estes formados por anel fibroso e núcleo pulposo; não apresenta pericôndrio AULA 5 – TECIDO ÓSSEO Principal tecido de sustentação de músculos e órgãos, e que compõe o corpo humano em 206 ossos, divididos em ossos longos, curtos, planos, sesamóides e irregulares. A MEC do tecido ósseo é bastante rígida e possui uma parte orgânica, formada por fibras colágenas, e uma parte inorgânica, formada por cristais de Ca+ e K+, conferindo a rigidez. TECIDO CONJUNTIVO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Estrutura interna e externa Disponível em: http://image.slidesharecdn.com/anatomia- ssea-1224469292884858-8/95/anatomia-ssea-29- 728.jpg?cb=1224462113 Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/- 10ofNo4nDKk/UW9i5UQ72uI/AAAAAAAAADc/- XxEVUiF9Ck/s1600/images+(1).jpg As principais células do tecido ósseo são: osteócitos (manutenção da MEC); osteoblastos (síntese da MEC); e osteoclastos (reabsorção óssea). AULA 6 – TECIDO SANGUÍNEO O sangue é o fluido que preenche os vasos sanguíneos e tem grande responsabilidade de transporte de substâncias para todo o corpo a partir do sistema circulatório ou cardiovascular. Ele é composto por plasma e elementos figurados. Plasma (55%): H20, sais, minerais, proteínas, hormônios, etc. Elementos figurados (45%): Hemácias, plaquetas e leucócitos. Os leucócitos ainda se dividem em agranulócitos (monócitos e linfócitos) e granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Hemácias: Também conhecidas como glóbulos vermelhos, tem a função essencial de transportar o oxigênio para todo o corpo, a partir da ligação entre moléculas de hemoglobina. Leucócitos: Também conhecidos como glóbulos brancos, compõem a defesa do organismo ou o sistema imunológico, juntamente com a ação dos anticorpos. Plaquetas: Também conhecidas como trombócitos, tem a função de coagulação do sangue. AULA 7 – COLÁGENO O colágeno é uma proteína fibrosa de grande importância do tecido conjuntivo, formando as fibras colágenas do mesmo. É pouco solúvel e compõem a estrutura de vários tecidos do corpo, como os ossos e cartilagem. São divididos em diversos tipos, sendo alguns dos mais importantes: Tipo I: mais abundante; presente em cartilagens, tendões, pele e ossos; Tipo II: presente nos discos intervertebrais, humor vítreo e notocorda; Tipo IV: presente na membrana basal; Síndrome de Ehlers-Danlos: doença que interfere na síntese do colágeno. TECIDO CONJUNTIVO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 ANEXO- PRINCIPAIS OSSOS DO CORPO HUMANO Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/- dc9sDZWNaAM/TsKERhc- vZI/AAAAAAAAANI/HtGZCKiLf6M/s1600/CC.gifDisponível em: http://www.estudopratico.com.br/wp- content/uploads/2013/04/ossos-do-corpo-humano-nomes- e-funcoe.jpg HISTOLOGIA ANIMAL TECIDO MUSCULAR Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS Responsividade: Capacidade de responder a estímulos Condutibilidade: Capacidade de conduzir estímulo Contratibilidade: Capacidade de sofrer contração Distentabilidade: Capacidade de sofrer distensão Elasticidade: Capacidade elástica Tipos Músculo Liso: presente nos músculos ciliares. Músculo Estriado Cardíaco: presente no coração. Músculo Estriado Esquelético: presente nos músculos ligados a movimento e deslocamento. AULA 2 – MÚSCULO LISO E ESTRIADO CARDÍACO Músculo liso Formado por uma rede celular mantida por fibras reticulares, e possui contração fraca e involuntária. Presente nos músculos ciliares, músculos piloeretores e nos músculos viscerais. Músculo Estriado Cardíaco Formado pelas fibras musculares cardíacas sincicial, responsáveis pelas contrações (ou sístoles) atriais e ventriculares. Tem contrações fortes e involuntárias, e possui ligações do tipo discos intercalares, complexos juncionais célula-célula. AULA 3 – MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO Músculo sempre preso a ossos, como costelas e fêmures. Por vezes, são relacionados aos movimentos e deslocamentos do corpo, pois trata das contrações voluntárias existentes no organismo. Possui duas principais bandas: as bandas A (ricas na proteína miosina) e as bandas I (ricas em proteína actina). Os conjuntos actina-miosina são chamados de sarcômero. Contração muscular Processo pelo qual ocorre o deslizamento de actina nos filamentos de miosina, de forma a consumir energia em forma de ATP a cada mudança de conformação da estrutura das moléculas. Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Fisiologiaanimal/suste ntacao20.jpg AULA 4 – ATIVIDADE FÍSICA E DIETA Muito relacionado com o tecido muscular, está à atividade física, principalmente a ligada à musculação, processo muito frequente no cotidiano atual e que trás assuntos importantes embutidos, como dieta, suplementação e uso de anabolizantes. Etapas do exercício de musculação I) Exercício Etapa onde é realizada a força muscular e as contrações musculares. Ocorre, por vezes, ruptura das fibras musculares. II) Reconstrução Etapa totalmente dependente de dieta e repouso. Nessa etapa, as fibras rompidas são reconstruídas e aumenta-se o número de filamentos proteicos, sarcômeros e tecidos conjuntivos adjacentes. Suplementos: Alimentos concentrados em substâncias específicas para cada fase do treino, visando agilidade na recuperação de fibras ou no ganho energético (Ex: Whey protein) Anabolizantes: Hormônios sintéticos derivados de testosterona que aumentam capacidade da força muscular de forma brusca, acarretando em diversos problemas à saúde, inclusive arritmia cardíaca e morte. TECIDO NERVOSO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Constituição Neurônio Célula principal do tecido nervoso, e que tem a capacidade de recepção, percepção e transmissão de estímulos, através dos processos do impulso nervoso e sinapse. Podem ser do tipo sensorial, motor ou interneurônio. Disponível em: http://www.infoescola.com/wp- content/uploads/2009/08/esquemaNeuronio.gif Células da Glia Células que também compõem o sistema nervoso e com diversas importantes funções. AULA 2 – SNP E SNC AULA 3 – CÉLULAS DA GLIA Microglia Sistema fagocitário e imunitário do sistema nervoso; Macroglia Astrócitos: Controle iônico e de composição da MEC, define meio hidroeletrolítico, nutre tecidos, e compõe a barreira hematoencefálica; Oligodendrócitos: Produção da bainha de mielina; Células Ependimárias: Revestimento das células com líquido cefalorraquidiano, que também compõe a barreira hematoencefálica. Células Satélites: Suporte de corpos celulares. AULA 4 – NEURÔNIO Impulso nervoso Alterações na membrana do neurônio que desencadeia passagem de sinal; Natureza eletroquímica; Alterações no DDP do neurônio. Sinapse Envio de sinal nervoso entre neurônios; Natureza química; Vesículas com neurotransmissores. VISÃO GERAL DE FISIOLOGIA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – OS SISTEMAS TRABALHANDO EM CONJUNTO: AS FUNÇÕES DO CORPO A Fisiologia (do grego physis = função ou funcionamento, e logos = estudo) compreende o estudo dos órgãos (conjunto de tecidos) e sistemas (conjunto de órgãos). É uma das áreas mais importantes da Biologia quanto ao estudo do corpo humano, onde se estudam os processos básicos para um comportamento normal do organismo, as complicações que podem afetar o seu funcionamento, e uma análise comparativa com outros animais. AULA 2 – HOMEOSTASE: O EQUILÍBRIO DINÂMICO DO CORPO Propriedade que define a auto-regulação do meio interno, mantendo suas propriedades essenciais. Compreende diversos processos metabólicos no organismo, como controle da temperatura, pH, osmolaridade, etc. Ou seja, de forma geral, as condições do organismo permanecem em uma faixa de normalidade própria a sobrevivência. AULA 3 – PLANOS ANATÖMICOS Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d c/Planos_anat%C3%B3micos.svg/1081px- Planos_anat%C3%B3micos.svg.png Plano Transversal Plano Sagital (mediano) Plano Frontal (coronal) SISTEMA DIGESTÓRIO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL O Sistema Digestório é responsável pela degradação de macromoléculas em moléculas absorvíveis, de forma a obter nutrientes do alimento. Esse processo ocorre devido a reações de hidrólise na presença de enzimas, responsáveis pela maioria dos processos de redução de tamanho das moléculas. O sistema digestório compreende regiões por onde passa o alimento, como a boca (onde se encontram também as glândulas salivares, língua e dentes), faringe, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso, reto e ânus, além dos órgãos anexos ao trato, como fígado, vesícula biliar e pâncreas. AULA 2 – BOCA E DEGLUTIÇÃO Sistema digestório O sistema digestório é responsável pela transformação de macromoléculas em micromoléculas absorvíveis, através de hidrólise e ação enzimática. Fazem parte do sistema digestório: Disponível em: http://cienciasn9.files.wordpress.com/2008/05/tt.png Boca Processos físicos: Mastigação (dentição) Processos químicos: Insalivação (saliva) SALIVA: pH ≈ 7 (neutro) Deglutição: Ingestão do alimento, que não atinge a traqueia por impedimento da glote. AULA 3 – ESÔFAGO E ESTÔMAGO Esôfago Primeira região do sistema digestório onde evidenciam-se os movimentos peristálticos ou peristaltismo. Estômago Ação química do Suco Gástrico: pH ≈ 2 (ácido; presença de HCl) Muco: paredes estomacais estão recobertas por muco, impedindo sua degradação pelo ácido clorídrico. AULA 4 – INTESTINO DELGADO O intestino delgado é subdividido em duodeno, jejuno e íleo. A ação enzimática ocorre na primeira porção, o duodeno. Jejuno e íleo tem maior função de absorção.Suco entérico: pH ≈ 9 (alcalino) Disponível em: http://www.infoescola.com/wp- content/uploads/2010/01/intestino-delgado.jpg PTIALINA (ou Amilase Salivar): AMIDO MALTOSE PEPSINA: PROTEÍNAS POLIPEPTÍDEOS MALTASE: MALTOSE GLI + GLI (glicose) SACARASE: SACAROSE GLI + FRU (frutose) LACTASE: LACTOSE GLI + GAL (galactose) PEPTIDASE: PEPTÍDEOS AMINOÁCIDOS NUCLEOTIDASE: NUCLEOTÍDEOS Fosfato, pentose e bases livres SISTEMA DIGESTÓRIO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 5 – FÍGADO E PÂNCREAS Órgãos anexos ao sistema digestório, ou seja, alimento não passa pelo lúmen (interior) destes órgãos, mas secreções dos mesmos influenciam na digestão. Fígado Produção da bile. A secreção biliar é armazenada na vesícula biliar. Neutraliza o pH ácido estomacal Emulsifica gorduras Pâncreas Secreção pancreática AULA 6 – ABSORÇÃO E FORMAÇÃO DE FEZES Presença de vilosidades e microvilosidades. Intestino delgado Absorção dos vários produtos formados durante a digestão. Intestino grosso Absorção de sais, água e vitaminas; formação das fezes. AULA 7 – REGULAÇÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO I. Sistema Nervoso Parassimpático: estimula as secreções II. Sistema Endócrino HORMÔNIO PRODUÇÃO AÇÃO Gastrina Estômago Estômago; estimulante Enterogastrona Duodeno Estômago; inibitória Secretina Duodeno Pâncreas; estimulante Colecistoquinina Duodeno Vesícula biliar; estimulante AULA 8 – SISTEMA DIGESTÓRIO COMPARADO Protozoários e poríferos: digestão intracelular Cnidários e platelmintos: enterozoários incompletos A partir de nematelmintos: enterozoários completos Particularidades entre os animais Minhocas: presença de tiflossóle intestinal. Tubarões: presença de válvula espiral intestinal. Aves: presença das câmaras: papo (armazenamento), proventrículo (estômago químico) e moela (trituração). Ruminantes: presença do ato de ruminação e das câmaras: rúmen ou pança (armazenamento e ação de micro-organismos); barrete ou retículo (secreção aquosa e devolução do alimento à boca); folhoso ou omaso (agita, homogeneíza e absorve água do alimento) e coagulador ou abomaso (estômago verdadeiro; ação enzimática). AULA 9 – PROBLEMAS DE SAÚDE Gastrite e úlcera: inflamação das paredes estomacais, com frequência da presença da bactéria Helicobacter pylori; regulação alimentar é um dos principais métodos de prevenção. Apendicite: inflamação do apêndice por retenção de restos fecais; quando muito inflamado, causa fortes dores e se faz necessária cirurgia. Álcool: ingestão de bebidas alcoólicas afeta importantes órgãos do sistema digestório, como fígado, pâncreas e estômago. Em células hepáticas, pode causar lesões e evoluir para cirroses, que tratam-se de fibroses e formação de nódulos que prejudicam funções metabólicas e impedem a circulação sanguínea. AMILASE PANCREÁTICA: AMIDO MALTOSE, SACAROSE OU LACTOSE TRIPSINA: PROTEÍNAS POLIPETÍDEOS LIPASE PANCREÁTICA: LIPÍDIOS ÁC.GRAXO + GLICEROL NUCLEASES: DNA, RNA NUCLEOTÍDEOS SISTEMA RESPIRATÓRIO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÁO GERAL Respiração Processo de oxidação de moléculas orgânicas para geração de energia. No caso de vários organismos multicelulares, como os mamíferos, trata-se também da obtenção de O2 e eliminação de CO2. Hematose Processo de troca gasosa que, em seres humanos, ocorre na superfície dos capilares entre o meio e o sangue. Tal processo ocorre por diferença de concentração entre os gases principais, e se dá o nome de difusão. AULA 2 – ANATOMIA GERAL E HEMATOSE Respiração Processo de oxidação de moléculas orgânicas para geração de energia. No caso de vários organismos multicelulares, como os mamíferos, trata-se também da obtenção de O2 e eliminação de CO2. Hematose Processo de troca gasosa que, em seres humanos, ocorre na superfície dos capilares entre o meio e o sangue. Tal processo ocorre por diferença de concentração entre os gases principais, e se dá o nome de difusão. Anatomia Disponível em: http://www.orthoapnea.com/files_editor/image/eng-El- sistema-respiratorio.jpg Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_EdiSPJX1jg8/R_QLohHwWcI/AA AAAAAAAhM/_C1eJW1X60o/s400/alveo+1.gif AULA 3 – MECÂNICA RESPIRATÓRIA Inspiração Oxigênio entra no organismo através da pressão negativa criada pelos pulmões, que inflam. A caixa torácica se expande. O diafragma contrai. Os músculos intercostais internos relaxam e os músculos intercostais externos contraem. Expiração O dióxido de carbono sai do organismo e os pulmões esvaziam-se. A caixa torácica retrai. O diafragma relaxa. Os músculos intercostais internos contraem e os músculos intercostais externos relaxam. AULA 4 – FISIOLOGIA DO ESPORTE: MERGULHO Profundidades rasas Alguns mergulhadores utilizam da hiperventilação previamente ao mergulho. Este processo auxilia o acúmulo de mais oxigênio, e aumentando o tempo sem necessidade do gás. No entanto, pode levar a desmaio. Altas profundidades Sob alta pressão, gases são comprimidos no organismo, e alguns gases inutilizados ficam dissolvidos no sangue. Se a subida à superfície for brusca, pode haver formação de SISTEMA RESPIRATÓRIO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 bolhas, que podem levar desde dores agudas a morte (Mal dos mergulhadores) AULA 5 – CONTROLE RESPIRATÓRIO Bulbo Região cerebral que promove o controle involuntário da respiração, a partir do Sistema Nervoso Autônomo. Influência das concentrações CO2: Em altas concentrações, aumenta a frequência respiratória. Em baixas concentrações, diminui a frequência respiratória. O2: Em altas concentrações, diminui a frequência respiratória. Em baixas concentrações, aumenta a frequência respiratória. pH: Em pH ácido, aumenta a frequência respiratória. Em pH alcalino, diminui a frequência respiratória. AULA 6 – SISTEMA RESPIRATÓRIO COMPARADO Protozoários; Poríferos à nematelmintos: Difusão simples; Anelídeos e anfíbios adultos: Respiração cutânea; Insetos, quilópodes e diplópodes: Respiração traqueal; Aracnídeos: Respiração filotraqueal; Crustáceos, moluscos (maioria), equinodermos e peixes: Respiração branquial; Mamíferos e aves: Respiração pulmonar. Particularidades entre os animais Insetos e outros artrópodes: Presença de espiráculos; Peixes ósseos: Presença de opérculo; Aves: Presença de sacos aéreos. AULA 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE Asma: estreitamento dos bronquíolos, que acarreta em tosse mucosa, debilitando a respiração e aprisionando ar pobre em oxigênio (“ar viciado”). Hiperventilação: quadro em que se aumenta a frequência respiratória por causas diversas, gerando dores, tonturas e dormência. Apneia ou hipopneia do sono: Obstrução total ou parcial, respectivamente, de vias aéreas, podendo causar roncos, sono excessivo e paradas respiratórias, que contribuem para uma alta taxa de mortalidade. Tabagismo: intoxicação aguda ou crônica causada pelo tabaco. Acumula diversas substâncias cancerígenas no trato respiratório,espessa o muco em brônquios e pode causar pneumonias e enfisemas na região dos alvéolos. H2O + CO2 <H2CO3> H+ + HCO3- H2CO SISTEMA CARDIOVASCULAR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – O CORAÇÃO E OS VASOS SANGUÍNEOS Coração É o principal órgão do sistema circulatório, que tem a função de bombear o sangue para todo o corpo, levando oxigênio para todas as células. É dividido em 3 camadas principais: endocárdio (camada mais interna), miocárdio (camada intermediária) e pericárdio (camada externa) e internamente é dividido em átrio(s) e ventrículo(s). O coração tem estimulação elétrica própria, a partir do nódulo sinoatrial ou sinusal, que estimula o músculo cardíaco a se contrair ou relaxar. O Sistema Nervoso Simpático auxilia no aumento da frequência respiratória, enquanto o Sistema Nervoso Parassimpático diminui a frequência cardíaca. Vasos I) Artérias: Sangue passa sobre alta pressão, do coração para o corpo. Região de abundante musculatura lisa e fibras elásticas II) Veias: Sangue passa sobre baixa pressão, do corpo para o coração. Há presença de válvulas, que são muito importantes para evitar o refluxo sanguíneo. III) Capilares: Sangue passa por uma resultante de pressões entre artérias e veias. É formado por única camada de células, onde ocorre troca por difusão. As principais pressões que formam a pressão resultante são as pressões sanguínea e osmótica. AULA 2 – CIRCULAÇÃO CARDÍACO-PULMONAR Anatomia Disponível em http://www.dicyt.com/downloadItem.php?itemId=18999&di alog=Y Valva tricúspide: Separa átrio e ventrículo direitos Valva bicúspide ou mitral: Separa átrio e ventrículo esquerdos Ambas as valvas tem função principal de impedir o refluxo de sangue dentro do coração Pequena Circulação (ou Pulmonar) Veia Cava Átrio/ Ventrículo Direito Artéria pulmonar Pulmões Veias Pulmonares Coração Grande Circulação (ou Sistêmica) Veias Pulmonares Átrio/ Ventrículo Esquerdo Artéria aorta Corpo Veia Cava Coração Movimentos Cardíacos Sístole: Contração cardíaca Diástole: Relaxamento cardíaco Tipos de Sangue Sangue Arterial: Sangue rico em O2, pobre em CO2; volta dos pulmões ao coração e levado para todo o corpo. Sangue Venoso: Sangue pobre em O2 e rico em CO2; volta do corpo ao coração e levado aos pulmões AULA 3– O SANGUE Plasma (55%): H20, sais, minerais, proteínas, hormônios, etc. Elementos figurados (45%): Hemácias, plaquetas e leucócitos. Os leucócitos ainda se dividem em agranulócitos (monócitos e linfócitos) e granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Hemácias: Também conhecidas como glóbulos vermelhos, tem a função essencial de transportar o oxigênio para todo o corpo, a partir da ligação entre moléculas de hemoglobina. Leucócitos: Também conhecidos como glóbulos brancos, compõem a defesa do organismo ou o sistema imunológico, juntamente com a ação dos anticorpos. Plaquetas: Também conhecidas como trombócitos, tem a função de coagulação do sangue. SISTEMA CARDIOVASCULAR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – GRÁFICO DE SATURAÇÃO Lembrar 1) Quanto menor o pH, mais o gráfico se desloca para a direita. 2) Quanto maior a pressão de CO2 ou quanto maior a temperatura, mais o gráfico se desloca para a direita. 3) Efeitos que regulam a porcentagem de saturação: Efeito tampão e Efeito Bohr. AULA 5 – INTERPRETANDO HEMOGRAMAS Hemograma Exame de avaliação qualitativa e quantitativa dos componentes celulares do sangue. I) Hematócrito: avalia a porcentagem de hemácias pelo volume de sangue. Números baixos podem indicar anemia, por exemplo. II) Dosagem de hemoglobina: avalia quantitativamente a hemoglobina do sangue. Valores baixos podem indicar talassemia, por exemplo. III) Volume corpuscular médio: avalia o tamanho da hemácia. Valores baixos podem indicar anemia falciforme, por exemplo. IV) Leucograma: avalia quantidade de glóbulos brancos (Leucócitos). Valores altos de eosinófilos podem indicar alergias, e valores baixos de linfócitos podem indicar desnutrição e baixa imunidade, por exemplo. AULA 6 – SISTEMA LINFÁTICO E IMUNOLOGIA Sistema Linfático Sistema de vasos e gânglios que recolhem a linfa, líquido que extravasa pelos capilares, mas ainda contém substâncias úteis ao corpo. Nos gânglios, ocorre a remoção de partículas estranhas e também a produção celular relacionada aos anticorpos. Os órgãos principais desse sistema são: baço, timo, amígdalas e linfonodos. Sistema Imunológico Sistema que protege o organismo contra agentes infecciosos. A defesa chamada de inata, ou primária, é representada pelos neutrófilos e linfócitos T e B. A defesa secundária e mais específica, é representada principalmente pelos anticorpos. O sistema imune possui uma característica importante de sensibilidade, na qual, quando o organismo é infectado por um mesmo agente infeccioso pela segunda vez, a resposta do corpo é mais rápida para o controle do mesmo, como se fosse uma memória imunitária. Existem vários tipos de imunização. Dentre as imunizações ativas, se encontra a vacina. Dentre as imunizações passivas, se destaca o soro. AULA 7 – SISTEMA CIRCULATÓRIO COMPARADO Classificações SISTEMA CARDIOVASCULAR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Circulação Aberta: Sangue sai dos vasos sanguíneos Circulação Fechada: Sangue só percorre dentro dos vasos sanguíneos Circulação simples: somente sangue venoso no coração Circulação dupla: sangue venoso e arterial no coração Circulação completa: sem mistura entre de sangue Circulação incompleta: com mistura entre o sangue Poríferos à Nematelmintos: Avasculares Moluscos à Artrópodes: Circulação aberta Equinodermos: Sistema hidrovascular Cefalópodes, anelídeos e cordados: Circulação fechada Particularidades Peixes: possuem somente um átrio e um ventrículo; circulação fechada, simples e completa Anfíbios: possuem dois átrios e um ventrículo; circulação fechada, dupla e incompleta. Répteis em geral: possuem dois átrios e um ventrículo; circulação fechada, dupla e incompleta. Crocodilianos: possuem dois átrios e dois ventrículos (septo de sabatier completo); circulação fechada, dupla e incompleta (forame de Panizza). Mamíferos e aves: possuem dois átrios e dois ventrículos; circulação fechada, dupla e completa. AULA 8 – PROBLEMAS DE SÁUDE Relacionados ao sangue Anemia: Quadro em que se apresenta debilidade em glóbulos vermelhos e/ou hemoglobina, causando problemas de falta de energia e cansaço Hemofilia: Doença hereditária que acomete fatores relacionados à coagulação sanguínea, o que pode levar a um quadro de hemorragias Leucemia: Doença que afeta glóbulos brancos, tornando- os debilitados; também acomete a região física da medula e debilita outras células. Relacionados ao coração Derrame ou AVC: complicações sanguíneas na região cerebral, que podem ser devido a obstruções ou sangramentos. Infarto: Ausência de irrigação pelas artérias coronárias na região do miocárdio cardíaco, causando necrose e enrijecimento muscular. O colesterol é um dos fatores vinculados a este tipo de complicação. FISIOLOGIA ANIMAL SISTEMA EXCRETORCopyright © 2014 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL O Sistema Excretor tem como função principal eliminar as substâncias desnecessárias ao organismo, muitas vezes tóxicas, e contribuir com a homeostase do corpo. Algumas funções encarregadas ao sistema é a excreção de resíduos metabólicos, regulação iônica, regulação do tampão biológico e da quantidade de água. Os principais órgãos que representam o sistema excretor são os rins, tendo os néfrons como sua unidade funcional. Anatomia Disponível em: http://www.afh.bio.br/excret/img/excretor.gif AULA 2 – O NÉFRON Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_QmfiDuFdzeo/TJ1PJ0f84kI/AAA AAAAAAAc/bXioq1_DSRc/s400/rim_nefron2.jpg Onde, Pf: Pressão de filtração Fg: Filtração glomerular Ps: Pressão do sangue St: Secreção tubular Po: Pressão osmótica Rt: Reabsorção do tubo Ph: Pressão hidrostática AULA 3 – REGULAÇÃO ADH O ADH ou Hormônio Anti-Diurético, age no controle da excreção aumentando a reabsorção de água nos néfrons, deixando a urina mais concentrada. Aldosterona Age aumentando a reabsorção do íon Na+, retirando soluto da solução final da urina, deixando-a, portanto, menos concentrada. A regulação da excreção também ocorre pela percepção do equilíbrio ácido-básico dado pela fórmula: Esse controle também afeta portanto a regulação de íons do organismo, íons estes que possuem várias funções. AULA 4 – SISTEMA EXCRETOR COMPARADO Poríferos, Celenterados e Equinodermos: difusão Platelmintos: células-flama Nematelmintos: tubos em H Anelídeos e Moluscos: Nefrídeos Insetos, Quilópodes e Diplópodes: túbulos de Malpighi Crustáceos e Aracnídeos: Glândulas verdes/ coxais Cordados: rins Pf = Ps – (Po + Ph) Urina = (Fg + St) - Rt H2O + CO2 <H2CO3> H+ + HCO3- H2CO FISIOLOGIA ANIMAL SISTEMA EXCRETOR Copyright © 2014 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Tipos de excretas Amônia: excreta mais tóxico, e desprende menor energia para produção; poríferos à moluscos, crustáceos, equinodermos, moluscos e osteíctes Ácido úrico: excreta menos tóxico, e desprende maior energia para produção; insetos, répteis e aves Ureia: toxicidade e gasto energético intermediários; condrictes, anfíbios e mamíferos AULA 5 – PROBLEMAS DE SÁUDE Nefrite: Processo inflamatório glomerular, com causa imunológica, acarretando em precipitação renal de complexos antígenos-anticorpos. Cálculos renais (pedras nos rins): Acúmulo de cristais em vias urinárias, causada por urina muito concentrada em íons, ou por distúrbios hormonais. Litotripsia é uma dos métodos usado pela medicina para destruição destes cristais. SISTEMA NERVOSO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Sistema que integra e controla as múltiplas atividades do sistema do organismo, através de redes nervosas que cooperam para que haja harmonia no conjunto. Unidade Funcional: Neurônio Sentido de transmissão do sinal Disponível em: http://www.infoescola.com/wp- content/uploads/2009/08/esquemaNeuronio.gif Divisão do Sistema Nervoso Disponível em: http://i100.photobucket.com/albums/m32/maxaug/Organiza oSistemaNervoso.gif AULA 2 – O IMPULSO NERVOSO Etapas I) Potencial de repouso: sem excitação, ddp = -70mV. [Na+]ext > [Na+]int; [K+]ext < [K+]int; II) Limiar de excitação: atinge um potencial de +40mV; III) Entrada de Na+: despolarização da membrana do neurônio; evidencia do potencial de ação; IV) Saída de K+: repolarização da membrana do neurônio; ação das bombas de Na+/K+ evitam hiperpolarização. AULA 3 – A SINAPSE Liberação de vesículas com mediadores químicos ou neurotransmissores na fenda sináptica, fim do axônio. Diferente do impulso nervoso, que tem natureza elétrica, a sinapse é de natureza química. Bainha de Mielina Revestimento do axônio em etapas, que permite maior isolamento e aumento de velocidade de propagação de sinal. AULA 4 – O ARCO-REFLEXO Caso específico de resposta rápida do sistema nervoso a um estímulo. Nele, participam: Neurônio aferente (sensorial): recebe o estímulo; Interneurônio: transmite o sinal entre o neurônio aferente e o eferente, na região medular; Neurônio eferente (motor): age de forma a responder de forma rápida o estímulo percebido pelo neurônio sensorial. AULA 5 – O SNC O Sistema Nervoso central é o responsável por receber e processar as várias informações do organismo. É composto por Encéfalo e Medula espinal. Tem a característica comum de ser envolvido por meninges e por importantes estruturas ósseas. O líquido cefalorraquidiano também compõe o sistema nervoso central, conferindo proteção. Algumas importantes divisões do encéfalo são: cérebro, região hipotalâmica, cerebelo e bulbo. AULA 6 – O SNP SISTEMA NERVOSO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Somático: voluntário, e está envolvido com vários neurônios motores e sensoriais, os órgãos dos sentidos, e movimentos musculares; Autônomo: involuntário, e relaciona-se exclusivamente com neurônios motores. Divide- se em simpático e parassimpático. Ação do SNP Autônomo SNPA SIMPÁTICO PARASSIMPÁTICO CORAÇÃO Taquicardia Bradicardia PRESSÃO ARTERIAL Aumenta Diminui FREQ. RESPIRATÓRIA Aumenta Diminui PUPILA Dilata Contrai ATIV. DIGESTIVA Inibe Estimula GENITAL MASCULINO Ejaculação Ereção AULA 7 – SISTEMA NERVOSO COMPARADO Sistema comparado Poríferos: ausente; Celenterados: difuso; Platelmintos a Artrópodes: ganglionar; Equinodermos: nervo anelar e nervos radiais; Cordados: dorsal, com encéfalo e medula. Tendências evolutivas Sinapses neuronais; Concentração de fibras nervosas em feixes; Concentração de corpos celulares em gânglios; Cefalização. AULA 8 – PROBLEMAS DE SAÚDE Alzheimer: Degeneração de neurônios e funções cerebrais. Causa perda de memória, debilidade motora, irritabilidade, etc; Parkinson: Disfunção de neurônios motores. Causa tremores e debilidade na locomoção; Esquizofrenia: Um tipo de paranoia ou psicose que leva a pessoa a presenciar e ver coisas fora da realidade. Ainda não se tem razões concretas sobre região afetada ou causa. SISTEMA TEGUMENTAR E MOTOR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Formada por diferentes tecidos, a pele é maior órgão do corpo humano, com as importantes funções de proteção, percepção sensorial, termoregulação e excreção de íons. Ela é formada principalmente pela Derme (tecido conjuntivo composto), Epiderme (tecido epitelial de revestimento) e os anexos cutâneos, como pelos, unhas e glândulas. AULA 2 – PELE Disponível em: https://userscontent2.emaze.com/images/4f8352bd-82c4- 49b6-9f13-8509cfb56ad5/3c473338-c5ee-4c52-9c3c- fdc080f6cd89image13.jpeg Epiderme: porção mais externa da pele, subdividida em quatro camadas: Estrato basal: camada originária das células epidérmicas, onde se encontram os melanócitos que detema melanina (pigmento protetor contra as radiações ultra-violetas). Camada Espinhosa: rica em filamentos comunicantes e tem importante função protetora contra agentes invasores. Camada Granulosa: sintetiza ácidos graxos e colesterol. Camada córnea: camada intercelular lipídica com células mortas e achatadas. Derme: porção mais interna da pele, rica em fibroblastos e macrófagos Hipoderme: subdivisão final da pele, irrigada por vasos sanguíneos AULA 3 – ANEXOS CUTÂNEOS Pelos: invaginações da epiderme com função protetora e termorreguladora. Unhas: placas córneas de queratina com função protetora Glândulas sebáceas: glândulas produtoras de sebo, que lubrificam a pele. Glândulas sudoríparas: glândulas produtoras de suor que auxiliam na termoregulação e excreção de íons. Glândulas sudoríparas odoríferas: glândulas produtoras de odores e feromônios. AULA 4 – SISTEMA MOTOR Sistema responsável pelo movimento do corpo, função realizada pelo conjunto de músculos e pela contração muscular. Músculo: formado por conjunto de feixes de fibras musculares. Fibra muscular: formada por um conjunto de miofibrilas, conjunto de sarcômeros compostos pelas unidades de actina e miosina. Tipos de movimento Reflexo: pouco voluntário, menos complexo e rápido; Rítmico: complexidade intermediária, com início e fim voluntários; Voluntário: complexo e envolve memória muscular. Setores envolvidos no Movimento Núcleos da Base: responsável pelo planejamento motor; Cerebelo: responsável pela tática motora; Medula espinal: responsável pela execução motora. AULA 5 – SISTEMA TEGUMENTAR E MOTOR COMPARADO Motor Alguns insetos apresentam uma diferença fisiológica quanto a proporção 1:1 quanto ao estímulo nervoso e a contração. SISTEMA TEGUMENTAR E MOTOR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Nestes, um impulso nervoso gera várias respostas contráteis na musculatura alada (asas), gerando vários batimentos de asa por segundo. Estes músculos são conhecidos como assincrônicos. Tegumentar Um mecanismo imporante associado à pele e, principalmente, à gordura, é a capacidade de termorregulação. E frente a isso, são necessárias algumas definições: Ectotermia e Endotermia Refere-se a produção de calor metabólico. Animais ectotérmicos não produzem calor metabólico, já animais endotérmicos o produzem. Pecilotermia e Homeotermia Refere-se quanto a estabilização de uma faixa de temperatura. Animais pecilotérmicos não mantém uma mesma faixa, sendo termoconformadores com a temperatura ambiental. Animais homeotérmicos mantém uma faixa de temperatura, sendo termorreguladores frente as variações de temperatura ambiental. Mecanismos termorreguladores Mamíferos e aves: eriçar de pelos e penas Hibernantes: acúmulo de gordura Cães: desvios circulatórios de vasos periféricos e centrais Lagartos e cobras: respostas comportamentais AULA 6 – FISIOLOGIA DO ESPORTE: TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES Fibras oxidativas Ou fibras de contração lenta (tipo I), ou fibras vermelhas, são fibras que dependem de respiração aeróbia como fonte energética. Têm muitas mitocôndrias/ mioglobina e a taxa de fadiga é lenta. São abundantes em maratonistas. Fibras glicolíticas Ou fibras de contração rápida (tipo IIb), ou fibras brancas, são fibras que dependem de respiração anaeróbia como fonte energética. Têm poucas mitocôndrias/ mioglobina e a taxa de fadiga é rápida. São abundantes em corredores de provas curtas. Fibras oxidativas/glicolíticas Ou fibras de contração rápida (tipo IIa), obtém energia de diferentes formas. Possuem taxa de fadiga intermediária. AULA 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE Sistema Tegumentar Dermatite (de contato): reação alérgica que gera inflamação. Psoríase: ataque às células da pele (sem causa definida) que leva a maior produção de camadas da mesma. Vitiligo: perda de coloração da pele, por depleção de melanócitos. Sistema Motor Distensão: lesão tecidual que afeta a musculatura Ruptura: desligamento de fibras musculares ou tendões SISTEMA SENSORIAL Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Sistema que compreende os órgãos dos sentidos, que permitem interpretar o ambiente através da transdução de sinais para o sistema nervoso central. É dividido em sistema sensorial visceral e somático, sendo o somático conhecido pelos cinco sentidos (visão, tato, olfato, audição e paladar) além da percepção do equilíbrio. AULA 2 – VISÃO Órgão principal O olho é uma das estruturas mais sensíveis do corpo humano e é dividido em três camadas: Esclerótica ou córnea Coroide ou pupila Retina, onde se localiza a região da fóvea As principais células que participam no processo da visão são os cones e os bastonetes. O cristalino é a região da lente do olho, onde irregularidades podem acarretar em problemas visuais como miopia, hipermetropia, presbiopia ou astigmatismo. Disponível em: http://www.reidaverdade.net/wp- content/uploads/2013/03/Anatomia-do-Olho-Humano-3.jpg AULA 3 – AUDIÇÃO Órgão principal Os ouvidos são as estruturas responsáveis por captarem as ondas sonoras e as transformarem em ondas elétricas. A região anatômica mais importante pela função dessa conversão de ondas é a região da cóclea. Disponível em: http://nucleodeaudiologia.com/imagens/orelha- anatomia.jpg AULA 4 – OLFATO Órgão principal O nariz é a região externa onde se encontra o bulbo olfativo, órgão capaz de captar partículas odoríferas e levar tal informação como sinal nervoso ao cérebro. Disponível em: http://1papacaio.com.br/modules/Sala_aula/gallery/pesquis a/ciencias/anatomia/sentidos/olfato5.jpg AULA 5 – PALADAR Órgão principal A língua é dotada de várias estruturas denominadas de papilas gustativas, que consegue captar as partículas de sabor dos alimentos e corresponder a sinais nervosos. fóvea SISTEMA SENSORIAL Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Disponível em: http://1papacaio.com.br/modules/Sala_aula/gallery/pesquis a/ciencias/anatomia/sentidos/lingua_sabores.jpg E http://1.bp.blogspot.com/- GtoMZzyxiLY/ULx_kkk5oFI/AAAAAAAABmI/oGgiCREccvs /s1600/129.jpg AULA 6 – TATO Órgão principal Nas mãos encontram-se diversos tipos de receptores cutâneos, que são especializados em um tipo específico de percepção sensorial ligada ao tato, como calor, frio, dor, toques sensíveis, toques leves, etc. Disponível em: http://bdml.stanford.edu/twiki/pub/Haptics/ProjectOverview/ mechanoreceptors.jpg Ambos os sentidos seguem um caminho comum, que se trata do receptor do sinal, linha nervosa, e região específica do córtex. AULA 7 – EQUILÍBRIO Localização das principais estruturas Posteriores a cóclea, região importante do sistema sensorial auditivo. As câmaras presentes no controle do equilíbrio são conhecidas, portanto, como organização vestibular ou sistema vestibular. Máculas Estrutura responsável pelo equilíbrio estático, a partir da detecção da aceleração linear da cabeça. Possui estruturas ciliares que se deslocama partir do movimento da cabeça. Cristas Ampulares Estruturas responsáveis pelo equilíbrio dinâmico e pelo controle dos movimentos rotacionais. Possui cúpulas gelatinosas que deslocam líquido interno a partir do movimento realizado. AULA 8 – SISTEMA SENSORIAL COMPARADO Quimiorreceptores Barbilhões de peixes Siluriformes, o órgão de Jacobson de serpentes e pelos sensoriais de insetos percebem moléculas químicas assim como o paladar e o olfato humano. Audiorreceptores A ecolocalização de morcegos e cetáceos permite uma sensibilidade auditiva que facilita a localização de presas e de outros indivíduos. Fotorreceptores Dependendo da posição morfológica dos olhos, da presença da estrutura tapetum lucidum e da quantidade de células visuais (cones e bastonetes), a visão dos animais pode ser mais panorâmica (como em lebres), noturna (como em gatos) e mais colorida (como em crustáceos) que a do humano. Mecanorreceptores A linha lateral de peixes e as vibrissas de felinos servem como um sentido semelhante ao tato humano. Termorreceptores e receptores eletromagnéticos SISTEMA SENSORIAL Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Sensores ausentes no ser humano, que permitem perceber a temperatura e campos elétricos/magnéticos de outros organismos, respectivamente. AULA 9 – PROBLEMAS DE SAÚDE Visão Miopia: córnea muito curva; vê mal de longe; Hipermetropia: córnea plana; vê mal de perto; Astigmatismo: córnea irregular, imagem distorcida; Presbiopia: cristalino envelhecido, imagem embaçada; Ceratocone: deformação da córnea, imagem distorcida; Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva; Glaucoma: acúmulo de humor aquoso; Catarata: película de revestimento opaca. Audição/ Equilíbrio Surdez: ausência de audição, por diversos motivos (Ex: perfuração da membrana timpânica) Labirintopatias: ligadas a problemas no labirinto, provocando tonturas e náuseas Olfato Rinite: inflamação da mucosa de revestimento Sinusite: inflamação dos seios nasais Paladar Glossite e Glossidina: inflamações da língua, que provoca dores e sensação de queimação Tato I)Polineuropatias: distúrbios em nervos periféricos, que podem anestesiar o sentido do tato. SISTEMA ENDÓCRINO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E ANATOMIA Função Integração e controle das múltiplas atividades do organismo para que possa haver harmonia em conjunto, através de propagação química realizada por hormônios. As glândulas que produzem a secreção hormonal podem ser exócrinas (secreção liberada ao meio extracelular), endócrinas (secreção liberada na corrente sanguínea), parácrinas (secreção liberada à outra célula), ou anfícrinas (características endócrinas e exócrinas). O controle geral é feito pela região hipotalâmica, e sofre em todo o organismo o mecanismo de feedback, seja ele positivo (favorece estímulo) ou negativo (favorece a inibição). AULA 2 – HIPÓFISE Função Responsável pelo controle da secreção de várias outras glândulas do sistema endócrino. Subdividida em adenohipófise (hip. anterior), e neurohipófise (hip. posterior). A adenohipófise é responsável pela secreção de: Hormônio Somatotrófico (GH): crescimento ósseo e muscular, síntese proteica, etc. Prolactina: Estimula produção de leite. Hormônio Tireotrófico (TSH): estimula a tireoide. Hormônio Adenocorticotrófico (ACTH): estimula as adrenais. Hormônio Folículo Estimulante (FSH): estimula a maturação de gametas. Hormônio Luteinizante (LH): estimula gônadas. A neurohipófise é responsável pela liberação de: Ocitocina: contrações uterinas e ejeção do leite mamário. Hormônio Antidiurético (ADH): estimula reabsorção de água pelos néfrons AULA 3 – TIREOIDE Função A partir da estimulação por TSH, produz tiroxinas e calcitonina. As tiroxinas, assim como a calcitonina, tem função metabólica específica no organismo, mas também trabalha no feedback negativo do mecanismo de produção hormonal. Hormônios T3 e T4: Elevam a taxa metabólica e estimula os processos de oxidação intracelular. Calcitonina: reduz a concentração de cálcio no sangue AULA 4 – PARATIREOIDES Função Produção do paratormônio (PTH), que possui ação na regulação metabólica dos íons cálcio e fosfato, que conferem relações com a excitabilidade de membranas, contrações musculares, coagulação sanguínea, etc. AULA 5 – PÂNCREAS Função Produção da secreção pancreática (sistema digestório) e da secreção de insulina e glucagon, hormônios produzidos pelas ilhotas de Langerhans. Glucagon: Estimula a quebra de glicogênio e eleva a glicemia. Insulina: Estimula a entrada de glicose nas células e sua conversão em glicogênio, reduzindo a glicemia. SISTEMA ENDÓCRINO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Estes hormônios trabalham de forma conjunta, e que depende do intervalo de tempo entre refeições de um indivíduo. AULA 6 – ADRENAIS OU SUPRA-RENAIS Função Produção de glicocorticoides, mineralocorticoides e androgênios (a partir da região cortical); e adrenalina e noradrenalina (a partir da região medular). Glicocorticoides: estimula a produção de glicose. Mineralocorticoides: aumenta a retenção de água e sódio. Androgênios: define características secundárias masculinas. Adrenalina e Noradrenalina: definem o metabolismo nervoso de “luta ou fuga”, relacionados a alterações respiratórias e cardíacas. AULA 7 – GLÂNDULA PINEAL E ADIPÓCITOS Glândula Pineal Produção de melatonina, importante molécula reguladora de ritmos biológicos. A produção de melatonina está associada com o período de sono do individuo. Adipócitos Produção de leptina, molécula importante para regulação do apetite, gasto energético e metabolismo de gordura. A produção de leptina está relacionada com a sensação de saciedade. AULA 8 – PROBLEMAS DE SAÚDE GH- Gigantismo, nanismo e acromegalia: desregulação da quantidade de hormônio produzido levando a maior ou menor crescimento de estruturas ósseas e musculares. Tireoide- Hipo e hipertireoidismo: desregulação da quantidade de hormônio produzido que acarreta em consequências metabólicas. Tireoide- Bócio: desregulação na quantidade de iodo, que gera complicação anatômica na glândula. Pâncreas- Diabetes mellitus: caracterizada por deficiência de insulina, gerando complicações celulares. Neurohipófise- Diabetes insipidus: característica por alterações renais. FISIOLOGIA ANIMAL SISTEMA REPRODUTOR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E IMPORTÂNCIA Função Mecanismo pelo qual se torna possível a perpetuação das espécies e a herança de material genético. Reprodução Assexuada: não ocorre troca de gametas nem material genético, e organismos são suscetíveis às variações ambientais. Reprodução Sexuada: ocorre troca de gametas e material genético, aumentando a variabilidade genética. AULA 2 – CICLOS REPRODUTIVOS Ciclo Haplonte ou Haplobionte O organismo diploide gera, por meiose,organismos haploides, que se desenvolvem em organismos haploides adultos que são dominantes no ciclo. Estes sofrem mitose gamética, se fecundam e geram novo individuo diploide. Ciclo Diplonte ou Diplobionte O organismo diploide sofre mitose e forma um organismo diploide adulto dominante do ciclo. Este sofre meiose produzindo gametas haploides que se fecundam, e geram novamente o organismo diploide. Ciclo Haplodiplobionte Reúnem-se as características encontradas no ciclo haplonte e diplonte. AULA 3 – SISTEMA GENITAL MASCULINO Disponível em: http://www.alunosonline.com.br/upload/conteudo/images/si stema-genital-masculino.jpg Testículos Região onde se encontram as células de Leydig, produtoras de testosterona, principal hormônio de desenvolvimento de genitálias e características masculinas secundárias. Túbulos seminíferos e epidídimo Regiões onde ocorre a produção e maturação dos espermatozoides, respectivamente. AULA 4 – ESPERMATOGÊNESE Mecanismo de produção de espermatozoides. Disponível em http://www.ipgo.com.br/wp- content/uploads/2011/07/Figura-3-3.jpg Espermatozoide FISIOLOGIA ANIMAL SISTEMA REPRODUTOR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Disponível em http://www.brasilescola.com/upload/conteudo/images/cf86 a989eeecc4c38ea3257f5ef90d01.jpg AULA 5 – SISTEMA GENITAL FEMININO Disponível em: http://www.infoescola.com/wp- content/uploads/2010/08/vagina.jpg Disponível em: http://www.sifamarket.com/images/picmanage2/upload/has talik4/tuba%20uterina.jpg Ovário Produz os óvulos e os hormônios mais importantes reguladores do ciclo menstrual feminino, progesterona e estrógeno. AULA 6 – OVOGÊNESE Mecanismo de produção dos óvulos. Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/3/1264911/slides/slide_13. jpg AULA 7 – CICLO MENSTRUAL Alterações gonadais que permeiam fase de cio/estro, adequadas à fecundação. Os principais eventos do ciclo são a menstruação e a ovulação, e conta-se o término/ início de cada ciclo em aproximadamente um mês. Etapas Dia 1 ao dia 4: Etapa de menstruação, onde as paredes do endométrio se desprendem e ocorre rompimento de vasos (hemorragia). Dia 5 ao dia 14: Aumenta a produção de FSH, acarretando na maturação do folículo ovariano, e no aumento da produção de estrógeno. Ao fim dos últimos dias, aumenta-se bruscamente a produção de LH. Dia 15 ao dia 28: Decai a produção de LH, FSH e estrógeno bruscamente, e eleva-se a produção de progesterona. Nesta etapa o endométrio está totalmente restaurado e, caso não haja fecundação, o folículo torna-se corpo lúteo. Dia 28-30: Descama-se o endométrio, decai o nível de progesterona, e a mulher menstrua novamente, iniciando novo ciclo. FISIOLOGIA ANIMAL SISTEMA REPRODUTOR Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Disponível em: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thu mb/8/88/MenstrualCycle2_pt.svg/2000px- MenstrualCycle2_pt.svg.png AULA 8 – FECUNDAÇÃO Etapa em que se fundem os gametas masculino e feminino. Etapas Reação acrossômica: reação enzimática entre acrossomo e parede do óvulo. Fusão entre membranas: etapa na qual se estabelece o impedimento à poliespermia. Formação nuclear: fusão de núcleos haploides de espermatozoide e óvulo. Formação do zigoto: migração do núcleo diploide ao endométrio, onde ocorre a nidação. São produzidos: a placenta e o hormônio gonadotrófico coriônico (HCG). Gêmeos Monozigóticos: resultado da divisão de um único zigoto. Dizigóticos: resultado de poliovulação. Xipófagos: resultado de poliespermia e divisão inexata. AULA 9 – PROBLEMAS DE SAÚDE DST’s ou doenças sexualmente transmissíveis são as principais doenças relacionadas com o sistema reprodutor humano. Além da AIDS, muito conhecida, existem muitas outras: HPV: doença viral que causa verrugas genitais na região na glande e ânus em homens, e vagina, vulva e colo do útero em mulheres, podendo evoluir para cânceres. Cancro Mole: doença bacteriana que causa feridas com pus na região dos órgãos sexuais. Tricomoníase: doença causada por protozoário que causa ardência e dificuldade para urinar. Herpes: doença viral que causa bolhas que evoluem para feridas nas regiões de contato sexual. Bastante contagiosa após estabelecida. Sífilis (Cancro duro): doença bacteriana que evolui durante três fases, podendo em sua fase terminal, causar a morte do hospedeiro. AULA 10 – AIDS A síndrome da imunodeficiência adquirida ou AIDS é uma DST viral das mais conhecidas do mundo, tanto por sua característica pandêmica quanto pelo grave quadro clínico apresentado. A síndrome é caracterizada pelo ataque ao sistema imune do organismo, principalmente as células linfócitos T CD4, macrófagos e células dendríticas. Debilitado, o indivíduo torna-se suscetível a diversos ataques de doenças oportunistas. O vírus causador, conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV) é da família Retroviridae, e possui RNA como material genético que pode ser convertido em DNA e então, infiltrar-se nas células do hospedeiro. A doença inicia com sintomas semelhantes a uma gripe, onde o HIV se replica levando à viremia. Esta é controlada parcialmente pelo sistema imune do organismo, que SE torna assintomático, porém ainda com alta replicação viral. Os vírus então atacam os linfócitos T CD4 e tornam o indivíduo suscetível a diversas doenças oportunistas, acarretando em quadros de perda de peso, aparecimentos de neoplasmos, insuficiência renal e degeneração do sistema nervoso, levando à morte. A AIDS, assim como todas as DSTs, tem como principal forma de prevenção o uso de preservativos. NUTRIÇÃO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL A Nutrição é a divisão da Biologia que compreende a relação entre o consumidor e seu alimento, ou seja, desde sua ingestão, sua degradação pelo sistema digestório e sua absorção. Por ser muito complexa e específica para cada indivíduo, a ideia geral da nutrição é trazer conceitos que possam sugerir padrões e regras gerais a serem seguidas. AULA 2 – PIRÂMIDES ALIMENTARES As pirâmides alimentares são formas de estabelecer padrões entre quantidade (kcal) e qualidade alimentar, definindo para cada área da pirâmide, um valor médio a ser consumido de cada grupo de alimentos. Disponível em: http://static.wickbold.com.br/wp- content/uploads/2013/04/piramide.jpg AULA 3 – INTERPRETANDO RÓTULOS ALIMENTARES Valores que fornecem informações sobre os alimentos que serão consumidos. Porção/ Medida comum Valor médio sugerido por alimentação, fornecidos em gramas (g) e valores de entendimento geral, respectivamente. % VD Quanto cada item contribui energeticamente a uma dieta de 2000 kcal. Itens de declaração obrigatória AULA 4 – I.M.C. E OBESIDADE I.M.C. Índice de Massa Corpórea; valor que relaciona altura e peso, definindo um padrão geral quanto a graus de obesidade em indivíduos adultos. Obesidade Excesso de tecido adiposo no peso total de um indivíduo. Quanto maior o grau de obesidade, maiores as complicações cardíacas, respiratórias, ósseas e articulares. AULA 5 – DIET, LIGHT E GLUTEN Diet “Alimentospara fins especiais”; retirada de certo nutriente a fim de reduzir riscos de pessoas com quadros médicos específicos. Light “Alimentos para fins de saúde”; redução de nutrientes e/ou valor energético a fim de regular alimentação de forma saudável. Glúten Proteína existente em alimentos como cevada, centeio e trigo, que pode ser fator de reação alérgica em pacientes predispostos. Alguns alimentos indicam a retirada do nutriente, de forma a evitar a doença celíaca em pacientes alérgicos. SEXUALIDADE, DST’s E CONTRACEPTIVOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – SEXUALIDADE E SEXO NA ADOLESCÊNCIA O assunto deste tópico trata de um estudo amplo, complexo e dinâmico, pois apesar de apresentar fortes influências genéticas estáticas ao organismo, também contribuem as influências da educação familiar, interações ambientais, etc. Adolescência Biologicamente definido (e bastante discutido) pelo período posterior a menstruação feminina ou ejaculação masculina natural, numa faixa etária que difere de pessoa para pessoa. Puberdade Período definido pelo surgimento das características biológicas descritas acima e adicionadas ao comportamento de cada indivíduo. Possui duas principais fases: Autoconhecimento: fase do despertar da curiosidade sobre o corpo, geração de dúvidas, e possivelmente descoberta de suas inerentes posições quanto à sexualidade (hetero ou homossexualidade). Ímpeto sexual: fase em que se notam relações mais intrínsecas ao ato sexual. Fase também de muita discussão, principalmente ao se tratar da primeira relação sexual, que pode gerar consequências como bullying, gravidez indesejada e DSTs. AULA 2 – DSTs: VISÃO GERAL DST é a sigla para doenças sexualmente transmissíveis, ou seja, doenças comumente transmitidas através de relações sexuais. No entanto, transfusões sanguíneas também são uma forma de transmissão destas doenças. Vírus do Papiloma Humano Conhecido como HPV, é uma doença viral que acarreta no aparecimento de verrugas genitais nas regiões de contato sexual, principalmente penianas e vaginais em homens e mulheres, respectivamente. Pode evoluir para câncer. Cancro Mole Doença bacteriana que acarreta no aparecimento de feridas com pus que aumentam progressivamente. Tricomoníase Protozoose que tem como principais sintomas a ardência e a dificuldade em urinar. Herpes Doença viral que provocam o surgimento de bolhas que se rompem e tornam-se feridas nas regiões de contato sexual. Bastante contagiosa. Sífilis Conhecida também como cancro duro, a sífilis é uma doença bacteriana que é determinada com três principais fases, sendo a primeira a mais contagiosa. A evolução da doença pode feridas, ínguas e manchas nas regiões sexuais, queda capilar, e evoluir para quadros mais graves como cegueira, paralisia e morte. AULA 3 – AIDS DST viral, causada pelo HIV ou vírus de imunodeficiência humana. Este pertence à família Retroviridae, com característica em comum de possuir RNA como material genético. Além disso, o HIV tem a capacidade de converter este material genético, quando em célula-alvo, para DNA, a partir da ação das enzimas transcriptase reversa e invertase. O HIV ataca o sistema imune, principalmente linfócitos T CD4+, macrófagos e células dendríticas, importantes células na defesa do nosso organismo. A partir da introdução de seu RNA nessas células, a conversão para DNA ocorre e este é integrado ao DNA da célula hospedeira. Em um aspecto geral, a AIDS tem três fases de ação. Na primeira, ocorre a destruição de células de memória; na segunda fase, os vírus são controlados pelo sistema imune, no entanto parcialmente, pois ainda há replicação viral em determinadas regiões do organismo; e na terceira fase, grande morte de linfócitos T acarreta a infecção por doenças oportunistas, gerando a morte. Dentre os principais sintomas, encontram-se os semelhantes a uma gripe na primeira fase, passa por uma fase assintomática, seguida de uma fase letal, em que o organismo se debilita e pode acarretar na morte. AULA 4 – MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Métodos Cirúrgicos Vasectomia e Laqueadura: Ambos os métodos determina-se o corte de canais por onde haveria passagem de gametas. Cirurgia masculina e feminina, respectivamente. SEXUALIDADE, DST’s E CONTRACEPTIVOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Farmacológicos Pílula anticoncepcional e pílulas do dia/mês seguinte: Seguem o aspecto de ingestão de pílulas ricas em hormônios, que impedem os processos de maturação e/ou implantação do embrião no útero. Mecânicos Dispositivo Intrauterino ou DIU: Aparato metálico inserido no útero que impede a penetração e passagem de espermatozoides. Alguns destes aparatos liberam hormônios que desregulam o ciclo menstrual (SIU). Preservativo e Diafragma: Aparatos de látex ou poliuretano que são colocados na região peniana ou na cavidade vaginal, respectivamente, impedindo, portanto, o contato de fluidos durante o ato sexual. Este método é o mais eficaz contra a DSTs. Químicos Gel espermicida: Gel aplicado na região vaginal que contém compostos químicos que eliminam os espermatozoides. Naturais Coito interrompido: ato em que o homem retira o pênis da cavidade vaginal antes da ejaculação. Pouco eficaz. Método da Tabelinha: relação feita entre os dias do calendário e o período do ciclo menstrual. Pouco seguro, pois podem ocorrer alterações hormonais femininas que desregulam o período fértil. EMBRIOLOGIA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – ZIGOTO E SEGMENTAÇÃO O que é Embriologia? A Embriologia trata do estudo dos processos de diferenciação celular que levam o zigoto (formado a partir da fecundação gamética) a se tornar um indivíduo adulto. É uma ferramenta extremamente útil que auxilia a taxonomia, explica processos evolutivos e relaciona-se bastante com a biotecnologia e genética. Mórula Após consecutivas mitoses, o zigoto chega a um estágio de desenvolvimento com aproximadamente vinte células, diferenciadas ou não em micro e macrômeros. A este estágio dá-se o nome de mórula. Disponível em: http://files.biocultura.webnode.com/200001066- c84d9c948d/M%C3%B3rula%202.jpg Segmentação Também conhecido como clivagens, é o contínuo processo de divisões do zigoto. Dependendo da disposição das células, pode ter diferentes classificações: Total ou holoblástica: ocorre em todo o zigoto. Pode ser igual, onde os blastômeros de mesmo tamanho se dispersam igualmente; ou desigual, onde a formação de micrômeros e macrômeros acarreta na diferenciação de disposição das células. Parcial ou meroblástica: ocorre em determinada região do zigoto. Pode ser discoidal, formando um disco sobre grande quantidade de vitelo; ou superficial, onde os núcleos formados migram para a superfície. AULA 2 – BLÁSTULA E GASTRULAÇÃO Blástula Diferente da mórula, a blástula representa a formação da blastocele, onde o interior antes formado pelos corpos celulares de cada célula-filha, agora é preenchido por líquido. Gástrula Os micrômeros multiplicam-se ainda mais rapidamente que os macrômeros, fazendo com que a estrutura da blástula se dobre formando uma nova cavidade, o arquêntero, intestino primitivo.A região terminal do arquêntero se denomina blastóporo. Além disso, é nesta fase que os micrômeros são denominados de ectoderme e os macrômeros de endoderme. Disponível em: http://bio1151.nicerweb.com/doc/class/bio1151/Locked/me dia/ch32/32_02AnimalEmbryoDevel.jpg AULA 3 – NEURULAÇÃO E ORGANOGÊNESE Nêurula Etapa da embriogênese em que se evidencia a formação do tubo neural, o sistema nervoso primitivo, a notocorda e a mesoderme. Organogênese Ectoderme: formará os revestimentos internos de boca e ânus, epiderme e formador do tubo neural e sistema nervoso. Endoderme: forma o sistema digestório e anexos, e o epitélio interno do sistema respiratório e bexiga. Mesoderme: Forma a maior parte dos sistemas além da derme. AULA 4 – CLASSIFICAÇÃO EMBRIOLÓGICA Quanto ao número de folhetos embrionários Diblásticos ou triblásticos: possui dois ou três folhetos embrionários, respectivamente. Quanto ao desenvolvimento do blastóporo Protostômios: blastóporo origina a boca. Deuterostômios: blastóporo origina o ânus. EMBRIOLOGIA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Quanto à cavidade corpórea Acelomados: sem celoma. Pseudocelomados: com falso celoma. Eucelomados: com celoma verdadeiro. Quanto ao tipo de ovos Alécitos/ Isolécitos/ Oligolécitos: pouco vitelo Mesolécito/ Heterolécito: quantidade intermediária de vitelo Megalécito/ Telolécito: grande quantidade de vitelo Centrolécito: vitelo localizado na região central AULA 5 – ANEXOS EMBRIONÁRIOS Cório: proteção do embrião e anexos. Em aves, é rígido e calcificado. Âmnio: produção do líquido amniótico, que também possui função protetora. Alantoide: armazena excretas. Em aves, há a presença do alantocório, que permite também trocas gasosas. Saco vitelino (ou vitelínico): responsável pela nutrição do embrião Em aves ainda há a presença de uma câmara de ar na base do ovo. Em mamíferos placentários, existem dois importantes anexos: o cordão umbilical, que permite o contato com a mãe, e a placenta, importante anexo entre filho e mãe que detém as funções unidas dos anexos embrionários acima listados, como passagem sanguínea, difusão de nutrientes e anticorpos, etc. Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/- 7GMAT481RLo/T6GfhO9OgSI/AAAAAAAAAE8/va2ZiY8fL 8I/s1600/333333.jpg AULA 6 – EMBRIOLOGIA HUMANA Gravidez ou Gestação Período, após nidação do blastocisto, de formação do bebê e do preparo fisiológico da mãe. 1°Trimestre Ação hormonal do hCG (hormônio gonadotrófico coriônico) que permite a formação da placenta, importante órgão entre mãe e embrião que suprime as necessidades de nutrientes e gases do bebê durante o período de gestação. Neste trimestre, também ocorre a formação dos primeiros órgãos rudimentares do feto e das principais alterações da mãe. 2°e 3° trimestres Bebê entra em alta atividade, e vai reduzindo movimentos por falta de espaço devido a seu crescimento. Trabalho de parto Contrações do útero da mãe devido à ação hormonal preparam a saída do bebê, a partir da abertura do colo do útero. O bebê é expelido e a placenta é degradada. AULA 7 – ANENCEFALIA, MICROCEFALIA E IRMÃOS SIAMESES Gêmeos Bivitelinos Liberação de dois ovócitos II, duas fecundações e duas placentas Gêmeos Univitelinos Uma fecundação, duas culturas celulares e uma placenta Gêmeos Siameses Uma fecundação, divisão incompleta de culturas celulares Anencefalia Falha no fechamento do tubo neural que reduz cérebro e cerebelo, levando a morte do indivíduo Microcefalia Condição neurológica de fundição dos ossos do crânio, levando a debilidade mental, psíquica e motora EMBRIOLOGIA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 8 – CÉLULAS-TRONCO O que são células-tronco? São células capazes de se renovarem e possuem a capacidade de se diferenciarem em muitas categorias de células. Células-tronco embrionárias Obtidas na fase de blástula, a partir da massa celular ou embrioblasto. São totipotentes, ou seja, diferenciam-se em qualquer tipo celular. Células-tronco adultas Obtidas após quatro ou mais semanas de desenvolvimento embrionário. São multipotentes, ou seja, também se diferenciam em muitos tipos celulares, porém é menos versátil. Células-tronco induzidas Células adultas que sofrem reprogramação viral e tornam- se totipotentes. CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL A Taxonomia é o ramo da Biologia que classifica os organismos de acordo com suas semelhanças estruturais, celulares, metabólicas, genéticas, etc., sendo, portanto, um estudo complexo e dinâmico. O estudo primordial dividia-se em artificial, onde características subjetivas separavam os animais (ex: locomoção) e natural, a partir de um estudo aprofundado da filogenia e de múltiplas características. AULA 2 – CLADOGRAMAS Definição Organização esquemática, nas chamadas árvores filogenéticas, de grupos de organismos com características em comum, de forma parcimoniosa. Domínios Organizações atuais, acima de reinos, que separa os organismos eucariontes (Domínio Eukarya) e os procariontes, sendo estes últimos divididos nos domínios Bacteria e Archea. Conceitos Importantes Homologia: características compartilhadas entre organismos de um mesmo grupo. Sinapomorfia: sinônimo de novidade evolutiva em um grupo monofilético. Ancestral comum: representante de um grupo monofilético. Grupo monofilético: Grupo que reúne organismos que compartilham entre si características em comum. Grupo parafilético: Grupo de organismos que compartilham entre si características em comum, mas que exclui um grupo da árvore filogenética. Grupo polifilético: Grupo de organismos que compartilham entre si características em comum, mas que exclui mais de um grupo da árvore filogenética. AULA 2 – CATEGORIAS TAXONÔMICAS Fundamento organizacional Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/1/338718/slides/slide_10.j pg Obs: Englobando os reinos, ainda existe a divisão de Domínio, onde comumente encontra-se os domínios Eukarya (plantas, animais, fungos e protistas), Bacteria (correspondente ao reino Monera) e Archaea (reino de bactérias termófilas, bastante discutido) Reino Monera Organismos unicelulares e procariontes, como bactérias e cianobactérias Reino Protista Organismos uni ou pluricelulares e eucariontes, como protozoários e algas Reino Fungi Organismos unicelulares ou pluricelulares, eucariontes e heterótrofos, como cogumelos e leveduras. Reino Metaphyta (ou Plantae) Organismos pluricelulares, eucariotos e autótrofos, como a samambaia e o pinheiro. Reino Metazoa (ou Animalia) Organismos pluricelulares, eucariotos e heterótrofos, como o ser humano. AULA 4 – ESPÉCIE E NOMENCLATURA BIOLÓGICA Espécie Organismos com singularidade bioquímica e genética, que reproduzem entre si e geram descendentes férteis. CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Nomenclatura Regra 1: O nome da espécie deve sempre ser escrito em latim.Regra 2: O nome da espécie é sempre binomial, caracterizando o gênero e o epíteto específico. Regra 3: O gênero sempre deve ser escrito com letra maiúscula e o epíteto específico sempre deve ser escrito com letra minúscula. Regra 4: O nome da espécie sempre deve ser destacado do texto, seja com negrito, ou itálico, ou sublinhado. Exemplos: Homo sapiens, Canis lupus, Wuchereria bancrofti, Aedes aegypti. AULA 5 – CHAVES DICOTÔMICAS Posicionamento de organismos, geralmente oferecendo duas possibilidades, a partir da classificação dos mesmos frente a uma característica. Conceitos Importantes Plesiomorfia: tipo de caracter primitivo, presente nos primeiros grupos de uma árvore filogenética. Ex: ausência de coluna vertebral em vertebrados. Apomorfia: tipo de caráter recente ou derivado de um caráter primitivo. Ex: asa em aves. Sinapomorfia: tipo de caráter que define um grupo monofilético. VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – OS VÍRUS: VISÃO GERAL Características gerais Entidades acelulares. Extremamente simples e pequenos (± 0,2 µm). Visíveis apenas em microscópios eletrônicos. Parasitas intracelulares obrigatórios. Ausência de metabolismo próprio. Ausência de hialoplasma e ribossomos. Material genético incompleto (DNA ou RNA). http://slideplayer.com.br/slide/378979/ AULA 2 – OS VÍRUS SÃO PARASITAS CELULARES OBRIGATÓRIOS Por quê? Não apresentam hialoplasma (local do metabolismo celular) nem ribossomos (corpúsculos que produzem proteínas estruturais e enzimas). Não executam as etapas de duplicação do DNA, transcrição e tradução, independentemente de uma célula. Os vírus não apresentam metabolismo próprio para executar seu ciclo de vida e reprodução. AULA 3 – BACTERIÓFAGOS; VÍRUS QUE ATACAM BACTÉRIAS Os bacteriófagos Grupo de vírus parasitas de bactérias. Bacteriófago T4 é o mais conhecido e estudado. Atualmente, vem sendo utilizado como armas no combate a bactérias. Ciclo do bacteriófago T4 Reconhecimento da célula alvo. Adsorção. Penetração. Despir viral. Síntese de macromoléculas. Montagem viral. Libertação do vírus. http://biodesespero203.blogspot.com.br/2013_06_01_archi ve.html AULA 4 – CICLOS VIRAIS: LÍTICO E LISOGÊNICO Ciclo lítico É aquele em que o vírus adota um comportamento destruidor, pois ao final do ciclo destrói a célula hospedeira. Ciclo lisogênico É aquele em que o material genético viral incorpora-se ao DNA da célula, sendo transmitido às células-filhas. VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS VÍRUS As categorias taxonômicas Ordem > família > gênero > espécie viral As famílias virais: RNA de sentido positivo. RNA de sentido negativo. RNA de fita dupla. RNA com transcrição reversa. DNA de fita simples. DNA de fita dupla. AULA 6 – VIROSES: VISÃO GERAL Conceito Viroses são doenças causadas por vírus. Viroses transmitidas através do contato direto Resfriado comum. Gripe. Rubéola. Sarampo. Caxumba. Catapora. Varíola. Herpes. Ebola. Viroses transmitidas por água e alimentos contaminados Hepatite A. Rotavirose. Poliomielite. Viroses transmitidas por animais Raiva. Hantavirose. Febre amarela. Dengue. Febre Chikungunya. Viroses consideradas DST´s Hepatite B e C. AIDS. Condiloma acuminado. Condiloma. AULA 7 – VIROSES TRANSMITIDAS POR CONTATO DIRETO – PARTE 1 Resfriado comum Agente causador: Coronavírus e Rinovírus. Sintomas: coriza e febre. Prevenção: evitar contato direto com doentes. Gripe (influenza) Agente causador: Influenza vírus. Sintomas: dores no corpo, febre e fraqueza. Prevenção: vacina, evitar contato direto com doentes. Rubéola Agente causador: Rubivírus. Sintomas: avermelhamento da pele por 3 a 5 dias. Prevenção: vacina (SRC). Sarampo Agente causador: Morbillivirus. Sintomas: Erupções avermelhadas na pele, febre e cefaleia. Prevenção: vacina (SRC). Caxumba Agente causador: Aramyxovirus. Sintomas: afeta as parótidas (inchaço). Prevenção: vacina (SRC). Catapora Agente causador: Varicela-zóster. Sintomas: febre, cefaleia, vômitos, erupções na pele com prurido. Prevenção: vacina. AULA 8 – VIROSES TRANSMITIDAS POR CONTATO DIRETO – PARTE 2 Varíola Agente causador: Pox vírus. Sintomas: febre, cefaleia, dores pelo corpo, lesões cutâneas (pústulas). Prevenção: foi erradicada no mundo após campanha de vacinação. Herpes VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Agente causador: Herpesvirus. Sintomas: afeta a pela mucosa oral e genital. Prevenção: evitar contato direto ou indireto com os doentes. Ebola Agente causador: Ebola vírus. Sintomas: febre intensa e hemorragias. Prevenção: evitar contato direto com doentes. AULA 9 – VIROSES: EBOLA Primeiros casos África (1976). Agente causador Ebola vírus. Reservatório natural Morcegos frugívoros. Transmissão Sangue e secreções. Tratamento Não é específico, servindo para aliviar os sintomas. Sintomas Febre súbita e hemorragias. Prevenção Evitar contato. Vacinas em teste. AULA 10 – VIROSES: GRIPE H1N1 O que é? Doença respiratória; Possui origem viral; Causada pelo vírus da família Influenza A (variação H1N1); Histórico 1918, primeiros relatos da existência do vírus no Alaska, por meio de vestígios de tecidos humanos infectados congelados; 1919, surto de muitos casos na Europa, o que ficou conhecido como a gripe Espanhola; 1931, primeiro surto de gripe em porcos; 1957, gripe asiática com um vírus modificado conhecido como H2N2. 1968, gripe de Hong Kong causada por uma outra variedade viral, o H3N2. 1977, gripe russa causada pelo vírus integral H1N1; 2009, reaparecimento do vírus H1N1 em forma de pandemia conhecida como gripe suína; 2016, vírus H1N1 modificado e com a geração de novos sintomas. Transmissão Considerada uma doença contagiosa por meio do contato com secreções respiratórias de pessoas contaminadas; Tosse, espirro e objetos contaminados; Preocupação com viajantes, pois acabam por disseminar o vírus para países e continentes diferentes. Sintomas Inicialmente, semelhante a gripe comum; Presença de febre alta, tosse, dor de cabeça e no corpo, e falta de ar. Período de incubação Entre a infecção e o início da manifestação dos sintomas, têm-se de 3 a 7 dias. Diagnóstico Sintomatologia confirmada; Coleta de secreções nasofaríngeas; Confirmação da presença do vírus; Tratamento; Tratamento Repouso; Hidratação; Medicação específica: oseltamivir e zanamivir. Prevenção Lavar bem as mãos; Evitar contato direto; Vacinação. VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 AULA 11 – VIROSES TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS Hepatite A Agente causador: VHA (vírus da hepatite A). Sintomas: icterícia, fezes claras e lesões no fígado. Prevenção: cuidados sanitários e esterilização de objetos. Gastrenterite viral (rotavirose) Agente causador: Rotavirus. Sintomas: vômitos, diarreia intensa e febre. Prevenção: vacina e cuidados sanitários. Poliomielite Agente causador: Poliovirus. Sintomas: fases intestinal e neurológica; paralisia infantil. Prevenção: cuidados sanitários e vacina Sabin. AULA 12 – VIROSES TRANSMITIDAS POR ANIMAIS Raiva (hidrofobia) Agente causador: Lyssavirus. Sintomas: afeta o SNC e é fatal. Prevenção: vacinação em cães. em caso de mordida, lavar com água e sabão e procurar ajuda médica. Hantavirose Agente causador: Hantavirus. Sintomas: febre alta, dores musculares e hemorragias. Prevenção: evitar contato com excreta de roedor. Febre amarela Agente causador: Flavivirus. Sintomas: icterícia, afeta rins, fígado e coração. Prevenção: vacina e controle dos mosquitos transmissores do gênero Aedes. Dengue Agente causador: Flavivirus. Sintomas: hemorragias na pele e nariz, febre e fraqueza. Prevenção: controle dos mosquitos transmissores do gênero Aedes. AULA 13 – VIROSES: DENGUE Agentes causadores Família dos Flavivirus (apresenta 4 variedades). Agentes transmissores Mosquitos do gênero Aedes (A. aegypti e A. albopictus). Situação no Brasil País tropical (alta pluviosidade). Favorece a proliferação do vetor. Sintomas Dengue clássica Febre alta. Forte cefaleia. Dores no corpo. Dengue hemorrágica Febre alta. Forte cefaleia. Dores no corpo. Vômitos. Sangramentos. Prevenção Combater os focos de acúmulo de água. AULA 14 – VIROSES: FEBRE CHIKUNGUNYA Primeiros casos da doença 1950, Tanzânia, África. Primeiro isolamento do vírus causador da doença; 2010, São Paulo, Brasil. Primeiro registro da doença em nosso país. VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 5 Agente causador (etiológico) Vírus CHIKV; Família viral: Togarividae; Característica marcante: RNA de cadeia positiva como material genético. Agente transmissor (vetor) Mosquitos do gênero Aedes; Aedes aegypti: hábitos urbanos; Aedes albopictus: hábitos rurais. Transmissão Picada do mosquito do gênero Aedes infectado pelo vírus CHIKV. Sintomas Febre; Mal-estar; Dores no corpo; Cefaleia (dor de cabeça); Apatia e cansaço. Acometimento das articulações (especialmente na coluna vertebral). Diagnóstico Hemograma; Presença de anticorpos específicos contra o vírus; Tratamento Não específico (repouso e hidratação intensa); Evitar o consumo de AAS (ácido acetilsalicílico). Profilaxia (prevenção) Semelhante à dengue (combate ao mosquito vetor). AULA 15 – VIROSES: ZIKA Histórico 1947, Uganda, África. Primeira aparição da doença em macacos da Floresta de Zika; 1954, Nigéria, África. Primeiro registro da doença em humanos; 2007, primeiros casos da doença na Oceania; 2013, primeiros casos da doença na Europa (França); 2015, primeiros casos da doença no Brasil (Bahia e Rio Grande do Norte). Agente causador (etiológico) Vírus ZIKA; Gênero viral: Flavivírus Família viral: Flavirividae; Característica marcante: vírus encapsulado com RNA de cadeia positiva como material genético. Agente transmissor (vetor) Mosquitos do gênero Aedes; Aedes aegypti: hábitos urbanos; Aedes albopictus: hábitos rurais; Ciclo de vida curto: duas semanas. A microcefalia Conceito: condição neurológica em que a cabeça (crânio e o cérebro da criança são significantemente menores); Consequências: problemas no desenvolvimento físico, motor e cognitivo; TORCHS: infecções congênitas (que são transmitidas durante a gestação); Relação entre a microcefalia e o ZIKA: o vírus ultrapassa a barreira placentária e instala-se no sistema nervoso; Síndrome de Guillain-Barré: síndrome autoimune que causa paralisias, fraqueza muscular e parada respiratória. Profilaxia (prevenção) Semelhante à dengue (combate ao mosquito vetor), por meio da eliminação do criadouro do mosquito; Vacina: os testes em ratos já foram feitos, mas ainda não lançaram a vacina para humanos. Transmissão Picada do mosquito do gênero Aedes infectado pelo vírus ZIKA; Sintomas Febre baixa; Mal-estar; Dores no corpo, em especial nas articulações; Cefaleia (dor de cabeça) e dor nos olhos; Apatia e cansaço. Erupções cutâneas (pontos vermelhos na pele) e conjuntivite. Diagnóstico Hemograma; Presença de anticorpos específicos contra o vírus; Tratamento Não específico (repouso e hidratação intensa); Evitar o consumo de AAS (ácido acetilsalicílico). VÍRUS E PRÍONS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 6 AULA 16 – VIROSES TRANSMITIDAS SEXUALMENTE (DST´S) Hepatites B e C Agente causador: VHB (vírus da hepatite B) e VHC (vírus da hepatite C). Sintomas: icterícia, fezes claras e lesões no fígado. Prevenção: vacinação para hepatite B e utilização da camisinha. AIDS ou SIDA Agente causador: HIV. Sintomas: deficiência na defesa imune. Prevenção: utilização de camisinha. Condiloma acuminado Agente causador: HPV (Papiloma vírus) Sintomas: formação de verrugas na região urogenital e no colo do útero. Prevenção: vacina em jovens. AULA 17 – VIROSES: AIDS Introdução A síndrome da imunodeficiência adquirida ou AIDS é uma DST viral das mais conhecidas do mundo, tanto por sua característica pandêmica quanto pelo grave quadro clínico apresentado. Características da AIDS A síndrome é caracterizada pelo ataque ao sistema imune do organismo, principalmente as células linfócitos T CD4, macrófagos e células dendríticas. Debilitado, o indivíduo torna-se suscetível a diversos ataques de doenças oportunistas. Características do HIV O vírus causador, conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV) é da família Retroviridae, e possui RNA como material genético que pode ser convertido em DNA e então, infiltrar-se nas células do hospedeiro. Sintomas A doença inicia com sintomas semelhantes a uma gripe, onde o HIV se replica levando à viremia. Esta é controlada parcialmente pelo sistema imune do organismo, que SE torna assintomático, porém ainda com alta replicação viral. Os vírus então atacam os linfócitos T CD4 e tornam o indivíduo suscetível a diversas doenças oportunistas, acarretando em quadros de perda de peso, aparecimentos de neoplasmos, insuficiência renal e degeneração do sistema nervoso, levando à morte. Prevenção A AIDS, assim como todas as DSTs, tem como principal forma de prevenção ao uso de preservativos. AULA 18 – PRÍONS: PROTEÍNAS INFECTANTES Conceito São agentes infecciosos compostos por proteínas. Descoberta 1982, por Stanley Prusiner. Principais doenças causadas por príons Doenças neurodegenerativas. Encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca loca). Encefalopatia espongiforme humana (doença de Creutzfeldt-Jakob). REINO MONERA: AS BACTÉRIAS Copyright© 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL O Reino Monera Formado por seres procarionte e unicelulares: Bactérias; Cianobactérias; Arqueobactérias. As bactérias Grande diversidade de habitats; Importância ecológica: Atuam como decompositores; Participam do ciclo do nitrogênio; Participam de várias relações ecológicas. Importância na biotecnologia: Indústria alimentícia; Engenharia genética. Importância na saúde: Causadoras de doenças (bacterioses); As cianobactérias São fotossintetizantes aquáticas; Eram conhecidas como algas azuis: Podem viver isoladas ou em colônias; No ambiente aquático formam o fitoplâncton (principais responsáveis pela liberação de gás oxigênio na atmosfera). As arqueobactérias Apresentam metabolismo peculiar: Halófilas: vivem em locais com alto teor de sal; Termófilas: vivem em locais com altas temperaturas; Metanogênicas: vivem em locais com alto teor de metano (pântanos, lixos). AULA 2 – CONHECENDO AS BACTÉRIAS Estrutura das bactérias Unicelulares; Procariontes; A célula bacteriana: Parede celular; Membrana plasmática; Citoplasma; Nucleoide; Ribossomos. Plasmídeos; Capsula bacteriana. Estrutura das bactérias Bactérias Gram Positivas Bactérias Gram Negativas AULA 3 – MORFOLOGIA DAS BACTÉRIAS Visão geral As bactérias são seres unicelulares que vivem isoladas ou em colônias. Morfologia da célula bacteriana Coco; Bacilo; Espirilo; Vibrião. Morfologia das colônias bacterianas Diplococo; Estreptococo; Estafilococo; Sarcina. AULA 4 – METABOLISMO BACTERIANO Visão geral Grupo de seres vivos com maior diversidade metabólica: Autotróficas; Heterotróficas parasitas; Heterotróficas decompositoras. REINO MONERA: AS BACTÉRIAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Bactérias autotróficas Fotossintetizantes; Possuem bacterioclorofila; Normalmente sem liberação de gás oxigênio; Quimiossintetizantes; Alguns casos; As bactérias heterotróficas Quanto à obtenção de alimento: Bactérias parasitas: agridem outros seres vivos; Bactérias decompositoras: decomposição da matéria orgânica de seres mortos; Bactérias simbiontes: estabelecem relações mutualísticas. Quanto à obtenção de energia: Anaeróbicas obrigatórias: morrem na presença de gás oxigênio; Anaeróbicas facultativas: vivem em ambientes sem e com gás oxigênio; Aeróbicas obrigatórias: vivem apenas em ambientes com gás oxigênio disponível. AULA 5 – REPRODUÇÃO E RECOMBINAÇÃO GÊNICA NAS BACTÉRIAS Reprodução assexuada Divisão binária: Amitose; Demora em média 20 minutos. Processos de recombinação gênica Podem ser considerados casos de reprodução sexuada por gerar variabilidade genética entre os descendentes; Processos (imagens abaixo): Conjugação; Transdução; Transformação. AULA 6 – ESPORULAÇÃO BACTERIANA Visão geral: Processo de formação de endósporos; Também é chamado de esporogênese. Ocorre em algumas espécies de bactérias quando estão em condições desfavoráveis: Bactéria Clostridium tetani (causadora do tétano); Bactéria Clostridium botulinum (causadora do botulismo) REINO MONERA: AS BACTÉRIAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Importância para o homem: Medicina: esterilização de objetos cirúrgicos. Indústria alimentícia: evitar a contaminação de alimentos enlatados. AULA 7 – BACTERIOSES: TUBERCULOSE, HANSENÍASE E COLÉRA Tuberculose Agente causador: Mycobacterium tuberculosis Sintomas: afeta os pulmões (tosse); Tratamento: cura total com uso de antibióticos; Transmissão: tosse e saliva; Prevenção: vacina BCG Hanseníase Agente causador: Mycobacterium leprae Sintomas: afeta a pele; Tratamento: cura total com uso de antibióticos; Transmissão: direta; Prevenção: educação sanitária. Cólera Agente causador: Vibrio cholerae Sintomas: infecção intestinal; Tratamento: antibióticos; Transmissão: água contaminada; Prevenção: saneamento básico. AULA 8 – BACTERIOSES: MENINGITE, LEPTOSPIROSE E GONORREIA Meningite Agente causador: Neisseria meningitidis Sintomas: septicemia; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: direta; Prevenção: vacinação Leptospirose Agente causador: Leptospira interrogans Sintomas: afeta fígado; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: contato com urina de ratos; Prevenção: educação sanitária. Gonorreia Agente causador: Neisseria gonorrhoaea Sintomas: pus na uretra; Tratamento: antibióticos; Transmissão: contato sexual (DST); Prevenção: uso de camisnha. AULA 9 – BACTERIOSES: SÍFILIS, BOTULISMO E TÉTANO Sífilis Agente causador: Treponema pallidum Sintomas: cancro duro; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: contato sexual e via placentária; Prevenção: uso de camisinha. Botulismo Agente causador: Clostridium botulinum Sintomas: toxina afeta os sistemas nervoso e muscular; Tratamento: soro antibotulínico; Transmissão: alimentos enlatados; Prevenção: evitar alimentos suspeitos. Tétano Agente causador: Clostridium tetani Sintomas: toxina afeta a musculatura; Tratamento: soro antitetânico; Transmissão: contaminação de ferimentos profundos; Prevenção: vacina antitetânica. AULA 10 – BACTERIOSES: FEBRE MACULOSA, SALMONELOSE E PESTE BULBÔNICA Febre maculosa Agente causador: Rickettisia ricketsii Sintomas: hemorragias com manchas na pele; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: picada do carrapato-estrela contaminado; Prevenção: evitar contato com carrapato. Salmonelose Agente causador: Salmonella typhimurium Sintomas: náuseas, vômitos e diarreia; REINO MONERA: AS BACTÉRIAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: alimento e água contaminados; Prevenção: cuidado com a água e com alimentos crus. Peste bulbônica Agente causador: Yersinia pestis Sintomas: febre, calafrios e bubão; Tratamento: antibióticos; Transmissão: picada de pulgas de ratos; Prevenção: controle dos roedores. REINO PROTOCTISTA: ALGAS E PROTOZOÁRIOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Reino que engloba organismos em sua grande maioria unicelulares (apesar de alguns deles serem pluricelulares) e eucariontes. Os principais espécimes desta divisão podem ser encontrados em dois principais grupos: os protozoários, comumente relacionados com as amebas, e as algas, organismos muito importantes ecologicamente. Ambos possuem origem evolutiva antiga, e relações bastante fortes com a origem animal e vegetal. Abaixo, um exemplo de protozoário e alga, respectivamente. Disponível em: http://m.ocdn.eu/_m/7f4916ae6d1a6c858340255fdf666846,14,1.jpg e http://www.biologados.com.br/images/bonnemaisonia_rodo phyta_alga_vermelha.jpg AULA 2 – PROTOZOÁRIOS Organismos eucariontes, unicelulares e heterótrofos. Podem ser de vida livre ou sésseis, e participar de relações comensais, mutualísticas ou parasíticas. A estrutura característica que representa o grupo é a estrutura da ameba. Disponível em: http://ajbuilders.com/wp- content/uploads/2014/05/amoeba1.png Classificação Os protozoários se dividem em quatro principais classes: Flagelados (Ex: Trypanosoma), Sarcodinos ou Rizópodos (Ex: Amoeba), Ciliados (Ex: Paramecium), e Esporozoários (Ex: Plasmodium). Dentre estes grupos, somente os Esporozoários possuem dois tipos de reprodução (sexuada e assexuada), enquanto os outros apenas se reproduzem assexuadamente. AULA 3 – PROTOZOONOSES: DOENÇA DE CHAGAS Agente Etiológico Trypanosoma cruzi (flagelado). Vetor Barbeiro (gênero Triatoma). Local de ação Sangue e tecidos musculares e nervosos. Sintomas Sinal de Romanã, inflamações, megaesofagia, megacolia e cardiomegalia. Profilaxia Controle do vetor, melhoras em moradia, uso de telas e redes em camas. Ciclo Disponível em: https://nossomeioporinteiro.files.wordpress.com/2011/12/u ntitled-4721.jpg REINO PROTOCTISTA: ALGAS E PROTOZOÁRIOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – PROTOZOONOSES: MALÁRIA Agente etiológico Plasmodium sp. Vetor Mosquito-prego fêmea (gênero Anopheles). Local de ação Hemácias e fígado. Sintomas Febres intermitentes, anemia e complicações hepáticas. Profilaxia Controle do vetor e vacina. Ciclo Disponível em: http://www.euroclinix.com.pt/images/pages/ciclo- transmissao-malaria.gif AULA 5 – PROTOZOONOSES: GIARDÍASE, TRICOMONÍASE E LEISHMANIOSE Giardíase O agente etiológico Giardia lamblia causa a doença citada, que se dá a partir da ingestão de alimentos contaminados, causando diarreia e falta de apetite como principais sintomas. Tricomoníase Doença transmitida através do contato sexual com indivíduo contaminado, ou com utensílios íntimos. Corrimento e coceira vaginal são os principais sintomas da doença, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Leishmaniose Doenças causadas pelo protozoário de gênero Leishmania, pode ser de dois tipos: Leishmaniose tegumentar americana, e Leishmaniose cutânea. Ambos os tipos trazem complicações imunológicas ao organismo. AULA 6 – PROTOZOONOSES: AMEBÍASE E TOXOPLASMOSE Amebíase Doença causada pelo agente etiológico Entamoeba histolytica e se transmite a partir da ingestão de alimentos contaminados com cistos. Causa lesões intestinais e pode evoluir para quadros cerebrais graves. Toxoplasmose Doença bastante relacionada com crianças causa lesões oculares e disfunções cerebrais. Dá-se a partir do contato de fezes de animais contaminados, como gatos, e o agente etiológico é o protozoário Toxoplasma gondii. AULA 7 – ALGAS: CARACTERÍSTICAS GERAIS E CLASSIFICAÇÃO Organismos eucariontes, autótrofos clorofilados (em sua maioria), uni ou pluricelulares. De ambientes aquáticos, possuem reprodução sexuada ou assexuada, e uma vasta diversidade de organismos. Classificação I) Clorofíceas: algas verdes, possíveis ancestrais das plantas terrestres. II) Feofíceas: algas pardas, com maior complexidade estrutural. III) Rodofíceas: algas vermelhas, produzem o ágar-ágar. IV) Crisofíceas: algas douradas, importantes quanto a capacidade fotossintética. V) Pirrofíceas: algas cor de fogo, responsáveis pela maré vermelha. REINO PROTOCTISTA: ALGAS E PROTOZOÁRIOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 8 – ALGAS: IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA/ECONÔMICA Importância ecológica e ambiental As algas são as maiores responsáveis pela produção de O2 na atmosfera através da fotossíntese, disponibilizando- o para a respiração dos seres aeróbicos. Além disso, elas são a base da cadeia alimentar marinha, compondo o fitoplâncton. A maré vermelha é o fenômeno de proliferação intensa de algas pirrofíceas, que causa morte de animais marinhos por liberação de toxinas. A eutrofização é também a proliferação maior do número de algas, no caso as algas verdes, diminuindo a zona fótica da superfície da água. Importância econômica e biotecnológica As algas são muito relacionadas com a produção de alimento humano e alimento de bactérias em meio de cultura (ágar-ágar). O alginato de algas pardas também é uma substância usada na indústria alimentícia e cosmética, assim como o diatomito de crisofíceas é usado na confecção de filtros, materiais de construção e pastas de dente. AULA 9 – MIXOMICETOS E OOMICETOS Organismos eucariontes e heterótrofos, de difícil classificação taxonômica, sendo por vezes classificados como fungos por sua semelhança estrutural. Possuem ao redor de 1000 espécies e servem de alimento para diversos artrópodes. Myxomycota Organismos plasmodiais, sem parede celular, que tem como característica a formação de corpos de frutificação e esporos, que conferem resistência ambiental. Oomycota Organismos que formam parede celular, e possuem forte relação ecológica na formação de ferrugem de folhas de plantas, como em parreiras. REINO FUNGI Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Os fungos são organismos eucariotos, heterótrofos (como os animais) e dotados de parede celular, mas diferente das plantas que também a possuem, sua parede celular é constituída de quitina. São organismos que tipicamente se alimentam por decomposição de matéria orgânica, e podem ser unicelulares ou pluricelulares. Anatomia geral Disponível em: http://images.fineartamerica.com/images- medium-large/mushroom-anatomy-artwork-francis-leroy- biocosmos.jpg AULA 2 – REPRODUÇÃO E CLASSIFICAÇÃO Reprodução Assexuada Cissiparidade: cisão entre um organismo unicelular gerando dois indivíduos iguais. Fragmentação: rompimento do micélio e formação, a partir desse, de novo indivíduo. Brotamento: surgimento de novo indivíduo a partir de um organismo inicial já estabelecido. Esporulação: Formação mitótica de esporos que se desenvolvem em novo organismo. Reprodução Sexuada Neste tipo de reprodução, há ocorrência de plasmogamia (união citoplasmática) e cariogamia (união nuclear). Fecundação: união de gametas (isogamia). Alternância de gerações: Mecanismo semelhante à reprodução das plantas, onde alternam-se os indivíduos dominantes (haploides ou diploides). Classificação Os fungos são organizados em 5 principais filos: 1) Cythridiomycota ou Mastigomycota: organismos aquáticos com celulose ao invés de quitina em sua parede celular. 2) Zigomycota ou Ficomycota: filo que engloba a maioria de bolores de frutos. 3) Ascomycota: produzem ascósporo, esporo específico durante a reprodução, e é o filo que se inserem a levedura e alguns fungos alucinógenos. 4) Basidiomycota: filo que tem como característica a organização de “chapéu” ou basídio do corpo de frutificação. Estão neste filo os cogumelos e orelhas-de- pau. 5) Deuteromycota: filo que não possui reprodução sexuada, e onde se inseriam os fungos do gênero Penicillium. No entanto, últimas classificações taxonômicas sugerem a adequação deste gênero em Ascomycota.AULA 3 – IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA Grandes decompositores de matéria orgânica em matéria inorgânica Fungos podem ser tóxicos quando introduzidos no organismo, causando problemas ambientais a ecossistemas e de saúde a seres humanos Fungos podem fazer associações com outros seres vivos, como: o com raízes de plantas leguminosas, formando as micorrizas, um tipo de mutualismo planta e fungo; o com algas e protozoários, formando os líquens, outra forma de mutualismo. AULA 4 – IMPORTÂNCIA ECONÔMICA Vários fungos podem causar problemas na agricultura, tornando-se pragas prejudiciais economicamente. Vários fungos são comestíveis, como champignon, shimeji e trufas. Vários fungos, por terem propriedades fermentativas, ou seja, realizarem fermentação, servem no uso de fabricação de alimentos, como pão, vinho, cerveja, entre outros. REINO FUNGI Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 5 – IMPORTÂNCIA MÉDICA- MICOSES Micoses são infecções fúngicas que degradam o tecido, principalmente em regiões ricas em queratina, como pele, cabelo e unhas. Candidose ou candidíase: micose causada pelo fungo Candida albicans, principalmente visualizado na região bucal de recém-nascidos. Tinhas: micose geralmente de couro cabeludo, que pode acarretar em queda de cabelo. Também pode ocorrer nos pés, formando o conhecido pé- de-atleta ou frieiras. Pitríase versicolor: micose que causa escamações e manchas de pele Onicomicoses: micoses de unhas AULA 6 – PENICILINA A penicilina foi descoberta pelo médico inglês Alexander Fleming, e tem grande potencial bactericida. Trata-se da purificação e uso do fungo do gênero Penicillium, que gerou o primeiro antibiótico da história, abrindo novas portas para o estudo de antibióticos contra várias doenças bacterianas, como tuberculose e meningite. A benzetacil é a vacina industrializada a partir da penicilina. RESUMO GERAL DO REINO METAZOA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – MARCOS EVOLUTIVOS CORDADOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E IMPORTÂNCIA DO GRUPO Filo Chordata Organismos com grande grau de complexidade estrutural e organizacional. O nome do grupo retrata a presença de um cordão, a notocorda, uma estrutura de sustentação corporal que é substituída em alguns grupos (como mamíferos) pela coluna vertebral. A simetria bilateral, deuterostomia e presença de celoma verdadeiro ainda são características do grupo, além da presença de metameria nos primeiros estágios desenvolvimento. Novidades evolutivas Notocorda Tubo nervoso dorsal Fendas faringeanas Anatomia padrão Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/filo- cordata/imagens/anatomia-de-um-cordado-5.jpg Principais táxons (suposta ordem evolutiva) Hemichordata, Cephalochordata e Urochordata (Protocordados); Myxiniformes e Petromizontiformes (Ciclostomados); Peixes, Anfíbios, Répteis, Mamíferos e Aves (Gnathostomata). AULA 2 – PROTOCORDADOS Organismos que não passam pelo processo de substituição da notocorda. Esta, ou continua mantida ou reduz-se podendo até ser perdida. Esta divisão ainda é dividida em três principais táxons: Urochordata, Cephalochordata e Hemichordata. Urochordata Animais que detém a característica de um cordado apensa em sua fase larval. Esta possui organismos livre-natantes com cauda, notocorda e tubo nervoso dorsal aparente. Já a fase adulta é séssil, filtradora e há perda da notocorda, do tubo nervoso dorsal e da cauda, com a presença de dois principais sifões. Cephalochordata Tem o anfioxo como principal organismo, sendo este o modelo anatômico padrão para todos os cordados. Não possui cabeça diferenciada e a notocorda é mantida durante toda a fase de vida dos animais. Hemichordata Animais vermiformes com fendas faringeanas bastante evidentes, porém com notocorda por vezes discutida como inexistente. A classificação ainda é discutida. AULA 3 – AGNATOS OU CICLOSTOMADOS Organismos em nova divisão taxonômica, o táxon Craniata, ou seja, que apresentam crânio em sua estrutura anatômica. Em específico, o grupo dos Agnatos é definido por animais sem mandíbula. Os organismos são majoritariamente aquáticos, sejam marinho ou dulcícola. A cefalização é fortemente evidente neste grupo, sendo uma importante tendência evolutiva do reino animal. Os organismos que mais servem como exemplo são a lampreia e o peixe-bruxa. Lampreia (esq.) e peixe-bruxa (dir.). Disponível em: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/Flussn eunauge.jpg e http://www.nicholls.edu/biol- ds/biol348/fishsets/pics/hagfish.jpg AULA 4 – PEIXES CARTILAGINOSOS Como o próprio nome do táxon já remete, os organismos pertencentes à classe Chondrichthyes possuem um revestimento corporal de cartilagem. Tubarões, arraias e quimeras são exemplos comuns do grupo, ambos agora com presença de mandíbula móvel e denteada. Há presença de linha lateral, importante sensor de movimento. CORDADOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Apresentam diferentemente dos ciclostomados, nadadeiras pares além das ímpares encontradas no grupo referido. Os condrictes possuem fecundação interna e podem ser ovíparos, ovovíparos ou vivíparos. Anatomia geral (tubarão) Disponível em: http://www.yanceylabat.com/images/art/Shark%20Anatomy 1232925008_large.jpg AULA 5 – PEIXES ÓSSEOS A classe dos Osteichthyes compreende os peixes denominados ósseos, por possuíres escamas flexíveis sob uma cutícula óssea. O corpo é mais hidrodinâmico e não precisam manter fluxo de água nas brânquias através da natação, pois possuem opérculo que cria fluxo constante. Possuem também a bexiga natatória, importante para natação na coluna d’água, além da já descrita linha lateral. Assim como nos condrictes, excretam amônia. Anatomia geral Disponível em: http://www.geefaa.com/img/fisiologiapeixes/fisiologia1.jpg AULA 6 – ANFÍBIOS Os organismos que compreendem a classe Amphibia são animais pecilotérmicos (ou seja, com variância de temperatura de acordo com o ambiente), tetrápodes e de “vida dupla”, com fase aquática e terrestre, portanto bastante dependentes de ambientes úmidos. Representam os primeiros vertebrados terrestres, com importantes adaptações a este meio: forma corporal distinta, patas (substituindo as nadadeiras pares), respiração cutâneo-pulmonar e excreção menos tóxica (ureia) Possuem circulação dupla e incompleta, e são dioicos de fecundação externa e desenvolvimento indireto. Quanto ao desenvolvimento, possuem metamorfose completa: larval, aquática e com respiração branquial; e adulta terrestre, com respiração cutâneo-pulmonar, ou seja, respiram pela pele e por um pulmão reduzido. Existem três ordens importantes em Amphibia: Anura: divisão corporal em cabeça e tronco. Ex: sapo. Urodela: divisão corporal em cabeça, pescoço e tronco, com cauda longa. Ex: salamandra. Apoda: sem divisão corporal e sem patas. Ex: cobras-cegas. AULA 7 – RÉPTEIS Primeiros organismos terrestres que são adaptados às regiões secas, graças a características determinantes: pele espessa e queratinizada, garras anexadas às patas, fecundação interna,ovos de casca grossa, e ácido úrico como principal excreta nitrogenado. São seres que surgiram há milhares de anos atrás e dominaram o planeta como classe mais abundante (dinossauros) Seu corpo é revestido por escamas grossas que sofrem mudas e são em grande maioria carnívoros. Possuem várias adaptações à predação. São divididos em três principais táxons: Chelonia: animais dotados de carapaça e plastrão e com vértebras torácicas fundidas. Ex: jabuti. Squamata: grupo que representa os lagartos (Lacertilia; com patas ou ápodes e dotados de cauda) e serpentes (Ophidia; ápodes, grandes predadoras). Crocodilia: grupo com formação corporal por muito mantida, dotado de patas e garras fortes e com diferenças respiratórias e circulatórias específicas para submergir no ambiente aquático. Ex: crocodilo. AULA 8 – AVES O grupo das aves representa animais dotados de bico e penas, fator este importante para duas grandes características do grupo: a homeotermia, ou seja, a capacidade de regulação térmica a partir do próprio metabolismo; e a capacidade de voo, característica compartilhada com poucos grupos animais. CORDADOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 As adaptações das aves para o voo são várias: Formato aerodinâmico Ossos pneumáticos Sacos aéreos Sistema circulatório diferenciado Glândula uropigeana, entre outras As aves excretam ácido úrico pela cloca, região excretora e reprodutora. Possui papo e moela para digestão e um elaborado sistema nervoso e sensorial. O canto é característico de cada espécie e permite o reconhecimento, cortejo e comunicação entre indivíduos. Anatomia digestiva e respiratória Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/_2FfOFkfWNCU/TQkX12OmLmI/ AAAAAAAAAf4/CTgOKcy2i38/s1600/sdigestivoaves.jpg Disponível em: http://2.bp.blogspot.com/- NyPguiM4j2U/UICpIN7fkaI/AAAAAAAAAQ0/iDnlMwQxheQ /s1600/sistema_respiratorio.png AULA 9 – MAMÍFEROS Um dos mais diversificados grupos animais, o que permitiu uma grande dispersão pelo ambiente, os mamíferos são organismos dotados de duas principais características: presença de pelos e glândulas mamárias. Além delas, outras várias glândulas são encontradas, como sebáceas, lacrimais, odoríferas, etc. A circulação é dupla e completa, assim como em aves, e as hemácias são anucleadas. O aumento encefálico é outro importante destaque, que permite maior capacidade cognitiva. Há uma inversão de fatores reprodutivos, onde a quantidade de prole é menor, mas o cuidado com ela é maior. O cio ou estro é presente nas fêmeas, assim como a estrutura placentária, órgão que nutre, elimina excretas e protege o embrião, e a presença ou ausência de placenta determina divisões importantes: Mamíferos prototérios: Não possuem placenta e são ovíparos (botam ovos). Ex: ornitorrinco. Mamíferos metamérios: vivíparos marsupiais. Ex: canguru. Mamíferos placentários ou eutérios: possuem placenta e cordão umbilical ligando o feto à mãe. Ex: humano. Anatomia de mamíferos placentários Disponível em: http://www.stanfordchildrens.org/content- public/topic/images/76/155076.gif AULA 10 – DINOSSAUROS Os dinossauros são um agrupamento de três táxons de repteis primitivos: os répteis Mamiliformes, que possuem características de crânio e mandíbula muito semelhante à estrutura de mamíferos; Pterosauria, répteis voadores com crânio alongado e Dinosauria. Em Dinosauria encontram-se os principais animais popularmente conhecidos, distribuídos nos grupos CORDADOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Saurópodes, Ceratopsídeos, Ornitópodes, o grupo dos Estegossauros, o grupo dos Anquilossauros e os Terópodes, grupo que também inclui as aves. Os dinossauros sofreram massiva extinção a milhares de anos atrás, devido a um choque de um asteroide no planeta, causando alterações climáticas que favoreceram o sucesso evolutivo dos mamíferos. ANEXO- PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE SERPENTES PEÇONHENTAS E NÃO-PEÇONHENTAS A peçonha se define pela capacidade de injeção de veneno de um ser venenoso. Ou seja, um animal pode ser venenoso, mas não possui características de inoculação do veneno. A dentição das serpentes é diferente entre espécies, e isso define absolutamente a definição de peçonha. Entre os ofídios, várias características permitem diferenciar animais peçonhentos e não peçonhentos. Dentre elas: Disponível em: http://files.trilhascaatinga.webnode.com.br/200012749- 5f4ca5fca4/cobra-1.jpg No entanto, muitas serpentes não-peçonhentas mimetizam as peçonhentas, assemelhando-se nas características. A única estrutura anatômica que só existe em serpentes peçonhentas são as fossetas loreais ou labiais. Como existe dificuldade em observá-las no animal vivo, sugere-se que evite qualquer serpente que levante dúvida sobre ser ou não peçonhenta. EQUINODERMOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E IMPORTÂNCIA DO GRUPO Filo Echinodermata Representa animais marinhos caracterizados pela presença de espinhos na epiderme. Organismos majoritariamente bentônicos detêm como característica mais marcante a simetria penta-radial, que se relaciona fortemente com o sistema funcional do organismo, o sistema ambulacrário. Este trata-se de um sistema hidrovascular que resume todas as funções importantes do organismo, como trocas gasosas, alimentação, locomoção, etc. Possuem pés ambulacrais (ou ambulacrários) que servem para locomoção no substrato e possuem em sua maioria a estrutura de lanterna-de-aristóteles, na região bucal. São exímios predadores de crustáceos, poliquetas e pequenos moluscos. Possuem grande capacidade regenerativa. Novidades evolutivas Deuterostomia (blástoporo origina ânus) Anatomia padrão Disponível em: http://3.bp.blogspot.com/- A_PJ5QO9wVY/UcIRNQT1RjI/AAAAAAAAAGA/SOCoAuT V6UM/s400/Filo-E30.jpg AULA 2 – CLASSIFICAÇÃO E FISIOLOGIA COMPARADA Classe Asteroidea Classe que representa a estrela-do-mar; livres e predadores. Classe Ofiuroidea Classe que representa os ofiúros e serpentes-do-mar; mais diverso grupo. Classe Equinoidea Compreende ouriços e bolachas-do-mar. Sem braços ou apêndices laterais (com exceção dos pés ambulacrais e espinhos). Classe Holuturoidea Compreende os pepinos-do-mar; lateral ao substrato. Classe Crinoidea Compreende os lírios-do-mar; sésseis. ARTRÓPODES Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E IMPORTÂNCIA DO GRUPO Filo Arthropoda Animais extremamente diversos, com patas articuladas. Possuem grande capacidade de adaptação ao ambiente, grande importância ecológica, grande estabilidade temporal e com diversas características que estabelecem seu sucesso evolutivo. Possuem exoesqueleto de quitina, o que envolve o crescimento corporal em mudas ou ecdises. Também possuem metameria, simetria bilateral, celoma verdadeiro e alto grau de cefalização. AULA 2 – INSETOS Classe Insecta Organismos com três pares de patas, corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen, com um par de antenas. Vários exemplares possuem asas (dobramentos da cutícula externa), que são determinantes no sucesso evolutivo de dispersão pelo ambiente. Possuem sistema circulatório aberto e sistema excretor determinado por túbulos de Malpighi. O sistema nervoso éganglionar, com alta cefalização e dotado de diversos receptores sensoriais. O sistema respiratório é do tipo traqueal, aonde o O2 vai direto para as células. O desenvolvimento tem três tipos: Ametábolos: sem metamorfose entre jovem e adulto Hemimetábolos: ninfa imago (adulto) Holometábolos: larva pupa adulto Anatomia geral Disponível em: http://www.megaartigos.com.br/blog/wp- content/uploads/2012/02/morfologia-dos-insetos-1.gif e http://e- ducativa.catedu.es/44700165/aula/archivos/repositorio/500 /520/html/Unidad_04/imagenes/16.jpg AULA 3 – CRUSTÁCEOS Animais divididos em cefalotórax e abdômen possuem quatro antenas e diversos pares de patas. O exoesqueleto é fortalecido pela presença de carbonato de cálcio e em sua maioria são dioicos, de desenvolvimento indireto e fecundação interna. Possuem como forma de excreção a presença de glândulas verdes. Anatomia geral Disponível em: http://image.slidesharecdn.com/diagnosedefilos- invertebrados-130529180836-phpapp02/95/diagnose-de-filos- invertebrados-43-638.jpg?cb=1369851007 e http://e- ducativa.catedu.es/44700165/aula/archivos/repositorio/500/520/html/Un idad_04/imagenes/16.jpg Obs: maxilípedes, pereópodes, pleópodes, e urópodes são os apêndices articulados mais comuns em crustáceos. AULA 4 – ARACNÍDEOS Organismos divididos em cefalotórax e abdômen, não possuem antenas e possuem quatro pares de patas. O sistema respiratório é por pulmões foliáceos e a excreção por glândulas coxais. São em maioria dioicos e de fecundação interna, mas há exceções. Os animais mais conhecidos desta classe são as aranhas e os escorpiões. As aranhas, exímias predadoras, possuem estruturas diferenciadas como quelíceras, palpos e fiandeiras, sendo a última responsável pela produção das ARTRÓPODES Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 teias. Os escorpiões também possuem estruturas distintas, que são as pinças e o pós-abdômen (télson ou aguilhão). Anatomia geral (aranha) Disponível em https://www.bjupress.com/resources/images/biology/large/ unit2/16a.6_spider-anatomy.jpg AULA 5 – MIRIÁPODES E RELAÇÃO COM O HOMEM Organismos que compreendem dois grupos: os Diplópodes e os Quilópodes. Ambos divididos em cabeça e corpo, com vários pares de patas. Em quilópodes, somente um par de patas por segmento, e em diplópodes, dois pares. Ambos os grupos apresentam um par de antenas, respiração traqueal e excreção por túbulos de Malpighi. No caso dos quilópodes, o melhor representante é a lacraia, que apresenta pinças bucais venenosas e o último par de patas com função sensorial. Exemplo de diplópode (acima) e quilópode (abaixo). Disponível em: https://c4.staticflickr.com/4/3422/3880799718_fb6e272727 _b.jpg e https://c1.staticflickr.com/9/8443/7772102718_b6e40ea4ef _b.jpg AULA 6 – RELAÇÃO COM O HOMEM Insetos: possuem forte relação ecológica como presas e/ou predadores, muitos são hospedeiros de doenças e são exemplos de pragas agrícolas. Crustáceos: possuem grande relação com a indústria alimentícia Aracnídeos: vários são predadores, e as toxinas do veneno representam valor biotecnológico Miriápodes: diplópodes são importantes para o revolvimento do solo e quilópodes apresentam toxinas no veneno que representam valor biotecnológico AULA 7 – RESUMO DE ARTROPODES ANELÍDEOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – V ISÃO GERAL Filo Annelida Organismos caracterizados pelo corpo cilíndrico segmentado em anéis, característica denominada de metameria, compartilhado com artrópodes e cordados. Possuem musculatura circular e longitudinal, cerdas quitinosas e celoma como esqueleto hidrostático, que facilitam a locomoção. Anatomia geral (minhoca) Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/1/76849/slides/slide_5.jpg AULA 2 – FISIOLOGIA Organismos saprófagos, sem sistema respiratório específico. Alguns animais do grupo, como as minhocas, possuem glândulas calcíferas, papo e moela, e tiflossole Apresentam também especificidade excretora (nefrídeos) e sistema nervoso mais complexo (gânglios cerebrais e cordão nervoso). Novidades evolutivas Presença de um sistema circulatório AULA 3 – REPRODUÇÃO, IMPORTÂNCIA E CLASSIFICAÇÃO Reprodução Clitelo é região anatômica onde se encontram estruturas reprodutoras na denominada fecundação cruzada, bastante caracterizada por organismos monoicos. Importância (relação com o homem) As minhocas produzem o húmus, material orgânico que a minhoca excreta após se alimentar da matéria orgânica do solo. É altamente rico em nutrientes e ajuda na fertilização da terra. Também tem relações medicinais, quando se trata ao uso de sanguessugas para alivio de pressão sanguínea em pacientes. Classificação Oligochaeta: grupo das minhocas, organismos monoicos e com clitelo. Polychaeta: grupo de indivíduos com muitas cerdas, em sua maioria aquáticos. Hirudinea: grupo das sanguessugas, sem cerdas e com estrutura bucal diferenciada. MOLUSCOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS Filo Mollusca Representa os animais de corpo mole (molluscus= mole), em sua grande maioria de ambientes marinhos, apesar de exibir característicos representantes terrestres, como é o caso do caramujo. Apresentam a característica marcante da presença de manto, estrutura que circunda a massa visceral, protege órgãos, secretam (quando presente) a concha calcária, e possui epitélio ciliado que cria um fluxo de água, muitas vezes associado à locomoção. Podem ou não apresentar rádula como estrutura auxiliar na alimentação. Assim como os anelídeos, apresentam circulação aberta, são metazoários completos e apresentam excreção por nefrídeos e cavidade do manto. Novidades evolutivas 1) Grande cefalização, principalmente em cefalópodes. Anatomia padrão Disponível em: https://wikispaces.psu.edu/download/attachments/4669562 4/Fig15.jpg AULA 2 – FISIOLOGIA E ASPECTOS EVOLUTIVOS Os moluscos representam um dos primeiros grupos de celomados, ou seja, com presença de celoma verdadeiro. Em sua maioria apresentam sistema circulatório aberto (com exceção de alguns cefalópodes) e sistema respiratório branquial (no caso dos organismos aquáticos). O sistema excretor é por metanefrídeos e possuem sistema digestório completo, com ou sem rádula. O sistema nervoso é ganglionar, e os cefalópodes são cefalizados, característica que é uma tendência evolutiva. Além das funções do manto, a cavidade do manto – quando presente – possui as funções de organizar estruturas reprodutivas e excretoras. No manto, também se encontram os sifões para locomoção de alguns moluscos, e é onde se forma a concha, exoesqueleto calcário protetor. O sistema reprodutor é específico para cada organismo, podendo ter fecundação interna cruzada ou não, e desenvolvimento direto ou indireto (larvas trocófora e véliger) AULA 3 – CLASSIFICAÇÃO E IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA Classe Scaphopoda Animais de concha alongada, em sua maioria enterrados na terra e filtram o ambiente. Classe Polyplacophora Apresentam concha com várias segmentações, e rastejam pelo substrato marinho. Classe Bivalvia Compreende ostras, mexilhões e mariscos, organismos com forte músculo adutor em sua base para fechar as conchas com agilidade e força. Classe GastropodaCompreende caramujos, lesmas e caracóis, organismos terrestres que tem um corpo padrão da anatomia de moluscos. Classe Cephalopoda Organismos com maior complexidade estrutural devido à alta cefalização. São exemplos os polvos e lulas. NEMATELMINTOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS E CLASSIFICAÇÃO Filo Nematoda Representa o grupo de vermes com corpo alongado e cilíndrico, muitas vezes associados, assim como os platelmintos, com parasitismo. Possuem cutícula epidérmica e dimorfismo sexual. A respiração é por difusão e excreção por túbulos em H. São ausentes cílios, ventosas, musculatura circular e sistema circulatório. A fecundação é interna e o desenvolvimento é indireto, com a presença de larvas rabditoides ou filarioides. Novidades evolutivas 1) Metazoários completos (protostômios) Anatomia geral Disponível em: http://image.slidesharecdn.com/sistemadigestrioatualizado- 110621145258-phpapp01/95/sistema-digestrio-atualizado- 8- 728.jpg?cb=1308668412 AULA 2 – ASCARIDÍASE E ANCILOSTOMÍASE Ascaridíase Agente etiológico Ascaris lumbricoides Vetor Não há. Local de ação Intestino delgado. Sintomas Lesões, hemorragias e necroses intestinais, hepáticas e pulmonares, enfraquecimento e reações imunológicas. Profilaxia Saneamento básico, higiene pessoal e alimentar. Ciclo Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/1/67532/slides/slide_19.jp g Ancilostomíase Agente etiológico Necator americanos ou Ancylostoma duodenale Vetor Não há. Local de ação Intestino delgado. Sintomas Lesões, hemorragias e necroses intestinais, enfraquecimento. Profilaxia Saneamento básico, higiene pessoal e alimentar. Ciclo NEMATELMINTOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/ancilostomos e2.jpg AULA 3 – OUTRAS PARASITOSES Enterobíase ou Oxiúros Causado pelo agente etiológico Enterobius vermiculares não possui vetor e age no intestino e região anal. O sintoma de prurido anal está ligado ao ciclo oral-fecal. Filariose ou Elefantíase Causado pelo agente etiológico Wuchereria bancrofti, possui como vetor o inseto Culex e age no sistema linfático, obstruindo canais e vasos, causando edemas. A medida profilática mais importante é o controle do vetor. Bicho geográfico Infecção do agente etiológico Ancylostoma braziliensis por penetração ativa. Tricocefalíase Doença causada pelo agente etiológico Trichuris trichiura. Oncocercose Doença causada pela espécie Onchocerca volvolus e tem o borrachudo (Simulium) como vetor. Causa nódulos cefálicos, torácicos ou nas nádegas. PLATELMINTOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS Filo Platyhelminthes Organismos achatados dorso-ventralmente e vermes mais simples da escala evolutiva. São animais dotados de cílios e muco que facilitam a locomoção, que também é suportada pela presença de musculaturas longitudinal e circular. São metazoários incompletos, carnívoros e fazem trocas gasosas por difusão. São dotados de células-flama para excreção e possuem gânglios nervosos que centralizam a informação nervosa. Podem reproduzir-se assexuadamente (fragmentação e regeneração) ou sexuadamente (fecundação cruzada). Novidades evolutivas 1) Simetria bilateral 2) Cefalização e organização de órgãos sensoriais (ocelos visuais e aurículas quimiorreceptoras) 3) Triblastia Anatomia geral Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/planaria8.gif AULA 2 – ESQUISTOSSOMOSE Agente etiológico Schistosoma mansoni Vetor Caramujo (Biomphalaria)- hospedeiro intermediário. Local de ação Sistema porta-hepático e parede intestinal. Sintomas Dermatite, coceira, necrose-hepática, debilidade e hemorragias. Profilaxia Saneamento básico, evitar “lagoas de coceira” e higiene pessoal. Ciclo Disponível em: https://djalmasantos.files.wordpress.com/2013/10/151.jpg AULA 3 – TENÍASE/ CISTICERCOSE Agente etiológico Taenia saginata ou Taenia solium Vetor Porcos ou vacas (hospedeiros intermediários) na teníase. Não existe vetor para cisticercose. Local de ação Intestino delgado, tecidos muscular, cerebral e ocular para teníase. Cérebro e corrente sanguínea para cisticercose. Sintomas Hemorragias, náuseas, vômitos, debilidade e fome para teníase. Dores de cabeça, cegueira e possível morte para cisticercose. Profilaxia Saneamento básico, cuidados da criação, evitar consumo de carne mal-cozida ou verduras mal-lavadas. PLATELMINTOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Ciclo (teníase) Disponível em: http://www.dietaesaude.net/wp- content/uploads/2013/06/Teniase_Dieatesaude-1.jpg Obs: Na cisticercose, o homem consome os ovos embrionados e, portanto é o hospedeiro intermediário. Em teníase, o homem é o hospedeiro definitivo. CNIDÁRIOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS Filo Cnidaria Filo que representa os cnidários (do grego knide = urtiga) ou os celenterados (do grego koilos = oco e enteron = intestino). Novidades evolutivas Presença de sistema nervoso, do tipo difuso Presença de cavidade digestiva, definindo-os como metazoários ou dotados de sistema digestivo incompleto (com apenas boca). O fim da digestão é feito por difusão. Principais organismos Pólipos e anêmonas: sésseis ou de locomoção simples, monóicos ou dioicos, e reproduzem-se sexuada ou assexuadamente. Medusas e águas vivas: livre-natantes, maioria dioicos e de reprodução sexuada. Anatomia padrão Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/- Ng1C4qAQiMk/UmsyX8t8Z0I/AAAAAAAAEVw/2blrWTn9Nl w/s400/filo+cnidario+medusa+polipo+biologia+eu+quero+b iologia.jpg AULA 2 – CLASSIFICAÇÃO E REPRODUÇÃO Reprodução Assexuada Brotamento de brotos laterais. Alternância de gerações Observar imagem. Disponível em: http://diariodebiologia.com/files/2010/12/hidrozoa.jpg Classificação Hydrozoa: hidras e caravelas (Physalia) Scyphozoa: águas-vivas (Aurelia) Anthozoa: anêmonas e corais Cubozoa: cubozoários PORÍFEROS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CARACTERÍSTICAS GERAIS Filo Porifera Do latim porus = poro e ferre = portar, o filo traduz a principal característica dos organismos deste filo, seres portadores de poros em sua anatomia externa. Os principais representantes do filo são as esponjas. São animais pouco complexos, pois não apresentam nenhuma organização de órgãos ou sistemas, agindo metabolicamente a partir de cada célula que compõe seu organismo e possuem simetria radial. Anatomia e principais células Disponível em: http://vignette3.wikia.nocookie.net/reinoanimalia/images/a/ ad/Cuerpo_de_una_esponja.jpg/revision/latest?cb=201208 27140545&path-prefix=es Ósculo: Estrutura localizadano ápice do animal, por onde a água sai. Porócito: célula que forma a estrutura do poro. Espícula: célula que confere estruturação ao porífero. Amebócito: célula que confere a função de difusão de nutrientes para outras células. Coanócito: principal célula responsável pela filtração dos poríferos. Por serem flagelados, os coanócitos criam um fluxo de água que entra pelos poros e sai pelo ósculo da esponja. A filtração é a principal forma de ciclagem de nutrientes do meio externo para o meio interno do porífero. AULA 2 – CLASSIFICAÇÃO E IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA Ecologia Por serem animais filtrantes, o ambiente aquático próximo a esses animais se torna diferente do global, criando um microambiente diferenciado que favorece certas espécies. Algumas esponjas apresentam toxinas em suas espículas, o que confere uma eficaz defesa contra seus predadores, como os equinodermos. Reprodução As esponjas podem se reproduzir assexuadamente, por meio de fragmentação ou brotamento; ou sexuadamente, por meio de troca de gametas e desenvolvimento de um organismo intermediário, a anfiblástula. Tipos estruturais Disponível em: http://2.bp.blogspot.com/- artg04_BpGY/TohtubNrcAI/AAAAAAAAAGQ/iTUWHq4Ge gY/s1600/filo-porifera-60.jpg ÁSCON SÍCON LEUCON VISÃO GERAL E ESTUDO COMPARATIVO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL DO REINO ANIMALIA O Reino Animalia ou Metazoa reúne os animais, organismos multi ou pluricelulares, heterótrofos e eucariotos. O estudo da fisiologia, anatomia, evolução e ecologia dos animais são tratados pela Zoologia, que tem início desde a Grécia antiga, com Aristóteles. A evolução de Darwin e a genética de Mendel tiveram fortes influências no estudo da Zoologia. Principais filos AULA 2 – CURIOSIDADES TAXONÔMICAS A taxonomia dos animais traz curiosidades muito interessantes. Primeiramente, a partir da classificação embriológica e fóssil, a filogenia trata peixes ósseos como ancestral comum entre todos os animais, tratando portanto todos os animais como o mesmo grupo de peixes. Além disso, a classificação de répteis é muito subjetiva, pois não forma um grupo dito monofilético, ou seja, que possui um ancestral comum com todos os grupos pertencentes a essa classificação. E por fim, aves, introduzidas no grupo dos Reptilianos, estão em uma classificação dentro do grupo de Dinosauria, demonstrando, portanto, a grande semelhança de aves com os dinossauros, e podendo extrapolar a conclusão de que as aves seriam os únicos “dinossaurídeos” vivos. VISÃO GERAL, BRIÓFITAS E PTERIDÓFITAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E EVOLUÇÃO VEGETAL Características gerais: Eucariontes; Pluricelulares; Autótrofas (fotossintetizantes); Matrotróficas; Reprodução com ciclo diplobionte (metagênese); Embriófitas; Adaptadas à vida terrestre. Classificação vegetal: Briófitas; Pteridófitas; Gimnospermas; Angiospermas. Cladograma: https://flavioehedranbioifes.wordpress.com/2011/06/25/botanica/ AULA 2 – BRIÓFITAS: PLANTAS AVASCULARES Apresentação do grupo: Pequeno porte; Vivem em locais úmidos; Avasculares (sem tecidos condutores de seivas); Exemplos: musgos, hepáticas e antóceros; Fase gametofítica predominante ou duradoura; Fase esporofítica transitória ou temporária. http://www.mundoeducacao.com/biologia/briofitas.htm AULA 3 – CICLO REPRODUTIVO DAS BRIÓFITAS Ciclo reprodutivo das briófitas (musgos) Gametófito: Haploide; Duradouro; Dioico; Clorofilado; Origina o anterídeo (gametângio masculino produtor de anterozoides); Origina o arquegônio (gametângio feminino produtor de oosferas). Esporófito: Diploide; Temporário; Aclorofilado; Origina o esporângio (produtor de esporos por meiose); http://www.infoescola.com/biologia/gametofito-e-esporofito/ VISÃO GERAL, BRIÓFITAS E PTERIDÓFITAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – PTERIDÓFITAS: PLANTAS VASCULARES SEM SEMENTES Apresentação do grupo: Plantas de pequeno e médio porte; Vivem em regiões com alta pluviosidade; Vasculares (presença de tecidos condutores de seivas); Boa defesa contra desidratação; São criptógamas; Fase esporofítica predominante ou duradoura; Fase gametofítica transitória ou temporária; Exemplos: samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas. AULA 5 – CICLO REPRODUTIVO DAS PTERIDÓFITAS Ciclo reprodutivo das pteridófitas (samambaias) Gametófito: Haploide; Temporário; Monoico (prótalo); Clorofilado; Avascular; Origina o anterídeo (gametângio masculino produtor de anterozoides); Origina o arquegônio (gametângio feminino produtor de oosferas). Esporófito: Diploide; Duradouro; Clorofilado; Possui esporofilos (folhas modificadas com função reprodutora); Origina o esporângio ou soro (produtor de esporos por meiose). https://mateusrafaelbioifes.wordpress.com/category/botanica-2/ GIMNOSPERMAS E ANGIOSPERMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – GIMNOSPERMAS: PLANTAS VASCULARES COM SEMENTES Apresentação do grupo: Possuem médio ou grande porte (árvores); Vivem em ambientes secos. Formam florestas densas. São vasculares (presença de vasos condutores de seivas). Cormófitas. Espermatófitas (produzem sementes). Fanerógamas (produzem estróbilos). Sifonógamas (formam tubo polínico). Esporófito duradouro. Gametófito temporário e reduzido. Exemplos: pinheiro, araucárias, sequoias, ciprestes. AULA 2 – CICLO REPRODUTIVO DAS GIMNOSPERMAS Fonte: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/microbiologia/g imnosperma.html AULA 3 – ANGIOSPERMAS: PLANTAS VASCULARES COM FLOR, FRUTO E SEMENTES Apresentação do grupo: Possuem porte variável; Vivem em ambientes terrestres e aquáticos São vasculares (presença de vasos condutores de seivas). Cormófitas. Espermatófitas (produzem sementes). Fanerógamas (produzem flores). Sifonógamas (formam tubo polínico). Produzem frutos. Esporófito duradouro. Gametófito temporário e reduzido. Exemplos: vitória-régia, coqueiro, girassol, cacto. AULA 4 – A FLOR DAS ANGIOSPERMAS A flor: Estrutura reprodutora visível. Contém: Elementos florais estéreis: pedicelo, receptáculos florais, pétalas e sépalas; Elementos florais férteis: estames (masculinos) e pistilos (femininos); Pode ser: Monoclina: contém estames e pistilos; Diclinas: contém estames ou pistilos; Conjuntos florais: Cálice: conjunto de sépalas; Corola: conjunto de pétalas; Androceu: conjunto de estames; Gineceu: conjunto de pistilos; http://www.biologados.com.br/botanica/taxonomia_vegetal/ divisao_magnoliophyta_flor_caracteristicas_anthophyta_an giospermas.htm GIMNOSPERMAS E ANGIOSPERMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 5 – CICLO REPRODUTIVO DAS ANGIOSPERMAS A flor: http://reinoplantae- angiospermas.blogspot.com.br/2011/07/flor-e-fruto-flor-possui-em-geral-as.html A polinização: Transferência de grãos de pólen da antera do estame para o estigma do pistilo. Quanto aos agentes polinizadores: Anemofilia: realizada pelo vento; Entomofilia: realizada por insetos; Ornitofilia: realizada por pássaros; Malacolofilia: realizada por moluscos; Antropofilia: realizada pelo homem; A dupla fecundação, a semente e o fruto: http://cmpa-703.blogspot.com.br/ AULA 6 – REPRODUÇÃO ASSEXUADA DAS ANGIOSPERMAS Características: Propagação vegetativa; Descendência com mesma carga genética; Agricultura: propagação de espécies de valor comercial; Tipos de reprodução assexuada: Estaquia: estacas a partir do caule são enterradas. Exemplo: mandioca; Mergulhia: caule é flexionado e enterrado. Exemplo: cajueiro; Alporquia: enraizamento a partir do caule sem casca. Exemplo: romã; Enxertia: duas plantas; cava e cavaleiro. Exemplo: laranja-da-baía. AULA 7 – CLASSIFICAÇÃO DAS ANGIOSPERMAS Atual: Considera os aspectos evolutivos: Monocotiledôneas: apresentam 1 cotilédone no interior da semente; Dicotiledôneas basais: grupo primitivo e ancestral das monocotiledôneas e eudicotiledôneas. Exemplo: magnólias. Eudicotiledôneas: apresentam 2 cotilédones no interior da semente. Tradicional: Considera os aspectos morfológicos: Monocotiledôneas: apresentam 1 cotilédone no interior da semente; Dicotiledôneas: apresentam 2 cotilédones no interior da semente. AULA 8 – SEMENTE E FRUTO Espermatófitas: Plantas produtoras de sementes: gimnospermas e angiospermas. Origem da semente: GIMNOSPERMAS E ANGIOSPERMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 A partir do óvulo após a fecundação; A semente das gimnospermas: http://www.coladaweb.com/biologia/botanica/gimnospermas A semente das angiospermas: http://pt.slideshare.net/maristasegundod/angiospermas- 14656015 Estudo dos frutos: Angiospermas: plantas produtoras de frutos. Origem do fruto: a partir do ovário após a fecundação. Frutos partenocárpicos: originados de ovários sem prévia fecundação. São conhecidos como frutos sem sementes. Partes do fruto: Epicarpo; Mesocarpo; Endocarpo. https://djalmasantos.wordpress.com/2010/11/28/polinizaca o-e-fecundacao-nas-espermatofitas/ Pseudofrutos: São conhecidos como frutos falsos. São originados a partir do desenvolvimento de ramos florais diferentes do ovário (pedicelo e receptáculos floral). VISÃO GERAL, RAIZ, CAULE E FOLHA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL DA MORFOFISIOLOGIA VEGETAL Plantas cormófitas: Plantas que apresentam raiz, caule e folhas. Exemplos: pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. A raiz: Fixação da planta ao solo; Absorção de água e sais minerais do solo. O caule: Sustentação da planta; Via de passagem de seivas. As folhas: Realizam a fotossíntese; Fazem as rocas gasosas; Responsáveis pela transpiração. AULA 2 – A RAIZ (PARTE 1) Visão geral: Órgão aclorofilado. Originado da radícula do embrião. Funções gerais: Fixação do vegetal ao solo; Absorção de água e sais minerais. Tipos básicos de sistemas radiculares: Raiz axial ou pivotante: presente em gimnospermas e angiospermas dicotiledôneas; Raiz fasciculada ou em cabeleira: presente em angiospermas monocotiledôneas. http://www.coladaweb.com/biologia/botanica/estudo-das- raizes Morfologia externa de uma raiz axial: http://www.coladaweb.com/biologia/botanica/estudo-das- raizes AULA 3 – A RAIZ (PARTE 2) Tipos especiais de raízes: Raízes subterrâneas: Raiz tuberosa: Armazena nutrientes de reserva, como o amido. Exemplos: batata-doce, mandioca e cenoura. Raízes aéreas: Raiz-escora ou suporte: Aumenta a fixação em solos instáveis. Exemplos: milho e Rizophora mangle (planta de mangue). Raiz sugadora ou haustório: Presente em plantas parasitas. Exemplos: cipó-chumbo e erva-de- passarinho. Raiz estrangulante: Enrola-se no caule de uma planta suporte e depois acaba estrangulando-a. Exemplos: mata-pau. Raiz respiratória ou pneumatóforo: Contém poros que permitem as trocas gasosas fora do solo. Exemplos: Avicennia sp. (planta de mangue). Raiz tabular: Projeta-se da base do caule aumentando sua fixação no solo, lembrando madeiras ou tábuas. Exemplos: figueira. Raiz grampiforme: Fixa-se em superfícies por meio de expansões que lembram grampos. Exemplos: imbé. Raiz velame: Retiram água e minerais da umidade do ar. Exemplos: epífitas. Raízes aquáticas: VISÃO GERAL, RAIZ, CAULE E FOLHA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Realizam a fixação da planta no substrato ou possui parênquima aerífero desenvolvido que permite sua flutuação. Exemplos: aguapé e cabomba (planta de aquário). AULA 4 – O CAULE Visão geral: Órgão normalmente clorofilado. Originado do caulículo do embrião. Funções gerais: Suporte da parte aérea; Estabelece ligação entre raízes e folhas. Tipos de caules: Caules aéreos: Caules eretos: o Haste: Caule fino, flexível e clorofilado. Exemplo: pé-de-feijão. o Tronco: Caule com crescimento secundário e ramificações na parte superior. Exemplo: ipê. o Colmo: Caule com divisão nítida de nós e entrenós. Exemplo: bambu e cana-de- açúcar. o Estipe: Caule com presença de nós e entrenós apenas externo e com um tufo de folhas a partir do topo. Exemplo: palmeira. o Cladódio: Caule suculento e clorofilado. Exemplo: cacto Caules rastejantes: o Sarmento: Apresenta apenas um ponto de fixação no solo. Exemplo: aboboreira. o Estolho: Apresenta vários pontos de fixação no solo. Exemplo: morangueiro. Caules trepadores ou volúveis: o Crescem sobre superfícies eretas. Exemplo: chuchu. Caules subterrâneos: Rizoma: Crescem rente ao solo de maneira subterrânea. Exemplos: samambaia e bananeira. Tubérculo: Armazenam substâncias de reserva como o amido. Exemplos: batata inglesa e inhame. Bulbo: Contém folhas subterrâneas aclorofiladas chamadas catáfilos. Exemplos: alho e cebola. Caules aquáticos: Desenvolvem-se sob a água sendo ricos em parênquima aerífero. Exemplos: vitória-régia e aguapé. AULA 5 – A FOLHA Visão geral: Órgão clorofilado. Funções gerais: Fotossíntese (assimilação). Realiza as trocas gasosas. Responsável pela transpiração. Morfologia externa de uma folha completa: http://matoecia.blogspot.com.br/2012/03/morfologia- externa-de-folhas.html Folhas incompletas: Invaginante: Quando a bainha envolve o caule em grande extensão, geralmente de um nó ao outro. Exemplo: milho. Séssil: Quando o pecíolo está ausente e a lâmina foliar prende-se diretamente ao caule. Exemplo: tabaco. Peciolada: Quando a folha apresenta apenas o limbo e o pecíolo. Exemplo: abóbora. Filódio: Quando a folha é muito reduzida, o pecíolo adquire a forma e a função do limbo, realizando até mesmo fotossíntese e, durante o desenvolvimento da plântula. Exemplo: acácia. Classificação das folhas quanto às nervuras: As nervuras foliares são feixes líbero-lenhosos, ou seja, feixes de floema e xilema. Paralelinérveas: nervuras em disposiçãoparalela. Exemplo: angiospermas monocotiledôneas. Reticulinérveas ou Peninérveas: nervuras em disposição reticular. Exemplo: angiospermas dicotiledôneas. Classificação das folhas quanto ao limbo: Simples: limbo único, sem divisões. Exemplo: folha de mangueira. VISÃO GERAL, RAIZ, CAULE E FOLHA Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Composta: limbo múltiplo, com divisões. Exemplo: coqueiro. Folhas modificadas: Espinho: Folhas pontiagudas e recobertas por uma grossa camada de cera. Exemplo: cacto. Brácteas: Folhas com aspecto coriáceo. Exemplo: antúrio. Cotilédones: Folhas embrionárias que armazenam e/ou transferem nutrientes ao embrião no interior da semente. Exemplo: sementes de angiospermas. Sépalas: Folhas modificadas que protegem a base das flores. Pétalas: Folhas normalmente coloridas que atraem os agentes polinizadores. Gavinhas: Folhas com função de fixação de caules trepadores a superfícies eretas. Exemplo: maracujá. Catáfilos: Folhas subterrâneas e aclorofiladas. Exemplos: cebola e alho. TECIDOS VEGETAIS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – HISTOLOGIA VEGETAL: OS TECIDOS DAS PLANTAS Visão geral: Histologia vegetal: estudo dos tecidos vegetais. Tipos básicos de tecidos vegetais: Meristemáticos ou meristemas; Permanentes. A diferenciação celular: Processo de especialização de células meristemáticas originando tecidos permanentes com forma e função definida. Decorre de processos de ativação e inativação de certos genes. Chamamos de desdiferenciação celular o processo em que células com baixa diferenciação celular retomam a capacidade multiplicativa de um meristema. Veja: Tecidos meristemáticos Tecidos permanentes AULA 2 – OS MERISTEMAS Visão geral dos meristemas: Alta divisão mitótica. Características das células: Pouco diferenciadas; Pequenas; Parede celular delgada; Núcleo central e volumoso. Função: crescimento vegetal. Tipos de meristemas: Meristema primário: Localiza-se nas gemas apicais (do caule e da raiz) e nas gemas laterais; Responsáveis pelo crescimento primário ou longitudinal. Meristema secundário: Exclusivo de gimnospermas e angiospermas dicotiledôneas; Localiza-se entre os tecidos primários; Responsáveis pelo crescimento secundário ou em espessura. Tipos de meristemas primários: Protoderme ou dermatogênio: origina os tecidos primários de revestimento; Meristema fundamental ou periblema: origina os tecidos primários de sustentação e preenchimento; Procâmbio ou pleroma: origina os tecidos primários de condução. Tipos de meristemas secundários: Câmbio vascular: origina os tecidos secundários de condução. Felogênio: origina a casca ou periderme. AULA 3 – TECIDOS DE REVESTIMENTO Visão geral: Origem dos tecidos de revestimentos: Epiderme (tecido primário) é originada da Protoderme (meristema primário); Periderme (revestimento secundário) é originada do Felogênio (meristema secundário). Funções gerais dos tecidos de revestimentos: Proteção; Trocas gasosas. A epiderme: Características: Formada por uma camada de células; É delgada; Aclorofilada; Possui células vivas; Está presente em partes vegetais jovens. Anexos da epiderme: Pelos: podem apresentar função absorvente (como nas raízes) ou função secretora (tricomas das folhas); Diferenciação celular Desdiferenciação celular TECIDOS VEGETAIS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Estômatos: realizam as trocas gasosas nas folhas; Acúleos: função protetora nos caules de certas plantas. Hidatódios: realizam a sudação (perda de gotículas de água nas bordas de certas folhas); O súber: Características: Possui várias camadas de células; Células suberificadas (mortas); Aclorofilado; Chamado de cortiça vegetal; Está presente em raízes e troncos de árvores (plantas com crescimento secundário); Funciona como isolante térmico; Apresenta lenticelas (realizam trocas gasosas) e ritidomas (troca periódica do súber). AULA 4 – TECIDOS DE SUSTENTAÇÃO Visão geral: São tecidos primários. Origem a partir do meristema fundamental ou periblema. Tipos de tecidos de sustentação Colênquima; Esclerênquima. Colênquima: Tecido flexível e muito resistente; Possui células vivas reforçadas por celulose. Esclerênquima: Tecido rígido e muito resistente; Possui células mortas reforçadas por lignina; Reveste os feixes vasculares e os caroços de alguns frutos; AULA 5 – TECIDOS CONDUTORES Visão geral: Presente nas plantas traqueófitas ou vasculares (pteridófitas, gimnospermas e angiospermas). Possui origem a partir dos meristemas: Procâmbio (meristema primário): origina xilema e floema primário; Câmbio vascular (meristema secundário): origina o xilema e o floema secundário. Xilema ou lenho: Condução da seiva bruta ou mineral; Possui fluxo ascendente (raiz folhas); Possui células reforçadas de lignina (células mortas); Principais células: traqueídes e elementos de vaso; Floema ou líber: Condução da seiva elaborada ou orgânica; Possui fluxo descendente (folhas raiz); Possui células reforçadas de celulose (células vivas); Principais células: células crivadas e células companheiras; Disposição dos tecidos de condução: o anel de Malpighi: http://terceiroanobiologia.blogspot.com.br/ AULA 6 – OS PARÊNQUIMAS Visão geral: São tecidos primários originados do meristema primário e com as seguintes funções gerais: Preenchimento de espaços; Armazenamento de substâncias. Fotossíntese ou assimilação; Secreção de substâncias. TECIDOS VEGETAIS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Tipos de parênquimas: Assimilador ou clorênquima: localizado nas folhas e realizador de fotossíntese; Reserva: armazena substâncias diversas, tais como água (parênquima aquífero), ar (aerífero) e amido (amilífero). Secretor: produção e secreção de néctar (parênquima nectário) ou de substâncias urticantes (parênquima urticário); AULA 7 – ORGANIZAÇÃO DOS TECIDOS NA RAIZ, NO CAULE E NAS FOLHAS Histologia da Raiz: 1 – Estrutura primária: Epiderme; Córtex; Endoderme; Periciclo; Câmbio vascular; Xilema e floema primários. 2 – Início da estrutura secundária: Epiderme; Córtex; Endoderme; Periciclo; Câmbio vascular; Xilema e floema primários; Xilema e floema secundários. 3 – Estrutura secundária: Xilema e floema secundários; Periderme: súber, felogênio e feloderme. Histologia do Caule: 1 – Estrutura primária: Epiderme; Córtex; Medula Câmbio vascular; Xilema e floema primários. 2 – Início da estrutura secundária: Epiderme; Córtex; Medula Câmbio vascular; Xilema e floema primários. Xilema e floema secundários; Felogênio. 3 – Estrutura secundária: Xilema e floema secundários; Periderme: súber, felogênio e feloderme. Histologia da Folha: Apresenta apenas crescimento primário; Possui limbo laminar Epiderme: revestida por cutícula. Apresenta estômatos (trocas gasosas) e tricomas (retenção de umidade e secreção). Parênquima assimilador: responsável pela fotossíntese. Dividido em paliçádico e lacunoso. Presença de feixe vascular (xilema e floema). NUTRIÇÃO VEGETAL E TROCAS GASOSAS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – NUTRIÇÃO INORGÂNICA Visão geral A nutrição mineral corresponde à absorção de nutrientes minerais (água e sais minerais) do solo, principalmente pelas raízes, por meio da zona pilífera. Quanto aos sais minerais necessários à planta: Macronutrientes: necessários em grande quantidade pela planta. Exemplos: Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Enxofre e Magnésio. Micronutrientes: necessários em pequena quantidade pela planta. Exemplos: Zinco, Ferro e Manganês. Hidroponia Cultivo de plantas em maio inerte, suspensas e com suas raízes mergulhadas em uma solução com níveis ideais de sais minerais. A raiz e a nutrição mineral A zona pilífera da raiz é a região de maior atividade de absorção de água e sais minerais por apresentar maior superfície de contato com o solo. Regiões da raiz a partir de um corte transversal: Epiderme: tecido de revestimento; Córtex: região de preenchimento logo adjacente à epiderme; Cilindro central: origina os tecidos condutores; Periciclo: origina as raízes secundárias; Endoderme: regula o fluxo de minerais (íons) em direção ao xilema. Apresenta as estrias de Caspary (cinturão de entre as células de endoderme). AULA 2 – NUTRIÇÃO ORGÂNICA Visão geral Processo de síntese de compostos orgânicos. Energéticos Estruturais Reguladores Papel e importância da fotossíntese Garante a síntese de compostos orgânicos a partir de substâncias inorgânicas, tendo a luz como fonte primária de energia. Nutrição Mineral -> Sustenta -> Nutrição orgânica -> Fornece a matéria orgânica que compõe e mantém a vida. AULA 3 – TROCAS GASOSAS E TRANSPIRAÇÃO Visão geral As trocas gasosas estão relacionadas aos tecidos de revestimento: Epiderme: revestimento primário; Periderme: revestimento secundário. Epiderme e seus anexos Pelos: podem apresentar função absorvente (como nas raízes) ou função secretora (tricomas das folhas); Estômatos: realizam as trocas gasosas nas folhas; Acúleos: função protetora nos caules de certas plantas. Hidatódios: realizam a sudação (perda de gotículas de água nas bordas de certas folhas); Os estômatos Estrutura: Duas células-guardas (clorofiladas); Duas células anexas (aclorofiladas); Ostíolo: fenda formada pelo estômato aberto. Quanto à localização na folha: Folha hipostomática: estômatos localizados na epiderme inferior; Folha epistomática: estômatos localizados na epiderme superior; Folha anfistomática: estômatos localizados na epiderme superior e na epiderme inferior. Funcionamento do estômato (influenciados por fatores): Disponibilidade de água (mecanismo hidroativo); Disponibilidade de luz (mecanismo fotoativo); Concentração de CO2 no mesófilo foliar; Variação na temperatura. TRANSPORTE VEGETAL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CONDUÇÃO DA SEIVA BRUTA Visão geral: Fluxo da seiva bruta na planta através do xilema: RAIZ FOLHAS Fluxo da seiva até o xilema: SOLO PELOS ABSORVENTES CÓRTEX PERICICLO XILEMA. Fatores que colaboram para a subida da seiva bruta pelo xilema: a) Capilaridade: Resultante de forças intermoleculares entre a água as paredes do xilema (coesão e adesão). b) Pressão positiva da raiz: Resultante da maior pressão osmótica no interior do xilema da raiz em relação à mesma pressão do solo (equivale a um empurrão da água para cima). c) Sucção das folhas ou tensão-coesão: Henry Dixon propôs a Hipótese da Adesão- Coesão-Tensão; Afirma que a transpiração e fotossíntese consome água nas folhas tornando o mesófilo foliar hipertônico. A partir daí passa a existir um aumento da tensão no interior do xilema e a consequente subida a seiva bruta. AULA 2 – CONDUÇÃO DA SEIVA ELABORADA Visão geral: A seiva elaborada é produzida nas folhas pela fotossíntese e é formada por uma solução rica em sacarose, aminoácidos e outros nutrientes orgânicos. Possui fluxo descendente pelo floema: FOLHAS RAIZ Mecanismo de condução da seiva elaborada: Hipótese de Münch (1930): Hipótese do arrastamento molecular; Afirma que a elevada concentração de sacarose (açúcar) no mesófilo atrai água do xilema que arrasta tal açúcar para o floema. http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/50081554/Siste mas%20de%20transporte%20plantas HORMÔNIOS VEGETAIS E FOTOPERIODISMO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – HORMÔNIOS VEGETAIS: VISÃO GERAL A regulação hormonal: Hormônios vegetais: Substâncias que controlam o metabolismo vegetal; Ações dos hormônios: no crescimento, na redução do metabolismo, na maturação e na germinação. Ação hormonal: Os hormônios migram dos órgãos produtores para os órgãos alvo por meio dos vasos condutores. Papeis fisiológicos e os hormônios envolvidos: Crescimento: hormônios auxina, giberelina e citocinina; Redução do metabolismo: ácido abscísico; Maturação: etileno; Germinação: giberelina e ácido abscísico. AULA 2 – OS HORMÔNIOS VEGETAIS: AUXINA Conhecendo a auxina: Forma natural: AIA (Ácido IndolAcético); Forma artificial: ANA (Ácido NitroAcético); Locais de produção: embriões das sementes e gemas ativas; Principal efeito: promove o crescimento; Órgãos vegetais e a sensibilidade à auxina: https://djalmasantos.wordpress.com/2012/02/03/testes-de- hormonios-vegetais-44/ Efeitos da auxina: Dominância apical: inibição das gemas apicais; Tropismos: movimentos de curvatura vegetal; Formação de raízes adventícias: a partir de ramos cortados; Desenvolvimento de frutos: a partir do ovário da flor; Abscisão de folhas e frutos: queda programada em períodos ou situações específicas. AULA 3 – OUTROS HORMÔNIOS VEGETAIS Citocinina: Produção: gema apical da raiz. Efeitos: Estimula a multiplicação celular nas gemas apicais e laterais; Retarda a senescência das folhas. Giberelina: Produção: gemas ativas e sementes. Efeitos: Distensão celular; Quebra da dormência da semente. Ácido abscísico: Produção: parênquima de folhas e frutos. Efeitos: Redução do metabolismo vegetal; Induz a dormência das sementes; Fechamento dos estômatos. Etileno: Hormônio gasoso. Produção: várias regiões da planta (exceto: na raiz). Efeitos: Amadurecimento dos frutos; Estimula a senescência das folhas. AULA 4 – FOTOPERIODISMO: INFLUÊNCIA DA LUZ Visão geral: HORMÔNIOS VEGETAIS E FOTOPERIODISMO Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Fotoperiodismo: resposta fisiológica do indivíduo a determinados fotoperíodos; Fotoperíodo:quantidade de horas diárias de iluminação; Outono e inverno: fotoperíodo curto; Primavera e verão: fotoperíodo longo; Influência do fotoperiodismo: floração e senescência. Fitocromos e a floração: Fitocromos: hormônios proteicos estimulados pela luz; Fotoperíodo crítico: número de horas de luz necessária para a floração; PDC (Plantas de Dia Curto): florescem com uma quantidade de horas de luz igual ou menor que o fotoperíodo crítico; PDL (Plantas de Dia Longo): florescem com uma quantidade de horas de luz igual ou maior que o fotoperíodo crítico; O estímulo à floração depende do número de horas escuridão; A pausa na escuridão com flash de luz interrompe apenas as PDC. GERMINAÇÃO E MOVIMENTOS VEGETAIS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – GERMINAÇÃO DA SEMENTE Visão geral Retomada do desenvolvimento do embrião. Quebra da dormência da semente ou quiescência. Condições externas para a germinação da semente: Umidade; Temperatura; Arejamento; Luminosidade. Sementes e o fotoblastismo Sementes fotoblásticas positivas dependem da luz para germinar. Sementes fotoblásticas negativas germinam no escuro. Observação: Estiolamento Crescimento acelerado de caules e folhas sem clorofila em busca de luz. AULA 2 – OS MOVIMENTOS VEGETAIS Visão geral Respostas a estímulos ambientais. Tipos de movimentos vegetais: Tactismos: deslocamento; Tropismos: crescimento orientado; Nastismos: movimentos não orientados; Blastismos: movimento de germinação da semente. Estímulos ambientais: Luz prefixo: foto; Contato prefixo: tigmo; Substâncias químicas prefixo: quimio; Gás oxigênio prefixo: aero; Força da gravidade prefixo: geo Tactismos Fototactismos: cloroplastos; Quimiotactismos: anterozoides; Aerotactismo; bactérias aeróbias. Tropismos Fototropismo: caules (fototropismo positivo) e raízes (fototropismo negativo); Tigmotropismo: gavinhas do chuchu; Geotropismo: raízes (geotropismo positivo) e caules (geotropismo negativo). Nastismos Fotonastismo: dama-da-noite; Tigmonastismo: planta carnívora. Blastismos Sementes fotoblásticas: positivas (necessitam de exposição à luz para germinar) e negativas (necessitam de total escuridão para germinar). PRIMEIRA LEI DE MENDEL E SUAS VARIAÇÕES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E BREVE HISTÓRICO Visão geral Genética: ramo da biologia que realiza o estudo da hereditariedade. A genética interfere em outras áreas de estudo, tais como: Evolução; Taxonomia; Biotecnologia; Ecologia; Fisiologia; Embriologia; Breve histórico Em 1865, o monge agostiniano Gregor Mendel, publicou seus trabalhos sobre hereditariedade realizados com ervilhas-de-cheiro; Em 1900, redescoberta e reconhecimento dos trabalhos de Mendel; 1901, Thomas Morgan testa o mendelismo em moscas-de-frutas (Drosophila) e descobre o linkage ou ligação gênica; 1940 a 1950, avanços na genética molecular; 1960, elucidação da expressão gênica. AULA 2 – O EXPERIMENTO DE MENDEL Material utilizado Ervilha-de-cheiro (Pisum sativum): Fácil cultivo; Produz muitos descendentes; Ciclo de vida curto; Variedades de fácil identificação; Facilidade na realização da polinização cruzada artificial; Flores monoclinas ou hermafroditas. Características observadas e suas variações Cor da semente: Verde; Amarela. Textura da semente: Lisa; Rugosa. Cor da vagem: Verde; Amarela. Cor da flor: Branca; Vermelha. Tamanho da planta: Alta; Baixa. Identificando linhagens puras e híbridas Linhagens puras: produzem sempre o mesmo padrão de variedade após autofecundações; Linhagens híbridas: produzem descendentes com padrões diferentes após autofecundações. Os cruzamentos e os resultados Característica observada: cor da semente http://www.mundoeducacao.com/biologia/primeira-lei- mendel.htm Conclusões de Mendel O padrão amarelo da semente é dominante sobre o padrão verde (recessivo). Enunciado da 1ª Lei de Mendel: Cada padrão é determinado por dois fatores (genes) que se segregam (separam-se) na formação dos gametas. Verde; Amarela. AULA 3 – A 1ª LEI DE MENDEL Enunciado PRIMEIRA LEI DE MENDEL E SUAS VARIAÇÕES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Cada característica é determinada por dois fatores que se segregam na formação dos gametas, onde ocorrem em dose simples: Interpretando a 1ª Lei de Mendel Fatores = genes; Segregar = separar; A meiose e o monoibridismo http://geneticavirtual.webnode.com.br/genetica-virtual- home/prefacio/analise-mendeliana/primeira-lei-de-mendel/ AULA 4 – DICAS PARA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS DE GENÉTICA Sequência infalível 1 – Leia o enunciado por completo; 2 – Anote, organizadamente, os dados fornecidos; 3 – Interprete os dados anotados; 4 – Inicie sua resposta; 5 – Revise o que foi perguntado e a sua resposta; 6 – Cuidado com as contas que envolvem frações e as conversões em porcentagens. AULA 6 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS USADOS EM GENÉTICA Principais conceitos Genes: pedaços de DNA localizados nos cromossomos; Alelos: são as versões de certo gene; Alelo dominante: é aquele que manifesta sua característica mesmo em dose simples; Alelo recessivo: é aquele que manifesta sua característica apenas quando em dose dupla; Genótipo: constituição genética de um indivíduo em relação à certa característica; pode ser entendido também como sendo o par de letras; Fenótipo: manifestação física do genótipo sob influência do ambiente; pode ser entendido como a característica visível; Homozigoto: linhagem pura, genótipo formado por alelos iguais. Pode ser dominante (AA) ou recessivo (aa); Heterozigoto: linhagem híbrida, genótipo formado por alelos diferentes. Manifesta o caráter dominante quando há relação de dominância completa entre os alelos; Cromossomo: grande filamento de DNA que contém os genes. Pode ser classificado como autossomo ou sexual; Genoma: corresponde a toda informação genética hereditária de um indivíduo; Cariótipo: é o conjunto cromossomo típico ou constante de uma espécie; Herança genética: estudo histórico genético de uma característica em uma família. Tipos: herança autossômica e herança sexual. AULA 8 – HEREDOGRAMAS OU ÁRVORES GENEALÓGICAS Conceito Representação do histórico familiar por meio de símbolos específicos. Pedigree e o valor comercial Certificado de registro de um animal doméstico a partir do seu histórico familiar até a terceira geração. O pedigree agrega valor comercial na venda do filhote. PRIMEIRA LEI DE MENDEL E SUAS VARIAÇÕES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Simbologia https://professoraleonilda.wordpress.com/2012/02/21/capit ulo-1-primeira-lei-de-mendel/ AULA 10 – NOÇÕES DE PROBABILIDADE Visão geral Probabilidade (P): é o resultadoda divisão entre o número de vezes que o evento desejado pode ocorrer (r) pelo total de eventos possíveis (n). 𝑃 = 𝑟 𝑛 Eventos independentes Utiliza-se a regra do “e” (multiplicação das probabilidades parciais). Situação em que se observa a ocorrência de dois ou mais eventos independentes. Eventos dependentes Utiliza-se a regra do “ou” (soma das probabilidades parciais). Situação em que se observa a ocorrência de dois ou mais eventos simultâneos e a existência de um exclui a de outro (s). Probabilidade condicional Cálculo da probabilidade de um evento sabendo-se que há uma condição inicial necessária para o mesmo ocorra. AULA 12 – A 1ª LEI DE MENDEL APLICADA À GENÉTICA HUMANA Exemplos de heranças autossômicas recessivas Fenilcetonúria: não metabolização do aminoácido fenilalanina; Albinismo: não há produção de melanina (pigmento que dá cor à pele); Fibrose cística: produção excessiva de muco nos pulmões. Exemplos de heranças autossômicas dominantes Acondroplasia: interferência no crescimento (nanismo); Polidactilia: presença de um ou mais dedos extras nas mãos ou nos pés; Braquidactilia: presença de dedos curtos. AULA 14 – O CRUZAMENTO-TESTE Conceito e aplicação Conceito: Cruzamento utilizado para se determinar o genótipo de um indivíduo fenotipicamente dominante; Aplicação e conclusão: Cruza-se tal indivíduo de genótipo desconhecido com outro de fenótipo recessivo; Verifica-se a descendência formada de vários indivíduos, têm-se duas possibilidades: A) 100% dos descendentes com fenótipo dominante. Conclusão: o indivíduo de genótipo desconhecido era homozigoto dominante. B) 50% dos descendentes com fenótipo dominante e 50% dos descentes com fenótipo recessivo. Conclusão: o indivíduo de genótipo desconhecido era heterozigoto. AULA 15 – ALELOS LETAIS: OS GENES QUE MATAM PRIMEIRA LEI DE MENDEL E SUAS VARIAÇÕES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Conceito Tipo de herança autossômica em que um determinado alelo mutante leva a uma série de distúrbios metabólicos resultando na morte do indivíduo. Foi descoberta em 1904 por Cuénot quando estudava a herança da pelagem de camundongos. Em humanos Pode ocorrer durante a gestação, logo após o parto, na infância ou no adulto. AULA 17 – CODOMINÂNCIA E DOMINÂNCIA INCOMPLETA Visão geral 1ª Lei de Mendel dominância completa: Genótipos AA e Aa fenótipo 1; Genótipo aa fenótipo 2. Manifestação atípica do heterozigoto: Genótipos AA fenótipo 1; Genótipo Aa fenótipo 2; Genótipo aa fenótipo 3. Codominância Situação genética em que os alelos possuem mesmo “efeito dominante”. Representação dos alelos e genótipos: Alelos: A1 e A2 Genótipos: A1A1, A1A2 e A2A2. Exemplo: gados da raça Shorton: Alelos: A1 (pele avermelhada) e A2 (pele branca); Genótipos: A1A1 (pele avermelhada), A1A2 (pele malhada) e A2A2 (pele branca). Dominância incompleta Situação genética em que o genótipo heterozigoto manifesta um fenótipo intermediário aos extremos, ou seja, similar a uma mistura”. Representação dos alelos e genótipos: Alelos: A e B Genótipos: AA, AB e BB. Exemplo: cor das pétalas da flor de maravilha (Mirabilis jalapa): Alelos: V (pétalas vermelhas) e B (pétalas brancas); Genótipos: VV (flores vermelhas), VB (flores róseas) e BB (flores brancas). AULA 19 – EXPRESSIVIDADE, PENETRÂNCIA E PLEIOTROPIA Expressividade ou norma de reação A manifestação do genótipo gera fenótipos graduais; Exemplo: polidactilia. Penetrância Está relacionada ao percentual da população que manifesta um tipo de fenótipo determinada pela presença de um gene; Pode ser: completa (doença de Huntington) ou incompleta (camptodactilia). Pleiotropia Capacidade de um alelo determinar mais de uma característica fenotípica; Exemplo: fibrose cística. http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id =50 POLIALELIA E GRUPOS SANGUÍNEOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – POLIALELIA OU ALELOS MÚLTIPLOS Conceito Casos em que um caráter genético é determinado por mais de dois tipos de alelos; Gene alelos A1, A2, A3, A4... Exemplos: Cor da pelagem em coelhos; Herança dos grupos sanguíneos em humanos. Cor da pelagem em coelhos Alelos: C pelagem aguti ou selvagem; cch pelagem chinchila; ch pelagem himalaia; c ; pelagem albina. Relação de dominância: C > cch > ch > c Fenótipos x Genótipos: Pelagem aguti CC, Ccch, Cch e Cc Pelagem chinchila cchcch, cchch , cchc Pelagem himalaia chch, chc Pelagem albina cc AULA 3 – HERANÇA DOS GRUPOS SANGUÍNEOS: VISÃO GERAL E CONCEITOS BÁSICOS Visão geral Landsteiner (início do século XX): Realizou pesquisas sobre imunologia; Realizou estudos sobre grupos sanguíneos; Ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1930. Atualmente conhece-se mais de 40 tipos de heranças dos grupos sanguíneos: Estudaremos apenas 3 tipos: sistema ABO, sistema Rh e sistema MN. Conceitos básicos Aglutinina: proteína de defesa produzida a partir do reconhecimento de um aglutinogênio. Equivale a um anticorpo; Aglutinogênio: substância reconhecida como estranha pelo organismo; Equivale a um antígeno; Aglutinação: reação específica entre aglutinogênio e aglutinina; Transfusão: passagem de sangue entre indivíduos de grupos sanguíneos compatíveis. AULA 4 – SISTEMA ABO Polialelia e o sistema ABO Polialelia Relação de dominância: IA = IB > i Alelos: IA produção de aglutinogênio A e aglutinina anti-B; IB produção de aglutinogênio B e aglutinina anti-A; I ausência de aglutinogênio e produção de aglutininas anti-A e anti-B Fenótipos x Genótipos: Tipo A IA IA, IAi; Tipo B IB IB, IBi; Tipo AB IA IB; Tipo O ii Determinação da tipagem sanguínea do sistema ABO Coleta de amostras de sangue; Aplicação do soro (contém aglutinina); Verificação de possíveis reações de aglutinação. Transfusão sanguínea para o sistema ABO http://taniaeducativa.blogspot.com.br/2014/07/sistema- abo-e-os-grupos-sanguineos.html AULA 6 – SISTEMA ABO E EFEITO BOMBAIM Conceito Situação fenotípica explicada graças a descoberta da substância H, precursora dos aglutinogênios A e B; POLIALELIA E GRUPOS SANGUÍNEOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Genes: H permite a produção normal de aglutinogênios A ou B; H inibe a produção de aglutinogênios. Situações genotípicas e fenotípicas Genótipos Fenótipos H_ IA IA ou H_ IAi Grupo A hh IA IA ou hh IAi Falso O ou “Grupo O” AULA 8 – SISTEMA Rh E MN Sistema Rh Descoberto a partir de estudos com macacos do gênero Rhesus. Tipo de herança autossômica com dominância completa. Alelos: R permite a produção de aglutinogênio Rh (Rh positivo) r inibe a produção de aglutinogênio Rh (Rh negativo) Observação: A produção de aglutinina está associada ao alelo r, mas apenas após um contato inicial com um aglutinogênio Rh. O sistema Rh Fenótipos Genótipos Aglutinogênio Aglutinina Rh positivo RR ou Rr Fator Rh Não produz Rh negativorr Não produz Anti-Rh Transfusões de acordo com o sistema Rh http://www.colegioweb.com.br/grupos-sanguineos/o-fator- rh-e-as-tranfusoes.html A eritroblastose fetal Condições: Pai Rh positivo Mãe Rh negativo Filhos Rh positivo http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=eritr oblastose+fetal&lang=3 Sistema MN Landsteiner descobriu além do sistema ABO e Rh, o sistema MN. Tipo de herança autossômica com codominância. Alelos: LM permite a produção de aglutinogênio M LN permite a produção de aglutinogênio N Genótipos Fenótipos LM LM Grupo M LM LN Grupo MN LN LN Grupo N HERANÇA E SEXO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Resultados não esperados A publicação da 1ª Lei de Mendel despertou diversos cientistas: 1906, Dongaster e Raynor cor das asas da mariposa; 1907, Bateson cor da plumagem em galináceos Os resultados não foram de acordo com aqueles esperados na 1ª Lei de Mendel. Explicação Cientistas Hering, Wilson e Stevens deram a seguinte explicação para as variações nos resultados: Estudos sobre a meiose na formação dos gametas indicam a existência de diferenças cromossômicas entre machos e fêmeas. AULA 2 – OS CROMOSSOMOS Autossomos e Heterossomos Em condições normais, célula humana apresenta o seguinte número de cromossomos: Diploide: 2n = 46; Haploide: n = 23. Cromossomos autossomos: São comuns a ambos os sexos; Estão relacionados com características comuns a ambos os sexos. Cromossomos sexuais: Determinam o sexo; Estão relacionados com características próprias do sexo. Os cromossomos sexuais Cromossomo Y: É mais curto; Possui menos genes; Apresenta uma porção encurvada; Possui genes exclusivos. https://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/30/testes-de- genetica-35/ AULA 3 – DETERMINAÇÃO GENÉTICA DO SEXO Sistema XY Está presente em: mamíferos, alguns insetos e algumas plantas. Constituição cromossômica: Sexo feminino: 2AXX meiose gametas AX sexo homogamético. Sexo masculino: 2AXY meiose gametas AX e AY sexo heterogamético. OBSERVAÇÃO: Lei da compensação de dose ou Corpúsculo de Barr: Estudo realizado por Murray Barr, em 1949. Condensação e inativação de um cromossomo X em fêmea XX. Tal compensação gera situações de mosaicos. O cromossomo condensado localiza-se próximo à carioteca. http://www.uel.br/pessoal/rogerio/genetica/respostas/pratic a_11.html Sistema X0 Está presente em alguns insetos (como os gafanhotos). HERANÇA E SEXO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Constituição cromossômica: Sexo feminino: 2AXX meiose gametas AX sexo homogamético. Sexo masculino: 2AX0 meiose gametas AX e A0 sexo heterogamético. Sistema ZW Está presente em: aves, peixes e alguns insetos. Constituição cromossômica: Sexo feminino: 2AZW meiose gametas AZ e AW sexo heterogamético. Sexo masculino: 2AZZ meiose gametas AZ sexo homogamético. AULA 5 – OUTROS CASOS DE DETERMINAÇÃO DO SEXO Determinação pela ploidia Presente em abelhas. Constituição cromossômica: Sexo feminino: 2n (rainha e operárias). Sexo masculino: n (zangão). Explicação: partenogênese http://pt.slideshare.net/emanuelbio/alelobiose-19451595 Determinação pela temperatura Presente em alguns répteis (tartarugas). Temperatura e o sexo: Ovos em altas temperaturas geração de fêmeas. Ovos em baixas temperaturas geração de machos. AULA 7 – HERANÇA LIGADA AO SEXO Experimento de Morgan Estudo com mosca-de-fruta (Drosophila melanogaster) Analisou a cor dos olhos da mosca. Variedades: olhos brancos ou olhos vermelhos. http://image.frompo.com/59dc0bfd9f11b4863c1176459b78 75cc Genes, genótipos e fenótipos nas moscas-de-frutas Genes: XB olhos vermelhos Xb olhos brancos Genótipos e Fenótipos: XB XB fêmea de olhos vermelhos XB Xb fêmea de olhos vermelhos Xb Xb fêmea de olhos brancos XB Y macho de olhos vermelhos Xb Y macho de olhos brancos HERANÇA E SEXO Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 8 – HERANÇA LIGADA AO SEXO EM HUMANOS Daltonismo Herança recessiva ligada ao sexo. Incapacidade de enxergar ou distinguir uma ou algumas cores primárias (vermelho, azul ou verde). Tipos: Absoluto: o indivíduo percebe apenas duas das três cores primárias; Relativo: o indivíduo percebe as três cores primárias, mas tem certa dificuldade de distingui- las. Genes: XD visão normal para cores Xd daltonismo Genótipos e Fenótipos: XD XD mulher normal para o daltonismo XD Xd mulher normal para o daltonismo Xd Xd mulher daltônica XD Y homem normal para o daltonismo Xd Y homem daltônico Hemofilia Herança recessiva ligada ao sexo. Dificuldade de coagulação do sangue podendo levar o indivíduo à morte por hemorragias incontroláveis. OBSERVAÇÃO: Na hemofilia tipo A, há dificuldade na produção da globulina anti-hemofílica . O tratamento com fator VIII a partir de plasma de outro humano. Genes: XH normal para hemofilia Xh hemofilia Genótipos e Fenótipos: XH XH mulher normal para a hemofilia XH Xh mulher normal para a hemofilia Xh Xh mulher hemofílica XH Y homem normal para a hemofilia Xh Y homem hemofílico Raquitismo hipofosfatêmico Herança dominante ligada ao sexo. Também chamada de raquitismo resistente à vitamina D. Genes: XF raquitismo hipofostatêmico Xf normal para o raquitismo Genótipos e Fenótipos: XF XF mulher com raquitismo XF Xf mulher com raquitismo Xf Xf mulher normal XF Y homem com raquitismo Xf Y homem normal AULA 10 – HERANÇA PARCIALMENTE, RESTRITA, INFLUENCIADA E LIMITADA AO SEXO Herança parcialmente ligada ao sexo Os alelos localizam-se na porção homóloga do Y em relação ao cromossomo X. Exemplo: alteração pigmentar (sarcoma de Caposi) Herança restrita ao sexo Os alelos localizam-se na porção não homóloga do Y em relação ao cromossomo X. Conhecida como herança holândrica. Exemplo: gene SRY Herança influenciada pelo sexo Trata-se de uma herança autossômica, porém, a expressão do fenótipo é influenciada pelos hormônios sexuais. Exemplo: calvície humana Genes: C calvície c não calvície Genótipos Fenótipos CC Homens e mulheres calvos Cc Homem calvo e mulher não calva cc Homens e mulheres não calvos Herança limitada ao sexo É uma herança autossômica, porém, sua manifestação é limitada a apenas um dos sexos. Exemplo: tamanho dos seios nas mulheres. 2ª LEI DE MENDEL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Estudando duas características simultaneamente Mendel passou a observar a transmissão de duas características das ervilhas simultaneamente. A proporção 9:3:3:1 Proporção fenotípica encontrada no cruzamento entre dois di-híbridos. Explicação: a meiose AaBb x AaBb AB AB gametas Ab Ab aB aB ab ab AULA 2 – EXPERIMENTOS DE MENDEL SOBRE DI-HIBRIDISMO Características observadas nas ervilhas Cor da semente: Amarela V Verde v Textura da semente: Lisa R Rugosa r 2ª LEI DE MENDEL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 https://thinkbio.files.wordpress.com/2012/02/f22-19.jpg 2ª LEI DE MENDEL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 3 – OBTENDO PROPORÇÕES GENOTÍPICAS E FENOTÍPICAS DE FORMA SIMPLES E RÁPIDA Dica! Fazer os cruzamentos para característica observada de maneira separada e, na sequência, multiplicar as proporções obtidas para cada caráter. Justificativa Na 2ª Lei, as características segregam-se independentemente. Características observadas nas ervilhas Cor da semente: Amarela V Verde v Textura da semente: Lisa R Rugosa r Cruzamento entre di-híbridos VvRr X VvRr Cor da semente: Vv x Vv Gametas: V e v Cruzamentos: VV, Vv, Vv vv Textura da semente: Rr x Rr Gametas: R e r Cruzamentos: RR, Rr, Rr, rr Proporções fenotípicas: Ervilhas amarelas e lisas amarela (3/4) x lisa (3/4) = 9/16 Ervilhas amarelas e rugosas amarela (3/4) x rugosa (1/4) = 3/16 Ervilhas verdes e lisas verde (1/4) x lisa (3/4) = 3/16 Ervilhas verdes e rugosas verde (1/4) x rugosa (1/4) = 1/16 Proporção: 9 : 3 : 3 : 1 AULA 6 – SEGREGAÇÃO INDEPENDENTE E O POLI- HIBRIDISMO O estudo de múltiplos caracteres Mendel, após aplicar a sua 2ª Lei, passou a estudar três características simultaneamente. Poli-hibridismo: estudo de múltiplas características simultaneamente. Determinando o número de tipos de gametas Aplicação da potenciação: 2n n número de pares heterozigotos no genótipo do indivíduo. Exemplos: Aabb 1 par heterozigoto 21 = 2 tipos diferentes de gametas (Ab e ab); AaBbCC 2 pares heterozigotos 22 = 4 tipos diferentes de gametas (ABC, AbC, aBC e abC); aabb 0 par heterozigoto 20 = 1 tipo de gameta (ab); AULA 8 – A MEIOSE E A 2ª LEI DE MENDEL Observando a disposição dos genes nos cromossomos Considere um organismo di-híbrido hipotético com 2n = 4. Fazendo a análise de duas características em segregação independente (2ª Lei de Mendel): A meiose e a proporção de 25% para cada tipo de gameta 2ª LEI DE MENDEL Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 http://altamirsouza.blogspot.com.br/2012_01_01_archive.html LINKAGE Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – O EXPERIMENTO DE MORGAN E O LINKAGE Os trabalhos de Morgan Thomas Morgan, EUA, 1901. Material utilizado para estudo: mosca-de-frutas (Drophila melanogaster). Analisou a herança de duas características: o cor do corpo: Cinza (P) ou Preto (p); o tipo de asa: Longa (V) ou vestigial (v); Encontrou uma proporção fenotípica na F2 diferente da encontrada na 2ª Lei de Mendel. Cruzamentos http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/genes-em- linkage-cruzamentos-teste-ajudam-a-localizar-genes.htm Explicação de Morgan Se os genes para as duas características estiverem em pares de cromossomos diferentes (2ª lei de Mendel) a proporção entre os gametas será: 1 : 1 : 1 : 1. Caso contrário, se a proporção for diferente de 1 : 1 : 1 : 1, significa dizer que os pares de genes estão ligados (LINKAGE) em um mesmo par de cromossomos. http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/linkage.j pg AULA 2 – A MEIOSE E OS GAMETAS NO LINKAGE Meiose sem crossing-over ou permutação http://images.slideplayer.com.br/3/1271430/slides/slide_13. jpg Meiose com crossing-over ou permutação LINKAGE Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia2/nucleo1 4.php AULA 3 – DIFERENCIANDO LINKAGE DE 2ª LEI DE MENDEL A 2ª lei de Mendel Estudo de duas características simultaneamente. O di-híbrido AaBb: Produz 4 tipos diferentes de gametas em igual proporção (1/4 AB; 1/4 Ab; 1/4 aB; 1/4 ab); Os pares de genes estão localizados em pares de cromossomos homólogos diferentes; Cruzando-se um di-híbrido com um duplo- recessivo a proporção será: 1 : 1 : 1 : 1. Veja: AaBb x aabb 1/4 AaBb, 1/4 Aabb; 1/4 aaBb; 1/4 aabb. Linkage Estudo de duas características simultaneamente. O di-híbrido AaBb: Produz 4 tipos diferentes de gametas em proporções diferentes; Gametas parentais (produzidos em maior percentual) e gametas recombinantes (produzidos em menor percentual); Os pares de genes estão localizados em um mesmo par de cromossomos homólogos; Cruzando-se um di-híbrido com um duplo- recessivo a proporção não será: 1 : 1 : 1 : 1. Veja: AaBb x aabb 2 genótipos com maior percentual e outros 2 genótipos com menor percentual. AULA 5 – A ORDEM DOS GENES NOS CROMOSSOMOS Disposição dos genes nos cromossomos http://www.mundoeducacao.com/biologia/linkage.htm Como saber se um indivíduo AaBb é cis ou trans Basta saber quais são seus gametas parentais. Lembre-se: os gametas parentais são aqueles produzidos em maior percentual, pois são produzidos quando há e quando não há permutação entre os cromossomos homólogos. LINKAGE Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 7 – MAPAS GÊNICOS Obtendo a distância entre os genes em Linkage Alfred Sturtevant Discípulo de Thomas Morgan; Os genes estão dispostos de maneira linear nos cromossomos; A frequência da permutação reflete e equivale à distância dos genes nos cromossomos. Cálculo da frequência ou taxa de permutação ou recombinação T.P. = % dos gametas recombinantes INTERAÇÃO GÊNICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – INTERAÇÃO E EXPRESSÃO GÊNICA: VISÃO GERAL Conceito de interação gênica: Tipo de herança genética em que dois ou mais pares de genes, situados em pares de cromossomos homólogos diferentes, somam seus efeitos na determinação de uma dada característica. http://pt.slideshare.net/nunocoelho77/hereditariedade- interao-gnica Tipos de interações gênicas: Simples; Epistasia; Complementar; Quantitativa ou Poligênica. AULA 2 – INTERAÇÃO GÊNICA SIMPLES Experimento sobre a crista de galináceos: Realizado Bateson e Punnet. Variações da crista: noz, rosa, ervilha e simples. http://www.infoescola.com/genetica/interacao-genica/ Alelos: R/r E/e Cruzamentos: http://www.uel.br/pessoal/rogerio/genetica/respostas/pratic a_09.html http://atualbiologia.com.br/wp- content/uploads/2013/12/Figura_126.jpg http://www.uel.br/pessoal/rogerio/genetica/respostas/pratic a_09.html INTERAÇÃO GÊNICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – EPISTASIA: VISÃO GERAL Conceito: Tipo de interação gênica em que um par de genes bloqueia ou inibe a expressão ou ação do outro par gênico. Par inibidor: epistático Par inibido: hipostático Tipos de epistasia: Dominante: presença de pelo manos um alelo dominante no par epistático (A _ _ _); Recessivo: ocorre quando o par epistáticoé homozigoto recessivo(aa _ _). AULA 5 – EPISTASIA DOMINANTE A cor da plumagem em galináceos e a proporção 13:3 Pares de alelos envolvidos: C penas coloridas; c penas brancas; I inibe produção de pigmentos; i permite a produção de pigmentos. Genótipos e fenótipos: I _ _ _ plumagem branca; ii cc plumagem branca; ii C _ plumagem colorida; Cruzamento entre di-híbridos (IiCc x IiCc): I _ _ _ 3/4 x 4/4 = 12/16 plumagem branca; ii cc 1/4 plumagem branca; ii C _ 1/4 x 3/4 plumagem colorida; Proporção: 13 : 3 AULA 7 – EPISTASIA RECESSIVA A cor da pelagem em ratos e a proporção 9:3:4 Pares de alelos envolvidos: A pelagem aguti; a pelagem preta; C permite a produção de pigmentos; c inibe produção de pigmentos. Genótipos e fenótipos: C_ A _ pelagem aguti; C_aa pelagem preta; cc _ _ pelagem branca. Cruzamento entre di-híbridos (CcAa x CcAa): C_ A _ 3/4 x 3/4 = 9/16 pelagem aguti; C_aa 3/4 x 1/4 = 3/16 pelagem preta; cc _ _ 1/4 x 4/4 = 4/16 pelagem branca. Proporção: 9 : 3 : 4 AULA 9 – HERANÇA COMPLEMENTAR Conceito: Tipo de interação gênica em que a manifestação de um fenótipo depende da presença de pelo menos um alelo dominante em cada par de alelos do genótipo. A cor da flor de ervilhas e a proporção 9:7 Genótipos e fenótipos: A_B_ flores púrpuras; A_bb flores brancas; aaB_ flores brancas; aabb flores brancas. Cruzamento entre di-híbridos (AaBb x AaBb): A_B_ 3/4 x 4/4 = 12/16 flores púrpuras; A_bb 3/4 x 1/4 = 3/16 flores brancas; aaB_ 1/4 x 3/4 = 3/16 flores brancas; aabb 1/4 x 1/4 = 1/16 flores brancas. Proporção: 9 : 7 AULA 11 – HERANÇA QUANTITATIVA OU POLIGÊNICA Conceito: Tipo de interação gênica que envolve dois ou mais pares de genes com efeito aditivo ou cumulativo, pois cada gene contribui para a expressão do fenótipo. INTERAÇÃO GÊNICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 A cor da pele em humanos: Pares de alelos envolvidos: A mais melanina; a menos melanina; B mais melanina; b menos melanina. Genótipos e classes fenotípicas: AABB negro; AaBB, AABb mulato escuro; AaBb, AAbb, aaBB mulato médio; Aabb, aaBb mulato claro; aabb branco. Dicas! 1) Para determinar o número de classes fenotípicas: Equivale ao número de genes envolvidos + 1 2) Para determinar a contribuição de cada alelo aditivo: Valor do fenótipo máximo - valor do fenótipo mínimo / número de alelos Utilização do triângulo de Pascal: Utilizado para saber a proporção dentre as classes fenotípicas no cruzamento entre híbridos. Exemplo: AaBb x AaBb Número de alelos = 4 Número de classes fenotípicas = 5 (este valor equivale a linha do triângulo de Pascal) CITOGENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – CENTRÔMERO E TIPOS DE CROMOSSOMOS As constrições São regiões visíveis como pontos de estrangulamento em cromossomos espiralados ou condensados. O centrômero Corresponde a constrição primária do cromossomo. Tipos de cromossomos quanto à posição do centrômero * Fonte: http://www.estudopratico.com.br/wp- content/uploads/2013/12/tipos-de-cromossomos.jpg AULA 2 – EXPRESSÃO GÊNICA E DIFERENCIAÇÃO CELULAR Conceito: A expressão gênica refere-se ao processo em que a informação codificada em um gene (segmento específico do DNA) é decodificada em uma proteína. Em outras palavras... Genótipo decodificação Fenótipo Objetivos da regulação da expressão gênica: Em unicelulares: permite ajustes às mudanças ambientais; Em multicelulares: regula a programação genética do desenvolvimento embrionário e diferenciação. Como a célula controla a expressão gênica? Ativando ou inativando regiões do cromossomo onde estão os genes; Controlando o processamento do transcrito primário; Ativando ou não as proteínas produzidas. A diferenciação celular: Permite a formação de células com relação direta entre forma e função; CITOGENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Importante: quanto maior o grau de diferenciação celular menor a capacidade multiplicativa e regenerativa da célula. AULA 3 – HERANÇA GENÉTICA MITOCONDRIAL O que é? É a herança de distúrbios codificados por genes contidos no DNA mitocondrial. Uma doença causada por mutação no DNAmt é herdada exclusivamente da mãe. Assim, apenas as mulheres podem transmitir as doenças mitocondriais, passando as mutações para toda a sua prole de ambos os sexos. No entanto essa transmissão não parece ser tão simples, pois a expressão de alguns genes nucleares, cujo mecanismo ainda é obscuro. As doenças caracterizam-se mais frequentemente por miopatias e encefalopatias, problemas dos músculos e do cérebro, respectivamente. Por que somente a mãe é capaz de transmitir a herança mitocondrial para a sua prole? As mitocôndrias são todas de origem materna, pois ao penetrar o óvulo, o espermatozoide transmitirá apenas os cromossomos, pois a sua quantidade significativa de mitocôndrias foi perdida junto com o flagelo, que é perdido no momento da fecundação. Já as células que os seres humanos se desenvolvem é materna e possuem todas as suas organelas, inclusive a mitocôndria e seu DNA. Algumas doenças mitocondriais Alzheimer: perda progressiva da capacidade cognitiva. Oftalmoplegia crônica progressiva: Paralisia dos músculos dos olhos. Distonia: Movimentos anormais envolvendo rigidez muscular. Síndrome de Leigh: perda progressiva da habilidade motora e verbal. É potencialmente letal na infância. Atrofia óptica de Leber: perda temporária ou permanente da visão em decorrência de danos ao nervo óptico. Síndrome MERRF: A epilepsia mioclônica com fibras rotas vermelhas, também conhecida como síndrome MERRF (do inglês: Myoclonic Epilepsy with Ragged Red Fibers) é uma doença mitocondrial que provoca alterações do metabolismo energético celular e atinge tanto homens como mulheres. Promove o desequilíbrio entre a necessidade de energia e a eficiência da oxidação e fosforilação da fibra muscular e também atinge o sistema nervoso central. A Síndrome MELAS (encefalopatia mitocondrial): Acidose láctica e episódios tipo AVC – acidente vascular cerebral). Atassia: perda progressiva da coordenação motora, levando à dificuldade na realização de movimentos voluntários. As doenças do neurônio motor (MND, sigla do inglês) são um grupo de enfermidades neurobiológicas que afetam seletivamente neurônios motores, as células que controlam a atividade muscular voluntária, incluindo a fala, o caminhar, a respiração, a deglutição e o movimento geral do corpo. AULA 4 – MUTAÇÕES GÊNICAS: ORIGENS E CONSEQUÊNCIAS Conceito de mutação: É uma alteração do material genético de um indivíduo. Tipos de mutações: Gênica: alteração do gene, devido a mudanças na frequência de bases nitrogenadas. Cromossômica: mudança no número ou na estrutura dos cromossomos. É também conhecida como aberração. Origens das mutações: Espontâneas: causadas por erros metabólicosdurante a duplicação do DNA ou na divisão celular. Induzidas: são provocadas por substâncias químicas ou por radiação. Consequências das mutações: Em células somáticas: não é transmitida aos descendentes por processos sexuados. Pode levar a formação de câncer em um indivíduo. Em células germinativas: leva a formação de gametas alterados e possíveis descendentes com mutações. Pode levar à formação de variabilidade genética, interferindo na adaptação e possível evolução da espécie. AULA 5 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS: EUPLOIDIAS CITOGENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Conceito: São alterações em lotes haploides inteiros de cromossomos. Origem: Resultado de falhas na separação cromossômica durante a divisão celular. Consequências: Em humanos: aborto Em vegetais: poliploidização (3n, 4n, 6n...) com produção de variedades mais vigorosas. AULA 6 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS: ANEUPLOIDIAS Conceito: Tipo de mutação que leva à perda ou ganho de cromossomos. Origem: A partir da não-disjunção das cromátides irmãs durante a divisão celular. Tipos: Quanto à perda ou ganho de cromossomos: o Trissomia: acréscimo de um cromossomo. Representação: 2n+1 o Monossomia: perda de um cromossomo. Representação: 2n-1 Quanto aos cromossomos: o Aneuploidias autossômicas: acréscimo ou perda de um cromossomo autossomo. Exemplos: síndromes de Down, Edwards e Patau. o Aneuploidias sexuais: acréscimo ou perda de um cromossomo sexual. Exemplos: síndromes de Turner, Klinefelter, Duplo X, Duplo Y e Ausência do X. AULA 7 – ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS ESTRUTURAIS Conceito: São alterações na estrutura dos cromossomos levando a perda, ganho ou duplicação de genes. Origem: Durante os eventos de duplicação do DNA ou no crossing- over (permutação na meiose). Tipos: Deficiência ou deleção: perda de um pedaço do cromossomo. Duplicação: formação de um segmento adicional no cromossomo. Inversão: quebra do cromossomo em dois pontos seguida de solda das partes com as extremidades trocadas. Translocação: troca de segmentos entre cromossomos não-homólogos. AULA 8 – ERROS INATOS DO METABOLISMO Conceito: São alterações metabólicas causadas por mutações gênicas que levam a distúrbios ou doenças. Fenilcetonúria (PKU): Incapacidade de produzir uma enzima que converte o aminoácido fenilalanina em tirosina. Galactosemia: Deficiência de uma enzima do metabolismo da galactose que não permite que esta seja transformada em glicose. GENÉTICA DE POPULAÇÕES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – GENÉTICA DE POPULAÇÕES E A EVOLUÇÃO BIOLÓGICA Conceito: A genética de populações é responsável pelo estudo da distribuição e frequência dos alelos que determinam certa característica em uma população. População em equilíbrio: É definida como aquela que mantém a mesma frequência de seus alelos ao longo das gerações. Fatores que alteram a frequência gênica: Cruzamentos preferenciais; Oscilação ou deriva gênica; Migração; Mutação gênica; Seleção natural. AULA 2 – A LEI DE HARDY-WEINBERG A Lei de Hardy-Weinberg: Uma população está em equilíbrio quando ela é numerosa, panmítica, não está sujeita a migrações nem a mutações e não sofre influência da seleção natural Teorema de Hardy-Weinberg e o estudo da frequência gênica e genotípica: Para uma dada característica genética com herança com dominância completa, temos: Alelos: A, a Genótipos: AA, Aa, aa Cálculo das frequências dos alelos: f(A) = número de alelos A / número total de alelos f(a) = número de alelos a / número total de alelos Concluímos que: f(A) + f(a) = 1 ou 100% Cálculo das frequências dos genótipos: f(AA) = número de genótipos AA / número total de indivíduos da população f(Aa) = número de genótipos Aa / número total de indivíduos da população f(aa) = número de genótipos aa / número total de indivíduos da população Concluímos que: f(AA) + f(Aa) + f(aa) = 1 ou 100% Utilizando variáveis, temos: f(A) = p f(a) = q; f(AA) = pxp = p2 f(Aa) = pxq +qxp = 2pq f(aa) = qxq = q2 Concluímos que: p + q = 1 p2 + 2pq + q2 = 1 http://sti.br.inter.net/rafaas/biologia-ar/genetica.htm BIOTECNOLOGIA E ENGENHARIA GENÉTICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E CONCEITOS BÁSICOS Conceitos: Biotecnologia: conjunto de técnicas que utilizam seres vivos ou partes deles para a produção de produtos de interesse para a humanidade. Engenharia genética: é a tecnologia de manipulação do DNA. AULA 2 – MELHORAMENTO GENÉTICO E SELEÇÃO ARTIFICIAL Melhoramento genético: Emprego de técnicas para aperfeiçoar espécies de interesse. Seleção artificial: Seleção de variedades com melhores desempenhos Exemplos: Agropecuária: Seleção de raças de gado para corte e para produção de leite Agricultura: Produção de variedades de milho, soja e feijão mais resistentes e com maior teor de nutrientes. AULA 3 – ENGENHARIA GENÉTICA: A MANIPULAÇÃO DE GENES Conceitos básicos: Enzimas de restrição: são também chamadas de endonucleases de restrição fragmentam o DNA em pontos específicos. São as tesouras moleculares. Sítios-alvos: pontos de corte das enzimas de restrição. São sequências de bases nitrogenadas específicas. Fonte: http://educacao.globo.com/biologia/assunto/genetica/celula s-tronco.html Eletroforese em Gel: técnica de separação de fragmentos de DNA formados após a ação das enzimas de restrição. Consiste no arrastamento dos fragmentos em placa com gel de agarose de acordo com sua eletronegatividade e peso molecular. Fonte: https://quimicaline.wordpress.com/tag/agarose/ Tecnologia do DNA recombinante: técnica de multiplicação de um certo fragmento de DNA (gene) utilizando plasmídio bacteriano para enxerto. BIOTECNOLOGIA E ENGENHARIA GENÉTICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Biotecnologia/recombi nacao.jpg Técnica da PCR: reação em cadeia da polimerase. Consiste em três etapas: desnaturação; síntese de novas fitas (necessário primer, nucleotídeos e polimerases disponíveis); renaturação; e hibridização. Fonte: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Biotecnologia/PCR.gif AULA 4 – FINGERPRINT, PROJETO GENOMA HUMANO E TERAPIA GÊNICA Fingerprint: a impressão digital do DNA A técnica: Utilização de VNTR (Variable Number of Tandem Repeats) em determinado gene. Como o número de repetições dessas bases (entre 15 e 20), em cada gene, é altamente variável na população. Assim, o VNTR é semelhante a uma impressão digital. Aplicações; Teste de paternidade (famoso exame de DNA). Genética forense (identificação de cadáveres e de criminosos). Utilização de VNTR (Variable Number of Tandem Repeats) em determinado gene. BIOTECNOLOGIA E ENGENHARIA GENÉTICA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Projeto Genoma Humano (PGH); reconhecendonossos genes Início: final da década de 1980; Fim: 26/06/2000 Objetivo: mapear todos os genes humanos; Custo inicial: U$ 3 bilhões Terapia gênica: a cura pelo DNA Substituição de genes defeituosos por genes normais; Aplicações: tratamento da hemofilia, fibrose cística e distrofia muscular. AULA 6 – CLONAGEM E TRANSGENIA Clonagem Técnica: Biotecnologia de reprodução que utiliza células somáticas para produzir novos indivíduos geneticamentes idênticos (clones). Procedimento: Fonte: http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=5316 Conclusões: DNA nuclear = ovelha da cara branca. DNA mitocondrial = ovelha da cara preta. Transgenia: Técnica: Biotecnologia de de desenvolvimento de organismos geneticamente modificados por meio da introdução de um gene de um indivíduo no DNA de outro de espécie diferente. Procedimento: seleção do gene de interesse; introdução em um plasmídio bacteriano; introdução do gene no indivíduo selecionado; formação do OGM (organismo geneticamente modificado); produção da proteína desejada. Aplicações: Agricultura: maior resistência e produtividade. Medicina: produção de hormônios humanos. AULA 7 – CÉLULAS TRONCO: UMA ALTERNATIVA PARA BIOMEDICINA O que são células-tronco? São células capazes de se renovarem e possuem a capacidade de se diferenciarem em muitas categorias de células. Células-tronco embrionárias Obtidas na fase de blástula, a partir da massa celular ou embrioblasto. São totipotentes, ou seja, diferenciam-se em qualquer tipo celular. Células-tronco adultas Obtidas após quatro ou mais semanas de desenvolvimento embrionário. São multipotentes, ou seja, também se diferenciam em muitos tipos celulares, porém é menos versátil. Células-tronco induzidas Células adultas que sofrem reprogramação viral e tornam- se totipotentes. ORIGEM DA VIDA Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL E HISTÓRICO Criacionismo Defende a imutabilidade dos seres vivos e explicação divina para o surgimento destes. Evolucionismo Defende a adaptação dos seres vivos e o surgimento de diferentes formas a partir dos conceitos de evolução e seleção natural. Abiogênese Defende a formação de seres vivos a partir da matéria bruta em conjunto com “força ativa”. Biogênese Defende a formação dos seres vivos a partir de seres vivos pré-existentes. Histórico Jan B. Helmont: Defendia a Abiogênese e gerou conceitos sobre a formação de seres vivos a partir da matéria bruta e força ativa. Francesco Redi: Defendia a Biogênese e demonstrou o experimento com larvas de mosca e carne. John Needhan: Demonstrou o experimento concordante com a Abiogênese, onde microrganismos surgiam espontaneamente de um caldo nutritivo. Lazzaro Spallanzani: Refez o experimento de Needhan, fechando hermeticamente o caldo nutritivo e gerando a conclusão em defesa da Biogênese. Louis Pasteur: Demonstrou o experimento do caldo nutritivo de forma definitiva para a defesa da Biogênese. AULA 2 – ORIGEM DO UNIVERSO E DA VIDA Origem do Universo- Big Bang Há 20 bilhões de anos atrás, uma massa extremamente compacta explodiu e gerou diversos fragmentos que, sob as leis da gravidade e do resfriamento, geraram os primeiros elementos químicos e massas de grande calor, como o Sol. A liberação de calor e matéria destes corpos gerou os primeiros planetas. Origem da Vida Aleksander I. Oparin: Um dos primeiros estudiosos que gerou a hipótese de como pode ter surgido vida no planeta. Ele supôs os principais gases da atmosfera primitiva, CH4, NH3, H2 e H2O, que a partir das reações com descargas elétricas frequentes e a grande quantidade de raios ultravioletas (U.V.) geraram as primeiras moléculas orgânicas complexas. As moléculas complexas geraram agregados com películas de água, gerando os coacervados membranosos. A obtenção de energia fermentativa enriqueceu a atmosfera com CO2 e a complexidade molecular aumentou, gerando o material genético primitivo e as primeiras formas de reprodução celular. O CO2 também conferiu um ambiente favorável aos primeiros autótrofos, que, portanto, enriqueceram a atmosfera com O2, tornando o ambiente propício para o aparecimento dos primeiros heterótrofos. Stanley Miller: realizou o experimento laboratorial que corroborou com a hipótese gerada por Oparin. Sidney Fox: realizou o experimento a partir das moléculas orgânicas geradas no experimento de Miller, onde conseguiu produzir moléculas como proteínas e bases nitrogenadas. EVOLUÇÃO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL A evolução é o processo de modificação dos seres vivos de forma a manterem-se adaptados ao ambiente. É assunto de embate e levanta diversas dúvidas acerca do assunto. Dentre elas: Os organismos se adaptam? Não, eles são adaptados ou não ao ambiente em que estão inseridos independentemente de sua escolha. O homem veio do macaco? Não, homem e macaco possuem um ancestral comum. Existem organismos mais evoluídos que outros? Não, existem organismos mais complexos que outros, ou organismos mais bem adaptados a determinado ambiente que outros. Evolucionismo e ateísmo são sempre relacionados? Não, existem vários evolucionistas que relacionam a intervenção divina para explicar a evolução. AULA 2 – EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO Homologia e Analogia A homologia é o conceito que explica uma mesma origem evolutiva entre indivíduos ou órgãos de indivíduos, por exemplo o braço humano e a nadadeira de uma baleia. Já a analogia é o conceito que compara semelhantes funções para características de origem evolucionária distinta, como a asa de um morcego e a asa de um besouro. Evidências da Evolução I) Fósseis: Vestígios de vida primitiva que foram sedimentados milhares de anos atrás. II) Anatomia comparada: ramo que compara órgãos homólogos e auxilia no entendimento da evolução. III) Embriologia comparada: ramo que compara o desenvolvimento embrionário de diferentes seres vivos, buscando semelhanças que auxiliam no entendimento da evolução. IV) Constituição molecular: ramo que estuda conceitos de genômica, transcriptômica e proteômica, analisando características molecvulares em comum que auxiliem no entendimento da evolução. V) Órgãos vestigiais: órgãos reduzidos ou ausentes em determinados seres vivos, mas que possuem relação funcional em outros, reunindo semelhanças que permitem entender os mecanismos da evolução. AULA 3 – NOÇÃOES DE PALEONTOLOGIA Ramo da Biologia que compreende o estudo dos fósseis, de forma a conectar vidas passadas às atuais por meio dos estudos evolutivos, geográficos, ecológicos e geológicos. Os fósseis são restos ou vestígios que evidenciam a vida passada, sendo importante evidência da evolução. Podem ser preservados totalmente (partes moles são preservadas) ou parcialmente (somente partes duras preservadas). Os vestígios, como pegadas, são também denominados iconofósseis. AULA 4 – LAMARCKISMO E DARWINISMO J. B. Lamarck Naturalista francês que propôs duas ideias regendo o processo de evolução, ambas refutadas. I) Lei do uso e desuso: órgãos e membros serão melhor desenvolvidos se frequentemente usados, e mais atrofiados e ausentes se pouco usados. II) Herança dos caracteres desenvolvidos: as características que foram adquiridas durante a vida dos indivíduos, são passadas para as gerações posteriores.Exemplificação de Lamarck: girafas que desenvolvem pescoços cada vez mais compridos devido ao uso. Fonte: http://www.coladaweb.com/wp- content/uploads/evolucao-lamarck.jpg C. Darwin Naturalista inglês que concretizou o principal fundamento que rege a evolução: a Seleção Natural. Neste conceito, Darwin propôs que a variabilidade já existe entre os indivíduos e os mais adaptados a determinado ambiente são selecionados como mais aptos, e, portanto, passam suas características às futuras gerações. Exemplificação de Darwin: girafas de pescoços longos são selecionadas naturalmente ao longo das gerações como mais aptas ao ambiente de árvores altas. EVOLUÇÃO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Fonte: http://www.coladaweb.com/wp- content/uploads/evolucao-darwin(1).jpg AULA 5 – TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO O Neodarwinismo complementou a teoria proposta por Darwin ao incluir os conceitos geradores das várias características já existentes nos organismos, ou seja, uniu a genética à evolução. Alguns dos conceitos que são incluídos são as mutações gênicas, a recombinação gênica, a fecundação cruzada e as migrações. Tipos de Seleção I) Estabilizadora: A pressão da seleção natural favorece as características intermediárias e elimina os extremos. II) Direcional: A pressão da seleção natural favorece uma característica em particular. III) Disruptiva ou Disjuntiva: A pressão da seleção natural favorece as características extremas e elimina os intermediários. Fonte : https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8 4/Selectiontypes-n0_images.png/188px-Selectiontypes- n0_images.png Outros tipos de seleção I) Seleção sexual: características sexuais são mais bem favorecidas que as características vantajosas à adaptação ambiental. II) Seleção artificial: seleção determinada por características impostas ao ambiente artificialmente, em geral provocadas pelo Homem. AULA 6 – GENÉTICA DE POPULAÇÃO E A EVOLUÇÃO BIOLÓGICA Conceito: A genética de populações é responsável pelo estudo da distribuição e frequência dos alelos que determinam certa característica em uma população. População em equilíbrio: É definida como aquela que mantém a mesma frequência de seus alelos ao longo das gerações. Fatores que alteram a frequência gênica: Cruzamentos preferenciais; Oscilação ou deriva gênica; Migração; Mutação gênica; Seleção natural. AULA 7 – A LEI DE HARDY-WEINBERG A Lei de Hardy-Weinberg: Uma população está em equilíbrio quando ela é numerosa, panmítica, não está sujeita a migrações nem a mutações e não sofre influência da seleção natural Em procariontes: no citoplasma; Em eucariontes: no interior dos cloroplastos. Teorema de Hardy-Weinberg e o estudo da frequência gênica e genotípica: Para uma dada característica genética com herança com dominância completa, temos: EVOLUÇÃO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Alelos: A, a Genótipos: AA, Aa, aa Cálculo das frequências dos alelos: f(A) = número de alelos A / número total de alelos f(a) = número de alelos a / número total de alelos Concluímos que: f(A) + f(a) = 1 ou 100% Cálculo das frequências dos genótipos: f(AA) = número de genótipos AA / número total de indivíduos da população f(Aa) = número de genótipos Aa / número total de indivíduos da população f(aa) = número de genótipos aa / número total de indivíduos da população Concluímos que: f(AA) + f(Aa) + f(aa) = 1 ou 100% Utilizando variáveis, temos: f(A) = p f(a) = q; f(AA) = pxp = p2 f(Aa) = pxq +qxp = 2pq f(aa) = qxq = q2 Concluímos que: p + q = 1 p2 + 2pq + q2 = 1 Fonte: http://sti.br.inter.net/rafaas/biologia-ar/genetica.htm AULA 9 – ESPECIAÇÃO Mecanismo de formação de novas espécies. Existem duas principais formas: I) Especiação Simpátrica: alterações ambientais constantes gera um acúmulo de alterações entre espécies. II) Especiação Alopátrica: indivíduos separados fisicamente por barreira ambiental. Diferentes espécies podem ser caracterizadas principalmente pela incompatibilidade de se reproduzirem e/ou gerarem descendentes férteis, ou seja, são isoladas reprodutivamente. Conceitos importantes Irradiação adaptativa: Diferentes pressões ambientais determinam diferentes adaptações de organismos que compartilham ancestral comum próximo. Convergência adaptativa: Mesmas pressões ambientais determinam características semelhantes a organismos que compartilham ancestral comum distante. AULA 10 – EVOLUÇÃO HUMANA Partiu-se da melhor adaptação à atividade arborícola, concomitante com aumento encefálico e cuidado parental. A presença de um polegar opositor, e de córtex e órgãos sensitivos mais complexos também auxiliaram para a evolução dos hominídeos. Um dos fatores sociais mais importantes para a evolução humana foi a predação, que foi aperfeiçoada graças à visão binocular, mão preênsil e expansão cortical. Tal expansão, também auxiliou em maior complexidade estrutural e social, como a linguagem e o bipedalismo, respectivamente. Principais hominídeos Fonte: http://selfdestination.com/files/2013/11/Schermafbeelding- 2013-11-20-om-11.06.17.png EVOLUÇÃO Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 As principais diferenças existentes entre o Homo sapiens sapiens e as outras espécies de hominídeos foram principalmente a maior elaboração da linguagem, comportamento e cultura. Teorias da expansão I) Estreito de Bering: passagem na Terra primitiva que permitiu o deslocamento dos hominídeos para diversos continentes. II) Transoceânica: teoria propondo primeiras pequenas navegações de hominídeos entre os continentes. AULA 11 – A ORIGEM DAS ESPÉCIES Charles Darwin, aos 22 anos, fez uma viagem a bordo do navio HMS Beagle que mudaria a história da biologia, tornando-o pai da Evolução. Darwin era naturalista e grande pesquisador botânico, paleontólogo, zoológo, etc. Em sua viagem “ao redor do mundo”, ele coletou informações e espécimes que permitiram a ele chegar às conclusões que o levaram a teoria de Seleção Natural e de ancestralidade comum. Os tentilhões, aves na região de galápagos, demonstraram a Darwin a homologia entre os organismos, mas as diferenças entre seus bicos, que foi um dos pontos chave para a teoria evolucionista. REPRODUÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – INTRODUÇÃO Reprodução: tem a função de perpetuar a espécie. O processo pode ou não envolver variabilidade genética. Variabilidade Genética: representa a mistura de material genético. AULA 2 – REPRODUÇÃO E HEREDITARIEDADE Hereditariedade Condição de semelhança genética e morfológica existente entre ancestrais (geração parental) e descendentes (geração filial). Reprodução Mecanismo ou ação que garante a hereditariedade em uma espécie biológica; Tipos: assexuada e sexuada. Vantagens de cada modalidade reprodutiva Assexuada: rápida, não necessita de parceiros e conserva integralmente a informação genética parental nos descendentes; Sexuada: viabiliza a variabilidade genética, aumenta as possibilidades genéticas para a ação dos agentes seletivos do ambiente. Desvantagens de cada modalidade reprodutiva Assexuada: não viabiliza a variabilidade genética da população, reduzindo as chances de sobrevivência de espécie frente aos fatores seletivos do ambiente; Sexuada: lenta, exige parceria e maturação de estruturas e células reprodutivas; AULA 3 – REPRODUÇÃO EM PROCARIONTES Reprodução assexuada em procariontes Divisão binária ou cissiparidade: divisão celular simples (amitose). Reprodução sexuada em procariontes Conjugação: presença de bactéria doadora de DNA (ou bactéria positiva) e de bactéria receptora de DNA (ou bactéria negativa). A bactéria receptora passa a ter uma nova composição genética, que é passada aos descendentes após a divisão binária; Transdução bacteriana: transferência de DNA de uma bactéria para outra com a ajuda de um vírus bacteriófago. A bactéria receptora do segmento de DNA torna-se geneticamente diferente do seu estado inicial, passando essa nova comibação genética para os descendentes; Transformação bacteriana: absorção de fragmentos de DNA externos que são REPRODUÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 incorporados à bactéria, tornando-se geneticamente diferente do seu estado original; AULA 4 – REPRODUÇÃO EM UNICELULARES EUCARIONTES Assexuada 1. Cissiparidade ou divisão simples: um organismo gera outros dois, clones da célula-mãe. 2. Esquizogonia ou divisão múltipla: um organismo unicelular original gera vários indivíduos. Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/16/5020409/slides/slide_6. jpg Sexuada Conjugação: Troca de material genético entre dois indivíduos. Por conterem carioteca, os eucariontes trocam seus micronúcleos que depois compõem o macronúcleo, aumentando assim a variabiliadade genética. AULA 5 – REPRODUÇÃO SEXUADA EM PLURICELULARES 1: ALGAS TALÓFITAS E FUNGOS Conceitos básicos Gametas: células haploides especializadas na reprodução; quanto à morfologia e mobilidade dos gametas, temos: isogamia (mesmo tamanho e amos são móveis), heterogamia (possuem tamanhos diferentes, mas ambos são móveis), e oogamia (tamanhos diferentes e apenas o masculino é móvel); Fecundação: encontro dos gametas. É dividida em: fertilização (fusão das membranas plasmáticas dos dois gametas) e cariogamia ou anfimixia (fusão nuclear); Zigoto: célula diploide originada após a fecundação; Reprodução sexuada em algas talófitas A reprodução sexuada em algas pluricelulares faz parte do ciclo de vida chamado haplodiplobionte; Reprodução sexuada em algas com talos haploides. Exemplo: Ulva lactuca. Reprodução sexuada em algas com talos diploides. Exemplo: Laminaria sp. Núcleo Esquizonte Células-filhas REPRODUÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Reprodução sexuada em fungos pluricelulares A reprodução sexuada em fungos pluricelulares faz parte do ciclo de vida denominado haplobionte haplonte; Exemplos: cogumelos Amanita pantherina (basidiomiceto), bolor-de-pão Rhizopus (zigomiceto) e trufas (ascomiceto). AULA 6 – REPRODUÇÃO SEXUADA EM PLURICELULARES 2: PLANTAS Visão geral da reprodução sexuada em plantas Presente no ciclo de vida haplodiplobionte; Gametófito (n): produz gametas por mitose; Briófitas e Pteridófitas possuem oogamia (oosfera e anterozoide) Briófitas e Pteridófitas Dependência da água para fecundação; Zigoto e embrião formam-se no arquegônio. Gimnospermas e Angiospermas Independência da água para fecundação; Presença de grão de pólen e tubo polínico. REPRODUÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 AULA 7 – REPRODUÇÃO SEXUADA EM PLURICELULARES 3: ANIMAIS Visão geral da reprodução sexuada em animais Os animais apresentam ciclo de vida haplobionte diplonte com meiose gamética, ou seja, utilizada para a produção de gametas; Nos animais há oogamia, onde o gameta masculino, chamado espermatozoide é pequeno e flagelado, enquanto o gameta feminino, chamado óvulo, é grande e imóvel; Há espécies animais dioicas, como macho e fêmeas distintos, e espécies monoicas, ou seja, seres bissexuados ou hermafroditas; Quanto a fecundação: pode ser do tipo autofecundação (exclusiva de espécies monoicas) ou fecundação cruzada (podendo ocorrer tanto em monoicos quanto em dioicos). Quanto ao local da fecundação e desenvolvimento embrionário Animais ovulíparos: liberam seus gametas na água, sendo a fecundação e o desenvolvimento externos; Animais ovíparos: possuem fecundação interna e desenvolvimento externo (no interior de um ovo com casca); Animais ovovivíparos: possuem fecundação e desenvolvimento internos, porém no interior de um ovo com casca; Animais vivíparos: possuem fecundação e desenvolvimento internos, porém o filhote mantém-se vinculado diretamente à mãe. A partenogênese e a pedogênese A partenogênese caracteriza-se como uma modalidade reprodução em que o óvulo não fecundado dá origem a um embrião haploide. Ocorrem em algumas espécies de insetos e répteis. AULA 8 – REPRODUÇÃO ASSEXUADA EM PLURICELULARES Multiplicação Vegetativa: Diferenciação de estruturas vegetativas. Ex: cenoura, batata Proliferação vegetativa: desenvolvimento de rizoma em folhas e raízes. Acontece em angiospermas. Gemulação: formação de novos organismos a partir de gemas de caules (estolhos). Ex: Boldo. Estrobilização: formação de estróbilos a partir do desprendimento de um organismo principal. Ex: pólipos e medusas. Brotamento: formação de um broto a partir do organismo original, com ou sem desprendimento. Ex: poríferos Fragmentação: formação espontânea ou acidental de novos indivíduos a partir do original. Ex: fungos Partenogênese: formação de novos indivíduos (haploides) a partir de mitoses diversas em núcleo gamético não fecundado. Ex: abelhas REPRODUÇÃO E VARIABILIDADE GENÉTICA Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 5 Apomixia: desenvolvimento de embrião no ovário a partir de célula somática do óvulo sem união de gametas. Acontece em angiospermas. AULA 9– CICLOS DE VIDA Ciclo diplobionte ou diplonte: Organismos diploides tem fase duradoura, e a fase haploide (haplofase) caracteriza- se por gametas formadores de organismos diploides. Comum em animais. Ciclo haplobionte ou haplonte: Organismos haploides tem fase duradoura, e a fase diploide (diplofase) caracteriza-se por organismo que, por meiose, gera organismos diploides. Comum em alguns fungos e algas. Ciclo haplodiplobionte ou haplodiplonte ou metagênese: Organismos diploides e haploides alternam- se durante o ciclo, por isso também é chamado de alternância de gerações. Comum de plantas. VISÃO GERAL E CONCEITOS DE ECOLOGIA Copyright © 2014 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL A Ecologia: Ramo da Biologia que estudaas interações entre os seres vivos e destes com o ambiente em que vivem. 1869, Ernest Haeckel cria o termo Ecologia: Do grego, "oikos = casa" Subdiviões da Ecologia: Sinecologia: estudo das comunidades biológicas; Auto-Ecologia: estudo das relações de uma única espécie (ou população) com seu meio. AULA 2 – CONCEITOS IMPORTANTE DE ECOLOGIA População: Conjunto de indivíduos de uma determinada espécie biológica que vive em um determinado lugar e em um dado período de tempo. Espécie: conjunto de seres vivos semelhantes que ao se intercruzarem, naturalmente, geram descendentes férteis. Comunidade ou biocenose: Conjunto de todas as populações que se encontram em interação em um dado lugar e em um período de tempo. Habitat: Local (espaço) onde vive uma determinada espécie. Biótopo: Conjunto de fatores químicos e físicos presentes no habitat de uma certa comunidade. Ecossistema: Conjunto formado pelos fatores abióticos (biótopo) e pela comunidade biológica (biocenose) em interação. Nicho ecológico: Conjunto de características que, juntas, definem uma população. Ecótone: Zona de transição entre dois ou mais ecossitemas. Bioma: Grande ecossistema dotado de clima, flora e fauna típicos. Biosfera: Conjunto formado por todos os ecossistemas presentes em nosso planeta. MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – OS COMPONENTES BIÓTICOS DOS ECOSSISTEMAS Quanto ao modo de obtenção do alimento: Produtores: São seres autotróficos (fotossintetizantes ou quimiossintetizantes). Produzem matéria orgânica (alimento) por meio de reações químicas da matéria inorgânica, utilizando uma fonte de energia. Bactérias: bactérias, cianobactérias, algas e plantas. Consumidores: São seres heterotróficos que se alimentam de maneira completa ou parcial de outros seres vivos. Exemplos: bactérias, protozoários, fungos e animais. Classificados em: primários, secundários, terciários, quaternários. Os primários são ditos herbívoros; já os demais, são carnívoros. Decompositores: São seres heterotróficos que agem sobre a matéria orgânica de seres mortos, transformando- a em matéria inorgânica. Exemplos: bactérias e fungos. AULA 2 – OS COMPONENTES ABIÓTICOS DOS ECOSSISTEMAS Conceito: São fatores físicos e químicos que compõem o ecossistema; Também chamado de biótopo. Componentes físicos: Luz solar; Radicação solar; Calor (temperatura); Umidade; Pressão (variação na altitude). Componentes químicos: Salinidade; pH (grau de acidez); Disponibilidade de nutrientes. AULA 3 – CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES Cadeia alimentar: Conceito: sequência linear de seres vivos associados de acordo com seus hábitos alimentares. Observação: Cada elo da cadeia alimentar é chamado de nível trófico, sendo: 1º nível trófico: produtor; 2º nível trófico: consumidor primário; 3º nível trófico: consumidor secundário; ... Último nível trófico: decompositores Exemplos: http://pt.depositphotos.com/34657907/stock-illustration- food-chain.html Teia alimentar: Conceito: rede interligada de cadeias alimentares. Observação: em uma teia alimentar pode ocorrer de um certo consumidor assumir mais de um nível trófico. Ele é dito onívoro. http://alvinhouau.blogspot.com.br/2015/02/exercicios- sobre-teia-alimentar-6-e-7.html MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – FLUXO DE MATÉRIA E ENERGIA Introdução: Ao longo de uma cadeia limentar ocorre a transferência de matéria e energia entre os níveis tróficos. Parte da matéria orgânica é utilizada como fonte de energia. http://aulasdebiologiamilton.blogspot.com.br/2010/08/ola- pessoal-estou-postando-o-1-texto.html Conclusões: O fluxo de matéria é cíclico; O fluxo de energia é unidirecional e decrescente. AULA 5 – AS PIRÂMIDES ECOLÓGICAS Conceito: São representações gráficas de alguns parâmetros observados em uma cadeia alimentar Montagem de uma pirâmide ecológica: Cada nível tróficoé indicado por um retângulo de altura fixa e base variável; O retângulo da base representa os produtores e os demais, os consumidores. Os decompositores não são representados. Tipos de pirâmides ecológicas: Números: reprsenta a quantidade de indivíduos em cada nível trófico; http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecolo gia7.php Biomassa: representa a soma das massas corpóreas dos indivíduos em cada nível trófico; http://www.mundoeducacao.com/biologia/piramides- ecologicas.htm Energia: representa a energia (em calorias) disponível para o próximo nível tórfico. http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecolo gia8.php Pirâmides invertidas: São situações em que o retângulo da base apresenta-se mais estrito que o retângulo superior (consumidores primários); http://www.sobiologia.com.br/conteudos/bio_ecologia/ecolo gia7.php http://images.slideplayer.com.br/7/1857382/slides/slide_20. jpg Tão situação sá não verificada em pirâmides de energia, pois a quantidade reletiva de nergia tende a diminuir a cada nível trófico (ver o conceito de fluxo de energia). MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 6 – EFICIÊNCIA OU PRODUTIVIDADE ECOLÓGICA Conceito: Representação da porcentagem de energia transferida de um nível trófico para outro, em uma cadeia limentar. A transferência média é 10%, mas: é menor, nos herbívoros devido à baixa digestão da celulose; é maior, nos carnívoros devido à melhor digestão e absorção dos alimentos. https://djalmasantos.wordpress.com/2011/04/09/testes- sobre-cadeias-e-teias-alimentares-24/ AULA 7 – CICLOS BIOGEOQUÍMICOS: VISÃO GERAL E CICLO DA ÁGUA Visão geral: Os ciclos biogeoquímicos representam os processos de transferência de matéria (substâncias químicas) entre os seres vivos (bio) e o ambiente (geo). Ciclo da água ou hidrológico: Ciclo biológico ou grande: passagem de água pelos seres vivos; Ciclo curto ou pequeno: sem a participação de seres vivos. http://www.ebah.com.br/content/ABAAABCnoAE/ciclos- biogeoquimicos AULA 8 – CICLO DO CARBONO E CICLO DO OXIGÊNIO Visão geral do ciclo do carbono: Forma inorgânica disponível no ambiente para os seres vivos: CO2 Retirada do CO2 do ambiente: fotossíntese e quimiossíntese Devolução do CO2 para o ambiente: respiração, decomposição e combustão Importância biológica do carbono: esqueleto básico das substãncias orgânicas Importância ecológica do CO2: efeito estufa que possibilitou o aumento da diversidade biológica Problema associados ao CO2: aquecimento global devido ao seu excesso na atmosfera. http://professornandao.blogspot.com.br/2014/05/ciclo-do- carbono.html Visão geral do ciclo do oxigênio: Forma inorgânica disponível no ambiente para os seres vivos: O2 Retirada do O2 do ambiente: respiração, decomposição e combustão Devolução do O2 para o ambiente: fotossíntese Importância biológica do oxigênio: oxidação da glicose na respiração celular aeróbica Importância ecológica do O2: formaçãoda camada de ozônio Problema associados ao O2: buraco na camada de ozônio e probelmas de pele. MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 AULA 9 – CICLO DO NITROGÊNIO Visão geral do ciclo do nitrogênio: Forma inorgânica disponível no ambiente para os seres vivos: N2 (78% do total da atmosfera) Importância biológica do nitrogênio: presente em substâncias orgânicas como proteínas e ácidos nucléicos. Detalhes do ciclo do nitrogênio: N2 não é absorvido diretamente pela maioria dos seres vivos. Participação de bactérias em praticamente todas as etapas de trasnformação do nitrogênio. Etapas do ciclo: fixação nitrificação assimilação decomposição (amonificação) desnitrificação. AULA 10 – CICLO DO FÓSFORO, CÁLCIO E ENXOFRE Visão geral do ciclo do fósforo: É um ciclo basicamente terrestre. Importância biológica do fósforo: composição do DNA, RNA e ATP Assimlição: fosfatos liberados da erosão das rochas Retorno: decomposição Visão geral do ciclo do cálcio: É um ciclo basicamente terrestre. Importância biológica do cálco: composição de ossos e carapaças Assimlição: liberados da erosão das rochas calcárias Retorno: deposição no solo a partir de seres mortos. Visão geral do ciclo do enxofre: É um ciclo basicamente terrestre. Importância biológica do fósforo: presente em aminoácidos e proteínas Assimlição: originados da decomposição de compostos sulfurados Retorno: decomposição MATÉRIA E ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 5 Importância ecológica: reação dos gases SO2 e SO4 com a água na atmosfera formação das chuvas ácidas danos à agricultura e monumentos públicos. AULA 11 – O SOLO E SUAS PROPRIEDADES Origem do solo: Intemperismo: conjunto de processos mecânicos, químicos e biológicos que ocasionam a desintegração e a decomposição das rochas. Componentes do solo: Sistema dinâmico que envolve: Nutrientes minerais; Detritos; Organismos consumidores de detritos. Solo fértil: É aquele que possui quantidades razoáveis de minerais como N, P, K, Mg e S, porosidade e boa retenção de água. Problemas relacionados ao solo: Lixiviação: é o processo de perda dos minerais do perfil do solo, causado pela "lavagem" promovida pelas chuvas torrenciais e pela infiltração de água no solo. Soluções para correção de problemas do solo: Adubação: é a prática agrícola que consiste no fornecimento de adubos ou fertilizantes ao solo, de modo a recuperar ou conservar a sua fertilidade. Irrigação: é uma técnica utilizada na agricultura que tem por objetivo o fornecimento controlado de água. Drenagem: escoamento de águas de terreno excessivamente úmido por meio de tubos, valas, fossos etc. instalados na superfície ou nas camadas subterrâneas. DINÂMICA DAS POPULAÇÕES E COMUNIDADES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL População Conjunto de indivíduos da mesma espécie que ocupa um determinado espaço em dado um período de tempo. Densidade populacional Relação existente entre o número de indivíduos de uma população e a área ou volume ocupado por esta. Fatores que influenciam a densidade populacional Natalidade (N) - número de nascidos em dado período; Mortalidade (M) - número de mortes em dado período; Imigração (I) - número de indivíduos que chegam em uma população; Emigração (E) - número de indivíduos que deixam uma população. http://pt.slideshare.net/fabriciozw/dinamica-populacional AULA 2 – CURVAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL http://desconversa.com.br/biologia/biologia-relacoes- ecologicas-e-dinamicas-de-populacoes/ Curva em J: Curva de crescimento exponencial devido a ausencia de fatores de resistencia ambiental. Representa um crescimento hipotético cujas condições ambientais são ideais. Curva em S: Curva de crescimento real, resultado do potencial biótico (curva em J) menos os fatores de resistencia do meio ambiente. Fatores que regulam o crescimento populacional: disponibilidade de espaço; disponibilidade de alimento; clima; alterações na estrutura do ecossistema; predatismo; parasitismo; competição intraespecífica; competição interespecífica. AULA 3 – CURVA DE CRESCIMENTO POPULACIONAL HUMANO Evolução biológica e cultural humana: homem caçador-coletor; da vida nômade às primeira civilizações; cultura, ciências e medicina; consequências do crescimento excessivo. Estratégias para o controle do crescimento excessivo: planejamento familiar; métodos contraceptivos; movimento migratórios para regiões de baixa densidade. AULA 4 – RELAÇÕES ECOLÓGICAS: VISÃO GERAL Conceito: Interações entre seres vivos de uma comunidade. DINÂMICA DAS POPULAÇÕES E COMUNIDADES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Tipos de interações ecológicas: Quanto aos seres envolvidos: Intraespecífica: ocorre entre indivíduos da mesma espécie; Interespecífica: ocorre entre indivíduos de espécies diferentes. Quanto ao resultado da interação ecológica: Harmônica: ocorre benefício mútuo (+,+); benefício parcial sem prejuízo do outro (+,0); sem prejuízos mútuos (0,0). Desarmônica: ocorre banafício parcial com prejuízo para o outro (+,-); prejuízo mútuo (-,-). AULA 5 – RELAÇÕES ECOLÓGICAS: INTRAESPECÍFICAS Relações harmônicas: a) Colônia: Benefício mútuo (+,+); Dependência anatômica entre os participantes; A separação pode levar à morte dos participantes; Pode ser: o Isomorfa: associados são morfologicamente semelhantes. Ex.: corais o Heteromorfa: associados são morfologicamente diferentes. Ex.: caravela- portuguesa b) Sociedade: Benefício mútuo (+,+); Independência anatômica entre os participantes; Organização cooperativa; Pode ser: o Regular - com divisão de trabalho. Ex.: cupins, abelhas e formigas. o Irregular - sem divisão de trabalho. Ex.: cardume de peixes. c) Reunião: Benefício mútuo (+,+); Independência anatômica entre os participantes; É um agrupamento temporário; Ex.: crocodilos Relações desarmônicas: a) Competição intraespecífica: Prejuízo coletivo (-,-); Disputa por alimento, espaço ou acasalamento; Ex.: a maioria das espécies b) Canibalismo: Prejuízo coletivo (-,-); Um indivíduo ataca, mata e se alimenta de outro da mesma espécie; Ex.: gafanhotos, aranha viúva-negra, ratos AULA 6 – RELAÇÕES ECOLÓGICAS: INTERESPECÍFICAS HARMÔNICAS a) Mutualismo ou simbiose: Benefício mútuo (+,+); Dependência anatômica entre os participantes; Coexistência obrigatória; Ex.: liquens (fungos + algas) / herbívoros e protozoários / homem e microbiota intestinal b) Protocooperação: Benefício mútuo (+,+); Independência anatômica entre os participantes; Coexistência não-obrigatória; Ex.: jacaré e pássaro-palito / gado e pássaro anu / caranguejo-eremita e anêmona-do-mar c) Comensalismo: Benefício parcial (+,0); Um indivíduo alimenta-se dos restos alimentares deixados por outro sem prejudicá-lo; Ex.: tubarão e rêmoras / leões e hienas. d) Inquilinismo: Benefício parcial (+,0); Um indivíduo utiliza outro como abrigo ou suporte sem prejudicá-lo; Ex.: peixe fierasfer e pepino-do-mar e) Epifitismo: Benefício parcial (+,0); Uma planta utiliza outra como abrigo ou suporte sem prejudicá-la; É muito comum em florestas fechadas onde há disputa por luz; Ex.: árvores e bromélias f) Foresia: Benefício parcial (+,0); Um associado utiliza o outro como meio de transporte sem prejudicá-lo; Ex.: mamíferos e carrapicho. DINÂMICA DAS POPULAÇÕES E COMUNIDADES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 7 – RELAÇÕES ECOLÓGICAS: INTERESPECÍFICAS DESARMÔNICAS a) Competição interespecífica: Prejuízo coletivo (-,-); Ocorre sobreposição de nichos ecológicos (“Princípio de Gause”) Disputa por alimento ou espaço; Ex.: gafanhoto e gado b) Predatismo ou predação: Benefício parcial com prejuízo do outro (+,-); Um indivíduo ataca, mata e se alimenta de outro de espécie diferente; A espécie beneficiada é denominada predadora e a prejudicada, presa; Adaptações do predatismo: mimetismo, camuflagem e aposematismo Ex.: leões e zebras / gaviões e cobras. c) Herbivorismo ou herbivoria: Benefício parcial com prejuízo do outro (+,-); Um animal utiliza um vegetal como fonte de alimento; Ex.: gafanhotos e plantas / gado e plantas Obs: Segundo a classificação atual, quando um herbívoro alimenta-se do vegetal por completo é herbivorismo, quando alimenta-se parcialmente denomina-se parasitismo e quando o alimento é a semente, predatismo. d) Parasitismo: Benefício parcial com prejuízo do outro (+,-); Uma espécie (parasita) vive as custas de outra (hospedeiro) causando-lhe prejuízos; Tipos de parasitas: o Endoparasitas: homem e tênia o Ectoparasitas: gado e carrapatos o Hemiparasitismo: parasita parcialmente dependente do hospedeiro. o Holoparasitismo: parasita completamente dependente do hospedeiro. e) Esclavagismo ou sinfilia: Benefício parcial com prejuízo do outro (+,-); Uma espécie utiliza outra como escravo para sua necessidades. Ex.: formigas e pulgões. f) Amensalismo: Benefício parcial com prejuízo do outro (+,-) ou ausência de banefício com prejuízo para o outro (0,-). Uma espécie (amensal) produz e secreta substâncias que são tóxicas a outras espécies. Ex.: maré-vermelha / fungo Penicillium e bactérias. AULA 8 – RELAÇÕES ECOLÓGICAS: MIMETISMO, CAMUFLAGEM E MIMECRIA Camuflagem: Ocorre quando uma espécie se confunde com o meio físico onde vive. Tipos: Homocromia: semelhança na cor. Exemplo: gafanhoto; Homomorfia: semelhança pela forma. Exemplo: bicho-pau. Mimetismo: Ocorre quando uma espécie se assemelha a outra que vive em seu meio. Exemplo: borboleta-coruja. Mimecria: Ocorre quando uma espécie se assemelha a outra pela cor ou cheiro. Exemplo: falsa-coral. AULA 9 – SUCESSÃO ECOLÓGICA Conceito: Sequência de mudanças pelas quais passa uma comunidade ao longo do tempo. Tipos de sucessão ecológica: Primária: é aquela que tem início em um ambiente virgem ou inóspito. Exemplos: rocha nua / duna de areia. Secundária: é aquela que tem início em um ambiente anteriormente colonizado e que preserva condições mínimas para o reestabelecimento de uma comunidade. Exemplos: campo de cultivo abandonado / floresta após queimada Etapas de sucessão ecológica: I. Ecese: invasão do meio ambiente descolonizado por organismos pioneiros. Exemplos: líquens (sucessão primária) e gramíneas (sucessão secundária). II. Sere: período de alterações rápidas na comunidade, alterando consideravelmente o ambiente. III. Climáx: fase de estabilidade e maturidade da comunidade, ou seja, com poucas alterações na estrututa do ambiente. DINÂMICA DAS POPULAÇÕES E COMUNIDADES Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 AULA 10 – SUCESSÃO ECOLÓGICA: ANÁLISE DE EVENTOS ECESE SERE CLÍMAX PB (PRODUTIVIDADE BRUTA) pequena aumenta gradualmente elevada PL (PRODUTIVIDADE LÍQUIDA) elevada diminui gradualmente pequena BIOMASSA pequena aumenta gradualmente elevada BIODIVERSIDADE pequena aumenta gradualmente elevada TAXA RESPIRATÓRIA pequena aumenta gradualmente elevada RELAÇÃO P/R (PRODUÇÃO/RESPIRAÇÃO) maior que 1 aproxima-se a 1 igual a 1 ESTABILIDADE pequena aumenta gradualmente elevada NÍVEIS TÓFICOS E RELAÇÕES ECOLÓGICAS pequena aumenta gradualmente elevada BIOMAS TERRESTRES E AQUÁTICOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Conceito de biomas: Grandes ecossistemas dotados de fatores bióticos e abióticos típicos. Biomas terrestres: Mundiais; Brasileiros. Biomas aquáticos: Marinhos; Água doce. AULA 2 – BIOMAS TERRESTRES MUNDIAIS (PARTE I) Tundra; Latitudes elevadas na região norte do planeta; Solo quase que completamente congelado; Clima: inverno (rigoroso; aproximadamente 10 meses de duração; temperatura extremamente baixa) e verão (curto; temperaturas positivas); Flora: musgos, líquens e plantas herbáceas; Fauna: ursos-polares, caribus, renas e lemingues. Taiga: Localização: hemisfério norte, ao sul da Tundra; Clima: frio, com neve no inverno. Flora: pinheiros e angiospermas decíduas; Fauna: linces, lebres, raposas, roedores e aves. Floresta temperada; Localização: hemisfério norte, ao sul da Taiga; Clima: quatro estações bem definidas. Flora: estratificada e decídua; Fauna: veados, javalis, raposas, esquilos e corujas. Campos e Estepes: Campos: Localização: América do Norte; Clima: quatro estações bem definidas. Flora: plantas herbáceas; Fauna: mamíferos herbívoros. Estepes: Localização: regiões temperadas e subtropicais; Clima: quatro estações bem definidas. Flora: plantas herbáceas; Fauna: manadas em transição, roedores e répteis. AULA 3 – BIOMAS TERRESTRES MUNDIAIS (PARTE II) Chaparral: Localização: Sul da Europa e norte da África; Clima: Mediterrâneo (inverno ameno e chuvoso; verão quente e seco); Flora: plantas resistentes a incêndios (arbustos); Fauna: animais de hábitos noturnos e com pequeno porte (insetos, roedores e répteis). Savanas: Localização: África e Austrália; Clima: tropical sazonal com inverno seco; Flora: possui 2 estratos (arbóreo e herbáceo); Fauna: elefantes, girafas e leões. Desertos; Localização: Norte da África, Sul da Europa e Austrália; Clima: seco, com baixíssima pluviosidade e elevada amplitude térmica; Flora: vegetação esparsa adaptada ao clima seco; BIOMAS TERRESTRES E AQUÁTICOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Fauna: baixa biodiversidade (roedores, raposas e répteis). Floresta tropical; Localização: América do Sul, África e sudoeste da Ásia; Clima: tropical úmido. Flora: exuberante e estratificada; Fauna: rica e diversificada. AULA 4 – BIOMAS TERRESTRES BRASILEIROS (PARTE I) Amazônia; Localização: AC, AM, PA, RO, AP e RR; Clima: tropical úmido(elevadas temperaturas e pluviosidade). Flora: densa e estratificada (plantas higrófitas) Fauna: rica e diversificada. Pantanal: Localização: MT e MS; Clima: tropical úmido. Flora: adaptada a solos encharcados; Fauna: rica e diversificada (jacarés, capivaras, ariranha e onça pintada). Mata Atlântica: Localização: faixa costeira do RN ao RS; Clima: tropical úmido (elevadas temperaturas e pluviosidade). Flora: exuberante e arbórea (pau-brasil, ipê-roxo); Fauna: rica e diversificada (macacos e aves). Manguezal: Localização: faixa estreita paralela ao litoral; Clima: tropical litorâneo Flora: poucas espécies com adaptações à falta de O2, salinidade e solo lodoso; Fauna: crustáceos e peixes. AULA 5 – BIOMAS TERRESTRES BRASILEIROS (PARTE II) Cerrado: Localização: MG, G, MT, MS, TO e SP; Clima: tropical sazonal com inverno seco; Solo ácido, arenoargiloso e pobre em nutrientes; Flora: barbatimão, copaíba, ipê-amarelo; Fauna: gambás, ariranhas, cuícas, tamanduá- bandeira. Pampas ou campos sulinos: Localização: RS; Clima: subtropical com as 4 estações bem definidas Flora: herbáceas (gramíneas); Fauna: jaguatirica, onça-pintada, sagui, ema. Caatinga: Localização: PI, CE, MA, RN, PB, PE, BA, AL, SE e MG.; Clima: semi-árido com chuvas escassas; Flora: plantas xeromorfas (cacto, mandacarú, xique-xique, palma, juazeiro, barriguda) Fauna: répteis, roedores e aves.. Mata das araucárias: Localização: PR, SC e RS; Clima: temperado; Flora: arbórea (pinheiro-do-paraná) e arbustiva (samambaia); Fauna: tamanduá, caxinguelê, jacutinga. Mata dos cocais: Localização: MA, PI, PA e TO; Clima: equatorial úmido; tropical semi-úmido; e tropical semi-seco; Flora: palmeiras, açaizeiros e carnaubeiras; Fauna: arara-vermelha, gavião-rei, paca e jacu. AULA 6 – BIOMAS AQUÁTICOS: BIOMAS MARINHOS Características gerais: Estável; Poucas influências das variações climáticas; Baixa variação na temperatura da água; Divisão didática: Região litorânea; Região oceânica; Região litorânea: Infralitoral: permanente coberta de água; Mesolitoral: região de entremáres; Supralitoral: normalmente não é coberta por água. Região oceânica: Quanto à disponibilidade de luz: BIOMAS TERRESTRES E AQUÁTICOS Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Zona fótica (0 a 200 metros de profundidade); Zona afótica (acima de 200 metros de profundidade); Quanto às comunidades marinhas: Plânctons: microrganismos carregados pela correnteza da água (fitoplâncton e zooplâncton); Néctons: organismos que nadam livremente; Bentos: organismo que vivem no assoalho marinho (podem ser sésseis ou errantes). AULA 7 – BIOMAS AQUÁTICOS: AMBIENTES DE ÁGUA DOCE Características gerais: Baixo teor de sais dissolvidos na água; Instável; Sofre variações em sua estrutura de acordo com mudanças climáticas (volume, pH e temperatura); Classificação quanto ao movimento da massa de água: Águas paradas: lagos e lagoas; Águas correntes: rios. Águas paradas (lênticas): Distribuição da comunidade quanto à luminosidade e disponibilidade de nutrientes: Zona litorânea: ótima iluminação; Zona Limnética: distrófica e eutrófica; Zona profunda: afótica e rica em decompositores e animais detritívoros. Águas correntes (lóticas): Divisão quanto ao curso da água: Região inicial: curso rápido; Região média: velocidade média da água e margeada por vegetação; Região final: água turva e rica em sedimentos. IMPACTOS E PROBLEMAS AMBIENTAIS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – AGRESSÕES À BIOSFERA E A POLUIÇÃO Agressões à Biosfera Produção de lixo; Eliminação de poluentes; Queimadas; Desmatamentos. Poluição e poluentes Poluição: Introdução de qualquer material ou energia (calor) em quantidades que provocam alterações indesejáveis no ambiente. Poluentes: Resíduo produzido em um ecossistema não adaptado a ele ou que não o que suporta nas quantidades em que é produzido. AULA 2 – INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS Conceitos básicos Espécie nativa: é também chamada de espécie endêmica ou local. Espécie exótica: foi introduzida em um ambiente onde normalmente não é encontrada. Impacto ambiental causado Aumento excessivo da população exótica e redução de espécies nativas; Alterações na estrutura das cadeias alimentares; Redução da biodiversidade local. AULA 3 – DESMATAMENTO E EXTINÇÃO DE ESPÉCIES Por que desmatar? Extração vegetal; Obtenção de madeira; Áreas para a agricultura; Formação e expansão das cidades; Queimadas naturais ou propositais. Consequências Desproteção do solo Lixiviação: ação conjunta da água das chuvas e do vento que retiram as camadas superficiais do solo; Erosão: retirada das camadas superficiais do solo; Assoreamento: redução da lâmina de água dos rios, lagoas e lagos pelo aumento do depósito de areia trazida pela lixiviação. Extinção de espécies endêmicas Redução da biodiversidade. AULA 4 – POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA (PARTE I) Quanto aos poluentes Primários: Partículas sólidas, metano, monóxido de carbono, gás carbônico, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e clorofluorcarbonos. Secundários: Ozônio, ácido sulfúrico e ácido nítrico. Poluição por partículas sólidas Poluentes: Poeira, sílica fuligem e pó de carvão. Consequências Distúrbios respiratórios; Problemas visuais. Metano e gás carbônico: Metano (CH4): Originado do vulcanismo, extrativismo mineral, do metabolismo de animais ruminantes, bactérias e arqueobactérias. Gás carbônico (CO2): Originado da respiração, decomposição e combustão. Consequências Intensificação do efeito estufa; Aquecimento global; AULA 5 – POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA (PARTE II) Monóxido de carbono Origem: Produzido em queimadas e na queima de combustíveis fósseis. Impacto ambiental: Asfixia, devido à combinação estável com a hemoglobina. Dióxidos de enxofre e nitrogênio Origem: Queima de combustíveis fósseis. IMPACTOS E PROBLEMAS AMBIENTAIS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Impacto ambiental: reações com a água presente na atmosfera gerando os ácidos sulfúrico (H2SO4) e nítrico (HNO3) formando as chuvas ácidas. Clorofluorcarbonos (CFC) e o Ozônio (O3) Origem CFC: gás de grande capacidade de compressão; O3: a partir de reações fotoquímicas entre oxigênios. Impactos ambientais CFC: reage com O3 das camadas mais altasd a atmosfera formando o buraco na camada de ozônio; O3: quando está na troposfera é tóxico, causando lesões na pele, olhos e sistema respiratório. AULA 6 – POLUIÇÃO DA ÁGUA Redução dos mananciais dos rios Principais complicadores Desmatamentos; Assoreamento das nascentes. Eutrofização Conceito: Fornecimento excessivo de nutrientes para um ambiente aquático, capaz de causar modificações na comunidade e tornar a água imprópria para consumo. Tipos: Natural; Antrópica (poluição). Sequência dos eventos: AULA 7 – MAGNIFICAÇÃO TRÓFICA OU BIOACUMULAÇÃOConceito Incorporação de substâncias não-biodegradáveis cadeias alimentares levando à sua bioacumulação. Exemplos Bioacumulação de inseticidas como DDT (DicloDifenilTricloroetano) e organoclorados. Bioacumulação de metais pesados como chumbo e mercúrio. Bioacumulação de materiais radioativos. AULA 8 – O PROBLEMA DO LIXO Visão geral Lixo é o resultado da atividade humana. Tipos básicos de lixo: Orgânico; Inorgânico. Quanto à origem do lixo Doméstico: lixo produzido nas residências; Público: lixo produzido em áreas comuns (ruas, praças); Hospitalar: lixo gerado nos hospitais; Industrial: lixo gerado pela atividade industrial; Eletrônico: sucata eletrônica; Nuclear: descartes das usinas nucleares. Destinos do lixo Lixão a céu aberto; Aterro controlado; IMPACTOS E PROBLEMAS AMBIENTAIS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Aterro sanitário; Incineração; Compostagem; Tratamento especial. A política dos 3R´s Reduzir a produção de lixo; Reutilizar materiais do lixo; Reciclar materiais coletados, transformando em outros objetos de utilidade pública. A coleta seletiva Importância da reciclagem Social; Ambiental; Econômica. AULA 9 – AGROECOLOGIA Conceito: Estudo da agricultura com um olhar ecológico, ou seja, preocupado com a preservação e a redução de impactos ambientais gerados pela prática agrícola; Características: Visa maximizar a produção agrícola, porém não esquecendo pontos importantes: o Ser ambientalmente sustentável; o Ser economicamente eficiente; o Ser socialmente justa. Ganhou espaço e força a partir de 1970. Leva em consideração: o A dinâmica da natureza; o O cultivo sem agrotóxicos; o O respeito aos limites do solo. Agroecologia x Agronegócio: Entende-se por agronegócio, à junção de diversas atividades produtivas que estão diretamente ligadas à produção e subprodução de produtos derivados da agricultura e pecuária. A agroecologia tem por objetivo apresentar alternativas viáveis para os empresários do agronegócio de tal forma a respeitar os limites de exploração do solo e outros recursos naturais. IMPACTOS E PROBLEMAS AMBIENTAIS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 AULA 10 – GRANDES DESASTRES AMBIENTAIS NO MUNDO Histórico: 1954: a Doença de Minamata – ilha localizada no Sudoeste do Japão passou a presentar casos de uma doença causada pela presença de mercúrio na água; 1960: o Mar de Aral – lago de água salgada localizado na Ásia Central, que sofreu constantes retiradas de água para dessalinização e consumo humano, levando a redução do volume de água e biodiversidade local; 1976: Nuvem de dioxina em Seveso – explosão de uma fábrica de produtos químicos no Norte da Itália, levando à morte de animais e intoxicação humana; 1978: Love Canal – toneladas de lixo enterrado na década de 1940 começaram a borbulhar do solo da cidade de Nova Iorque. 1979: Three Mile Island – desastre com a usina nuclear na Pensilvânia (EUA) levando a liberação de material radiativo; 1984: Bhopal – acidente em uma fábrica de pesticidas na Índia, lançando no ambiente cerca de 45 toneladas de isocianato de metila (utilizado na fabricação de DDT), levando a morte de aproximadamente 15.000 pessoas; 1986: Chernobyl – desastre nuclear na Ucrânia, onde um dos reatores da usina explodiu enviando grande quantidade de radiação para a Rússia e outros países da Europa. Quantidade incalculável de mortes, passando a ser considerado o pior desastre ambiental no mundo. 1989: o Exxon Valdez – navio petroleiro encalha nas águas do Alasca e liberou 10,8 milhões de galões de óleo nas águas; 1991: Chuva negra no Kuwait – Saddam Hussein ordenou a explosão de poços de petróleo na região do Kuwait que queimaram por cerca de 7 meses; 1999: Usina Nuclear de Tokaimura – desastre em uma usina de processamento de urânio, devido a exposição de material radioativo à população local. AULA 11 – GRANDES DESASTRES AMBIENTAIS NO BRASIL Histórico: 1984: incêndio na Vila Socó, em Cubatão (SP) – rompimento de ductos subterrâneos de transporte de gasolina da Petrobrás; 1987: Césio 137 em Goiânia (GO) – descarte irregular de material radioativo feito por um hospital que resultou na contaminação de diversas pessoas; 2000: vazamento de óleo na Baía de Guanabara (RJ) – depósitos da Petrobrás liberaram cerca de 1,3 milhão de litro de óleo; 2000: vazamento de óleo em Araucária (PR) – Usina Getúlio Vargas da Petrobrás liberou cerca de 4 milhões de litros de óleo; 2003: rompimento de barragem em Cataguases (MG) – liberação de 520.000 m3 de rejeitos e soda cáustica em rios; 2007: rompimento de barragem em Miraí (MG) – vazamento de 2.280.000 m3de água e argila (usada na lavagem da bauxita); 2011: deslizamento de terra na região serrana do Rio de Janeiro (RJ) – crescimento de favelas de forma desorganizada em solo instável; 2011: vazamento de óleo na Bacia de Campos (RJ) – liberação de 3,7 mil barris de óleo pela multinacional estadunidense Chevron; 2015: Incêndio na UltraCargo (SP) – liberação de efluentes líquidos no leito de rios que desaguam em estuários da região de Santos. 2015: Rompimento de barragem em Mariana (MG) – rompimento da barragem da empresa Samarco com liberação de 62.000.000 m3 de rejeitos levando a danos aos rios da região. AULA 12 – NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO Histórico: 1934: Primeiro Código Florestal Brasileiro por meio do Decreto 23.793; 1965: Atualização do Código Florestal Brasileiro criado em 1934, por meio da Lei 4.771; 1996 a 2012: Elaboração, votação e implantação do Novo Código Florestal Brasileiro, por meio da Lei 12.651. Principais regras do Novo Código Florestal Brasileiro: Onde e de que forma o território brasileiro pode ser explorado; Determinar áreas de vegetação nativa que devem ser preservadas; Determinar as regiões legalmente autorizadas a receber os diferentes tipos de produção rural. Áreas de preservação: Áreas de Preservação Permanente (APP´s): têm por objetivo preservar locais frágeis como beira de rios, topos morros e encostas que não podem ser desmatados; Reserva Legal (RL): representa a porcentagem de cada propriedade ou posse rural que deve ser preservada, variando de acordo com a região ou bioma. CONCEITOS BÁSICOS DE PROGRAMA DE SAÚDE Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL DE PROGRAMAS DE SAÚDE Saúde Segundo a OMS, é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doenças. Determinantes da saúde Biologia humana; Ambiente; Estilo de vida; Assistência médica. Principais complicadores da saúde Degradação ambiental; Doenças fisiológicas; Doenças parasitárias. AULA 2 – HOSPEDEIRO, PARASITA, PROFILAXIA E IMUNIZAÇÃO Hospedeiro Organismo que abriga outro em seu interior ou o carrega sobre si. Parasita Organismo que vive às custas de um hospedeiro, prejudicando-o. Tipos: Ectoparasita. Endoparasita. Profilaxia Mecanismos ou medidas para se evitar a propagação de doenças. ImunizaçãoAquisição de proteção imunológica contra uma doença infecciosa. Pode ser: Ativa ou passiva. Natural ou artificial. Exemplos: Vacina. Soro terapêutico. Leite materno. AULA 3 – ANTICORPOS: PROTEÍNAS DE DEFESA Visão geral do sistema imunológico Órgãos: baço, timo e linfonodos; Tecido linfático: responsável pela produção das células de defesa; Células brancas do sangue: leucócitos; Imunoglobulinas ou anticorpos: proteínas de defesa. Os anticorpos ou imunoglobulinas (Ig) Noções de imunologia Antígeno: partículas estranhas ao organismo; Toxina: substâncias produzidas por um organismo capazes de prejudicar outro organismo. Ligação antígeno-anticorpo A imunização CONCEITOS BÁSICOS DE PROGRAMA DE SAÚDE Copyright © 2015 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Ativa: o organismo produz o anticorpo após contato com o antígeno. Passiva: o organismo recebe anticorpos prontos. Vacina Soro terapêutico Contém antígenos atenuados Contém anticorpos prontos Imunização ativa Imunização passiva Prevenção Tratamento AULA 4 – ENDEMIA, EPIDEMIA E PANDEMIA Endemia Doença localizada em um espaço limitado (regional) com surtos em períodos previsíveis. Febre amarela na Amazônia. Epidemia Docnça local com potencialidade para espalhar para outras localidades, caso não controlada. Gripe aviária. Ebola. Pandemia Doença com proporção global, devido a uma evolução de uma epidemia. AIDS. Tuiberculose. PRIMEIROS SOCORROS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Neste módulo você irá aprender quais os principais procedimentos a serem tomados em situações de emergência. Ressaltamos que esse não é um guia médico, e sempre o enfoque é pedir ajuda profissional. Serviço Número Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) 192 Policia Militar 190 Corpo de Bombeiros 193 AULA 2 – AVALIAÇÃO DA VÍTIMA E PLANO DE AÇÃO Avaliação da vítima 1. Verificar consciência 2. Verificar sentidos 3. Checar respiração e pulsação 4. Verificar ferimentos mais graves (hemorragias, fraturas e lesões). Disponível em: http://pad2.whstatic.com/images/thumb/a/a7/Check-Your- Pulse-Step-1-Version-5.jpg/728px-Check-Your-Pulse-Step- 1-Version-5.jpg Plano de ação 1. Checar local 2. Pedir ajuda médica (192) 3. Cuidado da vítima 4. Manter sinais vitais. AULA 3 – ASFIXIA E AFOGAMENTO Obstrução da passagem de ar por sólidos ou líquidos, respectivamente. Agir somente se a vítima não conseguir falar e/ou respirar. Asfixia 1. Ver possibilidade de desobstrução do objeto 2. Se não respirar, tentar Manobra de Heimlich: - Pressionar entre umbigo e tórax até desobstrução 3. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Disponíveis em: http://img2.tfd.com/mk/H/X2604-H- 17.png; http://img.tfd.com/mosbycam/thumbs/500112- fx6.jpg; http://cdn- 04.independent.ie/incoming/article30496429.ece/7cb3 4/AUTOCROP/w620/app-heimlich.jpg Afogamento 1. Se a vítima não respirar, ligar para 192 e concomitantemente, fazer a Ressucitação Cardio-Respiratória (C.P.R.): - Deitar a vítima de costas - Inclinar levemente a cabeça para cima - Fechar as narinas e soprar o ar lentamente pela boca (2x) - Pressione o tórax (10x) 2. Se a vítima continuar inconsciente e sem respirar, repetir os procedimentos. Disponível em: http://2.bp.blogspot.com/- fAj9ks_q1sE/U8sHH4FywjI/AAAAAAAACBE/yGkKeopqobc /s1600/CPR_3.gif AULA 4 – ESTADO DE CHOQUE Resultado de um mau funcionamento súbito do sistema cardiovascular. A vítima fica pálida e fria, com fraqueza geral, orelhas e lábios arroxeados, pulso rápido, pupilas dilatadas, e com confusão mental. 1. Deitar a vítima de costas e afrouxar roupas PRIMEIROS SOCORROS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 2. Verificar obstrução oral 3. Elevar as pernas da vítima 4. Verificar respiração e hipotermia 5. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Disponível em: https://thumb7.shutterstock.com/display_pic_with_logo/226 3760/282032945/stock-vector-fainting-in-shock-and-first- aid-282032945.jpg AULA 5 – ENVENENAMENTO Ingestão, inalação, absorção ou injeção de substâncias tóxicas que causam injúria, debilidade ou morte. A vítima sofre de náuseas e vômitos, apresenta febre, sudorese, dores peitorais e abdominais, e pode evoluir para complicações respiratórias, cardiovasculares e nervosas. Ingestão 1. Identificar a fonte de envenenamento 2. Contatar 192 3. Não provocar, mas não impedir vômito. 4. Em caso de ingestão de drogas, manter a vítima consciente e contatar 190 (Policia Militar), se necessário. Absorção 1. Identificar a fonte de envenenamento 2. Enxaguar a região 3. Contatar 192. Inalação 1. Afastar-se da fonte 2. Contatar 192 3. Se necessário, proceder com o C.P.R. 4. Em caso de inalação de drogas, manter a vítima calma e contatar 190 (Polícia Militar), se necessário. Injeção 1. Identificar a fonte (serpentes, aranhas, insetos, etc.) 2. Em todo caso, contatar 192. No caso de vermelhidão, lavar região 3. Nunca aplicar gelo, ou estancar, ou sugar o veneno 4. Se a vítima apresentar um quadro de choque anafilático (inchaço de lábios e olhos, falta de ar), aplicar anti-histamínico. AULA 6 – FRATURA E SANGRAMENTO Fratura Rompimento ósseo, que provoca inchaço, dor e incapacidade de movimento. 1. Procure imobilizar a região com tábuas ou ataduras 2. Nunca tente endireitar o osso 3. Não agir em fraturas cervicais 4. Conter sangue no caso de fraturas expostas 5. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Sangramentos Perda de sangue devido ao rompimento de vasos 1. Deitar a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo 2. Cobrir e comprimir o local de sangramento 3. Se possível, usar gelo no local 4. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Disponíveis em: https://www.americanhunter.org/wp- content/uploads/2014/05/Bleeding1.jpg; https://mir-s3-cdn- cf.behance.net/project_modules/disp/198b025683749.560 23f4361864.png PRIMEIROS SOCORROS Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 AULA 7 – QUEIMADURA Dano às camadas da pele causado por diversas origens (sol, fogo, produtos químicos, animais, eletricidade, etc.). Queimadura de 1°grau (injúrias na epiderme) 1. Lavar ou fazer compressas frias no local de aparente vermelhidão, inchaço ou dor. Queimadura de 2°grau (injúrias na epiderme e derme) 1. Lavar locar e aplicar gazes com pomadas específicas sobre as bolhas formadas 2. Nunca furar as bolhas 3. Procurar ajuda médica. Queimadura de 3°grau (injúrias na epiderme, derme e hipoderme) 1. Contatar 192 com urgência Adendos 1. Nunca passar pasta de dentes ou manteiga sobre queimaduras 2. Nunca retirar roupas queimadas do corpo de uma vítima queimada 3. Sempre afastar a vítima da fonte de queimadura, sem que isso coloque a própria vida em risco. Se necessário, ligar para 193 (Corpo de Bombeiros). AULA 8 – CHOQUE ELÉTRICO Passagem de corrente elétrica diretamente pelo corpo. 1. Desligar ou afastar a vítima da fonte de eletricidade, mantendo sempre a própria segurança 2. Proceder com C.P.R., se necessário.3. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Disponível em: https://mir-s3-cdn- cf.behance.net/project_modules/disp/f963d55683454.5602 3e7750ca4.png AULA 9 – INFARTO Bloqueio sanguíneo nas artérias coronárias, causando dores no peito, respiração ofegante, sudorese e palidez. 1. Ligar para 192 2. Manter a vítima calma 3. Se necessário, proceder com C.P.R. Disponível em: http://www.educationalservice.net/images/2010/september/ 20100924_heart-attack.gif AULA 10 – CONVULSÃO Episódios de perda de consciência do indivíduo com o desmaio e início de série de tremores e contrações de musculatura. 1. Dar espaço à vítima 2. Afastar objetos que possam correr risco 3. Deitar a vítima de lado 4. Afrouxar as roupas e manter a calma 5. Concomitante aos procedimentos, ligar para 192. Disponível em: https://mir-s3-cdn- cf.behance.net/project_modules/disp/7ccbaf5683477. 56023e77bf668.png PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VIROSES: VISÃO GERAL Conceito Viroses são doenças causadas por vírus. Viroses transmitidas através do contato direto Resfriado comum. Gripe. Rubéola. Sarampo. Caxumba. Catapora. Varíola. Herpes. Ebola. Viroses transmitidas por água e alimentos contaminados Hepatite A. Rotavirose. Poliomielite. Viroses transmitidas por animais Raiva. Hantavirose. Febre amarela. Dengue. Febre Chikungunya. Viroses consideradas DST´s Hepatite B e C. AIDS. Condiloma acuminado Condiloma. AULA 2 – VIROSES TRANSMITIDAS POR CONTATO DIRETO – PARTE 1 Resfriado comum Agente causador: Coronavírus e Rinovírus. Sintomas: coriza e febre. Prevenção: evitar contato direto com doentes. Gripe (influenza) Agente causador: Influenza vírus. Sintomas: dores no corpo, febre e fraqueza. Prevenção: vacina, evitar contato direto com doentes. Rubéola Agente causador: Rubivírus. Sintomas: avermelhamento da pele por 3 a 5 dias. Prevenção: vacina (SRC). Sarampo Agente causador: Morbillivirus. Sintomas: Erupções avermelhadas na pele, febre e cefaleia. Prevenção: vacina (SRC). Caxumba Agente causador: Aramyxovirus. Sintomas: afeta as parótidas (inchaço). Prevenção: vacina (SRC). Catapora Agente causador: Varicela-zóster. Sintomas: febre, cefaleia, vômitos, erupções na pele com prurido. Prevenção: vacina. AULA 3 – VIROSES TRANSMITIDAS POR CONTATO DIRETO – PARTE 2 Varíola Agente causador: Pox vírus. Sintomas: febre, cefaleia, dores pelo corpo, lesões cutâneas (pústulas). Prevenção: foi erradicada no mundo após campanha de vacinação. Herpes Agente causador: Herpesvirus. Sintomas: afeta a pela mucosa oral e genital. Prevenção: evitar contato direto ou indireto com os doentes. Resfriado comum Agente causador: Coronavírus e Rinovírus. Sintomas: coriza e febre. Prevenção: evitar contato direto com doentes. Gripe (influenza) Agente causador: Influenza vírus. Sintomas: dores no corpo, febre e fraqueza. Prevenção: vacina, evitar contato direto com doentes. Ebola Agente causador: Ebola vírus. Sintomas: febre intensa e hemorragias. Prevenção: evitar contato direto com doentes. PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 AULA 4 – VIROSES: EBOLA Primeiros casos África (1976). Agente causador Ebola vírus. Reservatório natural Morcegos frugívoros. Transmissão Sangue e secreções. Tratamento Não é específico, servindo para aliviar os sintomas. Sintomas Febre súbita e hemorragias. Prevenção Evitar contato. Vacinas em teste. AULA 5 – VIROSES: GRIPE H1N1 O que é? Doença respiratória; Possui origem viral; Causada pelo vírus da família Influenza A (variação H1N1); Histórico 1918, primeiros relatos da existência do vírus no Alaska, por meio de vestígios de tecidos humanos infectados congelados; 1919, surto de muitos casos na Europa, o que ficou conhecido como a gripe Espanhola; 1931, primeiro surto de gripe em porcos; 1957, gripe asiática com um vírus modificado conhecido como H2N2. 1968, gripe de Hong Kong causada por uma outra variedade viral, o H3N2. 1977, gripe russa causada pelo vírus integral H1N1; 2009, reaparecimento do vírus H1N1 em forma de pandemia conhecida como gripe suína; 2016, vírus H1N1 modificado e com a geração de novos sintomas. Transmissão Considerada uma doença contagiosa por meio do contato com secreções respiratórias de pessoas contaminadas; Tosse, espirro e objetos contaminados; Preocupação com viajantes, pois acabam por disseminar o vírus para países e continentes diferentes. Sintomas Inicialmente, semelhante a gripe comum; Presença de febre alta, tosse, dor de cabeça e no corpo, e falta de ar. Período de incubação Entre a infecção e o início da manifestação dos sintomas, têm-se de 3 a 7 dias. Diagnóstico Sintomatologia confirmada; Coleta de secreções nasofaríngeas; Confirmação da presença do vírus; Tratamento; Tratamento Repouso; Hidratação; Medicação específica: oseltamivir e zanamivir. Prevenção Lavar bem as mãos; Evitar contato direto; Vacinação. AULA 6 – VIROSES TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS Hepatite A Agente causador: VHA (vírus da hepatite A). Sintomas: icterícia, fezes claras e lesões no fígado. Prevenção: cuidados sanitários e esterilização de objetos. Gastrenterite viral (rotavirose) Agente causador: Rotavirus. PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 3 Sintomas: vômitos, diarreia intensa e febre. Prevenção: vacina e cuidados sanitários. Poliomielite Agente causador: Poliovirus. Sintomas: fases intestinal e neurológica; paralisia infantil. Prevenção: cuidados sanitários e vacina Sabin. AULA 7 – VIROSES TRANSMITIDAS POR ANIMAIS Raiva (hidrofobia) Agente causador: Lyssavirus. Sintomas: afeta o SNC e é fatal. Prevenção: vacinação em cães. em caso de mordida, lavar com água e sabão e procurar ajuda médica. Hantavirose Agente causador: Hantavirus. Sintomas: febre alta, dores musculares e hemorragias. Prevenção: evitar contato com excreta de roedor. Febre amarela Agente causador: Flavivirus. Sintomas: icterícia, afeta rins, fígado e coração. Prevenção: vacina e controle dos mosquitos transmissores do gênero Aedes. Dengue Agente causador: Flavivirus. Sintomas: hemorragias na pele e nariz, febre e fraqueza. Prevenção: controle dos mosquitos transmissores do gênero Aedes. AULA 8 – VIROSES: DENGUE Agentes causadores Família dos Flavivirus (apresenta 4 variedades). Agentes transmissores Mosquitos do gênero Aedes (A. aegypti e A. albopictus). Situação no Brasil País tropical (alta pluviosidade). Favorece a proliferação do vetor. Sintomas Dengue clássica Febre alta. Forte cefaleia. Dores no corpo. Dengue hemorrágica Febre alta. Forte cefaleia. Dores no corpo. Vômitos. Sangramentos. Prevenção: Combater os focos de acúmulo de água.AULA 9 – VIROSES: FEBRE CHIKUNGUNYA Primeiros casos da doença 1950, Tanzânia, África. Primeiro isolamento do vírus causador da doença; 2010, São Paulo, Brasil. Primeiro registro da doença em nosso país. Agente causador (etiológico) Vírus CHIKV; Família viral: Togarividae; Característica marcante: RNA de cadeia positiva como material genético. Agente transmissor (vetor) Mosquitos do gênero Aedes; Aedes aegypti: hábitos urbanos; Aedes albopictus: hábitos rurais. Transmissão PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 4 Picada do mosquito do gênero Aedes infectado pelo vírus CHIKV. Sintomas Febre; Mal-estar; Dores no corpo; Cefaleia (dor de cabeça); Apatia e cansaço. Acometimento das articulações (especialmente na coluna vertebral). Diagnóstico Hemograma; Presença de anticorpos específicos contra o vírus; Tratamento Não específico (repouso e hidratação intensa); Evitar o consumo de AAS (ácido acetilsalicílico). Profilaxia (prevenção) Semelhante à dengue (combate ao mosquito vetor). AULA 10 – VIROSES: ZIKA Histórico 1947, Uganda, África. Primeira aparição da doença em macacos da Floresta de Zika; 1954, Nigéria, África. Primeiro registro da doença em humanos; 2007, primeiros casos da doença na Oceania; 2013, primeiros casos da doença na Europa (França); 2015, primeiros casos da doença no Brasil (Bahia e Rio Grande do Norte). Agente causador (etiológico) Vírus ZIKA; Gênero viral: Flavivírus Família viral: Flavirividae; Característica marcante: vírus encapsulado com RNA de cadeia positiva como material genético. Agente transmissor (vetor) Mosquitos do gênero Aedes; Aedes aegypti: hábitos urbanos; Aedes albopictus: hábitos rurais; Ciclo de vida curto: duas semanas. A microcefalia Conceito: condição neurológica em que a cabeça (crânio e o cérebro da criança são significantemente menores); Consequências: problemas no desenvolvimento físico, motor e cognitivo; TORCHS: infecções congênitas (que são transmitidas durante a gestação); Relação entre a microcefalia e o ZIKA: o vírus ultrapassa a barreira placentária e instala-se no sistema nervoso; Síndrome de Guillain-Barré: síndrome autoimune que causa paralisias, fraqueza muscular e parada respiratória. Profilaxia (prevenção) Semelhante à dengue (combate ao mosquito vetor), por meio da eliminação do criadouro do mosquito; Vacina: os testes em ratos já foram feitos, mas ainda não lançaram a vacina para humanos. Transmissão Picada do mosquito do gênero Aedes infectado pelo vírus ZIKA; Sintomas Febre baixa; Mal-estar; Dores no corpo, em especial nas articulações; Cefaleia (dor de cabeça) e dor nos olhos; Apatia e cansaço. Erupções cutâneas (pontos vermelhos na pele) e conjuntivite. Diagnóstico Hemograma; Presença de anticorpos específicos contra o vírus; Tratamento Não específico (repouso e hidratação intensa); Evitar o consumo de AAS (ácido acetilsalicílico). AULA 11 – VIROSES TRANSMITIDAS SEXUALMENTE (DST´S) Hepatites B e C Agente causador: VHB (vírus da hepatite B) e VHC (vírus da hepatite C). PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 5 Sintomas: icterícia, fezes claras e lesões no fígado. Prevenção: vacinação para hepatite B e utilização da camisinha. AIDS ou SIDA Agente causador: HIV. Sintomas: deficiência na defesa imune. Prevenção: utilização de camisinha. Condiloma acuminado Agente causador: HPV (Papiloma vírus). Sintomas: formação de verrugas na região urogenital e no colo do útero. Prevenção: vacina em jovens. AULA 12 – VIROSES: AIDS Introdução A síndrome da imunodeficiência adquirida ou AIDS é uma DST viral das mais conhecidas do mundo, tanto por sua característica pandêmica quanto pelo grave quadro clínico apresentado. Características da AIDS A síndrome é caracterizada pelo ataque ao sistema imune do organismo, principalmente as células linfócitos T CD4, macrófagos e células dendríticas. Debilitado, o indivíduo torna-se suscetível a diversos ataques de doenças oportunistas. Características do HIV O vírus causador, conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV) é da família Retroviridae, e possui RNA como material genético que pode ser convertido em DNA e então, infiltrar-se nas células do hospedeiro. Sintomas A doença inicia com sintomas semelhantes a uma gripe, onde o HIV se replica levando à viremia. Esta é controlada parcialmente pelo sistema imune do organismo, que SE torna assintomático, porém ainda com alta replicação viral. Os vírus então atacam os linfócitos T CD4 e tornam o indivíduo suscetível a diversas doenças oportunistas, acarretando em quadros de perda de peso, aparecimentos de neoplasmos, insuficiência renal e degeneração do sistema nervoso, levando à morte. Prevenção A AIDS, assim como todas as DSTs, tem como principal forma de prevenção ao uso de preservativos. AULA 13 – BACTERIOSES: TUBERCULOSE, HANSENÍASE E COLÉRA Tuberculose Agente causador: Mycobacterium tuberculosis Sintomas: afeta os pulmões (tosse); Tratamento: cura total com uso de antibióticos; Transmissão: tosse e saliva; Prevenção: vacina BCG Hanseníase Agente causador: Mycobacterium leprae Sintomas: afeta a pele; Tratamento: cura total com uso de antibióticos; Transmissão: direta; Prevenção: educação sanitária. Cólera Agente causador: Vibrio cholerae Sintomas: infecção intestinal; Tratamento: antibióticos; Transmissão: água contaminada; Prevenção: saneamento básico. AULA 14 – BACTERIOSES: MENINGITE, LEPTOSPIROSE E GONORREIA Meningite Agente causador: Neisseria meningitidis Sintomas: septicemia; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: direta; Prevenção: vacinação Leptospirose Agente causador: Leptospira interrogans Sintomas: afeta fígado; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: contato com urina de ratos; Prevenção: educação sanitária. Gonorreia Agente causador: Neisseria gonorrhoaea Sintomas: pus na uretra; Tratamento: antibióticos; Transmissão: contato sexual (DST); Prevenção: uso de camisnha. PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 6 AULA 15 – BACTERIOSES: SÍFILIS, BOTULISMO E TÉTANO Sífilis Agente causador: Treponema pallidum Sintomas: cancro duro; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: contato sexual e via placentária; Prevenção: uso de camisinha. Botulismo Agente causador: Clostridium botulinum Sintomas: toxina afeta os sistemas nervoso e muscular; Tratamento: soro antibotulínico; Transmissão: alimentos enlatados; Prevenção: evitar alimentos suspeitos. Tétano Agente causador: Clostridium tetani Sintomas: toxina afeta a musculatura; Tratamento: soro antitetânico; Transmissão: contaminação de ferimentos profundos; Prevenção: vacina antitetânica. AULA 16 – BACTERIOSES: FEBRE MACULOSA, SALMONELOSE E PESTE BULBÔNICA Febre maculosa Agente causador: Rickettisia ricketsii Sintomas: hemorragias com manchas na pele; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: picada do carrapato-estrela contaminado; Prevenção: evitar contato com carrapato. Salmonelose Agente causador: Salmonella typhimurium Sintomas: náuseas, vômitos e diarreia; Tratamento: uso de antibióticos; Transmissão: alimento e água contaminados; Prevenção: cuidado com a água e com alimentos crus. Peste bulbônica Agente causador: Yersinia pestis Sintomas: febre, calafrios e bubão; Tratamento: antibióticos; Transmissão: picada de pulgas de ratos; Prevenção: controle dos roedores. AULA 17 – PROTOZOONOSES: DOENÇA DE CHAGAS Agente Etiológico Trypanosoma cruzi (flagelado). Vetor Barbeiro (gênero Triatoma). Local de ação Sangue e tecidos musculares e nervosos. Sintomas Sinal de Romanã, inflamações, megaesofagia, megacolia e cardiomegalia. Profilaxia Controle do vetor, melhoras em moradia, uso de telas e redes em camas. Ciclo Disponível em: https://nossomeioporinteiro.files.wordpress.com/2011/12/u ntitled-4721.jpg PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 7 AULA 18 – PROTOZOONOSES: MALÁRIA Agente etiológico Plasmodium sp. Vetor Mosquito-prego fêmea (gênero Anopheles). Local de ação Hemácias e fígado. Sintomas Febres intermitentes, anemia e complicações hepáticas. Profilaxia Controle do vetor e vacina. Ciclo Disponível em: http://www.euroclinix.com.pt/images/pages/ciclo- transmissao-malaria.gif AULA 19 – PROTOZOONOSES: OUTRAS DOENÇAS Giardíase O agente etiológico Giardia lamblia causa a doença citada, que se dá a partir da ingestão de alimentos contaminados, causando diarreia e falta de apetite como principais sintomas. Tricomoníase Doença transmitida através do contato sexual com indivíduo contaminado, ou com utensílios íntimos. Corrimento e coceira vaginal são os principais sintomas da doença, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Leishmaniose Doenças causadas pelo protozoário de gênero Leishmania, pode ser de dois tipos: Leishmaniose tegumentar americana, e Leishmaniose visceral. Ambos os tipos trazem complicações imunológicas ao organismo. Amebíase Doença causada pelo agente etiológico Entamoeba histolytica e se transmite a partir da ingestão de alimentos contaminados com cistos. Causa lesões intestinais e pode evoluir para quadros cerebrais graves. Toxoplasmose Doença bastante relacionada com crianças causa lesões oculares e disfunções cerebrais. Dá-se a partir do contato de fezes de animais contaminados, como gatos, e o agente etiológico é o protozoário Toxoplasma gondii. AULA 20 – MICOSES Micoses são infecções fúngicas que degradam o tecido, principalmente em regiões ricas em queratina, como pele, cabelo e unhas. Candidose ou candidíase: micose causada pelo fungo Candida albicans, principalmente visualizado na região bucal de recém-nascidos. Tinhas: micose geralmente de couro cabeludo, que pode acarretar em queda de cabelo. Também pode ocorrer nos pés, formando o conhecido pé-de-atleta ou frieiras. Pitríase versicolor: micose que causa escamações e manchas de pele Onicomicoses: micoses de unhas AULA 21 – VERMINOSES: ESQUISTOSSOMOSE Agente etiológico Schistosoma mansoni Vetor Caramujo (Biomphalaria)- hospedeiro intermediário. PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 8 Local de ação Sistema porta-hepático e parede intestinal. Sintomas Dermatite, coceira, necrose-hepática, debilidade e hemorragias. Profilaxia Saneamento básico, evitar “lagoas de coceira” e higiene pessoal. Ciclo Disponível em: https://djalmasantos.files.wordpress.com/2013/10/151.jpg AULA 22 – VERMINOSES: TENÍASE/ CISTICERCOSE Agente etiológico Taenia saginata ou Taenia solium Vetor Porcos ou vacas (hospedeiros intermediários) na teníase. Não existe vetor para cisticercose. Local de ação Intestino delgado, tecidos muscular, cerebral e ocular para teníase. Cérebro e corrente sanguínea para cisticercose. Sintomas Hemorragias, náuseas, vômitos, debilidade e fome para teníase. Dores de cabeça, cegueira e possível morte para cisticercose. Profilaxia Saneamento básico, cuidados da criação, evitar consumo de carne mal-cozida ou verduras mal-lavadas. Ciclo (teníase) Disponível em: http://www.dietaesaude.net/wp- content/uploads/2013/06/Teniase_Dieatesaude-1.jpg Obs: Na cisticercose, o homem consome os ovos embrionados e, portanto é o hospedeiro intermediário. Em teníase, o homem é o hospedeiro definitivo. AULA 23 – VERMINOSES: ASCARIDÍASE E ANCILOSTOMÍASE Ascaridíase Agente etiológico Ascaris lumbricoides Vetor Não há. Local de ação Intestino delgado. Sintomas Lesões, hemorragias e necroses intestinais, hepáticas e pulmonares, enfraquecimento e reações imunológicas. Profilaxia Saneamento básico, higiene pessoal e alimentar. Ciclo PARASITISMOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 9 Disponível em: http://images.slideplayer.com.br/1/67532/slides/slide_19.jp g Ancilostomíase Agente etiológico Necator americanos ou Ancylostoma duodenale Vetor Não há. Local de ação Intestino delgado. Sintomas Lesões, hemorragias e necroses intestinais, enfraquecimento. Profilaxia Saneamento básico, higiene pessoal e alimentar. Ciclo Disponível em: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/ancilostomos e2.jpg AULA 24 – VERMINOSES: OUTRAS PARASITOSES CAUSADAS POR NEMATÓDEOS Enterobíase ou Oxiúros Causado pelo agente etiológico Enterobius vermiculares não possui vetor e age no intestino e região anal. O sintoma de prurido anal está ligado ao ciclo oral-fecal. Filariose ou Elefantíase Causado pelo agente etiológico Wuchereria bancrofti, possui como vetor o inseto Culex e age no sistema linfático, obstruindo canais e vasos, causando edemas. A medida profilática mais importante é o controle do vetor. Bicho geográfico Infecção do agente etiológico Ancylostoma braziliensis por penetração ativa. Tricocefalíase Doença causada pelo agente etiológico Trichuris trichiura. Oncocercose Doença causada pela espécie Onchocerca volvolus e tem o borrachudo (Simulium) como vetor. Causa nódulos cefálicos, torácicos ou nas nádegas. PROBLEMAS FISIOLÓGICOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA DIGESTÓRIO Gastrite e úlcera: inflamação das paredes estomacais, com frequência da presença da bactéria Helicobacter pylori; regulação alimentar é um dos principais métodos de prevenção. Apendicite: inflamação do apêndice por retenção de restos fecais; quando muito inflamado, causa fortes dores e se faz necessária cirurgia. Álcool: ingestão de bebidas alcoólicas afeta importantes órgãos do sistema digestório, como fígado, pâncreas e estômago. Em células hepáticas, pode causar lesões e evoluir para cirroses, que tratam-se de fibroses e formação de nódulos que prejudicam funções metabólicas e impedem a circulação sanguínea. AULA 2 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA RESPIRATÓRIO Asma: estreitamento dos bronquíolos, que acarreta em tossemucosa, debilitando a respiração e aprisionando ar pobre em oxigênio (“ar viciado”). Tabagismo: intoxicação aguda ou crônica causada pelo tabaco. Acumula diversas substâncias cancerígenas no trato respiratório, espessa o muco em brônquios e pode causar pneumonias e enfisemas na região dos alvéolos. AULA 3 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA CARDIOVASCULAR Relacionados ao sangue Anemia: quadro em que apresenta-se debilidade em glóbulos vermelhos e/ou hemoglobina, causando problemas de falta de energia e cansaço; Hemofilia: doença hereditária que acomete fatores relacionados à coagulação sanguínea, o que pode levar a um quadro de hemorragias; Leucemia: doença que afeta glóbulos brancos, tornando-os debilitados; também acomete a região física da medula e debilita outras células. Relacionados ao coração Derrame ou AVC: complicações sanguíneas na região cerebral, que podem ocorrer devido a obstruções ou sangramentos; Infarto: Ausência de irrigação pelas artérias coronárias na região do miocárdio cardíaco, causando necrose e enrijecimento muscular. O colesterol é um dos fatores vinculados a este tipo de complicação. AULA 4 – PROBLEMAS DE SÁUDE LIGADOS AO SISTEMA EXCRETOR Nefrite Processo inflamatório glomerular, com causa imunológica, acarretando em precipitação renal de complexos antígenos-anticorpos. Cálculos renais (pedras nos rins) Acúmulo de cristais em vias urinárias, causada por urina muito concentrada em íons, ou por distúrbios hormonais. Litotripsia é um dos métodos usados pela medicina para destruição destes cristais. AULA 5 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA NERVOSO Alzheimer: Degeneração de neurônios e funções cerebrais. Causa perda de memória, debilidade motora, irritabilidade, etc; Parkinson: Disfunção de neurônios motores. Causa tremores e debilidade na locomoção; Esquizofrenia: Um tipo de paranoia ou psicose que leva a pessoa a presenciar e ver coisas fora da realidade. Ainda não se tem razões concretas sobre região afetada ou causa. AULA 6 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA ENDÓCRINO GH- Gigantismo, nanismo e acromegalia: desregulação da quantidade de hormônio produzido levando a maior ou menor crescimento de estruturas ósseas e musculares. Tireoide- Hipo e hipertireoidismo: desregulação da quantidade de hormônio produzido que acarreta em consequências metabólicas. Tireoide- Bócio: desregulação na quantidade de iodo, que gera complicação anatômica na glândula. PROBLEMAS FISIOLÓGICOS Copyright © 2017 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 2 Pâncreas- Diabetes mellitus: caracterizada por deficiência de insulina, gerando complicações celulares. Neurohipófise- Diabetes insipidus: característica por alterações renais. AULA 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA SENSORIAL Visão Miopia: córnea muito curva; vê mal de longe; Hipermetropia: córnea plana; vê mal de perto; Astigmatismo: córnea irregular, imagem distorcida; Presbiopia: cristalino envelhecido, imagem embaçada; Ceratocone: deformação da córnea, imagem distorcida; Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva; Glaucoma: acúmulo de humor aquoso; Catarata: película de revestimento opaca. Audição/ Equilíbrio Surdez: ausência de audição, por diversos motivos (Ex: perfuração da membrana timpânica) Labirintopatias: ligadas a problemas no labirinto, provocando tonturas e náuseas Olfato Rinite: inflamação da mucosa de revestimento Sinusite: inflamação dos seios nasais Paladar Glossite e Glossidina: inflamações da língua, que provoca dores e sensação de queimação Tato I)Polineuropatias: distúrbios em nervos periféricos, que podem anestesiar o sentido do tato. AULA 8 – PROBLEMAS DE SAÚDE LIGADOS AO SISTEMA REPRODUTOR DST’s ou doenças sexualmente transmissíveis são as principais doenças relacionadas com o sistema reprodutor humano. Além da AIDS, muito conhecida, existem muitas outras: HPV: doença viral que causa verrugas genitais na região na glande e ânus em homens, e vagina, vulva e colo do útero em mulheres, podendo evoluir para cânceres. Cancro Mole: doença bacteriana que causa feridas com pus na região dos órgãos sexuais. Tricomoníase: doença causada por protozoário que causa ardência e dificuldade para urinar. Herpes: doença viral que causa bolhas que evoluem para feridas nas regiões de contato sexual. Bastante contagiosa após estabelecida. Sífilis (Cancro duro): doença bacteriana que evolui durante três fases, podendo em sua fase terminal, causar a morte do hospedeiro. AULA 9 – AIDS A síndrome da imunodeficiência adquirida ou AIDS é uma DST viral das mais conhecidas do mundo, tanto por sua característica pandêmica quanto pelo grave quadro clínico apresentado. A síndrome é caracterizada pelo ataque ao sistema imune do organismo, principalmente as células linfócitos T CD4, macrófagos e células dendríticas. Debilitado, o indivíduo torna-se suscetível a diversos ataques de doenças oportunistas. O vírus causador, conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV) é da família Retroviridae, e possui RNA como material genético que pode ser convertido em DNA e então, infiltrar-se nas células do hospedeiro. A doença inicia com sintomas semelhantes a uma gripe, onde o HIV se replica levando à viremia. Esta é controlada parcialmente pelo sistema imune do organismo, que SE torna assintomático, porém ainda com alta replicação viral. Os vírus então atacam os linfócitos T CD4 e tornam o indivíduo suscetível a diversas doenças oportunistas, acarretando em quadros de perda de peso, aparecimentos de neoplasmos, insuficiência renal e degeneração do sistema nervoso, levando à morte. A AIDS, assim como todas as DSTs, tem como principal forma de prevenção o uso de preservativos. CÂNCER Copyright © 2016 Stoodi Ensino e Treinamento à Distância www.stoodi.com.br 1 AULA 1 – VISÃO GERAL Conceito Conjunto de mais de 100 doenças tem em comum o crescimento desordenado de células, ou neoplasia, podendo espalhar-se pelo corpo. Tumor Massa anormal de células em tecido. Quando benigno, não atinge outros lugares. Quando maligno, diz sinônimo de câncer, pois pode migrar através de vasos sanguíneos ou linfáticos para outras regiões do organismo, processo este conhecido como metástase. AULA 2 – GENÉTICA DO CÂNCER A oncologia: Ramo da medicina e das ciências biológicas que estuda o câncer. o Genética do câncer; o Prevenção; o Tratamento. Origem genética do câncer: Alterações na estrutura e expressão dos genes. Resultante de mutações; Oncogenes: são genes mutantes que levam ao crescimento e multiplicação celular o Formação de tumores; Genes supressores de tumores: retardam a multiplicação celular, reparam o DNA e indicam às células que devem morrer. AULA 3– ONCOGÊNESE Conceito Também conhecido como carcinogênese, é o processo de origem do câncer, partindo do pressuposto genético de ocorrência de mutações somáticas. Etapas I) Iniciação: Efeito rápido de agentes carcinógenos que modificam os genes, gerando uma célula pré-tumoral. II) Promoção: Efeito prolongado dos agentes carcinógenos, gerando uma célula tumoral maligna. III) Progressão: Etapa em que se evidenciam a neoplasia