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Pág. 1 
 
SUMÁRIO 
SUMÁRIO 
 
PARTE I 
 
Título I – FUNÇÃO CORRECIONAL 
Capítulo I - Disposições gerais itens 1 a 9 
Capítulo II - Correição ordinária itens 1 a 5 
Capítulo III - Correição extraordinária: itens 1 a 6 
 
Título II - INSPEÇÕES: Itens 1 a 6 
 
PARTE II 
 
Título I – CARTÓRIO ELEITORAL 
Capítulo I - Organização e atribuições 
Seção I Disposições iniciais: itens 1 e 2 
Seção II Chefe de cartório eleitoral: item 3 
Seção III Servidores dos cartórios eleitorais: item 4 
Seção IV Dos oficiais de justiça ad hoc: item 5 
Seção V Ordem geral dos serviços: item 6 a 10 
Capítulo II - Protocolo e remessa de documentos e processos: itens 1 a 3 
Capítulo III - Livros Obrigatórios 
Seção I Disposições gerais: 1 a 4 
Seção II Nomenclatura dos livros: itens 5 a 13 
Seção III Classificadores: item 14 
Capítulo IV - Descarte de Documentos 
Seção I Disposições iniciais: itens 1 a 2 
Seção II Procedimento de descarte: itens 3 a 8 
 Anexo I Listagem de eliminação de documentos – LED 
 Anexo II Edital de ciência de eliminação de documentos 
 Anexo III Termo de eliminação de documentos - TED 
 Anexo IV Termo de doação 
 
Pág. 2 
 
SUMÁRIO 
 
Capítulo V - Cópias Reprográficas e Autenticações: itens 1 a 4 
Seção I Extração de Cópias: itens 1 a 5 
Seção II Extração de Cópias de Documentos ou Processos Sigilosos: itens 6 a 8 
Seção III Autenticação de Cópias: item 9 
 
 
TÍTULO II - ATENDIMENTO AO PÚBLICO 
 
Capítulo I - Operações no Cadastro 
Seção I Requerimento de Alistamento Eleitoral - RAE: itens 1 a 10 
Seção II Preenchimento do formulário RAE: itens 11 a 21 
Seção III Alistamento 
 Subseção I Disposições gerais: item 22 
 Subseção II Documentação exigida: item 23 
 Subseção III Quitação militar: item 24 
 Subseção IV Domicílio eleitoral: item 25 
 Subseção V Brasileiros nascidos no exterior: item 26 
 Subseção VI Brasileiros naturalizados: item 27 
 Subseção VII Portugueses – Estatuto da Igualdade: item 28 
 Subseção VIII Brasileiro residente no exterior: itens 29 a 32 
 Subseção IX Alistamento tardio: item 33 
 Subseção X Indígenas: item 34 
 Subseção XI Pessoas sem moradia ou residência fixas: item 35 
 
Seção IV Transferência: itens 36 a 41 
Seção V Revisão: item 42 
Seção VI Transferência/Revisão Equivocada: itens 43 e 44 
Seção VII Segunda Via: itens 45 e 46 
Seção VIII Título Net: itens 47 a 52 
 
Pág. 3 
 
SUMÁRIO 
Seção IX Conferência da digitação / Fechamento e envio de lotes de RAEs: itens 
53 a 55 
Seção X Título Eleitoral: itens 56 a 59 
Seção XI Postos de atendimento: itens 60 a 63 
Seção XII Final de alistamento: itens 64 a 66 
Seção XIII Suspensão do alistamento: itens 67 a 70 
Seção XIV Seções especiais e pessoas com necessidades especiais: itens 71 a 79 
Seção XV Registro de inelegibilidade de pessoas sem inscrição eleitoral ou com 
inscrição cancelada: itens 80 a 84 
Capítulo II - Atualização da Situação do Eleitor (ASE) 
Seção I Disposições gerais: itens 1 a 6 
Seção II Exclusão e Retificação de Códigos de ASE: itens 7 a 10 
Capítulo III - Justificativa 
Seção I Justificativa no dia da eleição: itens 1 a 5 
Seção II Justificativa após a eleição: itens 6 a 10 
 Subseção I Justificativa recebida pelo Sistema Justifica, correio, fac-símile ou 
por intermédio de terceiros: itens 11 a 13 
Seção III Eleitor inscrito no exterior: itens 14 a 15 
 
Capítulo IV - Restabelecimento de inscrição cancelada por equívoco: itens 1 a 3 
Capítulo V - Banco de Erros: itens 1 a 3 
Capítulo VI - Fiscalização dos partidos políticos: itens 1 a 3 
 
Capítulo VII - Acesso às informações do cadastro 
Seção I Disposições iniciais: item 1 
Seção II Solicitações de autoridades do Estado de São Paulo: itens 2 a 6 
Seção III Solicitações de autoridades de outros Estados: item 7 
Seção IV Relações de eleitores solicitadas por órgãos públicos e partidos 
políticos: itens 8 a 9 
Seção V Acesso a dados estatísticos: item 10 
 
Pág. 4 
 
SUMÁRIO 
Capítulo VIII - Quitação Eleitoral 
Seção I Disposições iniciais: itens 1 a 2 
Seção II Certidão de Quitação Eleitoral: itens 3 a 6 
Seção III Certidão Circunstanciada: itens 7 a 9 
Seção IV Declaração de Facultatividade do Alistamento ou do Voto: item 10 
Seção V Certidão de Quitação Eleitoral com Prazo de Validade Indeterminado: 
item 11 a 12 
Seção VI Disposições Finais: item 13 
 
TÍTULO III - CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO ELEITORAL 
 
Capítulo I - Processo de cancelamento: itens 1 a 3 
Capítulo II - Cancelamento por falecimento 
Seção I Disposições gerais: item 1 
Seção II Cancelamento da inscrição eleitoral: itens 2 a 10 
Seção III Disposições finais: itens 11 a 12 
 
 
TÍTULO IV - DUPLICIDADES / PLURALIDADES (COINCIDÊNCIAS) 
 
Seção I Disposições gerais: item 1 
Seção II Competência para decisão da duplicidade/pluralidade: itens 2 a 6 
Seção III Regularização – Procedimentos iniciais para os casos de competência 
do Juiz Eleitoral: itens 7 a 10 
 Subseção I Grupos formados por pessoas distintas: item 11 
 Subseção II Grupos formados por inscrições eleitorais da mesma pessoa: item 12 
 Subseção III Grupos contendo inscrição suspensa: itens 13 e 14 
 Subseção IV Grupos contendo registro na Base de Perda e Suspensão dos 
Direitos Políticos: itens 15 a 17 
 Subseção V Grupos contendo registro de perda de direitos políticos: itens 18 a 19 
 Subseção VI Considerações gerais: itens 20 a 23 
 
Seção IV Roteiro para atualização das coincidências 
 
Pág. 5 
 
SUMÁRIO 
Seção V Códigos de ASE utilizados nas decisões 
Seção VI Códigos do batimento 
Seção VII Hipótese de ilícito penal: itens 24 e 25 
Seção VIII Coincidências decididas: item 26 
 
TÍTULO V - FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 
Seção I Disposições iniciais: itens 1 a 3 
Seção II Sistema de filiação partidária: itens 4 a 5 
 Subseção I Acesso ao sistema Filiaweb pelo partido político: itens 6 a 12 
Seção III Relações de filiados: itens 13 a 19 
 Subseção I Relação especial: itens 20 a 23 
 Subseção II Situações do registro de filiado: itens 24 a 25 
Seção IV Desfiliação e cancelamento da filiação partidária: itens 26 a 31 
 Subseção I Coexistência de filiações: itens 32 a 41 
Seção V Reversão de cancelamento e de exclusão de registro de filiação: itens 
42 a 43 
 
Seção VI Transferência de eleitor filiado: itens 44 a 46 
Seção VII Certidão de filiação partidária: itens 47 a 49 
Seção VIII Disposições finais: itens 50 a 51 
 
TÍTULO VI - MESÁRIOS 
Capítulo I Disposições Gerais – itens 1 a 14 
Capítulo II Mesários Faltosos 
Seção I Procedimentos Preliminares – itens 15 a 21 
Seção II Procedimento Administrativo de Mesário Faltoso – itens 22 a 36 
Capítulo III Anotações no Cadastro Nacional de Eleitores – ASE – itens 37 a 42 
 
TÍTULO VII - MULTAS 
Seção I Disposições gerais: itens 1 a 3 
Seção II Aplicação das multas de natureza administrativa: itens 4 a 8 
 
Pág. 6 
 
SUMÁRIO 
Seção III Aplicação das multasde natureza criminal: itens 9 a 11 
Seção IV Guia de Recolhimento da União – GRU: itens 12 a 18 
Seção V Dispensa de recolhimento de multas: item 19 
Seção VI Procedimento para cobrança de multa arbitrada em processos e 
representações eleitorais: itens 20 a 23 
 Subseção I Parcelamento da multa concedido pelo Juiz Eleitoral: itens 24 a 29 
Seção VII Ausência de pagamento das multas eleitorais no prazo legal: itens 30 a 34 
Seção VIII Prescrição das multas eleitorais: 
Seção IX Anistia das multas eleitorais: itens 37 a 38 
Anexo I Tabela-base para cálculo das multas eleitorais 
Anexo II Códigos das espécies de multas eleitorais 
 
TÍTULO VIII - DIREITOS POLÍTICOS 
Capítulo I - Perda: itens 1 a 3 
Capítulo II - Suspensão: itens 1 a 2 
Seção I Procedimento para a suspensão dos direitos políticos Regras Gerais: 
itens 3 a 10 
 Subseção I (excluída em 22.02.2017) 
 Subseção II Suspensão por condenação criminal transitada em julgado: itens 
17 a 21 
 Subseção III Suspensão por conscrição: item 22 
 Subseção IV Suspensão por improbidade administrativa: item 23 
 
 Subseção V Suspensão por recusa de cumprimento de obrigação a todos 
imposta ou de prestação alternativa: item 24 
 
 Subseção VI Suspensão por opção pelo Estatuto da Igualdade entre 
Brasileiros e Portugueses: itens 25 a 26 
 
Seção II Restabelecimento dos direitos políticos: Itens 27 a 35 
Seção III Restabelecimento de inscrição cancelada pelo código de ASE 027 – 
motivo/forma 2: itens 36 a 37 
Seção IV Disposições finais: itens 38 a 45 
 
Pág. 7 
 
SUMÁRIO 
 
Capítulo III - Inelegibilidade 
Seção I Registro de inelegibilidade: itens 1 a 3 
Seção II Restabelecimento da elegibilidade: item 4 
 
Capítulo IV - Inabilitação para o exercício de função pública 
Seção I Introdução: item 1 
Seção II Registro da inabilitação para o exercício de função pública: itens 2 a 8 
Seção III Registro da reabilitação para o exercício de função pública: itens 9 a 12 
 
TÍTULO IX - PROCESSOS 
 
Capítulo I - Das disposições comuns: itens 1 a 11 
Seção I Protocolo: itens 12 a 14 
Seção II Autuação: itens 15 a 20 
 Subseção I Prioridade de tramitação: itens 21 e 22 
Seção III Formação dos autos: itens 23 a 25 
 Subseção I Restauração de autos: itens 26 a 28 
Seção IV Certidões: itens 29 a 31 
Seção V Termos: itens 32 a 34 
Seção VI Cargas: itens 35 a 43 
Seção VII Juntada de documentos: itens 44 a 46 
Seção VIII Desentranhamento de documentos: item 47 
Seção IX Desmembramento de processo: itens 48 e 49 
Seção X Apensamento de autos: itens 50 a 51 
Seção XI Oficial de justiça: itens 52 a 55 
Seção XII Ministério Público Eleitoral: itens 56 a 58 
Seção XIII Advogados: itens 59 a 62 
Seção XIV Segredo de justiça: itens 63 a 70 
 
Pág. 8 
 
SUMÁRIO 
Seção XV Prazos: itens 71 a 78 
Seção XVI Publicidade de despachos e decisões: item 79 
 Subseção I Da Intimação: itens 80 a 86 
Seção XVII Recurso e trânsito em julgado: itens 87 a 93 
Seção XVIII Arquivamento de autos: itens 94 a 97 
Seção XIX Disposições finais: item 98 
 
Capítulo II - Feitos Cíveis e Administrativos 
Seção I Citação / Intimação / Notificação: itens 1 a 59 
 Subseção I Citação: itens 1 a 20 
 Subseção II Intimação / Notificação: itens 21 a 29 
 Subseção III Carta precatória, rogatória e de ordem: itens 30 a 31 
Subseção IV Carta precatória e rogatória expedidas pela zona eleitoral: itens 32 a 42 
Subseção V Carta precatória e de ordem recebidas pela zona eleitoral: itens 43 a 
59 
Seção II Audiências: itens 60 a 71 
Seção III Contagem dos prazos: itens 72 a 73 
Seção IV Disposições gerais dos recursos: itens 74 a 79 
 
Capítulo III - Feitos Criminais 
 
Seção I Disposições preliminares: itens 1 a 6 
 Subseção I Competência: itens 7 a 11 
 Subseção II Perícia: itens 12 a 15 
 Subseção III Apreensão de Objetos: itens 16 a 18 
 Subseção IV Defensor Dativo: itens 19 a 20 
 Subseção V Prazos: itens 21 a 23 
 
Seção II Procedimentos Criminais: item 24 
 Subseção I Notícia-Crime e Boletim de Ocorrência: itens 25 a 30 
 
Pág. 9 
 
SUMÁRIO 
 Subseção II Inquérito Policial: itens 31 a 39 
 Subseção III Termo Circunstanciado: itens 40 a 48 
 Subseção IV Auto de prisão em flagrante: itens 49 a 51 
 
Seção III Liberdade Provisória com ou sem fiança: itens 52 a 56 
Seção IV Transação penal: itens 57 a 67 
Seção V Processo-crime: item 68 
 Subseção I Denúncia: itens 69 a 74 
 Subseção II Citação: itens 75 a 83 
 Subseção III Suspensão Condicional do Processo: itens 84 a 91 
 Subseção IV Defesa escrita/absolvição sumária/designação de audiência: itens 
92 a 94 
 Subseção V Audiência/alegações finais: itens 95 a 100 
 Subseção VI Sentença: itens 101 a 105 
 Subseção VII Recurso / Trânsito em julgado: itens 106 a 112 
 
Seção VI Execução da sentença condenatória: itens 113 a 116 
 Subseção I Suspensão condicional da pena – sursis: itens 117 a 122 
 Subseção II Penas privativas de liberdade: itens 123 a 125 
 Subseção III Penas restritivas de direitos: itens 126 a 128 
 Subseção IV Pena de multa: itens 129 a 130 
 
Seção VII Prescrição: itens 131 a 140 
Seção VIII Habeas corpus: itens 141 a 145 
Seção IX Disposições finais: itens 146 a 150 
 
 
Pág. 10 
 
SUMÁRIO 
PARTE I 
(Alterada em 26/02/2010) 
 
TÍTULO I 
 
FUNÇÃO CORRECIONAL 
 
 
 
Capítulo I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
 
1. A função correcional consiste na fiscalização das serventias eleitorais e seus 
serviços auxiliares, sendo exercida, em todo o Estado de São Paulo, pelo Corregedor 
Regional, e, no âmbito de sua circunscrição, pelo Juiz Eleitoral. 
2. O exercício da função correcional é permanente, mediante correições ordinárias ou 
extraordinárias. 
3. A correição permanente do cartório eleitoral caberá ao juiz da zona sob sua 
jurisdição. 
4. O chefe de cartório eleitoral ou servidor pertencente ao Tribunal Regional Eleitoral 
atuará como secretário na correição e, ao final dos trabalhos, lavrará a respectiva ata, que 
será encartada no Livro de Atas, dispensado o seu encaminhamento à Corregedoria 
Regional. 
5. O Juiz Eleitoral lançará o seu "visto em correição" na última folha utilizada dos autos 
e livros que examinar. (Alterado em 31/08/2018) 
6. Ao Juiz Eleitoral caberá presidir pessoalmente os trabalhos, sendo vedado delegá-
los a servidores do cartório. 
7. Ficarão à disposição do Corregedor Regional ou Juiz Eleitoral os servidores 
designados para o serviço da correição e os serventuários do cartório. 
8. Não haverá o fechamento do cartório no dia designado para a correição. 
9. O Juiz Eleitoral, além de outras providências que julgar necessárias, verificará se: 
 
Pág. 11 
 
SUMÁRIO 
I - os servidores estão regularmente investidos em suas funções; 
II - os horários de trabalho e de atendimento ao público são regularmente cumpridos; 
III - a proibição relativa à filiação partidáriade servidor da justiça eleitoral está sendo 
observada; 
IV- o cartório possui os livros obrigatórios e se estes são escriturados de forma regular; 
V - os feitos são registrados de forma regular; 
VI - os autos, livros e papéis findos ou em andamento estão bem guardados, 
conservados e catalogados; 
VII - os processos têm trâmite regular; 
VIII - as decisões e editais são publicados na forma regulamentar; 
IX - são exigidas qualificação e assinatura no livro destinado à carga de autos; 
X - estão sendo devidamente aplicadas as multas previstas na legislação, bem como 
feitas as necessárias anotações no cadastro; 
XI - estão sendo inscritas, em livro próprio, as multas decorrentes de decisão 
condenatória transitada em julgado e não pagas no prazo de 30 (trinta) dias, e 
encaminhados os respectivos expedientes ao TRE, no prazo de 5 (cinco) dias, se for o 
caso; 
XII - os documentos de uso exclusivo da Justiça Eleitoral estão resguardados do acesso 
de pessoas estranhas ao serviço eleitoral; 
XIII - estão sendo comunicados mensalmente pelos oficiais do registro civil os óbitos 
dos cidadãos alistáveis no município e feitas, no cadastro, as anotações relativas ao 
cancelamento das inscrições; 
XIV - estão sendo devidamente comunicadas as situações de condenação criminal 
transitada em julgado, incapacidade civil absoluta, conscrição e recusa de cumprimento 
do serviço militar obrigatório, improbidade administrativa e opção pelo gozo dos direitos 
políticos em Portugal, e feitas, no cadastro, as anotações relativas à suspensão de 
direitos políticos; 
XV - as comunicações relativas a óbito ou à suspensão de direitos políticos referentes 
a eleitores não pertencentes à zona eleitoral são encaminhadas à autoridade judiciária 
competente; 
XVI - são obedecidos os procedimentos relativos ao registro das ocorrências no sistema 
de Filiação Partidária; 
XVII - são adotados os procedimentos destinados à regularização de duplicidades de 
filiações partidárias; 
 
Pág. 12 
 
SUMÁRIO 
XVIII- os documentos de conservação obrigatória são arquivados pelo período mínimo 
estabelecido e de forma organizada; 
XIX - as ausências ao pleito e as justificativas eleitorais são devidamente registradas no 
cadastro; 
XX - os Requerimentos de Alistamento Eleitoral - RAE são preenchidos, digitados e 
enviados para processamento na conformidade das instruções vigentes; 
XXI - os códigos de ASE são digitados e enviados para processamento na conformidade 
das instruções vigentes, inclusive em relação aos campos "complemento obrigatório" e 
“data de ocorrência”; 
XXII - as duplicidades e pluralidades de inscrições de competência da zona eleitoral são 
tratadas com a devida celeridade; 
XXIII- a guarda de formulários e títulos em branco segue critérios rigorosos de 
segurança; 
XXIV- a entrega de títulos é feita somente ao próprio eleitor, com assinatura ou aposição 
de impressão digital, no Protocolo de Entrega de Título Eleitoral – PETE. E, caso o eleitor 
seja portador de necessidades especiais que o impeçam de apor sua assinatura ou 
digital, se são observadas as disposições contidas no item 3.2, da Seção I, Capítulo I, 
Título II, Parte II, destas Normas de Serviço; 
XXV - a guarda e conservação dos bens patrimoniais da justiça eleitoral são 
devidamente observadas; 
XXVI- as informações solicitadas são prestadas com a celeridade devida; 
XXVII - são feitas as devidas anotações no histórico de ASE das inscrições de 
mesários faltosos; 
XXVIII - todos os servidores têm acesso às normas expedidas relacionadas às 
atividades do cartório; 
XXIX - a regularização de inscrições canceladas é feita em estrita observância ao que 
dispõem as regras pertinentes; 
XXX- o tratamento do banco de erros é realizado com a frequência e a correção 
necessárias; 
XXXI - existem práticas viciosas, erros, abusos ou irregularidades a serem evitadas, 
coibidas ou sanadas; 
XXXII - estão sendo informadas, com a devida obediência a prazos, as estatísticas 
requeridas pela Corregedoria Regional, mediante consulta aos recibos de envio 
arquivados em cartório ou aos dados armazenados na intranet. 
 
Pág. 13 
 
SUMÁRIO 
Capítulo II 
 
CORREIÇÃO ORDINÁRIA 
 
 
 
1. A correição ordinária consiste na fiscalização periódica, prevista e efetivada segundo 
critérios estabelecidos pela Corregedoria Regional. 
2. O Juiz Eleitoral deverá efetuar correição ordinária na serventia anualmente, no mês 
de março, de acordo com as instruções expedidas pela Corregedoria Regional, mediante 
remessa do Roteiro de Correição, disponibilizado no SICEL - Sistema de Inspeções e 
Correições Eleitorais, o qual deverá ser impresso e preenchido, sem emendas ou rasuras, 
rubricado em todas as folhas e, ao final, assinado pelo Juiz Eleitoral, chefe de cartório e 
secretário da correição, com os demais documentos solicitados. 
3. O Juiz Eleitoral expedirá edital para conhecimento de todos os interessados, 
noticiando a correição, com o prazo de 10 (dez) dias, que deverá ser afixado em cartório, 
conforme modelo que segue. 
 
 
___ ª zona eleitoral - _______________ 
 
EDITAL DE DIVULGAÇÃO DE CORREIÇÃO ORDINÁRIA, COM PRAZO DE 
10 DIAS. 
O Doutor _____________, Juiz da ___ª ZE - _________ , do Estado de São Paulo, na 
forma da lei, etc, torna público que, em cumprimento ao disposto no Provimento 
CRE/SP nº ___/_____, da e. Corregedoria Regional Eleitoral, designou o dia __ de 
_______ de ____, a partir das ____ horas, para realização de correição ordinária, no 
Cartório da ___ª zona eleitoral do Estado de São Paulo, instalado à _________ 
(endereço). E, para conhecimento de todos, expede este edital, que será 
publicado/afixado na forma da lei. 
(Local e data). 
(a)Juiz Eleitoral 
 
 
4. Ao designar data e hora para a realização da correição, o Juiz Eleitoral expedirá 
portaria, nomeando o chefe do cartório ou servidor do Quadro deste Tribunal para a função 
de secretário da correição. 
5. Para a realização da correição, o Juiz Eleitoral cientificará o representante do 
Ministério Público. 
 
 
 
Pág. 14 
 
SUMÁRIO 
 
Capítulo III 
 
CORREIÇÃO EXTRAORDINÁRIA 
 
 
 
1. A correição extraordinária consiste na fiscalização excepcional, realizável a qualquer 
momento, podendo ser geral ou parcial. 
2. A correição extraordinária poderá ser determinada pelo Juiz Eleitoral, de ofício, 
sempre que tomar conhecimento de erros, abusos ou irregularidades que devam ser 
corrigidos, evitados ou sanados. Poderá, ainda, ser determinada pelo Corregedor Regional, 
ou realizada pelo próprio Corregedor Regional, quando entender necessário. 
3. Havendo relevantes e declarados motivos de interesse público, a correição 
extraordinária poderá ser designada em sigilo, sem prévia comunicação aos interessados, 
desde que preceda de autorização expressa do Corregedor Regional. 
4. Ao assumir a zona eleitoral de que seja titular, o Juiz Eleitoral fará visita correcional 
no cartório eleitoral, no prazo de 30 (trinta) dias da sua posse, para verificar a regularidade 
de seu funcionamento e tomar ciência dos serviços cartorários. Tal visita correcional será 
dispensada, a critério do juiz, caso sua posse ocorra nos meses de janeiro, fevereiro, março 
e abril, em virtude da correição geral ordinária. 
5. Para orientar os trabalhos da correição, deverá ser utilizado o Roteiro de Correição 
Extraordinária, disponibilizado no SICEL - Sistema de Inspeções e Correições Eleitorais, o 
qual deverá ser encaminhado à Corregedoria Regional, no prazo de 5 (cinco) dias, a partir 
da realização da correição, devidamente preenchido, sememendas ou rasuras, rubricado 
em todas as folhas e, ao final, assinado pelo Juiz Eleitoral, chefe de cartório eleitoral e 
secretário da correição. 
6. Para realização da correição extraordinária, o Juiz Eleitoral poderá dispensar a 
expedição de edital de divulgação da correição e de portaria de designação de secretário. 
 
 
 
Pág. 15 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO II 
 
INSPEÇÕES 
 
 
 
1. As inspeções serão realizadas nos cartórios eleitorais, nas seguintes hipóteses: 
quando o Corregedor Regional entender necessário ou tomar conhecimento da ocorrência 
de indícios de irregularidades na prestação dos serviços eleitorais e quando previstas no 
cronograma anual de atividades da Corregedoria. 
1.1. O comunicado que determina a inspeção será divulgado no DJESP no dia de 
sua realização. 
2. As inspeções poderão ser realizadas pessoalmente pelo Corregedor Regional ou 
por comissão de servidores por ele designada. 
3. Deverá ser apresentada toda a documentação e fornecidas todas as informações 
solicitadas pelo Corregedor Regional ou pela comissão de servidores. 
4. Realizada a inspeção, será elaborado relatório, a ser encaminhado ao Juiz Eleitoral, 
para a adoção das providências necessárias, no prazo fixado pelo Corregedor Regional. 
4.1. (Excluído em 31//08/2018) 
5. Regularizadas as atividades cartorárias no prazo fixado, deverá ser oficiado à 
Corregedoria, com a indicação de cada uma das medidas adotadas pela zona eleitoral. 
6. Atendidas todas as determinações contidas no relatório de inspeção, o Corregedor 
Regional expedirá ofício ao Juiz Eleitoral, comunicando o arquivamento dos autos do 
Processo de Inspeção. 
 
 
Pág. 16 
 
SUMÁRIO 
PARTE II 
 
 
 
TÍTULO I 
 CARTÓRIO ELEITORAL 
(Alterado em 16/06/2015) 
 
 
Capítulo I 
 
ORGANIZAÇÃO E ATRIBUIÇÕES 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES INICIAIS 
 
 
1. Aos Juízos Eleitorais serão conferidos, de acordo com a abrangência territorial e 
competência que lhes for atribuída pela legislação, os serviços do foro eleitoral. 
1.1. Os Juízes Eleitorais deverão comparecer à sede do cartório eleitoral, no 
mínimo, uma vez por semana, para despachos e assinaturas nos processos e 
expedientes1. 
1.1.1. Nos cartórios eleitorais com processos paralisados por mais de trinta dias, os 
Juízes Eleitorais deverão comparecer diariamente, a fim de promover a 
regularização desses feitos2. (Incluído em 26/10/2016) 
1.2. No desempenho dos serviços eleitorais, o Juiz Eleitoral será auxiliado pela 
chefia e servidores do cartório. 
1.3. Os Juízes Eleitorais, corregedores permanentes da unidade, exercerão 
contínua fiscalização dos cartórios eleitorais providenciando para que se mantenham 
em ordem livros, processos, documentos e demais expedientes, verificando se são 
cumpridos os prazos processuais e as instruções emanadas pelo Tribunal Superior 
 
1 Res. TRE/SP nº 233/2011. 
2 Ofício-Circular CRE/SP nº 138/2015. 
 
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SUMÁRIO 
Eleitoral, Corregedoria-Geral Eleitoral, pelo Tribunal Regional Eleitoral e por esta 
Corregedoria Regional. 
1.4. Sem prejuízo das atribuições conferidas pelo Código Eleitoral e legislação 
pertinente, compete ao Juiz Eleitoral exercer quaisquer atribuições decorrentes da lei, 
para melhor ordenamento, presteza e finalização dos serviços eleitorais. 
2. O cartório eleitoral atenderá ao público, nos dias úteis, durante um período mínimo 
de 6 (seis) horas, salvo determinação contrária. 
2.1. Nos cartórios eleitorais, o atendimento ao público será das 12 às 18 horas. 
No período eleitoral, o atendimento ao público será o determinado por este Tribunal. 
2.2. O fechamento do cartório ou a suspensão do expediente se dará somente em 
situações de extrema necessidade quando reconhecido obstáculo que impeça o 
regular andamento das atividades, devendo ser comunicado imediatamente o 
fechamento ou a suspensão à Presidência deste Tribunal. 
2.2.1. Havendo necessidade de execução de serviços nas dependências do cartório 
que requeiram o fechamento ou a suspensão do atendimento ao público, deverá ser 
solicitada autorização prévia à Presidência deste Tribunal com, no mínimo, 10 dias 
de antecedência3. 
2.2.2. O fechamento do cartório ou a suspensão do expediente deverá ser 
comunicado amplamente à população por meio de cartazes em local de amplo 
acesso ao público e, se possível, na mídia local (jornais e rádios). 
 
 
 
Seção II 
 
CHEFE DE CARTÓRIO ELEITORAL 
 
 
3. Atribuições: 
3.1. Atividades pertinentes às rotinas cartorárias: 
I - cumprir as determinações do Juiz Eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral, do 
Tribunal Regional, da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral e desta Corregedoria 
Regional, adotando as medidas pertinentes e prestando as informações necessárias; 
II - despachar com o Juiz Eleitoral, mantendo-o informado sobre as atividades 
desenvolvidas no cartório eleitoral e sobre os andamentos processuais, em especial, 
sobre os processos paralisados por mais de 30 dias na zona eleitoral; 
 
3 Mensagem da Diretoria-Geral (Linha Direta 136-Interior, de 07/05/15). 
 
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SUMÁRIO 
III - supervisionar a movimentação dos feitos em geral, certificando a contagem dos 
prazos, a expedição de mandados e outros atos processuais; 
IV - velar pela observância dos prazos, solicitando ao Ministério Público e advogados, 
findos os prazos estabelecidos em lei ou pelo juiz, a devolução dos autos que lhes 
forem entregues; 
V - supervisionar o registro regular dos andamentos processuais no SADP, a fim de 
que eles reflitam a realidade física do processo; 
VI - acompanhar ou designar servidor para acompanhar a pauta de audiências, 
adotando os procedimentos necessários à sua realização; 
VII - arquivar os autos de processos findos, revisando e certificando sua 
regularidade; 
VIII - controlar o desempenho, a assiduidade e a pontualidade dos servidores, 
informando ao Juiz Eleitoral qualquer irregularidade; 
IX - certificar a presença do Juiz Eleitoral em cartório, arquivando certidão em pasta 
própria4; 
X - comunicar ao Juiz Eleitoral a necessidade de requisitar servidores para auxiliar no 
cartório ou no posto de atendimento, quando houver; 
XI - exercer ação disciplinar sobre os servidores subordinados, representando, quando 
necessário, ao Juiz Eleitoral; 
XII - comunicar ao Juiz Eleitoral seus afastamentos em virtude de férias ou 
licenças; 
XIII - planejar, organizar e coordenar as atividades administrativas do cartório e 
de atendimento ao público, supervisionando os procedimentos de alistamento, 
transferência, revisão, segunda via e atualização do histórico do eleitor; 
XIV - orientar os servidores do cartório quanto à forma de execução das rotinas 
cartorárias; 
XV - distribuir as tarefas cartorárias de forma a otimizar os serviços; 
XVI - supervisionar os servidores no atendimento ao público, zelando pela 
agilidade, cortesia e correta orientação a ser fornecida; 
XVII - expedir certidões relativas aos assentamentos e dados que constam do 
cartório eleitoral ou do cadastro nacional de eleitores, subscrevendo-as, sendo 
permitida a designação de servidor substituto para a emissão e subscrição de certidão 
na sua ausência; 
 
4 Res. TRE/SP nº 309/14. 
 
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SUMÁRIO 
 
XVIII - assegurar os meios necessários à realização de inspeções e auxiliar o Juiz 
Eleitoral durante o procedimento correcional no cartório eleitoral; 
XIX - viabilizaro cadastramento do representante partidário como administrador 
no sistema ELO 6, bem como proceder à sua alteração ou exclusão quando solicitado; 
XX - supervisionar a ordenação da lista especial e o envio de seu comprovante 
a esta Corregedoria; 
XXI - supervisionar os registros de desfiliação no sistema ELO 6; 
XXII - lavrar os termos de abertura e encerramento dos livros obrigatórios e 
numerar e rubricar as folhas; 
XXIII - conservar os documentos dentro dos prazos estabelecidos na legislação; 
XXIV - zelar pelo uso, conservação e guarda do material permanente e de 
consumo, incluindo os de informática, comunicando, por escrito, eventual extravio ao 
Juiz Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral, sob pena de responsabilidade; 
XXV - requisitar o material necessário aos serviços; 
XXVI - acessar o informativo Linha Direta, o mural da intranet e o email da zona 
eleitoral, no mínimo, 3 (três) vezes ao dia, no início, meio e final do expediente, 
cumprindo com atenção as orientações disponibilizadas pela Corregedoria e demais 
unidades da Secretaria do Tribunal, de tudo dando conhecimento ao juiz e demais 
servidores do cartório; 
XXVII - manter atualizados os dados do cartório eleitoral contidos no sistema ELO 
e no Cadastro de Zonas Eleitorais da intranet; 
XXVIII - efetuar, semanalmente, o backup de todos os arquivos existentes no cartório 
eleitoral; 
XXIX - encaminhar os dados estatísticos exigidos por esta Corregedoria e demais 
Unidades deste Tribunal nos prazos estabelecidos; 
 
XXX - tomar conhecimento das Normas de Serviço expedidas por esta 
Corregedoria, promovendo a orientação dos demais servidores do cartório eleitoral, 
com a finalidade de bem executar o serviço; 
XXXI - tomar conhecimento das resoluções expedidas pelo Tribunal Superior 
Eleitoral e por este Tribunal, bem como dos provimentos da Corregedoria-Geral da 
Justiça Eleitoral e desta Corregedoria, adotando as providências necessárias; 
 
XXXII - executar qualquer outra atividade que, por sua natureza, esteja inserida no 
âmbito de suas atribuições. 
3.2. Atividades pertinentes às rotinas cartorárias no período eleitoral: 
 
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SUMÁRIO 
I - adotar as medidas necessárias para a preparação e realização das eleições, nos 
termos do calendário eleitoral e das instruções expedidas pelo Tribunal Superior 
Eleitoral e por este Tribunal; 
II - tomar conhecimento das resoluções pertinentes à eleição expedidas por este 
Tribunal e pelo Tribunal Superior Eleitoral, bem como adotar as medidas necessárias 
ao seu cumprimento; 
III - atuar como multiplicador, relativamente aos demais servidores do cartório eleitoral, 
dos treinamentos ministrados pelo Tribunal e Corregedoria, referentes aos trabalhos 
da eleição; 
IV - requisitar, mediante determinação do Juiz Eleitoral, os recursos humanos, 
materiais e outros necessários ao cumprimento do calendário eleitoral, cabendo-lhe, 
ainda, administrar e supervisionar as tarefas; 
V - dar andamento aos pedidos de registro de candidatos, representações de 
propaganda eleitoral, direito de resposta e outros quando se tratar de zona eleitoral 
competente ou designada para executar referidos procedimentos; 
VI - dar andamento às ações eleitorais protocoladas no cartório, providenciando as 
diligências necessárias às determinações do Juiz 
Eleitoral; 
VII - cumprir as determinações do Juiz Eleitoral com relação às impugnações e 
outras ocorrências verificadas durante o pleito; 
VIII - prestar assistência ao Juiz Eleitoral durante os trabalhos de apuração das 
eleições, até a sua finalização. 
 
 
 
Seção III 
 
SERVIDORES DOS CARTÓRIOS ELEITORAIS 
 
 
4. Atribuições: 
 
I - atender ao público com presteza, agilidade e cortesia, prestando as informações 
requeridas, salvo as protegidas por sigilo, buscando sempre a excelência e a contínua 
melhoria do serviço eleitoral; 
 
II - atender prontamente as ordens emanadas de seus superiores; 
 
III - executar os serviços cartorários segundo as orientações do chefe de cartório 
eleitoral e em conformidade com a legislação eleitoral e estas Normas de Serviço; 
 
 
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SUMÁRIO 
IV - expedir certidões disponibilizadas pelo Sistema ELO, caso em que poderá 
subscrevê-las; 
 
V - velar pelo bom uso dos bens móveis, do material de expediente e de consumo à 
disposição no cartório eleitoral, zelando por sua economia e conservação; 
 
VI - comunicar ao chefe de cartório as irregularidades que verificar na execução dos 
serviços; 
 
VII - acessar o informativo Linha Direta e o mural da intranet, diariamente, a fim 
de tomar conhecimento das comunicações ali disponibilizadas; 
 
VIII - tratar com urbanidade a todos com quem se relaciona no exercício das 
funções; 
 
IX - exercer, quando nomeado, as funções de oficial de justiça ad hoc; 
 
X - tomar conhecimento dos procedimentos previstos nas Normas de Serviço desta 
Corregedoria, na Resolução TSE nº 21.538/03, no Manual de ASE e em outras normas 
pertinentes, aplicando-os na execução das rotinas cartorárias; 
 
XI - executar qualquer outra atividade que, por sua natureza, esteja inserida no âmbito 
de suas atribuições. 
 
 
 
Seção IV 
 
DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AD HOC 
 
 
5. O Juiz Eleitoral designará, mediante portaria, a ser afixada em cartório, o servidor 
que atuará como oficial de justiça ad hoc na circunscrição da respectiva zona eleitoral. 
 
5.1. A designação recairá, preferencialmente, dentre os servidores lotados na 
zona eleitoral. 
 
5.2. É vedado designar a função de oficial de justiça ad hoc aos estagiários, 
prestadores de serviço terceirizados, pessoa filiada a partido político ou que desenvolva 
atividade profissional incompatível com o desempenho desse cargo, e aqueles que 
figuram no art. 144, combinado com art. 145, ambos do Código de Processo Civil. 
(Alterado em 26/10/2016) 
 
5.3. O reembolso de despesas com transporte pelo cumprimento de mandados 
será realizado de acordo com o previsto nas portarias expedidas por este Tribunal. 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
Seção V 
 
ORDEM GERAL DOS SERVIÇOS 
 
 
6. Todos os ofícios expedidos serão numerados em ordem cronológica renovável a 
cada ano e suas cópias arquivados em pasta própria, facultada a criação de pasta virtual 
para tal finalidade. (Alterado em 26/10/2016) 
 
7. Os recibos de correspondência deverão ser anexados à cópia do expediente 
arquivado em cartório. 
 
8. Os expedientes exarados no exercício da jurisdição eleitoral devem ser 
obrigatoriamente lavrados em papel com o timbre da Justiça Eleitoral, constando o número 
e o nome da respectiva zona, endereço e telefone, conforme modelo abaixo, devendo o 
juiz subscrevê-los como Juiz Eleitoral, a fim de que sejam pronta e corretamente 
identificados, distinguindo-se as funções de Juiz Eleitoral das de Juiz Estadual. 
 
 Modelo: 
 
 JUSTIÇA ELEITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
JUÍZO DA ___ª ZONA ELEITORAL – ________ 
Município – SP 
 Rua ____, nº ___ – Telefone nº ____________ 
 
 
9. As normas, instruções, ofícios, resoluções e demais documentos encaminhados às 
zonas eleitorais deverão ser arquivados de modo a facilitar sua localização. 
 
10. O Juiz Eleitoral deverá empregar especial atenção na elaboração de portarias, as 
quais não podem ser contrárias à lei ou ir além de seus parâmetros, sob pena de ofensa 
ao princípio da legalidade. (Incluído em 26/10/2016) 
10.1. Fica dispensado o envio de cópia das portarias expedidas a esta 
Corregedoria, à exceçãodaquelas de instauração de sindicância e processo 
administrativo. (Incluído em 26/10/2016) 
 
 
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SUMÁRIO 
Capítulo II 
 
PROTOCOLO E REMESSA DE DOCUMENTOS E 
PROCESSOS 
(Capítulo II alterado em 16/05/2014) 
 
 
 
1. O protocolo e a remessa de documentos e processos serão feitos por intermédio do 
Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos – SADP e observarão os 
procedimentos determinados para cada tipo de documento ou classe processual 
constantes do Manual do SADP, disponível na intranet deste Tribunal, menu 
Cartórios/SADP/Orientações. 
 
1.1. Quando o SADP estiver indisponível, caberá ao servidor do cartório eleitoral 
certificar o fato no verso do documento (original e cópia, se houver). Após o retorno 
operacional do sistema, o documento deverá ser protocolado e registrado no SADP, 
fazendo-se constar do campo “Informações Complementares” a data e a hora em que 
foi efetivamente recebido o documento/processo. 
 
2. A zona eleitoral receberá todos os documentos a ela endereçados. 
 
2.1. Não há protocolo integrado na circunscrição eleitoral do Estado. No caso de 
recebimento de documentos pertencentes a outras unidades, serão obedecidos os 
seguintes procedimentos: 
 
a) documentos recebidos por malote ou correio e destinados a outra zona 
eleitoral: protocolar e enviar à zona destinatária; 
 
b) documentos relativos a processos em andamento no Tribunal, seja em virtude 
de competência originária ou para julgamento de recurso: não deverão ser recebidos 
e, caso essa condição seja percebida apenas posteriormente, a parte deverá ser 
intimada para retirá-los no prazo de 30 dias, sob pena de descarte, a critério do Juízo, 
vedado o seu encaminhamento a este Tribunal. 
 
3. Documentos referentes a direitos políticos (suspensão/restabelecimento) ou de 
cancelamento por óbito não serão protocolados no SADP e, antes de serem encaminhados 
ao órgão competente (zona eleitoral ou Corregedoria Regional, conforme o caso), deve-se 
anotar no canto superior direito o resultado da pesquisa ao cadastro de eleitores, 
dispensando-se a impressão do espelho de consulta. 
 
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SUMÁRIO 
Capítulo III 
 
LIVROS OBRIGATÓRIOS 
 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
1. Os livros obrigatórios, inclusive os de folhas soltas, devem possuir termos de 
abertura e encerramento lavrados e assinados pelo chefe de cartório eleitoral e folhas 
devidamente numeradas e por ele chanceladas ou rubricadas; as folhas dos livros de folhas 
soltas poderão ser numeradas e chanceladas ou rubricadas à medida que forem sendo 
inseridas no respectivo livro. (Alterado em 18/03/2016) 
1.1. Os livros podem ser de folhas presas, caso em que devem ser manuscritos, 
e/ou de folhas soltas, podendo, neste caso, ser utilizadas cópias reprográficas ou 
impressas dos documentos a serem transcritos e, ao encerramento, ser encadernados. 
É vedada a colagem de documentos e certidões. (Alterado em 18/03/2016) 
1.2. Os livros devem conter todos os campos obrigatórios e ser vistos em 
correição, sendo lançado o carimbo de “Visto em correição” na última folha utilizada, 
com a assinatura do Juiz Eleitoral e a data. (Alterado em 18/03/2016) 
1.3. Os termos de abertura e encerramento devem ser lavrados na mesma data., 
de acordo com os modelos disponibilizados na intranet, menu Cartórios/Temas 
Cartorários/Modelos em geral. 
2. A escrituração dos livros e papéis deve ser feita em vernáculo, utilizando-se tinta 
azul ou preta. É vedado o uso de borracha, corretivo ou raspagem, por qualquer meio 
mecânico ou químico. (Alterado em 18/03/2016) 
3. Na escrituração dos livros devem ser evitados erros, omissões, emendas, rasuras, 
borrões ou entrelinhas, efetuando-se, quando necessárias, as devidas ressalvas antes da 
subscrição do ato, de forma legível e autenticada. (Alterado em 25/05/2011) 
3.1. As anotações de “sem efeito” devem ser datadas e acompanhadas do nome 
e da assinatura de quem as fez. (Alterado em 06/07/2007) 
3.2. Devem ser evitados e inutilizados os espaços em branco. 
3.3. Na escrituração dos livros, os lançamentos devem ser realizados por extenso, 
sendo vedada a utilização de aspas e do termo “idem”, devendo, se for o caso, o 
lançamento ser repetido a cada novo registro. (Acrescentado em 03/10/2006) 
 
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SUMÁRIO 
3.4. É vedada a divisão de documento a ser encartado em livro de folhas soltas 
que exceda o número de páginas previsto para o livro. Nesse caso, proceder ao seu 
encerramento antecipadamente, após o último documento encartado, com a devida 
certificação, conforme modelos disponibilizados na intranet, menu Cartórios/Temas 
Cartorários/Modelos em geral e abrir novo livro para o encarte do documento completo. 
(Incluído em 18/03/2016) 
4. Os livros em andamento ou findos devem ser bem conservados e, sendo o caso, 
encadernados, devendo os livros em andamento serem classificados de acordo com a 
nomenclatura estabelecida na Seção II deste Capítulo. (Alterado em 25/05/2011) 
4.1. (Excluído pelo Provimento CRE/SP nº 03/2002) 
 
Seção II 
 
NOMENCLATURA DOS LIVROS 
(Alterada em 25/05/2011) 
 
 
5. Todos os cartórios eleitorais devem manter devidamente escriturados os livros 
abaixo descritos: 
I) Atas; 
II) Carga de Autos; 
III) Carga de Mandados; 
IV) Demonstrativos de Débitos para Inscrição em Dívida Ativa; (Alterado em 18/03/2016) 
V) Registro de Saída de Expediente; 
VI) (Excluído em 31/08/2018) 
VII) Suspensão e Transação; 
VIII) (Excluído em 31/08/2018) 
 
6. O Livro de Atas conterá cópias das atas de reuniões, visitas e solenidades 
realizadas (instalação do cartório, distribuição de horário eleitoral, diplomação dos eleitos 
etc.), exceto as atas das seções eleitorais (ata de mesa receptora de justificativa e ata de 
mesa receptora de votos). (Alterado em 18/03/2016) 
7. O Livro de Carga de Autos será utilizado para anotar a retirada de quaisquer autos 
do cartório pelo juiz, representante do Ministério Público, advogado ou autoridade policial 
e conterá: 
 
 
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SUMÁRIO 
a) data da carga; 
b) número do processo (nº de volumes, apensos e objetos que o acompanham); 
c) classe processual; 
d) partes; 
e) retirado por (se advogado, anotar OAB e respectiva seção, endereço, telefone e e-
mail); 
 
f) assinatura de quem recebeu os autos; 
g) data da devolução e assinatura do servidor. 
 
7.1. Os autos retirados devem ser restituídos no prazo legal ou naquele fixado pelo 
Juiz Eleitoral, devendo o cartório proceder à verificação semanal do Livro de Carga de 
Autos, visando identificar se há cargas com prazos de devolução vencidos. 
7.2. Restituídos os autos, o servidor do cartório dará baixa imediata no Livro de 
Carga de Autos e certificará a restituição nos autos. 
7.3. Expirado o prazo sem a restituição dos autos, o cartório deverá observar as 
instruções constantes da Parte II/Título IX/Capítulo I/Seção VI – Cargas. 
8. O Livro de Carga de Mandados será utilizado para registro dos mandados 
entregues aos oficiais de justiça e conterá: 
 
a) número e ano do registro; 
b) número do processo; 
c) classe processual; 
d) nome legível do oficial de justiça; 
e) data da entrega do mandado ao oficial de justiça; 
f) ato a ser praticado; 
g) nome legível do destinatário do ato; 
h) data da devolução do mandado e assinatura do servidor; 
i) data da efetiva realização do ato; 
j) assinatura do oficial de justiça. 
 
 
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SUMÁRIO 
8.1. Serão também registradas no Livro de Carga deMandados as petições que, 
por despacho judicial, sirvam como tal. 
8.2. Devolvidos os mandados, o servidor do cartório dará baixa imediata no Livro 
de Carga de Mandados, na presença do oficial de justiça. 
8.2.1. A restituição deverá ser certificada nos autos, com menção da data de 
recebimento do mandado. 
 
9. O Livro de Demonstrativos de Débitos para Inscrição em Dívida Ativa, 
obrigatoriamente de folhas soltas, será destinado à inscrição, para efeito de cobrança 
mediante execução fiscal, das multas eleitorais arbitradas e não pagas e para as criminais 
de qualquer valor; e será composto pelas cópias simples dos Demonstrativos de Débitos 
para Inscrição em Dívida Ativa da União, observados os termos da Resolução TRE/SP nº 
345/2015. (Alterado em 31/08/2018) 
9.1. Os Demonstrativos de Débitos para Inscrição em Dívida Ativa da União 
conterão a identificação do sujeito passivo, os dados relativos ao débito e os 
fundamentos legais, devendo ser utilizado para seu preenchimento o modelo constante 
do Anexo I da Resolução TRE/SP nº 345/2015, disponibilizado na intranet deste 
Tribunal no menu Cartórios/Temas Cartorários/Multas. (Alterado em 18/03/2016) 
 
10. O Livro de Registro de Saída de Expediente será utilizado para registro dos 
expedientes enviados pelo cartório eleitoral, excluídas as cargas de autos e certidões de 
quitação eleitoral. Conterá os seguintes dados: 
a) número e ano do registro; 
b) data; 
c) destino; 
d) assunto; 
e) observações. 
11. (Excluído em 31/08/2018) 
12. O Livro de Suspensão e Transação será utilizado para controle e registro dos 
beneficiados pelos arts. 76 (transação penal) e 89 (suspensão condicional do processo) da 
Lei nº 9.099/95 e para os casos de suspensão do processo pelo art. 366 do Código de 
Processo Penal e conterá: 
a) número do processo; 
b) nome(s) do(s) beneficiado(s) ou réu(s); 
c) dispositivo legal; 
d) data da suspensão/concessão; 
 
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SUMÁRIO 
e) data do término previsto, se for o caso; 
f) condições da suspensão/transação, se for o caso; 
g) observações. 
13. (Excluído em 31/08/2018) 
 
 
Seção III 
 
CLASSIFICADORES 
(Alterada em 25/05/2011) 
 
14. Os cartórios eleitorais possuirão, obrigatoriamente, os seguintes classificadores 
(pastas destinadas a arquivo), facultada a criação de pasta virtual: (Alterado em 31/08/2018) 
a) (Excluído em 18/03/2016) 
b) portarias e atos normativos do Juiz Eleitoral, arquivados em ordem crescente 
numérica e cronológica; 
c) documentos recebidos, arquivados em ordem cronológica; 
d) ofícios expedidos, arquivados em ordem numérica; 
e) editais, arquivados em ordem crescente numérica e cronológica e com certidão 
quanto à data de sua publicação/afixação e período em que permaneceu fixado; (Alterado 
em 31/08/2018) 
f) prontuários dos servidores, nos quais serão arquivados documentos da vida 
funcional de cada um dos servidores do cartório (ex.: férias concedidas, penalidades 
disciplinares aplicadas, licenças, frequência, requerimentos etc.); 
g) (Excluído em 31/08/2018) 
h) requerimentos e respectiva documentação comprobatória de deficiência que torne 
impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais 
relativas ao alistamento e ao exercício do voto, nos termos da Resolução TSE nº 
21.920/2004. 
i) declarações - frequência do Juiz Eleitoral5. (Alterado em 31/08/2018) 
j) comunicações de condenação criminal, extinção de penas/punibilidade e de 
inelegibilidade; (Incluído em 31/08/2018) 
 
5 Resolução TRE/SP nº 418/2017. 
 
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SUMÁRIO 
k) fichas de digitação do CODIPEL e comunicações de óbito recebidas em meio físico; 
(Incluído em 31/08/2018) 
l) Recomendação CNJ nº 12/2013; e (Incluído em 31/08/2018) 
m) Relatórios – processos paralisados por mais de 30 dias com a ciência do Juiz 
Eleitoral. (Incluído em 31/08/2018) 
14.1. Além dos classificadores elencados nesta Seção, o cartório eleitoral deverá 
possuir outras pastas conforme orientações previstas em regras esparsas destas 
Normas ou em outros atos normativos. 
14.2. O cartório poderá adotar outros classificadores que julgar convenientes à 
organização de seus trabalhos. 
 
 
Seção IV 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
(Excluída em 25/05/2011) 
 
 
 
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SUMÁRIO 
Capítulo IV 
 
DESCARTE DE DOCUMENTOS 
 (Alterado em 02/12/2015) 
 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES INICIAIS 
 
 
 
1. O chefe de cartório eleitoral deverá providenciar, periodicamente, de preferência 
após as eleições, o levantamento dos documentos sob sua guarda destinados ao descarte, 
com a finalidade de organizar os espaços físicos, resguardar e conservar documentos. 
1.1. Esse levantamento de documentos subsidiará a elaboração da Listagem de 
Eliminação de Documentos – LED (Anexo I deste Capítulo). 
1.2. Na elaboração da LED, serão observados os prazos previstos na Tabela de 
Temporalidade de Documentos – TTD disponibilizada na intranet deste Tribunal no 
menu Cartórios/Temas Cartorários/Descarte. 
2. A eliminação de documentos será efetivada mediante fragmentação, manual ou 
mecânica, ou processo eletrônico6,vedada a incineração.7 
2.1. A eliminação de documentos será realizada pelos próprios servidores do 
cartório eleitoral ou por terceiros, desde que sem ônus para a Justiça Eleitoral. 
2.1.1. O cartório eleitoral poderá contatar entidades filantrópicas ou cooperativas de 
reciclagem, indagando sobre o interesse na fragmentação e posterior recebimento 
em doação do material fragmentado. 
2.1.2. Nesse caso, os trabalhos de transporte e fragmentação dos documentos 
deverão ser integralmente acompanhados por servidor do cartório eleitoral, vedada 
a permanência de documentos não fragmentados fora das dependências do cartório 
eleitoral sem supervisão do servidor designado para o acompanhamento do 
descarte. 
 
2.1.3. Se a fragmentação for efetivada pelos próprios servidores, nas dependências 
do cartório eleitoral, o material fragmentado poderá ser entregue a instituições de 
ensino, entidades filantrópicas ou cooperativas de reciclagem interessadas em seu 
recebimento sem qualquer ônus para a Justiça Eleitoral. 
 
6 Processo de eliminação aplicado aos documentos exclusivamente digitais. 
7 Resolução TSE nº 23.379/2012, art.37 
 
Pág. 31 
 
SUMÁRIO 
 
2.1.4. Caso, em razão do volume de documentos, seja inviável a integral 
fragmentação em ocasião única, deverão ser designadas pelo Juiz Eleitoral tantas 
datas quanto se fizerem necessárias para a completa fragmentação, sempre 
acompanhadas pelo servidor do cartório eleitoral. 
 
 
 
Seção II 
 
PROCEDIMENTO DE DESCARTE 
 
 
3. O procedimento administrativo de descarte será formalizado com a adoção das 
medidas a seguir. 
3.1. A chefia do cartório eleitoral fará informação ao Juiz Eleitoral, a ser autuada 
na Classe Processual Descarte de Material (DM), independentemente de despacho, 
acompanhada da Listagem de Eliminação de Documentos - LED. 
3.2. Após a apreciação do atendimento da Tabela de Temporalidade de 
Documentos - TTD, das demais normas de conservação, bem como do eventual 
interesse histórico da documentação, o Juiz Eleitoral determinará a publicação de Edital 
de Ciência de Eliminação de Documentos (Anexo II deste Capítulo), instruído com a 
LED. 
3.2.1. O edital será afixado no local de costume e publicado no Diário da Justiça 
Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo – DJESP, no 
mesmo dia, certificando-se as providências nosautos, com juntada de cópia do 
edital. 
 
3.2.2. Deverá ser encaminhada cópia do edital ao Centro de Memória Eleitoral deste 
Tribunal, pelo e-mail cemel@tresp.gov.br, que poderá manifestar interesse na 
documentação ou em parte dela. 
3.3. No prazo de 30 dias a partir da data da publicação do edital, eventuais 
interessados poderão requerer o desentranhamento de documentos ou cópias de 
peças de processos, às suas custas, desde que demonstradas as razões do pedido. 
3.3.1. Eventual manifestação, ou sua ausência, deverá ser certificada nos autos. 
3.4. Com ou sem manifestação dos interessados, a partir do trigésimo dia 
subsequente à data de publicação do edital, os autos serão encaminhados ao Juiz 
Eleitoral para apreciação. 
3.4.1. Nessa decisão, não havendo questionamentos, o Juiz Eleitoral designará dia, 
hora, forma de realização do descarte, bem como o servidor do cartório eleitoral que 
acompanhará o procedimento. 
 
Pág. 32 
 
SUMÁRIO 
3.4.1.1. Caso haja questionamentos, estes deverão ser apreciados pelo Juiz 
Eleitoral antes da fixação da data do descarte. 
3.4.2. A decisão do Juiz Eleitoral deverá ser registrada no SADP, ser afixada no 
local de costume e publicada no DJESP, no mesmo dia, certificando-se as 
providências nos autos. (Alterado em 31/08/2018) 
3.4.3. O Ministério Público será pessoalmente intimado da decisão, antes da data 
designada para o descarte. 
4. Realizado o descarte, será lavrado o Termo de Eliminação de Documentos – TED 
(Anexo III deste Capítulo), com a respectiva juntada aos autos. 
5. Havendo cooperativa de reciclagem, instituição de ensino ou entidade filantrópica 
interessada em receber o produto do descarte, este poderá ser doado mediante elaboração 
do Termo de Doação (Anexo IV deste Capítulo), que deverá ser juntado aos autos, 
observando-se o item 2.1. 
6. Finalizado o descarte, deverão ser feitas as anotações nos livros correspondentes e 
nos sistemas destinados à tramitação de documentos e processos, a exemplo do SADP, 
relativas aos expedientes descartados, mencionando-se o número do procedimento 
administrativo de descarte. 
7. Verificada a adoção de todas as providências necessárias e uma vez registrados 
todos os andamentos referentes ao procedimento administrativo de descarte no SADP, 
proceder-se-á ao seu arquivamento, mediante despacho. 
8. É vedada a eliminação dos procedimentos administrativos de descarte. 
 
Pág. 33 
 
SUMÁRIO 
ANEXO I 
 
LISTAGEM DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS – LED 
 
 
 
JUSTIÇA ELEITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
JUÍZO DA ___ª ZONA ELEITORAL – ________ 
Município – SP 
 Rua ____, nº ___ – Telefone nº ____________ 
 
 
 
 
 
LISTAGEM DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS – LED 
 
ZE / MUNICÍPIO: ENDEREÇO DA ZONA ELEITORAL: 
 
CLASSIFICAÇÃO/ 
DOCUMENTO 
QUANTIDADE DATA / 
PERÍODO DO 
DOCUMENTO (1) 
PRAZO PARA 
DESCARTE (2) 
 
 
 
NOME DO CHEFE DE CARTÓRIO: 
 
DATA: 
 
ASSINATURA: 
 
 
 
(1) Data ou intervalo de tempo a que se referem os documentos relacionados. 
(2) Período a partir do qual os documentos podem ser descartados, de acordo com a Tabela de 
Temporalidade de Documentos - TTD. 
 
Pág. 34 
 
SUMÁRIO 
ANEXO II 
 
 
EDITAL DE CIÊNCIA DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS 
 
 
 
JUSTIÇA ELEITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
JUÍZO DA ___ª ZONA ELEITORAL – ________ 
 Município – SP 
Rua ____, nº ___ – Telefone nº ____________ 
 
 
 
 
 
EDITAL DE CIÊNCIA DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS Nº __/ANO_ 
 
 
O Doutor ______________, MM. Juiz da ____ ª Zona Eleitoral - 
 
_______________ do 
Estado de São Paulo, torna público, consoante 
 
determinação de fls.____, do 
Procedimento de Administrativo de Descarte nº 
 
nnnnnnn-dd.aaaa.6.26.zzzz, a quem possa 
interessar, que a partir do 30º 
 
(trigésimo) dia subsequente à data de publicação deste 
Edital, se não houver 
 
oposição, serão eliminados os seguintes documentos: (relacionar os 
 
documentos a serem descartados). Os interessados, no prazo citado, poderão
 
requerer, às 
suas expensas, o desentranhamento ou cópias dos documentos, mediante petição, 
demonstradas as razões do pedido. As instituições de ensino, cooperativas de reciclagem 
e as entidades filantrópicas poderão manifestar interesse na fragmentação e no 
recebimento dos documentos mencionados em doação, nesse mesmo prazo. E, para 
conhecimento de 
 
todos, expede o presente edital na forma da lei. 
 
 
(Local), ___de_________de_____. Eu, _______________, servidor da ___ª Zona Eleitoral 
- ______________- SP, preparei o presente edital e eu,
 
_____________, Chefe de 
Cartório, conferi. 
 
Publique-se. 
 
 
 
 __________________ Juiz Eleitoral 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pág. 35 
 
SUMÁRIO 
ANEXO III 
6 
 
TERMO DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS - TED 
 
 
 
 
JUSTIÇA ELEITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
JUÍZO DA ___ª ZONA ELEITORAL – ________ 
 Município – SP 
 Rua ____, nº ___ – Telefone nº ____________ 
 
 
 
 
Aos ..... dias do mês de ................... do ano de .........., às..... horas, de acordo com o que 
consta do Procedimento Administrativo de Descarte nº nnnnnnndd.aaaa.6.26.zzzz e do 
Edital de Ciência de Eliminação de Documentos nº ......./..... (fls. __), procedi ao descarte 
dos documentos relacionados na listagem abaixo, nas dependências do (local e endereço 
da fragmentação), após a sua integral descaracterização. O transporte e a fragmentação 
foram por mim acompanhados, tendo sido constatada a inexistência de documentos não 
fragmentados fora das dependências do Cartório Eleitoral. Eu, ___________, (servidor 
designado para acompanhar a fragmentação), elaborei o presente termo que segue 
subscrito pelo Chefe do Cartório Eleitoral. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO/ 
DOCUMENTO 
 
QUANTIDADE 
DATA / 
PERÍODO DO 
DOCUMENTO 
PRAZO PARA 
DESCARTE 
 
 
 
 
 
Local e data. 
 
 
Nome e assinatura do Chefe de Cartório. 
 
Pág. 36 
 
SUMÁRIO 
ANEXO IV 
TERMO DE DOAÇÃO 
 
 
 
JUSTIÇA ELEITORAL DO ESTADO DE SÃO PAULO 
JUÍZO DA ___ª ZONA ELEITORAL – ________ 
Município – SP 
 
 Rua ____, nº ___ – Telefone nº ____________ 
 
 
 
TERMO DE DOAÇÃO 
 
 
O Juízo da ___ª Zona Eleitoral - _______________-SP, representado pelo MM. Juiz 
Eleitoral, Dr. ____________________________________, doravante denominado 
DOADOR, e (nome de instituição, endereço e qualificação do representante), doravante 
denominado DONATÁRIO, acordam que: 
 
1. O DOADOR entregará ao DONATÁRIO o produto do descarte dos documentos 
relacionados no Procedimento Administrativo de Descarte nº nnnnnnn-dd.aaaa.6.26.zzzz, 
devidamente descaracterizado por fragmentação. 
 
2. A retirada do material fragmentado mencionado no item “1”, que se encontra no 
Cartório da __ ª Zona Eleitoral - _________- SP, situado na 
_________________(endereço), far-se-á até __/__/__, correndo as despesas por conta 
exclusiva do DONATÁRIO. 
 
3. Em caso de fragmentação fora das dependências do cartório, todo o processo de 
transporte e fragmentação deverá ser acompanhado pelo servidor designado para lavrar o 
Termo de Eliminação de Documentos - TED, sendo vedada a permanência de material não 
fragmentado fora das dependências do Cartório Eleitoral. 
 
Assim acertado, assinam o presente com duas testemunhas. 
(Local), _____ de___________ de ______. 
 
DOADOR___________________________ 
DONATÁRIO________________________ 
 
TESTEMUNHAS: 
1) _________________________________ 
2) _________________________________ 
 
 
Pág. 37 
 
SUMÁRIO 
Capítulo V 
 
CÓPIAS REPROGRÁFICAS E AUTENTICAÇÕES 
(Alterado em 03/09/2014) 
 
 
 
Seção I 
 
EXTRAÇÃO DE CÓPIAS 
 
 
1. Poderá ser solicitada a extração de cópias de documentos e processos findos ou em 
trâmite, devendo o interessado arcar com os custos da operação. 
1.1. É vedada a vista e o fornecimento de cópias, a terceiros, de documentos 
sigilosos ou que contenham informações pessoais e de processos que tramitem em 
segredo de justiça8. 
1.1.1. Para a correta diferenciação entre os conceitos de sigilo e segredo de justiça, 
o chefe e os servidores do cartório eleitoral deverão proceder à leitura da Seção XIV, 
Capítulo I, Título IX, Parte II, destas Normas de Serviço. 
2. O desarquivamento de processos para extração de cópias a pedido das partes, de 
terceiro interessado, de advogado ou de estagiário inscrito na OAB estará condicionado à 
prévia autorização do Juiz Eleitoral. 
3. As cópias poderão ser obtidas pelas formas a seguir: 
a) utilização de scanner, máquina fotográfica ou outro meio eletrônico portátil para a 
reprodução, no balcão do cartório eleitoral, de documentos ou peças constantes de 
autos; 
b) pela extração de cópias fora do recinto do cartório eleitoral. 
4. A extração de cópias fora do recinto do cartório eleitoral fica condicionada ao 
acompanhamento de servidor indicado pela chefia do cartório, exceto em caso de 
advogado ou estagiário inscrito na OAB e legalmente constituído nos autos, o que ocorrerá 
mediante carga. 
5. Os advogados e estagiários inscritos na OAB, legalmente constituídos nos autos, 
poderão retirá-los do cartório eleitoral, mediante carga, para extração de cópias, quando 
competir à parte representada manifestar-se nos autos, independentemente de 
requerimento ao Juiz Eleitoral. 
 
8 CPC, art. 155. 
 
Pág. 38 
 
SUMÁRIO 
5.1. Nos casos em que não houver fluência de prazo para manifestação da parte 
que representam, a retirada dos autos de cartório, mediante carga, estará condicionada 
à prévia autorização escrita do Juiz Eleitoral. 
5.2. Na fluência de prazo comum às partes, poderá ser feita carga rápida dos 
autos para a extração de cópias, sendo concedida a cada procurador a possibilidade 
de retirá-los pelo prazo de 1 (uma) hora, independentemente de ajuste entre as partes9. 
 
Seção II 
 
EXTRAÇÃO DE CÓPIAS DE DOCUMENTOS OU PROCESSOS 
SIGILOSOS 
 
 
6. É dever de todos os servidores da Justiça Eleitoral zelar pela proteção de 
informações sigilosas produzidas nos processos e expedientes sob sua guarda10. 
6.1. O acesso a informações sigilosas cria a obrigação para aquele que as obteve 
de resguardar o sigilo11. 
7. O acesso aos documentos e processos sigilosos somente será permitido aos 
servidores que realizam os atos processuais, às partes e aos seus advogados legalmente 
constituídos. 
8. A extração de cópias de inquérito policial somente deverá ser realizada após prévia 
autorização do Juiz Eleitoral, visando assegurar o sigilo necessário à elucidação do fato ou 
exigido pelo interesse da sociedade.12 
 
Seção III 
 
AUTENTICAÇÃO DE CÓPIAS 
 
 
9. Os servidores do cartório eleitoral poderão autenticar cópias extraídas, na sua 
presença, de documentos originais constantes dos assentamentos do cartório, apondo ao 
respectivo documento a expressão “confere com o original”, bem como seu nome legível, 
sua assinatura e data. 
 
9 CPC, art. 40, § 2º. 
10 Lei nº 12.527/2011, art. 25. 
11 Lei nº 12.527/2011, art. 25, § 2º. 
12 CPP, art. 20. 
 
Pág. 39 
 
SUMÁRIO 
9.1. Deverão constar das cópias autenticadas o nome e o número da zona 
eleitoral, bem como o número do processo, se for o caso. 
9.2. A cada face de documento reproduzida deverá corresponder uma 
autenticação, ainda que diversas reproduções sejam feitas na mesma folha, devendo, 
se possível, a autenticação ser realizada no anverso do documento. 
9.3. Não serão, em hipótese alguma, autenticadas as reproduções obtidas pelo 
emprego de scanner portátil ou máquina fotográfica. 
 
 
Pág. 40 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO II 
 ATENDIMENTO AO PÚBLICO 
 
Capítulo I 
(Alterado em 26/10/2016) 
 
OPERAÇÕES NO CADASTRO 
 
 
 
Seção I 
 
REQUERIMENTO DE ALISTAMENTO ELEITORAL – RAE 
 
 
 
1. Para o alistamento eleitoral, transferência, revisão ou 2ª via, será utilizado o RAE – 
Requerimento de Alistamento Eleitoral, em formulário preenchido no sistema ELO. 
1.1. O formulário RAE servirá como documento de entrada de dados e será 
processado eletronicamente no sistema ELO. 
1.2. É requisito à realização de operação RAE a quitação eleitoral. 
1.3. As operações de RAE são personalíssimas e não podem ser realizadas por 
procuração. 
2. Nas operações de alistamento, transferência, revisão, 2ª via e, ainda, nas hipóteses 
de regularização de situação do eleitor deverá, obrigatória e preliminarmente, ser efetuada 
a consulta ao cadastro de eleitores com a quadrícula “consulta combinada” marcada. 
2.1. Realizada a consulta combinada, tanto no menu Eleitor/Atendimento/RAE 
como no Eleitor/Atendimento/Consulta, o sistema verifica, simultaneamente, a Base de 
Perda e Suspensão de Direitos Políticos e o cadastro de eleitores. 
2.2. A consulta deverá ser feita preenchendo-se simultaneamente os campos 
“Nome do eleitor”; “Nome da mãe” e “Data de nascimento”; não sendo encontrada a 
inscrição eleitoral, deverá, ainda, ser feita consulta com combinação manual de todos 
os parâmetros, como por exemplo: 
a) nome do eleitor; 
b) nome da mãe; 
c) nome do eleitor com o nome da mãe; 
 
Pág. 41 
 
SUMÁRIO 
d) nome do eleitor com a data de nascimento; 
e) nome da mãe com a data de nascimento. (Alterado em 14/07/2017) 
 
2.3. Não existindo inscrição eleitoral e registro ativo na Base para o requerente 
consultado, será preenchido RAE de alistamento. Se o registro estiver na situação 
“Ativo”, o RAE não poderá ser preenchido até que seja comprovada a cessação do 
motivo da restrição anotada. 
2.4. Existindo inscrição para o eleitor consultado e tratando-se de operações de 
transferência ou revisão, serão apresentados os dados constantes do cadastro. O 
formulário RAE deverá, então, ser preenchido, complementando-se e/ou alterando-se 
aqueles dados com os constantes do documento apresentado e com as informações 
por ele prestadas. 
2.5. Existindo inscrição para o eleitor consultado e tratando-se de operação de 2ª 
via, serão apresentados os dados constantes do cadastro, que não poderão ser 
alterados. 
3. O cartório deverá adotar as medidas necessárias para evitar o processamento de 
transferência/revisão equivocadas, nos moldes seguintes: 
a) ao proceder à consulta ao cadastro, todos os dados devem ser confrontados com 
aqueles constantes do documento apresentado e, se for verificada divergência entre 
os dados, a situação pode indicar que a inscrição pertence a outro eleitor; na hipótese, 
o eleitor deverá prestar os esclarecimentos necessários, adotando, o cartório, as 
devidas cautelas para não proceder à transferência/revisão de inscrição de outro 
eleitor; 
b) o formulário RAE deverá ser preenchido com dados exatamente iguais aos 
registrados nos documentos apresentados pelo eleitor; 
c) após a digitação do RAE, deverá ser procedida à minuciosaconferência, 
especialmente quanto ao número da inscrição. 
4. Preenchido o formulário RAE, deverão ser colhidas as impressões digitais, a foto e 
a assinatura digital do eleitor, dispensada a impressão do RAE, desde que confirmada sua 
emissão, que se dará com a visualização do RAE na tela do sistema ELO, após sua 
gravação. 
4.1. Na hipótese de alistamento de pessoa com necessidades especiais que a 
impeça de apor sua assinatura e digital, a exemplo daqueles que não possuem os 
membros superiores, serão selecionadas as exceções correspondentes no sistema 
ELO. 
4.1.1. Nesse caso, o título eleitoral e o protocolo de entrega deverão conter, no local 
destinado à assinatura do eleitor, a expressão “impossibilitado de assinar”, a qual 
deverá ser consignada pelo servidor que realizar o atendimento. 
 
Pág. 42 
 
SUMÁRIO 
5. No momento do preenchimento do formulário RAE, o eleitor manifestará sua 
preferência sobre o local de votação, dentre os disponíveis na zona eleitoral, devendo o 
servidor consignar o código correspondente. Com essa finalidade, deverá ser afixada no 
cartório ou posto de alistamento relação de todos os locais de votação da zona e 
respectivos endereços. 
5.1. Se o requerente com necessidades especiais optar por seção especial, o 
servidor deverá assinalar, no RAE, o campo correspondente (Pode ocupar seção 
especial), além do tipo de deficiência, o local de votação e o número da seção 
especial. 
6. No espaço reservado para a data do requerimento deverá ser aposta a data do 
preenchimento do formulário RAE. 
7. Para os casos de deferimento de RAE, sua apreciação será realizada pelo Juiz 
Eleitoral, por meio do relatório coletivo de RAEs, que será gerado diariamente pelo cartório 
eleitoral, a cada fechamento de lote de RAE no sistema ELO. 
7.1. Se o relatório de RAE coletivo contiver mais de uma folha, o Juiz Eleitoral 
deverá assinar a última delas, no campo próprio, rubricando obrigatoriamente as 
demais. É vedada a utilização de chancela do juiz em substituição à sua assinatura. 
7.2. No caso de indeferimento do RAE, este deverá ser apreciado individualmente, 
mediante sua impressão. 
8. No caso de dúvidas quanto a informações prestadas pelo requerente no momento 
do preenchimento do RAE e não sendo possível sua comprovação de imediato, o RAE 
deverá ser incluído em diligência no sistema ELO, até que seja constatada a veracidade 
da informação, vedada a entrega do título eleitoral. Se verdadeira, o RAE deverá ser 
deferido no sistema ELO, com a posterior entrega do título; se inverídica, deverá ser 
indeferido. 
8.1. Não deve ser iniciado o preenchimento do RAE, tampouco ser colocado em 
diligência, no caso de ausência dos documentos exigidos para as operações de RAE, 
salvo situações excepcionais autorizadas por esta Corregedoria. 
9. Os lotes de RAE deverão ser fechados diariamente, com o respectivo envio para 
processamento. 
9.1. RAE incluído em diligência não é processado, cabendo ao chefe de cartório 
eleitoral realizar o acompanhamento (Relatório/Processamento/RAE em Diligência-
Diligenciado) e providenciar o seu processamento no sistema ELO 
(Eleitor/Atendimento/Consulta RAE em Diligência), tão logo seja solucionada a 
pendência. 
10. O cartório deverá tornar público o deferimento ou indeferimento dos pedidos de 
alistamento, transferência, revisão e 2ª via, nos dias 1º e 15 de cada mês ou, caso esses 
dias recaiam em sábado, domingo ou feriado ou dia em que não haja expediente, no 
primeiro dia útil seguinte, mediante afixação das respectivas relações, no local de costume. 
 
Pág. 43 
 
SUMÁRIO 
10.1. Será utilizado para esse fim o “relatório de afixação”, disponibilizado no 
sistema ELO. 
10.2. A zona eleitoral disponibilizará aos partidos políticos, para consulta em 
cartório, os documentos relativos às inscrições incluídas no cadastro ou transferidas 
para a zona, em que constem os respectivos endereços (relatório de RAE digitado 
completo). 
10.3. No caso de indeferimento de operações de alistamento, transferência, revisão 
ou 2ª via, as relações a serem utilizadas para a afixação deverão ser elaboradas pelo 
cartório eleitoral. 
10.4. Do despacho que indeferir operações de alistamento ou transferência, caberá 
recurso interposto pelo alistando ou eleitor, no prazo de 5 (cinco) dias, e do despacho 
que deferí-las, caberá recurso interposto por delegado de partido político, no prazo de 
10 (dez) dias, contados da data da afixação da respectiva relação. 
10.5. As operações processadas com a emissão de títulos on-line, que vierem a ser 
indeferidas pelo Juiz Eleitoral, deverão ser objeto de cancelamento pelo código de ASE 
450 – Cancelamento – sentença de autoridade judiciária, nos moldes do Capítulo I, 
Título III, Parte II, destas Normas. 
 
 
 
Seção II 
 
PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO RAE 
 
 
 
11. Para o preenchimento dos campos do formulário RAE deverão ser observadas as 
instruções contidas no Manual do RAE (Provimento nº 06/2003CGE), bem como as aqui 
apresentadas. 
12. O campo Mesário destina-se a habilitar eleitor para os trabalhos eleitorais. Quando 
este campo for preenchido, o sistema gerará, automaticamente, o código de ASE 205 – 
Habilitação para os trabalhos eleitorais, com o respectivo motivo/forma 1 – voluntário ou 2 
– indicado. Poderão ser indicados mesários voluntários menores de 18 anos; no entanto 
para ser convocado, o eleitor deverá ter 18 anos completos. 
13. O campo Pode ocupar seção especial deverá ser preenchido com “Sim” ou “Não”, 
devendo, no caso da opção "Sim", ser escolhida uma seção especial para o eleitor no 
campo respectivo. 
14. No campo Deficiência, deverá ser selecionado o tipo de deficiência. 
15. O campo destinado ao nome do requerente deverá ser preenchido com seu nome 
completo, sem abreviaturas, conforme conste do documento de identificação. Nomes que 
 
Pág. 44 
 
SUMÁRIO 
possuam mais de 70 (setenta) caracteres deverão ter os três primeiros e o último nomes 
grafados na íntegra. Deverão ser utilizadas somente letras do alfabeto e os sinais de acento 
agudo, grave e circunflexo, til, trema, hífen e apóstrofo. 
16. No campo referente à data de nascimento, deverá ser informada a data conforme 
conste do documento de identificação do requerente. 
16.1. Caso o requerente apresente documentação em que conste data de 
nascimento inválida (por exemplo: 30 de fevereiro, ou apenas conste mês e ano), deve 
ser consignada a opção altera/valida. 
16.2. No caso de incorreção no cadastro e, sendo necessária a correção da data 
após a comprovação pelo eleitor, utiliza-se a marcação alteração, que só pode ser 
utilizada na transferência ou revisão. 
16.3. As opções validação e alteração podem ser utilizadas ao mesmo tempo. 
17. No campo relativo ao tempo de domicílio, deverá ser informado o tempo de 
residência do requerente no endereço fornecido, conforme as hipóteses seguintes: 
a) Alistamento: o tempo de residência é irrelevante, porém, se for inferior a 30 (trinta) 
dias, deverá ser consignado neste campo 1 (um) mês, que é o tempo mínimo admitido 
pelo sistema. 
b) Transferência: o tempo de residência deverá ser de, no mínimo, 3 (três) meses no 
município, caso em que deverá ser verificado o transcurso de pelo menos 1 (um) ano da 
data da inscrição anterior (alistamento) ou da última movimentação (transferência). Tais 
prazos não se aplicam à transferência de título eleitoral de servidor público civil, militar, 
autárquico, ou membro de sua família, por motivo de remoção ou transferência 13 , 
situação em que deve ser assinalada a quadrícula ex-officio do formulário RAE. 
18. Os campos referentes ao nome da mãe e do paideverão ser preenchidos com os 
nomes dos pais do requerente, conforme conste do seu documento de identificação. Se o 
documento não indicar o nome, deverá ser assinalada a quadrícula “NÃO CONSTA”. Se o 
documento de identificação trouxer o nome da mãe e/ou pai com abreviatura, deverá ser 
solicitado documento complementar que permita a verificação do nome completo. 
19. Os campos destinados à anotação do número de telefone e CPF deverão ser 
preenchidos no sistema ELO se o eleitor possuir e souber ou quando essa informação 
constar de seu documento. 
20. Nas operações revisão e transferência deverão ser preenchidas as informações 
que serão alteradas e conferidos todos os demais campos. 
20.1. Eventual mudança nos nomes do eleitor, do pai ou da mãe deve ser indicada, 
nos casos das operações de revisão e transferência, por meio da opção “sim” logo 
após cada campo. A não alteração corresponde ao campo em branco ou à escolha do 
“não”. 
 
13 CE, art. 55, § 2º. 
 
Pág. 45 
 
SUMÁRIO 
20.2. Nas operações de revisão e de transferência, a supressão de anotação 
existente nos campos indicação para mesário e deficiência implicará o comando 
automático do código de ASE 280 – Desabilitação para os Trabalhos Eleitorais e do 
código de ASE 299 – Cessação da Deficiência, respectivamente. 
20.3. Deverá, portanto, ser dedicada rigorosa atenção ao preenchimento do 
formulário RAE, especialmente quando solicitadas as operações revisão e 
transferência, em que o sistema ELO disponibiliza os campos preenchidos, 
observando-se, cautelosamente, os dados de identificação, especialmente nome, 
filiação e data de nascimento, além do número da inscrição. 
21. A operação 2ª via impossibilita alteração dos campos do formulário RAE. 
 
 
 
Seção III 
 
ALISTAMENTO 
 
 
Subseção I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
22. Deve ser consignada OPERAÇÃO 1 – ALISTAMENTO nas seguintes hipóteses: 
a) quando o alistando requerer inscrição pela primeira vez; 
b) quando a inscrição não constar no cadastro, mesmo que o interessado apresente o 
título; 
c) quando a única inscrição localizada no cadastro estiver cancelada por determinação 
de autoridade judiciária (ASE 450), salvo no caso de comando equivocado de código 
de ASE, quando a inscrição poderá ser restabelecida, nos moldes do Capítulo IV, Título 
II, Parte II, destas Normas. 
22.1. É facultado o alistamento, no ano em que se realizarem eleições, do menor 
que completar 16 (dezesseis) anos até a data do pleito, inclusive, desde que efetue sua 
inscrição até o final de alistamento daquele ano. (Alterado em 14/07/2017) 
22.2. Aos conscritos, durante o período do serviço militar obrigatório, e aos 
estrangeiros é vedado o alistamento eleitoral, nos termos do § 2º do artigo 14, da 
Constituição Federal. 
22.2.1. Os estrangeiros que comparecerem ao cartório eleitoral manifestando 
interesse na aquisição da nacionalidade brasileira deverão ser orientados a 
consultar o site do Ministério da Justiça. 
 
Pág. 46 
 
SUMÁRIO 
Subseção II 
 
 
DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA 
 
 
23. Para o alistamento, o requerente apresentará os seguintes documentos: 
 
I - Original de um dos seguintes documentos do qual se infira a nacionalidade 
brasileira: 
 
a) carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal 
controladores do exercício profissional (Ex. OAB, CREA, 
CRM, etc); 
 
b) certidão de nascimento ou casamento, extraída do Registro Civil; 
 
c) instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima de 
16 (dezesseis) anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à 
sua qualificação, a exemplo da Carteira de Trabalho, Passaporte, Certificado de 
quitação do serviço militar etc. Ressalte-se que a Justiça Eleitoral não aceita a CNH 
como documento de identificação para fins de alistamento por não conter dados 
referentes à nacionalidade/naturalidade. O passaporte, para qualquer operação 
eleitoral, só deverá ser aceito se contiver todos os dados necessários à qualificação 
do requerente, inclusive a filiação. 
 
II - Original do Certificado de quitação do serviço militar, para requerentes do sexo 
masculino que a ele estejam obrigados. 
 
III - Original ou cópia do comprovante de residência, inclusive digital, apresentado por 
meio eletrônico ou impresso. (Alterado em 14/07/2017) 
 
 
Subseção III 
 
QUITAÇÃO MILITAR 
 
 
24. Os documentos comprobatórios de quitação com o serviço militar obrigatório ou 
prestação alternativa, para os brasileiros natos ou naturalizados, são: Certificado de 
Reservista, Certificado de Dispensa de Incorporação, Certificado de Alistamento Militar – 
CAM (dentro do prazo de validade), Certificado de Prestação Alternativa ao Serviço Militar 
Obrigatório, Certificado de Dispensa de Prestação do Serviço Alternativo, Certificado de 
Isenção Militar, Certificado de Isenção do Serviço Alternativo, Carteira Funcional de Policial 
Militar e protocolo de segunda via de Certificado de Reservista ou outro documento do qual 
se infira a quitação militar. (Alterado em 14/07/2017) 
 
Pág. 47 
 
SUMÁRIO 
24.1. Não poderão ser aceitos os seguintes documentos: certificado de eximido e 
certificado de recusa de prestação do serviço alternativo. 
24.2. Se o interessado não possuir quaisquer dos documentos comprobatórios de 
quitação com o serviço militar obrigatório ou prestação alternativa deverá ser orientado 
a procurar a Junta Militar mais próxima de sua residência, a fim de regularizar sua 
situação. 
24.2.1. Salvo a hipótese do beneficiário do Estatuto da Igualdade, devem 
procurar a Junta Militar aqueles que apresentarem documentos expedidos no 
exterior relativos ao alistamento militar 14 ou à prestação do serviço militar no 
estrangeiro15. 
24.3. Os documentos comprobatórios de quitação com o serviço militar obrigatório 
ou prestação alternativa serão exigidos se observados, cumulativamente, os 
seguintes requisitos: 
a) o alistando ter completado 18 anos por ocasião da formalização do RAE; 
b) apenas a partir do dia 1º de julho do ano em que o alistando completar 18 anos; 
c) até 31 de dezembro do ano em que o alistando completar 45 anos. 
 
 
Subseção IV 
 
DOMICÍLIO ELEITORAL 
 
 
25. Para realizar operação de RAE o eleitor deverá apresentar o comprovante de 
residência ou qualquer outro documento que comprove vínculo profissional, patrimonial ou 
comunitário no município. 
 
25.1. Na hipótese de ser a prova de domicílio feita mediante apresentação de 
contas de luz, água ou telefone, nota fiscal ou envelopes de correspondência, estes 
deverão ter sido, respectivamente, emitidos ou expedidos nos 3 meses anteriores ao 
preenchimento do RAE. 
 
25.2. Caso o requerente não tenha qualquer comprovante de residência ou aquele 
apresentado não especifique corretamente o endereço, poderá ser preenchida uma 
declaração de residência, sob as penas da lei, facultando-se ao Juízo a constatação 
do endereço, por meio de oficial de justiça. 
 
 
 
14 www.defesa.gov.br/serviço_militar. 
15 Portaria Ministerial nº 815/1983. 
 
Pág. 48 
 
SUMÁRIO 
 
25.3. Não deve ser exigida cópia do comprovante de residência. (Alterado em 
14/07/2017) 
 
25.4. Poderá ser aceito, como comprovante de residência, documento digital 
apresentado por meio eletrônico ou ainda o respectivo documento impresso. (Incluído 
em 14/07/2017) 
 
 
 
Subseção V 
 
 
BRASILEIROS NASCIDOS NO EXTERIOR26. Pessoas nascidas no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira a serviço da 
República Federativa do Brasil (artigo 12, inciso I, letra “b” da Constituição Federal), não 
necessitam fazer a opção pela nacionalidade brasileira, bastando apresentar, para requerer 
o alistamento eleitoral, certidão de nascimento devidamente transcrita no 1º Registro Civil 
do Município, ou cédula de identidade idêntica à do brasileiro. 
 
26.1. Pessoas nascidas no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, serão 
consideradas brasileiros natos16, se: 
a) tiverem sido registradas em repartição diplomática ou consular brasileira 
competente; nesse caso, o alistamento poderá ser feito com a apresentação da 
certidão de nascimento devidamente transcrita no 1º Registro Civil do Município ou da 
cédula de identidade de modelo idêntico à do brasileiro, ou 
b) tiverem sido registradas em repartição estrangeira, vierem a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; nesse caso, ao requerer o alistamento eleitoral, deverão 
apresentar a Certidão de Registro de Opção de Nacionalidade ou cédula de identidade 
idêntica à do brasileiro, sem pendência de opção. 
26.2. Não poderá se alistar quem portar cédula de identidade idêntica à do 
brasileiro, ou certidão de transcrição em que conste expressão “pendência de opção”, 
ou expressão semelhante, devendo ser orientado, se quiser optar pela nacionalidade 
brasileira, a requerer a homologação da opção perante a Justiça Federal (artigo 109, 
inciso X, da Constituição Federal). 
 
 
 
 
 
16 CF, art. 12, I, c, da Constituição Federal, com a alteração da Emenda Constitucional nº 54/2007. 
 
Pág. 49 
 
SUMÁRIO 
Subseção VI 
 
BRASILEIROS NATURALIZADOS 
 
 
27. Os brasileiros naturalizados poderão alistar-se, desde que apresentem cédula de 
identidade de modelo idêntico à do brasileiro (contendo, no campo NATURALIDADE, o país 
onde nasceu, e o número da Portaria Ministerial que lhe confere a nacionalidade brasileira). 
Deverão apresentar, ainda, a Portaria Ministerial ou o certificado de naturalização, que 
também poderá ser no formato digital17 com a finalidade de se verificar a data de sua 
expedição, para subsidiar eventual cobrança de multa por alistamento tardio. (Alterado em 
14/07/2017) 
27.1. O certificado provisório de naturalização (concedido a estrangeiros que 
venham a residir no Brasil até a idade de cinco anos e, antes de atingida a maioridade, 
o requeiram ao Ministério da Justiça) serve para todos os efeitos, inclusive no 
alistamento eleitoral, como prova da nacionalidade brasileira, desde que dentro do 
prazo de validade. 
 
 
Subseção VII 
 
PORTUGUESES – ESTATUTO DA IGUALDADE 
 
 
28. Os portugueses que obtiverem a igualdade de direitos e obrigações civis e o gozo 
de direitos políticos, nos termos do Decreto nº 70.436/1972, que regulamentou o Estatuto 
da Igualdade (Decreto nº 70.391/1972), poderão alistar-se como eleitores, sendo deles 
exigida a apresentação da cédula de identidade idêntica à do brasileiro (constando o 
Decreto nº 70.436/1972, 70.391/1972 ou 3.927/2001) e a publicação da Portaria de outorga 
de Igualdade de Direitos e Obrigações Civis com o Gozo dos Direitos Políticos, dispensada 
a apresentação de documento de quitação com o serviço militar obrigatório ou prestação 
alternativa. 
28.1. Comparecendo ao cartório cidadão português interessado em adquirir a 
igualdade de direitos e obrigações civis e gozo de direitos políticos no Brasil, deverá 
ser orientado a verificar os procedimentos a serem adotados no Consulado de Portugal. 
28.2. Os portugueses que não obtiverem a igualdade de direitos e obrigações civis 
e gozo de direitos políticos, previstos no Estatuto da Igualdade, terão o mesmo 
tratamento que os estrangeiros em geral. 
 
17 Ofício-circular CRE/SP nº 93/2016. 
 
Pág. 50 
 
SUMÁRIO 
28.3. A outorga a brasileiros do gozo dos direitos políticos em Portugal, 
devidamente comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral, importará suspensão dos 
direitos políticos no Brasil. 
28.4. Não há prazo para o alistamento eleitoral do português com igualdade de 
direitos políticos, não havendo, portanto, hipótese de arbitramento de multa por 
alistamento tardio. 
 
 
 
Subseção VIII 
 
BRASILEIRO RESIDENTE NO EXTERIOR 
 
 
 
29. Ao atender brasileiro não alistado, residente no exterior e em trânsito no Brasil, 
poderá ser preenchido, manualmente, o formulário RAE de alistamento – OPERAÇÃO 1, 
com todas as informações necessárias, à exceção dos campos privativos do cartório, a 
exemplo do número da inscrição e do local de votação. 
29.1. O formulário RAE deverá ser encaminhado com cópia do documento de 
identificação, do comprovante de endereço e da quitação militar, se for o caso, à 
Corregedoria Regional Eleitoral, que os enviará à Zona Exterior, no Distrito Federal, 
responsável pelo cadastro de eleitores residentes no exterior, para processamento. 
29.2. A certidão de quitação eleitoral apenas poderá ser emitida após o deferimento 
do RAE pelo juiz da Zona Exterior. 
29.3. O título eleitoral será enviado à Repartição Diplomática da circunscrição do 
requerente. 
30. Também poderão ser realizadas, em qualquer cartório eleitoral do Brasil, as 
operações de revisão e de 2ª via, preenchendo-se manualmente o RAE. Na hipótese de 
revisão, não poderá ser fornecida certidão de quitação eleitoral, com os novos dados, antes 
do deferimento do RAE pelo juiz da Zona Exterior. 
 
30.1. O título eleitoral será enviado à Repartição Diplomática da circunscrição do 
requerente. 
31. A operação de transferência de eleitores residentes no exterior apenas poderá ser 
realizada na sede da Embaixada ou Repartição Consular ou na Zona Exterior, localizada 
no Distrito Federal. 
32. Para maiores informações, os brasileiros residentes no exterior deverão ser 
orientados a consultar o site do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (www.tre-
df.jus.br) ou do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br, menu Eleitor/Eleitor no exterior). 
(Alterado em 14/07/2017). 
 
Pág. 51 
 
SUMÁRIO 
Subseção IX 
 
ALISTAMENTO TARDIO 
 
 
33. O brasileiro que não se alistar até os 19 anos ou o naturalizado que não se alistar 
até 1 (um) ano depois de adquirir a nacionalidade brasileira incorrerá em multa imposta 
pelo Juiz Eleitoral e cobrada no ato da inscrição. 
33.1. Não se aplicará multa ao não alistado que requerer sua inscrição eleitoral até 
o centésimo quinquagésimo primeiro dia anterior à eleição subsequente à data em que 
completar 19 anos – último dia do final de alistamento (artigo 8º do Código Eleitoral c/c 
artigo 91 da Lei nº 9.504/1997). 
33.2. Também não se aplicará a multa ao alistando com necessidades especiais 
que tornem impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento de suas 
obrigações eleitorais, desde que comprove, a qualquer tempo, a condição referida, nos 
termos da Resolução TSE nº 21.920/2004. 
33.3. Não se aplicará a multa prevista no artigo 8º do Código Eleitoral ao analfabeto 
que deixar tal condição. 
 
 
 
Subseção X 
 
INDÍGENAS 
(Denominação alterada em 14/07/2017) 
 
 
 
34. Os indígenas estão obrigados ao alistamento eleitoral e ao voto, sendo observada a 
facultatividade aos analfabetos, aos maiores de 16 e menores de 18 anos e aos maiores 
de 70 anos. 
34.1. São aplicáveis aos indígenas as exigências impostas para o alistamento 
eleitoral, inclusivede comprovação de quitação do serviço militar ou de cumprimento 
de prestação alternativa. 
34.2. Deverá ser solicitado ao indígena documento hábil obtido na unidade do 
serviço militar do qual se infira sua regularidade com as obrigações militares, seja pela 
prestação, dispensa, isenção ou quaisquer outros motivos admitidos pela legislação da 
matéria18. 
 
 
18 Ofício-Circular CGE n° 4/2015. 
 
Pág. 52 
 
SUMÁRIO 
 
Subseção XI 
(Incluída em 14/07/2017) 
 
PESSOAS SEM MORADIA OU RESIDÊNCIA FIXAS 
 
 
35. Os ciganos ou circenses, bem assim os moradores de rua e afins, que não possuem 
moradia ou residência fixas, deverão fazer o alistamento no domicílio em que se 
encontrarem, a teor do disposto no artigo 42, parágrafo único, do Código Eleitoral, devendo 
ser orientados no sentido de que, mudando de residência, situada a nova moradia em outro 
município, deverão promover a transferência do domicílio eleitoral, desde que observados 
o transcurso de, pelo menos, 1 (um) ano do alistamento ou da última transferência e 
residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio. (Alterado em 14/07/2017) 
 
 
 
Seção IV 
 
TRANSFERÊNCIA 
 
 
 
36. Deve ser consignada OPERAÇÃO 3 – TRANSFERÊNCIA sempre que o eleitor 
desejar alterar seu domicílio eleitoral (município) e for encontrado em seu nome número de 
inscrição em qualquer zona, município, unidade da Federação ou país. 
36.1. Será admitida transferência de inscrição cancelada pelos códigos de ASE 019 
– Cancelamento - falecimento; 027 - Cancelamento automático pelo sistema – 
duplicidade/pluralidade (motivo-forma 3); 035 – Cancelamento – ausência às urnas nos 
três últimos pleitos e 469 – Cancelamento - revisão de eleitorado, desde que 
comprovada a inexistência de outra inscrição liberada, não liberada, regular ou 
suspensa para o eleitor. 
36.1.1. Eleitor que se encontrar com inscrição cancelada pelo código de ASE 
035 – Cancelamento – ausência às urnas nos três últimos pleitos – e estiver 
impossibilitado de regularizar sua situação eleitoral mediante transferência, por 
não satisfazer o requisito previsto no artigo 18, inciso III, da Resolução TSE n.º 
21.538/2003 (comprovação de tempo mínimo de residência), poderá requerer 
REVISÃO de dados – OPERAÇÃO 5 – na zona de origem e, tão logo lhe seja 
possível, transferência para o novo domicílio19. 
36.2. Existindo mais de uma inscrição cancelada para o eleitor no cadastro, deverá 
ser promovida, preferencialmente, a transferência daquela 
 
19 Provimento nº 02/2009 – CGE. 
 
Pág. 53 
 
SUMÁRIO 
a) que tenha sido utilizada para o exercício do voto no último pleito; 
b) que seja a mais antiga. 
36.2.1. Com relação à inscrição remanescente, deverão ser observados os 
procedimentos do Capítulo I do Título III da Parte II desta Normas de Serviço – 
Processo de Cancelamento. 
 
36.3. É vedada a transferência de inscrição envolvida em coincidência; suspensa; 
cancelada automaticamente pelo sistema quando envolver situação de perda e 
suspensão de direitos políticos (ASE 027, motivo/forma 1 ou 2); cancelada por perda 
de direitos políticos (ASE 329) e por decisão de autoridade judiciária (ASE 450). 
37. Previamente ao preenchimento do RAE, deverá ser procedida à consulta no sistema 
ELO, no menu Eleitor/Atendimento/Consulta Eleitor ou Eleitor/Atendimento/RAE. (Alterado 
em 14/07/2017. 
38. A transferência do eleitor só será admitida se satisfeitas as seguintes exigências: 
a) recebimento do pedido no cartório eleitoral do novo domicílio no prazo 
estabelecido pela legislação vigente; 
b) transcurso de, pelo menos, 1 (um) ano do alistamento ou da última 
transferência; 
 
c) residência mínima de 3 (três) meses no novo domicílio; 
d) prova de quitação com a Justiça Eleitoral; 
e) apresentação de documento de identidade. 
38.1. O disposto nas letras “b” e “c” não se aplica à transferência de título eleitoral de 
servidor público civil, militar, autárquico, ou membro de sua família, por motivo de 
remoção ou transferência (Lei nº 6.996/1982, artigo 8º, parágrafo único). Essa situação 
deve ser assinalada no campo ex-officio do formulário RAE. 
39. Ao requerer a transferência ao juiz do novo domicílio, o eleitor entregará o título ao 
cartório, se possuir. 
40. Não comprovada a quitação com a Justiça Eleitoral, o juiz arbitrará a multa a ser 
paga. 
40.1. A multa pelo não exercício do voto será arbitrada no valor máximo legal, salvo 
se o eleitor quiser aguardar informação relativa ao valor arbitrado pelo juízo da 
inscrição. 
40.2. O juízo que receber requerimento de transferência de eleitor que figure no 
cadastro como mesário faltoso (ASE 442 – ATIVO) deverá consultar a zona eleitoral da 
 
Pág. 54 
 
SUMÁRIO 
inscrição sobre o valor a ser exigido do eleitor20. Se a multa não foi arbitrada pelo juízo 
que convocou o mesário, deverá ser cobrada no valor máximo estabelecido na 
legislação vigente, ou isentado o mesário21, se for o caso. 
40.2.1. Somente após o recolhimento ou dispensa da multa poderá haver 
movimentação da inscrição eleitoral. 
40.2.2. O recolhimento ou a dispensa da multa deverá ser comunicada à zona 
eleitoral que comandou o código de ASE 442 – Ausência aos trabalhos eleitorais 
ou abandono da função, com a finalidade de instruir os autos em que foi arbitrada. 
41. O processamento do RAE inativa os débitos existentes no histórico da inscrição, 
dispensando o comando do código de ASE 078 – Quitação de multa, exceto os débitos 
relativos a multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral, da Lei 9.504/97 
ou de leis conexas (ASE 264 – Multa Eleitoral)22. 
 
 
Seção V 
 
REVISÃO 
 
 
42. Deve ser consignada OPERAÇÃO 5 – REVISÃO nas seguintes situações: 
a) quando o eleitor necessitar alterar local de votação no mesmo município, 
ainda que haja mudança de zona eleitoral; 
b) para retificar dados pessoais; ou, 
c) para regularizar, sem alteração do município, situação de inscrição cancelada 
pelos códigos de ASE 019 – Cancelamento - falecimento; 027 - Cancelamento 
automático pelo sistema – duplicidade/pluralidade (motivo-forma 3); 035 – 
Cancelamento – ausência às urnas nos três últimos pleitos e 469 – Cancelamento - 
revisão de eleitorado, desde que comprovada a inexistência de outra inscrição 
liberada, não liberada, regular ou suspensa para o eleitor. 
 
42.1. Somente será deferida revisão ao eleitor que estiver quite com a Justiça 
Eleitoral. 
42.2. O processamento do RAE inativa os débitos existentes no histórico da 
inscrição, dispensando o comando do código de ASE 078 – Quitação de Multa, exceto 
os débitos relativos a multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral, 
da Lei 9.504/97 ou de leis conexas (ASE 264 – Multa Eleitoral). 
 
20 Res. TSE nº 21.823/2004. 
21 Fax-Circular n.º 26/2002-CGE. 
22 Ofício-Circular CRE/SP nº 197/2010. 
 
Pág. 55 
 
SUMÁRIO 
42.3. Na hipótese de revisão, a data de emissão do novo título será a do 
preenchimento do formulário RAE. 
42.4. Previamente ao preenchimento do RAE, deverá ser procedida à consulta no 
sistema ELO, no menu Eleitor/Atendimento/Consulta Eleito ou 
Eleitor/Atendimento/RAE. (Alterado em 14/07/2017) 
42.5. Na revisão (OPERAÇÃO 5) para regularização de inscrição cancelada pelo 
código de ASE 469 - Cancelamento – revisão de eleitorado é necessário apresentar os 
mesmos documentos de domicílio exigidos na revisão do eleitorado, definidos no artigo 
65 da Resolução TSE nº 21.538/2003. 
42.6. Recebido pedido deretificação de dados de registro civil, o eleitor deverá ser 
notificado para comparecer em cartório e formalizar o respectivo RAE. 
42.6.1. O pedido de retificação do nome do eleitor que denote sua alteração 
para o gênero masculino ou feminino não implica, necessariamente, mudança de 
sexo, o que depende de decisão judicial expressa. (Alterado em 14/07/2017) 
 
42.6.2. Se a inscrição estiver suspensa, o pedido deverá ser encaminhado à 
Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, por intermédio da Corregedoria Regional 
Eleitoral. 
 
 
Seção VI 
 
TRANSFERÊNCIA/REVISÃO EQUIVOCADA 
 
 
43. Considera-se equivocada toda operação de revisão ou transferência não 
reconhecida pelo eleitor, envolvendo inscrição de eleitor diverso, que o cartório tenha feito 
indevidamente ou em que haja suspeita de fraude. 
44. Verificada a ocorrência de transferência/revisão equivocada, deverão ser adotados 
os seguintes procedimentos, conforme orientações disponibilizadas na intranet, menu 
Cartórios/Temas Cartorários/Manuais/Instruções para pedido de regularização de inscrição 
eleitoral com o PAD: (Alterado em 14/07/2017) 
 
a) quando detectada pela zona do eleitor cuja inscrição foi irregularmente 
transferida, o cartório deverá convocá-lo, caso ele não esteja presente, instruir o 
expediente com os documentos elencados no item 44.1 e encaminhá-lo ao cartório 
eleitoral que realizou a operação; 
b) quando detectada pela zona eleitoral que realizou a operação equivocada, 
deverá convocar (por telefone, correio, oficial de justiça) o eleitor envolvido para prestar 
esclarecimentos, apresentar os documentos elencados no item 44.1 e devolver o título 
eleitoral, quando evidente o equívoco. Após adotadas as providências, encaminhar o 
expediente instruído à zona eleitoral de origem da inscrição eleitoral; 
 
Pág. 56 
 
SUMÁRIO 
c) quando detectada por zona diversa das elencadas nas alíneas anteriores, o 
cartório solicitará ao eleitor os documentos do item 44.1 e colherá as informações 
necessárias para a instrução e dados para contato (endereço atual, telefone e e-mail), 
devendo enviar a documentação para a zona eleitoral da inscrição atual, para 
conhecimento e providências da alínea “b”; 
 
d) na hipótese de o eleitor não ser encontrado, deverão ser certificadas no expediente 
as providências adotadas para a localização; 
e) na análise é necessário verificar as ocorrências processadas no histórico de ASE, 
possíveis registros de gêmeo, homônimo e coincidência, bem como observar todas as 
operações de RAE processadas, indagando ao eleitor sobre todas elas, devendo, caso 
a operação não seja reconhecida pelo eleitor, comunicar o fato e as circunstâncias às 
zonas eleitorais envolvidas e instruir o expediente com os documentos de todas as 
operações supostamente equivocadas; 
f) os expedientes devem ser encaminhados diretamente à zona eleitoral, se pertencer 
a este Estado ou por intermédio desta Corregedoria Regional, se pertencer a outra 
unidade da federação; 
g) devidamente instruído por todas as zonas envolvidas, o expediente deverá ser 
encaminhado à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, por intermédio desta 
Corregedoria Regional, solicitando a desconstituição da transferência/revisão. 
44.1. Os expedientes de operação equivocada deverão ser instruídos com os seguintes 
documentos: 
a) relatório informativo com todas as ocorrências constatadas e providências 
adotadas; 
b) Formulário para Reversão de Operação Equivocada (requerimento do 
cartório), emitido pelo sistema ELO, nos detalhes da inscrição do eleitor, no botão 
"Imprimir", em caso de transferência equivocada detectada pelo próprio cartório 
que procedeu à operação; (Alterado em 14/07/2017) 
c) Formulário para Reversão de Operação Equivocada (requerimento do eleitor) 
de todos os eleitores envolvidos, emitido pelo sistema ELO, nos detalhes da 
inscrição do eleitor, no botão "Imprimir"; (Incluído em 14/07/2017) 
d) cópia de todos os documentos pessoais disponíveis (certidão de 
nascimento/casamento, RG, CPF, carteira funcional, carteira de motorista etc), 
comprovante de residência anterior à realização da operação equivocada e título 
eleitoral dos eleitores envolvidos; (Renumerado em 14/07/2017) 
e) qualificação completa dos eleitores envolvidos (filiação, data de nascimento, 
sexo, estado civil, grau de instrução, ocupação, município de nascimento) e dados 
para contato (endereço atual, telefone e email), pois, na reversão da 
transferência/revisão o preenchimento do RAE pela CGE é manual, exigindo as 
informações de todos os campos do RAE; (Renumerado em 14/07/2017) 
 
Pág. 57 
 
SUMÁRIO 
f) cópia do RAE e PETE de todas as operações supostamente equivocadas, se 
possível; (Renumerado em 14/07/2017) 
g) cópias das páginas dos cadernos de folhas de votação dos eleitores 
envolvidos; (Renumerado em 14/07/2017) 
h) outros documentos e informações que possam subsidiar a decisão. 
(Renumerado em 14/07/2017) 
44.2. Para as providências elencadas nesta seção, deverão ser observadas, ainda, as 
determinações contidas nos Ofícios-Circulares CRE/SP nºs 62/2002 e 51/2003. 
(Alterado em 14/07/2017) 
 
 
Seção VII 
 
SEGUNDA VIA 
 
 
45. Deve ser consignada OPERAÇÃO 7 – 2ª VIA quando o eleitor estiver em situação 
regular e desejar apenas a 2ª via do seu título eleitoral, sem nenhuma alteração. 
45.1. Somente será deferida 2ª via ao eleitor que estiver quite com a Justiça 
Eleitoral. 
45.2. O processamento do RAE inativa os débitos existentes no histórico da 
inscrição, dispensando o comando do código de ASE 078 – Quitação de Multa, exceto 
os débitos relativos a multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral, 
da Lei 9.504/97 ou de leis conexas (ASE 264 – Multa Eleitoral). 
45.3. Na hipótese de 2ª via, a data de emissão do título será a do preenchimento 
do RAE. 
46. Os requerimentos de 2ª via poderão ser formalizados perante a zona da inscrição 
até 10 (dez) dias antes da eleição23. Em zona diversa, poderão ser recebidos até 60 
(sessenta) dias antes do pleito24. 
Seção VIII 
 
TÍTULO NET 
 
 
47. O Título Net consiste no pré-atendimento pela internet, de pessoas interessadas em 
requerer operação de alistamento eleitoral, transferência ou revisão de dados perante a 
Justiça Eleitoral. 
 
23 CE, art. 52. 
24 CE, art. 53, § 4º. 
 
Pág. 58 
 
SUMÁRIO 
48. O pedido iniciado pela internet deverá ser confirmado, no cartório eleitoral, no prazo 
de 5 (cinco) dias após o pré-atendimento, ou se previsto atendimento com sistema de 
agenda, até a data por ele selecionada, sob pena de sua exclusão automática pelo 
sistema25. 
49. Quando de seu comparecimento ao cartório eleitoral, o requerente deverá 
comprovar os dados informados, mediante a apresentação dos documentos exigidos pela 
legislação eleitoral para a efetivação das operações de alistamento e, se for o caso, do 
recolhimento da multa devida. 
50. Previamente ao preenchimento do RAE, deverá ser procedida à consulta no sistema 
ELO, no menu Eleitor/Atendimento/Consulta Eleitor ou Eleitor/Atendimento/RAE. (Alterado 
em 14/07/2017) 
51. A escolha da operação de RAE (alistamento, transferência ou revisão) deverá ser 
realizada somente após análise e conferência minuciosa do histórico de RAE e dos 
documentos apresentados pelo requerente. 
51.1. Compete ao cartório eleitoral, no momento do atendimento presencial velar 
pela regularidade do serviço prestado e pela confiabilidade dos dados inseridos no 
cadastro de eleitores e retificar, se for o caso, os dados inicialmente informados pelo 
requerente.52. O valor das multas, disponibilizadas pelo sistema de pré-atendimento, poderá ser 
revisto pelo Juiz Eleitoral. Se revisto, nova guia de multa deverá ser emitida pelo sistema 
ELO, no menu Controle/Multa/Emite Guia, com o valor adicional, ressaltando que o valor 
revisto pelo Juiz Eleitoral prevalecerá sobre aquele constante da guia emitida pela internet. 
 
 
 
Seção IX 
 
CONFERÊNCIA DA DIGITAÇÃO / FECHAMENTO E ENVIO DE 
LOTES DE RAES 
 
 
53. Digitados os campos obrigatórios do RAE, proceder-se-á à imediata conferência dos 
dados inseridos com os documentos e informações apresentados pelo eleitor. 
54. Para o fechamento e envio de lotes de RAEs para processamento, deverão ser 
observadas as instruções técnicas fornecidas pela Secretaria de Tecnologia da Informação. 
55. Diariamente, o cartório deverá acessar o menu Ajuste/Banco de Erros/Consulta, 
para verificar se algum RAE encaminhado para processamento foi incluído em Banco de 
Erros e, portanto, não processado, para sua regularização, nos termos do Capítulo V, Título 
II, Parte II, destas Normas. 
 
25 Res. TSE nº 23.088/2009. 
 
Pág. 59 
 
SUMÁRIO 
Seção X 
 
TÍTULO ELEITORAL 
 
56. A data da emissão do título eleitoral será sempre a do preenchimento do formulário 
RAE, em qualquer operação (alistamento, transferência, revisão ou 2ª via). 
57. O título eleitoral deverá ser entregue ao eleitor, pessoalmente, por servidor da 
Justiça Eleitoral, na sede do cartório ou no posto de atendimento, vedada a interferência 
de pessoas estranhas à Justiça Eleitoral. 
57.1. Na entrega do título, deverá ser verificada a identidade do eleitor. 
Comprovada sua identidade, examinará o servidor se, no canhoto correspondente, 
existe algum dado pessoal a completar ou a corrigir. Em seguida, antes de efetuar a 
entrega do título, colherá a assinatura ou a impressão digital do polegar do eleitor, se 
não souber assinar, no espaço próprio constante do canhoto, repetindo a mesma 
operação no título. 
57.1.1. Tratando-se de eleitor com necessidades especiais que o impeça de 
apor sua assinatura, a exemplo daqueles que não possuem os membros 
superiores, o título eleitoral e o protocolo de entrega deverão conter, no local 
destinado à assinatura do eleitor, a expressão “impossibilitado de assinar”, a qual 
deverá ser consignada pelo servidor que realizar o atendimento. 
57.2. No Protocolo de Entrega de Título Eleitoral – PETE (canhoto), o servidor 
deverá consignar o número de sua inscrição eleitoral e sua assinatura, além da data 
da entrega do título. 
57.2.1. Sendo a entrega do título eleitoral realizada pelo mesmo servidor 
responsável pelo preenchimento do RAE, ficam dispensadas a assinatura e a 
anotação do número de inscrição do servidor no PETE, cabendo à chefia do 
cartório eleitoral a fiscalização do procedimento, a fim de garantir a segurança na 
entrega do título. 
57.3. Efetuada a entrega do título, proceder-se-á ao arquivamento do canhoto, em 
ordem alfabética ou por ordem numérica de lotes. 
58. Os títulos eleitorais impressos com incorreções ou inutilizados devido a falhas 
técnicas ou operacionais serão descartados após o lançamento no Formulário de Controle 
(modelo disponível na intranet, menu Cartórios/Temas Cartorários/Descarte), dispensada 
autuação de processo, mantendo-se os Formulários arquivados em pasta própria. (Alterado 
em 14/07/2017) 
58.1. O descarte deve ser procedido por meio de fragmentação, sem necessidade 
das formalidades atinentes ao descarte de materiais, devendo, para tanto, ser adotado 
um controle diário, levando-se em conta a quantidade de títulos encaminhados às 
zonas, os utilizados e os inutilizados. 
59. A expedição de título eleitoral prova a quitação do eleitor com a Justiça Eleitoral até 
a data de sua emissão. 
 
Pág. 60 
 
SUMÁRIO 
Seção XI 
 
POSTOS DE ATENDIMENTO 
 
60. Constatando-se a necessidade, conveniência e viabilidade da implantação de postos 
de atendimento, o Juiz Eleitoral poderá determinar sua instalação e neles serão promovidas 
operações de alistamento, transferência, revisão e 2ª via, assim como a expedição de guia 
de multa e certidão de quitação. Todos os procedimentos deverão ser precedidos de 
consulta ao cadastro de eleitores. 
60.1. Poderá, também, ser promovido deslocamento periódico de servidores do 
cartório a localidades previamente definidas, para atendimento ao público, divulgando-
se com a maior abrangência possível. 
61. A instalação de um posto de atendimento será feita, especialmente, nas zonas 
eleitorais do interior, com o apoio da prefeitura municipal ou de outro órgão público local. 
61.1. O local destinado ao posto de atendimento ao eleitor deve ser específico para 
tal finalidade, identificado como posto de atendimento da Justiça Eleitoral, indicando o 
número e município da zona eleitoral a que pertence, não podendo se confundir com a 
prestação de outros serviços, municipal ou particular. 
62. O servidor responsável pelo atendimento no posto deve ser requisitado da Justiça 
Eleitoral, exercer exclusivamente a atividade relacionada ao cartório e reportar-se 
diretamente ao chefe de cartório eleitoral como superior hierárquico. 
63. A instalação do posto de atendimento demandará portaria do Juiz Eleitoral. 
 
Seção XII 
 
FINAL DE ALISTAMENTO 
 
 
64. Nenhum RAE deverá ser transmitido para processamento sem a prévia consulta ao 
cadastro de eleitores e rigorosa conferência da digitação. 
65. Os lotes de RAEs, após o fechamento, deverão ser enviados para processamento, 
impreterivelmente, nos prazos previstos pelo TSE, a cada ano eleitoral. 
65.1. A observância do disposto nesse item é de extrema importância, pois, caso 
contrário, a consequência será a não efetivação do alistamento ou da transferência dos 
interessados, o que pode, inclusive, impedir o exercício do direito de voto. 
66. A cada final de alistamento, as zonas eleitorais deverão seguir as orientações 
específicas oportunamente disponibilizadas por este Tribunal e pelo Tribunal Superior 
Eleitoral. 
 
 
 
Pág. 61 
 
SUMÁRIO 
 Seção XIII 
 
SUSPENSÃO DO ALISTAMENTO 
 
 
67. Nenhum requerimento de inscrição, transferência ou revisão será recebido dentro 
dos 150 (cento e cinquenta) dias anteriores à data do pleito. 
67.1. Nesse período, o cartório fornecerá certidão circunstanciada, disponibilizada 
pelo sistema ELO, informando o impedimento previsto no artigo 91 da Lei n.º 
9.504/1997, às pessoas que não possuem inscrição eleitoral. 
68. Os eleitores com inscrição cancelada deverão aguardar a reabertura do cadastro 
para solicitar transferência – OPERAÇÃO 3, revisão – OPERAÇÃO 5 ou alistamento – 
OPERAÇÃO 1, no caso de cancelamento pelo ASE 450 – Cancelamento – sentença de 
autoridade judiciária. 
68.1. Poderá, no entanto, ser-lhe fornecida certidão circunstanciada, 
disponibilizada pelo sistema ELO, com valor de quitação eleitoral, desde que recolhidos 
os débitos constantes do cadastro (ASEs 094, 264 e 442 ATIVOS) e os turnos 
posteriores ao cancelamento. 
68.2. O eleitor deve ser informado de que, quando retornar ao cartório para fazer o 
alistamento, a transferência ou a revisão, serão cobradas as multas relativas aos turnos 
das eleições em curso. 
69. Aos eleitores com situação regular no cadastro, que necessitem de prova de 
quitação, deverá ser fornecida certidão de quitação eleitoral, mediante prévio recolhimento 
de multa, se houver, ou concessão de dispensa do pagamento, se for o caso. 
70. Os requerimentos de 2ª via poderão ser recebidos até 10 (dez) dias antes da data 
do pleito na zonada inscrição. Em zona diversa, poderão ser recebidos até 60 (sessenta) 
dias antes do pleito. 
 
 
Seção XIV 
 
SEÇÕES ESPECIAIS E PESSOAS COM NECESSIDADES 
ESPECIAIS 
 
 
71. O cartório eleitoral que não dispuser de instalações adaptadas para o acesso de 
eleitores com necessidades especiais deverá envidar todos os esforços para garantir a 
acessibilidade. Nesse ínterim, deverá promover campanhas de alistamento eleitoral em 
locais públicos que possuam as instalações adequadas. Tais campanhas deverão destinar-
se ao atendimento ao público em geral. 
 
Pág. 62 
 
SUMÁRIO 
72. Todos os locais de votação da zona eleitoral deverão possuir, pelo menos, uma 
seção formalmente instalada como seção especial para pessoas com necessidades 
especiais, ainda que todas as seções eleitorais da zona sejam de fácil acesso e mesmo 
que inexistam eleitores com necessidades especiais. 
72.1. Por ocasião da criação da seção especial, se inexistentes eleitores com 
necessidades especiais ou se em quantidade inferior a 50 (número mínimo para a 
instalação de seção), ela deverá ser instalada com eleitores não portadores de 
necessidades especiais. 
72.2. Nos locais de votação onde não for possível a criação de seção unicamente 
para esse fim, o Juiz Eleitoral deverá designar uma das seções já existentes para 
também funcionar como seção especial, desde que contemple instalações adequadas 
ao atendimento dos eleitores com necessidades especiais, reservando vagas para 
esses eleitores. 
73. As seções especiais para eleitores com necessidades especiais devem estar 
instaladas em local de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações adequadas 
àqueles eleitores. 
73.1. A facilidade de acesso refere-se tanto ao prédio destinado ao local de votação 
quanto à sala onde está instalada a seção especial. 
74. A zona eleitoral deverá providenciar ampla divulgação da existência da seção 
especial. 
75. O cartório eleitoral, antes da escolha do local em que será instalada seção especial 
e quando da proximidade das eleições, deverá promover rigorosa vistoria, verificando se o 
local permite o acesso dos eleitores com necessidades especiais e tomando as medidas 
cabíveis para assegurar o acesso, caso alguma irregularidade seja detectada. 
76. Os servidores designados para auxiliar os trabalhos da votação em prédios que 
tenham seção especial devem ser orientados a tomar as providências necessárias para 
possibilitar o exercício do voto pelos eleitores com necessidades especiais. 
77. Os eleitores com necessidades especiais que requererem OPERAÇÃO 1 – 
Alistamento, OPERAÇÃO 3 – Transferência ou OPERAÇÃO 5 – Revisão com alteração do 
local de votação devem ser direcionados, preferencialmente, para seções especiais, salvo 
se assim não o desejarem; aqueles que comparecerem ao cartório para solicitar outros 
serviços deverão ser informados da existência de seção especial e orientados a solicitar a 
alteração do local de votação, caso assim desejarem. 
77.1. Os eleitores com necessidades especiais que desejarem votar nas seções 
especiais deverão solicitar transferência para aquelas seções até 151 (cento e 
cinquenta e um) dias antes das eleições. 
78. Aos eleitores com necessidades especiais que tornem impossível ou extremamente 
oneroso o alistamento e o exercício do voto, consideradas para tanto, inclusive sua situação 
socioeconômica e condição de acesso ao local de votação ou ao cartório eleitoral, poderá 
ser expedida certidão de quitação eleitoral, com prazo de validade indeterminado (Modelos 
CRE ns.º 03 e 04), mediante apresentação de requerimento do interessado, de seu 
 
Pág. 63 
 
SUMÁRIO 
representante legal ou de procurador devidamente constituído, acompanhado de 
documentação comprobatória daquela deficiência, que será apreciado pelo Juiz Eleitoral, 
dispensada a autuação do procedimento. 
78.1. O disposto no item 78 alcança as obrigações relativas ao alistamento, ao 
exercício do voto e aos trabalhos eleitorais, não abrangendo as demais obrigações e 
respectivas sanções previstas no Código Eleitoral e em leis conexas. 
78.2. A certidão de quitação com prazo de validade indeterminado somente poderá 
ser fornecida se não houver no histórico da inscrição registros de códigos de ASE 027 
– Cancelamento automático pelo sistema – duplicidade/pluralidade, motivos/formas 1 
– perda de direitos políticos e 2 – suspensão de direitos políticos, 043 – Suspensão - 
conscrito, 230 – Irregularidade na prestação de contas – motivos/formas 1 – não 
prestação/mandato de 4 anos, 2 – não prestação/mandato de 8 anos26, 264 – Multa 
eleitoral (exceto no caso de parcelamento quando em dia com o pagamento), 272 – 
Apresentação de contas, motivo/forma 2 - extemporânea, 329 – Cancelamento – perda 
de direitos políticos e 337 – Suspensão de direitos políticos. 
78.2.1. Se o interessado possuir inscrição suspensa pelo ASE 337, 
motivo/forma 1 – incapacidade civil absoluta, antes de expedir a certidão de 
quitação por tempo indeterminado, deverá ser procedido ao restabelecimento da 
inscrição do eleitor. Para tanto, o eleitor, seu representante legal ou familiar 
deverá formalizar requerimento com base na Lei nº 13.146/2015, a partir do qual 
o cartório comandará o ASE 370 – restabelecimento dos direitos políticos, 
adotando como data de ocorrência a data do requerimento e como complemento 
o Processo Administrativo nº 114-71.2016.6.00.000027. 
78.3. Se o interessado possuir inscrição cancelada, a certidão de quitação por 
tempo indeterminado poderá ser concedida, exceto nos casos que envolvam situações 
de perda e suspensão de direitos políticos (códigos de ASE 329 e 027, motivos/formas 
1 e 2). 
78.3.1. Se a inscrição estiver cancelada pelos códigos de ASE 329 – 
Cancelamento – perda de direitos políticos ou 027 – Cancelamento automático 
pelo sistema – duplicidade/pluralidade, motivo/forma 1 – perda de direitos 
políticos, somente poderá ser concedida a certidão de quitação eleitoral por tempo 
indeterminado após apreciação, pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, de 
documentação que comprove haver cessado os motivos ensejadores da perda 
dos direitos políticos. 
 
78.4. Se o interessado possuir inscrição suspensa ou cancelada pelo código de 
ASE 027 – Cancelamento automático pelo sistema – duplicidade/pluralidade, 
motivo/forma 2 – suspensão de direitos políticos, a certidão de quitação por tempo 
indeterminado somente poderá ser fornecida se comprovar a cessação dos motivos 
 
26 Ofício-Circular CRE/SP nº 181/2010. 
27 Ofício-Circular CRE/SP nº 74/2016. 
 
Pág. 64 
 
SUMÁRIO 
ensejadores da suspensão, devendo, então, a inscrição suspensa ser regularizada por 
meio do comando do código de ASE 370. 
78.5. A certidão de quitação eleitoral com prazo de validade indeterminado poderá 
ser fornecida também para pessoas não inscritas como eleitoras, o que não impede, a 
qualquer tempo, o alistamento eleitoral de seu beneficiário, que não estará sujeito à 
multa prevista no artigo 8º do Código Eleitoral. 
78.6. O requerimento e os documentos comprobatórios da deficiência devem ser 
submetidos à apreciação do Juiz Eleitoral e, após, devem ser arquivados em pasta 
classificadora exclusiva para essa finalidade, em ordem alfabética, visando a facilitar 
consultas futuras. 
79. O código de ASE 396 – Portador de deficiência, motivo/forma 1 – deficiência visual; 
2 – deficiência de locomoção; 3 – outros e 5 – deficiência auditiva, é gerado automaticamente 
pelo sistema, quando preenchido o campo “Deficiência” do RAE; o motivo/forma 4 – 
dificuldade para o exercício do voto deve ser comandado pela zona eleitoral, após despachodo Juiz Eleitoral no requerimento de que trata o item 78. 
79.1. Para o comando do código de ASE 396 é necessário que a inscrição esteja 
em situação regular ou liberada. Caso a inscrição esteja em situação suspensa ou 
cancelada, deve ser previamente regularizada. 
79.2. O código de ASE 396, motivos/formas 1; 2; 3 e 5, NÃO inativa eventuais 
registros de códigos de ASE 094 – Ausência às urnas e 442 – Ausência aos trabalhos 
eleitorais ou abandono da função da inscrição (anteriores ou posteriores ao seu 
comando), devendo o eleitor votar normalmente e, em caso de não exercício do voto, 
deverá justificar a cada eleição, para que seja comandado pelo cartório o código de 
ASE 167 para cada turno a que tiver faltado. Na hipótese de o eleitor pagar as multas 
correspondentes ou ser dispensado de seu recolhimento, deverá ser comandado o 
código de ASE 078, motivo/forma 1 ou 2. 
79.3. O comando do código de ASE 396, motivo/forma 4, inibe a geração de débitos 
para a inscrição e inativa os códigos de ASEs 094 e 442 anteriores e posteriores ao 
seu processamento, passando o exercício do voto a ser opcional para o eleitor. 
79.3.1. Em razão de inativar os débitos anteriores ao comando do ASE, o 
cartório deve analisar se há débitos anteriores ao início da deficiência, os quais 
devem ser quitados pelo eleitor. 
79.4. O código de ASE 396, com qualquer motivo/forma, não obsta o exercício do 
voto, podendo o eleitor votar normalmente, uma vez que a inscrição será incluída no 
caderno de folhas de votação. 
79.5. Poderá existir mais de um código de ASE 396 para o mesmo eleitor, a 
exemplo de inscrição que já possua um ASE 396, motivos/formas 1, 2, 3 ou 5, em seu 
histórico e necessite do comando do ASE 396, motivo/forma 4. 
 
 
 
 
Pág. 65 
 
SUMÁRIO 
Seção XV 
 
REGISTRO DE INELEGIBILIDADE DE PESSOAS SEM 
INSCRIÇÃO ELEITORAL OU COM INSCRIÇÃO CANCELADA 
 
 
80. Quando houver registro INATIVO na Base de Perda e Suspensão dos Direitos 
Políticos, detectado ao realizar a consulta no sistema ELO, o cartório deverá verificar se a 
condenação se refere a crimes previstos no artigo 1º, inciso I, alínea “e”, da Lei 
Complementar nº 64/90, que ensejam a inelegibilidade, por meio de documento 
apresentado ou informação da Base. Caso a pessoa esteja no período de sua 
inelegibilidade, e não for inscrita como eleitora ou, ainda, se a inscrição eleitoral estiver 
cancelada, adotar o procedimento que segue. 
81. Comparecendo ao cartório pessoa SEM INSCRIÇÃO ou eleitor com INSCRIÇÃO 
CANCELADA PELO CÓDIGO DE ASE 450 – Cancelamento – sentença de autoridade 
judiciária, poderá ser deferida inscrição eleitoral (OPERAÇÃO 1), desde que inexista 
restrição à quitação eleitoral; no entanto, imediatamente após o processamento do RAE, 
deverá ser comandado o código de ASE 540 - Inelegibilidade para a nova inscrição, 
conforme disposto na Parte II, Título VIII, Capítulo III, destas Normas de Serviço. 
82. Comparecendo ao cartório eleitor cancelado pelos códigos de ASE 019 - 
Cancelamento - falecimento, 027 – Cancelamento automático pelo sistema – 
duplicidade/pluralidade, 035 – Cancelamento – ausência às urnas nos três últimos pleitos 
e 469 – Cancelamento – revisão de eleitorado, poderá ser deferida operação de 
transferência ou revisão, desde que INEXISTA restrição à quitação eleitoral. 
Imediatamente após o processamento do RAE, deverá ser comandado o código de ASE 
540 – Inelegibilidade, nos termos do disposto na Parte II, Título VIII, Capítulo III, destas 
Normas de Serviço. 
83. As informações necessárias para o comando do código de ASE 540 serão obtidas 
do documento apresentado pelo eleitor, se for o caso, desde que contenha os dados 
necessários à verificação da inelegibilidade. 
83.1. Caso não seja apresentado referido documento, poderão ser utilizados os 
dados contidos na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos, sendo suficiente 
a impressão do espelho de consulta para o lançamento do código de ASE 540. 
83.1.1. Se os dados contidos no registro forem insuficientes, deverá ser 
contatada a Seção de Direitos Políticos desta Corregedoria, para a obtenção de 
instruções sobre os procedimentos a serem adotados. 
84. Quando o cartório verificar que o eleitor está no período de inelegibilidade por meio 
de comunicação de extinção de punibilidade, também deverá comandar o ASE 540 para o 
eleitor, mesmo que inexista o código de ASE 337 no histórico da inscrição. 
 
 
Pág. 66 
 
SUMÁRIO 
 Capítulo II 
(Alterado em 02/05/2017) 
 
ATUALIZAÇÃO DA SITUAÇÃO DO ELEITOR (ASE) 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
1. Para registro de informações no histórico da inscrição do eleitor no Cadastro 
Nacional de Eleitores serão utilizados os códigos de Atualização da Situação do Eleitor - 
ASE, conforme Manual de ASE e Tabela de Códigos de ASE disponibilizados na intranet, 
Temas Cartorários/Manuais. 
 
2. O cartório deverá realizar rigorosa conferência da digitação dos códigos de ASE, 
comparando os dados do eleitor com aqueles apresentados nos documentos que 
originaram o registro da informação no cadastro e com aqueles presentes na tela de 
digitação ou no relatório de ASE digitado, conforme o caso. 
2.1. Deverão ser arquivados em pasta própria ou juntados aos autos de processo 
respectivo os documentos que originaram o registro da informação. 
3. O comando do código de ASE deverá ser certificado nos autos do respectivo 
processo ou no expediente, conforme o caso, e confirmado seu processamento por 
intermédio do espelho de consulta ao Cadastro Nacional de Eleitores, que deverá ser 
juntado aos autos ou expediente. 
4. Os códigos de ASE deverão, preferencialmente, ser digitados no modo individual do 
ambiente on-line no Sistema ELO, uma vez que os registros se refletem instantaneamente 
no cadastro, evitando-se ocorrências na crítica do ASE. Mesmo que haja problemas de 
conexão com o TSE, é preferível aguardar o seu restabelecimento a utilizar o ambiente off-
line. 
4.1. Os lotes de ASE devem ser fechados periodicamente. (Alterado em 14/07/2017) 
4.1.1. Apesar de não ser recomendada a utilização do ambiente off-line, se for 
esse o caso e o código de ASE influenciar na quitação eleitoral, o lote deverá ser 
fechado com a maior brevidade possível. (Incluído em 14/07/2017) 
4.2. Após o fechamento do lote de ASE, e quando o lote estiver na situação 
“Processado OK”, deverá ser acessado o relatório de ASE atualizado, para conferência 
e controle. 
5. O cartório deverá acessar diariamente o relatório de crítica de ASE, através do menu 
Relatório/Processamento/Crítica do ASE, e proceder à análise de cada caso nele incluído, 
confrontando os dados da ocorrência com aqueles constantes do Cadastro Nacional de 
 
Pág. 67 
 
SUMÁRIO 
Eleitores e do documento ensejador do comando do ASE, adotando as providências 
pertinentes para a regularização da situação do eleitor. 
6. Durante o fechamento do cadastro, os códigos de ASE poderão ser digitados no 
ambiente off-line, exceto os códigos de ASE 264 e 370. 
6.1. Os lotes devem ser fechados até a reabertura do cadastro, facultando-se à 
chefia do cartório o seu fechamento em período menor. 
6.2. Deverá ser procedida rigorosa conferência dos dados digitados, evitando o 
fechamento de lote com erros. 
6.3. Após a reabertura do cadastro, deverá ser realizada a confirmação do 
processamento dos códigos de ASE, utilizando-se, para tanto, o relatório de crítica de 
ASE emitido por intermédio do menu Relatório/Processamento/Crítica do ASE. 
 
 
Seção II 
 
EXCLUSÃO E RETIFICAÇÃO DE CÓDIGOS DE ASE 
 
 
7. Os pedidos de exclusão ou retificação de códigos de ASE (motivo/forma,complemento, data de ocorrência ou situação) devem ser feitos exclusivamente por meio 
do Processo Administrativo Digital – PAD28. 
8. Devem constar do pedido o erro cometido, sua razão, a retificação a ser realizada, 
o(s) espelho(s) de consulta ao cadastro e cópias de documentos que comprovem a 
necessidade da alteração. 
9. Ao formular o pedido de retificação, o cartório deve analisar todo o histórico da 
inscrição do eleitor, a fim de verificar a existência de outros códigos de ASE a serem 
alterados e, portanto, inseridos no mesmo pedido de retificação, juntamente com os dados 
e documentos mencionados no item 8. 
10. Dos pedidos de exclusão ou retificação de códigos de ASE não devem constar 
outros tipos de requerimentos, ainda que a providência tenha sido determinada em 
relatórios de inspeção ou correição 
 
 
28 Ofício-Circular CRE/SP nº 73/2016 (Linha Direta 142 Capital e 130 Interior) e instruções anexas 
 
Pág. 68 
 
SUMÁRIO 
Capítulo III 
 
JUSTIFICATIVA 
 (Alterado em 05/11/2010) 
 
 
Seção I 
 
JUSTIFICATIVA NO DIA DA ELEIÇÃO 
 
 
 
1. O eleitor que estiver fora de seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderá justificar 
sua ausência em qualquer posto ou balcão destinado ao recebimento de justificativa. 
1.1. Para proceder à justificativa o eleitor deverá apresentar o formulário 
“Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE)”, devidamente preenchido, o número do 
título de eleitor e o documento de identificação29. (Alterado em 22/10/2014) 
1.2. O encarregado do atendimento entregará ao eleitor o comprovante de 
justificativa. 
1.3. O documento de justificativa formalizado perante a Justiça Eleitoral no dia da 
eleição prova a ausência do eleitor no seu domicílio eleitoral. Não será considerado 
válido para justificar a ausência às urnas formulário preenchido com dados insuficientes 
ou inexatos, que não permitam a identificação do eleitor30. 
2. O eleitor habilitado que não comparecer à seção para votar em trânsito deverá 
justificar sua ausência em qualquer mesa receptora de justificativas, inclusive naquelas do 
domicílio eleitoral de origem, à exceção do município por ele indicado no requerimento de 
habilitação31. (Alterado em 22/10/2014) 
3. Os requerimentos de justificativa eleitoral recebidos no dia das eleições, 1º e 2º 
turnos, não processados nas urnas eletrônicas, deverão ser digitados na zona eleitoral que 
os recebeu, mediante o comando do código de ASE 167 – Justificativa de ausência às 
urnas, independentemente do local de inscrição do eleitor. 
3.1. A data de ocorrência do código de ASE 167 será a data da eleição. 
3.2. Para digitação do código de ASE 167 deverão ser observados os prazos 
previstos nas resoluções expedidas para cada eleição. (Alterado em 22/10/2014) 
 
29 Res. TSE nº 23.399/2013, art. 108. 
30 Res. TSE nº 21.538/2003, art. 81, § 4º. 
31 Res. TSE nº 23.399/2013, art. 35. 
 
Pág. 69 
 
SUMÁRIO 
4. Os formulários de requerimento de justificativa eleitoral serão arquivados no cartório 
responsável por sua recepção, até o prazo previsto para o seu descarte. (Alterado em 
15/07/2015) 
5. O formulário de requerimento de justificativa eleitoral pode ser obtido, gratuitamente, 
nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no site do Tribunal Superior 
Eleitoral (www.tse.jus.br) ou do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (www.tre-
sp.jus.br) e nos locais de votação ou de justificativa no dia da eleição. 
 
 
Seção II 
 
JUSTIFICATIVA APÓS A ELEIÇÃO 
 
 
6. O eleitor que não votou e não justificou sua ausência no dia da eleição tem até 60 
(sessenta) dias após a realização do pleito para formalizar o requerimento de justificativa 
perante o Juiz Eleitoral. 
7. O eleitor que se encontrava no exterior na data do pleito deverá justificar a ausência 
em até 60 (sessenta) dias após a realização da eleição ou em até 30 (trinta) dias, contados 
da data de seu retorno ao Brasil. (Alterado em 22/10/2014) 
8. O pedido de justificativa deverá estar acompanhado de documentos que comprovem 
os motivos da ausência ao pleito e será sempre dirigido ao Juiz Eleitoral da zona da 
inscrição que, no caso de seu deferimento, determinará a emissão do código de ASE 167. 
8.1. Os pedidos de justificativa dos eleitores do Estado de São Paulo poderão ser 
encaminhados diretamente às suas respectivas zonas eleitorais pela internet, no site 
deste Tribunal (www.tresp.jus.br), por intermédio do sistema Justifica, à exceção das 
justificativas relativas à ausência em eleições suplementares, as quais deverão ser 
entregues diretamente na zona eleitoral da inscrição. (Incluído em 15/07/2015) 
9. O eleitor que necessitar justificar sua ausência ao pleito e estiver fora do município 
de sua inscrição poderá apresentar o requerimento de justificativa em qualquer cartório 
eleitoral, que deverá receber o pedido, conferir os documentos e providenciar seu 
encaminhamento diretamente ao juízo da inscrição, mesmo se pertencente a outra unidade 
da Federação. (Alterado em 22/10/2014) 
9.1. (Excluído em 22/10/2014) 
9.2. Nesse caso, a certidão de quitação somente poderá ser fornecida após o 
deferimento da justificativa pelo juízo da zona da inscrição. Caso o eleitor não queira 
aguardar a decisão do juízo competente, poderá optar pelo recolhimento da multa na 
zona eleitoral onde se encontrar. 
10. Decorrido o prazo para a apresentação da justificativa ou sendo ela indeferida, será 
arbitrada multa nos moldes estabelecidos na Parte II, Título VII – Multas, destas Normas. 
 
 
Pág. 70 
 
SUMÁRIO 
Subseção I 
 
JUSTIFICATIVA RECEBIDA PELO SISTEMA JUSTIFICA, CORREIO, FAC-
SÍMILE OU POR INTERMÉDIO DE TERCEIROS 
 
11. O requerimento de justificativa recebido por intermédio dos Correios, 
independentemente do tipo de correspondência utilizada, por fac-símile, ou pelo sistema 
Justifica, desde que acompanhado de cópia do título do eleitor ou do documento de 
identificação, e de documento que justifique a ausência ao pleito, deverá ser submetido à 
apreciação do Juiz Eleitoral. (Alterado em 15/07/2015) 
11.1. Os requerimentos recebidos pelo sistema Justifica deverão ser tratados 
conforme as orientações contidas no Guia disponível na intranet deste Tribunal no 
menu Cartórios/Justifica/Orientações. (Incluído em 15/07/2015) 
12. O requerimento de justificativa, subscrito pelo eleitor, poderá ser entregue em 
cartório por terceiros, dispensada a apresentação de autorização ou procuração. 
12.1. Se o eleitor necessitar de prova de quitação com a Justiça Eleitoral e não 
puder comparecer ao cartório eleitoral, deverá ser orientado a obter sua certidão de 
quitação pela internet, no site do TSE (www.tse.jus.br) ou do TRE/SP (www.tre-
sp.jus.br). 
13. Na impossibilidade de o eleitor subscrever o requerimento, por motivo de doença, 
outra pessoa poderá fazê-lo, desde que o fato seja comprovado por atestado médico. 
 
 
Seção III 
 
ELEITOR INSCRITO NO EXTERIOR 
 
 
14. O eleitor inscrito no exterior que não comparecer à eleição presidencial deverá 
justificar sua falta, mediante requerimento dirigido ao Juiz Eleitoral da Zona Eleitoral do 
Exterior, a ser entregue nas Repartições Diplomáticas Brasileiras ou encaminhado pelos 
Correios. O endereço da referida Zona Eleitoral pode ser verificado no sistema ELO, no link 
Tabela/Unidade Eleitoral/Zona/UF/ZZ ou no site do TSE (www.tse.jus.br) em Serviços ao 
eleitor/Zonas eleitorais/Cartórios. (Alterado em 15/07/2015) 
 
14.1. O eleitor inscrito no exterior que se encontrar no Brasil, no dia da eleiçãopresidencial, poderá justificar sua ausência às urnas perante qualquer mesa receptora 
de justificativa. 
15. Os documentos de justificativa entregues em missão diplomática ou repartição 
consular brasileira serão encaminhados ao Ministério das Relações Exteriores, que deles 
fará entrega ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para processamento. 
 
Pág. 71 
 
SUMÁRIO 
 
Capítulo IV 
 
RESTABELECIMENTO DE INSCRIÇÃO CANCELADA POR EQUÍVOCO 
(Alterado em 14/12/2010) 
 
 
1. Será admitido o restabelecimento da inscrição cancelada em virtude do comando 
equivocado dos códigos de ASE 019 – Cancelamento – falecimento, 450 – Cancelamento 
– sentença de autoridade judiciária ou 469 – Cancelamento – revisão de eleitorado. 
1.1. Verificado que o equívoco se deu por falha da Justiça Eleitoral, deverá ser 
elaborada informação ao Juiz Eleitoral, para determinação da autuação do respectivo 
processo, bem como para o restabelecimento da inscrição, dispensada a presença do 
eleitor. 
1.2. A regularização da inscrição dar-se-á mediante o comando do código de ASE 
361 – Restabelecimento de inscrição cancelada por equívoco, desde que comprovada 
a inexistência de outra inscrição liberada ou regular para o eleitor. 
1.3. O código de ASE 361 deve ser comandado pela zona eleitoral da inscrição, 
consignando-se como data de ocorrência a data da determinação do restabelecimento 
e o complemento nos termos do Manual de ASE. 
1.4. O processamento do código de ASE 361 inativa o código de ASE de 
cancelamento em situação ativa e torna regular a inscrição se não houver registro de 
suspensão em situação ativa ou outro código de ASE que não admita o 
restabelecimento. 
1.5. É vedado novo alistamento ao eleitor que figure no cadastro com inscrição 
cancelada por equívoco, passível de restabelecimento. 
2. Não caberá o restabelecimento da inscrição mediante o comando do código de ASE 
361 se o comando equivocado do código de ASE de cancelamento (019, 450 e 469) se der 
por falha atribuída à informação advinda de órgãos externos à Justiça Eleitoral, a exemplo 
de comunicações de óbito encaminhadas pelos Cartórios do Registro Civil, hipótese em 
que a regularização da inscrição se dará pelo preenchimento do formulário RAE de 
transferência ou revisão, nos casos de cancelamento pelos códigos de ASE 019 e 469, e 
de alistamento, no caso de cancelamento pelo código de ASE 450, nos termos do Capítulo 
I, Título II, Parte II, destas Normas. 
 
3. Na hipótese de requerimento formulado pelo eleitor visando ao restabelecimento de 
sua inscrição cancelada por equívoco, o cartório eleitoral poderá fornecer certidão de 
quitação eleitoral no momento da formalização do pedido de restabelecimento, desde que 
esteja quite com a Justiça Eleitoral. 
3.1. As multas referentes às ausências às urnas posteriores ao cancelamento não 
deverão ser cobradas. 
 
Pág. 72 
 
SUMÁRIO 
Capítulo V 
 
BANCO DE ERROS – RAE 
 (Alterado pelo Provimento CRE/SP nº 04/2004) 
 
 
1. Diariamente, o cartório deverá acessar o menu Ajuste/Banco de Erros/Consulta, 
para verificar se algum RAE encaminhado para processamento foi incluído em Banco de 
Erros e, portanto, não processado. 
1.1. Abrir apenas o campo “Situação”, selecionando a opção “Em banco de erros 
(com erro e/ou corrigido)”, clicando no botão “Consultar”. (Alterado em 14/12/2010) 
1.2. Se não houver RAEs no Banco de Erros, aparecerá a mensagem “Registro 
não encontrado”. 
1.3. Se houver ocorrências no Banco de Erros, será apresentada uma lista de 
todos os RAEs ainda não corrigidos pela zona eleitoral, ou corrigidos sem o fechamento 
do respectivo lote. 
1.4. Clicando-se no link de cada inscrição, será possível visualizar o RAE 
conforme digitado pela zona eleitoral. 
1.5. Clicando-se no link “Erros”, será informada a descrição do erro (Alterado em 
14/12/2010) 
2. Cada caso deverá ser analisado, confrontando os dados digitados (RAE) com 
aqueles constantes do espelho da consulta ao cadastro, se houver, visando a adotar os 
procedimentos corretos para a sua regularização. (Alterado em 14/12/2010) 
2.1. A consulta ao cadastro deve ser feita pelo número da inscrição constante da 
ocorrência, com a finalidade de ser verificado se pertence ao eleitor que formulou o 
pedido (RAE), e também pelo nome e dados do eleitor, para se detectar se ele não 
possui outra inscrição no cadastro. 
2.2. Todos os dados do RAE devem ser analisados, mesmo aqueles que não 
constem do campo “Erros”. (Alterado em 14/12/2010) 
3. Identificado o erro cometido, e analisado juntamente com os dados constantes do 
espelho da consulta ao cadastro e do RAE, o cartório deverá proceder à sua correção ou 
exclusão, conforme o caso. 
 
3.1. A correção do erro somente poderá ser procedida se o erro cometido tiver 
sido de digitação. Ex.: bairro inexistente. Nesse caso, os dados serão corrigidos na 
própria tela de ajuste do Banco de Erros, clicando-se no botão “Gravar”. (Alterado em 
14/12/2010) 
 
3.2. Quando se tratar de RAE de alistamento com erro de digitação no nome do 
eleitor, na data de nascimento ou no nome da mãe, o RAE deverá ser excluído do 
Banco de Erros, clicando-se no botão “Excluir”. O eleitor deve ser convocado e 
 
Pág. 73 
 
SUMÁRIO 
informado da ocorrência, recolhendo-se o protocolo ou título de eleitor, preenchendo 
novo RAE, se for o caso. (Alterado em 14/12/2010) 
3.3. No caso de serem corrigidos RAEs na própria tela de ajuste do Banco de 
Erros, os respectivos lotes deverão ser fechados, sem o que os RAEs não serão 
processados. (Alterado em 14/12/2010) 
3.4. O fechamento do lote é feito por meio do menu Ajuste/Banco de Erros/Fecha. 
4. (Excluído em 14/12/2010) 
 
 
Pág. 74 
 
SUMÁRIO 
Capítulo VI 
FISCALIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
 (Alterado em 16/11/2010) 
 
 
 
1. Os partidos políticos, por seus delegados, poderão: 
a) examinar, sem perturbação dos serviços e na presença dos servidores designados, 
os documentos relativos aos pedidos de alistamento, transferência, revisão, 2ª via e 
revisão do eleitorado, deles podendo requerer cópia, de forma fundamentada, sem 
ônus para a Justiça Eleitoral; 
b) acompanhar os pedidos de alistamento, transferência, revisão, 2ª via e quaisquer 
outros, até mesmo emissão e entrega de títulos eleitorais; 
c) requerer a exclusão de qualquer eleitor inscrito ilegalmente e assumir a defesa do 
eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida. 
1.1. Qualquer irregularidade determinante de cancelamento de inscrição deverá ser 
comunicada por escrito ao Juiz Eleitoral, que observará o procedimento estabelecido 
no Capítulo III – Cancelamento de Inscrição Eleitoral – destas Normas. 
2. Para os fins do item anterior, os partidos políticos poderão manter até 4 (quatro) 
delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral e até 3 (três) delegados perante o Juízo 
Eleitoral32. 
2.1. Na zona eleitoral, os delegados serão credenciados perante o Juiz Eleitoral, 
a requerimento do presidente do respectivo órgão de direção partidária33. 
2.2. Quando o município abarcar mais de uma zona eleitoral, o tribunal regional 
designará uma delas para o credenciamento dos delegados34. 
2.3. Quando uma zona eleitoral abranger mais de um município, o credenciamento 
deverá ser realizado naquele juízo, separadamente, por município35. 
 
 
32 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32. 
33 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, § 1º. 
34 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, § 2º (primeira parte). 
35 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, § 2º (parte final). 
 
Pág. 75 
 
SUMÁRIO 
2.4. O pedido de credenciamentoprotocolado em cartório eleitoral deverá conter 
os nomes, endereços, números dos títulos de eleitor e telefones dos delegados, e, se 
houver, o número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)36. 
2.5. No momento do credenciamento dos delegados partidários municipais, o 
cartório eleitoral deverá observar o limite de três delegados por partido37. Caso o partido 
indique um número de delegados maior que o limite legal, o pedido deverá ser 
restituído, após despacho do Juiz Eleitoral, a fim de que seja regularizado. 
2.6. Estando regular o pedido, o cartório eleitoral deverá preencher o “Formulário 
Credenciamento/Descredenciamento de Delegado Municipal – ZE”, disponível na 
intranet deste Regional, no menu – Partidos Políticos – Órgãos Partidários e 
encaminhá-lo a este Tribunal, por intermédio do e-mail: sgip.delegadosze@tre-
sp.gov.br, para a inserção dos dados no Módulo Interno do Sistema de Gerenciamento 
de Informações Partidárias - SGIP38. 
2.7. O cartório eleitoral deverá manter arquivadas as informações dos delegados 
credenciados em pasta própria. 
3. Os delegados credenciados pelo órgão de direção nacional representam o partido 
perante quaisquer Tribunais ou Juízes Eleitorais; os credenciados pelos órgãos estaduais, 
somente perante o Tribunal Regional Eleitoral e Juízes Eleitorais do respectivo Estado e 
do Distrito Federal; e os credenciados pelo órgão municipal, perante o Juiz Eleitoral do 
respectivo município39. 
 
 
 
36 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, § 3º. 
37 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, I. 
38 Res. TSE nº 23.093/09, art. 10. 
39 Res. TSE nº 23.282/10, art. 32, § 4º. 
 
 
Pág. 76 
 
SUMÁRIO 
 Capítulo VII 
 
ACESSO ÀS INFORMAÇÕES DO CADASTRO 
(Alterado em 14/12/2010) 
 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES INICIAIS 
 
 
 
1. As informações constantes do Cadastro Nacional de Eleitores serão acessíveis às 
instituições públicas e privadas e às pessoas físicas, assegurando-se a preservação da 
intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos eleitores40. (Alterado em 18/11/2016) 
1.1. Consideram-se restritas as informações relativas à ocupação, estado civil, 
escolaridade, endereço, telefone, documento de identidade, CPF, impressões digitais, 
fotografia, assinatura digitalizada e endereço 41 , bem como outras informações cuja 
obtenção possa comprometer, mesmo que indiretamente, as regras de proteção 
estabelecidas nestas normas. (Alterado em 18/11/2016) 
1.2. Excluem-se da restrição de que cuida o subitem 1.1 os pedidos relativos a 
procedimento previsto na legislação eleitoral, a ele relacionado ou de cujo atendimento 
resultem subsídios a sua análise, e os formulados: (Alterado em 18/11/2016) 
a) pelo próprio eleitor, sobre seus dados pessoais; 
b) por autoridade judicial, pelo Ministério Público e por autoridade policial42, vinculada 
a utilização das informações obtidas, exclusivamente, às respectivas atividades 
funcionais; (Alterado em 18/11/2016) 
c) por órgãos públicos, desde que signatários de convênios com o Tribunal Superior 
Eleitoral; (Alterado em 18/11/2016) 
d) (Excluído em 18/11/2016) 
e) por órgãos de direção nacional dos partidos políticos43, somente sobre os dados de 
seus filiados. (Alterada em 03/09/2014) 
 
40 Resolução TSE nº 21.538/2003, art. 29. 
41 Resolução TSE nº 21.538/2003, art. 29, § 3º e Resolução TSE nº 23.335/2011, art. 9º. 
42 Provimento CGE nº 6/2006, art. 2º, com as alterações do art. 2º do Provimento GCE nº 11/2016. 
43 Lei nº 9.096/1995, art. 19, § 3º. 
 
Pág. 77 
 
SUMÁRIO 
1.3. O acesso de outros órgãos ou agentes públicos, diversos daqueles elencados 
nas alíneas anteriores, não incluirá informações pessoais relativas à intimidade, à vida 
privada, à honra e à imagem. (Alterado em 18/11/2016) 
1.4. Os pedidos formulados por pessoa, autoridade ou órgão que não possua 
legitimidade para a obtenção dos dados do cadastro eleitoral serão indeferidos pelo 
Juiz Eleitoral. (Incluído em 03/09/2014) 
 
 
 
Seção II 
 
SOLICITAÇÕES DE AUTORIDADES DO ESTADO 
DE SÃO PAULO 
 
 
2. As informações constantes do cadastro de eleitores solicitadas por autoridades 
judiciais e representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, inclusive eleitorais, 
serão prestadas exclusivamente pelo Sistema de Informações Eleitorais – SIEL. 
2.1. As solicitações formuladas por autoridades policiais, não franqueadas ao 
cadastro no SIEL, serão atendidas por meio de ofício. (Incluído em 10/10/2013) 
3. (Excluído em 10/10/2013) 
4. Para utilizar o SIEL, as autoridades judiciais e os representantes do Ministério 
Público deverão acessar o site www.tre-sp.jus.br, no link Informações Eleitorais (SIEL) e 
seguir as instruções ali disponibilizadas. (Alterado em 18/11/2016) 
4.1. (Excluído em 18/11/2016) 
4.2. (Excluído em 18/11/2016) 
5. A administração do SIEL, como o cadastramento, a renovação de senha, a exclusão 
de órgãos e usuários e o acompanhamento das solicitações de informações, é de 
competência exclusiva desta Corregedoria Regional. (Alterado em 03/09/2014) 
 
6. Os pedidos de endereço e as solicitações para utilização do SIEL subscritas por 
autoridades judiciais ou por representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, 
recebidas nas zonas eleitorais, deverão ser restituídas, acompanhadas de cópia das 
instruções e orientações para cadastramento, disponibilizadas na intranet deste Tribunal, 
no Cartórios/Temas Cartorários/SIEL. (Alterado em 18/11/2016) 
 
 
 
 
 
 
Pág. 78 
 
SUMÁRIO 
 
Seção III 
 
 
SOLICITAÇÕES DE AUTORIDADES DE OUTROS ESTADOS 
 
 
7. As solicitações de autoridades judiciárias e representantes do Ministério Público de 
outras Unidades da Federação serão restituídas, com orientação para que contatem a 
Corregedoria Regional Eleitoral do seu Estado, a fim de verificarem a forma de acesso ao 
SIEL. (Alterado em 03/09/2014) 
7.1 a 7.8 (Excluídos em 03/09/2014) 
7.9. As solicitações de autoridades policiais de outras Unidades da Federação serão 
atendidas por meio de ofício. (Incluído em 18/11/2016). 
 
 
Seção IV 
 
RELAÇÕES DE ELEITORES SOLICITADAS POR ÓRGÃOS 
PÚBLICOS E PARTIDOS POLÍTICOS 
 
 
8. Poderá ser autorizado pelo Juiz Eleitoral o fornecimento de relações de eleitores 
solicitadas por órgãos públicos, partidos políticos e partidos ainda em processo de 
formação na Justiça Eleitoral44. 
8.1. No requerimento o interessado deverá indicar, objetivamente, a necessidade 
das informações e a finalidade a que se destinam. Nas relações deverão constar 
somente o nome do eleitor, número do título eleitoral, zona e a eventual filiação a 
partido político45. (Alterado em 18/11/2016) 
9. As relações solicitadas serão geradas no sistema ELO ou ELO 6, menu 
Relatório/Eleitores/Nominata ou Relatório/Relação de Eleitores, respectivamente, 
conforme requerido com dados da filiação ou não, em mídia fornecida pelo interessado. 
(Alterado em 18/11/2016) 
 
 
44 Resolução TSE nº 21.966/2004. 
45 Resolução TSE nº 23.465/2015, art. 19, com redação da Resolução TSE nº 23.487/2016 
 
 
Pág. 79 
 
SUMÁRIO 
Seção V 
 
ACESSO A DADOS ESTATÍSTICOS 
 
 
10. O Tribunal Regional e os Juízes Eleitorais poderão, no âmbito de suas jurisdições, 
autorizar o fornecimento a interessados, desde que sem ônus para a Justiça Eleitoral e 
disponíveis em meio magnético, dos dados de natureza estatística levantados com base 
no cadastro eleitoral, relativos ao eleitorado ouao resultado de pleito eleitoral, salvo quando 
lhes for atribuído caráter reservado. 
10.1. O uso dos dados de natureza estatística do eleitorado ou de pleito eleitoral 
obriga a quem os tenha adquirido a citar a fonte e a assumir a responsabilidade pela 
manipulação inadequada ou extrapolada das informações46. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 Res. TSE nº 21.538/2003, art. 32. 
 
 
Pág. 80 
 
SUMÁRIO 
 
Capítulo VIII 
 
QUITAÇÃO ELEITORAL 
(Alterado em 27/11/2014) 
 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES INICIAIS 
 
 
 
1. A quitação eleitoral pressupõe47: 
a) a plenitude do gozo dos direitos políticos; 
b) o regular exercício do voto, salvo quando facultativo; 
c) o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para auxiliar nos trabalhos 
relativos ao pleito; 
d) a inexistência de multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não 
pagas, com ressalva das anistias legais; 
 
e) a apresentação das contas de campanha eleitoral, no prazo determinado pela 
Justiça Eleitoral, quando se tratar de candidatos. 
1.1. Identificam-se as inscrições com pendência de quitação eleitoral pela 
existência, no histórico, dos seguintes códigos de ASE na situação ATIVO: 027, 
motivos/formas 1 e 2, 043, 094, 230 (motivos/formas 1 e 248), 264, 272, motivo/forma 
2, 329, 337 e 442. (Alterado em 18/11/2016) 
1.2. Para a correta identificação dos códigos de ASE devem ser verificadas as 
instruções contidas no Manual do ASE. 
2. A ausência de quitação eleitoral impede o fornecimento da respectiva certidão, bem 
como a realização de qualquer operação de RAE. 
 
 
 
 
47 Lei nº 9.504/97, art. 11, § 7 e Res. TSE nº 21.823/04. 
48 Ofício-Circular CRE/SP nº 181/10. 
 
Pág. 81 
 
SUMÁRIO 
 
Seção II 
 
CERTIDÃO DE QUITAÇÃO ELEITORAL 
 
 
3. A certidão de quitação eleitoral poderá ser expedida: 
a) por qualquer cartório eleitoral, ainda que diverso da zona de inscrição do eleitor49; 
b) pela internet, nos sites do Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.jus.br) ou do Tribunal 
Regional Eleitoral de São Paulo (www.tre-sp.jus.br). 
4. Para obter a certidão de quitação pela internet, deverão ser preenchidos os 
seguintes dados: número da inscrição, nome completo, data de nascimento e filiação. 
4.1. Os dados do eleitor para a emissão da certidão de quitação pela internet 
deverão ser coincidentes com os constantes do Cadastro Nacional de Eleitores. 
4.2. A autenticidade da certidão de quitação eleitoral poderá ser confirmada no 
site do TSE (www.tse.jus.br). 
5. A emissão da certidão de quitação pelo cartório eleitoral deverá ser realizada pelo 
sistema ELO, em face dos assentamentos constantes do Cadastro Nacional de Eleitores, 
situação em que poderá ser subscrita pelo chefe ou servidor do cartório. 
5.1. Verificada a impossibilidade técnica de emissão da certidão de quitação pelo 
sistema ELO, deverão ser utilizados os modelos disponíveis na intranet deste Tribunal, 
no menu Cartórios/Modelos da CRE. 
5.1.1. A certidão de quitação emitida conforme o subitem 5.1. será subscrita pelo 
chefe de cartório eleitoral ou, na sua ausência, pelo seu substituto. 
6. A certidão de quitação eleitoral poderá ser fornecida a terceiros, mediante 
autorização do eleitor, por escrito, dispensado o reconhecimento de firma. Para tanto, o 
terceiro autorizado deverá apresentar seu documento de identificação, bem como dados 
suficientes para a localização da inscrição do eleitor no cadastro. 
6.1. Se for solicitada certidão de quitação eleitoral quando da comprovação do 
recolhimento da multa por terceiro sem autorização, o cartório eleitoral deverá fornecer 
a certidão de quitação eleitoral circunstanciada disponível na intranet, em 
Cartórios/Modelos da CRE - CRE-24, orientando-o sobre a possibilidade de obtenção 
da certidão de quitação eleitoral completa pela internet, no site do TSE (www.tse.jus.br) 
ou do TRE/SP (www.tre-sp.jus.br). 
 
 
 
 
49 Res. TSE nº 21.538/03, art. 82, § 4º. 
 
Pág. 82 
 
SUMÁRIO 
Seção III 
 
CERTIDÃO CIRCUNSTANCIADA 
 
 
7. A existência de pendências com a Justiça Eleitoral não impede a obtenção de 
certidão circunstanciada a ser fornecida pelo cartório eleitoral, que reproduza fielmente a 
situação do interessado, no momento do requerimento, no Cadastro Nacional de Eleitores, 
nos assentamentos do Cartório Eleitoral e, se for o caso, na Base de Perda e Suspensão 
de Direitos Políticos. 
7.1. A certidão circunstanciada poderá ser expedida pelo sistema ELO ou pela 
intranet no menu Cartórios/Modelos da CRE. 
8. Nos casos de parcelamento da multa eleitoral, o devedor poderá solicitar ao juiz 
certidão circunstanciada com efeito de quitação eleitoral, desde que as parcelas vencidas 
estejam pagas50. 
8.1. Nesses casos, deverá ser utilizado o Modelo CRE-19. 
8.2. Quando o recolhimento da multa inscrita em dívida ativa ocorrer perante a 
Fazenda Nacional, o fornecimento da certidão de quitação estará condicionado à 
apresentação de guia da multa paga ou de certidão do referido órgão fazendário, 
específicos para o débito apurado pelo cartório eleitoral. 
9. No período de fechamento do Cadastro Nacional de Eleitores51, poderá ser 
fornecida certidão circunstanciada constante do sistema ELO e/ou da intranet deste 
Tribunal no menu Cartórios/Modelos da CRE, observando-se cada situação, conforme 
indicado a seguir. 
9.1. Modelo CRE - 09: poderá ser fornecida aos eleitores com inscrição suspensa. 
Nesse caso, orientar o eleitor a apresentar os documentos que comprovem a cessação 
dos motivos que ocasionaram a suspensão. 
9.2. Modelo CRE – 12 (com prazo de validade até a reabertura do Cadastro 
Nacional de Eleitores): poderá ser fornecida aos eleitores com inscrição cancelada 
(exceto pelo código de ASE 027, motivos/formas 1 e 2), após o recolhimento ou 
dispensa das multas devidas e constatada a ausência de outras pendências. 
9.3. Modelo CRE – 13: poderá ser fornecida às pessoas não inscritas como 
eleitoras e que procurem o cartório para requerer o alistamento. 
9.4. Modelo CRE - 24: poderá ser fornecida aos eleitores em situação regular, 
desde que ausentes ou regularizadas quaisquer pendências com a Justiça Eleitoral, e 
também nos casos de terceiro que não possua autorização do eleitor. 
 
50 Ofício-Circular CRE/SP nº 55/08. 
51 Lei nº 9.504/97, art. 91. 
 
Pág. 83 
 
SUMÁRIO 
9.5. Modelo CRE - 28: poderá ser fornecida aos eleitores com inscrição suspensa, 
desde que comprovada a cessação dos motivos que ocasionaram a suspensão, bem 
como o recolhimento de multas devidas, se for o caso, e ausentes outras pendências. 
9.6. (Excluído em 18/11/2016). 
9.7. Modelo CRE - 30: poderá ser fornecida às pessoas com registro de perda ou 
suspensão de direitos políticos em situação “ATIVO” na Base de Perda e Suspensão 
de Direitos Políticos. Nesse caso, orientar o interessado a apresentar os documentos 
que comprovem a cessação dos motivos que ocasionaram a perda/suspensão. 
 
Seção IV 
 
DECLARAÇÃO DE FACULTATIVIDADE DO ALISTAMENTO OU 
DO VOTO 
 
10. É possível a emissão de declaração (Modelo CRE-02) para analfabetos, maiores de 
setenta anos, maiores de dezesseis e menores de dezoito anos 52 , contendo a 
fundamentação legal referente à facultatividade do alistamento eleitoral e do voto. 
 
 
Seção V 
 
CERTIDÃO DE QUITAÇÃO ELEITORAL COM PRAZO DE 
VALIDADEINDETERMINADO 
 
 
11. Aos eleitores com necessidades especiais que tornem impossível ou extremamente 
oneroso o alistamento e o exercício do voto, consideradas para tanto, inclusive sua situação 
socioeconômica e condição de acesso ao local de votação ou ao cartório eleitoral, poderá 
ser expedida certidão de quitação eleitoral, com prazo de validade indeterminado 53 
(Modelos CRE n.ºs 03 e 04), mediante apresentação de requerimento do interessado, de 
seu representante legal ou de procurador devidamente constituído, acompanhado de 
documentação comprobatória daquela deficiência, para a instrução de procedimento 
específico. (Alterado em 18/11/2016) 
11.1. Para o fornecimento da certidão de quitação eleitoral com prazo de validade 
indeterminado, deverão ser observadas as orientações contidas na Parte II, Título II, 
Capítulo I, Seção XIV, destas Normas de Serviço. (Alterado em 18/11/2016) 
12. (Excluído em 18/11/2016) 
12.1. (Excluído em 18/11/2016) 
 
52 CF, art. 14, § 1º, II. 
53 Res. TSE nº 21.920/04. 
 
Pág. 84 
 
SUMÁRIO 
 
Seção VI 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
 
13. Ao eleitor que apresentar justificativa por ausência às urnas em zona eleitoral diversa 
daquela em que está inscrito, somente poderá ser fornecida a certidão de quitação eleitoral 
após o seu deferimento pelo juízo ao qual pertence a inscrição. 
13.1. Na hipótese de o eleitor necessitar do comprovante de quitação eleitoral de 
imediato, poderá optar pelo pagamento da multa devida, arbitrada em seu valor 
máximo54. 
13.2. O eleitor ficará isento do pagamento da multa relativa à ausência às urnas se 
declarar, sob as penas da lei, seu estado de insuficiência econômica perante a Justiça 
Eleitoral. 
 
 
54 Res. TSE nº 21.538/03, art. 82, §§ 1º e 2º. 
 
Pág. 85 
 
SUMÁRIO 
 
T ÍTULO III 
 
(Título alterado em 26/02/2010) 
 
CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO ELEITORAL 
 
 
 
Capítulo I 
 
PROCESSO DE CANCELAMENTO 
(Denominação alterada em 06/06/2016) 
 
 
 
1. São hipóteses de cancelamento a serem realizadas pelo cartório eleitoral mediante 
autuação de processo: (Alterado em 06/06/2016) 
 
a) ausência de domicílio eleitoral (art. 42, parágrafo único, do Código Eleitoral); 
 
b) duplicidade e pluralidade de inscrições; 
 
c) (Excluído em 06/06/2016) 
 
d) alistamento de estrangeiro; 
 
e) alistamento efetuado mediante fraude. 
 
2. Se a inscrição a ser cancelada pertencer a outra zona eleitoral, deverá ser oficiado 
à zona da inscrição, encaminhando-se a documentação necessária, dispensado o registro 
e a autuação de processo na zona remetente. 
 
3. O cancelamento será efetivado, observados os seguintes procedimentos: 
 
a) consultar o cadastro, imprimindo os espelhos das consultas, juntando-os aos autos; 
 
b) a peça inicial do processo deverá ser uma informação do chefe de cartório eleitoral, 
dirigida ao Juiz Eleitoral, relatando os fatos ensejadores do cancelamento, o 
embasamento legal e o número da inscrição que se propõe seja cancelada, anexando-
se a documentação necessária, existente em cartório; 
 
c) autuar o processo; (Alterado em 06/06/2016) 
 
Pág. 86 
 
SUMÁRIO 
 
d) encaminhar os autos conclusos ao Juiz Eleitoral, que determinará a expedição de 
edital para conhecimento dos interessados (art. 77, inciso II, do Código Eleitoral); 
 
e) expedir e afixar edital de 10 (dez) dias para ciência dos interessados, que terão o 
prazo de 5 (cinco) dias para contestar, certificando nos autos a medida; 
 
f) o prazo para contestar começa a correr no primeiro dia útil seguinte ao término do 
prazo do edital. Decorrido esse prazo, deverá ser certificado que não houve contestação, 
ou, em hipótese contrária, juntá-la aos autos; 
 
g) o Juiz Eleitoral terá o prazo de 5 (cinco) dias para proferir sentença (art. 77, inciso 
IV, do Código Eleitoral); 
 
h) proferida a sentença, registrá-la no SADP, certificando a providência nos autos; 
(Alterado em 31/08/2018) 
 
i) tornar pública a sentença, mediante afixação em cartório, por 3 (três) dias e certificar 
nos autos; 
 
j) expedir o código de ASE de cancelamento correspondente, certificando a medida 
nos autos; 
 
k) confirmar o processamento do código de ASE, por intermédio da consulta ao 
cadastro de eleitores, que deverá ser juntada aos autos; 
 
l) decorrido o prazo para recurso, certificar o trânsito em julgado da sentença55; 
 
m) proceder às anotações na pasta de folhas de votação, quando o cadastro estiver 
fechado, certificando a providência nos autos; 
 
n) certificar as providências adotadas e, sendo o caso, proceder ao arquivamento dos 
autos, após as devidas anotações no SADP; (Alterado em 06/06/2016) 
 
o) quando houver indícios de ilícito penal, os autos deverão ser encaminhados ao 
Ministério Público Eleitoral, antes do arquivamento, para ciência e fins dos artigos 48 e 
49 da Resolução TSE nº 21.538/2003, mediante determinação judicial; 
 
p) caso o Ministério Público Eleitoral ofereça denúncia e o Juiz Eleitoral a receba, 
deverá ser autuado outro processo, de natureza criminal, que seguirá rito próprio e 
independente. (Alterado em 06/06/2016) 
 
 
 
55 CE, art. 80. 
 
Pág. 87 
 
SUMÁRIO 
Capítulo II 
(Alterado em 06/06/2016) 
 
 
CANCELAMENTO POR FALECIMENTO 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
 
1. Os cartórios eleitorais receberão diariamente, por meio do sistema CODIPEL, 
comunicações dos óbitos de cidadãos alistáveis, advindas de Cartórios do Registro Civil do 
Estado de São Paulo, e ainda, por meio físico ou eletrônico, as comunicações advindas de 
outras Unidades da Federação, para cancelamento das respectivas inscrições. 
 
1.2. Os cartórios eleitorais que receberem comunicação de óbito de eleitor de zona 
diversa deverão encaminhá-la diretamente à zona correspondente, se pertencente ao 
Estado de São Paulo, ou por intermédio da ScARSE, se de outra Unidade da 
Federação. 
 
1.1.1. O CODIPEL conta com ferramenta para o encaminhamento das 
comunicações pelo próprio sistema. 
 
Seção II 
 
CANCELAMENTO DA INSCRIÇÃO ELEITORAL 
 
 
2. Para o cancelamento da inscrição eleitoral por óbito estão dispensados a autuação 
de processo e o despacho do Juiz Eleitoral. 
 
3. O cancelamento por falecimento é registrado por meio do código de ASE 019, que 
deverá ser comandado para inscrição regular, suspensa ou cancelada por outro código de 
ASE (035, 329, 450 e 469). 
 
4. O código de ASE 019 deve ter como data de ocorrência a do óbito e como 
complemento o nº da Matrícula ou a indicação do documento que comunicou o óbito, no 
formato “Nº da Certidão (ou Termo/Registro) / Órgão emissor/Município/UF”. 
 
4.1. Se a comunicação do óbito não contiver a data do falecimento, a data de 
ocorrência do código de ASE 019 será a data do registro do óbito no Cartório de 
Registro Civil das Pessoas Naturais56. 
 
56 Provimento n° 10/2002 – CGE. 
 
Pág. 88 
 
SUMÁRIO 
 
5. A anotação do código ASE 019 para as comunicações de óbito extraídas do 
CODIPEL será efetuada a partir dos dados constantes da Ficha de Digitação do Lote; e, no 
caso das comunicações de óbito recebidas em meio físico ou eletrônico, a anotação do 
ASE 019 deverá ser efetuada após a consulta e confirmação dos dados do eleitor no 
Cadastro, por meio do ELO. 
6. Após a digitaçãodos códigos de ASE 019, oriundos das Fichas de Digitação ou das 
demais comunicações, deverá ser conferido o processamento de cada lote de ASE 019, 
por meio do relatório extraído do sistema ELO no menu Relatório/Eleitores/ASE Específico. 
6.1. Os lotes do CODIPEL deverão ser concluídos no sistema somente após a 
conferência e devida certificação. 
 
7. O relatório extraído do ELO deverá ser publicado em cartório, pelo prazo de 3 dias, 
a fim de possibilitar aos eleitores e aos partidos sua eventual contestação. Após esse prazo, 
deverá ser arquivado em ordem cronológica de processamento, acompanhado das 
respectivas Fichas de Digitação do CODIPEL e das comunicações recebidas em meio 
físico ou eletrônico que deram origem aos lançamentos nele contidos. 
8. A inscrição em situação suspensa não necessita de prévio restabelecimento para 
cancelamento pelo código de ASE 019. 
 
8.1. Recebida comunicação de óbito de eleitor com inscrição suspensa, após o 
comando do ASE 019, deverá ser juntada aos autos da suspensão de direitos políticos, 
se houver, para seu respectivo arquivamento, com as anotações de praxe. 
 
8.1.1. Caso não haja processo de suspensão, após o lançamento do ASE 
019, a comunicação de condenação deverá ser retirada da sequência alfabética e 
arquivada em local próprio, em ordem cronológica, onde aguardará o prazo de 
descarte. 
 
8.2. Toda vez que for comandado o código de ASE 019 para a inscrição em 
situação suspensa no cadastro, o registro da suspensão será anotado, 
automaticamente, na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos, sem 
necessidade de envio de cópia da comunicação de óbito à Corregedoria. 
 
9. O tratamento das comunicações de óbito recebidas pelo CODIPEL obedecerá a 
periodicidade máxima semanal. E, mensalmente, deverão ser processados todos os 
códigos ASE 019 das comunicações recebidas por qualquer meio, visando manter o 
cadastro de eleitores atualizado. 
 
9.1. No período de fechamento do cadastro o cancelamento das inscrições deve 
ser anotado nas respectivas pastas de folhas de votação. 
 
10. O código de ASE 019 relativo ao período de fechamento do cadastro poderá ser 
comandado quando de sua abertura. 
 
 
 
Pág. 89 
 
SUMÁRIO 
Seção III 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
 
11. As comunicações recebidas via CODIPEL, de pessoa não inscrita como eleitora, 
deverão ser “descartadas” no Sistema, com a justificativa de “Sem associação”. 
 
11.1. As demais comunicações recebidas por meio físico ou eletrônico deverão ser 
arquivadas em pasta própria, em ordem alfabética, com anotação de que não foi 
encontrada inscrição eleitoral para a pessoa, bem como da identificação e assinatura 
do servidor que realizou a consulta ao cadastro. 
 
12. Ao receber comunicação de óbito, o cartório eleitoral deverá verificar se possui 
algum processo em andamento que tenha o eleitor falecido como parte. Nesse caso, 
deverá informar o óbito nos autos existentes e dar cumprimento às providências 
necessárias a cada procedimento. 
 
 
Pág. 90 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO IV 
DUPLICIDADES / PLURALIDADES 
(COINCIDÊNCIAS) 
 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
 
1. O Tribunal Superior Eleitoral realiza, a cada processamento de RAEs, batimento, em 
âmbito nacional, mediante cruzamento de informações constantes do cadastro com os dos 
novos eleitores, os daqueles que realizaram operações de transferência, ou revisão ou 
segunda via e os de pessoas existentes na Base de Perda e Suspensão dos Direitos 
Políticos, com a finalidade de detectar e eliminar possíveis duplicidades ou pluralidades de 
inscrições e identificar situações que exijam averiguação. 
1.1. As operações de alistamento, transferência e revisão somente serão incluídas 
no cadastro ou efetivadas após submetidas a batimento. 
1.2. Se o batimento identificar mais de uma inscrição com dados coincidentes, o 
sistema agrupará essas inscrições para análise e decisão da autoridade judiciária 
competente na Base de Coincidências do sistema ELO. 
1.2.1. Se um eleitor entrar em coincidência por ocasião de seu alistamento 
(operação 1), sua inscrição não será incluída no cadastro; constará apenas da 
Base de Coincidências. Dessa forma, ao se efetuar uma consulta ao cadastro de 
eleitores, ele constará como eleitor inexistente. Essas inscrições “inexistentes” 
também podem ser objeto de regularização no sistema ELO 
(Ajuste/Coincidência/RRI); se forem “regularizadas”, serão incluídas no cadastro 
como regulares, se forem “canceladas”, não serão incluídas no cadastro. 
1.2.2. Caso a coincidência se refira a inscrições já inseridas no cadastro, 
estas não poderão ser movimentadas enquanto não resolvida a coincidência, com 
o registro da decisão no sistema ELO. 
1.3. Em um mesmo grupo, serão sempre consideradas não liberadas as inscrições 
mais recentes, excetuadas as inscrições atribuídas a gêmeos comprovados, que serão 
identificadas em situação liberada. 
1.3.1. Em caso de agrupamento de inscrição de gêmeo com inscrição para a 
qual não foi indicada aquela condição, essa última será considerada não liberada. 
 
Pág. 91 
 
SUMÁRIO 
1.4. A cada processamento de RAEs, após a realização do batimento, serão 
disponibilizadas na página inicial do sistema ELO, as comunicações, noticiando o 
agrupamento de inscrição em duplicidade ou pluralidade, para as providências 
estabelecidas neste Título. 
1.4.1. Será expedida NOTIFICAÇÃO dirigida ao eleitor cuja inscrição foi 
considerada não liberada pelo batimento, para, se o desejar, requerer 
regularização de sua situação eleitoral, no prazo de 20 (vinte) dias, contados da 
data de realização do batimento. 
 
Seção II 
 
COMPETÊNCIA PARA DECISÃO DAS DUPLICIDADES/PLURALIDADES 
 
 
2. A decisão das duplicidades e pluralidades de inscrições, agrupadas ou não pelo 
batimento, inclusive quanto às inscrições de pessoas que estão com seus direitos políticos 
suspensos, na esfera administrativa, caberá: 
2.1. No tocante às duplicidades: 
I - ao juiz da zona eleitoral onde foi efetuada a inscrição mais recente (tipo 1 D); 
II - ao juiz da zona da inscrição “não liberada”, mesmo que seja a mais antiga, nos 
casos envolvendo gêmeos ou homônimos comprovados, com inscrição “não liberada” 
no grupo; 
III - ao Corregedor Regional, nos casos envolvendo inscrição e registro de suspensão 
na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos (tipo 2 D); 
 
IV - ao Corregedor-Geral, nos casos envolvendo pessoa que perdeu seus direitos 
políticos (tipo 3 D); 
2.2. No tocante às pluralidades: 
I - ao juiz da zona eleitoral, quando envolver inscrições efetuadas em uma mesma 
zona (tipo 1 P); 
II - ao Corregedor Regional, quando envolver inscrições efetuadas entre zonas 
eleitorais de uma mesma circunscrição e nas pluralidades decorrentes do agrupamento 
de uma ou mais inscrições, requeridas na mesma circunscrição, com um ou mais 
registros de suspensão na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos (tipos 2 P); 
III - ao Corregedor-Geral, quando envolver inscrições efetuadas em zonas eleitorais 
de circunscrições diversas e nas pluralidades decorrentes do agrupamento de uma ou 
mais inscrições, requeridas em circunscrições distintas, com um ou mais registros de 
suspensão na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos (tipos 3 P). 
2.3. Em grau de recurso, no prazo de 3 (três) dias, caberá: 
 
Pág. 92 
 
SUMÁRIO 
I - ao Corregedor Regional, a apreciação de situações que motivaram decisão de juiz 
de sua circunscrição; 
II - ao Corregedor-Geral, a apreciação de situações que ensejaram decisão do 
CorregedorRegional. 
2.4. Havendo decisões conflitantes em processo de regularização de situação do 
eleitor proferidas por autoridades judiciárias distintas, envolvendo inscrições atribuídas 
a uma mesma pessoa, o conflito será resolvido: 
I - pelo Corregedor Regional, quando se tratar de decisões proferidas por juízes de 
zonas eleitorais de uma mesma circunscrição; 
II - pelo Corregedor-Geral, quando se tratar de decisões proferidas por Juízes 
Eleitorais de circunscrições diversas ou por Corregedores Regionais. 
3. A competência para decidir a respeito das duplicidades e pluralidades, na esfera 
penal, será do Juiz Eleitoral da zona onde foi efetuada a inscrição mais recente57. 
4. O Juiz Eleitoral só poderá determinar a regularização, o cancelamento ou a 
suspensão de inscrição que pertença à sua jurisdição. 
4.1. A autoridade judiciária que tomar conhecimento de fato ensejador do 
cancelamento de inscrição liberada ou regular, ou da necessidade de regularização de 
inscrição não liberada, cancelada ou suspensa, de zona eleitoral diversa daquela em 
que tenha jurisdição, deverá comunicá-lo à autoridade judiciária competente, para as 
medidas cabíveis, diretamente ao juízo da inscrição, se pertencente ao Estado de São 
Paulo, ou por intermédio da Corregedoria Regional, nos demais casos, dispensados o 
registro e a autuação de processo na zona de origem. 
4.2. Recebido expediente ou autos de outra zona eleitoral, que versem sobre uma 
das hipóteses descritas no subitem anterior, deverá ser providenciado seu registro e 
autuação, bem assim o andamento necessário, elaborando-se informação ao Juiz 
Eleitoral, que será utilizada como peça inicial do processo. 
5. Nas duplicidades e pluralidades de sua competência, o Corregedor-geral ou o 
Corregedor Regional poderá se pronunciar quanto a qualquer inscrição agrupada. 
6. Quando a Corregedoria Regional ou a Corregedoria-Geral solicitar informações 
necessárias ao exame e à decisão de duplicidades ou pluralidades, elas deverão ser 
prestadas no prazo de 10 (dez) dias, contados do recebimento da requisição, através do 
ofício “INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA AUTORIDADE JUDICIÁRIA”. 
6.1. Para tanto, o Juiz Eleitoral deverá convocar o eleitor para prestar as 
declarações; porém, ainda que o eleitor não seja encontrado ou não compareça à zona 
eleitoral, o ofício “INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA AUTORIDADE JUDICIÁRIA” 
deverá ser preenchido, assinado, instruído com os documentos disponíveis pelo 
cartório e enviado à autoridade judiciária competente para proferir a decisão. 
 
57 Res. TSE nº 21.538/03, art. 44. 
 
Pág. 93 
 
SUMÁRIO 
 
Seção III 
 
REGULARIZAÇÃO - PROCEDIMENTOS INICIAIS PARA OS 
CASOS DE COMPETÊNCIA DO JUIZ ELEITORAL 
 
 
7. Diariamente, o cartório deverá proceder à consulta no sistema ELO, menu 
Ajuste/Coincidência/Pendências, com a finalidade de ter acesso às coincidências 
existentes na zona eleitoral, imprimindo os espelhos de cada grupo, para juntada aos 
respectivos autos. 
8. A peça inicial do processo deverá ser uma informação do chefe do cartório eleitoral, 
dirigida ao Juiz Eleitoral, anexando-se as comunicações de duplicidade ou pluralidade, com 
registro e autuação de processo, adotando-se as seguintes providências: 
a) efetuar consulta ao cadastro, anexando os espelhos da consulta aos autos; 
b) o Juiz Eleitoral fará publicar edital, pelo prazo de 3 (três) dias, para conhecimento 
dos interessados; 
 
EDITAL 
PRAZO: 3 DIAS 
 
O Dr.____________, MM. Juiz Eleitoral da ___ª Zona- _________ - SP, no exercício de 
suas atribuições legais, 
 
Torna público que os eleitores constantes da relação abaixo estão envolvidos em 
coincidência detectada em batimento, com inscrições “não liberadas”, facultado o prazo de 
20 (vinte) dias, contados da data de realização do batimento que os agrupou, para, 
querendo, requerer a revisão de sua situação eleitoral (art. 36 da Resolução TSE nº 
21.538/03). 
 
Nome do Eleitor: Inscrição: Data do batimento: 
 
Faz saber, ainda, que os casos para os quais o eleitor não requerer a revisão de sua 
situação, poderão ser cancelados (art. 47 da Resolução TSE nº 21.538/03). Assim, expede 
o presente edital, na forma da lei. 
(local), __/__/____. 
 
(a) Juiz Eleitoral 
 
 
c) regularizar, independentemente de requerimento do eleitor, inscrições referentes a 
grupos formados por pessoas distintas (gêmeos e homônimos); 
 
Pág. 94 
 
SUMÁRIO 
c.1) se não for possível detectar de pronto se o grupo é formado por pessoas 
distintas (gêmeos ou homônimos), deverão ser tomadas providências necessárias à 
elucidação do caso, inclusive aguardando o comparecimento do eleitor ao cartório 
pelo prazo de 20 (vinte) dias, contados da data do batimento, observados os prazos 
previstos no art. 47 da Resolução TSE nº 21.538/03; 
d) nos grupos formados por inscrições da mesma pessoa, a regularização será feita 
mediante requerimento do eleitor, exceto quando não houver dúvida quanto à decisão a 
ser proferida. 
9. Comparecendo o eleitor ao cartório, deverá ser orientado, se for o caso, a preencher 
o RRI, fornecendo cópias de seus documentos pessoais, ou a requerer, oportunamente, 
transferência, revisão ou 2ª via. 
10. Os processos devem ser instruídos, se possível, com os seguintes documentos: 
a) RRI – Requerimento de Regularização de Inscrição; 
b) comunicação de Duplicidade/Pluralidade; 
c) notificação ao eleitor; 
d) cópia do RAE; 
e) cópia do PETE (canhoto); 
f) cópia autenticada do título de eleitor; 
g) cópias autenticadas das folhas de votação das três últimas eleições; 
h) cópia autenticada de documento de identidade; 
i) cópia autenticada da certidão de nascimento e/ou casamento. 
10.1. A autenticação dos documentos poderá ser procedida pelo servidor do cartório, 
com a aposição dos dizeres “Confere com o Original” e da identificação e assinatura 
do servidor que verificou a autenticidade. 
 
 
Subseção I 
 
GRUPOS FORMADOS POR PESSOAS DISTINTAS 
 
11. Os casos de grupos formados por pessoas distintas (gêmeos e homônimos) devem 
ser regularizados, independentemente do requerimento do eleitor. 
11.1. Para os fins deste Título, homônimos são aqueles, excetuados os gêmeos, que 
possuam dados iguais ou semelhantes, segundo critérios previamente definidos pelo 
 
Pág. 95 
 
SUMÁRIO 
Tribunal Superior Eleitoral, e que figurem em uma mesma duplicidade ou pluralidade 
(coincidência)58. 
a) Exemplo de informação: 
MM. Juiz, 
 R.A. 
 Após, voltem-me conclusos. 
 S.P., .../.../.... 
 Juiz Eleitoral 
 
Informo a Vossa Excelência que os eleitores constantes das anexas comunicações de 
duplicidade/pluralidade estão envolvidos em coincidência por serem 
(gêmeos/homônimos), constatando-se no cadastro de eleitores que não possuem outra 
inscrição liberada ou regular. 
 Era o que cumpria informar. 
 À consideração de Vossa Excelência. 
 (Local), ... 
 
 ______________________ 
 Chefe de Cartório Eleitoral 
 
CONCLUSÃO 
Aos_____de_____________de ______, faço estes autos conclusos ao MM. 
Juiz Eleitoral, Dr._______________________. 
______________________ 
Chefe de Cartório Eleitoral 
 
11.2. Todas as inscrições agrupadas devem ser analisadas e, inexistindo outra 
inscrição em nome do eleitor, regularizadas mediante sentença do Juiz Eleitoral. 
11.3. Proferida a sentença, esta deverá ser registrada e tornada pública,mediante 
afixação em cartório, por 3 (três) dias, certificando-se as medidas nos autos. 
11.4. Em seguida, o cartório eleitoral deverá: 
a) proceder à atualização da coincidência no sistema ELO, através do menu 
Ajuste/Coincidência/RRI, com a “regularização” das inscrições, clicando-se, ao final, 
no botão “Gravar” e imprimindo o espelho da coincidência para juntada aos autos. 
Após o processamento da decisão, que será realizado automaticamente, no mesmo 
dia ou posteriormente, imprimir espelho da consulta ao cadastro de eleitores e juntá-
la aos autos; 
b) comandar o código de ASE 248 - Homônimo ou 256 – Gêmeo, conforme o 
caso, certificando a medida nos autos; 
 
58 Res. TSE nº 21.538/03, art. 83, inc. III. 
 
Pág. 96 
 
SUMÁRIO 
c) confirmar o processamento do código de ASE, por intermédio da consulta ao 
cadastro de eleitores, que deverá ser juntada aos autos; 
d) se a inscrição pertencer a outra zona, oficiar à zona eleitoral competente para 
o comando do código de ASE 248 ou 256; 
e) decorrido o prazo para recurso, certificar o trânsito em julgado da sentença 
59; 
f) certificar as providências adotadas e, sendo o caso, proceder ao 
arquivamento dos autos; 
g) quando houver indícios de ilícito penal, os autos deverão ser encaminhados 
ao Ministério Público para ciência e fins dos artigos 48 e 
49 da Resolução TSE nº 21.538/2003; 
h) caso o Ministério Público Eleitoral ofereça denúncia e o Juiz Eleitoral a receba, 
deverá ser autuado e registrado outro processo, de natureza criminal, que seguirá rito 
próprio e independente. 
 
 
Subseção II 
 
GRUPOS FORMADOS POR INSCRIÇÕES ELEITORAIS 
DA MESMA PESSOA 
 
 
12. No caso de grupo formado por inscrições de uma mesma pessoa, a autoridade 
judiciária determinará o cancelamento da inscrição mais recente, via de regra. 
12.1. Se necessário, o eleitor deverá preencher o RRI. 
12.2. Deverá ser regularizada a inscrição mais antiga do eleitor; não pertencendo 
esta à zona procurada, o eleitor deverá requerer transferência ou revisão, conforme o 
caso, depois de atualizada a Base de Coincidências e o cadastro de eleitores. 
12.3. Informação: 
 
 
59 CE, art.80. 
 
Pág. 97 
 
SUMÁRIO 
MM. Juiz: 
 
 Informo a Vossa Excelência que o eleitor constante da anexa 
comunicação de duplicidade/pluralidade está envolvido em coincidência, por 
possuir (2) duas inscrições no cadastro de eleitores. 
Era o que cumpria informar. 
 À consideração de Vossa Excelência. 
 (Local), ... 
 _______________________ 
 Chefe de Cartório Eleitoral 
 
CONCLUSÃO 
 
Aos____de_______________de ______, faço estes autos conclusos ao MM. 
Juiz Eleitoral, Dr._______________________. 
______________________ 
Chefe de Cartório Eleitoral 
 
 
 
Subseção III 
 
GRUPOS CONTENDO INSCRIÇÃO SUSPENSA 
 
 
13. A regularização de inscrição de eleitor envolvido em duplicidade ou pluralidade com 
outro eleitor que está com seus direitos políticos suspensos, somente será possível se for 
comprovado se tratar de eleitor diverso (gêmeo ou homônimo), após comparecimento 
daquele eleitor ao cartório. 
13.1. Nesse caso, a inscrição de código 31 (situação “não liberada”) poderá ser 
regularizada no sistema ELO (Ajuste/Coincidência/RRI) e a de código 32 (“eleitor 
suspenso”) deverá permanecer suspensa, através da opção “cancelar”. 
14. Se ambas as inscrições pertencerem à mesma pessoa, a mais antiga deverá ser 
mantida suspensa e a mais recente ser cancelada, ambas através da opção “cancelar”. 
 
14.1. Nos casos dos itens 13 e 14, a escolha da opção “cancelar” não cancela a 
inscrição (de código 32) no cadastro, ou seja, a inscrição “suspensa” permanece com 
situação inalterada. 
14.2. Ainda nos casos dos itens 13 e 14, se o eleitor com inscrição suspensa 
comprovar a cessação dos motivos ensejadores da suspensão, primeiro deve-se 
atualizar a coincidência e, após o processamento da decisão, providenciar o 
restabelecimento da inscrição, com a emissão do código de ASE respectivo. (Alterado em 
10/09/13) 
 
Pág. 98 
 
SUMÁRIO 
 
 
Subseção IV 
 
GRUPOS CONTENDO REGISTRO NA BASE DE PERDA E 
SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS 
 
 
15. A decisão de coincidências envolvendo registro de suspensão na Base de Perda e 
Suspensão dos Direitos Políticos é da competência do Corregedor Regional Eleitoral. 
15.1. Nesse caso, estão dispensados o registro e a autuação de processo pela zona 
eleitoral. 
16. Comparecendo ao cartório eleitor em coincidência que envolva registro de 
suspensão na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos, deverá ser solicitado ao 
eleitor documento que comprove a cessação dos motivos ensejadores do registro da 
suspensão na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos. 
 
16.1. O documento deverá ser encaminhado à Seção de Feitos Cíveis e 
Administrativos desta Corregedoria Regional, via fac-símile, para instruir o processo de 
coincidência, observando-se os prazos do art. 47 da Resolução TSE nº 21.538/03. 
17. Não comprovada a cessação dos motivos que ensejaram a suspensão, o título 
emitido indevidamente deverá ser retido, não havendo necessidade de seu 
encaminhamento a esta Corregedoria Regional. 
 
 
 
Subseção V 
GRUPOS CONTENDO REGISTRO DE PERDA DE DIREITOS 
POLÍTICOS 
 
 
 
18. A decisão de coincidências envolvendo eleitores que perderam seus direitos 
políticos é atribuição do Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral. 
18.1. Esses grupos constam da Base de Coincidências com códigos 82 (pessoa 
registrada na Base de Perdas de Direitos Políticos) e 81 (par de pessoa com ocorrência 
82). 
19. Comparecendo o eleitor ao cartório, este deverá preencher e assinar o RRI – 
Requerimento de Regularização de Inscrição e o formulário Declaração de Situação de 
Direitos Políticos, anexando os seguintes documentos: 
 
Pág. 99 
 
SUMÁRIO 
a) notificação apresentada pelo eleitor ou devolvida pela Empresa de Correios e 
Telégrafos à zona eleitoral onde é inscrito o eleitor; 
b) RAE – Requerimento de Alistamento Eleitoral referente à inscrição que será 
examinada; 
c) PETE - Protocolo de Entrega de Título Eleitoral (em original); 
d) cópia autenticada do título eleitoral e documentos pessoais do eleitor; 
e) decreto ou comunicação do Ministério da Justiça. 
19.1. Todos os documentos deverão ser encaminhados à Corregedoria-Geral da 
Justiça Eleitoral, por intermédio da Corregedoria Regional. 
 
 
 
Subseção VI 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
 
 
20. A autoridade judiciária competente deverá se pronunciar, quanto às situações de 
duplicidade e pluralidade detectadas pelo batimento, o mais breve possível e em até 40 
(quarenta) dias contados da sua realização. 
20.1. O cartório deverá registrar a decisão na Base de Coincidências tão logo 
proferida. 
20.2. Não existindo decisão de autoridade judiciária no prazo previsto na Base de 
Coincidências, a duplicidade/pluralidade será automaticamente atualizada pelo 
sistema e a inscrição liberada passará a figurar como regular e a não-liberada como 
cancelada, caso exista no cadastro60. 
21. Eleitor agrupado em duplicidade ou pluralidade de inscrições não poderá requerer 
transferência, revisão ou 2ª via antes de decisão de autoridade judiciária competente 
atualizada no sistema, mesmo se a inscrição de seu interesse estiver “liberada”. 
22. Ao apreciar Requerimento de Regularização de Inscrição - RRI, o Juiz Eleitoral 
pronunciar-se-áa respeito de todas as inscrições envolvidas na duplicidade ou pluralidade 
de forma que somente uma inscrição de cada eleitor permaneça regular. 
23. Identificada situação onde um mesmo eleitor possua duas ou mais inscrições 
liberadas ou regulares, agrupadas ou não pelo batimento, o cancelamento de uma ou mais 
delas deverá, preferencialmente, nesta ordem, recair: 
 
60 Res. TSE n.º 21.538/03, art. 47. 
 
Pág. 100 
 
SUMÁRIO 
I - na mais recente; 
II - na inscrição que não corresponda ao domicílio eleitoral do eleitor; 
III - naquela cujo título não haja sido entregue ao eleitor; 
IV - naquela cujo título não haja sido utilizado para o exercício do voto na última eleição; 
V - na mais antiga. 
 
 
Seção IV 
 
 
ROTEIRO PARA ATUALIZAÇÃO DAS COINCIDÊNCIAS 
 
 
a) Acessar o menu Ajuste/Coincidência/RRI do sistema ELO; 
b) Na tela apresentada, digitar o número da coincidência ou o número da inscrição; 
c) Será exibida uma tela contendo o resultado da pesquisa. Para ter acesso à 
coincidência desejada, clique sobre o número da coincidência; 
d) A seguir, será exibida a tela para a decisão da coincidência, onde deverão ser 
preenchidos os seguintes campos: 
• Processo: digitar o número do processo de coincidência sem os caracteres “hífen” 
(-) “ponto” (.) ou barra (/) entre os números; (Alterado em 05/05/2011) 
• Data Despacho: digitar a data da sentença do Juiz Eleitoral; 
• Decisão: assinalar a opção “regularizar” ou “cancelar”, conforme o caso; a decisão 
deve ser assinalada para todas as inscrições agrupadas; não é possível “cancelar” 
inscrição não pertencente à zona eleitoral; 
• Todos os dados devem ser conferidos e, estando corretos, deve ser clicado no botão 
“Gravar”. 
 
e) Depois de gravada a decisão, se for constatado erro antes de a decisão refletir no 
cadastro, ela poderá ser corrigida; para tanto, deverá ser procedido nos moldes das letras 
“A” a “D”. 
 
 
 
 
 
 
Pág. 101 
 
SUMÁRIO 
Seção V 
 
CÓDIGOS DE ASE UTILIZADOS NAS DECISÕES 
 
 
 
Código Descrição Situação no 
Cadastro 
Origem 
 
027 
Cancelamento automática pelo 
sistema – 
duplicidade/pluralidade 
“Cancelado” 
Comandado pelo sistema, por ocasião da 
decisão automática. 
086 
Regularização automática pelo 
sistema – 
duplicidade/pluralidade 
“Regular” 
Comandado pelo sistema, por ocasião da 
decisão automática. 
248 Comprovada a condição de 
homônimo 
“Regular” 
“Homônimo” 
Comandado pela zona eleitoral, após decisão 
da autoridade judiciária competente, em grupos 
de coincidência formados por pessoas distintas. 
256 Comprovada a condição de 
gêmeo 
“Regular” 
“Gêmeo” 
Comandado pela zona eleitoral, após decisão 
da autoridade judiciária competente, em grupos 
de coincidência formados por gêmeos. 
418 Envolvido em 
duplicidade/pluralidade 
“Não liberado” Comandado pelo sistema, ao incluir o eleitor na 
coincidência. 
 
450 Cancelamento – sentença de 
autoridade judiciária 
competente 
“Cancelada” 
Comandado automaticamente pelo sistema, 
após digitação na Base de Coincidências, da 
decisão da autoridade judiciária competente, 
para as inscrições canceladas. 
493 Regularização - sentença de 
autoridade judiciária 
competente 
“Regular” 
Comandado pelo sistema, após a digitação da 
decisão na Base de Coincidências. 
507 Regularização – sentença de 
autoridade judiciária 
competente - homônimo de 
pessoa com perda de direitos 
políticos 
 
“Regular” Comandado pelo sistema, após a digitação da 
decisão na Base de Coincidências. 
566 Envolvido em 
duplicidade/pluralidade 
“Liberado” Comandado pelo sistema, ao incluir o eleitor na 
coincidência. 
 
 
 
 
 
Pág. 102 
 
SUMÁRIO 
Seção VI 
 
CÓDIGOS DO BATIMENTO 
 
 
 
Código Descrição 
20 Eleitor com marca de gêmeo 
21 Em coincidência com eleitor gêmeo 
31 Em coincidência com eleitor suspenso ou com pessoa com registro de 
suspensão na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos 
32 Eleitor suspenso ou pessoa com registro de suspensão na Base de 
Perda e Suspensão dos Direitos Políticos 
33 Eleitor liberado de agrupamento anterior de coincidência, par de eleitor 
com ocorrência 32 
50 Eleitor cuja inscrição já foi objeto de decisão anterior 
51 Em coincidência com eleitor cuja inscrição já foi objeto de decisão 
anterior 
70 Inscrição mais antiga com par em coincidência 
71 Inscrição mais recente em coincidência – par de eleitor com ocorrência 
70 
81 Em coincidência com eleitor que perdeu seus direitos políticos ou com 
pessoa com registro de perda na Base de Perda e Suspensão dos 
Direitos Políticos 
82 Pessoa com registro de perda na Base de Perda e Suspensão dos 
Direitos Políticos 
83 Eleitor liberado de agrupamento anterior – par de eleitor com 
ocorrência 82 
 
 
 
 
 
 
Pág. 103 
 
SUMÁRIO 
Seção VII 
 
HIPÓTESE DE ILÍCITO PENAL 
 
 
24. Decidida a duplicidade ou pluralidade e tomadas as providências de praxe, se duas 
ou mais inscrições em cada grupo forem atribuídas a um mesmo eleitor, excetuados os 
casos de evidente falha dos serviços eleitorais, os autos deverão ser remetidos ao 
Ministério Público Eleitoral, mediante determinação judicial. 
24.1. Manifestando-se o Ministério Público pela existência de indício de ilícito penal 
eleitoral a ser apurado, o processo deverá ser remetido, pela autoridade judiciária 
competente, ao Departamento de Polícia Federal para instauração de inquérito policial. 
24.2. O inquérito policial somente poderá permanecer no 
Departamento de Polícia pelo prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual, deve ser 
encaminhado ao Juízo Eleitoral, com requerimento de dilação do prazo; sendo este 
deferido, os autos retornam ao Departamento de Polícia Federal. 
24.2.1. Caso seja descumprido o prazo do subitem anterior, deverá ser expedido 
ofício, solicitando informações acerca do andamento do inquérito. 
24.3. Inexistindo unidade regional do Departamento de Polícia Federal na 
localidade onde tiver jurisdição o Juiz Eleitoral, a remessa das peças informativas 
poderá ser feita para a Polícia Estadual, que atuará supletivamente61. 
24.4. Arquivado o inquérito ou julgada a ação penal, o Juiz Eleitoral comunicará a 
decisão proferida à autoridade judiciária que determinou a instauração do apuratório, 
para adoção das medidas cabíveis na esfera administrativa. 
24.5. A espécie, no que lhe for aplicável, é regida pelas disposições do Código 
Eleitoral e, subsidiariamente, pelas normas do Código Penal e do Código de Processo 
Penal62. 
24.6. Não sendo cogitada a hipótese de ocorrência de ilícito penal eleitoral a ser 
apurado, os autos deverão ser arquivados na zona eleitoral onde o eleitor possuir 
inscrição regular. 
25. Os procedimentos a que se referem estas normas serão adotados sem prejuízo da 
apuração de responsabilidade de qualquer ordem, seja do eleitor, do servidor da Justiça 
Eleitoral ou de terceiros, por inscrição fraudulenta ou irregular. 
25.1. Qualquer eleitor, partido político ou Ministério Público poderá se dirigir 
formalmente ao Juiz Eleitoral, Corregedor Regional ou Geral, no âmbito de suas 
respectivas competências, relatando fatos e indicando provas para pedir abertura de 
investigação, com o fim de apurar irregularidade no alistamento eleitoral. 
 
61 Res. TSE nº 22.376/06, art. 2º, caput e parágrafo único.. 
62 CE, arts. 287 e 364Pág. 104 
 
SUMÁRIO 
 
 
Seção VIII 
 
COINCIDÊNCIAS DECIDIDAS 
 
 
26. O eleitor que comparecer ao cartório eleitoral, para regularizar inscrição envolvida 
em coincidência, após a prolação de sentença pela autoridade judiciária competente ou 
após a atualização automática pelo sistema, deverá ser orientado a: 
I - se possuir apenas uma inscrição e esta figurar no cadastro como regular na zona 
eleitoral por ele procurada, deverá ser verificada a necessidade de realizar operação de 
revisão ou 2ª via ou comando de código de ASE (gêmeo ou homônimo); 
II - se possuir apenas uma inscrição e esta figurar no cadastro como regular em outra 
zona eleitoral, deverá se indagar ao eleitor se pretende requerer transferência, desde que 
cumprido o necessário interstício e comprovado o domicílio, ou revisão, para alteração do 
local de votação; 
III - se possuir apenas uma inscrição em qualquer zona eleitoral do país ou do exterior, 
cancelada pelo código de ASE 027 – Cancelamento automático pelo sistema – 
duplicidade/pluralidade, motivo/forma 3 – duplicidade/pluralidade sem marca de direitos 
políticos, deverá requerer a regularização de sua inscrição, através das operações 3 ou 
5, conforme o caso; 
IV - se possuir apenas uma inscrição em qualquer zona eleitoral do país ou do exterior, 
cancelada pelo código de ASE 450 – Cancelamento – sentença de autoridade judiciária, 
deverá requerer nova inscrição; 
V - se possuir mais de uma inscrição liberada ou regular, uma delas deverá ser 
cancelada, nos termos do art. 71, inciso III, do Código Eleitoral, observando-se a 
competência para a decisão e a prioridade no cancelamento. 
26.1. Após o transcurso de seis anos, contados do processamento do código de 
ASE próprio, as inscrições canceladas serão excluídas do cadastro. 
 
 
 
 
 
 
 
Pág. 105 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO V - FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 (Alterado em 10/09/2010) 
 
 
Seção I 
 
DISPOSIÇÕES INICIAIS 
 
 
1. As disposições legais sobre a filiação partidária estão na Lei nº 9.096/1995 e na 
Resolução TSE nº 23.117/2009, alterada pelas Resoluções TSE nºs 23.198/2009 e 
23.421/2014. (Alterado em 21/09/2016) 
2. Considera-se deferida a filiação partidária, para todos os efeitos, com o atendimento 
das regras estatutárias do partido. 
2.1. Somente poderá filiar-se a partido eleitor que estiver no pleno gozo de seus 
direitos políticos, ressalvada a possibilidade de filiação do eleitor considerado 
inelegível63. 
2.2. São hipóteses de cancelamento imediato da filiação partidária64: (Alterado em 
22/07/2014) 
a) morte; 
b) perda dos direitos políticos; 
c) expulsão; 
d) outras formas previstas no estatuto do partido, com comunicação obrigatória 
ao atingido no prazo de 48 (quarenta e oito) horas da decisão; 
e) filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da 
respectiva zona eleitoral. 
 
3. Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo partido 
pelo menos seis meses 65 antes da data fixada para as eleições majoritárias ou 
proporcionais, facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação 
partidária superiores aos previstos em lei, com vistas à candidatura a cargo eletivo. (Alterado 
em 21/09/2016) 
 
 
 
 
63 Acórdão TSE nº 22.014/2004. 
64 Art. 22 da Lei nº 9.096/1995, com a redação dada pela Lei nº 12.891/2013. 
65 Art. 9º da Lei nº 9.504/1997, com redação dada pela Lei nº 13.165/2015. 
 
Pág. 106 
 
SUMÁRIO 
Seção II 
 
SISTEMA DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 
 
4. O sistema de filiação partidária é utilizado para a troca de informações a respeito 
dos registros de filiações entre a Justiça Eleitoral e os partidos políticos, por meio de dois 
aplicativos: o sistema ELO 6 e o sistema Filiaweb. 
4.1. O sistema ELO 6 é o aplicativo usado exclusivamente pela Justiça Eleitoral 
para a manutenção das relações de filiados, bem como para autorizar determinados 
eventos relativos a filiados ou relações de filiados. 
4.2. O sistema Filiaweb é o aplicativo desenvolvido pela Justiça Eleitoral para que 
os partidos políticos possam interagir de forma online com o sistema de filiação 
partidária, uma vez que facilita a digitação e a administração dos registros de filiados, 
além da entrega das relações de filiados à Justiça Eleitoral via internet. Aos cidadãos, 
permite o acesso, via internet, à relação de filiados, à certidão de filiação partidária e à 
sua validação, no site do Tribunal Superior Eleitoral – TSE (www.tse.jus.br). (Alterado em 
22/07/2014) 
4.3. O sistema Filiaweb é gerenciado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que presta 
suporte técnico aos partidos políticos. (Incluído em 21/09/2016) 
 
5. Cabe à Justiça Eleitoral o processamento de todas as listas em âmbito nacional, nos 
prazos estabelecidos em provimento expedido pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral 
– CGE. (Alterado em 22/07/2014) 
 
 
Subseção I 
 
ACESSO AO SISTEMA FILIAWEB PELO PARTIDO POLÍTICO 
 
 
6. Para acesso ao sistema Filiaweb, o usuário do partido político precisa ser 
previamente habilitado perante a Justiça Eleitoral, que fornecerá senha ao representante 
partidário. 
6.1. As zonas eleitorais efetuarão a habilitação dos representantes dos órgãos 
partidários municipais. (Alterado em 21/09/2016) 
6.2. Caso seja estabelecido internamente pelo partido que a entrega da relação 
de filiados de uma ou mais zonas eleitorais será realizada por órgão diverso do 
municipal, o representante legal respectivo deverá requerer sua habilitação para uso 
do sistema Filiaweb à CGE, no caso de diretório nacional, ou à Corregedoria Regional, 
no caso de diretório regional. 
 
Pág. 107 
 
SUMÁRIO 
7. A habilitação é realizada por município. Nos municípios com mais de uma zona 
eleitoral, o pedido de habilitação poderá ser feito apenas em uma delas, sendo facultado 
ao representante partidário escolher qual zona será a responsável por sua habilitação. 
8. O pedido de habilitação deverá ser realizado pelo presidente municipal do partido, 
por escrito, e dirigido ao Juiz Eleitoral. (Alterado em 21/09/2016) 
8.1. (Excluído em 21/09/2016) 
8.2. (Excluído em 21/09/2016) 
9. Recebido o pedido de habilitação, o cartório eleitoral deverá verificar a legitimidade 
do representante e a vigência da composição do respectivo diretório na intranet deste 
Tribunal, no menu Partidos Políticos/Órgãos Partidários/SGIP Consulta Web/Órgão 
Partidário, com a prévia impressão da “Certidão da Composição”. (Alterado em 21/09/2016) 
9.1. Procederá, ainda, à consulta no sistema ELO 6, menu Filiação/Registro, a fim 
de verificar se existe usuário daquele partido político habilitado pela Corregedoria 
Regional ou pela CGE. Caso exista usuário cadastrado em outra instância, não será 
possível continuar a operação, devendo o cartório certificar o fato e levar ao 
conhecimento do Juiz Eleitoral, que determinará a notificação da ocorrência ao 
interessado. 
 
9.2. Confirmada a legitimidade, o Juiz Eleitoral autorizará a habilitação do 
representante partidário como administrador. (Alterado em 06/09/2012) 
9.2.1. A habilitação será efetuada, obrigatoriamente, em nome do presidente 
municipal do partido, que poderá, a seu critério, autorizar formalmente outra pessoa 
à retirada da senha de acesso, com qualificação mínima a seguir indicada: número 
do RG, data de nascimento e inscrição eleitoral. (Incluído em 21/09/2016) 
9.3. Ao incluir um usuário no sistema ELO 6, deverão ser preenchidos parâmetros 
obrigatórios e opcionais. O preenchimento do campo opcionalcorrespondente à “Data 
de Expiração”, que se refere à data de validade da habilitação do usuário no sistema 
ELO 6 para realizar operações, será obrigatório sempre que estiver disponível no SGIP 
a data do término da vigência do órgão partidário. Se a data não for informada, a 
validade será indeterminada. (Alterado em 21/09/2016) 
9.4. Após o preenchimento dos dados no sistema ELO 6, a senha é gerada 
automaticamente pelo sistema. Deve-se orientar o responsável sobre a necessidade 
de alteração da senha quando do seu primeiro acesso ao sistema Filiaweb, ressaltando 
que a senha de acesso é de exclusiva responsabilidade do presidente do órgão 
partidário. (Alterado em 05/05/2011) 
9.5. Os pedidos para habilitação no sistema Filiaweb, as certidões do SGIP, os 
recibos de entrega de senha e eventuais autorizações deverão ser arquivados em 
pasta própria. 
 
Pág. 108 
 
SUMÁRIO 
10. O representante do partido, após ser habilitado como usuário administrador, sob sua 
exclusiva responsabilidade, poderá proceder à inclusão, alteração ou exclusão de outros 
administradores e operadores diretamente no sistema Filiaweb. (Alterado em 21/09/2016) 
10.1. Quando o usuário administrador de partido político é excluído pela Justiça 
Eleitoral ou o prazo de validade do acesso é atingido, ocorre o cancelamento 
automático do acesso ao sistema Filiaweb para todos os usuários daquele partido 
cadastrados pelo administrador. (Alterado em 21/09/2016) 
11. Caso ocorra a perda da senha de acesso ao sistema Filiaweb fornecida ao usuário 
administrador partidário, poderá ser gerada nova senha pelo cartório eleitoral, observadas 
as disposições dos itens 8 e 9. (Alterado em 21/09/2016) 
12. Na hipótese de mudança na direção do órgão partidário municipal, o novo presidente 
deverá solicitar sua habilitação, observadas as disposições dos itens 8 e 9. Nesse caso, 
proceder-se-á à exclusão do nome do antigo presidente e à inclusão do nome do novo 
presidente. (Alterado em 21/09/2016) 
 
 
Seção III 
 
RELAÇÕES DE FILIADOS 
 
 
13. Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido, por seus 
órgãos de direção municipais, regionais ou nacional, enviará à Justiça Eleitoral para 
arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação para efeito de candidatura, 
a relação atualizada dos nomes de todos os seus filiados na respectiva zona eleitoral, da 
qual constará, também, o número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos 
e a data do deferimento das respectivas filiações. 
13.1. A publicação das relações de filiados será realizada no site do TSE na 
internet, permanecendo os dados disponíveis para consulta por qualquer interessado, 
juntamente com serviço de emissão de certidão de filiação partidária. 
14. As relações internas de filiados serão elaboradas pelos partidos políticos no sistema 
Filiaweb, por meio da inclusão ou exclusão de eleitores. (Alterado em 21/09/2016) 
14.1. (Excluído em 21/09/2016) 
14.2. No momento da elaboração das relações será informada pelo sistema a 
ocorrência de eventual erro no registro de dados cadastrais do filiado, o que impedirá 
sua inclusão na relação oficial até que providenciada a correção pelo partido. (Alterado 
em 06/09/2012) 
15. A submissão de relações ordinárias de filiados poderá ocorrer a qualquer tempo, até 
a segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, conforme cronograma 
definido pela CGE, e será realizada exclusivamente por meio do sistema Filiaweb. (Alterado 
em 21/09/2016). 
 
Pág. 109 
 
SUMÁRIO 
15.1. No último dia do prazo fixado para a entrega, somente serão consideradas as 
relações de filiados submetidas pelos partidos políticos até as 19 horas. (Alterado em 
21/09/2016) 
 
15.2. Após esse prazo, será realizado o processamento das relações submetidas 
pelos partidos políticos, igualmente conforme cronograma definido pela CGE. (Alterado 
21/09/2016) 
15.3. Caso a relação de filiados não seja submetida pelo partido político à Justiça 
Eleitoral dentro do prazo, será considerada para processamento a última relação 
apresentada. (Alterado em 21/09/2016) 
15.4. A submissão adequada e tempestiva das relações de filiados pelo sistema 
são de inteira responsabilidade dos partidos políticos. Os riscos de não obtenção de 
linha, de conexão, de defeito de transmissão ou recepção não os escusarão do 
cumprimento dos prazos legais, cabendo-lhes, inclusive, certificarem-se da 
regularidade da recepção das relações. (Alterado em 21/09/2016) 
15.5. Ultrapassado o prazo, a submissão de relações somente será possível a partir 
do dia imediato, considerando-se os respectivos dados apenas para o processamento 
subsequente. (Renumerado em 21/09/2016) 
16. As relações de filiados são classificadas como: 
16.1. Relação Interna: é composta pelo conjunto de dados de eleitores filiados ao 
partido político, relativos a um município e zona eleitoral, destinada ao gerenciamento 
pelo órgão partidário responsável por seu fornecimento à Justiça Eleitoral. 
16.2. Relação Submetida: é a Relação Interna liberada pelo órgão partidário para 
processamento pela Justiça Eleitoral. 
16.3. Relação Fechada: é a situação da Relação Submetida pelo partido político 
após o encerramento do prazo legal para fornecimento de dados à Justiça Eleitoral. 
16.4. Relação Oficial: emitida pela Justiça Eleitoral, contém os registros de filiação 
partidária encontrados para determinado partido, município e zona, não incluídos os 
registros com erro. 
16.4.1. As Relações Oficiais são subdivididas em: 
a) Ordinárias: são as relações submetidas processadas em abril e outubro de 
cada ano; 
b) Especiais: serão as relações processadas em procedimento próprio nos 
meses de junho e dezembro de cada ano, desde que sejam requeridas por filiado 
prejudicado, submetidas no sistema pelo partido político por determinação do Juiz 
Eleitoral, ordenadas pelo cartório eleitoral e autorizadas pela 
Corregedoria Regional; 
c) Extemporâneas: são relações ordenadas e autorizadas pela CGE. 
 
Pág. 110 
 
SUMÁRIO 
16.4.2. A Relação Oficial pode apresentar as seguintes situações: 
a) ativa: é a última Relação Oficial processada pela Justiça Eleitoral em data 
definida por cronograma expedido pela CGE; 
 
b) inativa: Relação Oficial que foi substituída por uma mais nova; 
 
 
c) excluída: relação excluída e que não deve ser mais considerada. 
17. Os registros de filiados em Relações Oficiais somente poderão ser alterados, 
excluídos e cancelados por decisões judiciais, que serão cumpridas por servidores da 
Justiça Eleitoral, mediante comando no sistema ELO 6. 
18. No processamento realizado pelo TSE, será verificada novamente a ocorrência de 
erros nos registros, bem como a coexistência de filiações partidárias 66 . (Alterado em 
22/07/2014) 
19. O acesso às relações oficiais de filiados será viabilizado, pela internet, no site do 
TSE (www.tse.jus.br). 
 
 
Subseção I 
 
RELAÇÃO ESPECIAL 
 
20. Relações Especiais são relações de filiados subsidiárias, que têm o objetivo de 
permitir aos prejudicados por desídia ou má fé requererem, diretamente ao Juiz Eleitoral, a 
intimação do partido para a inclusão dos seus nomes na relação de filiados do partido, em 
prazo não superior a 10 (dez) dias, sob pena de desobediência. 
20.1. Embora os requerimentos possam ser protocolados a qualquer tempo, o 
processamento da relação especial seguirá os cronogramas divulgados pela CGE. 
(Incluído em 06/09/2012) 
21. Para que a Relação Especial submetida pelo partido político surta efeitos, é 
necessário o seu processamento, que depende do deferimento do Juiz Eleitorale de 
autorização da Corregedoria Regional. (Alterado em 22/07/2014) 
21.1. A competência para apreciar o requerimento de relação especial é do juiz da 
inscrição eleitoral do requerente. (Alterado em 21/09/2016) 
21.2. O requerimento do prejudicado, instruído com o comprovante da filiação ao 
partido político, será protocolado no SADP e autuado na classe processual FP – 
Filiação Partidária. (Renumerado em 21/09/2016) 
 
66 Resolução TSE nº 23.421/2014. 
 
Pág. 111 
 
SUMÁRIO 
21.3. Deverá ser realizada consulta ao sistema ELO 6, a fim de se verificar a 
situação do filiado, juntando-se o espelho, se houver, à autuação. (Renumerado em 
21/09/2016) 
21.4. Caso o Juiz Eleitoral defira o pedido, deverá intimar o partido político para que 
inclua o requerente na relação interna e submeta a relação de filiados, no prazo que 
fixar, não superior a 10 (dez) dias. (Renumerado e alterado em 21/09/2016) 
21.5. O partido político intimado deverá submeter a relação que contenha o nome 
do eleitor como filiado, por meio do sistema Filiaweb, bem como apresentar o 
respectivo comprovante contendo o número do evento da submissão ao cartório 
eleitoral. (Renumerado e alterado em 21/09/2016) 
22. Cabe ao cartório eleitoral, uma vez submetida a Relação Especial pelo partido 
político, verificar a regularidade da inclusão do filiado e da submissão e proceder à sua 
ordenação pelo sistema ELO 6, menu Filiação/Autorização de Processamento. (Alterado em 
21/09/2016) 
22.1. O processamento das Relações Especiais requer autorização da 
Corregedoria Regional. Para tanto, é necessário o encaminhamento do comprovante 
de ordenação, juntamente com a cópia da inicial do processo e da decisão do Juiz 
Eleitoral a esta Corregedoria, pelo email scaze@tre-sp.jus.br, no prazo previsto no 
cronograma divulgado pela CGE. (Alterado em 21/09/2016) 
23. As Relações Especiais submetidas, ordenadas e autorizadas serão processadas em 
procedimento próprio, nos meses de junho e dezembro de cada ano. 
 
Subseção II 
 
SITUAÇÕES DO REGISTRO DE FILIADO 
 
 
24. As informações a respeito de um filiado devem ser mantidas pelo próprio partido. 
Por sua vez, a situação do filiado é de responsabilidade conjunta dos diretórios partidários 
e da Justiça Eleitoral. 
24.1. Ao partido cabe o gerenciamento dos registros de filiação e de desfiliação e 
ao cartório eleitoral a anotação das comunicações de cancelamento da filiação. 
24.2. As ações executadas pela Justiça Eleitoral causam alterações imediatas na 
situação do filiado, ao contrário daquelas realizadas pelos partidos, que só se tornam 
efetivas após a submissão de suas relações e de seu processamento. 
25. Os registros de filiação podem apresentar as seguintes situações: 
a) com erro: situação exclusiva de registros em Relações Internas; indica que foram 
identificadas ocorrências de erros que impedem que o registro de filiação entre em uma 
Relação Oficial; 
 
Pág. 112 
 
SUMÁRIO 
b) regular: nas Relações Internas indica que não foram identificados erros no registro 
de filiação e nas Relações Oficiais que não apresenta coexistência de filiações no 
registro; (Alterada em 22/07/2014) 
c) sub judice: registro com possibilidade de coexistência de filiações de mesma data, 
portanto, exclusivo de filiação em Relações Oficiais; (Alterada em 
22/07/2014) 
d) desfiliado: registro de desfiliação feito exclusivamente no partido; 
e) cancelado: registro de filiação cancelado por decisão judicial ou que teve sua 
desfiliação comunicada à Justiça Eleitoral, e por ela anotada, sendo exclusivo das 
Relações Oficiais; (Alterada em 06/09/2012) 
f) excluído: registro que teve seu ato de criação anulado; 
g) em transferência: situação do registro cujo eleitor teve a inscrição objeto de 
processamento de RAE de transferência para outra localidade, mas ainda não foi aceito 
pelo diretório de destino. Essa situação existe apenas em registros de Relações Internas; 
h) transferido: situação exclusiva de registros em relações internas. É a situação do 
registro cujo eleitor foi alvo de RAE de transferência para outra localidade e aceito pelo 
diretório de destino como regularmente filiado. Essa situação é a que permanece no 
registro da relação de origem; 
i) recepcionado: registro de filiação movido de um diretório a outro em razão de 
processamento de RAE de transferência. É o registro que surge na Relação Interna do 
diretório da localidade de destino. Sobre ele, cabe o aceite do diretório de destino; 
j) não presente (NP): é a situação do registro de filiado que não está presente na 
Relação Oficial Ativa. Essa situação ocorre quando a inscrição não entrou para Relação 
Oficial, seja por erro ou por não ter sido incluída na última relação submetida pelo partido. 
 
 
 
Seção IV 
 
DESFILIAÇÃO E CANCELAMENTO DA FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 
 
 
26. O desligamento do partido político é feito, em regra, em duas etapas: 
a) desfiliação: registro feito pelo partido político (sistema Filiaweb) que só tem efeito 
no subsequente processamento de Relações Internas; 
b) cancelamento: registro feito pela Justiça Eleitoral (sistema ELO 6) que possui efeito 
imediato na relação de filiados. 
 
Pág. 113 
 
SUMÁRIO 
27. O cancelamento da filiação poderá decorrer do pedido do eleitor ou do partido, do 
cancelamento automático pelo sistema67 ou da sentença da autoridade judiciária. (Alterado 
em 22/07/2014) 
28. Para desligar-se do partido, o filiado fará comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da zona em que for inscrito. 
28.1. Na hipótese de inexistência de órgão municipal partidário ou de comprovada 
impossibilidade de localização de quem o represente, o filiado poderá fazer a 
comunicação apenas ao juiz da zona eleitoral em que for inscrito. (Alterado em 21/09/2016) 
28.2. A omissão do nome do filiado na última relação entregue à Justiça Eleitoral 
ou o mero registro de sua desfiliação perante o órgão partidário não descaracterizam 
a filiação partidária, cujo cancelamento somente se completará com a comunicação 
escrita dirigida ao juiz da zona em que for inscrito, nos termos da lei. 
29. Recebida em cartório comunicação de desfiliação, realizar consulta ao sistema 
ELO 6 e submetê-la à apreciação do Juiz Eleitoral, registrando o cancelamento da filiação 
no sistema, dispensada a autuação de processo. (Alterado em 21/09/2016) 
29.1. Caso o registro de filiação, na Relação Oficial, esteja vinculado a zona diversa 
daquela da inscrição, após o deferimento da anotação do cancelamento, a decisão será 
comunicada ao juiz da zona eleitoral constante do registro de filiação para anotação do 
cancelamento no sistema ELO 6. (Alterado em 21/09/2016) 
29.2. Caso não exista registro de filiação, será determinado o arquivamento da 
comunicação de desfiliação. (Alterado em 21/09/2016) 
29.3. Caso exista somente registro de filiação na Relação Interna, o Juiz Eleitoral 
determinará que se aguarde para verificar a situação do filiado após o próximo 
processamento e, se constatado que o eleitor foi incluído na Relação Oficial do partido, 
determinará a anotação do cancelamento da filiação. (Incluído em 21/09/2016) 
29.4. As comunicações de desfiliação devem ser encaminhadas ao Ministério 
Público para ciência, para fins do disposto na Resolução TSE nº 22.610/200768, e, 
após, arquivadas em pasta própria. (Renumerado em 21/09/2016) 
30. Recebida em cartório comunicação de filiação a outro partido, consultar o sistema 
ELO 6, a fim de verificar se consta anotação de nova filiação e registro de filiação anterior 
a outro partido. (Alterado em 21/09/2016)30.1. Não havendo anotação da nova filiação no sistema ELO 6, solicitar cópia do 
respectivo comprovante. (Alterado em 22/07/2014) 
30.1.1. Comprovada a nova filiação e localizado registro de filiação anterior, na 
Relação Oficial, no sistema ELO 6, submeter à apreciação do Juiz Eleitoral e 
 
67 Resolução TSE nº 23.421/2014. 
68 Ofício-Circular CRE/SP nº 105/2011. 
 
Pág. 114 
 
SUMÁRIO 
proceder ao cancelamento desta última no sistema, após determinação judicial, 
dispensada a autuação de processo. (Incluído em 22/07/2014) 
 
30.2. Caso não seja comprovada a filiação ao novo partido e/ou não haja registro 
de filiação anterior na Relação Oficial, será determinado o arquivamento da 
comunicação. (Alterado em 22/07/2014) 
30.3. Excluído em 22/07/2014. 
30.4. Excluído em 22/07/2014. 
31. A data do cancelamento da filiação a ser lançada no sistema ELO 6 é a data do 
protocolo no cartório eleitoral. (Alterado em 22/07/2014) 
31.1. Para o registro do cancelamento deve ser observado o seu motivo correto, 
que, nos casos de desfiliação ou de comunicação de filiação a novo partido será “a 
pedido do eleitor”. (Incluído em 22/07/2014) 
31.2. Em caso de erro no motivo ou na data da desfiliação ou na data de filiação a 
novo partido durante o registro de cancelamento no sistema ELO 6, o cartório eleitoral 
deverá proceder à retificação nos termos do item 42, alínea “c”, deste Título. (Incluído 
em 22/07/2014) 
 
 
Subseção I 
 
COEXISTÊNCIA DE FILIAÇÕES69 
(Alterada em 22/07/2014) 
 
 
32. No processamento levado a efeito pela Justiça Eleitoral nos meses de abril e outubro 
de cada ano será verificada novamente a ocorrência de erros nos registros, bem assim a 
coexistência de filiações partidárias. 
33. Após o processamento das relações de filiados, seja da relação ordinária, especial 
ou extraordinária, deverá ser verificada a existência de filiações sub judice na zona eleitoral. 
Para tanto, o cartório deverá acessar o sistema ELO 6, menu Relatório/Relatório de sub 
judices. 
34. Detectada, no processamento das listas, coexistência de filiações, duas hipóteses 
poderão ocorrer: 
a) tratando-se de registros de filiação com datas diversas, prevalecerá a filiação mais 
recente, sendo as demais, automaticamente, canceladas pelo sistema; 
b) tratando-se de registros de filiação com mesma data, caberá ao Juiz Eleitoral decidir. 
 
69 Resolução TSE nº 23.421/2014. 
 
Pág. 115 
 
SUMÁRIO 
35. Todos os casos de filiação partidária sub judice detectados pelo sistema serão 
autuados em procedimentos individuais, por filiado, mediante informação do chefe de 
cartório. (Alterado em 21/09/2016) 
35.1. A competência para processamento e julgamento será do Juiz Eleitoral da 
zona de inscrição do filiado. 
35.2. A situação dessas filiações permanecerá como sub judice até que haja o 
registro da decisão da autoridade judiciária eleitoral competente no sistema ELO 6. 
35.3. Em regra, os casos de filiação partidária sub judice possuem datas idênticas; 
no entanto, por inconsistência do sistema, poderá haver registro de filiações com datas 
diversas, caso em que prevalecerá a mais recente70. (Incluído em 21/09/2016) 
36. Na hipótese do item anterior, serão expedidas, pelo TSE, notificações ao filiado e 
aos partidos políticos envolvidos. 
36.1. A notificação ao filiado será efetuada por via postal no endereço constante do 
cadastro de eleitores, cabendo aos partidos políticos a responsabilidade de orientar 
seus filiados a manter atualizados seus dados cadastrais perante a Justiça Eleitoral. 
36.1.1. A notificação será remetida ao cartório eleitoral caso o filiado não seja 
encontrado no endereço constante do cadastro, seja recusado o seu recebimento 
etc. Se isso ocorrer, juntar a notificação aos respectivos autos. 
36.2. A notificação dos diretórios partidários envolvidos será realizada pelo próprio 
sistema Filiaweb. 
37. A peça inicial do procedimento de que trata o item 35 será a informação do chefe de 
cartório, instruída com o relatório de sub judices emitido pelo sistema ELO 6, que deverá 
ser protocolada no SADP. 
37.1. As partes envolvidas (filiado e partidos) terão o prazo de 20 (vinte) dias para 
apresentar resposta, contados da realização do processamento das informações. 
37.2. Apresentada a resposta ou decorrido o respectivo prazo, será aberta vista ao 
Ministério Público Eleitoral, por 5 (cinco) dias, após os quais, com ou sem 
manifestação, o Juiz Eleitoral decidirá em idêntico prazo. 
37.3. Se o Ministério Público Eleitoral manifestar-se pela existência do crime 
previsto no art. 320 do Código Eleitoral, eventual procedimento criminal tramitará em 
autos próprios, instruídos com cópias das principais peças do processo de coexistência 
de filiações partidárias. 
38. Proferida a sentença, registrá-la de imediato no sistema ELO 6, utilizando uma das 
opções a seguir, e intimar as partes e o Ministério Público Eleitoral. (Alterado em 21/09/2016) 
a) a opção “cancelar” é utilizada quando existir vínculo entre o filiado e o partido; 
 
70 Resolução TSE nº 23.117/2009, art.11-A. 
 
Pág. 116 
 
SUMÁRIO 
b) a opção “excluir” é utilizada quando for reconhecida a inexistência de vínculo entre 
o filiado e o partido. 
38.1. A data do cancelamento ou exclusão será a da sentença e deverá, 
obrigatoriamente, ser informado o número do processo e consignado o motivo “judicial”. 
38.2. Em caso de coexistência de filiações com mesma data e, não havendo 
registro de decisão no sistema ELO 6, as filiações permanecerão como sub judice até 
que haja o seu registro71. 
39. O prazo para a interposição de recurso será de 3 (três) dias e começará a fluir a 
partir da comprovação da intimação da decisão. 
39.1. Incidem, na espécie, as disposições relativas à intimação contidas no artigo 
231 do Código de Processo Civil e nos artigos 257 e seguintes do Código Eleitoral. 
(Alterado em 21/09/2016) 
39.2. Nas intimações dos partidos políticos, por via postal, deverão constar, além 
do nome do seu presidente, o nome do partido. 
39.3. O decurso do prazo é contado individualmente para cada um dos 
interessados72 e deverá ser certificado nos autos. 
39.3.1. No caso de intimação realizada pelo correio ou por oficial de justiça, o prazo 
corre de modo independente para cada um dos interessados, a partir da juntada aos 
autos do respectivo aviso de recebimento ou mandado cumprido. 
39.4. (Excluído em 21/09/2016) 
40. Caso seja interposto recurso, o cartório eleitoral observará o que segue: 
a) o recorrente deverá estar representado por advogado constituído, caso contrário 
deverá ser intimado para regularizar sua representação processual; 
b) não é necessária a extração de cópias dos autos, devendo ser elaborados a certidão 
e o termo de remessa, dirigidos ao TRE; 
c) a remessa dos autos deverá ser registrada no SADP; 
d) os autos deverão ser encaminhados ao TRE por malote. 
41. Se não houver interposição de recurso, o cartório certificará o trânsito em julgado e 
procederá, mediante determinação judicial, ao seu arquivamento. (Alterado em 21/09/2016) 
 
 
 
 
 
71 Resolução TSE nº 23.421/2014. 
72 Acórdão STJ, T3, no REsp nº 1095514/RS. 
 
Pág. 117 
 
SUMÁRIO 
Seção V 
 
REVERSÃO DE CANCELAMENTO E DE EXCLUSÃO DE 
REGISTRO DE FILIAÇÃO 
 
 
 
42. A reversão é o retorno do registro de filiação à situação anterior e ocorrerá nos casos 
de: 
a) registro indevido de cancelamento ou exclusão;b) reforma da sentença; 
c) erro no motivo ou na data da desfiliação ou na data da nova filiação. (Alterada em 
22/07/2014) 
43. As funcionalidades de reversão de cancelamento e de reversão de exclusão de 
registro de filiação estarão disponíveis no sistema de filiação partidária exclusivamente para 
cumprimento de determinações judiciais, sendo necessária, para utilizá-las, a identificação 
do número do processo ou acórdão em que foi determinada a providência. (Alterado em 
06/09/2012) 
43.1. A reversão pode ser determinada nos mesmos autos do processo em que foi 
proferida a sentença de cancelamento ou exclusão. 
 
 
 
Seção VI 
 
TRANSFERÊNCIA DE ELEITOR FILIADO 
 
 
 
44. O sistema Filiaweb informará a transferência da inscrição eleitoral aos diretórios 
partidários dos municípios de origem e de destino. 
44.1. O filiado somente passará a constar na Relação Interna de filiados do novo 
município a partir de sua “recepção” no sistema Filiaweb pelo diretório correspondente. 
45. Em caso de transferência de inscrição, para desligar-se do partido, o filiado fará 
comunicação escrita ao órgão de direção municipal, do novo domicílio, e ao Juiz Eleitoral 
da zona em que for inscrito. 
46. Ocorrendo movimentação de ofício em decorrência de desmembramento de zona 
eleitoral, o sistema promoverá as atualizações necessárias nas relações dos respectivos 
partidos. 
 
Pág. 118 
 
SUMÁRIO 
 
Seção VII 
 
CERTIDÃO DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 
47. A certidão de filiação partidária é o documento emitido pela Justiça Eleitoral com a 
finalidade de demonstrar a existência ou não de filiação de um eleitor a partido político. 
47.1. A certidão refletirá a última relação submetida pelo partido político processada 
pela Justiça Eleitoral e servirá de prova de filiação partidária, inclusive para fins de 
candidatura a cargo eletivo. 
48. Qualquer cidadão pode gerar ou validar certidões de filiação partidária pela internet, 
no site do TSE (www.tse.jus.br). 
49. A certidão de filiação pode apresentar uma das seguintes observações, dentre 
outras: 
a) “está regularmente filiado”: filiado em situação “REGULAR” em um único partido 
político; 
 
b) “não está filiado a partido político”: quando não existem registros de filiação ou 
todos os registros existentes estão na situação “CANCELADO ou EXCLUÍDO ou COM 
ERRO”; 
 
c) “consta com pendência de cancelamento”: um ou mais registros de filiação na 
situação DESFILIADO sem o respectivo CANCELAMENTO efetuado pela Justiça 
Eleitoral; 
 
d) “consta na situação sub judice”: quando existe pelo menos um registro de filiação 
na situação sub judice; 
e) “está filiado embora não conste registro na última relação oficial entregue pelo 
partido”: situação da filiação “NP”, ou seja, refere-se a eleitor que está filiado, para o qual 
não houve anotação do cancelamento da filiação pela Justiça Eleitoral. (Incluído em 
21/09/2016) 
 
Seção VIII 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
50. Em caso de fusão ou incorporação de partidos políticos, o TSE providenciará a 
conversão, no sistema Filiaweb, de todas as anotações de filiação dos partidos políticos 
envolvidos. 
51. Os servidores de qualquer órgão da Justiça Eleitoral não poderão se filiar a partido 
político ou exercer atividade partidária, sob pena de demissão, nos termos do artigo 366 do 
Código Eleitoral. 
 
Pág. 119 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO VI 
MESÁRIOS 
(Alterado em 31 de agosto de 2018) 
 
 
Capítulo I 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
 
1. MESÁRIOS são todos os eleitores nomeados para composição das Mesas 
Receptoras de Votos e Mesas Receptoras de Justificativas, cuja convocação deve ocorrer 
pelo módulo Processo Eleitoral do sistema ELO, conforme orientações divulgadas pelo 
Tribunal. 
2. Constituem o APOIO LOGÍSTICO os eleitores nomeados como Auxiliar de Serviços 
Eleitorais de Funções Especiais, para a execução de múltiplas tarefas relacionadas à 
preparação e realização das Eleições. A convocação deve ocorrer pelo módulo Processo 
Eleitoral do sistema ELO, conforme cotas e orientações específicas. 
2.1. Excepcionalmente, outros auxiliares podem ser convocados diretamente por 
oficio do Juiz Eleitoral, sem a utilização do módulo do sistema ELO, para tarefas 
distintas do apoio logístico. 
3. A JUNTA ELEITORAL é composta pelo Juiz Eleitoral, como presidente, e membros 
indicados pelo Juízo Eleitoral, em sistema próprio, nas quantidades e condições fixadas 
para cada pleito, a serem nomeados pelo Tribunal. 
3.1. O Juiz Eleitoral deverá nomear diretamente, por ofício, os escrutinadores, 
conforme quantidade prevista nas instruções específicas. 
4. Somente eleitores maiores de dezoito anos, cujos títulos estejam em situação 
REGULAR, devem ser convocados para os trabalhos eleitorais. 
5. A competência para a nomeação dos MESÁRIOS é do Juiz Eleitoral da respectiva 
jurisdição 
5.1. Somente nas hipóteses em que haja absoluta necessidade poderá ser 
convocado eleitor de Zona Eleitoral diversa, por meio de ofício do juízo da convocação, 
devidamente deferido pelo juízo da inscrição, ainda que se trate de mesário voluntário. 
6. Os eleitores poderão manifestar-se como Mesários Voluntários no momento de 
qualquer operação de RAE, por meio de cadastro nas aplicações de internet ou mediante 
requerimento apresentado diretamente no Cartório Eleitoral, recebendo a devida anotação 
no Cadastro Nacional de Eleitores. 
 
Pág. 120 
 
SUMÁRIO 
7. Os mesários indicados que desejarem excluir sua anotação de habilitação para os 
trabalhos eleitorais deverão apresentar requerimento, e a anotação no Cadastro Nacional 
de Eleitores deverá ser promovida mediante o deferimento do Juiz Eleitoral. 
8. Para os mesários voluntários, bastará o pedido para que seja desativada a 
habilitação, sendo desnecessário deferimento do Juiz Eleitoral. 
9. Os documentos convocatórios dos mesários, por configurarem expedientes com 
efeitos internos à Justiça Eleitoral poderão ser firmados por chancela em substituição à 
assinatura do Juiz Eleitoral. 
10. As declarações de comparecimento dos mesários, apoio logístico e outros auxiliares 
eleitorais, destinadas a fazer prova da prestação dos serviços eleitorais perante terceiros, 
devem ser subscritas pelo Juiz Eleitoral, ou, mediante delegação por portaria, pelo chefe 
do Cartório Eleitoral, vedada a utilização da chancela. 
11. Todas as declarações para apresentação aos empregadores, com vistas à aferição 
de descanso pelo dobro dos dias trabalhados, devem corresponder necessariamente às 
anotações no Cadastro Nacional de Eleitores. 
12. Na convocação dos mesários, o envio de correspondência ao endereço informado 
pelo eleitor não configura sua efetiva nomeação, que será validada somente mediante 
ciência expressa no instrumento convocatório. 
12.1. Não comparecendo o próprio eleitor, a nomeação poderá ser entregue a 
parente, que se identificará e informará o vínculo, ou ainda, a procurador devidamente 
documentado. 
12.2. No momento da entrega do instrumento convocatório, deverão ser 
confirmados o endereço, telefones de contato, número do CPF e endereço eletrônico. 
13. A prestação do serviço eleitoral pelos mesários devidamente nomeados é 
obrigatória, inclusive para os voluntários. 
14. Todas as ocorrências relativas a faltas, substituições, remanejamentos e abandonos 
dos trabalhos deverão ser anotadas na Ata da Eleição de cada Mesa Receptora. 
 
 
 
 
 
 
 
Pág. 121 
 
SUMÁRIO 
Capítulo II 
MESÁRIOS FALTOSOS 
 
Seção I 
 
PROCEDIMENTOS PRELIMINARES 
 
15. Os membros das Mesas Receptoras de votos e de justificativas que, devidamentenomeados, abandonarem ou não comparecerem para a prestação do serviço eleitoral no 
dia do pleito, serão considerados mesários faltosos. 
15.1. Apenas os mesários regularmente nomeados estão sujeitos às sanções 
previstas no artigo 124 do Código Eleitoral, inclusive à instauração de procedimentos 
administrativos com vistas à aplicação das penalidades decorrentes de ausência ou 
abandono dos trabalhos eleitorais, não se aplicando as presentes rotinas aos 
convocados para quaisquer outros serviços eleitorais. 
16. Recebidas as listas de presença e as Atas da Eleição, deverão ser promovidas as 
anotações de ausência e abandono no sistema ELO, no menu Processo 
Eleitoral/Convocação/Controla Eventos. Tais anotações permitirão o comando de geração 
automática dos ASE pelo sistema, conforme orientado no Capítulo III adiante. 
17. Encerrados os trabalhos eleitorais do primeiro turno, o juiz expedirá portaria, 
conforme modelo (item 14), fixando o valor da multa aplicável aos mesários faltosos que 
solicitarem espontaneamente o seu pagamento a cada turno. 
17.1. Na portaria, publicada exclusivamente para pagamento espontâneo, o valor 
da multa para cada turno será de no mínimo R$ 17,57 e no máximo de R$ 35,14, para 
ausência. Nos casos de abandono, será cobrada sempre pelo dobro do valor. 
18. Até 30 (trinta) dias após o pleito, os mesários faltosos poderão apresentar 
justificativa ou requerer espontaneamente o pagamento da multa pelos valores publicados 
na Portaria; e, para os casos de abandono, em até 3 (três) dias. 
18.1. Com vistas à racionalização dos procedimentos, o cartório eleitoral poderá 
contatar os interessados pelos meios fornecidos por ocasião da nomeação, solicitando-
se que compareçam ao cartório para a regularização de sua situação, iniciando-se os 
contatos pelos casos de abandono, quando houver, em virtude da maior exiguidade do 
prazo, para apresentação de justificativa ou pagamento da multa. 
18.2. Havendo requerimento de justificativa indeferido pelo Juiz Eleitoral, o mesário 
faltoso poderá requerer, ainda, o pagamento da multa estipulada na Portaria, desde 
que nos limites do prazo previsto, de 30 (trinta) ou de 3 (três) dias, conforme o caso. 
 
Pág. 122 
 
SUMÁRIO 
18.3. Aos mesários faltosos que forem servidores públicos deverá ser informado 
que poderão apresentar somente o requerimento de justificativa devidamente 
motivada, a ser apreciada pelo Juiz Eleitoral. 
18.4. Poderá o Juiz Eleitoral dispensar do recolhimento da multa o mesário faltoso 
que declarar, a qualquer tempo, sob as penas da lei, sua insuficiência econômica. 
18.5. A multa relativa a ausência aos trabalhos eleitorais, requerida 
espontaneamente ou arbitrada em procedimento administrativo, pode ser paga perante 
qualquer Juízo Eleitoral, mediante consulta ao juízo de origem. 
18.5.1. Não havendo multa estabelecida para pagamento espontâneo ou multa 
arbitrada em procedimento de mesário faltoso na Zona de origem, o Juiz Eleitoral da 
zona em que se encontrar o interessado deverá proceder à cobrança pelo valor 
máximo previsto em cada caso, uma para cada turno, conforme anotado no Cadastro 
Nacional de Eleitores para o mesário faltoso. 
18.5.2. O recolhimento da multa deverá ser comunicado ao juízo de origem, 
com posterior envio da Guia de Recolhimento. 
 
19. Todas as justificativas deferidas deverão ser anotadas no módulo Processo Eleitoral 
do sistema ELO. Os registros efetuados até a Geração de ASE bastarão para o comando 
automático do código respectivo; as ocorrências anotadas após o procedimento da geração 
automática de cada turno demandarão o comando manual do código de ASE. 
20. Para as multas efetivamente quitadas, deverá ser anotado o recebimento no sistema 
ELO, no menu Controle/Multa/Registra Pagamento, e ainda comandado o ASE 078 
manualmente, observadas as precauções quanto à existência de outras multas pendentes. 
21. As ausências e abandonos ocorridos no segundo turno demandam os mesmos 
prazos do primeiro turno; 30 (trinta) ou 3 (três) dias, respectivamente, contados da data de 
cada pleito. 
21.1. Nos casos de mesários faltosos nos dois turnos, em que forem autuados 
processos para o primeiro turno, decorridos 30 (trinta) dias contados a partir do último 
pleito, a informação relativa à ocorrência do segundo turno será lançada nos mesmos 
autos. 
 
SEÇÃO II 
 
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DE MESÁRIO FALTOSO 
 
22. Ausente a justificativa deferida ou pagamento espontâneo da multa, o cartório 
eleitoral autuará procedimento administrativo na classe CMR – Composição de Mesa 
Receptora, juntando à informação a cópia da nomeação e da ata da Mesa Receptora. 
 
Pág. 123 
 
SUMÁRIO 
23. Mediante a determinação do Juiz Eleitoral, será expedida carta de citação ao 
interessado, por via postal com aviso de recebimento, com prazo de 5 (cinco) dias para 
apresentação de defesa por meio de justificativa ou pedido de arbitramento de multa. 
23.1. Aos mesários que forem servidores públicos a carta de citação indicará 
apenas a possibilidade de apresentação de justificativa a ser apreciada pelo Juiz 
Eleitoral, não cabendo arbitramento de multa. 
23.2. O valor arbitrado deverá ser de R$ 17,57, no mínimo e R$ 35,14, no máximo, 
calculados pelo valor da UFIR de janeiro de 1997, vedada a aplicação de qualquer 
outro índice. Se a multa aplicada pelo máximo não se mostrar reprimenda efetiva, 
mediante a condição econômica individual do sentenciado, o Juiz Eleitoral poderá 
majorá-la em até 10 (dez) vezes. 
24. Frustrada a citação por via postal, o Juiz Eleitoral determinará a expedição de 
mandado de citação para cumprimento por oficial de justiça. 
25. Infrutífera a diligência do oficial de justiça, será providenciada a citação por edital, 
pelo prazo determinado pelo Juiz Eleitoral, após o qual o mesário terá 5 (cinco) dias para 
a defesa. 
26. Após os 5 (cinco) dias para a apresentação da defesa, com ou sem a manifestação 
da parte, deverá o cartório abrir vista ao Ministério Público Eleitoral. 
27. Retornando do Ministério Público Eleitoral, os autos serão conclusos ao Juiz 
Eleitoral, que, se entender necessários outros esclarecimentos, designará audiência, 
determinando local, dia e horário para o comparecimento do mesário faltoso em juízo. O 
Ministério Público Eleitoral será intimado do ato. 
28. Havida ou não a audiência, os autos serão conclusos. 
29. As multas sentenciadas deverão ser de R$ 17,57, no mínimo e R$ 35,14, no máximo, 
calculados pelo valor da UFIR de janeiro de 1997, vedada a aplicação de qualquer outro 
índice 
29.1. A partir da autuação do procedimento administrativo, a multa para o mesário 
faltoso será arbitrada individualmente e não se fundamenta pela portaria publicada para 
o pagamento espontâneo. 
29.2. Se a multa aplicada pelo máximo não se mostrar reprimenda efetiva, mediante 
a condição econômica individual do sentenciado, o Juiz Eleitoral poderá majorá-la em 
até 10 (dez) vezes. 
29.3. Para o servidor público ou autárquico sujeito à sanção a ser aplicada no 
procedimento administrativo de mesário faltoso, a pena será de suspensão de até 15 
(quinze) dias para a ausência aos trabalhos eleitorais e de até 30 (trinta) dias na 
hipótese de abandono dos trabalhos. 
 
Pág. 124 
 
SUMÁRIO 
29.3.1. Proferida a sentença, a decisão será comunicada ao órgão de origem 
do servidor, para anotação no prontuário e fiscalização do cumprimento da pena, 
arquivando-se o processo. 
29.3.2. A anotação do cumprimento da pena fica condicionada a comunicação 
do órgão de origem. 
30. Recebidos os autos, após o registro da sentença no SADP, será aberta vista ao 
Ministério Público Eleitoral e intimado o mesário, fixado em 3 (três) dias o prazo parainterposição de recurso. 
30.1. A intimação será procedida conforme as formalidades observadas nos itens 
23 caput e 24; ou 
30.2. Nos casos em que a citação do mesário faltoso tenha sido feita por edital, 
conforme o item 25, e ausente qualquer outra notícia de sua localização, a intimação 
da sentença poderá ser feita diretamente por edital, mediante determinação judicial. 
30.3. Se o mesário houver constituído advogado, a intimação será realizada pelo 
Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (DJESP). 
31. Interposto recurso, será determinado seu processamento na forma do art. 267 caput 
do Código Eleitoral. 
32. Decorrido o prazo de 3 (três) dias sem interposição de recurso, será certificado o 
trânsito em julgado da sentença. 
33. Eventuais recursos serão remetidos ao Tribunal, instância à qual pertence o juízo de 
admissibilidade, sem prejuízo de pedido de reconsideração a ser apreciado pelo Juiz 
Eleitoral. 
34. Após o trânsito em julgado de sentença impositiva de multa, o devedor será intimado 
para o pagamento no prazo de 30 (trinta) dias. 
35. O mandado de intimação deverá ser acompanhado da Guia de Recolhimento da 
União - GRU emitida pelo sistema ELO. 
36. Decorridos os 30 (trinta) dias da intimação, os autos serão conclusos ao Juiz 
Eleitoral. 
36.1. Se comprovado o pagamento da multa, o Juiz determinará o arquivamento do 
processo, procedendo o cartório às anotações de praxe do processo e no histórico do 
eleitor, de acordo com o item 41.4 adiante. 
36.2. Inadimplente o devedor, será preenchido o demonstrativo de débito em duas 
vias, sendo a primeira juntada aos autos para seu arquivamento e, a segunda 
encartada no Livro de Demonstrativos de Débitos para Inscrição em Dívida Ativa, nos 
termos da Resolução TRE/SP nº 345/2015. 
 
 
Pág. 125 
 
SUMÁRIO 
Capítulo III 
 
ANOTAÇÕES NO CADASTRO NACIONAL DE ELEITORES – ASE 
 
37. Todas as circunstâncias decorrentes dos trabalhos eleitorais deverão gerar 
anotações de ASE no Cadastro Nacional de Eleitores. 
38. Na ferramenta Processo Eleitoral do sistema ELO serão lançados os eventos e 
editais de nomeação e substituição, somente para os Mesários e Apoio Logístico; 
38.1. Uma vez alimentados os eventos, o comando Gera arquivo de ASE pós-
eleição exportará os códigos de ASE para eleitores de quaisquer Zonas Eleitorais. 
39. Outros Auxiliares e a Junta Eleitoral receberão anotação exclusivamente manual, 
não podendo ser convocados pela ferramenta Processo Eleitoral do sistema ELO. 
40. ASE 205 – Habilitação para os trabalhos eleitorais 
Motivo/forma 1 – Voluntário 
Motivo/forma 2 – Indicado 
O sistema não aceita o código de ASE 205 para eleitor analfabeto, mas permite a 
anotação para menores de 18 anos, que, todavia, não devem ser convocados antes da 
maioridade. 
40.1. ASE 280 – Desativação da habilitação para os trabalhos eleitorais 
Inativa o ASE 205. A anotação, manual, deve ser efetuada pela Zona Eleitoral de 
inscrição do eleitor. 
40.2. A dispensa para eleições futuras, marcada na ferramenta Processo Eleitoral 
do sistema ELO, impede que o eleitor seja considerado na composição da mesa na 
montagem, mas não atribui o ASE 280 automaticamente. 
40.3. O ASE 280 será lançado automaticamente se houver movimentação de RAE 
gravada sem a marcação de mesário. 
 
41. ASE 183 – Convocação para os trabalhos eleitorais 
Indica a efetiva nomeação para os trabalhos eleitorais. 
 
41.1. A data da ocorrência é a data da eleição, com complemento obrigatório: 
Complementos para mesários 
01 – Presidente da Mesa Receptora 
02 – 1º Mesário 
03 – 2º Mesário 
 
Pág. 126 
 
SUMÁRIO 
04 – 1º Secretário 
05 – 2º Secretário 
06 – Suplente 
Complemento para Apoio Logístico 
16 – Auxiliar de Serviços Eleitorais (preferencialmente) 
Complementos para Junta Eleitoral (lançamento manual) 
07 – Presidente da Junta Eleitoral 
08 – Secretário Geral da Junta Eleitoral 
09 – Membro da Junta Apuradora 
10 – Secretário da Junta Apuradora 
11 – Escrutinador 
Complementos para outros auxiliares (lançamento manual) 
14 - Supervisor de Informática 
15 - Técnico em Informática 
18 - Supervisor de Urna Eletrônica 
19 - Administrador de Prédio 
21 - Instrutor 
22 - Auxiliar de Divulgação 
(utilizar a designação que mais se aproxima dos serviços prestados, que deve ser diferente do 
apoio logístico) 
 
41.2. ASE 442 – Ausência aos trabalhos eleitorais ou abandono de função 
Indica ausência ou abandono dos trabalhos eleitorais e impede a quitação 
eleitoral para os membros de Mesas Receptoras. Deve ser registrado nos eventos 
da ferramenta Processo Eleitoral do sistema ELO, para que possa ser gerado 
automaticamente no comando Gera arquivos de ASE pós-eleição. 
O complemento deverá ser indicado exatamente igual ao do ASE 183 
correspondente à falta ou abandono, conforme item 41.1. 
Motivo/forma – 1 - Ausência 
Motivo/forma – 2 – Abandono 
Motivo/forma – 3 – Ausência (para servidores públicos) 
Motivo/forma – 4 – Abandono (para servidores públicos) 
 
41.3. ASE 175 – Regularização de ausência aos trabalhos eleitorais 
Motivo/forma - 1- justificativa de ausência aos trabalhos eleitorais 
Motivo/forma - 2 - dispensa dos trabalhos eleitorais (não requer o ASE 442) 
 
Pág. 127 
 
SUMÁRIO 
Motivo/forma - 3 - cumprimento da pena de suspensão (somente para servidores 
públicos). 
Antes das eleições e até a geração de arquivos de ASE pelo sistema: 
Os requerimentos de dispensa deferidos (Motivo/forma 2) devem ser anotados na 
ferramenta Processo Eleitoral/Convocação/Controle Eventos. 
Após todas as gerações de ASE pelo sistema: 
Com Motivo/forma 1, além do registro do evento, deve ser comandado o ASE 
manualmente, tanto para as justificativas deferidas pelo Juiz Eleitoral, em 
requerimento próprio, como aqueles em decorrência de deferimento de 
justificativa em procedimento administrativo de mesário faltoso. 
Com Motivo/forma 2, registrado o evento e comandado manualmente, dispensada 
a existência do ASE 442. 
Com Motivo/forma 3, será comandado sempre manualmente, nos casos em que 
servidores públicos tenham sido penalizados em processo de mesário faltoso, 
após o cumprimento efetivo da suspensão. 
 
41.4. ASE 078 – Quitação de multa 
Registra a quitação de multas e deve ser comandado sempre manualmente. 
Motivo/forma 1 – Recolhimento - data de ocorrência é aquela da geração da guia 
pelo sistema; 
Motivo/forma 2 – Dispensa de recolhimento - data de ocorrência igual à data do 
requerimento, desde que deferido; 
Motivo/forma 3 – Prescrição - data de ocorrência é a do trânsito em julgado da 
decisão que reconhecer a prescrição 
Pode ser comandado por qualquer Zona Eleitoral, desde que não haja outras 
multas pendentes, pois um único lançamento inativa todas as ocorrências de 
multas com datas até a ocorrência do ASE 078. 
 
42. Após a exportação dos ASE pela ferramenta Processo Eleitoral/Convocação/Gera 
Arquivos de ASE, a ser efetuada para cada turno das eleições, deverá ser emitido relatório 
para conferência no sistema ELO, menu Relatório/Eleitores/Ase Específico para os códigos 
183, 175 e 442 para o período específico, deixando sempre em branco o campo “Motivo do 
ASE”, para que a listagem contemple quaisquer Motivos/Forma. 
 
 
 
Pág. 128 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO VII 
 
MULTAS 
 (Alterado em 05/11/2010) 
 
 
Seção I 
 
 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
 
 
1. A base de cálculo do valor das multas eleitorais será 33,02 UFIR - Unidade Fiscal 
de Referência, utilizando-se o último valor atribuído àquela unidade fiscal, ou seja, R$ 
1,0641, resultando em R$ 35,1473. 
2. Para o recolhimentodas multas eleitorais será utilizada a Guia de Recolhimento da 
União (GRU), emitida pelo sistema ELO ou pelo site do Tesouro Nacional 
(www.tesouro.fazenda.gov.br), nos casos das multas de natureza criminal. (Alterado em 
15/09/2014) 
2.1. O interessado deverá ser informado da necessidade de retornar ao cartório 
eleitoral com o comprovante de pagamento da GRU. (Incluído em 15/09/2014) 
2.1.1. No caso de inscrição cancelada, deverá ser informado, também, da 
necessidade de realizar operação de RAE. (Incluído em 15/09/2014) 
3. A GRU poderá ser fornecida a terceiro, em qualquer cartório eleitoral, dispensada a 
apresentação de autorização74. (Alterado em 15/09/2014) 
3.1. Se houver necessidade de fornecimento de certidão de quitação eleitoral 
quando da comprovação do recolhimento da GRU por terceiro, o cartório eleitoral 
deverá fornecer apenas a certidão de quitação eleitoral circunstanciada disponível na 
intranet no Cartórios/Modelos da CRE/CRE-24, orientando-o sobre a possibilidade de 
obtenção da certidão de quitação eleitoral completa pela internet, no site do TSE 
(www.tse.jus.br) ou do TRE/SP (www.tre-sp.jus.br). 
 
 
 
 
 
73 Res. TSE nº 21.538/2003, art. 85. 
74 Ofício-Circular CRE/SP nº 122/2002. 
 
Pág. 129 
 
SUMÁRIO 
Seção II 
 
APLICAÇÃO DAS MULTAS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA 
 
 
4. Para efeito de aplicação de multa, cada turno será considerado uma eleição. (Alterado 
em 15/09/2014) 
5. A multa relativa ao alistamento tardio será aplicada ao brasileiro nato que não se 
alistar até os 19 (dezenove) anos, em regra, e ao naturalizado que não se alistar até 1 (um) 
ano depois de adquirida a nacionalidade brasileira. (Alterado em 15/09/2014) 
5.1. A multa pelo não alistamento dentro do prazo legal terá por base de cálculo o 
valor de R$ 35,14, arbitrada entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% desse valor 
(entre R$ 1,05 e R$ 3,51). (Alterado em 15/09/2014) 
5.2. Não se aplicará multa ao não alistado: (Alterado em 15/09/2014) 
a) que requerer sua inscrição eleitoral até o final de alistamento correspondente 
à eleição subsequente à data em que completar 19 (dezenove) anos de idade; (Incluída 
em 15/09/2014) 
 
b) analfabeto ou maior de 70 (setenta) anos; (Incluída em 15/09/2014) 
c) portador de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o 
alistamento, o que deve ser comprovado mediante procedimento próprio. (Incluída em 
15/09/2014) 
5.3. (Excluído em 15/09/2014) 
6. A multa relativa à ausência às urnas será aplicada: 
a) ao eleitor que deixar de votar e não se justificar, até 60 (sessenta) dias após a 
realização da eleição, ou tiver sua justificativa indeferida pelo Juiz Eleitoral de sua 
inscrição; (Alterada em 15/09/2014) 
b) ao eleitor que se encontrar no exterior na data do pleito e não justificar a ausência 
em até 60 (sessenta) dias após a realização da eleição ou em até 30 (trinta) dias, 
contados da data de seu retorno ao Brasil. (Alterada em 15/09/2014) 
6.1. Não deverão ser cobradas multas por ausência às urnas de eleitor: (Alterado em 
15/09/2014) 
a) analfabeto ou maior de 70 (setenta) anos; (Incluída em 15/09/2014) 
b) com os direitos políticos suspensos, relativas ao período durante o qual 
estiver impedido de votar, uma vez que, na hipótese, o não exercício do voto decorre 
de impedimento legal; (Incluída em 15/09/2014) 
 
Pág. 130 
 
SUMÁRIO 
c) portador de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o 
exercício do voto, o que deve ser comprovado mediante procedimento próprio. 
(Incluída em 15/09/2014) 
6.2. Deverão ser observadas as eleições posteriores ao cancelamento da 
inscrição eleitoral para a cobrança de multa por ausência às urnas75. 
6.3. A multa pelo não exercício do voto terá por base de cálculo o valor de R$ 
35,14, arbitrada entre o mínimo de 3% e o máximo de 10% desse valor. 
6.4. O eleitor que não votar e não pagar a multa, caso se encontre fora de sua 
zona e necessite de prova de quitação com a Justiça Eleitoral, poderá efetuar o 
pagamento perante o juízo da zona em que estiver. 
6.4.1. A multa deverá ser cobrada no máximo previsto, salvo se o eleitor quiser 
aguardar que o juiz da zona em que se encontrar solicite informações sobre o 
arbitramento ao juízo da inscrição. 
6.4.2. O Juiz Eleitoral somente poderá arbitrar multa inferior a R$ 3,51 para eleitores 
de sua jurisdição. 
7. A multa relativa à ausência aos trabalhos das mesas receptoras de votos ou 
de justificativas será aplicada ao membro de mesa receptora que não comparecer no local 
em dia e hora determinados para a realização da eleição ou abandonar os trabalhos no 
decorrer da votação, sem que a justificativa seja acolhida pelo Juiz Eleitoral. 
7.1. A multa ao mesário faltoso terá por base de cálculo o valor de R$ 35,14, 
arbitrada entre o mínimo de 50% e o máximo de 100% desse valor. 
7.2. A multa será aplicada em dobro se a mesa receptora deixar de funcionar por 
culpa dos mesários faltosos, ou ocorrer o abandono dos trabalhos no decurso da 
votação sem justa causa. 
7.3. A multa poderá ser aumentada, individualmente, de acordo com o exame de 
cada caso concreto, em até 10 (dez) vezes, se o juiz considerar que, em virtude da 
situação econômica do infrator, é ineficaz, embora aplicada no máximo76. (Alterado em 
15/09/2014) 
7.4. É admissível o pagamento da multa aplicada ao mesário faltoso (código de 
ASE 442) perante qualquer zona eleitoral, mediante consulta ao juízo de origem. 
7.4.1. O recolhimento da multa deverá ser comunicado à zona eleitoral que 
comandou o código de ASE 442 – Ausência aos trabalhos eleitorais ou abandono 
da função, com a finalidade de instruir os autos em que foi arbitrada. (Incluído em 
15/09/2014) 
 
75 Res. TSE nº 21.197/2002. 
76 CE, art. 367, § 2º. 
 
Pág. 131 
 
SUMÁRIO 
7.4.2. Não havendo multa arbitrada na zona eleitoral de origem, o interessado 
poderá solicitar o arbitramento ao Juiz Eleitoral da zona em que se encontrar, 
anexando ao requerimento a resposta da zona consultada. (Incluído em 15/09/2014) 
8. A multa por condenação em representação/processo eleitoral refere-se à 
pessoa com decisão judicial transitada em julgado, por infração a dispositivo do Código 
Eleitoral, da Lei nº 9.504/97 ou de leis conexas, em que haja previsão de aplicação de multa 
de natureza administrativa, evidenciada no histórico da inscrição pelo código de ASE 264 
– Multa Eleitoral. 
 
 
 
Seção III 
 
APLICAÇÃO DAS MULTAS DE NATUREZA CRIMINAL 
 
 
9. A multa eleitoral de caráter criminal é espécie de pena aplicada pelo Juiz Eleitoral 
nos autos de processo crime eleitoral, constituindo-se na imposição de pagamento de 
quantia fixada em sentença e calculada em dias multa, caso em que a GRU somente será 
emitida por meio do site da Secretaria do Tesouro Nacional 
(www.tesouro.fazenda.gov.br)77. (Alterado em 15/09/2014) 
 
10. A base de cálculo para aplicação das multas de natureza criminal no âmbito da 
Justiça Eleitoral deverá ser a UFIR78. 
11. As multas de natureza criminal que não forem pagas no prazo estabelecido deverão 
ser inscritas no Livro de Inscrição de Multas Eleitorais e encaminhadas à Procuradoria da 
Fazenda Nacional, independentemente de seu valor. 
 
 
Seção IV 
 
GUIA DE RECOLHIMENTO DA UNIÃO – GRU 
 
 
12. Para o recolhimento das multas eleitorais será utilizada a GRU, preenchida 
diretamente no sistema ELO, se for de natureza administrativa, ou no site da Secretaria do 
Tesouro Nacional, se for de natureza criminal, observando-se a destinação e os dados 
necessários àidentificação do infrator, do tipo de receita, da espécie e do motivo da multa. 
(Alterado em 15/09/2014) 
 
77 Ofício-Circular CRE/SP nº 04/2013. 
78 Res. TSE nº 21.538/2003, art. 85. 
 
 
Pág. 132 
 
SUMÁRIO 
12.1. Com relação às guias emitidas pelo sistema ELO, a GRUCobrança é aceita 
em qualquer agência bancária e em casas lotéricas; a GRU-Simples é aceita apenas 
nas agências do Banco do Brasil. (Alterado em 15/09/2014) 
12.1.1. O pagamento poderá ser feito, ainda, em terminais de autoatendimento 
e na internet, devendo o eleitor, neste caso, apresentar “comprovante de 
pagamento”, não podendo ser aceito o “comprovante de agendamento”. 
13. O cartório eleitoral deverá manter estoque de guias de multas pré-impressas, obtidas 
por meio do menu Relatório/Multa Eleitoral, para utilização nos postos de atendimento que 
não dispõem do sistema ELO e nos períodos em que o sistema ficar inoperante. (Alterado 
em 15/09/2014) 
14. No caso de pagamento de multa com a utilização de formulário pré-impresso, após 
o recebimento da guia em cartório, esta deverá ser incluída no sistema ELO, por meio de 
um dos seguintes menus: Eleitor/Atendimento/Inclui Formulário de Multa ou 
Controle/Multa/Inclui Formulário de Multa. 
15. Deverá, ainda, ser registrado no sistema o pagamento da multa, por intermédio de 
um dos seguintes menus: Eleitor/Atendimento/Registra Pagamento Multa Eleitoral ou 
Controle/Multa/Registra Pagamento, tanto no caso de utilização de formulário pré-impresso 
como no caso de preenchimento do formulário diretamente pelo sistema ELO. 
16. Deve ser preenchida uma guia de recolhimento para cada espécie de multa eleitoral, 
observando-se os respectivos códigos, constantes do Anexo II, deste Título. 
16.1. Quando se tratar de multa aplicada em procedimento próprio, o número do 
processo deverá ser informado no campo “Número do processo” da guia de 
recolhimento. (Alterado em 15/09/2014) 
 
17. Caso constem da inscrição do eleitor os códigos de ASE 094, 442 e 264 ATIVOS, o 
cartório deverá verificar o valor da multa referente aos códigos de ASE 264 e 442, bem 
como se já está inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional, antes de proceder à 
emissão da GRU. (Alterado em 15/09/2014) 
 
17.1. O cartório eleitoral não poderá emitir guia de recolhimento de multa eleitoral 
para eleitor cujo débito esteja inscrito na Procuradoria da Fazenda Nacional, devendo 
orientá-lo a sanar o débito perante aquele órgão e, após, comparecer ao cartório para 
comprovação da quitação. (Alterado em 15/09/2014) 
17.2. Efetuado o pagamento, o cartório eleitoral em que foi comprovado o 
recolhimento deverá registrar a informação no cadastro, mediante o comando do 
código de ASE 078, motivo-forma 1, fornecendo certidão de quitação, se for o caso. 
(Alterado em 15/09/2014) 
17.2.1. O comando do código de ASE 078 somente poderá ocorrer após a 
quitação de todos os débitos existentes no histórico do eleitor, uma vez que seu 
comando inativa todos os códigos de ASE que registram débito pecuniário com data 
de ocorrência anterior à data do código, que no caso de pagamento de multa será a 
data da geração da guia de multa. (Incluído em 15/09/2014) 
 
Pág. 133 
 
SUMÁRIO 
17.2.2. O código de ASE 612 poderá ser utilizado para informar o pagamento 
individual de multa registrada com o código de ASE 26479. (Incluído em 15/09/2014) 
17.3. (Excluído em 15/09/2014) 
17.3.1. (Excluído em 15/09/2014) 
18. Após o pagamento, a guia de multa poderá ser apresentada em qualquer cartório 
eleitoral, cabendo ao responsável pelo seu recebimento registrá-la imediatamente no 
sistema ELO e arquivá-la observando a data da geração da guia (data do documento). 
 
 
Seção V 
 
DISPENSA DE RECOLHIMENTO DE MULTAS 
 
 
19. O alistando ou o eleitor que declarar, na forma da lei, seu estado de pobreza80, 
perante qualquer Juízo Eleitoral, ficará isento do pagamento da multa81. 
19.1. Não poderá haver dispensa de recolhimento de multa aplicada em 
decorrência de violação a dispositivos da Lei nº 9.504/97 e de leis conexas. 
19.2. Poderá ser expedida certidão de quitação no momento da formalização do 
requerimento de dispensa do pagamento da multa, após o comando do código de ASE 
078, motivo/forma 2, devendo o pedido ser submetido a despacho do Juiz Eleitoral em 
seguida. 
 
Seção VI 
 
PROCEDIMENTO PARA COBRANÇA DE MULTA ARBITRADA 
EM PROCESSOS E REPRESENTAÇÕES ELEITORAIS 
 
 
20. Tratando-se de multa imposta por infração a dispositivos do Código Eleitoral, da Lei 
nº 9.504/97 ou de leis conexas, o devedor e os responsáveis serão intimados a satisfazer 
o pagamento no prazo de 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão. 
20.1. O comprovante de pagamento deverá ser apresentado em cartório em até 24 
(vinte e quatro) horas após o vencimento. 
 
79 Ofício-Circular CGE nº 3/2014. 
80 Lei nº 7.115/1983. 
81 Fax-Circular CGE nº 32/2003. 
 
 
Pág. 134 
 
SUMÁRIO 
20.1.1. O código de ASE 078, motivo/forma 1, será comandado na inscrição 
do eleitor, após determinação judicial, comprovado o pagamento da multa e desde 
que ausentes outros débitos. (Incluído em 15/09/2014) 
21. A responsabilidade é exclusiva da esfera partidária condenada ao pagamento da 
multa pela infração cometida82. 
22. Em se tratando de multa aplicada à coligação, a intimação deverá ser feita ao seu 
representante. 
22.1. Extinta a coligação, todos os partidos políticos que a integraram deverão 
responder solidariamente pela multa aplicada, hipótese em que serão intimadas as 
agremiações partidárias envolvidas por intermédio de seus representantes. 
23. Após o trânsito em julgado da sentença que impôs multa por infração a dispositivos 
do Código Eleitoral, da Lei nº 9.504/97 e de leis conexas, exceto daquela de natureza 
criminal ou decorrente de ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais ou de alistamento 
tardio, será registrado o código de ASE 264 – Multa Eleitoral na inscrição eleitoral do 
devedor. (Alterado em 15/09/2014) 
23.1. As multas aplicadas às pessoas jurídicas (partidos políticos, coligações, 
emissores de rádio e televisão e outros) não ensejam o comando do código de ASE 
264 no histórico da inscrição dos representantes daquelas entidades. 
 
 
 
Subseção I 
 
PARCELAMENTO DA MULTA CONCEDIDO PELO JUIZ 
ELEITORAL 
 
 
 
24. O Juiz Eleitoral poderá deferir parcelamento de multas eleitorais em até 60 
(sessenta) meses, desde que não ultrapasse o limite de 10% da renda do requerente83, 
observando-se as regras previstas na legislação tributária federal 84 . (Alterado em 
15/09/2014) 
24.1. Somente poderá ser concedido o parcelamento pelo Juiz Eleitoral antes da 
inscrição do débito na dívida ativa da União. (Incluído em 15/09/2014) 
25. O cartório deverá emitir, mensalmente, a GRU para recolhimento da parcela mensal, 
orientando o interessado a apresentar o comprovante de pagamento no cartório eleitoral, 
no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas após o vencimento. 
 
82 Lei nº 9.096/1995, art. 15-A. 
83 Lei nº 9.504/1997, art. 11, § 8º, III. 
84 Lei nº 9.504/1997, art. 11, § 11 e Lei nº 10.522/2002, arts. 10 e 13. 
 
Pág. 135 
 
SUMÁRIO 
26. O pagamento da guia referente à parcela deverá ser registrado no sistema ELO, 
menu Controle/Multa/Registra Pagamento ou Eleitor/Atendimento/Registra Pagamento 
Multa, juntando-se o comprovante aos autos. (Alterado em 15/09/2014) 
27. A ausência de pagamento de parcela vencida ensejará a inscrição da dívida na 
Procuradoria daFazenda Nacional, quando o valor ainda devido for superior a R$ 1.000,00. 
28. Determinada a inscrição da multa eleitoral e encaminhada a certidão referente a 
essa circunstância para o Tribunal Regional Eleitoral, qualquer pedido relativo ao 
pagamento ou parcelamento do débito deverá ser formulado junto à Procuradoria da 
Fazenda Nacional. 
29. O código de ASE 078, motivo/forma 1, será comandado na inscrição do eleitor, 
após determinação judicial, comprovado o pagamento de todas as parcelas da multa, 
bem como a ausência de outros débitos. (Alterado em 15/09/2014) 
 
 
Seção VII 
 
AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DAS MULTAS ELEITORAIS NO 
PRAZO LEGAL 
 
 
30. Caso não haja comprovação do pagamento da multa, aplicada em procedimento 
próprio, nas 24 (vinte e quatro) horas seguintes ao prazo de 30 (trinta) dias para sua 
realização, o chefe de cartório eleitoral certificará essa circunstância nos autos, 
encaminhando-os, em seguida, ao Juiz Eleitoral, que determinará, no prazo de 5 (cinco) 
dias, o registro do débito no Livro de Inscrição de Multas Eleitorais e a expedição do Termo 
de Inscrição de Débito de Multa Eleitoral, que será juntado aos autos qualquer que seja o 
valor da multa. 
31. Adotadas as providências do item 30, deverão ser arquivados os autos referentes à 
multa de valor igual ou inferior a R$ 1.000,00 que não possua natureza criminal. (Alterado 
em 15/09/2014) 
32. Caso o valor da multa seja superior a R$ 1.000,00 ou possua a multa natureza 
criminal, independentemente de seu valor, o cartório deverá expedir a Certidão de Inscrição 
de Débito de Multa Eleitoral, em 2 (duas) vias. 
32.1. Uma via será encaminhada por meio de ofício, em 5 (cinco) dias, à Secretaria 
Judiciária deste Tribunal Regional, juntamente com cópia autenticada da manifestação 
do representante do Ministério Público exarada anteriormente à sentença; sentença 
impositiva da multa; certidão da publicação da sentença; acórdão com voto (se houver 
a interposição de recurso); acórdão com voto (se houver interposição de embargos); 
certidão da publicação do(s) acórdão(s), se houver, e certidão de trânsito em julgado. 
Verificando que a documentação está regular, a Secretaria Judiciária encaminhará a 
certidão à Procuradoria da Fazenda Nacional, para fins de inscrição em dívida ativa da 
União. 
 
Pág. 136 
 
SUMÁRIO 
32.2. A outra via será juntada aos autos, devendo o cartório eleitoral, em seguida, 
anotar no Livro de Inscrição de Multas Eleitorais a data da remessa da certidão à 
Secretaria Judiciária, após o que o Juiz Eleitoral determinará o seu arquivamento. 
33. Comunicada pela Secretaria Judiciária ou comprovada pelo próprio eleitor a 
liquidação da dívida, os autos serão desarquivados e encaminhados ao Juiz Eleitoral, que 
determinará o comando do código de ASE 078, motivo/forma 1, desde que não haja outros 
débitos, e o arquivamento dos autos. 
33.1. O cartório eleitoral deverá registrar o pagamento da dívida no Livro de 
Inscrição de Multas Eleitorais, informando o número e a data do documento recebido. 
34. Não poderá ser emitida a GRU para recolhimento de valor referente a débito cuja 
documentação já tenha sido encaminhada à Secretaria Judiciária para inscrição na 
Procuradoria da Fazenda Nacional, devendo o débito ser quitado perante aquele órgão. 
(Alterado em 15/09/2014) 
 
 
 
Seção VIII 
 
PRESCRIÇÃO DAS MULTAS ELEITORAIS 
 
 
 
35. À multa eleitoral por infração de natureza cível/administrativa aplica-se o prazo 
prescricional de 10 (dez) anos, uma vez que constitui dívida ativa não tributária e está 
sujeita à prescrição ordinária das ações pessoais, nos termos do art. 205 do Código Civil85. 
36. À multa de natureza criminal aplica-se o prazo de 2 (dois) anos, quando for a única 
pena cominada ou aplicada14. Quando a multa for alternativa ou cumulativamente 
cominada ou aplicada, considera-se o mesmo prazo estabelecido para a pena privativa de 
liberdade86. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 Res. TSE nº 21.197/2002. 14 CP, art. 114, I. 
86 CP, art. 114, II. 
 
Pág. 137 
 
SUMÁRIO 
Seção IX 
 
ANISTIA DAS MULTAS ELEITORAIS 
 
 
 
37. Os débitos relativos aos pleitos de 1992 a 1998 foram anistiados pela legislação a 
seguir elencada: 
• Lei nº 8.744, de 9 de dezembro de 1993 (plebiscito de 1993) 
• Lei nº 9.274, de 7 de maio de 1996 (eleições de 1992 e 1994) 
• Lei nº 9.996, de 14 de agosto de 2000 (eleições de 1996 e 1998) 
38. Os códigos de ASE 094 e 442 relativos aos pleitos de 1992, 1993 (plebiscito), 1994, 
1996 e 1998, constantes do histórico dos eleitores, estão na situação “ANISTIADO”. 
 
 
Pág. 138 
 
SUMÁRIO 
 
ANEXO I 
 
TABELA-BASE PARA CÁLCULO DAS MULTAS ELEITORAIS 
Lei nº 4.737, de 15/07/65 – Resolução TSE nº 21.538/03 
 
(Alterado em 15/09/2014) 
 
 
Art. 7º Deixar de votar e não se justificar no prazo 
de 60 (sessenta) dias. 
R$ 1,05 a R$ 3,51 
Art. 8º Não alistamento de-brasileiro nato que não 
requerer o alistamento até o 151º dia 
anterior à data em que completar 19 anos; -
brasileiro naturalizado que não requerer o 
alistamento até 1 ano após adquirida a 
nacionalidade. 
 
 
R$ 1,05 a R$ 3,51 
Art. 9º Servidor responsável pela inobservância 
dos arts. 7º e 8º. 
R$ 35,14 a R$ 105,41 
Art. 11 Recolhimento de multa em zona eleitoral 
diversa da inscrição. 
R$ 3,51 
Art. 61 Recolhimento de multa no pedido de 
transferência da inscrição por ausência às 
urnas. 
R$ 3,51 
 
Art. 124 Mesário faltoso – 30 dias para se justificar. R$ 17,57 a R$ 35,14 
Art. 124, §§ 3º 
e 4º 
Mesário faltoso: quando a mesa receptora 
deixar de funcionar em virtude de sua 
ausência; - abandono dos trabalhos no 
decurso da votação sem justa causa. 
 
 
R$ 35,14 a R$ 70,28 
 
 
 
 
Pág. 139 
 
SUMÁRIO 
 
 
ANEXO II 
 
CÓDIGOS DAS ESPÉCIES DE MULTAS ELEITORAIS 
 
 
 
CÓDIGOS 
 
ESPÉCIES DE MULTAS APLICADAS 
01 Multas aplicadas a eleitores 
02 Multas aplicadas a órgãos partidários 
03 Multas aplicadas a candidatos 
04 Multas aplicadas a entidades privadas 
05 Multas aplicadas a agentes públicos 
06 Multas aplicadas a doadores (pessoa física) 
07 Multas aplicadas a doadores (pessoa jurídica) 
08 Multas aplicadas a mesário 
09 Excluído em 15/09/2014 
10 Outras espécies de multas eleitorais 
 
 
 
Pág. 140 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO VIII - DIREITOS POLÍTICOS 
(Alterado em 22/02/17) 
 
 
 Capítulo I 
 
PERDA 
 
1. A perda de direitos políticos é constatada nos casos de: 
 
I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (art. 12, § 4º, 
I, c/c art. 15, I, CF); 
 
II – perda da nacionalidade brasileira, em virtude de aquisição voluntária de outra 
nacionalidade (art. 12, § 4º, II, CF); 
 
III – recusa de cumprir obrigação a todos imposta, anterior à Lei nº 8.239, de 04/10/91. 
 
2. O registro da perda de direitos políticos será efetuado no cadastro mediante o 
comando do código de ASE 329 e anotado na Base de Perda e Suspensão de Direitos 
Políticos, exclusivamente pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral87 (Alterado em 
22/02/2017) 
 
2.1. (Excluído em 22/02/2017) 
 
3. As pessoas com registro de perda de direitos políticos, decorrente de recusa de 
cumprimento de obrigação a todos imposta, que comparecerem para regularizar sua 
inscrição eleitoral, deverão ser orientadas a se dirigirem à Junta Militar e, de posse de 
documento de quitação com o serviçomilitar, requererem a revogação do decreto de perda 
de direitos políticos junto ao Ministério da Justiça, por intermédio da Secretaria de Justiça 
e da Defesa da Cidadania, cujo endereço se encontra no menu Cartórios/Temas 
Cartorários/Endereços de Órgãos Externos. Maiores informações poderão ser obtidas nos 
sites do Ministério da Defesa e do Ministério da Justiça. (Alterado em 22/02/2017) 
 
3.1. Após a publicação da portaria do Ministério da Justiça declarando a reaquisição dos 
direitos políticos, o interessado que comparecer ao cartório solicitará o encaminhamento da 
cópia da referida portaria à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral por intermédio da 
Corregedoria Regional Eleitoral, caso ainda conste o registro ativo na base de perda. 
 
 
 
87 Anteriormente, o código de ASE 329, motivo/forma 1, era comandado para registrar situação de perda de direitos 
políticos a quem se recusava a cumprir obrigação a todos imposta. Com a edição da Lei nº 8.239, em 04/10/91, essa 
situação passou a gerar a suspensão dos direitos políticos consignada no histórico do eleitor com o comando do código 
de ASE 337, motivo/forma 5, pela zona da inscrição. 
 
 
Pág. 141 
 
SUMÁRIO 
Capítulo II 
 
SUSPENSÃO 
 
 
 
1. A suspensão de direitos políticos ocorre nos casos de 
 
I (Excluído em 22/02/2017) 
 
II – condenação criminal decorrente de sentença transitada em julgado, enquanto 
durarem seus efeitos (art. 15, III, CF), inclusive nos casos de contravenção penal88, ou de 
sentença criminal em que tenha sido aplicada medida de segurança 89 (absolvição 
imprópria); (Alterado em 22/02/2017) 
 
III – condenação por improbidade administrativa (arts. 15, V e 37, § 4º, CF) derivada 
de sentença transitada em julgado na qual conste, expressamente, a sanção relativa à 
suspensão de direitos políticos; 
 
IV – aplicação do Estatuto Especial de Igualdade entre Brasileiros e Portugueses 
(Decreto nº 3.927/01 e art. 51, § 4º, da Resolução TSE nº 21.538/03), mediante 
comunicação feita pelo Ministério da Justiça, no caso de opção pelo exercício dos direitos 
políticos em Portugal; 
 
V – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa (arts. 5°, 
VIII, 15, IV, CF e Lei nº 8.239/91), por meio de comunicação do Ministério da Defesa; 
 
VI – conscrição, durante o período de serviço militar obrigatório (Resolução TSE nº 
20.165/98), por meio de comunicação do Ministério da Defesa. 
 
2. A suspensão de direitos políticos será registrada no cadastro para as inscrições 
eleitorais regulares, suspensas ou canceladas mediante o comando do código de ASE 337, 
exceto nos casos de conscrição, para os quais será comandado o código de ASE 043. 
 
2.1. A competência para comandar os códigos de ASE 337 e 043 é da zona 
eleitoral a que pertencer a inscrição. 
 
2.2. No caso das inscrições canceladas, o comando desses códigos de ASE 
gerará automaticamente um registro na Base de Perda e Suspensão de Direitos 
Políticos, sendo dispensado o envio de cópia de documentos a esta Corregedoria 
Regional Eleitoral. 
 
 
 
88 Acórdão TSE nº 13.293/96 
89 Res. TSE nº 22.193/06 
 
Pág. 142 
 
SUMÁRIO 
 
Seção I 
 
 
PROCEDIMENTO PARA A SUSPENSÃO 
DOS DIREITOS POLÍTICOS 
REGRAS GERAIS 
 
 
 
3. A comunicação de suspensão de direitos políticos deverá conter, expressamente, a 
qualificação do eleitor (nome, filiação e data de nascimento), os dados do órgão 
comunicante, além de informações relativas ao fato ensejador, como o número do 
processo, classificação do crime, pena aplicada, a data do trânsito em julgado da sentença, 
número da portaria do Ministério da Justiça, data da incorporação etc. 
 
3.1. Na falta de algum dado indispensável à anotação da suspensão, o cartório 
eleitoral deverá diligenciar para complementar as informações, seja por meio de 
contato junto ao órgão comunicante, consulta ao andamento processual na internet ou 
qualquer outro meio disponível. 
 
3.2. Se a comunicação não ensejar a suspensão dos direitos políticos (absolvição, 
pronúncia etc.), deverá ser arquivada em pasta própria, para oportuno descarte. 
 
4. De posse da comunicação com os dados completos, o cartório eleitoral procederá à 
rigorosa consulta ao cadastro, com a finalidade de identificar o eleitor e verificar se ele 
pertence à zona eleitoral, a situação e o histórico da inscrição. 
 
4.1. Caso o eleitor seja inscrito em outra zona eleitoral, o cartório encaminhará o 
documento diretamente àquela, ainda que pertença a outra Unidade da Federação90. 
(Alterado em 22/02/2017) 
 
4.2. Se a comunicação for relativa a pessoa não inscrita como eleitora, o cartório 
eleitoral deverá remetê-la à Corregedoria Regional Eleitoral, para registro na Base de 
Perda e Suspensão de Direitos Políticos. 
 
4.3. Nas comunicações que serão encaminhadas a outras zonas eleitorais, ou à 
Corregedoria Regional Eleitoral, deverá ser anotado, no canto superior direito, o 
resultado da pesquisa ao cadastro de eleitores, dispensando-se a impressão do 
espelho de consulta. Exemplos: 242ª ZE/SP (zona diversa em São Paulo); 69ª ZE/MG 
(UF diversa); NC (não consta no cadastro); NC/B (não consta no cadastro e com 
registro na Base). (Alterado em 22/02/2017) 
 
5. Quando a comunicação se refere a eleitor da própria zona com inscrição regular, 
suspensa ou cancelada, o cartório deverá comandar o código de ASE correspondente, 
 
90 Art. 51, § 1º, da Resolução TSE nº 21.538/03, com redação dada pela Resolução TSE nº 23.490/16. 
 
Pág. 143 
 
SUMÁRIO 
imprimir o espelho de consulta ao cadastro e efetuar rigorosa conferência dos dados do 
eleitor e do correto lançamento do código de ASE, como complemento, data de ocorrência 
e motivo/forma. O espelho de consulta ao cadastro deverá ser anexado à respectiva 
comunicação, podendo ser descartado após a impressão de outro mais atualizado. 
 
5.1. Fica dispensada a autuação de processo de suspensão de direitos políticos. 
 
5.2. Caso a comunicação de suspensão seja relativa a eleitor que já possui 
processo de suspensão em andamento, o novo documento será juntado e processado 
nos mesmos autos, qualquer que seja o motivo/forma. (Alterado em 22/02/2017) 
 
6. Havendo dúvida quanto ao lançamento do código de ASE, o cartório submeterá o 
documento de comunicação a despacho do Juiz Eleitoral e, após, cumprirá o que 
determinado. 
 
7. Recebida comunicação de suspensão dos direitos políticos no período de 
fechamento do cadastro, deverá ser procedida à anotação nos cadernos de folhas de 
votação, visando a impedir o eleitor de votar. 
 
7.1. Deverão ser comandados os códigos de ASE respectivos (modo off line), 
cabendo a conferência e impressão do espelho de consulta ao cadastro após a 
reabertura do cadastro, para verificação dos dados do eleitor e do correto lançamento 
do código de ASE, como complemento, data de ocorrência e motivo/forma. 
 
7.1.1. A critério do cartório eleitoral, poderá ser aguardada a reabertura do cadastro 
para o comando do código de ASE online. (Incluído em 22/02/2017) 
 
8. O comando dos códigos de ASE 337 e 043 INATIVA, automaticamente, eventuais 
códigos de ASE 094 e 442 existentes no histórico da inscrição com datas de ocorrência 
posteriores às daqueles códigos. 
 
8.1. Não deverão ser cobradas multas correspondentes aos códigos de ASE 094 
e 442 de eleitor com os direitos políticos suspensos, relativas ao período durante o qual 
esteve impedido de votar, umavez que o não exercício do voto decorre de impedimento 
legal e/ou constitucional. 
 
9. Deverá ser comandado um código de ASE 337 para cada ocorrência. 
 
10. Adotadas as devidas providências, as comunicações de suspensão por condenação 
criminal deverão ser arquivadas em rigorosa ordem alfabética. 
 
10.1. As demais comunicações (improbidade administrativa, conscrição, recusa de 
cumprimento de obrigação a todos imposta ou prestação alternativa e opção pelo 
estatuto da igualdade) poderão ser arquivadas em ordem alfabética ou cronológica de 
processamento, em arquivo comum ou separado, a critério do cartório eleitoral. (Alterado 
em 22/02/2017) 
 
Pág. 144 
 
SUMÁRIO 
 Subseção I91 
(Excluída em 22/02/2017) 
 
 
Subseção II 
 
SUSPENSÃO POR CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM 
JULGADO 
 
 
17. A condenação criminal transitada em julgado, seja a pena de reclusão, detenção, 
restritiva de direitos92 ou multa (mesmo que aplicada isoladamente), e ainda a aplicação 
de medida de segurança, ensejam a suspensão dos direitos políticos. (Alterado em 
22/02/2017) 
 
18. A concessão dos benefícios da suspensão condicional da pena (sursis) e do 
livramento condicional não afastam a suspensão dos direitos políticos. (Alterado em 
22/02/2017) 
 
19. A transação penal93, a suspensão condicional do processo94 e a suspensão do 
processo95 não geram a suspensão dos direitos políticos. 
 
20. O cartório deverá comandar o código de ASE 337 para os casos de suspensão por 
condenação criminal consignando o complemento nos termos do Manual de ASE e como 
data de ocorrência a do trânsito em julgado da sentença condenatória ou acórdão (havendo 
datas distintas para cada uma das partes, prevalece a que ocorrer por último, 
independentemente de ser ela da acusação ou defesa). (Alterado em 22/02/2017) 
 
20.1. Havendo indicação de trânsito em julgado para somente uma das partes de 
maneira expressa, o cartório deverá diligenciar para se certificar de que houve o 
trânsito para a acusação e defesa e obter a data do trânsito mais recente. (Alterado em 
02/05/2017) 
 
20.1.1. Caso haja a indicação de apenas uma data de trânsito em julgado 
genericamente, ou seja, sem identificar a qual parte, entender-se-á que o trânsito 
em julgado ocorreu para ambas as partes. (Incluído em 02/05/2017) 
 
 
 
91 Antes da Lei nº 13.146/2015 a interdição por incapacidade civil absoluta era tratada como causa de suspensão de 
direitos políticos. Assim, comunicada a interdição, a Justiça Eleitoral lançava no histórico do eleitor o código de ASE 
337, motivo/forma 1, que poderia ser inativado pelo comando do código de ASE 370, quando da cessação da interdição. 
Atualmente, não se lança o código de ASE 337, motivo/forma 1 para os interditados, e os códigos de ASE existentes no 
cadastro devem ser inativados de acordo com as regras da seção específica para o restabelecimento. 
92 CP, art. 43 
93 Lei 9.099/95, art. 76. 
94 Lei 9.099/95, art. 89. 
95 CPP, art. 366. 
 
Pág. 145 
 
SUMÁRIO 
21. O cartório deverá observar ainda os motivos/formas a seguir: 
 
a) Motivo/forma 2 – condenação criminal, bem como os crimes da letra “b” deste item, 
quando cometidos na modalidade culposa, forem definidos como de menor potencial 
ofensivo96 ou de ação penal privada. (Alterado em 22/02/2017) 
 
b) Motivo/forma 7 – por prática de crimes previstos no art. 1º, inciso I, alínea “e”, da 
Lei Complementar nº 64/90, excluídos, por força do § 4º do mesmo artigo, os crimes 
culposos, aqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, e os de ação penal 
privada. Também estão excluídos, por possuírem motivo/forma específico, os crimes 
eleitorais. Vide tabela exemplificativa constante da Intranet, Cartórios/Temas 
Cartorários/Direitos Políticos. 
 
c) Motivo/forma 8 – condenação por crime eleitoral: 
 
• Código Eleitoral 
• Lei nº 6.091/74 • Lei nº 6.996/82 • Lei nº 7.021/82 
• Lei nº 9.504/97 
• Art. 25 da Lei Complementar nº 64/90 
 
Subseção III 
 
SUSPENSÃO POR CONSCRIÇÃO 
 
 
22. A suspensão dos direitos políticos por conscrição decorrerá de comunicação da 
prestação do serviço militar obrigatório pelo Ministério da Defesa e deverá ser registrada 
mediante o comando do código de ASE 043, consignando-se como data de ocorrência a 
da incorporação ou da matrícula em órgão de formação da reserva e o complemento nos 
termos do Manual de ASE. 
 
 
 
Subseção IV 
 
SUSPENSÃO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
 
 
23. A suspensão dos direitos políticos por condenação por ato de improbidade 
administrativa é feita mediante comando do código de ASE 337, motivo/forma 3, sendo 
necessário que a sentença condenatória mencione expressamente a suspensão e sua 
duração, consignando-se como data de ocorrência a do trânsito em julgado (havendo datas 
distintas para cada uma das partes, prevalece a que ocorrer por último) e o complemento 
nos termos do Manual de ASE. 
 
 
96 Lei 9.099/95, art. 61. 
 
Pág. 146 
 
SUMÁRIO 
 
 
Subseção V 
 
SUSPENSÃO POR RECUSA DE CUMPRIMENTO DE 
OBRIGAÇÃO A TODOS IMPOSTA OU DE PRESTAÇÃO 
ALTERNATIVA 
 
 
 
24. A suspensão dos direitos políticos por recusa de cumprimento de obrigação a todos 
imposta ou de prestação alternativa, nos termos da Lei nº 8.239/91, é feita mediante o 
comando do código de ASE 337, motivo/forma 5, consignando como data de ocorrência a 
da decretação da suspensão dos direitos políticos e o complemento nos termos do Manual 
de ASE. 
 
 
 
Subseção VI 
 
 
SUSPENSÃO POR OPÇÃO PELO ESTATUTO DA IGUALDADE 
ENTRE BRASILEIROS E PORTUGUESES 
 
 
 
25. Nos termos do Decreto nº 3.927/01, que promulga o Tratado de Amizade, 
Cooperação e Consulta entre a República Federativa do Brasil e a República Portuguesa, 
quem optar por exercer os direitos políticos no Estado de residência terá suspenso o 
exercício dos mesmos direitos no Estado de nacionalidade. Por esse motivo, os brasileiros 
residentes em Portugal que optarem por exercer os direitos políticos naquele país ficarão 
com os direitos políticos suspensos no Brasil. 
 
25.1. O Ministério da Justiça comunicará à Justiça Eleitoral a outorga a brasileiro 
da igualdade de direitos políticos em Portugal, para fins de suspensão de seus direitos 
políticos no Brasil. 
 
26. A suspensão é feita mediante o comando do código de ASE 337, motivo/forma 4 – 
estatuto de igualdade, consignando-se como data de ocorrência a informada na 
comunicação feita pelo Ministério da Justiça e o complemento nos termos do Manual de 
ASE. 
 
 
 
 
 
 
Pág. 147 
 
SUMÁRIO 
Seção II 
 
RESTABELECIMENTO DOS DIREITOS POLÍTICOS 
 
 
27. O restabelecimento será efetuado de ofício quando o cartório receber certidão 
judicial ou um dos documentos relacionados no item 29 noticiando a cessação dos motivos 
ensejadores0 da suspensão. 
 
27.1. No caso de improbidade administrativa, tendo em vista que o prazo é fixado 
na sentença, poderá ser realizado o controle respectivo para restabelecimento dos 
direitos políticos, por meio do comando do código de ASE 370, motivo/forma 1. (Alterado 
em 22/02/2017) 
 
28. O restabelecimento de inscrição suspensa ocorrerá pelo comando do código de ASE 
370, consignando-se o complemento nos termos do Manual de ASE e, como data de 
ocorrência, o que segue: 
 
a) se relativa ao código de ASE 043, a data do licenciamento ou, no caso de engajados, 
o dia anterior ao engajamento;b) se relativa ao motivo/forma 1 (incapacidade civil absoluta) do código de ASE 337, a 
data da sentença de levantamento da interdição ou de alteração de seus limites para 
incapacidade relativa ou, ainda, a data do requerimento de regularização de inscrição 
suspensa; (Alterado em 22/02/2017) 
 
c) se relativa aos motivos/formas 2 (condenação criminal), 7 (condenação criminal – 
LC nº 64/90) ou 8 (condenação criminal eleitoral) do código de ASE 337, a data da 
extinção da punibilidade ou do cumprimento efetivo da pena; (Alterado em 21/03/2017) 
 
d) se relativa ao motivo/forma 3 (improbidade administrativa) do código de ASE 337, a 
data do termo final do prazo de suspensão determinado na sentença condenatória; 
 
e) se relativa aos motivos/formas 4 (estatuto de igualdade) ou 5 (recusa de 
cumprimento de obrigação a todos imposta) do código de ASE 337, a data da decisão do 
Juiz Eleitoral que reconhecer a extinção da causa de restrição. 
 
29. São considerados documentos comprobatórios de restabelecimento de direitos 
políticos: 
 
a) para condenados: comunicação ou certidão positiva da vara criminal ou de 
execuções criminais, documento que comprove o pagamento ou cancelamento da multa 
e outros, desde que contenham todos os dados necessários ao registro. Vale ressaltar 
que o extrato de acompanhamento do andamento processual, isoladamente, não é 
documento hábil ao restabelecimento dos direitos políticos. (Alterado em 22/02/2017) 
 
 
Pág. 148 
 
SUMÁRIO 
b) para conscritos ou pessoas que se recusaram à prestação do serviço militar 
obrigatório: relação dos cidadãos que concluíram o serviço militar obrigatório 
encaminhada pelo Ministério da Defesa (desde que contendo todos os dados necessários 
ao registro), certificado de reservista, certificado de isenção, certificado de dispensa de 
incorporação, certificado do cumprimento de prestação alternativa ao serviço militar 
obrigatório, comunicação de engajamento, certificado de conclusão do curso de formação 
de sargentos, certificado de conclusão de curso em órgão de formação da reserva ou 
similares, carta-patente, dentre outros; 
 
c) para beneficiários do Estatuto da Igualdade: comunicação do fim da opção pelo 
exercício dos direitos políticos em Portugal. (Alterado em 22/02/2017) 
 
29.1. No caso de condenação, a comunicação da extinção de punibilidade poderá vir 
fundamentada na concessão de indulto. (Alterado em 22/02/2017) 
 
30. Havendo mais de um código de ASE de suspensão para o mesmo eleitor, o código 
de ASE 370 deverá ser lançado para o respectivo código de ASE de suspensão existente 
no histórico. A identificação do código de ASE que se deseja inativar será feita por meio de 
sua indicação no campo sequência existente na tela de digitação do código de ASE 370. 
 
30.1. O eleitor que possuir mais de uma situação de suspensão de direitos políticos 
registrada no histórico de sua inscrição e comprovar a extinção de apenas uma delas, 
deverá ter a cessação dessa suspensão registrada no cadastro desde logo. 
 
30.2. Havendo mais de uma situação de suspensão de direitos políticos registradas 
no cadastro, a inscrição permanecerá suspensa, apenas passando a figurar como 
REGULAR quando for INATIVADO o último código de ASE de suspensão (043 ou 337). 
 
30.3. O código de ASE 370 deverá ser comandado ainda que a inscrição eleitoral 
esteja cancelada. Nesse caso, com a inativação de todos os códigos de ASE 337 ou 
043, a situação da inscrição permanecerá inalterada. 
 
31. Recebida comunicação de restabelecimento de direitos políticos relativa a eleitor 
cuja comunicação de suspensão foi arquivada nos termos dos itens 10 e 10.1, após o 
comando do ASE, deverá a aludida certidão, juntamente com o espelho de consulta ao 
cadastro, ser anexada à comunicação de suspensão, dispensando-se a autuação de 
processo de restabelecimento de direitos políticos. 
 
31.1. Se a suspensão tiver sido realizada mediante autuação de processo, o 
restabelecimento será processado nos mesmos autos. 
 
31.2. Havendo dúvidas quanto ao restabelecimento dos direitos políticos, o cartório 
deverá submeter o documento a despacho do Juiz Eleitoral. 
 
31.2.1. Também demandará despacho do Juiz Eleitoral o comando do código de 
ASE 370 relativo aos motivos/formas 4 (estatuto da igualdade) e 5 (recusa de 
cumprimento de obrigação a todos imposta) do código de ASE 337, a fim de 
possibilitar o registro das respectivas datas de ocorrência nos termos do Manual de 
 
Pág. 149 
 
SUMÁRIO 
ASE (data da decisão do Juiz Eleitoral que reconhecer a extinção da causa de 
restrição). 
 
32. O restabelecimento dos direitos políticos em decorrência de condenação criminal 
somente se procede mediante a extinção de todas as penas impostas, sejam elas privativas 
de liberdade, restritivas de direitos ou multa, aplicadas isolada ou cumulativamente. 
 
32.1. Quando a documentação recebida não indicar o cumprimento de todas as 
penas, será juntada à respectiva certidão que originou a suspensão ou ao processo, 
conforme o caso, não ensejando o restabelecimento dos direitos políticos. 
 
33. Recebida comunicação de cessação da suspensão em que a data da extinção da 
pena seja anterior à data do trânsito em julgado da condenação, considerando que o 
sistema ELO impede o lançamento do código de ASE 370, deve ser oficiado a esta 
Corregedoria, para a exclusão do código de ASE de suspensão. 
 
34. Comparecendo ao cartório eleitor pertencente a zona eleitoral diversa, a serventia 
receberá a documentação de restabelecimento e a encaminhará à zona eleitoral 
competente para que proceda ao restabelecimento da inscrição, esclarecendo ao eleitor 
que o restabelecimento de sua inscrição caberá ao juízo competente. 
 
35. Durante o período de fechamento do cadastro não poderá ser digitado o código de 
ASE 370, devendo as comunicações ser separadas para lançamento após a reabertura do 
cadastro. 
 
 
 
Seção III 
 
RESTABELECIMENTO DE INSCRIÇÃO CANCELADA PELO 
CÓDIGO DE ASE 027 – MOTIVO/FORMA 2 
 
 
 
36. O código de ASE 027 – Cancelamento automático pelo sistema – 
duplicidade/pluralidade, motivo/forma 2 – Suspensão de direitos políticos é comandado 
automaticamente pelo sistema para inscrições envolvidas em duplicidade ou pluralidade 
com inscrição cujos direitos políticos estejam suspensos, com situação “não liberada”, e 
que não tenham sido decididas dentro do prazo estabelecido pela Resolução TSE nº 
21.538/03, passando a figurar na situação de “cancelada”. 
 
37. O restabelecimento da inscrição cancelada pelo código de ASE 027 ocorrerá pelo 
comando do código de ASE 370, quando comprovado pertencer a eleitor homônimo de 
eleitor com suspensão de direitos políticos ou quando cessados os motivos ensejadores da 
suspensão. 
 
 
Pág. 150 
 
SUMÁRIO 
37.1. Será utilizado o código de ASE 370, motivo/forma 1 para o eleitor com 
suspensão de direitos políticos, e motivo/forma 2 para o eleitor homônimo de outro com 
suspensão de direitos políticos. 
 
37.2. A data de ocorrência para o código de ASE 370, motivo/forma 1, será 
consignada de acordo com o motivo que deu causa à suspensão, conforme Manual de 
ASE. Para o motivo/forma 2, será a data da decisão da autoridade judiciária eleitoral, 
e o complemento nos termos daquele Manual. 
 
 
 
Seção IV 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
 
 
38. Se o eleitor possuir mais de um código de ASE 337, as comunicações de suspensão 
deverão permanecer na sequência alfabética até que seja comandado o código de ASE 
370 para todas as suspensões. Da mesma forma, sendo o casode comando do código de 
ASE 540, as comunicações deverão permanecer guardadas na mesma sequência 
alfabética, até que decorra o prazo da inelegibilidade. 
 
39. Após inativados todos os códigos de ASE 337 do eleitor, e não sendo o caso de 
comando do código de ASE 540 ou transcorrido o prazo de inelegibilidade, as certidões 
deverão ser retiradas da sequência alfabética e arquivadas em local próprio, em ordem 
cronológica, onde aguardarão o prazo de descarte. 
 
40. Recebida certidão de condenação criminal de eleitor que teve processo de 
suspensão de direitos políticos arquivado, em virtude de ter ocorrido o restabelecimento da 
inscrição, o cartório deverá proceder nos moldes do item 5 e seguintes. 
 
41. Recebida certidão de extinção de punibilidade relativa a eleitor para o qual não havia 
sido comandado o código de ASE 337, deverá o cartório arquivá-la nos termos do item 10 
e 10.1, ficando vedado o comando dos códigos de ASE 337 e 370. 
 
41.1. Se o crime for ensejador de anotação de inelegibilidade, o cartório deverá 
proceder ao comando do código de ASE 540 – Inelegibilidade, arquivando-se a 
comunicação na mesma sequência, conforme item 10, dispensando-se a autuação de 
processo específico. (Alterado em 22/02/2017) 
 
41.2. Se a certidão de extinção da punibilidade não contiver os dados suficientes 
para o comando do código de ASE 540, o cartório deverá diligenciar para 
complementar as informações, seja por meio de contato junto ao órgão comunicante, 
consulta ao andamento processual na internet ou qualquer outro meio à disposição. 
 
 
Pág. 151 
 
SUMÁRIO 
42. Recebida certidão de extinção de punibilidade, o cartório eleitoral deverá observar, 
ainda, os seguintes procedimentos: 
 
a) se relativa a pessoa sem inscrição eleitoral e sem registro na Base de Perda e 
Suspensão de Direitos Políticos, enviar a certidão a esta Corregedoria Regional Eleitoral 
via malote; 
 
b) se relativa a pessoa com inscrição eleitoral suspensa ou cancelada, com código de 
ASE 337 ATIVO (motivos/formas 2, 7 ou 8) correspondente à condenação indicada na 
certidão, e SEM registro na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos, adotar os 
procedimentos descritos na Seção II deste Capítulo, no que couber; 
 
c) se relativa a pessoa com inscrição eleitoral suspensa ou cancelada, com código de 
ASE 337 ATIVO (motivos/formas 2, 7 ou 8) correspondente à condenação indicada na 
certidão, e COM registro na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos referente a 
processo de condenação distinto, adotar os procedimentos descritos na Seção II deste 
Capítulo, no que couber, não sendo necessário o envio da certidão a esta Corregedoria 
Regional 
Eleitoral; 
 
d) se relativa a pessoa com inscrição eleitoral suspensa ou cancelada com código de 
ASE 337 ATIVO (motivos/formas 2, 7 ou 8) e com registro ATIVO na Base de Perda e 
Suspensão de Direitos Políticos, ambos correspondentes à condenação indicada na 
certidão, adotar os procedimentos descritos na Seção II deste Capítulo, no que couber. 
 
d.1) se o registro na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos foi gerado 
automaticamente pelo sistema ELO, em decorrência do comando do código de ASE 337 
na inscrição cancelada, verificar se, com o processamento do código de ASE 370, houve 
a inativação automática daquele registro. Caso o registro da Base permaneça, com a 
ocorrência correspondente àquela suspensão, com situação ATIVO, enviar cópia da 
certidão a esta Corregedoria Regional Eleitoral, por malote, para a inativação do registro. 
 
43. Recebida certidão de óbito de eleitor com inscrição suspensa, se houver processo 
autuado, deverá ser juntada cópia aos autos da suspensão, com informação ao Juiz 
Eleitoral, visando ao seu arquivamento. 
 
43.1. Toda vez que for comandado o código de ASE 019 para inscrição suspensa, 
o registro da suspensão será anotado, automaticamente, na Base de Perda e 
Suspensão de Direitos Políticos, dispensando-se o envio à Corregedoria Regional 
Eleitoral da certidão de óbito e da comunicação que originou a suspensão. 
 
44. Comparecendo ao cartório pessoa com direitos políticos suspensos com a finalidade 
de regularizar sua inscrição eleitoral, deverá ser orientada a comprovar a cessação dos 
motivos que ensejaram a suspensão. 
 
44.1. Enquanto durar a suspensão, poderá ser fornecida certidão emitida pelo 
sistema ELO. Caso o sistema esteja inoperante, poderão ser concedidos documentos 
comprobatórios da situação eleitoral (certidão CRE-09 para eleitores suspensos, CRE-
 
Pág. 152 
 
SUMÁRIO 
10 para pessoas não inscritas como eleitoras e CRE-18 para eleitores com inscrição 
cancelada e registro na Base de Perda e Suspensão de Direitos Políticos), disponíveis 
na intranet, Cartórios/Modelos da CRE. 
 
44.2. Caso o motivo da suspensão esteja anotado, apenas, na Base de Perda e 
Suspensão de Direitos Políticos e a pessoa apresente documento hábil à regularização 
de sua inscrição, o cartório deverá enviar cópia do documento à Seção de Direitos 
Políticos, desta Corregedoria Regional Eleitoral, para fins de inativação do registro, via 
fac-símile ou pelo e-mail: scdpo@tre-sp.jus.br, com confirmação de recebimento, 
dispensando-se o envio posterior da certidão via malote. 
 
44.2.1. Nesse caso, a pessoa deverá ser orientada a aguardar em cartório, a fim de 
possibilitar o esclarecimento de eventuais dúvidas que possam surgir com a análise 
do documento por esta Corregedoria para inativação do registro. 
 
45. É vedada qualquer operação de RAE para pessoa que perdeu ou está com os 
direitos políticos suspensos. 
 
 
 
Capítulo III 
 
INELEGIBILIDADE 
 
Seção I 
 
REGISTRO DA INELEGIBILIDADE 
 
 
 
1. Tomando conhecimento de fato ensejador de inelegibilidade (vide tabela 
exemplificativa disponibilizada na intranet, Cartórios/Temas Cartorários/Direitos Políticos), 
o cartório eleitoral deverá, após a devida conferência dos dados do eleitor, comandar o 
código de ASE 540 - 
Inelegibilidade, dispensada a autuação de processo. (Alterado em 22/02/2017) 
 
1.1. Havendo dúvida quanto ao lançamento do código de ASE, o cartório 
submeterá o documento de comunicação à apreciação do Juiz Eleitoral e, após, 
cumprirá o que determinado no despacho. (Incluído em 
22/02/2017) 
 
1.2. Quando o cartório verificar que o eleitor está no período de inelegibilidade 
por meio de comunicação de extinção de punibilidade, também deverá comandar o 
ASE 540 para o eleitor, mesmo que inexista o código de ASE 337 no histórico da 
inscrição. (Incluído em 22/02/2017) 
 
 
Pág. 153 
 
SUMÁRIO 
1.3. Havendo processo de suspensão ou inelegibilidade em andamento relativo 
ao mesmo eleitor, deverá a inelegibilidade ser processada nos mesmos autos. (Alterado 
e renumerado em 22/02/2017) 
 
1.4. O complemento e a data de ocorrência do código de ASE 540 serão lançados 
nos termos do Manual de ASE e da Tabela de Códigos de ASE disponível no menu 
Cartórios/Temas Cartorários/Manuais. (Alterado e renumerado em 22/02/2017) 
 
1.5. Após o comando do código de ASE 540, os processos de inelegibilidade 
poderão ser arquivados. O mesmo procedimento poderá ser adotado para os 
processos de suspensão de direitos políticos em que foram efetivados o 
restabelecimento e a anotação da inelegibilidade. (Alterado em 21/03/2017) 
 
1.5.1. Os processos ou as comunicações de inelegibilidade de eleitor que solicitou 
transferência permanecerão arquivados na zona que realizou a anotação da 
restrição no cadastro. (Incluído em 22/02/2017) 
 
1.6. Quanto à inelegibilidade decorrente dasrepresentações (doação acima do 
limite legal, abuso de poder etc.) processadas perante o cartório eleitoral, após o 
comando do código de ASE 540, certificar a providência nos próprios autos que, após, 
serão arquivados. (Incluído em 22/02/2017) 
 
2. O eleitor com registro de código de ASE 540 ATIVO está quite com a Justiça Eleitoral 
e, portanto, poderá se movimentar por meio de qualquer operação de RAE e obter certidão 
de quitação eleitoral. (Alterado em 22/02/2017) 
 
2.1. Comparecendo ao cartório eleitoral pessoa sem inscrição ou com inscrição 
cancelada pelos códigos de ASE 019 – Cancelamento – falecimento; 027 – 
Cancelamento automático pelo sistema – duplicidade/pluralidade; 035 – Cancelamento 
– ausência às urnas nos três últimos pleitos; 450 – Cancelamento – sentença de 
autoridade judiciária e 469 – Cancelamento - revisão de eleitorado, com registro 
INATIVO na Base de Perda e Suspensão dos Direitos Políticos, referente à 
condenação por crimes previstos no art. 1º, inciso I, alínea “e” da Lei Complementar nº 
64/90, ainda no período de inelegibilidade97 adotar os procedimentos previstos na Parte 
II, Título II, Capítulo I, Seção XV. (Alterado em 22/02/2017) 
 
3. Tomando conhecimento de fato ensejador de inelegibilidade no período de 
fechamento do cadastro, o cartório deverá lançar o código de ASE 540 (modo off line), 
cabendo a impressão do espelho e sua conferência após a reabertura do cadastro. A 
critério do cartório eleitoral, poderá ser aguardada a reabertura do cadastro para o comando 
do código de ASE on-line. (Alterado em 22/02/2017) 
 
3.1. O fato deverá ser comunicado imediatamente ao Ministério Público Eleitoral 
atuante junto à zona eleitoral responsável pelo registro de candidaturas em eleições 
municipais ou à Procuradoria Regional Eleitoral em eleições estaduais. 
 
 
97 Provimento nº 6/2007-CGE. 
 
Pág. 154 
 
SUMÁRIO 
 
 
Seção II 
 
RESTABELECIMENTO DA ELEGIBILIDADE 
 
 
4. O restabelecimento dependerá do decurso do prazo da inelegibilidade. 
 
4.1. Fica dispensado o controle do transcurso de referido prazo, podendo o 
restabelecimento ser procedido de ofício ou a pedido do eleitor, independentemente de 
despacho do Juiz Eleitoral, mediante o comando do código de ASE 558 – 
Restabelecimento da elegibilidade.(Alterado em 21/03/2017) 
 
4.2. A data de ocorrência e o complemento do código de ASE 558 deverão ser 
consignados observando-se a Tabela de Códigos de ASE disponibilizada na intranet, 
menu Cartórios/Temas Cartorários/Manuais. (Alterado em 14/07/2017) 
 
4.3. O código de ASE 558 pode ser comandado para inscrição regular, suspensa 
ou cancelada. 
 
4.4. Havendo mais de um código de ASE 540 no histórico da inscrição, antes de 
comandar o código de ASE 558 deverá ser analisada a cessação de todos os registros 
de inelegibilidade existentes no histórico da inscrição, já que um único comando inativa 
todos os códigos de ASE 540 anteriores. 
 
4.5. No caso de eleitor transferido, havendo necessidade de complementação dos 
documentos por ele apresentados, solicitar cópia da documentação que ensejou a 
anotação de inelegibilidade ao cartório que comandou o código de ASE 540, para 
possibilitar o comando do código de ASE 558. (Incluído em 22/02/2017) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pág. 155 
 
SUMÁRIO 
Capítulo IV 
 
INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO 
PÚBLICA 
 
 
 
Seção I 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
1. A inabilitação para o exercício da função pública não se confunde com as causas de 
inelegibilidade e de suspensão dos direitos políticos, podendo ser aplicada independente 
ou concomitantemente com aquelas, estando prevista, dentre outros dispositivos, no art. 
52, parágrafo único, da Constituição Federal e no art. 1º, § 2º, do Decreto-Lei nº 201/67. 
 
 
 
Seção II 
 
REGISTRO DA INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE FUNÇÃO 
PÚBLICA 
 
 
 
2. Recebida comunicação acerca da inabilitação, o cartório eleitoral procederá à 
rigorosa consulta ao cadastro de eleitores, com a finalidade de verificar os dados do eleitor, 
se ele pertence à zona eleitoral e a situação da inscrição. 
 
2.1. Caso o eleitor seja inscrito em outra zona eleitoral, o cartório encaminhará o 
documento diretamente àquela, ainda que pertença a outra Unidade da Federação. 
(Alterado em 22/02/2017) 
 
2.2. Deverão ser anotadas nas comunicações que serão encaminhadas às zonas 
eleitorais, no canto superior direito, os resultados da pesquisa ao cadastro de eleitores, 
dispensando-se a impressão do espelho de consulta. Exemplos: 242ª ZE/SP (zona 
diversa em São Paulo); 69ª ZE/MG (UF diversa) etc. (Alterado em 
22/02/2017) 
 
2.3. Se a comunicação for relativa a pessoa não inscrita como eleitora, o cartório 
eleitoral deverá arquivá-la em pasta própria. 
 
 
Pág. 156 
 
SUMÁRIO 
3. Verificado que a comunicação se refere a eleitor com inscrição regular, suspensa ou 
cancelada na própria zona, o cartório deverá comandar o código de ASE 515 – Inabilitação 
para o exercício de função pública, efetuando rigorosa conferência dos dados do eleitor e 
do correto lançamento do código de ASE, como complemento e data de ocorrência, 
dispensada a autuação de processo. 
 
3.1. Processado o código de ASE correspondente, o documento será arquivado 
em local específico para esse fim. (Alterado em 22/02/2017) 
 
3.2. Caso a comunicação seja relativa a eleitor que já possua processo de 
inabilitação em andamento, o novo documento será juntado e processado nos mesmos 
autos. 
 
3.3. Havendo dúvida quanto ao lançamento do código de ASE, o cartório 
submeterá o documento de comunicação a despacho do Juiz Eleitoral e, após, 
cumprirá o que determinado. 
 
4. Recebida comunicação de inabilitação para o exercício da função pública no período 
de fechamento do cadastro, será comandado o código de ASE respectivo (modo off line), 
cabendo a conferência do processamento após a reabertura do cadastro. 
 
5. Deverá ser comandado um código de ASE para cada comunicação, consignando-
se como data de ocorrência a do trânsito em julgado, se decorrente de decisão judicial, ou 
a data da decisão, se originada de julgamento pelo Poder Legislativo, e o complemento nos 
termos do Manual de ASE. 
 
6. O eleitor inabilitado, com o código de ASE 515 ATIVO, não poderá ser convocado 
para auxiliar os trabalhos eleitorais. O comando do código de ASE 515 inativa o código de 
ASE 442 – Ausência aos trabalhos eleitorais ou abandono da função existente no histórico 
da inscrição com data de ocorrência posterior à data do código de ASE 515. 
 
7. É permitida qualquer operação de RAE para pessoa com registro de código de ASE 
515 ATIVO no cadastro de eleitores. (Alterado em 22/02/2017) 
 
7.1. Os processos e as comunicações de inabilitação de eleitor transferido 
permanecerão arquivados na zona que realizou a anotação da restrição no cadastro. 
(Incluído em 22/02/2017) 
 
 Seção III 
 
 REGISTRO DA REABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE 
FUNÇÃO PÚBLICA 
 
8. A regularização da inscrição somente se procede mediante a comprovação da 
cessação da inabilitação, seja pela verificação do decurso do prazo, seja pela comunicação 
da cessação. 
 
 
Pág. 157 
 
SUMÁRIO 
9. A reabilitação será efetuada independentemente de despacho do Juiz Eleitoral, 
devendo ser processada nos mesmos autos da inabilitação, se houver. (Alterado em 1/03/2017) 
 
9.1. Recebida comunicação de reabilitação de pessoa não inscrita como eleitora,o cartório deverá arquivá-la em local próprio. 
 
10. A reabilitação para o exercício da função pública será realizada pela zona eleitoral 
da inscrição, mediante comando do código de ASE 531 – Reabilitação para o exercício de 
função pública, consignando-se como data de ocorrência a data do lançamento do ASE e 
o complemento nos termos do Manual de ASE. (Alterado em 21/03/2017) 
 
11. Havendo mais de um código de ASE 515 no histórico da inscrição, antes de 
comandar o código de ASE 531, deverá ser analisada a cessação de todos os registros 
de inabilitação existentes no histórico da inscrição, uma vez que um único comando do 
código de ASE 531 inativa todos os códigos de ASE 515 anteriores. 
 
12. No caso de eleitor transferido, havendo necessidade de complementação dos 
documentos por ele apresentados, solicitar cópia da documentação que ensejou a 
anotação da inabilitação para o exercício da função pública à unidade eleitoral responsável 
pelo lançamento do código de ASE 515. (Incluído em 22/02/2017) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pág. 158 
 
SUMÁRIO 
TÍTULO IX - PROCESSOS 
 (Alterado em 1º/09/2009) 
 
 
 
Capítulo I 
 
DAS DISPOSIÇÕES COMUNS 
 (Denominação alterada em 18/03/2016) 
 
 
 
1. Estas regras são aplicáveis aos processos eleitorais em geral. (Alterado em 17/06/2011) 
1.1. Os processos específicos da Justiça Eleitoral concernentes à filiação partidária, 
cancelamento de inscrição eleitoral e mesário faltoso, embora tenham seus 
procedimentos descritos em capítulos próprios, adotarão subsidiariamente as regras 
aqui contidas. (Alterado em 18/03/2016) 
2. Em regra, os atos processuais serão cumpridos por ordem do Juiz Eleitoral e se 
realizarão dentro dos limites territoriais da zona eleitoral ou área contígua. 
3. São atos processuais: 
a) citação – ato pelo qual são convocados o réu, o executado ou o interessado para 
integrar a relação processual; (Alterado em 18/03/2016) 
b) intimação – ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do processo; 
(Alterado em 18/03/2016) 
c) notificação – ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos a serem praticados no 
processo. (Alterado em 18/03/2016) 
4. A notificação é um termo amplamente empregado na legislação eleitoral, tanto para 
citar como para intimar alguém de atos a serem praticados no processo. 
5. A citação, a intimação e a notificação serão feitas pelo correio, por oficial de justiça, 
inclusive com hora certa, pelo chefe de cartório ou servidor, se o destinatário comparecer 
em cartório, ou por edital, publicado em cartório e/ou no Diário da Justiça Eletrônico do 
Tribunal Regional Eleitoral do Estado de São Paulo - DJESP. (Alterado em 18/03/2016) 
5.1. Em anos eleitorais, a comunicação dos atos obedecerá às resoluções 
específicas para o respectivo pleito. (Alterado em 18/03/2016) 
6. Todos os atos processuais de competência do Juiz Eleitoral, bem como os ofícios 
expedidos, deverão conter data, nome e assinatura do Juiz Eleitoral. (Alterado em 14/07/2016) 
 
Pág. 159 
 
SUMÁRIO 
6.1. As certidões, termos e demais atos lavrados, conferidos e subscritos pelo 
chefe do cartório eleitoral ou por servidor também conterão data, nome, cargo e 
assinatura98. (Alterado em 14/07/2016) 
6.2. Em situações excepcionais, o chefe de cartório eleitoral poderá assinar os 
documentos supramencionados, mediante determinação judicial e declaração de que 
o faz por ordem do Juiz Eleitoral. (Alterado em 14/07/2016) 
6.2.1. Os atos que possuam conteúdo decisório e aqueles de competência privativa 
do juiz não poderão ser delegados. (Incluído em 14/07/2016). 
 
(Modelos excluídos em 14/07/2016) 
7. (Excluído em 18/03/2016) 
7.1. (Excluído em 18/03/2016) 
8. O chefe de cartório eleitoral é o responsável pela movimentação e documentação 
processual, por meio de termos, certidões e demais atos processuais, para os quais 
observará os prazos fixados em lei e aos quais não desobedecerá sem motivo justificável99. 
8.1. Tais atos podem ser delegados aos demais servidores do cartório eleitoral, 
que serão responsáveis por sua execução. Caberá ao chefe de cartório eleitoral a 
devida supervisão. 
8.2. Ao chefe de cartório eleitoral cabe a responsabilidade e guarda dos autos em 
cartório, não permitindo que saiam, salvo nos casos de conclusão, vista, carga ou 
remessa à superior instância, em caso de recurso, ou ao juízo competente em caso de 
modificação de competência. 
8.3. O chefe de cartório eleitoral atenderá, preferencialmente, à ordem cronológica 
de recebimento para publicação e efetivação dos pronunciamentos judiciais100. (Incluído 
em 18/03/2016) 
9. Em regra, os atos a serem praticados pelos servidores nos autos dependem de 
determinação judicial, exceto aqueles de mero expediente, que não possuem caráter 
decisório e que o Juiz Eleitoral delegará por Portaria101. 
9.1. Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, 
independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos 
pelo Juiz Eleitoral quando necessário102. (Alterado em 18/03/2016) 
 
98 CPC, art. 208. 
99 CPC, art. 152. 
100 CPC, art. 153. 
101 CPC, art. 152, § 1º. 
102 CPC, art. 203, § 4º. 
 
Pág. 160 
 
SUMÁRIO 
10. Em todos os atos e termos do processo serão evitados e inutilizados os espaços em 
branco103. 
11. São isentos de custas os processos, certidões e quaisquer outros documentos 
fornecidos para fins eleitorais, ressalvadas as exceções legais104. 
 
 
 
Seção I 
 
PROTOCOLO 
(Alterada em 17/06/2011) 
 
 
 
12. O protocolo de petições é obrigatório, desde que endereçadas à zona eleitoral em 
que foram apresentadas. Para tanto, os documentos recebidos deverão ser imediatamente 
protocolados no Sistema de Acompanhamento de Documentos e Processos – SADP, 
recebendo carimbo próprio no anverso da folha do documento original (1.ª via) e da cópia 
dos interessados8, no qual serão anotados, indispensavelmente, o número do protocolo 
gerado pelo sistema, data e hora do recebimento e a identificação do servidor (nome por 
extenso). 
12.1. Protocolada petição que contenha pedido de natureza cautelar, liminar ou de 
tutela antecipada, a petição será imediatamente autuada na classe processual 
correspondente ao pedido e submetida à apreciação do Juiz Eleitoral, que decidirá a 
respeito. (Alterado em 22/02/2013) 
12.2. É permitido às partes o envio de petições por fac-símile, que serão 
protocoladas quando do seu recebimento. (Alterado em 22/02/2013) 
12.2.1. Nos atos sujeitos a prazo, os originais devem ser protocolados em 
cartório até 5 dias da data de seu término. 
(Incluído em 22/02/13) 
12.2.2. Nos atos não sujeitos a prazo, os originais deverão ser protocolados 
até 5 dias da data da recepção do material. (Incluído em 22/02/13) 
12.2.3. Em anos eleitorais, deverão ser observadas as regras e peculiaridades 
dos processos relativos às eleições. (Incluído em 22/02/13) 
13. Não há protocolo integrado na Justiça Eleitoral. O documento protocolado na 
instância ou juízo incompetente não obstará a contagem do prazo. (Alterado em 18/03/2016) 
 
103 CPC, art. 211. 
104 CE, art. 373 e RI-TRE/SP, art. 194. 8 CPC, art. 201. 
 
Pág. 161 
 
SUMÁRIO 
13.1. As petições devem ser protocoladas diretamente no juízo a que se destinam; 
assim, nos municípios onde houver mais de uma zona eleitoral, caberá a cada uma 
receber os expedientes que lhe são dirigidos105. 
13.2. As petições protocoladasna zona incompetente, após o despacho do juiz, 
serão restituídas, mediante recibo e devida anotação no SADP. 
13.3. As petições referentes a processos em andamento no Tribunal, seja em 
virtude de competência originária ou para julgamento de recurso, bem como aquelas 
referentes a recurso de agravo de instrumento, não deverão ser recebidas em cartório, 
devendo o serventuário alertar o interessado de que seu protocolo deve ser feito 
diretamente no Tribunal para garantir o prazo; se essa condição for verificada em 
momento posterior, a parte deve ser intimada imediatamente a retirar o documento no 
prazo de 30 dias, sob pena de descarte, a critério do Juiz Eleitoral, vedado seu 
encaminhamento ao Tribunal. (Alterado em 18/03/2016) 
14. Recebido pelos Correios ou malote, processo ou carta, precatória ou de ordem, não 
pertencente à zona eleitoral, esta deve protocolar o documento e, após identificada a zona 
competente, o expediente será a ela encaminhado. 
 
 
Seção II 
 
AUTUAÇÃO 
(Denominação alterada em 17/06/2011) 
 
 
15. Autuação é a reunião organizada de documentos para formação do processo judicial 
ou administrativo, sendo necessária a montagem da capa dos autos e do registro no SADP, 
para a designação da classe processual e geração do número do processo. (Alterado em 
17/06/2011) 
15.1. As petições iniciais protocoladas em cartório serão autuadas 
independentemente de despacho do Juiz Eleitoral106. (Alterado em 17/06/2011) 
15.2. (Excluído em 18/11/2014) 
15.3. Para autuação no SADP, o cartório eleitoral deverá observar as classes 
processuais definidas na Resolução TSE nº 23.184/2009 e no Provimento CGE nº 
3/2010. (Incluído em 17/06/2011) 
 
16. Ao autuar o processo, o servidor verificará se a petição inicial está instruída com 
procuração e se ambas estão assinadas por quem de direito, especialmente no que tange 
às pessoas jurídicas, caso em que a petição inicial deverá estar acompanhada de estatuto 
ou contrato social atualizado, e se as partes estão qualificadas. (Alterado em 18/11/2014) 
 
105 RI-TRE/SP, art. 189. 
106 CPC, art. 206. 
 
Pág. 162 
 
SUMÁRIO 
16.1. Na ausência de algum desses requisitos, será feita informação ao Juiz 
Eleitoral, que determinará o que entender necessário. (Alterado em 22/02/2013) 
16.2. Com a petição inicial, além da procuração, o autor deverá apresentar as peças 
necessárias à instrução do pedido e, ainda, tantas cópias da inicial e dos documentos 
e mídias que a acompanham quantos forem os réus. Na falta de qualquer item, será 
feita informação ao Juiz Eleitoral, para que determine prazo para regularização, se 
assim entender. (Alterado em 22/02/2013) 
16.3. Nas ações cíveis eleitorais em que houver a apresentação de mídias em 
meios magnéticos, a parte deverá juntar a transcrição de seu conteúdo, devendo o 
servidor verificar se a mídia está íntegra e se o seu conteúdo está idêntico à transcrição 
respectiva, inclusive as mídias que servirão de contrafé, observando, no que diz 
respeito à sua juntada, as instruções contidas no subitem 45.1. (Alterado em 22/02/2013) 
16.4. Recebidas petições acompanhadas de objetos de inviável inserção aos autos 
do processo, o chefe de cartório eleitoral fará a conferência e descreverá os objetos, 
inclusive em relação à quantidade, em certidão que será lavrada na presença do 
interessado, mantendo-os sob sua guarda e responsabilidade até o encerramento da 
demanda. (Incluído em 22/02/2013) 
 
 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, o(s) objeto(s) abaixo relacionado(s), 
ficará(ão) sob a minha guarda até determinação judicial em contrário, a saber: 
 
1 - __________________________________________________________ 
2 - __________________________________________________________ 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
17. Na autuação (capa) dos processos, inclusive de volumes que se formarem, será 
afixada etiqueta impressa pelo SADP contendo os dados constantes da Resolução TSE nº 
23.184/2009. (Alterado em 22/02/2013) 
17.1. Se o processo tramitar em segredo de justiça ou em caráter sigiloso, será 
anotada na capa a expressão “SEGREDO DE JUSTIÇA” e registrado no SADP referida 
situação. (Alterado em 18/03/2016) 
18. (Excluído em 17/06/2011) 
19. No caso de Processo de Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar contra 
servidor do quadro ou requisitado, será encaminhada à Corregedoria Regional, por meio 
 
Pág. 163 
 
SUMÁRIO 
de ofício subscrito pelo Juiz Eleitoral, cópia da portaria que determinou a sua instauração, 
para acompanhamento pela Seção de Feitos Cíveis e Administrativos. (Alterado em 
17/06/2011) 
 
19.1. Os processos de Sindicância e Administrativo Disciplinar serão regulados 
pelos procedimentos próprios previstos nas Leis nºs 8.112/90 e 9.784/99. (Alterado em 
17/06/2011) 
20. A tramitação de documentos e processos, desde o protocolo até seu arquivamento 
ou expedição, e outros atos processuais, tais como conclusões, vistas, expedição de 
ofícios, mandados, comando de códigos de ASE, cargas, arquivamento etc., deverão ser 
registrados no SADP. (Alterado em 17/06/2011) 
20.1. Os registros no SADP deverão ser objeto de rigoroso controle por parte do 
chefe do cartório eleitoral. (Incluído em 17/06/2011) 
 
 
 
 
 
Subseção I 
 
PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO 
 
 
 
21. Nos processos em que figure como parte ou interessada pessoa com idade igual ou 
superior a 60 anos, ou portadora de doença grave, a tramitação terá preferência em relação 
aos demais feitos, desde que requerida pela parte, devendo ser imediatamente concedida 
pelo juiz eleitoral se tiver sido comprovada a condição de beneficiário, providenciando-se, 
após a concessão, o registro da informação no SADP e a anotação da expressão 
“PRIORIDADE DE TRAMITAÇÃO” na capa dos autos, bem como nos ofícios, mandados, 
envelopes e demais documentos expedidos107. (Alterado em 18/03/2016) 
22. O registro dos feitos com prioridade de tramitação em 1ª instância deve incluir, 
obrigatoriamente, a data de nascimento das partes, comprovada por meio da juntada de 
cópia de documento oficial, ou de sua condição, conforme o caso108. 
 
 
 
 
 
 
 
107 CPC, art. 1048 , Lei n.º 7.713/1988, art. 6º, inc. XIV e Lei nº 10.741/03, art. 71. 
108 CPC, art. 1048, § 1º 
 
Pág. 164 
 
SUMÁRIO 
Seção III 
 
FORMAÇÃO DOS AUTOS 
 
 
 
23. Todas as folhas do processo serão numeradas e rubricadas pelo chefe de cartório 
ou servidor, com tinta preta ou azul e que não possa ser apagada109, com a observação 
de que a capa do primeiro volume, embora se inclua na contagem do número de folhas, 
não receberá carimbo com a indicação de fl. 01. (Alterado em 18/03/2016) 
23.1. Caso o processo tenha mais de um volume, as capas dos volumes que se 
formarem não serão consideradas para contagem das folhas, isto é, apenas serão 
numerados os documentos internos do processo. (Alterado em 17/06/2011) 
 
23.2. Para inclusão de documentos que não possam ser perfurados, estes serão 
afixados em folha branca ou envelope, conforme o caso, numerando-se como folha 
cada um dos documentos a serem juntados ao processo. (Alterado em 17/06/2011) 
 
23.3. O documento encadernado ou em brochura, bem como os de grande volume 
serão apensados ao processo, identificados com o número desse e com a anotação da 
expressão “ANEXO”, salvo determinação contrária do Juiz Eleitoral. (Alterado em 
17/06/2011) 
23.4. Constatadoerro na numeração, as folhas serão renumeradas, de ofício, a partir 
da folha numerada irregularmente, e a ocorrência será certificada na última folha dos 
autos, anulando-se a numeração anterior com um traço simples para mantê-la legível. 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que renumerei os presentes autos das folhas 
____ até ____. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
24. Os autos, em regra, não excederão 200 folhas em cada volume; excetuados os 
casos especiais. 
 
109 CPC, art. 207. 
 
Pág. 165 
 
SUMÁRIO 
24.1. Não será seccionada peça processual com seus documentos anexos, mesmo 
se o volume atingir 200 folhas, podendo, neste caso, ser encerrado com mais ou menos 
folhas. 
24.2. O encerramento e a abertura de novos volumes serão efetuados, de ofício, 
mediante a lavratura das respectivas certidões, em folhas regularmente numeradas, 
prosseguindo a numeração no volume subsequente. (Alterado em 18/03/2016) 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, tendo estes autos alcançado ____ folhas, dou por 
encerrado este volume, procedendo à abertura do ___º Volume. 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, procedi à abertura do __º Volume 
destes autos, o qual se inicia às folhas ___. 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
24.3. O segundo e demais volumes não serão apensados ao primeiro volume. 
25. Não serão lançadas manifestações à margem das folhas, ou sublinhadas palavras 
ou expressões, à tinta ou a lápis. Constatada a irregularidade, será elaborada informação 
nos autos, que será submetida ao Juiz Eleitoral para deliberação110. 
 
 
Subseção I 
 
RESTAURAÇÃO DE AUTOS 
 
26. A restauração total ou parcial de autos desaparecidos, extraviados, inutilizados, 
deteriorados ou insuscetíveis de reparo será determinada pelo Juiz Eleitoral de ofício ou a 
requerimento da parte interessada ou do Ministério Público, se for o caso. (Alterado em 
18/03/2016) 
 
110 CPC, art. 202. 
 
Pág. 166 
 
SUMÁRIO 
26.1. Observar-se-á, no que for aplicável e conforme a natureza da matéria, a lei 
processual civil ou penal111. 
26.2. Havendo autos suplementares, neles prosseguirá o processo112. (Incluído em 
18/03/2016) 
 
27. Os autos restaurados em virtude de perda ou extravio terão o mesmo número de 
registro dos originais. 
28. Julgada a restauração, os autos respectivos suprirão os originais, seguindo o 
processo o seu trâmite normal. (Alterado em 22/02/2013) 
28.1. Encontrados os autos originais, nestes prosseguirão os demais andamentos, 
sendo a eles apensados os da restauração, salvo determinação judicial em contrário. 
 
Seção IV 
 
CERTIDÕES 
 
29. Todos os atos praticados nos processos serão certificados nos autos, podendo ser 
lavrada mais de uma certidão numa mesma folha, desde que mantida a sequência dos atos 
processuais respectivos. 
30. As certidões serão fornecidas, independentemente de despacho, às partes, aos 
seus procuradores e a terceiro interessado113. 
30.1. Requerimentos de certidões em processos sigilosos ou que tramitam em 
segredo de justiça114 serão encaminhados ao Juiz Eleitoral para apreciação, exceto 
quando solicitados pela parte e procuradores que poderão ter os pedidos atendidos 
independentemente de despacho. (Alterado em 18/03/2016) 
31. A certidão processual deve conter, primeiramente, as informações de identificação 
do processo, das partes, seu objeto e, em seguida, os dados solicitados, tais como: (Alterado 
em 17/06/2011) 
a) Certidão de Objeto e Pé, que apresentará a situação em que se encontra o processo, 
devendo ser sucinta; (Incluída em 17/06/2011) 
b) Certidão de Inteiro Teor, que demonstrará os principais atos do processo em 
tramitação ou arquivado. (Incluída em 17/06/2011) 
 
111 CPC, arts. 712 a 718 e CPP, arts. 541 a 548. 
112 CPC, art. 712, par. único. 
113 CPC, art. 152, V. 
114 CPC, art. 11, par. único. 
 
Pág. 167 
 
SUMÁRIO 
31.1. Poderão ser fornecidas cópias reprográficas das peças dos autos, em 
substituição à certidão, desde que regularmente autenticadas, às expensas da parte 
interessada. (Alterado em 22/02/2013) 
 
 
 
 
Seção V 
 
TERMOS 
 
 
 
32. Os termos têm a finalidade de registrar os atos realizados oralmente (termo de 
audiência) e os de movimentação processual (conclusão, recebimento, remessa), podendo 
ser lavrados vários termos numa mesma folha, desde que mantida a sequência dos 
respectivos atos processuais. 
32.1. Para fins de padronização, recomenda-se a utilização do “termo de 
recebimento” para todos os processos devolvidos em cartório, salvo determinação do 
Juiz Eleitoral para a utilização do termo “data” para os autos que retornem após a 
conclusão. 
33. Os termos de movimentação processual conterão o nome por extenso da parte 
destinatária, quando for o caso. 
33.1. Serão entregues os autos ao destinatário no dia em que assinar o termo de 
conclusão ou de vista, não sendo permitida, sob qualquer pretexto, a permanência de 
autos em cartório com tais termos. 
34. É vedado lançar termos no verso de petições, sentenças, guias e outros documentos 
juntados aos autos. 
 
 
 
Seção VI 
 
CARGAS 
 
 
 
35. Todos os servidores do cartório eleitoral exercerão rigorosa vigilância sobre os 
processos, sobretudo quando de seu exame em cartório, por qualquer pessoa. 
36. Os processos que tramitarem em segredo de justiça terão o seu exame restrito às 
partes e a seus procuradores. 
 
Pág. 168 
 
SUMÁRIO 
 
37. Os autos serão entregues ao Ministério Público Eleitoral ou a advogado, mediante 
prévia assinatura do destinatário no Livro de Carga de Autos, que mencionará o número de 
volumes, apensos e objetos que os acompanham. 
38. Os autos conclusos ao Juiz Eleitoral constarão do Livro de Carga de Autos quando 
não forem despachados ou sentenciados até o final do expediente do dia. 
39. A retirada de autos em andamento é reservada unicamente a advogados ou a 
estagiários regularmente inscritos na OAB, constituídos procuradores de alguma das 
partes. 
39.1. Tratando-se de advogado não constituído, a entrega de autos estará 
condicionada à prévia autorização judicial e posterior juntada do instrumento de 
mandato no prazo legal ou judicial115. 
39.2. Será anotado, no Livro de Carga de Autos, o número da carteira profissional 
e respectiva seção, expedida pela OAB, mediante sua exibição. 
39.3. Tratando-se de autos arquivados, qualquer advogado, mesmo sem 
procuração, poderá retirá-los do cartório pelo prazo de 10 dias 116. (Incluído em 18/03/2016) 
40. Não estando os autos com vista a nenhuma das partes, somente serão retirados de 
cartório mediante requerimento e autorização judicial. 
41. É possível fazer a carga rápida na fluência de prazo comum para a obtenção de 
cópias, sendo concedida a cada procurador a possibilidade de retirar os autos pelo prazo 
de 2 a 6 horas, independentemente de ajuste entre as partes e sem prejuízo da 
continuidade do prazo117. (Alterado em 18/03/2016) 
42. Devolvidos os autos, o cartório dará baixa imediata no Livro de Carga de Autos, na 
presença do interessado. 
43. Na hipótese de os autos não serem restituídos noprazo fixado ou restituídos em 
parte, a ocorrência será imediatamente informada ao Juiz Eleitoral para sua apreciação, 
inclusive para fins de providências junto à Ordem dos Advogados do Brasil118. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
115 CPC, art. 104, caput. 
116 Art. 7º, inciso XVI, Lei n.º 8.906/94. 
117 CPC, art. 107, § 3º. 
118 Lei nº 8.906/94, art. 34, XXII. 
 
Pág. 169 
 
SUMÁRIO 
Seção VII 
 
JUNTADA DE DOCUMENTOS 
 
 
 
44. Toda petição ou documento a ser juntado aos autos será precedido do respectivo 
termo de juntada. 
44.1. O termo de juntada conterá a data, a indicação do documento a ser juntado, 
a assinatura, o nome e o cargo do servidor. 
44.2. Os documentos apresentados pelas partes que não possuam o tamanho 
ofício, antes de serem juntados aos autos, serão afixados em folhas de tamanho ofício 
(A4), se menores, ou dobrados nesse formato, se maiores. 
TERMO DE JUNTADA 
 
 Nesta data, junto a estes autos __________________________. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
45. Quando houver a juntada de mais de um documento em uma única folha, constarão 
de cada documento um número de folha e a rubrica do servidor, mesmo quando se tratar 
de revista, jornal ou afins. 
45.1. As mídias em meio magnético (fitas, CDs ou DVDs) devem ser 
acondicionadas em envelopes, os quais serão afixados ou grampeados em folha 
tamanho ofício (A4) e devidamente numerados. 
46. As petições relativas a processos em andamento serão juntadas aos respectivos 
autos independentemente de despacho e submetidas à apreciação do Juiz Eleitoral no 
prazo de 24 horas. No caso de processos arquivados, adotar idêntico processamento após 
a certidão de desarquivamento, conforme a seguir: 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, desarquivei estes autos. 
 
(Município), ____ de _________________ de ____ 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
_. 
 
 
 
Pág. 170 
 
SUMÁRIO 
Seção VIII 
 
DESENTRANHAMENTO DE DOCUMENTOS 
 
47. O desentranhamento de documento será efetuado mediante determinação do Juiz 
Eleitoral, lavrando-se certidão de desentranhamento nos autos, de que constem o número, 
ano e natureza do processo em que será juntado o documento, ou o nome de quem o 
recebeu em devolução mediante recibo, e breve resumo indicando sua natureza, origem 
ou conteúdo. 
47.1. Quando ocorrer desentranhamento, as folhas dos autos não serão 
renumeradas. 
47.2. As peças desentranhadas serão substituídas por uma única folha em branco, 
que conterá a numeração de uma folha ou de uma sequência de folhas retiradas dos 
autos, substituindo as peças extraídas. A última folha do processo conterá a certidão 
de desentranhamento correspondente, com todos os números de folhas substituídas. 
 
CERTIDÃO 
 
Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao r. despacho de 
fl.____, procedi ao desentranhamento das peças de fls. ____/____, 
referentes a _____________ (indicar o conteúdo das peças), juntando-as 
aos autos do Processo nº ___/___, de ____________ (natureza do 
processo), ou entregando-as ao Sr. ____________________. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
___________________________________(nome e cargo) 
MODELO 
 
 
 
47.3. Serão certificados nas peças e documentos desentranhados, o número, o ano 
e a natureza do processo em que se achavam juntados, bem como o número e a UF 
da zona eleitoral. 
 
 
Seção IX 
 
DESMEMBRAMENTO DE PROCESSO 
 
 
48. O desmembramento de autos constitui a extração de cópias pertinentes de todo o 
processo original e documentação correspondente, para a formação de um ou mais 
processos, e somente será realizado por determinação expressa do Juiz Eleitoral, lavrando-
se certidão nos autos, conforme modelo a seguir . (Alterado em 18/03/2016): 
 
 
Pág. 171 
 
SUMÁRIO 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao r. despacho de fl. 
______, desmembrei estes autos, dando origem ao(s) Processo(s) nº(s) 
_____/_____. 
_____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
48.1. Serão alterados os registros no SADP. (Alterado em 17/06/2011) 
49. O processo que se formar de autos desmembrados será autuado na classe 
processual correspondente ao feito. (Alterado em 17/06/2011) 
49.1. O novo processo será formado pelas cópias das peças e documentos 
pertinentes do processo original a ser desmembrado, sendo necessária a renumeração 
das folhas. (Alterado em 18/03/2016) 
49.2. Certificar nos novos autos o desmembramento que lhe deu origem, conforme 
modelo a seguir: (Alterado em 17/06/2011) 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que estes autos foram originados do desmembramento do 
Processo nº _________, conforme r. despacho proferido às fls. _____ daqueles 
autos. 
(Município), _____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seção X 
 
APENSAMENTO DE AUTOS 
 
 
50. O apensamento de autos, que constitui a união de dois ou mais processos, apenas 
será realizado mediante determinação judicial. (Alterado em 17/06/2011) 
50.1. Nos autos principais será lavrada certidão, conforme a seguir: 
 
 
Pág. 172 
 
SUMÁRIO 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao r. despacho de 
fl. ______, apensei a estes autos o Processo nº _________/______. 
 
_____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
50.2. Deverá ser lavrada a seguinte certidão nos autos que forem apensados: 
 
CERTIDÃO 
 
MODELO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, apensei estes autos ao Processo nº ______________, 
conforme r. despacho proferido a fls. _____, daqueles autos. 
 
(Município), _____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
(Modelo alterado em 17/06/2011) 
 
51. O desapensamento de autos, que constitui a separação física dos processos, 
somente será realizado mediante determinação do Juiz Eleitoral. 
51.1. No processo principal, será lavrada certidão de desapensamento, conforme a 
seguir: 
 
 
 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao r. despacho de 
fl. ______, desapensei destes autos o Processo nº _________/______. 
 
_____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
Pág. 173 
 
SUMÁRIO 
51.2. No processo a ser desapensado do principal será lavrada certidão de 
desapensamento, conforme a seguir: 
 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao r. despacho de 
fl. ______, desapensei estes autos do Processo nº _________/______. 
 
_____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
 
Seção XI 
 
OFICIAL DE JUSTIÇA 
 
 
52. O oficial de justiça é auxiliar do serviço judiciário, a quem cumpre executar 
diligências por meio de mandados. 
52.1. Diligência é um serviço judicial realizado pelo oficial de justiça, por ordem do 
juiz, que objetiva o cumprimento de determinado ato processual. 
53. O Juiz Eleitoral nomeará servidores do cartório eleitoral para a função de oficial de 
justiça adhoc, por meio de portaria. 
53.1. Para o cumprimento da ordem judicial, o oficial de justiça ad hoc portará sua 
identificação funcional e cópia autenticada da portaria que o designou, em todas as 
diligências. 
53.2. Os mandados serão cumpridos dentro de 15 (quinze) dias, inexistindo prazo 
expressamente determinado por lei ou por ordem judicial. Expirado o prazo, o chefe de 
cartório eleitoral cobrará a devolução do mandado e, em caso de desatendimento, fará 
informação ao Juiz Eleitoral, para providências. (Incluído em 17/06/2011) 
54. Ao proceder às citações e intimações, o oficial de justiça lerá o mandado e entregará 
a contrafé, consignará na certidão se houve recebimento ou recusa, obterá a assinatura de 
ciente, consignando-se, de forma legível, a data, a hora, o número do RG e o nome 
completo ou certificará nos autos que a parte se recusou a assinar. 
54.1. No caso de recusa, ao elaborar a certidão em cumprimento ao ato, o oficial 
de justiça descreverá fisicamente a pessoa que se negou ao recebimento ou à aposição 
de sua assinatura. (Incluído em 17/06/2011) 
 
Pág. 174 
 
SUMÁRIO 
55. O oficial de justiça certificará no verso dos mandados a realização ou não da 
diligência, em linguagem clara e precisa, de maneira a permitir a exata compreensão do 
que ocorreu no seu cumprimento. A certidão conterá a data, o nome e a assinatura do 
oficial de justiça. 
 
Seção XII 
 
MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL 
 
56. A atividade do Ministério Público Eleitoral se desenvolve tanto no âmbito processual 
penal eleitoral quanto nos processos cíveis e procedimentos administrativos. 
56.1. No processo penal eleitoral é o órgão que promove a ação penal, uma vez 
que todos os crimes são de ação pública e, ademais, fiscaliza a correta aplicação da 
lei. (Incluído em 18/03/2016) 
 
56.2. Nos processos cíveis e nos procedimentos administrativos intervém na defesa 
do interesse público, atuando na condição de parte ou de fiscal da ordem jurídica. 
(Incluído em 18/03/2016) 
57. (Excluído em 18/03/2016) 
58. O Ministério Público Eleitoral será intimado pessoalmente dos atos do processo. 
Após a implantação do processo eletrônico, o recebimento de citações e intimações serão 
efetuadas preferencialmente pelo meio eletrônico119. (Alterado em 18/03/2016) 
58.1. Nos processos em que o Ministério Público Eleitoral atuar como fiscal da 
ordem jurídica, seu pronunciamento ocorrerá após a manifestação das partes120, salvo 
disposição legal em contrário. 
58.1.1. O Ministério Público Eleitoral, intervindo como fiscal da ordem jurídica, 
poderá juntar documentos e certidões, produzir prova em audiência e requerer 
medidas processuais pertinentes e recorrer121. (Alterado em 18/03/2016) 
 
 
Seção XIII 
 
ADVOGADOS 
 
59. Desde a instauração do processo as partes devem estar representadas por 
advogado para que possam praticar os atos processuais122. 
 
119 CPC, art. 270, § único, e art. 246, § 1º. 
120 CPC, art. 179, caput e I. 
121 CPC, art. 179, II. 
122 CPC, art. 103. 
 
Pág. 175 
 
SUMÁRIO 
59.1. Nos processos de natureza administrativa, quando da interposição de recurso 
para a segunda instância, é obrigatória sua postulação por advogado. 
59.2. A representação processual se dará por meio de instrumento de procuração 
ad judicia, que deverá ser juntada aos autos de cada processo, exceto regras 
específicas em contrário editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral em anos eleitorais. 
59.3. O advogado não poderá peticionar em juízo sem procuração. Poderá, todavia, 
intentar ação em nome da parte, a fim de evitar decadência ou prescrição, bem como 
intervir, no processo, para praticar atos reputados urgentes, obrigando-se a juntar a 
procuração no prazo legal ou judicial. Os atos não ratificados no prazo determinado 
serão havidos por ineficazes 123 relativamente àquele em cujo nome foi praticado. 
(Alterado em 18/03/2016) 
59.4. Quando postular em causa própria, o advogado declarará na petição inicial 
ou na contestação, o endereço, seu número de inscrição na Ordem dos Advogados do 
Brasil e o nome da sociedade de advogados da qual participa, para recebimento de 
intimações124. (Alterado em 18/3/2016) 
60. O advogado que não puder exercer o mandato que lhe foi outorgado, poderá 
transferi-lo, no todo (sem reserva de poderes) ou em parte (com reserva de poderes), para 
outro defensor, devendo essa faculdade estar prevista na procuração outorgada. Essa 
transferência de poderes denomina-se substabelecimento. 
60.1. Caso haja, no curso do processo, substabelecimento, com ou sem reserva de 
poderes, será anotado o nome do novo advogado no SADP, com a impressão de nova 
capa. (Alterado em 22/02/2013) 
61. O advogado tem o direito125 de: 
a) examinar, em cartório, autos de qualquer processo, ainda que não seja advogado 
das partes, salvo aqueles que tramitam em segredo de justiça ou em caráter sigiloso; 
b) requerer, como procurador de uma das partes, vista dos autos pelo prazo de 5 dias, 
ainda que em momento que não lhe competir falar nos autos; 
c) retirar os autos do cartório, pelo prazo legal, sempre que lhe competir falar neles por 
determinação do juiz, nos casos previstos em lei, salvo se o prazo for comum. 
d) requerer o credenciamento de preposto para a retirada dos autos126. (Incluído em 
18/03/2016) 
 
61.1. Em anos eleitorais, serão observadas as regras e peculiaridades dos 
processos relativos às eleições. 
 
123 CPC, art. 104, § 2º. 
124 CPC, art. 106, I. 
125 CPC, art. 107. 
126 CPC, art. 272, § 7º. 
 
Pág. 176 
 
SUMÁRIO 
61.2. Quando houver dois ou mais réus com procuradores diversos, os autos não 
poderão ser retirados de cartório, salvo nas hipóteses expressamente previstas na 
legislação vigente. Na falta de previsão, a retirada estará sempre condicionada à prévia 
autorização judicial. (Alterado em 17/06/2011) 
62. O estagiário inscrito na OAB, legalmente constituído nos autos, poderá, sob a 
responsabilidade do advogado: 
a) consultar autos no balcão, porém, não tomará ciência de despacho ou decisão; 
b) retirar e devolver autos de cartório, assinando a respectiva carga; 
c) requerer certidões de autos de processos em curso ou findos. 
 
 
Seção XIV 
 
SEGREDO DE JUSTIÇA 
(Alterada em 17/06/2011) 
 
63. Processos sigilosos127 são os que por lei tramitam em segredo de justiça ou que, em 
razão de decisão do Juiz Eleitoral128, devam tramitar em segredo de justiça. 
63.1. A circunstância impõe ao juiz, aos seus auxiliares, às partes, seus advogados 
e ao Ministério Público Eleitoral, o dever processual de zelar pelo sigilo de tudo o que 
contém o processo. 
63.2. Alguns processos podem conter documentos protegidos por lei, como, por 
exemplo, sigilo fiscal, bancário ou telefônico. O caráter sigiloso também pode ser 
atribuído pelo Juiz Eleitoral a outros documentos durante a tramitação do processo. 
63.3. Quando os autos contiverem documento de conhecimento restrito, somente 
ao conteúdo deste será atribuído o sigilo, mantendo-se pública a tramitação do 
processo a que está juntado. 
64. A ação eleitoral que tem previsão legal para tramitar em segredo de justiça é a AIME 
(Ação de Impugnação de Mandato Eletivo)129. O Inquérito Policial também deve observar 
o caráter sigiloso130. Em outras ações, as partes podem requerer que o processo tramite 
em segredo de justiça e alegar suas razões. Caberá ao juiz deferir ou não o pedido131. 
65. Quando a petição inicial contiver pedido de decretação de sigilo, o processo deverá 
ser autuado como sigiloso e, imediatamente,aberta conclusão ao Juiz Eleitoral. 
 
127 Res. TSE n.º 23.326/2010. 
128 CPC, art. 189. 
129 CF, art. 14, § 11. 
130 CPP, art. 20. 
131 CPC, art. 189, I. 
 
Pág. 177 
 
SUMÁRIO 
65.1. Na hipótese de indeferimento do pedido, será retirado dos autos o atributo de 
sigilo. 
65.2. Os processos cujas tramitações devam ocorrer em sigilo serão identificados 
pela expressão “SEGREDO DE JUSTIÇA” na capa dos autos e autuados no SADP em 
referida situação. 
65.3. Os processos que ingressarem no cartório eleitoral já identificados como 
sigilosos serão conclusos ao Juiz Eleitoral, para manifestação sobre a continuidade ou 
não do sigilo. 
66. Verificada a existência de documentos sigilosos em petições e processos recebidos, 
serão identificados pela expressão “SIGILOSO”, a ser afixada na primeira folha do 
documento, destacados e acondicionados em envelopes lacrados, lavrando-se certidão e 
submetendo-os à apreciação do Juiz Eleitoral. 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que o(s) documento(s) ___________________ 
apresentado(s) por _______________, protegido(s) por sigilo foram 
destacado(s) e acondicionado(s) em envelope lacrado. 
 
Município, ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
66.1. A capa do processo receberá a identificação “CONTÉM ANEXOS 
SIGILOSOS”. 
66.2. O manuseio dos processos e dos documentos sigilosos será limitado aos 
servidores que realizam os atos processuais. 
67. Para o encaminhamento de processos e dos documentos sigilosos para outros 
órgãos deve-se observar o que segue: 
a) acondicionamento de todos os volumes do processo ou dos documentos sigilosos, 
em envelope opaco ou caixa, devidamente lacrados, no qual serão inscritos o número do 
processo a que se refere, bem como a indicação “CONTEÚDO SIGILOSO”; 
b) envelope ou a caixa deverão, necessariamente, ser acondicionados em outra caixa, 
que não terá qualquer indicação do caráter sigiloso ou do teor do seu conteúdo; 
c) na caixa externa será inscrita a identificação do cartório eleitoral e do destinatário. 
68. O acesso aos documentos e processos sigilosos somente será permitido aos 
servidores que realizam os atos processuais, às partes e aos seus advogados legalmente 
constituídos. 
 
Pág. 178 
 
SUMÁRIO 
68.1. A extração de cópias de documentos ou processos sigilosos somente poderá 
ser feita na presença de servidor do cartório eleitoral. 
68.2. A cópia receberá o mesmo tratamento do original. 
69. Os despachos e as decisões interlocutórias proferidas, bem como as pautas de 
julgamento referentes a processos sigilosos serão publicados observadas as seguintes 
regras: 
a) o nome das partes será omitido e no local constará a expressão “SIGILOSO”; 
b) no cabeçalho constará o número do processo, o número do protocolo e os nomes 
dos advogados; 
c) na hipótese de a decisão conter transcrição de documentos sigilosos ou de 
quaisquer dados que comprometam o sigilo, somente a parte dispositiva será publicada. 
69.1. No julgamento de processo sigiloso, poderá ser limitada a presença no recinto 
às partes e a seus procuradores, ou somente a estes, caso em que devem ser adotadas 
as providências necessárias para que não seja transmitido por qualquer meio de 
comunicação. 
69.2. O sigilo do processo que tramita em segredo de justiça termina com o seu 
julgamento, salvo nos casos de decisão interlocutória132. 
69.3. Ao julgar processo que contenha documento sigiloso, o Juiz Eleitoral deverá 
manifestar-se sobre a manutenção do sigilo. 
70. Transitado em julgado e permanecendo com o atributo de sigiloso, o processo será 
imediatamente arquivado, em condições especiais e em local de acesso restrito. 
70.1. O pedido de empréstimo ou desarquivamento de documentos e processos sigilosos 
somente será atendido após a autorização do Juiz Eleitoral. 
 
 
Seção XV 
 
PRAZOS 
(Alterada em 17/03/2011) 
 
 
71. Prazo legal é aquele fixado pela própria norma legal. Prazo judicial é aquele fixado 
pelo juiz. Prazo comum é o que flui ao mesmo tempo para todas as partes, não podendo 
sair os autos de cartório. Prazo convencional é aquele ajustado, de comum acordo, entre 
as partes. 
 
132 Res. TSE nº 23.326/2010, art. 17. 
 
Pág. 179 
 
SUMÁRIO 
72. Nenhum processo permanecerá paralisado em cartório, além dos prazos legais ou 
judiciais, tampouco ficará sem andamento por mais de 30 dias no aguardo de diligências 
(informações, respostas a ofícios ou requisições, providências das partes etc.). Expirado o 
prazo, os autos serão conclusos ao Juiz Eleitoral para deliberação. 
72.1. Se a providência solicitada demandar prazo superior a 30 dias, a exemplo de 
ofícios às ZEs de outra UF, o Juiz Eleitoral ampliará o prazo para reiteração do 
expediente. 
72.2. O cartório deverá emitir no 1º dia útil de cada mês, no SADP, o relatório de 
processos paralisados por mais de 30 dias, que será impresso e encaminhado ao Juiz 
Eleitoral, para ciência, após o que será arquivado em pasta própria. (Incluído em 
18/11/2014) 
73. Do despacho que determinar a requisição de informações ou providências, constará 
que, decorrido o prazo a ser fixado pelo Juiz Eleitoral, seja o expediente reiterado de ofício. 
74. Os autos serão remetidos à conclusão do juiz no prazo de 1 dia, e os atos 
processuais serão executados no prazo de 5 dias133, contados: (Alterado em 18/03/2016) 
a) da data em que houver concluído o ato processual anterior, se tiver sido imposto por 
lei; 
b) da data em que tiver ciência da ordem, quando determinada pelo Juiz Eleitoral. 
 
75. Inexistindo previsão legal ou determinação do Juiz Eleitoral, o prazo para a prática 
de ato processual pela parte será de 5 dias134. 
76. Os prazos processuais são contínuos, ou seja, não se suspendem ou interrompem 
aos sábados, domingos ou feriados135. (Alterado em 14/07/2016) 
77. Na contagem dos prazos processuais será excluído o dia do começo e incluído o dia 
do vencimento136. 
77.1. Os dias do começo e do vencimento do prazo se prorrogam até o primeiro dia 
útil subsequente se o vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que 
for determinado o fechamento do cartório, ou o expediente cartorário tiver sido iniciado 
ou encerrado antes da hora normal ou houver indisponibilidade da comunicação 
eletrônica137. (Alterado em 18/03/2016) 
77.2. A contagem do prazo terá início no primeiro dia útil que seguir ao da 
publicação138. (Incluído em 18/03/2016) 
 
133 CPC, art. 228. 
134 CPC, art. 218, § 3º. 
135 Res. TSE nº 23.478/16, art. 7º. 
136 CPC, art. 224, caput e CPP, art. 798, § 1º. 
137 CPC, art. 224, § 1º. 
138 CPC, art. 224, § 3º. 
 
Pág. 180 
 
SUMÁRIO 
77.3. Será considerado tempestivo o ato praticado antes do início do prazo139. 
(Incluído em 18/03/2016) 
78. Os prazos não fluirão se houver impedimento do juiz, força maior ou obstáculo criado 
pela parte contrária. 
 
 
Seção XVI 
 
PUBLICIDADE DE DESPACHOS E DECISÕES 
(Alterada em 17/06/2011) 
 
 
79. A decisão ou despacho se tornará público quando do recebimento dos autos em 
cartório e lançamento do termo de recebimento na folha ou no espaço em branco seguinte, 
lavrando-se a certidão de publicação, conforme a seguir: 
 CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento à determinação 
judicial, tornei pública(o) a(o) r. sentença (despacho) de fls. _____. 
 
_____ de _________________ de ______. 
 
___________________________________(nome e cargo) 
MODELO 
 
79.1. Tratando-se de sentença, após o recebimento dos autos, e tornada pública a 
decisão e certificará nos autos conforme modelo a seguir: (Alterado em 31/08/2018) 
CERTIDÃO 
 
Certifico e dou fé que registrei a r. sentença de fl. ______ no SADP. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
79.2. Após a publicação da decisão, providenciar-se-á a intimação das partes. 
79.3. Registrar no SADP as decisões e despachos, sempre que possível, em seu 
inteiro teor. 
 
 
139 CPC, art. 218, § 4º. 
 
Pág. 181 
 
SUMÁRIO 
 
Subseção I 
 
 
DA INTIMAÇÃO 
(Alterada em 17/06/2011 e denominação alterada em 18/03/2016) 
 
 
80. Intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e dos termos do 
processo. A intimação pode se dar por afixação no mural de avisos do cartório, por 
publicação no DJESP, por mandado, pelo correio ou pessoalmente. (Alterado e transferido da 
Seção XVI para esta Subseção I em 18/03/2016) 
 
80.1. Para a intimação das partes será observado o seguinte: 
a) parte sem advogado – intimação pessoal pelo correio ou por mandado, ou 
ainda, por edital (se endereço incerto e não sabido). No caso da intimação pelo 
correio, presumem-se válidas as comunicações e intimações dirigidas ao endereço 
residencial ou profissional declinado na inicial, contestação ou embargos, cumprindo 
às partes atualizar o respectivo endereço sempre que houver modificação temporária 
ou definitiva140. (Alterado em 18/11/2014 e transferido da Seção XVI para esta Subseção I em 
18/03/2016) 
b) parte com advogado – intimação por publicação no DJESP, exceto quanto às 
ações relativas às eleições com regras específicas; (Transferido da Seção XVI para esta 
Subseção I em 18/03/2016) 
c) quando a lei dispuser que é suficiente a intimação por edital ou por afixação, 
esta será realizada no mural do cartório. (Transferido na Subseção I em 18/03/2016) 
80.2. Caso a parte, advogado, representante legal e demais sujeitos do processo 
compareçam em cartório, a intimação poderá ser feita diretamente pelo chefe de 
cartório, salvo disposição legal em contrário141. (Alterado em 22/02/2013 e transferido da Seção 
XVI para esta Subseção I em 18/03/2016) 
80.3. As intimações das sentenças e despachos, qualquer que seja a forma de sua 
realização, serão certificadas nos autos. (Incluído em 22/02/2013 e transferido da Seção XVI 
para esta Subseção I em 18/03/2016) 
 
81. Existindo advogados constituídos nos autos, em regra, as intimações serão feitas 
pelo DJESP, não excluindo as demais formas legais, que serão utilizadas segundo as 
peculiaridades do caso concreto, sob orientação do Juiz Eleitoral. 
 
140 CPC, art. 274, parágrafo único. 
141 CPC, art. 274, caput. 
 
Pág. 182 
 
SUMÁRIO 
81.1. Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, conste 
apenas o nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na 
Ordem dos Advogados do Brasil142. (Incluído em 18/03/2016) 
82. Das publicações constarão o número/nome da ZE, número do processo, natureza 
do feito, nomes das partes e de seus advogados, mencionadas as inscrições na OAB, 
número da folha dos autos e o conteúdo do despacho/decisão, município, data e o nome 
do Juiz Eleitoral. 
82.1. As sentenças serão publicadas apenas pelo resumo da parte dispositiva e sua 
fundamentação legal e os despachos de mero expediente serão transcritos ou 
resumidos com os elementos necessários a seu entendimento. (Alterado em 18/03/2016) 
 
82.2. Não farão parte das publicações termos e certidões lavrados nos autos. 
82.3. A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em carga pelo advogado, por 
pessoa credenciada a pedido do advogado ou da sociedade de advogados, ou pelo 
Ministério Público implicará intimação de qualquer decisão contida no processo 
retirado, ainda que pendente publicação143. (Incluído em 18/03/2016) 
83. Para as intimações publicadas na imprensa, o chefe de cartório eleitoral conferirá as 
minutas para remessa à imprensa oficial, velando pelo adequado cumprimento das normas 
pertinentes. 
83.1. Os despachos e sentenças a serem publicados no DJESP serão 
encaminhados no prazo de 48 horas, a contar da devolução dos autos em cartório. 
84. Quando ocorrer erro na publicação, proceder-se-á imediatamente à nova 
publicação, certificando-se o ocorrido. (Alterado em 18/03/2016) 
85. Nas intimações pelo DJESP, quando qualquer das partes estiver representada por 
dois ou mais advogados, a intimação conterá um deles, preferencialmente o que tiver 
subscrito as alegações dirigidas ao Juiz Eleitoral, com o número da respectiva inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil, acrescendo-se a expressão “e outro(s)”144, a não ser que 
a parte indique outro nome ou, no máximo, dois nomes para constar das publicações. 
85.1. Quando houver terceiros, tais como assistentes, opoentes ou embargantes, 
estes serão relacionados na ordem indicada, acompanhada de seus advogados, logo 
a seguir das partes principais. 
86. Para publicação no DJESP deverão ser observadas as regras estabelecidas no 
Manual de Utilização do Sistema de Preparação do Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal 
Regional Eleitoral do Estado de São Paulo. 
 
Seção XVII 
 
142 CPC, art. 272, § 1º. 
143 CPC, art. 272, § 6º. 
144 RI-TRE/SP, art. 172, § 2º. 
 
Pág. 183 
 
SUMÁRIO 
 
RECURSO E TRÂNSITO EM JULGADO 
(Alterada em 17/06/2011) 
 
87. Das decisões proferidas pelos Juízes ou Juntas Eleitorais caberá recurso para o 
Tribunal Regional Eleitoral145. 
87.1. Os recursos contra decisões interlocutórias serão juntados aos autos 
principais que prosseguirão com seu trâmite normal até decisão final. O pedido 
constante de referido recurso será apreciado por ocasião de sua análise em segundo 
grau. (Incluído em 18/03/2016) 
88. Se não for interposto recurso no prazo legal, será certificado o trânsito em julgado 
da decisão, conforme a seguir: 
 CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, em ____/____/______, transitou em julgado 
a r. sentença de fls. _____. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
88.1. Transitada em julgado a sentença e sendo possível a devolução dos objetos 
mantidos sob a guarda do chefe de cartório eleitoral, o Juiz Eleitoral determinará sua 
retirada em 30 (trinta) dias, sob pena de destruição, lavrando-se a certidão 
correspondente, conforme a seguir: 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento à 
determinação judicial, o(s) objeto(s) relacionado(s) às fls. ____, 
mantido(s) sob a minha guarda até então, foi(ram) devolvido(s) à 
parte. 
 
(Município), ____ de _____________ de _____ 
______________________________________ 
(nome e cargo) 
MODELO 
 
 
89. Interposto recurso, e após seu processamento, o servidor revisará as folhas dos 
autos que devam ser remetidos ao Tribunal Regional, observando o que segue: (Alterado em 
18/03/2016) 
 
145 CE, art. 265. 
 
Pág. 184 
 
SUMÁRIO 
a) a numeração dos autos principais e apensos e sanar as irregularidades; 
b) se as partes estão representadas por advogados e se houve intervenção do 
Ministério Público Eleitoral; 
 
c) eventuais suspensões de expediente ocorridas no período entre a data da intimação 
da sentença ou do despacho recorridoe a data em que foi protocolado o recurso, com 
as respectivas especificações e motivações. 
89.1. Lavrará certidão, conforme a seguir: 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, examinando os autos 
do Processo nº _______, revisei a numeração das folhas e 
constatei que os autos são compostos por ___ volume(s) e 
___ folha(s), estando apenso(s) ___ processo(s) com ___ 
folhas cada. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
89.2. (Excluído em 18/03/2016) 
89.3. (Excluído em 18/03/2016) 
 
90. Não é necessária a extração de cópias dos autos para arquivo em cartório. 
91. Na última folha dos autos, logo abaixo da certidão constante do item 89.1, será 
elaborado o termo de remessa dirigido ao TRE, conforme a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
REMESSA 
MODELO 
 
 
Pág. 185 
 
SUMÁRIO 
 
Aos dd/mm/aaaa, remeto estes autos com _____ folhas, em _____ volume(s), ao 
Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
 
92. A remessa dos autos será registrada no SADP. 
93. Em regra, os autos serão encaminhados por malote. 
 
 
 
 
 
Seção XVIII 
 
ARQUIVAMENTO DE AUTOS 
(Alterada em 17/06/2011) 
 
 
94. Os autos serão arquivados mediante determinação judicial, com o respectivo registro 
no SADP e certidão, conforme segue. 
 
CERTIDÃO 
 
 Certifico e dou fé que, nesta data, em cumprimento ao 
r. despacho de fl. ______, arquivei estes autos. 
 
(Município), ____ de _________________ de _____. 
 
___________________________________ (nome e cargo) 
MODELO 
 
 
95. Os autos serão arquivados em caixas próprias, numeradas de forma legível e 
destacada pelo critério ordinal crescente e sem interrupção quando da passagem de um 
ano para outro. 
95.1. O arquivamento dos processos nas caixas próprias obedecerá a ordem 
cronológica (data da determinação de arquivamento), independentemente do número 
e ano dos feitos. 
 
Pág. 186 
 
SUMÁRIO 
95.2. Na parte superior da caixa de arquivo constarão a identificação do cartório 
eleitoral e os números dos processos arquivados, em ordem crescente. 
95.3. Será anotado na autuação e no SADP, o número da caixa em que os autos 
forem arquivados. 
96. Os autos somente poderão ser arquivados com todas as folhas numeradas e 
rubricadas, os termos e certidões preenchidos e assinados, os mandados juntados e 
conferidas eventuais mídias, materiais anexados, volumes apensados, a sentença 
registrada e o despacho para arquivamento. 
96.1. Os processos sigilosos deverão ser arquivados em condições especiais, em 
local de acesso restrito146. 
97. Os processos arquivados poderão ser desarquivados, de ofício pelo servidor, para 
a juntada de petições, após ser lavrada certidão de desarquivamento. 
97.1. O desarquivamento de representações ou ações eleitorais que tiveram por 
objeto a cassação de registro, diploma ou mandato, de processos-crime e de processos 
sigilosos somente será procedido após determinação judicial. 
 
 
 Seção XIX 
 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
(Renumerada em 17/06/2011) 
 
 
98. Os atos realizados nos processos deverão ser registrados no SADP de imediato, a 
fim de que as informações nele constantes estejam em consonância com os andamentos 
promovidos nos autos. (Alterado em 22/02/2013) 
98.1. (Excluído em 22/02/2013) 
98.2. (Excluído em 22/02/2013) 
 
 
 
 
146 Res. TSE nº 23.326/2010, art. 19, parágrafo único. 
 
Pág. 187 
 
SUMÁRIO 
Capítulo II 
(Alterado em 14/07/2016) 
 
 
FEITOS CÍVEIS E ADMINISTRATIVOS 
 
 
Seção I 
 
CITAÇÃO/INTIMAÇÃO/NOTIFICAÇÃO 
 
 
Subseção I 
 
CITAÇÃO147 
 
 
1. Para a validade do processo é indispensável a citação válida do réu ou do 
executado, ressalvadas as hipóteses de indeferimento da petição inicial ou de 
improcedência liminar do pedido148. 
2. Em regra, a citação será pessoal, por carta, podendo, no entanto, ser feita na pessoa 
do representante legal ou do procurador legalmente autorizado do réu, do executado ou do 
interessado149. 
3. A falta ou nulidade de citação será suprida ou sanada com o comparecimento 
espontâneo do réu ou do executado, fluindo a partir desta data o prazo para apresentação 
de contestação ou de embargos à execução150. 
3.1. O protocolo da defesa também suprirá a falta ou nulidade da citação. 
3.2. Se a parte ou seu procurador com poderes para receber citação comparecer 
espontaneamente, o chefe de cartório eleitoral colherá a sua assinatura e lavrará a 
respectiva certidão de citação nos autos. 
3.3. A citação se torna válida e conta-se o prazo para defesa a partir da ciência 
expressa da parte ou de seu procurador nos autos. 
3.4. Não sendo possível recolher o instrumento de citação expedido antes da 
realização do ato citatório, sua devolução em cartório e juntada aos autos não 
implicarão nova contagem de prazo. 
 
147 CPC, art. 238. 
148 CPC, art. 239, caput. 
149 CPC, art. 242, caput. 
150 CPC, art. 239, § 1º. 
 
Pág. 188 
 
SUMÁRIO 
4. O mandado ou carta de citação conterá151: 
a) o número e ano do processo; 
b) o nome do autor e do citando e os respectivos endereços de domicílio ou residência; 
c) a finalidade da citação; 
d) o dia, hora e local para comparecimento; 
e) o juízo, número e nome da zona eleitoral onde deve se manifestar; 
f) a cópia do despacho do Juiz Eleitoral, inclusive da decisão que proferir tutela 
provisória, da petição inicial e dos documentos e mídias que a acompanham; 
g) o prazo para a defesa; 
h) a aplicação de sanção para o caso de descumprimento da ordem, se houver; 
i) demais informações necessárias ao aperfeiçoamento do ato; 
j) a assinatura do chefe de cartório eleitoral, no caso da carta e, no caso do mandado, 
a assinatura do Juiz Eleitoral ou do chefe de cartório, se autorizado por ato normativo do 
Juiz. 
5. A citação, em regra, é feita por via postal, para qualquer comarca do país, 
observadas as exceções legais152. 
5.1. A realização de despesa com os Correios dependerá de prévia autorização 
da Seção de Expedição e Distribuição de Documentos - ScEDD deste Tribunal 
Regional Eleitoral. 
5.2. Para a validade da citação pelo correio, será utilizada a carta registrada para 
entrega ao citando, exigindo-lhe o carteiro, ao fazer a entrega, que assine o recibo153. 
Em se tratando de pessoa jurídica, será válida a entrega à pessoa com poderes de 
gerência geral ou de administração ou, ainda, a funcionário responsável pelo 
recebimento de correspondências154. 
5.3. Nos condomínios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a 
entrega do mandado a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de 
correspondência, que, entretanto, poderá recusar o recebimento, se declarar, por 
escrito, sob as penas da lei, que o destinatário da correspondência está ausente155. 
6. O chefe de cartório eleitoral acompanhará, com regularidade, a devolução dos 
recibos postais das cartas de citação enviadas pelo correio, providenciando para que sejam 
juntados aos autos imediatamente após devolvidos. 
7. Havendo declaração do carteiro de que o citando se recusou a assinar o recibo 
postal, este será juntado aos autos e aberta conclusão ao Juiz Eleitoral para que delibere 
sobre a validade da citação, bem como determine as providênciasque entender cabíveis. 
 
151 CPC, art. 250. 
152 CPC, art. 247. 
153 CPC, art. 248, § 1º. 
154 CPC, art. 248, § 2º. 
155 CPC, art. 248, § 4º. 
 
Pág. 189 
 
SUMÁRIO 
8. Na impossibilidade de realização ou frustrada a citação pelo correio, esta será feita 
por oficial de justiça156. 
9. Os mandados serão entregues pessoalmente aos oficiais de justiça, mediante carga 
no Livro de Carga de Mandados, ainda que tais servidores sejam do Poder Judiciário 
Estadual. 
9.1. O Juiz Eleitoral poderá determinar que a citação do réu ou executado 
domiciliado em zona eleitoral contígua seja efetuada por oficial de justiça da zona em 
que tramita o processo ou por carta precatória expedida para a zona eleitoral do 
domicílio do citando. 
10. A expedição e a carga do mandado serão certificadas nos autos, com o nome do 
oficial de justiça a quem for entregue para cumprimento, juntando-se cópia aos autos. 
11. Os mandados serão cumpridos dentro de 15 dias, inexistindo prazo expressamente 
determinado por lei ou ordem judicial. Expirado o prazo, o chefe de cartório eleitoral cobrará 
a devolução do mandado e, em caso de desatendimento, fará informação ao Juiz Eleitoral 
para providências. 
12. Quando, por duas vezes, o oficial de justiça houver procurado o citando em seu 
domicílio ou residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar 
qualquer pessoa da família ou, em sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, 
voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar157. 
13. Nos condomínios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a 
intimação por hora certa feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento da 
correspondência158. 
14. Feita a citação com hora certa, o chefe de cartório enviará ao réu, executado ou 
interessado, no prazo de 10 (dez) dias, contado da data da juntada do mandado aos autos, 
carta, telegrama ou correspondência eletrônica, quando implantada, dando-lhe de tudo 
ciência159. 
15. Cumprida a diligência da citação, o oficial de justiça certificará o ato, datando e 
assinando a certidão, que deverá conter: 
a) a indicação do lugar e do nome da pessoa intimada mencionando o nº do RG e o 
órgão expedidor, além da data da realização da diligência; 
 
b) a declaração da entrega da cópia do mandado (contrafé) e documentos anexos, se 
houver; 
c) a informação de que o citando assinou o original do mandado ou se recusou a apor 
sua assinatura ou, ainda, a receber sua cópia. Ao elaborar a certidão em cumprimento 
 
156 CPC, art. 249. 
157 CPC, art. 252, caput. 
158 CPC, art. 252, parágrafo único. 
159 CPC, art. 254. 
 
Pág. 190 
 
SUMÁRIO 
ao ato, o oficial de justiça descreverá fisicamente o citando, ou seja, a pessoa que se 
negou ao recebimento ou à aposição de sua assinatura. 
15.1. Imediatamente após a devolução, o original do mandado será juntado aos 
autos, seguido da certidão do oficial de justiça atestando o seu cumprimento ou não. 
16. Frustrada a tentativa de citação pelo correio ou por oficial de justiça, esta se realizará 
por edital. 
16.1. A citação também será feita por edital quando desconhecido ou incerto o réu, 
quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar ou nos casos 
expressos em lei160. 
16.2. A citação por edital pressupõe afirmação do autor ou certidão do oficial de 
justiça informando a presença das circunstâncias autorizadoras. 
17. O edital de citação deverá conter as mesmas informações necessárias à carta ou ao 
mandado de citação e observar os requisitos do artigo 257 do Código de Processo Civil. 
17.1. O edital será expedido em duas vias e numerado em ordem sequencial, 
cronológica e renovável anualmente. 
17.2. Caso exista anexo, este será mencionado no edital. 
17.3. O edital de citação será afixado na sede da zona eleitoral, salvo disposição 
em contrário, e publicado no Diário da Justiça Eletrônico – DJESP, na mesma data. 
17.4. O edital exige assinatura do Juiz Eleitoral. 
18. Expedido o edital de citação, todas as suas folhas serão conferidas e rubricadas, 
com encaminhamento ao Juiz Eleitoral para assinatura. A expedição do edital será 
certificada nos autos, constando data, hora e local de afixação, sendo uma via arquivada 
em classificador próprio. 
18.1. O edital de citação deverá ser afixado no cartório eleitoral na mesma data em 
que for publicado no DJESP e assim permanecerá pelo prazo assinalado pelo Juiz 
Eleitoral ou de acordo com a legislação pertinente, juntando-se aos autos cópia da 
publicação. 
19. Afixado o edital no mural de avisos do cartório, serão certificadas no próprio edital a 
data e hora de sua afixação. Ao final do prazo do edital, será certificado, ainda, o período 
em que permaneceu afixado. 
19.1. Eventuais prazos para a prática de atos processuais passarão a fluir após o 
término do período de afixação determinado pelo Juiz Eleitoral. 
20. Após o período de afixação, o edital será juntado aos autos. 
 
 
 
160 CPC, art. 256. 
 
Pág. 191 
 
SUMÁRIO 
 
Subseção II 
 
INTIMAÇÃO/NOTIFICAÇÃO161 
 
 
 
21. Os destinatários das intimações/notificações serão as partes, seus advogados, o 
Ministério Público Eleitoral, o Defensor Público da União, o Procurador da Fazenda 
Nacional, as testemunhas, bem como os demais sujeitos do processo. 
22. Quando as partes estiverem representadas por advogado, a regra será a intimação 
pelo DJESP, salvo disposição contrária relativa às ações das eleições, que possuem regras 
específicas. 
22.1. Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles dirigida, figure 
apenas o nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na 
Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.162 
22.2. Nas intimações deverão constar o nome das partes e de seus advogados, 
com o respectivo número de inscrição na OAB, ou, se assim requerido, da sociedade 
de advogados, sob pena de nulidade do ato163. 
22.3. A grafia do nome dos advogados deve corresponder ao nome completo e ser 
a mesma que constar da procuração ou que estiver registrada na OAB164. 
22.4. Nas ações que tramitam em segredo de justiça, o nome das partes será 
omitido e no local constará a expressão “SIGILOSO”165. 
22.5. A publicação será certificada nos autos, seguida da respectiva cópia. 
23. Considera-se intimado de qualquer decisão contida no processo, ainda que 
pendente de publicação, advogado, pessoa credenciada a pedido do advogado ou da 
sociedade de advogados, Advocacia Pública, Defensoria Pública ou Ministério Público que 
retirar os autos do cartório mediante carga166. 
23.1. O advogado e a sociedade de advogados deverão requerer o respectivo 
credenciamento para a retirada de autos por preposto167. 
 
161 CPC, art. 269. 
162 CPC, art. 272, § 1º. 
163 CPC, art. 272, § 2º. 
164 CPC, art. 272, § 4º. 
165 Res. TSE nº 23.326/2010, art. 16. 
166 CPC, art. 272, § 6º. 
167 CPC, art. 272. § 7º. 
 
Pág. 192 
 
SUMÁRIO 
24. Faculta-se aos advogados a promoção da intimação do advogado da parte contrária 
por meio do correio, exigindo-se para sua validade a juntada aos autos de cópia do ofício 
de intimação e do aviso de recebimento. O ofício de intimação deverá ser instruído com 
cópia do despacho, da decisão ou da sentença168. 
25. Se a parte não estiver representada por advogado nos autos, será intimada das 
seguintes formas: 
a) pelo correio, com recibo postal; 
b) diretamente pelo servidor, quando a parte

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