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Aula 3 - Condicao Juridica do Estrangeiro e Soberania

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Professor Doutor Vladmir Silveira Assistente Carolina Fernandes 
Monitor Helder França
Aula 03 – Nacionalidade, Condição Jurídica do Estrangeiro e Soberania
10.03.2015
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Professor Doutor Vladmir Silveira Assistente Carolina Fernandes 
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POPULAÇÃO E COMUNIDADE NACIONAL
Nacionalidade
 
Def. Francisco Rezek:“população é o conjunto das pessoas instaladas em caráter permanente sobre seu território”(nacionais e estrangeiros). Já a dimensão pessoal do Estado é a comunidade nacional (conjuntos nacionais que vivem no seu território, ou no exterior).
 
Jurisdição – territorial (também é válida para os estrangeiros) e pessoal (é fundada no vínculo de nacionalidade, só para os nacionais). 
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CONCEITO DE NACIONALIDADE.
 
A nacionalidade é o vínculo entre o indivíduo e o seu Estado Nacional, que lhe atribui direitos em razão do reconhecimento desta relação. 
 
Disciplina jurídica da nacionalidade é competência de cada Estado, respeitando-se princípios e regras gerais de Direito Internacional pactuadas, como, (i) todo Estado deve estabelecer distinções entre nacionais e estrangeiros, (ii) o Estado não pode arbitrariamente privar um indivíduo de sua nacionalidade, nem de mudar de nacionalidade – art. 15 da Declaração da ONU/1948 -, (iii) a nacionalidade deve fundar-se em laço sociais efetivos entre o Estado e o indivíduo (princípio da efetividade). 
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Pressupostos da nacionalidade- (i) qualidade atribuída ao indivíduo e não a pessoa jurídica (empresa, por exemplo) ou coisa (aviões), (ii) apenas os Estados conferem nacionalidade e não Estados-membros e nem Organizações Internacionais. 
 
Nacionalidade originária – aquela atribuída ao indivíduo no nascimento (jus solis -nacionalidade do território ou jus sanguinis – nacionalidade dos pais). 
 
Nacionalidade derivada – aquela que resulta de processo de naturalização, geralmente implica em ruptura de nacionalidade anterior. Requisitos tradicionais: período de residência no país, domínio do idioma e idoneidade moral (inexistência de condenação criminal). Naturalização – processo disciplinado por cada país. 
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Costume internacional sobre a nacionalidade: (i) não atribuição de nacionalidade a filhos de agentes de Estados estrangeiros; (ii) nenhum Estado pode expulsar seu nacional com destino ao território estrangeiro ou espaço de uso comum – evita-se o banimento para evitar-se a figura do apátrida.
 
DIP sobre a nacionalidade tenta diminuir o problema do apátrida: tratados multilaterais sobre distinção de sexos, repercussão automática do casamento ou de sua dissolução.
(Assembléia da ONU/1948 – nacionalidade como um direito fundamental da pessoa humana e Pacto de São José da Costa Rica – “toda pessoa tem direito à nacionalidade do Estado em cujo território houver nascido, se não tiver direito a outra” – enorme eficácia). 
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A NACIONALIDADE BRASILEIRA 
- matéria constitucional e de lei ordinária.
A Constituição garante a qualquer indivíduo ao nascer no Brasil – que não seja filho de pais estrangeiros em missão de seu país – e excepcionalmente no exterior, mediante opção com efeitos retroativos. Nesse sentido, pode-se dizer que o Brasil adota o critério jus solis. 
 
São também brasileiros, os filhos de brasileiros nascidos no exterior, quando pelo menos um de seus pais esteja no exterior a serviço do Brasil, ou ainda os aqueles nascidos no exterior, filhos de pai ou mãe brasileiros, desvinculados de serviço público, mas que venham a residir em território nacional e optem pela nacionalidade brasileira .
A missão estrangeira não se limita apenas ao corpo diplomático, mas também qualquer representação em nome do Estado estrangeiro de maneira ampla, ou seja, pode-se referir aos trabalhos vinculados aos municípios, empresas públicas, distrito-federal, autarquias e Estados-membros. 
Art. 12, I, “c”, da CF (EC n. 03/94). 
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A NATURALIZAÇÃO NO BRASIL
 Também é matéria constitucional; 
- via de regra exige-se 15 anos de residência sem quebra de continuidade e sem condenação criminal; 
- a naturalização não é obrigatória, mesmo que os requisitos sejam na íntegra atendidos. O Estado brasileiro é soberano para conceder ou não a naturalização – opção. 
- o naturalizado equipara-se ao brasileiro nato, salvo a possibilidade de ocupar algumas posições políticas (Pres. da República).
PERDA DA NACIONALIDADE 
 aquisição de outra nacionalidade por intermédio de naturalização voluntária;
cancelamento da naturalização por cometer atividade contrária ao interesse nacional; 
Dos países de língua portuguesa requer-se apenas 1 ano. Há países que também possuem período de residência menor que os 15 anos, além de fatos que diminuem este requisito, como o casamento, ou prestação de bons serviços ao país.
Deve ser sempre uma atitude específica e partir de um ato de vontade (concreto) do brasileiro. 
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Estatuto da Igualdade
Tratado bilateral entre Brasil e Portugal, feito em 1971 e substituído por outro no ano 2000, que garante parte da cidadania portuguesa aos Brasileiros e vice-versa, por razões históricas entre os dois países. Assim, pode-se dizer que se atribui importante parcela da cidadania de um país aqueles nacionais do outro. 
 
- compreende a igualdade de direitos e obrigações civis, além de alguns políticos.
- o pedido é pessoal e dirigido ao Ministro da Justiça, que deve confirmar o pedido por intermédio de uma portaria ministerial.
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os requisitos são: a nacionalidade (portuguesa ou Brasileira), capacidade civil e admissão no Brasil ou Portugal em caráter permanente, mesmo que seja recente. Para obter a totalidade dos direitos conferidos no tratado (políticos) ainda exige-se residência de pelo menos 3 (três) anos no país e prova do gozo dos direitos políticos no seu país*.
- extinção dos benefícios: (i) expulsão do território nacional, (ii) perda da nacionalidade originária e (iii) suspensão dos direitos políticos em Portugal – perde os direitos políticos no Brasil, mas ainda conserva os direitos civis.
 
 
  
* O Tratado impede o duplo gozo de direitos políticos. Assim, caso seja deferido os direitos num país, o requisitante terá os seus direitos políticos suspenso no outro. 
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PRESSUPOSTO
 Nenhum Estado-Nação é obrigado a admitir estrangeiros em seu território, tanto temporária, como definitivamente. (Princípio de Direito das Gentes). Entretanto, sempre foi comum a admissão. 
 
Tipos de vistos. 
Primeiramente, devemos distinguir os estrangeiros dos imigrantes. Este último fixa-se no país, com intuito de permanência definitiva (visto permanente). 
 
- estrangeiro temporário: turista, esportista, missionário, estudante etc. (visto temporários, salvo acordos bilaterais ou multilaterais que dispensem – reciprocidade). 
diplomatas (visto diplomático, concedido para os representantes dos Estados estrangeiros).
*O Brasil dispensa visto para os Estados da América Latina e da Europa Ocidental, por exemplo.
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Direitos dos estrangeiros
 
a) genéricos (ou elementares): vida, petição, tratamento isonômico dentro do mesmo diploma legal etc.
b) direito ao trabalho: