BACTÉRIAS   X   FUNGOS
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BACTÉRIAS X FUNGOS


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BACTÉRIAS X FUNGOS
Bactérias
 São organismo unicelulares e procariontes, Maioria de seus representantes são heterótrofos eles não conseguem produzir seu próprio alimento, mas existem também algumas bactérias autótrofas que produzem sem alimento, por meio da fotossíntese, Existem bactérias aeróbias, ou seja, que precisam de oxigênio para viver, as anaeróbias obrigatórias, que não conseguem viver em presença do oxigênio, e as anaeróbias facultativas, que podem viver tanto em ambientes oxigenados ou não
 As formas físicas das bactérias podem ser de quatro tipos: cocos, bacilos, vibriões, e espirilos. Os cocos, podem se agrupar, e formarem colônias. Grupos de dois cocos formam um diplococo, enfileirados formam um estreptococos, e em cachos, formam um estafilococo.
As bactérias não tem núcleo organizado, elas são procariontes, ou seja, o DNA fica espalhado no citoplasma, não possuem um núcleo verdadeiro. Por isso, o filamento de material genético é fechado (plasmídeo), sem pontas, para que nenhuma enzima comece a digerir o DNA. Possuem uma parede celular bastante rígida
 Já reprodução delas ocorre de forma assexuada, feita por bipartição (divisão binária, ou cissiparidade), onde a célula bacteriana cresce, têm seu material genético duplicado, e então, a célula se divide, dando origem a outra bactéria, geneticamente igual à outra.
 A variabilidade genética das bactérias é feita de três formas: conjugação, que consiste em uma bactéria transferir material genético para outra, e vice-versa, através das fímbrias; transdução: é a troca de genes feita através de um vírus, que invade uma célula, incorpora seu material genético, e o transmite para outras células; transformação: as bactérias podem incorporar ao seu DNA fragmentos de materiais genéticos dispersos no ambiente.
Fungos
 Os fungos podem ser unicelulares ou pluricelulares, compostos por hifas, que nada mais são do que filamentos de células que formam uma rede, chamada de micélio. Essa estrutura se estende até o alimento, realizando a absorção de seus nutrientes.
 Os fungos não possuem clorofila, como nas plantas, por isso não podem realizar fotossíntese, ou seja, não são capazes de produzir o seu próprio alimento. Eles soltam ao seu redor uma substância chamada exoenzima, que é praticamente igual à uma enzima digestiva. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu alimento que foi digerido pelas exoenzimas. Os fungos terrestres podem se reproduzir sexuada e assexuadamente.
MECÂNISMO DA PENICILINA, SULFA, AMOXILINA
PENICILINA.
 Em 1928, Alexander Fleming, médico e bacteriologista escocês, descobriu a penicilina, um antibiótico natural derivado de um fungo (gênero Penicillium), que revolucionou a medicina desde então. Em seu laboratório, Alexander tinha diversas placas de petri contendo cultura de alguns micro-organismos para estudos.
 Em uma cultura de Staphylococcus Aureus, o grande causador de infecção generalizada, Fleming, percebeu algo estranho. A placa havia sido infectada por bolores, e em sua volta, não havia nenhuma bactéria. Isolando este tipo de fungo, descobriu-se que era do gênero Penicillium, e a substância produzida por ele, tinha efeito bactericida. A esta substância deu-se o nome de penicilina, substância que impede a produção das moléculas de carbono que são responsáveis pela formação da membrana da bactéria.
 O primeiro tratamento com penicilina em seres humanos aconteceu em 1941, em um agente da polícia que sofria de uma infecção chamada septicemia. A penicilina se tornou um importante medicamento da época e é de grande eficácia no tratamento de doenças infecciosas de origem bacteriana.
 A penicilina possui ação bactericida e age inibindo a síntese da parede celular e a ativação do sistema auto lítico endógeno das bactérias. Ao acoplar num receptor na parede celular bacteriana, a penicilina, interfere com a transpeptidação que ancora o peptidoglicano estrutural de forma rígida em torno da bactéria. Com uma parede fina e interior hiperósmico, há um afluxo de água do exterior fazendo com que a bactéria entre em processo de análise, o que leva a bactéria a explodir.
SULFA (SULFANAMIDA)
 As sulfonamidas constituem um dos grupos mais utilizados, em razão do baixo custo e da relativa eficácia em algumas doenças bacterianas comuns. São análogos estruturais do ácido p-aminobenzóico(PABA) e apresentam ação bacteriostática. Possuem espectro de ação contra bactérias gram-positivase negativas e alguns protozoários. Dentre os exemplos de sulfonamidas destacam-se a sulfadiazina, sulfadimidina, sulfametopirazina e sulfametoxazol.
 Os microorganismos sensíveis exigem a presença de PABA extracelular para a síntese de ácido fólico. As sulfonamidas podem entrar no lugar do PABA, competindo pela enzima diidropteroato sintetase e formando análogos não funcionais do ácido fólico. Em consequência, não ocorre crescimento dos microorganismos.
 AMOXICILINA
 Pertence ao grupo das penicilinas, tem a estrutura betalactâmica comum, detentora da atividade antibacteriana. O anel betalactâmico confere afinidade por enzimas - transpeptidases e carboxipeptidases, reconhecidas como proteínas ligadoras de penicilinas (PLPs) - que realizam a ligação de peptidoglicanos, último passo da síntese da parede bacteriana. Há acilação da enzima D-alanil-D-alanina transpeptidase, interrompendo a síntese e, consequentemente, a formação adequada da parede bacteriana, organela de resistência contra variações os molares.
 A parede malformada ocasiona lise da bactéria (ação bactericida) em meios de menor os molaridade, como são, em geral, os fluidos orgânicos. Inibição de PLPs também libera autolisinas que destroem a parede já existente. Seu espectro abrange muitas bactérias aeróbias Gram negativas, como enterobacteriáceas. O desenvolvimento de resistência, devido a uso intenso e continuado, diminuiu acentuadamente a eficácia inicial. É destruída por betalactamases.
PROF: Newton Mota
ALUNO: Raimundo Farias
DICIPLINA: Biologia geral