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SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................ 04 DESENVOLVIMENTO .................................................................................... 05 Materiais utilizados ................................................................................... 05 Etapas da coleta ....................................................................................... 06 Coleta de sangue venoso ......................................................................... 06 Tubos para coleta e sua sequência .......................................................... 08 FASES DE ANALISES LABORATORIAL ...................................................... 09 Fase Pré-analítica ..................................................................................... 09 Solicitação de exame ....................................................................... 09 Preparação do paciente ................................................................... 09 Coleta ............................................................................................... 09 Transporte ........................................................................................ 09 Fase analítica ............................................................................................. 10 Analise .............................................................................................. 10 Fluxo de dados ................................................................................. 10 Fase Pós analítica ..................................................................................... 10 Preparo do laudo do paciente .......................................................... 10 Impressão ou transmissão do laudo ................................................ 10 Recebimento do laudo ..................................................................... 11 CONCLUSÃO .................................................................................................. 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 13 INTRODUÇÃO Também conhecida como flebotomia, o processo de retirada de sangue, ainda é um dos procedimentos invasivos mais comuns e importantes na atenção de saúde. (OMS, 2015) A coleta de sangue é um procedimento rotineiramente utilizado em laboratórios de análises clinicas e alguns cuidados são essenciais tanto para com o paciente como para com a amostra a ser coletada. A coleta é realizada com agulhas e seringas estéreis e descartáveis ou por meio de tubos com vácuo, adaptados a agulhas estéreis, com ou sem anticoagulantes. O garrote deve permanecer o menor tempo possível no braço do paciente e a amostra deve ser acondicionada no tubo de ensaio de maneira que não ocorra hemólise da amostra. (ZAGO et al., 2001) Quanto a escolha do local onde será realizada a punção deve-se levar em conta alguns critérios importantes. Segundo Phillips (2001) ao selecionar o local deve-se evitar as veias lesadas, avermelhadas e inchadas, veias próximas de áreas previamente infectada, região de articulação e veia muito pequena para tamanho do cateter. Um simples exame de rotina é indicado que seja feito pelo menos uma vez ao ano, já que os exames de sangue, tem a capacidades de auxiliar no monitoramento de sua saúde e afastam o risco de doenças graves e complicações associadas. (TRINDADE, 2013) No presente relatório teve como objetivo mostrar como a pratica da Coleta sanguínea juntamente com seus cuidados ao paciente e seus Epi’s necessários. DESENVOLVIMENT0 No dia 08/05/2019 foi realizado na sala de Habilidades de Saúde, da Universidade Nilton Lins, a aula prática sob a orientação da professora Layssa Barroso sobre coleta sanguínea. 2.1. Materiais utilizados Epi’s Agulha Seringa Álcool 70% Algodão Garrote Canhão para coleta a vácuo Agulha (para o canhão) Scalp Braço artificial Descarpack Imagem 1: álcool 70% Imagem 2: Canhão e agulha Imagem 3: scalp Fonte: Labmed Equipamentos Fonte: Labmed Equipamentos Fonte: Labmed Equipamentos Imagem 4: Braço artificial Imagem 5: Algodão, seringas e agulhas, e descarpack Fonte: Wagner Viana Fonte: Wagner Viana 2.2. Etapas da coleta (coleta de sangue com seringa e agulha) 1- Coloque a agulha na seringa sem retirar a capa protetora, não toque na parte inferior da agulha; 2- Movimente o êmbolo e pressione-o para retirar o ar; 3- Ajuste o garrote e escolha a vela; 4- Faça a antissepsia do local da coleta com algodão umedecido em álcool a 70%. Não toque mais no local desinfetado; 5- Retire a capa da agulha e faça a punção; 6- Solte o garrote assim que o sangue começar a fluir na seringa; 7- Colete aproximadamente 10 ml de sangue 0u a quantidade suficiente para a realização do exame; 8- Oriente o paciente a pressionar com algodão a parte puncionada, mantendo o braço estendido, sem dobrá-lo; 9- Transfira o sangue para um tubo adequado ao tipo de exame (com anticoagulante), deixar escorra delicadamente o sangue pela parede do tubo. Este procedimento evita a hemólise da amostra; 10- Descarte a seringa no mesmo recipiente de descarte da agulha. 2.3. Coleta de sangue venoso O local mais adequado para a punção venosa está localizado na fossa cubital, onde apresenta um número maior de veias visíveis, mas caso não seja possível, sugere-se fazer em outros locais. A fossa cubital é a melhor escolha pois dá um maior conforto ao paciente, e é o local onde a sensação de dor é menor. Primeiramente, é feita a higienização das mãos do coletador e a utilização de luvas, para maior segurança, eliminando os riscos de contaminação, deve -se fazer a troca de luvas para cada paciente puncionado. Garrotear o braço do paciente, a quatro dedos acima da fossa cubital (no caso do braço), não excedendo o tempo máximo de 1 minuto. Com o dedo indicador, realizar uma palpação, isso auxilia na distinção entre veia e artéria. Feita a localização da veia mais calibrosa e proeminente, é feita a assepsia no devido local, utilizando um algodão umedecido com álcool 70 %, com movimentos de dentro para fora. Depois de feita a assepsia não se deve mais encostar no local da coleta. Pedir para o paciente fechar a mão, o que irá facilitar na localização do local apropriado para punção venosa. Introduzir a agulha em um ângulo de 45° e puncionar a veia, feito isso já se pode soltar o garrote, puxa-se o embolo no caso de estar usando uma seringa, até o sangue completar a quantidade desejada. Se coloca um algodão seco sobre o braço do paciente para a retirada da agulha, auxiliar o paciente a pressionar de leve, enquanto isso, é feito o manejo da colocação do sangue que está na seringa para os seus devidos tubos já identificados. Inverter o tubo de 8 a 10 vezes para que a amostra fiquei pronta. Fazer o curativo no braço do paciente. Imagem 6: Coleta venosa Fonte: https://kasvi.com.br/coleta-de-sangue-boas-praticas/ 2.4. Tubos para coleta e sua sequência Cada amostra deve ser coletada em tubo especifico, pois, cada tubo é um diferente tipo de análise. Quando há a solicitação de inúmeros exames, se deve ter o devido cuidado em coletar na sequência correta dos tubos, para que não ocorra contaminação dos aditivos de um tubo para outro. Imagem 7: Tubos para coleta e seus aditivos Fonte: https://kasvi.com.br/coleta-de-sangue-boas-praticas/ Imagem 8: Exemplo de sangue no tubo Imagem 9: Sequência de coleta com gel separador Fonte: https://kasvi.com.br/coleta-de-sangue-boas-praticas/ Fonte: https://kasvi.com.br/coleta-de-sangue -boas-praticas/ FASES DE ANALISES LABORATORIAL Fase Pré-analítica Solicitação do exame O processo para realização dos exameslaboratoriais inicia-se com o pedido de exame, feito geralmente durante a consulta médica. É necessário que o médico descreva corretamente a solicitação desejada. O maior número possível de informações, no pedido sempre ajuda na hora de realizar o exame. Preparação do paciente Esta etapa é de orientação e cuidado do paciente. Neste momento de pré-coleta o paciente deve receber todas as informações necessárias para a realização do exame e não se deve esperar que as orientações sejam dadas pelo médico, mas sim pelo laboratório. O paciente deve receber do laboratório informações sobre o tempo de jejum, a realização de exercícios físicos, o consumo de bebida alcoólica, dentre outras. Coleta A obtenção da amostra biológica se dá mais frequentemente pela coleta de sangue e pode ser o momento de maior tensão para o paciente. Os profissionais devem agir com cuidado e atenção. Seguir protocolos específicos de coletas auxilia na diminuição de erros que poderiam ocorrer nesta etapa. Caso falte algum dado necessário para o bom desempenho, deve-se sanar o problema ou adiar a coleta até que todas as informações estejam corretas. Transporte A última etapa da fase pré-analítica tem como primeiro passo o bom armazenamento do material coletado. Identificação e recipientes corretos evitam resultados alterados e também a perda do material. É importante utilizar maletas adequadas, veículos adaptados, controlar a relação tempo e temperatura a que é exposto o material, utilização de frascos adequados, tudo pensando na segurança e na preservação das boas condições do material biológico para análise. Fase analítica Analise Após o material coletado e devidamente preparado os laboratórios iniciam o processo de análise do material. Os profissionais da saúde devem ficar atentos e conhecer em profundidade os sistemas analíticos que empregam, os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) do equipamento e do método, além do método de controle adotado, como o controle estatístico dos processos. Apesar de a análise se basear muitas vezes em um sistema automatizado e que possui alta tecnologia, há necessidade da atuação do profissional, de fundamental importância para a garantia da qualidade dos resultados. Fluxo de dados Os resultados obtidos das amostras de pacientes serão cuidadosamente transportados para o computador, ou através da interface de SOFTWARE entre o analisador e o Sistema de Informática Laboratorial (SIL). Os resultados dos exames devem ser verificados e liberados por pessoal de nível superior: médicos, farmacêuticos, bioquímicos, biomédicos, antes de liberados para a fase seguinte. Se o programa de interface permite, ou o SIL, a liberação pode muitas vezes ser feita de forma eletrônica, de especial valor para o caso de processamento de grande número de amostras. Fase Pós analítica Preparo do laudo do paciente Uma vez que os resultados são aprovados e liberados, os dados são utilizados para a confecção do laudo. Esse processo é feito pelo Sistema de Informações Laboratoriais, que deve seguir a legislação vigente. Impressão ou transmissão do laudo Há um forte movimento para que a transmissão eletrônica do laudo supere a ainda bastante superior utilização da impressão do laudo. Aspectos da certificação digital estão em discussão e é provável a breve implantação de rigor nesse sentido para a transmissão eletrônica. Há muitas formas de tornar isso mais presente que atualmente, tornando mais ágil a chegada da informação para o médico. Num ambiente hospitalar essa prática é altamente recomendada, porque diminui o “TURN AROUND TIME – TAT” total, de especial valor nas urgências. Recebimento do laudo O destinatário dos resultados é o médico assistente, quem tem mais propriedade para lidar com a informação. Os profissionais de laboratórios são os provedores de informações obtidas nas análises, representadas pelos laudos. O laboratório clínico deve dispor de assessoria científica para esclarecer dúvidas ou até indicar repetições da análise. Por isso, há necessidade de guardar as amostras caso haja necessidade de repetição. Nesse momento, quanto maior a confiança do profissional de laboratório em seus resultados, mais significativa será a assessoria. CONCLUSÃO O resultado da aula prática de coleta sanguínea foi bastante satisfatório com a participação de todos os alunos. A realização da coleta foi feita no braço artificial, porem que seguiram as normas obrigatórias de segurança dentro do laboratório, onde alguns se saíram muito bem e outros tiveram um pouco mais de dificuldade, talvez por não conseguir enxergar as veias para pulsão. Mas apesar da experiência ter sido pequena, a aula trouxe conhecimentos importantes para uma boa e segura realização de como se deve proceder corretamente em uma coleta de sangue. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS PHILLIPS, D. L. Manual de Terapia Intravenosa. Porto Alegre: Artmed, 2001. ZAGO, M.A; FALCÃO, R.P; PASQUINI, R. Hematologia – Fundamentos e Prática. São Paulo, 2001. https://www.who.int/infection-prevention/publications/Phlebotomy-portuges_web.pdf http://www.qualichart.com.br/blog/3-fases-dos-exames-laboratoriais-fase-pre-analitica/ http://www.qualichart.com.br/blog/3-fases-dos-exames-laboratoriais-2-fase-analitica/ http://www.qualichart.com.br/blog/3-fases-dos-exames-laboratoriais-fase-pos-analitica/