Logo Passei Direto
Buscar
Material
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
I - Inquérito Policial 
 
1. Definição. É o procedimento administrativo, presidido pela autoridade policial que 
visa colher indícios de autoria e prova da materialidade da infração penal, para que 
possa ser proposta ação penal. 
2. Formas de instauração de inquérito (art. 5.º do CPP). 
3. Características do inquérito policial. 
a) escrito (art. 9.º do CPP); b) inquisitório; c) sigiloso (art. 20 do CPP) e Súmula 
Vinculante 14 - STF; d) dispensável (art. 12 do CPP); e) procedimento sem rito: 
4. Diligências (arts. 6.º e 7.º, do CPP). A lei prevê rol ilustrativo, sendo que a 
Autoridade Policial deverá realizar as diligências de acordo com a sua 
discricionariedade. 
5. Indiciamento (art. 6.º, V, VIII e IX, do CPP). É o ato que formaliza a suspeita 
sobre uma determinada pessoa. É composto pela qualificação, pelo interrogatório e pela 
averiguação da vida pregressa do suspeito. 
6. Trancamento. É o encerramento anômalo do inquérito policial, quando houver falta 
de justa causa ou extinção de punibilidade. 
7. Encerramento do inquérito policial. O encerramento do inquérito policial ocorre 
com a elaboração do relatório. 
Os autos são encaminhados ao Ministério Público, que poderá: a) promover o 
arquivamento; b) oferecer denúncia; c) requerer a realização de novas diligências. 
8. Prazos (art. 10, caput, do CPP). 
a) Regra (art. 10, caput, do CPP): 10 dias (preso) e 30 dias (solto) 
b) Justiça Federal: 15 dias (art. 66 da Lei 5.010/1966); 
c) Nova Lei de Drogas: 30 dias, no caso de indiciado preso, e 90 dias, se estiver solto. 
Ambos os prazos podem ser duplicado pelo juiz, ouvido previamente o Ministério 
Público, a pedido da autoridade policial (art. 56, § 2.º, da Lei nº 11.343/2006). 
 
2 
 
II- Ação Penal 
 
1. Definição. É o direito de invocar a prestação jurisdicional, levando ao conhecimento 
do Poder Judiciário, a ocorrência de um fato aparentemente criminoso, cujo objetivo é a 
aplicação da lei penal. 
2. Natureza jurídica. Híbrida. 
3. Condições da ação. 
a) genéricas; b) específicas. 
4. Espécies de ações penais. 
a) pública incondicionada; b) pública condicionada; c) de iniciativa privada; 
5. Princípios da ação penal. 
a) oficialidade; b) obrigatoriedade; c) indisponibilidade; d) indivisibilidade; e) 
intranscendência. 
6. Identificação da ação penal (art. 100, do CP). Em regra, a ação penal é pública 
incondicionada. As exceções são expressamente previstas em lei (exemplo: somente se 
procede mediante queixa = ação penal de iniciativa privada). 
7. Representação da vítima e Requisição do Ministro da Justiça (arts. 24, caput, 25 
e 39, caput, do CPP). São manifestações de vontade no sentido de que haja persecução 
criminal, nos crimes de ação penal pública condicionada. A representação deve ser 
oferecida até 6 (seis) meses após a data na qual se deu o conhecimento da autoria 
criminosa, sob pena de decadência. 
8. Denúncia (art. 41, do CPP). É a petição inicial da ação penal pública. Deve respeitar 
os seguintes requisitos: a) nome e qualificação das partes; b) descrição do fato 
criminoso e todas as suas circunstâncias; c) classificação jurídica do fato; e d) 
apresentação do rol de testemunhas. 
9. Queixa-Crime (arts. 24, caput, 31 e 44, do CPP). É a petição inicial da ação penal 
de iniciativa privada. Possui os mesmos requisitos da denúncia. Exige, ainda, que seja 
juntada procuração com poderes especiais (art. 44, do CPP). 
3 
 
 
III- Prisão em flagrante 
 
1. Conceito. É a prisão que decorre de uma situação de fato, referente ao momento no 
qual o crime ocorre ou acabou de acontecer. Independe da expedição do mandado de 
prisão, sendo que o controle judicial ocorre posteriormente. 
2. Iniciativa. Pode ser realizada por qualquer do povo, e deve ser realizada pela 
autoridade policial e seus agentes. 
3. Modalidades de prisão em flagrante. 
a) próprio; b) impróprio; c) presumido. 
4. Formalidades da prisão em flagrante. 
a) lavratura do auto de prisão em flagrante e remessa ao juiz, no prazo de 24 horas; 
b) entrega da nota de culpa ao preso, em 24 horas; 
c) comunicação imediata da prisão à família do preso ou pessoa por ele indicada; 
d) comunicação imediata da prisão ao juiz e ao membro do Ministério Público; 
e) se o preso não declinar o nome do seu advogado, deverão ser remetidas cópias à 
Defensoria Pública, no prazo de 24 horas. 
- outras espécies. 
5. Remessa do auto de prisão em flagrante ao juiz. 
O juiz, ao receber o auto de prisão em flagrante, deverá de modo fundamentado, relaxar 
a prisão ilegal, conceder liberdade provisória ou ainda converter a prisão em flagrante 
em preventiva, quando presentes os requisitos previstos no art. 312, do CPP e se 
revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão (art. 
319, do CPP). 
6. Relaxamento de prisão em flagrante. Deixaram de ser observadas as formalidades 
exigidas em lei. 
7. Liberdade provisória. A prisão em flagrante é formalmente legal, porém 
desnecessária. 
4 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
 
Situação problema 
 
João foi preso em flagrante delito, pela suposta prática do crime de furto qualificado (artigo 155, 
§ 4º, III, do CP). Você foi procurado por familiares do preso, os quais lhe informaram que João 
encontra-se detido há mais de 24 (vinte e quatro) horas, sem que a nota de culpa tivesse sido a 
ele apresentada. Você verificou também que o auto de prisão em flagrante ainda não foi 
encaminhado ao juízo competente. Não existe, portanto, qualquer decisão que converta a prisão 
em flagrante em preventiva. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem 
ser inferidas pelo caso concreto acima, na qualidade de advogado de João, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, questionando, em juízo, 
eventuais ilegalidades praticadas, alegando para tanto toda a matéria de direito pertinente ao 
caso. 
5 
 
PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Departamento de Inquéritos Policiais 
da Capital - D.I.P.O. 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital. 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Capital. 
(crimes da competência do júri). 
 
 (10 linhas) 
 
“A”, nacionalidade, estado civil, profissão, 
residente na rua........, nº,... nesta Capital, por seu advogado que esta subscreve (doc. 01), 
vem, à presença de Vossa Excelência com fulcro no artigo 5º LXV da Constituição 
Federal, expor e requerer o que segue: 
 
 (narrar o problema) 
 
 Referida prisão constitui coação ilegal 
contra o Requerente....... 
 
Conforme entendimento predominante na 
Jurisprudência: "..........................." 
 
Diante de todo o exposto, vem requerer o 
Relaxamento da Prisão em Flagrante, a expedição do alvará de soltura em seu favor em 
favor do Requerente, para que assim se faça unicamente JUSTIÇA. 
 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
 
 
São Paulo,...de ..........de 
 
_____________________________ 
OAB/SP - nº. 
 
 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
 Curso de Estágio Profissional de Advocacia – CEPA 
 
 
Sumário: Queixa-crime 
 
AÇÃO PENAL PRIVADA 
 
1) Introdução 
1.1) Sujeito ativo e passivo 
1.2)Peça inicial (queixa-crime) 
1.3) Espécies 
a) Ação privada propriamente dita 
b) Ação privada personalíssima (CP, art. 236, parágrafo unico) 
c) Ação privada subsidiária da pública 
 
2) Princípios específicos da ação privada 
2.1) Princípio da oportunidade ou conveniência 
2.2) Princípio da disponibilidade da ação 
2.3) Princípio da indivisibilidade 
 
3) Prazo 
3.1) 06 meses (CPP, art. 38) 
3.2) Descobrimento da autoria 
 
4) Atuação do Ministério Público 
4.1) Custos legis 
4.2) Possibilidade de aditamento (CPP, art. 45) 
4.3) Denúncia substitutiva da queixa 
4.4) Faculdade recursal 
 
5) Decadência 
5.1) Conceito 
5.2) Momento processual 
5.3) Prazo (CP, art. 103 e CPP, art. 38) 
 
6) Perempção 
6.1) Conceito 
6.2) Hipóteses (CPP, art. 60) 
a) Inércia do querelante 
b) Inércia dos legitimados 
c) Desídia do querelante 
d) Pessoa jurídica 
2 
 
 
7) Renúncia 
7.1) Conceito 
7.2) Limite temporal 
7.3) Pluralidade de vítimas 
7.4) Extensão (CPP, art. 49) 
7.5) Espécies 
a) Expressa 
b) Tácita 
7.6) Possibilidade em ação penal pública condicionada (Lei nº 9.099/95, art. 74) 
 
8) Perdão do ofendido 
8.1) Conceito 
8.2) Limite temporal 
8.3) Pluralidade de querelantes 
8.4) Extensão (CPP, art. 51) 
8.5) Espécies 
a) Processual 
b) Extraprocessual 
 
9) Ação penal privada subsidiária da pública 
9.1) Inércia do Ministério Público (CP, art. 100, § 3º) 
9.2) Prazo 
9.3) Impossível a decadência (CPP, art. 29) 
 
10) Procedimento 
10.1) Requisitos da queixa-crime (CPP, art. 41) 
10.2) Possibilidade de queixa oral (Lei nº 9.099/95, art. 77, § 3º) 
10.3) Procuração com poderes especiais (CPP, art. 44) 
10.4) Rejeição e recebimento (CPP, arts. 395 e 396) 
10.5) Crimes contra a honra (CPP, art. 520) 
10.6) Custas processuais (Lei Estadual nº 11.608/03, art. 4º, § 9º, b) 
 
3 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
 Curso de Estágio Profissional de Advocacia – CEPA 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
 
Espécie de Peça: QUEIXA-CRIME 
Texto do Enunciado: Ricardo Mendes, ao tomar conhecimento do relacionamento amoroso que 
sua esposa mantinha com Matheus Costa, diretor de uma grande empresa multinacional, decide 
tomar atitude para mostrar aos dois que não poderiam brincar com ele. Dirige-se até a residência 
de Matheus e, munido de uma marreta, destrói o seu veículo Ferrari. Entrementes, o fato foi 
presenciado pelos vizinhos de Matheus, Ana Florinda e Adalberto Galero. Desse modo, 
cientificado do ocorrido pelos vizinhos, Matheus foi à Delegacia de Polícia e requereu a 
instauração de inquérito policial. Ao final das investigações, restou comprovada a materialidade 
do crime, do qual resultou um considerável prejuízo de cerca de R$ 800.000,00 (oitocentos mil 
reais) para Matheus, bem como a autoria de Ricardo. Como advogado de Matheus Costa, atue 
em prol do constituinte. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: artigos 100, § 2º, e 167, do Código Penal; artigo 
30, do Código de Processo Penal 
Fundamentação Jurídica do Pedido: artigo 163, inciso IV, do Código Penal 
 
4 
 
 
QUEIXA-CRIME 
 
Inicial Acusatória: peça apresentada pelo Querelante nas ações penais privadas. 
 
Regra geral - artigo 103 do Código Penal – 6 meses contados do conhecimento da autoria do 
crime. 
___________________________________________________________________________ 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital. 
 
(10 linhas) 
 
“A”, nacionalidade, estado civil, profissão, 
residente na rua ............, n.º .., nesta Capital, por seu advogado e procurador que esta subscreve 
(doc. 01), vem, com fulcro nos artigos 41 e 44 do Código de Processo Penal, oferecer 
QUEIXA-CRIME, contra “B”, nacionalidade, estado civil, profissão, residente na 
rua.............. n.º..., nesta Capital, pelas razões a seguir aduzidas: 
 
(2 linhas) 
 
I – O Querelante (narrar o problema). 
 
II- Com efeito, o Querelado praticou.... 
 
 
 Diante de todo exposto, vem requerer seja 
recebida a presente Queixa-Crime, para que ao final o Querelado seja condenado pelo crime 
previsto no artigo ____ do Código Penal, requerendo, ainda, a citação do mesmo, e a 
notificação das testemunhas abaixo arroladas, por ser medida de Justiça. 
 
 
Rol de Testemunhas: 
 
1) ........................ 
2) ........................ 
3) ........................ 
 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
 
São Paulo,...de ...........de 
 
_____________________________ 
OAB/SP. nº 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PARTE I – PARTE TEÓRICA 
 
1. Procedimento. Conceito e espécies. 
 
É o conjunto de atos encadeados que visa um resultado final no curso do processo 
(sentença). 
 
São dois os tipos de procedimentos: 
a) comuns: ordinário, sumário e sumaríssimo; 
b) especiais: outros procedimentos (exemplos: júri, crimes contra honra, crimes da 
responsabilidade de funcionários públicos, Lei de Drogas, etc). 
 
2. Fixação do procedimento no caso concreto. 
 
Caso haja previsão de procedimento especial, deve este ser adotado, tal como 
ocorre no caso do tráfico de drogas (artigo 54 e seguintes, da Lei nº 11.343/06). 
 
Inexistindo procedimento específico, deve ser observado o artigo 394, do CPP, que 
cuida da fixação dos procedimentos comuns. Deve ser levada em conta sempre a pena 
máxima prevista no tipo penal (em abstrato). Vejamos: 
 
a) pena máxima maior ou igual a 4 anos: procedimento ordinário; 
b) pena máxima menor que 4 e maior que 2: procedimento sumário; 
c) infrações penais de menor potencial ofensivo (contravenções penais e crimes 
cuja pena máxima é menor ou igual a 2): procedimento sumaríssimo. 
 
As agravantes e atenuantes que porventura incidam no caso concreto não são 
consideradas para a fixação do procedimento ao caso concreto. 
 
Já as causa de aumento e de diminuição serão contabilizadas: as causas de aumento 
devem ser utilizadas no limite máximo, enquanto que as causas de diminuição devem 
incidir no mínimo. Desta forma, obteremos sempre a pena máxima em abstrato. 
 
3. Procedimento ordinário. 
a) oferecimento da denúncia; 
b) recebimento da denúncia; 
c) citação; 
d) resposta à acusação; 
e) conclusão: apreciação do pedido de absolvição sumária; 
f) audiência de instrução, debates e julgamento (caso não tenha sido deferido o 
pedido de absolvição sumária). 
 
4. Procedimento sumário 
Comparação com o procedimento ordinário. 
 
2 
 
5. Procedimento sumaríssimo 
Contravenções penais e crimes de menor potencial ofensivo. 
Lei 9.099/95 – artigo 60 e seguintes da Lei. 
 
 
6. Procedimento do júri 
a) procedimento bifásico; 
b) primeira fase: juízo de admissibilidade; 
c) segunda fase: juízo de mérito. 
 
 
 
Obs. Os alunos terão uma aula sobre Júri e outra aula sobre o procedimento sumaríssimo.
3 
 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PARTE II – QUESTÃO PRÁTICA 
 
João foi denunciado como incurso no artigo 155, caput, do Código Penal, perante a 1ª 
Vara Criminal da Comarca de São Paulo. Consta dos autos que teria subtraído três pães 
e um pote de manteiga, de uma famosa rede de supermercados, em data de 15/07/2016. 
Esta versão foi apresentada por João, durante seu interrogatório realizado na fase 
policial. Afirmou que estava com muita fome e quenão se alimentava desde 
12/07/2016, em razão de dificuldades financeiras. Os policiais militares disseram que 
ele teria confessado informalmente a eles a autoria do delito, apresentando a 
justificativa de que estava faminto e que os bens subtraídos serviriam de alimento a ele. 
João foi preso em flagrante delito. Após a audiência de custodia foi posto em liberdade. 
O MP ofereceu a denuncia e o juiz recebeu e ordenou a citação de João nos termos do 
artigo 396 CPP. 
 
Questão: Como advogado de João, tome a medida judicial cabível, uma vez que prazo 
está fluindo. 
 
Roteiro para elaboração da peça processual: 
 
Crime; 
 
Ação penal; 
 
Procedimento; 
 
Peça processual 
 
Fundamento legal da peça; 
 
Competência; 
 
Endereçamento; 
 
Teses e fundamento legal; 
 
Pedido; 
 
Particularidades. 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ....Vara Criminal da Capital. 
 
 
 
 
 
 
Processo nº....... 
 
“A”, já qualificado nos autos do processo 
crime, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado que esta subscreve (doc.01), vem, 
com fulcro no artigo 396A do Código de Processo Penal, oferecer sua RESPOSTA À 
ACUSAÇÃO, pelas razões de fato e direito a seguir aduzidas: 
 
O Réu (narrar o problema) 
 
 
 Com efeito, (redigir com suas palavras) 
 
 
Conforme entendimento predominante na 
doutrina: "................................" 
 
 
Diante de todo o exposto, postula-se a 
absolvição do Réu, com fulcro no artigo 397, ...... do Código de Processo Penal, para que 
assim se faça unicamente JUSTIÇA. 
 
 
 
São Paulo,...de ..........de 
 
 
_____________________________ 
OAB/SP. nº 
 
 
 
Rol de testemunhas: 
1) Nome, qualificação completa 
2) Nome, qualificação completa 
3) Nome, qualificação completa 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS 
 
1) PREVISÃO 
a) CF, art. 98, I 
b) Lei nº 9.099/95 
 
2) INFRAÇÕES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO (art. 61) 
 
3) PRINCÍPIOS 
3.1) EXPLÍCITOS 
3.1.1) Oralidade 
3.1.2) Simplicidade 
3.1.3) Informalidade 
3.1.4) Economia processual 
3.1.5) Celeridade 
3.2) IMPLÍCITOS 
3.2.1) Reparação dos danos (art. 74) 
3.2.2) Aplicação de pena não privativa de liberdade (art. 76) 
 
4) COMPETÊNCIA (art. 63) 
4.1) Distinção entre crimes comuns (art. 70, caput, do CPP) 
4.2) Conexão e continência 
 
5) PROCEDIMENTO 
5.1) FASE PRELIMINAR 
5.1.1) Termo circunstanciado (art. 69) 
5.1.2) Composição civil 
5.1.3) Transação Penal 
 
6) RITO SUMARÍSSIMO 
a) Denúncia ou queixa oral (art. 77, caput, e § 3º) 
b) Citação (art. 78, caput, e § 1º) 
c) Nova oportunidade para conciliação (art. 79) 
d) Defesa preliminar 
e) Recebimento da denúncia ou queixa 
f) Instrução e julgamento 
 
7) RECURSOS 
a) Homologação de composição civil (irrecorrível – art. 74, caput) 
b) Decisão homologatória de transação penal (art. 76, § 5º) 
2 
 
c) Rejeição da denúncia ou queixa (art. 82) 
d) Sentença (art. 82) 
 
8) SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO 
8.1) Natureza 
8.2) Distinção entre o sursis 
8.3) Requisitos (crimes ou contravenções) 
8.3.1) Pena mínima igual ou inferior a 1 ano 
8.3.2) Não estar sendo processado por outro crime 
8.3.3) Não ter sido condenado por outro crime 
8.3.4) Demais requisitos que autorizam o sursis (art. 77) 
8.4) Iniciativa 
8.5) Aceitação 
8.6) Condições e efeitos 
8.7) Revogação 
8.7.1) Obrigatória (art. 89, § 3º) 
8.7.2) Facultativa (art. 89, § 4º) 
8.8) Extinção da punibilidade 
 
3 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
Situação Problema: 
 
Leonardo praticou crime de lesão corporal leve no dia 25.09.2014. Diante desta circunstância, 
foi elaborado termo circunstanciado, o qual foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal da 
respectiva Comarca. A audiência de composição civil foi realizada em 25.03.2015 e restou 
infrutífera, face à negativa de acordo entre as partes, as quais se achavam devidamente 
acompanhadas de seus advogados. A vítima não havia oferecido representação e também não se 
pronunciou acerca do disposto no art. 75, da Lei nº 9.099/95. Na mesma audiência, foi efetuada 
proposta de transação penal a Leonardo, consistente no pagamento de multa no valor de 10 
(dez) salários mínimos. Quando da propositura da transação penal, o Promotor de Justiça e o 
Juiz de Direito foram taxativos ao afirmar para o autor dos fatos que a melhor opção naquele 
momento seria a aceitação da proposta. Por conta destas afirmações, Leonardo sentiu-se 
intimidado e, mesmo sem a intenção de fazê-lo, acabou aceitando os termos, por medo de 
eventuais represálias. A decisão homologatória da transação penal foi publicada na própria 
audiência, saindo as partes devidamente intimadas. O(A) advogado(a) de Leonardo, atento(a) 
tão somente às informações descritas no texto, deve apresentar o recurso cabível à impugnação 
da decisão, respeitando as formalidades legais e desenvolvendo, de maneira fundamentada, as 
teses defensivas pertinentes. O recurso deve ser datado com o último dia cabível para a 
interposição. 
 
4 
 
 
APELAÇÃO 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ....Vara do Juizado Especial Criminal 
da Capital. 
 
 
 
 
 
 
 
Processo nº...... 
 
 
“A”, já qualificado nos autos do processo 
crime, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado que esta subscreve, vem, com 
fulcro no artigo 82 da Lei 9.9099/95, não se conformando com a respeitável sentença, 
tempestivamente interpor recurso de APELAÇÃO, com suas inclusas razões. 
 
 
 
Termos em que, 
Pede Deferimento. 
 
 
 
São Paulo,...de ...........de 
 
______________________________ 
OAB/SP- nº. 
 
 
 
5 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
APELANTE: “A” 
APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA 
PROCESSO Nº....... 
 
 
 
 
É imperativa a reforma da respeitável 
sentença condenatória proferida contra o apelante, pelas razões a seguir aduzidas: 
 
(2 linhas) 
 
 (copiar o problema substituindo “A” por 
Apelante). 
 
(2 linhas) 
 
 Com efeito,.........(redigir com suas 
palavras) 
 
 
 
Conforme entendimento predominante na 
jurisprudência: "..................” 
 
Diante de todo o exposto, postula-se seja 
dado provimento ao recurso, decretando-se a absolvição do Apelante, por ser medida de 
JUSTIÇA. 
 
 
 
 
São Paulo,...de .............de 
 
 
______________________________ 
OAB/SP. nº 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS 
UNIDAS 
 
FMU 
 
 
CURSO DE DIREITO 
CEPA – 2018 
DIREITO PENAL 
PRÁTICA JURÍDICA – PENAL 
Professor: EDSON NALON SILVA 
 
Introdução 
1. Regras de Redação 
Clareza, utilizando da linguagem técnico-jurídica, ex. utilizar frases curtas, tipo 
de letra, coerência/harmonia entre o apresentado e o pedido, concisão; 
2. Composição 
1º Passo: identificar a peça, lançar as ideias, fatos, datas tudo que você tiver, 
neste momento não se preocupe com os erros. 2º Passo - Correção, nessa 
segunda fase você irá se preocupar com a escrita, os erros (utilize um bom 
dicionário), organize as ideias, use seu conhecimento.3. A lei utilizada deve ser citada, pelo nº e data, ex: Lei nº 11.343, de 23 de 
agosto de 2006. 
4. Uso do Vocativo: Vocativo é uma forma de interpelação da autoridade. Para 
se referir à autoridade na petição, deve-se adequadar o tratamento. Ex. 
Promotor, Juiz de Direito e Desembargador são tratados como “Excelência”, 
por isso, em uma petição, dizemos: “Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de 
Direito da __ Vara __ da Capital. 
5. Emprego de Expressões Latinas: É uma pratica comum o uso de expressões 
latinas no Direito, em acórdãos, pareceres e petições, contudo, seu uso deve 
ser comedido, sempre em itálico. 
6. Folhas: Seja no inquérito policial, seja no processo, não se fala em “página”, 
deverá sempre utilizar-se da expressão “folha” ou “folhas”, podendo ser 
abreviado “fl” ou “fls”. Ex. “a fls.35”. 
Procedimento: Conceito e Espécies 
“Procedimento é o conjunto de atos que visa um resultado final no curso do 
processo” 
É importante identificar qual o procedimento será adotado para saber a 
sequência e as peças que deverão ser confeccionadas em um Processo Crime. 
O Procedimento pode ser “Comum” ou “Especial”: 
Para saber se o Procedimento é comum ou especial devemos adotar o sistema 
de “eliminação”, ou seja, primeiro verificamos se o Procedimento não é 
“Especial”. 
 
O Procedimento será especial quando se tratar de crime de competência do: 
1. Tribunal do Júri – todos os crimes contra a vida quando praticados 
dolosamente; (CF, art. 5º, inc. XXXVIII). 
2. JECrim – de acordo com a Lei 9.099/05, art. 61, crimes cuja pena máxima 
não exceda 2 anos e todas as Contravenções Penais; 
3. Crimes de Drogas – Lei 11.343/06; 
4. Rito Especial do Funcionário Público, art. 513 do CPP; 
5. Crimes Contra a Honra – Calúnia e Injúria, art. 519 e seguintes do CPP. 
 
Não sendo especial o Rito, o Procedimento será comum (Ordinário, Sumário ou 
sumaríssimo) – art. 394 do CPP. 
 Ordinário: crimes cuja pena máxima seja igual ou superior a 4 anos; 
 Sumário: crimes cuja pena máxima seja superior a 2 anos e menor que 4 
anos (art. 531 do CPP). 
 Sumaríssimo: Crimes de menor potencial ofensivo (todas as 
Contravenções Penais e os crimes cuja pena máxima não ultrapasse 2 anos). 
 
 
 
 
 
Procedimento Comum 
Fluxograma 
Art. 41 do CPP - Denúncia 
Art. 395 do CPP - Rejeição 
Art. 82 da Lei 9.099/95 – Apelação JECrim 
Art. 105 II a da CF – Rec. Ordinário Constitucional ROC 
Art. 396 e 396A do CPP – Resposta à Acusação 
Art. 397 do CPP – Absolvição Sumária 
Art. 386 - Absolvição 
 
PARTE II – QUESTÃO PRÁTICA 
João foi denunciado como incurso no artigo 155, caput, do Código Penal, 
perante a 1ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo. Consta dos autos que 
teria subtraído três pães e um pote de manteiga, de uma famosa rede de 
supermercados, em data de 15/07/2016. Esta versão foi apresentada por João, 
durante seu interrogatório realizado na fase policial. Afirmou, que estava com 
muita fome e que não se alimentava desde 12/07/2016, em razão de 
dificuldades financeiras. Os policiais militares disseram que ele teria 
confessado informalmente a eles a autoria do delito, apresentando a 
justificativa de que estava faminto e que os bens subtraídos serviriam de 
alimento a ele. João foi preso em flagrante delito. Após a audiência de custodia 
foi posto em liberdade. O MP ofereceu a denuncia e o juiz recebeu e ordenou a 
citação de João nos termos do artigo 396 CPP. 
Art. 396 – Resposta à Acusação 
Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, 
se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenará a citação do acusado 
para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias. 
(Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008). 
 Parágrafo único. No caso de citação por edital, o prazo para a defesa 
começará a fluir a partir do comparecimento pessoal do acusado ou do 
defensor constituído. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008). 
Art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o 
que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as 
provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua 
intimação, quando necessário. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
 § 1o A exceção será processada em apartado, nos termos dos arts. 95 a 
112 deste Código. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
 § 2o Não apresentada a resposta no prazo legal, ou se o acusado, citado, 
não constituir defensor, o juiz nomeará defensor para oferecê-la, concedendo-
lhe vista dos autos por 10 (dez) dias. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
Questão: 
Como advogado de João, tome a medida judicial cabível, uma vez que prazo 
está fluindo. 
Roteiro para elaboração da peça processual: 
Crime; 
Ação penal; 
Procedimento; 
Peça processual 
Fundamento legal da peça; 
Competência; 
Endereçamento; 
Teses e fundamento legal; 
Pedido; 
Particularidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ....Vara Criminal da Capital. 
Processo nº....... 
 
 
“A”, já qualificado nos autos do processo crime, que lhe move a Justiça 
Pública, por seu advogado que esta subscreve (doc.01), vem, com fulcro no 
artigo 396A do Código de Processo Penal, oferecer sua RESPOSTA À 
ACUSAÇÃO, pelas razões de fato e direito a seguir aduzidas: 
O Réu (narrar o problema) 
 
Com efeito, (redigir com suas palavras) 
Conforme entendimento predominante na doutrina: 
"................................" 
Diante de todo o exposto, postula-se a absolvição do Réu, com fulcro 
no artigo 397, ...... do Código de Processo Penal, para que assim se faça 
unicamente JUSTIÇA. 
 
 
São Paulo,...de ..........de 
_____________________________ 
OAB/SP. nº 
 
Rol de testemunhas: 
1) Nome, qualificação completa 
2) Nome, qualificação completa 
3) Nome, qualificação completa 
 
 
 
 
Art. 397 – Absolvição Sumária 
Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o 
juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar: (Redação dada 
pela Lei nº 11.719, de 2008). 
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato; (Incluído pela 
Lei nº 11.719, de 2008). 
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, 
salvo inimputabilidade; (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou (Incluído pela Lei 
nº 11.719, de 2008). 
IV - extinta a punibilidade do agente. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
Art. 386. O juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva, 
desde que reconheça: 
I - estar provada a inexistência do fato; 
II - não haver prova da existência do fato; 
III - não constituir o fato infração penal; 
IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; (Redação 
dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
V – não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal; (Redação 
dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
VI – existirem circunstâncias que excluam o crime ou isentem o réu de pena 
(arts. 20, 21, 22, 23, 26 e § 1º do art. 28, todos do Código Penal), ou mesmo se 
houver fundada dúvida sobre sua existência; (Redação dada pela Lei nº 
11.690, de 2008) 
VII – não existir prova suficiente para a condenação. (Incluído pela Lei nº 
11.690, de 2008) 
Parágrafo único. Na sentença absolutória, o juiz: 
I - mandará, se for o caso, pôr o réu em liberdade; 
II – ordenará a cessação das medidas cautelares e provisoriamenteaplicadas; 
(Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
III - aplicará medida de segurança, se cabível. 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
Sumário: Memoriais 
 
DAS PROVAS EM ESPÉCIE 
 
1) INTERROGATÓRIO 
1.1) Conceito 
1.2) Natureza jurídica 
1.3) Características 
1.4) Videoconferência 
1.5) Fases 
1.6) Confissão 
 
2) OFENDIDO 
2.1) Sujeito passivo 
2.2) Obrigatoriedade da oitiva 
2.3) Preservação da intimidade 
2.4) Valor probatório da palavra da vítima 
2.5) Condução coercitiva e desobediência 
2.6) Comunicações ao ofendido 
 
3) TESTEMUNHAS 
3.1) Classificação 
a) Diretas 
b) Indiretas 
c) Próprias 
d) Impróprias 
e) Numerárias 
f) Informantes 
g) Referidas 
 
3.2) Testemunhas numerárias 
a) Rito Ordinário; 
b) Rito Sumário; 
c) Plenário do Júri; 
d) Rito Sumaríssimo (Lei nº 9.099/95); 
e) Vítima, testemunhas referidas, vários réus, várias infrações penais, pessoas que 
nada sabem sobre o caso (art. 209, § 2º). 
 
3.3) Características 
a) Obrigação de depor 
b) Proibição de depor 
c) Deputados e Senadores 
d) Judicialidade 
e) Objetividade 
f) Oralidade Individualidade 
 
3.4) Colheita do depoimento 
a) Oral (exceção, art. 221, § 1º) 
2 
 
b) Sistema cross examination (art. 212) 
c) Estenotipia ou gravação magnética 
d) Redução à termo (fidelidade – art. 215) 
e) Indeferimento de perguntas 
f) Precatória e rogatória (STJ, Súmula 273) 
g) Pessoas impossibilitadas de comparecer em Juízo (art. 220) 
h) Agendamento prévio de local, dia e hora para depor (art. 221 e LONMP); 
i) Inquirição por videoconferência; 
j) Retirada do réu da sala de audiências; 
k) Condução coercitiva e desobediência (arts. 218 e 219); 
l) Requisição do militar (art. 221, § 2º); 
m) Nomeação de intérprete (art. 223) 
 
4) RECONHECIMENTO (PESSOAS E COISAS) 
4.1) Reconhecimento de pessoas (art. 226): 
a) Descrever a pessoa a ser reconhecida; 
b) Pessoas semelhantes ao lado do suspeito; 
c) O reconhecedor não deve ser visto pelo suspeito, em caso de eventual 
intimidação; 
d) Lavratura do auto de reconhecimento. 
 
4.2) Reconhecimento de objeto (art. 227) 
4.3) Reconhecimento fotográfico 
4.4) Várias pessoas chamadas a efetuar reconhecimento 
 
5) ACAREAÇÃO 
5.1) Conceito 
5.2) Pressupostos 
5.3) Sujeitos 
a) Entre acusados; 
b) Entre acusado e testemunha; 
c) Entre testemunhas; 
d) Entre acusado ou testemunha e ofendido; 
e) Entre ofendidos. 
 
6) PROVA DOCUMENTAL 
6.1) Conceito 
a) Documento em sentido amplo 
b) Documento em sentido estrito 
 
6.2) Espécies 
a) Instrumento 
b) Documento público 
c) Documento particular 
 
6.3) Eficácia probante 
a) Autêntico 
b) Veraz 
 
6.4) Produção da prova documental 
a) Espontânea 
b) Provocada (art. 234) 
3 
 
c) Momento processual 
 
6.5) Generalidades 
a) Documento redigido em idioma estrangeiro (art. 236); 
b) Documento obtido por meio ilícito; 
c) Restituição do documento (art. 238); 
d) Cópias do original (art. 232, parágrafo único).; 
e) Psicografia como meio de prova. 
 
7) INDÍCIOS 
7.1) Conceito (art. 239) 
7.2) Indução 
7.3) Valor 
 
8) BUSCA E APREENSÃO 
8.1) Conceito 
8.2) Oportunidade 
8.3) Busca domiciliar (art. 240, § 1º) 
8.4) Regras para a busca e apreensão 
a) Flagrante delito, socorro à vítima, consentimento do morador; 
b) Durante o dia, por determinação judicial; 
c) Formalidades do mandado de busca e apreensão (art. 243); 
d) Recalcitrância do morador (art. 245, § 3º); 
e) Ausência do morador (art. 245, § 4º). 
8.5) Busca pessoal (art. 240, § 2º) 
 
 
 
4 
 
 FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
Espécie de Peça: MEMORIAIS 
Daniel é filho de Rita, empregada doméstica que trabalha na residência da família 
Souza. Ao tomar conhecimento, por meio de sua mãe, que os donos da residência 
estariam viajando para comemorar a virada de ano, vai até o local e subtrai o veículo 
automotor dos patrões de sua genitora, pois queria fazer um passeio com sua namorada. 
Desde o início, contudo, pretende apenas utilizar o carro para fazer um passeio pelo 
quarteirão e, depois, após encher o tanque de gasolina novamente, devolvê-lo no mesmo 
local de onde o subtraiu, evitando ser descoberto pelos proprietários. Ocorre que, 
quando foi concluir seu plano, já na entrada da garagem para devolver o automóvel no 
mesmo lugar em que o havia subtraído, foi surpreendido por policiais militares, que, 
sem ingressar na residência, perguntaram sobre a propriedade do bem. Ao analisarem as 
câmeras de segurança da residência, fornecidas pelo próprio Daniel, perceberam os 
agentes da lei que ele havia retirado o carro sem autorização do verdadeiro proprietário. 
Foi, então, Daniel denunciado pela prática do crime de furto simples, destacando o 
Ministério Público que deixava de oferecer proposta de suspensão condicional do 
processo por não estarem preenchidos os requisitos do artigo 89, da Lei nº 9.099/95, 
tendo em vista que Daniel responde a outra ação penal pela prática do crime de porte de 
arma de fogo. A denúncia foi recebida pelo juízo competente, qual seja da 1ª Vara 
Criminal da Comarca de Florianópolis. Os fatos acima descritos são integralmente 
confirmados durante a instrução, sendo certo que Daniel respondeu ao processo em 
liberdade. Foram ouvidos os policiais militares como testemunhas de acusação, e o 
acusado foi interrogado, confessando que, de fato, utilizou o veículo sem autorização, 
mas que sua intenção era devolvê-lo, tanto que foi preso quando ingressava na garagem 
dos proprietários do automóvel. Após, foi juntada a Folha de Antecedentes Criminais de 
Daniel, que ostentava apenas aquele processo pelo porte de arma de fogo, que não tivera 
proferida sentença até o momento, o laudo de avaliação indireta do automóvel e o vídeo 
da câmera de segurança da residência. O Ministério Público, em sua manifestação 
derradeira, requereu a condenação nos termos da denúncia. A defesa de Daniel é 
intimada em 17 de agosto de 2017, sexta feira. Com base nas informações acima 
expostas e naquelas que podem ser inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, 
excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do prazo para interposição, 
sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: artigo 403, § 3º, do Código de Processo 
Penal. 
Fundamentação Jurídica do Pedido: artigo 386, III, do Código de Processo Penal; artigo 
65, inciso III, alínea “d”, do Código Penal; Súmula 444, do Superior Tribunal de 
Justiça. 
 
 
5 
 
MEMORIAIS 
 
 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da......Vara Criminal da Capital. 
 
 
 
 
 
 
Processo nº....... 
 
“A”, já qualificado nos autos do 
processo crime, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado que esta subscreve, 
vem, com fulcro no artigo 403 § 3º, do Código de Processo Penal, oferecer seus 
MEMORIAIS, pelas razões de fato e direito a seguir aduzidas: 
 
O Réu (narrar o problema) 
 
 
 Com efeito, (redigir com suas palavras) 
 
 
Conforme entendimento predominante 
na doutrina.............................. 
 
 
Diante de todo o exposto, postula-se a 
absolvição do Réu, com fulcro no artigo 386..... do Código de Processo Penal, para que 
assim se faça unicamente JUSTIÇA.São Paulo,...de ..........de 
 
 
_____________________________ 
OAB/SP. nº 
 
 
 1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
 
Curso de Estágio Profissional de Advocacia – CEPA 
 
 
TRIBUNAL DO JÚRI - Artigo 406 a 497 do CPP. 
 
Serão levados ao Tribunal do Júri os crimes dolosos contra a vida na sua forma tentada 
ou consumada: - HISA - homicídio, infanticídio, induzimento, instigação ou auxilio ao 
suicídio e aborto - Artigo 121 a 128 Código Penal. 
 
Art. 5º da Constituição Federal 
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
(....) 
XXXVIII - e reconhecida à instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, 
assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;” 
 
O tribunal do Júri será dividido em duas partes distintas, primeira fase instrução 
preliminar semelhante ao rito ordinário, segunda fase plenário rito especial. 
 
1. Procedimento bifásico: O procedimento do júri apresenta atualmente duas etapas: o juízo de 
formação da culpa e o juízo de mérito. 
 
2. Juízo de formação da culpa: É iniciado com o recebimento da denúncia, desde que o juiz 
não a tenha rejeitado liminarmente nos termos do art. 395 CPP. Recebida a denúncia, o juiz 
ordenará a citação do acusado para a apresentação de resposta preliminar ou defesa preliminar 
que antecederá a instrução. Não apresentada a resposta no prazo, ou se o acusado citado não 
nomear defensor, o juiz nomeará um advogado dativo para representa-lo, dando-lhe vista dos 
autos por 10 dias (arts. 396
 
A e 408, CPP). 
 
Apresentada a resposta preliminar o juiz ouvirá o Ministério Público sobre preliminares e 
documentos no prazo de 05 dias, (art. 409, CPP). 
 
Após, o juiz designará a audiência de instrução para realizar-se no prazo máximo de 10 dias. 
Na audiência, primeiro serão ouvidas as declarações da vítima, depois serão inquiridas as 
testemunhas, primeiro as de acusação, depois as de defesa. Em seguida passa-se aos 
esclarecimentos dos peritos (atendido o disposto no art. 411, § 1º, CPP), às acareações e ao 
reconhecimento de pessoas e coisas e, por último, ao interrogatório do acusado. Finda a 
instrução terão início os debates, (art. 411, CPP). 
 
Após, passa-se aos debates nos termos do art. 411, § 4º, CPP. Os debates serão orais pelo 
tempo de 20 minutos, prorrogáveis por mais 10, falando primeiro o acusador. Havendo mais de 
um acusado o tempo da acusação e da defesa será individual em relação a cada acusado, nos 
termos do art. 411, § 5º, CPP. 
 
 2 
Encerrados os debates, o juiz proferirá sentença, ou o fará dentro de 10 dias, ordenando para 
tanto que os autos lhe sejam conclusos, (art. 411, § 9º, CPP). 
 
O juiz deverá optar por uma das seguintes possibilidades: 
a) pronúncia (413 CPP); 
b) impronúncia (414 CPP); 
c) absolvição sumária (415 CPP) e 
d) desclassificação (419 CPP). 
 
 
INSTRUÇÃO PRELIMINAR 
 
1 2 3 4 5 6 7 
Denuncia 
do MP 
Recebimento 
da Denuncia 
pelo Juiz 
Citação 
do réu 
Resposta 
Acusação 
Diligencias 
Provas 
Audiência 
Instrução e 
Julgamento 
90 dias 
- Vítima 
- Testemunhas 
- Provas 
- Interrogatório 
- Debates orais 
 Art. 406 CPP Art. 411 
 
 
SENTENÇA: Art. 411 § 9º do CPP 
- Pronuncia – Artigo 413 do CPP – caberá recurso RESE 
- Impronuncia – Artigo 414 do CPP- caberá recurso APELAÇÃO 
- Absolvição Sumária – Artigo 415 do CPP- caberá recurso APELAÇÃO 
- Desclassificação – Artigo 419 do CPP - caberá recurso RESE 
 Pronúncia remete o réu a Plenário. 
 
3. Procedimento do Júri: Juízo de Mérito. 
 
O Tribunal do Júri passou a ser composto por um Juiz Togado que o presidirá, e por 25 jurados, 
dos quais serão sorteados 07 que irão compor o Conselho de Sentença. Quorum mínimo para 
sorteio: 15 jurados. 
 
Os jurados passam a ter em mãos cópia do relatório elaborado pelo juiz presidente, contendo um 
resumo do processo, além da cópia da decisão de pronúncia. 
 
A instrução em plenário inicia-se com inquirição da vítima com a colheita de suas declarações, 
que se torna obrigatória; 
 
Inquirição das testemunhas de acusação e depois das de defesa; 
 
As partes poderão fazer reperguntas diretamente à vítima e às testemunhas; 
 
Os jurados poderão reperguntar através do juiz presidente; 
 
Torna-se restrita a leitura de peças no processo, somente poderão ser lidas as provas colhidas em 
carta precatória, e as provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis. 
 
O interrogatório do réu em plenário será feito após a colheita de provas. 
 
As partes poderão fazer reperguntas diretamente ao acusado; os jurados também podem, porém 
através do juiz presidente. (arts 473 e 474, CPP). 
 
Como regra o réu não deve permanecer algemado em plenário, (art. 474, § 3º, CPP). 
 
 3 
Para ser utilizada em plenário a prova escrita, gravações, laudos e outros deverão ser juntados 
aos autos com a antecedência mínima de três dias úteis da data do julgamento. 
 
Encerrada a instrução, terão lugar os debates, sendo uma hora e meia para cada parte. Em 
caso de réplica e tréplica cada parte terá mais uma hora, (art. 477, CPP). Havendo mais de um 
acusado cada parte terá mais uma hora para os debates, e mais uma hora para réplica e tréplica, 
(art. 477, § 2º, CPP). 
 
Encerrados os debates o juiz presidente indagará dos jurados se estão prontos a julgar ou se 
necessitam de outros esclarecimentos, art. 480, § 1º, CPP. 
 
Os quesitos para a votação dos jurados devem seguir a ordem estabelecida no art. 483, CPP. 
 
Segundo o art. 483, § 2º, CPP se os jurados reconhecerem a autoria e a materialidade do delito 
serão indagados sobre o quesito de absolvição, ou seja, serão indagados se absolvem o réu. 
 
Havendo desclassificação do crime pelo Conselho de Sentença, a competência para julgar 
passa para o juiz presidente, art. 492, § 1º, CPP. 
 
Será registrada no termo a votação de cada quesito, e o resultado do julgamento, sendo assinado 
pelo presidente, pelos jurados e pelas partes, arts. 488 “caput” e 491 CPP. 
 
Em seguida o juiz proferirá sentença nos termos doa art. 492, CPP. 
 
Foi revogado o protesto por novo júri pelo art. 4º da Lei 11. 689/08. 
 
Das sentenças condenatórias ou absolutórias do Tribunal do Júri cabe apelação nos termos do 
art. 593, III, CPP. 
 
SITUAÇÃO PROBLEMA 
 
Texto do enunciado: Tício foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do artigo 121, 
caput, do Código Penal, pelo seguinte fato: Acordado de madrugada em sua casa, com ruídos 
estranhos, foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. Repentinamente, surge um 
vulto humano: Tício então disparou em direção ao vulto. Após, verificou-se que se tratava de 
um vizinho de Tício, que pretendia assustá-lo a título de brincadeira e que por fim, veio a 
falecer em consequência do disparo. Julgado pelo Tribunal do Júri, Tício foi condenado ao 
cumprimento da pena de 06 (seis) anos de reclusão, em regime inicial fechado, sob o 
fundamento de que o crime de homicídio é grave. A r. sentença foi publicada em sessão plenária 
a defesa intimada acerca do seu conteúdo no dia 14 de outubro de 2015 (quarta-feira). O 
advogado(a) de Tício, atento(a) tão somente às informações descritas no texto, deve apresentar 
o recurso cabível à impugnaçãoda decisão, respeitando as formalidades legais e desenvolvendo, 
de maneira fundamentada, a tese defensiva pertinente. O recurso deve ser datado com o último 
dia cabível para a interposição. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: art. 593, III, “c” e “d”, do CPP 
Fundamentação Jurídica do Pedido: art. 20, § 1º, do CP; art. 593, § 3º, do CPP; Súmulas 718 e 
719, do STF; Súmula 440, do STJ 
 
 
 4 
 
INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Capital. 
 
 
 
 
 
 
 
Processo nº...... 
 
 
“A”, já qualificado nos autos do 
processo crime, que lhe move a Justiça Pública (ou “B” se for caso de ação privada), por 
seu advogado que esta subscreve, vem, com fulcro no artigo 593, III,....do Código de 
Processo Penal, não se conformando com a respeitável sentença condenatória, 
tempestivamente interpor recurso de APELAÇÃO. 
 
 Recebido o presente recurso, requer-se 
o encaminhamento das razões ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 
 
 
Termos em que, 
Pede Deferimento. 
 
 
 
São Paulo,...de ...........de 
 
______________________________ 
OAB/SP- nº. 
 
 
 
 5 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
APELANTE: “A” 
APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA 
PROCESSO Nº....... 
 
 
Egrégio Tribunal de Justiça. 
Colenda Câmara; 
Douta Procuradoria de Justiça: 
 
 
Não deve prevalecer a respeitável 
decisão condenatória do Egrégio Tribunal do Júri, pelas razões a seguir aduzidas: 
 
 
(2 linhas) 
 
O Apelante (narrar o problema). 
 
Com efeito,........... 
 
Conforme entendimento predominante 
na jurisprudência: "......................" 
 
 
Diante de todo o exposto, postula-se seja 
dado provimento ao presente recurso, determinando seja o Apelante submetido a novo 
julgamento, para que assim se faça JUSTIÇA. 
 
 
 
São Paulo,...de ..............de 
 
 
______________________________ 
OAB/SP. nº 
 
 
Observação: 
 
Verificar todos os possíveis pedidos elencados no artigo 593, III com as alíneas “a”, 
“b”, “c” e “d” do CPP. 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
Prática de Processo Penal 
 
Sumário: Recurso em Sentido Estrito 
 
TEORIA GERAL DOS RECURSOS 
 
1) Conceito: “Providência legal imposta ao juiz ou concedida à parte interessada, 
objetivando nova apreciação da decisão ou situação processual, com o objetivo de 
corrigi-la, modificá-la ou confirmá-la” (Magalhães Noronha) 
 
2) Finalidade: Duplo grau de jurisdição (CF, art. 5º, LV). Assegura a efetiva prestação 
jurisdicional 
 
3) Princípios 
a) Taxatividade: os recursos devem ser previstos em lei 
b) Unirrecorribilidade: para cada decisão há um recurso previsto. 
c) Fungibilidade: possibilidade de se receber um recurso no lugar de outro 
d) Disponibilidade: a parte pode dispor do recurso que interpôs, exceto o Ministério 
Público. 
e) Personalidade: o recurso só favorece a parte que o interpôs. 
 
4) Classificação 
 
- Quanto à fonte 
a) Constitucionais: hipóteses de cabimento contempladas na CF (Ex.: RE, REsp, 
ROC) 
b) Legais: previstos no Código de Processo Penal e na legislação processual 
especial (Ex.: Apelação, RESE, Embargos infringentes, etc.) 
c) Regimentais: previstos no Regimento Interno dos Tribunais (Ex.: agravo 
regimental, art. 253, do RITJSP) 
 
- Quanto à iniciativa 
a) Voluntários: a interposição condiciona-se à vontade da parte 
b) Necessários: situações em que a própria lei obriga à revisão judicial como 
condição para o trânsito em julgado (recurso ex officio). 
 
- Quanto aos motivos 
a) Ordinários: impugnações que aceitam qualquer espécie de argumentação (Ex.: 
apelação de sentença condenatória) 
2 
 
b) Extraordinários: há limitações quanto à argumentação a ser utilizada pelo 
recorrente (Ex.: recursos especial ou extraordinário) 
 
5) Pressupostos 
 
- Objetivos: 
a) Cabimento: a decisão impugnada deve estar sujeito a um determinado recurso 
b) Tempestividade 
c) Formalidade 
d) Motivação 
 
- Subjetivos 
a) Legitimidade 
b) Interesse (CPP, art. 577, parágrafo único) 
 
6) Efeitos dos recursos 
- Devolutivo: devolve ao Juízo a quem a possibilidade de reexaminar a questão 
a) Reformatio in pejus (CPP, art. 617) 
b) Reformatio in mellius: possível à diminuição da pena, desclassificação ou 
absolvição em recurso exclusivo da acusação (STJ, REsp. 753.396/RS) 
c) Reformatio in pejus indireta (sentença anulada por recurso exclusivo da defesa – 
nova sentença – situação mais grave ao réu – possibilidade?) 
 
- Suspensivo 
a) Sentença absolutória (CPP, art. 596) 
b) Sentença condenatória (CPP, art. 597) 
c) RESE (CPP, art. 584) 
 
- Regressivo (CPP, art. 589) 
 
- Extensivo: possibilidade de estender o recurso interposto por um dos réus a outros 
acusados que não tenham recorrido (CPP, art. 580) 
 
9) Reexame necessário 
 a) Decisão concessiva HC 
 b) Reabilitação 
3 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
Joana, parteira, foi processada pelo delito capitulado no artigo 126, do Código Penal. 
Consta que Joana teria praticado aborto em uma mulher que a procurou, confessando a 
prática abortiva, tanto na fase policial como na judicial. Porém, a vítima não foi 
submetida a exame de corpo de delito. Finda a instrução preliminar, o magistrado, com 
fundamento nas confissões, pronunciou Joana, submetendo-a a julgamento perante o 
Tribunal do Júri. O advogado de Joana é intimado da referida decisão em 07 de agosto 
de 2017 (sexta-feira). Atento ao caso apresentado e tendo como base apenas os 
elementos fornecidos, elabore o recurso cabível. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: Código de Processo Penal, artigos 581, 
inciso IV, e 589. 
Fundamentação Jurídica do Pedido: Código de Processo Penal, artigos 158 e 414 
 
 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
 
(Art. 581 do C.P.P.) 
 
Recurso cabível de um despacho, decisão, ou sentença de 1º grau. É um recurso 
taxativo, pois só é cabível nos casos elencados no artigo 581 do CPP. 
 
- Prazo: 5 dias para interposição e 2 dias para razões e 2 dias para contrarrazões 
 
A Interposição será endereçada ao próprio Juiz que prolatou a decisão, despacho ou 
sentença e este irá analisar os pressupostos de admissibilidade. 
 
Recebido o RESE, o recorrente terá 2 dias para arrazoá-lo. Em seguida, os autos irão 
com vista ao recorrido, para que este apresente contrarrazões. 
 
Após, os autos vão conclusos ao Juiz, que em 2 dias, REFORMARÁ ou 
SUSTENTARÁ a sua decisão. Se MANTIVER a decisão, o recurso subirá ao Tribunal 
competente para reexame da matéria - juízo "ad quem". 
 
4 
 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da .....Vara Criminal da Capital. 
 
OU 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da..... Vara do Júri da Capital. 
 
 
 
 
 
Processo nº ...... 
 
 
 
 
 
“A”, já qualificado nos autos do 
processo crime, que lhe move a Justiça Pública, por seu advogado que esta subscreve, 
vem, com fulcro no artigo 581,....do Código de Processo Penal, não se conformando, 
com a r.decisão ............................., dela RECORRER EM SENTIDO ESTRITO. 
 
 
Assim sendo, caso Vossa Excelência 
entenda que devamanter a decisão, requer seja remetido o presente Recurso ao Egrégio 
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. 
 
 
 
Termos em que, requerendo seja 
recebido e processado o recurso, com as inclusas razões. 
 
 
 
Pede Deferimento. 
 
 
São Paulo,...de .........de 
 
 
______________________________ 
OAB/SP. nº. 
 
5 
 
 
RAZÕES 
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
RECORRENTE: “A” 
RECORRIDO: JUSTIÇA PÚBLICA 
PROCESSO Nº......... 
 
 
Meritíssimo Juiz; 
Egrégio Tribunal; 
Colenda Câmara; 
Douta Procuradoria de Justiça: 
 
Não se conformando com a respeitável 
decisão dela vem recorrer, aguardando sua reforma, pelas razões a seguir aduzidas: 
 
 
(narrar o problema). 
 
 
Com efeito,.........(redigir com suas 
palavras) 
 
 
 
 
Conforme entendimento predominante 
na jurisprudência: "......................" 
 
 
Diante de todo o exposto, postula-se seja 
dado provimento ao recurso, concedendo em favor do Recorrente..................................., 
para que assim se faça JUSTIÇA. 
 
 
 
 
 
São Paulo,...de ................de 
 
 
______________________________ 
OAB/SP. nº. 
 
1 
FMU – CENTRO UNIVERSITÁRIO 
DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
 
Recurso de Apelação 
 
 
 
Conceito 
 
 
“recurso interposto da sentença definitiva ou com força de definitiva, para a segunda instância, 
com o fim de que se proceda ao reexame da matéria, com a consequente modificação parcial ou 
total da decisão” 
 
(Fernando Capez, Curso de Processo Penal, Editora Saraiva, 14ª edição, 2007, p. 459) 
 
 
Apelação 
 
Art. 593, I, II e III do CPP estabelece as hipóteses de cabimento de Apelação no âmbito 
criminal. 
 
 
Sentenças do Juiz Singular 
 
 
- Art. 593, I, do CPP - Sentenças definitivas de condenação ou absolvição. 
 
Prevê que cabe apelação das decisões definitivas são aquelas que extinguem o processo com 
julgamento do mérito, condenando ou absolvendo o réu, colocando fim ao processo. 
 
 
- Art. 593, II, do CPP - Decisões definitivas, ou com força de definitivas. 
 
Prevê que cabe apelação das decisões definitivas, são aquelas que extinguem o processo sem 
julgamento do mérito, como é o caso da sentença de impronúncia na primeira fase do 
procedimento do júri. 
 
Também cabe recurso de apelação por este inciso das decisões com força de definitivas como, 
por exemplo, aquela em que o juiz extingue o processo de ofício, reconhecendo a ilegitimidade 
de parte ativa do Ministério Público por ele haver oferecido denúncia sem estar instruída com a 
representação, em caso que a lei a exige. Neste caso, não havendo mais prazo para o exercício 
desta representação, o processo está extinto definitivamente. 
 
- Art. 593, III, do CPP - Decisões do Júri. 
 
Prevê hipóteses de apelação de decisões de mérito proferidas pelo Tribunal do Júri: 
a) quando houver nulidade posterior à pronúncia. Neste caso a nulidade ocorre após o trânsito 
em julgado da sentença de pronúncia. Qualquer daquelas do art. 564, CPP, como por exemplo, a 
2 
falta de nomeação de defensor ao réu presente que não o tiver por falta de recursos, o que fere o 
s princípios do contraditório e da ampla defesa, gerando nulidade absoluta do processo. 
 
b) quando a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa; ou à decisão dos jurados. 
Neste caso o juiz deve proferir a sentença de acordo com a decisão dos jurados, porque ele não 
tem competência para julgar o mérito. Assim, ele deve ser absolutamente fiel à decisão dos 
jurados, não podendo, por exemplo, reconhecer uma causa de aumento de pena não acatada 
pelos jurados. Do mesmo modo o juiz não pode absolver o réu, quando os jurados o tenham 
condenado. 
 
c) quando houver erro ou injustiça na aplicação da pena ou da medida de segurança, como por 
exemplo, o juiz impor uma pena excessivamente severa, tendo em vista o reconhecimento de 
atenuantes pelos jurados; ou aplicado uma medida de segurança detentiva, não sendo o réu 
perigoso, no caso de ter sido reconhecida o seu inimputabilidade por doença mental. 
 
d) quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos como, por 
exemplo, os jurados condenarem o réu por homicídio doloso, sem a prova principal, que é o 
exame de corpo de delito, não havendo testemunha que pudesse substituir tal prova, (arts. 158 
c/c art. 167, todos do C.P). 
 
 
Efeitos 
 
Devolutivo 
Suspensivo 
Extensivo 
 
 
Princípios 
 
Reformatio in pejus 
Reformatio in mellius 
 
 
Prazos 
 
Interposição: 05 dias 
Razões: 08 dias 
 
 
Renúncia e desistência 
 
Defensor dativo não pode desistir do recurso interposto, mas não está obrigado a apelar 
(princípio da voluntariedade). 
Réu desiste do recurso e o Defensor apela (STF, Súmula 705). 
 
 Não esquecer: 
 
Juizado Especial Criminal – lei 9.099/95 – artigo 82 
Cabimento: rejeição da denúncia ou queixa e sentença 
Prazo: 10 dias, junto com as razões. 
Julgamento: Colégio Recursal 
3 
 
 
 
 
FMU – CENTRO UNIVERSITÁRIO 
DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
João foi denunciado e está sendo processado como incurso no artigo 157, § 2º, incisos I e II, do 
Código Penal. Consta dos autos que João teria na data dos fatos abordado a vítima, empunhando 
arma de brinquedo, juntamente com um comparsa que não foi identificado. Logo após se 
apoderar do relógio da vítima, foi surpreendido por policiais militares que por ali se 
encontravam, que o prenderam imediatamente. Esta versão foi reforçada por testemunhas que 
estavam próximas ao local dos fatos. No entanto, quando ouvida em Juízo, a vítima não 
ratificou o reconhecimento efetuado na fase inquisitorial. Após a manifestação das partes, o juiz 
prolatou sentença condenatória, acolhendo integralmente a pretensão acusatória, fixando a pena 
em 06 (seis) anos de reclusão, diante da presença de duas causas de aumento, quais sejam, 
emprego de arma e concurso de agentes. Como modalidade inicial de cumprimento de pena, 
elegeu o regime fechado, em face da gravidade do crime, que assola a ordeira sociedade. 
Também não reconheceu a forma tentada, fundamentando no fato de que o crime de roubo se 
consuma no instante em que o agente se apodera da coisa. A r. sentença foi publicada e a defesa 
intimada acerca do seu conteúdo. O advogado(a) de João, atento(a) tão somente às informações 
descritas no texto, deve apresentar o recurso cabível à impugnação da decisão, respeitando as 
formalidades legais e desenvolvendo, de maneira fundamentada, as teses defensivas pertinentes. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: art. 593, I, do CPP 
Fundamentação Jurídica do Pedido: arts. 155 e 386, VII, do CPP; Súmulas 440 e 443, do STJ; 
Súmulas 718 e 719, do STF 
 
4 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da........ Vara Criminal da Capital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo nº...... 
 
 
“A”, já qualificado nos autos do 
processo crime, que lhe move a Justiça Pública (ou “B” se for caso de ação privada), 
por seu advogado que esta subscreve, vem, com fulcro no artigo 593, I do Código de 
Processo Penal, não se conformando com a respeitável sentença condenatória, 
tempestivamente interpor recurso de APELAÇÃO. 
 
 Recebido o presente recurso, requer-se 
o encaminhamento das razões ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de SãoPaulo. 
 
 
Termos em que, 
Pede Deferimento. 
 
 
 
São Paulo,...de ...........de 
 
______________________________ 
OAB/SP- nº. 
 
 
 
5 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
 
RAZÕES DE APELAÇÃO 
APELANTE: “A” 
APELADO: JUSTIÇA PÚBLICA 
PROCESSO Nº....... 
 
 
Egrégio Tribunal de....... 
Colenda Câmara; 
Douta Procuradoria de Justiça. 
 
 
 
É imperativa a reforma da respeitável 
sentença condenatória proferida contra o apelante, pelas razões a seguir aduzidas: 
 
(2 linhas) 
 
 (copiar o problema substituindo “A” por 
Apelante). 
 
(2 linhas) 
 
 Com efeito,.........(redigir com suas 
palavras) 
 
 
 
Conforme entendimento predominante 
na ............. 
 
Diante de todo o exposto, postula-se seja 
dado provimento ao recurso, decretando-se a absolvição do Apelante, por ser medida de 
JUSTIÇA. 
 
 
 
 
São Paulo,...de .............de 
 
 
______________________________ 
OAB/SP. nº 
 
 
1 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
HABEAS CORPUS 
 
1) Previsão legal: artigo 5º, LXVIII, da Constituição Federal, e artigos 647 e seguintes 
do CPP. 
 
2) Cabimento: Sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer coação ou 
violência à liberdade de locomoção, em virtude de ilegalidade ou abuso de poder. No 
art. 648 do CPP, há hipóteses de coação ilegal: (a) quando não houver justa causa; (b) 
quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; (c) quando quem 
ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; (d) quando houver cessado o 
motivo que autorizou a coação; (e) quando não se admitir fiança, nos casos em que a lei 
prevê; (f) quando o processo for manifestamente nulo; (g) quando extinta a 
punibilidade. 
 
3) Não cabe HC: (a) contra prisão civil; (b) durante o estado de sítio (art. 138, CF); (c) 
contra prisão disciplinar militar (art. 142, § 2º, CF); (d) contra omissão de relator de 
extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, 
nem foi ele provocado a respeito (Súmula 692 do STF); (e) contra decisão condenatória 
à pena de multa ou relacionada a processo em trâmite por infração penal cuja pena 
pecuniária seja a única cominada (Súmula 693 do STF); (f) contra a imposição da pena 
de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública (Súmula 694 do 
STF); (g) quando extinta a pena privativa de liberdade (Súmula 695 do STF). 
 
4) Prazo: Não há. 
 
5) Endereçamento: À autoridade imediatamente superior à autoridade coatora. 
 Se a autoridade coatora for delegado de polícia, o HC deve ser encaminhado ao 
juiz de 1ª instância. 
 Se a autoridade coatora for membro do Ministério Público que atua na primeira 
instância, o HC é dirigido ao Tribunal (Estadual ou Federal, conforme o caso). 
2 
 
 Se a autoridade coatora for juiz de 1ª instância, a competência para julgar o HC é 
do Tribunal (Estadual ou Federal, conforme o caso). 
 Se a autoridade coatora for o Tribunal Estadual ou o Tribunal Regional Federal, 
o HC será encaminhado ao STJ. 
 Se o paciente for Governador de Estado ou Distrito Federal ou membro do 
Tribunal de Justiça Estadual ou membro do Tribunal Regional Federal ou 
membro do Tribunal Regional Eleitoral ou, ainda, membro do Ministério 
Público da União, o HC deve ser impetrado no STJ. 
 Se a autoridade coatora for o STJ (ou quando o paciente for membro do STJ), a 
competência será do STF. 
 Se a autoridade coatora for particular, o HC será julgado pelo juiz de 1ª 
instância. 
 Se a autoridade coatora for a Turma Recursal, o HC será encaminhado ao TJ ou 
TRF, por entendimento do STF (HC nº 86.834/SP), embora não esteja revogada 
expressamente a Súmula 690 do STF. 
 
6) Legitimados: qualquer pessoa pode impetrar HC (mesmo sem advogado). 
 
7) Pedidos: de um modo geral, o pedido do HC deve ser a solicitação pelo juízo das 
informações à autoridade coatora e a posterior concessão da ordem. Entretanto, outros 
pedidos específicos irão variar conforme a situação: 
a) Se o HC for impetrado por falta de justa causa, seja pela inexistência do crime 
ou de culpabilidade, seja pela existência de escusa absolutória, deve-se pedir o 
trancamento da ação ou do inquérito policial, conforme o caso. Juntamente com 
esse pedido, pode-se requerer a revogação da prisão com a expedição do alvará 
de soltura ou de contramandado de prisão. 
b) Caso o paciente esteja preso por mais tempo do que a lei determina, o pedido 
deve ser a liberdade do paciente com a expedição do alvará de soltura. 
c) Na hipótese do art. 548, VIII, do CPP (coação ordenada por autoridade 
incompetente), pede-se a liberdade (ou a sua manutenção, se estiver solto) com a 
expedição de alvará de soltura ou de contramandado de prisão. 
3 
 
d) Se já não houver o motivo que ensejou a coação, pede-se a liberdade do paciente 
com a expedição do alvará de soltura ou do contramandado de prisão, conforme 
o caso. 
e) Se for negada a fiança, quando cabível, pede-se o seu arbitramento com a 
expedição de alvará de soltura ou contramandado de prisão, se pertinente for. 
f) Quando o processo for manifestamente nulo, pede-se a anulação da ação, de 
acordo com o momento processual da nulidade (a partir do ato viciado ou ab 
initio – “desde o início”). Se a nulidade for somente da sentença, esse deve ser o 
pedido. Juntamente com esse pedido, pode-se requerer a revogação da prisão 
com a expedição do alvará de soltura ou de contramandado de prisão. 
g) Se houver extinção da punibilidade, pede-se a decretação da mesma. 
h) Se houver necessidade, conforme o caso, cumulativamente com esse pedido, 
pode-se requerer a revogação da prisão com a expedição do alvará de soltura ou 
de contramandado de prisão. 
i) No caso de HC preventivo, pede-se, além do pedido genérico, a expedição de 
um salvo-conduto. 
 
Obs. Em qualquer caso de HC, há possibilidade de pedido liminar sempre que houver a 
presença do fumus boni iuris e o periculum in mora. 
 
8) Efeitos 
a) Concessão: imediata soltura do paciente (art. 660, § 1º) ou salvo-conduto (art. 
660, § 4º) 
b) Anulação do processo: renovação dos atos processuais (art. 652) 
c) Prejudicado: cessação da violência ou coação (art. 659) 
 
9) Recursos 
9.1) 1ª Instância 
a) Concessão ou denegação: RESE (art. 581, X) 
b) Recurso de ofício na hipótese de concessão (art. 574, I) 
9.2) 2ª Instância 
a) Denegação: ROC (arts. 102, II, a, e 105, II, a, da CF) 
b) Incabível HC substitutivo de ROC (STF, HC nº 109.956/PR) 
4 
 
REVISÃO CRIMINAL 
 
1) Natureza jurídica 
a) Ação penal de conhecimento de caráter desconstitutivo 
b) Desencadeia nova relação jurídica processual 
2) Legitimidade 
a) Instrumento exclusivo da defesa 
b) Inexiste revisão pro societate 
c) Hipóteses do art. 623 
3) Prazo 
a) Após o trânsito em julgado 
b) A qualquer tempo, mesmo após o cumprimento da pena 
4) Cabimento (art. 621, do CPP) 
a) Sentença condenatória contrária ao texto da lei 
b) Sentença condenatória contrária à evidência dos autos 
c) Sentença condenatória fundada em depoimentos, exames ou documentos falsos 
d) Novas provas 
e) Circunstância que autorize a diminuição da pena 
5) Procedimento 
a) Endereçamento ao Presidente do Tribunal 
b) Distribuição a um Relator que não tenha proferido decisão no processo (CPP, 
art. 625, e RITJSP, art. 112, § 3º) 
c) Indeferimento liminar (art. 625, § 3º) 
d) Parecer da PGJ 
e) Voto de Relator, Revisor e julgamento (Grupo de Câmaras Criminais) 
6) Efeitos (art.626, do CPP) 
a) Absolvição 
b) Classificação da infração 
c) Modificação da pena 
d) Anulação do processo 
e) Indenização (art. 630) 
 
5 
 
FMU – Centro Universitário 
das Faculdades Metropolitanas Unidas 
CURSO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL DE ADVOCACIA – CEPA 
 
 
PEÇA PRÁTICA PROCESSO PENAL 
 
 
O Delegado de Polícia do 3º Distrito Policial da Capital deu ordem para que seus 
agentes prendessem todas as meretrizes que circulam na área. A notícia chegou ao 
conhecimento de A, B, e C que estão temerosas especialmente porque várias colegas já 
foram presas, encarceradas por vários dias e depois dispensadas sem instauração de 
qualquer procedimento. 
QUESTÃO: Como Advogado de A, B e C adote medida judicial cabível. 
Fundamentação Jurídica da Peça Processual: art. 5º, LXVIII, da CF; art. 647, 648 do 
CPP 
 
 
 
6 
 
MODELO DE HC 
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça do 
Estado de São Paulo. 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital. 
(autoridade coatora - Delegado de Polícia) 
(10 linhas) 
 
X.X.X., advogado inscrito na OAB/SP 
nº....., com escritório na rua............nº, nesta Capital, vem, com fundamento no artigo 5º, 
LXVIII da Constituição Federal, impetrar “habeas corpus” em favor de “A”, 
nacionalidade, estado civil, profissão, portador da cédula de identidade RG. nº.........., 
residente na rua ............nº..., nesta Capital, que vem sofrendo constrangimento ilegal 
por parte do Meritíssimo Juiz da ..... Vara Criminal (ou Ilustríssimo Delegado do ... 
Distrito Policial), pelas razões a seguir aduzidas: 
 
I - O Paciente..(narrar o problema). 
II - Referida (ação ou condenação) 
constitui uma coação ilegal contra o Paciente, por falta de justa causa. Com 
efeito,.................... 
II - Conforme entendimento 
predominante na jurisprudência: “...............................”. 
Diante de todo o exposto, postula-se 
após as informações prestadas junto à autoridade coatora, a concessão da ordem 
impetrada, com fulcro nos artigos 647 e 648,... do Código Processo Penal, decretando-
se .......................................................por ser medida de justiça. 
 
Nestes Termos, 
Pede Deferimento. 
 
São Paulo,...de ............de 
 
__________________________ 
OAB/S.P - nº.

Mais conteúdos dessa disciplina