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resumo africa pre-colonial

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CARLOS DAUMAS –JULHO 2015 
RESUMO HISTÓRIA DA ÁFRICA PRÉ-COLONIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO HISTÓRIA DA ÁFRICA PRÉ-COLONIAL 
Para nós estudantes de história, habitante de um país multirracial é 
de fundamental importância compreendermos a formação de nossa 
Nação com base em suas origens, principalmente para aqueles que 
dentro de um futuro próximo serão também professores. 
Costumasse dizer que um país só cresce quando sua população 
compreende plenamente sua língua, sua história e sua cultura, 
pilares para o engrandecimento de um povo que se reconhece e, 
principalmente, não se estranha. Existe na sociedade brasileira 
muitas feridas, frutos de grandes erros do passado, e como não há 
possibilidade de retorno para corrigir tais erros, devemos por meio 
do entendimento de vários aspectos, refletir sobre tais erros, 
repassando para as gerações futuras as noções e os problemas 
envolvidos nesse passado que levaram Homens de seu tempo a 
cometerem tais falhas, na tentativa de evitar novos processos que 
causem sofrimento as pessoas. É muito falado que os Homens 
existem na terra para o gozo de suas felicidades, todavia, a 
felicidade deve ser estendida e entendida para todos, e uma das 
formas de estender a felicidade a um maior grupo possível de 
pessoas e compreender o motivo de cada um ser o que é, e 
principalmente, entender que cada indivíduo tem o direito de existir 
a sua maneira, contanto que seu modo de vida não queira destruir o 
do outro, isso nós chamamos de tolerância, ou como disse Voltaire, 
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, 
mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. A disciplina 
História da África Pré-Colonial é um começo para que nós 
estudantes de história possamos entender processos que hoje 
existem na sociedade brasileira, que variam entre a política, a 
violência e cultura. 
DESCONSTRUINDO O CONCEITO EUROCÊNTRICO DE ÁFRICA: Existe a sensação que a história da África começou apenas quando os europeus 
“descobriram” a existência de tais regiões, local de homens de cor negra, muito primitivos, sem expressão histórica, praticantes de uma cultura obscura que 
foram escravizados e torturados durante vários séculos, um povo sofredor, dentro de uma região pobre e miserável. Essas nuances e outras existentes, que 
nós, alunos de história devemos desconstruir, e para isso temos que nos afastar um pouco de nossos conceitos e preconceitos, de tudo que aprendemos 
sobre a cultura africana e principalmente sobre suas práticas religiosas no Brasil, quando pensamos e tentamos descrever a África, construímos uma 
alteridade em relação aos povos africanos totalmente equivocada, coberta de preconceitos, que durante muitos anos relegaram os brasileiros a uma 
brasileiros a uma vi- 
IMAGEM PESQUISADA NO GOOGLE 
CARLOS DAUMAS –JULHO 2015 
RESUMO HISTÓRIA DA ÁFRICA PRÉ-COLONIAL 
visão míope de sua própria herança social e antropológica, como as noções controversas do Império brasileiro em tentar branquear a população brasileira 
para colocá-la em condições de igualdade com as Nações Europeias ou a síntese mal interpretada pela sociedade científica sobre a dialética de Paulo 
Freyre referente a Democracia Racial. Então, para começar, retiremos nossos véus e comecemos a construir uma história sobre a África que lhe faça a 
referida conotação histórica, começando pela própria disciplina, que coloca um pré antes de um colonial. 
ÁFRICA NA ANTIGUIDADE 
Talvez esta disciplina devesse se chamar “África antiga ou na antiguidade”, visto que sua história representa a história do próprio Homem, hoje, 
comprovadamente, o berço da humanidade. Relatos nos indicam que os Homens do passado distante eram nômades e um dia perceberam que podiam 
deixar de caçar ou procurar alimentos se plantassem e criassem animais. Para tal, existia a necessidade de um local que proporcionasse condições 
favoráveis para a execução de ambas as atividades. Segundo nossa arqueologia, a região Norte do Continente africano foi escolhida, e uma parcela da 
humanidade começou a realizar assentamentos nas regiões próximas ao Rio Nilo e da Mesopotâmia. Mas isso será realmente nosso começo como povo 
sedentário? Bem, até o momento essa é nossa história, começa a cerca de 10 mil anos, quando grupos de Homens se fixaram nessas regiões e começaram 
a produzir alimentos em larga escala. 
AS PRIMEIRAS GRANDES NAÇÕES AFRICANAS (Norte da África) 
O EGITO 
Somos educados a reconhecer os egípcios como a primeira grande Nação do Continente africano, todavia, devemos lembrar que os mais antigos registros 
de grandes populações residentes em cidades estão no Oriente Médio e datam de aproximadamente 8 mil anos. O parentes que faço é, se por acaso, parte 
dessa sociedade não migrado para a região do Nilo em data remota a posterior, e ali começaram uma nova sociedade? Para nós, cabe entender que entre 
três mil e quinhentos anos e dois mil e quinhentos anos a sociedade egípcia se formou naquilo que ficou conhecido como a região do Nilo e ali construiu 
uma esplendorosa civilização que durou mais de dois mil anos. Contudo, ressentes estudos apontam para a existência de uma outra civilização paralela a 
egípcia, conhecida como Núbia, hoje situada entre os países do Sudam, Sudam do Sul, Uganda, Quênia, Somália, Etiópia, Djibouti, Eritreia, o Mar Vermelho 
e o Arábico. A história dessa sociedade é muito contraditória, devido à falta de registros significativos que possam apontar uma real construção de sua 
história. Hoje existem duas possíveis correntes, uma aponta para uma evolução dessa sociedade paralela a dos egípcios e outra de uma possível 
colonização por parte dos habitantes do sul do Egito, que, ao logo da história, se miscigenaram com os habitantes ditos nilóticos, a princípio, comunidades 
assentadas às margens do Nilo que foram absorvidas ou escravizadas, isso ainda não sabemos com precisão, porém, o importante é ter o conhecimento 
que a Núbia foi uma região muito importante para o crescimento da sociedade egípcia, inclusive em algum momento, conquistou o próprio Egito, construindo 
aquilo que ficou conhecido como a “Dinastia dos Faraós Negros”. Outro ponto interessante é que aparentemente os núbios e os egípcios desenvolveram 
sociedades parecidas, mas, não sabemos com certeza quem influenciou quem, os registros existentes apontam para uma possível absorção da cultura 
egípcia por parte dos núbios. 
A NÚBIA 
A Núbia no decorrer de sua história se desenvolveu e construiu uma sociedade bastante complexa, onde a religiosidade foi o pilar sustentador de sua 
organização. Seu Estado era uma Teocracia onde, diferente da egípcia que apresentava o Faraó como um Deus vivo, na sociedade Núbia, o maior poder 
estava nas mãos dos Sacerdotes. Sua sociedade possuía excelentes guerreiros, artesões, arquitetos e comerciantes, e sua economia era baseada na 
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produção de metais preciosos como ouro e ferro, pedras preciosas e madeira. Existem lendas que foram os núbios que desenvolveram a habilidade de criar 
o ferro, que na antiguidade era até mais valioso que o ouro, fatos que fizeram se desenvolver na Núbia grandes sítios populacionais como Kush, Meroé, 
Axum, Ethiopia e Buganda, cada uma delas foram responsáveis por parte da produção de bens valiosos para o resto das populações do entorno, inclusive 
existe registro de possíveis comércio entre esses sítios e regiões da Grécia, Índia e China. A sociedade Núbia tinha como pilar central sua religiosidade, que, 
com sua cosmovisão de mundo produziu em sua sociedade aquilo que conhecemos como ancestralidade, processo que ligava os mortos aos vivos, criando 
a conotação