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LESÃO RAQUIMEDULAR 
Profa. Me. Natália Feitoza do Nascimento 
Fisioterapia em Neurologia 
Recife 
2019 
Lesão Vértebro-Medular 
 
Mecanismos de lesão 
• Mecanismos de 
trauma 
 
• Flexão 
• Extensão 
• Rotação 
(cisalhamento) 
• Carga axial 
• Combinação 
Etiologia 
Lesão traumática 
Acidentes automobilísticos 
Motocicletas 
PAF, pulos e mergulhos 
Lesão não-traumática 
Disfunções vasculares(MAV) 
Subluxações vertebrais 
Neoplasias, causas congênitas 
Epidemiologia 
 
Localização e 
Mecanismo 
2/3 segmento 
cervical 
10% região 
torácica 
4% lombar 
Medula espinhal 
• Conduz impulsos nervosos 
• C1  L2 
• 45 cm 
• Cauda equina 
• 31 pares de nervos 
• Nível vertebral X Nível nervoso 
• Substância branca e cinzenta 
• Dermátomos e miótomos 
 
 
Síndromes medulares 
 
Fisiopatologia 
 
Rompimento dos 
axônios + rotura dos 
vasos sanguíneos 
Lesão primária da 
medula espinhal, 
agudo da lesão (até 
08 horas) 
Hemorragia e 
necrose da 
substância cinzenta, 
edema e hemorragia. 
 
Lesão 
secundária 
Fisiopatologia 
Interrupção da condução 
• Despolarização imediata 
da membrana do 
axônio, associada à 
falha de sua 
repolarização. 
 
• A isquemia do SNC é 
caracterizada por um 
grande influxo de cálcio 
para as células. 
• Reações metabólicas, 
como falha das 
mitocôndrias. 
Quadro clínico 
• Fase do choque espinal 
 
 
Cede em 
24h 
Paralisia 
Flácida 
Perda de 
tônus 
Arreflexia 
Perda da 
sensibilidade 
Quadro clínico 
• Fase reflexa/espástica 
 
Platô em1 
ano após LM 
Reflexos 
hiperativos 
Clônus 
Manifestações clínicas 
• Comprometimento respiratório; 
• Espasticidade; 
• Fraqueza muscular; 
• Disfunção vesical, intestinal e sexual. 
 
• Complicações: Infecções, TVP, Úlceras de pressão, 
Disrreflexia autonômica, Hipotensão postural, 
Contraturas e dor. Perda da massa óssea e 
Complicações emocionais. 
 
 
Tipo de lesão e Classificação 
• Paralisia dos 4 
membros e 
tronco 
• Lesão cervical 
Tetraplegia 
• Paralisia de MMII 
e tronco 
• Lesão torácica, 
lombar ou sacral 
Paraplegia 
• Lesão completa 
• Lesão incompleta 
Reflexo bulbocavernoso 
• Choque medular  Ausente 
Interrupção 
fisiológica 
Recupera-se em 
24 a 48h 
Paralisia flácida 
Nível da Lesão Medular 
• Segmento mais distal da medula 
• Função motora e sensitiva normal 
Nível 
Neurológico 
• Sensibilidade em pontos chaves 
• 28 dermátomos 
Nível 
Sensitivo 
• Grau de função muscular 
• 10 miótomos Nível Motor 
Avaliação neurológica 
• A avaliação do paciente 
compreende a história, 
• Exame físico, exame 
neurológico; 
• Exame radiológico. 
• A avaliação neurológica é 
baseada na sensibilidade 
e na função motora, 
• A área de sensibilidade do 
paciente é examinada no 
sentido craniocaudal, 
desde a região cervical. 
 
 
Avaliação sensitiva e motora 
• Escala ASIA: “American Spinal Injury Association” 
• Examina os 28 dermátomos para a sensibilidade; 
• 10 pares de miótomos para nível motor. 
 
ASIA 
 
Reflexos tendinosos profundos 
• A ausência desse reflexo pode indicar uma lesão do 
nervo periférico, ou a presença de choque medular. 
Reflexos 
• Reflexos abdominais e cremastéricos são testes do 
neurônio motor superior, e a ausência desses reflexos 
indica lesão do neurônio motor superior, enquanto a 
perda assimétrica sugere lesão no NMI. 
 
• As lesões do neurônio motor -> presença de reflexos 
patológicos, evidenciados pelo teste de Babinski ou 
Oppenheim. 
Avaliação dos Miótomos 
 
Medida de Independência Funcional(MIF) 
 
AVD 
Controle 
esfincteriano 
Mobilidade 
Comunicação 
Trato urinário 
• Na bexiga espástica os impulsos nervosos espontâneos 
para a bexiga provocam contrações inesperadas da 
bexiga, resultando em micção acidental em quantidades 
grandes. 
• Bexiga neurogênica, pode tornar-se flácida e distendida 
e deixará de contrair totalmente 
T11 
TRATAMENTO (fase aguda) 
 
• Saturação O2 de 100% 
• Manutenção da PA > 90 mm Hg 
• Corticoterapia 
• Redução e estabilização 
 
• Tratamento Cirúrgico (< 72h) 
• Intercorrências Clínicas 
• Fisioterapia 
• Cuidados de Enfermagem 
• Apoio Psicológico 
 
 
 
 
 
Tratamento fisioterapêutico 
• Objetivos do plano fisioterapêutico 
• Instituir esquema respiratório profilático e tratar 
eventuais complicações; 
• Melhorar condicionamento respiratório; 
• Manter ADMs; 
• Instruir paciente e cuidadores quanto ao 
posicionamento e transferências; 
• Manter/fortalecer grupos musculares inervados; 
• Promover maior nível de independência. 
Tratamento na fase aguda 
• Assistência respiratória; 
• Posicionamento no leito; 
• Padrões motores; 
• Preparação para o ortostatismo. 
 
Tratamento na fase crônica 
• PARAPLEGIA 
• Alongamentos e mobilizações passivas em MMII; 
• Fortalecimento de musculatura ativa; 
• Treinos dos padrões motores; 
• Ortostatismo; 
• Treino de marcha; 
• Treino de AVD; 
• Orientações. 
 
Treinamento locomotor 
 
Tratamento na fase crônica 
• TETRAPLEGIA 
• Reeducação Respiratória; 
• Movimentação Passiva; 
• Mobilizações; 
• Fortalecimento de músculos ativos; 
• Treino de AVD; 
• Independência funcional. 
Órteses 
 
Níveis de lesão 
• C1 e C3 
• Comprometimento de 
toda a musculatura, 
exceção de alguns 
músculos do pescoço 
e do diafragma. 
 
• C4 
• Músculos preservados: 
 Diafragma, ECOM, 
trapézio; 
• Dependente nas AVD; 
• CR motorizada com 
controle mentoniano. 
 
 
 
Níveis de lesão 
• C5 
• Movimentos 
preservados: 
adução/abdução 
escapular; RE/RI; 
flexo-extensão ombro 
(discreta) 
• Aquisição: Flexão do 
cotovelo 
• AVD´s com 
adaptações 
• C6 
• Importante aquisição: 
extensão do punho 
 
• C7 
• Capacidade de 
extensão 
• AVD’s 
 
Treino de transferências 
 
 
 
Níveis de lesão 
• C8 
• Independente na 
alimentação; 
• Ajuda nas 
transferências ; 
• Consegue rolar e 
sentar na cama e 
mover-se sentado; 
• Tocar CR em locais 
planos 
• Ortostatismo com 
tutores longos, cinto 
pélvico. 
 
Níveis de lesão 
• C8-T1 
• Preservada toda a 
musculatura de 
MMSS; 
• Independentes nas 
AVD. 
 
• T2-T12 
• O controle de tronco 
está totalmente 
preservado a partir de 
T2. 
• Independência total 
nas AVDs. 
 
 
Níveis de lesão 
• L1-L2 
• Músculos preservados: 
Iliopsoas, sartório e 
quadríceps 
• Uso de tutor longo ou 
KAFO e muletas 
canadenses. 
• L3 
• Bom controle da 
extensão do joelho. 
• Deambula com órtese 
joelho-tornozelo-pé ou 
com órtese tornozelo-
pé e com muletas 
canadenses 
 
Níveis de lesão 
• L4 
• Deambulação com 
auxílio de muletas 
canadenses. 
• Marcha comunitária. 
 
• L5-S3 
• Marcha sem órteses 
com ou sem ajuda de 
muletas em ambientes 
externos. 
Caso clínico 
 
• Uma mulher de 24 anos de 
idade teve lesão total da 
medula espinhal no nível C7. 
Ela é professora em escola 
fundamental e mora com o 
esposo numa casa térrea. 
Recebeu alta do hospital. 
Antes da lesão gostava de 
jogar basquete e surfar. 
Durante a reabilitação 
demonstrou capacidade de 
tolerara posição sentada 
ereta durante 5h. 
• ASIA A. 
 
 
 
Referências bibliográficas 
• O´SULLIVAN, S. B., SCHIMITZ, T. J. Fisioterapia: avaliação 
e tratamento. São Paulo: Manole, 5ed, 2010. 
• Stokes, M. Neurologia para fisioterapeutas Editorial 
Premier: São Paulo, p. 117-133. 
• Umphred, D. A. Reabilitação Neurológica. Manole: São 
Paulo, p. 506-560.