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Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
 
ÓPTICA 
 BÁSICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
2 
FISIOLOGIA OCULAR 
 
ANATOMIA DO OLHO 
 
O OLHO HUMANO. 
Como é formado? 
 É um órgão quase esférico com cerca de 2,5 cm de diâmetro, que pesa entre 7 e 8 
gramas. Está alojado numa cavidade óssea do crânio e move-se pela ação conjugada de 6 
músculos. 
 A parede do olho é formada por 3 camadas. A exterior denominada “esclerótica”, 
parte branca, tem uma espessura média de 1 mm. A zona frontal desta camada é 
transparente e chama-se “córnea”. A camada mediana denominada “coróide”, é uma 
membrana rica em vasos sangüíneos, nutre o olho, apresenta em sua parte anterior a 
“íris”, que dá a cor ao olho, com um orifício central denominado “pupila”, agindo como 
um diafragma, controlando a quantidade 
de luz a ser penetrada no olho. 
 
 
 
 
A terceira camada chamada “retina”, é 
a formadora do início da sensação visual, ela 
recebe os impulsos luminosos, transmitem estes 
impulsos ao cérebro por meio do nervo óptico 
que decodifica qual o 
objeto está emitindo 
determinada radiação através do cortex visual. 
 Frente a retina localiza-se o cristalino, uma lente 
formada por 
uma 
substância 
elástica e transparente, mantida em seu 
lugar pelos filamentos dos músculos 
ciliares, que tem a função de modificar a 
curvatura do mesmo, aumentando ou 
diminuindo sua potência em função da 
distância do objeto observado. O 
cristalino funciona também como 
divisor do interior do globo ocular em 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
3 
duas partes, sendo a câmara posterior composta pelo humor vítreo (substância gelatinosa, 
semelhante a clara do ovo) e a câmara anterior composta pelo humor aquoso (líquido 
semelhante a lágrima). 
 
 
 
 
 
Como Funciona? 
 Num olho normal, os raios luminosos emitidos por um determinado objeto, após 
atravessar o sistema óptico do olho (córnea, cristalino) sofrem uma convergência, 
provocando impulsos nas células componentes da retina (cones e bastonetes), que emitem 
radiações para o córtex visual, identificando nitidamente qual o objeto que está emitindo 
determinado feixe de luz. Quando isto ocorre, dá-se o nome de olho “emétrope”. 
 
 
 
 
Quando a imagem recebida é 
tida como desfocada, 
estamos diante de um olho 
“amétrope”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
4 
 
 
 Nos seres humanos a distância entre a retina e o cristalino é fixa, ficando a cargo 
deste, modificar sua estrutura (curvatura), logo sua potência em função da localização dos 
objetos focalizados. Este movimento feito pelos músculos ciliares faz com que os raios 
luminosos convirjam exatamente sobre a retina, nunca antes ou depois, pois nesse caso a 
imagem deixaria de ser nítida. 
 
A detecção dos objetos 
 Cada um dos olhos recebem uma imagem, o cérebro as funde numa só. Quando a 
visão binocular é normal, os eixos dos olhos alinham-se para o ponto de fixação. 
 Se o ponto de fixação está próximo os olhos convergem, permitindo-se ter 
percepções de relevo e profundidade. A falta de equilíbrio binocular nos mostra que 
estamos diante de um estrabismo. 
 Para que os objetos sejam vistos e identificados, é necessário que emitam ou 
reflitam luz, tenham tamanho suficiente e estejam presentes durante o tempo necessário. 
O menor ponto perceptível, depende da acuidade visual de cada um ou do observador. 
 O olho humano tem uma grande capacidade de distinguir cores, diferenciando 
muitos tons. O acromatismo ou popularmente chamado daltonismo, é a incapacidade de 
distingui-las. 
 O campo de visão binocular, é o ângulo máximo de percepção visual dos dois 
olhos, que varia de pessoa para pessoa e também com a idade; é normalmente superior a 
180º. 
 
 
Como vemos? 
 Quando olhamos para um objeto, os raios luminosos dele emanados, atravessam a 
córnea através da pupila, que comandada pela íris, se torna maior ou menor conforme a 
intensidade luminosa, atravessam depois o cristalino, que se necessário modifica sua 
curvatura até que atinge a retina, no fundo do olho, provocando impulsos que são 
transmitidos ao cérebro por meio do nervo óptico, formando assim, a imagem. 
 Se algum dos componentes do olho não se encontra nas melhores condições, não 
vemos bem e assim, podemos ter o que chamamos de defeitos visuais: miopia, 
hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia. 
 
 
 
 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
5 
Ametropias 
 
 Podemos dizer que o olho ametrope é aquele que apresenta qualquer vício de 
refração. Neste caso, o olho não possui seu foco exatamente na retina, seja por problemas 
de acomodação do cristalino, ou porque o olho apresenta uma forma mais ou menos 
alongada no sentido ântero-posterior, ou uma ineficiente curvatura da córnea, o que faz 
com que o foco da imagem se situe antes ou após a retina, podendo ainda ocorrer em 
vários pontos simultaneamente, em função de meridianos. 
 As principais ametropias são a miopia e a hipermetropia, chamadas de simétricas; 
pelo fato de que os raios de luz incidentes de qualquer meridiano convergem para um só 
ponto e o astigmatismo chamado de assimétrica, pelo fato dos raios luminosos incidentes 
de diferentes meridianos, convergirem para uma sucessão de pontos, de acordo com a 
curvatura da córnea e do meridiano correspondente ao respectivo ponto. 
 Além das ametropias citadas, existem ainda outros problemas de visão tais como: 
a presbiopia conhecida pela falta de acomodação do cristalino, as forias conhecidas como 
estrabismo, a catarata que é a opacificação do cristalino, e vários outros problemas 
considerados patológicos que devem ser conhecidos por nós, mas não é o propósito de 
nosso estudo no momento, ficando a nosso critério, pesquisar mais profundamente em 
livros técnicos com maior contexto. 
 Quando estamos diante de um olho que apresenta qualquer tipo de ametropia, 
significa que o mesmo necessita de correção visual, ou seja, um desvio nos raios 
luminosos antes dos mesmos atingirem os meios refrangentes do globo ocular, córnea, 
cristalino, etc.... Isto é feito através da junção de vários prismas colocados em círculos 
unidos pelo ápice ou pela borda, o que chamamos de lentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
6 
AMETROPIAS VISUAIS E SUAS CORREÇÕES 
 
 
MIOPIA 
 
 É a formação da imagem antes da retina, ocorre normalmente quando o olho 
apresenta uma forma mais alongada no sentido ântero-posterior ou quando o poder de 
refração do olho é maior do que o necessário em função de seu diâmetro, decorrente da 
curvatura da córnea. 
 Quando a imagem se forma antes da retina, os objetos vistos ao longe aparecem 
desfocados, enquanto os de perto focam-se perfeitamente. De um modo geral, todo míope 
pode aproximar mais o objeto focalizado do que o normal, o que pode se constituir um 
privilégio de poder enxergar de perto melhor que o emétrope. 
 Sendo a miopia uma convergência maior do que o necessário, sua correção é feita 
através de lentes divergentes de valor igual ao acréscimo de convergência do olho, com 
capacidade para neutralizá-la. 
 
 
 
 
 
 
SINTOMAS: 
Os míopes procuram se aproximar dos objetos para obter boa visão 
Ex: assistir TV bem próximo 
Diminuem as aberturas palpebrais para tentar obter boa visão 
 
CAUSAS: 
Olho maior no seu comprimento; 
Curvatura de córnea mais acentuada; 
Miopia adquirida por excesso de utilização da visão em distâncias próximas; 
Posicionamento do cristalino mais afastado da retina; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 
 
Quando estivermos diante de um cliente míope, a receita estará preenchida com apenas o 
campo esférico com o sinal (- ) acompanhado de um valor númerico que será o poder 
dióptrico, podendo também apresentar o campo das medidas DNP/DP preenchido. 
 Alguns cuidados devemos ter neste tipo de atendimento, entre eles destacamos: 
Verificar a classificação da miopia (alta, média ou baixa) em função desta classificação, 
indicar primeiro o tipo de lente que melhor se adapta com relação ao peso, espessura, 
estética, segurança e etc... 
Peso: identificar nos produtos que serão oferecidos, o índice de refração e trabalhar no 
seguinte sentido: 
Lentes orgânicas: quanto maior o índice de refração mais leve é o seu material 
componente. 
Lentes cristal: quanto maior o índice de refração, mais pesado é o seu material 
componente. 
Espessura: identificar nos produtos que serão oferecidos, o índice de refração e trabalhar 
no seguinte sentido: 
Quanto maior o índice de refração, mais fina ficará a lente, independente do material ser 
cristal ou orgânico. 
Estética: deve ser levado em consideração em todo tipo de atendimento pois estética não 
é só ligada ao tipo de armação, por muitas vezes uma lente mal indicada mata a estética 
de uma bela armação. Na estética deve ser observada a espessura que ficará a lente depois 
de cortada para a armação escolhida. Lembrar sempre que a lente divergente ou negativa 
é fina no centro e grossa nas bordas, partindo deste princípio, devemos escolher sempre a 
menor armação possível combinando com a estética do rosto e a que, bem adaptada, 
deixe os olhos bem próximo do seu centro geométrico. Na estética, hoje com a variedade 
de armações existentes podemos ganhar a fidelidade do cliente a partir de um ótimo 
atendimento. O que devemos lembrar sempre é que o míope é extremamente preocupado 
com estética, aparência após óculos. Se possível, trabalhar sempre oferecendo 
tratamentos como o anti-reflexo, anti-arranhão, UVX e etc... 
 
Segurança: um óculos em uso deve apresentar grande segurança para o usuário. Existem 
padrões de espessuras mínimas para cada material, que garantem durabilidade segurança 
e tranqüilidade no uso dos óculos em condições normais. Alguns itens importantes devem 
ser lembrados: 
Jamais indicar lentes de cristal para crianças; além do risco de quebra, existe o peso das 
lentes sobre o nariz, cartilagem que ainda está em formação. 
Identificar as condições em que serão usados os óculos, esporte, trabalho, lazer etc, e a 
partir disto, trabalhar com os produtos que melhor se adaptam. 
 
 
 
 
Núcleo de Desenvolvimento Comercial 
8 
HIPERMETROPIA 
 
 Podemos dizer que a hipermetropia é o oposto da miopia, pois significa a 
formação da imagem após a retina, normalmente em função de um achatamento no 
diâmetro ántero-posterior do globo ocular. 
 Pelo fato do ponto próximo do olho hipermétrope estar mais afastado do que o 
normal, confunde-nos com a presbiopia por apresentarem a mesma característica. O que 
difere a hipermetropia da presbiopia é que enquanto a hipermetropia ocorre em função de 
uma deformação do globo ocular ou de um vício de acomodação do cristalino, a 
presbiopia é decorrente da falta de acomodação visual. 
 
 
 
 
 
 
SINTOMAS: 
Embaçamento e falta de visão para perto após algum tempo de leitura; 
Desconforto e dores de cabeça depois de algum esforço visual; 
 
Causas: 
Olho menor no seu comprimento; 
Curvatura menor da córnea; 
 Posicionamento do cristalino mais próximo da retina; 
 
 Quando estivermos diante de um cliente hipermétrope, a receita estará preenchida 
apenas com o campo esférico com o sinal ( + ) acompanhado de um valor numérico que 
será o poder dióptrico, podendo também apresentar o campo das medidas DNP/DP 
preenchido. 
 O hipermétrope normalmente não é tão criterioso quanto o míope, o que pode 
muitas vezes nos levar a ser displicentes e não indicarmos o óculos e lentes ideais. A 
preocupação com relação ao tipo de lentes e armação, deve ser o mesmo com uma 
margem de folga um pouco maior do que a atenção voltada para o míope. 
 Devemos lembrar sempre da característica da lente convergente ou positiva, fina 
nas bordas e grossa no centro. A primeira impressão que passa, é a que podemos 
trabalhar com armação maiores para evitar espessura, só que fazendo isto, estaremos 
aumentando peso no rosto, sobre o nariz, o que pode levar o usuário a uma decepção. 
 Devemos trabalhar também com armações que deixem os olhos próximos do seu 
centro geométrico, para termos uma proximidade de espessura nas bordas temporal/nasal, 
superior/inferior. 
 
 
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9 
 Trabalhar com a classificação das dioptrias nos ajuda a indicar o melhor tipo de 
lente, pois as características dos materiais que compõem as lentes são os mesmos para 
dioptrias positivas e negativas. 
 Em dioptrias médias e altas, sempre que possível devemos indicar lentes 
asféricas, pelo fato das mesmas proporcionarem um maior ângulo de campo visual 
fornecendo melhor conforto em uso constante. 
 A maior preocupação que devemos ter com este tipo de atendimento, é fazer com 
que o laboratório faça esta lente pré-calibrada. Para isso, devemos preencher 
corretamente o precal no momento de fazer o pedido ao mesmo, ou em alguns casos, 
enviar a armação para que o serviço seja surfaçado de acordo com os parâmetros 
exigidos. 
 Devemos lembrar que os verdadeiros projetistas dos óculos, somos nós, que 
estamos os indicando, e vem daí, a divulgação de nosso trabalho, que quando bem feito 
pode nos trazer indicação, é o marketing boca-a-boca, de investimento zero e alto retorno. 
 
 
 
 
ASTIGMATISMO 
 
 Enquanto na miopia ou na hipermetropia o foco não se processa na retina devido 
ao formato mais ou menos alongado do globo ocular, no astigmatismo o olho pode ter 
seu formato normal, mas nem todos os raios luminosos que nele penetram tem seu foco 
na retina, devido a diferenças de refração em função das curvaturas da córnea ou do 
cristalino. Pode ocorrer também simultaneamente astigmatismo acompanhado de miopia 
ou hipermetropia. 
 
 
 
 
 
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SINTOMAS: 
Visão borrada em astigmatismos maiores do que 0,75; 
Troca de letras durante a leitura; 
Inclinação da cabeça mesmo que de forma inconsciente para obter melhora na visão; 
Dôr nas têmporas; 
 
CAUSAS: 
Diferença entre as curvaturas externas da córnea; ( de córnea ) 
Diferença nas curvaturas das superfícies do cristalino; ( residual ) 
 
 
Podemos dividir o astigmatismo em 5 tipos: 
 Miópico simples 
 composto 
 
 Hipermetrópico simples 
 composto 
 
 Astigmatismo misto 
 
 
 
 
 
 Todo astigmatismo é corrigido com lentes esférico-cilíndricas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ASTIGMATISMO MIÓPICO SIMPLES 
 
 É aquele no qual, a luz emitida por um meridiano se foca sobre a retina e a do 
meridiano perpendicular, se forma antes da retina. 
 Na receita óptica, encontraremos o campo esférico em branco ou com poder de 
combinação nulo, o campo cilíndrico com sinal ( + ) ou ( - ), acompanhado do eixo. 
Podemos dizer também lentes plano cil negativas. 
 
Longe Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 0,00 -0,50 30 
OE -0,50 +0,50 120 
Perto Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 
OE 
 
Estética: 
A 30º a lente terá a espessura de uma lente plana e a 120º terá a espessura de uma de – 
0,50 DIOP. 
 
 
ASTIGMATISMO HIPERMETRÓPICO SIMPLES 
 É aquele no qual, a luz emitida por um meridiano, se foca sobre a retina e a do 
meridiano perpendicular se forma após a retina. 
 Na receita óptica, encontraremos o campo esférico em branco ou com poder de 
combinaçãonulo, o campo cilíndrico com o sinal ( + ) ou ( - ), acompanhado do eixo. 
Podemos dizer também lentes plano cil positivas. 
 
 
 
Longe Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 0,00 +1,00 90 
OE +1,00 -1,00 180 
Perto Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 
OE 
 
 
Estética: 
A 90º a lente terá a espessura de uma lente plana e a 180º terá a espessura de uma lente + 
1,00 DIOP. 
 
 
 
 
 
As duas formas de demonstrar uma mesma 
necessidade de correção. 
(astigmatismo miópico simples) 
As duas formas de preenchimento da receita, 
demonstram a necessidade de correção. 
(astigmatismo hipermetrópico simples) 
 
 
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ASTIGMATISMO MIOPICO COMPOSTO 
 É aquele no qual, a luz emitida por um meridiano se foca antes da retina e a do 
meridiano perpendicular se forma também antes da retina em um ponto diferente, ou seja, 
a luz se foca antes da retina em pontos diferentes. 
 Na receita óptica, encontraremos o campo esférico preenchido com o sinal ( - ) 
seguido do valor numérico que é a força dióptrica, o campo cilíndrico preenchido com o 
sinal ( + ) ou ( - ), acompanhado de outro valor numérico e o campo eixo preenchido com 
um valor entre ( 0º e 180º). Podemos dizer também lentes que apresentam os dois 
meridianos principais com força negativa. 
 
 
Longe Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD -5,00 -0,50 100 
OE -5,50 +0,50 10 
Perto Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 
OE 
 
 
Estética: 
A 100º a lente terá a espessura de uma lente de – 5,00 DIOP, enquanto a 10º terá a 
espessura de uma lente – 5,50 DIOP. 
 
ASTIGMATISMO HIPERMETRÓPICO COMPOSTO 
 É aquele no qual, a luz emitida por um meridiano, se foca após a retina em um 
ponto e a do meridiano perpendicular também se forma após a retina em um outro ponto, 
ou seja, a luz se foca após a retina em pontos diferentes. 
 Na receita óptica, encontraremos o campo esférico preenchido com o sinal ( + ) 
acompanhado do valor dióptrico, o campo cilíndrico preenchido com o sinal ( + ) ou ( - ), 
acompanhado do eixo. Podemos dizer também lentes que apresentam os dois meridianos 
principais com força positiva. 
 
 
 
Longe Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD +3,00 +1,00 40 
OE +4,00 -1,00 130 
Perto Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 
OE 
 
Estética: 
A 40º a lente terá a espessura de uma lente + 3,00 DIOP e a 130º terá a espessura de uma 
lente + 4,00 DIOP. 
 
As duas formas de preenchimento da receita, 
demonstram a mesma necessidade de correção. 
(astigmatismo miópico composto) 
As duas formas de preenchimento da receita, 
demonstram a mesma necessidade de correção. 
(astigmatismo hipermetrópico composto) 
 
 
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ASTIGMATISMO MISTO 
 É aquele no qual, a luz emitida por um meridiano, se foca antes da retina e a do 
meridiano perpendicular se foca após a retina , ou seja, o olho seria míope e hipermétrope 
ao mesmo tempo. 
 Na receita óptica, encontraremos o campo esférico preenchido com o sinal ( + ) 
ou ( - ) acompanhado do valor dióptrico, o campo cilíndrico preenchido sempre com o 
sinal inverso ao do campo esférico e com o valor numérico sempre maior. Podemos dizer 
também lentes que apresentam em um dos meridianos uma força positiva e no outro uma 
força negativa. 
 
 
Longe Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD +1,00 -3,00 20 
OE -2,00 +3,00 110 
Perto Esférico Cilíndrico Eixo DP 
OD 
OE 
Estética: 
A 20º a lente terá a espessura de uma lente + 1,00 DIOP e a 110º a espessura de uma 
lente - 2,00 DIOP. 
 
PRESBIOPIA 
 Depois dos 40 anos, o cristalino começa a perder elasticidade, logo capacidade de 
acomodação, tornando-se difícil a visão nítida a curtas distâncias. Também conhecida 
como vista cansada, é percebida pelo cliente quando o mesmo começa a sentir a 
necessidade de afastar com os braços um objeto de leitura. A sua correção de um modo 
geral é feita com lentes positivas no caso dos emétropes, positivas mais fortes nos 
hipermétropes, e nos míopes dependendo de sua classificação; sendo as baixas com 
possibilidade de correção com lentes positivas e as médias e altas corrigidas com lentes 
negativas mais fracas. 
 Com o passar do tempo, a presbiopia vai aumentando gradativamente, chegando 
na maioria das vezes a demonstrar também a necessidade de correção a médias 
distâncias. 
 
 
SINTOMAS: 
O afastamento dos objetos de leitura com os braços; 
Procura de locais mais iluminados para a leitura; 
Queixa de dores de cabeça; 
 
CAUSA: 
 - Perda de acomodação do cristalino. 
 
 
 
 
As duas formas de preenchimento da receita, 
demonstram a mesma necessidade de correção. 
(astigmatismo misto) 
 
 
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Na correção da presbiopia, são usadas lentes positivas com poder dióptrico que compense 
a perda de acomodação do cristalino, podendo, quando o olho for míope médio/forte 
(acima de –3.50) ser corrigido com lentes negativas mais fracas ou lentes planas. Para a 
melhor correção com lentes aconselha-se o uso de lentes progressivas, que permitem 
repor a capacidade visual a todas as distâncias. 
 
OUTRAS DISTORÇÕES VISUAIS ENCONTRADAS NO DIA A DIA 
 
 ANISOMETROPIA: É quando no exame de refração se constata uma diferença 
dióptrica maior do que 3,00 entre o OD e OE. 
 Ex: OD = + 1,25 OE = - 2,50 
 OD = + 0,50 OE = + 4,50 
 OD = - 1,00 OE = - 5,00 
 
ANISEICONIA: É uma conseqüência da anisometropia, como a refração entre OD 
e OE são bem diferentes, as imagens formadas são de tamanhos diferentes, podendo 
ocasionar visão dupla. A melhor forma de correção é através de lentes de contato. 
 
DALTONISMO: É a dificuldade de distinguir cores, principalmente o verde e o 
vermelho que são confundidos pelo cinza. É conhecido também como acromatopsia. 
Não existe mulher daltônica. 
 
CERATOCONE: Deficiência de visão grave, causada pela deformação da córnea que 
atinge curvas muito altas ( acima de 50 diop )fazendo com que ela pareça um cone. Deve 
ser corrigido com lentes de contato não gelatinosas . 
 
AMBLIOPIA: É a redução da visão resultante da refração desigual em ambos os olhos, 
podendo ser congênito ou em função de alguma cirurgia ( catarata ). Quando é 
congênita, além da correção optica tem que existir um acompanhamento ortóptico, por 
isto a importância do exame clínico em crianças. 
É o impedimento da qualidade visual sem lesão dos meios transparentes, a perda visual 
ocorre na retina, em função da falta de estímulo das células fotoreceptôras . 
É mais freqüente na hipermetropia 
 
ESTRABISMOS/ HETEROFORIAS: É um defeito no funcionamento do mecanismo 
de fusão sensorial e motora afetando o paralelismo ocular, podendo ser classificados 
segundo o tipo e a direção do desvio. 
Exoforia - desvio dos olhos para fora 
Esoforia - desvio dos olhos para dentro 
Hiperforia - desvio dos olhos para cima 
Hipoforia - desvio dos olhos para baixo 
Cicloforia - rotação nos olhos desnivelando a altura 
 
 
 
 
 
 
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ÓPTICA OFTÁLMICA 
 
ÓPTICA: 
Parte da Física que investiga os fenômenos de produção, transmissão e detecção de 
radiação eletromagnética de comprimento de onda, compreendido entre 
aproximadamente 10 Aº e 1mm. 
Aspectos ou perspectivas dos objetos vistos, visão. 
Estabelecimento onde se vendem e/ou fabricam instrumentos ópticos, sobretudo óculos. 
ÓPTICO: 
Relativo à visão ou ao olho, ocular. 
Especialista em óptica. 
OFTALMOLOGISTA: 
Médico especialista no olho e suas doenças. 
*Fonte: “Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa” Folha/Aurélio. 
 
LUZ 
 
 A maior parte das informações que recebemos nos são transmitidas através da 
visão, que é um fenômeno psicofísico pelo qual o homem exerce o domíniode si mesmo 
e o de dominador de sua própria criação. A maior parte de tudo que vemos tem como 
causa o reflexo da luz sobre corpos iluminados. É essa energia que através de nossos 
olhos vai provocar em nosso cérebro a sensação da visão de luz e cor. Todos os corpos 
possuem a propriedade de refletir a luz e na sua maioria, sendo opacos, a refletem para 
todas as direções devido a irregularidade de suas superfícies, formando a reflexão 
irregular a qual devemos o sentido de distinguir os objetos que nos rodeiam. A luz visível 
provoca a sensação visual pelo estímulo dos elementos sensoriais da retina, sendo o olho 
um seletor sensível a uma faixa de 390 a 750 n m . 
 A luz quando deixa a sua fonte, se propaga em uma série de pulsações periódicas 
e continua sua trajetória em todas as direções a uma velocidade constante, a menos que 
algum objeto a pare ou interrompa sua direção. A luz se propaga a uma velocidade de 
300.000 km/s e em linha reta, se colocarmos algum objeto em sua trajetória, ela mudará 
de direção. A luz quando proveniente de uma distância superior a 6 metros é considerada 
como em linha reta e por conseqüente paralela. 
 
Refração da Luz 
 
 Chamamos de refração o desvio que a luz sofre ao atravessar dois meios de 
densidades diferentes, quando a mesma incide obliquamente, ocorrendo também aí uma 
alteração em sua velocidade. 
Propagação da Luz = A luz emitida por uma fonte luminosa se espalha pelo 
espaço em todas as direções, recebendo o nome de feixe luminoso. 
O fenômeno de propagação é regido por 3 leis : 
Lei da Propagação Retilínea = “Nos meios homogêneos, a luz se propaga 
em todas as direções e em linha reta com uma velocidade uniforme “ 
Lei da Independência do Raio Luminoso = “Mesmo sendo impossível 
isolar uma raio luminoso, cada um opera independente dos outros do mesmo feixe “ 
 
 
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 Lei do Retorno inverso = “ Após de atravessar diversos meios mudando de 
 direção, se refletirmos um raio de luz sobre si mesmo, ele percorrerá o 
 mesmo caminho de volta “. 
 
 
PRISMA 
 Denomina-se prisma um meio transparente com um determinado índice de 
refração, delimitado por duas superfícies não paralelas que tem a propriedade de desviar 
para a base os raios de luz por ele refratados. Vértice do prisma é o ponto onde as duas 
superfícies se encontram e a base é a parte mais espessa oposta perpendicularmente ao 
vértice. 
 O poder de refração que um prisma exerce sobre a luz varia em função de dois 
elementos: 
O índice de refração do material de que é feito o prisma; 
O ângulo formado por suas duas superfícies; 
 A unidade de medida do prisma é a dioptria prismática ( ), adotada por 
Prêntice, acompanhada do valor numérico de dioptrias e da indicação do posicionamento 
de sua base. Prêntice determinou que uma dioptria prismática ( 1.00 ) é capaz de 
desviar um raio de luz em um centímetro na distancia de um metro, ou seja, um raio de 
luz que por ele atravessa na distancia de um metro se desloca em um centímetro, se o 
prisma for de 2.00 diop. nesta mesma distancia desloca-se 2 cm, se for de 3.00 diop. 
desloca-se 3 cm e assim sucessivamente. 
 
 PRENTICE 
 
 A B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 metro 1 metro 
1 cm 2 cm 
 = Delta 
2 
 
1 
 
 
 
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LENTES 
 
 Lente é um meio transparente limitado por duas superfícies geometricamente 
definidas, com o objetivo de desviar o raio de luz de sua trajetória, convergindo-o ou 
divergindo-o para um ponto chamado foco. 
 Para que a luz seja desviada, é necessário que uma das superfícies possua uma 
curvatura maior que a outra superfície oposta, obtendo assim uma forma prismática que 
aumenta gradativamente do centro para a borda da lente. 
 Uma lente capaz de provocar um determinado efeito de refração nada mais é do 
que uma sucessão de prismas colocados em círculos unidos pela base ou pelo vértice num 
mesmo ponto chamado de eixo óptico ou centro óptico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ápice Base 
Deslocamento aparente das imagens 
 
 
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LENTES CONVERGENTES OU POSITIVAS: 
 
 São aquelas formadas por uma sucessão de prismas colocados em círculos com a 
base voltada para o centro, se caracterizam por serem mais grossas no centro e fazem 
com que um feixe de raios luminosos paralelos possa convergir para um ponto chamado 
foco real. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estas lentes podem se apresentar com as seguintes formas: 
 
PLANO-CONVEXAS: São aquelas que se constituem de uma superfície plana e outra 
convexa; 
 
 
 
Superfície Plana Superfície Convexa 
Lente 
Plano-convexa 
Lente 
Bi-convexa 
Lente 
côncavo-convexa 
Foco Real 
 
Foco Real 
 
Foco Real 
 
 
 
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BICONVEXAS: São aquelas que se constituem de duas superfícies convexas; 
 
 
 
 
 
 
 
CONVEXO-CÔNCAVA: São aquelas que apresentam uma superfície côncava e outra 
convexa de maior valor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Superfície Convexa Superfície Convexa 
Superfície Côncava Superfície Convexa 
 
 
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LENTES DIVERGENTES OU NEGATIVAS: 
 
 São aquelas formadas por uma sucessão de prismas colocados em círculos com o 
ápice ou vértice voltado para o centro, se caracterizam por serem mais finas no centro e 
fazerem com que um feixe de raios luminosos paralelos possa divergir para um ponto 
chamado de foco virtual. 
 Estas lentes podem se apresentar com as seguintes formas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO-CÔNCAVA: São aquelas que se constituem de uma superfície plana e outra 
côncava. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lente 
Plano-côncava 
Lente 
Bi-côncava 
Lente 
Côncavo-convexa 
Foco 
Virtual 
Foco 
Virtual 
Foco 
Virtual 
Superfície Côncava 
Superfície Côncava 
Superfície Plana 
 
 
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BICÔNCAVA: São aquelas que se constituem de duas superfícies côncavas. 
 
 
 
 
 
CÔNCAVO-CONVEXA: São aquelas que se constituem de uma superfície convexa e 
outra côncava de maior valor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As formas geométricas das lentes sempre terão variações entre as citadas aqui, o 
que as tornará diferentes é que as mesmas se destinam a correções visuais opostas e 
quanto a sua forma, algumas oferecem campos visuais mais confortáveis do que as 
outras. Enquanto a hipermetropia exige correção com lentes convergentes, a miopia é 
corrigida com lentes divergentes e os astigmatismos são corrigidos com combinações 
entre lentes convergentes, divergentes ou combinações entre ambas. 
 As lentes convergentes sempre terão a curvatura externa ( positiva ) maior do que a 
interna ( negativa ), enquanto nas divergentes ocorrerá o contrário e o de acordo com o 
próprio nome as lentes bi , terão sempre duascurvaturas iguais, sendo que uma terá 
sempre um menor valor, quando empregadas no uso de óculos. 
 
Superfície Côncava Superfície Côncava 
Superfície Côncava Superfície Convexa 
 
 
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 DIOPTRIA = É a unidade do sistema métrico usado para medir o poder ou a força 
que uma lente exerce sobre a luz, que nos é apresentada no resultado do exame de 
refração em valores numéricos divididos em quartos de dioptria ( 0.00 - 0.25 - 0.50 
- 0.75 ) antecedidos de um sinal ( + , - ). Na surfaçagem, os valores numéricos são 
divididos em dezesseis partes que formam os valores dos moldes que irão gerar as 
superfícies combinatórias para a dioptria requerida ( 0.00 - 0.06 - 0.12 - 0.18 - 0.25 
- 0.31 - 0.37 - 0.43 - 0.50 - 0.56 - 0.62 - 0.68 - 0.75 - 0.81 - 0.87 - 0.93 ... ) 
 
 FORÇA DIÓPTRICA = É a capacidade de convergência ou poder de refração 
que uma lente pode Ter sobre a luz. As variáveis que determinam essa força são : o 
índice de refração do material que será confeccionada a lente; a espessura existente entre 
suas duas superfícies; a diferença existente entre as curvaturas das mesmas. As forças 
dióptricas que uma lente pode ter são: força esférica, força astigmática ou cilíndrica e 
força prismática. 
 
Lentes Esféricas 
 
 Como o nome lembra, vem da esfera. Considerando a lente como uma esfera que 
recebe os raios luminosos de todas as direções ( meridianos/eixos ), fazem com que os 
raios luminosos após sofrerem a vergência ( desvio ), foquem em um só ponto. Podemos 
falar também que é aquela que possui o mesmo poder dióptrico em todos os meridianos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
+ 2,00 
+ 2,00 + 2,00 
+ 2,00 
- 2,00 
- 2,00 - 2,00 
- 2,00 
 
 
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23 
LENTES COMBINADAS, CILÍNDRICAS, TÓRICAS ( + / - ) 
 
 Como o próprio nome diz, estas lentes deixam de ser esféricas, com uma das 
superfícies apresentando valores diferentes o que consequentemente fará com a lente 
tenha poder de desvio do raio luminoso diferente ao longo de seus meridianos ou eixos, 
apresentará mais de uma distância focal. Existem 2 tipos de lentes combinadas , 
cilíndricas ou tóricas . 
1 – Lente Plano cilíndrica 
2 - Lente Esférico-cilíndrica 
 
 1 - Lente Plano-cilíndrica 
 É aquela que apresenta um meridiano neutro ( plano ) e outro com algum poder 
dióptrico, ou seja, é aquela na qual um foco se encontra no infinito ( 0,00 ) e o outro foco 
a uma distância que varia de acordo com a dioptria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
0 180
270 
90
-1,00 
-1,00 
0,00 0,00 
Esta lente tem um foco na linha vertical e 
não possui na linha horizontal 
Toda a luz que atravessa a lente no meridiano 
vertical ( 90 º ) tem um foco equivalente a uma 
lente de 1,00 diop.( 1000mm ), enquanto a que 
atravessa na linha horizontal ( 0 º ou 180 º ) não 
sofre desvio, portanto não possuindo foco. 
 
 
0 180
270 
90
+ 2,00 
+2,00 
0,00 0,00 
Esta lente tem um foco na linha vertical e 
não possui na linha horizontal 
Toda a luz que atravessa a lente no meridiano 
vertical (90 º) tem um foco equivalente a uma 
lente de 2,00 diop.( 500mm ), enquanto a que 
atravessa na linha horizontal (0 º ou 180 º) não 
sofre desvio, portanto não possuindo foco.

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