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Farmacognosia II FARMACOGNOSIA II Lignoides Farmacognosia II GLICOSE Polissacarídeos Heterosídeos Ácido Chiquímico Antraquinonas, flavonóides Acetil-CoA e taninos condensados Triptofano Fenilalanina/ Ácido Gálico Ciclo do Ácido Via do Condensação Tirosina Cítrico Mevalonato Alcalóides Taninos Ácidos graxos indólicos e hidrolisáveis Acetogeninas quinolínicos Ornitina Isoprenóides Protoalcalóide Ácido Cinâmico Lisina Alcalóides Isoquinolínicos Alcalóides Terpenóides Benzilisoquinolínicos Fenilpropanóides pirrolidínicos, e esteróides tropânicos, Lignanas e ligninas pirrolizidínicos, Cumarinas piperidínicos e quinolizidínicos Farmacognosia II Caracterização de lignoides Lignoides • São micromoléculas, cujo esqueleto é formado exclusivamente pelo grupo fenilpropânico (C6.C3)n, “n” restrito a poucas unidades (GOTTLIEB, 1984). • Adicionalmente, pode haver outros grupos. • Possuem importante atividade aleloquímica nas plantas e ações farmacológicas no homem (GOTTLIEB, 1988). • Possuem aplicações terapêuticas importantes. • Formam um grupo com grande variação estrutural, sendo descritos mais de 500 lignoides. • Existem diversas classes de lignoides como ligninas, lignanas, neolignanas, alolignanas, norlignanas, oligolignoides e heterolignoides, sendo as lignanas e neolignanas as classes mais numerosas (GOTTLIEB, 1984). Farmacognosia II Caracterização de lignoides Ligninas • As ligninas são substâncias que se depositam na parede das células vegetais conferindo rigidez. • A proporção de lignina na biomassa vegetal só perde para os carboidratos. • As ligninas são macromoléculas, polímeros de unidades básicas C3 – C6 com muitas unidades básicas de fenilpropânicas. • Interesse econômico da lignina está voltado para a indústria de celulose e papel. • Em termos farmacêuticos, existe interesse nos métodos de degradação dos polímeros de ligninas, visando a obtenção de unidades monoméricas e diméricas, além da análise qualitativa e quantitativa do produto degradado. Farmacognosia II Formação de lignoides Biossíntese • São biossintetizados nos passos finais da via do ácido chiquímico. • O lignoides são formados a partir da união dos álcoois entre si, entre os álcoois com ácidos cinâmicos ou pela união com outros grupos. • As ligninas são formadas pela união dos álcoois p-cumarílico, coniferílico e sinapílico (cinamílico). • Os demais lignoides são formados pelo acoplamento oxidativo do ácido cinâmico, álcool cinamílico, propenilfenois e alilfenóis. Farmacognosia II Formação de lignoides Formação dos demais lignoides • Os principais lignoides de interesse farmacêutico são as lignanas, as neolignanas, as alolignanas, as norlignanas, os oligolignoides e os heterolignoides. • O acoplamento oxidativo do ácido cinâmico, álcool cinamílico, propenilfenois e alilfenóis formam esses compostos. • Lignanas são dímeros formados através do acoplamento oxidativo de álcoois cinamílico entre si ou destes com ácidos cinâmicos. • As neolignanas se originam do acoplamento oxidativo de alil e/ou polifenóis. Farmacognosia II Classificação de lignoides Classificação • Os lignoides podem ser subdivididos em: lignanas; neolignanas, alolignanas, norlignanas, oligolignoides, heterolignoides. • Lignanas são dímeros de álcoois cinamílicos entre si ou deles com o ácido cinâmico. Possuem os Cγ (C9) oxigenado. • As neolignanas se originam do acoplamento oxidativo de alil fenóis e polifenóis entre si ou cruzados, não possuem o Cγ (C9) oxigenado. Farmacognosia II Classificação de lignoides Classificação • As alolignanas são dímeros mistos de arilpropanoides, ou seja, possuem um Cγ oxigenado e o outro não oxigenado. • As norlignanas possuem um átomo de C a menos que os precursores primários. • Os oligolignoides são oligômeros de lignoides, resultantes da condensação de 3 a 5 unidades fenilpropanóidicas. • Os heterolignoides são moléculas de estruturas diversas, contendo lignoides acoplados a uma outra classe de produtos naturais (Ex.: flavolignanas). Farmacognosia II Importância dos lignoides Importância dos lignoides • Possuem importante atividade aleloquímica nas plantas. • Exercem papel de defesa contra insetos como observado no efeito antialimentar da piperenona da Piper futokadzura Sieb. • As lignanas são acumuladas em madeira como resposta a ferimento mecânico, invasão fúngica ou bacteriana a fim de proteger a madeira contra micro-organismos (fenólica-fungicida). • Mais de 500 lignoides estão relatados na literatura sendo 90% lignanas e neolignanas. • Lignanas e neolignanas têm atraído grande interesse devido à sua ampla ocorrência e à extensa gama de atividades biológicas. Farmacognosia II Propriedades farmacológicas Atividades biológicas de lignanas e neolignanas Algumas lignanas e neolignanas possuem atividades farmacológicas como: • Anti-inflamatória de Magnólia salicifolia. • Antifúngica, antioxidante antitumoral do ácido nordi-hidroguaiarético (Larrea cuneifolia). • Anti-HIV da ARCTIGENINA (Ipomoea cairica). • Antialérgica, antiespasmódica, anti-PAF, anticonvulsivante da iangambina (Ocotea duckei). • Anti-hepatotóxica e regeneradora do parênquima hepático (equizanterinas). • Antineoplásica da podofilotoxina (Podophyllum hexandrum). Farmacognosia II Drogas com lignoides Podofilo • Origem botânica: Podophyllum peltatum. • Sinonímia: P. hexandrum. • Família: Berberidaceae. • Farmacógeno: rizomas e raízes dessecados. • Origem geográfica: EUA e Canadá. https://en.wikipedia.org/wiki/Podophyllum prairiemoon.com Farmacognosia II Drogas com lignoides Podofilo • Composição química: Lignanas e β-Peltatina, α-Peltatina e podofilotoxina. Farmacognosia II Drogas com lignoides Podofilo • Propriedades terapêuticas: • As preparações de uso sistêmico contendo podofilotoxina possui elevada toxicidade levando a distúrbios gastrintestinais, renais, hepáticos e do sistema nervoso central. • Apenas o uso tópico é recomendado como antimitótico ou como queratolítico. • Derivados semissintéticos despertam interesse devido suas propriedades anti-cancerígenas (Etoposideo e tenoposideo) e anti-HIV. Farmacognosia II Drogas com lignoides Podofilo • Propriedades terapêuticas: • Os derivados semissintéticos etopósido e tenipósido inibidores da topoisomerase II. • São usados na leucemia pediátrica, sarcoma de Kaposi (HIV), cancer de pulmão, ovário, testículos, da bexiga e do cérebro. commons.wikimedia.org Farmacognosia II Drogas com lignoides Cardo Mariano • Origem botânica: Silybum marianum. • Origem Geográfica: área mediterrâneo. • Farmacógeno: fruto maduro seco. • Nome popular: cardo-de-leite ou cardo-maria. www.brc.ac.uk Alexander Raths / Shuttertock Farmacognosia II Drogas com lignoides Cardo Mariano • Composição química: Possui em sua composição heterolignoides flavolignanas que são mistura de lignanas e flavonoides. Farmacognosia II Drogas com lignoides Cardo Mariano • Propriedades terapêuticas: Anti-hepatóxica: prevenção intoxicação (CCl4 e galactosamina); Protetor do fígado ictericia. Farmacognosia II Revisando... 1. Características de lignoides; 2. Classificação de lignoides; 3. Importância de lignoides; 4. Propriedades farmacológicas; 5. Propriedades toxicológicas; 6. Drogas com lignoides. Farmacognosia II Curiosidades surgidas na aulaO fitoterápico Legalon é de fato da planta Cardo mariano ou Silybum marianum, apesar da população procurar comprar como “alcachofra”. O nome científico da alcachofra é Cynara scolymus L., espécie diferente da anterior. Farmacognosia II FARMACOGNOSIA II Cumarinas Farmacognosia II Caracterização de cumarinas Introdução • As cumarinas são substâncias de origem natural amplamente distribuídas nos vegetais, predominantemente nas angiospermas. • Os fungos e bactérias também podem sintetizar cumarinas. • Em 1820, Vogel isolou pela primeira vez a 1,2- benzopirona (cumarina) da planta Coumarouna odorata (Dipteryx odorata, Willd, Fabaceae) popularmente conhecida como fava-tonca. Coumarouna odorata Cumarina Farmacognosia II Importância das cumarinas Importância • As cumarinas possuem uma ampla aplicação na indústria. • As cumarinas simples possuem odor característico e acentuado, estabilidade e custo reduzido, por isso são muito utilizadas. • A 3,4-Dihidrocumarina é um componente de perfume industrial. • A 7-Hidroxicumarina é usado em protetores solares. • A 4-Hidroxicumarina é usada na produção do dicumarol e da warfarina, que são usados como rodenticidas. Farmacognosia II Formação das cumarinas Biossíntese • As cumarinas têm origem metabólica na via do ácido chiquímico. • São biossintetizados a partir da condensação aldólica da eritrose-4-fosfato e fosfoenolpiruvato derivados da quebra oxidativa da glicose. • Biossíntese fenilalanina após a formação dos ácidos chiquímico, corísmico e prefênico. • A desaminação pela enzima fenilalanina amonialiase, origina o ácido cinâmico, precursor da maioria dos fenilpropanoides e também das cumarinas. Farmacognosia II Formação das cumarinas Biossíntese A partir do ácido ácido cinâmico, a biossíntese das cumarinas segue as seguintes etapas (CZELUSNIAK et al., 2012): • Hidroxilação orto da cadeia lateral do ácido cinâmico catalisada pela enzima trans- cinamato-4-hidroxilase (a). • O-glicosilação do ácido o-cumárico (b) e a isomerização cis/trans da dupla ligação da cadeia lateral (c). • A última etapa (d) é a lactonização do ácido o-cumárico que leva à formação das cumarinas. Farmacognosia II Formação dos derivados de cumarinas Prenilação das cumarinas • O núcleo básico das cumarinas podem sofrer prenilação, ou seja, adição de unidade difosfato de mimetilalilo (DMAPP). • Essas cumarinas possuem via metabólica mista, uma vez que usam a rota do ácido chiquímico e do acetato na sua formação. • A partir da adição das unidades isopreno e da reação de epoxidação são produzidas a pirano e furanocumarinas lineares e angulares. • Grupos isoprenoides são comuns a muitas cumarinas. Farmacognosia II Classificação das cumarinas Classificação de cumarinas • Cumarinas simples: possuem radicais hidróxi, alcóxi, alquil, assim como as formas glicosídicas. • As furanocumarinas possuem um anel furano condensado ao núcleo cumarínico e seus substituintes estão ligados às posições dos demais anéis benzenoides (C5, C6, C7 e C8). Farmacognosia II Classificação das cumarinas Classificação de cumarinas • Piranocumarinas: possuem um anel pirano. • Cumarinas com substituintes no anel pirona: possuem substituintes na posição C3 e C4. Farmacognosia II Extração e identificação de cumarinas Extração • O anel lactônico, no alcalino sofre abertura, formando sais solúveis em água. • A acidificação em meio aquoso acarreta a relactonização do anel possibilitando a extração com solventes orgânicos. • A quantificação de cumarinas é feita por métodos cromatográficos e a determinação da estrutura por métodos espectroscópicos. Farmacognosia II Extração e identificação de cumarinas Identificação • As cumarinas possuem um espectro ultravioleta característico, o qual é fortemente influenciado pela natureza e posição dos grupos substituintes. • As cumarinas são facilmente visualizadas por cromatografia em camada delgada, em que as manchas sob ação da luz UV aparecem em diversas cores, como azul, amarela e roxa (KUSTER; ROCHA, 2003). Farmacognosia II Propriedades farmacológicas das cumarinas Propriedades farmacológicas • Inibidoras da agregação plaquetária: a propriedade de inibir a agregação concomitantemente com a ação vasodilatadora promove seu uso na tratamento da hipertensão e na Insuficiência cardíaca congestiva. • Vasorrelaxante: a potencial ação vasodilatadora das cumarinas ocorre pelo relaxamento das musculaturas lisa e cardíaca. São agentes anti-hipertensivos e podem ser utilizadas no tratamento da disfunção erétil masculina. Farmacognosia II Propriedades farmacológicas das cumarinas Propriedades farmacológicas • Anti-inflamatória: em consequência da sua atividade antioxidante, como a 7,8-di-hidroxicumarina, que sequestra radicais superóxidos de neutrófilos e fagocíticos ativados, envolvidos nos processos inflamatórios. • Antioxidante: são antioxidantes naturais, mas a relação estrutura-atividade não está elucidada. • As cumarinas fraxetina, escopoletina e a cleomiscosina-A inibem a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL) e quelam o ferro (Fe). Farmacognosia II Propriedades farmacológicas das cumarinas Propriedades farmacológicas • Antiparasitária: • Atividade antifilarial capazes de eliminar o parasita na fase adulta sendo úteis no combate da inflamação e da infecção filarial simultaneamente. • Atividade antimalárica in vitro da cumarina isolada da raiz da planta Toddalia asiática contra formas tripomastigotas do Trypanosoma cruzi. drfarrahcancercenter.com Toddalia asiática Farmacognosia II Propriedades farmacológicas das cumarinas Propriedades farmacológicas • Antibacteriana: o mecanismo de ação antibacteriana se deve à capacidade das cumarinas de interagirem com o DNA. • Antiviral: atividade antiviral das cumarinas, em especial sobre o vírus HIV, os compostos cumarínicos inibem a enzima transcriptase reversa. • Antifúngica: vários derivados hidroxilados apresentam atividade antifúngica. A isocumarina 3,5- di-metil-8-hidroxi-7-metoxi-3,4-di-hidroisocumarina apresentou atividade para o fungo Aspergillus niger. Farmacognosia II Propriedades farmacológicas das cumarinas Propriedades farmacológicas • Atividade cutânea: as furanocumarinas ou psoralenos absorvem energia na região ultravioleta sendo muito reativas sob incidência de luz. • Citotóxica e Antitumoral: atividade imunomodulatória e a ação direta nas células cancerígenas. • Usada na fotoquimioterapia PUVA (psoralenos + UVA) para o tratamento de psoríase, vitiligo, micoses, eczemas. • Crescente incidência de câncer de pele necessitando de uma avaliação risco benefício rigorosa. Farmacognosia II Propriedades toxicológicas das cumarinas Propriedades toxicológicas • O FDA, em 1954, baniu o uso da cumarina, devido à atividade hepatotóxica. • Algumas cumarinas, sintetizadas por fungos, são tóxicas, como as aflatoxinas produzidas por espécies de Aspergillus. • As micotoxinas de origem cumarínica oriundas do crescimento de fungos dos gêneros Penicillium e Aspergillus produzidas durante o crescimento fúngico em grãos, alimentos processados estão relacionadas a intoxicações agudas ou crônicas. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Angélica • Origem botânica: Angelica archangelica L. • Origem geográfica: Norte da Europa. • Família: Apiaceae. • Farmacógeno: Raízes e rizomas secos. www.wala.de Farmacognosia II Drogas com cumarinas Angélica Composição química: • Os óleos essenciais são constituídos de monoterpenos, lactonas macrocíclicas, ácidos fenólicos, flavonoides, esteroides, cumarinas simples e furanocumarinasangulares e lineares, entre outros. • Os monoterpenos (73%) como ésteres terpênicos alifáticos representam 1,5%-2% do óleo essencial. • As furanocumarinas presentes são as angelicina, a imperatorina e o bergapteno. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Angélica Propriedades farmacológicas: • A angelicina tem o poder sedativo comparável ao clordiazepóxido e propriedades vasodilatadoras e antitrombóticas. • As furanocumarinas angelicina, imperatorina e bergapteno são fotossensibilizantes usadas no vitiligo. • As furanocumarinas estimulam o apetite e as secreções digestivas, sendo usadas na flatulência e no desconforto gástrico. • Não apresenta relação risco benefício aceitável (Devido às reações de fotossensibilidade causadas pela presença das furanocumarinas) . revistaipe.com.br Farmacognosia II Drogas com cumarinas Angélica Propriedades Toxicológicas: • O óleo essencial em altas doses pode exercer efeito paralizante cerebral. • As furanocumarinas são fotossensibilizantes à exposição ao sol pode levar a formação de vesículas edemas e hiperpigmentação. • O uso prolongado pode levar a casos de necrose cutânea induzida por cumarinas. medicinanet.com.br Farmacognosia II Drogas com cumarinas Trevo • Origem botânica: Melilotus officinalis Lam. e/ou Melilotus altissimus. • Nome comum: trevo amarelo ou trevo cheiroso. • Origem geográfica: Europa e Ásia. • Família botânica: Fabaceae. • Farmacógeno: folhas e sumidades floridas. npwrc.usgs.gov etienne.aspord.free.fr Farmacognosia II Drogas com cumarinas Trevo Constituintes Químicos: • Os principais componentes químicos são o melilotosídeo, o ácido o-cumárico, e flavonoides. • O ácido o-cumárico é formado pela hidrólise enzimática do melilotosídeo durante o processo de secagem imprópria do trevo formando o dicumarol e glicose. • O dicumarol é um potente anticoagulante relacionado ao envenenamento de animais. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Trevo Propriedades farmacológicas: • Utilizada no tratamento de desordem por insuficiência venosa crônica. • Antiespasmódica. • Anti-inflamatório utilizado em casos de artrite. • Uso em hemorroidas devido as propriedades anti-inflamatória e venotônica. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Trevo Toxicidade: • Acumulação de mofo nas forragens faz com que a cumarina seja convertida no dicumarol causador de processos hemorrágicos. • Os sintomas de envenenamento estão relacionados a perda de sangue, edema sob a pele, hemorragia interna seguida de choque e óbito. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Guaco • Origem botânica: Mikania glomerata. • Espécie predominante no Sul e Sudeste do país é M. laevigata. • Nome utilizado: erva-de-serpentes, cipó- catinga ou erva-de-cobra. • Família: Asteraceae. • Farmacógeno: folhas secas. commons.wikimedia.org Farmacognosia II Drogas com cumarinas Guaco Composição química: Na composição química estão presentes: cumarina (1), lupeol (2), ácido α-isobutiriloxi-caur-16-en-19- oico (3), sesquiterpenos e diterpenos do tipo caurano (4), ácidos caurenoico (5), grandiflórico (6), cinamoilgrandiflórico (7), caurenol (8), β-sitosterol (9), friedelina (10), estigmasterol (11), taninos hidrolisáveis, flavonoides e saponina. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Guaco Propriedades terapêuticas (CZELUSNIAK et al., 2012): • Ações broncodilatadora, antitussígena, expectorante e antimicrobiana comprovadas. • A broncodilatação pelo relaxamento da musculatura lisa respiratória pelo bloqueio dos canais de cálcio. • As ações anti-inflamatória e antialérgica são extremamente benéficas ao tratamento da asma e pneumoconiose. • Atividade antimicrobiana contra Staphylococcus epidermidis, Bacillus cereus, Bacillus subtilis, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus mutans e candidíase. Farmacognosia II Drogas com cumarinas Guaco Propriedades terapêuticas (CZELUSNIAK et al., 2012): • Existem evidências de outras propriedades (tabela). ATIVIDADE ESTUDO Antialérgica Fierro et al., 1999 Analgésica Ruppelt et al., 1991 Anti-inflamatória Falcão et al., 2005 Antioxidante Vicentino & Menezes, 2007 Farmacognosia II Drogas com cumarinas Guaco Propriedades toxicológicas: • Antagonizam os efeitos da vitamina K. • Potencializam os efeitos dos anticoagulantes orais (warfarina). • Contraindicados na gravidez e lactação. Farmacognosia II Recapitulando... 1. Características das cumarinas; 2. Formação de cumarinas; 3. Classificação de cumarinas; 4. Extração e identificação de cumarinas; 5. Propriedades farmacológicas de cumarinas; 6. Plantas com cumarinas.