Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

NOME EMPRESARIAL
ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA
CONCEITO – Art. 1155 do CC:
Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa.
Segundo o art. 1º da Instrução Normativa do DNRC, nome empresarial é aquele sob o qual o empresário e a sociedade empresária exercem suas atividades e se obrigam nos atos a elas pertinentes.
Noções gerais
O nome empresarial significa o próprio empresário.
 É aquele com que o empresário se apresenta nas relações empresariais, como é conhecido.
E, ainda, serve para:
1. Individualizar e assinalar a espécie de responsabilidade patrimonial do empresário ou da sociedade empresária;
2. Importância do nome: no campo da concorrência econômica sua atividade pode criar uma aura de crédito; é o renome, a boa fama do empresário;
FUNÇÕES
FUNÇÃO DO NOME: 
subjetiva: identifica a pessoa do empresário(individual ou coletivo)
Objetiva: individualiza o empresário no mundo empresarial, distinguindo-o dos demais empresários
FUNÇÃO UTILITÁRIA: dá proteção aos investidores e aos consumidores 
 Natureza
Como elemento de identificação do empresário, o nome empresarial não se confunde com outros elementos identificadores que habitam o comércio;
Assim, para institutos distintos, tem-se tratamentos específicos:
	a) enquanto o nome empresarial identifica o sujeito que exerce a empresa, o empresário;
 b) a marca identifica produtos ou serviços; 
 c) o nome de domínio identifica a página na rede mundial de computadores;
 d) o título do estabelecimento, o ponto.
Regra geral, por conveniência econômica ou estratégia de mercado, opta-se pela adoção de expressões idênticas ou assemelhadas para o nome do empresário, marca, nome de domínio e título de estabelecimento;
Formação e Proteção do Nome Empresarial 
Princípio da regulamentação: pelo qual o nome tem sua proteção jurídica condicionada ao registro, que se faz na Junta Comercial;
Princípios da veracidade e da novidade: se encontram estabelecidos pelo art. 34, da Lei n. 8.934/94: “o nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade”; 
Veracidade: vale dizer, o nome deve indicar quem realmente exerce o comércio, com clareza, quem responde pelos encargos sociais;
- São proibidas palavras ou expressões que indiquem atividade não prevista no objeto social da empresa, ou da inclusão de siglas ou denominações de órgãos públicos da administração direta ou indireta e de organismos internacionais.
- É proibida ao Empresário Individual a adoção de pseudônimo ou de denominação, porque estes artifícios ocultam o nome, prejudicando o interesse de terceiros, fornecedores ou financiadores.
Novidade: não poderão coexistir na mesma unidade federativa dois nomes empresariais semelhantes ou idênticos. Solução: modificar e aditar à firma designação distinta.
- O primeiro empresário que arquivar firma ou denominação, na Junta Comercial do Estado onde exerce a atividade empresarial, tem o direito de impedir que outro adote nome igual ou semelhante, pela observância deste princípio.
- O primeiro empresário pode exercer a prerrogativa na esfera administrativa, opondo-se ao arquivamento do ato constitutivo do concorrente.
- A Constituição Federal garante o nome empresarial dizendo, em seu artigo 5º, inciso XXIX, que “a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;”.
- Mais ainda, o uso indevido de nome empresarial caracteriza crime de concorrência desleal (Lei 9.279/96 – Lei de Propriedade Industrial, art. 195, inc. V) cabendo a responsabilização civil do usurpador, pelos danos derivados do desvio de clientela (Lei 9.279/96, art. 209).
Art. 195. Comete crime de concorrência desleal quem:
        
V - usa, indevidamente, nome comercial, título de estabelecimento ou insígnia alheios ou vende, expõe ou oferece à venda ou tem em estoque produto com essas referências;       
CASOS DE OBRIGATORIEDADE DE ALTERAÇÃO DO NOME EMPRESARIAL:
Coexistência do nome registrado com outro inscrito anteriormente idêntico ou similar;
Ocorrência de óbito, exclusão ou retirada de sócio cujo nome conste na firma;
Alienação de estabelecimento;
Transformação, incorporação, cisão e fusão de sociedades;
Mudança de tipo societário ou de graduação de responsabilidade;
Alteração da categoria de sócio, quanto à sua responsabilidade pelas obrigações sociais, se seu nome civil figurava no nome empresarial.
Abertura de filial (solicitar a pesquisa deste à Junta Comercial da unidade da federação onde será aberta, alterada ou para onde será transferida a filial, para evitar sustação do registro naquela Junta por colidência de nome empresarial)
INALIENABILIDADE DO NOME EMPRESARIAL
Decorre do fato de ser direito de personalidade do empresário individual ou coletivo, adquirido com sua inscrição (registro), constituindo seu elemento identificador e parte integrante do estabelecimento.
É inalienável, conforme dispõe o art. 1164 do CC/02.
Exceção: 
no caso de alienação de estabelecimento, desde que permitido pelo contrato, o adquirente poderá usar o nome do alienante precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.
 
 Exemplo: Clóvis Rezende, sucessor de Luiz Silva – antiquário.
 Alteração do Nome Empresarial
O nome empresarial pode ser alterado verificando-se o seguinte:
Formas de alteração:
1) voluntária: depende unicamente da vontade de seu titular. No caso de sociedade empresária, dependerá da vontade majoritária ou conforme disposição prevista em cláusula contratual;
2) obrigatória ou vinculada: em casos de:
Saída, retirada, exclusão ou morte de sócio cujo nome civil constava da firma social;
Alteração da categoria do sócio, quanto à sua responsabilidade pelas obrigações sociais, se o seu nome integrava o nome empresarial;
Alienação do estabelecimento empresarial;
Alteração do tipo societário;
Pela homonímia de nomes empresariais já registrados (art. 1.163, Novo Código Civil).
NOME DO SÓCIO QUE FALECE
Anteriormente, o nome do sócio que falecia, era excluído ou se retirava da sociedade poderia ser conservado na firma social. 
Agora, isto não é mais possível de acordo com o artigo 1.165, do Código Civil "o nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social".
Cabe ressaltar que se a marca da empresa for registrada no nome de um dos sócios, ele pode leva-la ou deixa-lo ao sair da sociedade.
NOME IDENTICO ou SEMELHANTE
A lei não esclarece o que seja nome idêntico ou semelhante;
A doutrina posiciona-se assim:
A identidade ou semelhança diz respeito somente ao núcleo do nome, ou nome pelo qual o empresário é identificado entre os consumidores e entre os fornecedores.
Outros elementos identificadores que compõem o nome, como tipo societário, ramo de atividade e outras partículas devem ser desprezadas na análise da identidade ou semelhança.
Os exemplos de nome esclarecem:
Veleiros Porto do Sol Ltda.
Indústria e Comércio Porto do Sol S/A.
Observem: o núcleo do nome é idêntico – “Porto do Sol” – nome pelo qual o empresário é identificado. 
 Assim, o empresário que primeiro registrou seu nome no Registro de Comércio, terá o direito de usá-lo com exclusividade.
CANCELAMENTO DO NOME EMPRESARIAL:
Qualquer interessado (sócio, credor, órgão do MP) poderá requerer o cancelamento da inscrição do nome empresarial, perante o Registro Público de Empresas Mercantis (RPEM), se se tratar de empresário individual e se a sociedade for empresária, ou o Registro Civil das Pessoas Jurídicas, se simples, quando houver:
Art. 1168, CC: 
A) a cessação do exercício da atividade econômica do empresário individual ou coletivo
B) término da liquidação da sociedade que o inscreveu

Mais conteúdos dessa disciplina