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GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RITUAL DE EMULAÇÃO PRIMEIRO GRAU 1ª. edição – 2015 CARGOS EM LOJA Mestre 1° Vigilante 2° Vigilante Capelão Tesoureiro Secretário Diretor de Cerimônias Esmoler Adm. de Caridade Mentor 1° e 2° Diáconos Dir. Cerim. Ass. Organista Secretário Assistente Guarda Interno Mordomo Cobridor PREFÁCIO A ESTA EDIÇÃO Ao elaborar esta edição do “Ritual de Emulação” para adoção pela Muito Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro, os editores tiveram, como principal preocupação, oferecer uma tradução tão fiel quanto possível ao original. O trabalho foi realizado a partir da tradução consagrada dos Irmãos Josephino da Silva Moraes e Joseph Thomas William Sadler, que traduziram, em 1920, o “Perfect Ceremonies of Craft Masonry” (“Cerimônias Exatas da Arte Maçônica”) para o português. Esse manual, que dizia refletir de maneira fidedigna o trabalho de Emulação, tinha larga utilização na Inglaterra, num tempo em que a Loja Emulation de Aperfeiçoamento ainda não tinha publicado sua edição oficial do ritual. Conquanto fosse um manual extremamente popular, o Comitê da Loja de Aperfeiçoamento sempre reiterou que seu texto não refletia com exatidão o trabalho de Emulação. Assim, utilizando a 12ª. edição do “Emulation Ritual”, publicado na Inglaterra pela Lewis Masonic, a tradução base foi editada para retratar, com a maior exatidão possível, o ritual original, tendo em vista não somente a fidelidade ao original, mas a adoção de uma fraseologia fluente, com vistas à execução do ritual de maneira memorizada. Este ritual do Grau tem exatamente o mesmo conteúdo do ritual editado pela Lewis Masonic (“Emulation First Degree Ritual”), à única exceção dos desenhos das joias dos cargos de Loja. As “notas sobre ritual e procedimento” são tradução exata do original, salvo um parágrafo relativo à pronúncia de certa palavra no J em inglês, o qual foi suprimido por não ter pertinência num ritual em português. Instruções sobre procedimento e costumes que não estejam contidas nos rituais publicados pela Loja Emulation de Aperfeiçoamento serão apresentadas em volume separado, a ser preparado futuramente. Procurou-se, dentro do possível, manter o mesmo padrão de apresentação do original, mantendo-se inclusive o mesmo estilo de abreviações, sem pontos ou tripontos, conforme a prática inglesa. Onde o texto original apresenta sequências de iniciais, normalmente relativas a trechos considerados como segredos, esta edição procurou fazer o mesmo, confiante de que a prática do ritual em Lojas de Instrução dará aos Irmãos o conteúdo completo. As odes de abertura e encerramento estão incluídas no texto original do Ritual de Emulação. As versões aqui apresentadas, embora não representem uma tradução fiel do texto em inglês, são as consagradas pelo uso no Brasil, de maneira que foram mantidas. Participaram deste trabalho as Lojas Monte Hermon n° 51, Barra da Tijuca n° 173, Perseverança e Harmonia n° 183, Cavaleiros de São Jorge n° 185 e Fraternidade São João n° 209, a partir de uma proposta inicial da Loja de Pesquisas Academia Perseverança e Harmonia n° 204, todas da jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro. NOTAS SOBRE RITUAL E PROCEDIMENTO O Trabalho de Emulação deve seu nome à “Emulation Lodge of Improvement” (Loja Emulation de Aperfeiçoamento), cujo Comitê é o curador deste ritual em particular. A Loja de Aperfeiçoamento reúne-se no Freemasons’s Hall, na Great Queen Street, em Londres, semanalmente, às sextas-feiras, de outubro a junho, e demonstra as cerimônias e preleções de acordo com o Trabalho de Emulação. Por conta de sua natureza como uma Loja de Aperfeiçoamento e porque o Comitê entende sua responsabilidade como sendo limitada às aberturas e encerramentos e as cerimônias de Grau e Instalação, com assuntos intimamente correlacionados, muito do trabalho que deve ser feito numa sessão normal de uma Loja regular não é abrangido pelas demonstrações da Loja de Aperfeiçoamento. Este livro reflete o trabalho da Loja de Aperfeiçoamento e estas notas têm o objetivo de assistir na correlação entre aquele trabalho de demonstração e o trabalho costumeiro de uma Loja regular. Um asterisco * indica no texto quando questões de diferença ou dificuldade podem ocorrer e que são tratados nestas notas. Em muitas Lojas, os Irmãos se reúnem na sala da Loja, sentando-se de acordo com o costume, e o Venerável Mestre e seus oficiais entram em procissão e dirigem-se aos seus lugares. Geralmente, as Lojas fazem uso de um órgão e a música é parte normal das reuniões; uma ode de abertura pode ser cantada e ao final das orações “Assim seja” é cantado por todos os presentes, embora este livro reflita a prática empregada na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, de trabalho sem uso de órgão, sendo “Assim seja” falado pelo membro do Comitê atuando como PMI. Neste livro, a designação de um Oficial é colocada em negrito, indicando sua vez de falar ou desempenhar uma ação. A impressão em tipos “Romanos e em preto” indica que as palavras devem ser ditas, enquanto aqueles em tipo itálico, em vermelho, descrevem uma ação ou são utilizados como orientação. Na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, todo o trabalho da Cadeira é feito pelo VM e este livro segue tal prática. Nas Lojas em que o Capelão é um dos Oficiais, as preces são normalmente recitadas por ele. Em muitas Lojas, partes das cerimônias de Grau são frequentemente trabalhadas por outros Irmãos que não o VM, mas considera-se que, se isso é feito, esse trabalho não deve ser feito por outros que não Mestres Instalados ou Vigilantes. Quando algum trabalho é feito por Irmãos que não sejam o VM, considera-se que o procedimento normal deve ser seguido, como se o VM estivesse fazendo o trabalho. Na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, o VLS é aberto no pedestal do VM, de maneira que o texto esteja posicionado para que ele leia e o E e C normalmente colocados na página da direita, do ponto de vista do VM. O vértice do E e as pts do C estão apontadas para o pé da página e em direção ao VM. No trabalho de Emulação não há procedimento formal para colocar e modificar o E e C; isso é feito pelo PMI de seu lugar à esquerda do VM, enquanto o restante dos arranjos necessários está sendo feito. As Tábuas de Delinear da Loja Emulation de Aperfeiçoamento, feitas para ela em 1845, são grandes e pesadas demais para permitir fácil manuseio de forma que a Tábua apropriada esteja disposta no chão da Loja antes que a Loja seja aberta. Em consequência, nenhum preparativo é feito nas demonstrações para trocar Tábuas de Delinear, como hoje em dia é feito nas Lojas regulares. O texto do livro prevê que a Tábua de Delinear seja modificada nos momentos apropriados, de acordo com o costume da Loja. Na abertura do Primeiro Grau, a pergunta feita pelo VM, “O lugar do Mestre?”, é dirigida ao 1ºV na Loja Emulation de Aperfeiçoamento. Em algumas Lojas, ela é dirigida ao PMI. Na abertura e na cerimônia, o VM se senta quando o trabalho necessário tenha sido completado e os Irmãos então se sentam também, sem que nenhuma instrução lhes seja dada. O método de segurar o Candidato, a ser observado pelo Diácono, especialmente na cerimônia de Iniciação,não é uma questão de ritual, mas de bom senso. Entrelaçar os dedos normalmente é o melhor a fazer, exceto quando o Candidato e o Diácono sejam de alturas muito diferentes, quando então pode ser mais conveniente segurar o candidato pelo pulso. O braço do Diácono deve ficar atrás do braço do Candidato, o cotovelo mantido bem rígido e o ombro encaixado ligeiramente atrás do ombro do Candidato. Esse método permite que o Diácono, com facilidade, faça o candidato avançar ou o impeça de fazê-lo, ou ainda o faça mudar de direção. Quando o Candidato estiver v...o, sua mão deve estar sempre sendo segurada, exceto quando ele estiver ajoelhado. Em outros momentos, o Diácono segura a mão do Candidato somente quando eles estão de fato se movimentando de um lugar a outro; quando o Diácono e o Candidato estão parados, a mão do Candidato deve ser solta. Quando o Candidato está no pedestal do VM para o J e investidura dos Sgs, ele está nas mãos do VM. O Diácono não deve oferecer ajuda a não ser que fique claro que o VM realmente precisa dela e, mesmo nesses casos, tal ajuda deve ser o menos invasiva possível. Nas demonstrações da Loja Emulation, os Diáconos carregam as varas durante as cerimônias ritualísticas, mas não durante procedimentos rotineiros, como escrutínios etc. Os Diáconos e o Candidato devem ficar perpendiculares à Loja e não diagonalmente quando nos pedestais do VM e dos Vigilantes. Em qualquer ocasião em que se deseje fazer um intervalo geral nos trabalhos e que os Irmãos deixem a sala da Loja, é necessário que a Loja seja devidamente colocada em recesso (descanso) e então encerrado o recesso antes que a pauta prossiga. As maneiras de fazer esse procedimento estão incluídas neste livro. No fechamento da Loja, o 2°V faz um anúncio da próxima sessão e comumente inclui uma frase relativa a emergências. Como é improvável que ocorra emergências na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, não se usa esse tipo de frase em suas demonstrações; as Lojas seguem sua própria prática relativamente aos termos usados nesse ponto. O mesmo procedimento informal para fechamento do VLS e colocação do E e C se aplicam, tal como na abertura: não há um posicionamento formal do E e C após o fechamento da Loja. Muitas Lojas cantam um Hino de Encerramento e procissão formal de saída para os Oficiais. ABERTURA DA LOJA Os Irmãos se reúnem, ficando de pé em frente aos seus assentos. Um hino de abertura pode ser cantado. VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja. TODOS levantam-se (se já não estiverem de pé após o hino de abertura). VM ao 2ºV pelo nome – Ir. ........, qual é o primeiro cuidado de todo Maçom? 2ºV Assegurar-se de que a Loja está devidamente coberta. VM Ordenai que se cumpra esse dever. 2ºV ao GI pelo nome – Ir. ........., assegurai-vos de que a Loja está devidamente coberta. GI vai até a porta, não abre, dá três bs distintas e retorna à posição em frente à sua cadeira. Cob responde com as mesmas bs. GI sem Ps ou Sn, ao 2ºV pelo nome – Ir. ........, a Loja está devidamente coberta. 2ºV três distintas, sem Ps ou Sn, ao VM, sem dizer o nome – A Loja está devidamente coberta. VM ao 1ºV pelo nome – Ir. ......., qual o cuidado seguinte? 1ºV Assegurar-se de que somente Maçons estão presentes. VM À ordem, Irmãos, no Primeiro Grau. TODOS dão Ps e Sn de Ap. VM Ir. 2ºV, quantos são os principais oficiais da Loja? 2ºV Três: o VM, o 1º e o 2ºVs. VM Ir. 1ºV, quantos são os oficiais assistentes? 1ºV Três, sem contar o Cob ou GE, a saber: o 1º e o 2ºDs e o GI. VM ao 2ºV – O lugar do Cob? 2ºV Do lado de fora da porta da Loja. VM Seu dever? 2ºV Armado com uma espada desembainhada, impedir a entrada de intrusos e impostores à Maçonaria e assegurar- se de que os Candidatos estejam devidamente preparados. VM ao 1ºV – O lugar do GI? 1ºV Junto à entrada da Loja, do lado de dentro. VM Seu dever? 1ºV Admitir Maçons mediante prova, receber os Candidatos na devida forma e obedecer às ordens do 2ºV. VM ao 2ºV – O lugar do 2ºD? 2ºV À direita do 1ºV. VM Seu dever? 2ºV Levar todas as mensagens e comunicações do VM do 1º ao 2º V, e assegurar-se de que as mesmas sejam prontamente obedecidas. VM ao 1ºV – O lugar do 1ºD? 1ºV À direita ou próximo à direita do VM. VM Seu dever? 1ºV Levar todas as mensagens e ordens do VM ao 1ºV e aguardar o regresso do 2ºD. VM Ir. 2ºV, vosso lugar em Loja? 2ºV No S. VM Por que sois aí colocado? 2ºV Para assinalar o Sol em seu meridiano, para chamar os Irmãos do trabalho para o descanso e do descanso para o trabalho, para que proveito e prazer seja o resultado. VM Ir. 1ºV, vosso lugar em Loja? 1ºV No O. VM Por que sois aí colocado? 1ºV Para assinalar o Sol poente e fechar a Loja por ordem do VM, após assegurar-me de que cada Irmão tenha recebido o que lhe é devido. VM ao 1ºV – O lugar do Mestre? 1ºV No L. VM Por que ele é ali colocado? 1ºV Assim como o Sol se levanta no L para abrir e dar vida ao dia, o VM é colocado no L para abrir a Loja, empregar e instruir os Irmãos na Franco-Maçonaria. * VM Estando a Loja devidamente constituída, antes que eu a declare aberta, invoquemos o auxílio do Grande Arquiteto do Universo em todos os nossos empreendimentos; possam os nossos trabalhos, assim iniciados em ordem, ser conduzidos em paz e encerrados em harmonia. * PMI Assim seja. VM Irmãos, em nome do Grande Arquiteto do Universo, declaro a Loja devidamente aberta (TODOS cortam Sn) para propósitos da Franco-Maçonaria no Primeiro Grau. VM de Ap. 1ºV de Ap e levanta Col. 2ºV de Ap e baixa Col. * TD é modificada após as bs do 2ºV. (Na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, as TDs não são modificadas; nas Lojas, isso normalmente é feito pelo 2ºD.) GI vai à porta, dá bs de Ap e retorna à frente de sua cadeira. Cob responde com as mesmas bs. * PMI nesse ínterim, abre o VLS e sobre ele dispõe o E e C (na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, isso é feito do lugar do PMI ao S do VM). O VLS é colocado de maneira que o VM possa lê-lo; as pts do C são voltadas para o VM e ocultas sob os ramos do E, cujo ângulo fica voltado para o VM. VM senta-se quando todo o procedimento tenha sido feito. TODOS os Irmãos sentam-se após o VM. FECHAMENTO DA LOJA Antes de fechar a Loja, ao final de uma sessão regular, há três levantamentos, de acordo com a fórmula seguinte: VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Irmãos, levanto-me (levanta-se) pela primeira vez para perguntar se algum Irmão tem algo a propor para o bem da Franco-Maçonaria em geral ou desta Loja ..................... (diz o nome da Loja) em particular. VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Irmãos, levanto-me (levanta-se) pela segunda vez para perguntar se algum Irmão tem algo a propor para o bem da Franco-Maçonaria em geral ou desta Loja ..................... (diz o nome da Loja) em particular. VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Irmãos, levanto-me (levanta-se) pela terceira vez para perguntar se algum Irmão tem algo a propor para o bem da Franco-Maçonaria em geral ou desta Loja ..................... (diz o nome da Loja) em particular. Em cada levantamento, os assuntos administrativos são tratados como de costume na Loja. Quando todos os assuntos administrativos tiverem sido concluídos no terceiro levantamento: VM uma 1ºV uma2ºV uma VM Irmãos, ajudai-me a fechar a Loja. TODOS levantam-se, caso já não estejam de pé. VM Ir. 2ºV, qual é o constante cuidado de todo Maçom? 2ºV Provar que a Loja está bem coberta. VM Ordenai que se cumpra esse dever. 2ºV Ir. GI, provai que a Loja está bem coberta. GI vai até a porta, não abre, dá bs de Ap e retorna ao seu lugar em frente à sua cadeira. Cob responde com as mesmas bs. GI com Ps e Sn de Ap – Ir. 2ºV, a Loja está bem coberta – corta Sn. 2ºV de Ap, Ps e Sn de Ap – VM, a Loja está bem coberta – corta Sn. VM Ir. 1ºV, qual o cuidado seguinte? 1ºV Assegurar-se de que os Irmãos se apresentem à ordem como Maçons. VM À ordem, Irmãos, no Primeiro Grau. TODOS dão Ps com Sn de Ap. VM Ir. 1ºV, o vosso constante lugar em Loja? 1ºV No O. VM Por que sois aí colocado? 1ºV Assim como o Sol se põe no O para fechar o dia, o 1ºV é colocado no O para fechar a Loja por ordem do VM, após assegurar-se de que cada Irmão tenha recebido o que lhe é devido. * VM Irmãos, antes de fecharmos a Loja, expressemos, com toda reverência e humildade, nossa gratidão ao Grande Arquiteto do Universo pelos favores já recebidos; possa Ele continuar a preservar a Ordem, cimentando-a e adornando-a com todas as virtudes morais e sociais. * PMI Assim seja. VM Ir. 1ºV, estando concluídos os trabalhos desta noite, tendes minha ordem para fechar a Loja. (mantendo o Sn, dá de Ap com a m e). 1ºV Irmãos, em nome do Grande Arquiteto do Universo e por ordem do VM, fecho – TODOS cortam Sn – a Loja. 1ºV de Ap e baixa Col. 2ºV E está regularmente fechada até o dia ...... de ......, salvo casos de emergência, dos quais todos os Irmãos serão devidamente notificados – de Ap e ergue Col. * TD é modificada após o 2ºV dar as bs (normalmente pelo 2ºD). GI Vai à porta, dá bs de Ap e retorna à posição em frente à sua cadeira. Cob responde com as mesmas bs. * PMI nesse ínterim, remove o E e C, fecha o VLS e coloca o E e C em posição conveniente sobre o pedestal. PMI Irmãos, nada mais nos resta a fazer, senão, de acordo com costume antigo, guardarmos nossos Segs em um repositório seguro, unindo a este ato F, F, F. TODOS tocam o p e levemente com a m d (NÃO é o Sn de F) a cada palavra “F”. Em muitas Lojas, um Hino de Encerramento é cantado e forma-se uma procissão para que o VM deixe a Sala da Loja. CHAMADA PARA O DESCANSO (Para informações sobre quando usar esta Cerimônia, vide Notas sobre Ritual e Procedimento.) VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Principais Oficiais de pé. VM, 1°V e 2°V levantam-se. VM Ir. 2ºV, que horas são? 2ºV É tarde, VM. VM Qual é o vosso dever? 2ºV Chamar os Irmãos do trabalho para o descanso. VM Peço-vos que o façais. 2ºV Irmãos, o VM ordena que pareis o trabalho, indo para o descanso. Conservai-vos à distância de ouvir o chamado para retornar no momento devido, para que proveito e prazer seja o resultado. – uma e levanta Col. 1ºV uma e baixa Col. VM uma PMI Levanta-se e fecha o VLS, deixando dentro dele o E e C em posição. * TD é modificada (normalmente pelo 2°D). TODOS podem agora levantar-se e deixar a Sala da Loja. CHAMADA PARA O TRABALHO (Para informações sobre quando usar esta Cerimônia, vide Notas sobre Ritual e Procedimento.) TODOS se acomodam na Sala da Loja, sentados. VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Principais Oficiais de pé. VM, 1°V e 2°V levantam-se. VM Irmão 2ºV, que horas são? 2ºV É mais que tempo, VM. VM Qual é o vosso dever? 2ºV Chamar os Irmãos do descanso para o trabalho. VM Peço-vos que o façais. 2ºV Irmãos, o VM ordena que pareis o descanso, voltando ao trabalho para continuar o expediente de assuntos Maçônicos. – uma e baixa Col. 1ºV uma e levanta Col. VM uma PMI levanta-se e abre o VLS, verifica se o E e C estão na posição correta e senta-se. * TD é modificada (normalmente pelo 2°D). VM Senta-se quando todo o procedimento tenha sido feito. 1°V e 2°V sentam-se. Continuam-se os trabalhos. CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO Cob prepara o Can e, quando pronto para prosseguir com a Cerimônia, dá três bs distintas. Ao dar as bs de Ap com intervalos mais longos, o Cob indica que o Can está pronto. GI levanta-se à frente da sua cadeira, Ps e Sn de Ap – Irmão 2ºV, há um comunicado – mantém o Sn. 2ºV sentado, dá também três distintas, levanta-se, Ps e Sn de Ap – VM, há um comunicado. – mantém Sn. VM Irmão 2ºV, perguntai quem pede admissão. 2ºV corta o Sn, senta-se – Irmão GI, vede quem pede admissão. GI corta o Sn, vai à porta da Loja, abre-a, sem sair, mantém- se no umbral com a mão na maçaneta, e verifica se o Can está devidamente preparado. (O diálogo entre o GI e o Cob deve ser falado alto o suficiente para ser ouvido em todas as partes da Loja.) GI ao Cob – Quem está aí convosco? Cob diz nome completo do Can – O Sr. ............, um pobre candidato em estado de t, que foi correta e honrosamente recomendado, regularmente proposto e aprovado em Loja aberta e agora se apresenta, por sua livre e espontânea vontade, devidamente preparado, solicitando humildemente ser admitido aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria. GI Como ele espera obter esses privilégios? Cob ao Can, em voz alta – Com o auxílio de Deus, por ser livre e de boa reputação (Can repete). GI depois de o Can ter repetido as palavras – Aguardai, enquanto comunico ao VM – fecha e tranca a porta, retorna à posição em frente à sua cadeira, Ps e Sn de Ap, que mantém até o fim do diálogo com o VM. GI VM, – diz nome completo do Can – é o Sr. ............, um pobre candidato em estado de t, que foi correta e honrosamente recomendado, regularmente proposto e aprovado em Loja aberta e agora se apresenta, por sua livre e espontânea vontade, devidamente preparado, solicitando humildemente ser admitido aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria. VM Como ele espera obter esses privilégios? GI Com o auxílio de Deus, por ser livre e de boa reputação. VM A informação de boa reputação já foi recebida em seu favor. Podeis, Irmão GI, assegurar que ele está devidamente preparado? GI Posso, VM. VM Seja então admitido na devida forma. GI corta o Sn. VM Irmãos Diáconos. 1ºD posiciona o genuflexório. GI pega o pl e dirige-se à porta, seguido pelo 1ºD e 2ºD, 2ºD à sua esquerda. GI abre a porta, segurando-a como antes, coloca a ponta do pl no p e n do Can. GI Sentis alguma coisa? – após resposta afirmativa do Can, levanta o pl sobre a própria cabeça para mostrar que foi aplicado. 2ºD com a m e, segura o Can firmemente pela m d do Can (2ºD à esquerda do Can), levando-o ao genuflexório. Os três ficam de pé, voltados para o L. VM diz nome do Can – Sr. ............, como ninguém pode ser feito Maçom a não ser que seja livre e de maior idade, pergunto-vos: sois um homem livre e já completastes vinte e um anos de idade? 2ºD ao Can em voz alta – Sim (Can repete). VM Assim sendo, solicito que vos ajoelheis, enquanto invocamos a bênção do Céu para os nossos trabalhos. 2ºD ajuda o Can a ajoelhar-se, instruindo-o, se necessário, em voz baixa, e então solta sua m d. VM uma 1ºV uma 2ºV uma Ds seguram as varas na m e, cruzam-nas por sobre a cabeça do Can e fazem Sn de Rv. TODOS levantam-se, Sn de Rv (o Can não faz Sn de Rv). ORAÇÃO * (VM diz a prece na LojaEmulation de Aperfeiçoamento.) Concede Teu auxílio, Pai Todo Poderoso e Supremo Governador do Universo, a esta nossa reunião e permita que este Candidato à Franco-Maçonaria possa dedicar e devotar sua vida ao Teu serviço, de maneira a tornar-se um verdadeiro e fiel irmão entre nós. Concede-lhe uma parcela da Tua divina sabedoria, de maneira que, auxiliado pelos segredos da nossa arte Maçônica, ele possa estar melhor capacitado para desvelar as belezas da verdadeira devoção, para honra e glória do Teu Santo Nome. PMI Assim seja. TODOS baixam o Sn de Rv. Ds descruzam as varas e voltam a segurá-las na m d. VM Em todos os casos de dificuldade e perigo, em quem depositais vossa confiança? 2ºD ao Can em voz alta – Em ... (Can repete). VM Muito me alegra encontrar em vós uma fé tão bem fundamentada; confiando em tão seguro auxílio, podeis levantar-vos sem receio e seguir vosso guia com uma firme, mas humilde confiança, pois nenhum perigo pode ocorrer onde o nome de ...... é invocado. VM senta-se. 2ºD ajuda o Can a levantar-se, segurando sua m d firmemente como antes. TODOS (exceto Ds e o Can) sentam-se. 1ºD retira o genuflexório, colocando-o à sua esquerda, tirando- o do caminho do 2ºD e do Can. VM uma 1ºV uma 2ºV uma VM Irmãos do N, L, S e O, prestai atenção que o Sr. ............ passará diante de vós para mostrar que é um Can, devidamente preparado, pessoa digna e apta para ser feita Maçom. 2ºD segura firmemente a m d do Can; instrui-o, em voz baixa, a dar o primeiro passo com o p e e inicia a perambulação, levando-o pelo N ao canto NE da Loja, que é então “esquadrada”; segue passando pelo VM até o canto SE, onde a Loja é novamente “esquadrada”; finalmente, leva- o ao L do pedestal do 2ºV, onde permanecem em posição paralela ao pedestal, a uma distância conveniente deste. A cada “esquadramento”, o 2ºD instrui o Can, em voz baixa, a dar o primeiro ps com o p e. 1ºD guarda o genuflexório em seu lugar e, quando o 2ºD e o Can passam pelo canto NE, leva o pl do pedestal do 1ºV ao do VM e senta-se em seu lugar. 2ºD segurando firmemente a m d do Can, bate por três vezes no ombro d do 2ºV com a m d do Can. 2ºV Quem está aí convosco? 2ºD O Sr. ............, um pobre candidato em estado de t, que foi correta e honrosamente recomendado, regularmente proposto e aprovado em Loja aberta e agora se apresenta, por sua livre e espontânea vontade, devidamente preparado, solicitando humildemente ser admitido aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria. 2ºV Como ele espera obter esses privilégios? 2ºD Com o auxílio de Deus, por ser livre e de boa reputação. 2ºV levanta-se e fica de frente para o Can. 2ºD coloca a m d do Can na m d do 2ºV. 2ºV Entrai, livre e de boa reputação – recoloca a m d do Can na m e do 2ºD e senta-se. 2ºD segurando firmemente a m d do Can, instrui-o a dar o primeiro passo com o p e, conduzindo-o ao canto SO da Loja, que é então “esquadrada”, até o S do ped do 1ºV, onde ficam em posição paralela ao ped, a uma distância conveniente. 2ºD segurando firmemente a m d do Can, bate por três vezes no ombro d do 1ºV com a m d do Can. 1ºV Quem está aí convosco? 2ºD O Sr. ............, um pobre candidato em estado de t, que foi correta e honrosamente recomendado, regularmente proposto e aprovado em Loja aberta e agora se apresenta, por sua livre e espontânea vontade, devidamente preparado, solicitando humildemente ser admitido aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria. 1ºV Como ele espera obter esses privilégios? 2ºD Com o auxílio de Deus, por ser livre e de boa reputação. 1ºV levanta-se e fica de frente para o Can. 2ºD coloca a m d do Can na m d do 1ºV. 1ºV Entrai, livre e de boa reputação – 1ºV recoloca a m d do Can na m e do 2ºD e permanece de pé. 2ºD segurando firmemente a m d do Can, leva-o para o lado N do pedestal do 1ºV, faz um giro no sentido anti-horário, coloca a m d do Can na m e do 1ºV e faz com que o Can fique de frente para o L. O 2ºD fica à e do Can e também de frente para o L. 1ºV segurando e levantando a m d do Can, Ps e Sn de Ap – VM, apresento-vos o Sr. ............, um Can devidamente preparado para ser feito Maçom – mantém Sn e continua segurando a m d do Can. VM Ir. 1ºV, vossa apresentação será atendida e, para tanto, dirigirei algumas perguntas ao Can, às quais, confio, responderá com sinceridade. 1ºV corta Sn, coloca a m d do Can na m e do 2ºD e senta-se. 2ºD recebe do 1ºV a m d do Can, posiciona-se à d do Can, ainda segurando a m do Can, ambos de frente para o L. VM ao Can – Declarais solenemente, sob vossa honra que, não estando movido por solicitação imprópria de amigos contra vossa própria inclinação e não estando influenciado por motivos mercenários ou outros menos dignos, vos ofereceis livre e espontaneamente como Can aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria? 2ºD ao Can em voz alta – Declaro (Can repete). VM Igualmente, garantis que procurais participar desses privilégios levado por favorável opinião preconcebida sobre a Instituição, por um amplo desejo por conhecimento e por uma vontade sincera de prestar maiores serviços aos vossos semelhantes? 2ºD ao Can em voz alta – Garanto (Can repete). VM Ainda mais, prometeis solenemente pela vossa honra que, sem temor ou imprudência, perseverareis durante a cerimônia de vossa Iniciação e, uma vez admitido, obedecereis e agireis de acordo com os antigos usos e costumes estabelecidos da Ordem? 2ºD ao Can em voz alta – Prometo (Can repete). VM Irmão 1ºV, ordenai ao 2ºD que ensine o Can a avançar para o pedestal na devida forma. 1ºV Irmão 2ºD, o VM ordena que ensineis o Can a avançar para o pedestal na devida forma. 2ºD instrui o Can a dar o primeiro passo com o p e e leva-o diagonalmente a uma posição em frente ao VM, a cerca de um metro do ped e, ainda segurando firmemente a m d do Can, instrui-o, em voz baixa, a colocar seus p...s juntos e então virar o p d para fora, de maneira a formar um E (isto é, o p e apontando para o L e o p d apontando para o S). 2ºD em voz alta e certificando-se de que o Can aja conforme as palavras são ditas – Dai um p c com vosso p e, juntando os cs em forma de esquadro. Dai outro, um pouco mais longo, c com c como antes. Outro, ainda mais longo, cs juntos como antes. (O Can deve chegar ao pedestal de maneira a poder ajoelhar sem necessidade de avançar mais, e com seu p e apontando para o L e seu p d para o S em forma de esquadro) 1ºD posiciona-se à e do Can ao mesmo tempo em que este e o 2ºD dão o último passo, de maneira que todos fiquem de frente para o VM, 2ºD à d e 1ºD à e do Can. VM É meu dever informar-vos que a Maçonaria é livre e exige de todo Can aos seus mistérios uma disposição perfeitamente livre. Baseia-se nos mais puros princípios de devoção e virtude. Possui grandes e inestimáveis privilégios e, para assegurar esses privilégios aos homens dignos – e confiamos que a homens dignos somente –, exige juramentos de fidelidade; asseguro-vos, porém, que nestes juramentos não há nada de incompatível com vossos deveres civis, morais ou religiosos; estais, portanto, decidido a prestar um S J, baseado nos princípios que expus, para manter inviolados os segredos e mistérios da Ordem? Can Estou. (Se o Can não responder voluntariamente, o 2ºD deve sussurrar “Respondei”. O Cand deve dar esta resposta por sua livre e espontânea vontade, podendo recusar. Caso isso ocorra, a cerimônia não podecontinuar e ele será retirado da Loja.) VM Então ajoelhai sobre vosso j e, vosso p d em forma de esquadro (Can o faz); dai-me vossa mão direita, a qual colocarei sobre o VLS – feito – enquanto vossa m e sustentará este C, uma de suas ps tocando em vosso p e n. 2ºD ajuda levantando a m d do Can quando o VM mencionar. 1ºD ajuda levantando a m e do Can quando o VM mencionar. VM Coloca uma perna do C aberto na m e do Can e posiciona a pta no seu p e n. O C é segurado pelo Can com a pta superior no p. VM uma 1ºV uma 2ºV uma TODOS se levantam, com Ps e Sn de Ap. Ds Seguram as varas na m e, cruzam-nas sobre a cabeça do Can, Ps e Sn de Ap. VM (ao Can) Dizei vosso nome por extenso e repeti depois de mim: Eu (o Can diz o seu nome completo) na presença do Grande Arquiteto do Universo e desta digna, venerável e regular Loja de Maçons Livres e Aceitos, regularmente reunida e devidamente consagrada, de minha livre e espontânea vontade, por (VM toca a m d do Can com sua m e) e sobre este livro (VM toca o VLS com sua m e), sincera e solenemente prometo e juro que sempre guardarei, ocultarei e jamais revelarei qualquer parte ou partes, ponto ou pontos dos segredos ou mistérios de ou pertencentes a Maçons Livres e Aceitos na Maçonaria que possam até aqui terem sido por mim conhecidos, ou que forem, agora ou em qualquer período futuro, a mim confiados, a não ser a um regular e verdadeiro Irmão ou Irmãos, e nem mesmo a este ou estes, senão depois da devida prova, exame rigoroso ou informação segura de um Irmão bem conhecido de que ele ou eles sejam dignos de tal confiança; ou no seio de uma Loja de Antigos Franco- Maçons justa, perfeita e regular. Prometo, ainda, solenemente, nunca escrever, gravar, entalhar, marcar, imprimir, ou por qualquer outra forma descrever estes segredos, nem causar ou consentir que outros o façam, se estiver em meu poder impedi-lo, sobre qualquer coisa, móvel ou imóvel sob a abóbada celeste, onde qualquer letra, símbolo ou imagem, ou o menor vestígio de letra, símbolo ou imagem possa ser legível ou inteligível a mim ou a qualquer pessoa no mundo, de maneira que nossas artes secretas e mistérios ocultos possam ser indevidamente conhecidos por minha indignidade. Estes diversos pontos eu juro solenemente observar, sem evasivas, equívocos ou reserva mental de qualquer natureza, estando seguro de que, sob a violação de qualquer deles, serei considerado como perjuro voluntário, desprovido de qualquer valor moral, e totalmente indigno de ser recebido nesta venerável Loja, ou qualquer outra Loja regular, ou sociedade de homens que coloquem a honra e a virtude acima das vantagens externas da posição social e da fortuna. Assim me ajude Deus, mantendo-me firme neste meu G e S J de Ap FM. TODOS cortam o Sn. Dcs descruzam as varas e voltam a segurá-las com a m d. VM retira o C da m e do Can. 1ºD baixa a m e do Can para o lado. A m d do Can permanece sobre o VLS. VM O que repetistes pode ser considerado tão somente como uma séria promessa; como penhor de vossa fidelidade e para torná-la num S J, vós a selareis com vossos lábios no VLS (Can o faz). 2ºD se necessário, instrui o Can em voz baixa. VM Tendo permanecido por tanto tempo em estado de t, qual é, em vossa presente situação, o desejo predominante de vosso coração? 2ºD ao Can em voz alta – L (Can repete). VM Irmão 2ºD, permiti que essa bênção seja devolvida ao Can. 2ºD deve manter contato visual com o VM para indicar que está pronto. VM Levanta o malhete, movimenta-o para e, d e para baixo. TODOS batem as mãos em uníssono com a batida do malhete. 2ºD remove a v do Can simultaneamente com a batida. VM faz uma pausa até que o Can se acostume à l e esteja pronto para continuar – Tendo-vos sido restaurada a benção da l material, deixai-me chamar vossa atenção para aquilo que consideramos as três grandes, embora emblemáticas ls da Franco-Maçonaria. São elas o VLS, o E e o C. As Sagradas Escrituras servem para governar a nossa fé, o E para regular nossas ações e o C para manter-nos dentro dos limites para com toda a humanidade e, em particular, com nossos Irmãos na Franco-Maçonaria. VM retira a m d do Can do VLS com sua m d – Levantai-vos, recém juramentado Irmão entre Maçons. – devolve a m d do Can ao 2ºD. VM senta-se. 1ºD volta ao seu lugar. TODOS (exceto o 2ºD e o Can) sentam-se. 2ºD segura o Can pela m d, vira-se para a e e o conduz ao lado N do pedestal do VM de maneira que ambos estejam em posição paralela ao pedestal e a cerca de 60 cm deste, de frente para o S na direção do VM e solta a m do Can. VM ao Can – Estais agora habilitado a conhecer as três ls menores; elas estão situadas no L, S e O, para representar o Sl, a L e o M da Loja; o Sl, para dirigir o dia, a L para governar a noite e o M para administrar e dirigir a Loja. VM Irmão ............., por vosso comportamento submisso e sincero desta noite, escapastes simbolicamente de dois grandes perigos, mas havia um terceiro que, tradicionalmente, vos acompanharia até o último momento de vossa existência. Os perigos dos quais escapastes foram os de ap e de en, pois quando entrastes na Loja, este pl – apanha o pl do pedestal, desembainha-o e exibe-o ao Can, de maneira que as palavras acompanhem os atos – foi encostado em vosso p e n, para sugerir que, se vos tivésseis temerariamente precipitado para a frente, teríeis sido o causador de vossa própria ... por ..., pois o Irmão que o empunhava teria permanecido firme, cumprindo seu dever. – embainha o pl e recoloca-o no pedestal. 2ºD retira o l de c do p do Can e entrega ao VM. VM mostra l de c ao Can – Havia também este l de c com um nó corrediço, à volta do vosso p, que teria tornado também fatal qualquer tentativa de retirada. – entrega o l de c ao PMI. Mas o perigo que, tradicionalmente, vos acompanharia até o último momento de vossa existência era a penalidade física outrora associada ao Juramento de um Maçom: a de terdes v g c d l a l se tivésseis indevidamente revelado os segredos da Maçonaria. A penalidade completa consistia em ter a g c d l a l, a l a p r e e n a d m, na m d m b, ou à d d u c d p, onde a m s e d d v e 24 hs. A inclusão de tal penalidade é desnecessária, pois o Juramento que fizestes esta noite vos obriga pelo resto de vossa vida. VM Tendo feito o G e S J de um Maçom, agora me é permitido informar-vos que existem diversos graus na Franco- Maçonaria, com segredos peculiares restritos a cada um: estes, no entanto, não são comunicados indiscriminadamente, mas conferidos aos Candidatos de acordo com seus méritos e habilidades. Vou, portanto, confiar-vos os segredos deste Grau ou aqueles sinais pelos quais nos reconhecemos uns aos outros e nos distinguimos do resto do mundo; mas devo enfatizar, para vossa informação, que todos os Es, Ns e Pdrs são Sns próprios e verdadeiros para se reconhecer um Maçom. Assim, ficai perfeitamente ereto (Can o faz), vossos pés em forma de E (Can o faz), vossa postura representando o emblema de vosso espírito e vossos pés a retidão de vossas ações. Dai agora um passo curto em minha direção com vosso p e, colocando o c d em sua c. (Can o faz) Este é o p p r na Franco-Maçonaria e é nesta posição que os segredos do Grau são comunicados. Eles consistem de um Sn, um Tq e uma P – VM levanta-se, vira-se para o Can e dá Ps. Colocai vossa m n p c o p e e f d e à e d g – VM executa e certifica- se de que o Can o imite – O Sn é dado pa m b a d g e b p o l – faz o movimento e certifica-se que o Can o imite. VM Isto é em alusão à penalidade simbólica do Grau, a qual implicava que, como um homem honrado, um Maçom preferiria ter sua g c d l a l – faz o Sn Pn, certificando-se de que o Can o imite – a indevidamente revelar os segredos que lhe foram confiados. VM O Tq ou Sen é dado – segura a m d do Can e ajusta o Tq colocando o p do Can na posição antes de colocar o próprio – por u p d d p n p j d m. Isto serve, quando regularmente dado e recebido, para distinguir um Irmão tanto à n quanto de d. Este Tq ou Sen exige uma palavra, uma palavra altamente prezada entre Maçons como guarda de seus privilégios. Ao comunicá-la devemos observar a máxima cautela; ela nunca deve ser dada por extenso, somente por Ls ou Ss. Para habilitar-vos a fazê-lo, devo primeiro dizer- vos qual é esta palavra: ela é .............. 2ºD repete a palavra em voz alta e certifica-se de que o Can a repita em voz alta depois dele. VM soletra a palavra. 2ºD soletra a palavra em voz alta e certifica-se de que o Can a soletre em voz alta depois dele. VM mantendo o Tq – Como esta palavra vos será solicitada durante esta Cerimônia, o 2ºD vos ensinará as respostas que deveis dar. O que é isto? 2ºD ao Can em voz alta – O Tq ou Sen de um Ap F M (Can repete). VM O que exige ele? 2ºD ao Can em voz alta – Uma palavra (Can repete). VM Dai-me essa palavra. 2ºD ao Can em voz alta (se necessário por trechos) e rapidamente, para evitar que ele diga a palavra por extenso – Na minha iniciação, ensinaram-me a ser cauteloso; eu a soletrarei ou a dividirei convosco (Can repete). VM Como quiserdes, e começai. (Neste ponto a palavra é dividida). 2ºD diz a primeira metade (o Can repete). VM diz a segunda metade. 2ºD diz a palavra completa (o Can repete). VM Esta palavra origina-se da c e do p...co ou e...da do T do R S, assim chamada em recordação a ............., o B de D, um P e R em I. O significado da palavra é – em .......; passai, ............ – Coloca a m d do Can na m e do 2ºD e senta-se. 2ºD vira-se para a d, controlando o Can pela m d, retorna ao piso da Loja, vira para a e, instrui o Can em voz baixa a iniciar com o p e, passa em frente do ped do VM, dirigindo- se ao canto SE onde a Loja é “esquadrada”. O 2ºD leva o Can para o lado L do ped do 2ºV, onde ficam paralelos ao ped e a uma distância conveniente. Solta a m do Can. 2ºD repousa a ponta da vara no chão, com o topo apoiado em seu ombro d, Ps e Sn de Ap – Irmão 2ºV, apresento-vos o Irmão ........., em sua Iniciação. – corta o Sn e segura a vara com sua m d novamente. 2ºV Solicito ao Irmão ....... que avance para mim como Maçom. 2ºD instrui o Can em voz baixa para dar Ps e Sn de Ap, e então a cortar o Sn, assegurando-se que o Can o faça. 2ºV Tendes algo a comunicar? 2ºD ao Can, em voz alta – Tenho (o Can repete). 2ºV levanta-se, virando-se para o Can, dá o Ps e oferece a sua m d. 2ºD posiciona a m d do Can na do 2ºV e com a m e ajusta o Tq por cima. 2ºV dá o Tq após o 2ºD ter ajustado o p d do Can, mantendo o Tq durante todo o diálogo – O que é isto? 2ºD ao Can, em voz alta – O Tq ou Sen de um Ap FM (o Can repete). 2ºV O que exige ele? 2ºD ao Can, em voz alta – Uma palavra (o Can repete). 2ºV Dai-me essa palavra. 2ºD ao Can, em voz alta (rapidamente e, se necessário, por trechos) – Na minha Iniciação, ensinaram-me a ser cauteloso; eu a soletrarei ou a dividirei convosco (o Can repete). 2ºV Como quiserdes, e começai. (No ped do 2ºV a p é primeiro soletrada e depois dividida). 2ºD dá a primeira letra em voz alta (Can repete). 2ºV dá a segunda letra. 2ºD dá a terceira letra (Can repete). 2ºV dá a quarta letra. 2ºD dá a primeira metade (Can repete). 2ºV dá a segunda metade. 2ºD dá a palavra inteira (Can repete). 2ºV Passai, ....... – recoloca a m d do Can na m e do 2ºD e senta- se. 2ºD conduz o Can pelo canto SO da Loja, “esquadrando-a” como antes, para o lado S do pedestal do 1ºV. O Can e o 2ºD ficam de frente para o N, paralelos ao pedestal do 1ºV e a uma distância conveniente dele. Solta a m do Can. 2ºD repousa a ponta da vara no chão, com o topo apoiado em seu ombro d, Ps e Sn de Ap – Irmão 1ºV, apresento-vos o Irmão ........., em sua Iniciação – corta o Sn e segura a vara com sua m d. 1ºV Solicito ao Irmão ....... que avance para mim como Maçom. 2ºD instrui o Can em voz baixa a dar somente o Ps e assegura- se que não faça o Sn neste momento. 1ºV O que é isso? 2ºD ao Can, em voz alta – O pr ps r na Franco-Maçonaria (Can repete). 1ºV Trazeis algo mais? 2ºD ao Can, em voz alta – Trago. (o Can repete). 2ºD Instrui o Can a dar o Sn de Ap e a cortá-lo. 1ºV O que é isso? 2ºD ao Can, em voz alta – O Sn de um Ap FM. (o Can repete). 1ºV A que alude a ele? 2ºD em voz alta ao Can, por partes, e o Can vai repetindo – À penalidade simbólica do grau, a qual implicava que, como um homem honrado, um Maçom preferiria ter sua g c d l a l – quando o Can disser “sua g c d l a l”, instrui-o a fazer o Sn e cortá-lo – a indevidamente revelar os segredos que lhe foram confiados. 1ºV Tendes algo a comunicar? 2ºD ao Can, em voz alta – Tenho (o Can repete). 1ºV levanta-se, virando-se para o Can, dá o Ps e oferece a sua mão. 2ºD coloca a m d do Can na do 1ºV e com a m e ajusta o Tq por cima. 1ºV dá o Tq após o 2ºD ter ajustado o p d do Can, mantendo o Tq durante todo o diálogo – O que é isto? 2ºD ao Can, em voz alta – O Tq ou Sen de um Ap FM (o Can repete). 1ºV O que exige ele? 2ºD ao Can, em voz alta – Uma palavra (o Can repete). 1ºV Dai-me essa palavra. 2ºD ao Can, em voz alta (rapidamente e, se necessário, por trechos) – Na minha Iniciação ensinaram-me a ser cauteloso; eu a soletrarei ou a dividirei convosco. (o Can repete por trechos). 1ºV Como quiserdes, e começai. (Neste ponto a palavra é dividida). 2ºD diz a primeira metade em voz alta (o Can repete). 1ºV diz a segunda metade. 2ºD diz a palavra inteira (Can repete). 1ºV De onde se origina esta palavra? 2ºD ao Can, em voz alta por trechos – Da c e do p...co ou e...da do T do R S, assim chamada em recordação a .............., o B de D, um P e R em I (o Can repete por trechos). 1ºV O que significa esta palavra? 2ºD ao Can, em voz alta – Em .... (o Can repete). 1ºV Passai, ....... – recoloca a m d do Can na m e do 2ºD e permanece de pé. 2ºD retoma a m d do Can e leva-o para o lado N do pedestal do 1ºV passando em frente deste. Faz um giro anti-horário, coloca a m d do Can na m e do 1ºV, ficando à e do Can, ambos voltados para o L. 1ºV Ps e Sn de Ap, mantendo-o – VM, apresento-vos o Irmão ................. em sua Iniciação para receber algum sinal de vossa estima. VM Irmão 1ºV, delego-vos poderes para investi-lo com a insígnia distintiva de um Maçom. 1ºV corta o Sn, solta a m do Can e, como Can virado para ele, coloca a insígnia de Ap FM no Can. 2ºD ajuda, se necessário. 1ºV toma a ponta inferior d da insígnia com sua m e e diz ao Can – Irmão ..............., por ordem do VM, invisto-vos com a insígnia distintiva de um Maçom. É mais antiga que o Tosão de Ouro ou a Águia Romana, mais honrosa que a Ordem da Jarreteira ou qualquer outra Ordem existente, sendo a insígnia da inocência e o laço da amizade. Exorto- vos firmemente a sempre usá-la e considerá-la como tal; e advirto-vos ainda que se nunca desonrardes estainsígnia – bate na insígnia do Can com sua m d (TODOS os Irmãos batem em suas insígnias simultaneamente com o 1ºV) – ela nunca vos desonrará – com sua m e, devolve a m d do Can à m e do 2ºD e senta-se. 2ºD recebe do 1ºV a m d do Can e se coloca à d do Can, ambos voltados para o L, e solta a m do Can. VM Deixai-me acrescentar às observações do 1ºV, que jamais deveis revestir-vos dessa insígnia ao visitardes uma Loja onde haja um Irmão com o qual estais em desacordo ou contra o qual tendes animosidade. Nesses casos deveis convidá-lo a retirarem-se para amigavelmente resolverem vossas divergências e, sendo isso satisfatoriamente conseguido, podeis então revestir-vos, entrar na Loja e trabalhar com aquele amor e harmonia que em todas as ocasiões devem caracterizar os Franco-Maçons. Porém, se infelizmente vossas divergências forem de tal natureza que não possam ser assim facilmente conciliadas, será preferível que um ou ambos se retirem do que perturbarem a harmonia da Loja pelas vossas presenças. VM Irmão 2ºD, colocai o nosso novo Irmão na parte NE da Loja. 2ºD segura a m d do Can e o leva, pelo N, à parte NE da Loja. Ambos se voltam para o S, tão perto quanto seja conveniente do canto NE da Loja. Solta a m. 2ºD ao Can – P e no sentido transversal da Loja, p d no sentido longitudinal da Loja. Prestai atenção ao VM – assegura-se de que o Can forme um E com os ps. VM É costume, na construção de todos os edifícios notáveis e majestosos, assentar a primeira pedra ou pedra fundamental no canto NE do edifício. Vós, sendo recém- admitido na Maçonaria, sois colocado na parte NE da Loja, representando figurativamente aquela pedra; que possais, sobre o alicerce esta noite assentado, construir uma estrutura perfeita em seus detalhes e que honre o seu construtor. Estais de pé, para toda aparência externa, como um Maçom justo e reto, e concito-vos firmemente a continuardes e agirdes como tal. De fato, vou imediatamente pôr em prova, em certa medida, os vossos princípios, pedindo-vos que exerçais aquela virtude que pode, com justiça, ser considerada a característica marcante do coração de um Franco-Maçom – me refiro à Caridade. É desnecessário tecer longas considerações sobre seus méritos pois, indubitavelmente, vós a tendes sentido e praticado frequentemente. Ela conta com a aprovação dos Céus e da terra e, como sua irmã, a Misericórdia, abençoa aquele que dá, bem como aquele que recebe. Em uma sociedade tão universalmente espalhada como a Franco-Maçonaria, cujos ramos se estendem pelos quatro cantos do globo, não se pode negar que muitos de seus membros ocupam alta posição social e vivem na opulência; também não se pode ocultar que, dentre os milhares que estão sob seu estandarte, há outros que, talvez por circunstâncias de inevitável calamidade e infortúnio, estão reduzidos ao mais extremo grau de miséria e agonia. Em favor destes, é nosso costume despertar os sentimentos de cada novo Irmão por um apelo à caridade que as circunstâncias de sua vida permitam. Assim, depositai em mãos do 2ºD o que vos sentis disposto a dar; será recebido com gratidão e fielmente aplicado. 2ºD posiciona-se em frente ao VM e de frente para o Can, estendendo-lhe a m e (ou a sacola de benevolência, se uma lhe foi passada) e faz o apelo – 2ºD Tendes algo a dar para a causa da Caridade? Cand ............. 2ºD abaixa a mão ou sacola de benevolência e, se o Can não responder com rapidez, coloca a segunda pergunta – Fostes desprovido de todos os objetos de v...r antes de entrardes na Loja? Cand responde afirmativamente. 2ºD Se não tivésseis sido assim desprovido daríeis espontaneamente? Cand responde afirmativamente. 2ºD vira-se para a d e de frente para o VM, repousa a ponta da vara no chão, com o topo em seu ombro d, Ps e Sn de Ap – VM, nosso novo Irmão afirma ter sido desprovido de todos os objetos de v...r antes de entrar na Loja, do contrário daria espontaneamente – corta o Sn e retorna à posição à d do Can. VM Congratulo-me convosco pela manifestação de tão honrosos sentimentos, como também pela impossibilidade em que vos achais, no momento, de praticá-los. Acreditai, essa pergunta não foi feita para zombar de vossos sentimentos; longe de nós tal intenção. Foi feita por três motivos especiais: primeiro, como já vos disse, para pôr em prova os vossos princípios; segundo, para demonstrar aos Irmãos que não havia convosco d...o nem objetos m...s, pois, se tal acontecesse, a Cerimônia de vossa Iniciação, até o presente momento, deveria ser repetida. Terceiro, como uma advertência ao vosso coração de que, se no futuro encontrardes algum Irmão em precárias circunstâncias, que venha vos pedir auxílio, vos lembrareis do momento peculiar em que fostes recebido na Maçonaria, pobre e sem dinheiro e, com satisfação, aproveitareis a oportunidade para praticar a virtude que agora manifestastes admirar. PMI Coloca as fs de t no pedestal do VM. 2ºD segura a m d do Can e posiciona-o em frente ao VM, numa posição tão perto do pedestal quanto seja possível, soltando a m. VM Apresento-vos agora as fs de t de um Ap FM, que são: a R de 24 ps, o M comum e o Cz – mostra as fs de t à medida em que as cita – A R de 24 ps serve para medir o nosso trabalho; o M comum, para desbastar todas as saliências e arestas supérfluas; e o Cz, para melhor polir e preparar a pedra, tornando-a apta para ser manejada por um operário mais hábil. Mas, como não somos todos Maçons operativos, senão livres e aceitos ou especulativos, aplicamos essas ferramentas à nossa moral. Nesse sentido, a R de 24 ps representa as vinte e quatro horas do dia, das quais devemos aplicar parte em prece a Deus Todo Poderoso, parte no trabalho e no descanso e parte em servir a um amigo ou Irmão necessitado, sem prejuízo nosso ou de nossos familiares. O M comum representa a força da consciência, que deve dominar todos os pensamentos vaidosos e impróprios que possam ocorrer em qualquer dos mencionados períodos, de maneira que nossas palavras e ações possam ascender impolutas ao Trono da Graça. O Cz nos mostra as vantagens da educação, por cujos meios, somente, nos tornamos membros aptos da Sociedade regularmente organizada. VM Como no decorrer da noite a taxa de vossa Iniciação vos será exigida, tendes o direito de saber quem nos autoriza a trabalhar. Esta é a nossa Carta Patente ou Carta Constitutiva, concedida pela Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro – abre e exibe a Carta Constitutiva ao Irmão –, que podeis examinar hoje ou em qualquer outra noite. Esta é a Constituição da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro – entrega cópia ao Can – e este é o nosso Regimento Interno – entrega cópia ao Can – ambos os quais recomendo à vossa séria leitura pois, por um sereis instruído sobre vossos deveres para com a Ordem em geral e, pelo outro, para com esta Loja em particular. Estais agora em liberdade para retirar-vos a fim de retomar vosso conforto pessoal e, quando voltardes à Loja, chamarei vossa atenção para uma Preleção baseada nas excelências da Instituição e nas qualificações de seus membros. 2ºD segura o Can pela m d, faz um giro no sentido anti-horário de maneira a virar-se de frente para o O, leva o Can diretamente, sem “esquadramento” para o lado N do pedestal do 1ºV. Vira o Can no sentido horário, ficando ambos de frente para o L, pára e solta a m do Can. 2ºD ao Can em voz alta – Saudai o VM como Maçom – em voz baixa instrui o Can a dar Ps e Snde Ap e cortá-lo, assegurando-se que o Can o faça. 2ºD segura a m d do Can, faz um giro anti-horário e o conduz para a porta. GI vai à porta na frente do 2ºD, abre-a, fechando-a e trancando-a após a saída do Can. 2ºD e GI retornam aos seus lugares. Fora da Loja o Can se recompõe, colocando o avental por cima do paletó. Quando o Can estiver pronto, Cob dá bs de Ap na porta da Loja. GI levanta-se em frente à sua cadeira, Ps e Sn de Ap – Irmão 2ºV, há um comunicado – mantém o Sn. 2ºV sentado, uma . GI corta o Sn, vai até a porta, abre-a e olha para fora, sem dizer nada. Cob O Can em seu retorno. GI sem responder, fecha e tranca a porta, volta à posição em frente à sua cadeira, Ps e Sn de Ap, mantendo-o – VM, o Can em seu retorno. VM Admiti-o. GI corta o S, aguarda a chegada do 2ºD e ambos vão até a porta. 2ºD segue o GI até a porta. GI abre a porta e admite o Can. 2ºD recebe o Can, o conduz pela m d até o N do pedestal do 1ºV, ambos voltados para o L, solta a m do Can. GI quando o 2ºD tiver recebido o Can, fecha e tranca a porta, volta para seu lugar e senta-se. 2ºD ao Can – Saudai o VM como Maçom – instrui o Can, se necessário, e certifica-se de que ele dê Ps e Sn de Ap e corta-o. Ambos permanecem em pé do lado N do ped do 1ºV, sem que o 2ºD segure a m do Can, enquanto a Preleção é apresentada. EXORTAÇÃO APÓS A INICIAÇÃO * (VM apresenta a Preleção na Loja Emulation de Aperfeiçoamento) Irmão ......, como passastes pela cerimônia de vossa Iniciação, deixai-me felicitar-vos por terdes sido admitido como membro de nossa antiga e honrada Instituição. É antiga sem dúvida, pois subsiste desde tempos imemoriais e, como honrada deve ser reconhecida pois, por uma tendência natural, concorre para fazer honrados os que obedecem seus preceitos. De fato, nenhuma Instituição pode vangloriar-se de um alicerce mais sólido do que aquele sobre o qual a Franco-Maçonaria repousa: a prática de todas as virtudes morais e sociais. E o seu crédito atingiu tão alta eminência que, em todas as eras, os próprios monarcas foram promotores da arte, não consideraram prejudicial à sua dignidade trocar o cetro pela trolha, patrocinaram nossos mistérios e tomaram parte em nossas reuniões. Como Franco-Maçom, recomendo-vos a mais séria contemplação do VLS, concitando-vos a considerá-lo como um infalível modelo da verdade e da justiça, e a regular vossas ações pelos divinos preceitos que ele contém. Nele, aprendereis os importantes deveres que tendes para com Deus, para com o vosso próximo e para convosco. Para com Deus, nunca mencionando Seu nome a não ser com a veneração e reverência que são devidos por uma criatura ao seu Criador, suplicando o Seu auxílio em todos os vossos honestos empreendimentos e buscando por Ele para obter conforto e amparo em todas as emergências. Para com vosso próximo, agindo com ele no esquadro, prestando-lhe todos os bons ofícios que a justiça ou a misericórdia possam reclamar, aliviando as suas necessidades, suavizando suas aflições e fazendo-lhe o mesmo que, em caso idêntico, desejaríeis que ele vos fizesse. E para convosco, por tão prudente e regular disciplina que possa melhor conduzir à preservação de vossas faculdades físicas e mentais em sua energia mais completa, habilitando-vos, assim, a exercer os talentos com os quais Deus vos abençoou, tanto para Sua Glória como para o bem-estar de vossos semelhantes. Como cidadão do mundo, advirto-vos que deveis ser exemplar no desempenho de vossos deveres civis, nunca praticando, nem de forma alguma encorajando qualquer ato que possa tender a perturbar a paz e a boa ordem da sociedade; prestando a devida obediência às leis de qualquer país que possa, por algum tempo, tornar-se o lugar de vossa residência ou vos oferecer sua proteção; e, acima de tudo, nunca perdendo de vista a fidelidade devida à vossa Pátria, lembrando-vos sempre que a natureza implantou em vosso peito um elo sagrado e indissolúvel para com o País de vosso nascimento e onde vos alimentastes na infância. Como homem, devo recomendar-vos a prática de todas as virtudes privadas e também públicas. Deixai que a Prudência vos guie, a Temperança vos modere, a Firmeza vos sustente e a Justiça seja o guia de todas as vossas ações. Sede especialmente cuidadoso em manter, no seu mais brilhante esplendor, aqueles ornamentos verdadeiramente Maçônicos que já foram amplamente ilustrados: a Benevolência e a Caridade. Ainda, como Franco-Maçom, há outras excelências de caráter para as quais devo, particular e fortemente, chamar a vossa atenção; entre as principais delas estão o Sigilo, a Fidelidade e a Obediência. O Sigilo consiste numa inviolável adesão ao Juramento que fizestes: o de nunca indevidamente revelar quaisquer dos segredos Maçônicos que agora foram, ou possam em qualquer momento futuro ser confiados à vossa guarda, e com precaução evitar toda ocasião que possa inadvertidamente levar-vos a fazê-lo. Vossa Fidelidade deve ser exemplificada por uma estrita observância das Constituições da fraternidade, aderindo aos antigos “landmarks” da Ordem, nunca tentando extorquir ou, por qualquer outra forma, indevidamente obter os segredos de um Grau superior, e abstendo-vos de recomendar qualquer pessoa para a participação em nossos segredos, a não ser que tenhais fortes razões para acreditar que, por uma fidelidade semelhante, ele venha finalmente a trazer honra à vossa escolha. Vossa Obediência deve ser provada por uma estrita observância de nossas leis e regulamentos, por um pronto atendimento a todos os sinais e convocações, por um comportamento modesto e correto em Loja, abstendo-vos de todo debate sobre assuntos políticos ou religiosos; por uma pronta aquiescência a todas as decisões e resoluções aprovadas pela maioria dos Irmãos, e por uma perfeita submissão ao Mestre e seus Vigilantes quando agindo no desempenho dos respectivos cargos. E, como última recomendação geral, exorto-vos a vos dedicares a propósitos tais que, ao mesmo tempo, vos tornem respeitável em vida, útil à humanidade e um ornamento para a sociedade da qual hoje vos tornastes membro; a estudares mais especificamente aquelas Artes Liberais e Ciências que se encontrem dentro do compasso de vossas aptidões e, sem negligenciardes os deveres comuns de vossa profissão, a procurares fazer progressos diários nos conhecimentos Maçônicos. Pela louvável atenção que pareceis ter prestado a esta preleção, sou levado a esperar que apreciareis o valor da Franco-Maçonaria, e que imprimireis indelevelmente em vosso coração os sagrados preceitos da Verdade, da Honra e da Virtude. 2ºD leva o Can a uma cadeira ao lado do 1ºD e volta a seu lugar. HINO INAUGURAL Salve! Deus Imortal Deste mundo Criador Nossas preces ouve Tu, Arquiteto Sabedor. Com a Ordem bem Real, Nossas obras consagrar Nós pedimos, afinal Ir em paz ao terminar. Pela fé que há em Ti, Pelo Teu poder, também Pelos místicos sinais, Ouve, Deus, nos mantém. AMÉM! HINO VESPERTINO Com trabalho, dia findo, Evitemos todo mal. Artes místicas guardando Coração sempre leal. Deus Tu que infinito Amas toda criação, Nossa Ordem abençoa Sob a Tua proteção. Vimos todos sempre humildes, Nossas preces ofertar, À Glória do Supremo Arquiteto exaltar. AMÉM!UMA EXPLICAÇÃO DA TÁBUA DE DELINEAR DO PRIMEIRO GRAU (Não faz parte do trabalho de Emulação) A prática de incluir a explicação da Tábua de Delinear do Primeiro Grau como uma parte essencial daquela Cerimônia caiu em desuso. A explicação foi concebida para ser capaz de ser dividida de maneira a também ser parte integrante da Primeira Preleção e pode ser encontrada nas Seções 3, 4, 5, 6 e 7 daquela Preleção. A explicação, no entanto, ainda é apresentada como uma explicação separada, como abaixo, com o parágrafo introdutório sendo costumeiramente usado, o qual vem do “Illustrations of Masonry” (“Ilustrações da Maçonaria”) de Preston. Os usos e costumes dos Franco-Maçons sempre tiveram íntima afinidade com os dos antigos Egípcios. Seus filósofos, não querendo expor seus mistérios aos olhares profanos, dissimulavam seus sistemas de ensino e de política sob sinais e figuras hieroglíficas, que eram comunicadas somente aos seus principais sacerdotes ou Magos, que se comprometiam a guardá-los em segredo por um juramento solene. O sistema de Pitágoras foi fundado sobre princípio semelhante, assim como outros mais modernos. A Maçonaria, entretanto, não é somente a mais antiga, mas a mais honrada sociedade que já existiu, pois não há símbolo ou imagem aqui representados que não se destinem a imprimir os princípios de piedade e virtude entre os seus verdadeiros adeptos. Deixai-me primeiro chamar vossa atenção para a forma da Loja, que é um paralelepípedo, cujo comprimento vai do L ao O, a largura do N ao S, a profundidade da superfície ao centro da terra e a altura até aos céus. O motivo de uma Loja de Franco-Maçons ser representada por essa vasta extensão é para mostrar a universalidade na ciência; igualmente, a caridade de um Maçom não deve conhecer limites, salvo os da prudência. Nossas Lojas repousam em solo sagrado, porque a primeira Loja foi consagrada em razão de três grandes oferendas nela feitas e que obtiveram a aprovação Divina. Em primeiro lugar, a pronta submissão de Abraão ao desejo de Deus, não recusando oferecer seu filho Isaac em holocausto, quando aprouve ao Todo Poderoso substituí-lo por uma oferenda mais propícia. Em segundo, as muitas preces e orações piedosas do Rei Davi, que realmente aplacaram a ira de Deus, cessando a peste que grassava entre seu povo por ter inadvertidamente feito recenseá-lo. Em terceiro, as muitas ações de graças, oblações, holocaustos e valiosas oferendas que Salomão, Rei de Israel, fez no término, dedicação e consagração do Templo em Jerusalém ao serviço de Deus. Estas três fizeram então, fazem agora, e confio que farão sempre tornar sagrado o solo da Franco-Maçonaria. Nossas Lojas estão orientadas do L para o O porque todos os lugares de adoração Divina, bem como as Lojas Maçônicas regulares, bem formadas e constituídas, são, ou devem ser assim orientadas. Para isto damos três razões Maçônicas: primeira: o Sol, a Glória do Senhor, se levanta no L e põe-se no O; segunda: o ensino originou-se no L e de lá estendeu a sua benéfica influência para o O; e a terceira, última e maior razão1, que é muito longa para este momento, é explicada no curso de nossas Preleções, as quais espero tereis muitas oportunidades de ouvir. Nossas Lojas são sustentadas por três grandes pilares. Chamam- se: Sabedoria, Força e Beleza; Sabedoria para engendrar, Força para apoiar e Beleza para adornar. A Sabedoria para nos conduzir em todos os nossos empreendimentos, a Força para nos sustentar em todas as nossas dificuldades e a Beleza para adornar o nosso íntimo. O Universo é o Templo da Divindade a quem servimos; a Sabedoria, Força e Beleza 1 Vide Quarta Seção da Primeira Preleção. rodeiam o Seu trono como pilares de Suas obras, pois Sua Sabedoria é infinita, Sua Força é onipotente e a Beleza brilha por toda a criação em simetria e ordem. Os Céus Ele estendeu como um dossel, a terra Ele colocou como um apoio para seus pés; Ele coroa Seu Templo com estrelas como com um diadema e com Sua mão espalha o poder e a glória. O Sol e a Lua são mensageiros da Sua vontade e toda a Sua Lei é harmônica. Os três grandes pilares que sustentam uma Loja de FMs são emblemáticos desses atributos Divinos e, além disso, representam S, R de I, H, R de T e H A. S, R de I por sua Sabedoria em construir, terminar e dedicar o Templo em Jerusalém ao serviço de Deus. H, R de T por sua Força em apoiá-lo com homens e materiais e H A por seu rico e magistral trabalho embelezando e adornando o mesmo. Mas, como não temos nobres ordens de Arquitetura conhecidas pelos nomes de Sabedoria, Força e Beleza, nós as ligamos às três mais célebres, que são: Jônica, Dórica e Coríntia. A cobertura de uma Loja de Franco-Maçons é um dossel celestial de diversas cores, assim como os Céus. O caminho por onde nós, como Maçons, esperamos lá chegar, é com a ajuda de uma escada, chamada, nas Escrituras, de Escada de Jacó. É composta de muitos degraus ou voltas, que representam igual quantidade de virtudes morais, mas três principais que são: Fé, Esperança e Caridade. Fé no Grande Arquiteto do Universo, Esperança na salvação e Caridade para com todos os homens. Ela atinge os Céus e se apoia no VLS, porque, pelas doutrinas contidas nesse Livro Sagrado, somos ensinados a crer nos arranjos da Providência Divina, crença que fortalece a nossa Fé e nos habilita a subir o primeiro degrau; essa Fé naturalmente cria em nós a Esperança de nos tornarmos participantes das abençoadas promessas ali descritas, Esperança que nos habilita a subir o segundo degrau; mas o terceiro e último, sendo Caridade, compreende o todo, e o Maçom que possui essa virtude no seu mais amplo sentido pode ser justamente considerado como tendo atingido o apogeu de sua profissão; em sentido figurado, uma Mansão Etérea, encoberta aos olhos dos mortais pelo firmamento estrelado, emblematicamente aqui representado por sete estrelas, que têm uma alusão a igual quantidade de Maçons regularmente feitos, sem cujo número nenhuma Loja é perfeita, nem candidato algum pode ser legalmente iniciado na Ordem. O interior de uma Loja de Franco-Maçons é composto de Ornamentos, Mobília e Joias. Os Ornamentos da Loja são: o pavimento Mosaico, a Estrela Brilhante e a Moldura Dentada ou Marchetada; o pavimento Mosaico é o belo soalho da Loja, a Estrela Brilhante, a glória no centro e a Moldura Dentada ou Marchetada, a guarnição que a circunda. O pavimento Mosaico pode ser justamente considerado o belo soalho de uma Loja de Franco-Maçons, por ser alternado e em xadrez. Isto assinala a diversidade de objetos que decoram e adornam a criação, tanto a sua parte animada como a inanimada. A Estrela Brilhante, ou glória no centro, nos remete ao Sol, que ilumina a terra e pela sua benéfica influência espalha suas bênçãos para a humanidade em geral. A Moldura Dentada ou Marchetada nos remete aos Planetas, que em suas várias revoluções formam uma bela moldura ou guarnição em torno daquele grande luminar, o Sol, como a moldura em torno daquele de uma Loja de Franco-Maçons. A mobília da Loja consiste do VLS, o C e o E. As Ps Ss servem para dirigir e governar a nossa fé; sobre elas js nossos candidatos à Franco- Maçonaria; da mesma forma, o C e o E, quando unidos, servem para regular nossas vidas e ações. O Volume Sagrado se origina de Deus para o homem em geral, o C pertence ao Grão Mestre em particular e o E a toda a Ordem. As Joias da Loja são três móveis e três imóveis. As Joias móveis são o E, o N e o P. Entre Maçons operativos o E serve paraverificar e ajustar os cantos retangulares dos edifícios e auxiliar a dar forma apropriada à matéria bruta; o N, para fazer nivelamentos e provar horizontais; e o P, para verificar e ajustar as verticais ao fixá-las nas suas devidas bases. Entre Maçons Livres e Aceitos, o E ensina moralidade; o N, igualdade; e o P, correção e retidão na vida e nos atos. São chamadas de Joias Móveis, porque são usadas pelo Mestre e seus Vigilantes e são transferíveis aos seus sucessores nas noites de Instalação. O Mestre distingue-se pelo E, o Primeiro Vigilante pelo N e o Segundo Vigilante pelo P. As Joias Imóveis são a Tábua de Delinear, a Pedra Bruta e a Pedra Perfeita. A Tábua de Delinear é para nela o Mestre traçar linhas e fazer desenhos; a Pedra Bruta para nela o Aprendiz trabalhar, marcar e desbastar; a Pedra Perfeita para o Companheiro experiente nela testar e ajustar suas joias. São chamadas Joias Imóveis, porque permanecem expostas e imóveis na Loja para os Irmãos nelas estudarem a moral. Assim como a Tábua de Delinear é usada pelo Mestre para traçar linhas e fazer desenhos, visando melhor instruir os Irmãos a executar a construção planejada com regularidade e propriedade, o VLS pode perfeitamente ser considerado a Tábua de Delinear Espiritual do Grande Arquiteto do Universo, na qual estão estabelecidas tais Leis Divinas e Disposições Morais que, se formos versados nelas e cumpridores delas, seremos levados a uma Mansão Etérea, não feita pelas mãos, mas eterna nos Céus. A Pedra Bruta é uma pedra, rude e não trabalhada tal como retirada da pedreira, até que, pelo esforço e engenho do operário, é modelada, trabalhada na devida forma, e tornada apta para a estrutura planejada; isso representa o homem na sua infância ou estado primitivo, rude e irregular como aquela pedra bruta, até que, pelo cuidado bondoso e atenção de seus pais ou tutores, em dar-lhe uma educação liberal e virtuosa, sua mente é cultivada tornando-o um membro apto da sociedade civilizada. A Pedra Perfeita é uma pedra com cubo ou esquadria perfeita, apta a ser medida somente pelo E e pelo C; representa o homem no declínio de seus anos, depois de uma vida regularmente despendida em atos de piedade e virtude, que não podem de outra forma ser testados e aprovados senão pelo E da Palavra de Deus e o C de sua consciência autoconvincente. Em todas as Lojas regulares, bem formadas e constituídas, há um ponto dentro de um círculo no qual os Irmãos não podem errar. Este círculo está limitado entre o N e o S por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés e a outra o Rei Salomão; na parte superior deste círculo fica o VLS, sustentando a Escada de Jacó, cujo topo atinge os Céus; e se formos tão versados nesse Livro Sagrado, e tão cumpridores das doutrinas nele contidas como são aquelas paralelas, chegaremos a Ele, que não nos enganará, nem Ele será enganado. Caminhando em torno desse círculo, teremos necessariamente que tocar naquelas linhas paralelas, assim como no V S; e enquanto um Maçom conservar-se assim circunscrito, não pode errar. A palavra “Lewis” significa força, e é aqui representada por certas peças de metal entalhadas numa pedra, formando um engate, e quando em combinação com alguma das forças mecânicas, como um sistema de roldanas, habilita o Maçom operativo a levantar grandes pesos até certas alturas com pouco esforço e a fixá-los em suas devidas bases. “Lewis” igualmente significa o filho de um Maçom; seu dever para com seus pais idosos é sustentar o peso e a carga diária, de que eles, em razão de sua idade, deveriam estar isentos; auxiliá-los em momentos de necessidade, e assim tornar seus últimos dias alegres e confortáveis. Seu privilégio por assim proceder é o de ser feito Maçom antes de qualquer outra pessoa, por mais digna que seja. Pendentes dos cantos da Loja há quatro borlas, que nos lembram das quatro virtudes cardeais: Temperança, Firmeza, Prudência e Justiça que, segundo informa-nos a tradição, eram todas constantemente praticadas por uma grande maioria dos nossos antigos Irmãos. As características marcantes de um bom Franco- Maçom são: Virtude, Honra e Misericórdia, que devem sempre ser encontradas no coração dos Maçons. EXPLICAÇÃO ADICIONAL DO AVENTAL DO PRIMEIRO GRAU (Não faz parte do trabalho de Emulação) Podeis observar que este Avental é feito de pele de cordeiro, e como, desde tempos imemoriais, o cordeiro tem sido universalmente reconhecido como um emblema de pureza e da inocência, sereis por ele lembrado daquela pureza na vida e nos atos, que em todos os tempos devem distinguir um Franco-Maçom, e que é essencial para que ganheis admissão na Grande Loja no Alto, onde os abençoados descansam na paz eterna. Confio que vivereis muitos anos para usar essa insígnia com satisfação para vós mesmo, proveito para a Ordem e honra para a Loja na qual fostes iniciado, e deixai-me exortar-vos a nunca desonrá-la, pois podeis estar certo de que ela nunca vos desonrará. QUESTÕES ANTES DE PASSAR PARA O SEGUNDO GRAU As questões a seguir devem ser aprendidas pelo Candidato, nas quais ele será examinado antes de receber o Segundo Grau. P Onde fostes primeiramente preparado para serdes feito Maçom? R Em meu c. P Onde em seguida? R Numa sala conveniente, contígua à Loja. P Descrevei a maneira pela qual fostes preparado. R Fui de...j...o de m...s e v...d...o; meu b d, p e e j e foram d...n...s, meu p d foi c de ch, e um l de c foi colocado em meu p. P Onde fostes feito Maçom? R No seio de uma Loja justa, perfeita e regular. P E quando? R Quando o Sol estava em seu meridiano. P Neste país, as Lojas de Franco-Maçons se reúnem geralmente à noite. Que explicação podeis dar a isso, que à primeira vista parece um paradoxo? R Girando a Terra constantemente sobre o seu eixo em sua órbita ao redor do Sol, e estando a Franco-Maçonaria universalmente espalhada sobre a sua superfície, segue-se necessariamente que o Sol está sempre em seu meridiano em relação à Franco-Maçonaria. P O que é a Franco-Maçonaria? R Um sistema peculiar de moralidade, velado em alegorias e ilustrado por símbolos. P Indicai os grandes princípios sobre os quais está fundada a Ordem. R Amor Fraternal, Alívio e Verdade. P Quem são as pessoas aptas e apropriadas para serem feitas Maçons? R Homens justos, retos e livres, de maior idade, bom senso e rigorosa moral. P Como sabeis que sois Maçom? R Pela regularidade de minha iniciação, repetidas provas e aprovações, e a disposição de, a qualquer tempo, submeter-me a um exame, quando regularmente convidado. P Como demonstrais a p de ser Maçom aos outros? R Por Sns, Tqs e os perfeitos pts de minha entrada. PRIMEIRA PRELEÇÃO Primeira Seção VM Ir. ........, podeis ajudar ..... a pôr em prática a primeira seção da primeira preleção? Irmão Farei o melhor possível, VM – encaminha-se, se necessário, para o N do ped do 1ºV; saúda no Grau no qual a Loja estiver aberta. P.: Como Maçons Livres e Aceitos, como eu e vós nos reunimos pela primeira vez? R.: No Esquadro. P.: Como esperamos nos separar? R.: No Nível. P.: Por que encontrar-se e separar-se desta maneira especial? R.: Como Maçons devemos agir sempre no Esquadro, habilitando-nos a estar no Nível com toda a humanidade, especialmente com um Ir.. P.: Como Franco-Maçom, de onde vindes? R.: Do O. P.: E para onde dirigis vosso curso?R.: Para o L. P.: Por que motivo deixais o O para vos dirigirdes ao L? R.: Para procurar um Mestre e dele receber instrução. P.: Quem sois vós que procurais instrução? R.: Um Maçom Livre e Aceito. P.: Que espécie de homem deve ser um Maçom livre e aceito? R.: Um homem livre, nascido de uma mulher livre, irmão de um Rei, companheiro de um Príncipe – ou de um pobre pedinte, se Maçom e considerado digno. P.: Por que livre de nascimento? R.: Em alusão à grande festa que Abraão fez quando seu filho Isaac foi desmamado. Nessa ocasião Sarah, esposa de Abraão, viu Ismael, filho de Agar, a escrava egípcia, brincando com seu filho Isaac e protestou com Abraão, dizendo: “Manda embora essa escrava e seu filho, pois o filho de uma escrava não pode ser herdeiro com o nascido livre, nem mesmo com meu filho Isaac”. Ela falou com espírito profético sabendo que de Isaac descenderia um povo grande e poderoso, que iria servir ao Senhor com liberdade, fervor e zelo; ela temia que, se os dois jovens fossem criados juntos, Isaac poderia absorver de Ismael alguns princípios de escravo. Naqueles dias, como no presente, era crença geral que as mentes de escravos eram mais suscetíveis aos vícios, e menos esclarecidas que as dos nascidos livres. Essa é a razão que nós damos, como FMs, para que cada Maçom deva ser um homem nascido livre; atualmente a escravidão está abolida, por isso a Constituição da Ordem considera que um homem livre, mesmo que não tenha nascido livre, está apto para ser feito Maçom. P.: Por que esta igualdade entre Maçons? R.: Somos todos criados como iguais, o que é reforçado por nosso juramento Maçônico. P.: De maneira geral, como Maçom, de onde vindes? R.: De uma digna e venerável Loja de Irmãos e Companheiros. P.: Que recomendação trazeis? R.: Saudá-lo, VM. (dá o Sn de Ap) P.: Trazeis outra recomendação? R.: Fraternais saudações. P.: Já que nada trazeis além de fraternais saudações, o que vindes fazer aqui? R.: Aprender a controlar e submeter as minhas paixões e fazer novos progressos na Maçonaria. P.: Por isto presumo que sois Maçom? R.: Sou assim considerado e aceito por meus Irmãos e Companheiros. P.: Como sabeis que sois Maçom? R.: Pela regularidade de minha iniciação, repetidas provas e aprovações, e a boa vontade de submeter-me, a qualquer tempo, a um exame quando for regularmente convidado. P.: Como provais ser Maçom aos outros? R.: Por Sns, Tqs e perfeitos pts de minha entrada. P.: O que são Sns? R.: Todos os Es, Ns e Ppds são s...s verdadeiros e próprios para se conhecer um Maçom. P.: O que são Tqs? R.: Certos as de m regulares e amistosos, pelos quais podemos distinguir um Irmão tanto no escuro como na luz. P.: Podeis dar-me os pontos de vossa entrada? R.: Dai-me o primeiro e vos darei o segundo. P.: Eu guardo. R.: Eu oculto. P.: O que desejais ocultar? R.: Todos os segredos e mistérios de ou pertencentes a Maçons Livres e Aceitos na Maçonaria. P.: Estando em Loja aberta, podeis revelá-los com segurança. R.: De, À e Na. P.: Em quê De, À e Na? R.: De minha livre e espontânea vontade; À porta da Loja; Na pta de um i...st...o af encostado ao meu p e n. P.: Quando fostes feito Maçom? R.: Quando o Sol estava no seu meridiano. P.: Neste país, as Lojas de Franco-Maçons se reúnem geralmente à noite. Que explicação podeis dar a isso, que à primeira vista parece um paradoxo? R.: Girando a Terra constantemente sobre o seu eixo em sua órbita ao redor do Sol, e estando a Franco-Maçonaria universalmente espalhada sobre a sua superfície, segue-se necessariamente que o Sol está sempre em seu meridiano em relação à Franco-Maçonaria. P.: Que é a Franco-Maçonaria? R.: É um sistema peculiar de moralidade, velado em alegorias e ilustrado por símbolos. P.: Onde fostes feito Maçom? R.: No seio de uma Loja justa, perfeita e regular. P.: O que é uma Loja de Franco-Maçons? R.: Uma assembleia de Irmãos, reunidos para estudar os mistérios da arte. P.: Quando reunida, o que a faz justa? R.: O VLS aberto. P.: O que a faz perfeita? R.: Sete ou mais Maçons regularmente feitos. P.: O que a faz regular? R.: A Carta Patente ou Constitutiva. P.: Por que fostes feito Maçom? R.: Para obter os Sgs da Maçonaria e ser libertado das trevas. P.: Os Maçons têm Sgs? R.: Sim, muitos e de inestimável valor. P.: Onde eles os guardam? R.: Em seus corações. P.: A quem eles os revelam? R.: A ninguém, senão a Irmãos e Companheiros. P.: Como eles os revelam? R.: Por Sns, Tqs e determinadas Pals. P.: Como Maçons, como esperamos consegui-los? R.: Com a ajuda de uma chave. P.: Encontra-se pendente ou deitada? R.: Pendente. P.: Por que preferivelmente pendente? R.: Deve sempre pender em defesa de um Irmão e nunca deve ser deitada em seu prejuízo. P.: Como está pendente? R.: Pelo fio da vida, na passagem da expressão, entre G...t...l e P...t...l. P.: Por que tão próximo ao coração? R.: Como indicador da mente, não deve expressar nada que não seja verdadeiramente ditado pelo coração. P.: É uma chave estranha... de que metal é feita? R.: De nenhum metal, é a língua de boa reputação. PMI: Irmãos, aqui termina a primeira seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “A excelente chave, a língua de um Franco-Maçom, que deve falar bem de um Irmão na ausência ou na presença, mas quando isto não puder ser feito com honra e justiça, deve ser adotada aquela excelente virtude da Ordem, que é o Silêncio.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, cortam Sn de Ap três vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Segunda Seção P.: Onde fostes primeiramente preparado para ser feito Maçom? R.: Em meu c. P.: Onde em seguida? R.: Numa sala conveniente, contígua à Loja. P.: Quem vos trouxe para ser feito Maçom? R.: Um amigo, que depois soube tratar-se de um Irmão. P.: Descrevei a maneira como fostes preparado. R.: Fui de...j...o de m...s e v...d...o; meu b d, p e e j e foram d...n...s, meu p d foi c de ch, e um l de c foi colocado em meu p. P.: Por que fostes d...j...o de ms? R.: Para não trazer à Loja nada ofensivo ou defensivo, que viesse a perturbar sua harmonia. P.: Há uma segunda razão? R.: Fui recebido na Franco-Maçonaria em estado de pobreza para lembrar-me de dar alívio aos Irmãos indigentes, sabendo-os dignos, sem prejuízo para mim ou meus familiares. P.: Há uma terceira razão? R.: Porque na construção do Templo do Rei Salomão não se ouvia o som de ferramentas m...t...c...s. P.: Como podia ser realizada e completada a construção de um edifício tão majestoso como o T do R S sem o emprego de ferramentas de m...l? R.: As pedras foram lavradas na pedreira e lá ajustadas, entalhadas, marcadas e numeradas. As madeiras foram derrubadas e preparadas nas florestas do Líbano e lá também talhadas, marcadas e numeradas; foram transportadas por balsas até Jopa e dali em carretas até Jerusalém e montadas com malhos de madeira e outros instrumentos próprios para esse fim. P.: Por que as pedras e as madeiras foram preparadas tão longe dali? R.: Para mostrar a excelência do Ofício naquela época, porque embora os materiais tenham sido preparados a tão grande distância, quando trazidos para Jerusalém e procedida a montagem, cada peça foi encaixada com tal exatidão que mais parecia um trabalho do Grande Arquiteto do Universo do que feito por mãos humanas. P.: Por que fostes v...d...o?R.: Para que, no caso de uma eventual recusa de prosseguir nas cerimônias usuais para ser feito Maçom, eu pudesse ser retirado da Loja sem descobrir seus detalhes. P.: Qual a segunda razão? R.: Fui recebido na Maçonaria em estado de tr para lembrar- me de manter o resto do mundo dessa maneira com relação aos nossos mistérios Maçônicos, a não ser que lhes fossem legalmente transmitidos, da forma que eu estava por recebê-los. P.: Qual a terceira razão? R.: Para que meu coração viesse a conceber antes que meus olhos descobrissem. P.: Por que fostes calçado de c? R.: Como as nossas Lojas são consideradas como construídas em solo sagrado, isto alude a uma passagem das Escrituras, quando o Senhor falou a Moisés, da Sarça Ardente – “tira as sandálias dos pés, pois o chão que pisas é sagrado”. P.: Estando assim devidamente preparado, para onde fostes conduzido? R.: Para a porta da Loja. P.: Como estava a porta? R.: Fechada e bem coberta. P.: Por quem estava coberta? R.: Por alguém que posteriormente soube ser o Cob da Loja. P.: Seu dever? R.: Armado com uma espada desembainhada, impedir a entrada de intrusos e impostores à Maçonaria e assegurar- se de que os Candidatos estejam devidamente preparados. P.: Estando em estado de tr, como soubestes ser uma porta? R.: Por encontrar um obstáculo e posteriormente ser admitido. P.: Como fostes admitido? R.: Por três bs distintas. P.: A que aludem essas três bs distintas? R.: A uma antiga e venerável exortação: - “Procura e acharás; pede e será concedido; bate e ser-te-á aberto.” P.: Como aplicastes essa exortação àquela vossa situação? R.: Tendo percebido em minha mente, solicitei ao meu amigo, ele b...u e a porta da Franco-Maçonaria foi aberta para mim. P.: Quando a porta da Maçonaria foi aberta para vós, quem veio recebê-lo? R.: Alguém que posteriormente soube ser o GI. P.: O que ele perguntou ao seu amigo, ou ao Cob? R.: Quem estava ali com ele. P.: Qual foi a resposta do Cob? R.: “O Sr. ............, um pobre candidato em estado de t, que foi correta e honrosamente recomendado, regularmente proposto e aprovado em Loja aberta e agora se apresenta, por sua livre e espontânea vontade, devidamente preparado, solicitando humildemente ser admitido aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria.” P.: O que mais perguntou o GI? R.: Como eu esperava obter esses privilégios. P.: E qual foi a vossa resposta? R.: Com auxílio de Deus, por ser livre e de boa reputação. P.: Como procedeu então o GI? R.: Pediu que aguardasse enquanto fazia a comunicação ao VM, que ordenou minha admissão. P.: Fostes admitido, e em quê? R.: Sim, na ponta de um in af encostado em meu p e n. P.: Na vossa entrada na Loja, por que a ponta de um in af foi encostada em vosso p e n? R.: Para me advertir que eu estava por me engajar em algo sério e solene, como também para distinguir o sexo. P.: Quando fostes admitido na Loja, qual foi a primeira pergunta que o M vos dirigiu? R.: “Sr. ............, como ninguém pode ser feito Maçom a não ser que seja livre e de maior idade, pergunto-vos: sois um homem livre e já completastes vinte e um anos de idade?” ao que respondi afirmativamente. P.: O que então vos pediram para fazer? R.: Ajoelhar para receber o benefício de uma prece Maçônica. P.: Peço-vos que a façais. VM uma 1ºV uma 2ºV uma TODOS ficam em pé, com o Sn de Rv. R.: Concede Teu auxílio, Pai Todo Poderoso e Supremo Governador do Universo, a esta nossa reunião e permita que este Candidato à Franco-Maçonaria possa dedicar e devotar sua vida ao Teu serviço, de maneira a tornar-se um verdadeiro e fiel irmão entre nós. Concede-lhe uma parcela da Tua divina sabedoria, de maneira que, auxiliado pelos segredos da nossa arte Maçônica, ele possa estar melhor capacitado para desvelar as belezas da verdadeira devoção, para honra e glória do Teu Santo Nome. PMI Assim seja! (somente o PMI fala e senta-se) TODOS baixam o Sn de Rv e sentam-se após o PMI. P.: Após essa prece, qual a pergunta seguinte que vos fez o Mestre? R.: “Em todos os casos de dificuldade e perigo, em quem depositais vossa confiança?” P.: Qual foi vossa resposta? R.: Em Deus. P.: E o que respondeu o M? R.: “Muito me alegra encontrar em vós uma fé tão bem fundamentada; confiando em tão seguro auxílio podeis levantar-vos sem receio e seguir vosso guia com uma firme, mas humilde confiança, pois nenhum perigo pode ocorrer onde o nome de ...... é invocado.” P.: Como então o M se dirigiu à Loja? R.: “Irmãos do N, L, S e O, prestai atenção que o Sr. ............ passará diante de vós para mostrar que é um Can, devidamente preparado, pessoa digna e apta para ser feita Maçom.” P.: Como o vosso guia vos conduziu? R.: Estando numa condição humilde de penúria e desamparo, nem nu nem vestido, nem calçado nem descalço, ele segurou-me amigavelmente pela mão direita e conduziu- me pelo N, passando pelo VM no L, pelo S e, até o O e colocou minha mão direita na mão direita do 1°V. P.: Durante a vossa perambulação pela Loja, o que vos foi requerido? R.: Submeter-me a exames pelo Vs, de modo similar ao feito na porta da Loja. P.: Por que fostes conduzido ao redor da Loja dessa maneira conspícua? R.: Para representar, figuradamente, a condição de pobreza e desgraça aparente na qual fui recebido na Maçonaria; se eu me desse conta e por um momento refletisse nesse estado de miséria, isto causaria uma impressão tão profunda em minha mente, a ponto de me levar a não ignorar as queixas dos infortunados, particularmente de um Irmão Maçom, mas ouvir com atenção suas lamentações de modo que a piedade possa fluir do meu peito juntamente com o alívio para suas necessidades, na medida das minhas possibilidades. Também, para mostrar que eu era um candidato convenientemente preparado, pessoa digna e apta para ser feita Maçom. P.: Quais as pessoas dignas e aptas para serem feitas Maçons? R.: Homens justos, retos e livres, de maior idade, bom senso e rigorosa moral. P.: Por que os privilégios da Maçonaria estão restritos a homens livres? R.: Para que os maus costumes da escravidão não contaminem os verdadeiros princípios de liberdade em que se fundamenta a Ordem. P.: Por que de maior idade? R.: Para possibilitar um melhor julgamento para nós mesmos, bem como para a Fraternidade em geral. P.: Por que de bom senso e rigorosa moral? R.: Para que, por princípios e exemplos, possamos melhor impor obediência às excelentes Leis e doutrinas emanadas da Franco-Maçonaria. P.: Como procedeu o 1ºV quando fostes passado às suas mãos, no Oeste? R.: Ele me apresentou ao VM como candidato convenientemente preparado para ser feito Maçom. P.: Qual foi a resposta do Mestre? R.: “Ir. 1ºV, vossa apresentação será atendida e, para tanto, dirigirei algumas perguntas ao Can, as quais confio responderá com sinceridade.” P.: Qual foi a primeira daquelas perguntas? R.: “Declarais solenemente, sob vossa honra que, não estando movido por solicitação imprópria de amigos contra vossa própria inclinação, e não estando influenciado por motivos mercenários ou outros menos dignos, vos ofereceis livre e espontaneamente como Can aos mistérios e privilégios da Franco-Maçonaria?” P.: Qual foi a segunda? R.: “Igualmente, garantis que procurais participar desses privilégios levado por favorável opinião preconcebida sobre a Instituição, por um amplo desejo por conhecimento,e por uma vontade sincera de prestar maiores serviços aos vossos semelhantes?” P.: E qual a terceira? R.: “Ainda mais, prometeis solenemente pela vossa honra que, sem temor ou imprudência, perseverareis durante a cerimônia de vossa Iniciação e, uma vez admitido, obedecereis e agireis de acordo com os antigos usos e costumes estabelecidos da Ordem?” – Dei resposta afirmativa a todas as perguntas. P.: O que então o Mestre ordenou? R.: Ordenou ao 1ºV que determinasse ao 2ºD a ensinar-me como me dirigir ao pedestal na devida forma. P.: Solicito que demonstreis a forma de dirigir-se do O para o L nesse grau. R (isso é feito indo até o pedestal) P.: De que consistem esses três ps ir...g...s? R.: Linhas retas e ângulos. P.: O que ensinam moralmente? R.: Vidas retas e ações no Esquadro. (retorna ao lugar) P.: Quando colocado em frente ao Mestre no L, o que ele disse? R.: “É meu dever informar-vos que a Maçonaria é livre e exige de todo Can aos seus mistérios uma disposição perfeitamente livre. Baseia-se nos mais puros princípios de devoção e virtude. Possui grandes e inestimáveis privilégios e, para assegurar esses privilégios aos homens dignos – e confiamos que a homens dignos somente –, exige juramentos de fidelidade; asseguro-vos, porém, que nestes juramentos não há nada de incompatível com vossos deveres civis, morais ou religiosos; estais, portanto, decidido a prestar um S J, baseado nos princípios que expus, para manter inviolados os segredos e mistérios da Ordem?” Com o que eu concordei. P.: Fostes feito Maçom? R.: Fui, e na devida forma. P.: Descrevei a devida forma pela qual fostes feito Maçom. R.: J e n e d, p d em f de E, c e no E, m d sobre o VLS enquanto a minha e sustentava um C, uma pt encostada ao meu p e n. P.: Por que na iniciação o C foi encostado ao vosso p e n? R.: Assim como o C era um emblema de tortura ao meu corpo, que a recordação sempre permanecesse em minha mente, se eu em qualquer momento futuro estiver por indevidamente revelar os segredos que estavam por ser a mim confiados. P.: Naquela condição, o que iríeis fazer? R.: Prestar o G e S J de Aprendiz Franco-Maçom. P.: Solicito que o façais. VM uma 1ºV uma 2ºV uma TODOS levantam-se com o Sn de Ap. R.: Eu, ............., na presença do Grande Arquiteto do Universo e desta digna, venerável e regular Loja de Maçons Livres e Aceitos, regularmente reunida e devidamente consagrada, de minha livre e espontânea vontade, por e sobre este Livro, sincera e solenemente prometo e juro que sempre guardarei, ocultarei e jamais revelarei qualquer parte ou partes, ponto ou pontos dos segredos ou mistérios de ou pertencentes a Maçons Livres e Aceitos na Maçonaria que possam até aqui terem sido por mim conhecidos, ou que forem, agora ou em qualquer período futuro, a mim confiados, a não ser a um regular e verdadeiro Irmão ou Irmãos, e nem mesmo a este ou estes, senão depois da devida prova, exame rigoroso ou informação segura de um Irmão bem conhecido de que ele ou eles sejam dignos de tal confiança; ou no seio de uma Loja de Antigos Franco- Maçons justa, perfeita e regular. Prometo, ainda, solenemente, nunca escrever, gravar, entalhar, marcar, imprimir, ou por qualquer outra forma descrever estes segredos, nem causar ou consentir que outros o façam, se estiver em meu poder impedi-lo, sobre qualquer coisa, móvel ou imóvel sob a abóbada celeste, onde qualquer letra, símbolo ou imagem, ou o menor vestígio de letra, símbolo ou imagem possa ser legível ou inteligível a mim ou a qualquer pessoa no mundo, de maneira que nossas artes secretas e mistérios ocultos possam ser indevidamente conhecidos por minha indignidade. Estes diversos pontos eu juro solenemente observar, sem evasivas, equívocos ou reserva mental de qualquer natureza, estando seguro de que, sob a violação de qualquer deles, serei considerado como perjuro voluntário, desprovido de qualquer valor moral, e totalmente indigno de ser recebido nesta venerável Loja, ou qualquer outra Loja regular, ou sociedade de homens que coloquem a honra e a virtude acima das vantagens externas da posição social e da fortuna. Assim me ajude Deus, mantendo-me firme neste meu G e S J de Ap FM. TODOS cortam o Sn e sentam-se. P.: Tendo prestado o S J de um Aprendiz Franco-Maçom, o que mais o M vos disse? R.: “O que repetistes pode ser considerado tão somente como uma séria promessa; como penhor de vossa fidelidade e para torná-la num S J, vós a selareis com vossos lábios no VLS.” P.: O que mais ele disse? R.: “Tendo permanecido por tanto tempo em estado de t, qual é, em vossa presente situação, o desejo predominante de vosso coração?” P.: Qual foi a vossa resposta? R.: L, que me foi restaurada pelo 2°D, por ordem do VM. P.: Tendo vos sido restaurada a benção da L material, para o que foi então chamada a vossa atenção? R.: Para as três grandes Ls emblemáticas na Franco- Maçonaria, que são o VLS, o E e o C. P.: Para que servem? R.: O VLS serve para guiar a nossa fé, o E para regular as nossas ações, e o C para manter-nos dentro dos limites para com toda a humanidade, em particular com nossos Irmãos na Franco-Maçonaria. P.: Como procedeu então o Mestre? R.: Ele segurou a minha m d e disse: “Levantai-vos, recém juramentado Irmão entre Maçons.” PMI Irmãos, aqui termina a segunda seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “O coração que oculta e a língua que nunca revela indevidamente quaisquer dos segredos ou mistérios de ou pertencentes a Maçons Livres e Aceitos na Maçonaria.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, Sn de Ap 3 vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Terceira Seção P.: Após levantar da posição ajoelhada, o que descobristes? R.: As três Ls menores. P.: Onde estão situadas? R.: No Leste, Sul e Oeste. P.: Para que finalidade? R.: Para mostrar o curso do Sol que, nascendo no Leste, tem o seu esplendor ao atingir o seu meridiano no Sul e se põe no Oeste, também para iluminar o homem no trajeto ao trabalho, durante o seu labor e em seu retorno. P.: Por que não há luz no Norte? R.: Quando o Sol está abaixo da linha do horizonte, não há incidência de seus raios de l daquele quadrante para o nosso hemisfério. P.: O que essas ls menores representam? R.: O Sol, a Lua e o Mestre da Loja. P.: Por que o Sol, a Lua e o Mestre? R.: O Sol para regular o dia, a Lua para governar a noite, e o Mestre para administrar e dirigir a sua Loja. P.: Por que o Mestre de uma Loja de Franco-Maçons é comparado a esses grandes luminares? R.: Como homens, estamos habilitados a desempenhar nossos deveres da vida social pela influência benigna do Sol e da Lua. Dessa forma é com o cuidado e a instrução do VM (saúda o VM com Ps e Sn de Ap) que nós, como Maçons, estamos aptos a desempenhar os deveres que o Ofício exige de nós. P.: O que o Mestre declarou depois que as luzes menores foram explicadas? R.: “Irmão ............., por vosso comportamento submisso e sincero desta noite, escapastes simbolicamente de dois grandes perigos, mas havia um terceiro que, tradicionalmente, vos acompanharia até o último momento de vossa existência. Os perigos dos quais escapastes foram os de ap e de en, pois quando entrastes na Loja, este pl foi encostado em vosso p e n, para sugerir que, se vos tivésseis temerariamente precipitado para a frente, teríeis sido o causador de vossa própria ... por ..., pois o Irmão que o empunhava teria permanecido firme,cumprindo seu dever. Havia também este l de c com um nó corrediço, à volta do vosso p, que teria tornado também fatal qualquer tentativa de retirada. Mas o perigo que, tradicionalmente, vos acompanharia até o último momento de vossa existência era a penalidade física outrora associada ao Juramento de um Maçom: a de terdes v g c d l a l se tivésseis indevidamente revelado os segredos da Maçonaria. A penalidade completa consistia em ter a g c d l a l, a l a p r e e n a d m, na m d m b, ou à d d u c d p, onde a m s e d d v e 24 hs. A inclusão de tal penalidade é desnecessária, pois o Juramento que fizestes esta noite vos obriga pelo resto de vossa vida.” P.: Que mais ele vos disse? R.: “Tendo feito o G e S J de um Maçom, agora me é permitido informar-vos que existem diversos graus na Franco- Maçonaria, com segredos peculiares restritos a cada um: estes, no entanto, não são comunicados indiscriminadamente, mas conferidos aos Candidatos de acordo com seus méritos e habilidades. Vou, portanto, confiar-vos os segredos deste Grau ou aqueles sinais pelos quais nos reconhecemos uns aos outros e nos distinguimos do resto do mundo; mas devo enfatizar, para vossa informação, que todos os Es, Ns e Pdrs são Sns próprios e verdadeiros para se reconhecer um Maçom. Assim, ficai perfeitamente ereto, vossos pés em forma de E, vossa postura representando o emblema de vosso espírito e vossos pés a retidão de vossas ações.” P.: O que o VM vos pediu em seguida? R.: Que desse um ps c em sua direção com o meu p e, colocando o c d em sua c. Isto ele me informou ser o p p r na Franco-Maçonaria e que é nessa posição que os segredos do Grau são comunicados. P.: Do que consistem esses segredos? R.: Um Sn, um Tq e uma P. P.: Peço-vos o Sn, na devida forma. R.: (faz) P.: Comunicai o Tq ao Ir ..... . R.: (faz) P.: Está correto? R.: (Pelo Irmão a quem o Tq foi comunicado, com o Sn do Grau no qual a Loja está aberta) Está, VM. P.: O que exige ele? R.: Uma palavra. P.: Dai-me essa palavra. R.: Na minha iniciação ensinaram-me a ser cauteloso; eu a soletrarei ou a dividirei convosco. P.: Como quiserdes, e começai. R.: (A palavra é dividida) P.: De onde se origina esta palavra? R.: Da c e do p...co ou e...da do T do R S, assim chamada em recordação a .............., o B de D, um P e R em I. P.: Qual o significado da palavra? R.: Em ... . P.: Tendo sido juramentado e recebido os segredos, fostes investido? R.: Fui, com a insígnia distintiva de um Maçom, que o 1ºV me informou ser mais antiga que o Tosão de Ouro ou a Águia Romana, mais honrosa que a Ordem da Jarreteira ou qualquer outra Ordem existente, sendo a insígnia da inocência e o laço da amizade. Ele me exortou firmemente a sempre usá-la e considerá-la como tal; advertiu-me também que se eu nunca desonrasse essa insígnia (bate na insígnia com a m d), ela nunca me desonraria. P.: Repita a exortação que recebestes do VM. R.: “Deixai-me acrescentar às observações do 1ºV, que jamais deveis revestir-vos desta insígnia ao visitardes uma Loja onde haja um Irmão com o qual estais em desacordo ou contra o qual tendes animosidade. Nestes casos deveis convidá-lo a retirarem-se para amigavelmente resolverem vossas divergências e, sendo isto satisfatoriamente conseguido, podeis então revestir-vos, entrar na Loja e trabalhar com aquele amor e harmonia que em todas as ocasiões devem caracterizar os Franco-Maçons. Porém, se infelizmente vossas divergências forem de tal natureza que não possam ser assim facilmente conciliadas, será preferível que um ou ambos se retirem do que perturbarem a harmonia da Loja pelas vossas presenças.” P.: Após, onde fostes colocado? R.: Na parte NE da Loja. P.: Queira repetir a preleção. R.: “É costume, na construção de todos os edifícios notáveis e majestosos, assentar a primeira pedra ou pedra fundamental no canto NE do edifício. Vós, sendo recém- admitido na Maçonaria, sois colocado na parte NE da Loja, representando figurativamente aquela pedra e que possais, sobre o alicerce esta noite assentado, construir uma estrutura perfeita em seus detalhes e que honre o seu construtor. Estais de pé, para toda aparência externa, como um Maçom justo e reto, e concito-vos firmemente a continuardes e agirdes como tal. De fato, vou imediatamente pôr em prova, em certa medida, os vossos princípios, pedindo-vos que exerçais aquela virtude que pode, com justiça, ser considerada a característica marcante do coração de um Franco-Maçom – me refiro à Caridade. É desnecessário tecer longas considerações sobre seus méritos pois, indubitavelmente, vós a tendes sentido e praticado frequentemente. Ela conta com a aprovação dos Céus e da terra e, como sua irmã, a Misericórdia, abençoa aquele que dá, bem como aquele que recebe. Em uma sociedade tão universalmente espalhada como a Franco-Maçonaria, cujos ramos se estendem pelos quatro cantos do globo, não se pode negar que muitos de seus membros ocupam alta posição social e vivem na opulência; também não se pode ocultar que, dentre os milhares que estão sob seu estandarte, há outros que, talvez por circunstâncias de inevitável calamidade e infortúnio, estão reduzidos ao mais extremo grau de miséria e agonia. Em favor destes, é nosso costume despertar os sentimentos de cada novo Irmão por um apelo à caridade que as circunstâncias de sua vida permitam. Assim, depositai em mãos do 2ºD o que vos sentis disposto a dar; será recebido com gratidão e fielmente aplicado.” P.: A vossa resposta? R.: Que eu tinha sido despojado de todos os objetos de valor antes de entrar na Loja, do contrário daria espontaneamente. P.: Qual foi a resposta do Mestre? R.: “Congratulo-me convosco pela manifestação de tão honrosos sentimentos, como também pela impossibilidade em que vos achais, no momento, de praticá-los. Acreditai, esta pergunta não foi feita para zombar de vossos sentimentos; longe de nós tal intenção. Foi feita por três motivos especiais.” P.: Qual o primeiro? R.: Pôr em prova os meus princípios. P.: O segundo? R.: Para mostrar aos Irmãos que eu não trazia comigo dinheiro nem objetos de metal, pois se tal acontecesse, a cerimônia da minha iniciação, até aquele momento, deveria ser repetida. P.: E o terceiro? R.: Como uma advertência ao meu coração de que, se no futuro encontrar um Irmão em precárias circunstâncias, que venha me pedir auxílio, lembrarei o momento solene em que fui recebido na Franco-Maçonaria, pobre e sem dinheiro, e com satisfação aproveitarei a oportunidade de praticar a virtude que então manifestei admirar. P.: O que o Mestre vos apresentou a seguir? R.: Os instrumentos de trabalho de um Ap, que são: a R de 24 ps, o M comum e o Cz. P.: Para que servem? R.: A R de 24 ps serve para medir o nosso trabalho; o M comum, para desbastar todas as saliências e arestas supérfluas; e o Cz, para melhor polir e preparar a pedra, tornando-a apta para ser manejada por um operário mais hábil. P.: Mas como não somos todos Maçons operativos, senão livres e aceitos ou especulativos, como aplicamos esses instrumentos à nossa moral? R.: Nesse sentido, a R de 24 ps representa as vinte e quatro horas do dia, das quais devemos aplicar parte em prece a Deus Todo Poderoso, parte no trabalho e no descanso e parte em servir a um amigo ou Irmão necessitado, sem prejuízo nosso ou de nossos familiares. O M comum representa a força da consciência, que deve dominar todos os pensamentos vaidosose impróprios que possam ocorrer em qualquer dos mencionados períodos, de maneira que nossas palavras e ações possam ascender impolutas ao Trono da Graça. O Cz nos mostra as vantagens da educação, por cujos meios, somente, nos tornamos membros aptos da Sociedade regularmente organizada. P.: O que o Mestre vos informou a seguir? R.: “Como no decorrer da noite a taxa de vossa Iniciação vos será exigida, tendes o direito de saber quem nos autoriza a trabalhar. Esta é a nossa Carta Patente ou Carta Constitutiva, concedida pela Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro, que podeis examinar hoje ou em qualquer outra noite. Esta é a Constituição da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro e este é o nosso Regimento Interno ambos os quais recomendo à vossa séria leitura pois, por um sereis instruído sobre vossos deveres para com a Ordem em geral e, pelo outro, para com esta Loja em particular.” P.: Que permissão recebestes então? R.: Para retirar-me e retornar ao meu conforto pessoal, e o VM informou-me que, no meu retorno à Loja, ele chamaria a minha atenção para uma Preleção, baseada nas excelências da instituição e nas qualificações de seus membros. P.: O que descobristes, com a assistência das três ls menores, quando colocado na parte NE da Loja? R.: A forma da Loja. P.: Qual é a forma da Loja? R.: A de um paralelepípedo. P.: Descreva suas dimensões. R.: Em comprimento vai do Leste ao Oeste; em largura, do N ao S; em profundidade, da superfície ao centro da Terra e a altura até aos céus. P.: Por que uma Loja de Franco-Maçons é descrita nessa vasta extensão? R.: Para mostrar a universalidade da ciência; da mesma forma, que a caridade do Maçom não deve conhecer limites, salvo os da prudência. PMI Irmãos, aqui termina a terceira seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “A todos os Franco-Maçons pobres e desamparados, onde quer que se encontrem, sobre a terra e a água, desejando-lhes um pronto alívio aos seus sofrimentos e um breve regresso às suas terras de origem, se assim o desejarem.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, Sn de Ap três vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Quarta Seção P.: Onde repousam as nossas Lojas? R.: S S. P.: Por que em S S? R.: Porque a primeira Loja foi consagrada. P.: Por que foi consagrada? R.: Em razão de três grandes oferendas que obtiveram a aprovação Divina. P.: Solicito especificá-las. R.: Em primeiro lugar, a pronta submissão de Abraão ao desejo de Deus, não recusando oferecer seu filho Isaac em holocausto, quando aprouve ao Todo Poderoso substituí- lo por uma oferenda mais propícia. Em segundo, as muitas preces e orações piedosas do Rei Davi, que realmente aplacaram a ira de Deus, cessando a peste que grassava entre seu povo por ter inadvertidamente feito recenseá- lo. Em terceiro, as muitas ações de graças, oblações, holocaustos e valiosas oferendas que Salomão, Rei de Israel, fez no término, dedicação e consagração do Templo em Jerusalém ao serviço de Deus. Estas três fizeram então, fazem agora, e confio que farão sempre tornar sagrado o solo da Franco-Maçonaria. P.: Como estão orientadas as nossas Lojas? R.: Do Leste ao Oeste. P.: Por que ? R.: Porque todos os lugares de adoração Divina, bem como as Lojas Maçônicas regulares, bem formadas e constituídas, são, ou devem ser assim orientadas. P.: Para isso damos três razões Maçônicas. Dai-me a primeira. R.: o Sol, a Glória do Senhor, se levanta no L e põe-se no O. P.: A Segunda? R.: O ensino originou-se no L e de lá estendeu a sua benéfica influência para o O. P.: A terceira, última e grande razão? R.: Ao contemplarmos as obras da criação, com presteza e alegria devemos adorar o Todo Poderoso Criador, que nunca se deixou sem uma testemunha viva entre os homens. Desde os primórdios temos tomado conhecimento da existência de um Ente Divino. Lemos a respeito de Abel, trazendo ao Senhor uma oferenda mais aceitável que seu irmão Caim; de Enoch caminhando com Deus, de Noé, um homem justo e correto nos seus dias e na sua geração, um professor da retidão; de Jacó, lutando com um anjo, vencendo e obtendo assim a bênção para si e a posteridade. Mas nós nunca ouvimos ou lemos sobre a designação de um lugar público para a solene adoração Divina a não ser após a feliz libertação dos filhos de Israel do seu cativeiro no Egito, o que ao Todo Poderoso aprouve fazer sob a condução do Seu fiel servo Moisés, com o braço estendido e a mão espalmada, conforme a promessa feita ao seu ancestral, Abraão, que de sua semente Ele faria um grande e poderoso povo, numeroso como as estrelas nos céus e as areias do mar. E, quando eles estavam para se libertarem de seus inimigos, conquistando a terra prometida, o Todo Poderoso julgou oportuno revelar-lhes aquelas três excelentes instituições: as Leis Morais, Cerimoniais e Judiciais. E, para dar um cunho de solenidade à adoração Divina bem como um lugar apropriado aos Livros e Tábuas da Lei, Moisés mandou erguer uma Tenda ou Tabernáculo no deserto e que, por ordem de Deus, foi erguido do Leste para o Oeste, pois Moisés fez tudo de acordo com o modelo recebido do Senhor no Monte Sinai. Essa Tenda ou Tabernáculo serviu mais tarde como planta baixa, com respeito à orientação, daquele magnífico Templo construído em Jerusalém por aquele sábio e poderoso Príncipe, o R S, cujo esplendor e magnificência ultrapassa a nossa imaginação. Esta é a terceira, última e grande razão que eu, como Franco- Maçom, dou para o fato de todos os lugares de adoração Divina e das Lojas Maçônicas regulares, bem-formadas e constituídas estarem assim orientadas. P.: O que sustenta uma Loja de Franco-Maçons? R.: Três grandes Pilares. P.: Como são chamados? R.: Sabedoria, Força e Beleza. P.: Por que Sabedoria, Força e Beleza? R.: Sabedoria para nos engendrar, Força para nos sustentar e Beleza para adornar. P.: Quais são seus ensinamentos morais? R.: A Sabedoria para nos conduzir em todos os nossos empreendimentos, a Força para nos apoiar em todas as nossas dificuldades e a Beleza para adornar o nosso íntimo. P.: Queira ilustrá-las. R.: O Universo é o Templo da Divindade a quem servimos; a Sabedoria, Força e Beleza rodeiam o Seu trono como pilares de Suas obras, pois Sua Sabedoria é infinita, Sua Força é onipotente e a Beleza brilha por toda a criação em simetria e ordem. Os Céus Ele estendeu como um dossel, a terra Ele colocou como um apoio para seus pés; Ele coroa Seu Templo com estrelas como com um diadema e com Sua mão espalha o poder e a glória. O Sol e a Lua são mensageiros da Sua vontade e toda a Sua Lei é harmônica. Os três grandes pilares que sustentam uma Loja de FMs são emblemáticos desses atributos Divinos e, além disso, representam S, R de I, H, R de T e H A. P.: Por que esses três grandes personagens? R.: S, R de I por sua Sabedoria em construir, terminar e dedicar o Templo em Jerusalém ao serviço de Deus. H, R de T por sua Força em apoiá-lo com homens e materiais e H A por seu rico e magistral trabalho embelezando e adornando o mesmo. P.: Como não temos nobres Ordens de Arquitetura conhecidas pelos nomes de Sabedoria, Força e Beleza, a quais elas se referem? R.: Às três mais célebres, que são: Jônica, Dórica e Coríntia. P.: Como se chama o teto de uma Loja de Franco-Maçons? R.: Um dossel celestial de diversas cores, assim como os céus. P.: Como Maçons, como esperamos lá chegar? R.: Coma ajuda de uma escada, chamada, nas Escrituras, de Escada de Jacó. P.: Por que é chamada de Escada de Jacó? R.: Rebeca, a amada esposa de Isaac, sabendo por inspiração Divina que uma bênção especial foi colocada na alma de seu marido, estava desejosa de obtê-la para o seu filho favorito Jacó, embora sabendo que por direito ela pertencia ao seu primogênito, Esaú. Jacó, tendo obtido a bênção de seu pai de modo fraudulento, foi obrigado a fugir da ira de seu irmão, que num momento de raiva e desapontamento o ameaçara de morte. E, enquanto se dirigia a Padãaram, na terra da Mesopotâmia (para onde, por ordens estritas de seus pais, lhe foi determinado ir), fatigado pernoitou no meio do deserto e, deitando-se, tomou a terra como seu leito, uma pedra por travesseiro e a abóbada celeste como uma coberta. Então, em uma visão, viu uma Escada cujo topo atingia os céus e pela qual os Anjos do Senhor subiam e desciam. Foi então que o Onipotente fez um solene trato com Jacó, de que se ele observasse as Suas Leis e guardasse os Seus mandamentos, Ele não só o levaria de volta à casa de seu pai, em paz e prosperidade, como faria de sua descendência um povo grande e poderoso. Isso foi amplamente cumprido pois, após um lapso de vinte anos, Jacó retornou à sua terra de origem, foi gentilmente recebido pelo seu irmão Esaú e seu filho José tornou-se posteriormente, por ordem do Faraó, o segundo homem do Egito. Os filhos de Israel, altamente favorecidos pelo Senhor, constituíram-se ao longo do tempo em uma das maiores e mais poderosas Nações da face da Terra. P.: De quantos degraus ou voltas era composta essa Escada? R.: É composta de muitos degraus ou voltas, que representam igual quantidade de virtudes morais, mas três principais que são: Fé, Esperança e Caridade. P.: Por que a Fé, a Esperança e a Caridade? R.: Fé no Grande Arquiteto do Universo, Esperança na salvação e Caridade para com todos os homens. P.: Eu vos solicito definir FÉ. R.: É o fundamento da Justiça, o laço da amizade e o principal sustentáculo da sociedade civil. Nós vivemos e caminhamos pela Fé. Por ela temos o contínuo reconhecimento de um Ser Supremo. Pela Fé temos acesso ao trono da graça, somos justificados, aceitos e finalmente recebidos. Uma Fé verdadeira e sincera é a evidência das coisas que não podemos ver, mas a substância das que almejamos. Assim, bem mantida e seguida em nossa profissão Maçônica, ela nos levará àquelas mansões abençoadas, onde alcançaremos a felicidade eterna com Deus, (Sn de Rv) o G A D U (baixa o Sn). P.: ESPERANÇA. R.: É uma âncora da alma, segura e firme, que penetra no que está por trás do véu. Deixemos então que uma firme confiança na fidelidade do Onipotente anime as nossas expectativas e nos ensine a manter os nossos desejos dentro dos limites de Suas abençoadas promessas. Assim alcançaremos êxito. Quando acreditamos que algo seja impossível, a nossa descrença pode levar a isso, mas aquele que perseverar em causas justas, no final vencerá todas as dificuldades. P.: CARIDADE. R.: Admirável por si só, é o mais brilhante ornamento que poder adornar nossa profissão Maçônica. É o melhor teste e a mais segura prova de sinceridade de nossa religiosidade. A Benevolência, praticada com a caridade celestial, honra a nação que a tem por berço, pratica e a preza. Feliz é o homem que tem, plantadas em seu peito, as sementes da benevolência; ele não inveja o seu vizinho, não crê nas histórias lançadas em seu prejuízo, perdoa as injúrias dos homens e se esforça em apagá-las de sua memória. Então, Irmãos, lembremo-nos que somos Maçons livres e aceitos, sempre prontos a ouvir a quem clama por nossa assistência e não deixemos de estender a nossa mão liberal àquele que tem necessidade. Que a recompensa de nossos trabalhos seja a satisfação do fundo do nosso coração, ao que se seguirá, certamente, o produto do amor e da caridade. P.: Onde se apoia essa Escada nas Lojas de Franco-Maçons? R.: No VLS. P.: Por que ali? R.: Porque, pelas doutrinas contidas nesse Livro Sagrado, somos ensinados a crer nos arranjos da Providência Divina, crença que fortalece a nossa Fé e nos habilita a subir o primeiro degrau; essa Fé naturalmente cria em nós a Esperança de nos tornarmos participantes das abençoadas promessas ali descritas, Esperança que nos habilita a subir o segundo degrau; mas o terceiro e último, sendo Caridade, compreende o todo, e o Maçom que possui essa virtude no seu mais amplo sentido pode ser justamente considerado como tendo atingido o apogeu de sua profissão; em sentido figurado, uma Mansão Etérea, encoberta aos olhos dos mortais pelo firmamento estrelado, emblematicamente aqui representado por sete estrelas, que têm uma alusão a igual quantidade de Maçons regularmente feitos, sem cujo número nenhuma Loja é perfeita, nem candidato algum pode ser legalmente iniciado na Ordem. PMI Irmãos, aqui termina a quarta seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “Que todo Franco-Maçom possa atingir o ápice de sua profissão, onde os justos seguramente encontrarão a sua devida recompensa.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, Sn de Ap três vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Quinta Seção P.: Como é composto o interior de uma Loja de Franco- Maçons? R.: De Ornamentos, Mobília e Joias. P.: Indicai os Ornamentos. R.: O Pavimento Mosaico, a Estrela Brilhante e a Moldura Dentada ou Marchetada. P.: Onde estão situados? R.: O Pavimento Mosaico é o belo soalho da Loja; a Estrela Brilhante, a glória no centro; e a Moldura Dentada ou Marchetada, a guarnição que a circunda. P.: Quais são os seus ensinamentos morais? R.: O pavimento Mosaico pode ser justamente considerado o belo soalho de uma Loja de Franco-Maçons, por ser alternado e em xadrez. Isto assinala a diversidade de objetos que decoram e adornam a criação, tanto a sua parte animada como a inanimada. A Estrela Brilhante, ou glória no centro, nos remete ao Sol, que ilumina a terra e pela sua benéfica influência espalha suas bênçãos para a humanidade em geral. A Moldura Dentada ou Marchetada nos remete aos Planetas, que em suas várias revoluções formam uma bela moldura ou guarnição em torno daquele grande luminar, o Sol, como a moldura em torno daquele de uma Loja de Franco-Maçons. P.: Por que o Mosaico foi introduzido na Franco-Maçonaria? R.: Assim como os passos do homem pisam nos variados e incertos incidentes da vida e seus dias são alternados por uma estranha contrariedade de eventos, sua passagem por esta existência, embora às vezes premiada por circunstâncias de prosperidade, é frequentemente cercada de males; por isso a nossa Loja é decorada com piso em mosaico para indicar as incertezas de todas as coisas aqui na Terra. Hoje podemos viver em prosperidade; amanhã poderemos tropeçar nos caminhos desnivelados da fraqueza, tentação e adversidade. Assim, pela presença desses emblemas, recebemos o ensinamento moral de não nos gabarmos de nada, mas, atentos à nossa caminhada, andar com retidão e humildade perante Deus, não havendo circunstância na vida em que o orgulho se fundamente com estabilidade; pois embora alguns tenham nascido em situação mais elevada que outros, quando em nossa sepultura, estamos todos em nível, porque a morte destrói todas as distinções; enquanto nossos pés andam sobre o piso em Mosaico, lembremo-nos do modelo original que copiamos; como homens bons e como Franco-Maçons, ajamosde acordo com os ditames da razão, pratiquemos a caridade, mantenhamos a harmonia e procuremos viver em unidade e amor fraternal. P.: Indicai a Mobília da Loja. R.: O VLS, o C e o E. P.: Para que servem?. R.: As Palavras Sagradas servem para dirigir e governar a nossa fé; sobre elas js nossos candidatos à Franco- Maçonaria; da mesma forma, o C e o E, quando unidos, servem para regular nossas vidas e ações. P.: De quem se origina o primeiro e a quem pertencem os outros dois? R.: O Volume Sagrado se origina de Deus para o homem em geral, o C pertence ao Grão Mestre em particular e o E a toda a Ordem. P.: Por que o VS de Deus para o homem em geral? R.: Porque aprouve ao Todo Poderoso revelar mais da Sua divina vontade naquele Livro Sagrado, do que o fez por outros meios. P.: Por que o C pertence ao Grão Mestre em particular? R.: Sendo este o principal instrumento para desenhar e fazer plantas e desenhos arquitetônicos, é particularmente apropriado ao Grão-Mestre, como um emblema de sua dignidade, por ser o Chefe, o Principal e o Governador do Ofício. P.: Por que o E pertence a todo o Ofício? R.: Tendo o Ofício sido juramentado no E, estamos vinculados a nele agir. P.: Onde nossos antigos Irmãos se reuniam antes de existir Lojas regulares e constituídas como as conhecemos hoje? R.: No alto dos montes e nos vales profundos, e até mesmo no vale de Josafá e em muitos outros lugares secretos. P.: Por que tão alto, profundo e tão secreto?. R.: Para melhor observar todos os que subiam e desciam; se algum estranho se aproximasse, o Cobridor teria tempo de avisar ao Mestre para ocultar os Irmãos, fechar a Loja, recolher as Joias e assim evitar que os nossos segredos Maçônicos fossem ilegalmente conhecidos. P.: Falais de Joias, e pareceis ser cauteloso com elas. Quantas são na Loja? R.: Três móveis e três imóveis. P.: Indicai as Joias móveis. R.: São o E, o N e o P. P.: Para que servem? R.: E serve para verificar e ajustar os cantos retangulares dos edifícios e auxiliar a dar forma apropriada à matéria bruta; o N, para fazer nivelamentos e provar horizontais; e o P, para verificar e ajustar as verticais ao fixá-las nas suas devidas bases. P.: Por essa descrição parecem ser meras ferramentas mecânicas; por que vós as chamais de Joias ? R.: Em razão de sua tendência moral, que as transforma em Joias de inestimável valor. P.: Mostrai seu significado moral. R.: O E nos ensina a regular nossas vidas e ações de acordo com a linha e a regra Maçônicas e harmonizar nossa conduta nesta vida, de tal modo que possamos nos tornar aceitáveis para o Ser Divino, de quem emana toda a bondade e a quem devemos dar conta de nossas ações. O N demonstra que viemos da mesma origem, participantes da mesma natureza e dividindo as mesmas esperanças; embora as distinções entre os homens sejam necessárias para preservar a hierarquia, que a eminência dos cargos não faça esquecer que somos Irmãos, porque aquele que está no degrau mais baixo da roda da fortuna é igualmente digno de nossa consideração, pois virá um tempo – e os mais sábios de nós não sabem quão cedo – quando cessarão todas as distinções, salvo as da bondade e da virtude, e a Morte, a grande niveladora de toda a grandeza humana, nos reduzirá à mesma condição. O infalível P, assim como a escada de Jacó, liga os céus e a Terra e é o critério da retidão e da verdade. Ensina-nos a caminhar com justiça e retidão diante de Deus e do homem, sem nos desviarmos para a direita ou para a esquerda dos caminhos da virtude. Não ser um fanático, perseguidor, ou difamador da religião, nem se deixar desviar rumo à avareza, injustiça, malícia, vingança, e nem para a inveja e desprezo à humanidade, mas livrar-se de toda a propensão egoísta que possa prejudicar os outros. Rumar o barco desta vida sobre os mares da paixão, sem abandonar o leme da retidão, é a mais alta perfeição que a natureza humana pode atingir. E todo Franco-Maçom deve orientar sua conduta neste mundo como o construtor que levanta sua coluna pelo nível e pela perpendicular; observar um meio termo entre a avareza e o desperdício; segurar a balança da justiça com equilíbrio; fazer suas paixões e preconceitos coincidirem com a linha justa de sua conduta e ter em vista a Eternidade em todas as suas obras. Assim, o E nos ensina moralidade, o N, igualdade, e o P, correção e retidão na vida e nas ações. P.: Por que são chamadas de Joias móveis? R.: Porque são usadas pelo Mestre e seus Vigilantes e são transferíveis aos seus sucessores nas noites de Instalação. P.: Por qual instrumento se distingue o Mestre? R.: Pelo E; e por que, VM? (saúda com Sn de Ap) VM (aos Irmãos, segurando o E com a m e) – Assim como a matéria bruta é posta em forma adequada com o E, a conduta reta do Mestre resolve as eventuais animosidades que possam surgir entre os Irmãos, para que os trabalhos da Maçonaria sejam conduzidos com harmonia e decoro. P.: Irmão 1ºV, por que sois identificado pelo N? 1ºV (segura o N em sua m e, levanta-se com Ps e Sn de Ap) O N, sendo o emblema da igualdade, indica o procedimento equitativo que eu devo ter, juntamente convosco (corta Sn de Ap em saudação) na boa direção e governo da Loja. P.: Irmão 2ºV, por que sois identificado pelo P? 2ºV.: (segura o P com sua m e, levanta-se com Ps e Sn de Ap) Sendo este um emblema de retidão, indica a integridade de procedimentos que devo ter, juntamente convosco (corta Sn de Ap em saudação) e com o meu Irmão 1ºV (saúda o 1ºV com Ps e Sn de Ap) para a boa direção e governo da Loja (senta-se e solta o P), especialmente no exame de visitantes, para evitar que, por minha negligência, qualquer pessoa não qualificada seja admitida às nossas reuniões e os Irmãos serem assim inconscientemente levados a violar seu Jur. P.: Indicai as Joias imóveis. R.: A Tábua de Delinear, a Pedra Bruta e a Pedra Perfeita. P.: Para que são usadas? R.: A Tábua de Delinear é para nela o Mestre traçar linhas e fazer desenhos; a Pedra Bruta para nela o Aprendiz trabalhar, marcar e desbastar; a Pedra Perfeita para o Companheiro experiente nela testar e ajustar suas joias. P.: Por que são chamadas Joias Imóveis? R.: São chamadas Joias Imóveis, porque permanecem expostas e imóveis na Loja para os Irmãos nelas estudarem a moral. P.: Há uma bela comparação entre as Joias imóveis e a Mobília da Loja. Solicito-vos mencioná-la. R.: Assim como a Tábua de Delinear é usada pelo Mestre para traçar linhas e fazer desenhos, visando melhor instruir os Irmãos a executar a construção planejada com regularidade e propriedade, o VLS pode perfeitamente ser considerado a Tábua de Delinear Espiritual do Grande Arquiteto do Universo, na qual estão estabelecidas tais Leis Divinas e Disposições Morais que, se formos versados nelas e cumpridores delas, seremos levados a uma Mansão Etérea, não feita pelas mãos, mas eterna nos Céus. A Pedra Bruta é uma pedra, rude e não trabalhada tal como retirada da pedreira, até que, pelo esforço e engenho do operário, é modelada, trabalhada na devida forma, e tornada apta para a estrutura planejada; isso representa o homem na sua infância ou estado primitivo, rude e irregular como aquela pedra bruta, até que, pelo cuidado bondoso e atenção de seus pais ou tutores, em dar-lhe uma educação liberal e virtuosa, sua mente é cultivada tornando-o um membro apto da sociedade civilizada. A Pedra Perfeita é uma pedra com cubo ou esquadria perfeita, apta a ser medida somentepelo E e pelo C; representa o homem no declínio de seus anos, depois de uma vida regularmente despendida em atos de piedade e virtude, que não podem de outra forma ser testados e aprovados senão pelo E da Palavra de Deus e o C de sua consciência autoconvincente. P.: A quem dedicamos a Loja quando terminada, decorada e ornada? R.: A Deus e ao Seu Serviço. P.: E a quem, a seguir? R.: Ao R S. P.: Por que ao R S? R.: Porque foi o primeiro Príncipe que despontou na Maçonaria e sob cujo patrocínio real muitos dos nossos mistérios foram inicialmente sancionados. PMI Irmãos, aqui termina a quinta seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “Aos Grandes Patronos da Franco- Maçonaria.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, cortam Sn de Ap três vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Sexta Seção P.: Indicai o primeiro ponto na Franco-Maçonaria. R.: J...o e...o n e d...o. P.: Por que é chamado de primeiro ponto? R.: Sobre meus j...os d...os fui ensinado a adorar o meu Criador. No meu j...o e...o n e d...o, fui iniciado na Franco- Maçonaria. P.: Existe um ponto mais importante. R.: É o de sermos felizes e comunicarmos felicidade aos outros. P.: Um ponto principal. R.: Um ponto dentro de um círculo. P.: Solicito-vos definir este ponto. R.: Em todas as Lojas regulares, bem formadas e constituídas, há um ponto dentro de um círculo no qual os Irmãos não podem errar. Este círculo está limitado entre o N e o S por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés e a outra o Rei Salomão; na parte superior deste círculo fica o VLS, sustentando a Escada de Jacó, cujo topo atinge os Céus; e se formos tão versados nesse Livro Sagrado, e tão cumpridores das doutrinas nele contidas como são aquelas paralelas, chegaremos a Ele, que não nos enganará, nem Ele será enganado. Caminhando em torno desse círculo, teremos necessariamente que tocar naquelas linhas paralelas, assim como no V S; e enquanto um Maçom conservar-se assim circunscrito, não pode errar. P.: Indicai os grandes princípios em que se baseia a Ordem. R.: Amor Fraternal, Alívio e Verdade. P.: Solicito-vos definir AMOR FRATERNAL. R.: Pelo exercício de Amor Fraternal somos ensinados a considerar toda a humanidade como uma família, os altos e os baixos, os ricos e os pobres, todos criados por um Ser Supremo e enviados ao mundo para ajudar, apoiar e proteger uns aos outros. Neste princípio, a Maçonaria une pessoas de todos os países, seitas e opiniões, e pelos seus ditames concilia a amizade verdadeira entre pessoas que, de outra forma, teriam sempre permanecido à distância. P.: ALÍVIO. R.: Aliviar as necessidades dos desafortunados é uma tarefa inerente a todos os homens, particularmente aos Maçons, que estão ligados por uma cadeia indissolúvel de afeição sincera; dessa maneira, confortar os infelizes, solidarizar- nos com seus infortúnios, ter compaixão por suas tristezas, restaurar a paz em suas mentes perturbadas, é o grande desígnio que temos por meta; nesta base estabelecemos nossas amizades e formamos as nossas conexões. P.: VERDADE. R.: É um atributo Divino e o fundamento de todas as virtudes Maçônicas. Na nossa iniciação aprendemos a ser homens bons e leais, e é sobre este grande tema que refletimos, e pelos seus infalíveis ditames que almejamos regular nossas vidas e ações. Assim, a hipocrisia e a falsidade são, ou deveriam ser, desconhecidas para nós. A sinceridade e a lealdade são as nossas características marcantes, enquanto o coração e a língua devem unir-se para promover o bem estar dos semelhantes, regozijando-se na prosperidade da Ordem. P.: Quantas formas originais temos na Franco-Maçonaria? R.: Quatro, a saber: G...t...l, P...t...l, M...n... e P...d...l. P.: Solicito-vos demonstrar maçonicamente a que partes do corpo correspondem. R.: G...t...l: à g (sem Ps, Sn de Ap) se refere à penalidade do Grau, que significa que, como homem honrado, um Maçom preferiria ter sua g c de l a l (corta Sn) a indevidamente revelar os segredos da Maçonaria. Peitoral: ao p (coloca a m d no p e), onde esses Sgs estão depositados em segurança e a salvo do mundo de fora, dos não maçons (baixa a m). Manual: (estende a m d adiante, p para b) a m colocada no VLS, em sinal de meu assentimento ao J de um Maçom (baixa o Sn.). Pedal: (coloca os pés na posição de um E) aos pés em forma de um E, na parte NE da Loja significando um Maçom justo e reto. P.: Eles têm uma outra alusão. R.: Às quatro virtudes principais, que são: a Temperança, a Firmeza, a Prudência e a Justiça. P.: Solicito-vos definir a TEMPERANÇA. R.: É a contenção das paixões e afeições, que mantém o corpo submisso e governável, livrando a mente das tentações do vício. A prática dessa virtude deve ser uma constante em cada Maçom, pois assim ele é ensinado a evitar excessos ou a contrair hábitos de licenciosidade e vícios, pelos quais venha inadvertidamente ser levado a trair o seu compromisso, sujeitando-se à penalidade contida em seu J (sem Ps, Sn de Ap), aludindo ao G...t...l (corta Sn). P.: FIRMEZA. R.: É aquele nobre e firme propósito da alma que está equidistante da precipitação e covardia; ela nos habilita a superar qualquer dor, trabalho, perigo ou dificuldade, quando julgado necessário ou prudente. Esta virtude, como a anterior, deve ficar profundamente marcada no peito de todo Maçom como uma barreira contra quaisquer tentativas, seja por ameaças ou pela violência, de extorquir-lhe quaisquer dos segredos maçônicos que prometeu solenemente guardar, ocultar e nunca indevidamente revelar; podendo essa revelação indevida tornar-se um tormento à sua mente, da mesma forma que, emblematicamente, o C atormentou o seu corpo quando apontado ao seu p e n no momento de sua iniciação, (coloca a sua m d no p e) aludindo ao P...t...l (baixa a m). P.: PRUDÊNCIA. R.: Ela ensina a regular nossas vidas e ações de acordo com os ditames da razão e é aquela atitude mental pela qual os homens julgam sabiamente e determinam todas as coisas relativas à sua felicidade temporal e eterna. Essa virtude deve ser a característica marcante de todo Maçom Livre e Aceito, não só para a boa orientação de sua própria vida e ações, mas como um piedoso exemplo para o mundo profano. Também ensina um comportamento cuidadoso quando em companhia de estranhos, nunca deixando transparecer qualquer Sn, Tq ou P pelos quais os nossos segredos maçônicos possam ser indevidamente obtidos, sempre tendo em mente a ocasião em que esteve colocado no L em frente ao VM, j...o e...o n e d...o, p d em forma de um e...o, o corpo ereto no e...o, a m d (estende a m d como que colocando-a) sobre o VLS, aludindo a M...n...l (baixa a m). P.: JUSTIÇA. R.: É aquele ponto de referência ou limite do direito, pelo qual somos ensinados a dar a cada homem o que lhe é justamente devido, e sem fazer distinções. Esta virtude não é apenas consistente com a Lei Divina e humana, mas também é o padrão e aglutinador da sociedade civil. Sem o exercício dessa virtude o resultado seria a confusão Universal, com a força ilegal sobrepondo-se aos princípios da equidade, eliminando o intercâmbio social. É a justiça que, em grande parte, constitui o homem realmente bom, e por isso deve ser a prática constante de todo Maçom Livre e Aceito jamais desviar-se de qualquer dos seus princípios, tendo em mente a ocasião em que esteve colocado na parte NE da Loja, com os ps em forma de e...o (assimfaz) e o corpo ereto, quando recebeu do VM a exortação de ser justo e reto em todas as ações, aludindo a P...d...l. PMI Irmãos, aqui termina a sexta seção da primeira Preleção. A EXORTAÇÃO é: “Que o Amor Fraternal, o Alívio e a Verdade, em conjunto com a Temperança, a Firmeza, a Prudência e a Justiça possam distinguir os Maçons Livres e Aceitos até o fim dos tempos.” À ordem, Irmãos! TODOS sentados, Sn de Ap três vezes. PRIMEIRA PRELEÇÃO Sétima Seção P.: Quantos tipos de Maçons há? R.: Dois: Livres e Aceitos, e Operativos. P.: Qual deles sois? R.: Livre e Aceito. P.: O que aprendeis sendo Maçom Livre e Aceito? R.: Sigilo, Moralidade e Bom Companheirismo. P.: O que aprendem os Maçons Operativos? R.: As regras úteis da Arquitetura; a talhar, esquadrar e moldar as pedras nas formas planejadas para uma construção; a uni-las por meio de junções – em nível, perpendicular ou de qualquer outra forma, com o uso de cimento, ferro, chumbo ou cobre, requerendo essas operações muita prática e destreza e alguns conhecimentos de geometria e mecânica. P.: E o que você aprende sendo ambos, e frequentando diversas Lojas? R.: Agir no Esquadro, manter um comportamento correto em Loja, portar-se com o devido e deferente respeito ao VM (saúda o VM, com Ps e Sn de Ap) e seus oficiais dirigentes (saúda o 1ºV e após o 2ºV, com Ps e Sn de Ap), abster-me de toda discussão política ou religiosa, que poderiam provocar discórdia entre os Irmãos e afinal acarretar escândalo ao Ofício. P.: Em que grau da Franco-Maçonaria fostes iniciado? R.: No de A R. P.: Por quanto tempo um A R deve servir seu Mestre? R.: O tempo prescrito é de sete anos, podendo ser reduzido se achado apto a promoção. P.: Como deve ele servi-lo? R.: Com Liberdade, Fervor e Zelo. P.: Essas são excelentes qualidades. Quais os seus emblemas? R.: O Calcário, o Carvão e a Argila. P.: Porquê? R.: Nada é mais livre do que o Calcário; ao menor toque deixa vestígio. Nada tem mais fervor que o Carvão, pois quando aceso, metal algum resiste à sua força. Nada é mais zeloso do que a Argila, nossa mãe Terra; ela está continuamente trabalhando para o nosso sustento. Dela viemos e a ela voltaremos. P.: Se quisésseis dar ao vosso filho um nome maçônico, qual nome daríeis? R.: “Lewis”. P.: Qual é o significado de “Lewis”? R.: Força. P.: Como está representado em nossas Lojas? R.: Por certas peças de metal entalhadas numa pedra, formando um engate, e quando em combinação com alguma das forças mecânicas, como um sistema de roldanas, habilita o Maçom operativo a levantar grandes pesos até certas alturas com pouco esforço e a fixá-los em suas devidas bases. P.: Sendo “Lewis” o filho de um Maçom, qual é o seu dever para com seus pais idosos? R.: Sustentar o peso e a carga diária, de que eles, em razão de sua idade, deveriam estar isentos; auxiliá-los em momentos de necessidade, e assim tornar seus últimos dias alegres e confortáveis. P.: Qual é o seu privilégio por assim proceder? R.: É o de ser feito Maçom antes de qualquer outra pessoa, por mais digna que seja. P.: Por que somos chamados de Franco-Maçons? R.: Porque somos livres “para” e livres “de”. P.: Livres “para” o quê e livres “de” quê? R.: Livres “para” o bom companheirismo e deveríamos ser livres “de” vícios. P.: Se um Maçom com essa descrição estiver ausente, onde esperais encontrá-lo? R.: Entre o E e o C. P.: Por que lá? R.: Porque agindo em um, ele pode certamente ser encontrado no outro. P.: Como vestiríeis o vosso Mestre? R.: Com a insígnia distintiva de um Maçom. P.: Como reconheceis um Maçom durante o dia? R.: Vendo-o e observando o Sn. P.: E à noite? R.: Recebendo o Tq e ouvindo a P. P.: Como sopra o vento na Franco-Maçonaria? R.: Favoravelmente, rumo ao L ou ao O. P.: Para quê? R.: Para refrescar e aliviar os homens no trabalho. P.: Há uma outra alusão. R.: Àquele vento milagroso que foi tão essencial em proporcionar a feliz libertação dos filhos de Israel de seu cativeiro egípcio. P.: Por que o vento é considerado favorável na Franco- Maçonaria apenas nesses pontos especiais da bússola? R.: Quando o Grande Arquiteto do Universo considerou oportuno livrar o Seu povo escolhido do seu cativeiro egípcio, Ele ordenou ao Seu fiel servo Moisés que os conduzisse à terra de Canaã, que Ele lhes havia prometido por herança. Assim, conduziu-os pelo deserto até a extremidade do Egito, onde acamparam à noite, às margens do Mar Vermelho. O Faraó, lamentando a perda de tantos escravos valiosos, juntou um exército poderoso, armado com carros, escudeiros e cavalos, para trazê-los de volta ao cativeiro, não duvidando do seu sucesso pois sabia que os Israelitas estavam desarmados e que tinham a sua progressão retardada pelo gado e pesadas bagagens. Os Israelitas, vendo o Mar Vermelho à sua frente, as montanhas intransponíveis à sua direita e esquerda e o exército egípcio avançando rapidamente à sua retaguarda, clamaram ao seu líder dizendo “Por que nos trouxeste para morrermos no deserto? Foi por não haver sepulturas suficientes no Egito?” Mas Moisés, falando calmamente, tranquilizou-os dizendo que ainda neste mesmo dia eles veriam a sua salvação pelo Senhor. Após fervorosa oração ao Trono da Graça, ele estendeu seu cajado sobre o Mar Vermelho, o que fez soprar um vento oriental dividindo as águas, que ficaram como muralhas de cada lado, possibilitando aos Israelitas uma passagem em terra seca. Ao ver isto, o Faraó os perseguiu sem hesitação e, já considerava os fugitivos em seu poder quando o Senhor, para abater-lhe a sua presunção, enviou uma coluna de fogo e uma de nuvens, que tiveram dois admiráveis efeitos: a coluna de fogo deu luz aos Israelitas facilitando a sua jornada à noite e a de nuvens provocou escuridão ao Faraó e seus seguidores, retardando-lhes a marcha. O Senhor enviou então outro obstáculo ao inimigo, enviando um anjo que fez emperrar as rodas dos carros, que se arrastavam pesadamente e não deixavam o exército Egípcio alcançar os filhos de Israel. Ao amanhecer do dia, o Faraó, vendo que a mão do Senhor trabalhava contra ele, ordenou às suas tropas que interrompessem a perseguição e retornassem pelo caminho por onde vieram; mas era tarde, pois a essa altura os Israelitas já haviam chegado à outra margem, quando Moisés pediu- lhes para olharem para trás e verem os seus inimigos pela última vez, pois a partir de então estariam livres para sempre. Outra vez estendeu seu cajado sobre as águas, rompendo as correntes invisíveis que as continham e fazendo com que inundassem o canal original, encobrindo o Faraó e seu exército. Em comemoração a esta feliz libertação, os filhos de Israel peregrinaram vários dias pelo deserto, cantando salmos e cânticos de ação de graças ao seu Onipotente Libertador; desde então os ventos vindos do Leste ou do Oeste são considerados favoráveis à Franco-Maçonaria. P.: Quais são as características marcantes de um bom Franco- Maçom? R.: A Virtude, a Honra e a Misericórdia (Sn de Rv) e que elas sejam sempre encontradas no peito de um Franco-Maçom (baixa o Sn). P.: Solicito-vos definir a VIRTUDE. R.: Ao lermos a história da Roma antiga, encontramos o relato de que o Cônsul Marcelo tinha a intenção de construir um Templo a ser dedicado à virtude e à honra, mas tendo naquela época sido impedido de levar a cabo o seu intento, posteriormente alterou os seus planos e erigiu doistemplos contíguos um ao outro, situados de tal modo que a única via que levava ao Templo da Honra era aquela que passava pelo da Virtude; assim, deixou para a posteridade uma eloquente lição de moral; de que a Virtude é o único caminho que conduz à Honra. A Virtude é o supremo exercício e aperfeiçoamento da razão; a integridade, a harmonia e o equilíbrio justo da afeição; a saúde, a força e a beleza da alma. A perfeição da Virtude é dar à razão seu mais amplo escopo, obedecer à autoridade da consciência com disposição, exercer os talentos defensivos com firmeza, os públicos com justiça, os privados com temperança e a todos esses com prudência, isto é, com a devida proporção a cada um, com calma e difusa beneficência, de amar e adorar a Deus com inigualável e desinteressada afeição e a aceitar os desígnios da providência Divina com serena resignação. A observância desse padrão é um passo em direção à perfeição e à felicidade; qualquer desvio dele tende ao vício e à infelicidade. P.: HONRA. R.: Ela pode com justiça ser definida como o espírito para a superação da Virtude, o verdadeiro alicerce da fé mútua e da confiança, e a verdadeira relação pela qual os negócios da vida são transacionados com segurança e satisfação. Ela implica nos sentimentos unidos da Virtude, Verdade e Justiça que uma mente generosa exerce além da mera obrigação moral que a Lei requer, ou cuja violação pune. A verdadeira honra, embora um princípio diferente do que a religião, produz os mesmos efeitos. As linhas de ação, embora traçadas a partir de lados diferentes, terminam no mesmo ponto. A religião adota a Virtude por estar prescrita nas Leis de Deus e a honra por ser uma graça e um ornamento à natureza humana. O homem religioso teme, enquanto o homem honrado despreza praticar uma ação má; este último considera o vício como algo inferior à sua condição, o outro como algo ofensivo ao Ser Divino. Um verdadeiro homem honrado não se contenta com o simples cumprimento dos deveres como homem e como cidadão; ele os eleva e dignifica à magnanimidade; ele dá, quando poderia recusar com justeza; ele perdoa, quando por justiça poderia ressentir. Toda a sua conduta é guiada pelos mais nobres sentimentos de seu coração impoluto; a verdadeira retidão moral é a regra uniforme de suas ações, tendo por recompensa o justo elogio e aprovação. P.: MISERICÓRDIA. R.: É uma virtude refinada e, quando a tem um monarca, dá novo brilho a cada pedra que adorna a sua coroa; quando por um guerreiro, dá um incessante frescor à grinalda que sombreia a sua testa. Ela é a companheira da verdadeira honra e o aperfeiçoamento da justiça; em cuja cátedra, quando entronizada, interpõe em favor da vítima um escudo de defesa, impenetrável pela espada. E tal qual a chuva primaveril que desce sobre a terra para refrescar e revigorar o reino vegetal, a Misericórdia, por seu revigorante calor, recoloca a natureza de volta à sua origem, em torrentes mais puras, aliviando o coração dos homens quando os fluídos vitais estão cheios de rancor e vingança. VM uma 1ºV uma 2ºV uma TODOS levantam-se. R.: Ela é o atributo peculiar da Divindade na qual os melhores e mais sábios de nós depositamos nossas esperanças, pois, no dia do juízo final, quando intimados perante o Seu tribunal, e as ações desta vida mortal forem desveladas à vista, embora Sua justiça possa exigir a condenação (todos com Sn de Rv) confiamos que Sua misericórdia aliviará a sentença. PMI Assim seja! (baixa o Sn) TODOS baixam o Sn e permanecem de pé. PMI Irmãos, aqui termina a sétima seção e a preleção. A EXORTAÇÃO é: “Que a Virtude, a honra e Misericórdia continuem a distinguir os Maçons Livres e Aceitos.” À ordem, Irmãos! A E D A E D A E D Um Dois * Sn * * * Sn * * * Sn * * * (O encerramento da última seção da primeira preleção é pelo que é comumente conhecido como Fogo Maçônico. Na Loja Emulation de Aperfeiçoamento, isto é feito numa velocidade solene e é costume inserir o Sn de Ap antes de cada um dos últimos grupos de três).