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6 Código de Ética dos Profissionais das Técnicas Radiológicas Conceito da palavra Ética Ética, termo originado do grego, éthos, que significa “caráter moral”, é usado para descrever o conjunto de hábitos ou crenças que definem uma comunidade ou nação. No dia a dia, Ética e Moral geralmente são confundidas, mas são diversas, ramos distintos do saber, mesmo a moral sendo ponto inicial para princípios éticos, a ética compreende e organizar postulados morais, mas deles é independente. Ética Profissional Ética profissional é um conjunto de regras que orienta o comportamento dos profissionais durante o exercício de seu ofício. Resultando, na criação dos códigos de ética e conduta, elaborados por conselhos e federações que fiscalizam as profissões e pelas empresas que os contratam. A ética profissional tem objetivo de disciplinar a moral e os costumes das pessoas, sendo a base do exercício das suas funções. Por isso, mais do que simplesmente seguidas durante o trabalho, ela deve fazer parte dos profissionais, da sua consciência. Entender mais sobre o que é ética profissional oferece as diretrizes adequadas e norteia os funcionários a desempenhar com excelência as suas atividades e estabelecer um relacionamento com base em valores importantes, como honestidade, responsabilidade e respeito, com clientes, colegas e outras pessoas. História do Código de Ética dos Profissionais das Técnicas Radiológicas O Brasil teve grande participação nas técnicas de Radiologia, aqui se travou uma luta para regularização do direito dos Técnicos em Radiologia, entre 1950 e 60 foram criadas várias sociedades científicas em vários estados como São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro entre outros, as lideranças mantiveram contato entre si e ajudaram a promover a organização da classe nas demais regiões. Conseguem realizar o 1º congresso Nacional de Técnicos em Radiologia, esse encontro contribuiu para a criação da Federação das Associações dos Técnicos em Radiologia do Brasil (FATREB) em 1966, e em 1971 a FATREB aprova o primeiro código de Ética da Classe criado por Walter Fonseca Braga, o mesmo foi presidente da Federação nos anos de 1964-1967, 1986-1988 e 1992-2000. Com a sansão da Lei 7.394 em 29 de outubro de 1985, que regula o exercício de técnico em Radiologia, e a efetivação da norma pelo Decreto n.º 92.790, em 17 de junho de 1986, no uso de suas atribuições legais e regimentais, que lhe foram conferidas por Lei, o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) no mesmo ano de sua criação, com a resolução Nº 001/87 de 02 de Dezembro de 1987 aprova o Código de Ética profissional dos Técnicos em Radiologia, em disposição do artigo 16, inciso IV do Decreto n.º 92.790 (IV - votar e alterar o código de ética profissional, ouvidos os Conselhos Regionais). Código de Ética dos Profissionais das Técnicas Radiológicas – Principais tópicos. PREÂMBULO I - O código de Ética Profissional enuncia os fundamentos éticos e as condutas necessárias a boa e honesta praticas das profissões do Tecnólogo, Técnico e Auxiliar de Radiologia e relaciona direitos e deveres correlatos de seus profissionais inscritos no sistema CONTER/CRTRs e das pessoas jurídicas correlatas. No código de ética dos profissionais das técnicas radiológicas dar-se o direcionamento de como deve-se pautar seus atos tendo boa conduta ética profissional. Art. 2º - O Tecnólogo, Técnico e Auxiliar de Radiologia, no desempenho de suas atividades profissionais, deve respeitar integralmente a dignidade da pessoa Humana destinatária de seus serviços, sem restrição de raça nacionalidade, partido político, classe social e religião É muito importante que o técnico aja com igualdade com todos os pacientes. Ponto visualmente básico que deve estar acompanhando qualquer profissional, qualquer ser humano, o Respeito. § 2 - Dedicar-se ao aperfeiçoamento e atualização de seus conhecimentos técnicos científicos e a sua cultura geral, visando do bem-estar social. O técnico deve sempre se manter atualizado para desemprenhar o máximo de suas funções, como em várias profissões ao passar dos anos novas técnicas, aparelhagens e informações vão surgindo, cabe ao profissional andar junto com a evolução. Art. 4º - O alvo de toda a atenção do Tecnólogo, Técnico e Auxiliar em Radiologia é o cliente/paciente, em benefício do qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade técnica e profissional. Deve-se procurar sempre fazer o melhor em prol do cliente/paciente, agindo como bons profissionais tendo empenho aplicado na realização do procedimento com os mesmos, eles são o maior alvo de atenção, Art. 5º - É vedado ao Tecnólogo e Auxiliar de Radiologia aproveitar-se da função exercida para obter vantagem de caráter econômico ou política. Em várias áreas se tornou comum a pratica de se obter vantagens, aproveitando-se dá função para receber algum tipo de privilégios ou benefícios financeiros, tem que haver respeito a integridade física e emocional do cliente/paciente, não devendo ser tirado qualquer vantagem dos mesmos. Art. 6º - Ao Tecnólogo, Técnico e Auxiliar de Radiologia é expressamente vedado fornecer ao cliente/ paciente informações não especificas de sua formação. Todo diagnostico deve ser dado o laudo por uma medico radiologista e entregue segundo as diretrizes do estabelecimento ao paciente, somente compete ao profissional a realização dos exames. Art. 7º - É vedado ao Tecnólogo, Técnico e Auxiliar em Radiologia: § 2 - Assumir emprego, cargo ou função de um profissional demitido ou afastado em represália a atitude de defesa de movimentos legítimo da categoria e da aplicação deste código, quando devidamente comprovado. O Profissional das Técnicas Radiologias não deve obter vantagem em cima, de colegas da área assumindo sua função em caso de demissão, caso a mesma tenha ocorrido por impedimento da manifestação do profissional em defesa de movimentos da categoria ou da aplicação deste código de ética. § 3 - Posicionar- se contrariamente a movimentos reivindicatórios da categoria, com a finalidade de obter vantagens O Profissional não deve ir contra as primícias da categoria afim de obter algum cargo em seu trabalho ou até mesmo favores pessoais, presando sempre o melhor para categoria. § 4 – Ser conivente ou manter-se omisso em situações de erros técnicos, infrações éticas e com exercício irregular ou ilegal da profissão. É expressamente importante que o profissional seja um fiscal da boa conduta, buscando sempre manter a moral e a legalidade no seu setor, e nunca ser omisso ou tentar encobrir erros de outros colegas, mesmo que haja algum relacionamento entre ambos, assim mantendo o profissionalismo dentro do seu local de trabalho. Art. 8º - No contexto da relação com os alunos e estagiários, é dever do Tecnólogos/ou Técnico em Radiologia: III – Contribuir para a formação técnico-cientifica e ética do aluno ou estagiário; O Profissional nos atos das suas atribuições de coordenador/ supervisor, deve direcionar o aluno no seu aprendizado fornecendo informações cruciais para melhor elevação dos conhecimentos do estagiário, e exigir a observância dos princípios éticos. Art. 9º - No contexto da relação com alunos estagiários, é vedado aos Tecnólogos e Técnicos em Radiologia: II – Delegar ao estagiário atividades privativas do profissional das técnicas radiológicas, sem a sua supervisão direta; É proibido dar concessão para realizar atividades que são de dever do Profissional de Radiologia sem a plena supervisão, pois o estagiário se encontra em processo de aprendizagem. Art. 10 - Parágrafo Único - As relações do Tecnólogo, Técnico e Auxiliar de Radiologia, com os demais profissionais, no exercício da sua profissão, devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e independência profissional de cada um, buscando sempre o interesse e o bem estar do cliente/paciente. Há se o dever de sempre manter o respeito mútuo com outros profissionais, assimmantendo cordialidade para o bom atendimento do cliente/paciente. Art. 11 – O Tecnólogo, Técnico e Auxiliar de Radiologia se obrigam a prestar depoimento, compromissado com a verdade, em processo administrativo ou judicial sobre fatos que envolvam seus colegas e de que tenha conhecimento em razão do ambiente profissional. Ocorrendo qualquer processo que envolva colegas, o profissional das técnicas radiológicas o mesmo tendo conhecimento em razão do convívio no ambiente profissional, tem o dever de depor, sempre visando a verdade, nunca dando falso testemunho buscando de alguma forma obter vantagem ou absolvição do colega. Art. 14 - O Tecnólogo ou Técnico em Radiologia deverá abster-se junto aos clientes/pacientes de fazer crítica aos serviços hospitalares, assistenciais, e a outros profissionais, devendo encaminhá-la, por escrito, à consideração das autoridades competentes. O profissional deve levar sua reclamação as autoridades, evitando assim expressar pensamentos denegrindo a imagem do estabelecimento ou de outros profissionais. Art. 18 – O Tecnólogo, Técnico e Auxiliar em Radiologia devem: § 2º - No desempenho de suas funções profissionais, somente executar técnicas radiológicas, radioterápicas, nuclear e industrial mediante requisição. É proibido ao Profissional de Radiologia a execução de qualquer técnica radiológica, não havendo requisição para tal. § 3º - Assumir, civil e penalmente, responsabilidades por atos profissionais danosos ao cliente/paciente a que tenha dado causa por imperícia, imprudência, negligência ou omissão. O Profissional deve ser ético assumindo sua responsabilidade por qualquer ato, quando o mesmo tenha causado danos aos clientes/pacientes, e nunca colocando a culpa em terceiros. Art. 27 - Constitui infração ética: III - fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir clientes ou seus exames e fotografias em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos Radiológicos em programas de rádio, televisão ou cinema, e em artigos entrevistas ou reportagens em jornais, revistas, congressos, simpósios e aulas, ou outras publicações legais, salvo se autorizado pelo cliente/paciente ou responsável. Os profissionais das técnicas radiológicas devem resguardar qualquer informação dos pacientes, não devendo quebrar a confidencialidade publicando-as ou contando a outros sem a devida autorização do mesmo, tal ato é constituído como infração ética. Art. 28 – É vedado ao profissional: II - Utilizar-se de animais de experimentação sem objetivos claros e honestos de enriquecer os horizontes do conhecimento das Radiações e, consequentemente, de ampliar os benefícios à sociedade; O uso de animais para pesquisas acontece por todo o mundo, a essa grande necessidade, através dessas pesquisas que foram e são encontradas várias curas, técnicas de tratamentos. O profissional deve ter embasamento e autorização para expor animais a procedimentos, e ter sempre como fim o benefício da sociedade e ampliar os conhecimentos das técnicas radiológicas. IV - Usar, experimentalmente, sem autorização da autoridade competente, e sem o conhecimento e o consentimento prévios do cliente ou de seu representante legal, qualquer tipo de terapêutica ainda não liberada para uso no País; O uso de seres humanos em experimentos científicos traz vários benefícios para a sociedade, o objetivo da pesquisa é melhorar a saúde e o bem-estar dos pacientes e nunca causar danos ou submetê-los a graves riscos para obter esses objetivos. Não se devendo praticar experimentos sem a liberação de autoridade responsável, e com pleno consentimento do cliente ou de seu representante por escrito. V – Manipular dados da pesquisa em benefício próprio ou de empresas e/ou instituições; Fraude de pesquisas é algo muito comum, que vem acontecendo frequentemente em várias áreas. O profissional de radiologia deve ser ético na publicação de pesquisas, não fazendo qualquer tipo de falsificação de dados, manipulação de resultados, plágio, visando vantagem própria ou de empresas. Art. 31 - As entidades com atividades no âmbito de radiologia ficam obrigadas a: § 3º - Propiciar ao profissional, condições adequadas de instalações, recursos materiais, humanos e tecnológicos que garantam o desempenho de suas atividades de forma plena e segura. É dever das entidades darem condições básicas para o bom exercício da função por parte do profissional, e o profissional deve exigir essas condições para efetuar suas funções de forma completa e com segurança. Art. 33 - Os preceitos deste Código são de observância obrigatória e sua violação sujeitará o infrator e quem, de qualquer modo, que com ele concorrer para a infração, ainda de forma omissa, às penas disciplinares estabelecidas no artigo 25 do Decreto 92.790, de 17 de junho de 1986, sendo elas as seguintes: a) Advertência confidencial em aviso reservado; b) Censura Confidencial em aviso reservado; c) Censura Pública; d) Suspensão do exercício profissional por 30 dias; f) Cassação do exercício profissional “ad referendum” do Conselho Nacional. Parágrafo Único - Salvo nos casos de manifesta gravidade, que exijam aplicação imediata das penalidades mais severas, a imposição das penas obedecerá a graduação, conforme a reincidência. O Código de Ética dos Profissionais das Técnicas Radiológicas, é a diretriz que o profissional de radiologia deve seguir, nele consta direitos e deveres, modo de agir profissionalmente e também as penas por desobediência. Em uma atualidade que é comum a prática negativa da profissão, visto isso em várias áreas. Cabe ao profissional de Radiologia dar exemplo, serem bons profissionais, seguindo o que está decretado e fazendo sua função com honradez e lealdade.