Cadastro de Consumidor
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Cadastro de Consumidor


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Cadastro de Consumidor

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Cadastro de clientes

Existe, nos dias atuais, uma estratégia muito evidente por parte das empresas que é o de manter cadastros com todos os dados possíveis sobre o perfil de consumo de seus respectivos clientes, não apenas isso, mas também seus históricos de compras, hábitos e preferências são de suma importância por ter a função de fazem com que as empresas consigam fidelizar seus clientes.

Diante dessa nova realidade, muitas empresas excedem seus limites e acabam abusando da oportunidade de possuir acesso as informações que são sigilosas sobre seus clientes e acabam por agir de forma inoportuna e inconveniente. O exemplo mais claro que se pode ter, está relacionado com as empresas que realizam telemarketing, as quais são muitas vezes denunciadas por insistirem em envios massivos de de SMS oferecendo promoções e ainda utilizando do meio eletrônico para enviar e-mails com finalidade de marketing sem a devida permissão do cliente.

Existem também as empresas que costumam compartilhar os dados de clientes com outras empresas e, ainda há empresas que buscam se especializar na formação e venda de mailing, isso faz com que todos os cadastros dos clientes sejam divulgados e comercializados sem que haja consentimento ou conhecimento do consumidor. Todas essas atividades que estão, frequentemente, ocorrendo é impulsionado por todas as facilidades proporcionadas pela internet e, não apenas isso, mas também por todas as ferramentas direcionadas à gestão de clientes, como é o caso do CRM (Customer Relationship Management), que tem por finalidade, facilitar todo o acesso a qualquer tipo de informação sobre determinado cliente.

Cadastro de clientes e suas implicações no Código de Defesa do Consumidor (CDC)

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Código de Defesa do Consumidor

Como desenvolver estratégia e garantir a privacidade dos clientes?

Temos que o Código de Defesa do Consumidor (CDC), proíbe qualquer formação de cadastro de clientes sem que haja, primeiramente, uma permissão dos clientes, além do conhecimento destes. Contudo, essa prática adotada por muitas empresas, que chega ser comum em nosso país, unido a dificuldade de rastreamento da origem dos dados que forma colhidos e depois divulgados, o mercado, acaba por aumentar a cada dia essa prática de prospecção, implicando diretamente no desrespeito ao consumidor em todas as esferas, seja através dos SMS, e-mails ou telefonemas.

É de sabedoria de todos que a tecnologia conseguiu proporcionar, com sua evolução cotidiana, muitas formas para que se possa obter os dados dos consumidores, juntamente com todo o seu perfil de consumo. Chegamos ao ponto de que haja ofertas que são direcionadas em determinados sites de grandes lojas virtuais, ou até mesmo as menores, que se baseiam em pesquisas anteriores em que o consumidor efetuou ou mesmo de compras realizadas pelo mesmo.

Logo, temos que esse tipo de violação de privacidade, justificado pelo fato de que o consumidor não possui ciência daquilo que está sendo exposto, chega a beirar um descompromisso com a ética nas práticas comerciais. Então, a forma para que as empresas utilizem dessa estratégia exposta no texto sem que haja um desrespeito ao direito de privacidade do consumidor, tem como principal chave a informação, que é um dever imposto a todos aqueles que são fornecedores nas relações de consumo e de direito básico do consumidor.

Diante disso, se uma determinada empresa quiser fazer uso dos dados de seus clientes, deverá, por questões morais, legais e éticas, informar a todos os consumidores que seus dados serão utilizados e sua consequente permissão. Se ocorrer o contrário, com certeza estará ferindo a privacidade dos clientes, o qual é um direito garantido previsto na Constituição Federal de 1988.

Problemas

Ao analisarmos esse contexto, podemos salientar que o principal problema está relacionado com a dificuldade de se fiscalizar essa conduta, já que estamos em um momento em que as relações virtuais costumam proporcionar o acesso muito facilmente as informações desejadas, assim como sua divulgação.

Conclusão e possíveis soluções

Poderíamos ter uma legislação que fosse mais incisiva para que possamos solucionar, se não todos, mas a maioria dos problemas existentes em relação a essa temática. Caso essa mudança na legislação viesse a ocorrer, teríamos uma punição com um maior grau de rigor punitivo para aquele que se enquadrasse em algumas das circunstâncias citadas, encaminhando qualquer tipo de oferta que tenha por base a coleta de dados obtidos de forma ilegal.

Como solução podemos ainda citar o fato de os consumidores se sentirem na obrigação de realizar reclamações em relação ao fornecedor que realizasse qualquer tipo de ato ilegal, sem autorização prévia. Dessa forma, ao se averiguar a procedência da denúncia, a partir da falta de comprovação de autorização expressa, a empresa que realizou o ato abusivo seria penalizada, o que acarretaria em uma diminuição desses atos por parte das empresas e a consequente segurança dos dados.