Organização Administrativa
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Organização Administrativa


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Organização Administrativa

O que é Organização Administrativa?

Atualmente, a administração exerce quatro principais atividades, sendo elas a realização de serviços, a realização do poder de polícia, o intervir no ramo da propriedade e realizar atividades de fomento. Com isso, a organização administrativa é, basicamente, uma divisão da administração em setores para que seja facilitada a forma de gerenciamento e governabilidade. Desta maneira, a administração se organiza em algumas vertentes, sendo elas a centralização, descentralização e a desconcentração.

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Organização Administrativa: imagem

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Organização Administrativa: Centralização

Quando a administração pública realiza a atividade administrativa de forma centralizada ela é exercida pela administração pública direta. Dessa forma, quando a administração realiza, de forma centralizada, aquelas quatro atividades básicas supracitadas, ela é exercida através da administração direta.

Quem faz parte da administração direta?

A administração direta conta, principalmente, com os entes federados, isto é, união, estado, município e distrito federal. Sendo todos estes últimos com personalidade jurídica de direito público.

Organização Administrativa: Descentralização

É fenômeno que denominamos de criação de entidades, isto é, uma forma de descentralizar o trabalho para que o mesmo seja feito de maneira melhor, passando uma melhor credibilidade e, também, uma melhor organização de serviço.

Um bom exemplo disso é quando tratamos da saúde pública controlada pela união, isto é, a união consegue exercer o controle e a prestação de serviço de saúde pública sozinha? A resposta para esta pergunta é não. Dessa maneira, ocorre a descentralização para que haja um auxilio melhor na prestação do serviço.

Logo, devido essa descentralização, temos a chamada administração indireta.

Quem faz parte da administração indireta?

E, sempre quando falamos em descentralização, estamos nos referindo a entidades dotadas de personalidades jurídicas próprias. Entretanto, neste ramo, temos mais duas vertentes, sendo elas a administração indireta de direto público (autarquias e fundações públicas de direito público) e a administração indireta de direito privado (fundações públicas de direito privado, sociedade de economia mista e as empresas públicas).

É importante ressaltar que, todas essas entidades são criadas a partir da administração direta, então, este um vínculo entre estes dois tipos de administração. Em outras palavras, os entes federados e as entidades estão intrinsecamente ligados.

Outorga e Delegação

Quando um ente federado cria entidades da administração indireta de direito público, é transferido a essas pessoas (participantes da entidade) a titularidade e a execução do serviço. Dessa forma, estas pessoas passam a ser donas do serviço e executoras do mesmo. Isso é denominado outorga, isto é, algo que é feito através da lei.

Por outro lado, com relação as entidades da administração indireta de direito privado, o que pode ser repassado é apenas a execução do serviço e isso é feito por meio de um contrato (licitação). Então, o processo recebe o nome de delegação.

Organização Administrativa: Desconcentração

Neste ramo da administração pública, temos como principal ferramenta os órgãos. Sendo este último um subordinado a pessoa jurídica a quem ele integra.

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órgãos na hierarquia: Subordinação

Características de órgãos Públicos.

Um fato interessante sobre os órgãos públicos é que eles não têm personalidade pública, isto é, não estão sujeitos a direitos e deveres. Além disso, os órgãos não possuem capacidade processual de réu, isto é, órgão não pode ser réu.

Apenas de órgãos não possuírem personalidade jurídica, os mesmos possuem personalidade judicial (capacidade processual), ou seja, eles podem ser autores em ação judicial. Então, os mesmos podem ir a juízo em defesa de suas prerrogativas institucionais. São exemplos desses tipos de órgãos a Defensoria Pública e o Ministério Público.