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Condição Civil

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Condição civil

Introdução

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Código Civil é responsável por ordenar movimentações da sociedade e dos negócios jurídicos

Primeiramente, ao abordarmos os artigos de número 121 até o de número 137 presentes no Código Civil, estaremos amparados pela doutrina para podermos discorrer sobre essa temática.

O artigo 121 trata da condição que uma determinada cláusula é considerada a partir da derivação, exclusiva, da vontade de ambas as partes, sendo ela subordinada ao efeito daquilo que se é denominado de negócio jurídico a algum evento futuro que seja incerto.

Ao analisarmos do ponto de vista da doutrina, a cláusula, que iria subordinar o efeito do negócio jurídico, seja ele de cunho oneroso ou até mesmo gratuito, em relação a um evento futuro e incerto. Com isso, os requisitos para que essas ações ocorram estão dentro da configuração necessária para que haja condição de surgimento de dois parâmetros, que são a aceitação voluntária e a futuridade do evento.

Aceitação voluntária, futuridade do evento e incerteza do acontecimento

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Representação do que seria um negócio jurídico

Nesse contexto, teremos como definição dessas duas temáticas os seguintes conceitos:

1- Aceitação voluntária seria uma declaração acessória que exige a vontade incorporada a uma outra, sendo a principal, já que tem a intenção de se referir ao negócio que a cláusula condicional busca se aderir, objetivando a modificação de uma ou mais de suas consequências naturais.

2- Quando tratamos de futuridade do evento, será exigido sempre um evento futuro, em que o efeito do negócio jurídico dependerá diretamente.

3- Já em relação a incerteza do acontecimento, existe a condição de se relacionar com um acontecimento incerto, podendo ocorrer ou não.

De acordo com o artigo 122, são lícitas todas aquelas condições em que não há contrariedade à lei, a ordem pública ou até mesmo aos bons costumes, em que dentre as condições defesas se incluem todas aquelas que privem de todo o efeito o negócio jurídico que foi estabelecido, ou se sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes.

Pela doutrina, teremos que a condição lícita se apresenta quando o evento que vem a ser constituído não for contrário à lei, à ordem pública ou até mesmo aos bons costumes.

Caracterização das condições proibidas (defesas)

As condições proibidas apresentam como condições de defesa os perplexos, que seria que se priva ao ato negocial de todo o efeito, assim como a venda de um determinado prédio que está sob condição de não poder ser ocupado pelo comprador.

Outra característica seria o puramente potestativas, que se caracterizam a partir do mero arbítrio de um dos sujeitos da relação. Um caso exemplificativo seria a constituição de determinada renda que seja favorável caso o indivíduo vestisse determinada roupa pela manhã; sendo oposição de cláusula que, quando detectado o risco, ofereça ao credor um poder que seja unilateral de provocar o vencimento com antecipação da dívida, ocorrendo diante de simples circunstância de se romper o vínculo empregatício entre as partes.

Torna-se imprescindível se lembrar que a condição de resolução que seja puramente potestativa passa a ser admitida juridicamente, já que não subordina o efeito do negócio jurídico ao arbítrio de uma das respectivas partes, mas ocorre sua eficácia. Considerando essa condição de resolução, não existe nulidade, pois, existe um vínculo jurídico que é considerado válido e consistente na vontade atual de se obrigar ou até mesmo de cumprir a obrigação assumida. Dessa forma, o ato jurídico produz os seus efeitos, resolvendo-se a condição, seja de forma positiva ou negativa, se realizar e quando se realizar.

Artigo 123/CC e suas características

O artigo 123 visa invalidar os negócios jurídicos que lhe são atribuídos na forma de subordinação, em que segue como característica as condições que são físicas ou juridicamente consideradas impossíveis, quando são suspensivas, assim como as condições que são ilícitas, além das condições incompreensíveis ou contraditórias.

Diante disso, a doutrina, tem visto as condições físicas ou juridicamente impossíveis partir do fato de que não podem efetivar-se por serem contrárias a natureza. já a condição ilícita ou de fazer coisa ilícita é estudada a partir da condenação pelas normas jurídicas, pela moral e pelos bons costumes, invalidando os negócios a que forem apostas. Por fim, as condições incompreensíveis ou contraditórias se apresentam de forma que os negócios possuam cláusulas que subordinem seus efeitos e ventos futuros e incertos, possibilitando diversas interpretações a partir das dúvidas levantadas.