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Constituição de 1934

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Constituição de 1934


Introdução

Inicialmente, iremos abordar as principais características dessa Constituição, seus objetivos e aplicações de cunho social e suas respectivas consequências.

Dessa forma, temos que a Constituição de 1934 foi consequência direta da Revolução Constitucionalista de 1932, em que a partir do fim da Revolução, ficou explicitado a questão do regime político, o qual veio à tona e fazendo com que existisse as eleições para a Assembleia Constituinte em maio de 1933, o que aprovou a nova Constituição que substituiu a Constituição de 1891.

Logo, o principal objetivo da Constituição de 1934 era o de melhorar as condições de vida da grande maioria dos brasileiros, fazendo criar leis sobre assuntos de grande importância para a população brasileira, como é o caso da educação, do trabalho, da saúde e cultura, além de ampliar o direito de cidadania aos brasileiros, fazendo com existisse a possibilidade de que grande parte da população, a qual era marginalizada de todo o processo político, anteriormente, fosse participante desse novo processo, fazendo com que essa Constituição de 1934 trouxesse uma perspectiva de mudanças na vida de grande parte dos brasileiros.


Principais características da Constituição de 1934

Podemos citar como características da Constituição de 1934 o fato de que existia a manutenção dos princípios básicos da Carta anterior, visto que o Brasil ainda continuava sendo uma república dentro dos princípios federativos, mesmo que o grau de autonomia dos estados fosse reduzido.

Por conseguinte, podemos citar que existia a dissociação dos poderes, tendo independência do executivo, legislativo e judiciário, possuindo eleição direta de todos os membros do executivo e legislativo, sendo o Código eleitoral produzido para a eleição da Constituinte, acabou sendo incorporado pela Constituição.

Além disso, houvesse a criação do Tribunal do Trabalho e a respectiva legislação de cunho trabalhista que incluía o direito à liberdade de organização sindicalista. Diante disso, foi possível também nacionalizar as empresas estrangeiras, determinando o monopólio estatal sobre determinadas indústrias.

Outrora, uma das características que forma marcantes, está no fato de que havia disposições transitórias que estabelecia o primeiro presidente da República tivesse que ser eleito pelo voto indireto da Assembleia Constituinte.


Direitos culturais e garantias



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Habeas Corpus é uma das garantias constitucionais de liberdade

A Constituição criada em 1934 tratou de cuidar de direitos culturais, visando aprovar critérios que tratavam do direito à educação, determinando que essa tivesse como objetivo o desenvolvimento da consciência da solidariedade humana, assim como tratando da obrigatoriedade e gratuidade do ensino imediato ao primário, ao ensino religioso facultativo, em que a crença do aluno fosse respeitada, além da liberdade de ensinar, garantindo a cátedra.

Diante disso, as garantias que eram destinadas aos cidadãos, estavam embasadas no fato de que a lei não iria prejudicar algum direito que fosse adquirido, garantido o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Além disso, havia a preocupação de resguardar o princípio da igualdade perante a lei, afirmando que não haveria nenhum tipo de privilégios, nem distinções de cunho de local de nascimento, sexo, raça ou até mesmo profissão exercida, assim como ideais políticos.

Ressalta-se também o fato de que existe a obrigatoriedade de comunicação de forma imediata quando se tratar de qualquer tipo de prisão ou detenção ao juiz que seja competente para que a relaxasse, se fosse constatado que a prisão é ilegal. Ainda, seguindo nessa linha,é possível destacarmos que o habeas corpus deveria ser utilizado para proteger a liberdade pessoal do indivíduo, além do estabelecimento do mandado de segurança para que servisse de ferramenta para assegurar algum direito previsto na Constituição.



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Mandato de segurança é outra ferramenta de asseguração dos direitos constitucionais

Dessa forma, é dessa época que existe uma transformação no Código Penal, em que era proibido qualquer pena que tivesse caráter perpétuo, assim como o impedimento da prisão por dívidas, multas ou custas, além da proibição de extradição de estrangeiros por crime político ou de opinião e, em qualquer caso, a de brasileiros. Por fim, ficou vedado que existisse trabalho a menores de 14 anos de idade, de trabalho noturno a menores de 16 anos de idade, assim como em indústrias consideradas insalubres a menores de 18 anos e a mulheres.