Sucessão Trabalhista
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Sucessão Trabalhista


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Sucessão trabalhista


Introdução



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Representação da sucessão trabalhista

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a sucessão trabalhista, qual a sua principal implicação, além de observarmos qual sua situação jurídica e qual seu interesse social.


O que seria a sucessão jurídica?

Primeiramente, temos que a definição que podemos dar ao que seria uma sucessão jurídica, está no fato de que está relacionado ao fenômeno pelo qual irá ocorre a transferência de determinada titularidade de uma empresa ou certo estabelecimento, havendo uma transmissão de créditos pela sucedida e assunção de dívidas pela devida sucessora.


Quais os princípios que fundamentam a sucessão empresarial?

Temos que os princípios que fundamentam a sucessão empresarial está no âmbito trabalhista, além do âmbito de continuidade, despersonalização do empregador e a respectiva intangibilidade contratual objetiva.

Quando tratamos do princípio da despersonalização do empregador, estamos nos referindo ao fato de que o contrato de trabalho só consegue ser personalíssimo quanto ao empregado, em que a lei exige, para configuração do vínculo de emprego, o requisito da pessoalidade, dentro da prestação de serviços. Logo, esses requisitos, não se aplicam ao empregador, visto que é regra a alteração do empregador não interferir na subsistência do contrato de trabalho.

Por outro lado, quando falamos do princípio da continuidade. estamos diante do fato de que o contrato de trabalho tende a se perpetuar no tempo, estando diante da sua função social, a qual visa garantir o sustento direto do trabalhador e de sua respectiva família. Diante disso, temos que as contratações que ocorrem por tempo determinado não são consideradas a regra, mas uma exceção.

Por conseguinte, quando citamos o princípio da intangibilidade, estávamos nos referindo a uma intangibilidade contratual objetiva, a qual é um aspecto da inalterabilidade contratual, a qual está prevista dentro do artigo 468 da Consolidação da Leis Trabalhistas (CLT), em que se determina a prevalência dos aspectos objetivos do contrato, que são conhecidos como cláusulas, mesmo que estejam diante de alterações subjetivas, sendo considerada uma mudança da pessoa jurídica que se encontra diante do comando da empresa.


Quais são os requisitos para que haja uma configuração da sucessão?



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O Direito regula as relações trabalhistas

Para que haja uma configuração da sucessão, tradicionalmente, temos que a doutrina e a jurisprudência buscam sempre exigir a confluência de dois principais requisitos, os quais seriam a transferência do estabelecimento empresarial e a respectiva continuidade de prestação de serviços pelo empregado.

Alguns autores ainda defendem que a alienação do estabelecimento não irá se operar quando a transferência afetar elementos isolados, apenas referente à universalidade, ao conjunto do que foi considerado como reprodutiva, justificado pela sua capacidade de produzir um determinado rendimento.


De qual forma a teoria clássica enxerga a interrupção da prestação de serviços?

Podemos inferir que a teoria clássica busca analisar a interrupção da prestação de serviços pelo empregado como uma forma que não iria operar dentro da sucessão trabalhista. Logo, se a empresa sucedida, antes da alienação, viesse a dispensar o funcionário, ela seria a exclusiva responsável por todas as parcelas trabalhistas a que ele teria direito, visto que a empresa que fosse sucessora, por nunca haver tido nenhum tipo de beneficiamento direto do trabalho realizado pelo empregado, não iria possuir nenhum tipo de responsabilidade.

Diante disso, é possível analisarmos que a doutrina e a jurisprudência estiveram em constante evolução, chegando ao ponto de dispensar qualquer tipo de continuidade da prestação de serviços como forma de requisito para que haja a configuração da sucessão trabalhista, em que se prevaleceu a noção de que não poderia o sucedido transferir todo o ativo sem que houvesse a oneração do sucessor com as suas respectivas obrigações de cunho trabalhista. Contudo, essa situação iria implicar no fato de que haveria nítido prejuízo ao empregado, que muitas vezes perderia a garantia de recebimento de suas verbas alimentares.


Quais são as regras e exceções que ocorrem dentro das obrigações trabalhistas?

Temos que a regra existente diz respeito ao fato de que as obrigações trabalhistas, mesmo aquelas que forem contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a sucedida, acabam por serem de responsabilidade do sucessor.

Além disso, temos que a exceção se dá através do fato de que a empresa sucedida irá responder, de forma solidária, com a sucessora, quando ficar comprovada qualquer tipo de fraude na transferência.