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Conselho Nacional do Ministério Público (cnmp)

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Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)


Introdução



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Placa na entrada do Conselho Nacional do Ministério Público

Inicialmente, iremos estudar o que seria o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), quais são suas atribuições perante a sociedade, sua história e suas finalidades.

Diante disso, temos que esse conselho é configurado como sendo uma instituição que possui como finalidade o aprimoramento da atuação do Ministério Público no Brasil. Sua criação se deu no ano de 2004, sendo instalado, posteriormente, em 2005, em que tinha por objetivo principal se concentrar na fiscalização administrativa, financeira e até mesmo disciplinar das pessoas que são membros, configurando sua principal missão enquanto Conselho.


Surgimento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)

Temos que o Conselho Nacional do Ministério Público iniciou quando houve a criação do ordenamento jurídico pátrio que veio com o advento da Emenda Constitucional de número 45. Dessa forma, ele se distinguiu da Magistratura, pois. o Ministério Público não tinha nenhum tipo de órgão que realizasse o controle ou a correição nacional.

Esse emenda citada foi editada para garantir à coletividade a participação no controle presente na gestão financeira e, também, no planejamento das atividades propostas pelo Ministério Público, mesmo que exista a previsão expressa no artigo 4º, parágrafo 2, presente na Lei 8625/93 de que esta fiscalização financeira e orçamentária, proveniente do Ministério Público, deveria ser exercida pelo Poder Legislativo.

A principal observação que é realizada na criação do Conselho, está na tese que buscava inferir que deveria existir a independência dos membros do Ministério Público, porém, isso não foi adiante, justificado pela composição híbrida, a qual não comprometeu a independência externa ou externa da instituição, não interferindo no que diz respeito a discricionariedade de atuação de seus membros, nem dispondo de atribuição, nem de competência para que fosse possível inferir no desempenho da função típica dos membros do Ministério Público.


Qual a sua natureza jurídica?

Nessa análise, temos que o Conselho Nacional do Ministério Público é considerado um órgão que possui uma natureza constitucional e administrativa, sendo um órgão de controle administrativo, financeiro e disciplinar pertencente ao Ministério Público.

Logo, sua natureza administrativa é decorrente do rol de atribuições presentes no artigo 130-A, parágrafo 2º, da Constituição Federal do Brasil, em que não há o vislumbramento de qualquer tipo de função legislativa, visto que o quadro constitucional de caráter normativo, ao qual está submetido, e que não permite leitura diversa. Diante disso, fica vedado a atuação do CNMP por intermédio de mediadas administrativas ou normativas que são revestidas de abstração e generalidade, as quais tenham a pretensão de regulamentar matérias que inovem o ordenamento jurídico.

Nessa linha de raciocínio relativa à vedação, torna-se proibido que haja a atuação semelhante a uma corte de cassação ou até mesmo de revisão das posições adotadas pelos membros do Ministério Público, seja em qualquer forma judicial, visto que é essa a condição material para o exercício imparcial e independente dos membros do Ministério Público.


Composição do Conselho Nacional do Ministério Público



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Representação de uma audiência no ministério Público

O Conselho Nacional do Ministério Público composto por exatos 14 ministros, os quais possuem mandatos de dois anos, sendo permitido uma recondução, exceto quando se trata de Presidente, já que esse é eleito e toma posse como forma de decorrência de funções exercidas na Procuradoria Geral da República.

Dessa forma, é importante que saibamos que a experiência do Conselho nos primeiros anos de existência, é responsável por deixar evidente a necessidade de se repensar a alternância dos conselheiros ao mesmo tempo, pois tal fato faz a ausência de sua própria memória e ainda possui uma baixa previsibilidade de suas decisões.

Quando observamos que não há previsão constitucional, ressalta-se a importância de explicitar que a Lei 11.372/2006, buscou disciplinar que os indicados ao Conselho deveriam ter mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos de idade, devendo, estes, possuírem, no mínimo, dez anos de carreira dentro do Ministério Público, restando ainda a exigência que se faz para a aprovação de nomes dos membros do conselho Nacional de Justiça.