Princípio da Verdade Real
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Princípio da Verdade Real


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Princípio da verdade real


Introdução



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Constituição Federal de 1988 serve de amparo jurisdicional para garantir os direitos dos cidadãos

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria o princípio da verdade real, além disso, iremos estabelecer as correlações existentes entre esse princípio e o Código de Processo Penal, assim como estabeleceremos seu amparo jurídico na Constituição e qual sua implicação jurídica.


De qual forma o princípio da verdade real se entrelaça no processo penal?



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Código de Processo Penal estabelece as relações dentro do processo que deverão estar amparadas em princípios constitucionais

Primeiramente, temos que a verdade considerada real se demonstra através do objetivo de buscar a devida apuração de fatos, os quais estão relacionados com algum ocorrido, para que, dessa forma, consiga-se realizar a devida aplicação desse princípio, sendo necessário que se utilize todos os mecanismos de provas para a compilação idêntica dos fatos.

Com isso, esse princípio serve como um norte aos juristas, a partir da aplicação da pena, quanto da apuração dos fatos, ou seja, deve sempre existir um sentimento que desperte a busca do julgador, cabendo ao magistrado ir atrás de outras fontes de prova, somente a verdade real seja em sua essência atingida.

Diante dessa perspectiva, para que o juiz possa formar da melhor maneira suas devidas convicções sobre a matéria do processo, ele deve reproduzir, através de provas, os fatos que mais se aproximam com a realidade, ou seja, ele deve saber quem cometeu a infração, onde cometeu, quem foi a vítima, porque cometeu, de que forma cometeu, podendo assim, quem sabe, descrever minuciosamente o ocorrido, garantindo um julgamento justo para as partes.


Como o princípio da verdade real se apresenta perante a ordem constitucional?

Temos que é de extrema importância que, antes de analisar as diretrizes processuais penais, buscar concilia-las com as máximas constitucionais. Logo, a Constituição Federal serve de norte para que todos os ramos do Direito sejam iluminados e guiados, em que os princípios possuem, como disposição fundamental, apresentar uma fundamentação lógica e com senso sobre o sistema normativo, em que a norma e o princípio se dialogam harmonicamente, fazendo preservar a imagem da Constituição como um conceito unitário.

Por conseguinte, temos implicitamente citado na Constituição Federal, em seu artigo 5, inciso LIV, afirmativas para que haja essa privatização, penalmente a liberdade, é preciso senso de justiça, e que se busque provas contundentes que incriminarão de forma justa, tal autor do delito, em que a verdade real é extremamente fundamental no processo, pois, a partir dela, que se pode chegar a um justo julgamento.


Qual a devida importância atribuída a verdade real?

Iremos perceber que o processo Penal é regido pela lei de número 3.689/41, a qual é responsável por trazer todo rito processual a ser minunciosamente seguido.

Dessa maneira, o processo, em base, deve discorrer sobre a investigação criminal, em base de inquérito policial, o envio e denúncia pelo ministério público, recebimento pelo magistrado e oportunidade de defesa pelo acusado, fazendo-se explicitamente necessário dentro do âmbito processual penal.

Logo, temos que é fundamental que o poder de punir do Estado, quando em sua função de “jus puniendi” o exerça a partir de uma forma ponderada, objetiva e minuciosa, visto que, por ser considerado a “ultima ratio” nos ramos do Direto, não pode admitir erros dentro do processo Penal, devendo-se sempre ser trazido à baila de todas as maneiras possíveis, cabendo ao magistrado buscar todos os mecanismos, na função de corroborar, para o levantamentos dos fatos nos autos do processo.

Além disso, existem algumas exceções que buscam trazer uma forma de não aplicabilidade do que é considerado como sendo a verdade real, porém, realizam um procedimento formal no Processo Penal, em que se relativizam meios de provas e impedem o magistrado de promover a busca desenfreada pela verdade real.


Considerações finais

Dessa forma temos que a verdade real sempre estará à mercê das pessoas, sendo que elas devem ter a consciência de retratá-las na integra para que, dessa forma, alcance=se, ao máximo, a justiça, visando a importância da aplicação desse princípio, seja em qualquer esfera processual. Logo, serve como uma base, aos juristas, para que possam se nortearem, garantindo-se que se tenha legitimidade e transparência nos autos do processo.

Por fim, torna-se essencial que entendamos que esse princípio possui, por finalidade, sua inclusão a partir do âmbito do Processo Penal, visto que o Estado tem como função punir de forma justa e ponderada, na sua perspectiva de “jus puniendi”.