Princípio de Dualidade
1 pág.

Princípio de Dualidade


DisciplinaDireito Administrativo I65.353 materiais1.148.373 seguidores
Pré-visualização1 página

Princípio de dualidade


Introdução

Inicialmente, iremos estudar o que seria esse princípio da dualidade, verificando a forma como ele se entrelaça diante de outras áreas do direito, assim como observaremos se existe alguma relação entre ele e outros princípios constitucionais, além de avaliarmos as condições jurídicas para sua utilização.

Dessa forma, temos que o meio jurídico se apresenta como sendo uma forma em que a pessoa tem de mover a ordem jurídica, contudo, a sociedade humana é o meio em que o direito surge e se transforma.

Diante disso, pode-se encontrar vários métodos de resolver um assunto de interesse pessoal ou coletivo, como é o sistema de normas e princípios, dentre eles, o princípio da lesividade é aquele em que o indivíduo só deve ser condenado se houver lesão a um terceiro, não por autolesão.

Por conseguinte, veremos que a importância desse tema, tanto para o direito como todo quanto para a vida em sociedade é de extrema relevância, levando-se sempre em consideração que o princípio da lesividade se baseia em fundamentação para legitimar o direito penal no Estado Democrático de Direito, tendo uma base constitucional.


Análise do princípio da lesividade no ordenamento jurídico brasileiro

Ao observarmos essa temática, teremos como base no princípio da lesividade, o indivíduo só deve ser condenado se houver lesão a um terceiro, não por autolesão.

Dessa forma, existe uma grande dependência do grau de lesão, da gravidade do caso, em que esse princípio tem relevâncias nos crimes de perigo abstrato, o qual prescinde de exposição de perigo ao bem jurídico protegido, uma vez que isso seria presumido de forma absoluta pela norma, em abstrato.

Então, por mais, que esse princípio não encontre, de forma explícita, um amparo na Constituição Federal, ainda sim, tem uma base constitucional, ou seja, ele vai de acordo com a Constituição em vários aspectos, sendo ela como um fundamento para o princípio. Por isso, existe a necessidade, dentro do Direito Penal, de ser um direito que tutela os bens fundamentais, que seriam aqueles que não são protegidos ou garantidos, verdadeiramente, por outros setores do Direito.



HTML image 0
A Constituição Federal de 1988 rege os princípios e garantias que os cidadãos tem o direito de desfrutarem


O que seria considerado como princípio da dualidade da cognição?

Temos que esse princípio decorre do princípio da autotutela vinculante do ente tributante, o qual é decorrente da própria atuação do Estado em matéria tributária, isso significa que se utiliza da mesma prerrogativa presente no direito administrativo. Dessa forma, ocorrerá tal autonomia de controle também na esfera da lide tributária, fazendo com que a Administração Pública seja responsável pelos próprios atos, devendo controla-los inquestionavelmente de acordo com a lei.

Logo, o princípio da dualidade da cognição, deriva desse anterior, em que o Estado poderá se utilizar tanto do processo judicial quando do processo administrativo para que possa solucionar as situações controversas, em que o próprio ente público, por meio de um procedimento de cunho administrativo, haverá de controlar os seus próprios atos, em que não se confunde esta prerrogativa com a devida dualidade de jurisdição.


O que seria o princípio de dualidade das partes e como ele se explicita?



HTML image 1
Relação processual em que autor e real, que fazem parte do processo, estão perante tutela jurisdicional

Podemos inferir que o princípio da dualidade das partes visa explicitar que todo processo pressupõe de pelo menos duas partes, que se satisfazem a partir do autor e do réu. Dessa forma, não existe a possibilidade de o autor ser ao mesmo tempo réu dentro do mesmo processo, já que sempre há de ter dois polos num processo, um ativo e outro passivo, independentemente se possui cinco pessoas num polo ativo e uma no passivo ou vice-versa.


Considerações finais

Ao estudarmos toda essa temática, analisando os principais pontos que envolvem o princípio da dualidade, verificamos que ela se apresenta em diversos ramos do direito, seja na área pena, civil, dentre outros, e quando tratamos dela dentro de um determinado processo, iremos perceber que é de extrema importância que isso ocorra, já que é exigido que nos processos existam sempre um conflito de interesses, em que de um lado o autor pretende algo e o réu litiga em contraditório para que, dessa forma, consigam chegar a um resultado final e estabeleçam as condições necessárias para que o magistrado possa analisar o caso e proferir sentença.