Limitações a Tributação
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Limitações a Tributação


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Limitações a tributação


Introdução



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Tributação é um dos campos mais importantes para o desenvolvimento econômico do país

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seriam as limitações a tributação, assim como iremos observar qual seu embasamento teórico e jurídico, além de verificarmos de que forma essas implicações são utilizadas pelo país em suas relações.


Análise constitucional da tributação

Primeiramente, temos que o texto Constitucional buscou enumerar todas as regras básicas referentes ao direito tributário, direcionando-as, basicamente, à proteção do contribuinte e à limitação do poder de tributar. Diante disso, temos que a própria ideia de Carta Magna surgiu para limitar o poder estatal de tributar.

Por conseguinte, verificamos que as limitações existentes ao poder de tributar são regras de competência que estão devidamente estabelecidas dentro da Constituição de 1988, em seus artigos 150 a 152, que prevê freios na atividade estatal de arrecadar tributos. Além das regras ali elencadas, outros direitos e garantias também limitam o poder de tributar, como, por exemplo, os direitos e deveres descritos no artigo 5°, relacionados ao direito de propriedade, à intimidade, ao sigilo de dados, ao direito de ir e vir, dentre alguns outros.


O que seriam as imunidades tributárias?



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A Constituição Federal é responsável por limitar o poder de tributar do Estado

Iremos inferir que a imunidade é considerada uma limitação do exercício do poder de tributar, a qual está prevista na Constituição Federal de 1988, sob a forma de norma dirigida ao legislador, não lhe sendo permitido exercer a sua competência tributária nos casos que especifica.

Dessa maneira, podemos observar que as imunidades tributárias são as vedações absolutas ao poder de tributar certas pessoas ou certos bens, em que visa consistir no impedimento constitucional absoluto à incidência da norma tributária, restringindo as dimensões do campo tributário da União, dos Estados, do distrito federal e dos Municípios.

Por conseguinte, temos que a imunidade não protege a pessoa do parlamentar e sim o exercício da função, tendo como objetivo principal garantir o livre exercício da função, evitando que o individuo não exerça de forma livre a sua função que é fiscalizar. Contudo, podemos inferir que a imunidade irá servir para que se possa garantir o livre exercício da função parlamentar para que ele não tenha medo de futuras represálias.

Logo, a Constituição Federal estipula uma série de imunidades, ou seja, casos em que não se verifica a competência estatal para a cobrança de impostos, sendo que a imunidade que a lei define como hipótese de incidência tributária aquilo que é imune, considerada uma limitação de competência.


Quais as principais imunidades tributárias?

Quando observamos isso de acordo com a Constituição Federal de 1988, observamos que não incidem impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros.

Dessa maneira, essa imunidade irá se estender às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados às suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes (artigo 150, § 2°); aos templos de qualquer culto (consequência direta da liberdade religiosa, expressa no artigo 5°, IV, da CF); ao patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; aos livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. Além disso, temos que outras imunidades estão previstas de forma dispersa no texto constitucional, em que se relacionam com tributos específicos, sendo que o imposto sobre produtos industrializados, por exemplo, não incide sobre produtos destinados ao exterior (artigo 153, § 3°, III, da CF).


Quais os casos em que a Constituição relaciona os tributos para incidir posteriormente?

Temos que, em alguns casos, a Constituição Federal relaciona todos os tributos que podem incidir sobre um certo fato gerador, ao invés de citar os impostos que não incidem, como, por exemplo, o caso do ouro, o qual está definido em lei como sendo um ativo financeiro ou instrumento cambial, o qual estará sujeito apenas ao pagamento do IOF (imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários), nos termos do artigo 153, § 5°, da CF.

Já quando tratamos sobre as operações que são relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do país, irá incidir o ICMS, o imposto sobre Importação (II) e o Imposto sobre Exportação (IE), de acordo com a redação do artigo 155, § 3°, da CF.

Dessa maneira, serão consideradas “isentas” do pagamento da contribuição para custeio da Seguridade Social as entidades beneficentes de assistência social, desde que essas atendam às exigências da lei (art. 195, § 7°, da CF).

Por fim, também não incidirá contribuição social sobre a aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social descrito no artigo 201 da CF (artigo 195, II, da CF), sendo que a Emenda Constitucional nº 33/2001 objetivou criar mais uma imunidade quando vedou a incidência das contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico sobre as exportações (artigo 149, § 2°, I, da CF).