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Manifestação da Vontade

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Manifestação da vontade


Introdução

Inicialmente, iremos estudar o que seria a manifestação da vontade, verificando, com isso, a sua devida significação, assim como iremos observar de que forma isso ocorre dentro do mundo jurídico e qual seu embasamento.

Primeiramente, temos que a vontade pode ser manifestada através de inúmeras formas, em que se faz presente três formas de manifestação de vontade, as quais seriam a manifestação expressa, a manifestação tácita e a manifestação presumida.


O que seria a manifestação expressa?

Podemos inferir que a manifestação expressa é dada a partir da declaração explícita da vontade de praticar o ato ou negócio jurídico seja por gestos, seja por escrito, por telefone, verbalmente, dentre outras formas, em que a primeira forma de manifestação de vontade é essa, a expressa.


O que é considerado como manifestação tácita?



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Tipo de contrato que é usualmente utilizado

Essa é considerada a partir de uma conduta considerada incompatível com a recusa em praticar o ato ou negócio jurídico, sendo que o fato do prestador de serviço dar início ao serviço significa que ele aceitou o contrato, mesmo com o preço abaixo do que ele queria.

Logo, a manifestação tácita é admitida sempre que a lei ou a natureza do negócio ou as circunstâncias não exijam manifestação expressa, sendo que existem situações em que a lei exige a manifestação expressa, ou seja, para a lei não basta a manifestação tácita. Dessa forma, podemos citar como exemplo o contrato de fiança, que seria um contrato que a lei exige que seja feito por escrito, não só é expresso como tem que ser escrito.


O que é a manifestação presumida?

Iremos inferir que essa manifestação decorre da lei quando o legislador cria determinadas presunções, por exemplo, artigo 324, em que há a entrega do título ao devedor faz presumir o pagamento, sendo que um emitiu uma nota promissória e entregou ao devedor, que promete pagar a outro mil reais, o legislador diz que se ele devolver a nota promissória faz presumir que ele pagou, que está dando quitação do título, é uma declaração de vontade. Logo, a regra ocorre através da declaração de vontade, qual é considerada livre.


Podemos considerar que o silêncio serve como uma manifestação de vontade?

Ao analisarmos essa temática, verificamos que o silêncio, excepcionalmente, servirá como manifestação de vontade, sendo que esse pode produzir os mesmos efeitos de uma manifestação válida de vontade.

Dessa forma, o silêncio que vale como manifestação de vontade é chamado "silêncio qualificado" ou "circunstanciado", o silêncio qualificado é o que produz os mesmos efeitos de uma manifestação de vontade expressa.


O que seria considerado como representação legal, voluntária e judicial?



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Tipo de representação que é utilizada e se divide de forma legal e voluntária

Temos que a representação legal decorre das leis, sendo que essa é sempre realizada no interesse do representado. Podemos citar como exemplo o fato de que os filhos que são representados pelos pais, está previsto na lei, assim como um síndico que representa o condomínio, tudo está de acordo com a lei.

Já a representação voluntária é denominada de "convencional" ou voluntária, sendo que essa decorre de um acordo de vontades entre representante e representado, em que o contrato entre representante e representado tem o nome de "contrato de mandato".

Por fim, temos que a representação judicial é considerada como sendo aquela que é determinada pelo juiz em certas circunstâncias, sendo que, normalmente nestas nomeações do juiz, é ele que escolhe um representante, indica, nomeia para determinada representação, sendo que, as vezes essa nomeação não decorre daquela representação legal, por exemplo, em algumas situações há um conflito de interesses entre pai e filho, o pai não poderá representar o filho se existir o conflito, então o juiz vai nomear um representante AD HOC só para aquele caso.


Considerações finais

Podemos analisar que essa temática está embasada no princípio da autonomia da vontade, o qual apreende que todos os indivíduos possuem liberdade para celebrar negócios jurídicos: contrair direitos e obrigações. Diante disso, verificamos que o indivíduo que pretender realizar um contrato lícito deve manifestar a sua vontade com a consciência de que a contratação possui uma finalidade. Além disso, esse não poderá provir vício da vontade, o qual se caracteriza como sendo o erro, dolo, coação, estado de perigo e a lesão, que ocorre, por exemplo, quando um dos contratantes concorda com a contratação de maneira contrária ao seu íntimo querer.