Orientação Jurisprudencial
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Orientação Jurisprudencial


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Orientação jurisprudencial



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As orientações jurisprudenciais possui um dinamismo maior relacionado a uma série de acórdãos


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria a orientação jurisprudencial, sua diferença para a súmula, seu embasamento jurídico e de qual forma o Tribunal Superior do Trabalho desempenha suas funções para dar suas decisões.


O que é a orientação jurisprudencial?

Temos que a orientação Jurisprudencial, utilizada apenas na Justiça do Trabalho, tem o mesmo objetivo da súmula, mas diferencia-se em um aspecto: tem maior dinamismo. Dessa forma, vemos que enquanto a súmula exige critérios, como seria o caso da repetição de certa quantidade de decisões por determinado tempo, a Orientação Jurisprudencial teria uma tramitação menos rígida.

Além disso, uma vez consolidada, veremos que a Súmula, para ser alterada ou cancelada, necessitará de um processo mais aprofundado de discussão na Corte que lhe deu origem, sendo que a Orientação Jurisprudencial irá possuir uma maior possibilidade de ser alterada ou cancelada, a qual passará por essa mesma reavaliação. Em outros termos, a Súmula está mais presa ao processo de tramitação e a Orientação Jurisprudencial, à realidade do dia a dia, a ponto de serem editadas Orientações Jurisprudenciais Transitórias, que se aplicam a casos específicos de determinada categoria profissional ou empresa, ou que tenham relação com leis cuja situação jurídica se estende por pouco tempo, ou porque a lei mudou ou porque vai mudar.

Por conseguinte, as orientações jurisprudenciais, também se apresentam como condensação de série de acórdãos, do mesmo tribunal, que adotem idêntica interpretação de preceito jurídico em tese, sem caráter obrigatório e com caráter de orientação, porém de cunho persuasivo.


O que seria a súmula?



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Definição mais abrangente de súmula

Podemos observar que a súmula é uma espécie de condensação de série de acórdãos, do mesmo Tribunal, que adotem interpretação idêntica de preceito jurídico em tese, sem caráter obrigatório, porém persuasivo. As Orientações Jurisprudenciais também são uma condensação de série de acórdãos, do mesmo Tribunal, que adotem idêntica interpretação de preceito jurídico em tese, sem caráter obrigatório e com caráter de orientação, porém de cunho persuasivo, sendo que o precedente normativo é jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho em dissídios coletivos.

Com isso, os precedentes, da mesma forma que as súmulas, são propostos pelos Ministros à Comissão de Jurisprudência do TST e tratam de temas que tenham sido suficientemente debatidos e decididos de maneira uniforme em várias ocasiões, visto que uma vez aprovados pelo Órgão Especial, passam a orientar as decisões em questões semelhantes, portanto tem a mesma força das súmulas e orientações jurisprudenciais.


Considerações finais

Podemos concluir que as súmulas, orientações jurisprudenciais e precedentes normativos possuem a mesma função, a de orientar as decisões em questões semelhantes, de forma a estabelecer o entendimento do TST sobre determinadas matérias, a diferença entre elas está nas áreas de atuação (dissídios individuais e dissídios coletivos).



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Fachada da entrada do Tribunal Superior do Trabalho

Logo, temos que esses instrumentos que não são vinculantes irão servir para demonstrar a tendência do TST para os tribunais regionais e uniformizar as decisões das próprias turmas. Como o TST tem a missão de estabelecer a certeza jurídica sobre a interpretação das normas trabalhistas, quando se fixa a uniformização, não cabe mais recurso de revista que alegue divergência de entendimento entre os tribunais regionais, sendo que a obediência à jurisprudência é tradição dos países que seguem a tradição Anglo saxônica do Direito.

Por fim, a Orientação Jurisprudencial é fruto do julgamento reiterado de um mesmo assunto, que após discussões nas sessões de julgamento dos tribunais, é compilado em um enunciado e publicado para conhecimento da sociedade e orientação dos demais magistrados, ou seja, a OJ representa a linha de pensamento do tribunal acerca de um tema específico. Além disso, pode ser alterada ou cancelada a qualquer momento pelo tribunal que a editou, o que pode ocorrer nos casos em que os juízes das Varas do Trabalho passarem a julgar diversamente ao disposto

no enunciado da OJ, momento no qual será realizada nova avaliação do assunto pelos Desembargadores e Ministros dos Tribunais Regionais e Superior.