Princípio Processual
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Princípio Processual


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Princípio processual


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria os princípios processuais e de que forma eles se integram aos processos, visando sempre o amparo oferecido pelo Constituição Federal de 1988.

Dessa forma, iremos perceber que são princípios gerais do processo civil, na Constituição Federal, os seguintes: o devido processo legal, a isonomia, o contraditório, a inafastabilidade do controle jurisdicional, a imparcialidade do juiz, a publicidade dos atos processuais, o duplo grau de jurisdição e a duração razoável do processo. Contudo, os princípios infraconstitucionais são considerados como sendo dispositivo, a persuasão racional, que seria o livre convencimento motivado, a oralidade, a boa-fé e a cooperação.


Qual o amparo dos princípios constitucionais?



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A Constituição Federal é responsável por iluminar todos esses princípios

Primeiramente, teremos o devido processo legal, o qual está embasado no artigo 5º, inciso LIV, da Constituição Federal de 1988, em que o devido processo legal é considerado o princípio que visa constituir toda a base dos outros princípios, sendo considerado o gênero do qual os outros são espécie. Logo, esse princípio obriga que se respeitem as garantias processuais e as exigências necessárias para a obtenção de uma sentença justa e célere.

Posteriormente, temos a Isonomia, a qual está amparada no artigo 5º, caput e inciso I da Constituição Federal, além do artigo 7º do Código de Processo Civil. Com isso, observamos que a isonomia seria a necessidade de dar às partes o tratamento igualitário em relação ao exercício de seus direitos e faculdades processuais, assim como aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais.

Contudo, é necessário que esta igualdade tenha um caráter substancial, não formal. ou seja: devem tratar os iguais igualmente e os desiguais, desigualmente, justificado pelo fato de se reequilibrar a relação, em que a lei consagra uma série de medidas protetivas à parte mais vulnerável — o consumidor, por exemplo; e, da desigualdade formal advém a igualdade substancial.

Por conseguinte, o juiz deve conduzir o processo de maneira tal que garanta a igualdade das partes, dando-lhes as mesmas oportunidades de manifestação. Dessa forma, podemos citar dois exemplos, que seriam a assistência judiciária, a qual permite a quem não tem condições econômicas se valer da assistência jurídica gratuita, além dos privilégios de prazo, os quais são recebidos pelos escritórios de prática jurídica das faculdades de direito reconhecidas na forma de lei, como é previsto pelo artigo 186 do Código de Processo Civil.


O que determina o princípio do contraditório, da inafastabilidade da jurisdição e da imparcialidade do juiz?



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Juiz possui poder jurisdicional para avaliar os princípios estabelecidos e tomar sua decisão acerca dos fatos ocorridos

Em continuação a essa temática, iremos perceber que o princípio do contraditório, enquadra-se dentro do artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, além do artigos 9 e 10, Código de Processo Civil.

Dessa forma, o contraditório tem por finalidade exigir que se dê ciência ao réu da existência do processo e, às partes, dos atos que nele são praticados, sendo que as partes têm o direito de ser ouvidos e de expor ao julgamento sua argumentação.

Por conseguinte, temos que uma questão que é bastante relevante no princípio do contraditório é a da prova emprestada, a qual consiste em trazer a um processo prova que tenha sido produzida em outro. Dessa maneira, a prova deve ser realizada sob o crivo do contraditório, cientificando a outra parte e dando-lhe oportunidade para manifestação, em que a prova emprestada não pode ser utilizada a menos que as partes nos dois processos sejam as mesmas ou se aquele que não participou da produção de prova no processo anterior concordar com seu uso.

Já quando tratamos da inafastabilidade do controle jurisdicional, estaremos diante de um princípio que proíbe a lei de excluir da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça a direito, garantindo a todos o devido acesso à justiça para postular e defender seus interesses por meio do exercício do direito de ação, obtendo pronunciamento judicial.

Por fim, temos o princípio da imparcialidade do juiz, o qual versa sobre o fato de que as partes possam escolher, a seu critério, o julgador que irá apreciar a sua pretensão, sendo que não existe escolha do juiz de acordo com o arbítrio e a vontade das partes.