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RELATÓRIO DE PESQUISA: PEDAGOGIA DO OPRIMIDO PAULO FREIRE, 1967 PATRÍCIA DA SILVA SANTOS PROF. DR. LÚCIO COSTA DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR BIOGRAFIA DE PAULO FREIRE Vida e obra confundem-se: era seu cotidiano; Filho de família humilde, sofre com a queda da bolsa de valores de Nova York, 1930; Segundo exílio em Jaboatão; Busca por ensino gratuito; Colégio Souza Cruz: educando e educador; Forma-se advogado e atua em uma só causa; BIOGRAFIA DE PAULO FREIRE SESI: contato com o povo; II Congresso Nacional de Educação de Jovens e Adultos, 1958: polêmica (educação na consciência da realidade); 1964: exílio - segue para Bolívia e Chile; Chile e Brasil: antagonismo político Retorna ao Brasil em 1979; Falece em 1997. “A obra de Paulo Freire continua, seu pensamento vai ser atual até quando existir oprimido e explorado, porque a sua pedagogia é a pedagogia política. Enquanto existir necessidade, o Pensamento de Paulo Freire não morre.” Ana Maria de Araújo Freire, 1998 PEDAGOGIA DO OPRIMIDO Estruturado em introdução e quatro capítulos Primeiras palavras: o medo da liberdade; A libertação dos oprimidos os torna sujeitos do mundo e não outros opressores; Justificativa da Pedagogia do Oprimido Relação opressor-oprimido; Humanização (vocação) e desumanização; Opressão, injustiça, exploração e violência nos opressores: humanidade roubada; Oprimido internaliza sua inferioridade; Opressores são desumanizados; Somente a libertação dos oprimidos liberta ambos; Justificativa da Pedagogia do Oprimido Realizada com e não para; Oprimidos “hospedam” opressor; A falsa liberdade gera algozes; Libertação não é doação, é parto doloroso; Diálogo como transformação conjunta; Relação de dominação dos opressores sobre tudo ao redor; Ninguém liberta ninguém; a libertação se dá em comunhão; Discurso de conscientização , não convencimento. A CONCEPÇÃO “BANCÁRIA” DA EDUCAÇÃO COMO INSTRUMENTO DA OPRESSAO. SEUS PRESSUPOSTOS, SUA CRÍTICA. Educador-educando / opressor-oprimido; Memorização mecânica e repetição x reflexão; Docilidade favorável; Homens: seres adaptáveis x transformadores; A educação bancária também se contradiz; Educação problematizadora: companheirismo – saber que se faz junto; A CONCEPÇÃO “BANCÁRIA” DA EDUCAÇÃO COMO INSTRUMENTO DA OPRESSAO. SEUS PRESSUPOSTOS, SUA CRÍTICA. Homem a partir de sua história e historicidade; Ser inconcluso; Consciência de; O “por quê” dos oprimidos. DIALOGICIDADE: ESSENCIA DA EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE Diálogo: essência da educação libertadora; Permite a práxis da libertação; Requer humildade , amor e fé nos homens; Conteúdo programático requer diálogo; Temas geradores. A TEORIA DA AÇÃO ANTIALÓGICA Seres humanos x demais animais: práxis; Negar a palavra é não crer no povo; Lideranças revolucionárias são dialógicas; Um oprime o outro, mas ninguém liberta ninguém; Conquista x mitos (pág. 188): alienação; Divisão: a união do povo é uma ameaça; Manipulação: organização criticamente consciente; Consciência de classe; A TEORIA DA AÇÃO ANTIALÓGICA Invasão cultural: tática de dominação e dominação; Os oprimidos se veem a partir da ótica dos opressores; Oposição: preguiçosos e mal agradecidos; A ação dialógica se dá pela co-laboração, união, organização e síntese cultural. A TEORIA DA AÇÃO ANTIALÓGICA O diálogo transforma o mundo e não coisifica o outro; Confiança é resultado – desconfiar é necessário; A união é libertadora; Organização é libertação; Síntese cultural: todos são atores. Não há invasores. ANÁLISE DO MATERIAL PEDAGOGIA DO OPRIMIDO Principal obra, traduzida em 18 idiomas; Escrito em 1967, no Chile, em exílio; Paulo Freire: intelectual de esquerda humilhado, detido, considerado propagador de ideias subversivas pelo regime militar; Chile: clima de esperança – Revolução em Liberdade Contexto político antagônico PEDAGOGIA DO OPRIMIDO Livro de cunho político; Referencial teórico fenomenologista e socilialista: Marx, Fromm, Althusser e Lúkacs; Discurso sobre conflito de classes, ação cultural, trabalho, opressor /oprimido; Respaldado também no existencialismo, personalismo cristão, hegelianismo; É um chamado para a revolução através da educação libertadora; Sobre o material... Leitura densa; Relação com a atualidade; Convite a reflexão sobre minha práxis docente; Foco sobre o processo de dominação e não estritamente a relação econômica; Perguntas sem respostas (não é receita de bolo) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSIS, G. S. Ideário Freireano: um referencial teórico-metodológico para a formação político-pedagógica do professor. 2007. 178 p. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Educação, Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, 2007. FREIRE, A. M. A. Paulo Freire: sua vida, sua obra. Educação em Revista. Marília, vol. 2, n. 1, p.2-13, 2001. Disponível em: <http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/educacaoemrevis ta/article/viewFile/663/546>. Acesso em: 02/11/2014. FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 50ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011. FREIRE, P.; BETTO, F. Essa escola chamada vida: depoimentos ao repórter Ricardo Kotscho. 11ª edição. São Paulo: Ática. 2001. MICHELS, L. B.; VOLPATO, G. Marxismo e fenomenologia nos pensamentos de Paulo Freire. Filosofia e Educação. Campinas, vol. 3, n. 1, p. 122-134, abr./set. de 2011. Disponível em: <http://www.fe.unicamp.br/revistas/ged/rfe/article/view/2365/2518>. Acesso em: 02/11/2014. TRIVIÑOS, A. N. S.; ANDREOLA, B. A. Da opressão para a esperança: o tempo do exílio de Ernani Maria Fiori e Paulo Freire no Chile. Porto Alegre: UFRGS, 1994. 307 p. (Relatório de Pesquisa).