Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ATIVIDADE SOBRE O FILME “A DAMA DOURADA”
O filme “A dama dourada” conta a história de Maria Altmann, uma mulher judia austríaca que ao saber que a Áustria estaria devolvendo aos legítimos donos as obras que haviam sido apropriadas pelo regime nazista, contrata Randol Schoenberg, um advogado que também possuía descendência austríaca para recuperar o quadro que pertencia a sua tia Adele Bloch-Bauer. 
A obra decorava a casa dos Bloch-Bauer, na cidade de Viena até que ela foi invadida pelos nacionais socialistas, e como a família era judia, o quadro acabou sendo tomado pelos nazistas e depois cedido ao governo austríaco que o expôs na galeria nacional de Viena, sendo tratada como um símbolo nacional.
Ao entrar com o pedido de restituição da obra na Áustria, a Comissão incumbida para analisar o caso, opinou de forma contrária à devolução do quadro a Maria Altmann, alegando que a disposição de última vontade de Adele Bloch-Bauer era válida e eficaz, disposição essa que dizia que, após a morte de seu marido, dois quadros de Klimt (sendo um deles o Retrato de Adele Bloch-Bauer I) fossem legados para a Galeria Austríaca Belvedere. 
Depois dessa negativa, Maria Altmann deveria entrar com o processo na Justiça austríaca, mas para iniciá-lo era necessário 1,8 milhões de dólares, que equivalia a uma parte do valor da obra, mas nem Maria Altmann, nem seu advogado Randol possuíam esse dinheiro, então Maria decidiu não ir mais atrás do que lhe era devido.
A fim de ver o direito de Maria Altmann satisfeito, seu advogado Randol, continuou a pesquisar maneiras de recuperar a obra, e certo dia acaba encontrando em uma livraria um livro sobre as obras de Gustav Klimt, sendo assim, o museu austríaco havia dado início a uma atividade comercial com os Estados Unidos. Dessa forma, pode-se dizer que a Áustria não agiu enquanto Estado, mas sim como um particular, o que fez com que a Áustria perdesse sua imunidade de jurisdição, podendo então Maria processar o governo da Áustria diretamente dos Estados Unidos.
Depois de muita discussão, a Justiça americana entendeu que a Áustria não tinha um sistema apropriado para julgar este caso, sendo necessário ser aprovado pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Após a permissão da Suprema Corte para que o processo continuasse, o governo da Áustria aceita uma arbitragem em terras austríacas. Ao final, após a arbitragem, Maria Altamann consegue recuperar o quadro que pertencia a sua tia. 
É interessante analisar a forma como o advogado Randol Schoenberg conseguiu atingir seu objetivo, que após olhar um simples livro, viu nele a perda de imunidade de jurisdição de um país, sendo assim possível que os Estados Unidos, país soberano, exercesse jurisdição sobre a Áustria, também um país soberano. O advogado utilizou de grande inteligência para alcançar o objetivo pretendido pela sua cliente, tendo até mesmo que convencê-la que seu pensamento estava correto, já que nunca tinha havido um caso complexo dessa natureza.

Mais conteúdos dessa disciplina