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Resumo
 1 epsódio – Amazônia “Sociedade Anônima”
O primeiro Episódio da série explana sobre a importância da floresta amazônica, destacando os motivos pelos quais é considerada o coração do Brasil.
De acordo com os narradores e participantes da série, a riqueza presente na Floresta em questão, é imensa e inexplicável, visto que além da diversidade referente a flora e fauna, a floresta Amazônica configura um cenário de segurança para todas as regiões as quais pertence.
Outra questão pertinente, diz respeito as 17 toneladas de água que são despejadas no oceano, todos os dias, deixando o Rio Amazonas com o título de maior bacia hidrográfica do mundo.
Ainda dentro desse episódio, são apresentados os componentes dessa sociedade anônima, de uma Amazônia que ainda é desconhecida pela maioria dos Brasileiros, ainda que ela seja a maior fornecedora de riquezas.
A discussão aborda também o modelo de desenvolvimento aplicado na região, modelo este, que desfavorece a população, pois estas, vivem ali e não têm acesso a serviços básicos, e em contrapartida a floresta é destruída para atender as necessidades de mercados distantes.
O documentário publicado em março de 2015 também discute a respeito da aplicação de 6 bilhões em investimentos nos seis anos consecutivos, no intuito de favorecer o fornecimento de minérios, madeira, carne, etc..., demandas consideradas essenciais para o crescimento econômico do pais.
2 episódio – Amazônia “Sociedade Anônima”
Ainda neste seguimento o segundo capítulo da série traz à tona a preocupação com o desmatamento ilegal da floresta amazônica, os impactos ambientais e sociais e a intencionalidade por tras dessa devastação.
Esse episódio mostra que boa parte do desmatamento da floresta não é somente para a venda ilegal de madeira, apesar de ser uma demanda grande e frequente, mas tem a finalidade de abrir grandes clareiras, em locais onde o desmatamento é ilegal, para criar áreas agropecuárias. Neste seguimento, também são explanadas as ações de grileiros, que articulam a ocupação de áreas desmatadas e que são de propriedade pública, isso se dá, principalmente, por causa da construção da BR 163, onde estes visam a valorização dessas terras, porém a ocupação irregular, pode causar mais danos a floresta, visto que, o crescimento desordenado da população sem saneamento básico, pode trazer mais poluição.
Assim, dentro dos impactos sociais e naturais causados por essas demandas, está à venda ilegal de madeira, tendo em vista que 70% da madeira que chega ao estado de são Paulo é proveniente da ilegalidade.
Por fim, são mostradas as ações do IBAMA e da polícia no combate a essas ilegalidades.
3 episódio – Amazônia” Sociedade Anônima”
“Na Amazônia a pecuária tem sido mais uma atividade de expansão da fronteira, do que uma atividade econômica em si, com a chegada do agronegócio e a implantação de assentamento da reforma agrária a Amazônia é hoje a principal fronteira agrícola do Brasil, na qual produtos como milho e algodão são cultivados em grande extensões de terra forçando os limites da floresta.”
Este episódio mostra o crescimento agrícola na Amazônia, onde nos últimos 20 anos a agricultura cresceu o suficiente para responder por 21% da área plantada do País, impulsionada pelo mercado internacional. Por outro lado, a população que está” com a mão na massa”, os moradores da Amazônia trabalham sem condições dignas, sem suporte. Neste seguimento, a preocupação é direcionada também, para a distribuição de renda indevida, a qual gira em torno da ilegalidade e não consegue abarcar os trabalhadores rurais, dando-lhes condições dignas de trabalho e renda.
 Outra questão pertinente é a disputa pela terra no país, é uma questão histórica. A Amazônia também é a principal fronteira para os assentamentos da reforma agrária, que por falta de assistência técnica, respondem por uma grande parcela do desmatamento na região.
Encontra-se ainda o disparate entre grandes latifúndios e pequenos proprietários que se diferenciam no volume de dinheiro movimentado e no acesso à tecnologia, mas ambos respondem pelo desmatamento na região e enfrentam dificuldades com a falta de infraestrutura numa região continental.
4 episódio – Amazônia “Sociedade Anônima”
O quarto episódio de ‘Amazônia, Sociedade Anônima’ fala sobre o futuro da região que receberá R$ 100 bilhões em investimentos até 2020.Esta Série mostra, como as cidades localizadas no meio da floresta e os povos tradicionais, estão lidando com o fluxo de novos imigrantes e os impactos dos grandes projetos..
O modelo econômico pensado para a região é torná-la o maior produtor brasileiro de minério, energia elétrica, soja, carne, dendê e madeira, itens estratégicos para o crescimento da economia do país e do mundo. Como as cidades no meio da imensa floresta e os povos tradicionais estão recebendo este fluxo de novos imigrantes e os impactos dos mega projetos?
Neste episódio também são discutidas questões pertinente às várias Amazônias, onde os investimentos públicos e privados destinados a estradas hidrelétricas e mineração, são os principais focos de investimentos.
Enquanto isso, outra Amazônia, pobre, baixa renda, sem infraestrutura e sem condições mínimas de saneamento básico, atua sem compreender sua importância estratégica para economia do Brasil e do mundo .
Essa contradição, faz com que cidades onde uma minoria da população tem esgoto, recebam obras de bilhões de reais, que impactam diretamente na vida da população. 
Também são levantadas questões concernentes a implementação da terceira maior usina hidrelétrica do Brasil, o que causou mais dificuldades para os moradores locais que tiravam seu sustento do Rio Madeira, pois apesar dos esforços para reduzir os impactos ambientais, as barragens acabaram trazendo malefícios principalmente para a pesca local. 
Assim, no documentário, é comentada sobre a importância das hidrelétricas para a produção de energia para o pais, porém o planejamento de várias barragens dentro da Amazônia podem trazer impactos inimagináveis.
O Brasil investe milhões de reais na Amazônia para produzir a energia que o país vai usar no futuro. Só nessa região está prevista a criação de 92 novas represas nos próximos anos. 
Por fim é colocada uma reflexão do quanto a Amazônia doa para o Brasil, e de sua real importância.
5 episódio – Amazônia “Sociedade Anônima”
	
O quinto e ultimo episódio da série, começa apontando a grande contribuição do Brasil para o aquecimento global, pois a redução de gases do efeito estufa gerada por tecnologias limpas, não se compara aos benefícios da redução do desmatamento na Amazônia.
Por outro lado, para que a diminuição do desmatamento na Amazônia seja sustentável, é necessário que haja uma melhoria na economia, enquanto isso não acontece, a floresta amazônica fica permeando entre tempos de desmatamento e tempo de diminuição desse desmatamento, sendo que o primeiro acaba voltando de tempos em tempos, justamente pela má implementação econômica.
Neste seguimento, no ultimo episódio do documentário, é colocada a importância das populações tradicionais da Amazônia, da compreensão de seu papel fundamental na defesa da região.
Um exemplo disso é a rede de sementes do Xingu no mato grosso que conecta de indígenas a fazendeiros, esses coletores, passaram a serem reconhecidos e essas sementes são remanejadas para áreas onde o agronegócio impera. Outro ponto importante diz respeito a complementação da renda familiar que essa rede favorece, além de tornar esses coletores sujeitos ativos no processo reflorestamento.
Desta forma, o desenvolvimento deve ser pensado como progresso social e não só econômico. Apesar de ainda não ter sido atingido o ponto crítico do desmatamento e da degradação, o caminho que está se seguindo é esse.
Neste seguimento, é necessário que haja mais investimento no “conhecimento’, visto que, a Amazônia inteira tem menos PhDs que a Universidade de São Paulo (USP).
O desafio do conhecimento, gira em torno de um maior investimento educacional paraa população local, a fim de formar doutores nativos da Amazônia, que sejam comprometidos com a preservação sustentável da Amazônia.
Outra questão importante é a necessidade de investimentos em tecnologias que dialoguem com os saberes tradicionais e já existentes na Amazônia, que fortalece esses saberes e a economia local e nacional.
Dentre as políticas públicas que favorecem a preservação, está a implementação de reservas indígenas e quilombolas, essas reservas protegidas, abrigam uma biodiversidade extensa e garantem serviços essenciais para a sobrevivência.
Resenha
Embora muito se fale sobre a importância a Floresta Amazônica, a cada dia que passa, parte de seu território é destruído, isso se dá a medida em que o capitalismo avança contiguamente com o consumismo, sem que haja sequer, a preocupação com os danos causados.
O desmatamento ilegal, a ocupação irregular de terras desmatadas, a resistência quanto a criação de novas reservas ambientais são fatores que impulsionam a devastação, bem como, as barragens feitas para a geração de energia e a comercialização não valorizada de alimentos.
	Neste segmento, vale frisar que o aumento do desmatamento em 2019 cresceu 278% em relação ao mesmo período de 2018, esses números trazem uma grande preocupação acerca do futuro dessa floresta, e em consequência, da população brasileira e mundial. Segundo estudiosos, ao atingir 40% de áreas devastadas, a floresta não poderá mais ser salva e a consequência disso virá para todos, apesar de apenas uma minoria se preocupar com isso.
Mas porque a Amazônia configura um cenário de segurança para todos em seu território?
Um dos fatores que colocam a Amazônia nesse patamar, diz respeito ao sistema hídrico da região, visto que é considerado o mais imponente do mundo. O Rio amazonas junto com seus afluentes, formam a maior bacia hidrográfica do mundo, comportando 1/5 de toda a água doce em forma liquida do planeta. A pluviosidade presente na Amazônia somada ao clima, quente e úmido, organizam um sistema de resfriamento e distribuição de água doce para outras regiões do Brasil.
Outra questão pertinente diz respeito, a proteção contra a formação de furacões, visto que, os furacões se formam principalmente a partir da velocidade dos ventos, e a Amazônia por causa do terreno rugoso de sua vasta vegetação, acaba servindo freio, impedindo que furacões se formem.
Acompanhando redes sociais, onde comentários de senso comum imperam, é possível observar a tentativa de diminuição da importância da floresta Amazônica para o mundo. Diante disso, é relevante que a discursão sobre o tema se estenda, que tenha início na educação infantil sendo intensificada durante toda educação básica e superior. Abandonar esses pensamentos de senso comum, promovendo a disseminação de conhecimentos e despertando preocupações acerca da Amazônia, favorecem a luta contra a devastação da floresta.

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