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LITERATURA INFANTIL 
 
 
Elaine Cristina Blaka 
Viviane Silva Beça 
Prof.: Valcíria Lana de Souza 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Licenciatura em Pedagogia (PED 1777) – Estágio Obrigatório I 
04/05/2019 
 
RESUMO 
 
O presente artigo tem por objetivo destacar a importância da literatura infantil, incentivando a 
leitura no processo de ensino e aprendizagem. A contação de histórias, o contato com o livro deve 
ser sempre incentivado, pois traz inúmeros benefícios a criança. É através das histórias que a 
criança estimula sua imaginação, interage, brinca e aprende, a literatura na educação infantil é 
extremamente importante e deve estar presente em todas as fases de aprendizagem delas. 
 
Palavras-chave: Literatura Infantil. Livro. Vivências de Estágio. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Dando seguimento a pesquisa, a área de concentração abordada são as metologias de ensino, 
trazendo como tema principal a literatura infantil. 
 
Incluir livros e leitura na vida das crianças é muito importante para o desenvolvimento delas. 
Unir o mundo real com o imaginário faz com que as crianças se tornem mais criativas. Ouvir 
histórias se torna algo tão prazeroso tanto para quem escuta quanto para quem o lê. A criança que 
escuta passa a interagir com a história, acrescentando detalhes, escolhe seu personagem favorito, ou 
seja, a literatura na vida da criança é muito importante, é ali que ela desenvolve sua identidade, 
ajuda a compreender melhor as relações em família. 
 
No mundo de hoje tão repleto de tecnologias esses momentos de leitura acabam sumindo, é 
preciso resgatar esse habito, pois para a criança é muito importante ter em seu crescimento estes 
momentos de imaginação, as histórias estimulam elas a pensar, evoluir seu vocabulário, a criar, a 
viver. 
 
A realização da prática de estágio da educação infantil foi efetuada na CMEI Estrada Nova, 
o primeiro contato foi com a entrega da carta de apresentação, em seguida termo de compromisso. 
A turma escolhida para desenvolvimento do projeto foi o Maternal II do período matutino, 
2 
 
composto por 15 alunos. A turma segue uma rotina de atividades diárias, tem um ambiente simples, 
porém muito acolhedor que proporciona o máximo de conforto possível às crianças. 
 
 
2 A HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL 
 
As primeiras publicações, com vista na infância, não foi algo exclusivo da Inglaterra ou da 
França, os contos de fadas se expandiram. No ano de 1812, os irmãos Grimm lançaram a coleção de 
contos de fadas no qual fez um grande sucesso que se tornou sinônimo de literatura para crianças. 
Ali se percebeu o público mais infantil tinha preferência por histórias fantasiosas e com muitas 
aventuras empolgantes, exemplo de Peter Pan (1911) de James Barrie. 
 
Já no começo do século XIX, onde foi considerado o momento em que a criança assumiria 
uma maior visibilidade, se inicia a preocupação e o respeito pelas necessidades e pelo 
desenvolvimento das crianças, elas passaram a se tornar objeto de maior atenção das ciências dentre 
elas a sociologia, psicologia e a educação. Sendo que a Literatura Infantil passou a desenvolver-se 
de maneira mais evidente. A Literatura Infantil surgiu com um caráter pedagógico, transmitindo 
normas e valores da sociedade com o propósito de instruir e formar ao transmitir valores e normas 
da sociedade com a finalidade de instrução e formação do caráter das crianças, com uma formação 
cívica, humanística, ética, espiritual e intelectual. Ainda hoje, se encontra esta postura com intuito 
didático, com objetivo de repassar ensinamentos conforme o olhar do adulto, trabalhada desta 
maneira ofusca e encontra-se essa postura com objetivos didáticos, ainda hoje, a fim de transmitir 
ensinamentos de acordo com a visão do adulto, empregada dessa forma ofusca a competência de 
oferecer condições para que o sujeito tenha uma visão crítica e autônoma diante da vida. (CASTRO, 
2016). 
 
Diante deste propósito, Lajolo (2002, p.17) deixa claro que as ligações entre a escola e a 
literatura começam a partir deste ponto: a habilitação das crianças para se consumir obras 
impressas. Diversas produções da Literatura Infantil foram escritas durante os séculos, por 
professores e pedagogos clássicos, onde os livros possuíam uma função determinada. 
 
No Brasil, como também na Europa, a valorização e a reconhecimento do livro ocorreu por 
meio da valorização destes, como um recurso pedagógico, com a intenção de demonstrar as crianças 
exemplos positivos de como conviver em sociedade. (ZILBERMAN, LAJOLO, 1993). 
 
3 
 
O surgimento da verdadeira Literatura Infantil para os autores analisados foi dado crédito a 
José Monteiro Lobato, por meio dos personagens por ele criados como: Emília, Narizinho, Dona 
Benta, entre outros mais. No ano de 1921 Lobato lança o livro ‘Narizinho Arrebitado’ no qual foi 
utilizado por várias escolas públicas, ele obteve um alto grau de sucesso que, mais tarde vários 
outros livros foram escritos em companhia dos personagens da turma do ‘Sítio do Pica Pau 
Amarelo’. (LOBATO, 2018). 
 
Lobato, a partir de então começou a investir de forma progressiva na literatura dedicada as 
crianças, tanto como autor como empresário que fundou algumas editoras. Na visão de Monteiro 
Lobato, quanto mais cedo à criança tem contato com textos literários, antes despertará sua 
imaginação e é cativada para a leitura, desenvolvendo maior facilidade de interesse pela leitura. No 
início do século XX se priorizou pesquisas em relação ao desenvolvimento cognitivo, físico, afetivo 
e emocional das crianças, sendo assim a Literatura Infantil passou por grande expansão. Entre as 
décadas de 30 a 60, tais obras literárias passaram a serem substituídas pelos livros didáticos, pelas 
cartilhas didáticas, gibis, livros informativos e outras linguagens tecnológicas. (ZILBERMAN, 
LAJOLO, 1993). 
 
Apenas na década de 70 a Literatura Infantil foi redescoberta e nomeada com um essencial 
fator para o desenvolvimento cultural e intelectual da criança. Foi nesta época que o Instituto 
Nacional do Livro (fundado em 1937) começou a coeditar, por meio de convênios, um número 
expressivo de obras infantis como também juvenis, neste período editores, professores e autoridades 
educacionais começaram a se preocupar com em investir na produção e elaboração de textos 
direcionados para a comunidade escolar, isto derivado do índice baixo de leitura. (PACHECO, 
2011). 
 
Contudo, as obras literárias destinadas aos leitores infantis somente se expandiram quando 
houve um crescente aumento de escritores e editoras com o surgimento da Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional (Lei 5692/71), doravante LDB, ao instituir o ensino da língua nacional 
através das obras literárias. (BRASIL, 1971). 
 
Segundo Lajolo (2002, p.123): 
 
Outra forma de adequação a esse mercado ávido, porem desabituado da leitura foi a 
inclusão, em livros dirigidos à escola, de instruções e sugestões didáticas: fichas de leitura, 
questionários e roteiro de compreensão de texto marcam o destino escolar de grande parte 
dos livros infanto-juvenis, a partir de então lançados, quando também se tornam comuns as 
visitas de autores a escolas, onde discutem sua obra com os alunos. 
4 
 
Reflexo desta nova situação desenvolveu-se um comércio especializado, que incentivou a 
abertura de livrarias voltadas ao público infantil, no qual ocorreu a atração diversos autores, até 
mesmo prestigiados e consagrados como Vinicius de Moraes, Cecília Meireles e Clarice Lispector. 
Os livros contemporâneos não eram mais considerados como sendo um auxílio do texto, e sim 
como um elemento autônomo e quase autossuficiente. Exemplo éChapeuzinho Amarelo (1979) de 
Chico Buarque no qual as letras e palavras estão incorporadas ao visual promovendo sentido no 
texto. Desta forma que os textos infantis buscam romper as raízes pedagógicas do seu surgimento, 
os textos começaram a assumir sua identidade verbal, ideológica e cultural, redescobrindo o que há 
de mais fantástico e imaginário. (COELHO, 1991). 
 
Existe hoje uma criação literária voltada à infância que está direcionada somente na 
necessidade de buscar um novo recurso pedagógico, e sim com funções lúdica e da libertação, 
visando preparar os seres para uma vida cheia de diversidade. A literatura hoje está sendo mais 
utilizada como gênero de leitura, uma obra literária que auxilia na formação da consciência de vida 
cultural e social. 
 
 
2.1 BENEFICIOS DA LITERATURA INFANTIL 
 
A literatura desperta reflexões cognitivas e afetivas, permitindo que a criança entre no 
mundo da imaginação e aguce sua curiosidade, o contato com histórias remete uma conexão do 
mundo e a realidade, segundo Coelho (2000): 
 
Desde as origens, a literatura aparece ligada a essa função essencial: atuar sobre as mentes, 
nas quais se decidem as vontades ou as ações; e sobre os espíritos, nos quais se expandem 
as emoções, paixões, desejos, sentimentos de toda ordem […]. No encontro com a literatura 
(ou com a arte em geral) os homens têm a oportunidade de ampliar, transformar ou 
enriquecer sua própria experiência de vida, em um grau de intensidade não igualada por 
nenhuma outra atividade (COELHO, 2000, p.29). 
 
Para que o objetivo com a leitura seja positivo, existem vários fatores neste caminho, sendo 
um dos mais relevantes à necessidade de os textos estarem adequados a cada fase de 
desenvolvimento infantil. Deve se enfatizar que o foco da literatura infantil não é o de alfabetizar e 
sim, garantir novas experiências com gêneros textuais, orais e escritos. Para Colomer e Sandroni 
(2007, p.68): 
 
Ler enriquece a todos até certo ponto, mas, como diz o escritor catalão Emili Teixidor, para 
certas obras o leitor não apenas precisa de ajuda, mas um certo ‘valor moral’, uma 
disposição de ânimo de ‘querer saber’. Nem todo mundo, nem sempre, o deseja. É útil 
5 
 
pensar a educação literária como uma aprendizagem de percursos e itinerários de tipo e 
valor muito variáveis. A tarefa da escola é mostrar as portas de acesso. A decisão de 
atravessá-las e em que medida depende de cada indivíduo. 
 
O livro deve fazer parte do dia a dia da criança, se tornando um hábito diário. Para que isso 
aconteça à escola deve proporcionar ambientes apropriados de leitura, bem como ter o contato com 
livros diversos, ou até mesmo bibliotecas e diversas atividades ou incentivos podem ser 
desenvolvidos em seu lar, local onde se sente mais a vontade para demonstrar seus sentimentos e 
expressões. 
 
 
3 VIVÊNCIAS DO ESTÁGIO 
 
 O desenvolvimento do Estágio da Educação Infantil começou com a observação de todo 
espaço físico, verificando as principais características do campo docente e da sala de aula a ser 
observada. As crianças tem autonomia, colaboram quando solicitadas, conhecem as regras da sala, e 
tem a curiosidade pelo novo muito aflorada. 
 
Diante disso Passerini (2007, p.32) complementa esse período descrevendo que: 
 
O Estágio Supervisionado é o primeiro contato que o aluno-professor tem com seu futuro 
campo de atuação. Por meio da observação, da participação e da regência, o licenciando 
poderá refletir sobre e vislumbrar futuras ações pedagógicas. Assim, sua formação tornar-
se-á mais significativa quando essas experiências forem socializadas em sua sala de aula 
com seus colegas, produzindo discussão, possibilitando uma reflexão crítica, construindo a 
sua identidade e lançando, dessa forma, um novo olhar sobre o ensino, a aprendizagem e a 
função do educador. 
 
A intervenção deste Estágio I da Educação Infantil realizou-se no período de 22 a 27 de abril 
de 2019, com o maternal II, compreendendo 20 horas. Nessa fase de intervenção adaptamos nosso 
plano de aula nas rotinas diárias já existentes na sala, como por exemplo, o lanche e o almoço 
realizados no refeitório, a “chamadinha” onde as crianças ficam sentadas em roda cantam a música 
e colocam sua foto no painel, escovação sempre após o lanche e a “hora do soninho” após o almoço. 
O tema abordado foi às cores primárias, percebi na prática o sentimento que as crianças têm de 
aprender e descobrir coisas novas, pois proporcionamos as crianças o conhecimento das cores 
através da contação de histórias, com a utilização de livros e com encenações das histórias 
propostas, que atraiu muito a atenção das crianças, desenvolvemos também diversas atividades 
lúdicas, pois a ludicidade na educação infantil é um meio muito rico que proporciona a criança 
aprender de uma forma prazerosa. No plano de aula planejamos trabalhar uma cor primária por dia, 
6 
 
com a seguinte ordem: na segunda-feira a cor amarela, terça-feira a cor azul, quarta-feira a cor 
vermelha, e na quinta e sexta-feira as três cores juntas para avaliar se as crianças fariam a 
diferenciação e as reconheceriam. 
 
Durante este período na unidade escolar, foram desenvolvidas diversas atividades 
explorando as cores, na segunda-feira trabalhamos a cor amarela: decoramos a sala com balões 
amarelos antes das crianças chegarem, fizemos a recepção das crianças com roda de conversa para 
nos apresentarmos e para falar das situações que vivenciaríamos durante toda a semana. Iniciamos 
as atividades contando a história do “sol e a nuvem”, logo após confecção e pintura individual da 
máscara do sol com lápis de cor, alguns demonstram melhor domínio que outros durante a pintura. 
Em seguida oferecemos banana para degustação, que é uma fruta de cor amarela, todos conheciam a 
fruta e se deliciaram. A próxima atividade contou com peças coloridas no chão e um bambolê, as 
crianças deveriam selecionar apenas as peças amarelas e colocar no centro do bambolê, a grande 
maioria conseguiu selecionar a cor amarela. Trouxemos para a sala e apresentamos a eles um 
pintinho amarelinho, as crianças cantaram a música do “pintinho amarelinho” para ele, todos 
ficaram encantados, muitos tinham curiosidade sobre ele, a maior parte das crianças pegou ele na 
mão para fazer carinho. 
 
Na terça-feira trabalhamos a cor azul, sala toda decorada com balões azuis, fizemos a 
recepção das crianças, sentamos para a roda de conversa para falarmos sobre a rotina do dia, 
cantamos a música da baleia, as crianças confeccionaram uma baleia em pote de iogurte, onde 
pintaram o pote com tinta guache azul utilizaram o pincel, neste momento percebemos que alguns 
têm dificuldade com a coordenação motora, depois brincaram livre com bloquinhos de montar, após 
a brincadeira iniciamos a atividade “a canoa virou”, as crianças receberam barcos de dobradura para 
pintar com canetinha, utilizamos um TNT azul que simbolizava o mar e uma caixa de papelão para 
simbolizar a canoa, as crianças entraram na caixa uma de cada vez, para cantarmos a música “a 
canoa virou”. Apresentamos a eles um pássaro azul, neste momento falamos sobre o pássaro o que 
eles comem, como vivem, ouvimos e respondemos as curiosidades. Neste dia as crianças ganharam 
pirulitos de cor azul para levar para casa. 
 
Por meio de uma aula lúdica, o aluno é estimulado a desenvolver sua criatividade e não a 
produtividade, sendo sujeito do processo pedagógico. Por meio da brincadeira o aluno 
desperta o desejo do saber, a vontade de participar e a alegria da conquista. Quando a 
criança percebe que existe uma sistematização na proposta de uma atividade dinâmica e 
lúdica, a brincadeira passa a ser interessante e a concentração doaluno fica maior, 
assimilando os conteúdos com mais facilidades e naturalidade. (KISHIMOTO, 1994, 
p.146). 
 
7 
 
Na quarta-feira foram feitas atividades da cor vermelha, toda sala enfeitada com balões 
vermelhos. Iniciamos o dia com a encenação da história do chapeuzinho vermelho, após o término 
da história eles degustaram as maçãs, em seguida pintaram o desenho de uma maçã com tinta 
guache vermelha. Outra atividade foi à dança das bolas vermelhas, estilo “dança da cadeira”, mas 
feito com bolas vermelhas de papel no chão, quando a música parava cada criança tinha que ficar 
em cima da bola quem ficava sem bola saia da brincadeira, foi um momento de grande descontração 
e houve grande competitividade. Em seguida fizemos uma experiência chamada “vulcão das cores” 
que obteve grande concentração e auxílio das crianças que ajudaram com os ingredientes 
necessários. Na última atividade as crianças pintaram um tecido com tinta guache amarela, azul e 
vermelha com as mãos com a finalidade de fazer almofadas para a sala. 
 
As atividades de quinta e sexta-feira reuniram as três cores primárias. Na quinta feira 
iniciamos com a roda de conversa, perguntamos as crianças qual é a cor favorita de cada um, 
contamos a história “bom dia todas as cores”, em seguida eles pintaram o desenho do camaleão, 
com lápis, canetinha e giz de cera, depois fizemos uma roda para a brincadeira “passa a cor passa a 
cor” com uma caixa com fichas coloridas, onde cada criança pegava uma ficha e falava o nome da 
cor da ficha, o objetivo era que ela acertasse a cor que pegou. Em seguida fizemos massinha de 
modelar, todas as crianças ajudaram com o manuseio dos ingredientes e amassaram até dar o ponto 
que pudessem brincar com a massinha, também brincaram na cama elástica e com brinquedos da 
sala. 
 
Na sexta feira iniciamos contando a história do “elefante Elmer”, em seguida 
individualmente as crianças preencheram o desenho do elefante com a massinha de modelar feito 
por elas, depois fomos até o parque para brincar ao ar livre de “elefante colorido”, e também da 
brincadeira “descobrindo as cores” onde eles olhavam através de um plástico colorido e tudo ficava 
somente de uma cor. Também fizemos a atividade das garrafas mágicas com água e corante, quando 
a criança chacoalhava acontecia à mágica e água ficava colorida. Voltamos para a sala e realizamos 
explosão das cores, onde colocamos corante no leite e quando pingamos detergente acontece um 
efeito mágico onde a cor reage, foi uma atividade que as crianças ficaram muito concentradas. 
 
Durante toda intervenção, enfeitamos a sala de uma maneira bem colorida, todas as 
atividades foram desenvolvidas com o máximo de materiais e métodos possíveis para que houvesse 
o momento que a ludicidade e aprendizagem caminham juntas. E assim finalizou-se o período de 
intervenção, e para completar esse processo, as palavras escritas no site Estagiários Ponto Com 
(2019, p.1) completa que: 
8 
 
A fase da Regência é o momento em que o estagiário assume determinadas salas de aulas, 
sob a indicação, orientação e acompanhamento e avaliação do professor titular da 
disciplina. A regência é o momento de vivenciar a prática profissional de forma continuada, 
completando uma etapa do processo: Desenvolvimento teórico de uma unidade de ensino 
→ desenvolvimento de aplicações e exercícios de fixação da aprendizagem → avaliação da 
aprendizagem dessa unidade de ensino. 
 
 
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (considerações finais) 
 
O estágio é o momento onde se tem a oportunidade de conhecer o cotidiano da vida escolar, 
aplicar os conhecimentos recebidos em teoria transformando em práticas educativas e vivenciar as 
mais diversas reações dos alunos ao recebê-las. Ter a supervisão da professora titular é de suma 
importância, nos dá segurança e também auxílio nos momentos de dúvida. A avaliação e as dicas 
recebidas pela professora titular nos dá a oportunidade de melhorarmos e corrigir falhas a cada dia. 
Estar em sala de aula e vivenciar todas as situações que tive neste período me fizeram ver a 
realidade como um todo, as necessidades dos alunos, muitos deles com precariedade nas 
necessidades básicas como alimentação e vestuário, alguns alunos só tem alimentação com 
qualidade na escola, através disso percebi que eles não vêm pra escola apenas em busca de 
conhecimento, mas sim de carinho, proteção e acolhimento. 
 
É fundamental incentivar as crianças desde pequenos para a importância de se praticar a 
literatura infantil, pois, conforme desenvolvido nesse período de estágio, foi possível perceber que o 
hábito pela leitura não tem idade, e é na infância que se deve mostrar o que isto nos proporciona, 
não só em contexto literário, mais também no conhecimento de palavras que podem ser usadas no 
dia a dia de nosso conviver, e ainda mais, a literatura infantil também enriquece nos levando a um 
caminho de imaginação, de forma significativa e prazerosa e principalmente lúdica. E isso foi 
possível constatar durante esse estágio, pois era visivelmente possível notar que gostavam do que 
estavam ouvindo e visualizando, e esperamos que com isso, podemos tirar alunos que curtam e 
pratiquem a leitura, pois nós estagiários a futuros pedagogos fizemos nossa parte, cabe agora à 
professora regente continuar a desenvolver esse processo de estudo e pratica do hábito literário. 
 
Durante este período constatei que existem vários métodos para se trabalhar o mesmo tema, 
pois os alunos sempre estão evoluindo, tem curiosidade e gostam de aprender. Nós como educares 
temos que escolher a melhor ferramenta para trabalhar as atividades e alcançar o objetivo da 
atividade proposta. Nota-se que quando a criança tem a oportunidade de vivenciar a atividade 
apresentada, ou seja, manusear, fazer ela mesma, a atividade se torna muito mais rica e prazerosa, 
podemos enriquecer toda e qualquer atividade incluindo, histórias, músicas, imagens, trabalhos 
9 
 
manuais, atividades lúdicas, desta maneira a criança se sente motivada a aprender de forma 
prazerosa, sem sacrifícios e sim com vontade de descobrir ainda mais. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BARRIE, J. M. Peter Pan. Londres: Kirriemuir, 1911. 
 
BRASIL. Lei de Diretrizes e Base de 1971. Lei no 5.692, de 11 de agosto de 1971. Disponível em: 
<https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/128525/lei-de-diretrizes-e-base-de-1971-lei-5692-
71>. Acesso em: 07 mai. 2019. 
 
BUARQUE, Chico. Chapeuzinho Amarelo. Belo Horizonte: Autêntica, 1979. 
 
CASTRO, Eline Fernandes. A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da 
criança. 2016. Disponível em: <https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-
literatura-infantil-para-desenvolvimento.htm> Acesso em: 15 mar. 2019 
 
COELHO, N. N. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000. 
 
_____________. Panorama histórico da literatura infanto/juvenil. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1991. 
 
COLOMER, T; SANDRONI, Laura. Formação de leitor literário: Narrativa infantil e juvenil 
atual. Editora: Global. São Paulo, 2003. 
 
ESTAGIÁRIOS PONTO COM. O que é a Regência em sala de aula? 2019. Disponível em: 
<https://estagiomatufmt.wordpress.com/etapas-do-estagio/a-regencia/>. Acesso em: 20 jun. 2019. 
 
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Livraria Pioneira 
Editora, 1994. 
 
LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 5ª ed. São Paulo: Ática, 2002. 
 
LOBATO, Monteiro. Coletania. São Paulo: Girassol Brasil, 2018. 
 
PACHECO, George dos Santos. Educação infantil: a importância da literatura na formação de 
leitores de mundo. Disponível em: 
<https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/educacao-infantil-importancia-literatura-na-formacao-leitores-mundo.htm>. Acesso em: 20 mar. 2019 
 
PASSERINI, Gislaine Alexandre. O estágio supervisionado na formação inicial de professores 
de pedagogia na ótica de estudantes do curso de licenciatura. Paraná: Universidade Estadual de 
Londrina, 2007. 
 
ZILBERMAN, R.; LAJOLO, M. Um Brasil para crianças: para conhecer a Literatura Infantil 
brasileira: histórias, autores e textos. São Paulo: Global, 1993. 
10 
 
ANEXOS 
 
Figura 1 – Máscara do Sol Figura 2 – Visita do pintinho 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora 
 
 
 
 
Figura 3 – A canoa virou Figura 4 – Visita do pássaro azul 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora 
 
 
 
 
Figura 5 – O mundo das cores Figura 6 – Momento de história 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
Figura 7 – Dinâmica das cores Figura 8 – Elmer e a massinha caseira 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora 
 
 
Figura 9 – Explosão das cores Figura 10 – Entrega das almofadas Figura 11 - Garrafas mágicas 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora Fonte: Autora 
 
 
Figura 12 – Maçãs da Vovó Figura 13 – Pintura tecidos Figura 14 – Contato com livro 
 
Fonte: Autora Fonte: Autora Fonte: Autora

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