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1 
 
 
 
 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA 
NÚCLEO DE SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
 
 
 
 
CADERNETA DE ESTÁGIO 
ESTUDO FARMACOLÓGICO 
(Semiologia e Semiotécnica) 
 
 
 
 
SORAIA SANTIAGO DE LIMA RAMALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porto Velho 
2015 
 
2 
 
ACEBROFILINA 
(Broncodilatador) 
 
Nome comercial: BRONDILAT 
Apresentações: Xarope 
Administração: VO; 
Indicações: Broncodilatador, mucolítico e expectorante. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
a outros derivados da xantina e em casos de hipertensão. O 
produto deve ser usado com cautela em pacientes que 
apresentem cardiopatias, hipertensão, hipoxemia severa e 
ulcera péptica. Gravidez: evitar o uso de acebrofilina xarope 
durante o primeiro trimestre da gravidez. 
Reações adversas: Desconforto gastrintestinal (náuseas) e, 
ocasionalmente, tonturas. 
Interações: A acebrofilina interage com outros derivados da 
xantina e com betabloqueadores. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. 
3 
 
Durante o tratamento, o paciente não deverá receber 
qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do 
médico. 
Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos (2-3 
litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções. 
Instrua o paciente sobre a importância da manutenção da 
limpeza e desinfecção cuidadosa dos aparelhos de 
nebulização. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo e o consumo 
de álcool, como também o uso de qualquer outra droga ou 
medicação, sem o conhecimento do médico, durante a 
terapia. 
Durante a terapia, avalie: cada caso individualmente; e 
recomende: manobras que facilitam a liberação das secreções 
broncopulmonares (tapotagem, drenagem postural, exercícios 
respiratórios, tosse profunda). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada sempre 10min. após a 
ingestão de alimentos para evitar desconforto GI. 
 
4 
 
ACETILCISTEÍNA 
(Antídoto [paracetamol], mucolítico) 
 
Nome comercial: FLUIMUCIL, FLUCISTEIN. DISPONÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES PARA USO NASAL. 
Apresentações: Xarope 
Administração: VO; 
Indicações: Fluidifica as secreções mucosas, facilitando a 
mobilidade e expectoração (inalação). Tratamento de 
emergência (dentro de 24h) da superdosagem de paracetamol 
potencialmente hepatotóxica. Mucolítico no tratamento das 
condições associadas com secreções mucosas viscosas e 
espessas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de insuficiência respiratória grave 
ou asma, encefalopatia devido a prejuízo hepático, historia de 
sangramento GI (uso oral apenas) e em pacientes debilitados 
ou idosos. Gestação ou lactação: segurança ainda não 
estabelecida. 
Reações adversas: Dermatológicas: urticária. 
GI: náusea, vômito. 
Otorrinolaringológicas: rinorréia, estomatite. 
Respiratórias: aumento das secreções. 
SNC: sonolência. 
Outras: calafrios, febre. 
5 
 
Interações: Carvão ativado: absorção da acetilcisteína e 
redução de sua eficácia como antídoto. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
Informe ao paciente que, conforme o tratamento progride, 
diminui o odor desagradável inicialmente apresentado pela 
droga. 
Esta droga não é compatível com antibióticos, portanto deve 
ser administrada separadamente. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação, exceto sob rigorosa supervisão médica (segurança 
ainda não estabelecida). No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. 
Recomenda-se cautela também nos casos de insuficiência 
respiratória grave ou asma, encefalopatia devido a prejuízo 
hepático, historia de sangramento GI (uso oral apenas) e em 
pacientes desabilitados ou idosos. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
6 
 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos (2-3 
litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções, 
durante a terapia. 
Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. Recomende ao paciente que evite o 
tabagismo e o consumo de álcool, como também o uso de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Superdosagem de paracetamol: explique ao paciente o 
objetivo da medicação. 
Durante a terapia, avalie: cada caso individualmente; e 
recomende: manobras que facilitam a liberação das secreções 
broncopulmonares (tapotagem, drenagem postural, exercícios 
respiratórios, tosse profunda). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
Inalação: instrua o paciente: a desobstruir as vias aéreas 
tossindo intensamente antes de receber o tratamento; sobre a 
importância da manutenção da limpeza e desinfecção 
cuidadosa dos aparelhos de nebulização. 
 
7 
 
ACICLOVIR 
(Antivirótico sistêmico e tópico) 
 
Nome comercial: ZOVIRAX, ACICLOR, ACIVERAL, ACIVIRAX, 
ANCLOMAX, HERPESIL, UNI VIR. 
Apresentações: Comprimido; Pó para Solução injetável e 
Creme dermatológico. 
Administração: VO, IV e tópico (dermatológico e oftálmico); 
Indicações: Usado no tratamento de Herpes genital, Herpes 
simples e Varicela. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de distúrbio neurológico ou renal, 
desidratação e em pacientes sob uso concomitante de drogas 
nefrotoxicas. 
Reações adversas: CV: hipotensão. 
Dermatológicas: rash, prurido. 
GI: náusea, vômito, diarreia. 
GU: elevação da creatinina, hematúria. 
Locais: inflamação, erupção vesicular, flebite (IV). 
SNC: associadas á 1ª dose – cefaleia, distúrbios encefálicos, 
(letargia, tremor, confusão, agitação, convulsão, coma). 
Interações: Probenecida: aumento do nível sanguíneo do 
aciclovir (recomenda-se monitorizar a toxicidade). Zidovudina: 
possível letargia ou desmaio. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
8 
 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. A medicação controla a infecção, mas não cura a 
doença, e deve ser usada somente para interromper o inicio 
da infecção. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente em pacientes 
com distúrbios neurológicos ou com antecedentes de reação a 
drogas neurotoxicas, devido a maior suscetibilidade de 
desenvolvimento de encefalite. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas e os principais sinais de infecção 
(dor no local, prurido, queimação) e que, diante a ocorrência 
de qualquer um deles, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2,5 litros/dia, paradiminuir o risco de nefrotoxicidade, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore: os níveis de creatinina e, diante 
qualquer elevação, comunique imediatamente ao médico. 
IM ou SC: a medicação NÃO deve ser administrada por essas 
vias. 
IV: infunda, no mínimo, em 1h, para prevenir distúrbio renal; 
concentrações > 10mg/ml estão associadas com alta 
incidência de flebite. 
9 
 
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 
(Analgésico, AINE, Antitérmico, Antiagregante Plaquetário, 
Antirreumático). 
 
Nome comercial: ASPIRINA, AAS, SOMALGIN. DISPONÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO; 
Indicações: Angina pectoris instável, profilaxia do IAM e após 
cirurgia arterial. AVC isquêmico coronarianos. Trombose 
venosa e embolia pulmonar. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera ou 
sangramento GI. Crianças ou adolescentes com varicela 
(devido à associação epidemiológica com síndrome de Reye). 
Gestação (recomenda-se evitar o uso, devido a possíveis 
maiores riscos de hemorragia materno-fetal e de defeito 
cardíaco congênito ou outras malformações). Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção renal, 
hipotrobinemia, deficiência de vitamina K e em pacientes 
asmáticos. 
Reações adversas: Dermatológicas: rash. 
GI: náusea, vômito, desconforto GI, sangramento oculto. 
Hematológicas: tempo de sangramento prolongado, 
hematoma. 
Hepáticas: disfunção hepática. 
Otorrinolaringológicas: zumbido, perda da audição. 
10 
 
Outras: Síndrome de Reye. 
Interações: Anti-hipertensivos: diminuição do efeito dessas 
drogas. 
Antiácidos: diminuição do efeito. 
Corticosteroides: maior eliminação do salicitato (possível 
hemorragia). 
Heparina: maior risco de sangramento (recomenda-se evitar o 
uso concomitante). 
Hipoglicêmicos orais: aumento do efeito dessas drogas. 
Ingestão concomitante com álcool pode ocasionar hemorragia 
gastrointestinal e aumentar o tempo de sangramento. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também 
nos casos de disfunção renal, hipoprotrombinemia, deficiência 
de vitamina K e em pacientes asmáticos. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e os 
11 
 
principais sinais de infecção (dor no local, prurido, queimação) 
e que, diante a ocorrência de qualquer um deles, 
principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico 
deverá ser comunicado. 
A medicação inibe a agregação plaquetária, portanto o seu 
uso deve ser suspenso 5-7 dias antes da realização de cirurgias 
eletivas. 
Recomende ao paciente a manutenção de uma boa ingestão 
de líquidos, que use escovas de dente macias e barbeador 
elétrico, evite a prática de esportes e que seja especialmente 
cuidadoso para evitar quedas, para prevenir sangramentos, 
durante a terapia. 
Pode ocorrer zumbido devido ao aumento das concentrações 
plasmáticas, embora não seja um indicativo de toxicidade. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante terapias prolongadas, monitore: hematócrito; 
hemoglobina; tempo de protrombina; função renal; sinais de 
petéquias ou de sangramentos gengivais ou GI. 
Exames laboratoriais podem causar: possíveis aumentos dos 
níveis sanguíneos (TGO, TGP, fosfatase alcalina, bilirrubina). 
Superdosagem e Toxicidade: nas crianças com febre e 
desidratadas, pode haver desenvolvimento mais rápido de 
12 
 
toxicidade; os pacientes idosos são mais suscetíveis aos 
efeitos tóxicos da medicação. 
VO: a medicação pode ser administrada com leite ou 
alimentos, antiácidos ou com um copo cheio de água, para 
diminuir as reações adversas GI. 
 
13 
 
ALBENDAZOL 
(Anti-helmíntico de amplo espectro) 
 
Nome comercial: ZENTEL, ZOLBEN, PARASIN. 
Apresentações: Comprimido / Suspensão oral 
Administração: VO e IV; 
Interações: Efeito antiparasitário sobre nematoides e a 
maioria dos cestoides. Propriedades ovicida, larvicida e 
helminticida (tratamento de ancilostomíase, ascaridíase, 
oxiuríase, necaturíase, teníase, tricuríase e estrongiloidíase). 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade aos 
benzimidazóis. Gestação ou lactação. Crianças < 2 anos. 
Reações adversas: Dermatológicas: prurido, alopecia 
(reversível). 
GI: dor epigástrica, diarreia, náusea, vômito, boca seca. 
SNC: cefaleia, tontura. 
Interações: Cimetidina, dexametasona e praziquantel: 
aumento da concentração e dos efeitos da droga; maior risco 
de reações adversas. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado e não 
interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, 
ainda que alcance melhora. 
A medicação não deve ser usada em crianças < 2 anos, 
mulheres em idade fértil nem durante a gestação ou lactação. 
A paciente deverá informar ao médico a ocorrência da 
14 
 
gravidez, durante a terapia ou após o seu término, como 
também se está amamentando. Recomende a paciente o 
emprego de algum método contraceptivo adequado e seguro, 
durante a terapia e até 1 mês após o seu término. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
sinais e sintomas de disfunção hepática (fadiga incomum, 
anorexia, náusea, vômito icterícia, urina escura ou fezes 
descoloradas), como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir 
ou outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Cisto hidático: a medicação deve ser usada durante 28 dias, 
suspensa por 14 dias e repetida durante 3 ciclos. 
Neurocisticercose: também deve ser instituída, conforme 
necessário, terapia adequada de esteroides e 
anticonvulsivantes. 
Anteriormente ao inicio da terapia, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à droga, disfunção hepática ou diabetes; a 
pele (cor, lesões e área adjacente); e monitore: funções 
15 
 
hematológicas, hepática e renal; durante a terapia, monitore: 
a função hepática. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada com alimentos. 
 
16 
 
AMINOFILINA 
(Broncodilatador) 
 
Nome comercial: AMINOFILINA, AMINOTRAT. 
Apresentações: Comprimidos; Solução Injetável; Solução Oral. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Indicado na asma brônquica, bronquite crônica e 
doença pulmonar crônica. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Arritmias 
preexistentes (principalmente taquicardia). Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, ICC, ulcera 
péptica, hipertireoidismo, diabetes mellitus e em crianças. 
Reações adversas: CV: palpitações, taquicardia sinusal, 
extrassístole, hipotensão. 
Dermatológicas: urticaria. 
GI: náusea, vômito, dispepsia, peso no estômago, diarreia. 
Respiratórias:aumento da frequência respiratória. 
SNC: anorexia, inquietação, nervosismo, tontura, cefaleia, 
insônia, convulsão. 
Interações: Adenosina: diminuição do efeito antiarrítmico. 
Barbitúricos, carbamazepina, fenitoína, nicotina e rifampicina: 
aumento do metabolismo da aminofilina – recomenda-se 
monitorar a diminuição do efeito da aminofilina. 
Bloqueadores beta-adrenérgicos: antagonistas o propranolol 
pode causar broncoespasmo em pacientes sensíveis; 
recomenda-se usar com cautela. 
17 
 
Cimetidina, contraceptivos orais, eritromicina e quinolonas 
(ciprofloxacino): recomenda-se monitorizar os sinais de 
toxicidade. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. 
O paciente deverá receber hidratação adequada, durante a 
terapia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, a ingestão de 
cafeinados (café, chá, chocolate u refrigerantes à base de 
cola), o uso de qualquer outra droga ou medicação (inclusive 
vacinas), sem conhecimento do médico, durante a terapia. 
Antes da administração: mantenha diazepam prontamente 
disponível. 
Durante a terapia, monitore: as frequências respiratória e 
cardíaca; o possível desenvolvimento de reações adversas 
(principalmente convulsão); a resposta clinica, a tolerância e a 
18 
 
função pulmonar e informe ao médico para possibilitar, 
conforme necessário, o ajuste da dose. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: os comprimidos devem ser ingeridos com um copo de 
água, durante as refeições, para evitar desconforto ou dor no 
estômago. 
IV: infunda lentamente; observe as reações (queimação no 
local da infusão). 
 
 
19 
 
AMOXICILINA 
(Antibiótico) 
 
Nome comercial: AMOXIL, AMOXINA, AMOXITAN, 
NOVOCILIN, VELAMOX. 
Apresentações: Cápsulas; Comprimido e Pó para suspensão 
oral. 
Administração: VO, IM e IV; 
Indicações: Infecções sistêmica, aguda e crônica do trato 
respiratório causadas por organismos Gram-positivos e Gram-
negativos sensíveis. Amigdalite, bronquite, faringite, otite, 
sinusite. Infecções do trato respiratório baixo. Febre tifoide. 
Infecções da pele e tecidos moles. Infecções geniturinárias. 
Profilaxia de endocardite bacteriana. Em associação com 
outras drogas, para erradicação do Helicobacter pylori. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade às 
penicilinas e cefalosporinas. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
urticária. 
GI: náusea, vômito, diarreia. 
Hematológicas: anemia, trombocitopenia, eosinofilia, 
leucopenia. 
Outras: choque anafilático. 
Interações: Alopurinol: maior risco de eritema maculopapular 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
20 
 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro 
de 3 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de 
resposta ou se não houver qualquer melhora da infecção, 
comunique imediatamente ao médico e realize teste de 
cultura para sensibilidade. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, febre 
e diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes a administração, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos a outras 
substâncias também podem desenvolver reações a essa 
droga). 
Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: 
debilidade e imunodepressão (principalmente em pacientes 
idosos). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
21 
 
VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; 
a medicação deve ser administrada 1h antes de outros 
antibióticos. 
 
 
22 
 
AMPICILINA 
(Antibiótico bactericida) 
 
Nome comercial: AMPLACILINA, BINOTAL, CILINON, UNI 
AMPICILIN. 
Apresentações: Cápsulas; Pó para suspensão oral e pó para 
solução injetável. 
Administração: VO, IM e IV; 
Indicações: Usado no tratamento das infecções de pele e dos 
tecidos moles, respiratórias e geniturinárias, otite média, 
sinusite, meningite, septicemia e na profilaxia da endocardite. 
Contraindicações e precauções: História de reações de 
hipersensibilidade às penicilinas e cefalosporinas. 
Mononucleose infecciosa. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
urticária. 
GI: náusea, vômito, diarreia, estomatite. 
Hematológicas: anemia, trombocitopenia, eosinofilia, 
leucopenia. 
Outras: choque anafilático. 
Interações: Alopurinol: aumenta a probabilidade de 
ocorrência de reações alérgicas da pele. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
23 
 
A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro 
de 3 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de 
resposta ou se não houver qualquer melhora da infecção, 
comunique imediatamente ao médico e realize teste de 
cultura para sensibilidade. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, febre 
e diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes a administração, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos a outras 
substancias também podem desenvolver reações a essa 
droga). 
Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: 
debilidade e imunodepressão (principalmente em pacientes 
idosos). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; 
a medicação deve ser administrada 1h antes de outros 
antibióticos. 
24 
 
IM ou IV: administre com soluções fisiológicas (IM ou IV) ou 
glicosada 5% (IV); infunda em 15-30min.; monitore os sinais de 
flebite; não misture com outras drogas; a medicação deve ser 
administrada 1h antes de outros antibióticos. 
 
 
25 
 
ATENOLOL 
(Antiarrítmico, Bloqueador beta, Hipotensor arterial) 
 
Nome comercial: ATENOL, ABLOK, ANGIPRESS, ATENOBAL, 
ATENOPRESS, ATENORM, PLENACOR. 
Apresentações: Comprimido 
Administração: VO; 
Indicações: Betabloqueador cardiosseletivo. Usado no 
tratamento da Hipertensão arterial. Angina pectoris. 
Contraindicações e precauções: Bradicardia, bloqueio AV (1º 
grau). Choque cardiogênico. Use cuidadosamente nos casos 
de ICC e em pacientes com broncoespasmo, asma ou 
enfisema. 
Reações adversas: Dermatológicas: rash. 
GI: náusea, vômito, diarreia. 
Respiratórias: broncoespasmo, dispneia. 
SNC: fadiga,letargia. 
Outras: febre. 
Interações: Anti-hipertensivos: aumento do efeito hipotensivo 
(recomenda-se usar com cautela). 
Digitálicos, diltiazem e verapamil: bradicardia (recomenda-se 
usar com cautela). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado (todos os dias 
sempre no mesmo horário), e não interromper o tratamento, 
sem o conhecimento do medico, ainda que alcance melhora. 
26 
 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou 
sem o conhecimento do medico. Informe ao paciente os 
sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (angina 
e IAM). As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, 
durante mais de 2 semanas. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de ICC 
e em pacientes com broncoespasmo, asma ou enfisema 
(principalmente em doses 100mg). 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente que evite os substitutos do sal e os 
alimentos que contem altos níveis de potássio ou sódio, 
exceto quando prescritos pelo nutricionista. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, monitore: periodicamente o pulso 
radial e, diante pulso < 60bpm, não administre a droga sem o 
conhecimento do médico. 
27 
 
Durante a terapia, monitore: a PA (o uso da medicação pode 
mascarar os sinais de choque ou hipoglicemia). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições; 
para evitar reações GI. 
 
 
28 
 
AZITROMICINA 
(Antibiótico) 
 
Nome comercial: ZITROMAX, AZI, AZIMIX, AZITRAX, 
AZITRON, CLINDAL AZ, MACAZI, MAZITROM, SELIMAX, 
ZIDIMAX. 
Apresentações: Comprimido / Suspensão oral 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Tem ação bactericida ou bacteriostática, 
dependendo de sua concentração. Usado para tratamento das 
infecções em DPOC causadas por Haemophilus influenzae, 
Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae. Infecções 
de pele causadas por Staphylococcus aureus e Streptococcus 
pyogenes. Uretrite ou cervicite causada por Chlamydia 
trachomatis. Pneumonia. Doença inflamatória pélvica. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
a eritromicina. Gonorreia ou sífilis. Imunodeficiência (AIDS ou 
câncer). Pacientes idosos ou debilitados. Use cuidadosamente 
nos casos de disfunção hepática. 
Reações adversas: CV: palpitações, dor no peito, angioedema. 
Dermatológicas: rash, foto sensibilidade. 
GI: náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, dispepsia, 
flatulência, melena, colite, icterícia. 
GU: monilíase, vaginite, nefrite. 
SNC: desmaio, cefaleia, fadiga, sonolência. 
29 
 
Interações: Antiácidos (alumínio e magnésio): diminuição do 
nível plasmático da azitromicina. 
Teofilina: aumento do nível plasmático dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
A medicação não deve ser usada nos casos de gonorreia ou 
sífilis. Imunodeficiência (AIDS ou câncer) nem em pacientes 
idosos ou debilitados. Recomenda-se cautela nos casos de 
disfunção hepática. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para prevenir reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite 
dirigir ou outras atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
30 
 
Antes da administração, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à droga (pacientes alérgicos à eritromicina 
também podem desenvolver reações a essa droga; os 
resultados da cultura e do antibiograma). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada com o estômago vazio 
1h antes ou 2h após as refeições, para não prejudicar a sua 
absorção; a medicação não deve ser administrada com 
antiácidos. 
 
31 
 
AZTREONAM 
(Antibiótico bactericida) 
 
Nome comercial: AZACTAM 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV; 
Indicações: Infecções nos tratos urinário e respiratório. 
Infecções da pele, intra-abdominais, cirúrgicas e ginecológicas, 
septicemia e infecções causadas por organismos aeróbicos. 
Infecções sistêmicas graves. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente em pacientes idosos. 
Reações adversas: CV: hipotensão. 
GI: diarreia, náusea, vômito. 
Hematológicas: neutropenia, anemia. 
Locais: tromboflebite (IV); edema e dor (IM). 
SNC: convulsão, cefaleia, insônia. 
Outras: choque anafilático, rash, elevações transitórias de 
TGO e TGP. 
Interações: Furosemida e probenecida: aumento dos níveis 
sanguíneos de aztreonam (recomenda-se evitar o uso 
concomitante). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
32 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à droga. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
 
 
33 
 
BENZILPENICILINA BENZATINA 
(Antibiótico bactericida [penicilina natural]) 
 
Nome comercial: BENZETACIL 
Apresentações: Suspensão injetável. 
Administração: IM; 
Indicações: Efeito bactericida contra bactérias suscetíveis; 
Estreptococos. Erisipela. Sífilis. Profilaxia da febre reumática. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia a 
droga ou as outras penicilinas (possibilidade de reatividade 
cruzada com cefalosporinas). Algumas formulações podem 
conter tartrazina e devem ser evitadas em pacientes com 
hipersensibilidade prévia. 
Reações adversas: Dermatológica: rash, urticária. 
GI: diarreia, desconforto epigástrico, náusea, vômito, colite 
pseudomembranosa. 
GU: nefrite intersticial. 
Hematológicas: eosinofilia, anemia hemolítica, leucopenia. 
Local: dor (IM). 
SNC: convulsão. 
Outras: reações alérgicas (anafilaxia, doença do soro), 
superinfecção. 
Interações: Metotrexato: menor eliminação dessa droga e 
maior risco de toxicidade grave. 
34 
 
Probenecida: redução da excreção renal e aumento dos níveis 
sanguíneos da penicilina (a terapia pode ser combinada para 
esse objetivo). 
Tetraciclinas: diminuição do efeito da penicilina. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper otratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que o 
paciente alcance melhora. 
Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá 
informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja 
usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem 
prescrição médica), como também se tem ou já teve outros 
problemas de saúde e reação alérgica qualquer medicamento 
(inclusive antibióticos). 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. 
Informe ao paciente, que esteja recebendo tratamento para 
sífilis, que a medicação não o protege contra doenças 
sexualmente transmissíveis (DSTs). Os pacientes devem ser 
orientados quanto às medidas de proteção necessárias para se 
35 
 
evitar a disseminação das DSTs, inclusive o vírus da 
imunodeficiência adquirida (HIV). Recomende que o paciente 
evite manter relações sexuais, durante o tratamento, ou que 
utilize preservativos. Informe, também ao paciente que o seu 
parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá ser 
submetido a exame médico e, conforme necessário, receber a 
medicação para evitar reinfecção. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração da primeira dose, avalie: reações de 
hipersensibilidade; os resultados da cultura e do 
antibiograma; antes do inicio de durante a terapia: o paciente 
deverá receber hidratação adequada, principalmente aqueles 
desidratados, nos quais a excreção da droga é menor, para 
evitar prejuízo renal. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: antes de aspirar, agite o frasco; administre lenta e 
profundamente no músculo glúteo no quadrante lateral 
superior; não massageie o local da injeção. 
 
36 
 
BENZILPENICILINA POTÁSSICA 
(Antibiótico bactericida [penicilina natural]) 
 
Nome comercial: PENICILINA G POTÁSSICA 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV; 
Indicações: Pneumonia pneumocócica, faringite 
estreptocócica, sífilis e gonorreia. Tratamento de infecções 
enterocócicas (requer a adição de um aminoglicosideo). 
Prevenção de febre reumática. Meningite. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia as 
penicilinas (possibilidade de reatividade cruzada com 
cefalosporinas). Algumas formulações podem conter 
tartrazina e devem ser evitadas em pacientes com 
hipersensibilidade prévia. 
Reações adversas: Dermatológica: rash, urticária. 
GI: diarreia, desconforto epigástrico, náusea, vômito, colite 
pseudomembranosa. 
GU: nefrite intersticial. 
Hematológicas: eosinofilia, anemia hemolítica, leucopenia. 
Local: dor (IM), flebite (IV). 
SNC: convulsão. 
Outras: reações alérgicas (anafilaxia, doença do soro), 
superinfecção. 
Interações: Metotrexato: menor eliminação dessa droga e 
maior risco de toxicidade grave. 
37 
 
Probenecida: redução da excreção renal e aumento dos níveis 
sanguíneos da penicilina (a terapia pode ser combinada para 
esse objetivo). 
Tetraciclinas: diminuição do efeito da penicilina G potássica. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. O 
tratamento deverá ser mantido, durante 48-72h, após o 
paciente tornar-se assintomático. 
Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá 
informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja 
usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem 
prescrição médica), como também se tem ou já teve outros 
problemas de saúde e reação alérgica a qualquer 
medicamento (inclusive antibióticos). 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. 
Informe ao paciente, que esteja recebendo tratamento para 
sífilis, que a medicação não o protege contra doenças 
38 
 
sexualmente transmissíveis (DSTs). Os pacientes devem ser 
orientados quanto às medidas de proteção necessárias para se 
evitar a disseminação das DSTs, inclusive o vírus da 
imunodeficiência adquirida (HIV). Recomende que o paciente 
evite manter relações sexuais, durante o tratamento, ou que 
utilize preservativos. Informe, também ao paciente que o seu 
parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá ser 
submetido a exame médico e, conforme necessário, receber a 
medicação para evitar reinfecção. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração da primeira dose, avalie: reações de 
hipersensibilidade; os resultados da cultura e do 
antibiograma. 
Antes do inicio de durante a terapia: o paciente deverá 
receber hidratação adequada, principalmente aqueles 
desidratados, nos quais a excreção da droga é menor, para 
evitar prejuízo renal. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: antes de aspirar, agite o frasco; informe ao paciente que a 
administração por esta via é dolorosa; administre lenta e 
39 
 
profundamente no músculo glúteo no quadrante lateral 
superior; não massageie o local da injeção. 
IV: dilua em água destilada; para infusão, dilua em 100 ml de 
soro fisiológico 0,9% e infunda em 1h; durante a 
administração, monitore os eletrólitos (sódio e potássio) e 
mantenha prontamente disponível equipamento de 
ressuscitação; após a diluição, a solução de mantém estável 
durante 24h (temperatura ambiente) e 1 semana (geladeira). 
 
 
40 
 
BROMAZEPAM 
(Tranquilizante) 
 
Nome comercial: LEXOTAN, BROMOXON, SOMALIUM, UNI 
BROMAZEPAX. 
Apresentações: Comprimidos 
Administração: VO; 
Indicações: Ansiolítico pertencente à classe dos 
benzodiazepínicos, os quais promovem a depressão do SNC, 
produzindo desde fraca sedação até hipnose e coma. Usado 
como cloridrato. 
Contraindicações e precauções: Pacientes com 
hipersensibilidade aos benzodiazepínicos ou qualquer 
componente do produto. Lactação. Glaucoma de ângulo 
fechado. Primeiro trimestre da gravidez. 
Reações adversas: SNC: cansaço, sonolência. 
Interações: Álcool e drogas de ação central: possível 
intensificação do efeito sedativo. 
Levodopa: diminuição do efeito dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
médico, ainda que melhore. 
O uso não deve ser suspenso subitamente ou sem o 
conhecimento do médico. Informe ao paciente os sintomas 
relacionados a suspensão súbita do seu uso (desenvolvimento 
41 
 
dos sintomas da abstinência). Após terapias prolongadas, as 
doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente. 
A medicação não deveser usada durante a gestação ou 
lactação. Recomende à paciente o emprego de um método 
contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o médico deverá ser consultado. 
Recomende que o paciente mude lentamente de posição, para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
Pode causar sonolência. Recomende ao paciente que evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Periodicamente durante a terapia, monitore: a função 
hepática. 
VO: os comprimidos devem ser administrados durante as 
refeições, para minimizar os efeitos GI. 
 
 
42 
 
BROMETO DE IPRATROPIO 
(Broncodilatador, Antiasmático, Parassimpaticolítico). 
 
Nome comercial: ATROVENT, BROMETO DE IPRATROPIO, 
ARES. 
Apresentações: Solução para inalação 
Administração: Inalatório; 
Indicações: Bloqueia os receptores colinérgicos da mucosa 
nasal envolvidos nos mecanismos de obstrução e secreção das 
rinites. Proporciona inibição acentuada da secreção das 
glândulas nasais. Indicado rinorréia, sobretudo nas rinites 
crônicas e vasomotoras. Broncoespasmo, DPOC, bronquite 
crônica, enfisema e asma. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga, à 
atropina e aos seus derivados, à lectina de soja, à soja e a 
amendoim. Use cuidadosamente nos casos de glaucoma de 
ângulo fechado, hipertrofia prostática e durante a gestação ou 
lactação. 
Reações adversas: CV: reações anticolinérgicas (taquicardia, 
palpitações). 
GI: náusea, boca seca, distúrbios GI. 
GU: retenção urinaria. 
Oftalmológica: distúrbios visuais. 
Respiratórias: tosse, exacerbação dos sintomas. 
SNC: cefaleia. 
43 
 
Outra: reações de hipersensibilidade (angioedema, 
broncoespasmo, anafilaxia, edema na orofaringe, urticária). 
Interações: Beta-adrenérgicos e derivados da xantina: possível 
intensificação do efeito broncodilatador. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também 
nos casos de glaucoma de ângulo fechado ou hipertrofia 
prostática. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. A 
ocorrência de reações de hipersensibilidade é rara, mas há 
relatos de urticária, angioedema, erupção da pele, 
broncoespasmo e edema de orofaringe. O conservante 
(cloreto de benzalcônio) e o estabilizante (edetato dissódico) 
da solução para inalação podem causar brococonstrição. 
44 
 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes, cubos de 
gelo, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem diminuir 
este efeito. 
Pode ocasionalmente causar visão turva ou tontura. 
Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades 
que requerem estado de alerta, durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a 
terapia. 
Antes da administração: o paciente deverá urinar para evitar 
retenção urinária. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
Nebulização: mantenha a droga ao abrigo da luz; dilua em 3-
5ml de soro fisiológico 0,9%; a mascara de nebulização deve 
estar ajustada perfeitamente; o paciente com predisposição a 
glaucoma deve proteger os olhos. 
 
 
45 
 
BROMIDATO DE FENOTEROL 
(Broncodilatador, Simpaticomimético, Antimicótico). 
 
Nome comercial: BEROTEC, DISPONÍVEL TAMBÉM EM 
ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Solução para inalação 
Administração: Inalatório; 
Indicações: Antiasmático e broncodilatador. Derivado do 
benzenodiol. É um estimulante beta2-adrenérgico especifico 
com duração de ação relativamente longa. Usado como 
bromidrato. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
sensibilidade aos simpaticomiméticos. Cardiomiopatia 
obstrutiva hipertrófica. Taquiarritmia. Hipertireoidismo. 
Estenose aórtica subvalvular. 
Reações adversas: CV: diminuição da pressão sanguínea 
diastólica e aumento da sistólica, arritmias (raras, 
principalmente após doses mais altas); taquicardia, 
palpitações, transtornos ventriculares do ritmo cardíaco ou 
moléstias pectanginosas. 
Dermatológicas: sudorese. 
GI: náusea, boca seca, vômito. 
Locais: irritações ou reações alérgicas (raras, principalmente 
em pacientes hipersensíveis). 
Musculoesqueléticas: leves tremores dos músculos 
esqueléticos, cãibras musculares, mialgia. 
46 
 
Respiratórias: tosse, broncoconstrição paradoxal 
(excepcionalmente). 
SNC: alterações psicológicas (raras); nervosismo, cefaleia, 
tontura, fadiga. 
Interações: anestésicos halogenados (enflurano, halotano, 
tricloroetileno): possível aumento da suscetibilidade aos 
efeitos cardiovasculares dos beta-agonistas. 
Anticolinérgicos, beta-adrenérgicos e derivados da xantina: 
possível potencialização do efeito do fenoterol. 
Anticolinérgicos (absorção sistêmica), betamiméticos (outros) 
e derivados da xantina (teofilina): possível aumento das 
reações adversas. 
Antidepressivos tricíclicos ou inibidores da MAO: possível 
potencialização dos agonistas beta-adrenérgicos. 
Betabloqueadores: possível redução potencialmente grave na 
broncodilatação. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também 
nos casos de cardiopatias, hipertensão, epilepsia, 
hipertireoidismo e pacientes idosos. 
47 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. O anestesista 
deve ser informado de que o paciente faz uso de fenoterol, 
devido à interação desta droga com alguns anestésicos. 
Recomende ao paciente aumento na ingestão de líquidos para 
facilitar a fluidificação das secreções durante a terapia. 
Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes com 
soluções antissépticas prescritas pelo médico e gomas de 
mascar sem açúcar podem diminuir este efeito. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, como também 
o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore:a PA. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições 
para minimizar as reações GI. 
48 
 
Nebulização: os acessórios utilizados (mascaras, tubos e 
conexões) devem ser lavados com água e sabão de coco ou 
detergente e imersos em solução de hipoclorito de sódio a 9% 
num recipiente com tampa até a administração da próxima 
dose; quando o seu uso não for mais necessário, todo o 
equipamento deverá ser guardado limpo, desinfetado e seco. 
 
49 
 
BUTILBROMETO DE ESCOPOLAMINA+DIPIRONA SÓDICA 
 (Antiespasmódico e Analgésico) 
 
Nome comercial: BUSCOPAN COMPOSTO 
Apresentações: Solução injetável; Solução oral 
Administração: VO, IM, IV. 
Indicações: Estados espásticos-dolorosos e cólicas do TGI, das 
vias biliares e urinárias, e do aparelho genital feminino; 
dismenorreia. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Glaucoma 
de ângulo fechado, risco de retenção urinária, nefrite crônica, 
discrasias sanguíneas, asma e infecções respiratórias crônicas, 
em quadros clínicos de grave comprometimento 
cardiocirculatório, e na presença de determinadas doenças 
metabólicas como porfiria hepática e deficiência congênita de 
glicose-6 fosfato desidrogenase. 
É contraindicado nos primeiros três meses da gravidez, em 
suas últimas semanas, e, após este período, só deve ser 
administrado em casos de absoluta necessidade e sob 
controle médico. Também não deve ser administrado para 
crianças menores de 12 meses e para lactentes. 
É contraindicado para pacientes idosos. 
Reações adversas: sensação de mal-estar, perda da memória, 
alterações do sono, confusão, enjoos, sensação de desmaio e 
dor nos olhos. 
50 
 
Pacientes sensíveis à dipirona sódica, independente da dose, 
podem apresentar agranulocitose, leucopenia, 
trombocitopenia, e até mesmo choque, manifestando-se com 
prurido, suor, frio, obnubilação, náuseas, descoloração da pele 
e dispneia. Também podem ocorrer reações de 
hipersensibilidade cutânea, nas mucosas oculares e na região 
nasofaríngea, muito raramente progredindo para reações 
cutâneas bolhosas, às vezes com risco de vida, geralmente 
com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-
Johnson ou síndrome de Lyell). 
Em situações ocasionais, principalmente em pacientes com 
histórico de doença renal preexistente, ou em casos de 
superdosagem, podem ocorrer distúrbios renais transitórios 
com oligúria ou anúria, proteinúria e nefrite intersticial. 
Podem ser observados ataques de asma em pacientes 
predispostos a tal condição. 
As reações adversas mais frequentes devido ao butilbrometo 
de escopolamina são secura na boca e sonolência. Pode 
ocorrer também visão turva e dilatação da pupila. O 
butilbrometo de escopolamina pode produzir taquicardia. 
Interações: No caso de tratamento concomitante com 
ciclosporina pode ocorrer uma diminuição no nível desta; por 
essa razão, são necessários controles regulares dos níveis 
sanguíneos de ciclosporina. Produtos contendo dipirona 
sódica não devem ser administrados a pacientes sob 
51 
 
tratamento com clorpromazina, pois pode ocorrer hipotermia 
grave. 
Deve-se evitar o uso concomitante de álcool durante 
tratamento; 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a 
medicação exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante 
períodos prolongados sem controle médico. 
A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser 
observada geralmente em 30min., após a administração. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente desconforto 
respiratório, como também as incomuns intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado. 
Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou 
envoltórios até a estabilização da temperatura. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de 
alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de outros depressores do SNC, como 
52 
 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Antes da administração: documente as indicações para a 
terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras 
tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: 
reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais 
sensíveis podem apresenta-las independentemente da dose. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
Durante a terapia, avalie: os sinais vitais; a função cardíaca 
(disritmias, aumento da frequência cardíaca, palpitações); a 
função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou 
anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em 
pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no 
caso de superdosagem; a função respiratória (crises de asma) 
principalmente em pacientes predispostos a tal condição; as 
reações de hipersensibilidade como: choque e discrasias 
sanguíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as 
quais embora bastante raras, sempre apresentam um quadro 
muito grave. 
 
53 
 
BUTILBROMETO DE ESCOPOLAMINA 
(Antiespasmódico, Parassimpaticolítico) 
 
Nome comercial: BUSCOPAN, DISPONÍVEL TAMBÉM EM 
ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Solução injetável e Solução oral. 
Administração: VO, IM, IV e SC; 
Indicações: Antiespasmódico. Adjuvante na síndrome do 
cólon irritável. Dismenorréia. Medicação pré-anestésica, como 
anti-sialogogo e antiarrítmico. Usado para espasmo 
gastrointestinal. Espasmo e discinesia biliar. Espasmo do trato 
geniturinário. 
Contraindicações e precauções: Glaucoma de ângulo fechado. 
Risco de retenção urinária. 
Reações adversas: CV: taquicardia (leve; desaparece 
espontaneamente). 
Dermatológicas: reações cutâneas (raras). 
Endócrinas: impotência, supressão da lactação (comuns). 
GI: boca seca (leve; desaparece espontaneamente); 
constipação, perda do paladar, vômito (comuns). 
GU: retenção urinária (leve; desaparece espontaneamente). 
Oftalmológicas: midriase, cicloplegia (comuns). 
Respiratórias: dispneia (rara; pacientes com historia de asma 
brônquica ou alergia). 
SNC: cefaleia, irritação, insônia, ataxia, confusão mental 
(comuns). 
54 
 
Outras: reações anafilactóides, choque anafilático (raras). 
Interações: Álcool, analgésicos opioides, anti-histamínicos, 
antidepressivos ou sedativos/hipnóticos: depressão do SNC 
aditiva. 
Anti-histamínicos, antidepressivos, disopiramida ou quinidina: 
efeitos anticolinérgicos aditivos. 
Drogas (outras) administradas por VO: possível interferência 
na absorção dessas drogas devido à diminuição da motilidade 
do trato GI. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado. Informe ao 
paciente que a medicação apenas ameniza a dor, a qual 
deverá ser esclarecida para possibilitar o tratamento de sua 
causa. A medicação também pode ser usada como auxiliar em 
procedimentos diagnósticos (endoscopias e exames 
diagnósticos), quando o espasmo possa constituir algum 
problema. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente aquelas 
incomuns ou intoleráveis o médico deverá ser consultado. Asreações adversas, em geral, são passageiras e desaparecem 
logo após a descontinuação do tratamento. 
Pode causar boca seca. Enxagues orais frequentes balas ou 
gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. 
55 
 
Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de outros depressores do SNC, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a administração parenteral, monitore: 
periodicamente, a frequência cardíaca. 
Periodicamente durante a terapia, avalie: os sinais de 
retenção urinária. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: drágeas – não devem ser mastigadas; administrar com um 
pouco de liquido; solução oral – o frasco gotejador é de fácil 
manuseio; coloque o frasco em posição vertical; deixe 
escorrer a quantidade desejada de gotas. 
IV: a droga deve ser infundida (gotejamento continuo ou 
direta) lentamente e sempre diluída, conforme prescrição 
médica. 
 
 
56 
 
CAPTOPRIL 
(Hipotensor arterial [inibidor da ECA], vasodilatador 
coronariano). 
 
Nome comercial: CAPOTEN, CAPOTRAT, CAPTOLIN, 
CAPTOPRIL, CAPTOTEC, CAPTOPRON, HIPOTEN, DISPONÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Comprimidos; 
Administração: VO; 
Indicações: Hipertensão. Insuficiência cardíaca. Reduz as 
retenções de sódio e água, diminuindo a PA. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. ICC. 
Gestação ou lactação. Use cuidadosamente nos casos de lúpus 
eritematoso e em pacientes imunodeprimidos. 
Reações adversas: CV: ICC, taquicardia, hipotensão, angina 
pectoris, pericardite. 
Dermatológicas: rash, rash maculopapular, prurido. 
Ex. laboratoriais: aumento transitório das enzimas hepáticas. 
GI: irritação gástrica, ulcera péptica, disgeusia, constipação. 
GU: insuficiência renal, proteinúria, síndrome nefrotica, 
glomerulopatia membranosa. 
Hematológicas: leucopenia, agranulocitopenia, pancitopenia. 
Respiratórias: tosse seca e persistente. 
SNC: anorexia, tontura. 
Outras: febre, hipercalemia, linfadenopatia. 
57 
 
Interações: Antiácidos: diminuição do efeito do captopril 
(recomenda-se administrar separadamente). 
Digitálicos: aumento (15%-30%) da concentração sérica de 
digoxina. 
Diuréticos: possível hipotensão súbita. 
Drogas que aumentam o potássio sérico: possível e 
significativo aumento do potássio sérico. 
Hipoglicêmicos orais e insulina: maior risco de hipoglicemia 
(no inicio da terapia com captopril). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, 
durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos 
de lúpus eritematoso e em pacientes imunodeprimidos. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. Os pacientes idosos são mais 
suscetíveis aos efeitos hipotensivos da medicação. 
58 
 
Durante a terapia, o paciente deverá receber hidratação 
adequada. 
Recomende que o paciente monitore regularmente a PA e 
que, diante a observação de qualquer alteração significativa, 
comunique imediatamente o médico. O paciente também 
deve evitar locais quentes e a prática de exercícios durante o 
verão. 
Pode causar cefaleia ou hipotensão postural, principalmente 
os primeiros dias de terapia. Recomende que o paciente mude 
de posição ou levante-se da cama ou de cadeiras lentamente 
para minimizar esses efeitos. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada 1h antes ou 2h após 
as refeições ou do uso de antiácidos. 
 
59 
 
CEFALEXINA 
(Antibiótico – Cefalosporina 1ª geração) 
 
Nome comercial: KEFLEX. 
Apresentações: Comprimido; Suspensão Oral. 
Administração: VO. 
Indicações: Infecções no trato respiratório e GI, da pele, e de 
tecidos moles, do tecido ósseo e das articulações, otite média 
causada por E. coli, Haemophilus influenzae, Klebsiella, 
Maroxella catarrhalis, Proteus mirabilis, Staphlococcus, 
Streptococcus pneumoniae e Streptococcus do grupo A beta 
hemolítico. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
às cefalosporina. Use cuidadosamente nos casos de disfunção 
renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à 
cefalosporina. 
Reações adversas: Dermatológicas: rashes maculopapular e 
eritematoso, urticária. 
TGI: colite pseudomembranosa, glossite, náusea, vômito, 
diarreia, dispepsia, cólica abdominal, prurido anal, candidíase 
oral. 
TGU: prurido e monilíase genitalis, vaginalite. 
Hematológicas: neurotropenia transitória, eosinofilia, anemia. 
Respiratória: dispneia. 
SNC: anorexia, tontura, cefaleia, cansaço, parestesia. 
60 
 
Outras: choque anafilático, reações de hipersensibilidade. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da cefalexina. 
Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do 
nível sanguíneo da cefalexina. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. As infecções por Streptococcus do grupo A beta-
hemolítico devem ser tratadas, no mínimo, durante 10 dias. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos 
de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à 
cefalosporina. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
61 
 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do 
antibiograma. 
Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: os 
sinais de superinfecção (principalmente em pacientes de alto 
risco) e, na presença de rash, comunique imediatamente ao 
médico. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com reduçãode cobre 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com alimentos ou 
leite para evitar desconforto GI. 
 
62 
 
CEFALOTINA SÓDICA 
(Antibiótico – Cefalosporina 1ª geração) 
 
Nome comercial: KEFLIN NEUTRO 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Infecções dos tratos respiratórios e geniturinário, 
da pele e de tecidos moles, dos ossos e das articulações, 
peritonites, septicemia, endocardite, infecções por Escherichia 
coli, Streptococcus, Klebsiella, Proteus, Shigella, Salmonella e 
Staphylococcus aureus. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
às outras cefalosporinas. Use cuidadosamente nos casos de 
disfunção renal (recomenda-se diminuir a dose) e em 
pacientes sensíveis à penicilina. 
Reações adversas: eritema maculopapular, rash, urticária. 
GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. 
Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. 
Hepáticas: nível das enzimas elevado, icterícia. 
Locais: dor, abscesso, edema, flebite, trombofeblite. 
Respiratória: dispneia. 
SNC: cefaleia, parestesia, desmaio. 
Outras: choque anafilático, febre. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
63 
 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da cefalotina. 
Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do 
nível sanguíneo da cefalotina. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos 
de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina ou à 
cefalosporina. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
64 
 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do 
antibiograma. 
Durante terapias prolongadas e de doses altas, monitore: os 
sinais de superinfecção (principalmente em pacientes de alto 
risco) e, na presença de rash, comunique imediatamente ao 
médico. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: dilua em 3-4 ml de diluente; administre profundamente 
no músculo glúteo. 
IV: dilua 1g em 10 ml de água destilada; infunda, em 3-5min., 
em uma veia de grosso calibre; alterne os locais de infusão. 
 
 
65 
 
CEFAZOLINA SÓDICA 
(Antibiótico Cefalosporina) 
 
Nome comercial: KEFAZOL 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Profilaxia no pré-operatório de cirurgias 
contaminadas 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
a outra cefalosporina. Use cuidadosamente nos casos de 
disfunção renal e de antecedentes de alergia à penicilina 
(recomenda-se ajustar a dose). 
Reações adversas: Dermatológicas: rash maculopapular e 
eritematoso, urticária. 
GI: colite pseudomembranosa, náusea, vômito, diarreia, 
dispepsia, cólica abdominal, prurido anal, candidíase oral. 
GU: prurido e monilíase vaginais. 
Hematológicas: neutropenia transitória, leucopenia, 
eosinofilia, anemia. 
Locais: dor, inflamação, flebite, tromboflebite (IV). 
Respiratória: dispneia. 
SNC: anorexia, tontura, cefaleia, parestesia. 
Outras: choque anafilático, reações de hipersensibilidade. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
66 
 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da cefazolina. 
Probenecida: possíveis inibições da excreção e aumento do 
nível sanguíneo da cefazolina. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos 
de disfunção renal e antecedentes de alergia à penicilina. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
67 
 
Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do 
antibiograma. 
Durante a terapia, monitore: função renal; os sinais e sintomas 
de flebite e tromboflebite. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: a administração não causa tanta dor como outras 
cefalosporinas. 
IV: dilua (500mg em 2 ml / 1g em 2,5ml) em água destilada ou 
soro fisiológico 0,9%; agite bem até dissolver; infunda, além 
de 3-5min., em uma veia de grosso calibre; pode ser 
administrada em 50-100 ml; alterne os locais de infusão em 
intervalos de 2-3 dias; a droga se mantém estável durante 24h 
(temperatura ambiente) ou 96h (sob refrigeração). 
 
 
68 
 
CEFOTAXIMA SÓDICA 
(Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) 
 
Nome comercial: CLAFORAN. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Tratamento das infecções por microrganismos 
sensíveis à cafotaxima. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de insuficiência renal e em 
pacientes sensíveis à penicilina. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
rash, urticária. 
GI: colite, náusea, vômito, cólica abdominal, prurido anal, 
candidíase oral. 
GU: prurido e monilíase vaginais. 
Hematológicas: neutropenia, eosinofilia, anemia hemolítica. 
Locais: dor, inflamação, abscesso, edema, flebite, 
tromboflebite. 
SNC:anorexia, cefaleia, parestesia, desmaio. 
Outras: choque anafilático, febre. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da cefotaxima. 
69 
 
Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos 
nos testes de Coombs 
Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Instrua o paciente 
(e/ou familiares) sobre a técnica e a frequência correta para a 
administração da droga, como também as normas adequadas 
para o seu armazenamento. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela nos casos 
de insuficiência renal e em pacientes hipersensíveis à 
penicilina. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir 
e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
70 
 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool (sob 
qualquer forma), como também o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Infecções articulares: avalie os movimentos (variação e 
extensão). 
Infecções estreptocócicas beta-hemolíticas do grupo A: a 
terapia deve ser mantida durante, no mínimo, 10 dias para 
minimizar o risco de glomerulonefrite ou febre reumática. 
Infecções ginecológicas: avalie os sintomas (extensão, duração 
e características). 
Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e 
antibiograma. 
Durante a terapia, monitore: balanço hídrico e, diante de 
qualquer redução no débito urinário ou diarreia persistente, 
comunique imediatamente ao médico; a função renal 
(principalmente dos pacientes sob uso de aminoglicosídeos 
potencialmente nefrotóxicos); e avalie: dor e vermelhidão no 
local de aplicação (a administração por via IM pode causar 
tromboflebite); e reavalie: os resultados de cultura para 
resistência de microorganismos. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
71 
 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: reconstitua em água estéril ou bacteriostática para 
injeção; divida as doses de 2g e administre profundamente no 
músculo glúteo. 
IV: interrompa a administração de outras soluções por esta 
mesma via, durante a terapia: anteriormente à reconstituição, 
a droga deverá ser armazenada em temperatura < 30º e 
mantida ao abrigo da luz ou do calor excessivos para evitar 
seu escurecimento; a droga atinge estabilidade máxima em 
um pH de 5-7; não utilize diluentes de pH > 7,5 (Ex: injeção de 
NaCHO3); adicione a quantidade recomentada do diluente e 
agite até dissolver; não utilize soluções que apresentem 
partículas ou alterações em sua cor original (variação da cor 
da solução normal: amarelo-claro a âmbar); após a 
reconstituição, a droga se mantém estável, durante 24h 
(temperatura ambiente), 5 dias (sob refrigeração) e 13 
semanas (freezer); antes de usar, a solução deverá ser retirada 
do freezer e mantida em temperatura ambiente; não 
recoloque a droga no freezer; descarte as porções que não 
tenham sido usadas; direta: misture 1-2g da droga em 10 ml 
de água estéril para injeção; infunda além de 3-5min.; 
contínua: não misture a droga com outros aminoglicosídeos 
72 
 
(quando necessário, administre separadamente); dilua em 50-
100 ml de soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%; infunda além 
de 30 minutos. 
 
 
 
73 
 
CEFOXITINA SÓDICA 
(Antibiótico [Cefalosporina] [Cefamicina 2ª geração]) 
 
Nome comercial: CEFOXITINA SÓDICA. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Tratamento das infecções abdominais e 
ginecológicas, septicemia, endocardite, infecções dos tratos 
urinário e respiratório, dos ossos e das articulações, da pele e 
de tecidos moles. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade À 
cefalosporina ou à penicilina. Disfunção renal. Gestação. 
Lactação. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
rash, urticária. 
GI: dispepsia, colite, náusea, vômito, cólica abdominal, prurido 
anal, candidíase oral. 
GU: prurido e monilíase vaginais. 
Hematológicas: neutropenia, eosinofilia, anemia hemolítica. 
Locais: dor, inflamação, abscesso, edema, flebite, 
tromboflebite. 
SNC: anorexia, cefaleia, parestesia, desmaio. 
Outras: choque anafilático, febre. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
74 
 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da cefoxitina. 
Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos 
nos testes de Coombs 
Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso 
de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente 
estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir 
e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
75 
 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, avalie: os resultados da cultura e do 
antibiograma. 
Durante a terapia, monitore: função renal; os sinais e sintomas 
de flebite e tromboflebite. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: administre profundamente no músculo glúteo com 
lidocaína a 1% para minimizar a dor; após a diluição, a droga 
se mantém estável durante 24h (em temperatura ambiente) e 
7 dias (na geladeira). 
IV: dilua (1g em 10 ml ou 2g em 20 ml) em água destilada; 
infunda além de 3-5 min.; em soros glicosado 5% ou fisiológico 
0.9%; administre 50 a 100 ml, em 30 minutos; a droga não 
pode ser administradacom lidocaína por via IV; pode ocorrer 
flebite no local da infusão. 
 
76 
 
CEFTAZIDIMA 
(Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) 
 
Nome comercial: FORTAZ. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Tratamento de infecções simples ou múltiplas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
às outras cefalosporinas, Insuficiência renal, gestação ou 
lactação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção 
hepática ou renal em pacientes sensíveis à penicilina. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
rash, urticária. 
Ex. laboratoriais: elevação das enzimas hepáticas. 
GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. 
Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. 
Hepática: Icterícia 
Locais: dor, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. 
Respiratória: dispneia. 
SNC: cefaleia, desmaio. 
Outras: choque anafilático, febre. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da ceftazidima. 
77 
 
Ex. laboratoriais: possibilidade de resultados falso-positivos 
nos testes de Coombs 
Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. 
Soluções que contêm bicarbonato de sódio: recomenda-se 
evitar o uso concomitante. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir 
e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
78 
 
Antes da administração: documente as indicações para o 
tratamento e os sintomas (início, localização, duração e 
características) e relacione com as drogas prescritas e os 
resultados obtidos (os aminoglicosídeos e a furosemida 
podem aumentar o risco de nefrotoxicidade ou 
ototoxicidade); e avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à penicilina, às cefalosporinas ou aos outros 
antibióticos, disfunção hepática ou renal; os resultados da 
cultura e do antibiograma; durante a administração, avalie: 
reações de hipersensibilidade. 
Durante a terapia, monitore: as funções hepática e renal; os 
sinais e sintomas de flebite e tromboflebite, as reações 
adversas e, na presença de qualquer uma delas, comunique 
imediatamente ao médico. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
IM: reconstitua em água estéril ou bacteriostática para injeção 
ou lidocaína 0,5% ou 1% administre profundamente no 
músculo glúteo. 
79 
 
IV: esta via é a de escolha para os casos de septicemia 
bacteriana, peritonites, meningite bacteriana ou outras 
infecções graves ou de tratamento por toda a vida, como 
também infecções simples devidas desnutrição, cirurgias, 
diabetes, traumas, insuficiência cardíaca, malignidades ou 
diante a presença ou iminência de choque; não adicione a 
droga que contenham aminoglicosídeos (quando necessário, 
administre separadamente); reconstitua 1-2g em 100 ml de 
água estéril para injeção (ou solução IV compatível); direta: 
reconstitua 1g em 10 ml ou 2g em 20 ml de água estéril para 
injeção; infunda além de 3-5min.; intermitente: dilua em 50-
100 ml de solução; infunda além de 30-60min.; a injeção de 
NaHVO# não deve ser usada para reconstituição, contudo, 
uma formulação de carbonato de sódio deve ser usada em 
crianças <12 anos. 
 
80 
 
CEFTRIAXONA SÓDICA 
(Antibiótico – Cefalosporina 3ª geração) 
 
Nome comercial: ROCEFIN. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Tratamento das infecções por germes sensíveis à 
ceftriaxona. Sepse, meningite, borreliose de Lyme 
disseminada. Infecções abdominais, ósseas e das articulações, 
da orofaringe, do nariz e do ouvido, da pele e dos tecidos da 
orofaringe, do nariz e do ouvido, da pele e de tecidos moles e 
dos tratos geniturinário e respiratório. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga ou 
às outras cefalosporinas. Use cuidadosamente nos casos de 
disfunção hepática ou renal e em pacientes sensíveis à 
penicilina. 
Reações adversas: Dermatológicas: eritema maculopapular, 
rash, urticária. 
Ex. laboratoriais: elevação das enzimas hepáticas. 
GI: colite, náusea, vômito, diarreia, dor abdominal. 
Hematológicas: leucopenia, eosinofilia. 
Hepática: Icterícia 
Locais: dor, abscesso, edema, flebite, tromboflebite. 
Respiratória: dispneia. 
SNC: cefaleia, desmaio. 
81 
 
Outras: choque anafilático, febre. 
Interações: Aminoglicosídeos, diuréticos de alça e outras 
drogas nefrotóxicas: aumento de nefrotoxicidade. 
Drogas bacteriostáticas: possível interferência com a ação 
bactericida da ceftriaxona. 
Probenecida: aumento dos níveis séricos do antibiótico. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também 
nos casos de disfunção hepática ou renal, história de doença 
GI (principalmente colite) e em pacientes sensíveis à 
penicilina. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia. 
82 
 
Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir 
e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração: documente as indicações para o 
tratamento e os sintomas (início, localização, duração e 
características) e relacione com as drogas prescritas e os 
resultados obtidos (os aminoglicosídeos e a furosemida 
podem aumentar o risco de nefrotoxicidade ou 
ototoxicidade); e avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade à penicilina, às cefalosporinas ou aos outros 
antibióticos, disfunção hepática ou renal; os resultados da 
cultura e do antibiograma; durante a administração, avalie: 
reações de hipersensibilidade. 
Durante a terapia, monitore: as funções hepáticas ou renal;a 
coagulação sanguínea (a droga pode alterar o TP) e, na 
presença de sangramento, administre profilaticamente 
vitamina K (10mg/semana); e avalie: os sinais e sintomas de 
flebite e tromboflebite. 
Exames laboratoriais: dentre os pacientes que recebem 
cefalosporina, 40-75% apresentam resultados falso-positivos 
no teste de Coombs direto; nos testes com redução de cobre 
83 
 
(Clinetest), a medicação pode produzir uma reação falso-
positiva para glicose na urina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
IM: administre profundamente no músculo glúteo; a 
estabilidade das soluções é variável de acordo com o diluente 
utilizado. 
IV: não misture a droga com outros antibióticos; a estabilidade 
das soluções é variável de acordo com o diluente utilizado; as 
infusões por esta via devem conter concentrações de 10-
40mg/ml; reconstitua 500mg em 4,8ml de água estéril; em 
seguida, dilua em 50-100 ml de soro glicosado 5% ou solução 
salina normal; infunda além de 30-60min.; mantenha o 
tratamento durante pelo menos, 2 dias após o 
desaparecimento dos sintomas (duração normal 4-14 dias, 
embora as infecções complicadas necessitem terapia mais 
prolongada); no tratamento de infecções por Streptococcus 
pyogenes, mantenha o tratamento durante, pelo menos 10 
dias. 
 
84 
 
CETOCONAZOL 
(Antimicótico sistêmico e tópico – dermatológico) 
 
Nome comercial: NIZORAL. 
Apresentações: Comprimido, Creme dermatológico. 
Administração: VO e tópico (dermatológico). 
Indicações: Tratamento de micoses superficiais e profundas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Acloridria 
ou hipocloridria. Alcoolismo. Insuficiência hepática. Gestação 
ou lactação. 
Reações adversas: Dermatológicas: exantema, prurido, 
erupção cutânea. 
Endócrinas: ginecomastia, impotência, diminuição da libido, 
oligospermia, irregularidades do ciclo menstrual. 
Ex. laboratoriais: aumento das transaminases, alteração das 
provas de função hepática (terapias prolongadas). 
GI: náusea, vômito, dor abdominal, diarreia. 
Hepáticas: hepatotoxicidade, icterícia. 
Locais: irritação, ardência (tópico). 
SNC: cefaleia, tontura, sonolência. 
Outra: fotofobia. 
Interações: Álcool: possível reação tipo dissulfiram. 
Álcool ou hepatotóxicos (outros): possível aumento da 
incidência de hepatotoxicidade. 
85 
 
Alfentanil, alprazolam, amprevanir, atorvastatina, 
bloqueadores do canal de cálcio, cerivastatina, claritromicina, 
corticoesteróides, ciclofosfamida, eritromicina, fentanil, 
ifosfamida, indinavir, lovastatina, midazolam, nelfinavir, 
quinidina, ritonavir, saquinavir, sildenafil, sinvastatina, 
sufentanil, tacrolimus, tamoxifeno, triazolam, troleandomicina 
e vincristina: possível redução do metabolismo e aumento dos 
efeitos tóxicos dessas drogas (recomenda-se reduzir a dose do 
indivanir). 
Antiácidos, anticolinérgicos, antagonistas dos receptores H2 
da histamina e didanosina: menor absorção do cetoconazol. 
Anticoagulantes orais: aumento dos efeitos dessas drogas. 
Ciclosporinas: aumento das concentrações dessas drogas e da 
nefrotoxicidade. 
Cisaprida: maior risco de arritmias (recomenda-se evitar o uso 
concomitante). 
Fenitoína: alterações da biotransformação do cetoconazol ou 
da fenitoína. 
Isoniazida ou rifampicina: possível e significativa diminuição 
das concentrações séricas dessas drogas. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a 
medicação exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. A duração do 
tratamento depende da gravidade e do local da infecção. 
86 
 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomenda-se à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, 
durante a terapia 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Informe, 
também, que a medicação pode causar ginecomastia, 
impotência, diminuição de libido, oligospermia e 
irregularidades do ciclo menstrual. 
Recomende ao paciente a adoção de medidas adequadas de 
higiene ou de outros cuidados paralelos, de acordo com cada 
caso. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de 
alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Exames laboratoriais: pode causar aumento das 
transaminases e alteração das provas de função hepática 
(terapias prolongadas). 
87 
 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
VO: os comprimidos devem ser administrados durante ou logo 
após as refeições. 
Tópico: antes e após as aplicações, lave bem as mãos, evite o 
contato com os olhos. 
 
 
88 
 
CETOPROFENO 
(Anti-inflamatório não-esteroide/Dermatológico) 
 
Nome comercial: PROFENID. 
Apresentações: Comprimido, Pó para solução injetável. 
Administração: VO. 
Indicações: Transtornos inflamatórios, incluindo artrite 
reumatoide e osteoartrite. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera 
péptica ativa. 
Reações adversas: Endócrinas: ginecomastia. 
GI: constipação, diarreia, dispepsia, náusea, vômito, 
desconforto abdominal, flatulência. 
GU: cistite, hematúria, insuficiência renal. 
Hematológicas: discrasias sanguíneas, aumento do tempo de 
sangramento. 
Hepáticas: hepatite medicamentosa. 
Musculoesquelética: mialgia. 
SNC: anorexia, cefaleia, tontura. 
Outra: reações de hipersensibilidade (anafilaxia, febre, 
fotossensibilidade, rash). 
Interações: Ácido acetilsalicílico: alterações do metabolismo e 
da excreção do cetoprofeno (recomenda-se evitar a 
associação) e efeito GI aditivo. 
89 
 
Ácido valpróico, anticoagulantes, cefamandol, cefoperazona, 
clopidrogrel, plicamicina, ticlopidina e trombolíticos: risco de 
hemorragia GI. AINEs (outros), álcool e corticosteroides: efeito 
GI aditivo. 
Anti-hipertensivos e diuréticos: possível diminuição da 
atividade dessas drogas. 
Ciclosporina: risco de nefrotoxicidade. 
Insulina e sulfoniluréias orais: aumento dos efeitos dessas 
drogas. 
Paracetamol: possível maior risco de nefro toxicidade (uso 
crônico). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a 
medicação exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomenda-se à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, 
durante a terapia. A paciente também deverá informar ao 
médico, anteriormente ao início do tratamento, o uso de 
dispositivos intrauterinos (DIU). 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
90 
 
ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado. Informe, 
também, que a medicação pode causar ginecomastia. 
Recomende ao paciente o uso de protetoressolares e de 
roupas mais adequadas para prevenir possíveis reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de ácido acetilsalicílico e de outros AINEs, 
como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
VO: a medicação não deve ser administrada durante as 
refeições. 
 
91 
 
CIMETIDINA 
(Antagonistas dos receptores H2 de histamina, Anti-úlcera 
péptica) 
 
Nome comercial: TAGAMET, CIMETIDAN, CIMETIDINA, 
COMETIVAL, CLOMATIDINE, PRISTONAL, ULCERASE, 
ULCITRAT 
Apresentações: Comprimido; Ampola; solução oral. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Úlcera duodenal ativa. Úlcera gástrica ativa. 
Refluxo gastroesofágico prevenção de sangramentos GI. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente em pacientes idosos e debilitados (mais 
suscetíveis à confusão mental). 
Reações adversas: CV: Bradicardia, arritmias, hipotensão. 
Dermatológicas: Rash e urticária. 
Endócrinas: impotência, ginecomastia. 
Ex. laboratoriais: aumento da creatinina e transaminases. 
GI: Diarreias 
Hemorragias: agranulocitose, trombocitopenia, anemia 
aplástica. 
Hepáticas: icterícia. 
Locais: vasculite, dor. 
Otorrinolaringológica: diplopia. 
SNC: neuropatia, confusão, tontura, cefaleia, neuropatia 
periférica, sonolência, alucinação, ataxia. 
92 
 
Interações: Antiácidos: interferência na absorção de 
cimetidina (recomenda-se utilizar 1h antes ou depois). 
Benzodiazepínicos (alguns) fenitoína, lidocaína, propranolol e 
varfarina: alteração nos níveis das enzimas hepáticas. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A hemodiálise diminui o nível sanguíneo e deverá ser 
administrado somente no final do tratamento da cimetidina. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se também cautela 
em pacientes idosos e debilitados (mais suscetíveis à confusão 
mental). 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente sinais de sangramento 
digestivo (fezes escuras, vômitos hemorrágicos, dor e 
distensão abdominal, sudorese intensa, taquicardia) e 
hipotensão arterial, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deve ser comunicado imediatamente. 
Informe também que a medicação pode causar impotência e 
ginecomastia. 
93 
 
Enfatize para o paciente a importância e a necessidade de 
doção de uma dieta alimentar adequada. 
Alertar que o medicamento pode causar tontura e sonolência, 
recomende que o paciente evite dirigir ou realizar atividades 
que exija um estado de alerta até que a resposta à medicação 
seja conhecida. Recomende ao paciente que evite o 
tabagismo, o consumo de álcool, de cafeinados ou de 
condimentos picantes, como também o uso concomitante de 
ácido acetilsalicílico ou de qualquer outra droga u medicação, 
sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a terapia monitore as funções hematológica e 
hepática. 
VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições e 
à noite ao deitar-se. 
 
94 
 
CIPROFLOXACINO 
(Antibacteriano [fluorquinolona]) 
 
Nome comercial: CIPRO, CIFLOX, CIPROFLOXACINO, 
CIPROGLEN, FLOXEN, PROFLOX. 
Apresentações: Comprimido; Solução injetável. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Em adultos para infecções complicadas e não 
complicadas causadas por microrganismos sensíveis ao 
ciprofloxacino. Trato respiratório: Cipro® pode ser 
considerado como tratamento recomendável em casos de 
pneumonias causadas por Klebsiella spp., Enterobacter spp., 
Proteus spp., Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, 
Haemophillus spp., Moraxella catarrhalis, Legionella spp. e 
Staphylococci. E em crianças no tratamento da exacerbação 
pulmonar aguda de fibrose cística, associada à infecção por 
Pseudomonas aeruginosa, em pacientes pediátricos de 5 a 17 
anos de idade. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ao 
ciprofloxacino, a outro derivado quinolônico ou a qualquer 
componente da fórmula. Gestação e lactação e pacientes 
menores de 18 anos. Uso cuidadoso nos casos de distúrbios 
do SNC, devido a um maior risco de convulsões. 
Reações adversas: Dermatológicas: Rash, fotossensibilidade, 
sudorese (uso IV). 
95 
 
GI: Náuseas, diarreia, vômitos, dor e desconfortos abdominais, 
candidíase oral. 
GU: Cristais na urina. 
Hemorrágica: eosinofilia. 
Locais: tromboflebite, queimação, prurido, eritema (IV). 
SNC: Convulsão, cefaleia, tremores, confusão mental, 
alucinação, parestesia (uso IV). 
Interações: Antiácidos (hidróxidos de magnésio ou de 
alumínio): menor absorção de ciprofloxacino. 
Teofilina: maior concentração plasmática da teofilina 
(recomenda-se monitorizar o nível sanguíneo dessa droga). 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
Os pacientes com disfunção renal podem requerer reajuste da 
dose. A terapia prolongada pode causar resistência à droga. 
A medicação não deve ser usada em pacientes <18 anos nem 
durante a gestação nem a lactação. Recomende à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguro e adequados 
durante a terapia. 
Recomenda-se cautela também nos casos de distúrbios do 
SNC devido o risco de convulsão, e em associação com a 
teofilina (recomenda-se monitorar os níveis e ajustes na dose). 
96 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o médico deverá ser consultado. 
Informe também que as reações adversas podem ocorrer logo 
após a administração da primeira dose. Na presença de rash 
ou de qualquer outra reação alérgica, recomende que o 
paciente suspenda o uso do medicamento e comunique 
imediatamente ao médico. 
Recomende ao paciente a ingestão de 1,5 litros/dia de líquido 
durante o tratamento, para evitar depósito de cristais na 
urina. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para prevenir possíveis reações de 
fotossensibilidade durante a terapia. 
Pode causar desmaio ou tontura. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta 
até que a resposta à medicação seja reconhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de cafeinados 
(café, chá, chocolate, refrigerantes a base de cola), como 
também o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o 
conhecimento do médico durante a terapia. 
 
97 
 
CLARITROMICINA 
(Antibiótico [macrolídio]) 
 
Nome comercial: CLARITROMICINA, CLARITRON, KLARICID. 
Apresentações: Comprimido; Solução injetável. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Tratamento de faringite causada por 
Streptococcus pyogenes. Sinusite causada por S. pneumoniae. 
Bronquite crônica causada por Moraxella catarrhales, S. 
pneumoniae ou mycoplasma pneumoniae. Bronquite crônica 
causada por haemophilus influenzae. Infecções da pele 
causadas porstaphylococus aureus ou streptococcus 
pyogenes. Também por infecção intracelular por 
mycobacterium em presença de AIDS. 
Contraindicações e precauções: hipersensibilidade e usar 
cuidadosamente nos casos de disfunção hepática e renal. 
Reações adversas: Dermatológicas: Rash e alopecia. 
Endócrinas: impotência, ginecomastia, perda da libido. 
Ex. laboratoriais: aumento de TGP. 
GI: Diarreias, gosto estranho na boca, náuseas, vômito, 
dispepsia, dor e desconforto abdominal. 
SNC: cefaleia. 
Interações: carbamazepina: possível aumento dos níveis 
sanguíneos dessa droga. 
Teofilina: aumento dos níveis plasmáticos dessa droga. 
98 
 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico ainda que o paciente alcance melhora. 
Se não houver qualquer melhora dos sintomas após 48-72h do 
uso da medicação recomenda-se que o paciente comunique 
imediatamente ao médico. 
A medicação não deve ser tomada no caso de gravidez 
(confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver 
amamentando, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal e 
hepática. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
diarreias persistentes, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomenda-se que o paciente evite o consumo de bebidas 
alcoólicas, como também qualquer outra droga ou medicação, 
sem o conhecimento do médico durante a terapia. 
99 
 
Antes da administração: documente as indicações para o 
tratamento e os sintomas (tipo, gravidade, início, localização, 
duração, características), relacione as drogas anteriormente 
prescritas e os resultados obtidos, como também as drogas 
atualmente prescritas para evitar qualquer interação e avalie: 
os antecedentes de hipersensibilidade a claritromicina ou a 
qualquer um dos antibióticos macrolídeos, disfunção hepática 
ou renal, os resultados da cultura e do antibiograma durante a 
administração avalie: as reações de hipersensibilidade. 
Durante a terapia monitore: as funções hematológicas 
hepática e renal, e diante prejuízo renal severo, com ou sem 
prejuízo hepático, considere a redução da dose ou o 
prolongamento do intervalo de administração, e avalie as 
reações adversas e na presença de diarreia insistente, 
comunique imediatamente ao médico (acolite associada a uso 
do antibiótico pode ser precipitada por C. difficile e requer 
controle alternativo). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
 
100 
 
CLORIDRATO DE RANITIDINA 
(Anti-úlcera péptica [anti-histamínico H2]) 
 
Nome comercial: ANTAK, CLORIDRATO DE RANITIDINA, 
LABEL, LOGAT, RANICLOR, RANITIDIN, RANITIDINA, 
RANITION, TAZEPIN, ULCERIT, ULCOREN, ZADINE, ZYLUM. 
Apresentações: Comprimido; Solução injetável. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Tratamento de úlcera duodenal e úlcera gástrica 
benigna, incluindo aquelas associadas a agentes anti-
inflamatórios não-esteroidais. Também é usado na prevenção 
de úlceras duodenais associadas a agentes anti-inflamatórios 
não-esteroidais, incluindo ácido acetilsalicílico, especialmente 
em pacientes com história de doença ulcerosa péptica, úlcera 
duodenal relacionada à infecção por H. pylori, úlcera pós-
operatória, esofagite de refluxo, alívio dos sintomas de refluxo 
gastroesofágico, Síndrome de Zollinger-Ellison e dispepsia 
episódica crônica, caracterizada por dor (epigástrica ou 
retroesternal) que está associada às refeições ou distúrbios do 
sono mas não associada às condições citadas anteriormente. É 
indicado, ainda, nas situações em que é desejável a redução 
da produção de ácido: profilaxia da úlcera de estresse em 
pacientes gravemente enfermos, profilaxia da hemorragia 
recorrente em pacientes com úlcera péptica e prevenção da 
síndrome de aspiração ácida. 
101 
 
Contraindicações e precauções: Pacientes com 
hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da 
fórmula. Este medicamento não deve ser utilizado por 
mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista. Diante de suspeita de úlcera gástrica, deve ser 
excluída a possibilidade de patologia maligna antes de se 
instituir a terapia com Antak®. 
Reações adversas: Dermatológicas: Rash e alopecia. 
Endócrinas: impotência, ginecomastia, perda da libido. 
Ex. laboratoriais: aumento de TGP. 
GI: Diarreias, constipação, náuseas, vômito e dor abdominal. 
Hemorragias: leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia, 
pancitopenia. 
Hepáticas: Hepatite 
Locais: dor (IM), flebite (IV). 
Musculoesquelética: artralgia. 
SNC: tontura, cefaleia, sonolência, insônia. 
Interações: antidepressivos tricíclicos e varfarina: aumento do 
efeito dessas drogas. 
Diazepam: diminuição do efeito dessa droga. 
Lidocaína e nifedipina: menor excreção e maior risco de 
toxicidade por essa droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
102 
 
tratamento sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
A medicação não deve ser tomada no caso de gravidez e 
lactação. Recomenda-se cautela nos casos de disfunção renal 
e hepática. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Informe também a possível 
ocorrência de alopecia. 
Durante a terapia o paciente deverá receber a hidratação 
adequada. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta durante a terapia. 
Recomenda-se que o paciente evite o tabagismo, consumo de 
bebidas alcoólicas ou cafeinados e o uso concomitante de 
ácido acetilsalicílico, como também qualquer outra droga ou 
medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia. 
Avalie também as reações adversas durante a terapia, e na 
presença de reações hepáticas ou renais considere a redução 
da dose. 
 
103 
 
CLORIDRATO DE AMBROXOL 
(Mucolítico) 
 
Nome comercial: ANABRON, BRONCOFLUX, CLORIDRATO DE 
AMBROXOL, FLUIBRON A, MUCOSOLVAN, SURFACTIL, 
MUCOSOLVAN 24H. 
Apresentações: Xarope; Solução (gotas). 
Administração: VO; 
Indicações: Broncopneumopatia agudas e crônicas, nas quais 
está indicada a eliminação de secreções. 
Contraindicações e precauções: hipersensibilidade, alterações 
renais e hepáticas e durante a gestação. 
Reações adversas: GI: náuseas e diarreia. 
Interações: antibióticos (amoxilina, cefuroxina, doxiciclina e 
eritromicina): aumento da concentração do antibiótico no 
tecido pulmonar. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 
ainda que melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou lactação, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e 
adequados durante a terapia. 
104 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmenteaquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Instrua o paciente sobre as manobras que facilitam a liberação 
das secreções broncopulmonares (tamponagem, drenagem 
postural, exercícios respiratórios). 
Recomenda-se ao paciente o aumento da ingestão de líquidos 
(2-3 litros/dia) para hidratar e facilitar a fluidificação das 
secreções durante a terapia. 
Recomenda-se ao paciente que evite o tabagismo e o 
consumo de bebidas alcoólicas durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante 
a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
 
105 
 
CLORIDRATO DE BROMEXINA 
(Mucolítico) 
 
Nome comercial: BISOLVON, CLORIDRATO DE BROMEXINA 
Apresentações: Xarope; Solução (gotas). 
Administração: VO. 
Indicações: É indicado como secretolítico e expectorante no 
tratamento de doenças broncopulmonares agudas e crônicas 
associadas à secreção mucosa anormal e transtornos do 
transporte mucoso. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à 
bromexina ou aos outros componentes da fórmula. Os 
xaropes adulto e infantil são contraindicados para pacientes 
com intolerância à frutose. Pacientes sendo tratados com 
BISOLVON devem ser alertados de um esperado aumento no 
fluxo das secreções. Nas indicações respiratórias agudas, o 
médico deve ser consultado se os sintomas não melhorarem, 
ou piorarem, ao longo do tratamento. BISOLVON xarope e 
gotas não contém açúcar, portanto pode ser utilizado por 
diabéticos. 
Reações adversas: GI: reações GI leves. 
Outras: reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas, 
broncoespasmos, angioedema, anafilaxia). 
Interações: Antibióticos (amoxilina, cefuroxina, doxiciclina e 
eritromicina): aumento da concentração do antibiótico no 
tecido pulmonar. 
106 
 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento sem o conhecimento do médico. 
Informe o paciente o objetivo da medicação e que é esperado 
o aumento da expectoração. A inalação associada ao uso oral 
intensifica o efeito e é particularmente útil nos casos em que 
se deseja obter um efeito rápido. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou lactação, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de métodos contraceptivos seguro e 
adequados durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. 
O paciente com asma brônquica deve iniciar a inalação 
somente após a administração da medicação 
broncospasmolítica prescrita. 
Recomenda-se ao paciente o aumento da ingestão de líquidos 
para hidratar e facilitar a fluidificação das secreções durante a 
terapia. 
Enfatize para o paciente a importância da manutenção da 
limpeza e desinfecção cuidadosa dos aparelhos de nebulização 
e seus acessórios. 
107 
 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação sem o conhecimento do médico durante 
a terapia. 
 
108 
 
CLORIDRATO DE CLINDAMICINA 
(Antibiótico [lincosamina]) 
 
Nome comercial: CLINDAMICINA, DALACIN® C 
Apresentações: Cápsulas; Comprimidos. 
Administração: VO. 
Indicações: Tratamento de infecções de pele e de tecidos 
moles, do trato respiratório, intra-abdominais, ginecológicas, 
septicemia e osteomielite. Profilaxia da endocardite. Outras 
indicações: tratamento da pneumonia por pneumocystis 
carinil. 
Contraindicações e precauções: hipersensibilidade. História 
de colite pseudomembranosa. Prejuízo hepático grave. 
Diarreia, gestação ou lactação: segurança ainda não 
estabelecida. 
Reações adversas: CV: arritmias, hipotensão. 
Dermatológicas: rash 
GI: colite pseudomembranosa, diarreia, náuseas, vômito. 
SNC: tontura, cefaleia, vertigem. 
Interações: Caolim: possível redução da absorção GI. 
Bloqueadores neuromusculares: possível aumento dos efeitos 
dessas drogas. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado (todos os dias 
sempre no mesmo horário e sem intervalos regulares) e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 
109 
 
ainda que melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser 
administrada tão logo possível, exceto quando no mesmo 
horário da próxima dose. As doses esquecidas não devem ser 
dobradas. O uso da medicação não deve ser compartilhado. Se 
não houver sintoma de melhora em poucos dias, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Os pacientes com história de doença cardíaca reumática ou de 
substituição de válvula precisam ser informados sobre a 
importância da profilaxia antimicrobiana, anteriormente à 
realização de procedimentos invasivos médicos ou dentário. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação no caso 
de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a paciente 
estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. Recomende à paciente o emprego de 
métodos contraceptivos seguro e adequados durante a 
terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
sinais de superinfecção (língua saburrosa, prurido ou descarga 
vaginal ou anal), diarreia, cólica abdominal, febre ou fezes 
sanguinolentas, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
O paciente deve evitar o uso de antidiarreicos, sem o 
conhecimento do médico. 
110 
 
Pode causar tontura e vertigem recomende que o paciente 
evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de 
alerta até que as reações medicamentosas sejam 
reconhecidas. 
Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração: documente as indicações para o 
tratamento e os sintomas (tipo, gravidade, início, localização, 
duração, características), relacione as drogas anteriormente 
prescritas e os resultados obtidos, como também as drogas 
atualmente prescritas para evitar qualquer interação e avalie: 
os antecedentes de hipersensibilidade a clindamicina ou a 
qualquer um dos antibióticos (lincosamina), colite 
pseudomembranosa, prejuízo hepático grave diarreia. 
 
111 
 
 CLORIDRATO DE CLONIDINA 
(Anti-hipertensivo [inibidor adrenérgico central]) 
 
Nome comercial: ATENCINA E CLONIDIN 
Apresentações: Comprimidos; Solução injetável. 
Administração: VO. 
Indicações: Hipertensões maligna, real e essencial. Profilaxia 
da enxaqueca. Rubor durante a menopausa. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção hepática, insuficiência 
coronária, diabetes, IAM e antecedentes de depressão. 
Reações adversas: CV: hipertensão postural, bradicardia, 
taquicardia, palpitações, alterações ao ECG. 
Dermatológicas: prurido, dermatite Rash, urticária, alopecia. 
Endócrinas: impotência, diminuição da atividade sexual, perda 
da libido, ginecomastia e elevação da glicose (transitória). 
GI: constipação, boca seca, náuseas, vômito. 
GU: retenção urinária, nictúria. 
Metabólica: aumento de peso. 
Musculoesquelética: fraqueza muscular, dores musculares e 
nas articulações. Cãibra nas pernas. 
SNC: sonolência, tontura, fadiga, sedação, nervosismo, 
cefaleia, pesadelos, alucinação, delírio, ansiedade, depressão 
anorexia.Outra: febre. 
112 
 
Interações: Antidepressivos tricíclicos: diminuição do efeito 
anti-hipertensivo (recomenda-se usar com cautela). 
Bloqueadores e propranolol: resposta hipertensiva paradoxal. 
Depressores do SNC: aumento do efeito depressivo no SNC 
(recomenda-se usar com cautela). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 
ainda que melhore. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou 
sem o conhecimento do médico. Informe o paciente s 
sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso 
(hipertensão, taquicardia, náuseas, vômito, e arritmias). 
Quando necessário às doses devem ser reduzidas 
gradualmente durante 2-4 dias. Não é necessário suspender o 
uso da medicação antes de uma cirurgia (recomenda-se 
monitorizar a PA durante o procedimento cirúrgico). 
Informe o paciente o objetivo da medicação para facilitar 
tanto a compreensão do seu diagnóstico como também a sua 
colaboração no tratamento. Enfatize a importância da 
mudança de hábitos (abandono do tabagismo e do consumo 
de álcool, controle do estresse) e estimule o paciente a 
praticar exercícios físicos regularmente (hidroginástica e 
caminhada) e a seguir uma dieta hipossódica. 
113 
 
A medicação não deve ser usada durante a gestação, no caso 
de gravidez o médico deverá ser comunicado. Recomenda-se 
também cautela nos casos de disfunção hepática, insuficiência 
coronária, diabetes, IAM e antecedentes de depressão. 
Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. Informe também que 
a medicação pode causar alopecia, impotência, diminuição da 
atividade sexual, perda de libido, ginecomastia e aumento de 
peso. Os pacientes idosos são mais sensíveis ao efeito 
hipotensivo da medicação. 
Recomenda que o paciente mude lentamente de posição, para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
Pode causar boca seca, enxágues orais frequentes, balas ou 
gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomenda-se que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomenda-se que o paciente evite o tabagismo, consumo de 
bebidas alcoólicas e o uso concomitante de depressores do 
SNC, como também qualquer outra droga ou medicação, sem 
o conhecimento do médico, durante a terapia. 
114 
 
Durante a terapia monitore a PA e a frequência cardíaca (em 
alguns casos a hipertensão, a clonidina causa uma rápida 
queda da PA). E avalie: o efeito terapêutico da medicação e, 
diante da tolerância, comunique ao médico para possibilitar o 
ajuste da dose. 
 
115 
 
CLORIDRATO DE DOPAMINA 
(Cardiotônico não-digitálico) 
 
Nome comercial: CLORIDRATO DE DOPAMINA, REVIVAN. 
Apresentações: Solução injetável. 
Administração: IV. 
Indicações: Correção do desequilíbrio hemodinâmico devido a 
choque, trauma e hemorragias, síndrome do baixo débito, 
hipotensão e insuficiência renal. 
Contraindicações e precauções: hipersensibilidade. 
Taquicardia. Fibrilação atrial. Use cuidadosamente nos casos 
de doença vascular oclusiva, embolismo arterial e durante a 
lactação. 
Reações adversas: CV: arritmias, taquicardia, angina, 
hipotenção, vasoconstrição bradicardia e hipertenção. 
Dermatológicas: prurido, dermatite Rash, urticária, alopecia. 
GI:náuseas, vômito. 
Local: necrose do tecido, (extravasamento da droga). 
Respiratória: dispneia. 
SNC: cefaleia. 
Interações: anestésicos orgânicos (inalação): maior risco de 
arritmia ou hipertensão. 
Betabloqueadores: possível antagonismo do efeito da 
dopamina. 
Fenitoína: possível hipotensão. 
116 
 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 
ainda que melhore. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de 
doença vascular oclusiva, embolismo arterial e durante a 
lactação. No caso de a paciente estar amamentando, o médico 
deverá ser comunicado imediata e anteriormente ao início da 
terapia. 
Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente (e/ou responsável) que evite o uso de 
qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do 
médico durante a terapia. 
 
117 
 
CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA 
(Antiarrítmico, Anestésico tópico) 
 
Nome comercial: CLORIDRATO DE LIDOCAÍNA 2%, 
DERMOMAX, LIDIAL, LIDOCARBOTT, LIDOCAÍNA, LIDOJET, 
LIDOSPRAY 10%, LIDOSTON, XYLESTESIN, XYLOCAÍNA, 
DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES 
Apresentações: Gel tópico; Solução injetável. 
Administração: Tópica, VI. 
Indicações: Arritmia ventricular causada por IAM, 
manipulação cardíaca e taquicardia ventricular. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de bloqueio de 2º e 3º graus, 
bradicardia sinusal, ICC, disfunção renal e hepática e em 
pacientes idosos ou naqueles com o peso <50 kg. 
Reações adversas: CV: arritmia (piora ou nova), hipotenção, 
bradicardia. 
Locais: dor e edema. 
Oftalmológica: visão dupla ou turva. 
Otorrinolaringologia: zumbido. 
SNC: convulsão, confusão, tremor, letargia, sonolência, 
inquietação, fala lenta, euforia depressão, cefaleia leve, 
anestesia. 
Outra: choque anafilático, sensação de frio, diaforese. 
Interações: Betabloqueadores e cimetidina: diminuição do 
metabolismo da lidocaína. 
118 
 
Fenitoína, propranolol e quinidina: potencialização do efeito 
depressor cardíaco. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação exatamente conforme recomendado e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou ainda se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomende cautela também nos 
casos de bloqueio de 2º e 3º grau, bradicardia sinusal, ICC, 
disfunção renal ou hepática e em pacientes idosos ou aqueles 
com peso < 50 kg. 
Informe ao paciente (e/ou responsável) as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Pode causar tontura e vertigem recomende que o paciente 
evite dirigir ou outras atividades que requerem estado de 
alerta até que as reações medicamentosas sejam 
reconhecidas. 
Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante a administração, avalie: as reações adversas e, na 
presença de arritmias ou alterações ao ECG (alargamento do 
119 
 
complexo QRS ou prolongamento do intervalo PR), interrompa 
a infusão e comunique imediatamente ao médico; durante a 
terapia, monitore: a resposta clínica, principalmente PA, 
eletrólitos e creatinina e, diante qualquer alteração, 
comunique imediatamente ao médico. 
Superdosagem e toxicidade: em muitos pacientes graves, a 
convulsão pode ser o primeiro sinal de toxicidade; geralmente 
ocorrem reações como sonolência, confusãoe parestesia; na 
presença de tontura, suspenda o uso da medicação e 
comunique imediatamente o médico. 
IM: a droga deve ser administrada somente no músculo 
deltoide. 
IV: a administração por esta via requer monitorização cardíaca 
e o paciente deve ser observado durante todo o tempo; use 
bomba de infusão; infusão continua: mantenha prontamente 
disponíveis oxigênio e equipamento de reanimação 
cardiorrespiratória; pode levar a convulsão e coma; administre 
oxigênio via cateter nasal, se na for contraindicado. 
 
120 
 
CLORIDRATO DE LINCOMICINA 
(Antibiótico [lincosamina]) 
 
Nome comercial: FRADEMICINA, LINATRON, LINCOFLAN 
Apresentações: capsulas; Frascos de xarope. Ampolas de 
solução injetável. 
Administração: VO, IM, e IV. 
Indicações: Infecções dos tratos respiratório e urinário. 
Infecções de pele e dos tecidos moles. Osteomelite. 
Septicemia causada por Streptococcus do grupo A beta-
hemolítico e Staphylococus. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção hepática ou renal. 
Reações adversas: CV: hipotensão (infusão IV rápida). 
Dermatológicas: rash, urticária. 
GI: náusea, vômito, colite, diarreia persistente, dor abdominal, 
estomatite, prurido anal. 
GU: vaginite. 
Hematológicas: neutropenia, leucopenia, trombocitopenia, 
púrpura. 
Hepática: icterícia. Local: dor. Otorrinolaringológicas: glossite, 
zumbido. 
SNC: cefaleia, desmaio. Outras: choque anafilático, 
angioedema. 
Interações: Antidiarreicos: redução (90%) na absorção da 
lincomicina (recomenda-se evitar o uso concomitante ou 
121 
 
administrar essas drogas 2h antes da lincomicina). 
Bloqueadores neuromusculares: potencialização do efeito 
dessas drogas. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico devera ser 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também 
nos casos de disfunção hepática ou renal. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação 
principalmente diarreia persistente, como também aquelas 
incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Pode causar desmaios. Recomende que o paciente evite dirigir 
e a prática de atividades que requerem estado de alerta, até 
que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante a terapia, monitore: as funções hepática e 
hematológica (leucócitos, plaquetas) e, diante leucopenia e 
neutropenia, comunique imediatamente ao médico (o uso da 
122 
 
medicação deverá ser suspenso); e avalie: sinais de 
superinfecção (principalmente se a terapia exceder 10 dias). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com um copo de água, 
1h antes ou 2h após as refeições. 
IM: administre profundamente no músculo; alterne locais de 
aplicação para evitar a formação de hematomas; informe ao 
paciente que a administração por esta via é dolorosa. 
IV: infunda em 100 ml, no mínimo, em 1h; a infusão rápida 
pode causar hipotensão e sincope; durante a infusão, 
monitore a PA; observe se o local da infusão apresente flebite; 
sempre que possível, alterne os locais de infusão. 
 
 
123 
 
CLORIDRATO DE METOCLOPRAMIDA 
(Procinético, Antiemético) 
 
Nome comercial: ARISTOPRAMIDA, CLORIDRATO DE 
METOCLOPRAMIDA, ENZILOM, EUCIL METOCLOSAN, 
METOPLAMIN, NO-VOMIT, PLAMIVON, PLASIL, DISPONIVEL 
TAMBEM EM ASSOCIAÇOES 
Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável; 
Frascos de xarope. Supositórios; Frascos de solução oral 
(gotas). 
Administração: VO, IM, e IV. 
Indicações: Prevenção do vômito após quimioterapia. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Hemorragia GI. Epilepsia. Use cuidadosamente nos casos de 
câncer de mama e durante a lactação. 
Reações adversas: CV: hipertensão (transitória). 
GI: náusea, diarreia. 
SNC: inquietação sonolência, fadiga, insônia, reações 
extrapiramidais, distonia, tontura, ansiedade. 
Interações: Ciclosporinas: aumento dos efeitos tóxicos e 
imunossupressivos dessas drogas. 
Digoxina: menor absorção dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado o 
124 
 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que alcance melhora. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomenda-se cautela também nos casos de câncer de mama. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o medico devera ser consultado. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de depressores do SNC, como também de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, avalie: reações extrapiramidais e, diante 
essas reações, comunique imediatamente o médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: infunda lentamente além de 2-3min., dilua em soro 
glicosado 5% ou fisiológico 0,9% (concentração: 10mg/50 ml) 
e infunda em 15 minutos. 
125 
 
CLORIDRATO DE PETIDINA (MEPERIDINA) 
(Analgésico entorpecente) 
 
Nome comercial: DOLANTINA, DORNOT. 
Apresentação: Solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Alivio da dor. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Diarreia 
causada por envenenamento. Asma brônquica. DPOC. 
Depressão respiratória. Anoxia. Alcoolismo. Hipertensão 
intracraniana. Gestação. Use cuidadosamente nos casos de 
disfunção hepática ou renal, abdome agudo, doença 
cardiovascular, taquicardia supraventricular, mixedema, 
convulsão, delirium tremens, arteriosclerose cerebral, colite 
ulcerativa, febre, hipertrofia prostática, cirurgias GI ou GU 
recentes, psicose tóxica e durante trabalho de parto. 
Reações Adversas: CV: depressão circulatória, parada 
cardíaca, rubor facial, taquicardia, bradicardia, arritmia, 
palpitações, hipertensão, hipotensão, hipotensão postural, 
síncope. 
Dermatológicas: prurido, urticária, sudorese. 
Endócrinas: diminuição da libido ou da potencia. 
GI: náusea, vômito, boca seca, constipação, colite ulcerativa. 
126 
 
GU: retenção urinária, oligúria, efeito antidiurético. 
Respiratórias: depressão respiratória, apneia, parada 
respiratória, laringoespasmo. 
SNC: anorexia, tontura, sedação, euforia, delírio, insônia, 
agitação, ansiedade, medo, alucinação, desorientação, 
sonolência, letargia, coma, mudança no humor, cefaleia, 
tremor, convulsão, diminuição do reflexo da tosse, 
dependências física e psicológica. 
Outras: choque, edema, distúrbios visuais. 
Interações: Barbitúricos: potencialização dos efeitos dessas 
drogas. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda queo paciente alcance melhora. 
Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar sua 
colaboração no tratamento. O uso excessivo pode causar 
dependência à droga. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. Recomende a paciente o emprego de métodos 
contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. 
Recomenda-se cautela também nos casos de disfunção 
hepática ou renal, abdome agudo, doença cardiovascular, 
taquicardia supraventricular, mixedema, convulsão, delirium 
tremens, arteriosclerose cerebral, colite ulcerativa, febre, 
127 
 
hipertrofia prostática, cirurgias GI ou GU recentes, psicose 
toxica e durante o trabalho de parto. Nos pacientes sob o uso 
de tranquilizantes, a dose deve ser reduzida em 25-50%. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o médico deverá ser consultado. Recomende 
ao paciente o consumo de alimentos que contenham fibras 
para minimizar a constipação, durante a terapia. 
Recomende que o paciente mude lentamente de posição para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
Pode causar boca seca, enxágues orais frequentes, balas ou 
gomas de mascar sem açúcar podem minimizar esse efeito. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de outros depressores do SNC, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore: a função renal. 
 
128 
 
CLORIDRATO DE PROPRANOLOL 
(Bloqueador beta, Hipotensor arterial, Antiarrítmico classe II, 
Vasodilatador coronariano, Antitremor, Antienxaqueca) 
 
Nome comercial: AYERST, PROPRANOLOL, CLORIDRATO DE 
PROPRANOLOL, INDERAL, PRONOL, PROPACOR, 
PROPRANOLOL, REBATEN LA, SANPRONOL, UNI PROPRALOL. 
Apresentações: comprimido; Capsulas. 
Administração: VO. 
Indicações: Angina pectoris. Hipertensão. Arritmias. Profilaxia 
do infarto do miocárdio. Cardiomiopatia hipertrófica. Terapia 
adjuntiva de feocromocitoma. Profilaxia da cefaleia vascular. 
Controle de tremores. 
Contraindicações e precauções: ICC descompensada. Edema 
pulmonar. Choque cardiogênico. Bradicardia. Bloqueio 
cardíaco. Use cuidadosamente nos casos de prejuízo renal ou 
hepático, doença pulmonar (inclusive asma), diabetes mellitus 
(pode mascarar sinais de hipoglicemia), tirotoxicose (pode 
mascarar sintomas) e em pacientes com historia de reações 
alérgicas graves (possível aumento na intensidade das 
reações) ou geriátricos (maior suscetibilidade aos 
bloqueadores beta-adrenérgicos; recomenda-se reduzir a dose 
inicial). Gestação, lactação ou crianças: segurança ainda não 
estabelecida (a droga atravessa a barreira placentária e pode 
129 
 
causar bradicardia, hipotensão, hipoglicemia ou depressão 
respiratória fetal/neonatal). 
Reações Adversas: CV: arritmias, bradicardia, ICC, edema 
pulmonar, hipotensão postural, vasoconstrição periférica. 
Dermatológicas: prurido, rash. 
Endócrinas: hiperglicemia, hipoglicemia (principalmente em 
crianças), impotência, diminuição da libido. 
GI: constipação, diarreia, náusea. 
Musculoesqueléticas: artralgia, dor nas costas, cãibras 
musculares. 
Neurológica: parestesia. 
Oftalmológicas: visão turva, mucosa ocular seca. 
Otorrinolaringológica: congestão nasal. 
Respiratórias: broncoespasmo, dispneia. 
SNC: fadiga, fraqueza, ansiedade, tontura, sonolência, insônia, 
perda de memória, depressão mental, mudanças no estado 
mental, nervosismo, pesadelos. 
Interações: AINEs: possível diminuição da ação anti-
hipertensiva. Anestésicos gerais, fenitoína (IV) e verapamil: 
possível depressão do miocárdio aditiva. Anfetaminas, 
cocaína, efedrina, epinefrina, fenilefrina, norepinefrina ou 
pseudoefedrina: possível estimulo alfa adrenérgico sem 
controle (hipertensão excessiva, bradicardia). Anti-
hipertensivos (outros), álcool (uso agudo) ou nitratos: 
hipotensão aditiva. Broncodilatadores beta-adrenérgicos e 
130 
 
teofilina: possível diminuição da efetividade dessas drogas. 
Cimetidina: possível aumento da toxicidade de labetalol, 
timolol ou propranolol. Dopamina ou dobutamina: possível 
diminuição dos efeitos CV benéficos. Glicosídeos digitálicos: 
possível bradicardia aditiva. Hipoglicêmicos orais ou insulina: 
possível alteração da efetividade dessas drogas (podem ser 
necessários ajustes de dosagem). IMAOs: possível hipertensão 
(recomenda-se usar com extrema cautela após 14 dias da 
administração dessas drogas). Preparações tiroidianas: 
possível diminuição da efetividade. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou 
sem o conhecimento do médico. Informe ao paciente os 
sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso 
(desenvolvimento de hipertensão, isquemia do miocárdio e 
arritmias). Quando necessário, as doses devem ser reduzidas 
lenta e gradualmente, durante 2 semanas. 
Anteriormente ao inicio do tratamento, o paciente deverá 
informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja 
usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem 
prescrição médica, como também se tem ou já teve outros 
131 
 
problemas de saúde e reação alérgica a qualquer 
medicamento). 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou 
planejando amamentar, o médico devera ser comunicado 
imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de 
prejuízo renal ou hepático, doença pulmonar (inclusive asma), 
diabetes mellitus (pode mascarar sinais de hipoglicemia), 
tirotoxicose (pode mascarar sintomas) e em pacientes com 
história de reações alérgicas graves (possível aumento na 
intensidade das reações) ou geriátricos (maior suscetibilidade 
aos bloqueadores beta-adrenérgicos; recomenda-se reduzir a 
dose inicial). 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, sangramentos, choro, depressão, dificuldade 
respiratória, edema nas extremidades, bradicardia, confusão e 
dor de garganta, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente mude lentamente de posição para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
132 
 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem um estado de 
alerta, até que a reposta a medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite tabagismo (para prevenir 
diminuições nos níveis séricos e interferências na excreção da 
droga) e o consumo de álcool, como também o uso de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia, 
Principalmente nos pacientes diabéticos, monitore: a glicemia 
(o uso da medicação pode mascarar os sinais de hipoglicemia 
(sudorese, taquicardia); administre: a medicação no horário, e 
recomende: a ingestão regular de pequenas porções de 
alimentos, durante a terapia). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para 
minimizaro desconforto GI. 
IV: dilua em 10 ml de soro glicosado 5% e infunda em 1min; ou 
dilua em 50ml de soros glicosado 5% ou fisiológico 0,9% e 
infunda em 10-15min; mantenha-se prontamente disponível 
equipamento de ressuscitação, no caso de hipotensão. 
133 
 
CLORIDRATO DE VANCOMICINA 
(Antibiótico [glicopeptídeo]) 
 
Nome comercial: CELOVAN, CLORIDRATO DE VANCOMICINA, 
VANCOCID, VANCOCINA, VANCOSON. 
Apresentações: Pó p/ solução injetável. 
Administração: Uso IV. 
Indicações: Tratamento de infecções potencialmente fatais, 
quando são contraindicados antibacterianos menos tóxicos. 
Particularmente útil nas infecções estafilocócicas 
(endocardite, osteomielite, pneumonia e septicemia). 
Infecções dos tecidos moles em pacientes alérgicos à 
penicilina ou aos seus derivados ou quando o teste de 
sensibilidade demonstra resistência a meticilina. Infecções 
sistêmicas graves. Profilaxia da endocardite em pacientes 
alérgicos a penicilina. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de insuficiência renal (se CCr= 
80ml/min, recomenda-se reduzir a dose), prejuízo auditivo, 
obstrução ou inflamação intestinal. Gestação e lactação: 
segurança ainda não estabelecida. 
Reações Adversas: CV: hipotensão. 
Dermatológica: rash. 
GI: náusea, vômito. GU: nefrotoxicidade. 
Hematológicas: eosinofilia, leucopenia. 
134 
 
Local: flebite. 
Musculoesquelética: dor nas costas e no pescoço. 
Otorrinolaringológicas: ototoxicidade. 
Outros: reações de hipersensibilidade (incluindo anafilaxia, 
calafrios, febre, síndrome do “pescoço vermelho”, 
superinfecção). 
Interações: Anestésicos: maior risco de rubor (crianças). 
Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes: possível 
aumento do bloqueio neuromuscular. Nefrotóxicos e 
ototóxicos (outros, incluindo acido acetilsalicílico, 
aminoglicosídios, ciclosporinas, cisplatina e diuréticos de alça): 
possível ototoxicidade e nefrotoxicidade aditivas. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
medico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for 
esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, 
exceto quando no mesmo horário da próxima dose. As doses 
esquecidas não devem ser dobradas. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação e a 
lactação. Recomende a paciente o emprego de um método 
contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
135 
 
reações de hipersensibilidade, zumbido, tontura ou perda da 
audição, como também se não for observado qualquer 
melhora dos sintomas em poucos dias, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Recomende principalmente aos pacientes com história de 
doença cardíaca reumática ou substituição de válvula, o uso 
profilático de antimicrobianos anteriormente a realização de 
procedimentos invasivos dentários ou médicos. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Anteriormente ao inicio da terapia: solicite testes de cultura e 
sensibilidade; a primeira dose da medicação pode ser 
administrada, mesmo antes da obtenção desses resultados. 
Antes do início da terapia, avalie: sinais de infecção (sinais 
vitais, feridas, saliva, urina, fezes, leucócitos). 
Durante a terapia avalie: sinais de superinfecção (língua 
saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarreia ou fezes 
fétidas) e, diante qualquer um desses sinais, suspenda o uso 
da medicação e comunique imediatamente o médico; 
principalmente em pacientes com disfunção renal ou naqueles 
> 60 anos de idade, avalie, por meio de audiometria e dos 
níveis séricos de vancomicina, a função do oitavo nervo 
craniano (o pronto reconhecimento e a intervenção imediata 
são essenciais para prevenir danos permanentes). 
136 
 
Diariamente monitore: o balanço hídrico e o peso (urina turva 
ou rosa pode ser um indicativo de nefrotoxicidade). 
Colite pseudomembranosa: durante a terapia, avalie a função 
intestinal (frequência e consistência das evacuações, presença 
de sangue nas fezes). 
Exames laboratoriais: periodicamente durante a terapia, 
monitore: albumina ou células na urina ou diminuição na 
densidade especifica; a contagem sanguínea; e a função renal 
(pode causar aumentos nos níveis de BUN). 
Superdosagem e Toxicidade: níveis séricos máximos de 
vancomicina – 25mcg/ml; concentrações máximas – 5-
10mcg/ml. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: observe rigorosamente o local de infusão; o 
extravasamento da droga pode causar irritação, dor e necrose 
do tecido; alterne os locais de infusão; durante a infusão, 
monitore a PA do paciente. 
 
137 
 
CLORIDRATO DE VERAPAMIL 
(Antiarrítmico, Hipotensor arterial [bloqueador dos canais de 
cálcio]) 
 
Nome comercial: CLORIDRATO DE VERAPAMIL, DILACORON, 
VASOTON, VERAVAL. 
Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável; 
Cápsulas. 
Administração: VO e IV. 
Indicações: Controle de hipertensão, angina pectoris e/ou 
vasoespástica (Prinzmetal). Controle de arritmias 
supraventriculares e de frequências ventriculares rápidas em 
flutter de cardiomiopatias. Pacientes com distúrbios 
ventriculares, prejuízo hepático ou geriátricos. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Síndrome 
de nódulo sinusal. Bloqueio AV de 2º ou 3º grau (exceto nos 
casos de marca-passo artificial). PA < 90mmHg. ICC. Disfunção 
ventricular grave ou choque cardiogênico (exceto quando 
associado com taquiarritmias supraventriculares). Terapia IV 
concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos. Use 
cuidadosamente nos casos de prejuízo hepático grave 
(recomenda-se reduzir a dose), historia de arritmias 
ventriculares graves ou ICC e em pacientes geriátricos 
(recomenda-se reduzir a dose ou infundir mais lentamente; 
138 
 
maior risco de hipotensão). Gestação ou lactação: segurança 
ainda não estabelecida. 
Reações Adversas: CV: arritmias, ICC, bradicardia, dor no 
peito, hipotensão, palpitações, edema periférico, sincope, 
taquicardia. 
Dermatológicas: dermatite, eritema multiforme, rubor, 
sudorese, fotossensibilidade, prurido/urticária, rash. 
Endócrinas: ginecomastia, hiperglicemia. 
Ex. laboratoriais: alterações nas provas de função hepática. 
GI: constipação, diarreia, boca seca, disgeusia, dispepsia, 
náusea, vômito. 
GU: disúria, noctúria, poliúria, disfunção sexual, frequência 
urinária. 
Hematológicas: anemia, leucopenia, trombocitopenia. 
Metabólica: aumento de peso. Musculoesqueléticas: rigidez 
nas articulações, cãibras musculares. 
Neurológicas: parestesia, tremor. 
Oftalmológica: visão borrada. 
Otorrinolaringológicas: distúrbio de equilíbrio, zumbido. 
Respiratórias: tosse, dispneia, encurtamento da respiração, 
epistaxe. 
SNC: anorexia, sonhos estranhos, ansiedade, confusão, 
tontura, sonolência, cefaleia, nervosismo, distúrbios 
psiquiátricos, fraqueza. 
Outras: síndrome de Stevens-Johnson, hiperplasia gengival. 
139 
 
Interações: AINEs: possível diminuição dos efeitos anti-
hipertensivos. Álcool (ingestão aguda), anti-hipertensivos 
(outros), fentanila, nitrato ou quinidina: possível hipotensão 
aditiva. Bloqueadores beta-adrenérgicos, digoxina, 
disopiramida ou fenitoína: possível desenvolvimento de 
bradicardia, defeitos de condução ou ICC. Bloqueadoresneuromusculares não-despolarizantes: aumento dos efeitos 
paralisantes musculares. Cálcio e vitamina D: possível 
diminuição da efetividade. Carbamazepina, ciclosporinas, 
prazosina ou quinidina: possível diminuição do metabolismo e 
maior risco de toxicidade. Digoxina: possível aumento dos 
níveis sanguíneos dessa droga. Lítio: possível alteração dos 
níveis sanguíneos dessa droga. Rifampicina: possível 
diminuição da efetividade dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada 
tão logo possível, exceto quando no mesmo horário da 
próxima dose. As doses esquecidas não devem ser dobradas. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente. As 
doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante a 
terapia. 
140 
 
A medicação não deve ser usada durante a gestação e a 
lactação. Recomende a paciente o emprego de um método 
contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e que, diante da ocorrência 
de qualquer uma delas, principalmente batimentos cardíacos 
irregulares, dispneia, edemas (mãos e pés), tontura, náusea, 
constipação ou hipotensão pronunciadas e intensas ou 
cefaleia severa ou persistente, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Instrua o paciente sobre a técnica correta para verificar o 
pulso e que, diante pulso <50bpm, comunique imediatamente 
o médico. 
Recomende que o paciente mude lentamente de posição para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
Recomende ao paciente a manutenção frequente de uma boa 
higiene oral e consultas periódicas e regulares ao dentista 
para prevenir sangramento e hiperplasia gengivais. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas adequadas para prevenir as reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que as resposta a medicação seja conhecida. 
141 
 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de qualquer outra droga ou medicação, 
principalmente para resfriados, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Antes e frequentemente durante a administração, monitore: a 
PA e o pulso; o ECG e, diante bradicardia ou hipotensão 
prolongada, comunique imediatamente ao medico; mantenha 
prontamente disponíveis equipamentos de emergência e os 
medicamentos necessários. 
Angina: avalie o local, a duração, a intensidade e os fatores de 
precipitação da dor; o paciente sob terapia concomitante de 
nitrato ou betabloqueadores, deverá continuar recebendo 
ambos os medicamento, exatamente conforme recomendado, 
e usar nitroglicerina (SL), conforme necessário, o paciente 
deverá discutir como médico as restrições de exercícios e 
esforço. 
Hipertensão: informe ao paciente que a medicação controla, 
mas não cura a hipertensão; recomende ao paciente o 
emprego de medidas adicionais para o controle da 
hipertensão (redução de peso, dieta hipossódica, abandono 
do tabagismo, consumo moderado de álcool, prática regular 
de exercícios moderados e controle do estresse); instrua o 
paciente e seus familiares sobre a técnica correta para 
monitorar a PA (pelo menos, 1 vez por semana) e que as 
142 
 
alterações significativas sejam comunicadas imediatamente ao 
médico. 
Exames laboratoriais: as concentrações totais de cálcio sérico 
não são afetadas pelos bloqueadores dos canais de cálcio; 
periodicamente durante a terapia, monitore: o potássio sérico 
(a hipocalemia aumenta o risco de arritmias e deve ser 
corrigida); durante terapias prolongadas, monitore: 
periodicamente as funções renais e hepáticas; após vários dias 
de terapia, pode haver aumento das enzimas hepáticas, mas 
geralmente retornam ao normal com a descontinuação da 
medicação. 
VO: as capsulas e os comprimidos não devem ser abertos, 
macerados ou mastigados, ele devem ser ingeridos inteiros e, 
preferencialmente, com alimentos ou leite para minimizar a 
irritação gástrica. 
IV: após a administração, o paciente deverá permanecer em 
repouso, durante, pelo menos, 1h para minimizar os efeitos 
hipotensivos; IV direta: não é necessário diluir, administre 
além de 2min (dose única); em pacientes idosos, administre 
além de 3min. 
 
143 
 
CLORPROPAMIDA 
(Antidiabético [sulfoniluréia]) 
 
Nome comercial: CLORPROPAMIDA, DIABENCONTROL, 
DIABINESE. 
Apresentação: comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Em associação com a dieta para redução da 
glicemia em pacientes com diabetes mellitus não-
insulinodependente (DMNID, tipo II). 
Contraindicações: Hipersensibilidade. Diabetes 
insulinodependente tipo I ou diabetes controlado por dieta. 
Acidose diabética. Disfunção hepática, renal ou da tireoide. 
Uremia. Glicosúria. Gestação ou lactação. 
Reações Adversas: Dermatológicas: rash, prurido, rubor, 
fotossensibilidade, urticária. 
Endócrinas: hipoglicemia. 
GI: náusea, vômito. 
Hematológicas: leucopenia, trombocitopenia, anemia. 
Outra: febre. 
Interações: Betabloqueadores: recomenda-se usar com 
cautela. Clorafenicol, IMAOs, salicilatos e sulfonamidas: 
aumento da atividade hipoglicêmica. Corticosteroides, 
diuréticos e rifampicina: diminuição da resposta 
hipoglicêmica. 
144 
 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação, exatamente conforme o recomendado, e a não 
interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico. 
Informe o paciente o objetivo da medicação para facilitar 
tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua 
colaboração no tratamento. A medicação ajuda a controlar os 
sintomas, mas não cura o diabetes, que requer tratamento 
por toda a vida. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação e a 
lactação. Recomende a paciente o emprego de métodos 
contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e que, durante a ocorrência 
de qualquer uma delas, principalmente hipoglicemia, o 
médico devera ser comunicado imediatamente. Os pacientes 
idosos são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações 
adversas. 
Instrua o paciente sobre a sua doença, a importância de seguir 
os regimes terapêuticos e alimentares recomendados, as 
medidas para prevenção de infecções, os sinais e sintomas de 
hiperglicemia (sede severa, boca seca, pele seca e diurese 
frequente) e de hipoglicemia (fome intensa, sudorese, tremor, 
agitação, irritabilidade, cefaleia, distúrbios do sono, depressão 
do humor e distúrbios neurológicos transitórios [alterações da 
145 
 
fala, ou da visão e sensação de paralisia]) e o que fazer diante 
dessa ocorrência. 
A medicação não substitui as restrições alimentares e todos os 
alimentos recomendados devem ser ingeridos para prevenir 
hipoglicemia. Recomende ao paciente, quando possível, o 
acompanhamento de um nutricionista, como também a perda 
de peso, prática regular de exercícios físicos, uma boa higiene 
pessoal, o uso de sapatos confortáveis para não machucar os 
pés e que evite o consumo de álcool. Na presença de 
hipoglicemia, recomende que o paciente tome um copo de 
suco de laranja ou 2-3 colheres de chá de açúcar, mel ou 
melado dissolvido em água e que comunique ao medico esta 
ocorrência. Aconselhe o paciente a dispor sempre 
prontamente de alguma formade açúcar (balas, doces) e de 
um cartão de identificação com a descrição completa de todo 
o processo de sua doença e o esquema de medicação. 
Instrua o paciente sobre a técnica correta de automonitoração 
glicêmica e de cetonas. Durante os períodos de estresse, 
tensão ou enfermidades, esses testes devem ser 
rigorosamente controlados e, diante quaisquer alterações 
significativas, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. Recomende ao paciente a utilização de testes 
domésticos para controle da glicemia (fitas que mudam de 
cor, de acordo com a dosagem) e a dispor sempre de um kit 
146 
 
de emergência. É mandatória a realização periódica dos testes 
da função hepática. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. 
Pode ocasionalmente causar tontura. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado 
de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também o uso de qualquer outra droga, sem o conhecimento 
do médico, durante a terapia. 
Enfatize para o paciente a importância da realização dos 
exames de acompanhamento para a efetividade do 
tratamento e monitorar os efeitos colaterais da droga. 
Durante a terapia, avalie: os níveis de fosfatase alcalina e, 
diante aumento, o uso da medicação deverá ser suspenso; 
sinais de insuficiência renal e, na presença de disúria, anúria, 
ou hematúria, comunique imediatamente ao médico. 
VO: a medicação deve ser administrada antes do café da 
manhã; a dose poderá ser dividida em 2 tomadas (antes do 
café da manhã e do jantar) para prevenir transtornos no GI. 
147 
 
DEXAMETASONA 
(Corticosteroide [glicocorticoide]) 
 
Nome comercial: DECADRON, DEFLAREN DEXADEN, 
DEXAMETASONA, DEAMEX, DEXASONA. 
Apresentações: Comprimido; Solução injetável. 
Administração: VO, IM, IV e tópico (dermatológico e 
oftálmico). 
Indicações: Doenças crônicas, geralmente, não-fatais 
(distúrbios endócrinos e afecções reumáticas crônicas, estados 
edematosos, doenças respiratórias e GI), algumas doenças 
dermatológicas e hematológicas. Doenças crônicas 
potencialmente fatais (lúpus eritematoso sistêmico, pênfigo, 
sarcoidose sintomática). Doenças agudas não-fatais (estados 
alérgicos, doenças oftálmicas e afecções reumáticas agudas e 
subagudas). Doenças agudas potencialmente fatais (cardite 
aguda reumática, crise de lúpus eritematoso sistêmico, 
reações alérgicas graves, pênfigo, neoplasias). Terapêutica 
maciça em certas afecções (leucemia aguda, síndrome 
nefrótica e pênfigo). Síndrome adrenogenital. Edema cerebral. 
Meningite bacteriana. Afecções alérgicas, inflamações, 
eczemas, dermatites seborreicas, neurodermites e pruridos. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Tuberculose pulmonar. Viroses em geral. Infecções fúngicas 
sistêmicas, bacterianas ou virais não-controladas por agente 
148 
 
anti-infeccioso (exceto quando há risco de vida). Infestações 
por estrongiloidíase ou amebíase. Diabetes mellitus. Psicose. 
Períodos pós-operatórios imediatos. Hipertensão arterial. ICC. 
Insuficiência hepática ou renal. Doença de Cushin. 
Diverticulite. Esofagite. Gastrite. Ulcera péptica. Herpes 
simples ocular. Glaucoma de angulo aberto. Lactação 
(principalmente em terapias de doses altas). Use 
cuidadosamente nos casos de amebíase latente (recomenda-
se o tratamento dessa parasitose anteriormente ao inicio da 
terapia). Gestação: recomenda-se usar somente se os 
benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais de seu 
uso para mãe e o feto. 
Reações Adversas: CV: ICC (pacientes suscetíveis), 
hipertensão, tromboembolismo. 
Dermatológicas: prejuízo na cicatrização de ferimentos, pele 
fina e frágil, eritema, hipersudorese, dermatite alérgica, 
urticária, edema angioneurótico, petéquias. 
Endócrinas: irregularidades no ciclo menstrual, 
desenvolvimento de estado de cushingóide, supressão do 
crescimento (em crianças), refratariedade secundaria 
adrenocortical e hipofisária (principalmente por estresse – 
trauma, cirurgia ou doenças), diminuição da tolerância aos 
carboidratos, manifestações de diabetes mellitus latente, 
aumento das necessidades de insulina ou dos 
hipoglicemiantes orais (pacientes diabéticos). 
149 
 
Ex. laboratoriais: balanço de nitrogênio negativo (devido ao 
catabolismo proteico), possível supressão das reações aos 
testes cutâneos. 
GI: náusea, úlcera péptica (possível perfuração hemorrágica), 
perfuração de intestinos grosso e delgado (principalmente em 
pacientes com doença intestinal inflamatória), pancreatite, 
distensão abdominal, esofagite ulcerativa. Hematológica: 
equimose. Hidroeletrolíticas: retenção de sódio e líquido, 
perda de potássio, alcalose hipocalêmica. 
Locais: ardor, dor, formigamento e reações alérgicas (tópico). 
Metabólicas: aumentos de peso e apetite. 
Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteroide, 
perda de massa muscular, osteoporose, fraturas (por 
compressão vertebral), necrose asséptica (cabeças do fêmur e 
do úmero), fratura patológica (ossos longos), ruptura do 
tendão, lesões em tecidos articulares (tópico). 
Oftalmológicas: catarata subcapsular posterior, aumento da 
PIO, glaucoma, exoftalmia. 
SNC: convulsão, aumento da pressão intracraniana com 
papiledema (pseudotumor cerebral, geralmente após o 
tratamento), vertigem, cefaleia. 
Outras: reações de hipersensibilidade, mal estar. 
Interações: Acido Fólico: possível aumento nas exigências 
dessa droga (terapias prolongadas). 
150 
 
Álcool ou AINEs: maior risco de ulceras ou hemorragias GI. 
Alimentos ou medicamentos que contêm sódio: possível 
edema e aumento da PA. 
Antiácidos ou colestiramina: possível diminuição do efeito 
farmacológico da dexametasona. 
Bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes: possível 
intensificação na ação dessas drogas. Contraceptivos orais 
(com estrogênios) ou estrogênios: possível alteração na sua 
biotransformação e na ligação as proteínas, resultando em 
diminuição da depuração e aumento da meia-vida de 
eliminação. 
Diuréticos: possível diminuição tanto dos efeitos dessa droga 
como da dexametasona. 
Hormônios tiroidianos: pode ser necessário ajustar dose de 
dexametasona. 
Imunossupressores (outros): possível maior risco de infecções 
e desenvolvimento de linfomas ou outros supressores de 
dexametasona. 
Isoniazida: possível aumento na biotransformação hepática 
e/ou excreção dessa droga. 
Paracetamol: maior risco de hepatotoxicidade. 
Salicilatos: possível aumento na excreção dessas drogas. 
Suplementos de potássio: possível diminuição dos efeitos 
dessas drogas. 
151 
 
Vacinas de vírus atenuados ou outras imunizações: possível 
potencialização da replicação do vírus da vacina; maior risco 
de desenvolvimento da doença viral e/ou menor capacidade 
de formação de anticorpos. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que paciente alcance melhora. Se uma dose 
for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, 
exceto quando no mesmo horário da próxima dose. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente, 
principalmente após terapias prolongadas. As doses devem 
ser reduzidas lenta e gradualmente, durante o tratamento. 
Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar 
tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua 
colaboração no tratamento. 
Durante a gestação ou lactação, a medicaçãosomente deverá 
ser usada quando os benefícios superarem os riscos potenciais 
de seu uso. Recomende a paciente o emprego de métodos 
contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência 
de qualquer uma delas, principalmente sinais de insuficiência 
adrenal (fadiga, fraqueza muscular, dores nas articulações, 
febre, anorexia, náusea, dispneia, tontura) o médico deverá 
152 
 
ser comunicado imediatamente. O uso da medicação também 
pode mascarar infecções e amebíase. Recomende ao paciente 
principalmente aquele sob terapia prolongada, que consulte 
periodicamente um oftalmologista. 
Durante o tratamento, o paciente não deverá receber 
qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do 
médico. 
Os pacientes idosos são mais suscetíveis à osteoporose. 
Recomende a prática regular de exercícios e o uso de vitamina 
D ou cálcio, conforme prescrição médica. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de analgésicos AINEs, como também de 
qualquer outra droga ou medicação sem conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore: o peso; a PA; os eletrólitos; o 
nível de glicose no sangue (principalmente em pacientes 
diabéticos que podem requerer aumento da dose de insulina); 
avalie: sinais de hipocalemia (relacionados ao uso de 
diuréticos e de anfotericina B); sinais de depressão e episódios 
psicóticos (principalmente em regimes de doses altas). 
Exames laboratoriais: em terapias crônicas, os testes de 
função adrenal devem ser realizados periodicamente para a 
avaliação do grau de supressão do eixo hipotálamo-pituitária-
adrenal (HPA); as crianças e os pacientes sob uso de doses 
153 
 
mais altas do que as recomendadas, são mais suscetíveis ao 
desenvolvimento de supressão do eixo HPA. 
VO: a medicação deve ser administrada pela manhã para 
obtenção de um melhor resultado e redução da toxicidade; a 
medicação deve ser administrada com alimentos. 
Tópico: recomenda-se cautela no uso de curativos oclusivos, 
fraldas e sob áreas cobertas devido ao aumento de sua 
absorção; deve-se evitar o uso prolongado próximo dos olhos 
e das áreas genital e retal. 
IM: administre profundamente no músculo glúteo; alterne os 
locais de aplicação para evitar atrofia muscular. 
SC: o uso por esta via não é recomendado, devido ao risco de 
atrofia e abscesso. 
 
 
154 
 
DIAZEPAM 
(Sedativo-hipnótico) 
 
Nome comercial: DIAZEPAM, DIENPAX, KIATRIUM, UNI 
DIAZEPAX, VALIUM. 
Apresentações: comprimido; Ampolas de solução injetável. 
Administração: VO, IM e IV. 
Indicações: Ansiedade, agitação, sedação, espasmo muscular 
e crise convulsiva. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Psicose. 
Glaucoma de ângulo estreito. Coma. Intoxicação por álcool. 
Miastenia gravis. Gestação ou lactação. Use cuidadosamente 
nos casos de disfunção hepática ou renal e em pacientes 
idosos ou debilitados. 
Reações Adversas: CV: colapso cardiovascular, hipotensão 
transitória, bradicardia, taquicardia, hipertensão, palpitações, 
edema. 
Dermatológicas: urticaria, prurido, rash, dermatite, diaforese. 
Endócrina: ginecomastia. 
Ex. laboratoriais: elevação das enzimas LDH, TGO e TGP e da 
fosfatase alcalina. 
GI: náusea, vômito, desconforto abdominal, diarreia, 
constipação, dificuldade de deglutição. 
GU: retenção ou incontinência urinaria. 
155 
 
Hematológicas: diminuição do hematócrito, discrasias 
sanguíneas. Hepática: disfunção hepática. 
Locais: flebite, tromboflebite (IV); dor, queimação, 
vermelhidão (IM). 
Musculoesquelética: distúrbios musculares. Oftalmológicas: 
distúrbios visuais, diplopia, visão turva, nistagmo. 
Otorrinolaringológicas: distúrbios auditivos, congestão nasal. 
Respiratória: depressão respiratória. 
SNC: sonolência, sedação, depressão, letargia apatia, fadiga, 
desorientação, inquietação, confusão, choro, delírio, cefaleia, 
disartria, estupor, rigidez, tremor, distonia, euforia, 
nervosismo, dificuldade de concentração, retardo psicomotor, 
reações extrapiramidais, parestesia. 
Outras: soluço, febre. 
Interações: Cimetidina: aumento da sedação. Depressores do 
SNC: aumento do efeito depressivo no SNC (recomenda-se 
evitar o uso concomitante). Digoxina: maior risco de 
intoxicação digitálica devido ao aumento do nível sanguíneo 
da digoxina. Fenobarbital: aumento do efeito de ambas as 
drogas (recomenda-se usar com cautela). Tabagismo 
(cigarros): aumento da eliminação do benzodiazepínico. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente o paciente a 
tomar a medicação conforme recomendado e não 
interromper o tratamento, sem o conhecimento do medico, 
ainda que melhore. O uso da medicação não deve ser 
156 
 
suspenso subitamente, principalmente após terapias 
prolongadas, devido ao risco de desenvolvimento de sintomas 
de abstinência. As doses devem ser reduzidas lenta e 
gradualmente, durante o tratamento. A medicação não é 
recomendada para o controle do estresse diário. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação e a 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomende a paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, 
durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na a ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico devera ser consultado. Os pacientes idosos são mais 
suscetíveis ao desenvolvimento de reações adversas. 
Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de 
álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, 
como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a após a administração, monitore: os sinais vitais (a 
cada 15min); após a administração o paciente deverá 
157 
 
permanecer em repouso, durante 3h; quando administrada 
em ambulatório, não permita que o paciente saia nem dirija 
veículos; e avalie: diariamente sinais de flebite no local da 
infusão. 
Durante terapias prolongadas, monitore: as funções renal, 
hepática e hematopoiética. 
Exames laboratoriais: pode causar: elevação das enzimas LDH, 
TGO e TGP e da fosfatase alcalina. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante com outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para 
evitar problemas GI. 
IM: uso não recomendado devido à absorção irregular; lenta e 
dolorosa; se for realmente necessário administre 
profundamente no músculo. 
IV: a medicação não deve ser administrada em veia de fino 
calibre (dorsos da mão e pulsos); administre lentamente 
5mg/min; evite o extravasamento; a droga não deve ser 
armazenada em seringas de plástico nem misturada com 
outras substâncias devido à incompatibilidade. 
 
158 
 
DICLOFENACO POTÁSSICO 
(Anti-inflamatório não-esteroidal) 
 
Nome comercial: CATAFLAM, DICLOFENACO POTÁSSICO, 
DICLONIL, LISOPAN, REUMADIL, VOLTRIX. 
Apresentações: Comprimido; Frascos de solução oral (gotas); 
Ampolas de solução injetável. 
Administração: VO e IM. 
Indicações: Tratamento, em curto prazo, de estados dolorosos 
inflamatórios pós-traumáticos, inflamação e tumefação 
(entorses), dor, tumefação e inflamação no pós-operatório(cirurgias ortopédicas ou odontológicas) e cólica renal ou 
biliar. Tratamento da dismenorreia primaria. Crises iminentes 
de enxaqueca. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Discrasias 
sanguíneas. Depressão da medula óssea. Porfiria aguda. 
Ulcera gástrica ou intestinal. Proctite (uso retal). Sintomas de 
pólipos nasais associados com broncoespasmo ou 
angioedema. Pacientes nos quais as crises de asma, reações 
cutâneas ou rinites são precipitadas pelo uso de acido 
acetilsalicílico ou outras drogas com ação inibidora da síntese 
de prostaglandinas. Gestação ou lactação. Crianças > 1 ano. 
Use com extrema cautela nos casos de historia de ulcera 
gástrica ou intestinal, distúrbios do GI, colite ulcerativa doença 
de Crohn, insuficiência hepática grave, porfiria hepática, 
159 
 
insuficiência cardíaca ou renal, distúrbios hemostáticos e em 
pacientes idosos, sob tratamento com diuréticos ou naqueles 
em recuperação de grandes cirurgias. 
Reações Adversas: CV: palpitações, dor torácica, ICC, 
taquicardia, hipertensão. 
Dermatológicas: fotossensibilidade, rash, ou erupções 
cutâneas, papulosas ou bolhosas, dermatite, síndromes de 
Stevens-Johnson e de Lyell, eczema, eritema multiforme, 
alopecia, purpura. 
Ex. laboratoriais: elevação dos níveis séricos das enzimas 
aminotransferases. 
GI: episgastralgia, náusea, vômito, constipação ou diarreia, 
indigestão, dores e cólicas abdominais, ulcera péptica 
(com/sem sangramento e/ou perfuração), dispepsia, 
flatulência, estomatite, disgeusia, boca seca, colite e 
exacerbação de colite ulcerativa, hematêmese, melena, 
distúrbios do intestino grosso, estomatite aftosa, glossite. 
GU: insuficiência renal aguda, nefrite intersticial, oligúria, 
síndrome nefrótica, necrose papilar, hematúria, proteinúria. 
Hematológicas: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, 
anemia (aplástica ou hemolítica). 
Hepáticas: hepatite grave, icterícia. Locais: edema, dor (IM). 
Metabólica: retenção hídrica. Oftalmológicas: visão borrada, 
diplopia. 
Otorrinolaringológicas: zumbido, distúrbios auditivos. 
160 
 
SNC: anorexia, cefaleia, tontura, vertigem, insônia, sonolência, 
agitação, convulsão, necrose papilar, irritabilidade, parestesia, 
distúrbios da memória, desorientação, depressão, ansiedade, 
pesadelo, tremor, reações psicóticas, reações de 
hipersensibilidade (angiodema, broncospasmoedemia de 
laringe, asma, reações anafiláticas sistêmicas ou 
anafilactóides, hipotensão). 
Interações: AINEs sistêmicos: possível aumento na frequência 
de reações adversas. 
Anti-hipertensivos ou diuréticos: possível diminuição dos 
efeitos dessas drogas. 
Antibacterianos quinolônicos: convulsões (relatos isolados). 
Anticoagulantes: maior risco de hemorragias (alguns relatos). 
Antidiabéticos: efeitos hipo e hiperglicemiantes (casos 
isolados; recomenda-se adaptação da dose dos 
antidiabéticos). 
Ciclosporina: possível aumento da nefrotoxicidade dessa 
droga, devido aos efeitos dos AINEs sobre as prostaglandinas 
renais. 
Digoxina e lítio: possível aumento nas concentrações 
plasmáticas dessas drogas. 
Diuréticos poupadores de potássio: possível aumento nos 
níveis séricos de potássio. 
Metotrexato: possíveis aumentos dos níveis séricos dessa 
droga e sua toxicidade (mediante administração de AINEs, 
161 
 
menos de 24h após ou antes do tratamento com 
metotrexato). 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for 
esquecida, ela deverá ser administrada dentro de 1-2h 
(somente em esquemas 1 ou 2 vezes por dia). As doses 
esquecidas não devem ser dobradas. A administração de 
doses mais altas do que as prescritas não aumenta a eficácia 
da medicação, mas pode intensificar a ocorrência de efeitos 
colaterais. 
No caso de gravidez ou lactação o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomende a paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, 
durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, prurido, distúrbios visuais, zumbido, aumento de peso, 
edema, fezes escuras, cefaleia persistente ou síndrome tipo 
influenza (calafrios, febre, dores musculares), o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Informe também a possível 
ocorrência de alopecia. Os pacientes asmáticos, com reações 
alérgicas relacionadas ao uso de acido acetilsalicílico e pólipos 
162 
 
nasais, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de reações de 
hipersensibilidade. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de mais 
adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante 
a terapia. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de 
alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool ou de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Artrite: avalie a dor; antes e periodicamente durante a terapia, 
relate o tipo, a localização, a intensidade e as limitações de 
movimento. 
Dismenorreia: administre o mais cedo possível, após o inicio 
da menstruação; o tratamento profilático não tem 
demonstrado ser efetivo. 
Dor: avalie a dor e a limitação de movimento; anteriormente e 
30-60min após a administração, relate o tipo, a localização e a 
intensidade. 
Exames laboratoriais: o diclofenaco tem efeito mínimo no 
tempo de sangramento e na agregação plaquetária; pode 
causar diminuições em hemoglobina, hematócrito, leucócito e 
163 
 
na contagem de plaquetas; nas primeiras 8 semanas de 
tratamento e, periodicamente, durante seu curso, monitore os 
testes de função hepática; pode causar aumentos nas 
concentrações séricas de fosfatase alcalina, LDH, TGO e TGP; 
monitore BUN, creatinina sérica e eletrólitos; 
VO: a medicação deve ser administrada com um copo cheio de 
água; o paciente deve permanecer de pé, durante 15-30min, 
após a administração; administre durante ou após as refeições 
ou com um antiácido (alumínio ou magnésio) para minimizar a 
irritação gástrica; as primeiras 2 doses podem ser 
administradas com o estômago vazio para possibilitar um 
efeito mais rápido; os comprimidos não devem ser macerados 
ou mastigados. 
 
 
164 
 
DICLOFENACO SÓDICO 
(Anti-inflamatório não-esteróide [AINE]) 
 
Nome Comercial: ARTREN/VOLTAREN. 
Apresentações: Artren: Cápsula gelatinosa dura com 
microgrânulos. Voltarem: comprimido, solução injetável. 
Farmacocinética: Usos VO, IM, retal e tópico 
(dermatológico). 
Indicações e Posologia: Artrite reumatoide (inclusive na 
forma juvenil), espondilite anquilosante, osteoartrose e 
espondilartrites; Síndromes dolorosas da coluna vertebral. 
Reumatismo não articular; Crises agudas de gota; 
Inflamações pós-traumáticas e pós-operatórias dolorosas e 
edema (após cirurgia dentária ou ortopédica); Cólicas renal 
e biliar; Como coadjuvante no tratamento de processos 
infecciosos acompanhados de dor e inflamação no ouvido, 
nariz ou garganta (farindoamigdalites e otites). 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Úlcera 
gástrica ou intestinal. Gastrite. Duodenite. Porfiria aguda. 
Insuficiências cardíaca, hepática ou renal graves. Proctite 
(uso retal).Discrasias sanguíneas. Diástase hemorrágica 
(trombocitopenia, distúrbios da coagulação sanguínea). 
Pacientes nos quais as crises de asma, rinite aguda ou 
urticária, discrasias sanguíneas, trombocitopenia e 
distúrbios da coagulação sanguínea são precipitadas pelo 
165 
 
uso de ácido acetilsalicílico ou de outras drogas com ação 
inibidora da síntese de prostaglandinas. Gestação ou 
lactação. Crianças < 14 anos (comprimidos, injetável e 
supositórios). Use cuidadosamente nos casos de distúrbios 
GI, história de úlcera gástrica ou intestinal, colite ulcerativa 
ou de doença de Crohn e em pacientes com distúrbios da 
função hepática. Uso com extrema cautela nos casos de 
porfiria hepática. Use com extrema cautela nos casos de 
porfiria hepática. Insuficiência cardíaca ou renal, em 
pacientes idosos, sob tratamento com diuréticos e 
naqueles em recuperação de grandes cirurgias. 
Reações Adversas: Dermatológica: rash. 
Ex. laboratoriais: elevação dos níveis séricos das enzimas 
aminotransferases. 
GI: epigastralgia, náusea, vômito, diarreia, cólicas 
abdominais, dispepsia, flatulência. 
Locais: dor, induração (IM); irritação (retal); prurido, 
eritema, dermatite (tópico). 
SNC: anorexia, cefaleia, tontura, vertigem. 
Interações: AINEs sistêmicos: possível aumento na 
frequência de reações adversas. 
Anti-hipertensivos ou diuréticos: possível diminuição dos 
efeitos dessas drogas. 
Antibacterianos quinolônicos: convulsões (relados 
isolados) 
166 
 
Anticoagulantes: maior risco de hemorragias (alguns 
relatos). 
Antidiabéticos: efeito hipo e hiperglicemiantes (casos 
isolados; recomenda-se adaptação da dose dos 
antidiabéticos). 
Ciclosporina: possível aumento da nefrotoxicidade dessa 
droga, devido aos efeitos dos AINEs sobre as 
prostaglandinas renais. 
Digoxina e lítio: possível aumento nas concentrações 
plasmáticas dessas drogas. 
Metotrexato: possíveis aumentos dos níveis séricos dessa 
droga e de sua toxicidade (mediante administração de 
AINEs menos de 24h após ou antes do tratamento com 
metotrexato). 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o 
conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance 
melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser 
administrada dentro de 1-2h (somente em esquemas de 1 
ou 2 vezes por dia). As doses esquecidas não devem ser 
dobradas. A administração de doses mais altas do que as 
prescritas não aumenta a eficácia da medicação, mas pode 
intensificar a ocorrência de efeitos colaterais. 
167 
 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. Recomende à paciente emprego de métodos 
contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
rash, prurido, distúrbios visuais, zumbido, aumento de 
peso, edema, fezes escuras, cefaleia persistente ou 
síndrome tipo influenza (calafrios, febre, dores 
musculares), o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. Os pacientes asmáticos, com reações 
alérgicas relacionadas ao uso do ácido acetilsalicílico e 
pólipos nasais, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de 
reações de hipersensibilidade. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema 
de medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para evitar reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem 
estado de alerta, até que a resposta á medicação seja 
conhecida. 
168 
 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e 
de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Artrite: avalie a dor; antes e periodicamente durante a 
terapia, relate o tipo, a localização, a intensidade e a 
limitação do movimento. 
Dismenorréia: administre o mais cedo possível, após o 
início da menstruação, o tratamento profilático não tem 
demonstrado ser efetivo. 
Dor: avalie a dor e a limitação de movimento: 
anteriormente a 30-60min. após a administração, relate o 
tipo, a localização e a intensidade. 
Exames laboratoriais: o diclofenaco tem efeito mínimo no 
tempo de sangramento e na agregação plaquetária; pode 
causar diminuições em hemoglobina, hematócrito, 
leucócitos e na contagem de plaquetas; nas primeiras 8 
semanas de tratamento e, periodicamente, durante o seu 
curso, monitore os testes de função hepática; pode causar 
aumentos nas concentrações séricas de fosfotase alcalina, 
LDH, TGO e TGP; periodicamente durante a terapia, 
monitore BUN, creatina sérica e eletrólitos; pode causar 
aumentos em BUN, creatina sérica e concentrações de 
eletrólito e diminuição nas concentrações de eletrólitos na 
urina; pode causar diminuição na concentração sérica e 
aumento nas concentrações de ácido úrico na urina. 
169 
 
 Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com um copo 
cheio de água; o paciente deve permanecer de pé, durante 
15-30min., após a administração; administre durante ou 
após as refeições ou com um antiácido contendo alumínio 
ou magnésio para minimizar a irritação gástrica; as 
primeiras 2 doses podem ser administradas com o 
estômago vazio para possibilitar um efeito mais rápido; os 
comprimidos não devem ser macerados ou mastigados. 
170 
 
DICLORIDRATO DE CLOROQUINA 
(Antimalárico) 
 
Nome Comercial: CLOROQUINA. 
Apresentações: Solução injetável. 
Administração: IM. 
Indicações: Tratamento supressivo ou de ataques agudos 
de malária causados por Plasmodium Vivax, Plasmodium 
malariae, Plasmodium ovale e linhagens suscetíveis à 
cloroquina de Plasmodium falciparum. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de doença hepática, 
alcoolismo, psoríase, deficiência de G6PD, depressão da 
medula óssea, uso concomitante de drogas hepatotóxicas 
e em crianças (extremamente sensíveis aos efeitos da 
droga). Gestação: segurança ainda não estabelecida (mas 
tem sido usada). 
Reações Adversas: CV: alterações ao ECG, hipotensão. 
Dermatológicas: alopecia, dermatose, fotossensibilidade, 
alterações na pigmentação, prurido, erupção cutânea. 
GI: cólica abdominal, diarreia, desconforto epigástrico, 
náusea, vômito. 
GU: descoloração da urina (amarelo-ferrugem ou marrom). 
Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, 
leucopenia, trombocitopenia. 
171 
 
Neurológicas: neuromiopatia, neurite periférica. 
Oftalmológicas: ceratopatia, retinopatia, distúrbios visuais. 
Otorrinolaringológica: ototoxicidade. 
SNC: convulsões, anorexia, ansiedade, confusão, tontura, 
fadiga, cefaleia, irritabilidade, mudanças de personalidade. 
Interações: Alimentos acidificadores urinários (ameixa, 
ameixa seca, aves, carne, coco, grãos [pães e cereais], 
ovos, peixes, queijo): possível aumento da excreção renal e 
diminuição da sua eficácia. 
Hepatotóxicos (outros): possível maior risco de 
hepatotoxicidade. 
Outras drogas com toxicidade dermatológica: maior risco 
de toxicidade. 
Penicilinamina: maior risco de hematotoxicidade. 
Vacinas antirrábicas humanas: possível diminuição nas 
titulações dos anticorpos. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o 
conhecimento do médico,ainda que o paciente alcance 
melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser 
administrada tão logo possível, exceto em esquemas de 
dosagem de mais de 1 vez ao dia, nos quais as doses 
esquecidas deverão ser tomadas dentro de 1h ou, então, 
omitidas. As doses esquecidas não deverão ser dobradas. 
172 
 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. Recomende à paciente emprego de métodos 
contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. 
Recomenda-se cautela também nos casos de doença 
hepática, alcoolismo, psoríase, depressão da medula 
óssea, uso concomitante de drogas hepatotóxicas e em 
crianças (extremamente sensíveis aos efeitos da droga). 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
infecção de garganta, febre, equimose ou sangramento 
incomum, visão borrada, dificuldade na leitura, distúrbios 
visuais, zumbido, dificuldade respiratória, confusão mental 
ou fraqueza muscular, ou, ainda episódios pronunciados 
ou incômodos de diarreia, anorexia, náusea, dor 
estomacal, vomito ou rash, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Informe, também que a 
medicação pode causar alopecia e alterar a pigmentação 
da pele e da cor da urina. A maioria das reações adversas é 
dose-dependente. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para reduzir o risco do 
desenvolvimento de dermatoses e das reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
173 
 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, 
até que a resposta á medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e 
dos alimentos já citados, como também o uso de qualquer 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, 
durante a terapia. 
Malária: o tratamento profilático deve ter início 2 semanas 
antes da exposição potencial, e continuar, durante 4 
semanas, após a entrada em áreas de risco; durante a 
terapia, avalie diariamente se o paciente apresenta 
melhora dos sinais e sintomas. 
Antes da administração, relate: a condição clínica, 
incluindo os sintomas atuais da doença (para uma 
referência futura); e informe ao paciente, que esteja sobre 
tratamento profilático, os métodos para minimizar a 
exposição aos mosquitos (uso de repelentes, calças e 
camisas de mangas compridas, telas ou redes). 
Durante a terapia, avalie: periodicamente os reflexos dos 
tendões para determinar a fraqueza muscular e, diante 
essa ocorrência, o tratamento deverá ser suspenso. 
Durante terapias prolongadas e de doses altas: enfatize 
para o paciente a necessidade da realização periódica de 
exames oftalmológicos e recomende o uso de óculos 
174 
 
escuros para minimizar o prejuízo ocular, durante a 
terapia. 
Exames laboratoriais: pode causar diminuição em 
leucócitos, eosinófilos e plaquetas. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: quando possível, recomenda-se evitar o uso, pois a 
administração parenteral pode causar reações severas 
(convulsão, distúrbio respiratório, choque e colapso 
cardiovasculares) ou morte súbita em crianças; aspire para 
assegurar que a agulha esteja colocada no músculo; 
alterne os locais de aplicação; a dose poderá ser repetida 
em 6h, conforme necessário; mude, o mais cedo possível, 
para VO. 
 
 
175 
 
DIGOXINA 
(Cardiotônico digitálico) 
 
Nome Comercial: DIGOXINA. 
Apresentações: Comprimidos. 
Administração: VO. 
Indicações: ICC, taquicardia supraventricular, fibrilação e 
flutter atriais. 
Contraindicações e precauções: Fibrilação e taquicardia 
ventricular (exceto quando devido a ICC). Use 
cuidadosamente nos casos de IAM, bloqueio AV 
incompleto, bradicardia sinusal, pericardite crônica, 
cardiomiopatia hipertrófica, doença pulmonar, 
hipotireoidismo (os pacientes com hipotireoidismo são 
extremamente sensíveis aos digitálicos; os pacientes com 
hipertireoidismo requerem doses altas) e em pacientes 
idosos. Use com extrema cautela nos casos de disfunção 
renal. 
Reações Adversas: CV: arritmias (extrassístole, bloqueio 
AV), possível agravamento da ICC, hipotensão. 
GI: náusea, vômito, diarreia. 
Oftalmológicas: halos amarelos e verdes em torno da 
imagem, visão turva, fotofobia, diplopia. 
SNC: anorexia, fadiga, fraqueza muscular, agitação, 
alucinação, cefaleia, desmaio, parestesia. 
176 
 
Interações: Amilorida: inibição e aumento da excreção da 
digoxina. 
Anfotericina B, carbenicilina, clortalidona, corticosteroides 
e diuréticos: predisposição à toxicidade digitálica 
(recomenda-se monitorar os níveis de potássio). 
Antiácidos: diminuição da absorção da digoxina 
(recomenda-se evitar o uso concomitante). 
Cimetidina: diminuição do metabolismo da digoxina 
(recomenda-se monitorizar os sinais de intoxicação 
digitálica). 
Diltiazem, nifedipina, quinidina e verapamil: possível 
aumento do nível sanguíneo da digoxina. 
Metoclopramida: diminuição da absorção da digoxina. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação, exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o 
conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance 
melhora. Nos casos em que é necessária cardioversão, o 
uso da medicação deve ser suspenso durante 1-2 dias. 
Informe ao paciente sobre a ação e a dose da medicação, a 
técnica correta para verificar, anteriormente à sua 
administração, o pulso e os sinais de intoxicação (pulso <60 
bmp) e que, diante o seu desenvolvimento, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
177 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico 
deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente a ingestão de alimentos ricos em 
potássio, durante a terapia. 
Pode causar visão turva, cefaleia ou desmaio. Recomende 
que o paciente que solicite auxílio para sua deambulação 
ou seu transporte e que evite dirigir e outras atividades 
que requerem estado de alerta, até que a resposta á 
medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer droga 
ou medicação, sem o conhecimento do médico. 
Antes do início da terapia, avalie: uso recente (2-3 
semanas) de digitálicos; os SSVV; os eletrólitos; os pulsos 
apical e radial (durante 1 min.) e, diante quaisquer 
alterações (taquicardia, bradicardia, arritmia), comunique 
imediatamente ao médico. 
Durante a terapia, monitore: digoxina, cálcio, potássio, e 
magnésio (níveis sanguíneos e ao ECG) e, diante o 
desenvolvimento de hipopotassemia, comunique 
imediatamente ao médico. 
VO: a medicação deve ser administrada em intervalos de 
8h. 
 
178 
 
DIMETICONA 
(Antifisético) 
 
Nome Comercial: LUFTAL. 
Apresentações: Comprimido; Emulsão oral. 
Administração: VO. 
Indicações: Fisiose. Preparação de pacientes para exames 
radiológicos do tubo digestivo. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, 
gestação ou lactação. 
Reações Adversas: Nenhum relato até o momento. 
Interações: Nenhum relato até o momento. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. Recomende à paciente emprego de um método 
contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas,principalmente 
aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Enfatize para o paciente a importância da adoção de uma 
dieta alimentar adequada, conforme o prescrito pela 
nutricionista. 
179 
 
Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2 litros/dia de 
líquidos, durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo e o 
consumo de álcool, alimentos ácidos ou picantes, 
cafeinados e o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, 
como também de qualquer outra droga ou medicação, 
sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada 3 vezes por dia 
(após as refeições e ao deitar); esta droga não deve ser 
administrada com outras medicações (quando necessário, 
recomenda-se um intervalo de 1-2h entre as 
administrações). 
 
 
180 
 
DIPIRONA SÓDICA 
(Analgésico - Antitérmico) 
 
Nome Comercial: NOVALGINA. 
Apresentações: Comprimido; Solução oral; Solução 
injetável. 
Administração: VO, IM, IV ou retal. 
Indicações: Antitérmico, inclusive em convulsões febris em 
crianças e até em doenças malignas, quando a febre não 
puder ser controlada por nenhum outro meio. Também 
pode ser usado como analgésico. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade aos 
derivados pirazolônicos. Glaucoma de ângulo fechado, 
nefrites crônicas, discrasias sanguíneas, certas doenças 
metabólicas, como porfiria hepática ou deficiência 
congênita de glicose-6-fosfato-desidrogenase. Asma e 
infecções respiratórias crônicas. Grave comprometimento 
cardiocirculatório. Gestação e lactação. Crianças < 3 meses 
de idade ou < 5kg de peso corporal. Contagem sanguínea: 
recomenda-se suspender o uso da medicação tão logo seja 
observada alteração na contagem sanguínea ou sinal de 
agranulocitose. 
Reações Adversas: Dermatológica: erupções cutâneas. 
GI: náuseas, vômito, hemorragia GI. 
181 
 
Hematológicas: agranulocitose, outras discrasias 
sanguíneas (anemia aplástica, púrpura trombocitopenia). 
SNC: tremor. 
Outras: anúria, edema, reações alérgicas (asma, edema 
angioneurótico, agravamento da hipotrombinemia, queda 
na PA). 
Interações: Álcool: possível potencialização do efeito dessa 
droga. 
Anticoagulantes: diminuição do tempo de ação dessas 
drogas. 
Barbitúricos: redução dos efeitos da dipirona. 
Ciclosporina: diminuição dos níveis sanguíneos dessa 
droga. 
Clorpromazina: possível desenvolvimento de hipotermia 
grave. 
Nefrotóxicos: toxicidade aditiva. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a 
medicação exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido sem o 
conhecimento do médico, ainda que o paciente melhore. A 
medicação não deve ser usada em doses altas ou durante 
períodos prolongados sem controle médico. A resposta 
terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observada 
geralmente em 30min., após a administração. 
182 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e 
na ocorrência de qualquer uma, principalmente 
desconforto respiratório, o médico deverá ser 
comunicado. 
Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou 
envoltórios até a estabilização da temperatura. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem 
estado de alerta, até que a resposta à medicação seja 
conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de outros depressores do SNC, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Antes da administração: documente as indicações para a 
terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as 
outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e 
avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os 
pacientes mais sensíveis podem apresenta-las 
independentemente da dose. 
Durante a terapia, avalie: os sinais vitais; a função cardíaca 
(disritmias, aumento da frequência cardíaca, palpitações); 
a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria 
ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente 
em pacientes com histórico de doença renal preexistente 
183 
 
ou no caso de superdosagem; a função respiratória (crises 
de asma) principalmente em pacientes predispostos a tal 
condição; as reações de hipersensibilidade como: choque e 
discrasias sanguíneas (agranulocitose, leucopenia, 
trombocitopenia), as quais embora bastante raras, sempre 
apresentam um quadro muito grave; rigorosamente os 
pacientes com história de reação de hipersensibilidade a 
outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir 
um grupo maior de risco e apresentar efeitos colaterais 
mais intensos, até mesmo choque; nesse caso suspenda 
imediatamente o tratamento e adote as providências 
médicas adequadas, como: coloque o paciente deitado 
com as pernas elevadas e as vias aéreas livres, dilua 1ml de 
epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a 
seguir, uma dose alta de glicocorticoide, conforme 
necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, 
albumina ou soluções eletrolíticas). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na 
mesma seringa. 
 
184 
 
EPINEFRINA 
(Simpaticomimético) 
 
Nome Comercial: ADRENALINA, DRENALIN. 
Apresentações: Solução Injetável. 
Administração: IM, IV, SC. 
Indicações: Reações anafiláticas ou asma 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente em casos de doenças cardíacas, 
hipertensão, hipertireoidismo, diabetes, glaucoma (exceto 
para uso oftálmico) e em pacientes idosos (mais 
susceptíveis a reações adversas; recomenda-se reduzir a 
dose). 
Reações Adversas: 
CV: fibrilação ventricular fatal, hemorragia subaracnóide 
ou cerebral, aumento da PA, podendo causar ruptura 
aórtica, angina pectoris, obstrução da artéria central da 
retina. 
GI: náusea, vômito. 
GU: diminuição do débito urinário, retenção urinária, 
disúria, espasmo vesical. 
Locais: queimação transitória (durante a administração). 
Oftalmológicas: fotofobia, visão turva, hipersensibilidade, 
dor nos olhos. 
185 
 
SNC: anorexia, tendência suicida ou homicida, tontura, 
ansiedade, medo, palidez, desorientação, perda da 
memória, agitação psicomotora, alucinação, inquietação, 
sonolência, tremor, insônia, convulsão, depressão do SNC, 
sintomas de paranoia, cefaleia. 
Interações: adrenérgicos (outros simpatomiméticos): 
possíveis reações adversas adrenérgicas aditivas. 
Bloqueadores beta-adrenérgicos: possível neutralização do 
efeito terapêutico. 
Inibidores de MAO: possível crise hipertensiva. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a usar a 
medicação exatamente conforme recomendado e a não 
exceder as doses indicadas, devido ao risco de desenvolver 
reações adversas ou da perda da sua eficácia. 
O uso prolongado ou excessivo também pode levar ao 
desenvolvimento da sua tolerância. A eficácia pode ser 
restabelecida com a suspensão da medicação, durante 
alguns dias, e, em seguida, reinicia-se o tratamento. Se 1 
dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo 
possível. As doses restantes devem ser administradas em 
intervalos regulares. As doses esquecidas não podem ser 
dobradas. 
A medicação deve ser administrada logo ao primeiro sinal 
de broncoespasmo. Se, após a administração da 
medicação, não houver alívio na falta de ar ou se elafor 
186 
 
acompanhada de diaforese, tontura, palpitações ou dor 
torácica, recomende que o paciente comunique 
imediatamente ao médico. 
A medicação não deve ser usada em crianças < 2 anos nem 
durante a gestação (terceiro trimestre) ou lactação. 
Recomende à paciente emprego de um método 
contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Pode causar tontura ou sonolência. Recomende que o 
paciente evite dirigir e outras atividades que requerem 
estado de alerta, até que a resposta á medicação seja 
conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo ou outros 
irritantes respiratórios e o consumo de álcool, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Broncodilatador: antes e durante a terapia, avalie: a 
ausculta pulmonar, o padrão respiratório, o pulso e a PA; 
relate a quantidade, a cor e o aspecto da secreção 
produzida e comunique ao médico quaisquer achados 
anormais; antes do início e periodicamente durante a 
terapia, monitore: os testes de função pulmonar para 
187 
 
determinar a efetividade do tratamento; e avalie: 
broncoespasmo paradoxal (respiração ofegante) e, diante 
esta ocorrência, suspenda imediatamente o uso da 
medicação e comunique ao médico; sinais de tolerância à 
droga e broncoespasmo de rebote. 
Choque: a hipovolemia deve ser corrigida antes da 
administração IV de isoproterenol; choque anafilático: é 
necessário administrar concomitantemente a reposição de 
volume com a epinefrina; os glicocorticoides e os anti-
histamínicos podem ser usados com a epinefrina. 
Vasopressor: frequentemente durante a administração IV, 
monitore: a PA, pulso, o ECG, a FR (os parâmetros 
hemodinâmicos e o débito urinário também devem ser 
monitorados frequentemente); e avalia: dor torácica, 
arritmia, frequência cardíaca < 110 bpm e hipertensão 
(consulte o médico sobre as avaliações e alterações para o 
ajuste da dose ou suspensão da medicação) 
Antes da administração, avalie: cuidadosamente a dose, a 
concentração e a via, para evitar reações fatais devido a 
erros na administração da medicação. 
Exames laboratoriais: pode causar: diminuição transitória 
nas concentrações de potássio sério, aumento da glicose 
no sangue e das concentrações séricas de ácido lático. 
Superdosagem e toxicidade: sintomas de agitação 
persistente, dor ou desconforto torácico, hipotensão, 
188 
 
tontura, hiperglicemia, hipocalemia, convulsão, 
taquiarritmia, tremor resistente e vômito; tratamento – 
suspensão do broncodilatador adrenérgico e de outros 
agonistas beta-adrenérgicos e terapia de manutenção 
sintomática; os bloqueadores beta-adrenérgicos 
cardiosseletivos devem ser usados cuidadosamente, uma 
vez que podem induzir o broncoespasmo. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
SC ou IM: suspensão só deve ser administrada por via SC; 
não use soluções que apresentem alterações (rosa ou 
castanho) em sua cor original ou que contenham 
partículas; a droga pode causar irritação do tecido; alterne 
os locais da aplicação para evitar a necrose do tecido; logo 
após a administração, massageie o local da aplicação para 
aumentar a absorção da droga e diminuir a vasoconstriçao 
local; evite administração IM no músculo glúteo; agite bem 
a suspensão antes de administrar e injete rapidamente. 
IV: não use soluções que apresentem alterações (rosa ou 
castanho) em sua cor original ou que contenham 
partículas; após o seu preparo, qualquer solução não 
usada, dentro de 24h, deve ser descartada; 
Direta: administre cada 1mg em, pelo menos, > 1 min.; 
administrações mais rápidas podem ser usadas durante 
ressuscitação cardíaca; 
189 
 
Intermitente: em choques anafiláticos severos, a dose de 
0,1-0,25mg pode ser repetida a cada 5-15min.; administre 
além de 5-10min.; 
Contínua: administre 1-4mcg/min. 
 
 
190 
 
ERITROMICINA 
(Anti-inflamatório não-esteróide [AINE]) 
 
Nome Comercial: ERITREX. 
Apresentações: Comprimidos; Suspensão oral. 
Administração: VO. 
Indicações: Tratamento das infecções causadas por 
organismos sensíveis à eritromicina. Infecções no trato 
respiratório superior e inferior, otite média (em associação 
com sulfonamidas), infecções da pele e outros tecidos 
moles, coqueluche, difteria, eritrasma, amebíase intestinal, 
doença inflamatória pélvica, uretrite não-gnocócica, sífilis 
e febre reumática. Indicada, também, nas situações em 
que a penicilina é a droga de escolha, mas que está 
contraindicada devido À hipersensibilidade prévia, como 
infecções estreptocócicas e tratamento de sífilis ou 
gonorreia. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Intolerância prévia ao álcool, recém nascidos (algumas 
formulações contêm álcool benzílico). Use 
cuidadosamente nos casos de doença hepática. Gestação: 
para o tratamento de infecções por Chlamydia ou sífilis, 
durante a gravidez, devem ser usados outros sais (exceto o 
estolato). 
Reações Adversas: Dermatológicas: rash. 
191 
 
GI: náusea, vômito, dor abdominal, cólica abdominal, 
diarreia. 
Hepática: hepatite. 
Locais: irritação, queimação, formigamento, leve rubor 
(transitórias); dermatite alérgica de contato, 
ressecamento. 
Otorrinolaringológica: ototoxicidade. 
Outras: reações alérgicas, superinfecção. 
Interações: Abrasivos, esfoliantes ou irritantes: possível 
aumento da irritação local (uso tópico). 
Alcaloides do ergot, alfentanila bromocriptina, 
carbamazepina, ciclosporina, clozapina, disopiramida, 
metilprednisolona, teofilina, triazolam ou varfarina: 
aumento do efeito e possível maior risco de toxicidade. 
Astemizol, cisaprida ou pimozida: maior risco de arritmias. 
Clindamicina tópica: possível antagonismo dos efeitos 
benéficos (uso tópico). 
Digoxina: possível aumento nos níveis séricos dessa droga 
(pequena porcentagem de pacientes). 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado (VO 
sempre no mesmo horário) e o tratamento não deve ser 
interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que 
o paciente alcance melhora. As doses esquecidas devem 
ser administradas tão logo possível, respeitando-se um 
192 
 
intervalo entre as doses restantes, durante o dia. O uso 
desta medicação não deve ser compartilhado, pois pode 
ser perigoso. 
A medicação não deve ser usada em recém-nascidos 
(algumas formulações contém álcool benzílico) nem 
durante a gestação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou se a paciente estiver amamentando, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente emprego de métodos contraceptivos seguros e 
adequados, durante a terapia. Para o tratamento de 
Chlamydia ou sífilis, durante a gravidez, devem ser usados 
outros sais. Recomenda-se cautela também nos casos de 
doença hepática. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação 
(náusea, vômito, diarreia ou cólicas abdominais) e que, 
diante a ocorrência ou persistência destas reações ou o 
desenvolvimento de dor abdominal severa, pele ou olhos 
amarelos, urina escura, fezes descoloradas ou cansaço 
incomum, como também aquelas incomuns ou intoleráveis 
o médico deverá ser comunicado imediatamente, como 
também se, após a administração da medicação, não 
houver melhora dos sintomas. 
Embora menos frequente em crianças, o uso da medicaçãopode causar hepatotoxicidade (hepatite colestática), 
193 
 
caracterizando-se, inicialmente, por cólicas abdominais 
(frequentemente simulando a dor da colecistite aguda), 
náuseas e vômitos e, posteriormente, por icterícia, febre, 
leucocitose, eosinofilia, e concentrações plasmáticas 
elevadas de transaminase e bilirrubina (o colescistograma 
é negativo). Surge entre 10-20 dias, após o início da terapia 
ou em tratamentos repetidos, sendo reversível com a 
suspensão da medicação. 
Da mesma forma que com outros antimicrobianos, pode 
haver o desenvolvimento de superinfecção, com o 
envolvimento de uma grande variedade de bactérias gram-
negativas, como também de leveduras e fungos 
(principalmente Cândida). Recomende que o paciente 
também informe imediatamente ao médico os sinais de 
superinfecção (língua saburrosa, prurido ou descarga 
vaginal, diarreia ou fezes fétidas). 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer droga 
ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a 
terapia. 
Antes do início da terapia: obtenha espécimes para 
realização de testes de cultura e sensibilidade (a primeira 
dose da medicação pode ser administrada, mesmo antes 
da obtenção desses resultados); 
No início e durante a terapia: avalie sinais de infecção 
(sinais vitais, feridas, saliva, urina, fezes, anemia); reações 
194 
 
de hipersensibilidade e, na presença, interrompa o uso da 
medicação e administre um anti-histamínico; os pacientes 
sob o uso de aminofilina e teofilina (as doses destas drogas 
devem ser reduzidas). 
Durante terapias prolongadas ou repetidas, avalie: 
periodicamente a função hepática (como também em 
pacientes que estejam recebendo doses altas). 
Exames laboratoriais: pode causar aumento nas 
concentrações séricas de bilirrubina, TGO, TGP e da 
fosfatase alcalina; falsas elevações na dosagem urinária de 
catecolaminas e de 17-hidroxicorticosteróides. 
Superdosagem (VO): nos casos acidentais ou se ocorrer 
hepatite colestática, o uso da medicação deverá ser 
suspenso. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: pode produzir reações adversas GI (em adultos, 
principalmente) acompanhadas frequentemente de 
desconforto epigástrico, que pode ser bastante intenso. 
 
195 
 
ESPIRONOLACTONA 
(Diurético poupador de potássio [Antagonista da aldosterona]) 
 
Nome comercial: ALDACTONE, ALDOSTERIN, SPIROCTAN, 
DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Neutraliza a perda de potássio causada por outros 
diuréticos. Geralmente usados com outros agentes (tiazidas) 
no tratamento de edema e hipertensão. Hiperaldosteronismo. 
Controle de ICC. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Hipercalemia. Use cuidadosamente nos casos de disfunção 
hepática, insuficiência renal (nitrogênio uréico >30mg/dl ou 
CCr <30ml/min.) e em pacientes geriátricos ou debilitados ou 
naqueles com diabetes mellitus (maior risco de hipercalemia). 
Gestação, lactação e crianças: segurança ainda não 
estabelecida. 
Reações adversas: CV: arritmia. 
Endócrinas: ginecomastia, impotência. 
GI: irritação GI. 
Hematológica: discrasias sanguínea. 
Hidroeletrolíticas: hipercalemia, hiponatremia. 
Musculoesquelética: câimbras musculares. 
SNC: tontura, confusão mental, cefaleia. 
196 
 
Outras: reações alérgicas. 
Interações: AINEs: redução da eficácia. 
Álcool (doses altas), anti-hipertensivos (outros) ou nitratos: 
hipotensão aditiva. 
Ciclosporina, indometacina, inibidores da ECA ou suplementos 
de potássio: maior risco de hipercalemia. 
Digoxina: aumento dos efeitos dessa droga. 
Lítio: menor eliminação dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação, exatamente conforme recomendado (todos os 
dias sempre no mesmo horário), e a não interromper o 
tratamento, ainda que alcance melhora. Se 1 dose for 
esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, 
exceto quando no mesmo horário da próxima droga. As doses 
esquecidas não devem ser dobradas. 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. Recomende-se cautela também 
nos casos de disfunção hepática, insuficiência renal 
(nitrogênio uréico >30mg/dl ou CCr <30ml/min.) e em 
pacientes geriátricos ou debilitados ou naqueles com diabetes 
mellitus (maior risco de hipercalemia). 
197 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
fraqueza, ou câimbras musculares, fadiga ou náusea severa, 
vômito ou diarreia, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta á medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de 
álcool, dos substitutos do sal e de alimentos que contém altas 
concentrações de potássio ou sódio, como também uso de 
qualquer outra droga ou medicação, principalmente 
descongestionante (tosse ou resfriados) ou supressores do 
apetite, sem o conhecimento do médico, devido ao risco 
potencial de aumento de PA durante a terapia. 
Enfatize para o paciente a importância da realização regular 
dos exames de acompanhamento para determinar a 
efetividade do tratamento e monitorar o efeito colateral da 
droga. 
Hipertensão: reforce a necessidade do emprego de medidas 
adicionais para o controle da hipertensão (perda de peso, 
abandono do tabagismo, consumo moderado de álcool, 
198 
 
restrição à ingestão de sódio e potássio, prática regular de 
exercícios e controle do estresse); a medicação ajuda a 
controlar, mas não cura a hipertensão: instrua o paciente e 
seus familiares sobre a técnica correta para a monitorização 
semanal da PA. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada todos os dias sempre 
no mesmo horário. 
 
 
199 
 
FENITOÍNA 
(Antiepiléptico) 
 
Nome comercial: HIDANTAL, FENITOÍNA, UNIFENITOIN 
Apresentações: Cápsulas; Comprimidos; Frascos de suspensão 
e Solução injetável. 
Administração: VO e IV. 
Indicações: Tratamento e profilaxia de crises tônico-clônicas 
(grande mal) e crises parciais complexas. Anticonvulsivante 
útil no tratamento da epilepsia. Antiarrítmico, principalmente 
nas arritmias associadas com toxicidade por glicosídios 
cardíacos. Controle das síndromes dolorosas (inclusive 
neuralgia do trigêmeo). 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade á droga ou 
ao propilenoglicol (forma injetável apenas). Intolerância ao 
álcool (forma injetável e suspensão oral apenas). Bradicardia 
sinusal. Bloqueio AS. Bloqueios AV de 2º e 3º graus. Síndrome 
de Adams-Stokes. Use cuidadosamente nos casos de doença 
hepática ou renal (maior risco de reações adversas; 
recomenda-se reduzir a dose nos casos de prejuízo hepático), 
pacientes geriátricos ou naqueles com doença cardíaca ou 
respiratória grave (uso parenteral: maior risco de reações 
adversas graves, principalmente por via IV) e em pacientes 
obesos. Gestação ou lactação: segurançaainda não 
200 
 
estabelecida (pode resultar em síndrome de hídantoína fetal 
[uso crônico] ou hemorragia no recém-nascido a termo). 
Reações adversas: CV: hipotensão (principalmente IV), 
taquicardia, vasodilatação. 
Dermatológicas: hipertricose, rash, dermatite esfoliativa, 
prurido. 
Endócrinas: perda de peso. 
GI: hiperplasia gengival, náusea, disgeusia, constipação, boca 
seca, vômito. 
GU: alteração na cor da urina (rosa, vermelho, marrom). 
 Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, leucopenia, 
anemia megaloblástica, trombocitopenia. 
Hepática: hepatite medicamentosa. 
Hidroeletrolíticas: hipocalcemia. 
Musculoesquelética: dor nas costas, osteomalácia, dor pélvica. 
Oftalmológicas: diplopia, nistagmo. 
Otorrinolaringológica: zumbido. 
SNC: anorexia, ataxia, agitação, edema cerebral, coma, 
tontura, sonolência, disartria, discinesia, reações 
extrapiramidais, cefaleia, nervosismo, fraqueza. 
Outras: reações de hipersensibilidade (síndrome de Stevens-
Johnson, febre, linfadenopatia). 
Interações: Ácido fólico: possível redução de absorção dessa 
droga contida em alimentos. 
201 
 
Álcool (uso agudo), amiodarona, benzodiazepínicos, 
cetoconazol, cimetidina, cloranfenicol, dissulfiram, 
estrógenos, felbamato, fenilbutazona, fenotiazinas, fluconazol, 
fluoxetina, halotano, isoniazida, metilfenidato, metronidazol, 
miconazol, omeprazol, salicilatos, sucinamidas, sulfonamidas, 
tolbutamida, trazodona e vacinas (influenza): possível 
aumento nos níveis sanguíneos da fenitoína. 
Álcool (uso crônico), barbituratos, carbamazepina, reserpina e 
varfarina: possível aumento nos níveis sanguíneos da 
fenitoína. 
Antiácidos: possível redução na absorção da fenitoína 
(administrada por VO). 
Cálcio e sucralfato: diminuição na absorção da fenitoína. 
Ciclosporina, digitoxina, doxiciclina, estrógenos, felbamato, 
glicocorticoides, metadona, quinidina, rifampicina, e varfarina: 
possível alteração dos efeitos dessas drogas. 
Depressores do SNC (outros, incluindo álcool, anti-
histamínicos, antidepressivos, opióides e sedativo-hipnóticos): 
depressão do SNC aditiva. 
Dopamina e fenitoína (IV): possível hipotensão aditiva. 
Estreptozocina ou teofilina: possível diminuição dos efeitos 
dessa droga. 
Lidocaína ou propranolol: possível depressão cárdica 
adicional. 
Nutrição enteral: possível redução na absorção da fenitoína. 
202 
 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose 
for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou 
sem o conhecimento do médico. Informe ao paciente, 
sintomas relacionados á suspensão súbita do seu uso. Quando 
necessário, as doses devem ser reduzidas lenta e 
gradualmente. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deve ser 
comunicado imediatamente. Recomende á paciente o 
emprego de um método contraceptivo seguro e adequado 
(exceto contraceptivos orais), durante a terapia. Recomende-
se cautela também nos casos de doença hepática ou renal 
(maior risco de reações adversas; recomenda-se reduzir a 
dose em caso de prejuízo hepático), pacientes geriátricos ou 
naqueles com doença cardíaca ou respiratória grave (uso 
parenteral: maior risco de reações adversas graves, 
principalmente por via IV) e em pacientes obesos. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
203 
 
crescimento de pelos (face e tronco), despigmentação da pele 
ou rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Informe, 
também, que o uso da medicação pode alterar a cor da urina, 
tornando-a rosa, vermelha ou marrom, e causar acne, devido 
ao seu efeito androgênico no folículo capilar. 
Recomende ao paciente uma boa higiene oral e o uso de 
escovas de dente macias para evitar sangramentos na gengiva, 
durante a terapia. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para 
prevenir quedas e possíveis sangramentos ou fraturas, como 
também que evite a prática de atividades que requerem 
estado de alerta, durante a terapia. 
Antes da administração, avalie: hipersensibilidade ou 
dermatite esfoliativa. 
Durante a terapia, monitore: as funções hematológica, 
hepática e renal e os sinais de deficiência de ácido fólico ou de 
anemia megaloblástica (fraqueza, fadiga, cefaleia); as 
alterações nos pacientes diabéticos (tanto a dose de insulina 
como a dieta podem ser ajustadas, conforme necessário). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada com alimentos, para 
evitar desconforto GI, mas mão deve ser administrada com 
204 
 
antiácidos; na administração por esta via, o efeito da droga é 
completo em 6-9 dias. 
IM e SC: A medicação não deve ser administrada por estas 
vias, devido aos riscos de inflamação, dor e necrose no local 
da injeção. 
IV: administre somente se tiver clara e lentamente em veia de 
grosso calibre; infunda 50mg/min. (adultos) e 1-3mg/kg/min. 
(crianças); não é compatível com solução ácida. 
 
 
205 
 
FENOBARBITAL 
(Antiepilético) 
 
Nome comercial: BARBITRON, EDHANOL, FENOBARBITAL, 
GARDENAL, UNIFENOBARB. 
Apresentações: Comprimido; Solução oral e Ampolas com 
Solução Injetável. 
Administração: VO, IM, IV(EV) e SC. 
Indicações: Em crises tônico-clônicas, crises parciais e febris 
em crianças. Sedação pré-operatória, hipnóico (curta 
duração). Profilaxia/Tratamento de hiperbilurrubinemia. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, 
intolerância prévia ao álcool (apenas soluções), dor severa 
sem controle. Comatosos ou com depressão do SNC 
preexistente, lactantes. Use cuidadosamente nos casos de 
disfunção hepática, prejuízo renal grave, tentativa de suicídio 
ou abuso de drogas, uso de hipnóticos, pacientes idosos e 
gestantes. 
Reações adversas: CV: Hipotensão. 
Dermatológicas: Fotossensibilidade, rash, urticária. 
GI: Constipação, diarreia, náusea, vômito. Local: Flebite (IV). 
Musculoesqueléticas: Artralgia, mialgia, neuralgia. 
Respiratórias: Depressão respiratória, laringoespasmo, 
broncoespasmo. 
206 
 
SNC: Delírio, depressão, sonolência, excitação, letargia, 
vertigem. 
Outras: Angioedema, doença do soro, dependências físicas e 
psicológicas. 
Interações: Ácido valpróico, divalproex ou inibidores de MAO: 
aumentam a sedação e diminuem o metabolismo do 
fenobarbital. Antidepressivos tricíclicos, ciclosporina, 
cloranfenicol, contraceptivos orais, dacarbazina, 
glicocorticoides, quinidina e varfavina: induzem enzimas 
hepáticas que metabolizam outras drogas, diminuindo a 
eficácia. Ciclofosfamida: possível maior risco de 
hematotoxicidade. Depressores do SNC, álcool, anti-
histamínicos, opióides e outros sedativos/hipnóticos: 
depressão do SNC aditivada. Paracetamol: maior risco de 
hepatotoxicidade. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento subitamente ou sem conhecimento médico. Não 
usar o medicamento durante a lactação. No caso de gravidez 
confirmada ou suspeita comunicar o médico. O reajuste da 
dosagem deveser feita progressivamente, quando necessário. 
Cautela com pacientes com disfunção hepática, prejuízo renal 
grave, história de tentativa de suicídio ou abuso de drogas, 
uso de hipnóticos, idosos, gestantes. Informar ao paciente 
reações adversas. Recomendar dieta rica em vitamina D 
207 
 
durante tratamento. Recomendar uso de protetores solares e 
roupas mais adequada devido fotossensibilidade. Devido 
sonolência e vertigem, pedir que o paciente solicite ajuda para 
deambular e evite atividades que exijam grande capacidade 
de atenção (dirigir, por exemplo). Monitorar funções cardíaca, 
renal e hepática. Orientar que o paciente evite o uso de álcool, 
drogas e outras medicações, sem o conhecimento do médico. 
 
 
208 
 
FLUCONAZOL 
(Antimicótico) 
 
Nome comercial: ZOLTEC, CANDIZOL, FLUCODAN, FLUCONAL, 
FLUCONAZOL, FRESOLCAN, HELMICIN, HICONAZOL, PANTEC, 
PRONAZOL, RICONAZOL, TRIAZOL, UNIZOL, ZELIX, 
ZOLSTATIN. 
Apresentações: Cápsula gelatinosa e Solução injetável. 
Administração: VO e IV. 
Indicações: Inibe a síntese fúngica de esteroides, um 
componente necessário da parede celular. Efeitos 
terapêuticos: ação fungistática contra microrganismos 
suscetíveis; também pode ter ação fungicida em 
concentrações mais altas; possui espectro contra 
Cryptococcus neoformans e Candida spp; 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. use 
cuidadosamente nos casos de disfunção renal e doença 
hepática subjacente. Gestação, lactação ou crianças: 
segurança ainda não estabelecida. 
Reações adversas: Maior incidência em portadores do HIV. 
Dermatológicas: distúrbios esfoliativos. 
GI: desconforto abdominal, diarreia, náusea, vômito. 
Hepática: hepatotoxicidade. 
SNC: cefaleia. 
Interações: Ciclosporinas e fenitoína: aumento dos níveis 
sanguíneos dessas drogas. 
209 
 
Gliburida, glipizida ou tolbutamida: aumento dos efeitos 
hipoglicêmicos. 
Isoniazida rifampicina: diminuição dos níveis sanguíneos do 
fluconazol. 
Varfarina: aumento da atividade dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
médico. 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. Recomenda-se cautela também 
nos casos de disfunção renal e doença hepática subjacente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. Os pacientes infectados por 
HIV são mais suscetíveis à ocorrência de reações adversas. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
210 
 
Durante terapias prolongadas, monitore: periodicamente a 
função hepática (embora raras, as reações adversas podem 
ser graves); e avalie: as reações adversas e, na presença de 
rash (moderado), monitore, mas, se as lesões progredirem, 
comunique imediatamente o médico e suspenda o uso da 
medicação. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições. 
IV: a droga pode ser infundida continuamente (dose máxima: 
200ml/h); não adicione nem infunda com outra droga, para 
prevenir embolismo; a solução não deve ser congelada. 
 
211 
 
FUROSEMIDA 
(Diurético depletor de potássio, diurético de alça) 
 
Nome comercial: FUROSAN, FUROSEM, FUROSEMIDA, 
FUROSETRON, FUROZIX, LASIX. 
Apresentações: Comprimidos e Ampolas com solução 
injetável. 
Administração: VO, IM, IV(EV). 
Indicações: Tratamento de edema devido ICC ou distúrbios 
hepáticos ou renais. Tratamento de hipertensão arterial, 
edema de pulmão, insuficiência renal aguda, hipercalcemia 
maligna. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, 
intolerância prévia com álcool, distúrbio hidroeletrolítico 
persistente não corrigido. Coma hepático ou anúria. Use 
cuidadosamente nos casos de doença hepática grave 
associada com cirrose ou ascite, depleção hidroeletrolítica, 
diabetes mellitus, aumento de azotemia e em pacientes 
geriátricos. Gravidez, lactação e crianças a segurança ainda 
não está estabelecida. 
Reações adversas: CV: Hipotensão. 
Dermatológicas: Fotossensibilidade e rash. 
Endócrina: Hiperglicemia. 
GI: constipação, diarreia, boca seca, dispepsia, náusea, 
vômito. 
212 
 
GU: poliúria. 
Ex. Laboratoriais: aumento em BUN. 
Hematológicas: Discrasias sanguíneas, hiperuricemia. 
Hidroeletrolíticas: Desidratação, hipocloremia, hipocalemia, 
hipomagnesemia, hiponatremia, hipovolemia, alcalose 
metabólica. 
Musculoesqueléticas: Artralgia, cãibras musculares, mialgia. 
Otorrinolaringológicas: perda da audição, zumbido. 
SNC: Tontura, encefalopatia, nervosismo, cefaleia, insônia. 
Interações: Aminoglicosídios: maior risco de ototoxicidade. 
Anti-hipertensivos ou nitratos: Hipotenção aditiva. 
Anticoagulantes, trombolíticos e varfarina: possível aumento 
da eficácia dessas drogas. Anfotericina B, diuréticos, 
glicocorticoides, mezlocina e piperacilina: hipocalemia aditiva. 
Glicosídios digitálicos: Aumento da toxicidade dessas drogas 
devido hipocalemia. Lítio: Diminuição da excreção dessa droga 
e possível toxicidade. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar o 
medicamento em crianças, gestantes e na lactação. No caso 
de gravidez confirmada ou suspeita comunicar o médico. 
Recomendar que o paciente mude lentamente de posição 
para evitar hipotensão postural, que use protetores solares e 
vestimenta adequada devido fotossensibilidade. Recomendar 
213 
 
uso de protetores labiais, gelo e enxagues bucais devido boca 
seca. Recomendar que execute atividades que necessitam de 
maior concentração por causa de tonturas durante o 
tratamento. Evitar o uso de tabaco, bebidas alcoólicas e outras 
drogas. Nos casos de administração por VO orientar ingestão 
junto com alimentos, para evitar desconforto GI, e pela 
manhã. Recomenda-se cautela nos casos de doença hepática 
grave associada com ascite e cirrose; depleção 
hidroeletrolítica, diabetes mellitus, aumento de azotemia e 
em pacientes geriátricos. Fazer acompanhamento nutricional 
(ingestão de banana e outros alimentos ricos em potássio). 
 
214 
 
GLIBENCLAMIDA 
(Antidiabético [Sulfoniluréia]) 
 
Nome comercial: DAONIL, DIABINIL, EUGLUCON, 
GLIBENCLAMIDA, GLIBENCLAMON. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Diabetes tipo 2. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, 
insulinodependente, coma diabético, pré-coma e cetoacidose, 
insuficiência renal grave e gestação ou lactação. 
Reações adversas: Dermatológicas: Prurido, eczema, urticária, 
eritema, erupções maculopapulates, porfiria cutânea tardia, 
fotossensibilidade. 
Ex. laboratoriais: Diminuição dos valores de alanina 
aminotransferase, fosfatase alcalina, aspartato 
aminotransferase e lactato desidrogenase. Redução na 
concentração sérica de sódio, aumento das enzimas hepáticas. 
GI: Náusea, vômito, dor abdominal, sensação de plenitude 
gástrica ou peso no epigástrio, azia, diarreia. 
Hematológicas: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia,anemia hemolítica ou aplástica. 
Hepáticas: Hepatite, icterícia, colestase e até distúrbios graves 
das funções hepáticas (falência hepática). 
215 
 
Metabólica: Aumento do apetite. Oftalmológica: Distúrbios 
visuais. 
SNC: Anorexia, fraqueza, fadiga, parestesia, tontura, vertigem, 
mal-estar, cefaleia, alteração da fala, sensação de paralisia. 
Interações: Reações hipoglicêmicas devido à potencialização 
do efeito da Glibenclamida: Agentes anabolizantes, inibidores 
da ECA, quinolonas; disopiramida, fluoxetina, guanetidina, 
ácido paramino-salicílico, probenecida, tritoqualina, beta-
bloqueadores, benzofibrato, preparações de biguanida, 
cloranfenicol, clofibrato, derivados cumarínicos, fenfluramina, 
feniramidol, inibidores da MAO, miconazol, pentoxifilina (uso 
parenteral em altas doses), preparações de fenilbutazona, 
fosfamidas, salicilatos, sulfimpirazona, sulfonamidas e 
preparações de tetraciclina. 
A atenuação do efeito hipoglicemiante de Glibenclamida: 
Acetazolamida, diazóxido, glucagon, fenotiazínicos, fenitoína, 
laxativos (uso abusivo), corticosteroides, diuréticos 
(saluréticos), nicotinatos (em altas doses), derivados 
fenotiazínicos, hormônios sexuais (progestogênios, 
estrogênios), agentes simpatomiméticos e hormônios da 
tiroide. Potencialização e atenuação podem ocorrer fazendo 
uso concomitante de clonidina e reserpina. Em raros casos 
pode ocorrer potencialização ou atenuação do efeito 
hipoglicemiante quando há uso concomitante com drogas 
antagonistas H2. 
216 
 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar em 
gestantes ou lactantes. Informar principais reações adversas e 
que procure o médico se surgir alguma. Recomendar que evite 
dirigir devido tontura. Orientar que evite consumo de álcool, 
tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de 
outras medicações. Orientar ao paciente que a medicação não 
trará a cura de sua patologia, sendo de muita importância o 
tratamento complementar (dieta pobre em carboidratos, 
atividade física regular acompanhada por um profissional 
capacitado, perda de peso quando for o caso, boa higiene 
pessoal, cuidados com os pés e extremidades). Avaliar níveis 
glicêmicos diariamente, devido possível hipoglicemia e 
necessidade de reajuste da dose. Orientar que ande com balas 
e doces para possíveis episódios de hipoglicemia. 
 
217 
 
HALOPERIDOL 
(Neuroléptico, antipsicótico) 
 
Nome comercial: HALDOL, HALOPERIDOL. 
Apresentações: Comprimidos, solução oral (gotas), solução 
injetável. 
Administração: IM, VO . 
Indicações: Delírios e alucinações na esquizofrenia aguda e 
crônica. Na paranoia, na confusão mental aguda e no 
alcoolismo (Síndrome de Korsakoff). Mania, demência, 
alcoolismo, oligofrenia. Agitação e agressividade no idoso. 
Distúrbios graves do comportamento e nas psicoses infantis 
acompanhadas de excitação psicomotora. Movimentos 
coreiformes. Soluços, tiques, disartria. Estados impulsivos e 
agressivos. Síndrome de Tourette. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Formulações que contêm álcool benzílico, óleo de gergelim ou 
tartrazina, devido hipersensibilidade prévia ou intolerância. 
Glaucoma de ângulo estreito. Depressão de medula óssea e do 
SNC. Usar cuidadosamente nos casos de doenças cardíacas, 
hepáticas, cardiovasculares graves, insuficiência respiratória, 
hipertrofia prostática e tumores do SNC, de obstrução 
intestinal, convulsões, idosos, gestantes e lactantes. 
218 
 
Reações adversas: CV: Arritmias, hipotensão, hipotensão 
postural, hipertensão, taquicardia, bradicardia, parada 
cardíaca, ICC. 
Dermatológicas: Urticária, fotossensibilidade, eczema, 
dermatite esfoliativa. 
Endócrina: Ingurgitamento mamário (mulheres), galactorréia, 
amenorreia, irregularidade menstrual, ginecomastia, 
alterações da libido, hiperglicemia, hipoglicemia, glicosúria, 
hiponatremia, inibição da ovulação, infertilidade. 
Hematológicas: Eosinofilia, leucopenia, leucocitose, anemia, 
anemia aplástica ou hemolítica, trombocitopenia, 
pancitopenia. Hepática: Icterícia. 
Respiratórias: Diminuição do reflexo da tosse com potencial 
aspiração, broncoespasmo, laringoespasmo, dispneia, asma, 
edema de laringe. 
SNC: Síndrome neuroléptica maligna, tontura, insônia, 
cefaleia, fraqueza, tremor, ataxia, edema cerebral, convulsão, 
exacerbação dos sintomas de psicose, síndrome 
extrapiramidal, distonia, hipertermia. 
Outras: Reações anafilactóides. 
Interações: Álcool, anti-hipertensivos ou nitratos: Hipotensão 
aditiva. Anti-histamínicos, antidepressivos, atropina, 
disopiramida, fenotiazinas e quinidinha: efeitos 
anticolinérgicos aditivos. Depressores do SNC, álcool, anti-
histamínicos, opiódes e sedativos/hipnóticos: depressão do 
219 
 
SNC aditiva. Epinefrina: hipotensão grave e taquicardia. 
Levodopa: diminuição dos efeitos dessa droga. Lítio: síndrome 
encefalopatia aguda. Metildopa: demência. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar durante 
gravidez ou lactação. Informar principais reações adversas e 
que procure o médico se surgir alguma. Higiene oral e balas 
sem açúcar ou pastilhas podem diminuir a sensação de boca 
seca. Recomendar uso de protetor solar e vestimenta 
adequada devido fotossensibilidade. Recomendar que evite 
dirigir devido tontura e dificuldade de atenção/alerta. Orientar 
que evite consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar 
ao uso concomitante de outras medicações. Recomende ao 
paciente que mude de posição lentamente para evitar 
hipotensão postural. Enfatizar ao paciente e familiar a 
importância de realizar exames periodicamente. Avaliar sinais 
de acatisia (agitação ou vontade de se manter sempre em 
movimento), discinesia tardia (movimentos rítmicos e 
incontroláveis de boca, face, extremidades, mastigação 
descontrolada e movimentos rápidos com a língua), reações 
extrapiramidais, parkisonismo (dificuldade de fala e 
deglutição, fácies imóvel, festinação, perda do equilíbrio, 
postura enlanguescida, rigidez e tremores). Monitorar febre, 
angústia respiratória, taquicardia, hipotensão ou hipertensão, 
220 
 
perda do controle da bexiga. Avaliar o estado mental do 
paciente (orientação, consciência, humor, comportamento). 
Exames laboratoriais: Monitorar leucocitose, aumento da 
função hepática e CPK. Administrar por VO sem diluir, ou se 
necessário em até 60ml de água ou leite para evitar 
desconforto GI. Na administração IM, não pode ultrapassar 3 
ml por local e deve ser feito lentamente. No caso de EV não 
precisa ser diluída em casos de emergência para efeito mais 
rápido. 
 
221 
 
HEPARINA 
(Anticoagulante) 
 
Nome comercial: ACTPARIN, DISOTRON, HEPARIN, 
LIQUEMINE. 
Apresentações: Solução Injetável. 
Administração: SC, IV(EV). 
Indicações: tratamento e profilaxia das afecções 
tromboembólicas de qualquer etiologia e localizacao, bem 
como após um tratamento trombolítico, com estreptoquinase, 
por exemplo, na coagulação intravascular disseminada, no 
infarto do miocárdio, na inibição da coagulação ao utilizar a 
circulação extracorpórea ou a hemodiálise. Profilaxia e 
terapêutica das hiperlipidemias. 
Contraindicações e precauções: Diátese hemorrágica, nas 
hemorragias cerebrais, nas coagulopatias graves, na 
insuficiência hepática e renal grave, na hipertensão grave, em 
pacientes com ulceras, em presença de tumores malignos com 
permeabilidade capilarelevada do aparelho digestivo 
na trombocitopenia, na endocardite bacteriana subaguda, a 
pacientes que sofreram intervenções cirúrgicas oculares, do 
cérebro, ou da medula espinhal (alto risco 
de hemorragias tardias), aborto iminente e hipersensibilidade 
reconhecida à heparina. Precauções em mulheres grávidas 
que apresentem algum sinal ou queixa de hepatopatia (com 
222 
 
hipersensibilidade à heparina) ou após intervenções 
da próstata, fígado e vias biliares. 
Reações adversas: Dermatológicas: Alopecia, rash, urticária. 
GI: Hepatite medicamentosa. 
Hematológicas: Sangramentos, anemia, trombocitopenia. 
Local: Dor. 
Musculoesquelética: Osteoporose. 
Outras: Febre, hipersensibilidade. 
Interações: Precaução especial deve ser tomada quando da 
administração concomitante com outros anti-inflamatórios 
não esteroides ou medicamentos que atuem na coagulação e 
agregação plaquetária como exemplo a Ticlopidina. Em 
tratamento prolongado evitar o uso com corticoides. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar conforme prescrito, 
informar a toda equipe que o paciente está em terapia com 
anticoagulante. Informar ao paciente os principais efeitos 
adversos. Pedir que a higiene oral seja feita com escovas 
macias e a barba com barbeador elétrico. Conhecer outras 
medicações que o paciente utiliza. Evitar uso de AINES, ácido 
acetilsalicílico, medicações IM durante a terapia. Monitorar 
sinais de sangramentos ou hemorragia, PA, fezes, urina. 
Monitorar tempo de coagulação, hematócrito, plaquetas, 
níveis séricos de triglicerídeos, colesterol, ácidos graxos, 
hipercalemia, TGO e TGP. SC: alternar diariamente local de 
aplicação, não aspirar ou massagear o local de aplicação, 
223 
 
observar presença de hematomas, equimose e inflamação nos 
locais de aplicação. Não administrar por via IM. 
 
 
224 
 
HIDROCORTISONA 
(Corticosteroide [Glicocorticoide]) 
 
Nome comercial: CORTISONAL, CORTISTON, CORTIZOL, 
HIDROCORTEX, HIDROSONE, SOLU-CORTEF, SUCCINATO 
SÓDICO DE HIDROCORTISONA. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IV(EV), IM. 
Indicações: Controle da insuficiência adrenocortical. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou 
intolerância prévia. Infecções ativas sem controle (exceto 
tratamento de meningite tuberculosa). Cuidados nos casos de 
estresse (cirurgia, infecções, podem requerer doses 
suplementares), infecções potenciais (pode mascarar sinais de 
febre ou inflamação), durante tratamento crônico (causa 
supressão adrenal) e em crianças (uso crônico prejudica o 
crescimento). Lactação evitar uso crônico. Gestantes: 
segurança ainda não estabelecida. 
Reações adversas: CV: Hipertensão. 
Dermatológicas: Acne, diminuição da cicatrização, equimose, 
hirsutismo, petéquias. 
Endócrina: Supressão adrenal, hiperglicemia. 
GI: Úlcera péptica, náusea, vômito. 
Hematológicas: Tromboembolismo, tromboflebite. 
225 
 
Hidroeletrolíticas: Retenção urinária, hipocalemia, alcalose 
hipocalêmica. 
Musculoesqueléticas: Fraqueza muscular, osteoporose, 
necrose asséptica das articulações, mialgia. 
Oftalmológicas: Catarata, aumento da PIO. 
SNC: Anorexia, depressão, euforia, cefaleia, aumento da 
pressão intracraniana (em crianças), mudanças de 
comportamento, psicose, agitação. 
Outras: Aparência Cushingoide (face de lua), aumento da 
suscetibilidade a infecções. 
Interações: Álcool e anti-inflamatórios: Aumentam o risco de 
úlcera GI e hemorragia. Anfotericina B ou inibidores da 
anidrase carbônica: Podem causar hipopotassemia grave. 
Bloqueadores musculares não-despolarizantes: aumento dos 
efeitos dos bloqueadores. Digitálicos: aumentam possibilidade 
de arritmias ototoxicidade digitálica associada com 
hipotassemia. Hormônios da tireoide: necessidade de ajustes 
na dose dos corticoides. Imunossupressoras: aumentam o 
risco de infecções e linfomas. Vacinas de vírus vivo atenuado: 
Risco de desenvolver a doença viral. Antimuscarínicos: 
aumento da PIO. Diuréticos: diminui o efeito dos diuréticos e 
vice-versa. Estrogênios e anticoncepcionais orais contendo 
estrogênio: aumentam o efeito dos corticoides. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
226 
 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar em gravidez 
ou lactação. Informar principais reações adversas e que 
procure o médico se surgir alguma. Orientar que evite 
consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Atentar ao uso 
concomitante de outras medicações. Durante o tratamento 
com corticosteroides não realizar nenhuma imunização. 
Recomende que o paciente evite lugares com multidões e 
contato com pessoas com doenças contagiosas, devido 
imunossupressão. Recomendar dieta rica em proteína, cálcio e 
potássio, hipossódica e com restrição aos carboidratos. 
Orientar sobre realização frequente de exames laboratoriais e 
a necessidade de exames oftalmológicos. Antes da 
administração, manter prontamente equipamentos de 
ressuscitação, medicamentos indicados e pessoal treinado. 
Avaliar ECG durante administrações. Monitorar exames 
laboratoriais e eletrólitos. 
 
227 
 
IMIPENEM 
(Associação antibiótico betalactâmico [Carbapenema] Inibidor 
da degradação renal do Antibiótico) 
 
Nome comercial: TIENAM. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM, IV(EV). 
Indicações: Tratamento de infecções dos tratos respiratório 
inferior e urinário. Infecções abdominais, ginecológicas, da 
pele e das estruturas da pele, ósseas e articulares. Bacteremia, 
endocardite, infecções polimicrobianas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, 
possibilidade de reatividade cruzada com penicilinas e 
cefalosporinas. Usar cuidadosamente nos casos de 
hipersensibilidade múltipla, convulsões, pacientes geriátricos, 
prejuízo renal. Segurança ainda não estabelecida em crianças, 
gestantes e lactantes. 
Reações adversas: CV: Hipotensão. 
Dermatológicas: Rash, prurido, sudorese, urticária. 
GI: Colite pseudomembranosa, diarreia, náusea, vômito. 
Hematológica: Eosinofilia. Local: Flebite (IV). 
SNC: Convulsão, tontura, sonolência. 
Outras: Reações alérgicas (anafilaxia, febre e superinfecção). 
Interações: Aminoglicosídios: possível inativação do efeito. 
Ciclosporinas ou ganciclovir: maior risco de convulsões. 
228 
 
Probenecida: diminuição da excreção renal e aumento dos 
níveis séricos. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças 
pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar 
principais reações adversas e que procure o médico se surgir 
alguma. Recomendar que evite dirigir devido tontura. Atentar 
ao uso concomitante de outras medicações. Avaliar 
rigorosamente qualquer reação neurológica ou cries 
convulsivas, e comunicar ao médico caso ocorra. IM: Não 
adicionar ou misturar a droga com outros antibióticos, 
verificar se o paciente possui alguma cardiopatia antes da 
administração ou qualquer sinal de hipersensibilidade; 
administrar profundamente em glúteo ou face lateral da coxa. 
IV: Não diluir com substâncias que possuem lactato nem com 
outros antibióticos. 
 
229 
 
LORAZEPAM 
(Sedativo-hipnótico) 
 
Nome comercial: LORAZEFAST, LORAZEPAM, LORAX, MAX-
PAX, MESMERIN. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Distúrbio de ansiedade ou ansiedade associada à 
depressão. Ansiedade ou tensão aguda associada ao estresse 
da vida cotidiana. 
Contraindicações e precauções:Hipersensibilidade aos 
benzodiazepínicos. Psicose, glaucoma, choque, coma, 
intoxicação por álcool, depressão dos sinais vitais, gestação, 
lactação ou durante o trabalho de parto. Use cuidadosamente 
nos casos de disfunção hepática e renal. 
Reações adversas: CV: Bradicardia, taquicardia, colapso CV, 
hipertensão, hipotensão, palpação, edema. 
Dermatológicas: Urticária, prurido, rash, dermatite, diaforese. 
Endócrina: Alteração da libido, irregularidade menstrual, 
ginecomastia. 
GI: constipação, diarreia, boca seca, sialorréia, náusea, vômito. 
GU: Incontinência ou retenção urinária. Hematológicas: 
Discrasias sanguíneas, agranulocitose, leucopenia. 
SNC: Anorexia, nervosismo, sonolência temporária, sedação, 
depressão, letargia, apatia, fadiga, desorientação, hostilidade, 
230 
 
episódio de mania, inquietação, confusão, choro, delírio, 
cefaleia, diartria, estupor, tremor, distonia, euforia, 
parestesia, dificuldade de concentração, sintomas 
extrapiramidais. 
Outros: soluços, febre, distúrbios musculares, síndrome de 
abstinência. 
Interações: Álcool aumenta a depressão do SNC. Teofilina 
diminui o efeito do lorazepam 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças 
pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar 
principais reações adversas e que procure o médico se surgir 
alguma. Higiene oral e balas sem açúcar ou pastilhas podem 
diminuir a sensação de boca seca. Recomendar que evite 
dirigir devido tontura. Orientar que evite consumo de álcool, 
tabaco e outras drogas. Atentar ao uso concomitante de 
outras medicações. Atentar aos níveis de TGO, TGP LDH e 
fosfatase alcalina. A maior parte da dose deve ser 
administrada antes de dormir, para evitar sedações durante o 
dia. 
 
231 
 
MALEATO DE DEXCLORFENIRAMINA 
(Anti-histamínico H1) 
 
Nome comercial: ALERGYO, MALEATO DE 
DEXCLORFENIRAMINA, POLARAMINE, POLARAMINE CREME, 
POLAREN. 
Apresentações: Creme dermatológico; Drágea; Solução oral; 
Xarope. 
Administração: VO, Tópico. 
Indicações: Rinite alérgica perene ou sazonal, rinite 
vasomotora, conjuntivite alérgica, angioedema e urticária. 
Eczemas alérgicos, dermatite atópica, dermatite de contato e 
pruridos de origem não específica. Reações a soro, picadas de 
inseto, drogas e sangue. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Glaucoma 
de ângulo fechado, úlcera péptica. Hipertrofia prostática 
sintomática, crises de asma. Uso concomitante de IMAOs. 
Gestação (3º trimestre) ou lactação. Crianças prematuras ou 
recém-nascidos. Uso cuidadoso durante a gestação. Idosos 
tem maior possibilidade de apresentarem tontura, sedação, 
síncope e hipotensão. 
Reações adversas: CV: Hipotensão, palpitações, bradicardia, 
taquicardia, extra-sístolia. 
Dermatológicas: Urticária, fotossensibilidade, rash, sudorese. 
232 
 
GI: Boca seca, diarreia, desconforto epigástrico, aumento do 
apetite, náusea, vômito, constipação. 
GU: Frequência ou retenção urinária, disúria, alteração do 
ciclo menstrual, diminuição da libido. 
Hematológicas: Anemia hemolítica, anemia hipoplástica, 
trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose, pancitopenia. 
Metabólica: Aumento de peso. Respiratórias: espessamento 
de secreções bronquiais, tensão torácica, respiração ofegante, 
obstrução nasal, secura de nariz e garganta, dor de garganta. 
SNC: Tontura, sonolência, sedação, anorexia, distúrbios de 
coordenação, fadiga, confusão, agitação, euforia, nervosismo, 
tremor, cefaleia, visão borrada, diplopia, vertigem, zumbido, 
labirintite aguda, histeria. 
Outras: Choque anfilático. 
Interações: Álcool e depressores do SNC: aumento do efeito 
depressivo do SNC. Anticoagulantes orais e corticosteroides: 
possível redução dos efeitos dessas drogas. Anti-inflamatórios: 
Maior risco de reações adversas GI. IMAOs: prolongamento e 
intensificação dos efeitos da droga. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica. Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Não usar em crianças 
pré-maturas, recém-nascidas, gravidez ou lactação. Informar 
principais reações adversas e que procure o médico se surgir 
alguma. Higiene oral e balas sem açúcar ou pastilhas podem 
233 
 
diminuir a sensação de boca seca. Recomendar uso de 
protetor solar e vestimenta adequada devido 
fotossensibilidade. Recomendar que evite dirigir devido 
tontura. Orientar que evite consumo de álcool, tabaco e 
outras drogas. Atentar ao uso concomitante de outras 
medicações. Pode ser administrada com alimentação diante 
desconforto GI. A apresentação em xarope é recomendada 
aos pacientes que tem dificuldade de deglutição. 
 
234 
 
MALEATO DE ENALAPRIL 
(Hipotensor arterial [Inibidor da ECA]) 
 
Nome comercial: ANGIOPRIL, ENALABAL, ENAPROTEC, 
ENATEC, EUPRESSIN, GLIOTEN, MALEATO DE ENALAPRIL, 
RENITEC, SANVAPRESS, VASOPRIL. 
Apresentações: Comprimido e Solução Injetável. 
Administração: VO, IV(EV). 
Indicações: Hipertensão arterial de todos os graus, 
hipertensão renovascular. Insuficiência cardíaca congestiva. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, gestação. 
Possibilidade de reatividade cruzada entre inibidores da ECA. 
Use cuidadosamente nos casos de disfunção renal ou 
hepática, hipovolemia, hiponatremia, terapia diurética 
concomitante, estenose aórtica, insuficiência cardíaca ou 
cerebrovascular, cirurgia/anestesia (possível hipotensão) e 
idosos. Extrema cautela nos casos de história familiar de 
angioedema. Lactação e crianças segurança ainda não 
estabelecida. 
Reações adversas: CV: Infarto Agudo do Miocárdio ou AVC, 
dor torácica, distúrbios do ritmo cardíaco, palpitação, angina 
pectoris, hipotensão, hipotensão postural, síncope. 
Dermatológicas: Eritema multiforme, dermatite esfoliativa, 
síndrome de Stevens-Jhonson, necrólise epidérmica tóxica, 
235 
 
diaforese, pênfigo, urticária, prurido, alopecia, rubor facial, 
rash. 
Endócrina: Impotência. 
Ex. Laboratoriais: Elevação das enzimas hepáticas. 
GI: Íleo paralítico, pancreatite, constipação, diarreia, 
estomatite, dispepsia, náusea, vômito, diegeusia, dor 
abdominal. 
GU: Disfunção renal, insuficiência renal, oligúria, aumento na 
ureia e creatinina séricas. Hematológicas: Aumento de 
bilirrubina, redução em hemoglobina e hematócrito, 
neutropenia, hiponatremia, trombocitopenia, agranulocitose. 
Hepáticas: Insuficiência hepática, hepatite, icterícia. 
Hidroeletrolítica: Hipercalemia. Musculoesquelética: Cãibras 
musculares. 
Oftalmológica: Visão turva. 
Otorrinolaringológicas: Glossite, rinorréia, dor de garganta, 
rouquidão, zumbido. Respiratórias: Infiltrados pulmonares, 
broncospasmo ou asma, tosse, dispneia. 
SNC: Anorexia, depressão, cefaleia, fadiga, astenia, confusão 
mental, nervosismo, sonolência, insônia, depressão medular. 
Outros: Reação de hipersensibilidade. 
Interações: AINES: neutralização da resposta anti-
hipertensiva. Álcool, antidepressivos, fenotiazinas e nitratos: 
hipotensão aditiva. Alopurinol: Maior risco de 
hipersensibilidade. Antiácidos: diminuição da absorção do 
236 
 
enalapril. Capsaicina: aumento da tosse. Ciclosporina, 
diuréticos poupadores do potássio ou suplementos de 
potássio: Hipercalemia. Digoxina ou lítio: Aumento nos níveis 
e possível toxicidade por essas drogas. Diuréticos: Hipotenção 
excessiva. Rifampicina: diminuição da eficácia do enalapril. 
Cuidados de Enfermagem: Administrar dose, quantidade, 
tempo e via conforme prescrição médica.Não interromper o 
tratamento sem conhecimento médico. Informar ao paciente 
que a medicação não cura a hipertensão e que ele deve seguir 
o tratamento rigorosamente. Não utilizar em crianças, 
gestantes e lactantes. Informar ao paciente as principais 
reações adversas e comunicar à equipe de saúde 
imediatamente caso manifeste. Enfatize a importância de 
mudanças de hábitos, procurando segui deita hipossódica, 
diminuir ou eliminar tabagismo, etilismo e outras drogas. 
Realizar atividades físicas diariamente sobre orientação de 
profissionais. Mudar de posição lentamente para evitar 
hipotensão. Devido tontura, recomendar que evite atividades 
que necessitam de grande concentração e estado de alerta 
(dirigir). Monitorar PA, pulso periférico, peso, retenção hídrica 
e exames laboratoriais. Atentar quanto interação 
medicamentosa. 
 
237 
 
MEBENDAZOL 
(Anti-Helmíntico) 
 
Nome Comercial: PANTELMIN, HELMIBEN, HELMIZIL, 
MEBENDAZOL, MULTIELMIN, NECAMIN, NOVELMIN, 
PANFUGAN, PARAVERM, SIRBEN, VERMIBEN, VERMOPLEX, 
DISPONÍVEL TAMBÉM EM OUTRAS ASSOCIAÇÕES COM 
OUTROS ANTI-HELMÍNTICOS. 
Apresentações: Comprimidos; Frascos com 30ml ou 40ml 
(100mg/5ml) de suspensão oral. 
Administração: Uso VO. 
Indicações: Enterobiose. Tricuríase, ascaridíase, 
ancilostomíase ou infecções mistas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Gestação 
ou lactação. 
Reações Adversas: GI: diarreia, dor abdominal. Outras: febre 
Interações: Carbamazepina: diminuição do efeito do 
mebendazol 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou a 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
238 
 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante da ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
diarreia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente a manutenção de boas normas de 
higiene pessoal, principalmente quanto à lavagem das mãos. 
O paciente não deverá manipular nem preparar alimentos, 
durante a infestação. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Saneamento básico e higiene pessoal: o tratamento 
medicamentoso das parasitoses deve ser associado às 
seguintes normas: 1. Beber somente água fervida ou filtrada; 
2. Utilizar somente vasos sanitários bem limpos e 
desinfetados; 3. Lavar e ferver as roupas de cama e de uso 
íntimo e pessoal; 4. Manter normas de asseio diárias 
(escovação dos dentes, banhos); 5. Lavar as mãos várias vezes 
por dia (principalmente durante o preparo dos alimentos, 
antes das refeições e após a utilização do vaso sanitário) e 
manter as unhas sempre limpas; 6. Manter as unhas e os pés 
sempre limpos e calçados; 7. Lavar bem as verduras e frutas 
239 
 
anteriormente ao seu consumo; 8. Cozinhar bem os alimentos; 
9. Embalar e armazenar adequadamente os alimentos na 
geladeira ou em armários fechados; 10. Observar o estado de 
conservação das embalagens e evitar o consumo de produtos 
comercializados em latas amassadas ou que estejam com seus 
lacres rompidos ou com o prazo de validade vencido; e 11. 
Acondicionar adequadamente o lixo para evitar a infestação 
de insetos e roedores. 
Interações medicamentosas: atenção ao uso concomitante 
com outras drogas ou alimentos. 
VO: os comprimidos podem ser macerados ou mastigados e 
administrados com água e alimentos; o paciente deverá 
mastigar bem os comprimidos antes de engoli-los e, em 
seguida, beber um copo de água. 
 
240 
 
METFORMINA 
(Antidiabético) 
Nome Comercial: GLIFAGE, DISPONÍVEL TAMBÉM EM 
ASSOCIAÇÕES DE ANTIDIABÉTICOS. 
Apresentações: Comprimidos. 
Administração: Uso VO. 
Indicações: Diabetes mellitus não-insulinodependente (tipo 
2). 
Contraindicações: Hipersensibilidade. Febre. Infecções. 
Trauma. Grandes cirurgias. Cetoacidose. Acidose. Coma. 
Diabetes juvenil (tipo 1). Disfunção hepática ou renal. Uremia. 
Disfunções da tireoide e endócrinas. Glicosúria. Hiperglicemia. 
Durante o trabalho de parto (recomenda-se suspender a 
droga 1 mês antes da data prevista para o parto). Lactação. 
Reações Adversas: Dermatológicas: reações alérgicas, prurido, 
eritema, urticária. 
Endócrinas: acidose láctica, hipoglicemia. 
GI: náuseas, vômitos, desconforto epigástrico, diarreia. 
SNC: anorexia. 
Interações: Cimetidina: maior risco de hipoglicemia. 
Glicocorticoides: maior risco de acidose lática. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
241 
 
A medicação não deve ser usada durante o trabalho de parto 
e a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. O uso da medicação deverá 
ser suspenso 1 mês antes da data prevista para o parto. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. Informe, também, que a 
medicação pode causar gosto metálico. 
Recomende ao paciente a prática diária de exercícios para 
prevenir episódios hipoglicêmicos, uma boa higiene pessoal 
para evitar infecções e o uso de sapatos confortáveis para não 
machucar os pés. 
Recomende ao paciente o acompanhamento de um 
nutricionista para acompanhar a dieta e a perda de peso. 
Pode causar sonolência. Recomende que o paciente evite 
dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até 
que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore: a glicose na urina e no sangue 
(para controlar o efeito da droga); se, após 1-3 meses de 
terapia, não for obtido um controle satisfatório da glicose, 
242 
 
deve-se iniciar insulinoterapia; e avalie: dificuldade 
respiratória, fraqueza, dor muscular, sonolência ou 
desconforto GI repentino e, diante essas reações, suspenda o 
uso da medicação e comunique imediatamente ao médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada com alimentos para 
evitar desconforto GI. 
 
 
243 
 
METILDOPA 
(Hipotensor arterial [inibidor adrenérgico central]) 
 
Nome Comercial: ALDOMET, METILDOPA, TENSIOVAL. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: Uso VO. 
Indicações: Hipertensão e crises hipertensivas. 
Contraindicações e Precauções: Hipersensibilidade. Disfunção 
hepática. Use cuidadosamente nos casos de disfunção 
hepática ou renal, diálise e durante a gestação ou lactação. 
Reações Adversas: CV: miocardite, bradicardia, angina 
pectoris, pericardite, hipotensão postural, edema. 
Dermatológicas: rash. 
Endócrinas: ginecomastia, hiperprolactinemia, amenorreia, 
galactorréia, impotência, dificuldade de ejaculação, 
diminuição da libido. 
GI: náuseas, vômitos, distensão, constipação, flatulência, 
diarreia, colite, boca seca, língua dolorida ou “preta”. 
Hematológicas: teste de Coombs positivo,anemia hemolítica, 
supressão da medula óssea, leucopenia, granulocitopenia, 
trombocitopenia. 
Hepáticas: necrose hepática, disfunção hepática, icterícia, 
hepatite. 
Musculoesqueléticas: artralgia, mialgia. 
244 
 
SNC: sedação, cefaleia, astenia, fraqueza, tontura, distúrbios 
cerebrovasculares, parestesia, parkinsonismo, distúrbios 
psicóticos. 
Interações: Exames laboratoriais: possível interferência nos 
resultados de testes de ácido úrico, creatinina, TGO e 
catecolaminas. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar 
tanto a compreensão do seu diagnóstico com também a sua 
colaboração no tratamento. Enfatize a importância da 
mudança de hábitos (abandono do tabagismo e do consumo 
de álcool, controle do estresse), estimule o paciente a praticar 
exercícios regularmente (hidroginástica, caminhada, natação) 
e a seguir uma dieta alimentar adequada e, se possível, 
conforme prescrito pela nutricionista. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a 
gestação ou a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-
se cautela também nos casos de disfunção hepática ou renal e 
diálise. 
245 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. 
Recomende que o paciente mude lentamente de posição para 
minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Principalmente nas primeiras 6-12 semanas de terapia, 
monitore: a função hepática e, diante febre, disfunção 
hepática ou icterícia, suspenda o uso da medicação e 
comunique imediatamente o médico. 
Durante terapia, monitore: a função hematológica; e avalie: 
principalmente anemia hemolítica e teste de Coombs positivo 
e, diante essas reações, suspenda o uso da medicação e 
comunique imediatamente ao médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante com outras drogas. 
 
 
 
246 
 
METRONIDAZOL 
(Amebicida, Antibacteriano, Giardicida, Tricomonicida) 
Nome Comercial: METRONIDAZOL SISTÊMICO: FLAGYL, 
FLAGYL INJETÁVEL, METRONIDAZOL, POLIBIOTIC. 
METRONIDAZOL TÓPICO: FLAGYL GINECOLÓGICO GELÉIA, 
TAMBÉM DISPONÍVEL EM ASSOCIAÇÕES; 
BENZOILMETRONIDAZOL TÓPICO: DISPONÍVEL EM 
ASSOCIAÇÕES CLORIDRATO DE METRONIDAZOL SISTÊMICO: 
METRONIDAZOL 0,5%. 
Apresentações: Creme vaginal, comprimidos e solução 
injetável. 
Administração: Uso VO, parenteral (IV) e tópico. 
Indicações: Amebíase intestinal aguda e extra-intestinal. 
Tricomoníase sintomática e assintomática. Tratar também o 
parceiro assintomático de paciente infectada por T. vaginalis. 
Balantidíase. Giardíase. Vaginite por Gardnerella vaginalis. 
Tratamento de infecções anaeróbicas graves, abscessos 
cerebrais, infecções intra-abdominais e pélvicas, osteomielite, 
artrite séptica e endocardite. Vaginite bacteriana; colite 
pseudomembranosa causada por Clostridium difficile. O 
tratamento dura 7-14 dias, mas pode ser mais longo para 
algumas infecções (p. ex., articulações, ossos, endocárdio). A 
via IV deve ser substituída por VO logo que possível. Úlcera 
péptica por Helicobacter pylori; Via tópica (intravaginal). 
247 
 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à droga. 
Gestação (1° trimestre). Use cuidadosamente nos casos de 
discrasias sanguíneas, convulsões ou distúrbios neurológicos, 
prejuízo hepático grave (recomenda-se diminuir a dose) e em 
crianças (a segurança do uso por vias IV e VO [para infecções, 
que não amebíase e tricomoníase] ainda não foi estabelecida). 
Gestação: segurança ainda não estabelecida (tem sido usada 
no tratamento de tricomoníase durante o 2° e 3° trimestres da 
gravidez, mas não como regime de dose única). Lactação: 
quando realmente necessário, recomenda-se administrar dose 
única e interromper a amamentação durante 24hs. 
Reações adversas: Dermatológicas: ardência, pele seca 
(moderada), irritação, vermelhidão transitória (uso tópico 
apenas); rash, urticária. 
GI: dor abdominal, náuseas, diarreia, boca seca, língua 
saburrosa, glossite, gosto estranho, vômito. 
Hematológica: leucopenia. 
Local: flebite (IV). 
Neurológica: neuropatia periférica. 
Oftalmológica: lacrimação (uso tópico apenas). 
SNC: anorexia, convulsão, tontura, cefaleia. 
Outra: superinfecção. 
Interações: Álcool: possíveis reações do tipo dissulfiram. 
Azatioprina ou fluorouracil: maior risco de leucopenia. 
248 
 
Cimetidina: possível diminuição do metabolismo do 
metronidazol. 
Dissulfiram: possível psicose aguda e confusão. Fenobarbital: 
aumento do metabolismo e possível diminuição da 
efetividade. 
Varfarina: aumento do efeito dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação (1° 
trimestre) e a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-
se cautela também nos casos de história de discrasias 
sanguíneas, convulsões ou distúrbios neurológicos, prejuízo 
hepático grave (recomenda-se reduzir a dose) e em crianças (a 
segurança do uso por vias IV e VO [para outras infecções, que 
não amebíase e tricomoníase] ainda não foi estabelecida). 
Durante a gestação, quando seu uso for realmente necessário, 
a medicação deverá ser administrada em 7 dias. Quando 
realmente necessário, durante a lactação, recomenda-se 
administrar dose única e interromper a amamentação, 
durante 24hs. 
249 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Informe, também, que a 
medicação pode causar gosto metálico e tornar a urina escura 
(marrom-avermelhado) e que o parceiro sexual, ainda que 
assintomático, também deverá receber a medicação para 
evitar reinfecção. 
Pode causar desmaio e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta 
, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, 
durante a terapia e 48hs após o seu término, como também o 
uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Antes da administração da primeira dose, avalie: os resultados 
da cultura e do antibiograma. 
Durante a terapia: documente as evacuações (frequência e 
características); e avalie: edema, principalmente aqueles que 
estejam sob uso de corticosteroides (a medicação causa 
retenção de sódio). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
250 
 
VO: a medicação pode ser administrada durante as refeições 
para evitar desconforto GI. 
IV:infunda com soro glicosado 5% ou fisiológico 0,9%, no 
mínimo, em 1h; a droga não deve ser colocada na geladeira 
para evitar precipitação; a droga deve ser mantida em 
temperatura ambiente. 
Tópico: diante irritação excessiva da pele, o uso da medicação 
deverá ser suspenso; evite o contato da droga com os olhos, 
os lábios e as mucosas da boca e do nariz; em caso de contato 
acidental, lave o local afetado com água abundante (morna ou 
fria) e comunique ao médico. 
Intravaginal: antes e após a aplicação, a paciente deverá lavar 
bem as mãos com água e sabão, assim como o aplicador 
também deverá ser limpo com água e sabão; instrua a 
paciente sobre o uso correto do aplicador, que deve ser 
introduzido completamente na vagina ao deitar-se; a paciente 
deve permanecer reclinada por, pelo menos, 30 min., após a 
aplicação; a paciente deve usar absorventes higiênicos para 
proteger as roupas (íntimas e de cama). 
 
 
251 
 
MIDAZOLAM 
(Sedativo – Hipnótico) 
Nome Comercial: DORMONID, DORMIRE, DORMIUN, 
INDUSON, MIDAZOLAM. 
Apresentações: Comprimidos; Frascos de solução oral + 
dosador oralpack. Ampolas de solução injetável. 
Administração: Usos VO, IM e IV. 
Indicações: Sedação/ansiólise/amnésia pré-operatória em 
pacientes adultos e pediátricos. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Possibilidade de reatividade cruzada com outros 
benzodiazepínicos. Choque. Pacientes comatosos ou aqueles 
com depressão do SNC preexistente. Dor severa sem controle. 
Glaucoma de ângulo agudo. Gestação. Recém-nascidos 
(recomenda-se evitar o uso de formulações que contém álcool 
benzilíco). Use cuidadosamente nos casos de doença 
pulmonar, ICC, prejuízo renal ou hepático graves e em 
pacientes pediátricos obesos (recomenda-se calcular a dose 
de acordo com o peso corporal ideal), geriátricos ou 
debilitados (principalmente aqueles > 70 anos; devido a maior 
suscetibilidade aos efeitos depressores cardiorrespiratórios, 
recomenda-se reduzir a dose nesses pacientes). Lactação: 
segurança ainda não estabelecida. 
Reações adversas: CV: parada cardíaca, arritmias. 
Dermatológicas: rash. 
252 
 
GI: soluços, náuseas, vômito. Locais: flebite (IV), dor (IM). 
Oftalmológica: visão borrada. 
Respiratórias: apneia, laringoespasmo, depressão respiratória, 
broncoespasmo, tosse. 
SNC: agitação, sonolência, sedação excessiva, cefaleia. 
Interações: Álcool, anti-histamínicos, opióides e 
sedativos/hipnóticos (outros): depressão do SNC aditiva 
(recomenda-se reduzir a dose de midazolam em 30%-50%, 
quando sob o uso concomitante dessas drogas). Álcool (doses 
altas), anti-hipertensivos ou nitratos: maior risco de 
hipotensão. Alimentos: o suco de laranja diminui o 
metabolismo e pode aumentar os efeitos do midazolam. 
Carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, rifabutina e 
rifampicina: diminuição nos níveis do midazolam. 
Cetoconazol, cimetidina, diltiazem, eritromicina, fluconazol, 
itraconazol, ranitidina e verapamil: diminuição do 
metabolismo do midazolam e aumento dos seus efeitos. 
Indutores ou inibidores do citocromo P-450 3A4: possível 
alteração dos efeitos do midazolam. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado. Informe ao 
paciente o objetivo da medicação para facilitar a sua 
colaboração no tratamento. Informe, também, que o uso 
excessivo pode causar dependência física e psicológica. 
253 
 
Recomende ao paciente que mantenha a medicação longe do 
alcance de crianças e adolescentes. 
A medicação não deve ser usada em recém-nascidos 
(recomenda-se evitar o uso de formulações que contém álcool 
benzílico) nem durante a gestação ou lactação. No caso 
confirmada ou suspeita ou, ainda, se a paciente estiver 
amamentando, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos 
seguros e adequados, durante a terapia. 
Recomende cautela também nos casos de doença pulmonar, 
ICC, prejuízos renal ou hepático graves e em pacientes 
pediátricos obesos (recomenda-se calcular a dose de acordo 
com o peso corporal ideal), geriátricos ou debilitados 
(principalmente aqueles > 70 anos, devido a maior 
suscetibilidade aos efeitos depressores cardiorrespiratórios, 
recomenda-se reduzir a dose nesses pacientes). 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. 
Recomende que o paciente mude de posição ou que se 
levante da cama ou de cadeiras lentamente para minimizar a 
hipotensão postural, durante a terapia. 
254 
 
Após a administração, o paciente deverá permanecer em 
ambiente tranquilo, durante 4h, para evitar efeitos residuais 
ao despertar. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
solicite, conforme necessário, auxílio para sua deambulação 
ou seu transporte, para prevenir quedas, cortes, fraturas e 
possíveis sangramentos, como também que evite a prática de 
atividades que requerem estado de alerta, durante 24hs após 
a administração. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de 
álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC 
(durante 24hs após a administração), como também de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante com outras drogas. 
VO: os comprimidos não devem ser mastigados, eles devem 
ser engolidos inteiros com um pouco de água, leite ou algum 
alimento, imediatamente antes de deitar-se. 
IV: uso exclusivo hospitalar; a medicação deve ser 
administrada sob supervisão médica e mediante o emprego 
de medidas de apoio, nos casos de insuficiência 
cardiorrespiratória. 
 
 
255 
 
NISTATINA 
 (Antibiótico Antifúngico poliênico) 
 
Nome Comercial: USO SISTÊMICO: MICOSTATIN, INOFUNGIN, 
NICOSTAN, NIDAZOLIN, NISTATINA. USO TÓPICO: 
MICOSTATIN CREME VAGINAL, NISTATINA CREME VAGINAL, 
DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Frascos de suspensão oral; Creme vaginal. 
Administração: Usos VO e tópico (intravaginal) e 
dermatológico. 
Indicações: Infecções do trato GI. Infecções causadas por 
Candida albicans oral, vaginal e GI. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade 
Reações adversas: GI: náuseas, vômito, diarreia (doses altas 
VO). 
Interações: Nenhuma significativa. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
O uso da medicação deve ser mantido durante, no mínimo, 2 
dias após o desaparecimento dos sintomas para evitar 
recidivas. 
256 
 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o médico deverá ser consultado. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
medicação, sem o conhecimento do médico, durante a 
terapia. 
Infecção oral por Candida albicans: o paciente deverá manter 
uma boa higiene oral, principalmente os idosos que usam 
próteses, para evitar infecções. 
Infecção vaginal por Candida albicans: informe à paciente que: 
1. A terapia deve ser mantida mesmo durante o período 
menstrual ou conforme prescrição médica; 2. O parceiro 
sexual também deverá receber tratamento simultâneo; 3. 
Diabetes,parceiros infectados, calças compridas apertadas e o 
uso de antibióticos, contraceptivos orais ou corticosteroides 
são fatores predisponentes para o desenvolvimento de 
infecções vaginais; recomende que a paciente: 1. Siga estas 
recomendações para evitar reinfecção e propagação; 2. 
Consulte o médico sobre banhos de assento e duchas vaginais 
durante a terapia; 3. Use roupas íntimas de algodão; 4. Evite 
manter relações sexuais, durante a terapia, ou use 
preservativos. Mantenha rigorosas normas de higiene pessoal 
257 
 
e íntima; 6. Troque frequentemente as roupas (íntima, cama e 
banho); 7. Lave e ferva as roupas íntimas; 8. Utilize somente 
vasos sanitários bem limpos e desinfetados; 9. Após a 
evacuação, lave a região perianal (frente para trás); 10. Lave 
frequentemente as mãos, principalmente antes e após a 
utilização do vaso sanitário ou o contato com os órgãos 
genitais. 
VO: comprimidos: devem ser administrados com algum 
alimento; o tratamento deve ser mantido mesmo durante a 
menstruação; suspensão oral: no tratamento da candidíase 
oral, antes de usar a droga, o paciente deverá lavar a cavidade 
oral; o paciente deverá manter a suspensão na boca, durante 
alguns minutos, gargarejar e, em seguida, engolir; para a 
administração em recém nascidos, use um cotonete e aplique 
na mucosa oral. 
Intravaginal: o creme vaginal pode ser usado durante a 
gestação (> 6 semanas) para evitar monilíase (sapinho) no 
recém-nascido; tratamento deve ser mantido mesmo durante 
a menstruação; os aplicadores devem ser usados, única e 
exclusivamente, para administração vaginal e descartados 
logo após a sua utilização; informe à paciente sobre a técnica 
correta de limpeza da área envolvida, antes de aplicar a 
medicação, e o uso adequado do aplicador, que deverá ser 
introduzido completamente na vagina ao deitar; após a 
aplicação, a paciente deverá permanecer reclinada por, pelo 
258 
 
menos, 30min.; recomende à paciente o uso de absorventes 
higiênicos para evitar manchas em roupas (íntimas e de 
cama); recomende que a paciente evite manter relações 
sexuais, durante a terapia, ou use preservativos. 
 
 
259 
 
NITRATO DE MICONAZOL 
(Antimicótico tópico) 
 
Nome Comercial: DAKTARIN GEL ORAL, DAKTARIN 
GINECOLÓGICO, DAKTARIN LOÇÃO CREMOSA, DISPOÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Loção cremosa. 
Administração: Uso tópico. 
Indicações: Tratamento da candidíase da cavidade 
bucofaríngea. Candidíase vulvovaginal. 
Contraindicações e Precauções: Hipersensibilidade ao 
miconazol ou a qualquer componente da formulação 
(ingredientes ativos, elementos aditivos, conservantes ou 
bases). Alguns produtos contêm álcool ou bissulfitos, e devem 
ser evitados em pacientes com intolerância prévia. Disfunção 
hepática. Gestação ou lactação: segurança ainda não 
estabelecida. 
Reações adversas: GI: náusea, vômito, diarreia; hepatite 
(casos isolados). 
Outra: reações alérgicas (raras). 
Interações: Nenhum relato até o momento. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a aplicar a 
medicação exatamente conforme recomendado e a não 
interromper o tratamento, sem o conhecimento do médico, 
ainda que alcance melhora. 
260 
 
O tratamento deve ser mantido até o completo 
desaparecimento das lesões, o que ocorre, em média, após 1 
semana. Alguns pacientes podem necessitar de um período de 
tratamento mais prolongado. As infecções fúngicas 
recorrentes podem ser um sinal de doença sistêmica. Após o 
término do tratamento e diante a falta de resposta ou a 
persistência dos sintomas, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomende à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros, durante a 
terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
daquelas incomuns ou intoleráveis, persistência ou 
recorrência da infecção ou também de possíveis indicativos de 
supercrescimento do microorganismo (dor de garganta, febre, 
rash), o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente o emprego frequente de assepsia 
(lavagem das mãos), antes e após cada aplicação, e a 
manutenção de higiene apropriada, incluindo a técnica correta 
261 
 
para lavagem das mãos e os cuidados com as unhas. Os 
adultos que usam próteses dentárias devem 
Retirá-las à noite e escová-las com o gel oral. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares ou de 
roupas mais adequadas para evitar possíveis reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso concomitante de 
outros cremes, pomadas ou loções, como também de 
qualquer outra droga ou medicação, exceto quando 
recomendadas pelo médico. Informe, também, que o 
consumo de álcool, durante a terapia, pode causar náusea, 
vômito e hipertensão. 
Antes e durante a terapia: 1. Avalie as áreas envolvidas 
(condição da pele, infecções por fungos, descamação, 
ressecamento, prurido, tamanho e número de lesões); 2. 
Diante aumento da irritação, comunique imediatamente ao 
médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
Tópico: uso exclusivamente externo; evite o contato da 
medicação com os olhos; informe ao paciente sobre a técnica 
correta de limpeza da área envolvida (os adultos que usam 
próteses dentárias devem retirá-las à noite e escová-las com o 
gel oral); durante a aplicação, use luvas para prevenir 
posterior contaminação; aplique sobre a área afetada, com o 
262 
 
auxílio de um cotonete ou de uma gaze enrolada no dedo 
indicador, espalhando uniformemente a quantidade de gel 
necessária para cobrir toda a área da mucosa bucal; a 
medicação deve ser mantida hermeticamente fechada, em 
temperatura < 30°C e protegida da luz e da umidade. 
 
 
 
263 
 
NORFLOXACINO 
(Antibacteriano [fluorquinolona] Antisséptico urinário) 
 
Nome Comercial: FLOXACIN, FLOX, FLOXILIN, FLOXINOL, 
NORFLOXACINO, NORFLOXASAN, NORFLOXMED, RESPEXIL, 
UNI NORFLOXACIN, URITRAT, UROFLOX, UROSEPTAL, 
UROXAZOL-N. 
Apresentação: Comprimido. 
Administração: Uso VO. 
Indicações: Infecções no trato urinário causadas por E. Coli, 
Enterobacter, Proteus, Pseudomonas aeruginosa, Citrobacter, 
Staphylococcus aureus e grupo dos Streptococcus. Cistite. 
Gastrenterite bacteriana. Uretrite, faringite, proctite e 
cervicite gonorréica aguda. Febre tifoide. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção renal ou hepática ou 
arteriosclerose cerebral. 
Reações adversas: Dermatológicas: fotossensibilidade, rash. 
GI: dor abdominal, náusea, flatulência, azia, boca seca. 
SNC: desmaio, fraqueza, cefaleia. 
Interações: Antiácidos, ferro e vitaminas: possível menor 
absorção norfloxacino (recomenda-se administrar 2h antes ou 
após). Nitrofurantoína: antagonismo. Probenecida: o uso 
concomitante não afeta as concentrações séricas do 
norfloxacino; entretanto, a excreção urinária diminui 
264 
 
(recomenda-se monitorizar toxicidade). Teofilina: aumento 
dos níveis plasmáticos. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do médico, ainda que 
melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá sercomunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também 
nos casos de disfunção renal ou hepática e arteriosclerose 
cerebral. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma delas, principalmente febre, dor de garganta e 
rash, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Durante a terapia, o paciente deverá receber hidratação 
adequada. Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2,5 
litros/dia de líquidos. 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para evitar reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou 
gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito. 
265 
 
Pode causar desmaio. Recomende que o paciente evite dirigir 
e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada 2h antes ou 2h após 
as refeições, para evitar que alimentos, antiácidos, ferro ou 
vitaminas interfiram em sua absorção. 
 
 
266 
 
OMEPRAZOL 
(Antiúlcera péptica [inibidor da bomba de prótons]) 
 
Nome Comercial: OMEPRAZOL SÓDICO: PEPRAZOL, 
ESTOMEPE, EUPEPT, GASPIREN, GASTRIUM, LOSAR, OMEP, 
OMEPAMP, OMEPRAZOL SÓDICO, OMEPROTEC, OPRAZON, 
PEPSICAPS, PRAZONIL, UNIPRAZOL, VICTRIX, DISPONÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES OMEPRAZOL MAGNÉSICO: 
LOSEC MUPS. 
Apresentações: Cápsula gelatinosa; pó p/ solução injetável. 
Administração: Usos VO e IV. 
Indicações: Esofagite erosiva. Úlcera duodenal. Úlcera 
gástrica. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente durante a gestação ou lactação. 
Reações adversas: Dermatológicas: rash, urticária, prurido, 
alopecia. GI: boca seca, diarreia, dor abdominal, náusea, 
vômito, constipação, atrofia da língua. Respiratórias: sintomas 
de insuficiência respiratória, tosse, epistaxe. SNC: cefaleia, 
tontura, astenia, insônia, apatia, ansiedade, parestesia. 
Outras: febre, dor nas costas. 
Interações: Benzodiazepínicos: aumento do nível sanguíneo e 
maior risco de toxicidade por essas drogas. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
267 
 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deve ser comunicado imediatamente. Recomende á 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado, durante a terapia. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
diarreia, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Informe, também, sobre a possível ocorrência de alopecia. 
Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, boa higiene 
oral e o consumo de balas ou gomas de mascar sem açúcar 
podem minimizar este efeito. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante 
a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
268 
 
VO: a medicação deve ser administrada antes das refeições; as 
cápsulas não devem ser maceradas ou mastigadas. 
IV: nos casos indicados, a dose de 40mg proporciona redução 
imediata de 90% na acidez gástrica; nas indicações pré-
cirúrgicas, administre 1h antes dos procedimentos; na 
reconstituição, utilize somente o solvente próprio; a solução 
não deve ser misturada com outros medicamentos, após a 
reconstituição infunda lentamente (velocidade média mínima: 
2,5ml/min.; velocidade média máxima: 4ml/min.); após a 
reconstituição, a solução se mantém estável até 4h. 
269 
 
OXACILINA SÓDICA 
(Antibiótico [penicilina semissintética] [isoxazolil-penicilina]) 
 
Nome comercial: STAFICILIN-N, BACTOCILIN, OXACIL, 
OXANON, OXAPEN, OXACILINA. 
Apresentações: Pó para solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Infecções de VAS (via aérea superior), pele e 
tecidos moles. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Use 
cuidadosamente em casos de disfunção renal e durante a 
gestação ou lactação (possível desenvolvimento de diarreia e 
candidíase no lactente). 
Reações adversas: Dermatológicas: rash. 
GI: glossite, estomatite, gastrite, dor na boca, náusea, vômito, 
diarreia, enterocolite, colite pseudomembranosa. 
GU: nefrite, oligúria, proteinúria, hematúria, azotemia, Piúria. 
Hematológicas: anemia, trombocitopenia, leucopenia, 
neutropenia, sangramento prolongado. Hepática: hepatite 
não-específica. 
Locais: dor, flebite, trombose. 
SNC: letargia, alucinação, convulsão. 
Outras: anafilaxia, superinfecção. 
Interações: Aminoglicosídios: diminuição do efeito dessas 
drogas em solução parenteral com oxacilina. 
270 
 
Tetraciclina: diminuição do efeito da oxacilina. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do medico, ainda que o paciente alcance melhore. A terapia 
deve ser mantida por 2 dias, após o desaparecimento dos 
sinais de infecção. 
A oxacilina não deve ser misturada com outras drogas. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de 
disfunção renal e durante a gestação ou lactação (possível 
desenvolvimento de diarreia e candidíase no lactente). 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deve ser consultado. 
Recomende que o paciente solicite, conforme necessário, 
auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir 
quedas e possíveis fraturas como também que evite a prática 
de atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Periodicamente, durante a terapia: controle microbiológico 
(hemocultura). 
271 
 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso de outras 
drogas. 
IM: dilua 250mg em 1,5ml de água destilada; após a diluição, a 
solução se mantém estável durante 3 dias (temperatura 
ambiente) ou 7 dias (geladeira). 
IV: dilua 250-500mg em 5ml de água destilada ou solução 
salina e infunda em 10 min. 
272 
 
PANTOPRAZOL 
(Antiúlcera péptica [inibidor da bomba de prótons]) 
 
Nome comercial: PANTOZOL, PANTOCAL, PANTOPRAZOL, 
PANTOZOL INJETÁVEL, PYLOPRAZOL, ZIPROL, PURCAL. 
Apresentações: Comprimido; Pó para Solução injetável. 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Tratamento de curta duração (8 semanas) da 
esofagite erosiva associada com doença do refluxo 
gastresofágico. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Lactação. 
Use cuidadosamente nos casos de prejuízo hepático grave. 
Gestação ou crianças: segurança ainda não estabelecida. 
Reações adversas: Endócrina: hiperglicemia. 
GI: dor abdominal, diarreia, eructação, flatulência. 
SNC: cefaleia.Interações: Reduz a absorção do cetoconazol. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
A medicação deve ser administrada durante 8 semanas, mas 
alguns pacientes podem ser beneficiados por um período 
adicional de mais 8 semanas. 
273 
 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. Recomenda-se cautela também nos 
casos de prejuízo hepático grave. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e 
que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente fezes alcatroadas e escuras, diarreia ou dor 
abdominal, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente a adoção de uma dieta alimentar 
adequada e, se possível, orientada pelo nutricionista. 
Recomende ao paciente que evite dirigir e outras atividades 
que requerem estado de alerta, até que a resposta á 
medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite a ingestão de alimentos que 
possam causar irritação GI, o consumo de álcool, AAS e de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Durante a terapia, monitore: rigorosamente os pacientes 
idosos ou com insuficiência renal. 
VO: a medicação deve ser administrada com um pouco de 
líquido, antes ou durante o café da manhã; os comprimidos 
não devem ser mastigados ou partidos. 
 
274 
 
PARACETAMOL/ACETAMINOFEN 
(Analgésico, Antitérmico) 
 
Nome comercial: TYLENOL, DÔRICO, FERVEX, 
PARACETAMOL, TERMOL, TRIFEN, UNIGRIP, DISPONÍVEL 
TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Comprimido e solução oral; 
Administração: VO. 
Indicações: Dor leve e moderada, febre. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade prévia. 
Use cuidadosamente nos casos de doença hepática grave, 
doença renal, alcoolismo crônico e desnutrição. 
Reações adversas: Dermatológicas: rash, urticária. 
GI: necrose hepática (superdosagem). 
Interações: AINEs (incluindo ácido acetilsalicílico): possível 
maior risco de reações adversas renais (recomenda-se evitar o 
uso concomitante crônico). 
Anticolinérgicos: retardo ou diminuição do efeito do 
paracetamol. 
Barbitúricos, carbamazepina e rifampicina: maior risco de 
hepatotoxicidade e possível diminuição do efeito terapêutico. 
Diflunisal: aumento dos níveis sanguíneos do paracetamol e 
possível maior risco de hepatotoxicidade (recomenda-se evitar 
o uso concomitante crônico) 
275 
 
Hepatotóxicos (incluindo álcool): possível hepatotoxicidade 
aditiva. 
Varfarina: possível maior risco de sangramentos (doses altas 
de paracetamol). 
Zidovudina: diminuição do efeito dessa droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-
se cautela também nos casos de doença hepática grave, 
doença renal, alcoolismo crônico e desnutrição. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser consultado. 
Recomende ao paciente que evite consumo de álcool e uso 
concomitante de ácido acetilsalicílico ou de outros AINEs 
como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Antes da administração, avalie: reação de hipersensibilidade á 
droga, ao ácido acetilsalicílico ou aos outros AINEs; gestação 
276 
 
ou lactação; disfunção hepática, ou renal; história de 
alcoolismo. 
Durante a terapia, avalie: as reações adversas e, na presença 
de qualquer uma delas, suspenda o uso da medicação e 
comunique imediatamente ao médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação pode ser administrada com alimentos para 
evitar desconforto GI. 
 
277 
 
PENTOXIFILINA 
(Antiagregante plaquetário) 
 
Nome comercial: TRENTAL, CHEMOPENT, PENTOXIFILINA, 
PENTOX, PENTRAL, TRENTOFIL, VASCER. 
Apresentações: Comprimido; 
Administração: VO e IV; 
Indicações: Distúrbios oclusivos da circulação arterial 
periférica e arteriovenosos de origem aterosclerótica ou 
diabética (claudicação intermitente, dor em repouso). 
Angioneuropatias (parestesias, acrocianose, doença de 
Raynaud). Distúrbios tróficos (ulcerações nas pernas e 
gangrena). Distúrbios circulatórios cerebrais (isquemia e 
estados pós-apopléticos, sequelas de arteriosclerose cerebral, 
como vertigem, amnésia, insônia e dificuldade de 
concentração), oculares ou do ouvido interno, relacionados a 
processos degenerativos vasculares, com diminuição da 
acuidade visual e auditiva. A dose deve ser calculada de 
acordo com o tipo e a severidade do distúrbio circulatório e a 
tolerância individual do paciente. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou 
intolerância. Use cuidadosamente nos casos de DAC ou 
doença cerebrovascular, doença renal (recomenda-se usar 
doses mais baixas) e em pacientes geriátricos (maior risco de 
278 
 
reações adversas). Gestação, lactação ou crianças: segurança 
ainda não estabelecida. 
Reações adversas: CV: angina, arritmias, edema, rubor, 
hipotensão. 
GI: desconforto abdominal, eructação, distensão abdominal, 
diarreia, dispepsia, flatulência, náusea, vômito. 
Oftalmológica: visão borrada. 
Respiração: dispneia. 
SNC: agitação, tontura, sonolência, cefaleia, insônia, tremor, 
nervosismo. 
Interações: Ácido acetilsalicílico, ácido valpróico, AINEs, 
cefamandol, cefoperazona, cefotetana, heparina, plicamicina, 
trombolíticos ou varfarina: possível maior risco de 
sangramentos. 
Anti-hipertensivos e nitratos: possível hipotensão aditiva. 
Tabagismo (nicotina): possível diminuição dos efeitos 
benéficos da pentoxifilina. 
Teofilina: possível maior risco de toxicidade por essa droga. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A 
medicação promove o alivio dos sinais e sintomas de 
claudicação, mas é necessário associar outra terapia. 
279 
 
Informe ao paciente (e/ou aos seus familiares) o objetivo da 
medicação para facilitar tanto a compreensão do seu 
diagnóstico como a sua colaboração no tratamento. 
A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou 
planejando amamentar, o médico deve ser comunicado 
imediatamente. Recomende á paciente o emprego de 
métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a 
terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de DAC ou 
doença cerebrovascular, doença renal (recomenda-se o usar 
doses mais baixa) e em pacientes geriátricos (maior risco de 
reações adversas). Nos pacientes com disfunção renal (CCr < 
30ml/min.), a dose diária deverá ser reduzida em 30-50%, 
enquanto naqueles com disfunção hepática grave, a dose 
deverá ser reduzida de acordo com a tolerância. 
Informe ao paciente (e/ou familiares) as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante da ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente dor no peito, palpitações, rubor, perda da 
consciência e câimbras, como também aquelasincomuns e 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente (e/ou familiares) que informe ao 
médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou á 
cirurgia. 
280 
 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende ao paciente 
(e/ou familiares) que solicite auxílio para sua deambulação ou 
seu transporte, para prevenir quedas, fraturas e possíveis 
sangramentos, durante a terapia como também que evite a 
prática de atividades que requerem estado de alerta, até que 
a resposta á medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente (e/ou familiares) que evite o 
tabagismo (devido aos efeitos vasoconstritores da nicotina), o 
consumo de bebidas cafeinadas e o uso concomitante de 
ácido acetilsalicílico ou de outros AINEs, como também de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada após as refeições; os 
comprimidos não devem ser mastigados ou macerados, eles 
devem ser engolidos inteiros com um copo de água. 
IV: a droga deve ser mantida em sua embalagem original e ao 
abrigo da luz, do calor e da umidade. 
 
281 
 
PREDNISONA 
(Corticosteroide [glicocorticoide]) 
 
Nome comercial: METICORTEN, BECORTEM, PREDNISONA, 
PREDSON, PREDVAL. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO; 
Indicações: Tratamento de uma ampla variedade de doenças 
crônicas (inflamatórias, alérgicas, hematológicas, neoplásicas 
e autoimune). Esclerose múltipla. Terapia adjunta na 
pneumonia por Pneumocystis catinii em pacientes com AIDS. 
Nefrose. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade ou 
intolerância. Infecções ativas sem tratamento (exceto em 
pacientes que estejam sob tratamento de meningite 
tuberculosa). Lactação (recomenda-se evitar o uso crônico). 
Use cuidadosamente nos casos de infecções potenciais (pode 
mascarar sinais de febre e inflamação), estresse (cirurgia, 
infecções; podem ser necessárias doses suplementares), 
tratamento crônico (possível supressão adrenal; recomenda-
se administrar a menor dose eficaz durante um período mais 
curto) e em crianças (o uso crônico causa diminuição de 
crescimento; recomenda-se administrar a menor dose eficaz 
durante um período mais curto). Gestação: segurança ainda 
não estabelecida. 
282 
 
Reações adversas: CV: hipertensão. 
Dermatológicas: acne, prejuízo na cicatrização de ferimentos, 
equimose, pele fina e frágil, hirsutismo, petéquias. 
Endócrinas: supressão adrenal, hiperglicemia, síndrome de 
Cushing. 
GI: úlcera péptica, náusea e vômito. 
Hematológicas: tromboembolismo, tromboflebite. 
Hidroeletrolíticas: retenção hídrica (terapias prolongadas de 
doses altas), hipocalemia, alcalose hipopotassêmica. 
Metabólica: alterações de peso. 
Musculoesqueléticas: perda de massa muscular, osteoporose, 
necroses assépticas femoral e umeral, dor muscular. 
Oftalmológicas: catarata, aumento da PIO. 
SNC: anorexia, depressão, euforia, cefaleia, aumento da 
pressão intracraniana (crianças apenas), mudança de 
personalidade, psicose, inquietação. 
Outras: maior suscetibilidade a infecções. 
Interações: AINEs (incluindo ácido acetilsalicílico): maior risco 
de reações adversas GI. 
Anfotericina B, diuréticos de alça e tiazídicos, mezlocilina, 
piperacilina ou ticarcilina: hipocalemia aditiva. 
Contraceptivos orais: possível bloqueio do metabolismo. 
Fenitoína, fenobarbital e rifampicina: estímulo no 
metabolismo e possível diminuição na efetividade. 
Fluoroquinolonas: possível maior risco de ruptura de tendão. 
283 
 
Glicosídios digitálicos: a hipocalemia pode aumentar o risco de 
toxicidade. 
Hipoglicêmicos orais ou insulina: possível aumento nas 
exigências dessas drogas. 
Vacinas de vírus vivos: possíveis diminuições da resposta dos 
anticorpos e maior risco de reações adversas (doses crônicas). 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a tomar a 
medicação conforme recomendado e não interromper o 
tratamento, sem o conhecimento do medico, ainda que 
melhore. 
O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou 
sem o conhecimento do medico. Informe ao paciente os 
sintomas relacionados á suspensão súbita do seu uso 
(desenvolvimento de insuficiência adrenal [anorexia, náusea, 
fraqueza, fadiga, dispneia, hipotensão, hipoglicemia]). Quando 
necessário, as doses devem ser reduzidas lenta e 
gradualmente, durante a terapia. Na presença desses sinais, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar 
tanto a compreensão do seu diagnóstico como também a sua 
colaboração no tratamento. Recomende que o paciente 
mantenha sempre prontamente disponível um cartão de 
identificação com a descrição completa de todo processo de 
sua doença e o esquema de medicação para prevenir 
284 
 
quaisquer emergências, nas quais não consiga relatar sua 
história clínica. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando 
amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende á paciente o emprego de métodos contraceptivos 
seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se 
cautela também nos casos de infecções potenciais (pode 
mascarar sinais de febre e inflamação), estresse (cirurgia, 
infecções, podem ser necessárias doses suplementares), 
tratamento crônico (possível supressão adrenal; recomenda-
se administrar a menor dose eficaz durante um período mais 
curto e em crianças (causa diminuição do crescimento; 
recomenda-se administrar a menor dose eficaz durante um 
período mais curto)). Nos pacientes que estejam sob estresse, 
à dose deverá ser aumentada. 
Informe ao paciente as possíveis transformações em sua 
imagem corporal, durante a terapia, como também as reações 
adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da 
medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente aumento de peso, edema nas extremidades, 
dor de garganta, fezes escuras e fraqueza muscular, como 
também aquelas incomuns e intoleráveis, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. O paciente deverá informar ao 
285 
 
médico a recorrência ou a piora dos sintomas da doença 
subjacente. 
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Durante a terapia, o paciente não deverá receber qualquer 
forma de imunização, sem o conhecimento do médico. Os 
glicocorticoides causam imunossupressão e podem mascarar 
sintomas de infecção. Recomende que o paciente evite 
multidões e o contato com pessoas com doenças conhecidas e 
que, diante da suspeita de possíveis infecções, comunique 
imediatamente ao médico. 
Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades 
que requerem estado de alerta e a ser especialmente 
cuidadoso ao subir e descer escadas para evitar quedas, até 
que a resposta á medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante de outros AINEs, como também de 
qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do 
médico, durante a terapia. 
Enfatize para o paciente a necessidade e a importância da 
realização periódica dos exames de acompanhamento, 
inclusive laboratoriais e oftalmológicos, para determinar a 
efetividade do tratamento e monitorar os efeitos colaterais da 
droga. 
286 
 
Principalmente durante terapias prolongadas: estimule o 
paciente a adotar uma dieta rica em proteínas,cálcio e 
potássio, reduzir a ingestão de sódio e carboidratos e evitar o 
consumo de álcool. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada 1 vez por dia, antes 
das 9h da manhã, após o desjejum. 
 
287 
 
SULFADIAZINA DE PRATA 
(Antibacteriano [sulfa] tópico) 
 
Nome comercial: DERMAZINE, GINO DERMAZINE, 
SULFAZINE. 
Apresentações: Creme dermatológico. 
Administração: Uso tópico (dermatológico e intravaginal); 
Indicações: Prevenção e tratamento de feridas com grande 
potencial de sepse (queimaduras, úlceras varicosas, úlcera por 
pressão e feridas cirúrgicas infectadas). Ação profilática contra 
infecções em cateterismos venosos e arteriais. Infecções 
ginecológicas. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Grandes 
áreas (>25%) de superfície corporal, devido á possibilidade 
aumentada de kernicterus (uso de sulfonamidas) nos 
seguintes casos: gravidez a termo, crianças prematuras e 
recém-nascidas (primeiro mês de vida) e deficiência de G6PD. 
Reações adversas: Dermatológicas: alterações da 
pigmentação da pele, rash, prurido (ocasionais); aumento da 
fotossensibilidade (rara); lúpus eritematoso disseminado, 
síndrome de Stevens-Johnson (devido á significativa absorção 
sistêmica; menos frequentes, porém graves). 
Endócrinas: hipoglicemia (devido á significativa absorção 
sistêmica; menos frequentes, porém graves). 
288 
 
GU: diurese, nefrite intersticial (rara), nefrose tóxica (devido á 
significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém 
graves). 
Hematológicas: anemia hemolítica, agranulocitose (devido á 
significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém 
graves). 
Hepáticas: hepatite (devido á significativa absorção sistêmica; 
menos frequentes, porém graves). 
Locais: sensação de queimação (frequente). 
SNC: anorexia, cefaleia, tontura (devido á absorção sistêmica 
durante o uso em queimaduras em grandes áreas [>20% da 
superfície corporal]); neuropatia periférica (devido á 
significativa absorção sistêmica; menos frequente, porém 
grave). 
Outras: anafilaxia, superinfecções por fungos (devido á 
significativa absorção sistêmica; menos frequentes, porém 
graves). 
Interações: Colagenase e papaína: possível bloqueio dos 
efeitos da droga. 
Cuidados de Enfermagem: Instrua o paciente a aplicar a 
medicação, exatamente conforme recomendado, e não 
interromper o tratamento sem o conhecimento do médico, 
ainda que alcance melhora. 
O uso do creme dermatológico deve ser mantido até a 
obtenção de uma melhora satisfatória ou o local estar pronto 
289 
 
para receber o enxerto. A resposta terapêutica pode ser 
observada pela diminuição do tamanho e número de lesões. O 
creme dermatológico não deve ser usado em grandes áreas 
(>25%) de superfície corporal devido á possibilidade 
aumentada de kernicterus (uso de sulfonamidas) nos 
seguintes casos: gravidez a termo, crianças prematuras e 
recém-nascidas (primeiro mês de vida) e deficiência de G6PD. 
O uso de creme vaginal deve ser mantido mesmo durante o 
período menstrual. A resposta terapêutica pode ser observada 
geralmente tanto pela diminuição da irritação como do 
desconforto vaginal. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e na 
ocorrência de qualquer uma, o médico deverá ser consultado. 
 Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou á cirurgia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Infecções vaginais: informe á paciente que: 1. A terapia deve 
ser mantida mesmo o período menstrual; 2. Em alguns casos, 
o parceiro sexual também deverá receber tratamento 
simultâneo; 3. Diabetes, parceiros infectados, calças 
compridas apertadas e o uso de antibióticos, contraceptivos 
orais ou corticosteroides são fatores predisponentes para o 
290 
 
desenvolvimento de infecções vaginais; recomende que a 
paciente: 1. Siga estas recomendações para evitar reinfecção e 
propagação; 2. Consulte o médico sobre banhos de assento e 
duchas vaginais, durante a terapia; 3. Use roupas íntimas de 
algodão; 4. Evite manter relações sexuais, durante a terapia, 
ou use preservativos (códon); 5. Mantenha rigorosas normas 
de higiene pessoal e íntima; 6. Troque frequentemente as 
roupas (íntima, cama e banho); 7. Lave e ferva suas roupas 
íntimas; 8. Utilize somente vasos sanitários bem limpos e 
desinfetados; 9. Após a evacuação, lave a região perianal 
(frente para trás); 10. Lave frequentemente as mãos, 
principalmente antes e após a utilização do vaso sanitário ou o 
contato com os órgãos genitais. 
Antes e durante o uso do creme vaginal, avalie: as áreas da 
pele e as membranas mucosas envolvidas e, diante aumento 
da irritação da pele, comunique imediatamente ao médico a 
necessidade de suspender o uso da medicação; após o 
término do tratamento: diante a falta de resposta ou 
persistência dos sintomas, o médico ser comunicado 
imediatamente para avaliar a necessidade de um segundo 
curso de terapia; anteriormente a restituição da terapia, o 
diagnóstico deverá ser novamente confirmado por 
esfregações ou culturas, para que, dessa forma, sejam 
também excluídos outros patógenos associados com 
291 
 
vulvovaginites (infecções vaginais recorrente pode ser um 
sinal de doença sistêmica). 
Anteriormente ao uso do creme dermatológico, monitore: a 
contagem sanguínea inicial; os resultados das provas de 
função renal e hepática; durante a terapia, monitore os sinais 
vitais; os resultados da contagem sanguínea, o equilíbrio 
hidroeletrolítico e a função renal (provas Fe função renal) e, 
diante de quaisquer alterações significativas, comunique 
imediatamente o médico; as concentrações séricas da 
sulfonamida (rigorosamente); e avalie; as queimaduras e áreas 
adjacentes (dor, queimação, coceira, rash) e, conforme 
necessário administre um anti-histamínico para proporcionar 
alívio, contudo, a terapia com sulfadiazina de prata deve ser 
mantida (exceto se as reações forem graves); nos outros tipos 
de lesão, as reações alérgicas (queimação, pontadas, edema, 
vermelhidão) e os sinais de nefrotoxicidade. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante com outras drogas. 
Intravaginal: os aplicadores devem, única e exclusivamente, 
ser usados para administração vaginal e descartados logo após 
a sua utilização; informe a paciente sobre a técnica correta de 
limpeza da área envolvida, antes de aplicar a medicação e o 
uso adequado do aplicador, que deverá ser introduzido 
completamente na vagina ao deitar, após a aplicação, à 
paciente deverá permanecer reclinada por, pelo menos 30 
292 
 
min.; recomende á paciente o uso de absorventes higiênicos 
para evitar manchas em roupas (íntimas e de cama); informe 
que a medicação pode causar irritação de pele em seu 
parceiro sexual; recomende que a paciente evite manter 
relações sexuais, durante a terapia, ou use preservativos; 
previna a paciente de que a medicação pode danificar o látex 
ou a borracha dessa forma de contraceptivo. 
Tópico: para limpeza e debridamento de queimaduras, a 
medicação deverá ser aplicar mediante o uso de luvas estéreis 
(as áreas de queimaduras devem ser mantidas sempre 
cobertas pelo creme); aplique uma quantidade suficiente 
(cerca de 3-5mm de creme) para cobrir totalmente as lesões 
(em pacientes com prejuízo da função renal, aplique somente 
<20% da superfície corporal); antes de cada aplicação e 
conforme o caso, limpediariamente a área afetada com água 
corrente e sabão (também podem ser utilizadas soluções 
degermantes á base de PVPI e/ou clorexidina) e seque bem o 
local; o creme deverá ser reaplicado naquelas áreas em que 
tenha sido removido; os curativos devem ser feitos de acordo 
com cada caso (do tipo contensivo ou aberto, nos casos em 
que a área afetada não sofra atrito); a medicação deve ser 
armazenada em local seco e mantida em temperatura 
ambiente. 
 
 
293 
 
SULFATO DE AMICACINA 
(Antibiótico [aminoglicosídio]) 
 
Nome comercial: NOVAMIN, AMICACINA, SULFATO DE 
AMICACINA, AMICILON. 
Apresentações: Solução injetável. 
Administração: IM e IV. 
Indicações: Infecções por Pseudomonas aeruginosa, E. coli, 
Proteus, Klebsiella, Serratia, Enterobacter, Acineto-bacter, 
Providencia, Citrobacter e Staphylococcus. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade.Use 
cuidadosamente nos casos de disfunção renal, em pacientes 
idosos ou em recém-nascidos. 
Reações adversas: GU: nefrotoxicidade, oligúria, proteinúria, 
diminuição da creatinina. 
Otorrinolaringológicas: ototoxicidade, diminuição da audição. 
SNC: cefaleia, tontura, letargia, bloqueio neuromuscular. 
Outras: choque anafilático, necrose hepática. 
Interações: Aciclovir, aminoglicosídios (outros), anfotericina B, 
cisplatina e vancomicina: aumento da nefrotoxicidade. 
Anestésicos e bloqueadores neuromusculares: possível 
potencialização do bloqueio neuromuscular. 
Cefalotina: aumento da nefrotoxicidade. 
Furosemida: aumento da ototoxicidade. 
Penicilina: inativação da amicacina. 
294 
 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada, exatamente conforme o recomendado, e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A resposta terapêutica geralmente pode ser observada dentro 
de 3-5 dias, após o início do tratamento, mas, diante a falta de 
resposta, comunique imediatamente o médico e realize teste 
de cultura para sensibilidade. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado. 
O paciente deverá receber hidratação adequada, durante a 
terapia. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, durante a 
terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Antes da administração, avalie: os antecedentes de 
hipersensibilidade á droga (pacientes alérgicos aos 
aminoglicosídios também podem desenvolver reações á essa 
droga). 
295 
 
Durante a terapia, monitore: a função renal; balanço hídrico; 
os níveis de creatinina; sinais de superinfecção, 
principalmente nas VAS, perda de audição ou tontura. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: dilua em soro fisiológico ou glicosado; quando a solução 
torna-se amarelada, o efeito da droga não é alterado. 
 
296 
 
SULFATO DE ATROPINA 
 (Parassimpaticolítico, Antiespasmódico, Midriático, 
Ciclopégico) 
 
Nome comercial: ATROPION, ATROPINA, NOVATON. 
Apresentações: Solução injetável. 
Administração: IM, IV e TÓPICO (oftálmico). 
Indicações: Bradicardia sintomática e bradiarritmia. Antídoto 
para anticolinesterase, inseticida. Pré-operatório para 
diminuir a secreção e bloquear o reflexo vagal. 
Contraindicações e precauções: Glaucoma. Doença obstrutiva 
do trato GI. Miastenia gravis. Íleo paralítico. Atonia intestinal. 
Instabilidade cardiovascular em hemorragia aguda. 
Megacólon. Use cuidadosamente nos casos de Síndrome de 
Down (pacientes mais sensíveis á droga). 
Reações adversas: CV: taquicardia, palpitações (doses 1-2mg); 
taquicardia, angina (doses >2mg). 
Dermatológicas: calor, rubor. 
GI: boca seca (até em doses baixas), sede, constipação, 
náusea, vômito. 
Hematológicas: leucopenia. 
Oftalmológicas: midríase leve, fotofobia (doses de 1mg); visão 
turva, midríase (doses de 2mg). 
297 
 
SNC: coma, cefaleia, ataxia, desorientação, alucinação, delírio, 
insônia, desmaio, excitação, agitação, confusão 
(principalmente em idosos). 
Interações: Antiácidos: menor absorção do anticolinérgico 
(recomenda-se administrar separadamente em um intervalo 
de, no mínimo, 1h); 
Antiarrítmicos, anticolinérgicos (outros), antidepressivos e 
antiparkinsonianos: potencialização do efeito anticolinérgico. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação parenteral é de uso 
exclusivo hospitalar e, durante a sua administração, requer 
rigorosas monitorações cardíacas e neurológicas. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de 
síndrome de Down, pois este grupo de pacientes é mais 
sensível aos efeitos da droga. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado. Algumas reações adversas 
(boca seca, constipação) mudam de intensidade de acordo 
com a dose administrada. 
Pode causar desorientação, desmaio ou confusão 
(principalmente em idosos). Recomende que o paciente 
solicite auxílio para sua deambulação ou transporte, para 
prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite 
298 
 
a prática de atividades que requerem estado de alerta, 
durante a terapia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante a terapia parenteral, monitore: taquicardia, 
principalmente em pacientes cardíacos (o uso da medicação 
pode precipitar fibrilação ventricular); retenção urinária, 
principalmente em pacientes idosos HPB; o balanço hídrico; e 
recomende; ao paciente que esvazie a bexiga antes de usar a 
droga. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: administre em uma veia de grosso calibre, no mínimo, em 
2 min.; a administração da droga pode causar bradicardia 
paroxística, principalmente em doses baixas (0,4-0,6mg), mas 
esse efeito no SNC desaparece, em geram em 2 minutos. 
 
 
299 
 
SULFATO DE GENTAMICINA 
(Antibiótico [aminoglicosídio]) 
 
Nome comercial: GARAMICINA, GENTAMICINA, GENTARON. 
TÓPICA: GARAMICINA CREME, SEPTOPAL, SULFATO DE 
GENTAMICINA, DISPONÍVEL TAMBÉM EM ASSOCIAÇÕES. 
Apresentações: Solução injetável e Tópica. 
Administração: IM, IV e uso tópico. 
Indicações: Tratamento de infecções graves por bacilos Gram-
negativos e infecções causadas por estafilococos, quando são 
contra indicadas penicilinas e outras drogas menos tóxicas. 
Por via tópica é usada em infecções da pele, olho, 
ginecológicas e, como pérolas, na osteomielite. 
(Dermatológica, Ginecológica, oftálmica, ortopédica) 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. 
Possibilidade de reação cruzada entre aminoglicosídios. 
Alguns produtos (uso parenteral) contém bissulfitos e devem 
ser evitados em pacientes com intolerância prévia, como 
também aqueles que contêm álcool benzilíco devem ser 
evitados em recém-nascidos. Use cuidadosamente nos casos 
de disfunção renal (recomenda-se ajustar a dose, conforme 
necessário, e monitorar os níveis sanguíneos para evitar 
nefrotoxicidade e ototoxicidade), distúrbios auditivos, 
doenças neuromusculares (p.ex. miastenia gravis) e em 
pacientes geriátricos ou crianças prematuras (dificuldade de 
300 
 
avaliação das funções auditivas e vestibular; prejuízo renalrelacionada com a idade), recém-nascidos (maior risco de 
bloqueio neuromuscular; dificuldade de avaliação das funções 
auditivas e vestibular; função renal imatura) ou em pacientes 
obesos (recomenda-se ajustar a dose de acordo com o peso 
corporal ideal). Lactação, crianças e recém-nascido: segurança 
ainda não estabelecida. 
Reações adversas: GU: nefrotoxicidade. 
Hidroeletrolíticas: hipomagnesemia. 
Musculoesquelética: paralisia muscular (doses altas por via 
parenteral). 
Otorrinolaringológicas: ototoxicidade (vestibular e coclear). 
Outras: reações de hipersensibilidade. 
Interações: Anestésicos inalatórios e bloqueadores 
neuromusculares: possível paralisia respiratória. 
Cefalosporinas e penicilinas: neutralização do efeito (em 
pacientes com insuficiência renal). 
Diuréticos de alça: maior incidência de ototoxicidade. 
Nefrotóxicos (outros): maior incidência de nefrotoxicidade. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada, exatamente conforme o recomendado, e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
A medicação não deve ser em crianças ou recém-nascidos, 
nem durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
301 
 
suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado. Recomenda-se cautela 
também nos casos de disfunção renal (recomenda-se ajustar a 
dose, conforme necessário, e monitorar os nível sanguíneo 
para evitar ototoxicidade e nefrotoxicidade), distúrbios 
auditivos, doenças neuromusculares (miastenia gravis) e em 
pacientes geriátricos ou crianças prematuras (dificuldade de 
avaliação das funções auditiva e vestibular; prejuízo renal 
relacionado com a idade), recém-nascidos (maior risco de 
bloqueio neuromuscular; dificuldade de avaliação das funções 
auditiva e vestibular; função renal imatura) ou pacientes 
obesos (recomenda-se ajustar a dose de acordo com o peso 
corporal ideal). 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação (desconforto gástrico, 
náusea) e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente sinais de hipersensibilidade, zumbido, 
vertigem, perda de audição, rash, tontura ou dificuldade 
urinária, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o 
médico deverá ser comunicado. 
Recomende ao paciente, com história de doença cardíaca 
reumática ou substituição de válvula, o uso profilático de 
antimicrobianos, anteriormente a realização de 
procedimentos médicos invasivos ou dentários. 
302 
 
Encefalopatia Hepática: monitore o estado neurológico do 
paciente. 
Antes do início da terapia: obtenha espécimes para cultura e 
sensibilidade; a primeira dose deve ser administrada antes 
mesmo da obtenção dos resultados. 
Antes e durante a terapia, avalie: os sinais de infecção (sinais 
vitais, feridas, saliva, urina, fezes, anemia); os sinais de 
superinfecção (febre, infecção respiratória superior, prurido 
ou descarga vaginal, mal-estar crescente, diarreia) e, diante 
qualquer um deles, comunique o médico; a função do oitavo 
nervo craniano (audiometria), pois reconhecimento e 
intervenção imediatos são essenciais para prevenção de um 
dano permanente; disfunção vestibular (vertigem, ataxia, 
náusea, vômito); a disfunção do oitavo nervo craniano é 
associada com picos plasmáticos de aminoglicosídios 
persistentemente elevados; na presença de zumbido ou perda 
de audição subjetiva, o uso de aminoglicosídios deve ser 
suspenso; e monitore: diariamente, o balanço hídrico e o peso 
(hidratação e função renal) e mantenha o paciente bem 
hidratado (1,5-2litros/dia); a função renal (urinálise, densidade 
específica, BUN, creatinina e clearance). 
Exames laboratoriais: pode causar aumento em BUN, TGO, 
TGP e nas concentrações séricas de fosfatase alcalina, 
bilirrubina, creatinina e HDL, como também diminuições nas 
concentrações séricas de cálcio, magnésio, potássio e sódio. 
303 
 
Superdosagem e toxicidade: durante a terapia, monitore 
periodicamente os níveis sanguíneos para auxiliar a 
interpretação dos resultados. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: administre profundamente em músculo bem 
desenvolvido; alterne os locais da aplicação. 
Infusão intermitente: dilua cada dose em 50-200ml de soros 
fisiológico 0,9% ou glicosado 5% (concentração: 1mg/ml).; não 
administre soluções que apresentem partículas ou alteração 
em sua cor original; infunda lentamente, além de 30min-2h; 
para paciente pediátricos, o volume do diluente pode ser 
reduzido, porém em quantidade suficiente para permitir 
infusão além de 30min-2h. 
 
 
304 
 
SULFATO DE NEOMICINA + BACITRACINA 
(Antibacteriano) 
 
Nome comercial: NEBACETIN. 
Apresentações: Pomada dermatológica. 
Administração: Uso tópico. 
Indicações: No tratamento de infecções bacterianas da pele e 
de mucosas, causadas por microrganismos sensíveis: 
piodermites, impetigo, eczemas infectados, otite externa, 
infecções da mucosa nasal, furúnculos, antraz, ectima, 
abscessos, acne infectada, intertrigo, úlceras cutâneas e 
queimaduras infectadas. Na profilaxia de infecções 
cutaneomucosas decorrentes de ferimentos cortantes 
(inclusive cirúrgicos), abrasões, queimaduras pouco extensas, 
dentre outros. 
Contraindicações e precauções: Não deve ser usado nos casos 
de hipersensibilidade à neomicina ou a outros antibióticos 
aminoglicosídeos, na insuficiência renal grave, em lesões 
preexistentes no aparelho auditivo ou no sistema labiríntico; 
durante a gravidez ou a amamentação. 
Não deve ser utilizado em bebês prematuros e em recém-
nascidos, pela função renal pouco desenvolvida, o que leva ao 
prolongamento da meia-vida do produto e, também, pela 
potencial ototoxicidade e nefrotoxicidade deste 
medicamento. 
305 
 
Este medicamento está contraindicado para uso por bebês 
prematuros, recém-nascidos e lactantes. 
Pode ocorrer sensibilidade cruzada, caso o paciente utilize 
outros produtos contendo antibióticos aminoglicosídeos. 
Quando o produto é aplicado em extensas áreas da pele com 
lesão, pode ocorrer uma maior absorção sistêmica, com risco 
de nefrotoxicidade ou ototoxicidade, especialmente nos casos 
de perda da função renal ou na administração concomitante 
de medicamentos sistêmicos nefrotóxicos e/ou ototóxicos. 
Não deve ser utilizado para uso oftálmico. 
Requer avaliação médica criteriosa nos casos de pacientes 
com distúrbios neuromusculares tais como Myasthenia gravis 
e naqueles sob tratamento concomitante com relaxantes 
musculares. 
Reações adversas: Podem ocorrer reações alérgicas locais, 
limitadas ao local de aplicação em cerca de 1,5% dos 
pacientes. Como a dose recomendada é baixa, geralmente não 
se espera nenhum efeito tóxico. Porém, nos casos de intensa 
superdose, podem ocorrer efeitos ototóxicos que podem 
resultar na perda completa da audição. 
Quando o produto é absorvido sistemicamente, a neomicina 
pode causar insuficiência renal, danos no aparelho auditivo e 
no sistema labiríntico. Embora o dano renal (albuminúria, 
aumento do nitrogênio não proteico e cilindrúria) seja 
reversível, os danos no aparelho auditivo não o são. Deve-se 
306 
 
lembrar de que os danos preexistentes no parênquima renal, 
com consequente redução da filtração glomerular, podem 
levar ao aumento dos níveis séricos de antibióticos e, assim, a 
efeitos deletérios no aparelho auditivo. Também podem 
ocorrer bloqueios neuromusculares, parestesias e dores 
musculares. 
Interações: Evitar o uso simultâneo com outras drogas 
potencialmenteprejudiciais aos ouvidos ou aos rins, tais como 
os antibióticos aminoglicosídeos, as cefalosporinas, a 
anfotericina B, a ciclosporina, o metoxiflurano ou os diuréticos 
de alça. 
Os antibióticos aminoglicosídeos podem potencializar muito a 
ação de relaxantes musculares. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, o médico deverá ser consultado. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de cafeinados 
(café, chá, chocolate, refrigerantes a base de cola), como 
também o uso de qualquer outra droga ou medicação sem o 
conhecimento do médico durante a terapia. 
 
307 
 
SULFATO DE SALBUTAMOL 
(Antiasmático - Broncodilatador) 
 
Nome comercial: AEROLIN. 
Apresentações: Solução injetável, Solução oral, Xarope. 
Administração: VO, SC, IM, IV e inalação. 
Indicações: Tratamento de doença pulmonar obstrutiva, 
profilaxia do broncospasmo induzido por exercício, controle 
do trabalho de parto prematuro. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade, arritmia 
cardíaca preexistente, gestação ou lactação. 
Reações adversas: CV: taquicardia leve, ligeira queda na PA 
diastólica. 
SNC: cefaleia (doses altas). 
Interações: adrenérgicos (outros simpatomiméticos): possíveis 
reações adversas adrenérgicas aditivas. 
Bloqueadores beta-adrenérgicos: possível neutralização do 
efeito terapêutico. 
Inibidores de MAO: possível crise hipertensiva. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Informe ao 
paciente que o uso frequente ou prolongado de inalações 
pode causar tolerância e prejudicar a eficácia da terapia. 
308 
 
A medicação não pode ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados 
durante a terapia. 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente a ingestão de 2-3 litros/dia de água, 
durante a terapia, para hidratar e facilitar a fluidificação das 
secreções. 
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e 
outras atividades que requerem estado de alerta, até que a 
resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
VO: a medicação deve ser administrada durante as refeições; 
agite o frasco de xarope antes de usar. 
309 
 
Inalação: deve ser feita, preferencialmente, pela manhã e 
antes das refeições, mediante o uso de máscara facial e de 
nebulizadores com ar comprimido ou, quando possível, de 
respiradores com pressão positiva intermitente; recomende 
ao paciente o máximo de cautela para evitar o contato da 
droga com os olhos; quando necessários, os corticoesteróides 
(beclometasona, dexametasona, flunisolida ou triancinolona) 
deverão ser administrados somente 15min. Após a 
nebulização; recomende ao paciente que, após cada 
utilização, o nebulizador seja higienizado e desinfetado com 
solução germicida. 
SC, IM ou IV: a droga pode ser administrada por qualquer uma 
dessas vias; IM: administre profundamente no músculo glúteo 
ou no vasto externo da coxa; IV: administre lentamente ou por 
infusão (microgotas – uso hospitalar). 
 
310 
 
SULFATO DE TERBUTALINA 
(Antiasmático - Broncodilatador) 
 
Nome comercial: BRICANYL. 
Apresentações: Xarope. 
Administração: VO. 
Indicações: Alívio da asma brônquica, bronquite crônica, 
enfisema e de outras pneumopatias que apresentem 
broncoespasmo. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade às aminas 
adrenérgicas. Use cuidadosamente nos casos de doença 
cardíaca, hipertensão, hipertireoidismo, diabetes, glaucoma e 
pacientes geriátricos (mais susceptíveis às reações adversas). 
Reações adversas: CV: angina, arritmias, hipertensão, 
taquicardia. 
Endócrina: hiperglicemia. 
GI: náusea, vômito. 
SNC: nervosismo, inquietação, tremor, cefaleia, insônia. 
Interações: Adrenérgicos (simpatomiméticos, outros): efeitos 
colaterais adrenérgicos aditivos. 
Bloqueadores beta-adrenérgicos: neutralização do efeito 
terapêutico. 
Halotano: maior risco de arritmias. 
IMAOs: possível crise hipertensiva. 
311 
 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for 
esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível, 
enquanto as doses restantes deverão ser administradas em 
intervalos regulares. As doses esquecidas não devem ser 
dobradas. Recomende que o paciente não exceda a dose 
prescrita para evitar o desenvolvimento de reações adversas, 
broncoespasmo paradoxal ou perda da efetividade da 
medicação. 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente falta de alívio após o uso da medicação, 
especialmente quando acompanhada por diaforese, tontura, 
palpitações ou dor torácica, como também aquelas incomuns 
ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo e outros 
irritantes respiratórios, o consumo de álcool, como também o 
uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o 
conhecimento do médico, durante a terapia. 
Broncodilatação: 1 – antes da administração e durante o 
efeito máximo da medicação, avalie a ausculta pulmonar, o 
312 
 
padrão respiratório, o pulso e a PA; avalie a quantidade, a cor 
e as características das secreções produzidas e, diante 
qualquer achado anormal, comunique imediatamente ao 
médico; 2 – antes do início e periodicamente durante a 
terapia, monitore os testes de função pulmonar (para 
determinar a eficácia do tratamento). 
Trabalho de parto pré-termo: 1 – monitore a PA e o pulso 
maternos, as contrações (frequência e duração) e a frequência 
cardíaca fetal; diante a persistência ou o aumento na 
frequência ou duração das contrações, como também 
sintomas de sofrimento materno ou fetal, comunique ao 
médico; os efeitos colaterais maternos incluem taquicardia, 
palpitações, tremor, ansiedade e cefaleia; 2 – avalie a 
condição respiratória materna e a presença de sintomas de 
edema pulmonar (aumento da frequência, dispneia, 
esteatose/ruídos, saliva espumosa). 3 – avalie se tanto a mãe 
como o recém-nascido apresentam sintomas de hipoglicemia 
(ansiedade, calafrios, suores frios, confusão, pele pálida e 
gelada, dificuldade de concentração, sonolência, fome 
excessiva, cefaleia, irritabilidade, náusea, nervosismo, pulso 
rápido, fragilidade, fadiga incomum ou fraqueza); 4 – avalie se 
a mãe apresenta sinais de hipocalemia (fraqueza, fadiga, onda 
U ao ECG, arritmias); 5 – diante o retorno das contraçõesou 
de efeitos colaterais significativos, recomendo que a paciente 
comunique imediatamente ao médico. 
313 
 
Exames laboratoriais: 1 – pode causar diminuição transitória 
nas concentrações de potássio sérico (doses mais altas que as 
recomendadas); monitore a glicose no sangue no recém-
nascido (devido ao possível desenvolvimento de 
hipoglicemia). 
Superdosagem e toxicidade: agitação persistente, dor ou 
desconforto torácico, diminuição da PA, tontura, hiperglicemia 
hipocalemia, convulsões taquiarritmias, tremor persistente e 
vômito. Tratamento: descontinuação dos agonistas beta-
adrenérgicos e a instituição de terapia somática de suporte (os 
bloqueadores beta-adrenérgicos cardiosseletivos devem ser 
usados com extrema cautela, devido ao possível 
desenvolvimento do broncospasmo). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas 
VO: a medicação deve ser administrada com alimentos para 
minimizar a irritação gástrica. 
 
314 
 
TENOXICAM 
(Anti-inflamatório Não Esteroidal) 
 
Nome comercial: TILATIL. 
Apresentações: Cápsula gelatinosa, Pó para solução injetável; 
Solução oral. 
Administração: VO, IM e IV. 
Indicações: Anti-inflamatório. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Aquelas 
comuns a outros AINEs 
Reações adversas: Aquelas comuns a outros AINEs 
Interações: Aquelas comuns a outros AINEs 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A duração 
do tratamento, em geral, é de 3 dias, mas, após 15 dias, 
poderá ser repetido, conforme necessário a critério do 
médico. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
comunicado imediatamente. Recomende cautela também nos 
casos de disfunção hepática ou renal, desnutrição, anemia e 
vômitos. 
315 
 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente diarreia, como também aquelas incomuns ou 
intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente a manutenção de boas normas de 
higiene pessoal, principalmente quando a lavagem das mãos. 
O paciente não deverá manipular nem preparar alimentos 
durante a infestação. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de 
alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Saneamento básico e higiene pessoal: o tratamento 
medicamentoso das parasitoses deve ser associado às 
seguintes normas: 1 – beber somente água fervida ou filtrada; 
2 – utilizar somente vasos sanitários bem limpos e 
desinfetados; 3 – lavar e ferver as roupas de cama e de uso 
íntimo e pessoal; 4 – manter normas de anseio diárias 
(escovação dos dentes, banhos); 5 – lavar as mãos várias vezes 
por dia (principalmente durante o preparo dos alimentos, 
antes das refeições e após a utilização do vaso sanitário) e 
manter as unhas sempre limpas; 6 – manter as unhas e os pés 
316 
 
sempre limpos e calçados; 7 – lavar bem as frutas e verduras 
anteriormente ao seu consumo; 8 – cozinhar bem os 
alimentos; 9 – embalar e armazenar adequadamente os 
alimentos na geladeira ou em armários fechados; 
10 – observar o estado de conservação das embalagens e 
evitar o consumo de produtos comercializados em latas 
amassadas ou que estejam com seus lacres rompidos ou com 
prazo de validade vencido; 11 – acondicionar adequadamente 
o lixo para evitar infestação de insetos e roedores. 
Durante a terapia avalie: as reações adversas e, na presença 
de qualquer uma delas, principalmente reações GI 
significativas ou de hipersensibilidade, suspenda 
imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas ou alimentos 
VO: a medicação deve ser administrada após as refeições. 
 
317 
 
TIABENDAZOL 
(Anti-helmíntico) 
 
Nome comercial: THIABEN. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Infecções cutâneas por larva migrans e 
estrongiloidíase 
Contraindicações e precauções: Use cuidadosamente nos 
casos de disfunção hepática ou geral, desnutrição, anemia e 
vômitos. 
Reações adversas: CV: hipotensão. 
Dermatológicas: rash, prurido, eritema multiforme. 
GI: náusea, vômito, diarreia. 
SNC: anorexia, deficiência na coordenação motora, tremor, 
sonolência, cansaço, cefaleia, tontura. 
Outras: linfadenopatia, febre, rubor. 
Interações: Teofilina: possíveis prejuízos ao metabolismo 
hepático dessa droga e maior risco de toxicidade (recomenda-
se monitorar a função hepática) 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Informe ao 
318 
 
paciente que o uso frequente ou prolongado de inalações 
pode causar tolerância e prejudicar a eficácia da terapia. 
A medicação não pode ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o 
emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados 
durante a terapia. 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentes e que, diante a ocorrência de qualquer uma 
delas, o médico deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende ao paciente que informe ao médico o esquema de 
medicação anterior ao tratamento ou a cirurgia. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante a terapia, avalie: distúrbios GI, renais e hemorrágicos 
(inibição da agregação plaquetária) ou quaisquer outras 
reações adversas; e monitore: rigorosamente os pacientes, 
que estejam sob uso concomitante de antidiabéticos orais e 
anticoagulantes. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
 
319 
 
TRIMETOPRIMA 
(Associação de Antibacterianos) 
 
Nome comercial: BACTRIM/SULFAMETOXAZOL. 
Apresentações: Comprimido; Suspensão Oral. 
Administração: VO. 
Indicações: Tratamento de bronquite, enterite por Shigella, 
otite média, pneumonia por pneumocystis carinii, infecções 
do trato urinário e diarreia dos viajantes. Prevenção de 
pneumonia por pneumocystis carinii em pacientes HIV 
positivos. Infecção bacteriana, infecções do trato biliar, 
osteomielite, infecções da pele e dos tecidos moles, infecções 
por chlamydia, endocardite, gonorreia, infecções intra-
abdominais, sinusite, erradicação de vetores meningocócicos, 
profilaxia das infecções do trato urinário e como agente 
alternativo no tratamento de cancro mole, prevenção de 
infecções bacterianas em paciente imunodeprimidos. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade. Anemia 
megaloblástica secundária à deficiência de folamento. Prejuízo 
renal grave. Crianças < 2 anos. Gestação ou lactação. Use 
cuidadosamente nos casos de prejuízo renal ou hepático (se 
CCr < 30 ml/min, recomenda-se reduzir a dose) e em pacientes 
HIV-positivos (maior incidência de reações adversas) 
Reações adversas: Dermatológicas: rash, dermatiteesfoliativa, fotossensibilidade. 
320 
 
GI: náusea, vômito. 
GU: cristalúria. 
Hematológicas: agranulocitose, anemia aplástica, eosinofilia, 
trombocitopenia. 
Hepática: hepatite medicamentosa. 
Neurológica: neuropatia periférica. 
SNC: anorexia, ataxia, confusão, tontura, sonolência, 
depressão mental, psicose, inquietação. 
Outras: reações de hipersensibilidade (síndrome de Stevens-
Jhonson, doença do soro), febre, superinfecção. 
Interações: Contraceptivos orais: diminuição na ação da droga 
e maior risco de sangramento. 
Diuréticos (principalmente tiazídicos): aumento da incidência 
de trombocitopenia com púrpura (pacientes idosos sob uso 
dessas drogas) 
Fenitoína, hipoglicêmicos orais, metotrexato, varfarina ou 
zidovudina: possível intensificação da ação e maior risco de 
toxicidade dessas drogas. 
Hepatotóxicos (outros): maior risco de hepatite 
medicamentosa. 
Metenamina: possível maior risco de cristalúria. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for 
321 
 
esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. O 
uso da medicação não pode ser compartilhado, pois pode ser 
perigoso. 
A medicação não pode ser usada em crianças <2 anos (exceto 
no tratamento de toxoplasmose congênita) nem durante a 
gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou 
suspeita), ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à 
paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e 
adequado (exceto contraceptivos orais) durante a terapia. 
Recomenda-se cautela também nos casos de disfunções 
hepática ou renal graves e em pacientes geriátricos (maior 
risco de reações adversas) 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente rash, inflamação de garganta, febre, 
estomatite, sangramentos ou equimoses incomuns, como 
também se, após o início da terapia, não houver melhora dos 
sintomas em poucos dias, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
Recomende ao paciente a ingestão de 1,5-2 litros/dia para 
evitar cristalúria, durante a terapia. 
322 
 
Recomende ao paciente o uso de protetores solares e de 
roupas mais adequadas para evitar as reações de 
fotossensibilidade, durante a terapia. 
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente 
evite dirigir e outras atividades que requerem estado de 
alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool, como 
também o uso de qualquer outra droga, medicação ou de 
preparações fitoterápicas, sem o conhecimento do médico, 
durante a terapia. 
Enfatize para o paciente a importância da realização regular 
dos exames de acompanhamento para determinar o 
progresso do tratamento e monitorar os efeitos colaterais da 
droga. 
Antes da administração, avalie: reação de hipersensibilidade 
às sulfonamidas e solicite provas de cultura e sensibilidade (a 
primeira dose deve ser administrada mesmo antes da 
obtenção destes resultados). 
Durante a terapia, avalie: reações adversas e, diante qualquer 
uma delas, suspenda o uso da medicação e comunique 
imediatamente ao médico; sinais de superinfecção; 
regularmente os resultados da cultura e do antibiograma 
(devido ao rápido desenvolvimento de resistência bacteriana, 
principalmente durante terapias como agente único); e 
monitore: periodicamente, as funções hematológica e renal 
323 
 
(devido aos possíveis aumentos nas concentrações séricas de 
bilirrubina, creatinina e fosfatase alcalina). 
Principalmente durante terapias prolongadas, monitore: a 
função hematológica; dor de garganta, febre e púrpura podem 
ser indicativos de distúrbios hematológicos (depressão da 
medula óssea). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: a medicação deve ser administrada com o estômago vazio 
(1h antes ou 2h após as refeições) com um copo de água. 
 
 
324 
 
VARFARINA SÓDICA 
(Anticoagulante oral cumarínico) 
 
Nome comercial: MAREVAN. 
Apresentações: Comprimido. 
Administração: VO. 
Indicações: Profilaxia e tratamento de trombose venosa, 
embolia pulmonar e fibrilação arterial com embolização. 
Tratamento do infarto do miocárdio para diminuir os riscos de 
morte, infarto recorrente e eventos tromboembólicos futuros. 
Prevenção da formação de trombos e embolização em 
pacientes com prótese de válvulas cardíacas. 
Contraindicações e precauções: Hemorragia sem controle. 
Ferimentos abertos. Úlcera ativa. Cirurgias ou danos recentes 
(cérebro, olhos cordão espinhal). Doença hepática grave. 
Hipertensão sem controle. Gestação. Use cuidadosamente nos 
casos de malignidades, história de úlcera, doença hepática, 
falta de aderência e em mulheres em idade fértil. 
Reações adversas: Dermatológicas: necrose dérmica (no início 
do tratamento e geralmente em pacientes idosos e obesos). 
GI: cólica abdominal, náusea. 
Hematológica: sangramento. 
Outros: febre. 
Interações: Abciximab, ácido acetilsalicílico, AINEs, 
andrógenos, cefamandol, cefoperazona, cefotetana, 
325 
 
clopidogrel, clofanfenicol, dissulfiram, fluconazol, 
fluoroquinolonas, hidrato de cloral, itraconazol, metronidazol, 
plicamicina, quinidina, sulfonamidas, ticlopidina, trombolíticos 
e valproatos: possível aumento da resposta à varfarina e 
maior risco de sangramento. 
Álcool, barbituratos e contraceptivos orais (estrógenos): 
possível diminuição da resposta anticoagulante à varfarina. 
Alimentos: a ingestão de grandes porções de alimentos ricos 
em vitamina K pode antagonizar o efeito anticoagulante da 
varfarina. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme o recomendado e o 
tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico, ainda que o paciente melhore. Se 1 dose for 
esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível. 
Recomenda-se que o paciente informe ao médico as doses 
esquecidas anteriormente à realização de exames clínicos 
ambulatoriais. 
A medicação não pode ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o 
emprego de um método contraceptivo seguro e adequado 
durante a terapia. 
326 
 
Informe ao paciente as contraindicações e as reações adversas 
mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente sangramentos equimoses incomuns 
(sangramento nasal ou de gengivas, fezes alcatroadas e 
escuras, hematúria, fluxo menstrual excessivo), o médico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
Recomende que o paciente evite injeções IM e a prática de 
atividades perigosas e que use escovas de dente macias e 
barbeador elétrico, durante a terapia. Os locais de 
venopunção deverão receber aplicação de pressão para 
prevenir hemorragia ou formação de hematomas. 
Recomende que o paciente, anteriormente à realização de 
exames laboratoriais, tratamento ou cirurgias, informe ao 
médico e a todo o pessoal envolvido em sua assistência o 
esquema de medicação. O paciente deve dispor sempre 
prontamente de um cartão de identificação com a descrição 
completa de todo o processo de sua doença, incluindo o 
esquema de medicação utilizado.Recomende que o paciente limite a ingestão consistente de 
alimentos ricos em vitamina K (antídoto da varfarina) para 
evitar flutuações nos níveis de TP. 
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o 
uso concomitante, principalmente, de ácido acetilsalicílico ou 
327 
 
AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, 
sem o conhecimento do médico durante a terapia. 
Enfatize para o paciente a importância da realização frequente 
dos exames laboratoriais para monitorizar os fatores de 
coagulação. 
Durante a terapia, avalie: sinais de sangramento ou 
hemorragia (sangramento nasal ou de gengivas, equimoses 
incomuns, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, queda em 
hematócrito ou PA, sangue em fezes e urina ou aspirador 
nasogástrico); evidências de aumentos na trombose (ou 
sintomas dependem da área envolvida). 
Exames laboratoriais: antes do início e periodicamente 
durante a terapia, monitore: as funções hematológica e 
hepática; sangue oculto (fezes e urina); 
Durante a terapia, monitore: regularmente o tempo de 
protrombina (TP) e os outros fatores de coagulação (variação 
do TP terapêutico: > 1,3-1,5 vezes que o controle). 
Superdosagem e Toxicidade: diante TP excessivamente 
prolongado ou hemorragia secundária, a suspensão de 1 dose 
da medicação geralmente é suficiente; diante superdosagem 
ou necessidade de reversão imediata da anticoagulação, 
administre vitamina K, também pode ser necessário 
administrar sangue total ou plasma. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
328 
 
VO: a medicação deve ser administrada todos os dias sempre 
no mesmo horário; são necessários 3-5 dias para que a 
medicação alcance os seus níveis efetivos; a terapia 
geralmente tem início com o paciente ainda sob o uso de 
heparina (IV); recomenda-se não trocar as marcas comerciais 
dos produtos utilizados, uma vez que a potência pode não ser 
equivalente. 
 
329 
 
VITAMINA K 
(Suplemento nutricional – vitamina hipossolúvel) 
 
Nome comercial: KANAKION, NAFTOQUINA. 
Apresentações: Solução injetável. 
Administração: IM, SC, IV. 
Indicações: Atua na coagulação do sangue (indispensável ao 
fígado para formação da protrombina); protege os vasos 
sanguíneos. Usado na profilaxia e tratamento de 
hipoprotrombinemia produzida por anticoagulantes orais. 
Profilaxia ou tratamento da doença hemorrágica do RN e da 
hipoprotrombinemia causada por nutrição deficiente, 
absorção inadequada de vitamina K no trato GI ou ação tóxica 
de certas drogas (p. ex., antibióticos e salicilatos) usadas 
concomitantemente com anticoagulantes. Prefere-se a via IM 
ou SC à IV. 
Contraindicações e precauções: Hipersensibilidade à 
fitomenadiona. Gravidez. 
Reações adversas: rara: reação semelhante à de 
hipersensibilidade ou anafilaxia, incluindo choque e parada 
cardíaca e/ou respiratória, podendo resultar ocasionalmente 
em morte após uso IV, principalmente quando rápida. 
Outras reações: rubor da face, hiperidrose, sensação de 
constipação do peito, cianose, insuficiência vascular periférica, 
330 
 
vermelhidão, dor ou edema no local da injeção, sensação de 
gosto peculiar. 
Interações: pode diminuir o efeito de anticoagulantes orais. 
Antibióticos de amplo espectro, quinidina, quinina, salicilato 
(em doses altas), sulfonamidas antibacterianas: pode ser 
necessário aumento da dos3e de vitamina K. 
Hidróxido de alumínio em doses altas: diminuição da absorção 
de vitaminas lipossolúveis pela precipitação, pelo hidróxido de 
alumínio, dos ácidos biliares no intestino delgado superior. 
Óleo mineral: diminuição da absorção de vitamina K. 
Primaquina: aumento do potencial para efeitos tóxicos. 
 
331 
 
Eletrólitos e Soluções 
BICARBONATO DE SÓDIO 
(Alcalinizante) 
 
Nome comercial: BICARBONATO DE SÓDIO, DISPONÍVEL 
TAMBEM POR VIA ORAL, EM ASSOCIAÇÕES ANTIÁCIDAS 
GÁSTRICA, LAXANTES OU ASSOCIAÇÕES PARA USO TÓPICO. 
Apresentações: Ampolas de 10ml (8,4% e 10%) e 20ml (8,4%). 
Via oral: comprimidos efervescentes, pó, pó efervescente. Via 
tópica: pó, sachê. 
Indicações: Atua como um agente alcalinizante através da 
liberação de íons bicarbonato. Efeitos terapêuticos: 
alcalinização, neutralização do ácido gástrico. 
Administração: VO e IV. 
Indicações: Tratamento de acidose metabólica, alcalinizante 
da urina, na promoção da eliminação de certas drogas, em 
situações de superdosagem (fenobarbital, ácido 
acetilsalicílico). Antiácido gástrico, sempre em associações. Via 
tópica: aftas, estomatites, monilíase. 
Contraindicações e precauções: Alcalose metabólica ou 
respiratória. Hipocalcemia. Perda excessiva de cloreto e como 
antídoto após a ingestão de ácidos minerais pesados. Use 
cuidadosamente nos casos de ICC, insuficiência renal e uso 
concomitante de glicocorticoides. 
Reações adversas: CV: edema. 
332 
 
Hidroeletrolíticas: alcalose metabólica, hipernatremia, 
hipocalemia, retenção de sódio e água. 
Local: irritação. 
Neurológica: tetania. 
Interações: Anfetaminas, flecainida, mexiletina ou quinidina: 
aumentado dos níveis sanguíneos dessas drogas. Antiácidos 
(cálcio): possível síndrome do leite-álcalis. 
Barbituratos e salicitatos: a alcalinização urinária pode resultar 
na diminuição dos níveis sanguíneos dessas drogas. 
Fluoroquinolonas: maior risco de cristalúria. 
Metenamina: menor efetividade 
Interações: Atenção durante o uso concomitante de outras 
drogas. IV: as doses devem ser individualizadas de acordo com 
os resultados da gasometria, a dose poderá ser repetida, a 
cada 10min.; observe rigorosamente o local; evite o 
extravasamento da droga (risco de irritação ou celulite); no 
caso de extravasamento acidental, consulte o médico sobre a 
aplicação de compressas quentes e infiltração local de 
lidocaína ou hialuronidase. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada conforme recomendado. Se a 1 dose for 
esquecida, deverá ser administrada tão logo possível, exceto 
quando no mesmo horário da próxima dose. 
A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de 
ICC, insuficiência renal e uso concomitante de glicocorticoides. 
333 
 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes e 
que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, 
principalmente sintomas de distúrbios eletrolíticos, o medico 
deverá ser comunicado imediatamente. 
O paciente também deverá informar ao médico se a 
indigestão for acompanhada por dor torácica, dificuldade 
respiratória ou diaforese ou se as fezes se tornarem escuras 
ou alcatroadas. 
O paciente deverá adotar uma dieta hipossódica e evitar o 
consumo de refrigerantes ou bebidas à base de soda, como 
também de soluções caseiras para a indigestão, durante a 
terapia. 
Recomende que o paciente evite tomar leite e seus derivados, 
durante a terapia, para evitar a formação de cálculos renais ou 
hipercalcemia (síndrome do leite-álcalis). 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico. 
Enfatize para o paciente a importância da realização regular 
dos exames de acompanhamento para determinar o 
progresso do tratamento e monitorar os níveis séricos dos 
eletrólitos e o balanço ácido-base. 
Antes e periodicamente durante a terapia, monitore: as 
concentrações séricas (sódio, potássio, cálcio e bicarbonato), a 
osmolaridade sérica, o balanço ácido-base e a função renal; 
nas situações de emergência e durante a terapia parenteral, a 
334 
 
gasometria (frequentemente); quando usada para a 
alcalinização da urina, pH da urina (frequentemente); a 
medicaçãoantagoniza os efeitos da pentagastrina e da 
histamina, durante os testes de secreção do ácido gástrico, 
portanto, a medicação não deverá ser administrada nas 24h 
anteriores à realização desses testes; durante a terapia, avalie: 
balanço hídrico, hipertensão, edema, dispneia ou 
estertores/ruídos e, diante qualquer um desses sintomas, 
comunique imediatamente ao médico; sinais de acidose 
(desorientação, cefaleia, fraqueza, dispneia), alcalose 
(confusão, irritabilidade, parestesia, tetania, alteração na 
frequência respiratória); hipernatremia (edema, aumento de 
peso, hipertensão, taquicardia, febre, rubor, irritabilidade) ou 
hipocalemia (fraqueza, fadiga, onda U ao ECG. arritmias, 
poliúria, polidipsia). 
 
335 
 
CLORETO DE POTÁSSIO 
(Repositor) 
 
Nome comercial: CLORETO DE POTÁSSIO, SLOW-K, 
ASSOCIAÇÕES COM BICARBONATO DE POTÁSSIO, DIURÉTICO 
E LAXANTES. 
Apresentações: Drágeas de 500mg ou 600mg. Frascos com 
100, 150 ou 180ml de xarope a 6%. Ampolas com 10 ou 20ml 
(10%, 15%, 19,1% ou 20%). 
Administração: Usos VO e IV. 
Indicações: Tratamento ou profilaxia da depleção de potássio. 
Efeitos terapêuticos: reposição; prevenção de deficiência. 
Contraindicações e precauções: Hipercalemia. Prejuízo renal 
grave. Doença de Addison sem tratamento. Paralisia familiar 
periódica hipercalêmica. Algumas formulações podem conter 
tartrazina ou álcool e devem ser evitados em pacientes com 
hipersensibilidade ou intolerância prévia. Use cuidadosamente 
nos casos de doença cardíaca, prejuízo renal, diabetes mellitus 
(algumas preparações liquidas podem conter açúcar), 
hipomotilidade GI, inclusive disfasia (comprimidos, cápsulas). 
Reações adversas: CV: arritmias, alterações ao ECG. 
GI: dor abdominal, diarreia, náusea, vômito, ulceração GI 
(comprimidos apenas). 
Local: irritação (IV). 
Neurológicas: paralisia, parestesia. 
336 
 
SNC: confusão, inquietação, fraqueza. 
Interações: Anticolinérgicos: possível aumento das lesões da 
mucosa GI em pacientes que tomam preparações de cloreto 
de potássio (xarope). 
Diuréticos poupadores de potássio ou inibidores da ECA: 
maior risco de hipercalemia. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado e o 
tratamento e não deve ser interrompido, sem o conhecimento 
do médico ainda que o paciente alcance melhora. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o 
médico deverá ser comunicado imediatamente. recomenda-se 
cautela também nos casos de doença cardíaca, prejuízo renal, 
diabetes mellitus (algumas preparações líquidas podem conter 
açúcar) hipomotilidade GI, inclusive disfagia (comprimidos, 
cápsulas). 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
cãibras (mãos e pés), fraqueza, confusão mental, hipotensão, 
arritmias, peso nas pernas, vômito, dor abdominal, fezes 
escuras e dor no local da injeção, como também aquelas 
incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado 
imediatamente. 
337 
 
Recomende que o paciente solicite auxílio para sua 
deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas, cortes, 
fraturas e possíveis sangramentos, durante a terapia, como 
também que evite a prática de atividades que requerem 
estado de alerta, até que a resposta à medicação seja 
conhecida. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem conhecimento do médico, durante a 
terapia. 
Antes e durante a infusão, monitore: o ritmo cardíaco. 
Durante a terapia, monitore: a função renal. 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
VO: as drágeas não devem ser mastigadas ou maceradas; 
administre com alimentos para minimizar o desconforto GI, o 
xarope deve ser misturado com um copo de suco de frutas. 
IV: a droga deverá ser administrada somente após ter sido 
diluída; infunda na concentração de soro glicosado 40-
80mEq/l (dose máxima 10-20mEq/h); avalie a presença de 
irritação ou dor no local da injeção. 
338 
 
CLORETO DE SÓDIO 
(Repositor) 
 
Nome comercial: CLORETO DE SÓDIO, SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 
DE CLORETO DE SÓDIO. 
Apresentações: Ampolas com 10ml (0,9%, 10% ou 20%) ou 
20ml (0,9% ou 20%). Frascos com 125ml, 250ml, 500ml ou 
1.000ml (0,9%). Ampolas com 250ml, 500ml ou 1.000ml 
(0,9%). 
Administração: Uso IV. 
Indicações: Hiponatremia. O sódio, principal cátion no fluido 
extracelular, auxilia na manutenção da distribuição de água, 
no balanço hidroeletrolitico, do equilíbrio ácido-base e da 
pressão osmótica. O cloreto, principal ânion no fluido 
extracelular está envolvido na manutenção do balanço ácido-
base. As soluções de cloreto de sódio sai semelhantes ao 
fluido extracelular. Reduz o edema corneal por meio de um 
efeito osmótico. Efeitos terapêuticos: reposição nos estados 
deficientes e manutenção da homeostase. 
Contraindicações e precauções: Hipernatremia. Retenção 
hídrica. Gestação. Use cuidadosamente nos casos de disfunção 
renal, ICC, edema, retenção de sódio e durante a lactação. 
Reações adversas: CV: ICC, edema pulmonar, edema. 
Hidroeletrolíticas: hipernatremia, hipervolemia, hipocalemia. 
Local: irritação (devido a extravasamento). 
339 
 
Interações: Anti e hipertensivos: possível e parcial 
antagonismo aos efeitos dessas drogas (doses excessivas de 
cloro e de sódio). 
Glicocorticoides: possível retenção excessiva de sódio. 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada exatamente conforme recomendado. Informe 
ao paciente o objetivo da infusão. 
A medicação não deve ser usada durante a gestação ou 
lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, 
ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela 
também nos casos de disfunção renal, ICC, edema ou retenção 
de sódio. 
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes 
relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de 
qualquer uma, principalmente as incomuns o intoleráveis, o 
médico deverá ser consultado. 
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra 
droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante 
a terapia. 
Durante a terapia, avalie: o balanço hídrico, os sintomas de 
hipernatremia (edema, aumento de peso, hipertensão, 
taquicardia, febre, rubor, irritabilidade) ou de hiponatremia 
(cefaleia, taquicardia, lassidão, membranas mucosas secas, 
náuseas, vômito, cãibras musculares); o sódio é determinado 
340 
 
em relação à sua concentração no organismo, e os sintomas 
poderão variar de acordo com a condição de hidratação do 
paciente; e monitore: periodicamente, as concentrações 
séricas (sódio, potássio, bicarbonato e cloreto) e o balanço 
ácido-base (em pacientes sob terapia prolongada); a 
osmolaridade sérica (em pacientes que estejam recebendo 
soluções salinas hipertônicas). 
Interações medicamentosas: atenção durante o uso 
concomitante de outras drogas. 
IV: as doses devem ser individualizadas de acordo com a 
idade, o peso, a condição clínica do paciente e os balanços 
hidroeletrolítico e ácido-base. 
 
341 
 
GLICOSE HIPERTÔNICA 
 
Nome comercial: GLICOSE HIPERTÔNICA. 
Apresentações: Ampolas. 
Administração: IV. 
Indicações: Fonte calórica em nutrição parenteral, atuando no 
tratamento da redução de carboidratos e fluidos. 
Contraindicações e precauções: Coma diabético e 
insuficiência renal. Em pacientes com anúria, hemorragia 
intracraneal ouintra-espinhal, em delirium tremens ou 
desidratação aguda não compensada. A Solução de glicose 
50% deve ser administrada somente após a devida diluição. A 
Solução de glicose hipertônica deve ser administrada 
lentamente. Pode ocorrer uma significante hiperglicemia e 
uma possível síndrome hiperosmolar com a rápida 
administração. O médico deve estar atento aos sintomas da 
síndrome hiperosmolar, tais como: confusão mental e perda 
de consciência, especialmente em pacientes com uremia 
crônica e com conhecida intolerância a carboidratos. A 
administração intravenosa desta solução pode causar uma 
sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na diluição da 
concentração eletrolítica sérica, hiperidratação ou edema 
pulmonar. 
Reações adversas: Por ser uma solução hiperosmótica e por 
apresentar pH baixo, pode causar dor local, irritação da veia, 
342 
 
tromboflebite e necrose do tecido, quando ocorrer 
extravasamento de solução. 
A infusão rápida pode levar à síndrome hiperosmolar, 
especialmente em pacientes com uremia crônica. Quando 
administrada prolongadamente ou na infusão de grandes 
volumes, pode resultar em desidratação e consequente 
indução ao estado de hiperglicemia. 
Interações: Não há relatos de interações medicamentosas. 
Porém, aconselha-se o uso como diluente para outros 
medicamentos quando indicado pelo fabricante dos mesmos. 
Cuidados de Enfermagem: Deve-se prestar atenção a fim de 
assegurar que a agulha está devidamente inserida no lúmem 
da veia e que não ocorram extravasamentos. Caso ocorra 
trombose durante a administração, a infusão deve ser 
interrompida e medidas corretivas devem ser instituídas. 
A solução concentrada de glicose não deve ser administrada 
por via subcutânea ou intramuscular. Deve-se ter cautela na 
administração da solução de glicose em pacientes recebendo 
corticosteroides ou corticotropina. Verificar o prazo de 
validade, não administrá-lo, se houver turvação, depósito ou 
violação do recipiente, evitar extravasamentos. Não deve ser 
utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do 
cirurgião-dentista. 
 
343 
 
GLUCONATO DE CÁLCIO 
(Recalcificante) 
 
Nome comercial: GLUCONATO DE CÁLCIO, SOLUÇÃO DE 
GLUCONATO DE CÁLCIO. 
Apresentações: Ampolas de 5ml ou 10ml. Frascos-ampolas de 
10ml. 
Administração: Uso IV. 
Indicações: Tratamento de emergência da hipocalcemia. 
Essencial para os sistemas nervoso, muscular e esquelético. 
Mantém a membrana celular e a permeabilidade capilar. Atua 
como um ativador da transmissão dos impulsos nervosos e da 
contração dos músculos cardíaco, esquelético e liso. Essencial 
para a formação óssea e a coagulação sanguínea. Efeitos 
terapêuticos: reposição de cálcio nos estados deficientes. 
Contraindicações e precauções: Hipercalcemia. Cálculo renal. 
Fibrilação ventricular. Use cuidadosamente nos casos de 
insuficiência respiratória severa, doença renal ou cardíaca e 
em paciente sob uso de glicosídios digitálicos. 
Reações Adversas: CV: parada cardíaca, arritmias, bradicardia. 
GI: constipação, náusea, vômito. 
GU: cálculo renal, hipercalciúria. 
Locais: flebite. 
SNC: sincope, formigamento. 
344 
 
Interações: Álcool, cafeína ou tabaco possível diminuição da 
absorção do cálcio. 
Alimentos (espinafre, farelo de trigo ou outros cereais, 
ruibarbo): possível diminuição da absorção intestinal dos 
suplementos de cálcio; leite ou seus derivados: recomenda-se 
evitar o uso excessivo ou prolongado. 
Atenolol: possível diminuição dos efeitos dessa droga. 
Bloqueadores dos canais de cálcio: possível diminuição dos 
efeitos dessas drogas (doses excessivas de cálcio). 
Diuréticos tiazídicos: possível hipercalcemia. 
Fenitoínadrogas, fluoroquinolonas, sais de ferro e tetraciclina: 
prejuízo na absorção dessas drogas. 
Glicosídios digitálicos: a hipercalcemia aumenta o risco de 
toxicidade dessas drogas; maior risco de arritmias cardíacas 
(doses altas). 
Polistireno sulfonato de sódio: possível diminuição do efeito 
dessa droga na redução do potássio sérico. 
Vitamina D: recomenda-se evitar o uso de doses altas (exceto 
quando especificamente indicado pelo médico). 
Cuidados de Enfermagem: A medicação deve ser 
administrada, exatamente conforme recomendado, e o 
tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento 
do médico. 
No caso de gravidez (confirmada ou suspeita), ou, ainda, se a 
paciente estiver amamentando, o médico deverá ser 
345 
 
comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também 
nos casos de insuficiência respiratória severa, doença renal ou 
cardíaca e em pacientes sob uso de glicosídeos digitálicos. 
Informe ao paciente as reações adversas mais 
frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, 
diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente 
sintomas de hipocalcemia (parestesia, espasmo muscular, 
laringoespasmo, cólica, arritmias cardíacas, sinal de Chvostek 
ou Trousseau) ou de hipercalcemia (náusea, vômito, anorexia, 
sede, constipação severa, íleo paralítico, bradicardia), como 
também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá 
ser comunicado imediatamente. 
O uso excessivo e prolongado da medicação pode causar 
diminuição das concentrações séricas de fosfato. Quando 
usado no tratamento de hiperfosfatemia em pacientes com 
insuficiência renal, monitore os níveis de fosfato. 
Recomende ao paciente que evite o tabagismo, o consumo de 
álcool e de cafeína e a ingestão de certos alimentos (espinafre, 
farelo de trigo ou outros cereais, ruibarbo, leite ou seus 
derivados), como também o uso de qualquer outra droga ou 
medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia. 
Suplementos de cálcio: recomende ao paciente o consumo de 
alimentos ricos em vitamina D. 
Antes do início e durante o tratamento da hipocalcemia, 
monitore: periodicamente as concentrações de cálcio sérico 
346 
 
ou íon cálcio, cloro, sódio, potássio, magnésio, albumina e 
hormônio paratireoidiano (PTH); 
Principalmente em pacientes sob uso de glicosídeos 
digitálicos, monitore: os sinais de toxicidade. 
Superdosagem e Toxicidade: a observação de qualquer sinal 
de hipercalcemia (náusea, vômito, anorexia, sede, constipação 
severa, íleo paralítico, bradicardia) deve ser comunicada 
imediatamente ao médico. 
Interações medicamentosas: atenção durante uso 
concomitante de outras drogas. 
IM: no caso de uma emergência e quando a administração por 
via IV não é possível; em crianças, só administre na coxa; em 
adultos só administre na região glútea. 
IV: não administre soluções que não estejam claras o que 
contenham precipitados; a solução deve ser aquecida à 
temperatura do corpo; a solução deve ser administrada 
lentamente com uma agulha de pequeno calibre em uma veia 
grande, para minimizar flebites.A administração rápida pode 
causar formigamento, sensação de calor e gosto metálico e, 
diante estes sintomas, interrompa a infusão; quando estes 
sintomas diminuírem, retome a infusão em uma taxa mais 
lenta; as concentrações altas podem causar parada cardíaca, a 
solução não deve ser administrada em uma veia do couro 
cabeludo, pois pode causar rubor facial, vasodilatação 
periférica e hipotensão; avalie a potência do local da 
347 
 
aplicação, pois o extravasamento da droga pode causar 
celulite, necrose e escara; na ocorrência de infiltração, 
descontinue a aplicação, aplique compressa quente e infiltre 
solução salina normal, cloridrato de procaína 1% ou 
hialuronidase; durante a aplicação, pode haver aumento 
transitório da PA, principalmente em pacientes idosos ou 
hipertensos; monitore frequentemente a PA,o pulso e o ECG 
dos pacientes sob terapia parenteral, pois a droga pode causar 
vasodilatação e, consequentemente, hipotensão, bradicardia, 
arritmias e parada cardíaca; após aplicação, o paciente deverá 
permanecer reclinado, durante 30-60 minutos. 
 
348 
 
ISOCEL/HAEMACEL 
(Repositor) 
 
Nome comercial: ISOCEL/HEMAECEL. 
Apresentações: Frascos. 
Administração: IV. 
Indicações: Reposição de volume para correção ou prevenção 
de insuficiência circulatória devido à deficiência de plasma ou 
sangue absoluto (resultante de hipovolemia) ou relativa 
(resultante de redistribuição de volume entre os 
compartimentos circulatórios). Choque hipovolêmico. Perda 
de sangue e plasma (traumatismos, queimaduras, doação de 
plasma ou sangue). Para uso em circulação extracorpórea. 
Como veículo para diversos fármacos. 
Contraindicações e precauções: hipersensibilidade conhecida 
a qualquer um dos componentes da fórmula. Reações 
anafilactóides pré-existentes. Em todos os pacientes com risco 
aumentado de liberação de histamina. 
Nas condições a seguir o hemaecel/isocel é indicado somente 
em casos restritos. Se o médico considerar a infusão 
necessária, esta deve ser feita sob cuidados especais: ICC, 
hipertensão, varizes esofágicas, edema pulmonar, anúria renal 
e pós-renal. 
Reações adversas: durante ou após infusão de soluções 
expansoras de volume, podem ocorrer ocasionalmente 
pápulas, reações urticariformes transitórias, hipotensão, 
349 
 
taquicardia, bradicardia, náusea, vômito, dispneia, febre e/ou 
calafrios. Na vigência de reações adversas, a infusão deve ser 
descontinuada. Se necessário, deve-se recorrer às seguintes 
medidas: 
Reações leves: administrar corticosteroides e anti-
histamínicos. 
Reações graves: administrar imediatamente epinefrina 
(lentamente por via IV) e altas doses de corticosteroides 
(lentamente por via IV) e fornecer oxigênio. 
Interações: em pacientes recebendo glicosídeos cardíacos, 
deve ser considerado o efeito sinérgico do cálcio contido no 
hemaecel/isocel. 
Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não 
administrá-lo, se houver turvação, depósito ou violação do 
recipiente, evitar extravasamentos. 
Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação 
médica ou do cirurgião-dentista. 
 
 
350 
 
RINGER LACTATO 
(Repositor) 
 
Nome comercial: RINGER LACTATO. 
Apresentações: Frascos. 
Administração: IV. 
Indicações: Reidratação e restabelecimento do equilíbrio 
hidroeletrolítico (de água e eletrólitos, como sódio e cloreto), 
quando há perda de líquidos e de íons cloreto, sódio, potássio 
e cálcio. Profilaxia e tratamento da acidose metabólica 
(condição em que o sangue está com o pH ácido). 
Contraindicações e precauções: pacientes com acidose láctica 
(acúmulo de ácido láctico no corpo levando à diminuição do 
pH sanguíneo), alcalose metabólica (concentração elevada de 
bicarbonato no sangue que leva ao aumento do pH), 
hipernatremia (concentração elevada de sódio no sangue), 
hipercalcemia (concentração elevada de cálcio no sangue), 
hiperpotassemia (concentração elevada de potássio no 
sangue), hipercloremia (concentração de elevada de cloro no 
sangue) e lesão das células do fígado com anormalidade do 
metabolismo de lactato e pacientes com insuficiência renal e 
ou cardíaca. 
Soluções contendo íons de cálcio não devem ser 
administradas simultaneamente no mesmo local da infusão 
sanguínea devido ao risco de coagulação. Nem mesmo com 
351 
 
medicamentos com os quais haja a possibilidade de formação 
de sais de cálcio precipitados. 
Soluções contendo potássio devem ser utilizadas com grande 
cuidado em pacientes com insuficiência renal severa, 
insuficiência cardíaca congestiva (devido ao acúmulo de 
fluidos) e em condições nas quais retenção de potássio esteja 
presente. 
A administração intravenosa dessa solução Ringer com Lactato 
pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na 
hiper-hidratação, estados congestivos (de acúmulo de fluidos) 
ou edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões). 
Reações adversas: febre, infecção no ponto de injeção, 
trombose venosa ou flebite (inflamação e coagulação em uma 
veia) irradiando-se a partir do ponto de injeção, 
extravasamento e hipervolemia (quantidade aumentada de 
fluido na corrente sanguínea). Se ocorrer reação adversa, 
suspender a infusão, avaliar o paciente, aplicar terapêutica 
corretiva apropriada e guardar o restante da solução para 
posterior investigação, se necessário. 
Por conter íons lactato a solução deve ser administrada com 
cautela, pois infusão excessiva pode provocar alcalose 
metabólica (concentração elevada de bicarbonato no sangue 
que leva ao aumento do pH). 
Hipernatremia (excesso de sódio no sangue) por ser associada 
a edema (acúmulo de líquido) e exacerbação da insuficiência 
352 
 
cardíaca congestiva (por acúmulo de líquido), devido à 
retenção de água, resultando em aumento do volume do 
fluido extracelular (fora das células). 
Interações: Em pacientes portadores de doenças do coração, 
particularmente em uso de digitálicos ou na presença de 
doenças dos rins, deve-se ter cuidado na administração de 
Ringer com Lactato devido à presença de potássio. 
Por conter sódio, é necessária cautela na administração em 
pacientes em uso de corticosteroides e corticotropínicos. 
Soluções contendo íons de cálcio não devem ser 
administradas simultaneamente no mesmo local da infusão 
sanguínea da Solução de Ringer com Lactato devido ao risco 
de coagulação. A Solução de Ringer com Lactato não deve ser 
adicionada de medicamentos os quais possibilitem a formação 
de sais de cálcio precipitados, tais como: soluções contendo 
carbonato, oxalato e fosfato. 
Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não 
administrá-lo, se houver turvação, depósito ou violação do 
recipiente, evitar extravasamentos. 
Não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação 
médica ou do cirurgião-dentista. 
 
353 
 
SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9% 
(Repositor) 
 
Nome comercial: SOLUÇÃO FISIOLÓGICA 0,9%. 
Apresentações: Frascos. 
Administração: IV. 
Indicações: É utilizado para repor água e eletrólitos em caso 
de alcalose metabólica de grau moderado, com carência de 
sódio, e como diluente para medicamentos. 
Contraindicações e precauções: contraindicado em casos de 
hipernatremia, retenção hídrica e hipercloremia. Deve ser 
usado com cautela em pacientes hipertensos, com 
insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência renal grave, 
edema pulmonar, pré-eclâmpsia e obstrução do trato urinário. 
Administrar cautelosamente a pacientes recebendo 
corticosteroides, corticotropina ou medicamentos que possam 
causar retenção de sódio. 
Reduzir o volume e a velocidade da infusão deste 
medicamento em idosos para evitar a sobrecarga circulatória, 
especialmente em pacientes com insuficiência cardíaca e 
renal. 
Reações adversas: sensação febril, infecção no ponto de 
injeção, extravasamento, hipervolemia, náuseas, vômito, 
diarreia, cólicas abdominais, redução da lacrimação, 
taquicardia, hipertensão, falência renal e edema pulmonar. 
354 
 
Em pacientes com ingestão inadequada de água, a 
hipernatremia pode causar sintomas respiratórios, como 
edema, pulmonar, embolia ou pneumonia. 
Interações: avaliar as características da compatibilidade dos 
outros medicamentos a serem diluídos ou dissolvidos na 
solução. Este medicamento é incompatível com anfotericina B, 
ocorrendo precipitação dessa substância. 
Cuidados de Enfermagem: verificar o prazo de validade, não 
administrá-lo,

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