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04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Cap. 3 – PRINCÍPIOS DA CONVERSÃO ELETROMECÂNICA DE ENERGIA Tópicos: 3.1. Aspectos Gerais 3.2. Forças e Conjugados em Sistemas de Campo Magnético 3.3. Balanço Energético 3.4. Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a Partir da Energia 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 1 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Princípio Básico: A energia não pode ser criada, mas sim convertida de uma forma para outra. Exemplos de conversão de energia: a) Energia elétrica em energia radiante (visível ou não); b) Energia hidráulica em energia mecânica (represas); c) Energia elétrica em energia mecânica (máquinas rotativas – motores); d) Etc. Energia na forma elétrica pode ser transmitida e controlada com relativa tranquilidade simplicidade, segurança e eficiência. 2 1 2 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Exemplo de componentes elétricos de um sistema de geração de energia. 3 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Componentes elétricos mais importantes são aqueles que convertem energia elétrica em energia mecânica ou vice-versa. Contatores Motores Elétricos 4 3 4 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Aplicação de técnicas elétricas para controlar grandezas não elétricas. Exemplos: a) Medida de vazão; b) Medida de pressão; c) Válvulas; d) Etc. A energia na sua forma ELÉTRICA é raramente utilizada como MEIO INTERMEDIÁRIO no PROCESSO DE CONVERSÃO DE ENERGIA. 5 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Transdutores – são dispositivos que utilizam campos elétricos ou campos magnéticos como o meio de conversão de energia elétrica. Eles geralmente operam sob condições lineares de entrada-saída e com sinais relativamente pequenos. Os dispositivos de medida e controle são frequentemente chamados de transdutores. Transdutores eletromecânicos – convertem energia elétrica em mecânica ou vice-versa. Exemplos de transdutores: a) Equipamentos de pequenos sinais: alto-falantes, microfones, sensores, telefones, etc. b) Instrumentos de medida analógico de ferro móvel e de bobina móvel. c) Equipamentos de produção de força: solenoides, relés, eletroímãs, etc. d) Equipamentos de conversão contínua de energia: motores e geradores. 6 5 6 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Princípios básicos dos Transdutores Eletromecânicos 1. Conservação da energia; 2. Reversibilidade; 3. Trabalhos virtuais. Se para cada deslocamento virtual de um sistema ideal, o trabalho produzido pelas forças ativas for nulo, o sistema estará em equilíbrio. 7 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais O fato de a energia no campo de acoplamento ter uma tendência de liberar-se, realizando trabalho, é a razão da existência do acoplamento entre sistema elétrico e o sistema mecânico. Sistema Elétrico V x I Sistema Mecânico F x V Campos e cargas elétricas TRANSDUTOR (elo de ligação) 8 7 8 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 1. Uma força é exercida num condutor percorrido por corrente na presença de um campo magnético. Assim, surgem forças entre dois condutores percorridos por correntes devido ao campo magnético produzido por um condutor sobre o outro. 9 Regra da mão direita (saca-rolhas) para obter o sentido do campo magnético B As forças são de atração quando os dois condutores tem correntes no mesmo sentido Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 1. Na verdade uma força é produzida em qualquer condutor com corrente sob a açao de um campo magnético. Este é o princípio do MOTOR elétrico. 10 Atenção: Pode-se usar a regra do produto vetorial (mão direita) para determinar o sentido da força (F) resultante. � – vetor força resultante [N] � – corrente elétrica [A] �⃗ – vetor comprimento do fio [m] � – vetor campo magnético [T] � – ângulo entre �⃗ e � � – vetor unitário que define o sentido da força resultante � = ��⃗ × � = ��� ��� � 9 10 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 1. O processo é reversível porque o movimento de um condutor, na presença de um campo magnético, implica no aparecimento de uma tensão em seus terminais. 11 Este é o princípio do GERADOR elétrico. Atenção: Pode-se usar a regra do produto vetorial (mão direita) para determinar o sentido da força eletromotriz (e) induzida: � – força eletromotriz [V] � – vetor velocidade [m/s] � – vetor campo magnético [T] �⃗ – vetor comprimento do fio [m] � – ângulo entre � e � Nota: A fem terá sua polaridade definida pelo produto vetorial � = � × � · �⃗ = ��� ��� � Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 2. Uma força é exercida em um material magnético, na presença de um campo magnético que tende a colocá-lo na parte mais densa do campo. 12 A figura mostra um eletroímã cujo fluxo magnético induz polos magnéticos no êmbolo de polaridades opostas às indicadas nas faces do núcleo magnético. Isto resulta em uma força no êmbolo para a esquerda no sentido de alinhar os polos magnéticos da parte móvel (êmbolo) com aqueles da parte fixa (núcleo). 11 12 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 2. Quando o campo magnético é criado por uma bobina percorrida por corrente, o processo é reversível, pois o movimento do material magnético causa uma variação do fluxo magnético e induz uma tensão na bobina. 13 A figura ainda mostra o mesmo eletroímã, mas agora com o êmbolo sendo movimentado para a esquerda (por uma força externa). Isto causa uma redução da relutância do entreferro e aumento do fluxo magnético. Esta variação de fluxo induz uma tensão (e) na bobina (lei de Faraday) que tende a opor a causa que a criou (lei de Lenz). Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 3. Uma força aparece entre duas placas carregadas que tende a separá-las ou aproximá-las, conforme a polaridade das cargas (Efeito capacitor). 14 Seja o seguinte capacitor de placas planas paralelas:Sejao seguinte capacitor de placas planas paralelas:Seja o seguinte capacitor de placas planas paralelas:Seja o seguinte capacitor de placas planas paralelas: Áreas das placas = Áreas das placas = Áreas das placas = Áreas das placas = AAAA, distância entre as placas = , distância entre as placas = , distância entre as placas = , distância entre as placas = d , d , d , d , ddddielétrico entre as placas de permissividade elétrica ielétrico entre as placas de permissividade elétrica ielétrico entre as placas de permissividade elétrica ielétrico entre as placas de permissividade elétrica εεεε Suponha que este foi carregado por uma fonte Suponha que este foi carregado por uma fonte Suponha que este foi carregado por uma fonte Suponha que este foi carregado por uma fonte VVVV:::: Nesta condição Nesta condição Nesta condição Nesta condição –––– Condição 1Condição 1Condição 1Condição 1 –––– temtemtemtem----se:se:se:se: Carga = Carga = Carga = Carga = qqqq, diferença de potencial entre as placas = , diferença de potencial entre as placas = , diferença de potencial entre as placas = , diferença de potencial entre as placas = V.V.V.V. Capacitância (Capacitância (Capacitância (Capacitância (CCCC1111 ) e Energia () e Energia () e Energia () e Energia (WWWW1111):):):): 9: = 12 <=><: = ?@ A = B = 13 14 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 3. O processo é reversível, pois o afastamento ou aproximação mecânica das placas e do dielétrico resulta na redistribuição das cargas ou na variação da tensão entre elas, ou ambos. 15 RetiraRetiraRetiraRetira----se a fonte de tensão se a fonte de tensão se a fonte de tensão se a fonte de tensão e simultaneamente e simultaneamente e simultaneamente e simultaneamente aumentaaumentaaumentaaumenta----se a distância se a distância se a distância se a distância entre as placas para 2entre as placas para 2entre as placas para 2entre as placas para 2dddd pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa. Nesta condição Nesta condição Nesta condição Nesta condição –––– Condição 2Condição 2Condição 2Condição 2 –––– observaobservaobservaobserva----se que a se que a se que a se que a quantidade de cargas não altera: quantidade de cargas não altera: quantidade de cargas não altera: quantidade de cargas não altera: qqqq2222 ====qqqq, e que a , e que a , e que a , e que a diferença de potencial dobra: diferença de potencial dobra: diferença de potencial dobra: diferença de potencial dobra: V.V.V.V.2222 = 2V= 2V= 2V= 2V1111 ====2V.2V.2V.2V. Capacitância (Capacitância (Capacitância (Capacitância (CCCC2222 ) e Energia () e Energia () e Energia () e Energia (WWWW2222):):):): 9> = 12 <>=>> = 29:<> = ?@ 2A = <: 2 Da condição 1 para 2 houve variação de tensão com carga constante Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 3. O processo é reversível, pois o afastamento ou aproximação mecânica das placas e do dielétrico resulta na redistribuição das cargas ou na variação da tensão entre elas, ou ambos. 16 Partindo da Partindo da Partindo da Partindo da Condição 1Condição 1Condição 1Condição 1 sem retirar a fonte de sem retirar a fonte de sem retirar a fonte de sem retirar a fonte de tensãotensãotensãotensão, , , , aumentaaumentaaumentaaumenta----se a distância se a distância se a distância se a distância entre as placas entre as placas entre as placas entre as placas para 2para 2para 2para 2dddd pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa.pela aplicação de uma força externa. Nesta condição Nesta condição Nesta condição Nesta condição –––– Condição 3Condição 3Condição 3Condição 3 –––– observaobservaobservaobserva----se que a se que a se que a se que a quantidade de cargas se altera: quantidade de cargas se altera: quantidade de cargas se altera: quantidade de cargas se altera: qqqq3333 ====q/2q/2q/2q/2, e que a , e que a , e que a , e que a diferença de potencial se mantém: diferença de potencial se mantém: diferença de potencial se mantém: diferença de potencial se mantém: V.V.V.V.3333 = V= V= V= V1111 ====V.V.V.V. Capacitância (Capacitância (Capacitância (Capacitância (CCCC3333 ) e Energia () e Energia () e Energia () e Energia (WWWW3333):):):): 9I = 12 <I=I> = 9: 2<I = ?@ 2A = <: 2 Da condição 1 para 3 houve redistribuição de cargas com tensão constante 15 16 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 4. Certos cristais, como o sal de rochelle ou quartzo, tem a sua espessura alterada, na dimensão, quando gradientes de tensão são aplicados numa direção particular. Este fenômeno é reversível pois, quando são deformados, observa-se o aparecimento de cargas elétricas. Este fenômeno é conhecido como efeito piezoelétrico. 17 Princípio do Autofalante Princípio do Microfone Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Análise qualitativa de alguns fenômenos físicos 5. Vários materiais magnéticos, o ferro, níquel e cobalto, como exemplos, sofrem ligeira deformações quando magnetizados (variação na dimensão é em torno de 0,01%), mas a força que pode ser produzida é relativamente grande. O fenômeno é reversível, pois, quando são estirados mecanicamente suas propriedades magnéticas são afetadas. Este fenômeno é chamado de magnetostricção. Esta característica é utilizada para a implementação de sensores de pressão e na detecção de ultra-som, por exemplo. Este fenômeno é o causador do ruído peculiar dos transformadores em operação. 18 17 18 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.1. Aspectos Gerais Os fenômenos mais importantes, do ponto de vista da quantidade de energia envolvida, que se aplica nas máquinas rotativas, são o primeiro e o segundo. Dispositivos baseados na piezoeletricidade ou magnetostricção são limitados aos níveis de potência de poucos watts. Outros importantes transdutores eletromecânicos são aqueles que produzem movimentos de translação e de vibração. Dispositivos de movimento translacional, em geral, podem ser baseado na aplicação de qualquer dos cinco fenômenos. 19 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 20 3.2. Forças e Conjugados em Sistemas de Campo Magnético � – força; � – corrente; � – comprimento do fio; � – campo magnético; � - ângulo entre �⃗ e � � = ��⃗ × � = ��� ��� � O par de forças cria uma influência rotacional, ou torque, que gira a bobina. Se o condutor for dobrado em forma de aro, então os dois lados do aro, que estão em ângulo reto em relação ao campo magnético, experimentarão forças em sentidos opostos. Um condutor com corrente elétrica em um campo magnético experimentará uma força. Os motores reais possuem diversos aros formando o enrolamento da armadura para fornecer um torque mais uniforme. O campo magnético é geralmente produzido por bobinas no chamado enrolamento de campo. 19 20 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.2. Forças e Conjugadosem Sistemas de Campo Magnético ExemploExemploExemploExemplo 3333....1111 –––– CálculoCálculoCálculoCálculo dodododo conjugadoconjugadoconjugadoconjugado emememem funçãofunçãofunçãofunção dadadada posiçãoposiçãoposiçãoposição dodododo rotorrotorrotorrotor (pag(pag(pag(pag.... 121121121121 –––– Fitzgerald)Fitzgerald)Fitzgerald)Fitzgerald) UmUmUmUm rotorrotorrotorrotor nãonãonãonão magnéticomagnéticomagnéticomagnético contendocontendocontendocontendo umaumaumauma bobinabobinabobinabobina dededede espiraespiraespiraespira únicaúnicaúnicaúnica estáestáestáestá colocadocolocadocolocadocolocado emememem umumumum campocampocampocampo magnéticomagnéticomagnéticomagnético uniformeuniformeuniformeuniforme dededede módulomódulomódulomódulo BBBB0000,,,, comocomocomocomo mostradomostradomostradomostrado nananana figurafigurafigurafigura abaixoabaixoabaixoabaixo.... OsOsOsOs ladosladosladoslados dadadada bobinabobinabobinabobina estãoestãoestãoestão aaaaumaumaumauma distânciadistânciadistânciadistância dodododo eixoeixoeixoeixo igualigualigualigual aaaa RRRR eeee oooo fiofiofiofio conduzconduzconduzconduz umaumaumauma correntecorrentecorrentecorrente IIII comocomocomocomo indicadoindicadoindicadoindicado.... EncontreEncontreEncontreEncontre oooo conjugadoconjugadoconjugadoconjugado emememem funçãofunçãofunçãofunção dadadada posiçãoposiçãoposiçãoposição dodododo rotorrotorrotorrotor αααα quandoquandoquandoquando IIII ==== 10101010 A,A,A,A, BBBB0000 ==== 0000,,,,02020202 T,T,T,T, eeee RRRR ==== 0000,,,,05050505mmmm.... SuponhaSuponhaSuponhaSuponhaquequequeque oooo comprimentocomprimentocomprimentocomprimento dodododo rotorrotorrotorrotor sejasejasejaseja � ==== 0000,,,,3333mmmm.... Cálculo das forças nos 2 condutores: W = X, XXY ��Z −�\ N.mN.mN.mN.m 21 �] = �]�⃗ × � = �X�� ��^X_ (�`) = �X��(�`) �a = �a�⃗ × � = �X�� ��^X_ (−�`) = �X��(−�`) Cálculo do torque desenvolvido por cada força: W] = b] × �] = c(�X��) ��Z (−�\) Wa = ba × �a = c(�X��) ��Z (−�\) Cálculo do torque resultante (tende a girar o rotor no sentido horário ou - �d): W = W] + Wa = ac �X�� ��Z −�\ = �X�f ��Z −�\ Substituindo os valores acima, obtém-se: onde a área do plano da espira é dada por: f = ac� Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.2. Forças e Conjugados em Sistemas de Campo Magnético Objetivo: estudo dos conversores ou transdutores eletromecânicos, com acoplamento magnético. Elementos reativos: campos magnéticos e elétricos (armazenamento de energia) Elementos elétricos: ex. indutores e capacitores Elementos mecânicos: ex. massa de um corpo em movimento, mola. Princípio da conservação da energia juntamente com as leis dos campos elétrico e magnético, circuitos elétricos e a mecânica newtoniana, são os meios convenientes para encontrar as características do acoplamento eletromecânico 22 21 22 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.2. Forças e Conjugados em Sistemas de Campo Magnético 23 gh���i = �jgi = ghkl_ + ghm�k ghkl_ = �jgi − nkl_g` � = gogi ghkl_ = jgo − nkl_g` gh���i = jgo = diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada entradaentradaentradaentrada dededede energiaenergiaenergiaenergia elétricaelétricaelétricaelétrica ghkl_ = diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada variaçãovariaçãovariaçãovariação dadadada energiaenergiaenergiaenergia magnéticamagnéticamagnéticamagnética armazenadaarmazenadaarmazenadaarmazenada ghm�k = nkl_g` = diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada saídasaídasaídasaída dededede energiaenergiaenergiaenergia mecânicamecânicamecânicamecânica Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.3. Balanço Energético A conversão eletromecânica de energia então envolve energia em quatro formas e a conservação de energia, nos conduz a seguinte relação entre essas formas: Energia Disponível na forma Elétrica Energia convertida em calor Energia fornecida pela fonte mecânica Variação de energia no campo de acoplamento Essa equação aplicável a todo dispositivo de conversão eletromecânica de energia, com valores positivos para a disponibilidade da energia na forma elétrica. 24 23 24 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.3. Balanço Energético A conversão irreversível para a forma de calor acontece devido a três causas: : Perdas Jóulicas (no cobre, RI2 ) Perdas por atrito e ventilação (mecânicas) Perdas por Histerese e Foucault (no ferro) 25 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.3. Balanço Energético Agrupando-se as perdas, tem-se que: Energia Disponível na forma Elétrica Variação de energia no campo de acoplamento mais histerese e foucault Energia fornecida pela fonte mecânica mais atrito e ventilação gh���i = ghk�ml_ + ghm�k 26 gh���i = jgo = diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada entradaentradaentradaentrada dededede energiaenergiaenergiaenergia elétricaelétricaelétricaelétrica ghkl_ � diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada variaçãovariaçãovariaçãovariação dadadada energiaenergiaenergiaenergia magnéticamagnéticamagnéticamagnética armazenadaarmazenadaarmazenadaarmazenada ghm�k � nkl_g` � diferencialdiferencialdiferencialdiferencial dadadada saídasaídasaídasaída dededede energiaenergiaenergiaenergia mecânicamecânicamecânicamecânica onde: 25 26 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 2 2i 2 2i 2 2i 2 2i 2 2i 2 2i 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Suponha que o núcleo magnético e a armadura do relé mostrado na figura possam ser considerados um sistema de armazenamento de energia sem perdas. Na verdade, as perdas elétricas e as perdas mecânicas podem ser incluídas como elementos externos na entrada e na saída, respectivamente. O circuito magnético formado abaixo pode ser descrito por uma indutância L que é função da geometria da estrutura magnética (posição x) e da permeabilidade do material magnético; Os dispositivos de conversão eletromecânica de energia têm entreferro em seus circuitos magnéticos para separar as partes móveis das partes fixas; A relutância do núcleo é muito menor que a relutância do entreferro, portanto, o armazenamento predominante de energia ocorre no entreferro. 27 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única A equação do transdutor estabelece que Portanto, se o deslocamento é igual a zero (dxdxdxdx = 0= 0= 0= 0), então dWdWdWdWmecmecmecmec = 0= 0= 0= 0. Logo, temos: Para uma configuração determinada, a energia elétrica disponível i di di di dλλλλ = F d= F d= F d= F dϕϕϕϕ, associada com a variação do fluxo, é absorvida pelo campo, ou 0= = +elet cpodW e i dt dW = =cpodW i d Fdλ ϕ = = +elet cpo mecdW eidt dW dW 28 NotaNotaNotaNota:::: Provar que i di di di dλλλλ = = = = FFFF ddddϕϕϕϕ usando as seguintes relações: s = tuv = wt 27 28 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única A energia absorvida pelo campona mudança do enlace de fluxo de λ1 para λ2 ou de ϕϕϕϕ1 para ϕϕϕϕ 2 é se o fluxo inicial é zero, então: ( )= = 2 2 1 1 λ cpo λ W i dλ F( )dϕ ϕ λ ϕ ϕ 0 0 = = cpoW i( )d F( )d λ ϕλ λ ϕ ϕ 29 s = tu x = u@ y = wzv = w t NotaNotaNotaNota:::: Pode-se fazer os seguintes gráficos: ϕϕϕϕ ×××× FFFF ou λλλλ ×××× iiii ou BBBB ×××× HHHH u = st w = tv Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única A f.m.m. (força magnetomotriz) ou abreviadamente F F F F é uma função do fluxo ϕϕϕϕ e a relação entre eles depende da geometria da bobina e do circuito magnético e das propriedades magnéticas do material do núcleo. Para um material ferromagnético, a relação será mais ou menos não-linear. 30 hkl_ = | � } g} } X hkl_ = | j o go o X ouououou 29 30 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Energia armazenada no campo é, portanto, igual a área (oabo) da figura. 31 hkl_ = | � } g} } X hkl_ = | j o go o X ouououou Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Quando a f.m.m. é reduzida a zero, somente parte dessa energia é devolvida, que corresponde à área (cabc), sendo isso associado ao fluxo residual (ponto c). A área oaco corresponde à energia dissipada e retida no núcleo devido às perdas por histerese. 32 31 32 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Sob condições cíclicas, as perdas do ciclo histerese pode ser representada pela figura. 33 Um material magnético duro é aquele que apresenta altas perdas por histerese e retém o magnetismo (fluxo residual) mesmo na ausência de um campo magnético externo, sendo ideal para formação de imãs permanentes. Um material magnético macio ou mole é aquele que apresenta pequenas perdas por histerese, sendo ideal para as aplicações que utilizam a corrente alternada como em transformadores e máquinas elétricas rotativas. Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Co-energia - área (oaco) da figura. ~cpocpocpocpo = | o(j)gj j X = | (�)g� � X ~cpocpocpocpo = | j(o)go o X = | �()g X Nota: A equação de co-energia é obtida da equação de energia abaixo permutando λ com i e ϕ com F. 34 33 34 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Energia e Co-energia WWWWcpocpocpocpo + + + + W'W'W'W'cpocpocpocpo = = = = Área (Área (Área (Área (oabooabooabooabo) + área () + área () + área () + área (oaeooaeooaeooaeo) = ) = ) = ) = i i i i λλλλ = F= F= F= Fϕϕϕϕ e Área da Energia Área da Co-energia 35 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Simplificando as relações resultantes, a não-linearidade magnética e as perdas no núcleo, às vezes são desprezadas na análise de dispositivos práticos. Quando o fluxo e a força magnetomotriz são diretamente proporcionais, como no ar, a energia armazenada e a co-energia são iguais. 36 9 = 9 = 12 vs = 1 2 wu Observe que no caso de linearidade, a energia e a co-energia são iguais à metade da área do retângulo (ou da energia total) 35 36 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única Para uma Para uma Para uma Para uma relação linearrelação linearrelação linearrelação linear entre o fluxo (entre o fluxo (entre o fluxo (entre o fluxo (ϕϕϕϕ) e a força ) e a força ) e a força ) e a força magnetomotrizmagnetomotrizmagnetomotrizmagnetomotriz (F) tem(F) tem(F) tem(F) tem----se que a se que a se que a se que a relutância magnética (relutância magnética (relutância magnética (relutância magnética (R R R R ) é constante (ou a permeância ) é constante (ou a permeância ) é constante (ou a permeância ) é constante (ou a permeância P = 1/R = P = 1/R = P = 1/R = P = 1/R = constante)constante)constante)constante). Como Então, Se e = w e P = F 9cpo = 9cpo = 12 R > = 1 2 PF > = sv = t v = t> hcpocpocpocpo = hcpocpocpocpo = ]a LLLL iiii a 37 w = tv Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.4. Energia em Sistemas de Campo Magnético de Excitação Única A energia associada com o campo é distribuída no espaço ocupado pelo campo. Para um meio magnético com permeabilidade constante e sem perdas, a densidade de energia (= energia por volume) é explicada da seguinte forma: 9 = 9 = 12 w kl_ = kl_ = hkl_�_�m� = ] a � � . f = ] a � = ] a a = ] a �a NotaNotaNotaNota:::: Deve-se usar WWWW para energia (dada em J) e wwww (letra minúscula) para densidade de energia (dada em J/m3). Obtenção da densidade de energia em J/m3: (Nota: volume = comprimento ×××× área = l ×××× A (Unidade: m3 = m ×××× m2 )): Seja a energia em J: 38 37 38 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 9 s, � | v s, As Para um sistema de armazenamento de energia magnética sem perdas: A9 � A9 e A9 A9 � vA � As A⁄ vA � vAs A9 � dx onde: A9 � vAs [ dAssim Como o sistema magnético sem perdas é conservativo, o valor final da energia é o mesmo, independente de como o e ` são trazidos ao seu valor final (ver as trajetórias 1 e 2 da figura). Assim, ao integrar a equação acima pela trajetória 2 obtém-se a energia do campo como: 39 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Cálculo da força pela ENERGIA Para o sistema de armazenamento de energia magnética sem perdas (sistema conservativo), temos as seguintes expressões de energia: A95s, 6 � vAs [ dx A95s, 6 � ¡¢£ dλ+ ¡¢£ ¤ dx Comparando as duas equações, chega-se aos valores de j e nk�ml_: v � ¥95s, 6¥s � [ ¥95s, 6¥ A equação acima mostra que a força mecânica é obtida pela derivada parcial da função de energia (expressa em termos de ¦ e `) em relação a `, mantendo o enlace de fluxo ¦ constante. 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 40 39 40 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia A co-energia é definida em função de j e ` tal que: Cálculo da força pela CO-ENERGIA A vs = v ds+s dv Diferenciando a expressão da co-energia 9 v, = vλ − 9 s, Tomando o diferencial de jo : A9 v, = A vλ − A9 s, A9 v, = (v ds+s dv) − (vAs − dx) Usando o diferencial de jo e a expressão da diferencial da energia A9 v, = sAv + dx 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 41 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Comparando as seguintes duas expressões de diferencial de co-energia: A9 v, = § ¡¢£ ¨ © dv+ § ¡¢£¨ ¤ dx chega-se aos valores de o e nk�ml_: s = A9 (v, ) ¥v = + A9 (v, ) ¥ A9 v, = sAv + dx A equação acima mostra que a força mecânica é obtida pela derivada parcial da função de co-energia (expressa em termos de j e `) em relação a `, mantendo a corrente j constante. Cálculo da força pela CO-ENERGIA 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 42 41 42 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Para um sistema de armazenamento de energia magnética sem perdas (sistema conservativo) temos a seguinte expressão para obtenção da co-energia do campo (análoga a expressão da energia): Para um sistema linear no qual o e j são proporcionais (o = ª ` j): 9 v, = | s v, Av © 9 v, = | vAv = 12 v> © 9 s, = | s As = 1 2 s> = 1 2 v> Usando a expressão de energia para o sistema linear (o = ª ` j): Logo, para o sistema linear (o = ª ` j), temos: 9 s, = 9 v, = 12 v> 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 43 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Exemplo 3.2 – Cálculo da Energia de Campo (pag. 127 – Fitzgerald) A relé mostrado na figura abaixo é construído de material magnético de permeabilidade infinita com um êmbolo móvel, também de permeabilidade infinita. A altura do êmbolo é muito maior que o comprimento do entreferro ( h >> g). Calcule a energia magnética armazenada Wcpo em função da posição do êmbolo (0 < x < d) para N = 1000 espiras, g = 2,0 mm, d = 0,15 m, l = 0,1 m e i = 10 A. 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 44 43 44 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 9 s, = 12 v> onde: = t > 2ℛ¬ = t> 2 ®@¬ @¬ = z A − = zA 1 − A Logo: = t >® 2 zA 1 − A 9 s, = 12 t>® 2 zA 1 − A v> 9 s, = 236 1 − A J Exemplo 3.2 – Cálculo da Energia de Campo 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 45 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Energia expressa em função de o e `: Exemplo 3.3 – Cálculo da Força pela Energia e Co-Energia de Campo Para o relé do Exemplo 3.2, determinar a força no êmbolo em função de x quando a corrente na bobina é mantida constante em 10 A. Usar ambas as expressões de Energia e Co-energia. 9 s, = 12 s> = s> t>®zA(1 − A⁄ ) = t >® 2 zA 1 − A = − ¥9 s, ¥ = − s> t>®zA> 1 − A⁄ > Expressando em termos de j utilizando o = ª ` j , obtemos: = − > v> t>®zA> 1 − A⁄ > = − t>®z 4 v> = −1570 N 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 46 45 46 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Co-energia em função de j e `: Exemplo 3.3 – Cálculo da Força pela Energia e Co-Energia de Campo Para o relé do Exemplo 3.2, determinar a força no êmbolo em função de x quando a corrente na bobina é mantida constante em 10 A. Usar ambas as expressões de Energia e Co-energia. 9 v, = 12 v> = t>® 4 zA 1 [ A v> � t >® 2 zA 1 [ A � e ¡¢£ ¨ ©,¤ ¤ = − ²³´ µ¬ v> = −1570 N 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 47 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Os resultados mostram que a indutância da bobina e a energia do campo nos dois entreferros do êmbolo são máximas em x = 0 e nulas em x = d. Também pode-se observar que a força do campo é constante e negativa, isto é, tem um sentido oposto ao deslocamento x do êmbolo. Análise dos resultados dos Exemplos 3.2 e 3.3 = t >® 2 zA 1 − A 9 s, = 236 1 − A J = −1570 N 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 48 47 48 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Efeito de ∆∆∆∆x sobre a energia e a co-energia de um dispositivo de excitação única, como o da figura. x = posição inicial x + ∆∆∆∆x = posição final 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 49 Nota: Ao mover a armadura da posição x para a posição mais aberta x + ∆x, haverá uma redução tanto na indutância L(x) da bobina como também na energia armazenada no campo do entreferro Wcpo(λ,x). Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Figura 3.11 Efeito de ∆∆∆∆x sobre a energia e a co-energia de um dispositivo de excitação única: (a) variação de energia mantendo λλλλ constante; (b) variação de co-energia mantendo i constante. 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 50 49 50 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia (a) Energia: (b) Co-energia: Para o deslocamento ∆∆∆∆x da armadura no sentido positivo temos: - A área da energia mostra um decremento para λλλλ constante, enquanto que a área da co-energia mostra um incremento para j constante. - Estas duas áreas diferem apenas pelo pequeno triângulo abc, de lados ∆∆∆∆i e ∆λ∆λ∆λ∆λ, que desaparece no limite quando ∆∆∆∆x→ 0. - Assim, a magnitude da força do campo não é alterada quando esta é determinada, seja utilizando a expressão da energia, seja empregando a equação da co-energia. nk�ml_ = + ¶hk�ml_ (j, `) ¶` = ·¸¹º`→X ºhk�ml_ j, ` º` j k_� i��i� nk�ml_ = − ¶hk�ml_(o, `)¶` = ·¸¹º`→X −ºhk�ml_ o, ` º` o k_� i��i� 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia 51 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia As equações para um sistema com terminal mecânico rotativo são obtidas trocando as variáveis x e Fcampo, pelas variáveis deslocamento angular (θθθθ ) e conjugado (Tcampo). Em sistemas magnéticos lineares, para os quais o = ª � j, tem-se que: Portanto, o conjugado pode ser expresso por: Obs: 1) No caso de sistemas lineares: 2) Verificar que as expressões de torque são iguais (faça o = ª � j). 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia Wk�ml_ = + ¶hk�ml_ j, � ¶�Wk�ml_ = − ¶hk�ml_ o, � ¶� hk�ml_ j, � = ]a ª � jahk�ml_ o, � = ] a oa ª � Wk�ml_ = + ]a ] ªa(�) gª � g� oa Wk�ml_ = + ] a gª � g� ja hk�ml_ j, � = hk�ml_ o, � 52 51 52 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Exemplo 3.4 – Cálculo da Energia de Campo (pag. 133 – Fitzgerald)O circuito magnético mostrado na figura consiste em um estator de bobina única e um rotor oval. Como o entreferro não é uniforme, a indutância da bobina varia com a posição angular do rotor, medida entre o eixo magnético da bobina do estator e o eixo principal do rotor, de acordo com L(θθθθ) = L0 + L2 cos(2θθθθ) , onde L0 = 10,6 mH e L2 = 2,7 mH. Observe a variação de indutância de segunda harmônica em função do ângulo θθθθ do Rotor. Isso é consistente com o fato de que a indutância não se altera caso o rotor seja girado de 180°. Encontre o conjugado em função de θθθθ para uma corrente de bobina igual a 2 A. (((( )))) 2 2 2 2 ( )( ) 2 (2 ) 2 2 ( ) 1,08 10 (2 ) [N.m] campo campo i dL iT L sen d T sen−−−− θθθθθ = = − θθ = = − θθ = = − θθ = = − θ θθθθ θ = − ⋅ θθ = − ⋅ θθ = − ⋅ θθ = − ⋅ θ 3.5. Determinação da Força e do Conjugado Magnéticos a partir da Energia Wk�ml_ = j a a gª ¼ g¼ ª ¼ = ªX + ªak_ a¼ Nota: Este é o chamado Torque de Relutância e o sinal negativo mostra que ele tende a mover o eixo do rotor no sentido horário para alinhar com o eixo do estator. 53 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado A energia no acoplamento magnético é influenciada pela posição relativa do rotor em relação ao estator. Os campos magnéticos do estator e do rotor tendem a se alinhar. Aqui será suposto um sistema magnético linear onde a relação entre λλλλ e i é especificada em termos das indutâncias envolvidas. 54 A figura mostra duas fontes de excitação para formação do campo magnético, sendo um enrolamento instalado na parte fixa, chamada de ESTATOR, e o outro na parte móvel, chamada de ROTOR. 53 54 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia O incremento de energia elétrica de entrada é dado por: onde, supondo um sistema magnético linear, tem-se: Substituindo acima, observando que ªa]= ª]a, obtém-se: 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado ddddWWWWeleteleteletelet = �]j]gi + �ajagi = j]go] + jagoa o] = ª]](�)j] + ª]a(�)ja e oa = ªaa(�)ja + ªa](�)j] 55 Wg�==== ddddWWWWeleteleteletelet − ghkl_ ddddWWWWeleteleteletelet = ghkl_ + Wg� Cálculo do torque resultante: ddddWWWWeleteleteletelet = j]agª]](�) + jaagªaa(�) + aj]jagª]a(�) Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Para um sistema magnético linear, a energia e a co-energia de campo são iguais e expressas por: Fazendo a diferencial em relação a θ : 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 56 Wg�==== ddddWWWWeleteleteletelet − ghkl_ ddddWWWWeleteleteletelet = ghkl_ + Wg� Cálculo do torque resultante: hkl_ = ]a ª]](�)j]a+ ] a ªaa(�)jaa+ ª]a(�)j]ja ghkl_ = ]a j]agª]](�) + ] a jaagªaa(�) + j]jagª]a(�) 55 56 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Substituindo dWelet e dWcpo na equação acima, temos: 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado W = ]a j]a gª]](�) g� + ] a jaa gªaa(�) g� + j]ja gª]a(�) g� 57 Wg�==== ddddWWWWeleteleteletelet − ghkl_ ddddWWWWeleteleteletelet = ghkl_ + Wg� Cálculo do torque resultante: Wg�==== j]agª]] � + jaagªaa � + aj]jagª]a � − ]a j]agª]] � − ]a jaagªaa � − j]jagª]a(�) Nota: Esta expressão de torque poderia ser obtida diretamente pela derivada parcial da energia (ou co-energia) do campo em relação a θ . Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia n = + ¶hcpocpocpocpo j] ,,,,iiiia ,x,x,x,x ¶` Generalizando, para um sistema magnético linear com duas excitações e com movimento de rotação, o conjugado pode ser obtido por: 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado W = + ¶hcpocpocpocpo j],,,,iiiia, � ¶� 58 A expressão análoga equivalente para obtenção da força, em um sistema magnético linear com duas excitações e movimento de translação, será: 57 58 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado O esquema mostra um exemplo de uma máquina elétrica duplamente excitada. Os campos do rotor e do estator (devido às duas excitações) determinam dois eixos magnéticos. A tendência dos dois eixos magnéticos se alinharem produz um torque elétrico. 59 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Nota 1: Produção do Conjugado de Excitação (TE) 2 excitações de campo 60 ½¾= ½¾,¿ÀÁsenδ 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 59 60 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Nota 2: Produção do Conjugado de Relutância (TR) 1 excitação + ferro 61 ½Ã= ½Ã,¿ÀÁsen2δ 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Nota 3: Produção dos 2 Conjugados 2 excitações + material ferromanético 62 ½= ½¾ + ½Ã = ½¾,¿ÀÁsenδ + ½Ã,¿ÀÁsen2δ 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 61 62 04/10/2019 Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia A expressão da energia ou co-energia do sistema (sistema linear) é: 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 63 No sistema mostrado na figura, as indutâncias são dadas por: L11 = (3 + cos2θ)×10-3 [H]; L12 = 0,1cosθ [H]; L22 = 30 + 10cos2θ [H]. Determinar o conjugado para: i1 = 1 A e i2 = 0,01 A. Exemplo 3.5 – Cálculo do Conjugado 9cpo = 9cpo = 12 11(Ä)v:> + 1 2 22(Ä)v>> + 12(Ä)v:v> Como explicado, o conjugado (sistema linear) é obtido da energia por: ½ = ¥9cpo v:,i>, Ä¥Ä = 1 2 v:> A::(Ä) AÄ + 1 2 v>> A>>(Ä) AÄ + v:v> A:>(Ä) AÄ ½ = −1 × 10ÅIv:>ÆÇ2Ä − 10v>>ÆÇ2Ä − 0,1v:v>ÆÇÄ Substituindo as indutâncias: Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Elétrica Disciplina – Conversão Eletromecânica de Energia Tomando novamente a expressão do torque 3.6. Sistemas de Campo Magnético Multi-Excitado 64 No sistema mostrado na figura, as indutâncias são dadas por: L11 = (3 + cos2θ)×10-3 [H]; L12 = 0,1cosθ [H]; L22 = 30 + 10cos2θ [H]. Determinar o conjugado para: i1 = 1 A e i2 = 0,01 A. Exemplo 3.5 – Cálculo do Conjugado e substituindo os valores das correntes: W = −a × ]XÅÈ ��a� − ]XÅÈ ��� [N.mN.mN.mN.m] Nota: Os dois termos do segundo membro do torque são identificados como: 1o) torque de relutância; 2o) torque de excitação. Por que ambos termos de torque possuem sinais negativos? ½ = −1 × 10ÅIv:>ÆÇ2Ä − 10v>>ÆÇ2Ä − 0,1v:v>ÆÇÄ 63 64