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DIREITO TRIBUTÁRIO E 
EMPRESARAL
UNIDADE 1
INTRODUÇÃO
O ESTADO
✓ PRESTA SERVIÇOS À SOCIEDADE:
EDUCAÇÃO, SAÚDE, SANEAMENTO
BÁSICO, INFRA-ESTRUTURA, FISCALIZA-
ÇÃO, ETC.
INTRODUÇÃO
O ESTADO PRECISA DE UMA FONTE
FINANCEIRA PARA BANCAR SUAS
ATIVIDADES.
✓ QUAL A FONTE DE RENDA?
TRIBUTOS
TRIBUTO É GENÉRICO
✓ IMPOSTOS
✓ TAXAS
✓ CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
✓ EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
✓ CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
O conceito de tributo encontra-se descrito no
artigo 3º do Código Tributário Nacional (Lei no
5.172/1966), o qual traduz que:
• “Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se
possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada”.
TÓPICO 1 –
CONCEITO DE 
DIREITO 
TRIBUTÁRIO
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
ATIVIDADE ADMINISTRATIVA VINCULADA
“Quer dizer que os tributos devem ser cobrados
nos casos previstos em lei, no prazo determinado
em lei e de quem a lei determina que se exija o
tributo."
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
DIREITO TRIBUTÁRIO
✓ ESTADO = FISCO
✓ PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA = CONTRIBUINTE
✓ OBJETO = TRIBUTO
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Além do que define o Código Tributário Nacional,
existem diversas conceituações para Direito
Tributário e há discordância na doutrina.
A análise conjunta dos conceitos de diversos
estudiosos permite identificar alguns elementos
fundamentais...
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Então podemos dizer que...
“O direito tributário é o ramo de direito público
que estuda princípios e normas disciplinadoras do
exercício das atividades de instituição, cobrança e
fiscalização de tributos.
Desta forma quando o dinheiro do contribuinte
ingressa nos cofres públicos, termina o direito
tributário e começa o direito financeiro.”
(MAZZA, 2018).
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
DIREITO FINANCEIRO E DIREITO TRIBUTÁRIO
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
DIREITO FINANCEIRO E DIREITO TRIBUTÁRIO
✓Direito Tributário: trata das receitas públicas
tributárias.
✓Direito Financeiro: trata das despesas públicas.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
DIREITO TRIBUTÁRIO COMO RAMO DO DIREITO
PÚBLICO
✓As atividades do Direito Tributário são definidas
como próprias de Estado, então classifica-se
como ramo do direito público.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
OBS.: DIREITO MATERIAL é o conjunto de
normas que regulam os fatos jurídicos que se
relacionam a bens e utilidades da vida.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
✓Embora seja autônomo (tem princípios próprios
e técnicas especificas), o direito tributário tem
diversos pontos de conexão com outras
disciplinas jurídicas (MAZZA, 2018), conforme
será visto a seguir:
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
✓Embora seja autônomo (tem princípios próprios
e técnicas especificas), o direito tributário tem
diversos pontos de conexão com outras
disciplinas jurídicas (MAZZA, 2018), conforme
será visto a seguir:
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Financeiro = Destinação do dinheiro
arrecadado pelo fisco.
• Direito Constitucional = A CF/88 em seu título V
"Tributação e Orçamento“ traz parâmetros
básicos do sistema tributário nacional (os
princípios constitucionais tributários, a
imunidade, as limitações ao poder de tributar, a
discriminação de rendas e a repartição das
receitas tributárias).
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Administrativo = Com exceção da criação
de tributos, que é função legislativa, todas as
atividades desempenhadas pela Administração
Tributária, ou fisco, são manifestações da função
administrativa, regidas pelos princípios e regras
do direito administrativo.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Civil = Utiliza diversos institutos e
conceitos. Exemplo: o legislador define como
hipótese de incidência de IPTU "ser proprietário
de imóvel predial e território urbano", os
conceitos de "proprietário" e "imóvel" são
provenientes do direito civil.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Penal = Pela existência dos chamados
crimes contra a ordem tributária, tipificados na
Lei nº 8.137/90. Sanciona criminalmente os
ilícitos tributários considerados mais graves,
como sonegação fiscal e a apropriação indébita.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Empresarial = Pela responsabilidade
tributária nas transformações empresariais, no
trespasse empresarial (contrato de compra e
venda do ponto comercial) e desconsideração da
personalidade jurídica para fins tributários
(credor alcance os bens particulares dos sócios e
administradores).
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Processual Civil = define as normas a
serem observadas quando a questão tributária
for levada a juízo pelo contribuinte ou pelo fisco.
Ou seja, estabelece o devido processo legal para
cobrança judicial de tributos, bem como para
propositura de ações em defesa do contribuinte.
TÓPICO 1 – CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO
RELAÇÕES DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM
OUTROS RAMOS DO DIREITO
• Direito Internacional Público = Celebração de
Tratados e Convenções internacionais versando
sobre questões tributárias. Como exemplo a
participação do Brasil no envolvendo tributação
internacional, especialmente ao equilíbrio da
balança comercial nas importações e
exportações.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓Quando a palavra fonte é utilizada sob a ótica
jurídica, adquire como significado ‘o nascedouro’.
✓Fontes do Direito: ponto originário de onde
provém ou nasce a norma jurídica.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓Fontes materiais são os órgãos habilitados pelo
sistema para produção de normas tributárias,
assim como os acontecimentos sociais relevantes
para criação de regras jurídicas. Exemplo:
Congresso Nacional, Assembleias Legislativas,
Câmaras Municipais, Presidência da República
(na edição de medidas provisórias tributárias)
(MAZZA, 2018).
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓Fontes formais são os veículos introdutores de
normas tributárias e dividem-se em:
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓A legislação tributária é principal fonte do direito
tributário. O art. 96 do Código Tributário
Nacional estabelece:
“Art. 96. A expressão “legislação tributária”
compreende as leis, os tratados e as
convenções internacionais, os decretos e as
normas complementares que versem, no todo
ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas
a eles pertinentes” (BRASIL, 1966).
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
SÃO FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO:
✓CONSTITUIÇÃO FEDERAL;
✓LEI COMPLEMENTAR;
✓LEI ORDINÁRIA;
✓MEDIDA PROVISÓRIA;
✓DECRETOS;
✓RESOLUÇÕES
✓TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS;
✓NORMAS COMPLEMENTARES;
✓ Também que a DOUTRINA e a JURISPRUDÊNCIA.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
SÃO FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO:
✓A JURISPRUDÊNCIA É o conjunto de decisões
reiteradas proferidas pelos juízes e tribunais, no
mesmo sentido e em casos semelhantes.
✓A DOUTRINA trata-sede um conjunto de
princípios, ideias e ensinamentos de autores e
juristas.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓É importante salientar que a CONSTITUIÇÃO
FEDERAL, embora seja considerada a principal lei
tributária, não cria tributos.
✓Contudo, é na Constituição que encontramos a
delimitação e o fracionamento da competência
tributária.
✓As EMENDAS CONSTITUCIONAIS podem
modificar as regras tributárias contidas no texto
constitucional, inserindo novos comandos ou
suprimindo os já existentes sem violar as
Cláusulas Pétreas (MAZZA, 2018). Pág.20
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓O direito tributário, em regra, é disciplinado por
LEI ORDINÁRIA.
✓São feitos por lei ordinária: a instituição de
tributos, a definição do fato gerador, a fixação da
alíquota e base de cálculo, as penalidades, as
hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de
créditos tributários, dispensa ou redução de
penalidades.
✓De competência do Legislativo é aprovada por
maioria simples.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓MEDIDA PROVISÓRIA: Tem força de lei e são
emitidas pelo Presidente da República para
vigorar durante 60 dias. Poderá ser utilizada para
a instituição ou majoração de impostos.
✓A partir da publicação da medida provisória, o
Congresso Nacional tem prazo de sessenta dias,
prorrogável, uma vez, por igual período, para
aprová-la ou rejeitá-la. Sua aprovação poderá ser
feita na íntegra ou com alterações.
✓Por outro lado, havendo a rejeição da Medida
Provisória, esta não pode ser reeditada. Por fim,
apesar de ter força de lei, sua utilização é restrita.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓LEI DELEGADA: São leis elaboradas pelo
Presidente da Republica, sobre determinadas
matérias, por autorização (delegação) do
Congresso Nacional.
✓A Constituição impõe restrições à delegação,
mas não há restrições em matéria tributária,
podendo a lei delegada instituir e aumentar
tributos, nos casos em que não se exige lei
complementar.
✓LEI COMPLEMENTAR serve para regular os
assuntos que o legislador constituinte entende
de importância fundamental.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓DECRETO LEGISLATIVO e RESOLUÇÕES : Tem por
função promulgar lei que não dependam da
sanção do Executivo. São utilizadas para regular
matéria de competência do Congresso Nacional e
de suas casas.
✓DECRETO REGULAMENTAR: Normas jurídicas
elaboradas e promulgadas pelo Executivo. Limita-
se a dar detalhes de aplicação prática ou reunir e
consolidar, num único texto legal, a legislação
esparsa sobre determinado tributo. Ex: Reg. do IR
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓TRATADOS E CONVENÇÕES INTERNACIONAIS:
São acordos celebrados pelos Executivos de dois
Estados soberanos que (países), para vigorarem
em seus territórios, devem ser aprovados pelos
Legislativos respectivos.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓As NORMAS COMPLEMENTARES em matéria
tributária compreendem os atos normativos, as
decisões dos órgãos emitidos pelas autoridades
administrativas, as práticas reiteradas e os
convênios celebrados entra a União, os estados,
o DF e os municípios.
✓É aquela norma que completa uma norma
constitucional que não é auto-executável.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓Os ATOS NORMATIVOS são normas genéricas
expedidas pelas autoridades administrativas,
visando, com maior detalhamento, explicar o
conteúdo e alcance do regulamento. São
exemplos: as portarias, as circulares, as
resoluções, os pareceres normativos, entre
outros.
✓As DECISÕES ADMINISTRATIVAS possuem
eficácia normativa. Por exemplo, os pareceres
normativos proferidos pela Secretaria da Receita
Federal, as decisões dos Conselhos de
Contribuintes do Ministério da Fazenda, entre
outros.
TÓPICO 2 – FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO
✓As PRÁTICAS REITERADAS na administração
pública (comportamento habitual da
Administração) geram, no contribuinte, o
sentimento de estar cumprindo com o seu dever.
Se a Administração decidir alterar essa prática, só
poderá fazê-lo com relação aos comportamentos
futuros e nunca relativamente aos pretéritos.
✓Os CONVÊNIOS são ajustes ou acordos que a
União, os estados, o Distrito Federal e os
municípios celebram entre si, para a prática ou
realização em conjunto de certos e determinados
atos.
TÓPICO 3 – INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA
✓INTERPRETAR uma lei significa extrair seu exato
conteúdo, significado e alcance.
✓Porém, diante de uma lacuna na lei é necessário
recorrer à denominada INTEGRAÇÃO.
✓Art. 108 do CTN diz: Na ausência de disposição
expressa, a autoridade competente para aplicar a
legislação tributária utilizará sucessivamente, na
ordem indicada:
✓I - a analogia;
✓II - os princípios gerais de direito tributário;
✓III - os princípios gerais de direito público;
✓IV - a eqüidade.
TÓPICO 3 – INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEI TRIBUTÁRIA
✓ANALOGIA é a integração da lei por meio da
comparação com casos similares ou análogos. A
analogia busca regular, de maneira semelhante,
os fatos semelhantes.
✓O emprego da analogia não poderá resultar na
exigência de tributo não previsto em lei.
✓ PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO
Após a analogia, o emprego dos princípios gerais de
direito tributário, como outro instrumento de
integração, que se encontram na Constituição Federal
(BRASIL, 1988), tais como:
• Legalidade
• Anterioridade tributária
• Irretroatividade tributária
• Isonomia tributaria (igualdade)
• Proibição do confisco
• Uniformidade dos tributos federais
• Etc
Pág. 40
✓ PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO PÚBLICO
• Não encontrando solução para o caso no
âmbito do direito tributário, alargar-se-á a
busca, por meio dos princípios gerais do direito
publico, assim, recorrer ao direito
constitucional, direito administrativo, direito
penal e outros, a fim de que se localize um
meio de suprir a lacuna.
• Pág. 41
✓ EQÜIDADE 
• É a mitigação do rigor da lei, isto é, o
abrandamento da lei, com o intuito de adequá-la
ao caso concreto.
• É o ato de humanizar a aplicação da lei, utilizando-
se o critério de justiça ao caso concreto.
• Representa o conjunto de princípios imutáveis de
justiça que induzem o juiz a um critério de
moderação e de igualdade.
• § 2º O emprego da eqüidade não poderá resultar
na dispensa do pagamento de tributo devido.
INTERPRETAÇÃO LITERAL
A interpretação literal significa interpretação
segundo o significado gramatical. Sugere que
o intérprete investigue antes de tudo o
significado gramatical das palavras usadas no
texto legal.
INTERPRETAÇÃO BENIGNA
A lei tributária que define infrações, ou lhe
comina penalidades, interpreta-se da
maneira mais favorável ao acusado...
TÓPICO 4 – VIGÊNCIA E APLICAÇÃO DA 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Vigência, Aplicação e Interpretação da Legislação
Tributária
• Vigência, eficácia e aplicação são termos
distintos, cuja existência obedece ao critério
cronológico no aspecto temporal.
• Quando é publicada a lei, é preciso saber em que
momento ela passa a vigorar e até quando ela
vigorará, bem como o espaço territorial em que
irá viger.
Vigência, Aplicação e Interpretação da Legislação
Tributária
• Vigência
• “Significa legislação em vigor”. Expressa a
existência da lei tributária que se verifica com a
publicação no Diário Oficial.
• Porém a vigência não se confunde com a
produção dos seus efeitos, ou seja, com a eficácia
da lei.
Vigência da Legislação Tributária no Tempo 
• “ Salvo disposição em contrário, a lei começa a
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias,
depois de oficialmente publicada, se dela não
constar a data para entrar em vigor.”( art. 101
CTN). Assim:
a-) a própria lei pode trazer no seu bojo a data do
inicio de sua vigência;
b-) quando não dispuser a data de inicio da vigência,entrará em vigor 45 dias depois de publicada;
c-) o período entre a publicação da lei a sua vigência
é denominado “vacatio legis”. (não possui ainda
eficácia)
Leis Tributárias- Vigência
• A maior parte das leis tributárias têm coincidentes
a data da publicação e vigência.
• Entretanto VIGÊNCIA é diferente de EFICÁCIA.
• A eficácia só ocorre no primeiro dia do exercício
seguinte quando referentes a impostos sobre o
patrimônio ou a renda(art. 104 CTN – pág. 52)
• Entretanto, alguns tributos preveem o inicio de
sua eficácia de imediato (Ex. IOF, Imp. Importação
e Exportação, etc..)
Vigência da Legislação Tributária no Espaço
• Submete-se ao “Principio da Territorialidade”
• Limite do território da pessoa jurídica de direito
público que edita a norma
• Assim, âmbito federal, a norma vale apenas
dentro do território brasileiro, se, de
competência estadual, dentro do respectivo
estado, e, municipal dentro do referido
município
EXTRATERRITORIALIDADE
• O art. 102 permite a extraterritorialidade da
norma tributária, excepcionalmente, desde
que haja convênio entre as pessoas jurídicas
de direito público interno interessadas (DF,
Estados e Municípios), ou desde que existam
tratados ou convenções firmados pela União.
APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
• A aplicação da legislação diz respeito a sua
incidência sobre os fatos concretos, produzindo,
dessa forma, efeitos jurídicos, quais sejam, os
direitos e obrigações para as partes envolvidas
(sujeitos ativo e passivo) na relação jurídica
tributária.
• A regra geral, inclusive as leis tributárias, é de
que as normas sejam elaboradas para regular
fatos futuros.
• No art. 6º do Código Civil Brasileiro diz que: as
leis não retroagem, mas têm efeito imediato e
geral (BRASIL, 2002b).
RETROATIVIDADE BENIGNA
• O Código Tributário Nacional, em seu art.
106, II, estipula três casos de retroatividade
da lei mais benigna aos contribuintes e
responsáveis, tratando-se de ato não
definitivamente julgado.
RETROATIVIDADE BENIGNA
As três hipóteses em que a lei aplica-se a ato ou
fato pretérito:
a) quando deixe de defini-lo como infração;
b) quando deixe de tratá-lo como contrário a lei,
desde que não tenha sido fraudulento e não
tenha implicado em falta de pagamento de
tributo;
c) quando lhe comine penalidade menos severa
que a prevista na lei vigente ao tempo de sua
prática.

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