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S EGU RANÇA DO
T RABALHO
Cálculos de perdas e danos, 
estatísticas, taxa de frequência 
e gravidade
2 3
O cálculo de estatísticas de perdas e danos dos acidentes de trabalho é uma das maneiras utilizadas para 
se estudar as causas dos acidentes. A partir dele, é possível determinar as prioridades e as medidas pre-
ventivas que devem ser adotadas dentro do ambiente de trabalho. Assim, é de responsabilidade do serviço 
especializado em engenharia de segurança e em medicina do trabalho (SESMT) registrar os dados atuali-
zados de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridade. 
Conforme a NBR-14280/2001, da ABNT, que trata do cadastro de acidentes do trabalho (procedimento e 
avaliação), há inúmeros indicadores de avaliação de acidentes, entre eles podem ser destacadas a taxa de 
frequência e a taxa de gravidade. 
Para o cálculo dessas taxas, são considerados os acidentes ocorridos na empresa, não sendo contabiliza-
dos os acidentes de trajeto. Sendo que, os cálculos das taxas de frequência e gravidade devem ser realiza-
dos por períodos mensais e anuais, podendo ser utilizado outro período, quando necessário.
No que se refere às medidas de avaliação de frequência e gravidade, estas devem ser realizadas em função 
do número de acidentes ou de acidentados, horas-homem de exposição ao risco e do tempo computado.
Medidas de avaliação de 
frequência e gravidade
Introdução
Cálculo de horas-homem 
de exposição ao risco
Para calcular o total de horas-homem de exposição ao risco, basta a realização do somatório das 
horas em que os empregados ficam à disposição do empregador, em determinado período e obede-
cendo aos seguintes critérios:
a) Cálculo das horas-homem, em um certo período, considerando que todos os empregados 
trabalham o mesmo número de horas.
É preciso multiplicar o número de funcionários pelo número total de horas.
Para uma empresa com 200 funcionários e uma jornada mensal de 220 horas, têm-se:
HHT = 200 × 220 = 44.000
Ou seja, 200 funcionários trabalham 220 horas por mês, totalizando 44.000 horas-homem.
No caso dessa mesma empresa ter 20% de horas extras, esse valor seria:
44.000 × 20% = 8.800
Assim, o total de horas-homem corresponde ao somatório das horas-homem (HHT) com as horas 
extras do período:
44.000 + 8.800 = 52.800
Exemplo
4 5
b) Quando o número de horas varia de grupo para grupo.
Para esse caso, calculam-se os vários produtos que posteriormente devem ser somados para se obter o 
resultado final.
Considere que, em uma empresa, trabalham 100 homens. Desses, 50 trabalhadores trabalham 200 
horas por mês; 20 trabalhadores, 120 horas e 30 deles trabalham 80 horas.
 Para 50 homens, jornada 200 horas/mês > 50 × 200 = 10.000 
 Para 20 homens, jornada 120 horas/mês > 20 × 120 = 2.400
 Para 30 homens, jornada 80 horas/mês > 30 × 80 = 2.400
 Total = 14.800
Exemplo
Horas de exposição ao risco
O valor das horas de exposição ao risco deve ser consultado nas folhas de pagamento ou em qualquer 
outra forma de registro de ponto implantados pela empresa. Devem ser consideradas apenas as horas 
trabalhadas, inclusive as horas extras.
Sendo que, quando não for possível determinar o total de horas-homens trabalhadas, elas devem ser 
calculadas multiplicando o total de dias de trabalho pela média do número de horas trabalhadas por dia. 
Segundo a NBR-14280/2001, é importante levar em consideração algumas observações importantes. São 
elas:
Se para cada setor de uma empresa, o número de horas trabalhadas por dia for diferente, de-
ve-se fazer uma estimativa para cada um dos setores e somar os números resultantes, tendo 
como objetivo obter o total de horas-homem, incluindo-se nessa previsão as horas extras. E, se 
houver impossibilidade de se obter o número de horas trabalhadas, sendo necessário obter o 
número anual que reflita a situação do risco da empresa, adota-se 2.000 horas-homem anuais 
de exposição ao risco.
Se a obtenção das horas-homem tiver sido obtida mediante estimativa, é necessário 
indicar a forma de realização.
Se algum estabelecimento utilizar a subcontratação (firmas de empreiteiras, por exem-
plo), deve-se considerar as estatísticas das horas de exposição ao risco calculadas dos 
empregados da empreiteira, e posteriormente o estabelecimento deve efetuar o respec-
tivo registro em suas estatísticas.
Horas não trabalhadas 
As horas não trabalhadas correspondem àquelas pagas pela empresa, mas não efetivamente trabalha-
das pelo empregado. Como, por exemplo, as férias, licenças para tratamento de saúde, dias de folga, 
entre outras. Assim, essas horas não são contabilizadas no total de horas trabalhadas, isto é, não são 
consideradas como horas de exposição ao risco.
Horas de trabalho de empregado residente em propriedade da empresa
Nesses casos, apenas devem ser contabilizadas as horas nas quais o empregado estiver realmente a 
serviço da empresa.
Horas de trabalho de empregado com horário de trabalho não definido 
Segundo a NBR-14280, para funcionários sujeitos a horário de trabalho não definido, (por exemplo: 
viajantes, dirigentes, entre outros) na contagem das horas de exposição, deve-se considerar a média 
diária de 8 horas.
Horas de trabalho de plantonista 
Para funcionários que trabalham no regime de trabalho de plantão, nas instalações do empregador, 
consideram-se as horas do respectivo plantão do trabalhador.
6 7
Além dessas definições, para efetuar a estatística e análise dos acidentes, é importante entender o que 
seriam os dias perdidos por incapacidade temporária, dias a debitar e dias perdidos por incapacidade 
permanente parcial. 
Dias perdidos por incapacidade temporária
São os dias seguintes ao da lesão, exceto o dia do acidente e o dia de volta ao trabalho, em que o 
empregado continua incapacitado para exercer suas atividades (incluindo os dias de repouso remu-
nerado, feriados, entre outros dias em que a empresa estiver fechada). Além disso, podem ser os dias 
perdidos após a ocorrência da lesão, em decorrência da não disponibilidade de assistência médica 
ou recursos necessários para efetuar o diagnóstico adequado. Vale ressaltar que para contagem dos 
dias, estão incluídos sábados, domingos e feriados.
Dias a debitar
Caso haja gravidade da lesão (por exemplo: morte, lesão permanente total ou lesão permanente par-
cial), surgem os dias debitados que são considerados para fins estatísticos. Segundo a NBR-14280, 
quando ocorre a morte do trabalhador, devem ser debitados 6.000 dias. Assim, o quadro 1, da NBR-
14280, apresenta a quantidade de dias a debitar, tomando como base os principais acontecimentos 
que envolvem os acidentes de trabalho.
Dias perdidos por incapacidade permanente parcial
Conforme a NBR-14280, a incapacidade permanente parcial é incluída na lista das estatísticas de 
acidentados com lesão com afastamento, independentemente se há dias perdidos a considerar. Entre-
tanto, não são consideradas causadoras de incapacidade permanente parcial, mas de incapacidade 
total ou inexistência de incapacidade (lesões sem afastamento), as seguintes lesões: hérnia inguinal, 
se reparada; perda de unha; perda da ponta de dedo ou artelho, sem atingir o osso; perda de dente; 
desfiguramento; fratura, distensão, torção que não tenha como resultado limitação permanente de 
movimento ou função normal da parte atingida.
I – Morte
II – Incapacidade
III – Perda de membro
a) Membro superior:
Acima do punho até o cotovelo, exclusive 
Acima do cotovelo até a articulação do ombro, inclusive
6.000
6.000
3.600
4.500
b) Mão Quirodáctilos (dedos da mão)
Amputação, atingindo 
todo o osso ou parte¹
1º
(Polegar)
2º
(Indicador)
3º
(Médio)
4º
(Anular)
5º
(Mínimo)
3º Falange – distal -- 100 75 60 50
2º Falange – medial 
(distal para o polegar)
300 200 150 120 100
1º Falange – proximal 600 400 300 240 200
Metacarpianos 900 600 500 450 400
Mão, no punho carpo 
3.000
c) Membro inferior
Acima do joelho 4.500
Acima do tornozelo até a articulação do joelho, exclusive 3.000d) Pé
Amputação, atingindo todo o osso ou parte¹ Pododáctilos (dedos do pé)
Cada um dos demais1º
3º Falange – distal 35--
2º Falange – medial (distal para o 10 pododáctilo) 150 75
1º Falange – proximal 300 150
Metatarsianos 600 350
Pé, no tornozelo (tarso) 2.400
IV – Perturbação funcional
Perda de visão de um olho, haja ou não visão no outro 1.800
Perda de visão de ambos os olhos em um só acidente 6.000
Perda de audição de um ouvido, haja ou não audição no outro 600
Perda de audição de ambos em um só acidente 3.000
¹Se o osso não é atingido, usar somente os dias perdidos e classificar como incapacidade temporária.
Fi
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BN
T 
(2
00
1)
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8 9
Cálculo da taxa de frequência
A taxa de frequência é uma maneira da empresa determinar qual a previsão de acidentes para um milhão 
de horas trabalhadas. Assim, pode ajudar as empresas a verificar como está a gestão de segurança e 
saúde do trabalho.
O resultado do cálculo da taxa de frequência deve ser expresso com aproximação de centésimos, isto é, 
deve ser feita a aproximação até a segunda casa decimal.
O cálculo da taxa de frequência é dado pela seguinte fórmula:
F = ( N × 1.000.000 ) ÷ H
Sendo:
 F = Taxa de frequência de acidentes
 N = Número de acidentes
 H = Horas-homem de exposição ao risco: soma das horas em que os empregados ficam à disposição 
do empregador, em determinado período, no caso, em 1 ano.
A fórmula da taxa de frequência indica quantos acidentes iriam ocorrer se 
fossem trabalhadas 1.000.000 horas naquele mês. Assim, por meio desse 
número, é possível efetuar a comparação da taxa de frequência de empresas 
de mesmo segmento ou setores de mesmo risco, considerando o tempo que os 
trabalhadores ficaram expostos aos riscos (HHT) e fazendo uma projeção para 
1.000.000 de horas.
Taxa de frequência de acidentados: 
lesão com afastamento
A taxa de frequência de acidentados, quando ocorre a lesão com afastamento, deve ser calculada 
pela seguinte fórmula:
F = ( N × 1.000.000 ) ÷ H
Sendo:
 F = Taxa de frequência de acidentados com lesão e com afastamento
 N = Número de acidentados com lesão e com afastamento
 H = Horas-homem de exposição ao risco
A
A
L
L
Calcular a taxa de frequência de uma empresa com 200 funcionários que em determinado mês 
registrou 10 acidentes típicos de trabalho, com afastamento. Considere a jornada de trabalho 
mensal de 200 horas.
H = 200 × 200 = 40.000 
F = ( N × 1.000.000 ) ÷ H
F = ( 10 × 1.000.000 ) ÷ 40.000
F = 250
Isso significa que, os trabalhadores da empresa sofreram acidentes que provocaram uma perda 
de tempo à razão de 25, para cada milhão de H (horas-homem de exposição ao risco).
L
L
L
Exemplo
10 11
Taxa de frequência lesão sem 
afastamento
Deve-se determinar o número de acidentados vítimas de lesão sem afastamento, por meio do cálculo 
da taxa de frequência. Esse valor apresenta a vantagem de alertar as empresas que algo não vai bem e 
que pode resultar em um acidente com lesão. Em termos estatísticos, esse valor deve ser apresentado 
separado, pois se trata de um indicador importante que auxilia os serviços de prevenção, possibilitando 
comparar os acidentes com afastamento e sem afastamento.
Cálculo da taxa de gravidade
A taxa de gravidade visa demonstrar, em relação a um milhão de horas-homem de exposição ao risco, 
os dias perdidos por todos os acidentados vítimas de incapacidade temporária total, mais (+) os dias 
debitados relativos aos casos de morte ou incapacidade permanente. Deve ficar claro que, em casos 
de morte ou incapacidade permanente, não se considera os dias perdidos, mas apenas os dias debita-
dos, a não ser se o acidentado perder número de dias maiores àqueles a debitar pela lesão permanen-
te sofrida.
Assim, esse dado visa auxiliar a empresa a determinar qual é o tempo de trabalho que se perde em 
função dos acidentes que acorreram em um determinado período, que pode ser, por exemplo, um mês. 
É possível também, mediante a comparação destes dados com as medidas de segurança que estão 
sendo adotadas pela empresa, verificar se elas estão sendo eficientes ou o que é necessário ser adota-
do para que acidentes não venham acontecer no ambiente de trabalho. 
Deste modo, a taxa de gravidade é expressa através de números inteiros, isto é, sem casas deci-
mal e calculada por meio da seguinte expressão:
Sendo: 
 
Tempo computado = o tempo contado em dias perdidos pelos acidentados com incapacidade tem-
porária total, mais (+) os dias debitados pelos acidentados vítimas de morte ou incapacidade perma-
nente, total ou parcial.
H = Horas-homem de exposição ao risco.
É importante citar que, no cálculo da taxa de gravidade, quando se computa os dias debitados, não 
são inseridos os dias perdidos com o mesmo acidente.
Uma determinada indústria, durante um mês, apresentou seis acidentes, dos quais:
 1 acidente com 3 dias perdidos
 1 acidente com 5 dias perdidos
 3 acidentes com 12 dias perdidos
 1 acidente com 3.000 dias debitados 
 (amputação da mão, ver quadro 1, NBR-14280/2001)
 Total de horas-homem de exposição ao risco igual a um a 50.000
Exemplo 1
F = ( N × 1.000.000 ) ÷ HL (sem afastamento)
Sendo:
F = Taxa de frequência de acidentados com lesão e sem afastamento
N = Número de acidentados com lesão e sem afastamento
H = Horas-homem de exposição ao risco
L (sem afastamento)
G = (Tempo computado × 1.000.000) ÷ H
12 13
Assim, considerando estes dados, determine a taxa de gravidade (G) em número de dias perdidos:
 Quantidade de dias debitados: 3.000
 Quantidade de dias perdidos: (1x3) + (1x5) + (3x12) = 44
A taxa de gravidade foi de 60.880 para cada milhão de H (Horas-homem de exposição ao risco).
Calcular a taxa de gravidade (G) de uma indústria, sabendo que o número de dias perdidos (DP) foi de 
200 e o número de H (horas-homem de exposição ao risco), nesse período foi de 200.000.
O número de dias perdidos nesta indústria, corresponde a 1.000 para cada milhão de H.
Uma empresa, com 100 funcionários, 220 horas de jornada mensal e com 6.000 horas extras, teve 3 
acidentes no mês, os quais geraram 100 dias perdidos. A gravidade deles foi de:
 Perda do primeiro quirodáctilo (polegar): 600 dias
 Perda da audição de um ouvido: 600 dias
 Perda de visão de ambos os olhos em um só acidente: 6.000
Exemplo 2
Exemplo 3
G = ( Tempo computado × 1.000.000 ) ÷ H 
G = [( Dias debitados+Dias perdidos ) × 1.000.000 ] ÷ H
G = [( 3.000 + 44 ) × 1.000.000 ] ÷ 50.000
G = 60.880
G = ( DP × 1.000.000 ) ÷ H
G = ( 200 × 1.000.000 ) ÷ 200.000
G = 1.000
H= (100 × 220) + 6.000 = 28.000 horas
Dias perdidos = 100
Dias debitados = 600 + 600 + 6.000= 7.200.
F = ( N × 1.000.000 ) ÷ H
F = ( 3 × 1.000.000 ) ÷ 28.000
F = 107,14
G = [(Dias debitados+Dias perdidos) × 1.000.000] ÷ H
G = [(7.200+100) × 1.000.000] ÷ 28.000
G = 260.714,29
A
A
A
A taxa de gravidade deve ter o seu resultado expresso 
em números inteiros, arredondado para cima (exemplo 
anterior 260.714,29 para 260.714). A taxa de frequência 
pode ser apresentada com duas casas decimais.
14 15
Em uma empresa aconteceu, no mês de julho, quatro acidentes com afastamento, nos dias 4, 5, 20 e 14; 
sendo que os acidentados retornaram para as atividades na empresa, respectivamente, nos dias 14, 31, 27 e 
24. Do segundo acidentado, resultou uma incapacidade parcial e permanente, o que corresponde a 300 dias 
debitados. Sendo que o total de horas-homens trabalhadas é igual a 200.000. Assim, as taxas de frequência e 
de gravidade são iguais a:
Considerando apenas os dias perdidos do primeiro, terceiro e quarto dia dos acidentes têm-se:
 Primeiro acidente do dia 4: 9 dias perdidos
 Terceiro acidente do dia 20: 6 dias perdidos
 Quarto acidente do dia 14: 9 dias perdidos
Lembre-se de que, ao efetuar a contagem dos dias perdidos, para cada 
um dos acidentes, não são consideras: o primeirodia do acidente e o dia 
de retorno ao trabalho. 
Dias transportados
Os dias perdidos transportados acontecem quando o retorno ao trabalho de um funcionário acidenta-
do ultrapassar o mês de origem do acidente. Por exemplo, um acidente aconteceu no dia 25 de junho 
e o funcionário retornou ao seu posto de trabalho no dia 5 de julho.
Assim, se o afastamento de um trabalhador avançar para outros meses, os dias perdidos nos meses 
seguintes não são contabilizados para o mês que aconteceu o acidente, mas para os respectivos 
meses seguintes. 
Então, o cálculo da taxa de gravidade tem uma pequena alteração. Por exemplo, um trabalhador se 
acidenta em 25 de junho e retorna ao trabalho no dia 5 de julho do mesmo ano. Como há uma mu-
dança de mês, posterior ao do acidente, os dias 26, 27, 28, 29 e 30 serão contabilizados como dias 
perdidos para o mês de junho, e os dias 01, 02, 03 e 04 são os dias perdidos que foram transportados 
para o mês de julho, os quais serão utilizados para o cálculo da taxa de gravidade.
Uma determinada indústria tem uma média de 1.000 empregados. Foram levantados, para os meses 
de janeiro e fevereiro, o número de acidentes, os dias perdidos e debitados. Então, calcule as taxas de 
frequência e gravidade, considerando os dados dos meses de janeiro, fevereiro e o valor atualizado, 
conforme os itens fornecidos no quadro 2.
Exemplo 4
F = (N×1.000.000) ÷ H
F = (4×1.000.000) ÷ 200.000 = 20
A
A
G = [(Dias debitados+Dias perdidos)× 1.000.000] ÷ H
G = [(300+9+6+9) × 1.000.000] ÷ 200.000
G = 1.620
Exemplo
Figura 2 – Dados estatísticos registrados
Os dias perdidos do segundo acidente não são considerados, por serem 
computados os dias debitados (maior). Assim:
O resultado indica que, se não forem adotadas medidas preventivas, 
quando trabalhadas um milhão de horas na empresa, ocorrerão 20 
acidentes, e serão contabilizados 1.620 dias perdidos e dias debitados.
Mês
Horas/
Homens
trabalhadas
Acidente
com 
afastamento
Dias 
perdidos do
mês
Dias trans-
feridos do 
mês anterior
Dias 
debitados
Taxa de
frequência
Taxa de
gravidade
Janeiro 600.000 20 310 - - ? ?
60* – Dias transportados do mês de janeiro, ou seja, são dias perdidos em fevereiro resultado de um acidente 
com início no mês de janeiro.
Fevereiro 800.000 25 350 60* 800 ? ?
Atualizado 1.400.000 45 720 - 800 ? ?
16 17
Para o mês de janeiro:
O cálculo é similar, mas é necessário incluir os dias transferidos do mês de junho e os dias debitados do 
mês vigente.
Para determinação do TFa, deve-se utilizar a soma do número de acidentes com afastamento dos respec-
tivos meses, o que resulta no total de 45 acidentes (20 acidentes no mês de janeiro + 25 acidentes no mês 
de fevereiro). Bem como, a soma das horas/homens trabalhadas, as quais correspondem a 1.400.000 
(600.000 horas/homens mês de janeiro + 800.000 horas/homens mês de fevereiro). 
Para o cálculo da TGa, utiliza-se a soma dos dias perdidos, transportados e debitados 
(310+350+60+800 = 1.520) dos meses e horas/homens trabalhadas.
TFa = (N×1.000.000) ÷ H
TFa = (45×1.000.000) ÷ 1.400.000
TFa = 32,14
TGa = (Tempo computado × 1.000.000) ÷ H
TGa = (( 720+800) × 1.000.000) ÷ 1.400.000
TGa = 1.086
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os dados obtidos com a taxa de frequência e 
gravidade, podem ser interpretados tomando como base o quadro apresentado a seguir (Figura 3 – Taxa 
de frequência e gravidade). 
Isto é, dependendo do resultado obtido no cálculo da taxa de frequência e gravidade, e efetuando a 
comparação com este quadro, podemos ter uma avaliação mais detalhada da situação.
Assim, por meio desse comparativo, as empresas verificam a eficácia de seu sistema de gestão em saú-
de e segurança do trabalho. 
É importante lembrar que a taxa de gravidade deve ter o resultado expresso em números inteiros (exem-
plo anterior 516,7 para 517). Por outro lado, a taxa de frequência deve ser apresentada com duas casas 
decimais.
Para o mês de fevereiro:
F = (N×1.000.000) ÷ H
F = (20×1.000.000) ÷ 600.000
F = 33,33
G = (Tempo computado × 1.000.000) ÷ H
G = (Dias perdidos × 1.000.000) ÷ H
G = (310 × 1.000.000) ÷ 600.000
G = 517
A
A
A
F = (N×1.000.000) ÷ H
F = (25×1.000.000) ÷ 800.000
F = 31,25
G = (Tempo computado × 1.000.000) ÷ H
G = [(Dias perdidos+Dias transferidos do mês de junho+Dias debitados)X 1.000.000]÷H
G = [(350+60+800)X 1.000.000]÷800.000
G = 1512,5
A
A
A
Taxa de 
frequência
(número de 
acidentes)
Taxa de 
gravidade
(dias 
perdidos)
Até 20 Muito boa
De 20,01 - 40,0 Boa
De 40,01 - 60,0 Ruim
Acima de 60 Péssima
Até 500 Muito boa
De 500,01 – 1000 Boa
De 1000,01 – 2000 Ruim
Acima de 2000 Péssima
Para verificar se os coeficientes de frequência e gravidade aumentaram ou diminuíram ao longo do ano, efetua-se 
a atualização deles, os quais são denominados de taxa de frequência atualizado (TFa) e taxa de gravidade atualiza-
do (TGa). Estas são taxas relativas ao período de 1° de janeiro até a data considerada de fechamento da estatística. 
Assim, para este exemplo, a atualização está sendo realizada fechando os meses de janeiro e fevereiro.
Figura 3 – Taxa de frequência e gravidade
Fonte: Adaptado de TAVARES (2012).
18 19
Avaliação de acidentes de trabalho
Segundo a NR-04 (serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho), cabe 
aos profissionais que compõem ao SESMT fazer o registro mensal do número de acidentes de traba-
lho com vítima (quadro III) e sem vítima (quadro VI), atualizados juntamente com os dados de doenças 
ocupacionais (quadro IV) e de agentes causadores de insalubridade (quadro V). Sendo que para todos 
os esses quadros da NR-04, são apresentados requisitos mínimos de preenchimento. 
Analisando como referência um exemplo prático, para cada coluna que compõe cada um dos quadros, 
são descritos os procedimentos que devem ser efetuados para preenchimento dos itens solicitados. 
Entretanto, a linha referente à coluna está presente apenas para fins didáticos, isto é, não deve ser 
incluída no quadro para ser apresentado ao Ministério do Trabalho.
Vale ressaltar que o valor de 8 horas corresponde a um fator de conversão, resultante da divisão de 40 
horas semanais por 5 dias na semana. E o valor de 7,33 corresponde a um fator de conversão, resul-
tante da divisão entre 44 horas semanais por 6 dias da semana.
Uma empresa é composta somente por dois setores: administrativo e manutenção. Sendo que, o 
setor administrativo tem uma jornada de 8 horas por dia de trabalho, e a manutenção tem 7,33 
horas, por dia de trabalho. Então, calcule e preencha os quadros III, IV, V e VI da NR-04, com base 
nos seguintes dados:
Setor de manutenção
Com um total anual de 22 acidentes, sendo:
 14 acidentes sem afastamento
 2 acidentes com 10 dias perdidos
 2 acidentes com 18 dias perdidos
 2 acidentes com 44 dias perdidos
 2 acidentes com 60 dias perdidos
 2 casos de doença ocupacional causada por ruído ocupacional (PAIR)
 150 empregados (média aritmética anual)
 329.850 H (horas-homem trabalhadas)
Total do estabelecimento
 20 acidentes sem afastamento
 4 acidentes com afastamento < 15 dias
 8 acidentes com afastamento > 15 dias
 2 casos de doença ocupacional causada por ruído
 361.530 H (horas-homem trabalhadas)
Exemplo
Setor administrativo
Com um total anual de 10 acidentes, sendo:
 6 acidentes sem afastamento
 2 acidentes com 13 dias perdidos
 2 acidentes com 17 dias perdidos
 15 empregados (média aritmética anual)
 31.680 H (horas-homem trabalhadas)
20 21
Com os dados anteriores, é preenchido o quadroa seguir. Este que corresponde ao quadro III, da NR-04:
Coluna 1: setor
Na primeira coluna do quadro anterior, é preciso registar cada um dos setores que compõe 
a empresa, mediante registro realizado mensalmente na Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes (CIPA), e também o respectivo número de empregados de cada setor e do total do 
estabelecimento. 
O preenchimento correto é: 
 Administrativo = 15
 Manutenção = 150 
 Total do estabelecimento = 165
Coluna 2: número absoluto
Na segunda coluna é registrado o resultado da soma dos números de acidentes com e sem afas-
tamento, sendo excluídos os acidentes de trajeto.
O preenchimento correto é:
 Administrativo = 10
 Manutenção = 22
 Total do estabelecimento = 32
Coluna 3: número absoluto com afastamento ≤ 15 dias
Na terceira coluna, é registrado o número de acidentes, cujo o tempo de afastamento foi 
inferior ou igual a 15 dias de afastamento.
O preenchimento correto é: 
 Administrativo = 2
 Manutenção = 2
 Total do estabelecimento = 4
Coluna 4: 
número absoluto com afastamento > 15 dias
Na quarta coluna, é registrado o número de acidentes, 
cujo o tempo de afastamento foi superior a 
15 dias de afastamento.
O preenchimento correto é: 
 Administrativo = 2
 Manutenção = 6
 Total do estabelecimento = 8
Coluna 1
Setor
Administrativo 
(15)
Manutenção (150)
Total do 
estabelecimento 
(165)
Coluna 2
Nº absoluto
10
22
32
Coluna 3
Nº absoluto
com afasta-
mento ≤ 15 
dias
2
2
4
Coluna 4
Nº absoluto
com afasta-
mento > 15 
dias
2
6
8
Coluna 5
Nº absoluto
sem afasta-
mento
6
14
20
Coluna 7
Dias-homem 
perdidos
60
264
324
Coluna 8
Taxa de 
frequência
315,66
66,69
88,51
Coluna 9
Óbito
0
0
0
Coluna 10
Índice de 
avaliação da 
gravidade
15
33
27
Coluna 6
Índice relativo 
total de empre-
gados
66,67
14,67
19,40
Figura 4 – Quadro III: acidentes com vítima
Fonte: Adaptado do quadro III, da NR-04 (BRASIL, 2015).
22 23
Coluna 7: dias/homens perdidos (D/HP)
Na sétima coluna, efetua-se o cálculo dos dias/homens perdidos para cada um dos setores, e, no final, 
para todo o estabelecimento. Para isso, é necessário dividir o total de horas efetivamente não trabalha-
das dos empregados acidentados pela jornada normal diária de trabalho da empresa.
Dados:
 D/HP=Total de horas não trabalhadas pelos empregados acidentados ÷ N° de horas de 
 jornada normal de trabalho
 
 Administrativo:
D/HP = {[(2×13)+(2×17)] × 8} ÷ 8
D/HP=60
 Manutenção:
D/HP = {[(2×10) + (2×18) + (2×44) + (2×60)] × 7,33} ÷ 7,33
D/HP = 264
 Total do estabelecimento: 324
Coluna 8: taxa de frequência
Nesta coluna deve ser efetuado o cálculo da taxa de frequência, o qual corresponde ao número de 
acidentes com lesão (ou número absoluto do quadro) por milhão de horas-homem trabalhadas.
Dados:
F = (N×1.000.000) ÷ H
 Administrativo:
F = (10×1.000.000)÷31680
F_A=315,66
A
A
Coluna 5: número absoluto sem afastamento
Na quinta coluna, deve-se registrar o número de acidentes que não apresentam afastamento, sendo 
caracterizado pelo retorno ao trabalho no mesmo dia ou no dia seguinte da ocorrência do acidente.
O preenchimento correto é: 
 Administrativo = 6
 Manutenção = 14
 Total do estabelecimento = 20
Coluna 6: índice relativo/total de empregados (IR/TE)
Na sexta coluna é representada a divisão entre o número absoluto de acidentes pelo valor 
correspondente à medida aritmética de empregados do ano do setor, multiplicado por 100.
Dados:
 IR⁄TE = [(N° absoluto de acidentes ÷ N°empregados) × 100]
 Administrativo:
 IR/TE = [(10 ÷ 15) × 100]
 IR/TE = 66,67
 Manutenção:
 IR/TE = [(22 ÷ 150) × 100]
 IR/TE = 14,67
 Total do estabelecimento:
 IR/TE = [(32 ÷ 165) × 100]
 IR/TE = 19,40
24 25
Coluna 9: óbitos
Na nona coluna, devem ser registrados o número de mortes ocasionadas pelos acidentes de trabalho.
O preenchimento correto é: 
 Administrativo = 0
 Manutenção = 0
 Total do estabelecimento = 0
Coluna 10: índice de avaliação da gravidade (IAG)
Na décima coluna, devem ser registrados o índice de avaliação de gravidade, que corresponde a divisão 
entre o valor obtido de dias/homens perdidos (coluna 7) pelo número de acidentes com afastamento. Isto 
é, o somatório das colunas 3 e 4 para cada um dos setores.
 
Sendo: 
 IAG = (Dias⁄(Homem perdidos)) ÷ (N° de acidentes (com lesão) / (com afastamento) )
 Administrativo: 60 ÷ (2+2) = 15
 Setor de manutenção: 264 ÷ (2+6) = 33
 Total estabelecimento: 324 ÷ (2+2+2+6) = 27
Agora, apresentamos o preenchimento do quadro IV, da NR 04, conforme figura 5.
Nesta etapa deve-se efetuar o preenchimento das doenças ocupacionais adquiridas pelos trabalha-
dores ao desempenhar suas atividades. Este quadro pode ser preenchido por qualquer integrante do 
SESMT, desde que tenha auxílio de um médico do trabalho ou então, mediante de laudo médico que 
comprove a relação da doença adquirida por um determinado trabalhador e a tarefa desenvolvida 
em seu ambiente de trabalho. 
 Manutenção:
F = (22×1.000.000) ÷ 329850
F = 66,69
 
 Total do estabelecimento:
F = (32×1.000.000) ÷ 361530
F = 88,51
A
A
A
A
Coluna 2
N° absoluto 
de casos
2
Coluna 3
Setores de 
atividades 
dos portado-
res (*)
Setor 
manutenção
Coluna 4
N° relativo 
de casos (%) 
total de 
empregados
1,33
Coluna 5
N° de óbitos
0
Coluna 1
Tipo de 
doença
PAIR
Coluna 6
N° de tra-
balhadores 
transferidos 
para outro 
setor
0
Coluna 7
N° de traba-
lhadores de-
finitivamente 
incapacitados
0
(*) Codificar, no verso, o número e os nomes dos portadores por setor. Ex.: setor manutenção.
Figura 5 – Quadro IV: doenças profissionais
Fonte: Adaptado do Quadro IV da NR-04(BRASIL, 2015).
26 27
Coluna 1: tipo de doença
Na primeira coluna, deve ser especificado o tipo ou denominação da doença ocorrida no setor ou setores. 
No exemplo em estudo, temos perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR).
Coluna 2: número de casos
Na segunda coluna, deve ser inserida a quantidade de trabalhadores acometidos pela doença ocupacio-
nal.
No exemplo em estudo, temos que: no setor de manutenção, há 2 casos de doenças ocupacionais.
Coluna 3: setores de atividade dos portadores 
Na terceira coluna, deve ser inserido o setor em que houve a ocorrência da doença, bem como, no verso 
do quadro é preciso codificar o número e os nomes dos portadores por setor.
No exemplo em estudo, trata-se do setor de manutenção.
Coluna 4: número relativo de casos (% total de empregados)
Na quarta coluna, deve-se estimar o número absoluto de casos registrados multiplicado por 100 e, poste-
riormente, dividir pelo número da média aritmética do ano dos empregados do setor.
NRC (%TE) = (A × 100%) ÷ B
 Sendo:
 A = N° absoluto de casos de doenças ocupacionais
 B = N° de empregados (média aritmética do ano) de cada setor
 100 = Constante da fórmula
NRC (%TE) = (2 × 100) ÷ 150
NRC (%TE) = 1,33%
Coluna 5: número de óbitos
Na quinta coluna, é inserido o número de mortes ocasionadas pela doença ocupacional. No caso da perda 
auditiva por ruído (PAIR), o valor é zero.
Coluna 6: número de trabalhadores transferidos para outros setores
Na sexta coluna, deve-se ser preenchido o número de trabalhadores que por motivo de saúde ou medida 
preventiva foram transferidos para outros setores. No caso do exemplo, não aconteceu transferências.
Coluna 7: número de trabalhadores definitivamente incapacitados
Na sétima coluna deve constar o número de trabalhadores que estão incapacitados ou aposentados por 
invalidez causada pela doença. No exemplo em estudo, a doença não causou incapacidade para o traba-
lho a nenhum dos dois trabalhadores. 
Assim, todos os procedimentos descritos anteriormente devem ser realizados para cada setor ou setores, 
com mais de um caso de doença ocupacional.
28 29
Coluna 1: setor
Na primeira coluna, deve ser registrado o setor em que há presença do agente insalubre. No caso do exemplo em 
estudo, trata-se do setor de manutenção.
 
Coluna 2: agentes identificados
Na segunda coluna,deve ser registrado o agente causador da insalubridade. No exemplo: há a presença do ruído 
ocupacional. 
Coluna 3: intensidade ou concentração
Na terceira coluna, deve ser realizada a quantificação da intensidade ou da concentração do agente insalubre, clas-
sificando como mínimo, médio ou máximo, de acordo com a NR-15 (atividades e operações insalubres, da Portaria 
n° 3.214/78).
Para o exemplo, o ruído tem grau de insalubridade média.
Coluna 4: número de trabalhadores expostos
Na quarta coluna, deve constar o número médio de empregados efetivos, que estão expostos no setor. No exemplo, 
temos 150 pessoas expostas.
O procedimento descrito deve ser realizado no setor com mais de um caso, e nos demais setores com casos de 
doenças ocupacionais, relacionando a insalubridade.
Ainda na mesma sequência de análise, é preciso o preenchimento do quadro VI, da NR-04, representado na figura 7.
Nesta etapa efetua-se o preenchimento de todos os tipos de acidentes envolvendo as atividades a serviço da empre-
sa. Além disso, é possível verificar quais foram os gastos relativos aos acidentes. 
Coluna 2
N° acidentes
10
22
32
Coluna 3
Perda material 
avaliada
(R$ 1.000,00)
(*)
(*)
(*)
Coluna 4
Acidentes 
sem vítima/
Acidentes 
com vítima
1,5
1,75
1,67
Coluna 1
Setor
Administrativo
Manutenção
Total do 
estabelecimento
Coluna 5
Observações
(*)
(*)
(*)
(*) Não há informação no exemplo
Figura 7 – Quadro VI: acidentes sem vítima
Fonte: Adaptado do quadro VI, da NR-04 (BRASIL, 2015).
Coluna 1: setor
Na coluna 1, deve constar os locais que aconteceram os acidentes, com e sem afastamento. Para o exemplo em estudo, 
os setores são o administrativo e a manutenção.
Coluna 2: número de acidentes
Na segunda coluna, deve constar o número de acidentes com e sem afastamento. Para o exemplo, o setor administra-
tivo tem 10 acidentes, o setor de manutenção tem 22 acidentes e o total do estabelecimento são 32 acidentes.
Em seguida, temos o preenchimento da figura 6 que representa o quadro V, da NR-04.
Mediante o preenchimento do quadro V, da NR-04, é possível auxiliar o SESMT na adoção de medidas preventivas 
que eliminem, ou atenuem os riscos ambientais, como por exemplo, implantação de um sistema de proteção coletiva.
Coluna 2
Agentes
identificados
Agente físico-
ruído
Coluna 3
Intensidade ou 
concentração
Grau médio
Coluna 4
N° de 
trabalhadores 
expostos
150
Coluna 1
Setor
Manutenção
Figura 6 – Quadro V: insalubridade
Fonte: Adaptado do quadro V, da NR-04 (BRASIL, 2015).
30
Coluna 5: observações
A quinta coluna é destinada a possíveis observações relativas aos setores e a ocorrências dos acidentes. 
Então, como foi possível observar, os acidentes de trabalho podem ser analisados através de cálculos esta-
tísticos. A partir destes, é possível avaliar as ações de segurança implantadas em determinada empresa ou 
diagnosticar quais os setores que necessitam da implantação de medidas que privilegiem o desenvolvimento de 
um trabalho seguro.
Coluna 3: perda material avaliada (R$ 1.000,00)
Na coluna 3, deve ser incluído todos os custos totais relacionados à paralisação, devido ao acidente com e sem 
afastamento, incluindo despesas com o acidentado, com reparo de máquina, materiais produzidos, entre outros.
Para o exemplo em estudo, não há informações sobre os custos, mas é necessário que se analise toda a perda 
financeira relacionada aos acidentes que aconteceram em todos os setores.
Coluna 4: acidentes sem vítimas/acidentes com vítima
A quarta coluna, representa a fração ordinária com número de acidentes sem afastamento sobre o número de 
acidentes com afastamento. Para o exemplo, têm-se as seguintes frações:
 Setor administrativo: (6÷4) = 1,5 
 Setor de manutenção: (14÷8) = 1,75 
 Total do estabelecimento: (20÷12) = 1,67
Técnico em Segurança do Trabalho
Cálculos de perdas e danos, estatísticas, taxa de frequência e gravidade

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