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1 
 
UEPA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE MASSOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Vladimir Almeida 
Fisioterapeuta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARAGOMINAS 
2012 
2 
 
1. PERSPECTIVAS HISTÓRICAS 
 
As palavras do francês moderno masser (verbo) e massage (substantivo) podem 
ser derivado de qualquer uma das três raízes originais, ou seja, da palavra hebraica 
mashesh,da palavra árabe mass,ou da palavra grega massin. Embora obviamente de origem 
francesa, masseur (masculino) e masseuse (feminino) foram introduzidas na língua inglesa 
para denotar os que praticam a massagem. 
A massagem é mencionada como uma forma de tratamento nos registros 
médicos mais antigos, e seu uso persistiu durante toda a historia escrita. Textos de 
médicos, filósofos, poetas e historiadores mostram que alguma forma de fricção ou de 
unção era utilizada desde a mais remota antiguidade nas culturas em todo o mundo. A 
história da massagem é extensa e complexa. Neste capitulo, apresentamos uma visão geral 
de sua cronologia. 
 
1.1 Aspectos Gerais da História da Massagem 
 
Época pré-histórica 
 Apesar de existir pouca evidência de que a massagem era praticada como 
uma arte curativa nos tempos pré-históricos, parece muito provável que isto ocorresse. 
Existe certa qualidade instintiva para o uso das mãos num movimento de fricção e 
compressão, que é tanto calmante como confortante. De fato, observa-se que muitas 
espécies animais, especialmente os primatas, tem um comportamento de contato (coçar, 
cuidar dos pêlos); embora este comportamento não seja necessariamente terapêutico, 
certamente faz parte do repertório comportamental de muitas espécies. Em suma, o contato 
como atividade tem sua gênese num ponto muito remoto da evolução humana. 
Embora esta cultura antiga tenha pouca ou nenhuma história registrada, com 
quase absoluta certeza podemos afirmar que as técnicas de massagem faziam parte de sua 
“cultura médica”. Certamente, os humanos pré-históricos eram capazes de praticar uma 
forma de medicina bastante sofisticada, inclusive a cirurgia cerebral. A prática bem 
conhecida de remover pequenos círculos de osso do crânio, chamada trepanação, 
demonstra claramente que os praticantes daquela época tinha grande capacidade de 
realizar tarefas médicas complexas. Eles eram não só capazes de fazer orifícios nos crânios 
de seus “pacientes”, mas também eram capazes de realizar esta pratica mais de uma vez na 
mesma pessoa. Além disso, os achados antropológicos demonstram claramente que muitas 
pessoas sobreviviam a esse procedimento. Então, como não acreditar que uma cultura capaz 
desse nível de pratica cirúrgica deve ter descoberto, muito tempo antes, os benefícios 
consideráveis e óbvios de atividades similares á massagem. 
História Antiga 
O uso de técnicas de massagem manual em muitas culturas antigas está 
sobejamente registrado em documentos pictóricos e escritos. Por exemplo, na época de 
Hwang Ti, o Imperador amarelo (que morreu em 2599 a.C.), foi escrito o grade tratado 
médico chinês conhecido como Nei Ching (por volta de 2760 a.C.). Esta obra contém 
descrições detalhadas de procedimentos semelhantes á massagem, e uma enorme 
quantidade de descrições detalhadas de seu uso. A massagem também está descrita em um 
dos primeiros dos grandes textos médicos da Índia antiga, os livros Ayur-Veda da sabedoria 
(cerca de 1800 a.C.). Quase todas as grandes culturas antigas do mundo descreveram, com 
certo detalhamento, os usos e benefícios da massagem, que freqüentemente era combinada 
com outros tipos de tratamento tradicional, sobretudo os tratamentos por banhos. As 
culturas egípcia, persa e japonesa, em particular, enfatizavam muito o uso da massagem e 
destes tratamentos correlatos. 
Os gregos antigos usavam amplamente a massagem para manter a saúde física 
e, para assegurar uma beleza duradoura. Homero descreveu na odisséia como soldados 
3 
 
“dilacerados pela guerra” erram massageados, o que lhe trazia de volta a saúde. Hipócrates 
(460-360 a.c.) também escreveu sobre esse assunto, tendo descrito muitos dos usos da 
massagem na prática médica. 
Os gregos antigos, talvez mas que as outras culturas, são responsáveis por dar á 
massagem tamanho grau de aceitação social. Este povo estabeleceu casas de banho muito 
sofisticadas, onde havia possibilidade de práticas de exercícios, massagem e banhos, mas os 
seus clientes amavam mais a luxuria, em vez de buscar a saúde. 
Os romanos herdaram boa parte da tradição da massagem dos gregos e essa 
prática era amplamente utilizada, especialmente em conjuntos com banhos quentes. Galeno 
(131-201 d.C.), o médico mais famoso do Império romano, escreveu extensamente sobre o 
tópico da massagem, tendo descrito diversos modos pelos quais a massagem poderia ser 
administrada. O uso da massagem teve continuidade no inicio da idade média, porém sua 
prática sofreu algum declínio na Europa e na Ásia. Esta era ficou conhecida como a “Idade 
das trevas”, e durante este período foram abandonados muitos aspectos da cultura e prática 
antigas. 
 
História Moderna da Massagem Terapêutica 
(Europa, principalmente Grã-Bretanha) 
 
Grande parte da cultura e tradição antiga na medicina e na ciência se perdeu 
durante a Idade Média e foi somente durante o século XVI que alguns dos métodos mais 
antigos da prática médica voltaram a ser empregados. Avanços no estudo da anatomia e 
fisiologia possibilitaram que os cientistas da época compreendessem mais a cerca dos 
efeitos e usos de algumas dessas tradições mais antigas. Ambroise Paré (1518-1590), o 
famoso cirurgião francês, encontrava-se entre os primeiros autores a levar em consideração 
e a discutir os efeitos da massagem. 
A descoberta da circulação sangüínea por Harvery, em 1628 contribuiu para 
aumentar a aceitação da massagem, como medida terapêutica. Apesar desses avanços 
aparentemente importantes, os tratamentos por massagem não se tornaram populares em 
toda a Europa até o século XVIII. Naquela época, dois dos mais notáveis expoentes do 
tratamento eram alemães: Hoffmann (1660-1742) e Guthsnuths, outro médico famoso, que 
por volta de 1880 afirmava que a massagem podia ser um tratamento muito útil, sobretudo 
para os tecidos moles depois de uma fratura, foi o francês Just Lucas-Championnière 
(1843-1913). Pouco antes da virada do século XX, William Bennett havia se impressionado 
com o trabalho de Lucas-championnière e começou o que, na época, era um tratamento 
revolucionário: passou a usar a massagem no St. George’s Hospital, em Londres, Inglaterra. 
Outros autores também defenderam vigorosamente a massagem para uma série de 
problemas dos tecidos moles, especialmente a cãibra dos escritores. 
Habitualmente, considera-se que a era da massagem moderna teve inicio no 
começo do século XIX, quando uma vasta gama de autores estavam defendendo a 
massagem e criando seus próprios sistemas. 
Pode-se argumentar que a mais famosa e duradoura influência para a massagem 
é a contribuição dada por Pehr Henrik Ling (176-1839). Ling desenvolveu seu próprio 
estilo de massagem e exercícios, que mais tarde, adquiriram reconhecimento internacional 
(Massagens e Exercícios Medicinais Suecos). Ling era um instrutor de esgrima e em 1805 
foi nomeado mestre de esgrima da Universidade de Ling, na Suécia. Ling projetou 
pessoalmente um sistema que consistia de quatro tipos de ginástica: educacional, militar, 
medicinal e estética. Em 1813, fundou o Instituto Central de Ginástica, em Estocolmo, e lá 
ensinou até sua morte em 1839. Grande parte do trabalho de Ling foi publicada 
postumamente, sobretudo graças aos esforços de seus alunos e colegas. Ling adquiriu 
reputação internacional pela terminologia que leva seu nome, em muitos casos, 
modificações de seus conceitos básicos de exercícios foram aplicadas em todo o mundo. 
4 
 
Contudo, nos últimos anos,muitas das idéias originais de Ling perderam popularidade, mas 
seu trabalho permanece exercendo uma influência muito importante nos primeiros passos 
do desenvolvimento da massoterapia e fisioterapia como profissão. 
Na Holanda, Johann Mezger (1839-1909) também utilizou amplamente da 
massagem, tendo criado um estilo próprio. Por volta de 1900, técnicas modernas de 
massagem médica estavam em uso na maior parte do mundo desenvolvido e, certamente, 
continuaram a ser utilizadas nas culturas mais antigas. Em 1894, na Inglaterra, um grupo de 
quatro mulheres dedicadas fundou a Society of Trained Masseuses, com o objetivo de 
elevar os padrões da massagem e o “status” das mulheres que praticavam esse trabalho. Em 
1900, essa sociedade foi incorporada, por licença, a câmara de comercio, ficando 
conhecida como Incorporatend Society of Trained Masseuses. Durante a primeira guerra 
mundial, o número de membros aumentou e, por volta de 1920, havia cerca de 5.000 
membros praticantes. Nesse mesmo ano, a sociedade fundiu-se com o Instituto de 
Massagem e Exercícios Terapêuticos (em Machester). Estas duas organizações receberam 
uma carta patente real, resultando então na Chartered Society of Massage Medical 
Gymnnastics (CSMMG), à medida que um grande números de soldados retornava de várias 
partes do mundo e que o papel da fisioterapia se tornava cada vez mais importante. A 
segunda guerra mundial presenciou o surgimento de uma nova profissão. Por outro lado, a 
massagem considerada isoladamente passou a se tornar cada vez menos importante, à 
medida que outros modos de reabilitação iam se desenvolvendo. Por essa razão, ficou 
decidido que o nome da sociedade deveria ser mudado e em 1943 ela se tornou a Chartered 
Society of Physiotherapy (CSP), nome que permanece até os nossos dias. 
A massagem foi amplamente substituída por outros tratamentos mais ativos, 
mas permanece sendo um dos modos mais importantes de desenvolvimento das habilidades 
manuais no fisioterapeuta. Na prática da fisioterapia, a massagem em tecido mole evoluiu 
para muitos tipos de técnicas de mobilização manual, que assumem a forma de grande 
variedade de manipulações, realizadas tanto nos tecidos moles como nas estruturas 
articulares. 
Em muitas culturas asiáticas antigas, como a China, Japão e Índia, a massagem 
é ainda, utilizada como parte dos métodos “tradicionais” de tratamento. A massagem como 
tratamento especifico desempenha um papel relativamente pequeno na medicina 
“ocidental” moderna; contudo, nos últimos anos, surgiram, em muitos paises, profissionais 
especificamente massagistas (massagem-terapistas ou Massoterapeutas). Nesse caso, a 
modalidade terapêutica é a própria massagem. As técnicas de massagem são utilizadas na 
promoção de uma sensação geral de relaxamento e bem-estar, o público, em geral, ainda, 
deposita grande fé na colocação das mãos; contudo, essas formas de massagem devem ser 
diferenciadas das técnicas de massagem mais gerais, realizadas em pessoas que são 
basicamente saudáveis, podem ser chamadas “massagem recreacional”. O Collins English 
Dictionary define a palavra recreação como “promoção da saúde e repouso do espírito, 
mediante o relaxamento e o divertimento”. 
O Dorland’s Medical Dictionary define a palavra “terapêutico” como “o que 
se refere à ciência e arte da cura”. Transparece nitidamente nesta definição e suposição da 
existência de um problema de saúde, que requer uma cura. Por essa razão, o termo 
“massagem terapêutica” é empregado no sentido de denotar um tratamento por massagem 
quando existe um problema de saúde especifico objetivado facilitar a cura. 
Existem muitas variações da técnica utilizada na massagem recreacional. 
Embora muitas dessas técnicas façam o cliente se sentir bem, elas podem ter pouco valor 
terapêutico. Outras técnicas parecem similares aos procedimentos mais terapêuticos. 
Certamente, todas estas técnicas possuem um valor psicológico considerável. Por essa 
razão, será útil, neste ponto, que estabeleçamos uma diferenciação entre massagem 
recreacional e massagem terapêutica. Estes dois termos serão definidos logo a seguir. 
 
5 
 
Massagem Recreacional pode ser definida assim: 
 
O uso de diversas técnicas manuais que objetivam aliviar o estresse e promover o 
relaxamento e o bem-estar geral em uma pessoa que não tem um problema de saúde 
definível. 
 
Massagem terapêutica pode ser definida assim: 
 
O uso de diversas técnicas manuais que objetivam promover o alivio do estresse 
ocasionando relaxamento, mobilizar estruturas variadas, aliviar a dor e diminuir o edema, 
prevenir a deformidade e promover a independência funcional em uma pessoa que tem um 
problema de saúde especifico. 
Outra técnica que parece assemelhar-se à massagem é denominada “toque 
terapêutico”. Esta técnica um tanto controversa deve ser nitidamente diferenciada da 
massagem terapêutica, embora, essencialmente, o nome implique o envolvimento do toque 
(contato) no conceito, na verdade, o toque terapêutico não exige que o terapeuta toque o 
paciente. As mãos do terapeuta simplesmente são movimentadas sobre a parte a ser tratada, 
sem que, na verdade, ocorra o contato. Neste caso, a técnica pretende “equilibrar os campos 
de energia” em torno das partes afetadas. 
Tendo em vista que os efeitos principais da massagem terapêutica são 
mecânicos, uma técnica que não possui um componente mecânico não pode funcionar com 
base nos mesmos princípios. 
 
2 EFEITOS DA MASSAGEM 
 
Efeitos Mecânicos, Fisiológicos, Psicológicos e Terapêuticos da Massagem 
 
Segundo o grande filósofo e cientista árabe Avicena, “o objetivo da massagem 
consiste em dispersar as matérias gastas (metabólitos) formadas nos músculos e não 
expelidas pelo exercício. Ela faz com que a matéria gasta se disperse, removendo assim a 
fadiga”. Esta declaração de Avicena nitidamente demonstra que os eruditos clássicos 
estavam muito interessados em entender os mecanismos pelos quais a massagem poderia 
exercer seus efeitos benéficos. 
A massagem dos tecidos moles exerce três efeitos básicos no paciente: 
mecânicos, fisiológicos e psicológicos. Cada uma destas amplas áreas será discutida 
separadamente embora estejam intimamente relacionadas. A compreensão destes efeitos 
conduz a uma descrição lógica das indicações terapêuticas, e das prováveis contra-
indicações para a massagem. 
 
2.1 Efeitos Mecânicos 
 
Os movimentos de compressão, tração, estiramento, pressão e fricção exercem 
evidentes efeitos mecânicos nos tecidos. As forças mecânicas associadas a cada técnica 
afetam os tecidos de diversas formas. Devemos esperar, por exemplo, que as várias técnicas 
de amassamento e torcedura exerçam um considerável efeito mobilizador (de amolecimento 
ou estiramento) sobre a pele, tecido subcutâneo e músculos, graças à alternância de 
compressões e estiramentos dos movimentos da massagem. Em contraste, espera-se que a 
pressão gradualmente crescente da effleurage “empurre o sangue venoso e a linfa presentes 
nos vasos superficiais na direção do coração, promovendo assim uma boa circulação e a 
resolução do edema e do hematoma crônico. De modo semelhante, a pressão e direção das 
técnicas de alisamento e effleurage promovem a mobilização do conteúdo intestinal. 
6 
 
Então, o principal efeito da massagem consiste em produzir estimulação 
mecânica dos tecidos por meio de uma pressão e estiramento ritmicamente aplicados. A 
pressão comprime os tecidos moles e distorce as redes de receptores nas terminações 
nervosas. O estiramento aplica tensão nos tecidos moles e distorce os plexos dos receptores 
nas terminações nervosas. Ao aumentar os lumens dos vasos sanguíneos e espaços dos 
vasos linfáticos, estas duas forças afetam a circulação capilar, venosa, arterial e linfática. 
Podemos demonstrar um reflexo axonal; estimular uma série de receptores, tanto 
superficiais como profundos, na pele, nos músculos e tendões;nos ligamentos e cápsulas 
articulares e em muitos dos órgãos mais profundos do corpo. A massagem também pode 
soltar o muco e promover a drenagem do excesso de líquidos nos pulmões. 
O modo como estas forças mecânicas são aplicadas é determinado em grande 
parte pela escolha das técnicas de massagem (alisamento, fricção, amassamento, percussão. 
vibração) pelo terapeuta, e por sua habilidade em ajustar a duração, qualidade, intensidade e 
ritmo do estímulo. 
 
2.2 Efeitos Fisiológicos 
 
Os efeitos mecânicos da massagem dão origem a uma série de efeitos 
fisiológicos importantes. 
Efeitos Fisiológicos da Massagem 
• Aumento da circulação sangüínea e linfática 
• Aumento do fluxo de nutrientes 
• Remoção dos produtos catabólicos e metabólitos 
• Estimulação do processo de cicatrização 
• Resolução do edema e hematoma crônico 
• Aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo 
• Alívio da dor 
• Aumento dos movimentos das articulações 
• Facilitação da atividade muscular 
• Estimulação das funções autonômicas 
• Estimulação das funções viscerais 
• Remoção das secreções pulmonares 
• Estímulo sexual 
• Promoção do relaxamento local e geral 
 
2.2.1 Efeitos na Circulação Sanguínea e Linfática 
 
Considerando que todas as técnicas de massagem envolvem certo grau de 
manipulação da pele e dos tecidos subjacentes, é razoável esperar que elas possam exercer 
um efeito considerável no fluxo sangüíneo e linfático nestes tecidos tratados. Além disto, é 
de se esperar que um edema acumulado nestes tecidos seja similarmente afetado; Se os 
músculos estão relaxados, eles passam a constituir uma massa mole contendo tubos cheios 
de líquido. Qualquer pressão aplicada à massa deve empurrar o líquido nestes tubos na 
direção da aplicação da pressão; portanto, se for aplicada uma pressão suficiente a toda a 
massa, as veias mais profundas também serão esvaziadas. Simultaneamente, esta pressão 
poderia retardar o fluxo sangüíneo arterial, caso ele seja suficientemente vigoroso para 
comprimir as artérias e veias. Teoricamente, se a quantidade de sangue venoso conduzida 
ao coração puder ser aumentada pela massagem, a freqüência cardíaca ou o volume de 
batimento também poderiam aumentar, e assim um maior volume de sangue arterial 
poderia ser transportado até a periferia. De fato, existe pouca evidência de tão simples 
reação mecânica do sistema arterial e arteriolar à massagem. 
7 
 
O sistema nervoso, provavelmente através de sua divisão simpática, contribui 
para uma influência reflexa sobre os vasos sangüíneos das partes envolvidas na massagem. 
É provável que os vasos nos músculos ou em qualquer outra parte são esvaziados durante a 
massagem, não apenas em virtude de serem espremidos, mas também por meio de uma 
ação reflexa. A massagem pode fazer com que praticamente todos os menores vasos se 
tornem visíveis, por promover a circulação sangüínea através deles. O volume efetivo de 
sangue que passa através do membro durante o período de estimulação e recuperação não é 
maior que o normal, mas que ocorre um esvaziamento mais completo durante breve 
período, de modo que um volume maior de sangue fresco é trazido até a parte sob 
tratamento, por 40 minutos, em comparação com apenas 10 minutos após o exercício. A 
pressão leve produz uma dilatação praticamente instantânea, se bem que temporária, dos 
vasos capilares, enquanto a pressão mais intensa pode promover uma dilatação mais 
prolongada. 
A massagem profunda pode aumentar o fluxo sangüíneo e o volume de 
batimento e diminuir a pressão arterial sistólica e diastólica e a freqüência de pulso. 
Experimentos com animais demonstram ocorrer pouquíssimo fluxo linfático 
quando um músculo está em repouso. Os estudos de Von Mesengeil, e de Kellgren e 
Colombo sobre os efeitos da massagem no fluxo linfático detectaram um aumento no fluxo 
linfático, quando os músculos foram massageados. Outras pesquisas comprovaram o 
aumento da rapidez de absorção de substâncias injetadas 
A massagem tem sido estudada por seu efeito na circulação, como meio de 
evitar a formação de úlceras de decúbito. Contudo, a massagem com esta finalidade não 
segue as técnicas de massagem tradicionais. Na maioria dos casos, ela assume a forma de 
um breve período (30 a 60 segundos) de “esfregamento da pele”, cuja intenção consiste em 
estimular a circulação nas áreas de pele com tendência à formação de úlceras de decúbito. 
Não é de surpreender que os resultados deste tipo de massagem são de difícil interpretação, 
para não falar do seu emprego como base para fazer recomendações. Em alguns estudos, 
este tipo de massagem aparentemente aumentou a circulação local; em outros, teve-se a 
impressão que diminuía. Parece improvável que a massagem por fricção rápida da pele 
produza o tipo de elevação genuína na circulação capaz de evitar a formação de úlceras de 
decúbito. E isto ocorre porquê este tipo de massagem simplesmente gera pequeno grau de 
fricção mecânica na superfície da pele. Esta prática provavelmente ficaria evidenciada 
como uma alteração ligeira e breve na temperatura superficial. Por outro lado, seria de se 
esperar que um tipo diferente de massagem produzisse um efeito mais profundo na 
circulação, sobretudo se a massagem envolvesse o amassamento profundo dos músculos 
situados em torno da área, onde tal prática fosse possível. Um modo mais eficiente de 
produzir uma rápida mudança na circulação sangüínea da pele consiste em massagear a 
área com um cubo de gelo. Neste caso, é o estímulo gelado que produz uma profunda 
vasodilatação, em seguida à vasoconstrição inicial. 
 
2.2.2 Efeitos no Sangue 
 
A massagem produz um aumento da hemoglobina e da contagem enitrocitária 
no sangue coletado do dedo, sob pressões barométricas ordinárias, além de um aumento 
limitado, mas definido, na capacidade de oxigenação do sangue após a massagem. 
Uma pesquisa antiga verificou que a massagem consistindo do alisamento 
suave mas firme da orelha do coelho na velocidade de 25 movimentos por minuto durante 5 
minutos causou uma elevação local na contagem de plaquetas sanguíneas. 
Observou-se também que uma massagem muscular em todo o corpo durante 20 
minutos causa um efeito dilucional e altera a fluidez do sangue. Quando estes efeitos são 
associados ao aumento dos fluxos sangüíneos e linfáticos promovido pela massagem, pode-
8 
 
se notar nitidamente que esta forma de tratamento tem um papel significativo a 
desempenhar na manutenção e promoção da nutrição geral dos tecidos. 
 
2.2.3 Efeitos no Metabolismo e Processo de Cura 
 
Os achados do efeito da massagem geral no metabolismo e processo de cura do 
homem são: 
• O débito urinário fica aumentado, sobretudo após a massagem abdominal. 
• A excreção de ácidos não sofre alteração, e não há mudança no equilíbrio 
ácido-básico. 
• As taxas de excreção para o nitrogênio, fósforo inorgânico e cloreto de sódio 
são aumentadas. 
• Em pessoas normais, não há um efeito imediato sobre o consumo basal de 
oxigênio, ou na freqüência de pulso ou pressão sangüínea. 
Em geral, os estudos que foram levados a termo sugerem que influências 
amplas e gerais podem ser exercidas pela massagem, e que não ocorre um efeito imediato 
ou importante no metabolismo geral por si. 
A resolução do trauma agudo ou da inflamação crônica (processo de 
cicatrização) consiste em uma cascata de alterações inter-relacionadas nos tecidos afetados. 
Estas alterações dependem inteiramente da eficiência da circulação local até a parte afetada, 
tendo em vista que todas as substâncias necessárias para a resolução do processo 
inflamatório devem “chegar à cena” via corrente sangüínea. Além disso, todos os produtos 
imprestáveis do metabolismo devem ser removidos da área igualmente através do sangue e 
também dos canais linfáticos. Considerando que a massagem tem efeitos tão profundos nos 
sistemas sangüíneo e linfático, parece-nos evidente que esta prática podeter utilidade na 
estimulação do processo de cicatrização, tanto na fase aguda como na fase crônica da 
recuperação. 
É importante que nos lembremos da importância crucial do sistema linfático, na 
remoção das proteínas plasmáticas e outras grandes moléculas, depois de ter sido 
depositadas no líquido intersticial. Estas moléculas são demasiadamente grandes para 
reingressar nos capilares, devendo ser eliminadas via linfáticos. Portanto, a facilitação da 
cicatrização é o subproduto dos outros efeitos mais diretos (por exemplo, aumento das 
circulações sangüínea e linfática) nos tecidos. 
 
2.2.4 Efeitos no Tecido Muscular 
 
Considerando em separado os efeitos da massagem no tecido muscular normal 
e anormal, temos: 
Músculos Normais 
A massagem produz um real aumento nas dimensões das estruturas musculares. 
O músculo se torna mais firme e elástico sob esta influência. Há uma melhora a nutrição 
dos músculos e, conseqüentemente, promove seu desenvolvimento. 
A finalidade da massagem muscular é a restauração do funcionamento da parte 
danificada. Tendo a utilidade em tornar possível, por exemplo, que um músculo seja 
submetido a mais exercício, desenvolvendo assim sua força, tratando da fatiga muscular. 
A massagem também pode causar relaxamento, que se expressa por um 
aumento no comprimento dos músculos. 
O termo “tono muscular” é empregado freqüentemente na descrição da 
qualidade de um músculo que está firme e “pronto para contrair”; contudo, os músculos em 
repouso não demonstram atividade eletromiográfica e, portanto, um músculo que exibe 
tono não pode estar em repouso: deve estar em um estado de mínima contração. Embora 
algumas afirmativas na literatura impliquem que a massagem aumenta o tono muscular, as 
9 
 
evidências em favor desta colocação são inconclusivas, na melhor das hipóteses. Contudo, 
teoricamente é de se esperar que vários movimentos de massagem aumentem a atividade 
fusimotora de um músculo; qualquer dos movimentos de percussão (cutiladas, pancadas, 
socamento), por exemplo, aumenta o disparo dos fusos musculares e, portanto, a ação 
fusimotora. De fato, este é o mecanismo pelo qual os movimentos de massagem facilitam a 
contração muscular. Ele equivale à estimulação direta dos reflexos de estiramento no 
interior do músculo estimulado. 
CONDIÇÕES PATOLÓGICAS DO MÚSCULO 
A fibrose tende a ocorrer em músculos imobilizados, lesionados ou 
desnervados. Um encurtamento significativo dos componentes elásticos em paralelo e em 
série (contratura) é, com freqüência, o resultado final. O músculo, como um todo, torna-se 
mais curto que seu comprimento em repouso normal, principalmente porque o tecido 
fibroso perde elasticidade, e formam-se aderências entre as camadas do tecido conjuntivo. 
Com o uso cuidadoso das várias técnicas de massagem é possível aplicar tensão 
a este tecido fibroso; o objetivo consiste em impedir a formação de aderências, e na ruptura 
das pequenas aderências que já se formaram. As técnicas mais adequadas para esta 
finalidade são as diversas formas de pétrissage e de fricção profunda. Quando 
complementadas por regimes apropriados de exercícios e estiramento, as técnicas de 
massagem são um componente essencial na restauração do comprimento dos músculos e de 
seu funcionamento normal. 
 Músculo Lesionado 
Um músculo lesionado sem tratamento apresenta as seguintes características: 
(1) dissociação das fibras musculares em fibrilas, o que ficou demonstrado pela estriação 
longitudinal bem caracterizada; (2) hiperplasia (com freqüência, simples espessamento) do 
tecido conjuntivo: (3) um aumento no número de núcleos no tecido conjuntivo; (4) 
hemorragias intersticiais; (5) dilatação dos vasos sangüíneos, com hiperplasia de seus 
revestimentos adventícios; e (6) habitual mente um sarcolema intato (mas, em uma secção. 
a multiplicação dos núcleos deu uma aparência que lembrava um pouco a miosite 
intersticial). 
Em contraste, os membros massageados apresentaram as seguintes 
características: (1) músculo de aspecto normal; (2) sem faixas fibrosas secundárias 
separando as fibras musculares; (3) ausência de espessamento fibroso em torno dos vasos; 
(4) maior volume muscular geral: e (5) nenhum sinal de hemorragia. 
Músculo Desnervado 
• A massagem não aumenta diretamente a força do músculo normal: contudo, 
como meio para atingir determinado fim, a massagem é mais efetiva que o repouso na 
promoção da recuperação da fadiga causada pelo exercício excessivo. Portanto. 
teoricamente, a massagem torna possível praticar mais exercício, o que, por sua vez, 
aumenta a força resistência musculares. Esse é um fator importante no tratamento. Parece 
lógico que a massagem seja administrada entre períodos de exercício, quando o exercício é 
praticado com o objetivo de desenvolver a força e a resistência musculares. Isso é 
particularmente relevante na medicina esportiva. 
• Em termos gerais. a massagem não aumenta o tono muscular, mas certas 
manipulações podem ser aplicadas com o objetivo de facilitar a atividade muscular 
(sobretudo técnicas de percussão). 
• A massagem pode reduzir a quantidade de fibrose que inevitavelmente ocorre 
no músculo imobilizado, lesionado ou desnervado. 
• A massagem não impede a atrofia no músculo desnervado. Embora o músculo 
possa sofrer considerável depleção, se a fibrose for mínima e se a circulação e a nutrição 
são satisfatórias, um pequeno músculo poderá ter maior força que um músculo com massa 
maior, se esta massa é resultante de um excessivo crescimento de tecido fibroso, que 
10 
 
interfere com seu funcionamento e com a recuperação das restantes fibras musculares 
inervadas. 
• O objetivo da massagem no tratamento do músculo desnervado deve ser a 
manutenção dos músculos no melhor estado possível de nutrição, flexibilidade e vitalidade, 
de modo que, após a recuperação (caso isso seja possível) de um traumatismo ou 
enfermidade, o músculo possa funcionar no seu limite máximo. 
 
2.2.5 Efeitos nos Ossos e Articulações 
 
No passado, a massagem era amplamente utilizada no tratamento das fraturas, 
sendo então considerada benéfica por ajudar no reparo das lesões dos tecidos moles 
ocorridas concomitantemente. Não foi estabelecido se, na verdade, a massagem ajuda na 
consolidação óssea. A opinião do Comitê de Fraturas do Colégio Americano de Cirurgiões 
era que, no processo do reparo ósseo normal após a fratura, “a eficácia e rapidez do 
crescimento do tecido dependem da circulação eficiente nas partes... Portanto, todos os 
esforços devem ser envidados, desde o início, no sentido de ajudar a eficiência da 
circulação”. 
É difícil também ver como estas técnicas podem ser aplicadas efetivamente sem 
causar movimento aos fragmentos ósseos em um local fraturado: contudo, se o local 
fraturado está estável, as técnicas de massagem podem ter muita utilidade. 
Muitas das estruturas que circundam as diversas articulações do corpo, como 
ligamentos, bolsas, cápsulas e tendões, são, com freqüência, locais de problemas crônicos. 
Em muitos casos de disfunção crônica, o tratamento objetiva a ruptura do tecido cicatricial 
nestas estruturas e das aderências entre elas. Tradicionalmente, a massagem por fricção 
profunda tem sido a técnica de escolha, visto que seu vigoroso efeito mecânico no tecido 
cicatricial tem evidente utilidade na restauração da amplitude de movimentos normais e 
indolores em uma articulação afetada. 
 
2.2.6 Efeitos no Sistema Nervoso 
 
As respostas à massagem e seus efeitos sobre o sistema nervoso são 
principalmente reflexas. 
Em poucas palavras, o sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central 
(SNC), que consiste em cérebro e medula espinal e seus revestimentos, e sistema nervoso 
periférico, que consiste em nervos e gânglios. O sistema nervoso periférico é dividido ainda 
nas divisões autônoma e somática. A divisão autônoma é subdividida nos sistemas 
simpático e parassimpático. O SNAsimpático é responsável por funções que consomem 
energia em resposta a situações de emergência. A divisão parassimpática é mais 
restauradora e normalizadora e devolve o corpo a um estado de não-alarme. A divisão 
somática do sistema nervoso periférico é composta da inervação periférica de fibras 
nervosas da parede do corpo (por exemplo, músculos, articulações e outras estruturas). 
O sistema nervoso responde aos métodos de massagem terapêutica por meio da 
estimulação dos receptores sensoriais. A estimulação sensorial da massagem interrompe um 
padrão existente nos centros de controle do SNC, resultando numa mudança de impulsos 
motores, com mais freqüência no sistema nervoso periférico, que restabelece a homeostase. 
Em geral, a divisão somática e a autônoma do sistema nervoso periférico são influenciadas 
quando o equilíbrio é restaurado. 
Interações Neuroendócrinas 
Para compreender os benefícios da massagem, tal como são definidos na 
pesquisa mais atual, é importante entender as funções de algumas das substâncias químicas 
neuroendócrinas. 
11 
 
O sistema endócrino é regulado através da influência do sistema nervoso, e o 
sistema endócrino, por sua vez, influencia o sistema nervoso. É um circuito de feedback, 
semelhante a um termostato numa fornalha. O sistema de feedback e auto-regulação 
(manutenção da homeostase interna) são interligados com todas as funções do corpo. Os 
controles para iniciação de uma reação chegam através do sistema nervoso e do sistema 
endócrino. As substâncias químicas neuroendócrinas são os transmissores de comunicação 
desses sistemas de controle. Uma substância química neuroendócrina na sinapse do nervo é 
chamada de neurotransmissor. Uma substância neuroendócrina carregada na corrente 
sangüínea é chamada de hormônio. Neuropeptídeo também é um termo usado para 
descrever essas substâncias. 
As substâncias neuroendócrinas carregam mensagens que regulam as funções 
fisiológicas. A regulação neuroendócrina é uma mistura química contínua e em constante 
mutação, que flutua com cada exigência interna e externa para o corpo responder, se 
adaptar ou manter um grau funcional de homeostase. O sistema imunológico também 
produz e responde a essas substâncias de comunicação. As substâncias que compõem essa 
“sopa química” permanecem as mesmas, mas a proporção e razão mudam com cada função 
reguladora ou transmissão de mensagem. O “tempero” da sopa, que é determinado pela 
razão da mistura química, afeta fatores tais como o humor, a atenção, a excitação, a 
passividade, a vigilância, a calma, a capacidade de dormir, a receptividade ao toque, a 
resposta ao toque, a raiva, o pessimismo, o otimismo, a ligação com outros, o isolamento, a 
depressão, o desejo, a fome, o amor e o compromisso. 
Pesquisas atuais indicam que a maioria dos problemas no comportamento, 
humor e percepção de estresse e dor, bem como outras desordens chamadas de 
mentais/emocionais, são causadas pela desregulação ou falta das substâncias bioquímicas. 
Muitas vezes, esses comportamentos, sintomas e estados emocionais e físicos são misturas 
químicas normais que ocorrem em momentos impróprios. Por exemplo, a ansiedade 
indicada por estresse não-resolvido e aumentado é uma sopa química apropriada para se ter 
no fogo numa situação de refém, posto que a hipervigilância que acompanha esses estados 
pode possibilitar que o refém veja uma oportunidade para escapar. Entretanto, essa mesma 
sopa borbulhando no shopping center durante as compras de feriado não é produtiva. 
Primeiras pesquisas sobre endorfina. Em 1969, pesquisadores observaram que a 
dor poderia ser eliminada em ratos sem o uso de anestesia, estimulando-se a massa cinzenta 
periaquedutal no tronco cerebral. Pouco tempo depois, outras descobertas importantes 
confirmaram isso. O dedicado trabalho da Dra. Candice Pert e outros levou à descoberta 
dos sistemas endógenos inibidores da dor (feitos no corpo) da endorfina e não-endorfina do 
SNC. O corpo produz vários compostos endógenos semelhantes a narcóticos, inclusive a 
encefalina e as beta-endorfinas (beta-endorfina é um fragmento do hormônio pituitário beta-
lipotropina). Esses peptídeos se ligam a receptores opiatos (como faz a morfina) e, na 
maioria dos casos, aliviam a dor, especialmente a dor crônica, e produzem euforia. Essa 
descoberta dá suporte à validade da acupuntura. 
A acupressão usa compressão específica de precisão sobre 6 pontos. Alguns 
indícios levam a crer que a acupuntura exerce seu efeito analgésico, causando a liberação de 
encefalinas, e se diz que a analgesia é bloqueada pelo antagonista da morfina, o naloxone. 
Além disso, parece que um componente da analgesia de estresse surge dos opiatos 
endógenos, porque em animais de experiência algumas formas de analgesia de estresse 
foram bloqueadas pelo naloxone. 
A acupuntura e a acupressão parecem funcionar aproveitando-se das influências 
inibidoras naturais do corpo, que em geral podem bloquear os caminhos da dor. Por 
exemplo, foi estabelecido que as fibras sensitivas de dor liberam um neurotransmissor 
chamado de substância P que aumenta a transmissão dos impulsos de dor. A encefalina 
bloqueia a liberação da substância P e, desse modo, inibe a transmissão da dor ao cérebro. 
Os efeitos desse e de outros neurotransmissores liberados durante a massagem podem 
12 
 
explicar e validar o uso de métodos de estimulação sensorial para o tratamento de dor 
crônica, da ansiedade e da depressão. 
O efeito da acupuntura ou da acupressão é retardado até que o nível de 
encefalina aumente a níveis inibidores. Em geral, leva cerca de quinze minutos para 
começar a aumentar o nível de encefalina no sangue. A implicação para a massagem é que 
os efeitos inibidores da dor não ocorrem de imediato. Os práticos de massagem devem ter 
isso em mente em relação à intensidade e duração das aplicações quando trabalharem. De 
maneira semelhante, o efeito da acupuntura se prolonga depois que pára a rotação ou 
vibração das agulhas. Em relação à massagem, o cliente deve experimentar um efeito 
prolongado que, em geral, dura cerca de 48 hora’s. 
 
A Influência da Massagem nas Substâncias Neuroendócrinas 
Muito da pesquisa sobre massagem, em especial aquela realizada no Touch 
Research Institute, gira em torno das mudanças na proporção e razão da composição da 
“sopa química” do corpo causadas pela massagem. 
Algumas das principais substâncias químicas neuroendócrinas influenciadas 
pela massagem são as seguintes: 
Dopamina 
Serotonina 
Epinefrina/adrenalina 
Norepinefrina/noradrenalina 
Encefalinas/endorfinas 
Ocitocina 
Cortisol 
Hormônio do crescimento 
Dopamina. A dopamina influencia a atividade motora que envolve o 
movimento (em especial o movimento delicado aprendido, como o de escrever à mão), a 
seleção consciente (a capacidade de concentrar a atenção) e o humor em termos de 
inspiração, intuição de possibilidade, alegria e entusiasmo. Baixos níveis de dopamina 
resultam nos efeitos opostos, tais como falta de controle motor, falta de jeito, incapacidade 
de concentrar a atenção e tédio. Parece que a massagem aumenta o nível de dopamina 
disponível no corpo. 
Serotonina. A serotonina permite que uma pessoa mantenha um comportamento 
adequado ao contexto; isto é, fazer a coisa apropriada no momento apropriado. Ela regula o 
humor em termos de emoções convenientes, atenção a pensamentos e efeitos calmantes, 
tranqüilizantes e confortantes; também reduz a irritabilidade e regula estados de ímpeto, de 
modo que podemos reprimir a ânsia de falar, tocar e ser envolvidos em lutas pelo poder. Por 
exemplo, quando alguém lhe diz para “se controlar”, está dizendo que você poderia usar 
uma boa dose de serotonina. A serotonina também envolve a saciedade; níveis adequados 
reduzem a sensação de fome e ânsia, como a de comida e sexo. Também modula o ciclo de 
sono/vigília. Um baixo nível de serotonina tem implicação na de pressão, distúrbiosalimentares, problemas de dor e desordens obsessivo-compulsivas. Tudo indica que a 
massagem aumenta o nível disponível de serotonina. 
Epinefrina/adrenalina e norepinefrina/noradrenalina. Os termos 
epinefrina/adrenalina e norepinefrina/noradrenalina são usados de maneira intercambiável 
em textos científicos. A epinefrina ativa mecanismos de excitação no corpo, ao passo que a 
norepinefrina funciona mais no cérebro. Elas são as substâncias químicas da ativação, 
excitação, do alerta e do alarme, na resposta de luta ou fuga e em todos os comportamentos 
e funções de excitação simpática. Se os níveis dessas substâncias químicas estão altos 
demais, ou se elas são liberadas num momento impróprio, a pessoa acha que alguma coisa 
muito importante está exigindo sua atenção ou reage com os impulsos básicos de 
sobrevivência de luta ou fuga (hipervigilância e hiperatividade). A pessoa pode ter um 
13 
 
padrão de sono perturbado, em particular uma falta de sono REM (movimento rápido de 
olho), que é o sono restaurador. Com baixos níveis de epinefrina e norepinefrina, o 
indivíduo fica moroso, sonolento, fatigado e subestimulado. 
Ao que parece, a massagem tem um efeito regulador sobre a epinefrina e a 
norepinefrina por meio da estimulação ou inibição do sistema nervoso simpático ou da 
estimulação ou inibição do sistema nervoso parassimpático. Essa função da massagem de 
equilíbrio generalizado parece recalibrar os níveis apropriados de adrenalina e 
noradrenalina. Dependendo da resposta do SNA, a massagem pode despertar uma pessoa 
com facilidade e aliviar a fadiga, como consegue acalmar uma outra que está furiosa e 
andando de um lado para o outro. Deve-se observar que inicialmente o toque estimula o 
sistema nervoso simpático, ao passo que demora quinze minutos, em média, com uma 
estimulação sustentada para começar a engajar as funções parassimpáticas. Assim, faz 
sentido que uma massagem de cadeira de quinze minutos tenda a aumentar a produção de 
epinefrina e norepinefrina, o que pode ajudar os trabalhadores de empresa a ficarem mais 
atentos, enquanto que uma hora de massagem lenta e rítmica ativa as funções 
parassimpáticas, reduzindo os níveis de epinefrina norepinefrina, encorajando uma boa 
noite de sono. 
Encefalinas/endorfinas. As encefalinas e endorfínas são levantadores de ânimo 
que dão suporte à saciedade e modulam a dor. A massagem aumenta os níveis disponíveis 
de encefalinas e endorfinas. 
Ocitocina. A ocitocina é um hormônio que pode ser associado à relação de par 
ou casal, na ligação dos pais, nos sentimentos de atração e de tomar conta, junto com suas 
funções mais clínicas durante a gravidez e a lactação. A massagem tende a aumentar o nível 
disponível de ocitocina, o que poderia explicar o sentimento conectado e de intimidade da 
massagem. 
Cortisol. O cortisol e outros glucocorticóides são hormônios de estresse 
produzidos pelas glândulas supra-renais durante estresse prolongado. Níveis elevados desse 
hormônio indicam aumento de estimulação simpática. O cortisol e outros glucocorticóides 
têm sido relacionados a muitos sintomas e doenças associadas ao estresse, inclusive estados 
de imunidade suprimida, perturbações do sono e aumentos no nível da substância P. Foi 
demonstrado que a massagem reduz os níveis de cortisol e da substância P. 
Hormônio do crescimento. O hormônio do crescimento promove a divisão 
celular e, em adultos, tem sido implicado nas funções de regeneração e reparação de tecido. 
Esse hormônio é necessário para curar e é mais ativo durante o sono. A massagem 
dinamiza, de maneira indireta, a disponibilidade do hormônio do crescimento, encorajando 
o sono e reduzindo o nível de cortisol. 
Influências neuroendócrinas combinadas. A massagem aumenta os níveis no 
sangue de serotonina, dopamina e endorfinas, o que, conseqüentemente, facilita a produção 
das células killer naturais no sistema imunológico. Essa resposta indica que seria benéfico 
incluir a massagem como parte de um programa de tratamento total para estados viróticos e 
algumas formas de câncer. A ocitocina tende a melhorar os sentimentos de suporte da 
associação. Ao mesmo tempo, a massagem reduz o cortisol e regula a epinefrina e a 
norepinefrina, o que facilita a ação do hormônio do crescimento. 
É fácil ver por que a massagem é benéfica para tantos problemas e influencia 
indiretamente muitas outras. Considere os seguintes exemplos: 
• Uma pessoa solitária e deprimida se sente mais animada depois da massagem 
(aumento de serotonina e ocitocina; diminuição de cortisol). 
• Uma criança com deficiência de atenção e distúrbio de hiperatividade 
(DADH) pode fazer seu dever de casa de pois de quinze minutos de massagem (aumento de 
dopamina e noradrenalina). 
• Alguém que sofre de dor crônica funciona melhor de pois de uma massagem 
(aumento de endorfina, serotonina e ocitocina). 
14 
 
• Um fumante que esteja tentando parar de fumar pode evitar a ânsia por um 
cigarro após uma sessão de massagem (aumento de noradrenalina, serotonina e endorfina). 
• Uma pessoa que foi submetida a cirurgia tem cura mais rápida com massagem 
(diminuição de cortisol e adrenalina; aumento de sono restaurador através da redução da 
dor; aumento de endorfina e serotonina, resultando em maior disponibilidade de hormônio 
do crescimento). 
• Um indivíduo infectado com o vírus da deficiência imunológica humana 
(HIV) pode ter uma resposta imunológica mais forte depois da massagem (aumento de 
serotonina, dopamina e endorfina, diminuição de cortisol). 
• Um casal tende a relacionar-se melhor com o filho recém-nascido depois de 
aprender a fazer massagem no bebê (aumento de serotonina e ocitocina; diminuição de 
cortisol). 
• As pessoas simplesmente se sentem melhor, suportam a vida com mais 
facilidade e têm mais alegria quando são massageadas (processos químicos 
neuroendócrinos dão origem a níveis mais elevados de pensamento integrado, como crenças 
e valores, interpretar contexto e sentido, formar intuição, fazer planos e prever, escolher e 
levar a cabo os sonhos). 
 
Influências Autônomas 
Os efeitos da massagem podem ser processados através do SNA. Esses efeitos, 
que são sobretudo reflexos, são: 
Ativação simpática e estresse 
Padrões parassimpáticos e recolhimento para conservação 
Entrainment (ritmo cardíaco) 
Efeito corpo / mente 
Enrijecimento / endurecimento 
Efeito placebo 
O Sistema Nervoso Autônomo 
O SNA é mais conhecido por sua regulação da resposta simpática de 
“luta/fuga/medo” e da resposta parassimpática de “relaxamento e restauradora”. Os 
sistemas simpático e parassimpático funcionam juntos para manter a homeostase através de 
um sistema de circuito de feedback. Ambos afetam e são afetados pelas glândulas 
endócrinas. Padrões específicos de músculos são associados aos dois sistemas. Músculos do 
braço e da perna podem ficar contraídos com resposta simpática e músculos posturais 
contraídos com resposta parassimpática. 
Excessiva produção simpática causa a maioria das doenças relacionadas ao 
estresse que os médicos vêem. Exemplos dessas doenças incluem dores de cabeça, 
dificuldades gastrointestinais, pressão sangüínea alta, ansiedade, dores, tensão muscular e 
disfunção sexual. 
O SNA é regulado por vários centros no cérebro, em particular no córtex 
cerebral, no hipotálamo e na medula oblonga. O hipotálamo controla, em grande parte, o 
SNA. Ele recebe impulsos das fibras sensórias viscerais (órgão) e de algumas fibras 
sensórias somáticas (músculo e articulação). O hipotálamo desempenha um papel 
importante na conexão corpo/mente. É um dos principais componentes do sistema límbico. 
O sistema límbico é um grupo de estruturas do cérebro, ativadas por excitação e 
comportamento emocional, que influencia os sistemas endócrino e autônomo. As respostas 
límbicas são refletidas numa alteração geral do humor e em sentimentos de bem-estar ou 
angústia. Uma propriedade dos circuitos neuraislímbicos é sua prolongada pós-descarga 
que segue uma estimulação; isso pode explicar por que, em geral, as respostas emocionais 
são prolongadas e duram mais tempo do que os estímulos que lhes deram início. 
Pesquisas indicam que o cerebelo, a dor límbica e os centros de prazer, bem 
como os vários centros de retransmissão, são parte de um circuito. O cerebelo controla tanto 
15 
 
os movimentos conscientes como subconscientes do músculo esquelético, o input dos 
proprioceptores, os circuitos de feedback, a postura, o posicionamento futuro e as sensações 
de raiva e prazer. 
Ativação Simpática e Estresse 
Hans Selve chamou as respostas do corpo ao estresse de síndrome de adaptação 
geral, que, segundo sugeriu, pode ser dividida em três estágios: e o primeiro estágio é a 
reação de alarme, também chamada de resposta de luta ou figa, que é a reação inicial do 
corpo ao estressor percebido. 
• O segundo estágio é a reação de resistência que, por meio 
da secreção de hormônios reguladores, permite que o 
corpo continue lutando contra um estressor muito 
tempo depois que se dissiparam os efeitos da reação de 
alarme. 
• O terceiro estágio é a reação de exaustão que ocorre se a 
resposta ao estresse continua sem alívio. 
As respostas da síndrome de adaptação geral de Selve são chamadas, 
normalmente, de ativações simpáticas. A ativação do sistema nervoso simpático resulta, em 
geral, em sensações que as pessoas chamam de estresse. O estresse excessivo pode causar 
fadiga em todo o corpo. 
O que vem primeiro, a emoção ou a liberação de hormônios? A ciência 
descobriu que isso é muito parecido com o problema do ovo e da galinha. Intensa emoção, 
como medo, raiva e ansiedade, desempenham um papel na ativação da resposta de luta ou 
fuga. Os hormônios epinefrina e norepinefrina são liberados em resposta à estimulação, e 
começa a reação de alarme, que dura de 15 a 30 minutos. Quando ocorre essa resposta de 
luta ou fuga, a pressão sangüínea aumenta, os músculos contraem-se, a digestão e 
eliminação são suprimidas, mudam os padrões de circulação e o glicogênio é mobilizado. 
O estresse de longo prazo (isto é, o estresse que não pode ser resolvido por fuga 
ou luta) também pode disparar a liberação de cortisol, uma cortisona produzida pelo corpo. 
Níveis altos de cortisol no sangue a longo prazo causam efeitos colaterais semelhantes 
àqueles da droga cortisona, inclusive retenção de líquido, hipertensão, fraqueza muscular, 
osteoporose, esgotamento do tecido conectivo, úlcera péptica, cura de ferimento agravada, 
vertigem, dor de cabeça, capacidade reduzida para lidar com o estresse, hipersensibilidade, 
ganho de peso, náusea, fadiga e perturbações psíquicas. 
Quando o corpo não consegue mais tolerar os efeitos do estresse, começa a fase 
de exaustão. No estresse simpático de longo prazo, a tensão aumenta até que o corpo 
basicamente se esgota. Tendem a se desenvolver problemas cardiovasculares, respiratórios 
e gastrointestinais. O corpo começa a sucumbir. 
Em nossa sociedade, a maioria de nós não luta ou foge fisicamente dos 
estressores, embora as reações químicas que comandam essas ações possam ser ativadas 
várias vezes por dia. Então, o que acontece com as substâncias químicas? Cada um de nós 
encontra o próprio jeito de dissipá-las, como gritar com nossa família ou dirigir de maneira 
agressiva. A grande maioria, porém, gostaria de encontrar meios mais apropriados de 
liberar as substâncias químicas. Os exercícios moderados são uma das melhores formas de 
se desfazer das substâncias químicas de luta ou fuga. 
Estudos feitos com massagem nas costas com batidas lentas sugerem uma 
complexa interação entre os elementos autônomos, somáticos, emocionais e cognitivos em 
resposta à massagem. Os resultados indicam que bater nas costas com batidas longas e 
lentas causa inibição reflexa do músculo estriado. Se a massagem continua por pelo menos 
seis minutos, a massagem nas costas com batidas lentas diminui a excitação autônoma. O 
efeito a longo prazo da massagem nas costas com batidas lentas é uma diminuição na 
excitação psico-emocional e somática. Expressado em termos simples esse tipo de 
massagem acalma as pessoas. 
16 
 
 
Padrões Parassimpáticos e Isolamento para Conservação 
Como os padrões parassimpáticos são restauradores, a atividade física é 
reduzida e a digestão e eliminação aumentam. Paz e calma são resultados da influência 
parassimpática. Quando ficamos fatigados, essas funções sinalizam para o corpo descansar. 
A síndrome de fadiga crônica é um bom exemplo de uma reação parassimpática ao estresse. 
Uma depressão mais drástica pode manifestar-se com disfunção parassimpática. 
Isolamento para conservação é um outro fator a ser considerado numa discussão 
dos padrões parassimpáticos. Em animais, o recolhimento para conservação é semelhante 
ao “fingir-se de doente” ou hibernação; nos seres humanos pode surgir como resultado de 
intensas experiências negativas, como abuso, negligência ou inanição. Num nível menor, 
padrões de isolamento para conservação desempenham um papel na depressão. 
Uma massagem que seja mais estimulante pode ajudar a tirar um cliente de 
padrões de isolamento. Todas as sensações, inclusive o toque, estimulam inicialmente, quer 
sejam recebidas através de processos visuais, auditivos ou cinestéticos. A estimulação que é 
rápida e inesperada atiça. Mais comumente, a massagem encoraja a ativação parassimpática 
para responder aos efeitos da superexcitação simpática. 
Entrainment 
O entrainment é um importante efeito reflexo que parece ser processado através 
do SNA. 
Entram significa “arrastar com”. Entrainment é a coordenação do ritmo ou a 
sincronização com um ritmo. No corpo, os osciladores biológicos, como o coração e o 
tálamo, estabelecem o padrão de ritmo. Pesquisas feitas no Institute of Heart-Math e em 
outros lugares indicam que o ritmo do coração tende a ser o guia para outros ritmos do 
corpo. A sincronização dos batimentos cardíacos/ritmo respiratório/tálamo combina da 
ajuda no processo de entrainment seguindo-se os outros ritmos do corpo mais sutis. A 
sincronização do ritmo de nosso coração, da respiração e da digestão promove esse 
equilíbrio, ou homeostase, para dar suporte a um corpo saudável. Um equilíbrio entre as 
divisões simpáticas e parassimpáticas do SNA influencia o nódulo sinusal do coração e os 
sistemas vasculares que, por sua vez, modulam o batimento cardíaco e a pressão sangüínea. 
Nossos reflexos nasais, estimulados pelo movimento do ar através do nariz, interagem 
ritmicamente com o coração, os pulmões e o diafragma. Desse modo, o corpo inteiro é 
afetado porque os ritmos biológicos são interligados. 
O SNC inclui um ritmo conhecido como impulso craniossacral, que pode ser 
observado e apalpado. No momento estão sendo pesquisados os efeitos do trabalho corporal 
nesse ritmo específico, mas métodos de entrainment que sincronizam os movimentos e 
ritmos do corpo recebem o crédito por proporcionar maior benefício. 
O corpo também acompanha ritmos externos. Qual quer atividade que usa um 
som ou movimento repetitivo acalma ou excita o sistema nervoso (dependendo da 
velocidade e andamento do ritmo) através do entrainment e, desse modo, altera o processo 
fisiológico do corpo. Às vezes, os ritmos do corpo são interrompidos. A música com 
desarmonia e dissonância pode ser disruptiva, como também múltiplos ritmos fora de 
sincronia no mesmo ambiente, como num shopping center com luzes intermitentes, muitos 
tipos de música sendo tocados a um só tempo e o zumbido de máquinas. Muitas vezes, as 
pessoas ficam fatigadas ou mal-humoradas nesses ambientes desarmônicos. 
O corpo tem muita facilidade para acompanhar ritmos naturais, como os sons 
do murmúrio de um córrego, as ondas do mar ou o farfalhar de folhas ao vento. Estudos 
demonstraram que os padrões rítmicos fisiológicos da respiração ou batimento cardíaco de 
um cão ou gato podemser benéficos para os idosos. A música com uma batida regular de 
44 a 60 batidas por minuto ou menos tende a ordenar os ritmos e acalmar o corpo. Um 
andamento mais rápido do que 60 batidas por minuto parece excitar fisiologicamente, mas 
se o ritmo é uniforme, o corpo pode atingir um estado de alerta concentrado. Muitas formas 
17 
 
de música clássica proporcionam ricos ritmos de entrainment. A musicoterapia é uma das 
principais fontes da pesquisa sobre entrainment. A música é um acréscimo comum à 
massagem e proporciona um ritmo externo de entrainment para o profissional e o cliente. 
Quando uma pessoa experimenta estados emocionais positivos, os ritmos 
biológicos tendem naturalmente a começar a oscilar juntos ou a se acompanhar. Os 
processos de entrainment do corpo também podem ser acentuados por técnicas que mudam 
nossa consciência para os padrões de nossa respiração e batimento cardíaco. A maioria dos 
processos de meditação ou métodos de relaxa mento cria um ambiente para o entrainment 
ao reduzir as influências externas e se concentrar em ritmos internos, como a respiração. 
Muitas disciplinas acalmam a mente e o corpo durante a meditação; a ioga, por exemplo, 
leva a atenção para a respiração, ao passo que o Qigong concentra-se no ponto abaixo do 
umbigo. Esses sistemas focalizam a atenção em áreas do corpo como conhecidos 
osciladores biológicos. A localização do sistema de chakra se correlaciona com osciladores 
biológicos. Os padrões rítmicos do cantar, dos cânticos e movimentos de nossas religiões e 
rituais sociais interagem com padrões biológicos, resultando numa organização calmante ou 
excitante ou na interrupção dos ritmos do corpo. 
Serão necessários muitos anos de pesquisa antes que possamos compreender a 
magnitude das influências que afetam os ritmos de nosso corpo. A pesquisa atual se 
concentra na possibilidade de que os processos de doença possam resultar das interrupções 
nos ritmos do corpo e nos efeitos do ambiente de trabalho que perturbam ou alteram 
diretamente os ritmos naturais do corpo. 
A influência da massagem sobre o entrainment. Para encorajar o entrainment, a 
massagem é feita de uma maneira tranqüila e rítmica. A aplicação rítmica da massagem, a 
proximidade do ritmo respiratório, e o batimento cardíaco centrado e compassivo do 
profissional podem ajudar o entrainment restaurador se os ritmos do corpo es tiverem fora 
de sincronia. O profissional centrado e enfocado introduz seus próprios ritmos ordenados 
como parte do ambiente; eles servem como uma influência externa adicional que possibilita 
que os ritmos do corpo do cliente se sincronizem. Quando a sincronização ocorre, parece 
que os mecanismos de homeostase funcionam de maneira mais eficiente. 
O Efeito Corpo/Mente 
A associação do SNA é onde a ligação corpo/mente é melhor compreendida. 
Um estado alterado de consciência é qualquer estado de consciência que difere da 
consciência normal de uma pessoa consciente. Estados alterados de consciência são um 
fator nas interações de corpo/mente. A consciência pode ser alterada de muitas maneiras; 
por exemplo, por meio de medicações ou alimentos que mudam processos químicos, 
através de sons ou atividades repetitivas (entrainment) e por um estado de transe. Durante 
séculos, muitas culturas e religiões exploraram esta dos alterados de consciência e os 
usaram prontamente em ações defensivas, em cura e no controle da dor. A meditação, o tal 
chi e a ioga são exemplos de antigos métodos usados para atingir estados alterados de 
consciência. Nós podemos chegar a um resultado semelhante praticando jardinagem, 
desenhando, tricotando ou tocando um instrumento musical. 
Tanto o profissional como o cliente podem entrar num estado alterado de 
consciência durante uma sessão de trabalho de corpo. Depois que o estado alterado for 
atingido, ele deve ser mantido por pelo menos quinze minutos para se obter um benefício 
mais terapêutico. 
Memória dependente de estado. Um outro aspecto da ligação corpo/mente que 
interage com o SNA é a memória dependente de estado. O disparo de um padrão de 
movimento ou uma sensação de pressão específica causada por trauma ou hábito aprendido 
é suficiente, ás vezes, para possibilitar que o indivíduo atinja um estado alterado de 
consciência. Isso resulta numa segunda liberação dos códigos químicos das emoções 
envolvidas. O input emocional se registra no corpo através do SNA e do sistema endócrino. 
Como já foi descrito antes, um fator químico definido está envolvido na excitação das 
18 
 
emoções baseadas na produção do corpo de endorfinas, encefalinas, epinefrina, 
norepinefrina, outros hormônios e neurotransmissores. Se essas substâncias químicas são 
liberadas na corrente sangüínea durante o trabalho corporal, o indivíduo pode sentir mais 
uma vez a excitação química de uma emoção, talvez disparando uma lembrança. 
Os hormônios supra-renais que interagem com as respostas simpáticas estão 
intimamente envolvidos com a memória de curto prazo. A depleção de norepinefrina reduz 
a armazenagem de memória, e a elevação a aumenta. O “estado” na memória dependente 
dele é uma função simpática ou do sistema nervoso parassimpático junto com uma mistura 
química neuroendócrina única. Se uma pessoa tem uma experiência enquanto está num 
desses estados, a memória é codificada (armazenada nesse estado). Pesquisas mostram que 
a memória só é acessível a um indivíduo quando a função e a química do corpo específica 
são semelhantes àquelas experiências que ele já tenha vivido. 
Devido aos seus efeitos sobre o SNA, a massagem pode estimular esses padrões 
de memória dependentes de estado. Isso pode ser útil para permitir que o cliente resolva 
uma experiência passada que não pôde ser resolvida quando ocorreu. Muitas vezes é 
necessário o aconselhamento para ajudar a pessoa a selecionar o padrão de memória e 
desenvolver estratégias para resolução, integração e enfrentamento. Embora essas 
atividades estejam fora do âmbito de prática da massagem terapêutica, a massagem, 
combinada com aconselhamento eficiente feito por profissionais treinados, pode ser uma 
parte muito benéfica de um plano de tratamento global. No momento, estão em andamento 
excitantes pesquisas sobre aprendizado dependente de estado em padrões de função 
simpática ou parassimpática. 
Enrijecimento /Endurecimento 
A reação autônoma á massagem pode ser explicada por um conceito conhecido 
como enrijecimento ou endurecimento. Enrijecimento /endurecimento é a reação á 
exposição repetida a estímulos que fazem surgir respostas de excitação. A apresentação 
planejada de estímulos ensina o corpo a lidar com mais eficiência com as respostas 
simpáticas de estresse. Foi descoberto que formas de enrijecimento /endurecimento passivo, 
como a exposição repetida a choque de frio, aumentam a tolerância do indivíduo ao 
estresse. Durante a exposição ao frio, são liberados na corrente sangüínea dois hormônios 
da medula supra-renal, a epinefrina e a norepinefrina. 
Embora a massagem não seja tão severa quanto o choque de frio, o aumento do 
funcionamento autônomo e sua natureza passiva podem ser caracterizados como uma forma 
de enrijecimento /endurecimento passivo. Tal como ocorre com o exercício, os métodos de 
massagem que exigem a participação do cliente ajudam a dissipar os hormônios simpáticos 
de estresse (resposta simpato adrenal), permitindo que o sistema restabeleça a homeostase 
(Exercício de Proficiência 4-3. 
O Efeito Placebo 
Através da história, as pessoas souberam que o tratamento em si influencia o 
curso de uma doença, mesmo que não seja específico. É provável que esse efeito placebo 
tenha como causa vários mecanismos, sendo que a maioria deles ainda não é compreendida 
com clareza. O ambiente, atitudes e sugestões da pessoa que está dando o placebo e a 
confiança do paciente em sua eficiência agem juntos para produzir um efeito placebo. 
Alguns estudos informaramuma taxa de sucesso de 70% a 90% no uso de placebos. A 
atenção gentil e cuidadosa, enfocada no cliente durante a massagem terapêutica, pode 
operar com o poderoso efeito placebo. 
 
 
 
 
 
 
19 
 
A Influência da Massagem sobre o SNA 
Em decorrência de seu efeito generalizado sobre o SNA e funções associadas, a 
massagem pode causar mudanças no humor e nos níveis de excitação, podendo induzir a 
resposta relaxante /restauradora. Parece que a massagem é um modulador brando, 
produzindo sentimentos de conforto e bem-estar geral. Entretanto, nem sempre isso 
significa que o cliente responde à massagem ficando muito relaxado. A resposta mais 
comum é uma sensação de que “o momento crítico já passou”, ou um estado emocional 
menos urgente ou intenso. 
O cliente pode ser mais capaz de funcionar de uma maneira auto-reguladora, 
controlando o estado emocional em vez de ser controlado por ele. Essa capacidade de auto- 
regular é muito importante no processo fisiológico. Um outro nome para a auto-regulação é 
controle interno. Nós tendemos a nos sentir mais à vontade quando temos uma sensação de 
controle interno. 
Inicialmente, a massagem estimula as funções simpáticas. Isso, de fato, 
surpreende os estudantes que acham que estão aplicando uma massagem relaxante. O 
aumento nas funções autônomas é seguido por uma redução se a massagem é diminuída ou 
encerrada. Para encorajar mais uma resposta simpática, são úteis as técnicas de energia 
muscular. A compressão é um estilo de massagem em ritmo rápido, semelhante à massagem 
pré- evento esportivo. Estimula respostas simpáticas e pode suspender a depressão 
temporariamente. 
Batida repetida, compressão de base ampla ou movimento iniciam respostas de 
relaxamento. É o velho truque de indução de hipnose do “siga o relógio”. O trabalho de 
corpo rítmico cria um efeito parecido com o transe. Nesse momento, as pessoas ficam 
muito abertas a sugestões, e o terapeuta deve estar atento a qualquer tipo de sugestão ou de 
discussão orientadora. 
Técnicas simples de energia de músculo ativa podem substituir alguns 
exercícios, dissipar o estresse simpático e ajudar a aliviar a depressão. 
Pressionar o ponto, como a acupressão ou a reflexologia, e a inserção seca de 
agulha da acupuntura liberam os analgésicos do próprio corpo e as substâncias químicas de 
toda a classe da endorfina, que alteram o humor. Essas substâncias químicas estimulam 
respostas parassimpáticas de relaxamento, restauração e contenta mento. 
A acupressão causa inibição simpática. Esses métodos de massagem dependem 
da criação de uma dor moderada e controlada para que possa ser aliviada. É preciso um 
estímulo de estresse ou dor maior do que a percepção da dor existente, para gerar a resposta 
de endorfina. Quando a liberação da substância P dispara a dor, encefalinas são liberadas, o 
que anula o sinal da dor. Um sistema de feedback negativo ativa a liberação de serotonina e 
opiatos, o que inibe a dor. Métodos de massagem terapêutica podem ser usados para criar 
uma estimulação nociva controlada (dor) que dispara esse ciclo. Muitas vezes, os clientes se 
referem a essa estimulação nociva como dor boa. 
Respirar é uma maneira poderosa de interagir com o SNA. A respiração 
torácica e a hiperventilação são componentes comuns da estimulação simpática aumentada. 
Para o corpo lidar com o estresse, os padrões musculares da respiração precisam ser 
normalizados. A maioria dos padrões de respiração de meditação, o ato de cantar e de 
entoar cânticos são maneiras de normalizar esses padrões através do entrainment. Alterar os 
músculos de modo que fiquem mais ou menos tensos ou mudar a consistência do tecido 
conectivo afeta o SNA por um circuito de feedback, o que, por sua vez, afeta o poderoso 
fenômeno corpo/mente. 
Analgesia por Hiperestimulação 
Em 1965, Melzack e Wall propuseram a teoria do controle da comporta. De 
acordo com essa teoria, um mecanismo de comporta funciona ao nível da medula espinal; 
isto é, impulsos de dor passam através de uma “comporta” para alcançar o sistema 
espinotalâmico lateral. Impulsos dolorosos são transmitidos por fibras nervosas de grande e 
20 
 
de pequeno diâmetro. A estimulação de fibras de grande diâmetro impede as de pequeno 
diâmetro de transmitir sinais. A estimulação (por exemplo, esfregar, massagear) de fibras de 
grande diâmetro ajuda a suprimir a sensação de dor, especialmente da dor aguda. 
A pele de todo o corpo é suprida por nervos espinais que carregam impulsos 
sensórios somáticos à medula espinal. Cada nervo espinal serve a um segmento específico 
da pele, chamado de dermátomo. Os dermátomos, passíveis de ser afetados por técnicas de 
massagem que estimulam a pele, seriam responsáveis pela analgesia por hiperestimulação. 
A estimulação tátil produzida por massagem viaja através das fibras de grande 
diâmetro. Essas fibras também carregam um sinal mais rápido. Em essência, as sensações 
da massagem ganham a corrida até o cérebro, e as sensações de dor são bloqueadas porque 
a comporta está fechada. 
Contra-Irritação 
O Dicionário Médico Enciclopédico Taber (Ed. Manole) define contra-irritação 
como a irritação superficial que alivia alguma irritação de estruturas mais profundas. Pode 
ser explicada pela teoria do controle da comporta. A inibição em caminhos sensórios 
centrais, produzida pelo esfregar ou sacudir de uma área, seria uma justificativa para a 
contra-irritação. Estímulos nocivos suprimem estímulos nociceptivos (dor). Mudar a 
percepção da dor pela introdução de um sinal de dor diferente é parecido com pisar no pé de 
uma pessoa para aliviar a dor no polegar que acabou de ser atingido por um martelo. 
A inibição em caminhos sensórios centrais pode explicar o efeito de contra-
irritantes. A estimulação da pele acima de uma área de dor ou disfunção produz um certo 
alivio. O antiquado emplastro de mostarda atua segundo esse princípio, e vários cremes e 
pastas para friccionar, do mercado, também funcionam dessa maneira. 
A massagem e a produção de contra-irritação. Todos os métodos de massagem 
podem ser usados para produzir contra-irritação. Muitas pessoas aprenderam por 
experiência prática que tocar ou sacudir uma área ferida diminui a dor do ferimento. 
Qualquer método de massagem que introduza uma estimulação sensória 
controlada intensa o bastante para ser interpretada pelo cliente como um sinal de “dor boa”, 
funcionará para criar contra-irritação. 
A terapia de massagem em muitas formas estimula a pele sobre uma área de 
desconforto. São eficientes as técnicas que friccionam a pele e o tecido subjacente para 
causar avermelhamento. 
Métodos de compressão e movimento exigem que o corpo atenda a um sinal 
diferente e temporariamente ignore o desconforto original. 
Pontos-gatilho 
Um ponto-gatilho é uma área de facilitação local de nervo com músculo ou 
tecido conectivo associado que cria pequenas áreas de tensão ou micro-espasmo. Esses 
pontos são sensíveis à pressão e, quando estimulados, se tornam local de dolorosa 
neuralgia. A dra. Janet Travell passou muito tempo de sua carreira profissional pesquisando 
e desenvolvendo tratamento para pontos-gatilho miofasciais. Parece que uma abundância de 
termos, inclusive mialgia, miosite, fibrosite, fibromialgia, miofibrosite, fibromiosite, 
fascite, miofascite, reumatismo, nódulo fibroso e miogelose, descrevem o ponto-gatilho 
miofascial. 
As opiniões diferem quanto a se os pontos-gatilho são mais um fenômeno 
neuromuscular ou do tecido conectivo, mas os efeitos reconhecidos da massagem indicam 
uma forte interface neuromuscular, bem como uma resposta neuroendócrina. 
O efeito da massagem nos pontos-gatilho. Travell, Simons e outros sugerem 
que os efeitos da massagem sobre os pontos-gatilho miofasciais são o resultado da 
estimulação de terminações nervosas proprioceptivas, da liberação de encefalina, do 
alongamento de estruturas musculotendíneas que iniciam o relaxamentomuscular reflexo 
através dos órgãos tendíneos de Golgi e de receptores estriados, e aumentam a circulação. 
21 
 
Vários métodos de massagem, inclusive a pressão, o posicionamento e o alongamento 
proporcionam essa estimulação. 
 
Leis Neurológicas e suas Implicações para a Massagem 
 
 Lei do Tudo ou Nada (Bowditch) 
O mais fraco estímulo capaz de produzir uma resposta cria a resposta de 
contração máxima nos músculos esqueléticos e cardíaco e nos nervos. 
Implicação para a massagem: as técnicas não necessitam ser extremamente 
intensas para gerar uma resposta; tudo que é preciso é uma estimulação sensória suficiente 
para começar o processo. 
 Lei de Arndt-Schulz 
Estímulos fracos ativam processos fisiológicos; estímulos muito fortes os 
inibem. 
Implicação para a massagem: para encorajar uma resposta especifica, use 
métodos mais delicados. Para excluir uma resposta, use métodos mais profundos. 
 Lei de Bell 
Raízes de nervo espinal anterior são raízes motoras, e raízes de nervo espinal 
posterior são raízes sensórias. 
Implicação para a massagem: massagem ao longo da coluna é uma forte 
estimulação sensória. 
 Lei da Desnervação de Cannon 
Quando efectores autônomos são separados em parte ou por completo de suas 
conexões nervosas normais, eles se tornam mais sensíveis à ação de substâncias químicas. 
Essa supersensibilidade de desnervação envolve nervos feridos, que respondem 
a toda estimulação sensória, independente de se a estimulação é especifica a esse nervo. A 
supersensibilidade de desnervação é um fenômeno universal que afeta músculos, nervos, 
glândulas salivares, glândulas sudoríparas, células ganglionares autônomas, neurônios 
espinais e até mesmo neurônios do córtex. Também ocorrem mudanças na bioquímica e na 
estrutura do músculo, bem como a destruição progressiva dos elementos contráteis das 
fibras. Além disso, ao contrário das fibras musculares normais que resistem à enervação de 
nervos estranhos, as fibras musculares degeneradas aceitam contato com outros nervos 
motores, fibras autônomas pré-ganglionares e até mesmo nervos sensórios. 
Implicação para a massagem: uma área ferida pode hiper-reagir a toda 
estimulação sensória mesmo depois de curada. Se uma pessoa está resfriada, estressada no 
trabalho ou não consegue dormir, áreas anteriormente feridas podem inflamar-se. 
 Lei de Hilton 
Um tronco nervoso que supre uma articulação também supre o músculo da 
articulação e a pele sobre as inserções desse músculo. 
Implicação para a massagem: é difícil imaginar se uma dor se origina na própria 
articulação, nos músculos em torno dela ou na pele sobre a articulação; a estimulação de 
cada área afeta todas as partes. 
 Lei de Hooke 
A pressão usada para estender ou comprimir um corpo é proporcional à tensão 
experimentada, desde que não tenham sido ultrapassados os limites elásticos do corpo. 
Implicação para a massagem: métodos que alongam o tecido devem ser bastante 
intensos para corresponder ao encurtamento existente, mas não ultrapassá-lo. 
 Lei da Facilitação 
Quando um impulso passou através de um determinado conjunto de neurônios 
com a exclusão de outros numa vez, ele tenderá a tomar o mesmo curso numa ocasião 
futura e, cada vez que atravessar esse caminho, a resistência será menor. 
22 
 
Implicação para a massagem: o corpo gosta de uniformidade, o que produz 
padrões habituais. Depois que o padrão foi estabelecido, é necessário menos estimulação 
para ativar a resposta. 
 Lei da Especificidade da Energia Nervosa 
A excitação de um receptor sempre dá origem à mesma sensação, 
independentemente da natureza do estímulo. 
Implicação para a massagem: qualquer que seja o método usado, se um receptor 
sensório for ativado, ele responderá de uma maneira específica. 
 Leis de Pflüger 
 Lei da generalização 
Quando a irritação se torna muito intensa, é propagada na medula oblonga, que 
se torna um foco a partir do qual os estímulos se irradiam para todas as partes da medula, 
causando uma contração geral de todos os músculos do corpo. 
Implicação para a massagem: essa resposta deve ser evitada se possível. E 
importante manter medidas invasivas de massagem (por exemplo, o friccionar) abaixo do 
nível de intensidade que produz uma resposta geral do corpo. 
 Lei da intensidade 
Movimentos reflexos são, normalmente, mais intensos no lado da irritação; às 
vezes, os movimentos do lado oposto são iguais aos movimentos em intensidade, mas em 
geral apresentam-se menos pronunciados.21 
Implicação para a massagem: veja Lei da simetria. 
 Lei da radiação 
Se a excitação continua a aumentar; é propagada para cima, e ocorrem reações 
através de nervos centrifugos que vêm de segmentos mais elevados da medula.21 
Implicação para a massagem: veja Lei da simetria. 
 Lei da simetria 
Se a estimulação é aumentada o suficiente, é manifestada reação motora não 
apenas no lado irritado, mas também em músculos semelhantes no lado oposto do corpo. 
Implicação para a massagem: usando-se níveis crescentes de intensidade de 
massagem, pode ser criado um efeito bilateral, mesmo que apenas um lado do corpo seja 
massageado. Isso é útil especialmente para aplicações de massagem em áreas dolorosas. Ao 
massagear o lado não afetado, áreas dolorosas podem ser tratadas sem receber um trabalho 
de massagem direto. 
 Lei da unilateralidade 
Se uma irritação suave é aplicada a um ou mais nervos sensórios, o movimento 
ocorrerá em geral apenas no lado que foi irritado. 
Implicação para a massagem: uma leve estimulação permanece bastante 
localizada em resposta à massagem. 
 Lei de Weber 
O aumento no estímulo necessário para produzir o menor aumento perceptível 
na sensação tem uma relação constante com a força do estímulo que já está atuando. 
Implicação para a massagem: para um método de massagem mudar uma 
percepção sensória, a intensidade do método precisa igualar e depois exceder um pouco a 
sensação existente. 
 
2.2.7 Efeitos na Dor 
 
Desde a época mais remota, os humanos primitivos provavelmente tinham 
conhecimento que a fricção vigorosa de uma área lesionada aliviava a dor. Este 
comportamento é nitidamente instintivo, sendo exibido pelos seres humanos e por muitos 
animais. A fricção da pele estimula mecanorreceptores cutâneos, e estes sinais aferentes são 
capazes de bloquear a transmissão e, possivelmente, a percepção dos sinais nociceptivos 
23 
 
(dolorosos). Este efeito é facilmente demonstrável, e a maioria das pessoas já o 
experimentou. Estes mesmos receptores cutâneos podem também ser estimulados por 
outras modalidades, como a vibração mecânica e a estimulação elétrica. 
Levando em consideração o conceito de “portal da dor” é óbvio que as técnicas 
de massagem têm a capacidade de gerar informações aferentes significativas, mediante a 
estimulação direta dos mecanoceptores de grande diâmetro em muitas estruturas. 
Dependendo das técnicas em questão, estas estruturas estarão principalmente situadas na 
pele, ou na pele e nos tecidos mais pro fundos. Qualquer que seja o caso, a ativação do 
mecanismo de portão espinhal, as influências da supressão da dor descendente e a liberação 
de opióides endógenos são explicações razoáveis para o alívio da dor produzido pelas 
técnicas de massagem. 
Os efeitos da massagem na circulação sanguínea e linfática também podem 
contribuir para o alívio da dor. Tendo em vista que certas técnicas de massagem exercem 
um efeito significativo sobre a circulação, espera-se que elas promovam a remoção de 
“metabólitos da dor” (cininas) da região de uma área afetada. Este efeito de eliminação 
pode constituir-se em uma contribuição significativa ao alívio da dor obtido com a 
massagem dos tecidos moles. 
O alívio da dor também provém do efeito relaxante produzido por certas 
técnicas de massagem. Se o espasmo muscular é causa significativa da dor, então fica 
evidente que a redução do espasmo muscular ajudará a aliviá-la. O relaxamentomais 
generalizado que pode ser obtido com a massagem também pode contribuir para o alívio da 
dor, especialmente se esta for de natureza central. 
 
2.2.8 Efeitos nas Vísceras 
 
Vísceras Abdominais 
Até uma época bem recente, havia pouca informação publicada sobre os efeitos 
da massagem nas vísceras abdominais. Mennell (1945) acreditava que a vigorosa 
massagem abdominal, que outrora era empregada sobretudo por seus efeitos mecânicos, 
derivava de uma compreensão insuficiente do intestino, Mennell alertou que a mais leve 
percussão no intestino exposto de um sapo provoca um espasmo instantâneo daquela parte, 
juntamente com inibição cardíaca, e que o efeito da manipulação dos músculos 
involuntários dos intestinos pode ser observado durante a cirurgia abdominal. Uma 
manipulação excessiva pode resultar em super-estimulação e paralisia temporária dos 
músculos lisos (intestinais). Isso pode promover o efeito oposto à inibição da função 
intestinal normal, e não sua estimulação. 
Mennell acreditava ser impossível esvaziar mecanicamente o intestino delgado. 
Este autor acreditava também que qualquer ação da massagem nos intestinos é pratica 
mente (senão inteiramente) uma resposta reflexa à pressão da estimulação mecânica. Esta 
estimulação pode aumentar o peristaltismo, assim acelerando o esvaziamento do conteúdo 
intestinal. Algumas partes do intestino grosso são bastante constantes em sua relação com a 
parede abdominal, e assim pode ser acompanhada a direção do trânsito do conteúdo 
duodenal. Cólon ascendente e descendente, e cólon ilíaco. 
Beard e Wood estavam convencidas de que a massagem do abdômen por 
amassamento e alisamento profundo é efetiva na estimulação do peristaltismo, para 
promover a evacuação de flatos e fezes do intestino grosso. Estes procedimentos podem ser 
realizados pelo paciente, na posição sentada. O conteúdo do abdômen, com exceção do 
duodeno e de partes fixas do cólon, pode ser facilmente deslocado ou afastado por 
deslizamento, em função de qualquer pressão exercida sobre a parede abdominal, tornando 
impossível exercer qualquer efeito mecânico da massagem. 
Embora possa ser possível produzir um efeito mecânico com a massagem em 
alguns órgãos abdominais (por exemplo, próstata), os efeitos provavelmente refletem uma 
24 
 
reação reflexa à estimulação mecânica. Pode ser possível também a produção de uma 
contração reflexa da musculatura lisa do baço, mas fisiologicamente é difícil explicar 
qualquer efeito benéfico. Esperar qualquer benefício proveniente da agitação do fígado, 
como os autores mais antigos recomendavam, era algo muito errado, embora a massagem 
abdominal possa estimular a circulação portal e, portanto, as funções hepáticas. 
O tratamento por massagem do pâncreas foi sugerido por alguns autores. Este 
órgão poderia ser afetado reflexamente, mas parece provável que este seja apenas um efeito 
indireto de uma melhora generalizada do tono vascular. Sendo um órgão oco, a vesícula 
biliar é sensível aos efeitos mecânicos da massagem. 
Visto serem bastante limitados os conhecimentos acerca dos efeitos da 
massagem nas vísceras abdominais, até que existam mais informações disponíveis, parece-
nos pouco aconselhável a realização de qualquer tipo de massagem abdominal, exceto para 
músculos abdominais afetados e possivelmente de forma indireta para influenciar a 
circulação e, através da resposta reflexa à pressão, estimular a atividade dos músculos 
involuntários intestinais. 
Há necessidade do uso de técnicas especiais para a massagem de órgãos 
específicos, e estas técnicas devem ser praticadas apenas por pessoas especialmente 
treinadas nos procedimentos. (Devido aos danos que podem resultar da massagem 
abdominal, ela não deve ser incluída em uma massagem geral, a menos que tenha havido 
uma consulta médica prévia). 
Outros Órgãos Viscerais 
Seria de se esperar que algumas formas de massagem afetassem vários órgãos 
do corpo, em virtude de seus efeitos reflexos. A massagem do tecido conjuntivo é um 
exemplo óbvio: espera-se que a estimulação de áreas específicas na região posterior do 
tronco produza efeitos em uma série de órgãos e estruturas em outras partes do corpo. Este 
conceito baseia-se na evocação de um reflexo autônomo, mediante a estimulação de 
aferentes cutâneos reflexamente relacionados a órgãos e estruturas específicos. 
Outro exemplo do potencial das técnicas de massagem em afetar reflexamente 
os diversos órgãos do corpo fica expresso no conceito terapêutico da acupuntura. Neste 
caso, a pressão digital aplicada a partes específicas do corpo objetiva a produção de efeitos 
reflexos em vários órgãos e sistemas. Este é ainda outro excelente exemplo do princípio do 
efeito em local remoto, no qual a estimulação em uma parte do corpo produz um efeito em 
Outro local, mesmo em uma área aparentemente sem qual quer relação. 
 
2.2.9 Efeitos na Pele 
 
Os autores mais antigos propuseram que a massagem tinha um efeito direto nas 
camadas superficiais da epiderme. que “liberava” as aberturas das glândulas sebáceas e 
sudoríparas. O mecanismo era a melhora da circulação, que, por sua vez, melhorava 
diretamente o funcionamento destas glândulas (Krusen, 1941). Outros escritores antigos 
pensavam que o suor não era significativamente aumentado, mas que secreções sebáceas 
poderiam ser espremidas. 
A observação clínica demonstra que, em seguida à massagem a uma parte 
previamente engessada durante algumas semanas, pode ser notada uma melhora definida na 
textura e aspecto da pele. Se a pele ficou aderida aos teci dos subjacentes e se ocorreu 
formação de tecido cicatricial. movimentos de fricção e tensão são empregados para o 
afrouxamento mecânico dos tecidos aderidos, e também para o amolecimento da cicatriz. 
Considerando que a pele é o órgão que primeiramente entra em contato com as 
mãos do terapeuta, não é descabido esperar que a massagem exerça pelo menos alguns 
efeitos na pele. Estes efeitos podem ser benéficos ou maléficos. Se for usada uma 
quantidade excessiva de talco ou óleo na pele, é provável que sua superfície fique entupida 
com resíduos do lubrificante. 
25 
 
 
2.2.10 Efeitos no Tecido Adiposo 
 
Muitos têm afirmado, ao longo dos anos, que a massagem remove depósitos de 
tecido adiposo. Krusen (1941) sustentava que as observações clínicas não corroboravam 
esta teoria, e que as tentativas de redução dos depósitos localizados de gordura são inúteis. 
Rosenthai (citado em Cuthbertson. 1933’) investigou este problema 
experimentalmente. Uma massagem vigorosa foi aplicada a certas áreas da parede 
abdominal de animais. Estudos microscópicos das áreas massageadas e não massageadas 
não revelaram qualquer alteração na gordura das partes tratadas, mesmo nos casos em que a 
massagem havia sido suficientemente vigorosa para freqüentemente causar pequenas 
hemorragias. Wright (1939) e Kalb (194-1) chegaram a conclusões semelhantes. 
 
2.3 Efeitos Psicológicos 
 
 Relaxamento físico 
 Alívio da ansiedade e tensão (estresse) 
 Estimulação da atividade física 
 Alívio da dor 
 Sensação geral de bem-estar (conforto) 
 Estímulo sexual 
 Fé em geral na deposição das mãos 
 
Foram publicados poucos relatos de pesquisa experimental sobre os efeitos 
psicológicos da massagem. A maioria das pessoas está familiarizada com o efeito calmante 
de uma massagem suave, embora não esteja presente qual quer lesão ou incapacidade física 
(definida inicialmente como “massagem recreacional”). Na massagem terapêutica, a 
atenção concentrada do terapeuta no paciente, em combinação com as agradáveis sensações 
físicas da massagem, estabelece freqüentemente uma relação pessoal de proximidade e de 
confiança. Nestas circunstâncias, os pacientes podem revelar ao terapeuta problemas, 
preocupações e fatos sobre sua saúde que, em sua óptica, eram muito triviais para contar ao 
médico. Nesta situação, o terapeuta ouve e preserva qualquer informaçãocomo sendo 
confidencial. O terapeuta deve ter o cuidado de não permitir que o paciente fique 
demasiadamente dependente dessa relação, incentivando-o a contar as informações 
relevantes ao seu médico. 
Muitos dos efeitos fisiológicos da massagem descritos anteriormente têm um 
componente psicológico significativo. O alívio da dor, por exemplo, possui um componente 
psicológico. visto depender intensamente da percepção do paciente. Desta forma, o alívio 
da dor é um efeito psicológico legítimo da massagem. 
Relaxamento Físico 
Quase todas as pessoas acham que os tratamentos por massagem são 
extremamente relaxantes. Certos movimentos em particular promovem relaxamento físico; 
contudo, o conceito de relaxamento não é principalmente físico, é, na verdade, tanto 
psicológico como fisiológico. Isso exige um esforço consciente para “se soltar”. A razão 
porque algumas pessoas acham muito difícil relaxar seus membros pode ser uma 
incapacidade de se soltar psicologicamente. Técnicas de massagem apropriadas podem 
contribuir para este processo, porque elas ajudam o paciente a deixar que seus músculos e 
membros relaxem. 
 
 
 
 
26 
 
Alívio da Ansiedade e da Tensão (Estresse) 
O alívio da tensão por meio da massagem está intensamente ligado à. promoção 
do relaxamento, identificada anteriormente. Um paciente que esteja significativamente 
ansioso e tenso (estressado) achará muito difícil, senão impossível, relaxar. À medida que a 
massagem promove relaxamento, também ajuda a reduzir a ansiedade e a tensão. Isto 
ocorre porque o relaxamento precisa de um desligamento psicológico da ansiedade e da 
tensão. Esta é uma das principais razões pela qual a massagem recreacional é tão popular, 
como parte dos programas de redução do estresse. 
Estimulação da Atividade Física 
Certas técnicas de massagem são bastante estimulantes, produzindo uma forte 
sensação de revigoramento. Estas técnicas se mostraram muito úteis no mundo esportivo, e 
deram origem ao conceito da massagem esportiva, que simplesmente reflete a noção do uso 
de certas técnicas de massagem para a promoção da atividade física e melhora no 
desempenho. Com freqüência ocorre um forte impacto psicológico em função da aplicação 
das técnicas de massagem apropriadas. 
Sensação Geral de Bem-estar (Conforto) 
Há pouca dúvida de que o tratamento por massagem é urna forma muito 
agradável de terapia. O estado geral de relaxamento e o alívio do estresse, possivelmente 
em conjunto com a redução da dor, têm o efeito de induzir uma sensação de bem-estar no 
paciente. Esta sensação também deve estar ligada à liberação de opióides endógenos ou de 
outras substâncias. No mínimo, a massagem é um meio significativo de alcançar urna 
sensação de bem-estar, e isso pode explicar, pelo menos em parte, a popularidade da 
massagem recreacional em todo o mundo. 
Estímulo Sexual 
Certamente técnicas de massagem têm sido usadas durante incontáveis séculos 
como meio de estimulação sexual. 
A estimulação sexual não é um simples assunto de reflexos, que depende 
apenas de suficiente estimulação de certas áreas do corpo. E tanto um processo psicológico, 
como físico: a estimulação sexual ocorre na mente. Certamente, a estimulação periférica 
ajuda, mas todo o processo não é apenas uma simples ação reflexa. A estimulação sexual 
não é um objetivo da massagem terapêutica, e, por esta razão. muitas zonas erógenas 
devem ser cidadosamente evitadas. 
 
27 
 
3 ANATOMIA E FISIOLOGIA BÁSICAS 
 
O estudo da anatomia e fisiologia humana abre nossa compreensão para a 
complexa maravilha que é o funcionamento orgânico do corpo. 
O sistema energético no qual a massoterapia se baseia desenvolveu-se milhares 
de anos antes dos conhecimentos modernos de anatomia e fisiologia. No entanto, esses 
conhecimentos são importantes para melhor entendermos as funções dos meridianos de 
energia (que são diretamente relacionados às diversas funções orgânicas) e a ação do 
shiatsu e da acupressura em geral. 
 
3.1 Sistema Ósseo 
 
Aparelho de sustentação e “moldura” protetora dos órgãos. É a “estrutura” do 
nosso corpo, formada normalmente por 206 ossos, que se ligam através de articulações que 
tornam possível o movimento. 
Os ossos são tecidos vivos. Na sua composição encontramos substâncias 
minerais (carbonato e fosfato de cálcio) e orgânicas. Possuem glóbulos brancos e 
vermelhos, vasos sangüíneos e linfáticos, e nervos. Apresentam sensitividade. As células 
vivas são responsáveis pelo desenvolvimento dos ossos durante o período de crescimento e 
pela sua recuperação após uma fratura. 
Quanto aos ossos, os seguintes termos são empregados: 
Processo ou apófise — é uma saliência óssea 
Trocanter — um processo largo 
Espinha — processo comprido e fino 
Tubérculo — pequeno processo arredondado. 
Tuberosidade — processo arredondado largo. 
Fossa — depressão. 
Forame ou forâmen — orifício. 
As articulações ósseas podem ou não permitir movimentos entre os ossos. As 
articulações entre os ossos do crânio, por exemplo, oferecem mobilidade extremamente 
reduzida. O tipo de articulação que oferece maior mobilidade é a sinovial (joelhos, 
cotovelos, ombros etc.). 
Nas junturas sinoviais encontramos os ligamentos. São tecidos fibrosos, fortes e 
flexíveis, que ligam os ossos — ajudando a mantê-los em seus lugares, impedindo que eles 
“resvalem” uns sobre os outros, e limitando a amplitude dos movimentos articulares. 
 
AGRUPAMENTOS ÓSSEOS PRINCIPAIS 
Esqueleto axial: 
Consiste dos ossos do crânio e face, coluna vertebral e tórax. 
CRÂNIO Os ossos do crânio são em número de 8. Suas articulações são 
rígidas. Temos: 
1 occipital, 1 frontal, 2 parietais, 2 temporais, 1 esfenóide (encravado no meio 
dos ossos na parte da frente da base do crânio), 1 etmóide (encravado no osso frontal). 
FACE 14 ossos angulares e irregulares. A estrutura do nariz é em grande parte 
formada por cartilagem. Os ossos principais são: 
2 maxilares superiores, 1 maxilar inferior (ou mandíbula), 2 malares (ossos da 
maçã do rosto), 2 nasais, 2 lacrimais, etc. 
COLUNA É o suporte central do esqueleto. Dá apoio aos órgãos in 
VERTEBRAL ternos e abriga a medula espinhal, que se liga a todo o corpo através do 
sistema nervoso periférico. Lesões na coluna podem interferir nos movimentos do corpo e, 
através do sistema nervoso autônomo, no funcionamento dos órgãos. A coluna é formada 
pelas vértebras. Temos: 
28 
 
 
7 cervicais — Grupo flexível de vértebras, de articulações delicadas que, no 
conjunto, permitem boa amplitude de 66 movimentos. A 1ª, 2ª e 7ª vértebras apresentam 
formatos singulares; São chamadas respectivamente atlas, áxis e proeminente. 
12 torácicas ou dorsais — Grupo bastante rígido de vértebras. Articulam-se 
com as 24 costelas. Com elas e com o esterno formam a caixa torácica. 
5 lombares — Grupo com as maiores vértebras da coluna, cujas articulações 
permitem razoável mobilidade. Suportam uma grande carga de peso, sendo especialmente 
sacrificadas pelo fato do homem ter se tornado bípede. 
Sacro — Formado por 5 vértebras fundidas. Se articula com os ossos dos 
quadris (ossos ilíacos), formando com eles a cóccix — Formado por pequenas vértebras 
fundidas, cujo número normalmente varia em torno de 4. Ê o “rabinho” do ser humano. 
TÓRAX: A caixa torácica abriga o coração e os pulmões. Ë uma estrutura de 
certa flexibilidade, capaz de se contrair e expandir acompanhando a respiração. 
Ossos: 24 costelas, esterno. As costelas se dividem em verdadeiras, falsas e 
flutuantes. As verdadeiras (7 pares) se prendem diretamente ao esterno. As falsas (3 pares) 
se ligam ao esterno de forma indireta. As flutuantes (2 pares) não se prendem ao esterno, só 
29 
 
à coluna. O esterno é um osso ímpar, localizado na parte da frente do tórax. Apresenta três 
partes fundidas: punho ou manúbrio, corpo e processo xifóide. 
Esqueleto apendicular: 
Bem mais móvel que o esqueleto axial, consiste nosombros e quadris, 
membros superiores e inferiores. Liga-se ao esqueleto axial através das cinturas — 
escapular (ombros) e pélvica (quadris). Fraturas nos ossos do esqueleto apendicular são 
mais comuns, porém bem menos sérias do que nos do esqueleto axial. 
CINTURA ESCAPULAR. Ossos: escápula (ou omoplata), clavícula. A 
escápula só se prende ao esqueleto axial através de músculos. Por isto em algumas pessoas 
ela parece tão “solta”. 
MEMBROS SUPERIORES 
Ossos: 
do braço — Úmero. O úmero se articula com a escápula de forma bastante 68 
solta, permitindo grande mobilidade ao braço. 
do antebraço — ulna (lado do dedo mínimo) e rádio (lado do polegar) do pulso 
Carpo (8 ossos) 
da mão — 5 metacarpos dos dedos — 14 falanges. As falanges são numeradas 
de 1 a 3 sendo a 1 a mais próxima da mão. Ou: falange (proximal), falanginha (média) e 
falangeta (distal). Os metacarpos são numerados de 19 a 59, sendo o 19 o que se articula 
com a falange proximal do polegar. 
CINTURA PÉLVICA: A pelve feminina é mais larga que a masculina, para ser 
capaz de abrigar o feto em desenvolvimento. (Pelve ou quadris) É composta pelos 
6 ossos ilíacos: 2 ílios, 2 ísquios, 2 púbis. Cada ílio se articula com o sacro na sua parte 
superior, e com 1 ísquio e 1 púbis na sua parte inferior. O ílio, o ísquio e o púbis formam o 
osso do quadril. O osso do quadril do lado esquerdo se articula com o do lado direito na 
frente do corpo, através da sínfise púbica (articulação entre os púbis). 
MEMBROS INFERIORES 
Ossos: 
da coxa — fêmur 
da perna — tíbia e fíbula 
do joelho — patela (ou rótula) 
do pé — tarso (7 ossos — entre eles o calcâneo) e 5 metatarsos 
dos dedos — 14 falanges. 
O fêmur é o osso mais longo do corpo. Observe que sua forma faz com que o 
peso do corpo incida diretamente sobre os pés. 
A articulação entre o fêmur e a pelve (articulação coxofemural) é firme, com 
um encaixe profundo e fortes ligamentos. Por isto os movimentos da perna em relação ao 
tronco são bem mais restritos do que os do braço. 
A tíbia é um osso muito robusto, feito para suportar o peso do corpo. 
Os pés são estruturas feitas para suportar o peso do corpo todo. Por isso, quando 
aplicamos shiatsu nas solas, pode mos utilizar pressões fortes. 
A numeração dos metatarsos e falanges dos pés é similar à dos metacarpos e 
falanges das mãos. 
30 
 
Fíbula
Crista ilíaca
 
31 
 
 
 
32 
 
 
3.2 Sistema Muscular 
 
O tecido muscular é elástico, apresenta propriedade de retornar imediatamente à 
sua forma original, podendo se contrair ou estender. Tensões nos levam a 
inconscientemente manter determinados grupos de músculos contraídos de forma contínua, 
até mesmo durante o sono. Formam-se verdadeiros “nós” musculares, que causam dor 
física e desconforto psicológico, e limitam a livre movimentação do corpo. É importante 
trabalharmos nosso corpo, para mantermos a musculatura flexível e o corpo-mente 
equilibrado. 
CLASSIFICAÇÃO DOS MÚSCULOS 
Temos três tipos básicos de músculos: 
1) Estriados: São músculos de controle voluntário, ligados ao esqueleto. Sua 
função é operar os ossos do corpo, produzindo movimento. Somam mais de 400. 
2) Lisos: São músculos de controle involuntário. São encontrados nas paredes 
dos vasos sangüíneos e órgãos internos. Operam os movimentos viscerais. Exceção: 
musculatura da bexiga — lisa, porém voluntária. 
3) Músculos cardíacos: São estriados, porém de controle involuntário. 
 
OS MÚSCULOS E OS MOVIMENTOS DO CORPO 
As articulações móveis do esqueleto formam um sistema de alavancas. Os 
músculos atuam sobre estas alavancas. Os movimentos são produzidos basicamente por 
grupos musculares, e não por músculos isolados. Grupos musculares de funções 
complementares se colocam em oposição, e agem em conjunto. Assim, na parte interna do 
antebraço temos flexores, e na externa extensores; na face anterior da coxa encontramos 
extensores, e na posterior flexores, etc. Quando dizemos que um músculo é um flexor, 
estamos nos referindo à sua ação principal, já que cada músculo participa em diferentes 
movimentos. Por sua vez, mesmo os movimentos mais simples são complexos e envolvem 
a ação de vários músculos. 
Flexor: o que faz dobrar 
Extensor: o que faz estender 
Adutor: o que traz 
Abdutor: o que afasta 
Rotator: produz movimento de rotação em torno de um eixo. 
Os tendões são feixes de fibras em que terminam os músculos. Ligam os 
músculos aos ossos. São alongados, fortes e flexíveis. 
 
PRINCIPAIS MÚSCULOS E PONTOS A ELES RELACIONADOS 
Músculos que nos interessam na prática da Massoterapia: 
FACE: Masseter: músculo de mastigação. Pode se apresentar tenso e 
dolorido. O ponto E 6 atua sobre ele. Frontal: músculo delicado, de expressão facial, 
situado na testa. Orbicular dos olhos: músculo de fechamento dos olhos. Os Pontos VB 1 e 
B 2 atuam sobre esse músculo. Temporal: músculo mastigador, situado nas têmporas. Sobre 
ele age o Ponto Tai Yo. 
PESCOÇO: Esternocleidomastóideo: importante músculo da face lateral do 
pescoço. Atua na rotação e flexão da cabeça. Começa no esterno e na clavícula, indo até a 
lateral do osso occipital. 
33 
 
 
 
 
Braquioradial 
Serrátil Anterior 
Flexores do Punho 
Sartório 
Fibular Longo 
34 
 
 
 
 
 
Trapézio Superior e médio 
Extensores do 
punho 
Gastrocnêmio 
Solear 
Redondo Maior 
Redondo menor 
Trapézio Inferior 
Tensor da Fácia lata 
35 
 
 
 
 
NUCA E OMBROS : Trapézio: outro músculo de grande importância. 
Acumula grande tensão. Cobre a nuca, os ombros e parte das costas (região torácica). 
Ligado às doze vértebras torácicas e à 7 cervical, ao occipital, à escápula e à clavícula. Atua 
nos movimentos do ombro e da cabeça. O ponto B 10 situa-se sobre o trapézio, onde ele 
encontra o osso occipital. Outros Pontos que usamos para “soltar” esse e os outros 
músculos da nuca e dos ombros: VB2O, VB21, TA17, ID11, ID13 e pontos do meridiano 
da bexiga na região torácica. Esplênio da cabeça: situa-se na nuca, sob os músculos trapézio 
e esternocleidomastóideo, e entre eles. Atua em movi mentos da cabeça, em conjunção com 
o esternocleidomastóideo. Atua sobre o esplênio da cabeça o Ponto VB 20, que se localiza 
entre ele e o trapézio. 
COSTAS: Longo: é a longa faixa muscular que podemos sentir correndo 
paralela à coluna vertebral. Faz parte da musculatura profunda das costas, situando-se 
embaixo do trapézio, do grande dorsal, e de outros músculos. Forma, com o íliocostal e o 
espinhal, o músculo eretor da espinha. Sobre o músculo longo situam-se vários Pontos do 
meridiano da Bexiga, incluindo-se o B 52. Grande dorsal: responsável pelo movimento de 
rotação interna do braço. Rombóide (superior e inferior): músculos estabilizadores da 
escápula, se localizam abaixo do trapézio inferior, entre as escápulas. 
REGIÃO LOMBAR E DOS QUADRIS: Psoas-ilíaco: ilíaco, grande psoas e 
pequeno psoas são importantes músculos posturais. São músculos profundos, ligados às 
vértebras lombares, à última torácica, ao osso ilíaco e ao fêmur. Agem como flexores dos 
quadris e estabilizadores da região lombar, tanto na posição sentada quanto de pé. 
TÓRAX: Grande peitoral: origina-se na clavícula, no esterno e nas costelas, 
tem a ponta superior do úmero (osso do braço). Atua em movimentos do braço (adução e 
rotação interna). Em algumas pessoas a musculatura peitoral se apresenta muito tensa. 
Principal Ponto relacionado: P 1. 
MÚSCULOS DA RESPIRAÇÃO: Diafragma: é o “chão” da cavidade torácica, 
separando-a da cavidade abdominal. É o principal músculo da respiração. Contrai-se 
36 
 
quando inspiramos e relaxa na expiração. M. intercostais: situam-se entre as costelas. São 
importantes músculos da respiração. 
ABDÔMEN: Reto abdominal: atua na flexão do tronco. Situado embaixo dos 
oblíquos abdominais interno e externo. Oblíquo externo ou grande oblíquo do abdômen: 
rotação e inclinação lateral do tronco. 
OMBRO: Deltóide: atua em vários movimentosdo braço. 
ESCÁPULA: Supra-espinhoso, infra-espinhoso, redondo (pequeno e grande) e 
subscapular: Movimentos do braço. Pontos relacionados: ID 11 e ID 13. 
BRAÇOS: Bíceps braquial: flexão do braço. Tríceps braquial: extensor do 
braço. 
ANTEBRAÇO: Na face interna do antebraço encontramos um grupo de 
músculos flexores e na face externa um grupo de extensores, que atuam nos movimentos do 
punho, da mão e dos dedos. O Ponto IG 10, visto anteriormente, situa-se sobre o músculo 
extensor dos dedos, que pode ser sentido na face externa do antebraço quando abrimos e 
fechamos a mão. 
NÁDEGAS: Glúteo (grande, médio e pequeno): tem funções de extensão, 
flexão, abdução e rotação do fêmur. São importantes músculos posturais, que atuam na 
estabilização dos quadris quando ficamos de pé, andamos, corremos, escalamos etc. Podem 
acumular grande tensão, tornando-se rígidos e doloridos. Principais Pontos relacionados à 
musculatura glútea: Tem Shi, VB3O e B53. 
COXAS: Quadríceps crural ou femural: compõe a larga massa muscular da face 
anterior da coxa. Constitui-se de quatro músculos que convergem para um único tendão que 
se insere na tíbia. São eles: o retrocrural, o vasto externo, o vasto intermediário e o vasto 
interno. Atuam na extensão do joelho. O retrocrural também atua na flexão da articulação 
coxofemural (entre o fêmur e a pelve). Adutores: situados na face interna da coxa. Temos 3 
adutores (longo, curto e grande adutor), o grácil (ou reto- interno) e o pectíneo. Além da 
adução atuam na flexão, extensão e rotação da articulação coxofemural. Bíceps crural e 
semitendinoso: parte posterior da coxa. Ativos na flexão do joelho e na extensão da 
articulação coxofemural. Esses músculos são os que se contraem quando nos inclinamos 
para frente tentando tocar os pés com as mãos. Atrás dos joelhos dobrados podemos 
facilmente sentir os tendões desses músculos, que vão se inserir na fíbula e na tíbia, 
respectivamente. O ponto B 37 age sobre estes músculos. 
PERNAS Tibial anterior: atua em movimentos do pé e tornozelo. Sobre esse 
músculo, do lado da tíbia, encontramos o importante Ponto E36. Gastrocnêmicos: músculos 
da batata da perna. Atuam nos movimentos dos pés e joelhos. Entre os músculos gêmeos 
encontramos o B 57. 
 
3.3 Sistema Digestivo 
 
A função básica do aparelho digestivo é transformar os alimentos ingeridos — 
através de ações mecânicas e reações químicas — preparando para serem absorvidos pelo 
organismo. Essa absorção se dá através de células da parede interior dos órgãos digestivos e 
de capilares (pequenos vasos) sangüíneos e linfáticos. A função digestiva se completa com 
a eliminação dos resíduos não aproveitáveis. 
O sistema digestivo é um canal (canal alimentar ou tubo digestivo) que vai da 
boca ao ânus, “serpenteando” dentro do corpo na cavidade abdominal. Também fazem 
parte deste sistema os órgãos anexos, que produzem substâncias que são lançadas no tubo 
digestivo por pequenos canais, para auxiliar na digestão dos alimentos. 
Shiatsu no hara, em áreas reflexas das costas e em determinados meridianos e 
Pontos contribui muito para equilibrar e fortalecer o funcionamento do sis tema digestivo. 
37 
 
 
Compare a localização dos órgãos digestivos com o trabalho de diagnóstico-
terapia que realizaremos no hara (p. 146). 
O TUBO DIGESTIVO 
1) Boca: Com o auxílio dos dentes, língua e glândulas salivares o alimento é 
umedecido e triturado, ficando pronto para ser engolido. E a primeira etapa da digestão. 
2) Faringe: Via de acesso comum aos alimentos e ao ar. Quando engolimos, 
uma pequena válvula (epiglote) fecha a entrada da laringe, impedindo que alimentos 
penetrem as vias respiratórias. 
3) Esôfago: A faringe se bifurca em laringe e esôfago. A laringe leva aos 
brônquios, o esôfago ao estômago. 
4) Estômago: Armazena a comida recém-ingerida e a prepara para o intestino 
delgado. 
 
5) Intestino: Continua o trabalho digestivo, com o auxílio das secreções 
delgado: do fígado e do pâncreas. Aqui ocorre a maior parte da absorção dos 
nutrientes. Divide-se em: duodeno, jejuno, íleo 
38 
 
6) Intestino Mais largo, menor em comprimento e mais “arrumado” grosso: na 
cavidade abdominal que o intestino delgado. Absorve basicamente líquidos. 
Divide-se em: 
Ceco, cólon ascendente, transverso, descendente, sigmóide (local onde as fezes 
se acumulam antes de serem eliminadas), reto e ânus. 
Os nutrientes absorvidos são levados ao fígado (pela veia porta), onde são 
tratados, armazenados e lançados na circulação sangüínea através das veias hepáticas, 
alcançando rapidamente o coração e daí todo o organismo. 
OS ÓRGÃOS ANEXOS 
Glândulas Localizadas próximas à boca, onde lançam secreções que 
salivares: ajudam a umedecer os alimentos. 
Fígado: Produz a bílis, que é lançada no duodeno e auxilia na digestão de 
gorduras. 
Vesícula biliar: Armazena bílis, lançando-a no duodeno no momento 
necessário. 
Pâncreas: Produz enzimas que são lançadas no duodeno para auxiliar na 
digestão de proteínas, gorduras e carboidratos. 
Baço: Filtra o sangue, colabora na formação da bílis, produz glóbulos brancos 
(função imunológica). 
 
3.4 Sistema Circulatório 
 
O aparelho circulatório é encarregado da circulação sanguínea. O sangue leva 
nutrientes e oxigênio às células do corpo, removendo resíduos e gás carbônico. 
Esse aparelho é formado pelo coração e vasos sangüíneos. O coração é a 
“bomba” muscular que mantém o fluxo sangüíneo. Os vasos sangüíneos são as artérias, 
veias e capilares. 
As artérias levam sangue do coração para o resto do corpo, e as veias retornam 
o sangue ao coração. Geralmente as artérias conduzem sangue arterial, rico em oxigênio, e 
as veias sangue venoso, que contém gás carbônico. 
Os capilares são tubos de diâmetro muito fino. Através deles substâncias e 
gases se transferem do sistema vascular (dos vasos sangüíneos) para os tecidos do corpo, e 
dos tecidos de volta ao sistema vascular. 
No sangue encontramos glóbulos vermelhos (hemácias) e brancos(leucócitos). 
Os glóbulos vermelhos são transportadores de oxigênio para o corpo. O oxigênio é 
recolhido nos pulmões e levado até os capilares, de onde alcança as células. Os glóbulos 
brancos desempenham importante papel imunológico. Combatem bactérias e defendem o 
organismo de infecções. 
A pequena circulação é o percurso que o sangue venoso faz do coração aos 
pulmões, onde é purificado, e de volta ao coração. A grande circulação é feita pelo sangue 
arterial do coração a todas as partes do corpo, e dos tecidos do corpo de volta ao coração na 
forma de sangue venoso. 
PRINCIPAIS ARTÉRIAS E VEIAS 
As artérias nascem largas e vão se subdividindo e estreitando. As veias nas cem 
pequenas e vão se alargando. 
Artérias 
TRONCO: Aorta: A principal artéria do corpo. Ë ela que muitas vezes sentimos 
pulsar fortemente quando tocamos o abdêmen na altura do umbigo. Da aorta saem diversas 
artérias que vão alimentar os órgãos internos, o cérebro, os membros, enfim, o corpo todo. 
Renal: Alimenta os rins. 
39 
 
CABEÇA: Carótida: A artéria carótida comum sai da seção ascendente da 
aorta. Vai se subdividir na carótida externa e carótida interna. A carótida externa alimenta a 
face, e a interna o cérebro. 
40 
 
 
41 
 
BRAÇOS: Braquial: É continuação da artéria axilar, que — por sua vez — é 
continuação da artéria subclávia. Vai se ramificar nas artérias radial e cubital. 
COXAS: Femural: A artéria aorta se bifurca na sua parte inferior, de modo a 
alimentar as pernas. Ilíaca comum é o nome dado às artérias resultantes dessa bifurcação. A 
ilíaca comum, por sua vez, vai se dividir nas ilíacas interna e externa. A artéria femural é a 
continuação da artéria ilíaca externa. 
PERNAS: Tibial anterior, tibial posterior e fibular: A artéria femural continua 
sob o nome de artéria poplítea, e divide-se na perna nas artérias tibial anterior, tibial 
posterior e fibular. 
CORAÇÃO: Coronárias: Alimentam o músculocardíaco, formando uma 
“coroa” em torno do coração. A “drenagem” é feita através das veias cardíacas. Tronco 
pulmonar: Começo das artérias pulmonares direita e esquerda. Leva sangue venoso do 
coração aos pulmões, onde ocorrerá hematose (transformação de sangue venoso em 
arterial). As veias pulmonares levam sangue arterial dos pulmões ao coração. 
Veias 
As veias normalmente correm juntas com as artérias do mesmo nome. Assim, 
temos as veias cubital, radial, braquial, fibulares, femural, ilíaca comum, renal etc. 
Veia cava: A veia cava inferior situa-se à direita da aorta e desemboca no 
coração. A veia cava superior recebe veias da cabeça e dos braços. 
Veia jugular interna: Corre junto com a artéria carótida interna e a carótida 
comum. Drena o sangue venoso que vem do cérebro. 
Veia porta: As ramificações da veia porta drenam o sangue rico em nutrientes 
do trato gastrintestinal para o fígado. O fígado altera, armazena e, de acordo com as 
necessidades, solta esses nutrientes. Através das veias hepáticas eles vão alcançar 
rapidamente o coração, e daí são distribuídos a todas as partes do corpo pela circulação 
sangüínea. 
 
3.5 Sistema Linfático 
 
Uma enorme parcela do corpo constitui-se de líquidos. Esses líquidos 
necessitam manter-se em circulação. Os vasos linfáticos “escoam” dentro das veias os 
líquidos do corpo que não se encontram dentro do sistema vascular, e que devem a ele 
eventualmente retornar a fim de alcançarem o coração. Os vasos linfáticos são auxiliares 
das veias na sua função de “drenagem”. 
O sistema linfático não possui um “coração” — depende da ação dos músculos 
vizinhos para realizarem sua função. Exercícios físicos e massagem auxiliam a manutenção 
do fluxo normal do sistema linfático. 
 
3.6 Sistema Respiratório 
 
O aparelho respiratório compõe-se de: 
1. Vias respiratórias: fossas nasais, faringe, laringe, traquéia, brônquios 
2. Pulmões 
O aparelho respiratório traz ar para dentro do corpo e o prepara de modo que o 
oxigênio nele contido possa ser absorvido pelo sangue. Ao mesmo tempo dióxido de 
carbono se desprende, ocorrendo assim uma troca. Essa troca (absorção de oxigênio — 
eliminação de dióxido de carbono) é chamada de hematose. O oxigênio absorvido vem 
alcançar e suprir todas as partes do corpo através da circulação sangUínea. 
O aparelho respiratório também participa na articulação de sons na realização 
da fala. 
 
 
42 
 
 
 
3.7 Sistema Urinário 
 
 
 
43 
 
O aparelho urinário é composto de: 
1. Rins 
2. Vias urinárias: bacinetes, ureteres, bexiga, uretra. 
Os rins “filtram” o sangue, removendo dele quantidades variáveis de água e 
substâncias orgânicas e inorgânicas, na medida em que o fluxo sangüíneo passa por eles. 
Dessa forma mantém o equilíbrio de composição e volume dos líquidos do corpo. 
Os rins localizam-se na parte posterior da cavidade abdominal, um de cada lado 
da coluna, entre a borda superior da 12 vértebra torácica e a 3 lombar. O rim direito situa-se 
um pouco abaixo do esquerdo, devido ao grande espaço ocupado pelo fígado. 
A urina contém resíduos desnecessários ao organismo dissolvidos em água. 
Após ser produzida pelos rins, fica acumulada na bexiga até o momento de ser eliminada. 
 
3.8 Sistema Nervoso 
 
Os músculos agem sobre o esqueleto e sobre as vísceras, produzindo os movi 
mentos do corpo e operando seu funcionamento orgânico. O sistema nervoso comanda a 
ação dos músculos — através de impulsos enviados pelo sistema nervoso central. Logo 
controla os movimentos voluntários e a vida vegetativa. 
Os impulsos provenientes do sistema nervoso central ocorrem em resposta a 
informações que ele mesmo recolhe, através dos receptores sensitivos — as sensações 
externas (colhidas através dos órgãos dos sentidos, responsáveis pelo nosso senso de 
localização no espaço) e internas. 
Os impulsos nervosos são uma forma de energia eletroquímica. São gerados e 
conduzidos pelas células nervosas (neurônios). Os neurônios são a unidade funcional 
fundamental do sistema nervoso. Os neurônios sensitivos conduzem impulsos dos 
receptores do corpo para o sistema nervoso central. Esses receptores podem ser sensíveis ao 
calor, ao toque, à luz, ao paladar, à dor, à tensão muscular etc. Os neurônios motores levam 
impulsos do sistema nervoso central para o corpo, produzindo a ação física e os 
movimentos viscerais. 
Os neurônios (sensitivos e motores) que conduzem impulsos entre a pele ou a 
musculatura que movimenta o esqueleto e o sistema nervoso central são chamados de 
neurônios somáticos. Neurônios viscerais são os que conduzem impulsos entre as vísceras e 
o sistema nervoso central, tenham eles funções sensitivas ou motoras. 
O sistema nervoso divide-se em sistema nervoso central e periférico. 
 
1. SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
O sistema nervoso central constitui-se do encéfalo e da medula espinhal. 
Encéfalo: 
Divisão Embriológica: telencéfalo (hemisférios cerebrais ou cérebro), 
diencéfalo, mesencéfalo, metencéfalo (cerebelo e ponte), Mielencéfalo (medula oblonga ou 
bulbo). 
1) Telencéfalo (hemisférios cerebrais ou cérebro) 
A camada superficial (córtex) do cérebro é a sua área mais desenvolvida. Partes 
do córtex cerebral recebem os nomes dos ossos cranianos com os quais se relacionam. 
Assim temos os lobos frontal, temporal, parietal e occipital. Cada lobo é responsável por 
determinadas funções. O lobo frontal ocupa-se primariamente de funções motoras (postura; 
movimentos voluntários) e intelectuais (pensamento abstrato e racional; fala). O lobo 
parietal ocupa-se, entre outras, de funções sensoriais, reconhecendo sensações físicas como 
a dor, a temperatura, toque e paladar. O lobo temporal relaciona-se ao comportamento 
emocional, ao olfato, audição, linguagem, etc. O lobo occipital é ligado à visão. 
 
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2) Diencéfalo 
O diencéfalo se encontra incrustado por baixo e para dentro dos hemisférios 
cerebrais. Se ocupa basicamente de funções sensoriais e autônomas, como controle da 
temperatura do corpo, sensação de apetite, ligação entre reflexos viscerais e reações 
emocionais, etc. Faz parte do diencéfalo a glândula pineal. 
3) Mesencéfalo 
Também incrustado na parte inferior do cérebro, por baixo do diencéfalo. 
Ocupa-se de reflexos provocados por estímulos visuais e auditivos inesperados; conduz 
impulsos motores do cérebro para o bulbo e a medula espinhal; etc. 
4) Metencéfalo 
Composto pela ponte e pelo cerebelo. A ponte, entre outras coisas, é 
responsável pela nossa capacidade de permanecermos alertas e atentos. O cerebelo é 
responsável por nosso senso de equilíbrio. Controla e coordena a atividade muscular em 
geral (incluindo a manutenção do tono muscular). 
5) Mielencéfalo 
O mielencéfalo origina a medula oblonga (alongada), ou bulbo, que se ocupa de 
importantes reflexos orgânicos, como os ritmos cardíacos e respiratórios. 
Divisão Anatômica: 
Anatomicamente podemos dividir o encéfalo em: 
1) cérebro 
2) tronco encefálico 
3) cerebelo 
O tronco encefálico constitui-se de todo o encéfalo, menos os hemisférios 
cerebrais e o cerebelo — ou seja, o diencéfalo, o mesencéfalo, a ponte e o bulbo. Como o 
diencéfalo se encontra recoberto pelos hemisférios cerebrais, alguns autores o consideram 
parte do cérebro, e não do tronco encefálico. 
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A medula espinhal é uma continuação do encéfalo, que se estende pelo canal 
existente no interior da coluna vertebral (canal formado pelos forames vertebrais) até o 
nível da 2 vértebra lombar. Transmite impulsos do corpo para o encéfalo, e vice-versa. 
 
II. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 
Formado por feixes de nervos (filamentos de tecido que conduzem os impulsos 
nervosos) que se irradiam do encéfalo e medula espinhal alcançando todas as partes do 
corpo. Através desse sistema transitam informações sensoriais do corpo para o sistema 
nervoso central, e as respostas motoras do sistema nervoso central para os músculos do 
corpo. Osistema nervoso periférico apresenta dois tipos de nervos, os cranianos e os 
espinhais. 
Nervos cranianos 
São os nervos que se projetam da base do encéfalo. Inervam primariamente a 
cabeça e o pescoço. Entre outros temos os nervos olfatórios, o nervo ótico, o nervo facial 
(inerva a musculatura mímica), o nervo auditivo, o nervo trigêmeo, o nervo vago (que 
inerva também órgãos do tórax e abdômen), etc. 
Nervos espinhais 
São os nervos que emergem bilateralmente da medula espinhal através dos 
forames intervertebrais. Cada nervo possui duas raízes (uma ventral e uma dorsal) — ou 
seja, se bifurca conectando-se com a medula espinhal em dois pontos. A raiz ventral possui 
fibras motoras, e a raiz dorsal fibras sensitivas. O nervo espinhal então é sempre misto — 
possui fibras motoras e sensitivas. 
Após deixar a medula espinhal, cada nervo se divide e ramifica. Esses ramos 
vão inervar músculos e pele. Os ramos que inervam os músculos do esqueleto vão supri-los 
com fibras motoras (para a ação muscular), fibras motoras autônomas (para a musculatura 
lisa das artérias musculares) e fibras sensitivas (para os receptores dos músculos e tendões). 
Os ramos que inervam a pele a suprem com fibras sensitivas e fibras motoras autônomas 
(para as artérias cutâneas e glândulas sudoríparas). 
Os nervos espinhais formam “redes”, ou plexos nervosos que inervam áreas 
específicas do corpo. 
Principais plexos nervosos 
PLEXO CERVICAL: Inerva pele e músculos do pescoço. 
PLEXO BRAQUIAL: Inerva braços e ombros. 
PLEXO LOMBOSSACRO: Compõe-se dos plexos lombar e sacro. Inerva 
pernas, nádegas, região inferior do abdômen e genitais. Faz parte do plexo sacro o nervo 
ciático (ou isquiático), cujas ramificações (nervos tibial e fibular comum) chegam até os 
dedos e solas dos pés. 
 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
O sistema nervoso autônomo é parte do sistema nervoso periférico. Inerva os 
músculos cardíacos e os músculos lisos e glândulas dos órgãos internos, controlando o 
funcionamento involuntário do coração, estômago, intestinos, órgãos reprodutivos, etc. 
Controla assim as funções da vida vegetativa (como a circulação sangüínea, a digestão, a 
respiração). É um sistema motor, e não sensorial. Os neurônios motores autônomos das 
vísceras são diferentes dos neurônios motores somáticos (voluntários), e vão caracterizar o 
sistema nervoso autônomo. Já os neurônios sensoriais viscerais são iguais aos somáticos — 
portanto, não são considerados parte do sistema autônomo. 
O sistema nervoso autônomo se divide nos sistemas simpático e parassimpático. 
O sistema simpático é estimulante, e o parassimpático é regulador. 
 
 
 
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Sistema Nervoso Simpático 
O sistema nervoso simpático reage a situações inesperadas ou de perigo de 
vida, ou em manifestações emocionais — um barulho súbito, uma briga ou discussão, um 
quase acidente de carro, etc. E ativado pela adrenalina. Quando o sistema simpático entra 
em ação o coração bate mais rápido ou dispara, a pressão sangüínea sobe, a traquéia se 
dilata e o ritmo da respiração aumenta, a pupila se dilata, começamos a suar, o sangue flui 
para os músculos voluntários do esqueleto, os sistemas digestivo e sexual são desativados 
— enfim, são tomadas medidas para enfrentar uma situação de emergência. Prepara a 
pessoa para “lutar ou fugir” — to fight or to flight. Essas reações ocorrem com maior ou 
menor intensidade, dependendo do caso específico. 
Os nervos do sistema simpático se irradiam da medula espinhal (do nível da 1 
vértebra torácica à 2 lombar). Tão logo deixam a coluna vertebral, separam-se dos nervos 
espinhais e vão formar uma cadeia de gânglios (agrupa mento de células nervosas fora do 
SNC) situada ao longo da coluna. Essa cadeia de gânglios se chama tronco simpático, e se 
estende bilateralmente do nível da 1 vértebra cervical até o cóccix. 
O sistema nervoso autônomo é associado aos diversos órgãos do corpo. Os 
pontos Associados. que também se relacionam aos órgãos, situam-se sobre o tronco 
simpático — existindo, pois, uma relação entre eles e o sistema nervoso que parece 
justificar anatomicamente a mecânica de funcionamento desses pontos. 
Sistema Nervoso Parassimpático 
O sistema parassimpático tem efeito calmante sobre o organismo. Reduz o 
ritmo cardíaco e a freqüência respiratória, estimula a digestão (e a absorção de nutrientes) e 
a função sexual. A musculatura voluntária relaxa, o fluxo sangüíneo é orientado para os 
tecidos superficiais da pele e para os órgãos digestivos (após uma lauta refeição, o 
parassimpático entra em ação). Logo, o parassimpático regula o funcionamento da vida 
vegetativa, num efeito quase antagônico ao sistema simpático. Na verdade, os dois sistemas 
inter-relacionam-se de forma complexa, às vezes complementar. Por exemplo, o sistema 
parassimpático é responsável pela ereção do órgão masculino (atua na vaso dilatação dos 
órgãos genitais), e o simpático pela ejaculação (atua na vaso constrição). Quando fazemos 
um relaxamento profundo, ou meditamos, ativamos o parassimpático. Na principal prática 
espiritual do tantra yoga, onde a energia sexual é diretamente utilizada nas meditações, o 
homem se relaciona sexualmente com a mulher sem ejacular. 
Em seu livro A Função do Orgasmo, Reich menciona que quando sentimos dor 
ou ansiedade ativa-se o sistema simpático — e o organismo se contrai. Por outro lado, 
quando sentimos prazer o parassimpático é acionado, ocorrendo uma “expansão” — o 
corpo se “abre”, se torna mais receptivo. Ainda comparando os dois sistemas, podemos 
relacionar os exercícios de alongamento muscular ao parassimpático, e os de força ao 
simpático. 
As raízes nervosas do parassimpático originam-se no tronco encefálico e na 
medula espinhal (ao nível do sacro). Seus gânglios não formam uma cadeia (como o 
sistema simpático) — se localizam nas próprias vísceras que eles inervam. 
 
O Shiatsu e as Reações Simpáticas e Parassimpáticas 
Quando levamos um susto e nos sobressaltamos, o sistema simpático reage 
imediatamente — o coração dispara, a pressão sangüínea aumenta, etc. Passado o susto, o 
sistema parassimpático entra em ação, trazendo o corpo de volta à normalidade. Se vivemos 
uma emoção forte e o sistema simpático é ativado violentamente, quando o parassimpático 
entra em ação nos faz sentir exauridos e até mesmo sonolentos — todos sabemos como as 
emoções fortes cansam! 
No shiatsu, quando aplicamos pressões enérgicas e súbitas, ativamos o sis tema 
simpático — o corpo do paciente reage e se contrai, seu ritmo cardíaco se acelera, etc. A 
ativação do sistema simpático (do ritmo cardíaco) é — inclusive — o propósito de alguns 
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estilos estimulantes de massagem ocidental — que por isso não são indicados a pessoas 
debilitadas fisicamente, já que consumiria suas poucas reservas de energia. 
 
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Para equilibrarmos e tonificarmos o organismo precisamos acionar o sistema 
parassimpático. Quando o parassimpático é ativado, a musculatura se torna macia, o corpo 
“aberto”, receptivo. Essa é a função da mão “mãe” no zen shiatsu — ela mantém o paciente 
relaxado, evitando que as pressões de nossa mão “livre” provoquem reações do sistema 
simpático. Além disso, se tocamos com nossa mão “livre” um ponto ou área sensível e o 
paciente sente dor, seu corpo se contrai, se “fecha” para a sensação de dor. Essa contração é 
uma reação involuntária relacionada ao sistema simpático, que percebemos com facilidade 
na palma de nossa mão “mãe”. Podemos então ajustar a pressão de nossas mãos de forma 
que o sistema simpático seja desativado e o parassimpático acionado. 
Essa reação de contração do sistema simpático é típica dos pontos kyo 
profundos e sensíveis, O ponto kyo é um “ponto fraco”. Da mesma forma que quando 
falamos dos defeitos e fraquezas psicológicas de uma pessoa sua reação normal é se 
defender e se fechar para a crítica, quando tocamos um ponto kyo a reação automática docorpo é de se “fechar” para defender o ponto “atacado”. Essa contração, esse “fechamento” 
(uma reação do sistema nervoso simpático) não deve ser confundido com áreas rígidas jitsu. 
A tensão provocada pelo sistema nervoso para “proteger” o ponto kyo é momentânea — 
assim que o paciente relaxe (ou o estímulo cesse) ela se dissolve, a defesa do corpo se 
desfaz e nossa mão “afunda” no ponto. 
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3.9 Sistema endócrino 
 
Glândulas são grupos de células que separam certas substâncias do sangue e 
delas produzem novas substâncias — as secreções. Temos dois tipos de glândulas: 
1. As glândulas endócrinas (sem ductos), ou de secreção interna. 
II. As glândulas de secreção externa, que secretam através de ductos (canais). 
As glândulas de secreção externa secretam numa cavidade ou superfície do 
corpo — como as glândulas sudoríparas (eliminação de toxinas e resfriamento do corpo), 
salivares (auxiliam na digestão), lacrimais (umedecimento da córnea e conjuntiva), etc. 
As glândulas endócrinas secretam seus produtos diretamente no sangue ou na 
linfa. Os produtos das glândulas endócrinas são os hormônios. Hormônios são agentes 
químicos que influem no funcionamento dos órgãos. São secretados em quantidades 
diminutas, mas seus efeitos são importantíssimos. Têm papel fundamental na manutenção 
do equilíbrio químico orgânico, já que atuam no metabolismo. Metabolismo é o conjunto 
de reações químicas através das quais o organismo assimila as substâncias necessárias à 
vida e elimina as desnecessárias. O pâncreas, por exemplo, atua no metabolismo do açúcar, 
as paratireóides atuam no do cálcio, etc. As glândulas endócrinas são funda mentais para o 
crescimento e para as funções de reprodução. 
Existem divergências sobre a classificação das glândulas endócrinas, mas 
tradicionalmente são: 
Hipófise ou pituitária: 
Situada na base do cérebro, a hipófise tem funções múltiplas. Seus hormônios 
estimulam as outras glândulas a secretar seus produtos — como as supra- renais, a tiróide, 
as gônadas. Atua também no sistema de reprodução e crescimento. 
Corpo Pineal: 
O corpo pineal é parte do diencéfalo. Suas funções são, aparentemente, 
reguladoras de outras glândulas endócrinas e de certas atividades metabólicas. 
 
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Tireóide: 
Situa-se em frente à traquéia, na parte baixa do pescoço. Produz o hormônio 
tiroxina, de efeito estimulante sobre o metabolismo. A tiroxina facilita e aumenta o 
consumo de oxigênio pelos tecidos do organismo. Também atua no crescimento, no 
desenvolvimento, na atividade nervosa e no metabolismo de carboidratos e gorduras. 
Para tireóides: 
São quatro pequenos “botões” situados ao lado da tiróide. Secretam o 
paratormônio, que regula o nível de cálcio no sangue, com efeitos sobre os sistemas 
muscular e circulatório. 
Timo: 
Situa-se na parte superior do tórax, acima e na frente do coração. Atua nos 
sistemas linfático e imunológico. Sua atividade diminui muito após a puberdade, sendo sua 
substância eventualmente substituída por tecidos fibrosos. 
Supra-renais: 
Secretam a adrenalina, que afeta o organismo de modo a produzir energia para 
consumo imediato, elevando os ritmos cardíaco e respiratório, etc. Secretam também 
hormônios essenciais ao metabolismo e hormônios sexuais. As supra-renais localizam-se 
sobre os rins. 
Gônadas: 
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São as glândulas genitais — testículos e ovários. Produzem as células 
germinativas masculinas (espermatozóides) e femininas (óvulos). Seus hormônios 
controlam as características sexuais (crescimento dos cabelos, desenvolvi mento dos seios, 
etc.). Os hormônios masculinos e femininos estão presentes em ambos os sexos, porém em 
proporções diferentes. 
Pâncreas: 
O pâncreas é uma glândula mista, que secreta interna e externamente. Sua 
secreção externa é o suco pancreático que, lançado no duodeno, atua na digestão. Sua 
secreção interna é a insulina, que atua na absorção do açúcar pelas células do corpo. Na 
ausência de insulina, o açúcar do sangue não é adequadamente consumido pelas células, se 
acumulando de maneira irregular. Esse acúmulo de açúcar no sangue caracteriza a diabete. 
 
3.10 O Shiatsu e os Sistemas Nervoso e Glandular Endócrino 
 
O shiatsu lida essencialmente com energia — os meridianos são o fluxo dessa 
energia. O sistema nervoso também opera energeticamente. Possui uma estrutura anatômica 
(o encéfalo, a medula espinhal, os nervos), mas seu funcionamento ocorre pela transmissão 
de energia eletroquímica (OS impulsos nervosos) através dessa estrutura. No impulso 
nervoso íons (átomos carrega dos eletricamente) se propagam através dos tecidos nervosos. 
As glândulas endócrinas atuam em sintonia com o sistema nervoso. Agem sobre todas as 
funções do corpo, atingindo órgãos distantes e muitas vezes aparentemente sem qualquer 
relação com a glândula em questão — lembrando a ação dos meridianos e pontos, que 
também afetam órgãos e funções muitas vezes distantes e com os quais não parecem ter 
qualquer relação. 
O shiatsu age sobre o sistema nervoso e glandular, harmonizando seu 
funcionamento. Age também através desses sistemas — pressão em certos pontos 
provocam reações no sistema nervoso e nas glândulas endócrinas. Essas reações afetam os 
órgãos e suas funções de uma forma positiva, contribuindo para o equilíbrio orgânico. 
Principais relações entre pontos e os sistemas nervoso e glandular endócrino 
Pontos Associados: Relacionados ao sistema nervoso autônomo, os pontos 
Associados refletem irregularidades e equilibram o funcionamento dos órgãos internos do 
corpo. 
ID 11: É área da escápula em geral — atua sobre o plexo nervoso braquial. 
Área T 11/T 12: A área reflexa do meridiano do Rim nas costas (ao das costas: 
nível da 11 e 12 vértebras torácicas) atua sobre as glândulas supra-renais. 
Pontos nas nádegas e região sacro-lombar: Pontos das nádegas (como o Ten Shi 
e VB 30), região lombar e sacro agem sobre o plexo lombossacro, que inerva órgãos 
genitais, pernas, nádegas e abdômen. 
VG 16: Atua sobre o bulbo (parte de contato do encéfalo com a medula 
espinhal), com reflexos sobre o sistema nervoso e atividades orgânicas. 
Cabeça e face: Pressão sobre os pontos da face e cabeça estimula suave- mente 
extremidades de nervos cranianos e o encéfalo. Pressão delicada sobre os olhos age sobre o 
trigêmeo e outros nervos cranianos. 
Pontos do pescoço: Shiatsu no pescoço é feito com pressões suaves. Nas faces 
laterais do pescoço atua sobre a tiróide, as paratireóides e o nervo vago (nervo craniano que 
inerva órgãos auditivos, do pescoço, torácicos (coração, pulmões) e abdominais). Shiatsu 
na nuca age sobre o plexo cervical. 
 
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4 OBJETIVOS DA MASSOTERAPIA 
 
 Prevenir doenças, ao equilibrar a circulação de energia no corpo. 
 Recuperar a vitalidade e o prazer de viver, ao restabelecer o fluxo de energia às 
partes debilitadas do corpo. 
 Aumentar a consciência corporal e restabelecer a unidade do corpo-mente. 
 Promover melhor respiração, eliminação, assimilação, transpiração, aumento da 
imunidade e fortalecimento renal. 
 Aumentar a capacidade de expressão das emoções, ao reduzir a ação das 
couraças musculares. 
 Aliviar as tensões e eliminar o desconforto por elas causado, promovendo 
relaxamento. 
 
5 INDICAÇÕES 
 
Edema crônico, 
Tecido cicatricial (superficial ou profundo), 
Lesões de músculos, tendões, ligamentos ou 
articulações (tendinites), 
Hematomas (superficiais ou profundos), 
Constipação, 
Entorse, 
Artrite, 
Bursite, 
Sinusite (pouca contribuição), 
Gastrite, 
Labirintite, 
Hipertensão, 
Diabetes, 
Obesidade (fome, ansiedade), 
Enxaqueca, 
 
Dor muscular, 
Prisão de ventre, 
Zumbido no ouvido, 
Relaxamento, 
Revitalização, 
Cansaço no corpo, 
Eliminação de toxinas, 
Aumento da Vitalidade, 
Fadiga muscular, 
Irritação, Acalmar os nervos, Tensão, 
Depressão leve. 
Fraturas (tecidos moles, após consolidação) 
Asma, 
Insônia,Bronquite, 
Stress, 
 
6 CONTRA-INDICAÇÕES (relativas) 
 
 Pessoas com câncer ou tuberculose na área a ser tratada. 
 Soropositivos (HIV) 
 Áreas de hiperestesia grave 
 Zonas com tumor 
 Osteoporose avançada, Osteomielite. 
 Hérnia de disco 
 Febre alta e dores associadas a uma infecção 
 Infecções de pele, ossos, articulações 
 Doença de pele (por exemplo, psoríase) 
 Áreas em que estejam incrustados corpos estranhos como vidro e sujidades 
 Artrite em uma articulação isolada (que pode indicar a presença de infecção 
bacteriana) 
 Hemorragia (qualquer sangramento interno pode ser aumentado pela 
massagem) 
 Distúrbios dos vasos sanguíneos: Veias varicosas, flebite aguda (inflamação de 
vias), ou trombose (coágulo). (em partes distantes é seguro a aplicação) 
 Sobre o local de uma fratura até que ela esteja curada: daí para frente, a 
massagem acelerará ainda mais na cura. 
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 Massagem abdominal quando existe náusea, vômito e diarréia, assim como na 
mulher grávida (abdominal, lombar e pontos abortivos) 
 Pontos abortivos: pontos da região abdominal, lombar, extremidades das mãos e 
pés. 
 Distensão do abdome ou massa ou inchação abdominais. 
 Caso: um paciente pode apresentar-se com uma tumefação crônica visível em 
torno dos pés, tornozelos e parte inferior das pernas. Em uma análise 
superficial, essa parece ser uma indicação ideal para a massagem de 
mobilização dos líquidos e remoção do edema; contudo, se o edema é 
decorrente de uma insuficiência cardíaca congestiva, isso poderia contra-indicar 
o tratamento, a menos que o distúrbio cardíaco esteja muito bem controlado. 
Neste caso, é provável que o inchaço das pernas seja um mecanismo pelo qual o 
sistema cardiovascular inadequado do paciente descarregou liquido na periferia, 
como meio de reduzir a carga de bombeamento no coração. A mobilização 
deste líquido de volta para o sistema cardiovascular poderia sobrecarregar o 
coração do paciente. Este exemplo esclarece a importância de compreender as 
razões para os sinais e sintomas de paciente. 
 
7 PRECAUÇÕES GERAIS 
 
A massagem é um tratamento relativamente seguro; contudo, os pacientes 
podem sofrer algum dano, caso recebam um tratamento inadequado ou não apropriado. 
Obviamente, há necessidade de uma avaliação cuidadosa da situação global do paciente. A 
lista a seguir contém muitas precauções baseadas no senso comum, e que devem ser 
observadas antes, durante, e depois da massagem. 
1. Obtenha um diagnóstico médico acurado. 
2. Efetue uma anamnese e um exame físico apropriado, para que seja 
determinado como a disfunção está afetando o paciente e formule um plano terapêutico 
adequado. Lembre-se que as técnicas de massagem são melhor utilizadas em combinação 
com outras técnicas de reabilitação, e não como tratamento exclusivo. 
3. Verifique cuidadosamente as possíveis contra-indicações ao tratamento. 
4. Cubra as partes que não estão sendo manipuladas, verifique o 
posicionamento do paciente, e o apóie de forma apropriada. 
5. Garanta um elevado padrão de limpeza, especialmente para suas mãos. 
6. Efetue a massagem adequadamente, ao mesmo tempo em que é monitorada a 
resposta do paciente. 
7. Avalie e documente a resposta do paciente ao tratamento de modo que, em 
caso de necessidade, sejam feitas modificações. 
 
8 PROCEDIMENTOS 
 
 Preparar o ambiente, criando uma atmosfera tranqüila e silenciosa no local da 
massagem. 
 Desligar o celular, para não ser interrompido. 
 Cuidar de sua higiene pessoal, tais como unhas bem curtas, não usar perfume 
ativo, cabelos presos, roupa confortável. 
 Usar óleo na temperatura ambiente ou mais aquecido. 
 Tirar todas as jóias ou bijuterias e aquecer as mãos friccionando-as antes de 
iniciar o tratamento. 
 Fazer uma anamnese ou entrevista com a pessoa, fazendo uma ficha para cada 
pessoa. 
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 Trocar todos os lençóis a cada novo cliente e manter sempre a sala limpa e com 
ar renovado. 
 Utilizar uma música suave ao fundo. 
 
9 A POSTURA DO MASSOTERAPEUTA 
 
 Sua respiração deverá estar conectada com o movimento da massagem. Inspire 
e expire compassadamente e mais profundo quando sentir zonas mais tensas. 
 Lembrar de estar presente, se colocando em posições que permitam liberdade 
de movimento. 
 Manter sempre a mão em contato com o corpo do paciente. (Ayurvédica) 
 Coloque-se de forma que tanto o seu lado direito quanto o esquerdo sejam 
usados durante a massagem. Para que ambos os lados possam se desenvolver 
com habilidade e sem sobrecarga. 
 Quando pensamentos tomarem conta de sua mente (isto é sinal que você se 
desconectou do trabalho) procure observar, respirando profundamente, e retome 
o contato com mais presença. 
 Ao executar as manobras e deslizamentos, procure observar que se você usar o 
peso do seu próprio corpo estará evitando desgastes energéticos desnecessários. 
 A fluidez dos movimentos com a sintonia de sua presença no trabalho, faz com 
que a massagem se desenvolva de uma forma harmônica e bela. 
 Use movimentos inteiros, toque toda a extensão das áreas trabalhadas, 
lembrando-se que o toque é um dom que pode ser descoberto, desenvolvido e é 
vital. 
 Realizar a massagem num ritmo constante e com movimentos suaves, 
uniformes e vigorosos evitando transições bruscas. 
 Não comentar sobre as tensões da pessoa em tratamento. 
 Não provocar no cliente, durante a massagem, dores intensas, e insuportáveis 
que podem estragar todo um trabalho já realizado. 
 Não dar vazão a conversas. O silêncio e uma música de fundo agradável 
também fazem parte do tratamento. 
 Após terminar o tratamento, o terapeuta deve relaxar por alguns minutos para 
recompor a sua energia. 
 
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10 ÉTICA 
 
Princípios fundamentais 
 
O Massoterapeuta 
 
I – Trabalhará na promoção do bem estar do indivíduo, da coletividade e do 
meio ambiente, segundo o paradigma holístico; 
II – Manterá constante desenvolvimento pessoal, científico, técnico, ético e 
filosófico, através de supervisão, terapia e/ou psicoterapia, cursos e similares, estando a par 
dos estudos e pesquisas mais atuais na área, bem como dos trabalhos milenares e 
tradicionais, além de ser estudioso das ciências afins; 
III – Usará em seus trabalhos, métodos os mais naturais e brandos possíveis, 
buscando catalizar o auto-equilíbrio da pessoa atendida, despertando-lhe os seus próprios 
recursos harmonizantes; 
IV – Orientar-se-á, no exercício de sua profissão, pela Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, aprovada em 10/12/1948 pela Assembléia Geral Das Nações Unidas. 
 
Direito do Massoterapeuta 
 
Art. 01 – Exercer a profissão de massoterapeuta sem ser discriminado por 
questões de religião, raça, sexo, nacionalidade, cor, opção sexual, idade, condição social, 
opinião política ou situações afins; 
Art. 02 – Utilizar-se de técnicas que são de seu domínio. 
Art. 03 – Recusar-se a realização de trabalhos terapêuticos que, embora sejam 
permitidos por lei, sejam contrários aos ditantes de sua consciência; 
Art. 04 – Suspender e/ou recusar atendimento público ou individual, se o local 
não oferecer condições adequadas, ou se não houver remuneração condigna, ou ainda, se 
ocorrerem fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com a pessoa a ser 
atendida, impedindo o pleno exercício profissional; 
 
Responsabilidades Gerais do Massoterapeuta 
 
Art. 05 – São deveres do massoterapeuta: 
§1 – Assumir apenas trabalhos para os quais esteja apto, pessoal, técnica e 
legalmente; 
§2 – Prestar serviços terapêuticos somente se: em condições de trabalho 
adequadas, de acordo com os princípios e técnicas reconhecidas ou pelas Tradições 
Milenares, ou pela prática, ou pela ciência e, sobretudo, pela ética; 
§3 – Zelar pela dignidade da categoria, recusando e denunciando situações 
onde a pessoa atendida esteja sendo prejudicada; 
§4 – Participar de movimentos que visem promover a categoria e o paradigma 
holísticoem geral. 
§5 – Estar devidamente registrado para o exercício de sua atividade 
profissional, quer seja como autônomo ou como pessoa jurídica; 
§6 – Manter-se em dia com as obrigações definidas no Estatuto Social do 
SINTE; 
Art. 6 – Ao massoterapeuta é vetado: 
§1 – Usar títulos que não possua; 
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§2 – Efetuar procedimentos terapêuticos sem o esclarecimento e 
conhecimento prévio da pessoa atendida ou de seu responsável legal; 
§3 – Desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais; 
§4 – Aproveitar-se de situações decorrentes do atendimento terapêutico para 
obter vantagens, física, emocional, financeira, política ou religiosa; 
§5 – Exercer técnicas de aconselhamento profissional, caso ele próprio há 
mais de 03 meses não esteja se submetendo a tratamento terapêutico e/ou psicoterápico 
de manutenção; 
§6 – Reduzir o tempo de cada sessão a fim de aumentar o número de 
atendimentos; 
§7 – Permitir que a pessoa atendida, durante a sessão, fique sem o 
acompanhamento de corpo presente de um profissional qualificado, em especial se 
estiver recebendo aplicação ou sob efeito de quaisquer técnicas terapêuticas; 
 
Das Relações Com Outros Terapeutas e Outras Categorias Profissionais 
 
O Massoterapeuta: 
 
Art. 07 – Não será conveniente com erros, faltas éticas, crimes ou 
contravenções penais praticadas por outros na prestação de serviços profissionais; 
Art. 08 – Não intervirá prestação de serviços de outro Terapeuta. Salvo se: a 
pedido do próprio profissional; quando comunicado por qualquer uma das partes da 
interrupção voluntária do atendimento; quando se tratar de trabalho multiprofissional e 
a intervenção fizer parte da metodologia adotada; em situações emergenciais, devendo 
comunicar o fato imediatamente ao outro terapeuta ; e, em situações descritas no Art. 
05, 3, dando ciência do ocorrido ao SINTE; 
Art. 09 – No relacionamento com profissionais de outras áreas, trabalhará 
dentro dos limites das atividades que lhes são reservadas pela legislação e reconhecerá os 
casos que necessitem também dos demais campos de especialização profissional; 
encaminhando-os às pessoas habilitadas para a tais funções; 
 
Do Sigilo Profissional 
 
Art. 10 – O Sigilo protegerá a pessoa atendida em tudo aquilo que o 
Terapeuta venha a tomar conhecimento como decorrência do exercício de sua atividade 
profissional; 
Art. 11 – O menor impúbere ou interdito estará igualmente protegido, 
devendo ser comunicado aos responsáveis apenas o estritamente necessário para 
promover medidas em seu benefício; 
Art. 12 – Com autorização da pessoa atendida, o Terapeuta poderá repassar 
dados a outro profissional, desde que o recebedor esteja igualmente obrigado a preservar 
o sigilo por Código de ética e que, sob nenhuma forma, permita a estranhos o acesso às 
informações; 
58 
 
Art. 13 – O Terapeuta tem o dever de garantir, em seus atendimentos, 
condições adequadas à segurança da pessoa atendida, bem como à privacidade que 
garanta o sigilo profissional; 
Art. 14 – Em caso de falecimento do Terapeuta, o SINTE, ao tomar 
conhecimento do fato, providenciará a incineração de seu arquivo confidencial, 
garantindo, assim, o sigilo das informações; 
Art. 15 – A quebra do sigilo só será admissível se tratar-se de fato delituoso e 
a gravidade de suas conseqüências para o próprio atendido ou para terceiros justificar a 
denúncia do fato; ainda assim, o acontecido será julgado por comissão de ética e ser 
designada pelo SINTE; 
 
Da Comunicação Ao Público, Da Divulgação De Pesquisas e Estudos e Da 
Publicidade Profissional. 
 
Art. 16 – Ao Terapeuta, na realização de sue estudos e pesquisas, bem como 
no ensino e treinamento, é vedado: 
§1 – Interferir na vida dos sujeitos, sem o consentimento dos mesmos, além 
de informá-los sobre as possíveis conseqüências de tais atividades; 
§2 – Promover experiências que envolvam qualquer espécie de risco ou 
prejuízos a seres humanos, animais ou ambiente; 
§3 – Negar o livre acesso das pessoas envolvidas aos resultados das pesquisas 
ou estudos, se estas assim o desejarem; 
§4 – Deixar de citar as fontes consultadas ou de mencionar as contribuições 
prestadas por assistentes, colaboradores ou outros autores, bem como utilizar-se de 
informações particulares ainda não publicadas sem autorização expressa do autor; 
Art. 17 – Em todas as comunicações ou divulgações públicas, o terapeuta 
omitirá e/ou alterará dados que possam conduzir a identificação da pessoa ou instituição 
envolvida, exceto se houver interesse manifesto das mesmas; 
Art 18 – O Terapeuta a promover publicamente os seus serviços: 
§1 – Informará com exatidão o número de seu CRT; 
§2 – Não poderá utilizar o preço de serviço como forma de propaganda; 
§3 – Não proporá atividades que impliquem invasão ou desrespeito a outras 
áreas profissionais; 
§4 – Em hipótese alguma fará previsão taxativa de resultados, ou se utilizará 
de conteúdos falsos ou sensacionalistas; 
§5 – Não fará uso de expressões, palavreado técnico, roupagem ou quaisquer 
artifícios que possam induzir o público a acreditar que pertença a outra categoria 
profissional, que não seja a de terapeuta; 
 
Dos Honorários Profissionais 
 
Art. 19 – Os honorários serão fixados com dignidade e com o devido cuidado, 
para que correspondam a uma justa retribuição aos serviços prestados, lembrando que o 
terapeuta para manter a qualidade do seu trabalho precisa de recursos financeiros para 
59 
 
investir em supervisão, cursos, estudos, terapia e/ou psicoterapia, o que, indiretamente 
implica em benefícios da pessoa atendida; 
§Único – Se o Terapeuta, reduzindo o valor de seus honorários deixará de 
cumprir qualquer recomendação do código de ética, em especial o item II dos Princípios 
Fundamentais e os 6 e 7 do Art. 6, diminuindo assim, o padrão de qualidade exigido pelo 
SINTE, estará exercendo concorrência desleal; 
Art. 20 – A fim de tornar a profissão de terapeuta reconhecida pela confiança 
e aprovação da sociedade, os honorários poderão ser adaptados às condições financeiras 
do atendido, tomando este, ciência da exceção feita e comunicando-se o fato ao SINTE, 
para que não se caracterize como concorrência desleal; 
 
Da Observância, Aplicação e Cumprimento do Código de Ética 
 
Art. 21 – O SINTE assessorará os terapeutas na aplicação deste código e sua 
observância, além de acatar denúncias de quaisquer procedências, instaurando 
investigação sigilosa (só terão amplo acesso aos dados as partes diretamente interessadas, 
ou seja, denunciante e denunciado, ou seus representantes); 
Art. 22 – As infrações ao código de Ética acarretarão penalidades várias, 
obedecendo aos critérios estabelecidos no Capítulo V do Estatuto social do SINTE, além 
da suspensão e até mesmo da perda do CRT; 
Art. 23 – Competirá ao SINTE firmar jurisprudência quanto aos casos omissos 
e fazê-la incorpor a este código, o qual poderá ser alterado mediante proposta da 
diretoria e desde que aprovada em reunião oficial; 
Art. 24 – O presente Código de Ética entra em vigor na data de sua 
publicação e o seu cumprimento será exigido obedecendo a Resolução SINTE número 
001/92. 
 
 
 
 
60 
 
ANMA 
 
1. Deslizamento Ascendente (Shu Ko Kei Satsu Ho) 
Propósito: 
Aquecer e trazer calor para a superfície da pele estimulando a imunidade. 
Promover relaxamento sendo boa para pessoas sensíveis ou com tensão muscular. 
Indicações: vertigem, rigidez no pescoço, peso no peito, distensão abdominal, soluço, 
dores reumáticas ou reumatóide nas articulações e espasmos nos tendões e músculos. 
Efeito: clarear e retificar a cabeça e os olhos, ventila o peito, ajuda o diafragma e 
melhora a digestão, remove retensão de alimentos e relaxa e alivia a dor. 
Aplicação: nas costas, membros inferiores e superiores, deslizando de baixo para cima 
com a palma da mão, dedos apontados para cima. Até sentir o calor do corpo do 
paciente nas mãos.2. Deslizamento com Rotação (Shu Ko Kei Satsu Ho) 
Aplicação: Grandes e pequenos círculos com a mão espalmada com os dedos apontados 
para fora. Aplicado por toda a costa. 
Círculo Grande 
Círculo Pequeno 
3. Pressão na musculatura paravertebral 
3.1. Nas bordas medial e lateral de um lado. 
Com os dois polegares posicionados nas bordas da musculatura paravertebral, 
executar alternadamente uma pressão empurrando esta musculatura para fora e para 
dentro, desde a lombar até o trapézio médio. 
 
3.2. Nas bordas laterais de ambos os lados. 
Pressionando simultaneamente estas bordas pelo mesmo percurso anterior. 
 
61 
 
4. Amassamentos 
4.1. Com as regiões tênar e hipotênar 
Aplicar com a mão à 45º. De inclinação, com os dedos apontados para o ombro 
oposto, usando a mão direita do lado direito e vice-versa. Sobre toda musculatura 
paravertebral dorsal entre o meio das escápulas e o começo da lombar. 
 
 
4.2. Cruzado na região lombar 
Na região lombar somente sobre a musculatura paravertebral com ambas as mãos 
alternadamente usando as regiões tênar e hipotênar, com 45º de inclinação de ambas 
as mãos sendo que uma aponta para baixo e a outra para cima. Bilateralmente. 
 
 
4.3. Com a mão inteira 
Posicionar o meio da palma sobre a coluna, com inclinação de 45º em direção ao 
ombro oposto. Amassar puchando e empurrando ao mesmo tempo as duas regiões 
paravertebrais de ambos os lados com a mão direita quando estiver do lado direito 
do paciente, percorrendo do inicio da lombar para cima até o meio das escápulas. 
Executar bilateralmente. 
 
4.4. Com três dedos 
Na Região interescapular subindo pelo trapézio médio, girando para fora e 
pressionando e no ponto VB30 (glúteo), girando para fora e pressionando 
localmente. 
 
4.5. Com 4 dedos 
Na região do trapézio médio, com o paciente em decúbito ventral, pressionar e 
rotacionar para dentro com os quatro dedos em ambos os lados alternadamente. 
 
4.6. Com as palmas das mão nos glúteos bilateralmente 
62 
 
Pressionar com o peso do corpo a região da articulação do quadril, em ambos os 
lados alternadamente. Também é efetuada com três dedos. 
e 
4.7. Rolagem Lateral na coxa 
Com ambas as mãos sobre a coxa do paciente, com os dedos direcionados para fora, 
apertar e pressionar com as regiões tênar e hipotênar deslizando em rotação para 
fora. Por toda a lateral da coxa. 
 
4.8. Rotação na coxa com uma mão. 
Aplicar técnica semelhante ao amassamento com as regiões 
tênar e hipotênar sobre o dorso das coxas. 
 
 
4.9. Rotação na panturrilha com as duas mãos. 
Amassar a panturrilha com as duas mãos rotacionando-as 
internamente, simultaneamente. E com uma mão da 
mesma forma que na coxa. 
 
4.10. Pressionar o ponto B57 e o B58 na panturrilha com os 
polegares. 
 
 
5. Vibração 
5.1. Superficial 
Com os dedos apontados para cima tocando somente com as regiões tênar e 
hipotênar por toda a região paravertebral dorsal, sem deslizar mover os dedos para os 
dois lados alternadamente em alta freqüência, como se desse sinal de adeus. Demorar 
um pouco antes de passar para o trecho seguinte a ser massageado. Do lado direito com 
a mão direita e com inclinação de 45º. Sempre durante a expiração do paciente. 
 
 
5.2. Profunda 
 
 
 
63 
 
Com ambas as mãos paralelamente posicionadas sobre a coluna dorsal, pressionar 
vibrando sempre durante a expiração do paciente. 
 
5.3. Com três dedos 
Executar pressão com vibração na região do trapézio 
médio e inferior, com os dedos anular, médio e indicador unidos. 
 
 
5.4. Com o cotovelo 
Na região do ponto B34 na coxa. Apoiar o cotovelo (90º) 
neste ponto, pressionando e vibrando sempre durante a 
expiração do paciente. 
 
 
 
 
6. Percussões 
Nenhum tipo de percussão deve ser realizado nas regiões lombar e abdominal. 
6.1. Punho oco 
Com as mãos semi-fechadas, como se estivesse segurando o cabo de uma vassoura, 
percutir sobre a região do trapézio médio e inferior, bilateralmente e um lado por 
vez. Também é realizado na panturrilha. 
 
6.2. Lateral da mão 
Com os dedos relaxados, sem uni-los, percutir sobre todo o trapézio bilateralmente e 
também um lado de cada vez. Também é realizado na panturrilha. 
 
 
6.3. Mãos juntas 
Com as mãos juntas e os dedos relaxados, percutir sobre a região do trapézio, 
coluna torácica, escápula. Também é realizado na panturrilha. 
 
6.4. Mão em concha 
Percutir alternadamente sobre a região costal posterior. 
 
 
64 
 
 
 
7. Rotação com 2 dedos no pescoço e ombro simultaneamente 
Na região do trapézio superior D com os dedos médio e anular da mão E e no 
trapézio médio D com os mesmos dedos da mão D. Executar pressão com rotação 
horária com a direita e anti-horária com a E simultaneamente. Inverter o 
posicionamento para o lado oposto. 
 
8. Pressão por baixo da escápula. 
Posicionar o dorso da mão do lado a ser trabalhado do 
paciente, sobre sua lombar e apoiar com a sua mão 
contrária na região anterior do ombro e com a outra 
usar o polegar e a lateral do indicador para pressionar 
a região subescapular. 
 
 
9. Rotação com os polegares sobre os pontos Huato de T1-
T4. 
Trabalhar estes pontos situados principalmente entre as 
escápulas, pressionando e girando para fora e para cima. 
 
10. Pressão nos pontos de assentimento e no sacro 
 
Pressionar com os polegares em ambos os lados nos pontos paralelos às apófises 
espinhosas das vértebras torácicas, lombares e sacrais. De forma lenta e de baixo 
para cima. 
 
11. Pinçar a Pele ao Longo da Coluna 
Usando a polpa dos polegares de um lado e a polpa dos dedos do outro, pinçar uma 
grande massa de pele que cobre a região paravertebral. Pinçar para cima, segurar e 
balançar um pouco para frente e para trás. Percorrer toda a paravertebral. 
 
 
 
12. Alongar a Região Lombar 
 
65 
 
Posicionar uma das mãos na crista ilíaca de um lado e a outra na ultima costela do 
outro lado e com os braços cruzados pressionar com o peso do corpo afastando e 
torcendo esta região. Repetir do outro lado. 
 
13. Empurrar e puxar o tendão de Aquiles 
Segurar o tendão com o polegar D de uma lado e o anular junto 
com o médio do outro lado. Balançando de forma a mover todo o 
membro. 
 
 
14. Massagem abdominal (AN PO KO) 
Giro no sentido do peristaltismo com as mãos unidas envolta do 
umbigo. Posicionando-se ao lado direito do paciente com as duas mãos sobre o 
abdome. O movimento começa na mão direita empurrando com a base da palma, 
depois segue empurrando com e esquerda até que a pele estique e faça o movimento 
de puxar com a mão esquerda ainda, então finaliza 1 “giro” com o puxar da mão 
direita. Repetir varias vezes até esquentar a região. 
Giro com as mãos juntas sobrepostas ao umbigo. 
Pressão com três dedos nos pontos ao redor do umbigo. 
 
15. Pressão e deslizamento abaixo das costelas, durante a expiração. 
 
 
AYURVÉDICA 
 
1 Histórico 
 
Oriunda da cultura Veda, antiga etnia indiana, a massagem ayurvédica, que não 
tem um código escrito, tem sido passada de geração em geração pela tradição oral e o 
costume. 
A Ayurvédica começou na Índia há cerca de cinco mil anos atrás. Em sânscrito, 
AYU significa vida e VEDA significa conhecimento ou ciência. 
A Ayurvédica mobiliza o fluxo de energia do corpo pela ativação do sistema 
sanguíneo-linfático. O resultado experiencial é o de uma purificação; toxinas vão sendo 
eliminadas; a postura corporal adquire maior equilíbrio com o mundo físico; a respiração se 
expande e a maior oxigenação do cérebro permite estados internos mais prazerosos e 
favoráveis ao desenvolvimento das potencialidades intelectuais e intuitivas. 
Ela é feita com óleo, combinado com um áspero pó produzido da raiz vacandi, 
que estimula os músculos e as articulações. É muito vigorosa e isto ajuda a liberar toxinas 
presas aos músculos e tecidos. Através de toques profundos com as mãos, a massagem 
ayurvédica propicia um realinhamento postural, alívio detensões, por vezes crônicas, no 
corpo, fortalece o sistema imunológico, e tem efeito anti-stress e antidepressivo. 
A saúde para a ayurvédica é um estado de equilíbrio entre o corpo, mente e o 
ambiente, se um destes três componentes estiverem em desequilíbrio, a habilidades natural 
do corpo e a resistência do sistema imunológico se perderá, e abre-se uma porta para a 
instalação de doenças. 
A Ayurvédica tem efeito terapêutico a nível emocional. As emoções e as 
experiências vivenciadas e contraídas no corpo, são “tocadas” e libertadas, propiciando 
também um profundo processo de autoconhecimento e transformação interna e externa, a 
partir de uma consciência corporal. 
É um poderoso sistema de tratamento para harmonização, balanceamento e 
vitalização do ser, além de uma atuação específica em problemas crônicos e aqueles 
 
66 
 
localizados em diversas áreas do corpo, tais como: costas, pelves, joelhos, ombros, braços e 
pescoço, dentre outras, sempre de uma forma natural e consciente. 
 
 
 
67 
 
2 PRÁTICA 
Decúbito ventral: 
1. Sintonizando a Respiração 
Postura: Ajoelhado junto às costas do cliente. 
Ação: Uma mão sobre as costas e outra no chão. Bastando uns instantes para 
harmonizar o ritmo. Concentre-se em você e seu cliente, se desprendendo dos 
pensamentos. 
 
2. Estabelecendo contato 
Ação: Colocar as mãos sobre o paciente e estando receptivo perguntar com que 
qualidade seu cliente precisa que vc de a massagem? Vigorosa, sutil, rápida, 
lenta, mais em um lugar que no outro. 
 
3. Balanço 
Ação: Uma mão na altura da escápula e outra na lombar. Realizando um suave 
balanço. 
Função: Relaxar a musculatura, aliviar a tensão 
 
Posicione os membros inferiores corretamente, tracionando e empurrando 
para as laterais: 
 
 
4. Mobilizando a Coluna 
Ação: Ajoelhado do lado esquerdo do cliente. Mão “E” na borda da escápula “E” e a 
Direita desliza na musculatura paravertebral “D” da escápula até a crista 
ilíaca. Invertem-se as mãos para realizar do outro lado. 3 x para cada lado. 
68 
 
 
5. Aquecendo as costas 
Iniciar com mãos aquecidas e com óleo. 
Postura: Com um joelho entre os joelhos do cliente e a outra perna com o pé ao lado 
do corpo, apoiar-se sobre o pé. 
Ação: Deslizamento profundo da região lombar até os ombros pela musculatura 
paravertebral e voltar deslizando suavemente pela lateral do corpo. Repetindo 
até aquecer. Num ritmo constante e vigoroso. 
Variação: Da Musculatura paravertebral descendo entre as costelas sempre de baixo 
para cima e por toda região dorsal. 
Função: Aquecimento, relaxamento muscular, preparação para manobra seguinte. 
 
Variação: 
 
 
 
6. Deslizamento nas costas 
Posição: ajoelhado sobre a cabeça do cliente. 
Ação: Com as mãos sobre os ombros empurrá-los para baixo. Com as mãos nas 
costas, deslizar suavemente medialmente para baixo e voltar lateralmente até 
os ombros e descer pelos MMSS até as mãos. 
Função: Integração 
69 
 
 
7. Deslizamento com o polegar 
a. Na região paravertebral. 3x de baixo para cima bilateralmente nas três linhas 
paralelas à coluna. 
 
b. Entre as vértebras. Inicia do sacro e vai até a T1. Pressão moderada. 
 
8. Quadril 
Ação: Deslizamento progressivamente profundo iniciado no sacro e descendo 
lateralmente pela crista ilíaca e voltando suavemente. Repetir 3 a 5 vezes. 
 
9. Região glútea e Lombar 
Ação na Lombar: Deslizamento bilateral com a região tênar e hipotênar e mãos 
espalmadas sobre os paravertebrais lombares realizando um 
deslizamento para a lateral superior e inferior alternadamente, 
formando um X. 
 
Ação nos Glúteos: Pressão com as regiões tênar e hipotênar sobre os glúteos 
alternadamente usando o peso do corpo. 
10. Trabalhando a fibrose 
Ação: Amassamento com a polpa dos dedos sobre a lateral da coluna com 
movimentos de zig-zag transversais. 
70 
 
 
 
11. Pressionando a escápula 
Ação: Posicionar a mão D espalmada ao lado da borda medial da escápula E, 
pressionar e deslizar a mão juntamente com a pele para baixo da escápula, 
estabilizando-a com a E pressionando sobre o ombro E em direção oposta ao 
deslizamento. Levar com a mão E o antebraço E do cliente para cima da 
região lombar até onde este suportar. 
Conseguido isto iniciar um deslizamento rotatório com a polpa dos dedos 
sob a escápula 
Repetir 2x bilateralmente, um lado de cada vez. 
Função: Mobilização da escápula: 
 
12. Massageando os MMSS e mãos 
Posição: Ajoelhado ao lado e de frente para o membro a ser trabalhado. 
Ação: Realizar deslizamento e amassamento do ombro até os dedos utilizando o 
polegar e a palma das mãos, simultaneamente ou alternadamente. Tracionar 
os dedos massageando as regiões tênar, hipotênar e palmar. Encerrar com um 
deslizamento profundo por todo o MS, da mão até o ombro. 
Aquecendo e trabalhando o deltoide: 
1 2 3 
71 
 
Alternando os polegares 
 
Deslizando junto para cima e abrindo para fora 
1 2 3 
Alongando os dedos e pressionando a palma: 
1 2 
Tracionando os dedos: 
 
Finalizando com deslizamento profundo (pulando o cotovelo) 
1 2 
72 
 
13. Pescoço 
Ação: Com um travesseiro ou almofada na região torácica e a testa no colchonete, 
realizar deslizamentos transversais entre as vértebras cervicais; deslizamento 
com a polpa dos dedos na musculatura paravertebral bilateralmente, várias 
vezes. Deslizamento profundo com o polegar na mesma direção e região 
anterior. 
 
14. Pés 
Posição: Com o joelho do paciente flexionado à 90 graus, colocar o joelho do 
paciente entre os seus joelhos estabilizando a perna do pé a ser trabalhado. 
Ação: Mobilize o pé em todas as direções, alongando rapidamente. Pressione com a 
polpa dos dedos das duas mãos, toda a superfície plantar e bordas do pé. 
Pressione e tracione todos os pododáctilos. 
 
Alongamentos 
1 2 
3 
Trabalhando os maléolos 
 
Pressionando com a ponta dos dedos 
toda a planta 
1 2 
Aquecendo 
 
 
 
 
72 
 
 
15. Panturrilha 
Posição: mesma da anterior, posicionando o dorso do pé sobre a sua coxa. 
Ação: Balanço do tendão de Aquiles(1). Deslizamento global com a palma das mãos 
alternadamente(2). Deslizamento profundo alternado com os polegares em 
direção ao joelho e do centro para as laterais(3). Amassamento/rotação com 
pressão com as regiões tenar e hipotênar(4). Direção dos movimentos do 
calcanhar até o começo do joelho. 
1 2 3 
4 
16. Coxa 
Repetir os movimentos realizados anteriormente, só que do joelho até a prega glútea, 
com os pés do paciente sobre o colchonete. 
 
 
17. Mobilização de MMII 
Dobrar os joelhos o máximo possível. Cruzar os pés rotacionando o quadril para dentro, 
depois para fora. 
 
Decúbito Dorsal 
18. Face anterior das pernas 
Deslizar com a palma da mão, em sentido ascendente, aquecendo a região anterior da 
perna. 
73 
 
 
19. Joelho 
Com os polegares, massagear em torno do joelho. 
1 2 
 
 
20. Face interna dos MMII. 
Com o joelho do paciente apoiado na sua coxa, e seu pé apoiado por sobre o pé do 
paciente que está na altura do joelho da perna oposta. Realizar deslizamentos do 
tornozelo até o joelho e do joelho até a virilha, alternando as mãos repetidamente até 
que aqueça bastante. Após aquecido, realizar deslizamentos com os polegares, 
profundamente do joelho até a virilha seguindo o percurso dos músculos internos da 
coxa. 
 
21. Abdome 
Posicionando-se em uma das laterais do paciente. Realizar deslizamentos com leve 
pressão no sentido do peristaltismo, com as mãos espalmadas (sentido horário). 
 
22. Pescoço 
a. Aquecimento 
Deslizamentos da nuca até o ombro. 
b. Rotação 
Com a face frontal dos dedos massagear rotacionando a mão apoiada na lateral-
posterior do pescoço. 
 
74 
 
23. Rosto 
Deslizamentos: com os polegares = do centro da testa para as laterais, e nas duas 
direções horizontalmente cruzando os polegares no centro 
Sobrancelha: com os polegares deslizar o centro para a lateral bilateralmente.Nariz: da lateral-superior para a face. 
Orelhas: pressionar todo o pavilhão auricular. 
Queixo: massagear rotacionando para baixo. 
Cabeça: massagear o couro cabeludo com a polpa dos dedos. 
Toques finais: passe suavemente a sua mão pelo rosto do paciente. Esquente as mãos e 
repouse sobre as sobrancelhas por alguns minutos. 
 
 
 
 
ACUPRESSURA 
 
A Acupressura é a sofisticação da técnica do DO-IN e do Shiatsu, onde se 
acrescentou com o passar dos tempos outros pontos reflexos fora do percurso dos 
meridianos que são usados complementariamente ao DO-IN. A acupressura apresentada 
aqui enfatiza os distúrbios músculo-esqueléticos onde correlacionaremos tanto os pontos 
dos meridianos, quanto os pontos das outras técnicas específicas com os músculos e as 
articulações. 
Veremos neste módulo as seguintes técnicas: 
DO-IN aplicado aos músculos e articulações. 
 
 Pontos Reflexos da Linha temporoesfenóide. 
Técnica usada para tratamento da coluna. Pode servir de complemento a 
qualquer tratamento, pois é da coluna que parte-se as inervações periféricas. Pode-se 
correlacionar com a localização de pontos dolorosos à palpação da coluna, ou usar os 
pontos dolorosos à palpação desta técnica (ver figura 01). 
 
75 
 
 Pontos de massagem neurolinfáticos. 
Estes pontos foram descobertos por um osteopata chamado Frank Chapman na 
década de 30. Ele descobriu que ao estimular estes pontos a drenagem linfática em um 
órgão específico aumentava, o estímulo é feito com a polpa dos dedos com pressão firme e 
rotação por cerca de 1 min cada. 
 
 
76 
 
 Pontos V e Tabela das Associações entre músculos, órgãos, 
meridianos e vértebras. 
Neste caso iremos usar esta tabela no intuito de localizar a vértebra a ser 
empregada a téc. dos pontos V, correlacionando com o músculo a ser tratado. Os pontos V 
são paralelos ao processo espinhoso de cada vértebra em ambos os lados e devem ser 
pressionados simultaneamente com pressão intermitente progressiva até que a dor da 
pressão desapareça. 
 
 
 
 
 
 
77 
 
ESCALPOTERAPIA DE YAMAMOTO 
 
A escalpoterapia é também conhecida como craniopuntura ou acupuntura 
craniana, sendo que nós iremos aprender a técnica criada pelo médico japonês Toshikatzu 
Yamamoto que a batizou de Yamamoto’s New Scalp Acupunture (YNSA – A nova 
acupuntura craniana de Yamamoto). 
É uma forma simples e fácil de se tratar através do crânio, tanto o seu 
diagnóstico como o tratamento que pode ser empregados tento com conhecimentos 
acidentais como da medicina chinesa. 
Foi apresentada pelo próprio autor, que na época era o presidente da associação 
brasileira de acupuntura (ABA), em um congresso em 92, e desde então vem se 
disseminando cada vez mais por todos que praticam acupuntura e massoterapia. Sendo que 
seu reconhecimento internacional já havia sido alcançado na década de 80. 
Esta técnica faz parte das ditas reflexoterapias, somatotopias especiais ou 
terapias por microssistemas, que são técnicas terapêuticas baseadas em descobertas feitas 
por pesquisadores de vários países, sobre a relativa reprodutibilidade dos encontros 
fisiológicos e patológicos de diferentes partes de um organismo em partes menores do 
mesmo, como se frações distintas de um corpo tivessem relação proporcional com o 
mesmo. 
Os pontos desta técnica correspondem mais à áreas ou linhas do que a 
verdadeiros pontos, são todos bilaterais e são classificados em básicos yin, básicos yang, Y 
yin e Y yang. São as seguintes áreas: 
PONTOS BÁSICOS YIN 
 Área/Linha “A” 
Localização: na implantação frontal dos cabelos a aproximadamente ½ cm 
lateral à linha mediana com cerca de 2 cm de extensão. 
Correspondência: Cabeça e cervical alta. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Área/Linha “B” 
Localização: na implantação frontal dos cabelos a aproximadamente ½ cm 
lateral ao ponto anterior com cerca de 2 cm de extensão. 
Correspondência: Cintura escapular e cervical baixa. (Alívio de dores nestas 
regiões) 
 Área/Linha “C” 
Localização: no ângulo entre a implantação frontal e a temporal dos cabelos 
com cerca de 2 cm de extensão. 
Correspondência: Membro Superior e escápula. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Área/Linha “D” 
Localização: na implantação dos cabelos temporais, paralelamente a uma linha 
que vai dos cantos dos olhos ao ângulo superior da orelha com cerca de 2 cm de extensão. 
Correspondência: Membro Inferior, quadril e lombar. (Alívio de dores nestas 
regiões) 
 Área/Linha “E” 
Localização: na implantação frontal dos cabelos a aproximadamente ½ cm 
lateral à linha mediana com cerca de 2 cm de extensão. 
Correspondência: Tórax e coluna dorsal sendo que a primeira vértebra dorsal se 
localiza acima e lateral nesta área. (Alívio de dores nestas regiões) 
 
 
 Ponto do olho 
Localização: 0,5 cm ao lado da linha mediana embaixo da área A. 
Correspondência: olhos. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Ponto do nariz 
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Localização: na vertical abaixo do anterior. 
Correspondência: Cavidade nasal e sinus. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Ponto do boca 
Localização: na vertical abaixo do anterior. 
Correspondência: Cavidade bucal. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Ponto do ouvido 
Localização: no prolongamento caldau que vai do ponto C ao Yintang. 
Correspondência: Orelhas e ouvidos. (Alívio de dores nestas regiões) 
 Pontos Especiais 
H – logo acima da área B - Lombalgia 
I – logo acima da área C – Ciatalgia 
Pontos Extra Lombares – dispostos verticalmente logo a frente da inserção da 
orelha em ordem crescente de cima para baixo. 
Pontos do Cérebro,– acima das áreas A (enxaquecas, insônia, desordens 
psicológicas) 
Cerebelo – acima dos pontos do cérebro (enxaquecas, insônia, desordens 
psicológicas) 
Gânglios basais – faixa medial estreita no meio dos pontos do cérebro e 
cerebelo. (enxaquecas, insônia, desordens psicológicas) 
 
79 
 
Curso de Massoterapia 
Apostila de TUI NA 
Profa. Rosângela S. P. Almeida 
 
 
 
Indicações: 
- Relaxamento muscular 
- Contratura muscular 
- Dor Muscular 
- Recuperação de lesões. 
 
Contra Indicações : (são relativas) 
 
- gravidez – bem suavemente 
- problemas circulatórios 
- câncer 
- dermatites 
- cirurgia – depois de no mínimo 20 dias 
- hipertensão com pressão descontrolada 
- hérnia de disco – no local ou em crise 
- artrite – em crise 
- menstruação 
- gripe 
- febre – de jeito nenhum 
- infecção 
- inflamações 
 
 Óleo de amêndoa doce 
 
 
80 
 
SEQUÊNCIA 
 
Costa 
 
1. Deslizamentos : superficial, médio e profundo 
 
a) Geral – mãos espalmadas e paralelas de baixo para cima voltando pela 
lateral. 
 
 
b) Circular – mão espalmada na coluna de baixo para cima em sentido 
horário. 
 
c) Semi – circular – sentido coluna descendo para a lateral, uma mão 
espalmada seguida pela outra de baixo para cima. 
 
 
 
 
 
 
 
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d) Vai e vem – mãos espalmadas, movimento de vai e vem aleatório. 
 
e) Deslizamento: Empurrar de cima para baixo (Tui-fa) 
Posicionando-se próximo à cabeça do paciente. 
- Com uma mão ou com as duas deslizando alternadamente até a 
lombar. 
 
- Com a mão semi-fechada: 
 
- Com a polpa dos dedos girando 
 
 
 
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- Com o antebraço deslizando para baixo: 
 
- Com o polegar deslizando para baixo: 
 
- Com a ponta dos oito dedos – Serrilhamento: 
 
- Com as duas mãos deslizando de medial para lateral: 
 
 
 
 
 
 
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- Nas pernas com uma mão descendente. A outra apoiada nas costas: 
 
2. Fricção com a mão sobre toda a costa (Mo-Fa) 
- Com palma da mão 
 
- Com dedos. 
 
-Com polpa dos dedos. 
 
 
 
 
 
 
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3. Amassamentos: de médio a profundo 
 
a) Simples – como se fosse amassar uma massa, tendo o cuidado para não 
pinçar a musculatura. 
 
b) Polegar costa inteira – sentido de baixopara cima, em três movimentos 
com os dois polegares em circulo, com os polegares em círculos 
alternados e com um polegar de cada vez, sempre em movimento 
circular no sentido horário. 
 
c) Trapézio – quatro dedos no ombro e o polegar na parte do trapézio, 
movimentar no sentido do polegar. 
 
d) 4 dedos – movimento no sentido do polegar no ombro. 
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e) Polegar – na área da escápula com o polegar no sentido horário 
 
f) Bi - manual – cruzando os dedos 
 
 
 
4. Pressões 
a) Palmar – espécie de alongamento, mão na base do quadril e a outra 
fazendo alongamento por partes. 
 
b) Pressão com o polegar – nas costas, pontos paravertebrais Ou pontos de 
tensão. Com as duas mãos. Um ponto de cada vez. 
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c) Com a articulação interfalangeana proximal – nas costas, pontos 
paravertebrais ou pontos de tensão. Com uma mão. Um ponto de cada 
vez. 
 
 
 
 
d) Pressão com as duas mãos sobrepostas ou lado a lado 
 
 
e) Com o antebraço 
 
f) Com o cotovelo no glúteo 
 
g) Com oito dedos na escápula 
 
 
5. Rolamento – 
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5.1 Com o antebraço com o dorso da mão virada para o paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
5.2 Com os últimos 3 dedos da mão fechada – com uma ou duas mãos: 
 
 
5.3 Com o polegar pressionado pela outra mão 
 
 
5.4 Com a região hipotênar fazendo mov. De prono-supino 
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6. Vibração 
– com a palma da mão espalmada em toda a costa. 
- Com as duas mãos sobrepostas pressionando e vibrando 
 
 
 
7. Percussões 
 
7.1 – martelinho (oca) 
 
 
7.2 - karate ( vassourinha) 
 
 
7.3 - karate duplo ( duas mãos) 
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7.4 - Concha 
 
 
 
 
 
7.5 Mãos em concha unidas 
 
 
7.6 Com a ponta dos dedos – bicada da garça 
 
 
 
 
Pescoço 
 
90 
 
 
1. Pressões circulares 
 
1.1 – dois dedos começando pelo ombro subindo até o pescoço até a 
base do crânio (p.c normal) 
1.2 – dois dedos de um lado de cada vez (p.c específico) 
1.3 – pressão nas vértebras desde a 7ª até a 1ª em diagonal 
1.4 – pressão com o dedo médio nos dois pontos na base do crânio e 
segura por 2 segundos. 
1.5 – movimento circular com o polegar de cima para baixo, no terceiro 
deslizamento ir até o ombro. 
 
 
 
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2. Movimentos passivos 
 
2.1 – flexão e extensão 
 
2.2 - desvio lateral – direita e esquerda 
 
2.3 – rotação – direita e esquerda 
 
 
 
2.4 – inclinação lateral – direita e esquerda – queixo em direção ao 
mamilo. 
 
2.5 – rotação completa – direita e esquerda. 
 
 
 
 
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Pernas – igual as das costa. 
 
1. Deslizamentos 
 
1.1 – geral de dentro para fora 
1.2 – circular 
1.3 – semi circular 
1.4 – circular com os polegares 
1.5 – vai e vem 
 
2. Amassamentos 
 
2.1 – simples 
2.2 – bi - manual 
 
3. Pressão palmar 
4. Rolamento com a mão 
5. Vibração 
6. Percussões. 
 
 
Pernas frente – igual a anterior, a partir dos amassamentos fazer apenas do 
joelho para cima. 
 
 
Mãos 
 
1. Giro – dedo por dedo nos dois sentidos 
 
 
2. Flexão e extensão – dedo por dedo 
 
 
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3. Abertura – dedo por dedo 
 
 
 
4. Giro com rotação 
 
 
 
5. Deslizamento circular com os polegares 
 
 
6. Deslizamento circular específico 
 
 
 
7. Rolo 
 
 
 
 
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8. Soco 
 
 
 
9. Piano 
 
 
 
 
10. Deslizamento circular com os polegares nos dorso 
 
 
 
11. Deslizamento retilíneo no dorso. 
 
 
 
 
 
 
95 
 
Abdômen 
 
1. Deslizamento circular 
 
 
 
 
2. Pressão com a polpa dos dedos (três dedos) 
 
 
 
3. Raio de sol 
 
 
 
4. Punho fechado 
 
 
 
 
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5. Balanço 
 
 
 
6. Concha dupla ( An po ko) 
 
 
 
7. Deslizamento. 
 
 
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Reflexologia Podal - Mapa da reflexologia podal 
 
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Rotinas da massagem na reflexologia podal 
 
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CURSO DE MASSOTERAPIA 
AUTO-MASSAGEM E ALONGAMENTOS 
 
1 Auto-massagem 
A técnica que aprenderemos é o auto-shiatsu, é claro que é sempre melhor 
recebermos a massagem de outra pessoa, mas como nos dias de hoje o tempo é muito 
restrito e há uma necessidade do massoterapeuta de manutenção de sua saúde para que 
possa exercer suas atividades sem prejuízo a sua saúde, faz-se necessário a utilização dos 
conhecimentos do shiatsu em nós mesmos. 
O mais difícil de se trabalhar em nós mesmos é aprender a não gerar tensão nos 
braços ao aplicar a técnica, para que se tenha melhor qualidade na aplicação. Usa-se para 
que isso não ocorra o peso do próprio corpo em direção da nossa mão apoiada. 
A seqüência que aqui aprenderemos pode ser alterada de acordo com a vontade 
do terapeuta de acrescentar ou retirar pontos que achar necessários ou desnecessários. 
Seqüência básica de Auto-Shiatsu, acrescido de algumas passagens musculares: 
Do-in 
1) Pressionar suavemente sobre os olhos fechados, com a polpa dos dedos. 
2) Com o cotovelo apoiado, coloque o polegar sob o ponto B2 descansando o 
peso da cabeça. 
3) IG4 – dor de cabeça, intestinos, pescoço. 
4) IG10 – músculos extensores do punho, vitalidade. 
5) IG11 – prisão de ventre 
6) E36 – Para problemas digestivos, ânimo, dor abdominal, gastrite 
7) BP6 – problemas menstruais, cólicas, 
8) VC 4 – problemas genito-urinários 
9) VC12 – problemas estomacais 
10) VC14-Fígado, digestão, gases 
11) VC17 – Emocional, depressão, coração. 
12) Dedos indicador e médio nas têmporas (VB1, E7, TA23) e envolta da 
articulação temporomandibular – Distensionamento facial. 
13) Com o cotovelo apoiado pressionar o VB20. – dores no pescoço, tensão, 
nuca. 
14) Pressionar com a polpa dos dedos o trapézio do lado oposto usando o peso 
do braço. Alívio de tensão muscular. 
105 
 
15) Com uma das mãos apoiando a testa, pressionar com o polegar da outra mão 
o ponto VG 16 na nuca. – Acordar a mente. 
16) Pressão nos pontos Ting dos dedos das mãos. Acordar a circulação 
energética. 
17) Palmadas nos membros superiores = Vem – com a palma da mão para cima. 
Vai – com a palma da mão para baixo. 
18) Palmadas nos Membros inferiores – desce por fora e sobe por dentro. 
19) Palmadas na lombar com as costas das mãos e no tórax com a mão fechada. 
20) Massagem na linha temporoesfenoide no crânio. Para a coluna. 
21) Visualização para harmonização dos hemisférios cerebrais. 
22) Exercício cruzando braços e pernas. Para coordenação motora. 
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2 Alongamentos Direcionados 
Os alongamentos são práticas de preparação da musculatura para o “trabalho”, 
também servem para liberar a circulação sanguínea e os resíduos metabólicos do músculo. 
E como há uma ligação entre a circulação energética dos meridianos, a circulação 
sanguínea e a musculatura esquelética, podemos usar esta prática como um meio de nos 
mantermos saudáveis. 
Os alongamentos podem ser repetidos várias vezes durante o exercício e o 
exercício pode ser feito várias vezes por dia. Cada alongamento deve ser feito de maneira 
lenta e com duração de 20 a 30 segundos. 
Seqüência de Alongamentos para auto harmonização dos meridianos acoplados. 
 
1) Meridianos: Pulmão e Intestino Grosso. 
 
2) Meridianos: Baço-pâncreas e Estômago 
 
 
3) Meridianos: Coração e Intestino Delgado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4) Meridianos: Rins e Bexiga 
 
 
 
5) Meridianos: Pericárdio e Triplo Aquecedor 
 
6) Meridianos: Fígado e Vesícula Biliar 
 
 
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3 Alongamentos Gerais: 
1. Antebraço 
 
2. Deltóide e Rombóide 
 
3. Peitoral 
 
4. Tríceps 
 
 
 
 
5. Costas 
 
6. Pescoço 
 
7. Quadríceps 
 
8. Panturrilha 
 
9. Isquiotibiais 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE MASSOTERAPIA 
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4 Alongando o Paciente 
 
1. Primeiro 
 
CURSO DE MASSOTERAPIA 
109

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