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Apostila de apicultura

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Apo stila de apicultura
1- IN T ROD U Ç ÃO
O Brasi l possu i u m gran de poten cial ap ícol a q u e l h e proporcio n ará, n o
f u tu ro, posi ção d e destaq u e n a produ ção mu n d i al de mel. N osso mel é de
excel en te qu al i d ade, já apreci ada em di versos mercados i n tern aci on ais
prin cipa l men te o mercad o e u ropeu , para o qu al, a maio r parte de n o ssa
produ ção é escoada.
A ati vi d ade apícol a tem se in ten si f i cad o n o s ú l timos an o s n o Litoral No rte
da Ba h i a. D i sti n tas razões con tri bu em pa ra i sso, en tre e stas, a p rocu ra d e
n ovas al tern ativas econ ô mi cas n a expl oraçã o a gropecu ária , au men to da
produ ção atravé s da pol i n i zaçã o em pl an tio s de f ru teiras e mai s recen temen te,
o man ejo i n teg rad o da mata n ativa, qu e apesar de ter p assado por p rof u n das
mod i f i caçõ es po ssu i a i n da al gu mas rese rvas, n as qu ai s, é possível en con trar
espéci e s vegetai s com poten ci a l apícola. A regi ão possu i ai n da ,
aproxi mad amen te, cem mi l h ectares de eu cal i p to, torn an do -a mai s atraen te
para esse ti po de ati vi da de.
2- APICU L T U R A E B IODIVE R S ID AD E
N ossa regi ão, di f eren te de ou tra s regi ões de n osso estad o possu i u ma
gran de d i versida de d e pl a n tas qu e f o rn e cem n éctar, pól en e resi n as ú tei s pa ra
a vi da da s col méi as. En ten de -se q u e u ma boa f l ora apícola é aqu el a qu e é
capaz de f orn ecer gran de qu an tida de de al i men to du ran te todo o an o,
possi bi l itan do qu e as c ol méi as se man ten h am em desen vol vi mento con stan te e
qu e o ap i cu l tor col ete mel de bo a qu ali d ade co n ti n u amente. Evi den temen te q ue
i sto n ão é po ssível , h aja vi sta qu e as con di çõ es cl i mática s ao l on go do an o
n em sempre são f a voráveis.
A maio ri a das p l an tas n ecessi ta de pol in i za dores, co mo as abel h as,
pássaros, morceg os, etc., qu e as p ol i n i zem perpetu a n do as espé ci es. As
abel h as socia i s, como as n ossas af rican izad as ( A pi s m el l i fera brasi l i en si s ) se
destacam poi s f ormar fa míli as n u merosa s, possu i r taman h o ad eq u a do

estru tu ras em seu co rpo qu e f aci l i tam o tran sporte d e l en ( pêl o s, corbícu l a ,
taman h o da l ín g u a). Mu i tas pl an tas qu e possu em g rão s de l en pesa dos
di f i ci l men te se mu l tip l i cariam se n ão f osse m en tre i n setos pol i n iza dores.
Ab acate, amei xa, li ma, laran ja cacau são a l gu n s e xemplo s.
U m da do cu ri oso revel a a gran de importân ci a da pol i n iza ção das abel h as
n a produ ção de 10 % da carn e , l ei te, qu ei jo e ovos co n su mid os n o s E stado s
U n i dos da A méri ca, p oi s a al i men tação dos an imai s é fe i ta de cereai s e ou tros
vegetai s qu e d epen d em da pol i n i zaçã o. Assi m, o con h eci men to de stas
i n f ormaçõ es pod e ser ú til p ara os api cu ltores q u e qu erem au men tar su a
produ ti vi da de n as l avo u ras, col ocan d o estrateg i camen te a s su as col mei a s n o
campo.
3- B IOL OGIA E FIS IOL OGIA D AS ABE LH AS D O GÊN E R O AP IS
3.1 - Classificação zo ológica:
As abel h a s A pi s m el l i fera perten cem ao:
Fi l o A rthropo da
C l asse Inse cta
Su bcla sse P terygota
Ordem H ym enop tera
Su borde m A pó crita
Famíl i a Api d ae
Su bf amíli a: A p i na e
Gên e ro Ap i s
Esp éci e A pi s m el l i fera
Al ém da espé ci e A pi s m el l i fera, o gên e ro possu i ou tras três espéci e s: A.
dossata; A . flo rea e A. ce ran a
3.2 - R a ças: f i ca en ten di do q u e são gru pos de i n di vídu os qu e possu e m
característi cas def i n i d as, as qu ai s pode m ter si do de ri vad as d e a daptaçõe s
gen é ti cas espe ci f i cas ao ambi en te e ori gi n almen te terem h abi tad o u ma área
especi f ica em n osso pla n eta, porém, perten cem a u ma mesma espéci e; dessa
man eira po dem se cru zar dan do d escen d en tes.

3.2.1- A p is mellifera ad an son ii:
H abi tam desde o Su l do S a ara, até a Áf ri ca do Su l, são as f amosas
af rica n as. F oram in trodu zi d as n o B rasi l em 1956. são rajadas de amarel o sobre
u m corpo escu ro. o abel h a s mu i to agressi vas, en xameadoras e
propol i zado ras. S ão men ores qu e as Eu ropéi as, e qu an do pu ras, con stroem
cél u l a s de o perári as men ores. A presen tam g ran d e resi stên ci a à d oen ças,
possu e m maio r ativi da de de área qu e as eu ropéi as, mai or i n sti n to mi gratório,
mai or capaci d ade de def esa e su as rain h as são mu i to prolíf eras, moti vo pe l o
qu al , rap i damen te dif u ndi ra -se em todo terri tório n aci o n al .
3.2.2- A p is mellifera ligus tica:
Origi n ári a d a Itál i a e ex-Iu go sl ávi a, são ch amadas d e " abe l h as Ital i an a s" e
f oram in trodu zi das n o Brasil em 1879 e 1880. o mu ito man sas, perman ecem
cal mas n os f avos du ran te a revisã o e são pou c o en xamead oras. A presen tam
segmen tos abdo mi n a i s amarelo s, e b oa parte d o tórax amarel o . Produ zem
h íbri dos a marel os e mu ito produ ti vos q u an d o cru zadas com abe l h as a f rican a s.
4- OR GAN IZAÇ ÃO SOCIAL:
4.1 - Cas tas :
R AIN H A Z AN O OPE R AR IA
Fi gu ra 1 - A s três ca stas de A pi s mell i f era