LEI Nº 10 741 (Estatuto do Idoso) - Atualizada até 10 08 19
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LEI Nº 10 741 (Estatuto do Idoso) - Atualizada até 10 08 19


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ESTATUTO DO IDOSO
LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE
2003
O PRESIDENT E DA REPÚBLICA Faç o saber que o
Congresso Nacio nal decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Os direitos fu ndamentais que assegu ram posição
privilegiada aos idosos são direitos de terceira
dimensão.
TÍTULO I
Disposições Preli minares
Art. É instituído o Es tatuto do I doso,
destinado a regular os direitos asseg urados às
pessoas com idad e igual ou superior a 60 (s essenta)
anos.
Art. O idoso goza de tod os os direitos
funda mentais inerentes à pess oa hu mana, sem
prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei,
assegurand o-se-lhe, por lei ou por outros meios ,
todas as oportunidad es e facilidades, para
preservação de sua saúd e física e mental e seu
aperfeiçoamen to moral, intelectual, esp iritual e
social, em con dições de liberda de e dignidade.
Art. É obrigação da famí lia, d a comuni dade,
da socied ade e do Pod er P úblico assegurar ao idoso,
com absoluta prioridade, a efetivação do direito à
vida, à saúde, à alimenta ção, à edu cação, à cultura,
ao esporte, ao lazer, ao tr aba l ho, à cidadania, à
liberdade, à dig nidade, a o r espeito e à c onvivência
familiar e comunitár ia.
§ A garantia d e prioridad e compreen de:
(Redaç ão dada pela Lei nº 13.466, de 2 017)
I atendimento p referencial imedia to e
individualizado jun to aos órgãos público s e p rivados
prestadores d e serviços à popu lação;
II – preferência na formulação e na execução
de políticas so ciais públicas esp ecíficas;
III destinação privilegiada de recursos
público s n as á reas relac ionadas com a proteção ao
idoso;
IV viabilização d e formas a lternativas de
participação, ocupação e convívio d o idos o com as
demais gerações;
V – p riorização do atendimento do idoso por
sua pró pria família, em de trimento do ate ndimento
asilar, exceto d os q ue n ão a possuam ou careçam de
condiç ões de manutenção d a própria sobrevivência;
VI capac itação e rec iclagem d os recurs os
humanos n as áreas de geriatria e geronto logia e na
prestação d e serviços aos idoso s;
VII estabe lecimento de mec anismos que
favoreçam a divulgação de informações de caráter
educativo sob re os as pectos biopsicossoc iais de
envelhecimento;
VIII garantia d e acesso à rede de s erviços de
saúde e d e assistência social loc ais.
IX – prioridade no rece bimento da restituição
do Impos to de Renda.
§ Den tre os idoso s, é ass egurada p rioridade
especial aos maiores de 80 (o itenta) ano s,
atendend o-se suas necess idades sempre
preferencialmente em relação aos d emais idos os.
(Inclu ído pela Lei nº 13.466, de 2017)
Art. Nen hum idos o será objeto de qu alquer
tipo de n egligência, d iscriminação, violênc ia,
crueldade ou opress ão, e todo atentado aos s eus
direitos, por ação ou omissão, s erá punido na fo rma
da lei.
§ 1º É dever de todos prevenir a ameaça ou
violação aos d ireitos do idoso.
§ 2º As obrigaçõ es p revistas nesta Lei não
excluem da prevençã o ou tras deco rrentes dos
princípios p or ela adotados.
Art. A inobservância das normas de
prevenção importará e m resp onsabilidade à pessoa
física ou ju rídica nos termos da lei.
Art. 6º Todo cidad ão tem o dever de c omunicar
à autoridad e competente q ualquer forma d e
violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de
que tenha conhecimento.
Art. 7º Os Con selhos Nacional, Estaduais , do
Distrito Federal e M unicipais do I doso, previstos
na Lei no 8.8 42, de 4 d e janeiro d e 1994, zelarão pelo
cumprimento dos direitos do ido so, definidos nesta
Lei.
TÍTULO II
Dos Direitos Funda mentais
CAPÍTULO I
Do Direito à Vida
Art. O envelh ecime nto é um direito
personalíss imo e a sua proteção um direito soc ial,
nos termos des ta Lei e da legislação v igente.
Art. 9º É obrigação do Estado, garantir à p essoa
idosa a proteção à vida e à s aúde, mediante
efetivação d e políticas sociais pú blicas que permitam
um envelh ecimento sa udável e em c ondições de
dignidade.
CAPÍTULO II
Do Direito à Liberdad e, ao Respeito e à Di gnidade
A rt. 1 0. É ob rigação do Estad o e da sociedade,
assegurar à pessoa ido sa a liberdad e, o respeito e a
dignidade, como p essoa human a e sujeito d e
direitos c ivis, políticos, individu ais e s ociais,
garantidos na Co nstituição e nas leis.
§ 1º O direito à liberdade compreende, entre
outros, os seguintes aspectos :
I facu ldade d e ir, vir e estar no s lograd ouros
público s e espa ços comu nitários, ress alvadas as
restrições legais;
II – opin ião e expressão;
III – cren ça e culto religioso;
IV – prática de esportes e de diversõ es;
V – participa ção na vida familiar e comunitária;
VI participa ção na vida política, na forma da
lei;
VII fac uldade de buscar refúgio, auxílio e
orientação.
§ O d ireito ao respeito consiste n a
inviolabilidad e da integr idade física, psíquica e
moral, abrangen do a preservação d a imagem, da
identidade, da auton omia, de valores, idéias e
crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.
§ É dever de todos zelar pela dignida de d o
idoso, coloc ando-o a salvo d e q ualquer tratamento
desuman o, violen to, aterrorizan te, vex atório ou
constranged or.
CAPÍTULO II I
Dos Alimentos
Art. 11. Os ali mentos serão p restados ao idoso
na forma da lei ci vil.
Art. 12. A o brigação alimen tar é soli dária,
podendo o idoso optar entre os prestad ores.
Art. 13. As transaçõ es relativas a a limentos
poderão ser celebradas peran te o Promotor de
Justiça ou Defensor Público , que as referendará, e
passarão a ter efeito de título executivo extrajud icial
nos termos da lei pro cessual civil.
Art. 14. S e o idoso ou seus familiares não
possu írem condições econômicas de prover o seu
sustento, impõe-se ao Po der Púb lico esse
provimento, no âmbito da assistênc ia social.
CAPÍTULO IV
Do Direito à Saú de
Art. 15. É assegurada a atençã o integral à sa úde
do idoso, por intermédio do Siste ma Únic o de Saúd e
SUS, garantindo -lhe o ac esso universal e
igualitário, em co njunto articu lado e contínuo d as
ações e serviços , pa ra a prevenç ão, promoç ão,
proteção e rec uperação da s aúde, incluindo a
atenção especial às doenças que afetam
preferencialmente os idosos.
§ A prevenç ão e a manuten ção da saúde do
idoso serão efetivadas por meio de:
I c adastramento da populaç ão idosa em b ase
territorial;
II aten dimento geriátrico e gerontológico em
ambulatórios;
III unidades geriátricas d e referência, com
pessoal esp ecializado nas áreas de g eriatria e
gerontologia so cial;
IV atendimento domicil iar, inc luindo a
internação, pa ra a população que dele neces sitar e
esteja impossibilitada de se loc omover, inclusive
para ido sos abrigado s e aco lhidos po r instituições
públicas , filantrópicas ou s em fin s lu crativos e
eventualmente conveniad as co m o Poder Pú blico,
nos meios urb ano e rural;
V reab ilitação orientada p ela geriat ria e
gerontologia, p ara reduçã o das seque las decorrentes
do agravo da sa úde.
§ 2º Incumbe ao Pod er Público fornecer aos
idosos, gratuitamente, medicamentos ,
especialmente os de uso con tinuado, a ssim como
próteses, órteses e outros recursos relativos ao
tratamento, habil itação ou reabilitação.
§ 3º É vedada a d iscriminação do idoso n os
planos de saúde p ela cob rança de valores
diferenciad os em razão da idade.
Em regra, é válida a cláusu la prevista e m contrato de
seguro-saú de qu e autoriza o au mento das
mensalidades do seguro qua ndo o usu ário completar
60 anos de idad e.
Exceções. Ess a cláusula será ab usiva quando:
a) não resp eitar os li mites e requisitos esta belecidos
na Lei 9.656/9 8; ou
b) ap licar índices de reaj uste desarrazoa dos ou
aleatórios, qu e onerem em demasia o segu rado.
STJ. Turma. REsp 1381606-DF, Rel. originária Min.
Nancy And righi, R el. para acó rdão Min. J oão Otávio
de Noronha , julgado em 7/10/2014 (In fo 551).
§ Os idosos portadores de deficiênc ia o u
com limitação incap acitante terão a tendimento
especializado , nos termos da lei.
§ É veda do exi gir o c omparecimento do
idoso enfermo peran te os órgãos blicos, h ipótese
na qual se rá admitido o seguinte pro cedimento:
I - quan do d e interesse do poder público, o
agente promoverá o c ontato n ecessário com o ido so
em sua residênc ia; ou
II - q uando de in teresse do próp rio id oso, este
se fará representar po r proc urador legalmen te
constituído.
§ É asse gurado ao idoso enfermo o
atendimento dom iciliar pela per ícia médica do
Instituto Nacional d o Segu ro So cial - INSS, pelo
serviço público de saúd e ou pelo serviço privado de
saúde, contratado ou co nveniado, que integre o
Sistema Único de Saúde - SUS, para expedição do
laudo de saúde necessário ao exercício de s eus
direitos sociais e de isenção tributária.
§ E m todo atendimento d e s aúde, o s
maiores de 80 (o itenta) ano s terão preferênc ia
especial sobre os demais idoso s, exce to em caso de
emergência. (In cluído pela Lei nº 13. 466, de 2017).
Art. 16. Ao idos o internado ou e m observa ção é
assegurado o direito a acomp anhante, deven do o
órgão de s aúde prop orcionar as c ondições
adequa das p ara a su a permanênc ia em tempo
integral, segun do o critério médico.
Parágrafo único. Cabe ao profissio nal de
saúde respons ável pelo tratamento conc eder
autorização para o acompan hamento do idoso ou,
no caso de impossibilidade, justificá-la por escrito.
Art. 17. Ao idos o qu e esteja no domínio de suas
faculda des mentais é assegurado o direito de optar
pelo tratamento de sa úde que lhe fo r reputado mais
favorável.
Parágrafo ún ico. Não es tando o idoso e m
condiç ões de proceder à opçã o, esta será feita:
I p elo curador, quando o ido so fo r
interditado;
II p elos familiares, quan do o idoso não tiver
curador ou este não puder ser con tactado em tempo
hábil;
III – pelo méd ico, quando ocorrer iminente risco
de vida e não houver tempo hábil para co nsulta a
curador o u familiar;
IV pelo próprio médico, quando não houver
curador ou familiar conh ecido, c aso em que d everá
comunica r o fato ao Ministério Públ ico.
Art. 18. As institu ições d e saú de devem atende r
aos critérios mínimos pa ra o aten dimento às
necessid ades d o id oso, promovendo o treinamento
e a capac itação dos profission ais, assim co mo
orientação a cu idadores f amiliares e grupo s de
autoajud a.
Art. 19. Os caso s de sus peita ou co nfirmação
de violênc ia praticada c ontra idosos s erão objeto d e
notificação compulsó ria pelos serviços de saúde
público s e privado s à au toridade sanitária, bem
como serão obrigatoriamente co municados por eles
a quaisq uer dos seguintes órgão s:
I – autoridade policial;
II – Ministério Púb lico;
III – Con selho Municipal do Idoso;
IV – Conselh o Estadual do Id oso;
V – Conselho Nacional do Ido so.
§ Para os efeitos desta Lei, considera-se
violência contra o idoso qualquer ação ou omissão
praticada em local p úblico ou privado q ue lhe caus e
morte, dano ou sofrimento físico ou ps icológico.
§ Aplica-se, no que couber, à notificação
compulsó ria previs ta no c aput deste artigo, o
disposto n a Lei no 6.259, de 30 de outub ro de 1975.
CAPÍTULO V
Da Educação, Cul tura, Esporte e Lazer
Ar t. 20. O idoso tem dire ito a educaç ão, cultura,
esporte, lazer, diversões , espetáculos, produtos e
serviços que respeitem sua pecu liar co ndição de
idade.
Art. 21. O Poder Púb lico criará op ortunidades de
acesso do idoso à ed ucação, adequando currículos,
metodologias e material didático aos p rogramas
educac ionais a ele destinados.
§ 1º Os cursos espec iais para idosos inc luirão
conteúd o relativo às técnicas de comu nicação,
computaçã o e d emais avanços tecnológicos, para
sua integração à vida moderna.
§ 2o Os idosos participarão das comemoraçõ es
de ca ráter cívico ou cultural, para transmissão de
conhecimentos e vivências às demais gerações, no
sentido d a preservação da memória e da ide ntidade
culturais.
Art. 22. Nos curr ículos mínimos do s di versos
níveis de ensino formal serão inseridos con teúdos
voltados ao proc esso de envelhec imento, ao
respeito e à va lorização do idoso, de forma a
eliminar o preconc eito e a p roduzir conhecimentos
sobre a matéria.
Art. 23. A participaç ão dos idosos em ativid ades
culturais e de lazer será proporcio nada mediante
descon tos de pelo menos 50% (c inquenta p or cen to)
nos ingressos para event os art ísticos, culturais,
esportivos e de lazer, bem c omo o acesso
preferencial ao s respectivos locais.
Art. 24. Os meios de comun icação manterão
espaço s ou horários especiais voltados aos idosos,
com fin alidade info rmativa, educ ativa, artística e
cultural, e ao púb lico s obre o pro cesso de
envelhecimento.
Art. 25. As ins tituições de edu cação superior
ofertarão às p essoas ido sas, na p erspectiva da
educaç ão ao longo da vida, cursos e programas de
extensão, presen ciais o u a distânc ia, cons tituídos
por atividad es formais e não forma is. (Redação dada
pela lei nº 13.5 35, de 2017)
Parágrafo único. O poder público apoiará a
criação de u niversidade aber ta para as pesso as
idosas e incentivará a publicaç ão de livros e
periódicos , d e conteúd o e pad rão editorial
adequa dos ao idoso, que facilitem a leitura,
consid erada a n atural redução da capa cidade visual.
(Inclu ído pela lei nº 13.535, de 2017)
CAPÍTULO VI
Da Profissionalização e do Trabalho
Art. 26. O idoso tem direito ao exercíci o de
atividade profissional, respeitadas suas c ondições
físicas, intelectua is e psíquicas.
Art. 27. Na admis são do idos o em qualquer
trabalho ou e mprego, é ved ada a discri minação e a
fixação de limite máximo de idade, inclusive para
concursos, ressa lvados os c asos em qu e a na tureza
do cargo o exigir.
Parágrafo único . O primei ro critér io de
desempate em c oncurso p úblico será a ida de,
dando -se preferência ao de ida de mais elevada.
A lei e stadual d o Estado “X” prevê qu e, em caso de
empate en tre o s c andidatos em concu rso de
remoção para serventias n otariais e regist rais, o
primeiro critério de desempate é o maior tempo de
serviço púb lico.
Ocorre que a Lei Federal 10.741/2003 (Estatuto do
Idoso) determina q ue o primeiro critério de
desempate em c oncurso p úblico será a ida de,
dando -se preferência ao de idade mais elevad a (art.
27, parágrafo ú nico).
Qual das du as legislações de verá prevalecer no
caso?
A legislação estadual. O Estatuto d o Idos o, por ser lei
geral, n ão se ap lica como critério de desempate, no
concurso público de remoção para outorga de
delegação notarial e de regis tro, qua ndo existir lei
estadual específic a q ue regule o c ertame e tra ga
regras aplicáveis em caso de empate. De sse modo,
em nosso exemplo, a vaga de ve f icar com o
candid ato que tiver maior tempo de serviç o blico
(e não n ecessariamente com o mais idoso). STF.
Turma. MS 3304 6/PR, Rel. Min. Luiz Fux, j ulgado em
10/3/2015 (Inf o 777).
Art. 28. O Poder Público criará e estimu lará
programas de:
I p rofissionalização es pecializada p ara o s
idosos, aproveitando seus potenciais e habilidades
para atividad es regulares e remunerada s;
II prepa ração do s trabalhado res pa ra a
aposen tadoria, com antecedência mínima de 1 (um)
ano, po r meio d e e stímulo a novos projetos sociais,
confo rme seus in teresses, e de esclarecim ento sobre
os direitos soc iais e de cidadania;
III estímulo às empresas privadas para
admissão de idosos ao trabalho .
CAPÍTULO VII
Da Previdência So cial
Ar t. 29. Os ben efícios de apos entadoria e
pensão do Regime Geral da Previdênc ia So cial
observarão, na sua conc essão, critérios d e cálculo
que preservem o valor rea l dos salários sobre os
quais incid iram contribuiç ão, nos termos da
legislação vigente.
Parágrafo ún ico. Os valores do s benefícios em
manutenção serão reajustados na mesma data de
reajuste do salário-m ínimo, pro rata, de acordo com
suas respectivas datas d e início ou d o seu último
reajustamento, c om base em perce ntual definid o em
regulamento, observado s os critérios estabelecidos
pela Lei no 8.213, d e 24 de julho de 1991.
Art. 30. A perda da condição de se gurado não
será considerada para a concessão da aposentadoria
por ida de, desd e que a pesso a conte com, no
mínimo, o tempo de contribuição corres pondente a o
exigido pa ra efei to de c arência n a data de
requerimento do b enefício.
Parágrafo único . O c álculo do valor do benefício
previsto no caput ob servará o dispo sto n o caput e §
2o do art. 3o da Lei n o 9.876, de 26 de novembro de
1999, o u, n ão haven do salários-d e-contribuição
recolhidos a partir da comp etência d e julho de 1994,
o dispos to no art. 35 da Lei no 8.213, d e 1991.
Art. 31. O pagamento de parc elas relativas a
benefício s, efetu ado c om atras o por
respons abilidade da Previdência S ocial, será
atualizado pelo mes mo índice utilizado para os
reajustamentos do s benefícios do Re gime Geral de
Previdência Social, verificado no período
compreend ido entre o mês que d everia ter sido
pago e o mês do efetivo pagamento.
Art. 32. O Dia Mundial do Traba lho, 1o de Maio,
é a data-bas e dos aposentado s e pensionistas.
CAPÍTULO VII I
Da Assistência Soc ial
Art. 33. A assistência social aos idoso s será
prestada, de fo rma a rticulada, conforme os
princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da
Assistência Social, na Política Nacional do Idos o, no
Sistema Único de Saú de e de mais n ormas
pertinentes.
Art. 34. Aos idosos, a partir de 65 (sessen ta e
cinco) anos, que não possuam meios para prover s ua
subsistên cia, nem d e tê-la provida por su a família, é
assegurado o ben efício mensal de 1 (u m) salário-
mínimo, nos termos da Lei Orgânica da Assistência
Social – Loas.
Parág rafo único . O ben efício conced ido a
qualqu er membro da família nos termos
do cap ut não será computado para os fin s do cálculo
da renda f amiliar per capita a que se ref ere a Loas.
Aplica-se o parágrafo único do art. 34 do Estatuto do
Idoso (Lei nº 10.741/2003), po r analogia, a ped ido de
benefício assisten cial feito por pessoa com
deficiênc ia a fim de qu e benef ício previden ciário
recebido por id oso, no valor de um s alário mínimo,
não sej a c omputado n o cálculo d a renda pe r ca pita
prevista no a rt. 20, § 3°, da Lei 8.742/93. STJ.
Seção. REsp 1.355.052-SP, Rei. Min. Bene dito
Gonça lves, julgado em 25/2/2015 ( recurso
repetitivo) (In fo 572).
Art. 35. Todas as e ntidades de longa
permanênc ia, ou casa-lar, são obrigadas a firmar
contrato d e prestação de se rviços com a pessoa
idosa abrigada .
§ No cas o de e ntidades filantrópica s, ou
casa-lar, é facultada a c obrança de participação do
idoso no custeio da entidade.
§ O Cons elho M unicipal do I doso o u o
Conselho Municipa l da As sistência Social
estabelecerá a forma de participaç ão prevista no §
1º, q ue não p oderá exceder a 70% (setenta por
cento) de qualqu er be nefício previdenciário ou de
assistência so cial percebido p elo idoso.
§ 3º Se a pessoa idosa for incapaz, caberá a seu
representante legal firmar o co ntrato a qu e se refere
o caput de ste artigo.
Art. 36. O acolh imento de idosos em situ ação
de risco social, por adulto ou núcleo familiar,
caracteriza a dep endência eco nômica, pa ra os
efeitos legais.
CAPÍTULO IX
Da Habitação
Art. 37. O id oso tem di reito a mo radia digna, no
seio da família n atural ou sub stituta, o u
desaco mpanhado de seus fa miliares, q uando assim o
desejar, o u, ainda, em instituição pú blica ou privada.
§ 1º A assistên cia integral na modalidade de
entidade de lon ga permanên cia será prestada
quando verificada inexis tência de grupo familiar,
casa-lar, aban dono ou carên cia de recursos
financeiros próprios ou da família.
§ Toda instituição d edicada ao atendimento
ao ido so fica obrigada a man ter iden tificação
externa visível, sob pena de interdição, além de
atender toda a leg islação pertinen te.
§ 3º As instituições que abrigarem i dosos são
obrigadas a manter padrões de h abitação
compatíveis com as necessidad es deles, bem como
provê-los com al imentação re gular e higiene
indispen sáveis às normas sanitárias e com estas
condizen tes, sob as penas da lei.
A rt. 38. Nos programas ha bitacionais, públicos
ou subsidiados co m recursos públicos, o idoso goza
de prioridade na aquisição de imóvel par a morad ia
própria, ob servado o seguinte:
I - reser va d e pelo menos 3% (três por c ento)
das un idades h abitacionais residenciais pa ra
atendimento aos idosos;
II implantação d e equipamentos urba nos
comunitários vol tados ao idoso ;
III – eliminação de barreiras arquitetôn icas e
urbanísticas , para garantia de ace ssibilidade ao
idoso;
IV – critérios de f inanciamento c ompatíveis co m
os rendimentos de aposentadoria e pe nsã o.
Pará grafo único . As u nidades residenc iais
reservadas para atend imento a idosos devem situar-
se, prefe rencialmente, no pavimento té rreo.
CAPÍTULO X
Do Transporte
Art. 39. Aos maiores de 65 (ses senta e cinco)
anos fica assegurada a gratuidade dos transpo rtes
coletivos púb licos urbanos e s emi-urbanos , exceto
nos s erviços seletivos e e speciais, q uando prestad os
paralelamente ao s serviços regulares.
§ Pa ra te r ac esso à g ratuidade, bas ta que o
idoso apresente qua lquer docu mento pesso al que
faça prova d e sua idade.
§ Nos veículos de transp orte c oletivo d e que
trata este artigo, serão reservados 10% (d ez por
cento) dos assen tos para os id osos, devidamente
identificado s com a plac a de reservado
preferencialmente p ara idosos.
§ 3º No caso das pessoas c ompreendidas n a
faixa etária ent re 60 (sessenta) e 6 5 (sessenta e
cinco) anos, ficará a critério da legislação local dispo r
sobre a s condições para exercício da grat uidade n os
meios de trans porte previstos no caput deste artigo.
Art. 40. No siste ma de transporte coletivo
interestadual o bservar-se-á, n os termos da
legislação espec ífica:
I – a reserva de 2 (duas ) vagas gratuitas por
veículo para ido sos co m renda igual ou i nferior a 2
(dois) s alários-mínimos;
II descon to de 50% ( cinquenta por cen to), no
mínimo, no valor das passagens , para os idoso s que
excederem as vagas gratuitas, com renda igual ou
inferior a 2 (do is) salários-mínimos.
Parágrafo único . Caberá aos órgãos
competentes definir os mecanismo s e os critérios
para o exercício do s direitos previstos nos inc isos I e
II.
A reserva de 2 (duas) vagas gratui tas por veículo
para idosos com renda igual ou infer ior a 2 (dois)
salários-mínimos , p revista no art. 40, I, do Estatuto
do Idoso , o se limita ao valor das passa gens,
abrangend o eventuais custos relacionados
diretamente com o transpo rte, em que se in cluem as
tarifas de pedágio e de utilização dos terminais. S TJ.
Turma. REsp 1.543.465-RS, R el. M in. Nap oleão
Nunes Maia Filho , julgado em 13/1 2/2018 (Inf o 641).
Art. 41. É assegurad a a reserva, para os idos os,
nos termos da lei loc al, de 5% (cinco po r cento) das
vagas nos estacion amentos públicos e privados, as
quais deverão ser posicionad as de f orma a garant ir a
melhor comodid ade ao idoso.
Art. 42. São assegu radas a prioridad e e a
segurança d o idoso no s procedimentos de embarque
e d esembarque nos veíc ulos d o sistema d e
transporte colet ivo.
TÍTULO III
Das Medidas de P roteção
CAPÍTULO I
Das Disposições G erais
Art. 43. As medidas de proteção ao idoso são
aplicáveis sempre que os direitos reconhecido s nesta
Lei forem ameaçad os ou violados:
I – por ão ou omissão da so ciedade ou do
Estado;
II por fa lta, omissão ou abuso da família,
curador o u entidade de atend imento;
III – em razão d e sua condiç ão pessoal.
CAPÍTULO II
Das Medidas Espec íficas de Proteção
Art. 4 4. As medid as de proteção ao ido so
previstas nesta Le i p oderão ser apl icadas, isolada o u
cumulativamente, e levarão em c onta os fins sociais
a que se destinam e o fo rtalecimento dos vínculos
familiares e comun itários.
Art. 45. Verifica da qua lquer das hipóteses
previstas no a rt. 43, o Ministério Público o u o Poder
Judiciário, a requerimento daqu ele, pod erá
determinar, d entre outras, as seguintes medidas:
I encaminha mento à fam ília ou curado r,
mediante termo de responsab ilidade;
II orientação, apoi o e a compa nha mento
temporários;
III requisição para trata mento d e s ua saúde,
em regime ambula torial, hospitalar ou domiciliar;
IV inc lusão e m programa oficial ou
comunitário de au xílio, orientação e trata mento a
usuários d ependentes de drogas lícitas ou ilícitas, ao
próprio idos o ou à pessoa de sua convivência que lh e
cause p erturbação;
V – abrigo em ent idade;
VI – abrigo tempo rário.
TÍTULO IV
Da Política de At endimento ao Idoso
CAPÍTULO I
Disposições Gera is
A rt. 46. A polí tica de a tendimento ao id oso f ar-
se-á p or meio do conju nto articulado d e ações
governamentais e n ão-governamen tais da União,
dos Estado s, do Distrito Federal e dos Municípios.
Art. 47. São linhas de ão da política de
atendimento:
I p olíticas sociais b ásicas, previs tas na Lei
no 8.842, de 4 de janeiro d e 1994;
II políticas e programas de assistê ncia social,
em caráter suplet ivo, para aqu eles que
necessitarem;
III s erviços especiais de prevenção e
atendimento às vítimas de negligência, maus -tratos,
exploração, abuso, crueldade e o pressão;
IV – ser viço de iden tificação e localizaç ão de
parentes ou respons áveis por idos os abandonado s
em hospitais e instituições de lon ga permanênc ia;
V – p roteção jurídic o-social po r entidades de
defesa d os direitos dos idos os;
VI mobilização d a opinião púb lica no sentido
da p articipação d os diversos segmentos da
sociedad e no atendimento do idoso.
CAPÍTULO II
Das Entidades de Atendimento ao Idoso
A rt. 48. As en tidades de atendimen to o
respons áveis p ela manutenção das p róprias
unidad es, obse rvadas as normas de plan ejamento e
execução eman adas do órgão competente da
Política Nacional do Idoso, c onforme a Lei no 8.842,
de 1994.
Pa rágrafo ú nico. As e ntidades governamentais e
não-governa mentais de assistência ao idoso ficam
sujeitas à inscrição de seus programas, junto ao
órgão competente da Vigilânc ia Sanitár ia e Cons elho
Municipa l d a Pes soa I dosa, e em su a falta, ju nto ao
Conselho Estadual ou Nacion al da Pes soa Idosa,
especifica ndo os regimes de aten dimento,
observado s os seguintes requis itos:
I – oferecer instalações físicas em condições
adequa das de hab itabilidade, higiene, sal ubridade e
segurança;
II apresentar objetivos esta tutários e plano de
trabalho comp atíveis com os princíp ios desta Lei;
III – estar re gularmente constituída;
IV de monstrar a ido neidade de se us
dirigentes.
Ar t. 49. As en tidades que desenvolvam
programas d e institucio nalização d e longa
permanênc ia adotarão os seguintes pr incí pios:
I – preservação dos vínculos f amiliares;
I I atendimento p ersonalizado e em p equenos
grupos;
III – manutençã o do idoso na mesma in stituição,
salvo em caso d e força maior;
IV participaç ão do idoso nas ativida des
comunitárias, d e caráter interno e extern o;
V – observância dos d ireitos e gar antias d os
idosos;
VI p reservação da identidad e do idoso e
oferecimento de a mbiente de respeito e d ignidade .
Pa rágrafo ún ico. O d irigente de ins tituição
prestadora d e atendimento ao idoso respo nderá civil
e crimin almente pelos atos q ue praticar em
detrimento do id oso, sem prej uízo d as sanç ões
administrativas .
Art. 50. Constituem ob rigações das entidad es
de atendimento:
I – celebrar con trato escrito de prestaç ão de
serviço com o idos o, esp ecificando o tipo de
atendimento, as ob rigações da entidade e
prestações d ecorrentes do contrato, com os
respectivos preç os, se for o cas o;
II o bservar o s d ireitos e a s garantias de que
são titulares os idosos;
III f ornecer vestuário adequ ado, se for
pública, e alimentação suficiente;
IV – oferecer instalações físicas em condições
adequa das de habitabilidade;
V – oferecer atend imento persona lizado;
VI d iligenciar n o sentido da pres ervação dos
vínculos fa miliares;
VII – oferecer ac omodações ap ropriadas para
recebimento de vis itas;
VIII prop orcionar cuidados à s aúde, conforme
a necess idade do idoso;
IX promover ativid ades edu cacionais,
esportivas, cu lturais e de lazer;
X – propiciar assistência religiosa àq ueles q ue
desejarem, d e acordo com su as crenças;
XI proceder a estudo so cial e pessoal de c ada
caso;
XII – comunicar à autoridade competente de
saúde toda oc orrência de idoso p ortador d e doen ças
infectoco ntagiosas;
XIII providenciar ou solicitar qu e o Ministério
Público requ isite os doc umentos nec essários ao
exercício da cidadania àqueles que não os tiverem,
na forma da lei;
XIV – fornecer compro vante de d epósito dos
bens móveis q ue receberem dos ido sos;
XV man ter a rquivo de a notações on de
constem d ata e c ircunstâncias do ate ndimento,
nome d o idoso, responsável, parentes, end ereços,
cidade, relação de seus pertences , bem como o valor
de contribuiçõe s, e su as alterações, se hou ver, e
demais dados que possib ilitem sua identif icação e a
individualização do atendimento;
XVI co municar ao Ministério Púb lico, para as
providências cab íveis, a situação de abandon o moral
ou material por p arte dos familiares;
XVII manter no quadro de p essoal
profission ais com formação esp ecífica.
Art. 51. As in stituições filan trópicas ou sem fins
lucrativos p restadoras d e serviço ao ido so terão
direito à assistên cia judiciária gratuita.
CAPÍTULO II I
Da Fiscalização das Entidades de Atend imento
Art. 52. A s entidades go vernamentais e não -
governamentais de atendimen to a o idos o serão
fiscalizadas p elos C onselhos do Idos o, Ministério
Público, V igilância San itária e outros previs tos em lei.
Art. 5 3. O art. 7o da Lei no 8.842, d e 1994, passa
a vigorar com a se guinte redação:
"Art. 7o Compete aos Con selhos de que trata o
art. 6o desta Lei a supervis ão, o acompan hamento, a
fiscalização e a avaliação da p olítica n acional d o
idoso, no âmbito das respec tivas instânc ias p olítico-
administrativas ." (NR)