Buscar

Aula 07 Texto - sistema digestório - glândulas anexas

Prévia do material em texto

GLÂNDULAS ANEXAS AO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
Glândulas salivares – As glândulas salivares, responsáveis pela secreção de saliva, apresentam-se divididas em dois grupos: 
glândulas salivares maiores e glândulas salivares menores. 
As glândulas salivares maiores estão situadas mais afastadas do revestimento interno da cavidade oral, onde se abrem por meio 
de ductos mais amplos. São representadas por três pares de glândulas: 
- Glândula parótida: é a maior das glândulas salivares. De formato pirâmido-triangular, situa-se próximo à orelha, numa 
fossa entre o ramo da mandíbula e o músculo esternocleidomastóideo. Medialmente, a glândula parótida relaciona-se ao 
processo estilóide e aos músculos que nele se inserem; superiormente, está relacionada ao meato acústico externo; 
posteriormente, relaciona-se ao processo mastóide e ao músculo esternocleidomastóideo e, anteriormente, ao músculo 
pterigóideo medial e margem posterior do ramo da mandíbula. Anteriormente, uma parte da glândula parótida estende-se 
sobre o ramo da mandíbula e sobre o músculo masseter; inferiormente, vai até a região do ângulo da mandíbula; 
lateralmente, é coberta por sua cápsula, pela fáscia parotídea e pela pele. Seu ducto excretor, o ducto parotídeo, origina-se 
no prolongamento massetérico da glândula, dirige-se anteriormente, ultrapassa o músculo masseter, curva-se internamente, 
perfura o músculo bucinador, obliquamente, e se abre na papila do ducto parotídeo, uma pequena elevação cônica da túnica 
mucosa da bochecha situada na altura do 2º molar superior. A glândula parótida é atravessada pelas seguintes estruturas: 
artéria carótida externa e seus ramos terminais, veia retromandibular, nervo facial e nervo auriculotemporal. É irrigada por 
ramos parotídeos da artéria temporal superficial e sua inervação é feita por fibras parassimpáticas provenientes do gânglio 
ótico (nervo glossofaríngeo e nervo auriculotemporal) e por fibras simpáticas provenientes do plexo carotídeo. 
 Parótida acessória - lobo anterior à glândula principal, situado superiormente ao ducto parotídeo. 
- Glândula submandibular: apresenta forma e volume comparáveis a uma castanha. Ocupa o trígono digástrico ou 
submandibular e se situa medialmente ao corpo da mandíbula, onde se aloja numa depressão, localizada inferiormente à 
linha milo-hióidea, denominada fóvea submandibular. Está situada inferiormente ao músculo milo-hióideo. Seu ducto 
excretor, o ducto submandibular, desemboca junto ao frênulo da língua em uma pequena papila, a carúncula sublingual. 
Está relacionada à artéria facial que pode estar envolvida pelo tecido glandular. É irrigada por ramos das artérias lingual e 
facial e sua inervação é feita por fibras parassimpáticas provenientes do gânglio submandibular (nervo facial transportadas 
pelo nervo lingual) e por fibras simpáticas provenientes da artéria facial. 
- Glândula sublingual: é longa e achatada; situa-se na face medial da mandíbula, na fóvea sublingual, superiormente ao 
músculo milo-hióideo. Seus canais excretores, em número de 15, desembocam independentemente no assoalho da cavidade 
oral, lateralmente ao frênulo da língua, na prega sublingual. Seu ducto maior desemboca, juntamente com o ducto 
submandibular, na carúncula sublingual. A vascularização e a inervação são semelhantes à da glândula submandibular. 
As glândulas salivares, de acordo com o produto de sua secreção, são serosas, mucosas ou mistas. A parótida é serosa; a 
submandibular é mista, com prevalência da parte serosa; a sublingual é mista, com prevalência da parte mucosa. 
As glândulas salivares menores, situadas na submucosa, abrem-se na superfície da túnica mucosa por meio de numerosos 
canalículos. São elas: 
- glândulas labiais: pequenas e isoladas glândulas mucosas e mistas situadas na submucosa dos lábios. 
- glândulas da bochecha: estão espalhadas na parte anterior e posterior da bochecha. Aquelas agrupadas ao redor da papila 
do ducto parotídeo são denominadas glândulas molares. 
- glândulas palatinas: situam-se na submucosa do palato duro e mole. 
- glândulas linguais: situadas na língua, próximas à face inferior, anteriormente, e próximas ao dorso da língua, 
posteriormente. 
- glândulas incisivas: situam-se no assoalho da cavidade oral, próximo à inserção do frênulo da língua. 
“Curiosidades”: 
- Sialorréia - é a denominação dada ao aumento do fluxo salivar. 
- Xerostomia - é a denominação dada à diminuição do fluxo salivar. 
- Parotidite epidêmica - CAXUMBA - inflamação da glândula parótida por vírus ( mixovirus ). Em adultos pode ocorrer como 
complicação secundária a orquite que, em geral, atinge um dos testículos. Período de incubação de duas semanas. Sinais e 
sintomas: febre, dor pré e pós-auricular, aumento de volume da região. 
- Parotidite aguda - infecção da glândula parótida causada por staphylococcus aureus e streptococcus viridans. 
- Sialolitíase - obstrução do sistema excretor de uma glândula salivar maior por sialólitos, com conseqüente retenção de saliva. 
Sialólitos - cálculos salivares. 
- Mucocele - fenômeno de retenção de muco de glândulas salivares menores, causado por trauma do ducto excretor. 
 
Pâncreas - glândula acessória da digestão. 
- Localização: retroperitoneal, transversalmente através da parede posterior do abdome; relaciona-se com o estômago e o 
mesocolo transverso (anteriormente), com o duodeno (à direita) e com o baço (à esquerda). 
- Secreção exócrina: suco pancreático que é lançado na parte descendente do duodeno pelos ductos pancreáticos. 
- Secreção endócrina: hormônios que são lançados diretamente no sangue. 
 
Partes: 
- Cabeça: circundada pelo duodeno, fica à direita dos vasos mesentéricos superiores. O processo uncinado – corresponde à 
parte inferior da cabeça, que se estende medialmente e para a esquerda, posteriormente à artéria mesentérica superior. A 
cabeça está apoiada na veia cava inferior, na artéria e veia renal direita e na veia renal esquerda. O ducto colédoco situa-se 
no sulco na face póstero-superior da cabeça. 
- Colo: localizado sobre os vasos mesentéricos superiores, sua face anterior fica adjacente ao piloro. Posteriormente a esta 
parte do pâncreas, a veia mesentérica superior une-se à veia esplênica para formar a veia porta do fígado. 
- Corpo: localizado à esquerda dos vasos mesentéricos superiores, sobre a aorta e a vértebra L2, situa-se posteriormente à 
bolsa omental. Sua face anterior, coberta por peritônio, forma o assoalho da bolsa omental e o leito para o estômago. Sua 
face posterior está em contato com a artéria mesentérica superior, a aorta, a glândula supra-renal e o rim esquerdo. 
- Cauda: localizada anteriormente ao rim esquerdo, relaciona-se ao hilo esplênico e à flexura esquerda do colo. Passa entre as 
camadas do ligamento esplenorrenal com os vasos esplênicos. 
 
Ducto pancreático principal: começa na cauda e estende-se até a cabeça do pâncreas. Volta-se inferiormente e relaciona-se 
com o ducto colédoco. Na maioria das vezes, o ducto pancreático principal une-se ao ducto colédoco para formar a ampola 
hepatopancreática que se abre, na parte descendente do duodeno, na papila maior do duodeno, mas, 25% das vezes, os ductos 
se abrem separadamente no duodeno. Os esfíncteres do ducto pancreático, do ducto colédoco e da ampola hepatopancreática 
são compostos por músculo liso e controlam o fluxo da bile e suco pancreático para o duodeno. 
 
Ducto pancreático acessório: drena o processo uncinado e a parte inferior da cabeça do pâncreas. Abre-se na papila menor do 
duodeno. Geralmente se comunica com o ducto pancreático principal. 
 
Irrigação: 
- artérias pancreáticas: ramos da a.esplênica. 
- artérias pancreaticoduodenais superiores: ramos da a.gastroduodenal. 
- artérias pancreaticoduodenais inferiores: ramos da a.mesentérica superior. 
Drenagem venosa: 
- veias pancreáticas: tributárias da veias esplênica e mesentérica superior. 
Drenagem linfática: 
- linfonodos pancreáticos 
- linfonodos esplênicos}linfonodos mesentéricos superiores ou linfonodos celíacos através dos linfonodos hepáticos. 
- linfonodos pilóricos 
 
Inervação: 
- n. vago. 
- n. esplâncnico torácico. 
- fibras simpáticas e parassimpáticas – plexo celíaco e mesentérico superior. 
 fibras simpáticas – vasos sangüíneos, células acinares e ilhotas pancreáticas. 
 fibras parassimpáticas – células acinares e ilhotas pancreáticas (secretomotoras). 
** O controle da secreção pancreática é hormonal. 
 
Fígado – maior glândula do corpo, pesa aproximadamente 1,5 Kg. 
 
- Localização: ocupa quase todo o hipocôndrio direito e o epigastro, estendendo-se até o hipocôndrio esquerdo. Situa-se 
inferiormente ao diafragma. 
- Funções: além das atividades metabólicas, armazena glicogênio e secreta bile. A bile passa, através dos ductos biliares, do 
fígado para o duodeno. O fígado produz a bile continuamente, todavia, entre as refeições, esta se acumula na vesícula biliar, 
que também a concentra por meio da absorção de água e sais. Quando o alimento chega ao duodeno, a vesícula biliar envia 
bile concentrada através dos ductos biliares até o duodeno. 
 
Faces do fígado: 
- Face diafragmática: convexa, anterior/superior/posterior. Relaciona-se com o diafragma. A face diafragmática é coberta por 
peritônio visceral, exceto na área nua do fígado que está em contato com diafragma. A área nua do fígado é demarcada pelas 
lâminas anteriores e posteriores do ligamento coronário, estas lâminas encontram-se à direita para formar o ligamento 
triangular direito, e à esquerda para formar o ligamento triangular esquerdo. A veia cava inferior atravessa o profundo sulco 
da veia cava na área nua do fígado. 
- Face visceral: plana ou côncava, separada da face diafragmática pela margem inferior. É coberta por peritônio exceto na 
fossa da vesícula biliar e na porta do fígado. Possui duas fissuras sagitais unidas centralmente pela porta do fígado 
(transversal) formando uma letra “H” na face visceral do fígado. A fissura sagital direita é formada anteriormente pela fossa 
da vesícula biliar e posteriormente pelo sulco da veia cava inferior; a fissura sagital esquerda é formada anteriormente pela 
fissura do ligamento redondo e posteriormente pela fissura do ligamento venoso. O ligamento redondo do fígado é o 
remanescente fibroso da veia umbilical (que conduz sangue com oxigênio e nutrientes da placenta para o feto), segue na 
margem livre do ligamento falciforme. O ligamento venoso é o remanescente fibroso do ducto venoso fetal que desviava 
sangue da veia umbilical para a veia cava inferior. 
 
As impressões na face visceral refletem as relações topográficas do fígado com: 
1- o estômago (área gástrica e pilórica) 
2- a parte superior do duodeno (área duodenal) 
3- o omento menor 
4- a vesícula biliar 
5- a flexura direita do colo e colo transverso (área cólica) 
6- o rim e a glândula supra-renal direita (área renal e supra-renal) 
 
Omento menor: segue do fígado para a curvatura menor do estômago e para os 2cm iniciais do duodeno. A margem livre e 
espessa do omento menor que se estende da porta do fígado ao duodeno, consiste no ligamento hepatoduodenal que encerra a 
tríade portal (ducto colédoco, artéria hepática própria e veia porta do fígado). O restante do omento menor, semelhante a uma 
lâmina, forma o ligamento hepatogástrico que se estende da fissura do ligamento venoso à curvatura menor do estômago. 
 
**Recessos: são espaços virtuais que contêm liquido peritoneal para lubrificar membrana peritoneal. 
Recessos subfrênicos: localizados entre o diafragma e as partes anterior e superior da face diafragmática. São separados em 
direito e esquerdo pelo ligamento falciforme (que se estende do fígado à parede anterior do abdome). 
Recesso subepático – compartimento supracólico da cavidade peritoneal, imediatamente inferior ao fígado. 
Recesso hepatorrenal – extensão póstero-superior do recesso subepático, entre a parte direita da face visceral do fígado, o rim e 
a glândula supra-renal direita. O recesso hepatorrenal comunica-se anteriormente com o recesso subfrênico direito. 
 
Lobos anatômicos do fígado: 
Externamente, o fígado é dividido em dois lobos topográficos e dois lobos acessórios pelas reflexões de peritônio e vasos que 
servem o fígado e a vesícula biliar. A fixação do ligamento falciforme e a fissura sagital esquerda separam um lobo direito 
grande e um lobo esquerdo muito menor. 
Na face visceral, as fissuras sagitais, direita e esquerda, e a porta do fígado (transversal) circundam e demarcam os dois lobos 
acessórios que são o lobo quadrado (ântero-inferior) e o lobo caudado (póstero-superior), os quais fazem parte do lobo direito 
anatômico. O lobo caudado dá origem a uma cauda na forma de um processo papilar alongado. O processo caudado estende-
se para a direita, entre a veia cava inferior e a porta do fígado unindo os lobos caudado e direito. 
 
Subdivisão funcional do fígado: 
Embora não seja distintamente demarcado internamente, o fígado possui lobos portais direito e esquerdo, funcionalmente 
independentes, que tem tamanhos mais semelhantes que os lobos anatômicos. A divisão do fígado em lobos portais direito e 
esquerdo se dá através de um plano sagital que passa através da fossa da vesícula biliar e do sulco da veia cava inferior, na face 
visceral, e de uma linha imaginária que se estende do fundo da vesícula biliar até a veia cava inferior na face diafragmática do 
fígado. Cada lobo portal recebe seu próprio ramo primário da artéria hepática própria e da veia porta do fígado e é drenado por 
seu próprio ducto hepático. Na verdade, o lobo caudado pode ser considerado um terceiro lobo portal, sua vascularização é 
independente da bifurcação da tríade portal (recebe vasos de ambos os ramos) e é drenado por 1 ou 2 veias hepáticas que 
entram diretamente na veia cava inferior distal às veias hepáticas principais. O fígado pode ainda ser subdividido em 4 divisões 
e em 8 segmentos hepáticos cirurgicamente ressecáveis, cada um servido independentemente por um ramo secundário ou 
terciário da tríade portal. 
 
Vasos sangüíneos do fígado: 
O fígado, como os pulmões, tem um suprimento sangüíneo duplo: uma fonte venosa dominante e uma arterial menor. 
A veia porta do fígado traz 75-80% do sangue para o fígado, pois contém aproximadamente 40% mais oxigênio do que o 
sangue que retorna para o coração pelo circuito sistêmico, sustentando assim o parênquima hepático. A veia porta do fígado 
leva praticamente todos os nutrientes absorvidos no canal alimentar para os sinusóides hepáticos. A veia porta do fígado é 
formada pelas veias mesentéricas superior e esplênica, posteriormente ao colo do pâncreas. Ascende anteriormente à veia cava 
inferior como parte da tríade portal, transitando pelo ligamento hepatoduodenal. 
O sangue arterial da artéria hepática própria (20-25% do sangue recebido pelo fígado) é distribuído para estruturas não 
parenquimatosas, particularmente para os ductos biliares intra-hepáticos. A artéria hepática comum, ramo do tronco celíaco, dá 
origem a artéria gastroduodenal e passa a ser denominada artéria hepática própria. Na porta do fígado, a artéria hepática 
própria e a veia porta do fígado dividem-se em ramos, direito e esquerdo, que suprem os lobos portais direito e esquerdo, 
respectivamente. 
Entre os segmentos hepáticos, supridos por ramos adicionais desses vasos, estão as veias hepáticas direita, intermédia e 
esquerda, que são intersegmentares em sua distribuição e função, drenando partes dos segmentos adjacentes. As veias 
hepáticas, formadas pela união das veias coletoras, que, por sua vez, drenam as veias centrais do parênquima hepático, abrem-
se na veia cava inferior. 
 
Drenagem linfática: 
O fígado é um importante órgão produtor de linfa, os vasos linfáticos apresentam-se como linfáticos superficiais na cápsula 
fibrosa perivascular, subperitonial, e como linfáticos profundos no tecido conjuntivo que acompanha a tríadeportal e as veias 
hepáticas. 
Os linfáticos superficiais das partes anteriores das faces diafragmática e visceral e os vasos linfáticos profundos convergem 
para a porta do fígado. Drenam para os linfonodos hepáticos, cujos vasos eferentes drenam para os linfonodos celíacos, que, 
por sua vez, drenam para a cisterna do quilo (dilatação inferior do ducto torácico). 
Os linfonodos superficiais das partes posteriores das faces diafragmática e visceral drenam para a área nua do fígado, para os 
linfonodos frênicos ou unem-se aos linfonodos profundos que acompanham as veias hepáticas, convergindo para a veia cava 
inferior, a qual acompanham para drenar para os linfonodos mediastinais posteriores, cujos vasos eferentes unem-se aos ductos 
linfáticos direito e torácico. 
 
Inervação: 
Plexo hepático (maior derivado do plexo celíaco): fibras simpáticas: plexo celíaco / fibras parassimpáticas: troncos vagais 
anterior e posterior. 
 
Ductos biliares e vesícula biliar 
Os ductos biliares conduzem a bile do fígado para o duodeno. A bile, produzida pelo fígado, é armazenada e concentrada na 
vesícula biliar, que a libera quando a gordura entra no duodeno, emulsificando-a. 
Hepatócitos secretam a bile para os canalículos biliares formados entre eles. Os canalículos drenam para os pequenos ductos 
biliares interlobulares e depois para os grandes ductos biliares coletores da tríade portal intra-hepática, que se fundem para 
formar os ductos hepáticos direito e esquerdo, que drenam os lobos portais funcionais. Após deixar a porta do fígado, esses 
ductos se unem para formar o ducto hepático comum, que recebe o ducto cístico para formar o ducto colédoco, que conduz a 
bile para o duodeno. 
 
Ducto colédoco: 
Forma-se na margem livre do omento menor, pela união dos ductos cístico e hepático comum. Desce, posteriormente, à parte 
superior do duodeno e situa-se em um sulco na face posterior da cabeça do pâncreas. No lado esquerdo da parte descendente 
do duodeno, entra em contato com o ducto pancreático principal. Esses ductos unem-se na parede da parte descendente do 
duodeno para formar a ampola hepatopancreática que se abre na papila maior do duodeno. Em torno das extremidades distais 
desses ductos, formam-se os músculos esfíncteres dos ductos colédoco e pancreático, bem como da ampola hepatopancreática. 
As artérias que irrigam o ducto colédoco são: artéria cística, artéria hepática direita e artéria pancreaticoduodenal superior 
posterior e gastroduodenal. 
Algumas veias que drenam esse ducto entram diretamente no fígado ou são tributárias da veia porta do fígado como a veia 
pancreaticoduodenal superior posterior. 
Os vasos linfáticos drenam para os linfonodos císticos – linfonodos hepáticos – linfonodos celíacos. A inervação é feita pelo 
plexo hepático. 
 
Vesícula biliar: 
A relação entre a vesícula biliar, que se localiza na fossa da vesícula biliar, e o duodeno é tão íntima que a parte superior do 
duodeno, no cadáver, geralmente é tingida de bile. Enquanto o corpo da vesícula biliar situa-se anteriormente ao duodeno, seu 
colo e o ducto cístico situam-se superiormente ao duodeno. O peritônio circunda totalmente o fundo da vesícula e liga seu 
corpo e colo ao fígado. A face hepática da vesícula biliar fixa-se ao fígado pelo tecido conjuntivo da cápsula fibrosa do fígado. 
Partes: 
- Fundo: extremidade ampla que se projeta a partir da margem inferior do fígado. Normalmente está localizado na 
extremidade da 9
a
 cartilagem costal na linha médio clavicular. 
- Corpo: faz contato com a face visceral do fígado, colo transverso e parte superior do duodeno. 
- Colo: estreito e afilado, voltado para a porta do fígado, faz uma curva em forma de “S” e une-se ao ducto cístico. 
Internamente, a túnica mucosa do colo forma uma prega em espiral – prega espiral – que mantém o ducto cístico aberto para 
passagem da bile e, também, oferece resistência adicional ao esvaziamento súbito de bile quando os esfíncteres estão 
fechados e há aumento da pressão intra-abdominal. 
 
Ducto cístico: passa entre as lâminas do omento menor, geralmente paralelo ao ducto hepático comum, ao qual se une para 
formar o ducto colédoco. 
A artéria cística, que irriga a vesícula biliar e o ducto cístico, origina-se da artéria hepática direita. As veias císticas que drenam 
os ductos biliares e o colo da vesícula biliar entram no fígado diretamente ou drenam para a veia porta do fígado. 
As veias provenientes do fundo e do corpo da vesícula biliar drenam para os sinusóides hepáticos. 
A drenagem linfática ocorre pelos linfonodos císticos – linfonodos hepáticos – linfonodos celíacos. 
A inervação da vesícula biliar e do ducto cístico é feita pelo plexo nervoso celíaco (fibras aferentes viscerais e fibras 
simpáticas), nervo vago (fibras parassimpáticas) e nervo frênico (fibras aferentes somáticas). A estimulação parassimpática 
causa contração da vesícula biliar e relaxamento dos esfíncteres. Entretanto essas respostas geralmente são estimuladas pelo 
hormônio colecistocinina. 
 
Referências Bibliográficas: 
1. SICHER, H.; DUBRUL, E. L. Anatomia oral. 8. ed. São Paulo: Artes Médicas, 1991. 
2. FIGUN, M. E.; GARINO, R. R. Anatomia odontológica funcional e aplicada. 3. ed. São Paulo: Panamericana, 1994. 
3. GARDNER, E.; GRAY, D. J.; O´RAHILLY, R. Anatomia: estudo regional do corpo humano. 4. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1988. 
4. HERLIHY, B.; MAEBIUS, N. K. Anatomia e fisiologia do corpo humano saudável e enfermo. Barueri: Manole, 2002. 
5. MOORE, K. L.; AGUR, A. M. R. Fundamentos de anatomia clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 
6. MOORE, K. L.; DALLEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. 
7. DÂNGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2005. 
 
Profª Drª Cíntia Bovi Binotti

Continue navegando

Outros materiais