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527PROENEM
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A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL11
INTRODUÇÃO
O termo “revolução” se presta a uma série de 
interpretações e significados. Palavra desconhecida 
anteriormente à Renascença, a expressão foi criada 
inicialmente para descrever os movimentos de corpos 
celestes. Posteriormente, com as Revoluções Inglesas 
do século XVII – Puritana (1640) e Gloriosa (1688), que 
instituíram a Monarquia Parlamentar como sistema de 
governo naquele país –, o vocábulo ganhou emprego no 
estudo das Ciências Sociais. É expressão prestigiosa que 
designa modificação na ordem estabelecida. 
A Revolução Industrial inglesa do século XVIII, 
juntamente com a Revolução Francesa, foi um episódio 
histórico que modificou irremediavelmente as concepções 
econômicas, políticas e sociais do mundo ocidental. Ambos 
movimentos simbolizam o fim da Idade Moderna e o 
início da Idade Contemporânea: a primeira como função 
econômica; a outra como expressão política. 
Não encontramos na Revolução Industrial inglesa 
eventos que determinem um recorte cronológico preciso. 
Não foi um movimento precedido de alarde. A Revolução 
silenciosa foi o título do livro de Michael Angelo Garvey, 
publicado em 1852, sobre o tema. 
O historiador Eric J. Hobsbawm, em A Era das 
Revoluções, escreveu que “a Revolução Industrial não 
foi um episódio com um princípio e um fim”, já que “não 
tem sentido perguntar quando se ‘completou’, pois sua 
essência foi a de que a mudança revolucionária se tornou 
norma desde então. Ela ainda prossegue”. Quando o 
historiador inglês fala em “mudança revolucionária que se 
torna norma desde então”, refere-se ao desenvolvimento 
de um novo processo técnico que consagrou a substituição 
da força muscular pela mecânica. E ao afirmar que “ela 
ainda prossegue”, alude aos seus principais efeitos: a 
instituição do capitalismo como novo sistema econômico 
e a necessidade de revolucionar permanentemente os 
meios de produção de riqueza, isto é, promover uma 
modernização ininterrupta das forças produtivas com 
a finalidade de torná-las cada vez mais eficientes e 
lucrativas. 
PIONEIRISMO INGLÊS
A primazia inglesa pode ser compreendida a partir de 
um conjunto de elementos interdependentes. Poderíamos 
destacar entre as condições que garantiram aos ingleses 
pioneirismo na Revolução Industrial, a acumulação 
primitiva de capital na Idade Moderna e a oferta de mão de 
obra nos centros urbanos. 
“Capital” é um termo que designa todo bem econômico 
suscetível a ser empregado na produção de riqueza. 
Karl Marx, em O Capital, escreveu que “a descoberta 
de ouro e prata na América, a extirpação, escravização 
e sepultamento, nas minas, da população nativa, 
o início da conquista e saque das Índias Orientais, 
a transformação da África num campo para a 
caça comercial aos negros, assinalaram a autora 
da produção capitalista”, concluindo que “esses 
antecedentes idílicos constituem o principal impulso 
da acumulação primitiva”. 
Foi, portanto, na Idade Moderna, alcunhada de 
“pré-capitalista” por alguns historiadores, que o 
longo processo de acumulação de riqueza ocorreu. 
Esta  transferência e concentração para uma classe 
de “nobres oportunistas e nascentes capitalistas” se 
iniciou, ainda segundo o autor de O Capital, com a 
Reforma Anglicana (1534), quando a Coroa confiscou 
os bens eclesiásticos, repassando estas propriedades 
a preços irrisórios para “especuladores, proprietários 
rurais ou burgueses”. Contudo, não existe consenso 
sobre o início deste processo. 
Leo Huberman, em sua obra História da Riqueza do 
Homem, corrobora a tese marxista ao dizer que “antes da 
Idade Capitalista, o capital era acumulado principalmente 
através do comércio – termos elásticos, significando não 
apenas a troca de mercadorias, mas incluindo também a 
conquista, pirataria, saque e exploração.” 
A segunda condição indispensável foi a oferta de 
mão de obra que trabalharia nas nascentes indústrias 
da Inglaterra. O modo mais usual para a obtenção de 
trabalhadores urbanos, mas não o único, foi através 
da privação que os trabalhadores agrícolas ingleses 
sofreram em relação ao seu meio de subsistência, 
isto é, a terra. A Lei de Cercamento dos Campos 
(Enclosure Act), a qual convertia áreas rurais comuns 
ou “abandonadas” em propriedades privadas, foi a 
que mais chamou a atenção dos historiadores. Como 
nesta época o Parlamento era controlado pelos grandes 
proprietários rurais (landlords), esta legislação favoreceu 
a concentração agrícola, expulsando camponeses livres 
não proprietários para centros urbanos. 
A transferência e concentração de riqueza para 
uma nova classe empreendedora e a separação dos 
11 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
528
trabalhadores de seu meio de sustento foram condições 
fundamentais para a Revolução Industrial inglesa. 
A  Inglaterra contava ainda com um mercado interno 
que era, indubitavelmente, aquele que mais demandava 
produtos da Revolução. Os dados demográficos da 
Inglaterra relativos ao final do século XVIII, apesar da 
pouca exatidão, apontam para um crescimento contínuo. 
Thomas R. Malthus avaliou em seu livro Ensaios sobre 
a população (1798) que a população inglesa cresceria 
em razão geométrica. Estimativas apontam um aumento 
da população inglesa de 7,8 milhões de habitantes em 
1750 para mais de 14,3 milhões em 1820, a maior parte 
habitando centros urbanos. 
A universalidade é certamente um dos maiores 
méritos desta Revolução. Os precoces industriais 
ingleses buscaram seus lucros para além de Londres. 
Entretanto, a conquista de mercados consumidores 
externos, “muito mais dinâmicos e seguros”, exigiram 
não somente os esforços da iniciativa privada inglesa: 
muitas vezes a intervenção direta do Estado se tornou 
imprescindível para convencer relutantes governos 
estrangeiros a abrir seus mercados. A política externa 
britânica ficaria diretamente subordinada ao lobby 
dos produtores manufatureiros ingleses. Os acordos 
comerciais com os portugueses em 1703 (Tratado 
de Methuen) e em 1810 são excelentes exemplos: 
o primeiro garantiu o monopólio virtual dos têxteis 
ingleses no mercado português; o segundo tornava 
o Brasil área de influência do nascente capitalismo 
inglês, concedendo aos produtos daquele país a 
menor taxa de direitos de alfândega da época (os 
produtos ingleses passariam a pagar 15% de direitos 
de alfândega, enquanto os produtos portugueses 
pagavam 16%). 
Entretanto, nem sempre os países estrangeiros 
estavam dispostos a abrir seus mercados tão facilmente 
ao capitalismo industrial inglês. Neste caso, a Inglaterra 
apelava para outro expediente: a guerra. A diplomacia 
britânica, através das canhoneiras da Marinha de sua 
Majestade, garantiu a conquista dos objetos econômicos 
dos industriais de Manchester. A pressão dos proprietários 
ingleses junto ao seu governo foi a gênese de uma série 
de batalhas comerciais e navais que a Inglaterra travou 
durante o final do século XVII, todo o século XVIII e todo o 
século XIX, tais como a Guerra dos Sete Anos (1756-63), 
que assegurou aos britânicos a hegemonia nas Índias 
Orientais e a soberania sobre o Canadá. A própria guerra 
significava um importante implemento para empresas 
que firmavam contratos de fornecimento de material 
bélico para a Marinha inglesa. 
Dentro desta lógica do emergente capitalismo industrial 
inglês, devemos destacar a relação entre o principal ramo 
industrial deste período – as manufaturas têxteis – e o 
neocolonialismo britânico. Eric J. Hobsbawm afirma que 
“quem fala da Revolução Industrial fala de algodão” e que 
“nessa primeira fase da industrialização britânica, nenhuma 
outra atividade poderia ser comparada, em importância, 
a do algodão”. Se um historiador quisesse pesquisar o 
desempenho da economia inglesa nas primeiras décadas 
da Revolução Industrial, poderia se contentar em analisar 
as estatísticas referentes à indústria têxtil, pois “seu ritmo 
era o termômetro da economia”. O algodão era, portanto, 
a matéria-primaprimordial da Revolução Industrial do 
século XVIII, o que lhe conferiu o epíteto de “ouro branco”. 
Uma das principais regiões fornecedoras de algodão para 
as manufaturas inglesas eram as plantações do sul dos 
Estados Unidos. 
O carvão foi outra matéria-prima presente no processo 
revolucionário inglês. Produto acessório, se comparado ao 
algodão, o carvão consumido na nascente indústria – de 
maneira ainda muito modesta – era também empregado 
na calefação dos crescentes centros urbanos ingleses. 
A Inglaterra não era dependente da importação do carvão, 
como em relação ao algodão, pois possuía jazidas 
consideráveis deste bem de capital em seu território. As 
reservas naturais de minério de ferro, outro produto que 
começaria a ser empregado em escala industrial no século 
XIX, existiam, mas de modo muito mais modesto. 
CONSEQUÊNCIAS
Alguns observadores seriam induzidos a acreditar 
que a Revolução Industrial, ao promover a utilização 
de modernas técnicas de produção e uma profunda 
aceleração no crescimento econômico, contribuiria 
necessariamente para uma transformação social otimista, 
isto é, para um aumento nos índices de bem-estar social 
e conforto material que beneficiariam a população inglesa 
de um modo geral. A prosperidade econômica de fato 
existiu, mas apenas para alguns grupos. Parafraseando 
Leo Huberman, “a Revolução Industrial foi paraíso para 
poucos”. Uma das consequências mais imediatas 
da Revolução foi o aumento da desigualdade social, 
tornando os proprietários das indústrias mais ricos e os 
trabalhadores urbanos mais miseráveis.
O liberalismo foi a ideologia que procurou legitimar a 
exploração capitalista. Os economistas liberais, entre 
os quais o escocês Adam Smith é o maior nome - com 
sua obra Investigação sobre a natureza e as causas 
da riqueza das nações (1776) - advogam que suas 
doutrinas deveriam ser tomadas como “leis naturais” 
(como, por exemplo, a Lei da Oferta e da Procura), isto 
é, verdades científicas que norteariam as relações 
econômicas das sociedades humanas. Estes autores - 
dentro os quais podemos destacar, ainda, David Ricardo, 
James Mill e John Stuart Mill - estavam convencidos de 
que suas descobertas eram tão racionais e aplicáveis 
quanto a Física de Newton. Portanto, seria insensato 
ignorar os princípios desta nova ciência que procurava 
tão somente garantir a prosperidade humana. A oratória 
individualista liberal encontrou receptiva adesão na 
iniciativa privada capitalista, interessada em expandir 
suas atividades em mercados livres de entraves estatais. 
As  funções do Estado estariam restritas em garantir 
a ordem social e a proteção da propriedade privada. 
Aqueles que se opunham ao liberalismo eram tratados 
como criaturas obsoletas e antiquadas que pretendiam 
manter privilégios legais que não tinham mais espaço 
na nova ordem econômica. Este discurso se aplicava 
aos trabalhadores. 
529PROENEM
HISTÓRIA GERAL
Não existiam leis na Inglaterra que garantissem 
proteção ao trabalhador. O Parlamento expressava a 
vontade dos proprietários ingleses. O discurso ideológico 
liberal condenava qualquer tipo de ação do Estado na 
economia, mesmo com o intuito de mediar relações 
entre empregadores e empregados. Os trabalhadores 
descobriram da pior maneira possível que esta liberdade 
de contrato atendia exclusivamente aos interesses de 
seus empregadores, pois, como salienta Hobsbawm, “a 
concorrência deprime os salários ao mínimo da simples 
subsistência”. 
Os relatos das agruras do proletariado inglês no 
início da Revolução Industrial inglesa podem nos parecer 
inverossímeis, pois como conceber que aprendizes órfãos 
de Liverpool, com idades entre 8 e 15 anos, poderiam 
trabalhar das 5 horas da manhã até as 8 horas da noite? 
O trabalho infantil e o feminino se tornaram comuns, pois 
com a mecanização dos meios de produção, o emprego 
da força muscular já não era essencial. Crianças e 
mulheres recebiam salários mais baixos e eram mais 
facilmente penalizados pelos capatazes das fábricas do 
que homens adultos. 
Os documentos oficiais não representam a única fonte 
da miséria do proletariado europeu durante a Revolução 
Industrial. Friedrich Engels publicou A situação da classe 
operária na Inglaterra (1845), livro acerca do estado 
social e econômico da classe trabalhadora na primeira 
metade do século XIX. No campo da ficção, poderíamos 
destacar Charles Dickens, escritor inglês que expressou 
em A  Casa Soturna (1852) a angústia de sua infância, 
quando trabalhava 14 horas por dia em uma fábrica de 
graxa em Londres, e Émile Zola, que escreveu um dos 
mais brilhantes romances do século XIX: Germinal (1881), 
em que descreve a vida dos carvoeiros franceses. 
A exploração a que os proletários da Inglaterra eram 
submetidos tinha um limite: a subsistência. As jornadas 
diárias, que podiam ultrapassar as 16 horas, eram 
habituais porque os salários eram extremamente baixos, 
o que obrigava um trabalhador a cumprir uma carga 
demasiadamente longa para obter um mínimo para sua 
sobrevivência. Esta situação miserável contribuía para 
um péssimo nível de vida: as condições de trabalho eram 
degradantes, os acidentes se tornavam comuns devido 
ao excesso de horas na fábrica ou na mina, a alimentação 
será de má qualidade e insuficiente e as residências, 
promíscuas e corriqueiramente assoladas por epidemias.
Marx costumava dizer que os trabalhadores não 
tinham nada a perder, exceto os seus grilhões. Não devia 
estar longe da realidade. O proletariado inglês começaria a 
ameaçar a coesão social. 
A primeira e mais famosa revolta operária da Inglaterra 
remonta ao início do século XIX e é denominada ludismo. 
J. H. Plumb descreveu este movimento como uma 
“jacquerie industrial sem propósito e frenética”. Tornou-se 
comum atribuir aos ludistas a alcunha de “destruidores de 
máquinas” sem projeto político. Entretanto, F. O. Darwall, 
em Popular Disturbance and Public Order in Regency 
England, define o Ludismo como “um meio normal de 
fazer pressão contra os empregadores”. Isto é, a versão 
historiográfica de Darwall procura atribuir ao movimento 
um objetivo definido: a ameaça ao empregador como 
uma maneira de pressioná-lo para obtenção de benefícios 
para a classe trabalhadora. Contraria, portanto, a ideia 
tradicional de que os ludistas seriam meros arruaceiros 
ignorantes que atribuiriam às máquinas a sua situação 
de penúria social e desemprego. Para os proprietários das 
fábricas, obviamente, era muito mais confortável acolher 
a “tese da jacquerie”, desqualificando o movimento como 
“sem propósito” ou de “tumulto”. 
Em 1824, o Parlamento reconheceu a existência das 
Trade Unions, sindicatos locais de caráter meramente 
assistencialista. As Trade Unions acabariam por se 
converter futuramente nos modelos dos sindicatos 
atuais, relegados à prática de assistência social a seus 
associados para privilegiar investidas de conquistas de 
classe. No ano de 1833 foi aprovada, na Inglaterra, a 
primeira lei trabalhista, limitando o trabalho de menores 
de idade, em fábricas, para 8 horas. O governo também 
criou comissões para fiscalização do cumprimento desta 
norma, mas que tinham eficácia duvidosa. 
A história do movimento operário começou a ganhar 
mais vulto em 1836, quando surgiu o “primeiro movimento 
político trabalhista”, como alguns historiadores o definem. 
Trata-se da criação do Working Men’s Association, que 
formula a People’s Charter, ou seja, a “Carta do Povo”. 
O  cartismo, como é mais conhecido este movimento 
inglês, reivindica sufrágio universal masculino secreto, 
imunidade parlamentar, remuneração parlamentar, 
eleições anuais e igualdade aos distritos eleitorais. 
Nenhuma petição foi atendida na época. 
O Estado inglês começava a se sentir obrigado a 
intervir nas relações entre empregadores e empregados. 
E certamente não foi somente porque a opinião pública 
— que ganhou maior participação com a Reforma 
Parlamentar de 1832 — começou a ficar escandalizada 
com a exploração e pobreza dos trabalhadoresingleses. 
O governo compreendeu o quanto era perigoso 
socialmente manter hordas de trabalhadores na linha 
da mais absoluta miséria. Tornava-se mister fazer 
algumas concessões para que o movimento operário 
não se radicalizasse ainda mais. A redução da jornada 
de trabalho, em 1847, nas indústrias, para dez horas 
diárias era um bom exemplo.
11 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
530
QUESTÃO 01
Leia a frase a seguir:
Por meio de tudo isso – pela divisão de trabalho, 
supervisão do trabalho, multas, sinos e relógios, incentivos 
em dinheiro, pregações e ensino, supressão das feiras e 
dos esportes – formaram-se novos hábitos de trabalho e 
impôs-se uma nova disciplina de tempo.
THOMPSON, E. P. Costumes em Comum. São Paulo: Cia das Letras, 2000, p. 297.
O relógio era um aparelho pouco utilizado até o século 
XVIII. O tempo era marcado pelos movimentos naturais 
e atividades agrícolas da maioria da população da 
Inglaterra. A partir da Revolução Industrial, o relógio 
passou a ser considerado o principal marcador do 
tempo nas sociedades capitalistas.
Sobre a relação entre a marcação do tempo e o processo de 
industrialização na Europa, marque a resposta CORRETA: 
a) o relógio se tornou o principal objeto de troca comercial 
durante o processo de industrialização europeia. 
b) o controle do tempo servia para ampliar as horas 
de lazer dos trabalhadores da indústria, garantindo 
melhor qualidade de vida. 
c) a utilização do tempo do relógio passou a servir para 
controlar o trabalho e disciplinar os trabalhadores nas 
fábricas, garantindo maior produtividade. 
d) a preocupação com o controle do tempo do relógio 
servia para a realização das tarefas na agricultura, de 
modo que a família pudesse trabalhar coletivamente. 
e) o controle do tempo, através do relógio, não gerou 
benefício para o capitalismo industrial, uma vez que o 
trabalhador não podia ser disciplinado.
QUESTÃO 02
“Se a economia do mundo do século XIX foi formada 
principalmente sob a influência da Revolução Industrial 
britânica, sua política e ideologia foram formadas 
fundamentalmente pela Revolução Francesa.”
(Fonte: HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848. 
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008. P. 83).
A citação de Eric Hobsbawm destaca a importância 
das Revoluções Industrial e Francesa para a história do 
Ocidente, especialmente porque: 
a) Consolidaram o capitalismo e a sociedade burguesa 
no Ocidente. 
b) Ambas fortaleceram o Antigo Regime europeu. 
c) Construíram a base para a consolidação dos Estados 
Absolutistas na Europa. 
d) Diminuíram as diferenças entre burgueses e 
proletários em todo o Ocidente da era Moderna. 
e) Restabeleceram os laços entre as metrópoles e 
suas colônias na América.
QUESTÃO 03
As minas de carvão inglesas dos séculos XVIII e XIX 
eram galerias subterrâneas que abasteciam a indústria 
nascente daquele país. Nelas, a atividade humana era 
altamente insalubre: se trabalhava aproximadamente 
horas por dia e crianças eram utilizadas para cavar túneis 
mais profundos e estreitos.
Extraindo cerca de milhões de toneladas de 
carvão mineral por ano, a Inglaterra passou a utilizar 
locomotivas, teares e máquinas de fiação, que aos 
poucos substituíram a manufatura.
Nas primeiras jazidas, utilizavam-se bombas d’água 
para retirar a água que se acumulava no fundo das 
minas: o escocês James Watt utilizou essa tecnologia 
e a adaptou aos teares, desenvolvendo, então, segundo 
o historiador José Jobson de Andrade Arruda, “o seu 
motor a vapor, que desencadeou a revolução”. 
<http://tinyurl.com/j5f3lyl> Acesso em: 17.02.2016. Adaptado.
A partir das informações do texto, é correto afirmar que 
a) nas jazidas de carvão vegetal, o trabalho infantil e as 
jornadas extensas foram erradicadas na Inglaterra já 
no século XIX, quando ainda eram comuns em outros 
países europeus. 
b) a crescente substituição da manufatura, a grande 
utilização do carvão mineral e o uso dos motores a vapor 
são características da chamada Revolução Industrial. 
c) locomotivas, teares e máquinas de fiação puderam 
ser substituídas pela manufatura, uma nova forma de 
produção movida pela energia elétrica. 
d) a Revolução Inglesa, que instaurou um regime 
republicano, foi desencadeada por novas tecnologias 
para a obtenção de energia. 
e) a Inglaterra utilizou a tecnologia adaptada por James 
Watt para poder extrair o carvão vegetal, do qual se 
obtinha energia.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Acesse os códigos de cada questão para ver o gabarito
531PROENEM
HISTÓRIA GERAL
QUESTÃO 04
A divisão capitalista do trabalho – caracterizada pelo 
célebre exemplo da manufatura de alfinetes, analisada 
por Adam Smith – foi adotada não pela sua superioridade 
tecnológica, mas porque garantia ao empresário um papel 
essencial no processo de produção: o de coordenador que, 
combinando os esforços separados dos seus operários, 
obtém um produto mercante.
(Stephen Marglin. In: André Gorz (org.). Crítica da divisão do trabalho, 1980.)
Ao analisar o surgimento do sistema de fábrica, o texto destaca 
a) o maior equilíbrio social provocado pelas melhorias 
nos salários e nas condições de trabalho. 
b) o melhor aproveitamento do tempo de trabalho e a 
autogestão da empresa pelos trabalhadores. 
c) o desenvolvimento tecnológico como fator determinante 
para o aumento da capacidade produtiva. 
d) a ampliação da capacidade produtiva como justificativa 
para a supressão de cargos diretivos na organização 
do trabalho. 
e) a importância do parcelamento de tarefas e o 
estabelecimento de uma hierarquia no processo 
produtivo.
QUESTÃO 05
A Revolução Industrial foi um processo histórico que gerou 
importantes mudanças sociais, econômicas e técnicas 
que se projetam até os dias atuais. Considere as seguintes 
afirmativas sobre a Revolução Industrial e as mudanças 
trazidas por ela.
I. Foi responsável pela diminuição do trabalho 
artesanal e aumento da produção de mercadorias 
manufaturadas por máquinas.
II. Provocou o aumento do êxodo rural motivado 
pela criação de empregos nas indústrias e, 
consequentemente, o aumento das cidades e da 
vida urbana.
III. Estimulou, desde o início, pesquisadores, engenheiros 
e inventores a aperfeiçoar a indústria, fazendo com que 
surgissem novas tecnologias, tais como o telégrafo, 
a  fotografia, as locomotivas e barcos a vapor.
Das proposições acima, 
a) apenas I está correta. 
b) apenas II está correta. 
c) apenas I e II estão corretas. 
d) apenas II e III estão corretas. 
e) I, II e III estão corretas.
QUESTÃO 06
(Mackenzie 2014) 
Tendo como base de análise a figura e os aspectos que 
definiram a Primeira Revolução Industrial, considere as 
afirmativas a seguir:
I. Inicia-se nas últimas décadas do século XVIII e 
estende-se até meados do século XIX. A invenção 
da máquina a vapor e o uso do carvão como fonte de 
energia primária marcam o início das mudanças nos 
processos produtivos.
II. O Reino Unido foi o primeiro país a reunir condições 
básicas para o início da industrialização devido 
à intensa acumulação de capitais no decorrer do 
Capitalismo Comercial.
III. Os mais destacados segmentos fabris desta fase 
foram o têxtil, o metalúrgico e o de mineração.
IV. As transformações produtivas desta fase atingiram 
rapidamente outros países como a Alemanha, França 
e Estados Unidos ainda no Século XVIII recrutando 
operários com salários atrativos promovendo, assim, 
um intenso êxodo rural.
Estão corretas, 
a) apenas I, II e III. 
b) apenas I, II e IV. 
c) apenas II, III e IV. 
d) apenas I, III e IV. 
e) I, II, III e IV. 
11 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
532
QUESTÃO 07
(PUC-RS 2018) 
As transformações desencadeadas pela Revolução 
Industrial Inglesa foram muito mais sociais que técnicas, 
tendo em vista que é nessa fase que se aprofundam as 
diferenças entre ricos e pobres.
(HOBSBAWM, Eric J. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. 
Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1979).
Sobre o impacto social da industrialização nas relações 
entre campo e cidade na Inglaterra,considere as 
afirmativas a seguir.
I. O desenvolvimento agrícola e o cercamento dos 
campos para a criação de ovelhas expulsaram um 
número crescente de trabalhadores do campo para 
as cidades, constituindo um exército de mão de obra 
barata de reserva para a indústria.
II. A industrialização encontrou as melhores condições 
para florescer em Londres, a maior cidade do reino, onde 
a monarquia, aliada à burguesia, abriu mão de impostos 
sobre a terra para favorecer o crescimento econômico.
III. A indústria desencadeou a exploração extensiva e 
intensiva de recursos naturais, causando a poluição do 
ar e da água, com consequências graves, sobretudo, 
para a qualidade de vida das populações mais pobres.
IV. O aumento da população urbana provocou uma crise 
de moradia, com o encarecimento dos aluguéis e a 
ocupação de lugares insalubres, o que tornou ainda 
mais precárias as condições de vida da classe operária.
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) I, II e IV. 
d) I, III e IV. 
e) Todas as afirmativas 
estão corretas
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Analise as figuras a seguir e responda à(s) questão(ões).
Máquina de tear manual
(Disponível em: <http://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1PZQNHNNF-L7R632-
2M31/capitalismo%204.jpg>. Acesso em: 2 maio.2017.)
Máquina de tear industrial
(Disponível em: <http://www.sohistoria.com.br/resumos/
revolucaoindustrial_clip_image001.jpg>. Acesso em: 2 maio. 2017.)
QUESTÃO 08
(Uel 2018) Com base nos conhecimentos relacionados 
aos recursos naturais e à questão industrial, considere as 
afirmativas a seguir.
I. A Primeira Revolução Industrial difundiu-se pela 
Europa e Estados Unidos com a implantação de teares 
a vapor para a produção têxtil, iniciando a utilização 
do petróleo como fonte de energia. 
II. A Segunda Revolução Industrial utilizou o mineral 
renovável grafeno, explorado em larga escala na 
Itália, na produção de energia mecânica para o 
funcionamento da indústria de base.
III. A Terceira Revolução Industrial desenvolveu-se com 
profundas transformações no campo tecnológico 
com a utilização da sílica, um recurso mineral não 
renovável, na produção de cabos de fibra ótica.
IV. A Quarta Revolução Industrial tem como uma de 
suas marcas a obsolescência programada, que vem 
sendo combatida por órgãos e defensores do meio 
ambiente visando atenuar os impactos relacionados 
aos recursos naturais.
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
533PROENEM
HISTÓRIA GERAL
QUESTÃO 09
(Uel 2018) Com relação ao tema da Revolução Industrial Inglesa, atribua V (Verdadeiro) ou F (Falso) às afirmativas a seguir.
( ) A substituição do tear manual pelo mecânico no processo fabril propiciou aos trabalhadores, em suas relações 
sociais de produção, maior tempo livre para o lazer.
( ) O aumento da produtividade pela mecanização industrial ampliou a prosperidade econômica da população, diminuindo 
as diferenças sociais entre ricos e pobres.
( ) A organização da produção realizada pelo artesão em suas atividades domésticas estabeleceu-se em sistema de 
corporações de mestres de ofícios.
( ) A produção industrial, durante o século XIX, libertou as crianças trabalhadoras dos riscos de morte oriundos das 
atividades de trabalho artesanal.
( ) Os cercamentos das terras comunais privaram os camponeses do livre acesso às suas condições de autossobrevivência.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta. 
a) V, V, F, F, V. 
b) V, F, V, F, F. 
c) F, F, V, F, V. 
d) F, F, F, V, V. 
e) F, V, F, V, F. 
QUESTÃO 10
(Uemg 2017) 
“Uma sociedade de bem-estar social teria, sem dúvida, distribuído alguns destes vastos acúmulos para fins sociais. 
Na Inglaterra do período de 1780 a 1840 nada era menos provável. Virtualmente livre de impostos, as classes médias 
continuaram a acumular em meio a um populacho faminto, cuja fome era o reverso daquela acumulação.”
HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: Europa, 1789-1848. Tradução de Maria Tereza Lopes Teixeira e Marcos Penchel. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977, p. 
75.
Em resposta às transformações acima salientadas, os trabalhadores organizaram-se para lutar por seus direitos, formando 
a) partidos operários de composição camponesa e de multidões em paralisação. 
b) manifestações fabris de exigência de salário e de impedimento de grevistas. 
c) associações políticas de discussões sindicais e de simpatia pelos cercamentos. 
d) movimentos sociais de destruição de máquinas e de reivindicações por escrito.
e) movimentos chamados de minoritários, com baixa representatividade.
11 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
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ANOTAÇÕES

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