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Livro - Educacao cidada, diversidade e meio ambiente

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Curitiba
2019
Educacao cidadã, 
diversidade e 
meio ambiente
çã
Faculdade Educacional da Lapa (Org.)
Ficha Catalográfica elaborada pela Editora Fael.
E24 Educação cidadã, diversidade e meio ambiente / organização 
Faculdade Educacional da Lapa – Curitiba: Fael, 2019.
 
1. Diversidade e inclusão 2. Sustentabilidade 
CDD 306 
Direitos desta edição reservados à Fael.
É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização expressa da Fael.
FAEL
Direção Acadêmica Fabio Heinzen Fonseca
Coordenação Editorial Raquel Andrade Lorenz
Edição Aline CabralMariela Castro
Projeto Gráfico Sandro Niemicz
Imagem da Capa Shutterstock.com/Macrovector
Arte-Final Evelyn Caroline Betim Araujo
Sumário
Carta ao Aluno | 5
1. Responsabilidade social e ética | 7
2. Educação ambiental | 23
3. Sustentabilidade | 33
4. Cultura e diversidade | 41
5. Educação e cidadania | 63
6. Políticas públicas para a inclusão | 79
7. Libras como linguagem | 93
Prezado(a) aluno(a),
A vida em sociedade no século XXI nos pede uma nova 
maneira de encarar nossas relações com o outro e com o trabalho, 
como também exige das empresas novas posturas, mais respon-
sáveis e cuidadosas.
Mais do que palavras de ordem ou inspiração para leis, 
termos como sustentabilidade, cidadania, inclusão e respeito à 
diversidade são anseios presentes entre todas as pessoas.
Neste livro, você vai encontrar reflexões e análises impor-
tantes acerca de assuntos que compõem uma das partes mais sen-
síveis do nosso país. São conteúdos que discutem nossa história, 
e também o que se deseja para uma nação democrática, equili-
brada e justa.
Carta ao Aluno
– 6 –
Educação cidadã, diversidade e meio ambiente
Você vai saber mais sobre a força da herança histórica na formação 
do povo brasileiro, compreendendo como a miscigenação e a escravidão 
de indígenas e africanos afetou profundamente o que é o Brasil hoje, 
como nação. 
Vai conhecer o que empresas estão fazendo para garantir o tripé da 
sustentabilidade - ter lucro, mas cuidando das pessoas e do meio ambiente 
– e implantar ações e atitudes éticas e efetivas de responsabilidade social, 
no dia a dia dos negócios.
A educação ambiental, tão importante para compreendermos a exten-
são das nossas pegadas no planeta, também é um componente para a for-
mação de cidadãos conscientes.
Nessa leitura, você também vai perceber que o respeito às diferenças 
se conquista não só com políticas públicas que garantam os direitos de 
minorias, mas muito com uma cultura de valorização da diversidade e da 
igualdade social. E isso passa pela criação de oportunidades que acompa-
nhem as necessidades de grupos específicos.
Essas necessidades podem ser educacionais, sociais, psicológicas – 
mas todas devem operar em torno da inclusão, aceitando o outro como 
diferente e ajudando-o em seus processos cognitivos e de socialização, 
sem deixa-lo à margem da sociedade da qual ele faz parte. 
Que esse livro possa servir de inspiração e alento para a construção 
de um Brasil com mais qualidade de vida, respeito às pessoas e ao meio 
ambiente, e busca coletiva de soluções para os problemas cotidianos.
1
Responsabilidade 
social e ética
Responsabilidade social é um termo que surgiu na década 
de 1950 e ganhou notoriedade a partir da década de 1970, mas 
que nem sempre é explicado de maneira adequada ou compre-
endido por todos. Para entender a questão, é preciso considerar 
que toda empresa possui uma área de atuação que, de alguma 
forma, impacta a sociedade e a comunidade em que está inse-
rida. Empregos gerados, mudança na qualidade de vida das pes-
soas, influência que o produto ou serviço exerce e consequências 
ambientais são alguns exemplos dos impactos inevitáveis que 
uma organização produz.
Por isso, algumas empresas buscam adotar posturas e com-
portamentos que possam gerar impactos positivos na sociedade. 
A esse compromisso, voluntário e não prescrito em lei, dá-se o 
nome de responsabilidade social e ética. Ela se caracteriza, de 
modo geral, pela criação de iniciativas que realizam atividades e 
ações positivas ou promovem a divulgação de ideias cujo resul-
tado é algo interessante para a coletividade. Uma destinação 
Educação cidadã, diversidade e meio ambiente
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consciente do lixo, com parcerias com cooperativas de reciclagem e que 
promova boas condições de trabalho para os envolvidos, é um exemplo de 
ação de responsabilidade social e ética.
Por isso, as atividades e processos da empresa precisam conciliar três 
elementos: o exercício da profissão e o escopo da empresa; os princípios 
de responsabilidade ética e social; e as áreas do conhecimento envolvidas 
na questão.
1.1 Áreas de conhecimento e 
públicos de interesse 
Para entender a relação entre os três elementos, é necessário con-
siderar que uma empresa tem sempre dois públicos principais, os cha-
mados grupos de interesse ou stakeholders: o interno, que envolve a 
empresa em si, e o externo, que são outros grupos que se relacionam com 
a organização de alguma forma. Cada um desses grupos irá interagir 
com cada área do conhecimento de uma determinada maneira, gerando 
um resultado específico.
A área administrativa relaciona-se diretamente com os programas 
que serão desenvolvidos. Esses programas, por sua vez, estarão ligados 
aos funcionários (público interno), porque serão executados por eles e 
terão suas normativas criadas a partir das possibilidades e necessidades 
deles. Em relação ao público externo, a área administrativa precisa se 
conectar com fornecedores e parceiros para descobrir formas mais ino-
vadoras de executar seus processos e garantir que esses públicos também 
cumpram suas responsabilidades, assim como estar alinhada com o poder 
público para cumprir a legislação que proteja os direitos dos trabalhadores 
e o meio ambiente. Todos esses processos, se cumpridos de acordo com 
os princípios éticos e socioambientais, geram produtos positivos para a 
sociedade e para todos os envolvidos em cada um desses públicos.
Já as Ciências Contábeis envolvem a redução de custos e aumento de 
lucros dentro de uma perspectiva sustentável. Por exemplo: a utilização 
de mão de obra com custos baixíssimos não é uma aplicação adequada, já 
que se vale da exploração da força de trabalho de outra classe. Insumos, 
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Responsabilidade social e ética
matérias-primas e processos também devem passar por esse crivo, sendo 
produzidos ou executados a partir de princípios éticos.
Gerir tudo isso em conformidade com os aspectos legais e adminis-
trativos, bem como dos órgãos regulamentadores apropriados, é a área que 
se conecta com a Gestão Pública. Basicamente, trata-se de uma adminis-
tração privada com foco nos moldes públicos e que se empenhe em evitar 
erros já cometidos antes ou em empresas do setor.
Nada disso adianta se os funcionários da empresa trabalharem em 
más condições ou desmotivados, sem os devidos planos de carreira e 
incentivos gerais, não é mesmo? Por isso, os Recursos Humanos devem 
ser conduzidos sob uma perspectiva humanizada e que seja orientada com 
a intenção da valorizar o funcionário e manter o seu bem-estar.
Qual é a diferença entre Recursos Humanos 
e Departamento de Pessoal?
Durante muitos anos, as empresas tinham somente departa-
mentos de pessoal e nem sempre setores de recursos huma-
nos. No entanto, cada um tem características específicas.
O departamento de pessoal lida com questões burocráticas, 
ligadas aos processos administrativos, e as providências referen-
tes ao pagamento dos salários, controle de férias e afins. O setor 
de recursos humanos, por sua vez, busca promover uma relação 
saudável entre a empresa e seus funcionários, bem como o enga-
jamento dos colaboradores com a atividade da empresa e bom 
relacionamento entre os departamentos e os parceiros externos.
Fonte: https://www.catho.com.br/educacao/blog/departa-
mento-pessoal-e-recursos-humanos-sao-a-mesma-coisa/
 
Todos esses dados e processos, no entanto, precisam estar sistemati-
zados