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Apostila FAETEC Instalações Elétricas

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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL FERREIRA VIANA – FAETEC 
Professora: Margareth N. Silva 
Disciplina: Instalações Elétricas 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
INDICE 
 
 
UNIDADE I – A ELETRICIDADE QUE ABASTECE NOSSAS CASAS?........................7 
1 Introdução ..........................................................................................................................7 
2 A Geração..........................................................................................................................8 
2.1 A Geração em Corrente Alternada ......................................................................9 
3 As linhas de Transmissão de energia elétrica .............................................................12 
3.1Linhas curtas, médias e longas................................................................................13 
3.2Condutores elétricos .................................................................................................13 
3.2.1Condutor de alumínio ............................................................................................13 
3.2.2Condutor de cobre .................................................................................................14 
3.2.3Condutor de aço ....................................................................................................14 
4 As linhas de distribuição de energia elétrica ................................................................15 
4.1 O Condutor "Neutro" e os Condutores de "Fase" ............................................15 
4.2 Isolação dos Condutores Elétricos ....................................................................16 
4.2.1 Histórico...............................................................................................................16 
4.2.2 Para que serve a isolação?.....................................................................................17 
4.2.3 Principais características das isolações sólidas ......................................................17 
4.3 Resolução nº 456 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) ..........18 
4.4 Tensão de Fornecimento ...................................................................................22 
4.5 Modalidades de Ligações...................................................................................22 
4.6 Objetivos de um Sistema de Distribuição .........................................................22 
4.7 Tipos de Fornecimento de Energia ...................................................................22 
4.8 Modalidades de Fornecimento de Energia .......................................................23 
4.8.1 Limites de Fornecimento de Energia.....................................................................23 
UNIDADE II - PROJETO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS........................................24 
1 Introdução ........................................................................................................................24 
1.1. Plantas.......................................................................................................................24 
1.2 Memorial descritivo .............................................................................................26 
1.3 Como ler esquemas elétricos de um projeto ....................................................26 
1.3.1 O traço .................................................................................................................26 
1.3.2O Círculo...............................................................................................................28 
1.3.3O triângulo ............................................................................................................29 
1.3.4O Quadrado...........................................................................................................30 
1.4 Previsão de cargas da instalação elétrica ........................................................30 
1.4.1 Iluminação............................................................................................................31 
1.4.2 Pontos de tomada..................................................................................................31 
1.4.3 Potências atribuíveis aos pontos de tomada...........................................................32 
1.4.4 Divisão da instalação ............................................................................................32 
1.4.4.1Divisão da instalação em circuitos terminais ...................................................32 
1.4.4.2Tensão dos circuitos terminais ........................................................................33 
1.4.5Proteção contra sobrecorrentes ..............................................................................33 
1.4.5.1. Características Fusível x Disjuntor................................................................33 
1.5 Exercícios ............................................................................................................34 
1.6 Componentes do quadro de distribuição de cargas ........................................34 
1.7 Recomendações para a representação da tubulação e da fiação .................35 
1.8 Eletrodutos e alguns acessórios........................................................................35 
1.8.1Dimensionamento dos eletrodutos .........................................................................38 
1.8.2Prescrições Para Instalação dos eletrodutos............................................................40 
1.9 Caixas de passagem ..........................................................................................40 
 
3 
1.10 Dimensionamento de condutores elétricos.......................................................42 
1.10.1Fio ou cabo? Qual é a diferença? .........................................................................42 
1.10.2Critérios técnicos para dimensionamento de condutores.......................................44 
1.10.3Dimensionamento de condutores elétricos utilizando o método da capacidade de 
condução de corrente.....................................................................................................45 
1.10.4Seção dos condutores na presença de harmônicos ................................................48 
1.10.5Cálculo da bitola de condutores pelo critério da queda de tensão .........................48 
UNIDADE III – ILUMINAÇÃO................................................................................53 
1 A boa iluminação traz saúde e conforto .......................................................................53 
1.1 Técnicas Básicas de Iluminação .......................................................................54 
2 Lâmpadas ........................................................................................................................57 
2.1 Lâmpadas incandescentes ................................................................................57 
2.2 Lâmpadas do tipo descarga...............................................................................59 
UNIDADE IV – ATERRAMENTO..........................................................................60 
1 Introdução ........................................................................................................................60 
2 Esquemas de aterramento............................................................................................61 
2.3 Esquema TN........................................................................................................62 
2.4 Esquema TT (neutro aterrado) ..........................................................................63 
2.5 Esquema IT (neutro isolado ou aterrado por impedância) ..............................63 
2.6 APLICAÇÃO DOS ESQUEMAS TN,TT E IT ....................................................64 
UNIDADE V – NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 .....................................651 Introdução ........................................................................................................................65 
2 NR 6 .................................................................................................................................67 
 
4 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1: Esquema da conversão eletromecânica de energia ........................................7 
Figura 2: Vista da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai.
...............................................................................................................................................8 
Figura 3: Sistema de geração de energia elétrica. ...........................................................9 
Figura 4: Geração em corrente alternada........................................................................10 
Figura 5: Transformador....................................................................................................10 
Figura 6: Linha de transmissão ........................................................................................12 
Figura 7: Sistema de distribuição .....................................................................................15 
Figura 8: Cabo elétrico de potência em baixa tensão típico ..........................................16 
Figura 9: Curva de demanda de uma instalação qualquer. ...........................................19 
Figura 10: Ligação das cargas em baixa tensão. ...........................................................23 
Figura 11: Planta de situação de um determinado condomínio ....................................24 
Figura 12: Planta de localização do condomínio Rainha ...............................................25 
Figura 13: Desenho da fachada de um prédio ................................................................25 
Figura 14: Planta baixa......................................................................................................26 
Figura 15: Fundamentos dos símbolos gráficos .............................................................26 
Figura 16:Traço representativo dos eletrodutos .............................................................27 
Figura 17:Traço representativo dos condutores no interior dos eletrodutos................27 
Figura 18:Indicação do nº do circuito, bitola dos condutores e diâmetro do eletroduto.
.............................................................................................................................................27 
Figura 19: Representação de pontos de luz. ..................................................................28 
Figura 20: Representação de interruptores.....................................................................28 
Figura 21: Representação de ponto de luz embutido no teto........................................28 
Figura 22: Representação de instalação de elemento em parede. ..............................29 
Figura 23: Representação de ponto de luz incandescente na parede (arandela). .....29 
Figura 24: Representação de ponto de luz fluorescente. ..............................................29 
Figura 25: Representação de ponto de tomada. ............................................................29 
Figura 26: Representação simbólica de tomadas instaladas em diferentes alturas. ..30 
Figura 27: Eletroduto de PVC rígido. ...............................................................................36 
Figura 28: Eletroduto flexível ou conduíte. ......................................................................36 
Figura 29: Abraçadeiras rígidas........................................................................................37 
Figura 30: Canaleta de duas vias.....................................................................................37 
Figura 31: Luva em PVC ...................................................................................................37 
Figura 32: Curva em PVC .................................................................................................38 
Figura 33: Bucha ................................................................................................................38 
Figura 34: Arruela (contra-porca). ....................................................................................38 
Figura 35: Ocupação máxima da área interna dos eletrodutos. ...................................39 
Figura 36: Caixas de passagem para embutir 2”x 4” em PVC. .....................................41 
Figura 37: Espelho para interruptor duplo. ......................................................................41 
Figura 38: Exemplos de conduletes e seus acessórios. ................................................41 
Figura 39: Caixas de passagem octogonal (8 lados) 3” x 3” em PVC. Para embutir no 
teto.......................................................................................................................................42 
Figura 40: Caixas de passagem 4” x 4” em PVC............................................................42 
Figura 41: Fio elétrico sem isolação.................................................................................43 
Figura 42: Cabo elétrico ....................................................................................................43 
Figura 43: Cabo elétrico multipolar ..................................................................................43 
Figura 44: Cabo elétrico paralelo .....................................................................................43 
 
5 
Figura 45: Cabo elétrico para tensões muito elevadas ..................................................44 
Figura 46:Condutor elétrico...............................................................................................44 
Figura 47: Quadro de queda de tensão ...........................................................................49 
Figura 48: Distribuição das luminárias .............................................................................56 
Figura 49: Partes componentes de uma lâmpada incandescente. FOTO CEDERJ...58 
Figura 50: Receptáculo para lâmpada incandescente. FOTO CEDERJ......................58 
Figura 51: Pintura fluorescente e eletrodos da lâmpada. FOTO CEDERJ. .................59 
Figura 52: Esquema TN-S de aterramento. ....................................................................62 
Figura 53: Esquema TN-C-S de aterramento. ................................................................62 
Figura 54: Esquema TN-C de aterramento. ....................................................................62 
Figura 55: Esquema TT de aterramento..........................................................................63 
Figura 56: Esquema IT de aterramento. ..........................................................................63 
Figura 57: Alicate para eletricista .....................................................................................66 
Figura 58: EPI para proteção da cabeça (capacete) ......................................................67 
Figura 59: EPI para proteção dos pés ( calçado) ...........................................................67 
Figura 60: EPI para proteção do ouvido (protetor auditivo) ...........................................68 
Figura 61: EPI para proteção das mãos (luvas)..............................................................68 
Figura 62: EPI para proteção dos olhos (óculos)............................................................69 
 
 
 
6 
 
LISTA DE TABELAS 
 
 
Tabela 1: Principais características do PVC ...................................................................17 
Tabela 2: Limites de fornecimento das cargas em baixa tensão. .................................23 
Tabela 3: Comparação entre as características principais dos fusíveis e disjuntores.
.............................................................................................................................................33Tabela 4: Taxa de ocupação dos eletrodutos rígidos usuais. .......................................39 
Tabela 5: Dimensões totais dos condutores isolados. ...................................................40 
Tabela 6: Temperaturas características dos condutores ...............................................46 
Tabela 7: Métodos de instalação dos condutores ..........................................................46 
Tabela 8: tabela de capacidade de condução de corrente ............................................47 
Tabela 9: Tabela de fator de correção de presença de harmônicas de 3ª ordem .....48 
Tabela 10: Tabela de queda de tensão ..........................................................................49 
Tabela 11: Tabela de queda de tensão unitária ............................................................52 
Tabela 12: Fator de utilização...........................................................................................54 
Tabela 13: Fator de perdas luminosas ............................................................................55 
Tabela 14: Iluminâncias.....................................................................................................55 
 
 
 
 
7 
 
UNIDADE I – A ELETRICIDADE QUE 
ABASTECE NOSSAS CASAS? 
 
 
 
1 
INTRODUÇÃO 
 
Na eletrotécnica trabalhamos com o estudo e aplicação da energia elétrica e do eletromagnetismo, 
nela estudamos a energia elétrica da sua geração até a sua utilização e a base para o seu bom 
entendimento é a Matemática e Física. 
Geração de energia elétrica é a transformação de qualquer tipo de energia em energia elétrica. 
Ocorre em duas etapas. Na 1ª etapa uma máquina primária (turbina) transforma qualquer tipo de 
energia, normalmente de uma fonte hídrica ou térmica, em energia cinética de rotação. Em uma 2ª 
etapa um gerador elétrico acoplado à máquina primária transforma a energia cinética de rotação em 
energia elétrica. 
A água represada nos reservatórios da Usina Hidrelétrica possui energia potencial gravitacional que 
se converte em energia cinética. Essa energia cinética é transferida às turbinas, que movimentam o 
gerador; e o gerador, por sua vez, converte essa energia cinética em energia elétrica a qual será 
enviada através de condutores ao seu destino. 
A turbina é semelhante a uma grande roda-d’água, geralmente usada para irrigação e produção de 
energia elétrica. A roda é girada quando a água bate em suas pás. Ao girar, a roda-d’água movimenta 
o eixo de um gerador elétrico, produzindo, então, eletricidade (Figura 1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: Esquema da conversão eletromecânica de energia 
 
 
8 
2 
A GERAÇÃO 
 
O sistema elétrico de potência (SP), também chamado de sistema de energia, é um conjunto de 
equipamentos destinados a gerar, transmitir e distribuir a energia elétrica, da hidrelétrica até o 
consumidor final, figura 2. A maioria destes sistemas é em corrente alternada (CA) trifásica e as 
instalações em corrente contínua, além de raras, possuem aplicações particulares tais como transmitir 
grandes blocos de energia a longa distancia. 
 
Figura 2: Vista da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. 
 
O sistema de geração de energia elétrica é formado pelos seguintes componentes: máquina primária, 
geradores síncronos (alternadores), transformadores (utilizados para reduzir ou aumentar os níveis de 
tensão) e sistema de controle, comando e proteção. A carga é formada por um conjunto de 
consumidores dos mais diversos tipos (Figura 3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3: Sistema de geração de energia elétrica. 
 
A máquina primária faz a conversão de qualquer tipo de energia em energia cinética de rotação para 
ser aproveitada pelo gerador. Os geradores transformam energia cinética de rotação em energia 
elétrica. Os geradores são dimensionados de acordo com a potência que a máquina primária pode 
fornecer. Além da potência, o tipo de máquina primária (eólica, hídrica, térmica, etc.) define também a 
velocidade de rotação que irá ser transmitida ao gerador e, em função dessa velocidade é definido o 
nº de pólos do gerador. A potência elétrica de saída do gerador é diretamente proporcional a potência 
mecânica transmitida pela máquina primária através do eixo. 
Uma vez gerada a energia elétrica, existe a necessidade de se compatibilizar o nível de tensão do 
sistema ao qual o grupo gerador será ligado. O equipamento utilizado para elevar ou rebaixar o nível 
de tensão é o transformador. Desta forma um grupo gerador que gere energia a uma tensão de 13,8 
kV pode ser ligado a uma linha de transmissão de 69 kV desde que um transformador de 13,8 kV / 69 
kV faça o ajuste de tensão. 
Após sua "produção", a energia elétrica passa por transformadores que a preparam para ser 
transmitida. Durante a transmissão, parte dessa energia é "perdida" sob a forma de calor que 
aquece a linha de transmissão. Para chegar ao usuário final, a energia elétrica passa novamente por 
transformadores que a preparam para ser usada. Finalmente ao chegar ao usuário ele pode 
transformá-la em outras formas de energia, como por exemplo energia sonora, ao ligar um aparelho 
de som, ou transformá-la em energia luminosa, quando acendemos uma lâmpada. 
 
2.1 A Geração em Corrente Alternada 
 
Qualquer que seja o tipo de fonte de energia escolhida para gerar energia elétrica, a geração será 
sempre em corrente alternada. Isto acontece porque as máquinas elétricas (neste caso o gerador) 
empregam muitos condutores que se movem com relação a pólos de polaridades magnéticas 
alternadas N-S-N-S-N, etc. E, cada vez que um condutor se movimenta na mesma direção sob um 
pólo de polaridade oposta, a direção da tensão induzida gerada se inverte, figura 43. 
 
 
 
 
Comando, 
controle e 
proteção 
Comando, 
controle e 
proteção 
HHiiddrrííccaa 
TTéérrmmiiccaa 
EEóólliiccaa G 
GERAÇÃO TRANSMISSÃO DISTRIBUIÇÃO 
cargas
TTuurrbbiinnaa 
MÁQUINA 
PRIMÁRIA 
FONTE 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4: Geração em corrente alternada 
 
O valor da tensão gerada é baixa (em torno de 10.000V) e a sua transmissão até os centros 
consumidores envolve perdas de energia, por efeito Joule, que ocorrem nos fios usados para 
transportar a corrente elétrica a longas distâncias. Este é o principal motivo da escolha de 
transmissão de energia elétrica em alta tensão. 
As perdas, por efeito joule (P = RI2), nos condutores, deve ser a menor possível e isto só será 
possível se reduzirmos o valor da resistência r e da corrente I, aumentando a área da seção 
transversal. Mas existem limitações para o aumento da seção, tais como: elevado custo, a rede fica 
mais pesada, etc. 
Sendo assim, a solução mais adequada é procurar reduzir o valor da corrente I a ser transmitida. 
Utiliza-se para isto um transformador elevador que elevará a tensão elétrica para os níveis de 
transmissão (≥69kV), figura 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5: Transformador 
 
Não podemos elevar indefinidamente o valor destas tensões porque acima de certos valores o ar em 
volta do fio torna-se condutor, permitindo o escoamento de eletricidade, o que constituiria uma outra 
forma de perda de potência. Este fenômeno é chamado de EFEITO CORONA. 
Para transmissão a distâncias superiores a 500 km, a corrente contínua mostra-se mais vantajosa do 
que a corrente alternada. 
Um sistema de transmissão com corrente contínua utilizaria apenas 2/3 do material daquele utilizado 
em uma linha de corrente alternada. Além disso, pode-se mostrar que, para se obter a mesma perda 
por efeito Joule, os cabos em corrente alternada teriam que ter seções maiores. 
Verifica-se que, apesar destas vantagens, a corrente contínua apresenta alguns inconvenientes, pois 
sua tensão elétrica não pode ser transformada facilmente, porque um transformador necessita de um 
fluxo variável para seu funcionamento. Emcorrente contínua o fluxo é constante. 
 + 
 - 
 
11 
As tensões usuais de transmissão adotadas no Brasil, em corrente alternada, podem variar de 138 kV 
até 750 kV incluindo neste intervalo as tensões de 230 kV, 345 kV, 400 kV e 500 kV. 
Os sistemas ditos de subtransmissão contam com nível mais baixo de tensão, como 34,5 kV, e 
alimentam subestações de distribuição, cujos alimentadores primários de saída operam usualmente 
em níveis de 13,8 kV. Junto aos pequenos consumidores existe uma outra redução do nível de tensão 
para valores entre 127 V e 440 V, na qual operam os alimentadores secundários. 
As redes com tensões nominais iguais ou superiores a 230 kV são denominadas de Redes em EHV - 
Extra Alta Tensão e no Brasil formam a chamada rede “Básica” de transmissão. 
No Brasil existe um sistema que opera em corrente contínua, o Sistema de Itaipu, com nível de tensão 
de ± 600 kVDC. 
Para se escolher transmissão entre sistemas de corrente alternada ou corrente contínua são feitos 
estudos técnicos e econômicos. Sistemas de corrente contínua começam a se mostrar viáveis para 
distâncias acima de 600 ~ 800 km. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
3 
AS LINHAS DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA 
ELÉTRICA 
 
As linhas de transmissão, figura 6, transportam toda a energia elétrica gerada na hidrelétrica até o 
consumidor, figura 6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6: Linha de transmissão 
 
As linhas de transmissão possuem quatro parâmetros básicos: resistência, indutância, capacitância e 
condutância. 
 
a) Resistência 
A resistência é a força que se opõe à passagem de corrente elétrica em um circuito. Características 
como bitola e se o condutor é sólido ou retorcido influenciam no nível de resistência que o sinal 
elétrico encontra no cabo. A resistência é medida em Ohms (Ω). 
 
b) Indutância 
A indutância é um fenômeno de resistência à passagem de corrente elétrica sempre que ela muda de 
sentido em um meio. Ela é medida em Henry (H), mas o total de indutância que afeta um cabo é 
chamado de reatância indutiva e é medida em Ohms(Ω). 
 
c) Capacitância 
A capacitância é a condição que o cabo tem de armazenar cargas elétricas funcionando como um 
acumulador. Estas características fazem com que o sinal seja atenuado, pois estas cargas elétricas 
que deveriam estar circulando são retidas. Este fenômeno é causado porque os fios apresentam 
 
13 
bolhas e falhas na sua superfície. A capacitância é medida em farad (F), mas o total de capacitância 
que afeta um sinal em um cabo é chamado de reatância capacitiva e é medida em Ohms (Ω). 
 
d) Impedância 
Se as características resistivas, capacitivas e indutivas de um cabo se mantêm no decorrer dele, 
então, da combinação destas propriedades teremos a impedância característica do condutor que é 
medida em Ohms. Se existir diferentes níveis de impedância no percurso de um sinal elétrico então 
teremos problemas de reflexão de sinal. Ou seja, parte do sinal ecoa em sentido contrário. 
 
e) Condutância 
Condutância elétrica é o inverso da resistência elétrica. A unidade derivada do SI de condutância é o 
siemens (símbolo S, igual a Ω-1). 
 
3.1Linhas curtas, médias e longas 
 
Dependendo do local da geração e do consumo, as linhas de transmissão podem ter comprimentos 
variados, e por este motivo, apresentam modelos distintos. 
As LTs podem ser classificadas como: 
a) Linhas curtas: até 80km de comprimento; 
b) Linhas médias: entre 80 e 240km de comprimento; 
c) Linhas longas: acima de 240km. 
 
3.2Condutores elétricos 
 
Condutor elétrico ou simplesmente condutor é um corpo com formato adequado e construído com 
material condutor, destinado a transportar corrente elétrica. 
Os melhores condutores são os metais puros e caracterizam-se pela alta condutibilidade e, lógico, 
baixa resistividade. 
3.2.1Condutor de alumínio 
 
O alumínio praticamente domina o campo dos condutores nus para transmissão e distribuição de 
energia e é pouco utilizado na fabricação de condutores com isolação. Os condutores de alumínio 
necessitam de maiores cuidados em seu manuseio devido às suas características mecânicas, 
necessitando de mão-de-obra técnica de boa qualidade. Um dos principais motivos que limita o seu 
uso é que não se pode garantir uma boa conexão com os terminais dos aparelhos consumidores que 
possuem conexão apropriada para condutores de cobre. Na prática, para conduzir a mesma corrente, 
um condutor em alumínio precisa ter uma seção aproximadamente 60% maior que a de um fio de 
cobre mole. 
Quando o maior problema em uma instalação envolver o peso próprio dos condutores, prefere-se o 
alumínio por sua leveza. Esse é o caso das linhas aéreas em geral, onde as dimensões de torres e 
postes e os vãos entre eles dependem diretamente do peso dos cabos por eles sustentados. Por 
 
14 
outro lado, quando o principal aspecto não é peso, mas é o espaço ocupado pelos condutores, 
escolhe-se o cobre por possuir um menor diâmetro. Essa situação é encontrada nas instalações 
internas, onde os espaços ocupados pelos eletrodutos, eletrocalhas, bandejas e outros são 
importantes na definição da arquitetura do local. 
A superfície do alumínio, quando exposta ao ar, é imediatamente recoberta por uma camada invisível 
de óxido, de difícil remoção e altamente isolante. Assim, em condições normais, se encostarmos um 
condutor de alumínio em outro, é como se estivéssemos 
colocando em contato dois isolantes elétricos, ou seja, não haveria contato elétrico entre eles. Nas 
conexões em alumínio, um bom contato somente será conseguido se rompermos essa camada de 
óxido. Essa função é obtida através da utilização de conectores apropriados que, com o exercício de 
pressão suficiente, rompem a camada de óxido. Além disso, quase sempre são empregados 
compostos que inibem a formação de uma nova camada de óxido, uma vez removida a camada 
anterior. 
Em instalações industriais, o uso do condutor de alumínio e mínimo, mesmo tendo preço mais 
acessível. A NBR 5410 somente permite o seu uso para seções maiores que 10mm2. 
 
3.2.2Condutor de cobre 
 
É um dos mais importantes metais não ferrosos e possui notáveis características químicas, físicas, 
elétricas e mecânicas. Somente a prata tem uma condutibilidade maior que a do cobre e assim a 
resistividade do cobre é um pouco maior à da prata. 
A grande vantagem do cobre sobre o aço e o alumínio é que é mais resistente à corrosão e à 
oxidação tornando mais fácil a soldagem sendo que sua grande desvantagem é o custo. 
As propriedades mecânicas do cobre dependem do tratamento térmico a que foi submetido. É 
convencionalmente de seção circular, mas pode ser fabricado na seção retangular ou trapezoidal, 
dependendo do seu emprego. 
O cobre também é usado na forma de ligas metálicas. 
3.2.3Condutor de aço 
 
O aço tem extraordinárias características mecânicas e é abundante, entretanto não é largamente 
utilizado como meio condutor, mas é usado na estruturação de maquinaria e como elemento de 
suporte de condutores (linha de transmissão). 
O poderio tensional mecânico do aço é aproximadamente 4,5 vezes maior que o do alumínio e 2 
vezes maior que o do cobre. Em linhas de transmissão os condutores de alumínio envolvem um 
condutor (alma) de aço, que tem um poderio tensional mecânico da ordem de 120-150 kg\mm2 e são 
denominados de condutores de alumínio com alma de aço. 
O aço tem sua resistência elétrica menos influenciada pela temperatura que o cobre e o alumínio. 
 
 
 
 
 
15 
4 
AS LINHAS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA 
ELÉTRICA 
 
As linhas de transmissão e de subtransmissão convergem para as estações de distribuição, onde a 
tensão é reduzida, usualmente para o nível de 13,8 kV. 
Destas subestações originam-se alguns alimentadores que se interligam aos transformadores de 
distribuição da concessionária ou a consumidores em tensão primária. 
Os alimentadores primários aéreos operam normalmente de maneira radiale com formação 
arborescente atendendo aos pontos de carga, conforme ilustração a seguir. 
Uma rede de distribuição, figura 7, deve fazer a energia chegar até os consumidores de forma mais 
eficiente possível.. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7: Sistema de distribuição 
 
 
4.1 O Condutor "Neutro" e os Condutores de "Fase" 
 
A tensão que recebemos em nossas residências, proveniente do transformador de rua, é uma tensão 
alternada, isto é, o seu sentido é invertido periodicamente. Estas inversões de sentido são muito 
rápidas, pois sua freqüência é de 60 hertz, isto é, a tensão muda de sentido 120 vezes por segundo. 
O valor máximo atingido pela tensão alternada é denominado valor de pico, entretanto, quando 
fornecemos o valor de uma tensão alternada, estamos normalmente nos referindo não à tensão de 
pico, mas a uma quantidade denominada valor eficaz da tensão. Este valor eficaz seria o valor de 
uma tensão constante (contínua) que dissipasse, durante o tempo de um período, em que uma 
resistência R, a mesma energia térmica que é dissipada em R pela tensão alternada, durante o 
mesmo intervalo de tempo. Pode-se mostrar que entre a tensão eficaz e a tensão de pico existe a 
seguinte relação: 
 
16 
( )1.
2
eq
U
U
pico
eficaz = 
Em algumas instalações elétricas, entretanto, a residência é ligada ao transformador de rua apenas 
por uma das fases e pelo neutro. É claro que nestas residências só poderão ser instaladas tomadas 
de 127 V (quando a tensão entre fases for 220V). Isto é feito por meio de três condutores de 
eletricidade: um deles, denominado condutor neutro (N), que sai do ponto central do secundário do 
transformador que está ligado à Terra; os outros dois são denominados condutores de fase e saem 
dos pontos extremos deste secundário. Entre cada fase e o neutro existe uma tensão eficaz de 127 V. 
Assim, temos VUeVUVU
NFNFNF CBA
127127,127 === . Entre as duas fases há uma tensão 
eficaz de 220 V. 
 
4.2 Isolação dos Condutores Elétricos 
 
Os cabos elétricos de potência em baixa tensão são os responsáveis pela transmissão de energia em 
circuitos de até 1000 volts. 
Os principais componentes de um cabo de potência em baixa tensão são o condutor, a isolação e a 
cobertura, conforme indicado na figura 8. 
 
 
 
 
 
 
Figura 8: Cabo elétrico de potência em baixa tensão típico 
 
Alguns cabos elétricos podem ser dotados apenas de condutor e isolação, sendo chamados então de 
condutores isolados, enquanto que outros podem possuir adicionalmente a cobertura (aplicada sobre 
a isolação), sendo chamados de cabos unipolares ou multipolares, dependendo do número de 
condutores (veias) que possuem. 
 
4.2.1 Histórico 
 
Os primeiros cabos isolados de que se tem notícia datam de 1795, utilizados em uma linha telegráfica 
na Espanha e eram isolados em papel. Seguiram-se os condutores cobertos por guta percha (uma 
planta nativa da Índia), os cabos em papel impregnado em óleo, os cabos em borracha natural (início 
do século XX), em borracha sintética (EPR) e PVC (ambos logo após a Segunda Guerra Mundial). 
Embora possuíssem excelentes características isolantes, os cabos isolados em papel foram perdendo 
aplicações ao longo do tempo, principalmente devido à dificuldade de manuseio durante a sua 
instalação, sobretudo na realização de emendas e terminações. Isso propiciou a popularização dos 
cabos com isolações sólidas, tais como o PVC. 
 
17 
4.2.2 Para que serve a isolação? 
 
A função básica da isolação é confinar o campo elétrico gerado pela tensão aplicada ao condutor no 
seu interior. Com isso, é reduzido ou eliminado o risco de choques elétricos e curtos-circuitos. 
Podemos comparar a camada isolante de um cabo com a parede de um tubo de água. No caso do 
tubo, a parede impede que a água saia de seu interior e molhe a área ao seu redor. Da mesma forma, 
a camada isolante mantém as linhas de campo elétrico (geradas pela tensão aplicada) “presas” sob 
ela, impedindo que as mesmas estejam presentes no ambiente ao redor do cabo. 
No caso do tubo, não pode haver nenhum dano à sua parede, tais como furos e trincas, sob pena de 
haver vazamento de água. Da mesma forma, não pode haver furos, trincas, rachaduras ou qualquer 
outro dano à isolação, uma vez que isso poderia significar um “vazamento” de linhas de campo 
elétrico, com subseqüente aumento na corrente de fuga do cabo, o que provocaria aumento no risco 
de choques, curtos-circuitos e até incêndios. 
4.2.3Principais características das isolações sólidas 
 
De um modo geral, as isolações sólidas possuem uma boa resistência ao envelhecimento em serviço, 
uma reduzida sensibilidade à umidade e, desde que necessário, podem apresentar um bom 
comportamento em relação ao fogo. Vejamos a seguir as principais características específicas do 
composto isolante mais utilizado atualmente: o PVC. 
Cloreto de polivinila (PVC) - é, na realidade, uma mistura de cloreto de polivinila puro (resina 
sintética), plastificante, cargas e estabilizantes; sua rigidez dielétrica é relativamente elevada, sendo 
possível utilizar cabos isolados em PVC até a tensão de 6 kV; sua resistência a agentes químicos em 
geral e a água é consideravelmente boa; possui boa característica de não propagação de chama. 
 
Tabela 1: Principais características do PVC 
Nível de perdas dielétricas R 
Resistência às intempéries B 
Resistência à propagação de chama B 
Resistência ao ozônio E 
Resistência ao calor B 
Resistência ao óleo B 
 
 
Borracha etileno-propileno (EPR) – melhor resistência ao envelhecimento e aos agentes oxidantes; 
grande flexibilidade, mesmo em temperaturas abaixo de 0°C; excepcional resistência `as descargas e 
radiações ionizantes, mesmo a quente; possui resistência à deformação térmica que permite 
temperatura de curto-circuito de 250°C; boa resistência ao envelhecimento térmico; apresenta baixa 
dispersão da rigidez dielétrica e é praticamente isento de treeing, fenômeno que consiste na formação 
de arborescência no material, provocando descargas parciais e sua conseqüente deterioração. 
 
 
18 
Polietileno reticulado (XLPE) – o XLPE e utilizado em cabos de baixa tensão e media tensão. 
Apresenta dispersão relativamente alta da rigidez dielétrica e também o fenômeno do treeing (com 
certa freqüência) e por isso o seu uso para tensões superiores a 15kV exige certos cuidados. 
Para cada tipo de material de isolação correspondem três temperaturas características: 
� temperatura máxima de serviço contínuo que e a maior temperatura que a isolação pode 
atingir em serviço normal, sendo a principal característica na determinação da capacidade de 
condução de corrente de um cabo; 
� temperatura de sobrecarga que e a temperatura máxima que a isolação pode atingir em 
regime de sobrecarga; 
� temperatura de curto-circuito que e a máxima temperatura que a isolação pode atingir em 
regime de curto-circuito (máximo de 5 segundos) 
 
4.3 Resolução nº 456 da Agência Nacional de Energia 
Elétrica (ANEEL) 
 
A Resolução nº 456 da ANEEL estabelece as disposições atualizadas e consolidadas relativas às 
condições gerais de fornecimento de energia elétrica a serem observadas tanto pelas concessionárias 
e permissionárias quanto pelos consumidores. 
Esta Resolução adota algumas definições, onde as mais usuais são: 
 
• Carga instalada- soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade 
consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW). 
 
• Concessionária ou permissionária- agente titular de concessão ou permissão federal para prestar 
o serviço público de energia elétrica, referenciado, doravante, apenas pelo termo concessionária. 
 
• Consumidor- pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, 
que solicitar a concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo 
pagamento das faturas e pelas demais obrigaçõesfixadas em normas e regulamentos da ANEEL, 
assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de adesão, conforme 
cada caso. 
 
• Consumo- Total de energia medida consumida pela unidade (kW.h) 
 
• Contrato de fornecimento- instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor 
responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as 
condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. 
 
• Demanda- média das potências elétricas solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga 
instalada em operação da unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado (kVA) – 
Energia ativa + Energia reativa, figura 9. 
 
 
 
19 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9: Curva de demanda de uma instalação qualquer. 
 
• Demanda contratada- demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada 
pela concessionária, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de 
fornecimento e que deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de 
faturamento, expressa em quilowatts (kW). 
 
• Demanda de ultrapassagem- parcela da demanda medida que excede o valor da demanda 
contratada, expressa em quilowatts (kW). 
 
• Demanda faturável- valor da demanda de potência ativa, identificado de acordo com os critérios 
estabelecidos e considerada para fins de faturamento, com aplicação da respectiva tarifa, expressa 
em quilowatts (kW). 
 
• Demanda medida- maior demanda de potência ativa, verificada por medição, integralizada no 
intervalo de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento, expressa em quilowatts (kW). 
 
• Energia elétrica ativa- energia elétrica que pode ser convertida em outra forma de energia, 
expressa em quilowatts-hora (kWh). 
 
• Energia elétrica reativa- energia elétrica que circula continuamente entre os diversos campos 
elétricos e magnéticos de um sistema de corrente alternada, sem produzir trabalho, expressa em 
quilovolt-ampère-reativo-hora (kvarh). 
 
• Estrutura tarifária- conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de consumo de energia 
• elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. 
 
• Estrutura tarifária convencional-estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de 
energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos 
períodos do ano. 
 
• Estrutura tarifária horo-sazonal- estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de 
consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e 
dos períodos do ano, conforme especificação a seguir: 
a) Tarifa Azul: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia 
elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de tarifas 
diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. 
Demanda (kW) 
Tempo 
Consumo 
Demanda máxima 
 
20 
b) Tarifa Verde: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de 
energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano, bem como de uma 
única tarifa de demanda de potência. 
 
c) Horário de ponta (P): período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias 
consecutivas, exceção feita aos sábados, domingos, terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, 
“Corpus Christi”, dia de finados e os demais feriados definidos por lei federal,considerando as 
características do seu sistema elétrico. 
 
d) Horário fora de ponta (F): período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e 
complementares àquelas definidas no horário de ponta. 
 
e) Período úmido (U): período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos 
abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. 
 
f) Período seco (S): período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos 
abrangidos pelas leituras de maio a novembro. 
 
• Fator de carga- razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade consumidora, 
ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado. 
 
• Fator de demanda- razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo especificado e a carga 
instalada na unidade consumidora. 
 
• Fator de potência- razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma dos quadrados 
das energias elétricas ativa e reativa, consumidas num mesmo período especificado. 
 
• Fatura de energia elétrica- nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser paga pela 
prestação do serviço público de energia elétrica, referente a um período especificado, discriminando 
as parcelas correspondentes. 
� Grupo “A”- grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em 
tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a 
partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos 
definidos no art. 82, da resolução nº 456, caracterizado pela estruturação tarifária 
binômia e subdividido nos subgrupos A1, A2, A3, A3a, A4 e AS: 
� Grupo “B”- grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em 
tensão inferior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e faturadas 
neste Grupo nos termos definidos nos arts. 79 a 81, da resolução nº 456, 
caracterizado pela estruturação tarifária monômia e subdividido nos subgrupos: B1 
(residencial), B1 (residencial baixa renda), B2 (rural), B2 (cooperativa de eletrificação 
rural), B2 (serviço público de irrigação), B3 (demais classes) e B4 (iluminação 
pública). 
 
21 
• Iluminação Pública- serviço que tem por objetivo prover de luz, ou claridade artificial, os 
logradouros públicos no período noturno ou nos escurecimentos diurnos ocasionais, inclusive aqueles 
que necessitam de iluminação permanente no período diurno. 
 
• Pedido de fornecimento- ato voluntário do interessado que solicita ser atendido pela 
concessionária no que tange à prestação de serviço público de fornecimento de energia elétrica, 
vinculando-se às condições regulamentares dos contratos respectivos. 
 
• Ponto de entrega- ponto de conexão do sistema elétrico da concessionária com as instalações 
elétricas da unidade consumidora, caracterizando-se como o limite de responsabilidade do 
fornecimento. 
 
• Potência- quantidade de energia elétrica solicitada na unidade de tempo, expressa em quilowatts 
(kW). 
 
• Potência- quantidade de energia elétrica solicitada na unidade de tempo, expressa em quilowatts 
(kW). 
 
• Potência instalada- soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie 
instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. 
 
• Ramal de ligação- conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da 
rede da concessionária e o ponto de entrega. 
 
• Subestação- parte das instalações elétricas da unidade consumidora atendida em tensão primária 
de distribuição que agrupa os equipamentos, condutores e acessórios destinados à proteção, 
medição, manobra e transformação de grandezas elétricas. 
 
• Tarifa- preço da unidade de energia elétrica e/ou da demanda de potência ativa. 
 
• Tarifa monômia- tarifa de fornecimento de energia elétrica constituída por preços aplicáveis 
unicamente ao consumo de energia elétrica ativa. 
 
• Tarifa binômia- conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo 
de energia elétrica ativa e à demanda faturável. 
 
• Tarifa de ultrapassagem- tarifa aplicável sobre a diferença positiva entre a demanda medida e a 
contratada, quando exceder os limites estabelecidos. 
 
• Unidade consumidora- conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo 
recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e 
correspondente a um únicoconsumidor. 
 
 
22 
4.4 Tensão de Fornecimento 
 
A concessionária deve estabelecer e informar ao interessado a tensão de fornecimento para a 
unidade consumidora, observando os seguintes limites: 
I - tensão secundária de distribuição- quando a carga instalada na unidade consumidora for igual 
ou inferior a 75 kW; 
II - tensão primária de distribuição inferior a 69 kV- quando a carga instalada na unidade 
consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o 
fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW; e 
III - tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV- quando a demanda contratada ou 
estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500 kW. 
 
4.5 Modalidades de Ligações 
 
Solicitação de Ligação: O consumidor deve solicitar a ligação às concessionárias, através de 
correspondência contendo memorial descritivo. 
As concessionárias fazem ligações dos seguintes tipos: 
• Definitiva - quando preenchidas todas as formalidades técnicas e burocráticas; 
• Provisória com medição - estabelecida à titulo precário, com prazo superior à 90 dias; 
• Provisória sem medição - estabelecida à titulo precário, com prazo de até 90 dias, de acordo com as 
práticas comerciais da concessionária. 
• Emergência – estabelecida para execução de reformas, com prazo máximo de até 8 dias. 
 
4.6 Objetivos de um Sistema de Distribuição 
 
O objetivo do sistema é fornecer energia elétrica aos vários pontos de utilização da instalação, que 
podem ser: 
• Pontos de Iluminação; 
• Tomadas de Uso geral [TUG], às quais se pode ligar qualquer aparelho elétrico; 
• Tomadas de Uso Específico [TUE], às quais só se ligam aparelhos específicos. 
 
4.7 Tipos de Fornecimento de Energia 
 
As tensões de fornecimento variam conforme o local, e antes de se iniciar um projeto, deve-se 
verificar junto às concessionárias, as condições locais específicas. 
Pode-se ter também fornecimento em alta tensão, mas não constituem objeto desta disciplina. 
As cargas trifásicas industriais (ex.: motores elétricos) são equilibradas. As cargas monofásicas e 
bifásicas (ex.:iluminação, aparelhos eletrodomésticos, motores monofásicos, etc.) devem ser 
equitativamente distribuídas entre as fases de modo que o sistema não fique desequilibrado. 
Os sistemas de fornecimento em baixa tensão, adotados para obtenção de cada uma das tensões 
nominais utilizadas na área de concessão podem ser de 2 tipos: Delta ou Estrela, figura 10. 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10: Ligação das cargas em baixa tensão. 
 
 
4.8 Modalidades de Fornecimento de Energia 
 
Há 3 modalidades de fornecimento, conforme o número de fases ou condutores de eletricidade: 
• Modalidade "A" - uma fase e neutro: 2 condutores; 
• Modalidade "B" - duas fases e neutro (quando existir): 2 ou 3 condutores; 
• Modalidade "C" - três fases e neutro (quando existir): 3 ou 4 condutores. 
Nas três modalidades, a palavra "neutro" deve ser entendida como designando o condutor de mesmo 
potencial que a terra. 
4.8.1 Limites de Fornecimento de Energia 
 
Para unidades consumidoras individuais residenciais, comerciais, industriais, com carga instalada 
igual ou inferior a 75kW, os limites são apresentados na tabela. (Fonte:LIG-2000). 
Tabela 2: Limites de fornecimento das cargas em baixa tensão. 
 
24 
 UNIDADE II - PROJETO DAS INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS 
 
 
1 
INTRODUÇÃO 
O projeto é a representação escrita da instalação e deve conter no mínimo: 
• Plantas; 
• Esquemas (unifilares e outros que se façam necessários); 
• Detalhes de montagem, quando necessários; 
• Memorial descritivo; 
• Memória de cálculo (dimensionamento de condutores, condutos e proteções); 
• ART. 
• Normas técnicas da ABNT a serem consultadas na elaboração de um projeto elétrico e da 
concessionária elétrica local. 
Projetar uma instalação elétrica de uma edificação consiste em: 
• Quantificar e determinar os tipos e localizar os pontos de utilização de energia elétrica; 
• Dimensionar, definir o tipo e o caminhamento dos condutores e condutos; 
• Dimensionar, definir o tipo e a localização dos dispositivos de proteção, de comando, de medição 
de energia elétrica e demais acessórios. 
1.1.PLANTAS 
 
O projeto elétrico de um prédio, por exemplo, pode ser representado por vários tipos de 
plantas: 
a) Planta de situação, figura 11. 
Por esta planta, você localiza o terreno na região onde o prédio foi ou será construído. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 11: Planta de situação de um determinado condomínio 
 
25 
b) Planta de localização, figura 12. 
Por esta planta, você localiza o prédio dentro do terreno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 12: Planta de localização do condomínio Rainha 
 
c) Planta de fachada, figura 13. 
Uma fachada corresponde a uma das faces de uma obra de arquitetura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 13: Desenho da fachada de um prédio 
 
d) Planta baixa, figura 14. 
Plantas baixas são desenhos feitos normalmente a partir do corte horizontal, à altura de 1,5m 
partindo da base de cada pavimento. Para entender isto, imagine que você corte uma casa com 
3m de altura ao meio, retire a parte de cima. O que você vê olhando de cima é planta baixa. 
Nela, devem estar detalhadas, em escala, as medidas das paredes (comprimento e espessura), 
portas, janelas, o nome de cada ambiente e seu respectivo nível. 
Na planta baixa, são desenhados os projetos elétricos, hidráulicos, sanitários, telefônicos, de 
prevenção e combate a incêndio (extintores e mangueiras d’água), sistema de proteção a 
descargas atmosféricas (pára-raios), entre outros. 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 14: Planta baixa 
 
1.2 Memorial descritivo 
 
Componente do projeto onde devem constar as características principais do projeto e outros dados 
necessários à sua compreensão. 
 
1.3 Como ler esquemas elétricos de um projeto 
 
A primeira etapa consiste em identificar cada símbolo representativo dos componentes da instalação 
que esteja no projeto elétrico. Para isso, é necessário consultar as Normas Brasileiras (NBR’s) que 
tratam das instalações elétricas de baixa tensão (NBR 5410/2004) e das simbologias gráficas para as 
instalações elétricas (NBR 5444/1989). 
As Normas Brasileiras (NBR’s) não têm caráter obrigatório, não têm força de lei e somente quando 
são citadas em um instrumento do Poder Público (lei, por exemplo) ou em contratos tornam-se 
obrigatórias. A simbologia assumida pela ABNT na NBR 5444/1989 não foi totalmente adotada pelos 
projetistas (aquele que faz o projeto). Existem alguns símbolos, que embora não tenham sido 
normalizados, são usualmente utilizados e descritos em uma legenda no projeto. 
A NBR 5444/1989 estabelece símbolos gráficos referentes às instalações elétricas prediais que se 
baseiam em quatro elementos geométricos básicos, figura 15: 
 
 
 
 
 
 
Figura 15: Fundamentos dos símbolos gráficos 
1.3.1 O traço 
 
O traço representa o eletroduto, ou seja, tubo (rígido ou flexível) destinado à colocação e proteção de 
condutores elétricos. Quando ele é contínuo, significa que o eletroduto está embutido no teto ou em 
parede e, quando tracejado, significa que o eletroduto está embutido no piso. O diâmetro do 
eletroduto é representado, geralmente, pela letra grega φ (lê-se phi) e o seu valor, quando maior que 
 
27 
15mm, deverá ser escrito ao lado deste símbolo. Se o diâmetro for igual ou inferior a 15mm, não é 
necessário que o seu valor seja registrado ao lado do símbolo, figura 16. 
 
 
 
 
 
 
Figura 16:Traço representativo dos eletrodutos 
 
Quando forem colocados condutores de eletricidade, no interior dos eletrodutos, sobre a linha que 
representa estes eletrodutos, serão desenhados traços que indicarão a existência de condutor fase, 
condutor neutro, condutor de retorno e/ou condutor terra, figura 17.Figura 17:Traço representativo dos condutores no interior dos eletrodutos. 
 
Cada traço representa um tipo de condutor. Em qualquer caso, você deve indicar o nº do circuito, 
número de condutores, a seção dos condutores e o diâmetro dos eletrodutos. Se o condutor tiver 
bitola menor que 1,5mm2, não há necessidade de se indicar a seção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18:Indicação do nº do circuito, bitola dos condutores e diâmetro do eletroduto. 
 
28 
1.3.2O Círculo 
 
Já o círculo tem três funções básicas: 
• representar ponto de luz, figura 19, 
• representar interruptor, figura 20 e, 
• indicar qualquer dispositivo embutido no teto, figura 21. 
O ponto de luz é diferenciado do interruptor por ter um diâmetro maior que este. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 19: Representação de pontos de luz. 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 20: Representação de interruptores. 
 
Quando o círculo estiver rodeado por outro círculo, indica que o elemento está 
embutido no teto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 21: Representação de ponto de luz embutido no teto. 
 
O símbolo da figura 22 indica que o elemento está instalado em uma parede. 
 
 
29 
 
 
 
 
Figura 22: Representação de instalação de elemento em parede. 
 
O ponto de luz na parede (arandela) na figura 23 também é representado pelo círculo e pelo símbolo 
do elemento instalado na parede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 23: Representação de ponto de luz incandescente na parede (arandela). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 24: Representação de ponto de luz fluorescente. 
 
1.3.3O triângulo 
 
O triângulo equilátero representa as tomadas em 
geral, figura 25. 
A potência da tomada deverá ser indicada ao lado 
(exceto se for de 100VA). A diferença entre VA e 
W são as perdas elétricas. Se for uma tomada de 
força, indicar o nº de W ou kW. 
 
Figura 25: Representação de ponto de tomada. 
 
30 
Do mesmo modo, quando um círculo envolve a figura, significa que o dispositivo localiza-se no piso. 
Quando o triângulo sofre alguma modificação, figura 26, a função daquilo que ele representa é 
alterada. Ex: tomadas de luz e telefone, o mesmo acontece quando ela é instalada em diferentes 
alturas (baixa, média e alta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 26: Representação simbólica de tomadas instaladas em diferentes alturas. 
 
1.3.4O Quadrado 
 
O quadrado representa qualquer tipo de componente no piso ou máquina elétrica (motor elétrico, por 
exemplo). Caso este símbolo esteja circundado significa que o dispositivo está localizado no piso. 
 
 
1.4 Previsão de cargas da instalação elétrica 
 
Esta subseção contém prescrições específicas aplicáveis a locais utilizados como habitação, fixa ou 
temporária, compreendendo as unidades residenciais como um todo e, no caso de hotéis, motéis, 
flats, apart-hotéis, casas de repouso, condomínios, alojamentos e similares, as acomodações 
destinadas aos hóspedes, aos internos e a servir de moradia a trabalhadores do estabelecimento. 
Cada aparelho ou dispositivo elétrico (lâmpadas, aparelhos de aquecimento d’água, eletrodomésticos, 
motores para máquinas diversas, etc.) solicita da rede uma determinada potência. O objetivo da 
previsão de cargas é a determinação de todos os pontos de utilização de energia elétrica (pontos de 
consumo ou cargas) que farão parte da instalação. Nesta etapa são definidas a potência, a 
quantidade e a localização de todos os pontos de consumo de energia elétrica da instalação. 
Segundo a NBR 5410/ 2004: 
• Os equipamentos de utilização de uma instalação podem ser alimentados diretamente (elevadores, 
motores), através de tomadas de corrente de uso especifico (TUE’s) ou através de tomadas de 
corrente de uso não específico (tomadas de uso geral, TUG’s); 
• A carga a considerar para um equipamento de utilização é a sua potência nominal absorvida, dada 
pelo fabricante ou calculada a partir de V x I x fator de potência (quando for o caso) – nos casos em 
que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento (potência de saída), e não a absorvida, 
devem ser considerados o rendimento e o fator de potência. 
 
 
 
31 
1.4.1 Iluminação 
 
1) Adota-se como critério para a determinação da quantidade mínima de pontos de luz, como 
alternativa à aplicação da ABNT NBR 5413, o seguinte critério: 
a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma carga 
mínima de 100 VA; 
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de 
100 VA para os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros. 
NOTA Os valores apurados correspondem à potência destinada a iluminação para efeito de 
dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas. 
Para iluminação externa em residências a norma não estabelece critérios, cabe ao projetista e ao 
cliente a definição. 
1.4.2 Pontos de tomada 
 
O número de pontos de tomada deve ser determinado em função da destinação do local e dos 
equipamentos elétricos que podem ser aí utilizados, observando-se no mínimo os seguintes critérios: 
a) em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao lavatório, atendidas 
as restrições à locais contendo banheiras, piso-boxes, boxes e outros compartimentos para banho, 
onde o risco potencial de choque elétrico aumenta, devido à redução da resistência do corpo humano 
e ao contato com o potencial da terra. 
b) em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias e 
locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de 
perímetro, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de 
corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos; 
c) em varandas, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada; 
NOTA Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas próximo ao seu 
acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua 
área for inferior a 2 m2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 0,80 m. 
d) em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou 
fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível; 
NOTA Particularmente no caso de salas de estar, deve-se atentar para a possibilidade de que um 
ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo 
recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada. 
e) em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação devem ser previstos pelo menos: 
� um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m2. 
Admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até 
0,80 m no máximo de sua porta de acesso; 
� um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m2 e igual ou 
inferior a 6 m2 ; 
� um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a área do cômodo ou 
dependência 
 
32 
� for superior a 6 m2, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível. 
1.4.3 Potências atribuíveis aos pontos de tomada 
 
A potência a ser atribuída a cada ponto de tomada é função dos equipamentos que ele poderá vir a 
alimentar e não deve ser inferior aos seguintes valores mínimos: 
a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, 
no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, 
considerando-se cada um desses ambientes separadamente. Quando o total de tomadas no conjunto 
desses ambientes for superior a seis pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja 
de no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até dois pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, 
sempre considerandocada um dos ambientes separadamente; 
b) nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada. 
 
TODAS AS TOMADAS DEVERÃO ESTAR 
ATERRADAS! 
1.4.4 Divisão da instalação 
 
Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, 
equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um circuito independente. 
Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais 
análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas 
desses locais. 
Em locais de habitação, admite-se, como exceção à regra geral de que circuitos terminais devem ser 
individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam e que particularmente, 
devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada, 
que pontos de tomada, exceto aqueles indicados no parágrafo anterior, e pontos de iluminação 
possam ser alimentados por circuito comum, desde que as seguintes condições sejam 
simultaneamente atendidas: 
a) a corrente de projeto (IB) do circuito comum (iluminação mais tomadas) não deve ser superior a 16 
A; 
b) os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, caso esse 
circuito seja comum (iluminação mais tomadas); e 
c) os pontos de tomadas, já excluídos os indicados no parágrafo anterior, não sejam alimentados, em 
sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja comum (iluminação mais tomadas). 
1.4.4.1Divisão da instalação em circuitos terminais 
 
A instalação elétrica de uma residência deverá ser dividida em circuitos terminais, buscando facilidade 
de operação e manutenção; redução da interferência entre pontos de utilização, limitação das 
conseqüências de uma falha, redução nas quedas de tensão e da corrente nominal, menor 
dimensionamento de condutores e dispositivos de proteção de menor seção e capacidade nominal, 
 
33 
maior facilidade de colocação dos condutores elétricos em obra e ligação dos condutores aos 
terminais de equipamentos, interruptores, tomadas, etc.) 
Cada circuito terminal será ligado a um dispositivo de proteção (fusível ou disjuntor) 
Deve ser previsto circuitos independentes para as tomadas de cozinhas, copas, áreas de serviço. 
Concluída a divisão de cargas em circuitos terminais, identificar na planta, ao lado de cada ponto de 
luz ou tomada, o no do circuito respectivo. 
1.4.4.2Tensão dos circuitos terminais 
 
De acordo com o número de FASES e a tensão secundária de fornecimento, valem as seguintes 
recomendações para os circuitos terminais: 
a) Instalação monofásica: todos os circuitos terminais terão ligação FASE/NEUTRO, na tensão de 
fornecimento padronizada da concessionária local 
b) Instalação bi ou trifásica: 
• circuitos de iluminação e TUG’s no menor valor de tensão (ou seja, estes circuitos serão 
monofásicos: ligação FASE-NEUTRO) 
• TUE’s podem ser ligadas em FASE-FASE (circuitos bifásicos, normalmente utilizados para 
chuveiros, ar-condicionado, etc.) ou em FASE-NEUTRO (circuitos monofásicos). 
1.4.5Proteção contra sobrecorrentes 
 
Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegure o 
seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase. 
NOTA Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar, quando o circuito for 
constituído de mais de uma fase. Dispositivos unipolares montados lado a lado, apenas com suas 
alavancas de manobra acopladas, não são considerados dispositivos multipolares. 
1.4.5.1.Características Fusível x Disjuntor 
Tabela 3: Comparação entre as características principais dos fusíveis e disjuntores. 
Fusível Disjuntor 
Operação simples e segura: elemento fusível Atua pela ação de disparadores: lâmina bimetálica e 
bobina 
Baixo custo Tipos mono e multipolar; os multipolares possibilitam 
proteção adequada, evitando a operação monofásica 
de motores trifásicos 
Não permite efetuar manobras Maior margem de escolha; alguns permitem ajuste dos 
disparadores 
São unipolares - podem causar danos a motores caso o 
circuito não possua proteção contra falta de fase 
 Podem ser religados após sua atuação, sem 
necessidade de substituição 
Não permite rearme do circuito após sua atuação, devendo Podem ser utilizados como dispositivos de manobra 
É essencialmente uma proteção contra curto-circuito Protegem contra sobrecorrente e curto-circuito 
Não é recomendável para proteção de sobrecorrentes 
leves e moderadas 
Tem custo mais elevado 
 
Circuitos de iluminação e TUG’s: Icircuito < 70% da capacidade do disjuntor que protege o circuito. 
Circuitos de TUE’s: Icircuito < 80% da capacidade do disjuntor que protege o circuito. 
IMPORTANTE: É fundamental verificar sempre se a capacidade do disjuntor é compatível com a 
capacidade da fiação do circuito protegido. 
 
 
34 
1.5 Exercícios 
 
Seja o circuito de iluminação e TUG’s abaixo: 
4 pontos de luz de 100W cada.................................................400W 
4 pontos de luz de 60W cada..................................................240W 
5 pontos de luz de 40W cada .................................................200W 
8 TUG’s.....................................................................................800W 
Solução: 
Potência instalada 1640W 
Icircuito = 1640 / 220 = 7,45 A 
Utilizando disjuntor de 10 A: 
10 x 0,7 = 7 7 < 7,45 -> não satisfaz !!! 
Utilizando disjuntor de 15 A: 
15 x 0,7 = 10,5 10,5 > 7,45 -> OK condutor de 1,5mm2 conduz 15 A? SIM 
Então disjuntor de 15 A é compatível com condutor de 1,5 mm2. 
 
Agora é a sua vez! 
Em cada um dos casos a seguir, dimensionar o disjuntor e condutores apropriados: 
1) Seja um circuito residencial composto por iluminação e tomadas simples com potência instalada de 
1980W 
2) Seja um circuito residencial composto por iluminação e tomadas simples com potência instalada de 
1500W 
3) Seja um circuito de alimentação de TUE = 1500W 
4) Seja um circuito de alimentação de TUE = 3100W 
5) Seja um circuito de alimentação de TUE = 7kW 
6) Uma residência tem sua instalação elétrica dividida em 5 circuitos: 
Circuito A = iluminação e TUGs, total 1320W 
Circuito B = 7 TUGs de cozinha e lavanderia 
Circuito C = iluminação e TUGs, total 1760W 
Circuito D = chuveiro elétrico de 4400W 
Circuito E = ar-condicionado de 1540 W 
Determinar o quadro de distribuição com dimensionamento de disjuntores e fiação e o diagrama 
unifilar da instalação 
 
1.6 Componentes do quadro de distribuição de 
cargas 
 
• Disjuntor geral, 
• Barramento de interligação de fases, 
• Disjuntores de circuitos terminais, 
• Barramento de neutro, 
 
35 
• Barramento de proteção, 
• Tabela QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CARGAS, contendo toda a informação sobre a divisão 
dos circuitos terminais de uma instalação. 
 
1.7 Recomendações para a representação da 
tubulação e da fiação 
 
Uma vez concluída a locação dos pontos na planta baixa e identificados os circuitos terminais, o 
próximo passo consiste em interligar os mesmos, representando o sistema de tubulação e a fiação 
correspondente. 
1) Locar o Quadro de Distribuição (próximo ao centro de cargas, etc.), 
2) A partir do Quadro de Distribuição iniciar o traçado dos eletrodutos, procurando os caminhos mais 
curtos e evitando o cruzamento de tubulações (levar em conta detalhes do projeto estrutural, hidro-
sanitário, etc.), 
3) Interligar inicialmente os pontos de luz (tubulações embutidas no teto), percorrendo e interligando 
todos os recintos, 
4) Interligar os interruptores e tomadas aos pontos de luz de cada recinto (tubulações embutidas nas 
paredes), 
5) Evitar que caixas embutidas no teto (octogonais 4”x4”x4”de fundo móvel, octogonais 3”x3”x2” fundo 
fixo) estejam interligadas a mais de 6 eletrodutos, e que as caixas retangulares 4”x4”x2” e 4”x2”x2” 
embutidas nas paredes se conectem com mais de 4 eletrodutos(ocupação, emendas), 
6) Evitar que em cada trecho de eletroduto passe quantidade elevada de circuitos (limitar em máx. 5), 
visando minimizar bitola de eletrodutos (comentar conseqüências estruturais) e de fios e cabos 
(comentar Fator de Correção de Agrupamento) -> principalmente na saída dos quadros, prever 
quantidade apropriada de saídas de eletrodutos em função do número de circuitos existentes no 
projeto, 
7) Avaliar a possibilidade de utilizar tubulação embutida no piso para o atendimento de circuitos de 
tomadas baixas e médias, 
8) Os diâmetros nominais das tubulações deverão ser indicados, 
9) Concluído o traçado de tubulações, passar à representação da fiação, indicando o circuito ao qual 
pertence cada condutor e as seções nominais dos condutores, em mm2. 
 
1.8 Eletrodutos e alguns acessórios 
 
O eletroduto é um tubo destinado à colocação e proteção de condutores elétricos. Eles são caracte-
rizados pelo seu diâmetro externo em milímetros (mm), geralmente chamado tamanho nominal. O 
tamanho mínimo admitido nas instalações é de 16 mm. 
As principais funções dos eletrodutos são: 
• Proteção mecânica dos condutores, 
• Proteção dos condutores contra ataques químicos da atmosfera ou ambientes agressivos, 
 
36 
• Proteção do meio contra os perigos de incêndio resultantes de eventuais superaquecimentos dos 
condutores ou arcos voltaicos, 
• Proporcionar aos condutores um envoltório metálico aterrado (no caso de eletrodutos metálicos) 
para evitar perigos de choque elétrico. 
Os eletrodutos são classificados em rígidos e flexíveis e podem ser fabricados com diversos 
materiais, entre os quais está o PVC, muito usado em instalações elétricas e que tem como 
vantagens as propriedades de isolação térmica, elétrica e à umidade, além de ser um material 
antichama quando fabricado adequadamente. Somente os eletrodutos de aço, PVC e os semi-rígidos 
podem ser embutidos. Os eletrodutos rígidos são vendidos em varas de 3m de comprimento. 
Os eletrodutos podem ser do tipo: 
• Não-metálicos: PVC (rígido e flexível corrugado), plástico com fibra de vidro, polipropileno, 
polietileno, fibrocimento, 
• Metálicos: Aço carbono galvanizado ou esmaltado, alumínio e flexíveis de cobre espiralado. 
Em instalações aparentes, o eletroduto de PVC rígido roscável é o mais utilizado, devendo as 
braçadeiras ser espaçadas conforme as distâncias mínimas estabelecidas pela NBR-5410/04. 
Os eletrodutos deverão possuir algumas informações, marcadas de forma bem visível e indelével, ou 
seja, que não possa ser apagado. 
 
Figura 27: Eletroduto de PVC rígido. 
 
Em juntas de dilatação, os eletrodutos rígidos devem ser seccionados, devendo ser mantidas as 
características necessárias à sua utilização; em eletrodutos metálicos a continuidade elétrica deve ser 
sempre mantida. 
Os eletrodutos flexíveis (Figura 28), também chamados conduítes, são usados nas partes externas 
das instalações, em locais perigosos ou expostos ao tempo. Eles não devem ser emendados por 
luvas ou soldas e devem ser fixados por abraçadeiras rígidas ou flexíveis. Estes eletrodutos são 
chamados flexíveis exatamente porque podem ser curvados. 
 
 
 
Figura 28: Eletroduto flexível ou conduíte. 
 
 
 
37 
 
 
Figura 29: Abraçadeiras rígidas. 
 
É recomendado que não se pinte os eletrodutos e seus acessórios, e quando a instalação for 
aparente (exposta), os eletrodutos e acessórios deverão ser da mesma cor. 
Dentro dos eletrodutos só podem ser usados condutores que possuam isolação e não são admitidos 
condutores nus ou simples-mente cobertos. Condutor nu só é permitido quando destinado a 
aterramento. 
Os eletrodutos não deverão ter defeitos de fabricação ou de instalação tais como: fendas, trincas, 
bolhas, curvas malfeitas etc. 
Os eletrodutos mais utilizados em instalações aparentes são os de PVC rígido rosqueável, geralmente 
na cor cinza. 
Uma outra forma de se fazer uma instalação aparente é por canaletas plásticas. As canaletas podem 
ser aplicadas em paredes e divisórias, em móveis, sob tampos de mesa, no piso etc. O número de 
vias (compartimentos) indica quantos condutores podem ser instalados em uma mesma canaleta. 
Assim como os eletrodutos, as canaletas também possuem acessórios para sua instalação, dentre os 
quais: cotovelo, “T” e luva, que poderão ser vistos nos pólos com os seus tutores. 
 
 
 
 
Figura 30: Canaleta de duas vias. 
 
Para emendar, mudar a direção e fixar os eletrodutos às caixas de passagens são empregados 
acessórios, entre os quais: luvas; curvas; buchas; porcas; arruelas. 
As luvas são usadas para unir dois trechos de eletrodutos ou um eletroduto a uma curva. As luvas são 
rígidas. 
 
 
 
 
 
 
Figura 31: Luva em PVC 
 
As curvas são utilizadas para evitar que o eletroduto seja danificado ao ser curvado e tenha seu 
tamanho nominal reduzido, no ponto da curva. As curvas são rígidas. 
 
 
 
38 
 
 
 
Figura 32: Curva em PVC 
 
As buchas são utilizadas para fazer o acabamento das extremidades com rebarbas dos eletrodutos 
rígidos. Evitam, dessa forma, danos à isolação da fiação no momento em que são puxadas dentro dos 
eletrodutos. As buchas são rígidas. 
 
 
 
Figura 33: Bucha 
 
Já as porcas, são arruelas rosqueadas internamente que, quando colocadas externamente às caixas 
completam, com as buchas, a fixação do eletroduto à parede da mesma. As porcas e arruelas são 
rígidas. 
 
 
 
Figura 34: Arruela (contra-porca). 
 
1.8.1Dimensionamento dos eletrodutos 
 
Os eletrodutos obedecem a um limite de ocupação dos condutores que permanecerão no seu interior 
chamado “taxa máxima de ocupação do eletroduto” (Tabela 4). Segundo a NBR 5410/2004, esta taxa 
não deve ser superior a 40% da área interna dos eletrodutos (quando ocupados por três ou mais 
condutores ou cabos, figura 30, ou seja, somando as áreas de todos os condutores, o resultado não 
pode ultrapassar a 40% da área interna do eletroduto. Esta norma (NBR 5410/2004) também informa 
que, se o eletroduto for ocupado por dois condutores ou cabos, a área interna ocupada nos 
eletrodutos não deve ultrapassar a 31% e quando forem ocupados somente por um condutor (ou 
cabo) esta mesma área não deve ultrapassar a 53%. 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 35: Ocupação máxima da área interna dos eletrodutos. 
 
As dimensões internas dos eletrodutos e de suas conexões devem permitir que depois que a 
instalação estiver pronta os condutores possam ser instalados e retirados com facilidade. 
Por exemplo: Você precisa passar um circuito contendo 5 condutores (três fases, um neutro e um 
condutor de proteção) dentro de um eletroduto. A seção nominal dos condutores fases é de 35mm2 
cada um, a seção nominal do condutor neutro é de 25mm2 e a do condutor de proteção 16mm2. A 
partir da Tabela 5 (Dimensões totais dos condutores isolados) e da Tabela 4 (Taxa de ocupação 
máxima de eletroduto rígido de PVC), encontre o eletroduto ideal para esta instalação. 
Como fazer: 
Some as áreas totais de todos os condutores (Tabela 5); no nosso exemplo temos: 71mm2 + 71mm2 + 
71mm2 + 56,7mm2 +33,2mm2 = 302,9mm2; 
2. Com o resultado obtido você deve consultar a Tabela 4. Na coluna de taxa de ocupação (40% – 
quando ocupados por três ou mais condutores ou cabos) procure um valor igual ou superior ao 
resultado obtido na soma das áreas dos condutores (302,9mm2). O valor 302,9mm2 encontra-se entre 
os valores 237mm2 e 409mm2; 
3. Portanto, o eletroduto ideal para esta instalação terá o diâmetro nominal de uma polegada (40mm) 
e poderá ter uma ocupação máxima de 409mm2. 
Obs.: Estas tabelas podem ser encontradas em catálogos de fabricantes de eletrodutos. Os valores 
podem variar de um fabricante para outro. 
Tabela 4: Taxa de ocupação dos eletrodutos rígidos usuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
Tabela 5: Dimensões totais dos condutores isolados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.8.2Prescrições

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