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Eng. Agrônomo D.Sc. Luís Henrique Soares 
CULTURAS DE SOJA, FEIJÃO 
E ALGODÃO 
Patos de Minas, junho de 2019 
CULTURA DO ALGODÃO 
Fibras comumente utilizadas 
Centro de origem do algodoeiro 
 Introdução 
 Gossypium hirsutum L. var. latifolium Hutch - + de 90% da fibra mundial 
 
 É a mais importante fibra têxtil cultivada pelo homem 
 
 Quatro espécies produzem fibra comercial 
 
 Gossypium hirsutum – América Central 
 Gossypium barbadense – América do Sul 
 Gossypium herbaceum – África – única a produzir fibras com torções 
 Gossypium arboreum – Ásia 
 
 A espécie G. hirsutum diferenciou-se em sete raças, sendo a mais 
importante a Latifolium, seguida pela Marie Galante, a qual pertence ao 
algodoeiro arbóreo (mocó) do Nordeste e a Punctatum, que serve de banco 
de genes para resistência a doenças 
 
 
 
 
Introdução 
Freire (2011) 
Açúcares 
totais: 0,3% 
Substâncias 
pécticas: 0,9% 
Cinza: 
1,2% 
Proteína: 
1,3% 
Celulose: 
94% 
Outros: 
0,9% 
Ceras: 
0,6% 
Ácidos: 
0,8% 
Composição das sementes de algodão 
Posição País Produção (t) 
1º Índia 5.766.000 
2º China 4.553.000 
3º Estados Unidos 3.514.000 
4º Paquistão 1.910.000 
5º Brasil 1.447.000 
6º Usbequistão 818.000 
7º Turquia 664.000 
8º Austrália 846.000 
9º Turcomenistão 306.000 
Mundo 22.523.000 
 Produção mundial de algodão em pluma 
ABRAPA (2019) 
*Dados referentes à safra 16/17 
Evolução do algodão no Brasil 
Conab (2019) 
Algodão no Brasil 
Conab (2019) 
Conab (2018) 
Produção de algodão no Brasil 
 Área plantada de algodão no Brasil 
*mil hectares 
Conab (2019) 
 Produção de algodão no Brasil 
*mil toneladas 
Conab (2019) 
 Morfologia 
 Fenologia 
Emergência e 
desenvolvimento 
das plântulas 
Aumento da 
área foliar e do 
dossel 
Desenvolvimento 
das flores e dos 
capulhos 
Maturação 
Fases 
 Componentes de produção de algodoeiro 
X 
X 
Produção de fibra 
X 
X 
Produção Rendimento de fibra 
Número de maçãs Massa de maçãs 
Número de botões florais Taxa de pegamento de maçãs 
Número de posições produtivas 
Densidade de plantas Número de ramos reprodutivos/planta 
Iniciação das gemas florais: 35-40 dias antes do florescimento 
Número de carpelos (parte feminina) e anteras: 30-35 dias antes do 
florescimento 
Número de óvulos: 15-25 dias antes do florescimento 
 Desenvolvimento do algodoeiro 
 Desenvolvimento do algodoeiro 
Critérios de escolha da variedade 
Arquitetura da planta 
Duração do ciclo 
Potencial produtivo 
Rendimento e qualidade de fibra 
Resistência ou tolerância às principais 
pragas, doenças e nematoides 
Duração do ciclo das cultivares 
Grupo I: ciclo menor que 140 dias (precoce) 
Ideal para fechamento de plantio e segunda safra 
Grupo II: ciclo entre 140 e 165 dias (média) 
Ideal para meio de plantio 
Grupo III: ciclo maior que 165 dias (tardia) 
Ideal para abertura de plantio 
Calendário de semeadura de algodão 
Épocas de semeadura de algodão 
Algodão de primeira safra Algodão de segunda safra 
Cultivado em um sistema de produção 
em que há o cultivo apenas do algodão 
como cultura comercial dentro do ano 
agrícola 
Cultivado após uma cultura comercial 
(soja, feijão, milho, etc.) no mesmo ano 
agrícola. 
Objetivo: alta produtividade 
Objetivo: aumentar a rentabilidade da 
área perante o incremento de produção 
por unidade de área no mesmo ano 
agrícola. 
Normalmente não requer irrigação 
A época de plantio é limitada pela 
disponibilidade de água, temperatura e 
vazio sanitário 
Vazio sanitário do algodoeiro 
Região Época 
Mato Grosso – Região I (Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste e regiões) 01/10 a 30/11 
Mato Grosso – Região II (Sorriso-Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal e regiões) 15/10 a 14/11 
Mato Grosso do Sul 01/10 a 30/11 
Goiás – Região I - Acreúna, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Campo Alegre de 
Goiás. Cesarina, Edealina, Edeia, Firminópolis, Goiatuba, Inaciolândia, Indiara, Ipameri, Jandaia, Itumbiara, 
Joviânia, Maurilândia, Morrinhos, Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Panamá, Piracanjuba, Pontalina, 
Porteirão, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio da Barra, São João da Paraúna, Santo Antônio de Goiás, 
Trindade, Turvelândia, Vicentinópolis e as lavouras localizadas nos municípios de Paraúna e Caiapônia que 
estiverem abaixo de 600 metros de altitude. 
05/09 a 20/11 
Goiás – Região II – Chapadão do Céu, Doverlândia, Jataí, Mineiros, Montividiu, Rio Verde, Santa Rita do 
Araguaia, e as Lavouras localizadas em Paraúna e Caiapônia que estiverem acima de 600 metros de altitude 
10/09 a 30/11 
Goiás – Região III – Perolândia, Portelândia e Mineiros, exceto a porção de área descontínua limítrofe 
com o município de Chapadão do Céu, que segue a mesma data de vazia de GO 2. 
15/09 a 05/12 
Goiás – Região IV - Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Silvânia e Minaçu 20/08 a 10/11 
Goiás – Região V - Britânia, Jussara, Matrinchã, Montes Claros de Goiás, Santa Fé de Goiás e São 
Miguel do Araguaia 
01/11 a 20/01 
Minas Gerais 20/09 a 20/11 
Bahia 20/09 a 20/11 
São Paulo 10/07 a 10/10 
Paraná 10/07 a 20/09 
Adaptado de Conab (2016) 
 Germinação e emergência 
 Germinação e emergência 
Embebição de sementes de algodão em função do 
tempo de semeadura e temperatura 
Emissão de radícula de algodoeiro em função da 
temperatura e da umidade do solo 
 Germinação e emergência 
Comprimento de hipocótilo do 
algodoeiro em função da umidade do 
solo e da temperatura 
Desenvolvimento radicular do algodoeiro 
30 cm 
90 cm 
Densidade populacional: colhedora tipo “picker” 
Espaçamento: 76,2 a 101,6 cm 
Densidae: 60 a 100 mil plantas/hectare 
Densidade populacional: colhedora tipo VRS e “stripper” 
Espaçamento: 38,1 a 50,8 cm 
Densidade: 160 a 200 mil plantas/hectare 
 Fase vegetativa 
Marur; Ruano (2004) 
Rápido crescimento de raízes 
 
Temperaturas diurnas de 30 ºC e noturnas de 22 ºC 
 
Pode atingir 2,0 m de profundidade 
 
No momento da abertura dos cotilédones, a raiz pode ter atingido 25 cm, 
com crescimento de 1,2 a 5,0 cm por dia 
 
Dependendo da temperatura, esta fase pode durar entre 27 e 38 dias 
 
Fatores que afetam 
 
Alto teor de Al no solo 
Baixo teor de Ca, Mg e P 
Impedimento físico 
Déficit hídrico 
Localização do fertilizante 
 Fase vegetativa 
Rosolem (2001) 
 Temperatura e necessidade hídrica 
Fase Temperatura 
Germinação e emergência 
18 a 30º C, com mínima de 14º C e máxima de 
40º C 
Crescimento vegetativo 
25-30º C, com mínimo de 15º C e máximo entre 
33-35º C 
Enchimento das maçãs 
Quando temperaturas médias menores que 25º 
C, o algodoeiro cresce muito pouco 
Frutificação 22-26º C 
Maturação dos frutos 
27 a 32º C, com mínima de 20º C e máxima de 
38º C 
Qualidade da fibra Noturnas abaixo de 20º C 
Necessidade hídrica: 500 a 1500 mm 
50 a 60% é necessário durante o 
florescimento 
Freire (2015), Rosolem (2015) 
 Fase vegetativa 
Souza et al. (2007) 
Sistema radicular com o tratamento com adubo 5 cm abaixo da 
semente (a), 5 cm de cada lado da semente (b) e 5 cm ao lado da 
semente (c). 
 Fase vegetativa 
Souza et al. (2007) 
Ocorrência de pragas no algodoeiro 
Adaptado de Saran; Santos (s/d) 
Percevejo castanho 
L. rosca 
L. elasmo 
Cigarinha 
Tripes 
Pulgão do algodoeiro 
Curuquerê Curuquerê 
Falsa medideira/Mede palmo 
Bicudo 
Spodoptera spp. 
Spodoptera spp. 
Ácaro rajado/vermelho/branco 
Percevejos rajado/manchador 
Mosca branca Mosca branca 
Percevejos migrantes 
Lagarta rosada 
 Formação dos botões florais 
Marur; Ruano (2004) 
Acentua-se o acúmulo de matéria seca 
 
 
Do primeiro botão floral até a primeira flor, dura usualmente entre 22 a 
30 dias; 
 
Sob temperaturas médias de 22 a 25 ºC, ocorre a formação de um ramo 
reprodutivo a cada 3 dias 
 
Sob estas temperaturas médias, a cada 3 diassurge um botão floral em 
ramos sucessivos e a cada 6 dias surge outro no mesmo ramo 
 
Exigência hídrica passa de menos de 1 mm/dia para aproximadamente 4 
mm/dia. Em média, são necessários 700 mm ao longo do ciclo. 
 
Aumenta os cuidados com o acompanhamento do crescimento das 
plantas 
 
 Formação dos botões florais 
Rosolem (2001) 
Cultura do algodão: necessidade hídrica 
A necessidade hídrica varia entre 700 e 1300 mm 
Entre os 60 e 100 dias após a emergência é a fase mais crítica quanto ao 
déficit hídrico 
Grau de 
interferência 
Período de 
convivência 
Ambiente 
Comunidade 
infestante 
Cultura 
Época Duração 
Solo Clima Manejo 
Espaçamento 
Cultivar 
Espaçamento 
Espécie 
Densidade 
Distribuição 
Cultura do algodão: interferência de plantas daninhas 
Périodos de convivência de plantas daninhas 
Cardoso et al. (2010) 
Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro 
Adaptado de Belot et al. (2015) 
Entressafra Ciclo Final de ciclo 
Vazio sanitário: 
destruição dos restos 
culturais, tigueras e 
rebrotas e plantas 
daninhas 
Redução da pressão 
devido a aplicação de 
maturadores e 
desfolhantes 
PCPI – 20 a 80 DAS 
Dessecação 
Pré-emergente 
Pós-precoce 
FL: até 2 folhas 
G – não perfilhada 
Pós-normal 
FL: 4 a 6 folhas 
G – 1 a 3 perfilhos 
Pós-tardia 
FL: > 6 folhas 
G – > 3 perfilhos 
Pós-emergência da cultura, aplicando o herbicida em área total 
Trifloxysulfuron e pirithiobac 
Para trifloxysulfuron e pirirhiobac, aplicar com no mínimo, cinco folhas até 60 dias antes da 
colheita, controlando ciperáceas e diversas folhas largas com menos de 10 cm de altura. 
Sempre haverá algum grau de injúria (nunca aplicar antes de cinco folhas, ideal sete folhas), pelo 
fato de que a planta de algodão precisa metabolizá-lo, e isso normalmente gera, pelo menos, 
alguma clorose. 
 
Não misturar o produto comercial do trifloxysulfuron com outros herbicidas que não o 
pyrithiobac e checar o rótulo com relação a inseticidas e fungicidas a serem colocados na calda 
do trifloxysulfuron. Deve-se evitar a colocação de graminicidas (inibidores da ACCase) na 
calda de aplicação do trifloxysulfuron, guardando-se três dias de intervalo para aplicação 
do graminicida após a aplicação do trifloxysulfuron e cinco dias se o trifloxysulfuron for 
aplicado após o graminicida. Com relação ao carry-over, após o uso de trifloxysulfuron, deve 
aguardar-se um intervalo de no mínimo nove meses para semeadura de culturas sensíveis, 
como feijão e milho. 
 
O pyrithiobac pode ser aplicado desde o estádio cotiledonar até 60 dias antes da colheita do 
algodão, sendo possíveis até duas aplicações por ano, de forma seletiva. O momento da aplicação 
é crítico para eficácia sobre as plantas daninhas, as quais devem ter entre 7 cm e 10 cm no 
máximo. As plantas daninhas guanxuma (Sida spp.) e caruru (Amaranthus spp.) não devem ul-
trapassar 5 cm de altura. O pyrithiobac não deve ser associado a graminicidas (inibidores da 
ACCase), visto que possui antagonismo com estes herbicidas, devendo seguir a mesma 
recomendação do trifloxysulfuron com relação à aplicação do graminicida. 
 
Graminicidas são seletivos. 
Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro 
Christoffoleti ; Nicolai (2015) 
Pré-plantio: amplamente utilizado glifosato. 
Sugestão: Aplicação sequencial na dessecação: primeiro utilizar glifosato e entre 10 e 15 dias 
após, utilizar paraquat. Associação de residuais com o herbicida de dessecação: diurom 
ou flumioxazina associados ao glifosato na dessecação ou aplicação de alacloro, clomazona, 
flumioxazina, diurom, pendimentalina, prometrina, trifuralina ou s-metolacloro entre 10 e 15 
dias após a dessecação. 
 
Pré-emergência da cultura 
Flumioxazina, pendimentalina, trifluralina ou clomazona. Tomar cuidado com os riscos de 
fitotoxidade 
 
Pós-emergência da cultura em jato dirigido 
Alternativa mais comum para o uso de um herbicida não seletivo para cultura ou a estratégia 
mais eficaz para se evitar o efeito guarda-chuva da cultura sobre as plantas daninhas, 
principalmente da linha da cultura, é o uso da aplicação em jato dirigido, protegida ou não. A 
aplicação pode ser protegida quando se utiliza o equipamento denominado “Casinha de 
cachorro”, ou sem proteção, com os bicos de pulverização direcionados para o solo da 
entrelinha. 
 
Pós-emergência da cultura, aplicando o herbicida em área total 
Glifosato, glufosinato de amônio ou graminicidas. 
RR1: aplicar glifosato apenas até 4 folhas 
RRFlex: possível aplicar durante todo o ciclo 
Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro 
Christoffoleti ; Nicolai (2015) 
Evento Herbicida 
LLCotton25 (Liberty Link® – LL) Glufosinato de amônio 
MON 1445 Glifosato 
281-24-236/3006-210-23 (BT1 + 
Liberty Link® – LL) 
Glufosinato de amônio 
MON 531 x MON 1445 Glifosato 
GHB614 – Glytol® Glifosato 
GHB 119 x T304 -40 (TwinLink®) Glufosinato de amônio 
MON 88913 Glifosato 
Glytol® x Twinlink® Glifosato + Glufosinato de amônio 
GHB 614 x LLCotton25 (Glytol® + 
Liberty Link®) 
Glifosato + Glufosinato de amônio 
MON 15985 (BT2) + MON 88913 Glifosato 
Manejo de plantas daninhas: transgenias 
Ferreira; Borgiani (2015) 
Algodão: transgenias no Brasil 
Algodão: transgenias no Brasil 
Algodão: transgenias no Brasil 
 Florescimento 
Marur; Ruano (2004) 
 Florescimento 
Competição entre o crescimento vegetativo e reprodutivo 
 
 
No aparecimento da primeira flor, a planta deve ter desenvolvido entre 14 e 
16 nós na haste principal 
 
Vida média de uma folha é de 65 dias, mas o pico fotossintético ocorre 
aproximadamente aos 20 dias após a abertura da folha 
 
A exigência hídrica passa de 4 mm para mais de 8 mm/dia. 
 
O desenvolvimento do pólen e o crescimento do tubo polínico são 
altamente sensíveis a estresses ambientais 
 
Pode ocorrer elevada abscisão de botões florais 
 
A queda de até 60% dos botões florais é considerada normal 
 Florescimento 
 CONTROLE DO CRESCIMENTO 
Importância 
Adequar a alturas das plantas à colheita mecanizada 
No máximo 1,2 m de altura na colheita 
Adequar a arquitetura das plantas 
Manter arquitetura piramidada 
Equacionar a relação crescimento 
vegetativo/reprodutivo 
Aumentar a relação MSR/MSV 
Melhorar a qualidade do produto final 
Uniformizar a maturação das plantas 
 Arquitetura das plantas 
Plantas com estrutura 
piramidada 
Plantas achatadas 
Monitoramento periódico das plantas 
Parâmetros morfológicos 
Altura e número de nós 
Comprimento médio de internódios 
Taxa de crescimento (cm/dia) 
Número de nós acima da última flor branca 
Critérios para aplicação do regulador 
A primeira aplicação normalmente 
ocorre entre os estádios B1 e F1 
Critérios para aplicação do regulador 
Cultivares de porte alto: FM 975 WS, BRS 371 RF, FM 933, FM 982 GL, FM 
980 GLT, FMT 709 
A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,30 
a 0,35 m de altura 
Cultivares de porte médio: BRS 369 RF 
A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,35 
a 0,40 m de altura 
Cultivares de porte baixo: TMG 11 WS, TMG 42 WS 
A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,40 
a 0,45 m de altura 
Cultivares de crescimento vigoroso: a primeira aplicação deve ser feita 
quando as plantas apresentarem de 6 a 8 nós 
Cultivares de crescimento menos vigoroso e porte baixo: a primeira 
aplicação deve ser feita quando as plantas apresentarem de 8 a 10 nós 
Critérios para aplicação do regulador 
Quando acima da última flor mais alta na haste principal, a planta 
apresente entre 4 e 5 nós → APLICAR 
O monitoramento intenso deve ocorrer até que, acima flor mais alta na 
haste principal, a planta apresente 3 nós 
O ideal é que o comprimento médio do internódio se mantenha próximo 
de 4 cm 
Quando o comprimento médio dos últimos 5 internódios for superior à 5 
cm → APLICAR 
Quando o crescimentodiário da haste principal for superior à 1,5 cm → 
APLICAR 
Número de nós acima da última flor branca 
Plantas minimamente 
estressadas: entre sete e oito 
internódios acima da última 
flor branca 
Abaixo: estimular 
Acima: regular 
Modelos matemáticos: sugestões de doses 
Altura 
(cm) 
Ciclo da cultivar/Condição de crescimento 
Precoce ou 
médio* 
Médio/tardio ou 
tardio** 
Tardio + clima 
favorável*** 
L ha-1 
60 0,03 0,06 0,09 
70 0,06 0,12 0,18 
80 0,10 0,18 0,26 
90 0,13 0,24 0,36 
100 0,16 0,30 0,44 
Dose (L ha-1) 
D=(0,0033 X A) – 
0,16 
D=(0,0061 X A) – 
0,30 
D=(0,0089 X A) – 
0,44 
Pic HC, Legend 250 SL, Sponsor 
* Crescimento diário inferior a 1,5 cm; ** Crescimento diário maior que 1,5 cm; *** Boa 
umidade do solo e temperatura superior a 32° C. 
Modelos matemáticos: sugestões de doses 
Altura 
(cm) 
Ciclo da cultivar/Condição de crescimento 
Precoce ou 
médio* 
Médio/tardio ou 
tardio** 
Tardio + clima 
favorável*** 
L ha-1 
60 0,08 0,15 0,22 
70 0,16 0,3 0,44 
80 0,24 0,45 0,66 
90 0,33 0,6 0,89 
100 0,41 0,76 1,11 
Dose (L ha-1) 
D=(0,0083 X A) – 
0,42 
D=(0,0152 X A) – 
0,76 
D=(0,0223 X A) – 
1,12 
Tuval 
* Crescimento diário inferior a 1,5 cm; ** Crescimento diário maior que 1,5 cm; *** Boa 
umidade do solo e temperatura superior a 32° C. 
 Desenvolvimento da folha 
 Florescimento 
Rosolem (2007) 
 Florescimento 
Rosolem (2001) 
Ocorrência de pragas no algodoeiro 
Adaptado de Saran; Santos (s/d) 
Percevejo castanho 
L. rosca 
L. elasmo 
Cigarinha 
Tripes 
Pulgão do algodoeiro 
Curuquerê Curuquerê 
Falsa medideira/Mede palmo 
Bicudo 
Spodoptera spp. 
Spodoptera spp. 
Ácaro rajado/vermelho/branco 
Percevejos rajado/manchador 
Mosca branca Mosca branca 
Percevejos migrantes 
Lagarta rosada 
Detecção de bicudo no Brasil 
Belot et al. (2015) 
Ovo – Liso e branco e com 0,08 mm de comprimento. Cada fêmea oviposita 
aproximadamente 150 ovos no interior dos botões florais. 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) 
Larva – De cor branca, com cabeça cor pardo-clara, sem patas, encurvadas, e no 
3º ínstar apresenta entre 5 mm e 7 mm de comprimento. 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) 
Pupa – De cor branca, comprimento de 10 mm, pode-se observar os vestígios dos 
diferentes membros do corpo dos futuros adultos, como os olhos e o bico. O 
período pupal dura, em média, 4 a 6 dias. 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) 
Adulto – De cor geral cinzenta ou castanha, com 7,0 mm de comprimento 
(incluindo o bico), e cerca de 2,3 mm de largura. O corpo é coberto com pequenos 
e finos pelos dourados, conferindo ao inseto uma aparência penugenta. Os adultos 
recém emergidos possuem uma cor marrom-avermelhada. O fêmur das patas 
dianteiras apresenta duas aristas (espinhos), uma maior que a outra. Os 
fêmures das patas medianas e posteriores só apresentam uma arista. Os olhos e o 
bico são escuros e as antenas apresentam 12 segmentos. 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843): ciclo de vida 
Ovo 
3 a 5 dias 
Larva 
8 dias 
Pupa 
4 a 6 dias 
Adulto 
20 a 40 dias 
1 ovo por botão floral, preferencialmente na base 
de botões com 0,6 cm de diâmetro. 
Um casal pode dar origem a 12 milhões de insetos 
até o final da safra. 
O adulto é de hábito diurno, com maior atividade 
entre 9 e 17 h. O pólen da flor de algodão é o 
alimento preferido. As fêmeas adultas, após 
emergirem, precisam se alimentar durante 5-6 
dias antes de iniciar a postura. 
Os adultos podem se movimentar a longas 
distâncias. Após o final da safra, migram para os 
refúgios, onde permanecem com baixo 
metabolismo. 
Os adultos, ao penetrarem na lavoura, pouco se 
movimentam. Inicialmente, podem se alimentar 
das estruturas vegetativas, até que apareçam os 
primeiros botões. 
Na fase de maturação, os adultos se alimentam 
vorazmente, para acumular gorduras. Adaptado de Belot et al. (2015) 
Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843): controle 
Cultural 
 Semeadura concentrada 
 Cultivares de ciclo curto e florescimento concentrado 
 Controle do crescimento: facilita a penetração dos produtos 
 Destruição das soqueiras e tigueras 
 
Químico 
 Armadilhas contendo feromônio para monitoramento nas bordas próximas 
aos refúgios, instaladas 50 dias antes da semeadura, permanecendo por 9 
semanas. Índice BAS: bicudos/armadilha/semana. 
 - mais de 2 BAS: três aplicações 
 - entre 1 e 2 BAS: duas aplicações 
 - de 0 a 1 BAS: uma aplicação 
 - zero BAS: nenhuma aplicação. 
 
 Monitoramento 
 Sugestão: avaliação de 250 botões florais/talhão (1 botão por planta), 
adotando como nível de controle, 5% de botões atacados. 
 Aplicação de inseticidas nas bordaduras (30 m) a partir da 2ª folhas até a 
primeira maçã firme, com intervalos de 5 a 7 dias. 
 3 aplicações de inseticidas após o surgimento dos botões florais em 
intervalo de 5 a 7 dias. 
 Não utilizar piretroides antes de 80 DAS: desequilíbrio de ácaros. 
Adaptado de Belot et al. (2015) 
Bicudo: controle e supressão populacional 
Adaptado de Belot et al. (2015) 
Entressafra Ciclo Final de ciclo Final de ciclo 
Colheita Vazio sanitário: 
destruição dos restos 
culturais, tigueras e 
rebrotas 
Semeadura 
concentrada 
Armadilhamento 
Redução 
populacional de 
final de safra 
Destruição dos 
restos culturais 
Pulverização 
das bordaduras 
Aplicações na 
fase B1 
Redução 
populacional de 
final de safra 
Nível de controle: 5% de botões atacados 
Armadilhamento 
Decisões de supressão: 
Com base nas armadilhas 
Com base no monitoramento visual 
Tripes - Frankliniella schultzei (Trybom, 1920) 
Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) 
Descrição e biologia 
Adultos medem de 1 a 3 mm, normalmente de coloração cinza-escura a preta. Aparelho bucal do tipo 
raspador-sugador. A fêmea pode ovipositar de 20 a 100 ovos. Alimentam-se de seiva e as maiores 
densidades populacionais geralmente ocorrem até os 20 dias de idade das plantas. Podem ocorrer 
ataques expressivos na fase de frutificação das plantas. São insetos polífagos. Se escondem dentro das 
flores e embaixo das folhas. Período de incubação: 4 dias; Período ninfal: 5 a 10 dias; Período adulto: 20 
dias. 
Danos 
Raspam a epiderme e sugam a seiva, deixando pequenos pontos ferruginosos. Os danos mais sérios 
ocorrem quando as plantas estão jovens. Ataques tardios podem causar quedas de estruturas 
reprodutivas. No início do ataque as folhas apresentam necrose e dobramento das bordas voltadas para 
cima. Se o ponteiro for atacado, ocorre encarquilhamento, paralização temporária do crescimento e 
superbrotamento. Em plantas jovens (antes de 15 DAE), pode causar a morte. 
Controle 
Monitoramento: 5 pontos com 10 plantas por hectare. >5 tripes/planta: entrar com controle. 
Controle biológico, tratamento de sementes e produtos sistêmicos quanto estiver acima do nível de 
controle. 
Mosca branca - Bemisia tabaci (Genn., 1889) 
Descrição e biologia 
Os adultos apresentam cor branca, com 1 a 2 mm de comprimento. Apresentam prontidão a voar, a partir 
de qualquer perturbação. Geralmente habita a face inferior das folhas. Uma fêmea pode depositar 110 ovos 
isoladamente na face inferior das folhas. São insetos polífagos. Período de incubação: 7 dias; Período 
ninfal: 14 a 28 dias; Período adulto: 18 dias. 
 
Danos 
Danos diretos pela sucção de seiva, ocasionando amarelecimento do limbo. Pontuações que se tornam 
necróticas ao longo das nervuras, encrespamento, murchamento e envelhecimento precoce das folhas, 
ocorrem devido a injeção de seiva tóxica. Assim como o pulgão, podem secretar substâncias açucaradas, 
que promovem fumagina. Como dano direto, são transmissoras do vírus do mosaico comum. 
 
Controle 
Controle biológico e utilização de inseticidas sitêmicos 
Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) 
Pulgão do algodoeiro - Aphis gossypii Glover, 1877 
Fonte:Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) 
Descrição e biologia 
Adultos medem 1,3x0,6 mm, de coloração verde clara a verde escura. Possuem aparelho bucal sugador 
com hábito gregário (vivem em colônias). O pico populacional é observado entre 35 e 70 dias DAE. Podem 
ser ápteros ou alados. Na entressafra, sobrevivem em plantas silvestres. As adubações nitrogenadas 
normalmente favorecem o aumento da população. Uma fêmea pode originar cerca de 100 a 200 ninfas em 
10 dias, por partenogênese. São insetos polífagos. 
Danos 
Inicialmente os danos ocorrem em reboleiras. Os danos diretos são a sucção de seiva, que provocam a 
curvatura das folhas. Quando os adultos se alimentam, eliminam secreções açucaradas em folhas e 
capulhos, que favorece o aparecimento de fungos de cor preta, que ocasionam fumagina. Os danos 
indiretos ocorrem devido o pulgão ser vetor das viroses do mosaico das nervuras, conhecida como doença 
azul e mosaico das nervuras atípico. 
Controle 
Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – observar as folhas a fim de verificar a presença de pulgões 
alados ou colônias – 3 a 10% de plantas atacadas para variedades suscetíveis às viroses, 40% de plantas 
atacadas para variedades tolerantes. 
Controle biológico, tratamento de sementes, inseticidas seletivos a inimigos naturais 
Complexo de lagartas 
Curuquerê - Alabama argillacea 
(Hübner, 1818) 
Falsa medideira 
Lagarta das maçãs - Heliothis 
virescens (Fabrícius, 1781) 
Spodoptera - Spodoptera cosmioides 
(Walker., 1858) 
Spodoptera - Spodoptera eridanea 
(Cramer, 1782) 
Spodoptera - Spodoptera frugiperda 
(J. E. Smith, 1797) 
50 a 100 plantas por talhão 
2 lagartas/planta ou 25% de 
desfolha 
50 a 100 plantas por talhão 
10 a 15% de plantas atacadas 
 Os ovos de H. armigera e H. zea são de coloração branco-amarelada, 
apresentando cor marrom escuro próximo ao momento de eclosão, e são 
dispostos isoladamente; 
 
 
 O período larval de Helicoverpa spp. pode apresentar diversas colorações, de 
branco-amarelada a verde nos diversos ínstares, com cabeça de coloração 
marrom-escuro a preto, apresentando listras de diversas cores lateralmente 
nos diversos segmentos; 
 
 
 H. armigera apresenta grande semelhança com a lagarta da maçã, Heliothis 
virescens; 
 
 
 Para a identificação, observa-se a presença de micropêlos que podem ser 
observados com uma lupa de bolso, e que saem de pintas salientes do 1º, 2º 
e 8º segmentos abdominais. Por sua vez, observa-se, para a Helicoverpa 
spp., a presença de pintas salientes sem micropêlos 
Helicoverpas 
Heliothis virescens Helicoverpa spp 
Helicoverpas 
 Na fase adulta, as mariposas fêmeas de H. armigera apresentam as asas 
dianteiras amareladas, enquanto as dos machos são cinza-esverdeadas com 
uma banda ligeiramente mais escura no terço distal e uma pequena mancha 
escurecida no centro da asa (Ávila et al., 2013); 
 
 As espécies de H. zea e H. armigera são muito semelhantes e, atualmente, a 
correta diferenciação entre elas se baseia em detalhes encontrados no 
aparelho genital masculino (Czepak et al., 2013). 
Helicoverpa spp. - fêmea Helicoverpa spp. - macho 
Helicoverpas 
Machos e fêmeas adultos de Helicoverpa armigera, 
respectivamente, à esquerda e à direita. 
Adultos de Helicoverpa armigera e Heliothis 
virescens à esquerda e à direita, respectivamente. 
Helicoverpa spp. em posição de defesa 
Desenho ilustrando a presença de tubérculos escuros no 
1˚ e 2˚ segmentos 
Helicoverpas 
Adulto de Helicoverpa armigera Adulto da Helicoverpa zea 
Vista da Helicoverpa zea e as diversas 
características morfológicas 
Helicoverpas 
 A H. armigera apresenta maior espectro de ataque se comparada à H. zea; 
 
 Lagartas de Helicoverpa spp. realizam a predação de outras espécies de 
lagartas e também da mesma espécie (canibalismo). 
 
 Preferência de oviposição noturna, com capacidade de colocar de 2.200 a 
3.000 ovos nas plantas hospedeiras; 
 
 Controle: identificação correta da praga 
 
 Manejo integrado de pragas; 
 
 Diamidas têm apresentado boa eficiência; 
 
 A biotecnologia apresenta apenas supressão Lagarta Helicoverpa armigera 
Helicoverpas 
Manejo de lepdópteros: transgenias 
Tecnologias: Bollgard I® (Cry1Ac), Bollgard ll® (Cry2Ab2/Cry1Ac), TwinLink® 
(Cry1Ab, Cry2Ae) e Widestrike® (Cry1Ac, Cry1F). 
Área de refúgio: 20% de algodão não Bt 
Martins et al. (2014) 
Nome científico Nome comum Proteínas 
Agrotis ipsilon Lagarta-rosca Cry1J, Cry1Ca, Cry1Ac, Cry1Ba, Cry1Ab 
Chrysodeixis 
includens 
Lagarta-falsa-medideira Cry1Ac, Cry1Fa, Cry1Ca, Cry2Aa 
Helicoverpa armigera Lagarta-do-tomate 
Cry1Ac, Vip3Aa, Cry2Ac, Cry1Ah, Cry1Ai, 
Cry2Ab2 
Helicoverpa zea 
Lagarta-da-espiga-do-
milho 
Cry1Ac, Vip3A 
Chloridea virescens Lagarta-das-maçãs 
Cry1Aa, Cry1Ac, Cry1Ca, Vip3Aa, Vip3Ae, 
Vip3Af, Cry2Aa 
Myzus persicae Pulgões Cry41Ab1 e Cry41Aa1 
Pectinophora 
gossypiella 
Lagarta-rosada Cry1Ac, Cry2Ab 
Spodoptera 
frugiperda 
Lagarta-militar 
Cry1Ia10, Vip3Aa, Cry1Ab, Cry1Ac, 
Cry1Fa, Cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac, Cry2Aa, 
Cry2Ab, Cry1Ia12 
Anthonomus grandis Bicudo-do-algodoeiro cry10Aa, Cry1Ba, Cry1Ia 
Principais proteínas Bt para controle de pragas 
Belot; Vilela (2019) 
Ácaros 
Ácaro rajado - Tetranychus urticae (Koch, 
1836) 
Ácaro branco - Polyphagotarsonemus latus 
(Banks, 1904) 
Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) 
Descrição e biologia 
Pequeno e ativo, com quatro pares de pernas, 
sendo que o último não é utilizado. Apresenta 
coloração branco-amarelada-brilhante. A fêmea 
mede 0,17 mm e o macho 0,15 mm. Cada fêmea 
oviposita entre 25 e 30 ovos. Pode se obter uma 
nova geração a cada 5 dias. Polífagos. 
Danos 
Ninfas e adultos se alimentam dos tecidos foliares. 
Inicialmente em reboleiras, próximas as matas 
nativas. Encarquilhamento com bordos voltados 
para baixo. Pode ocorrer rasgadura das folhas. 
Controle 
Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – 40% de 
plantas atacadas. 
Controle biológico, acaricidas. Dias ensolarados 
reduzem a incidência do ácaro. 
Descrição e biologia 
Pequenos, sendo as fêmeas (0,45 x 0,24 mm) de 
coloração amarelada e os machos (0,25 x 0,15 mm) 
mais avermelhada. Vivem em colônias na face 
inferior das folhas. As fêmeas podem ovipositar 
entre 50 e 60 ovos em 10 dias. Incubação: 4 a 18 
dias, Ninfas: 1 a 15 dias, Adulto: até 17 meses. 
Danos 
Ninfas e adultos se alimentam dos tecidos foliares. 
Inicialmente em reboleiras, no terço médio das 
plantas. Necroses, secamento e queda das folhas. 
O fruto atacado fica endurecido, seco e de 
coloração marrom. 
Controle 
Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – 10% de 
plantas atacadas. 
Controle biológico, acaricidas. 
 Nutrição mineral X florescimento 
Freire (2007) 
N P2O5 K2O Ca Mg S 
Extração (kg/t) 57,9 25,6 73,3 22,6 13,7 5,7 
Exportação (kg/t) 33,2 13,9 13,8 1,6 4,3 2,8 
B Cu Fe Mn Mo Zn 
Extração (g/t) 120 43 60-1200 52-92 1 43-62 
Exportação (g/t) 16-27 6-9 7-200 10-15 - 11-44 
 Resposta à adubação em relação ao nível de nutriente no solo 
Adubação de correção: 
adequação do nível de 
nutriente no solo. 
Realizado quando está 
abaixo do nível crítico 
Adubação de 
manutenção: manter o 
teor acima no nível 
crítico. Supre a 
exportação e eventuais 
perdas do solo 
Adubação de 
reposição: 
repor o que foi 
exportado. 
Avaliar de 
forma crítica 
MB B M Alto Muito alto 
20 
40 
60 
80 
100 
Teor de nutriente no solo (mg dm-3) 
R
e
n
d
im
e
n
to
 r
e
la
ti
v
o
 (
%
) 
SOLO e planta Solo e PLANTA PLANTA 
Faixa adequada 
 Nutrição mineral X florescimento 
Rochester et al. (2012) 
% absorvida 
durante o 
florescimento 
N 55 
P 75 
K 61 
Ca 55 
Mg 61 
S 63 
Algodão irrigado na Austrália 
Produtividade: 2250 kg ha-1 de fibra 
Florescimento: até 
3,6 kg ha-1 dia de N 
e até 4,8 kg ha-1 dia 
de K 
Máximo florescimento: 1/3 do K total é 
absorvido em um período de 12 a 14 diasNutrição mineral X florescimento 
Rochester et al. (2012) 
% absorvida 
durante o 
florescimento 
Fe 46 
Mn 49 
B 60 
Cu 61 
Zn 73 
Algodão irrigado na Austrália 
Produtividade: 2250 kg ha-1 de fibra 
 Nutrição mineral X florescimento 
Rochester et al. (2012) 
 Nutrição mineral X florescimento 
Rochester et al. (2012) 
 Adubação: nitrogênio 
Expectativa de 
produtividade1 
Doses de N (kg ha-1) 
Plantio Cobertura 
Até 3000 15-20 60-802 
4000 15-20 80-100 
50003 15-20 100-120 
60003 15-20 120-140 
1 Expectativa de produtividade com base na maior produtividade alcançada na região ou nos melhores 
talhões da propriedade, para condições similar de solo, cultivar e manejo 
 
2 Os maiores valores correspondem às áreas com alto potencial de resposta a N: solos com baixo teor 
de M.O.; primeiros anos de plantio direto cujo cultura antecessora era uma gramínea; 
 
3 É possível alcançar esse nível de produtividade em solos em processo de correção de sua fertilidade 
ou em locais com pluviosidade inferior a 1200 mm, bem distribuídos nos primeiros 160 dias do ciclo da 
cultura. 
 Adubação: potássio 
Produtividade 
(kg/ha)1 
Teor de K no solo (mg/dm3) 
< 252 26 - 502 51 - 80 81 - 120 > 1204 
Até 3000 130 100 80 60 30 
4000 150 a 170 120 a 140 100 a 120 80 40 
50003 170 a 190 140 a 160 120 a 140 100 50 
60003 190 a 210 160 a 180 140 a 160 120 60 
1 Expectativa de produtividade com base na maior alcançada nos melhores talhões da propriedade, para 
condição similar de solo, cultivar e manejo; 
 
2 Nesses níveis de K no solo, as doses sugeridas incluem a adubação corretiva mais a adubação de 
manutenção (considerando-se o teor adequado de K para o algodão na faixa de 80-120 mg/dm3); 
 
3 É pouco provável que esse nível de produtividade seja alcançado em solos em processo de correção 
de sua fertilidade ou em locais com pluviosidade inferior a 1.200 mm, razoavelmente bem distribuídos 
durante o ciclo da cultura; 
 
4 Nível alto de potássio no solo, acima do qual a adubação pode ser reduzida ou até suprimida por uma 
safra, em anos de elevada relação de preços insumo-produto. 
 Adubação: fósforo 
Expectativa de 
produtividade1 
Doses de P2O5 (kg ha
-1)3 
Adequado Alto4 
Até 3000 60 30 
4000 90 45 
50002 110 55 
60002 135 70 
1 Expectativa de produtividade com base na maior produtividade alcançada na região ou nos melhores 
talhões da propriedade, para condições similar de solo, cultivar e manejo 
 
2 É pouco provável alcançar este nível de produtividade em solos em processo de correção de sua 
fertilidade ou em condições de sequeiro nos locais com pluviosidade inferior a 1200 mm 
 
3 Doses estimadas considerando que o algodoeiro extrai cerca de 20-25 kg/ha de P2O5 para cada 
tonelada de algodão em caroço produzido 
 
4 Nível alto de fosforo no solo, no qual a adubação pode ser reduzida ou até suprimida por uma safra, 
em anos de elevados relação de preços insumo/produto 
 
Francisco; Hoogerheide. (2011) 
Deficiência de potássio em folhas novas de algodão 
K suficiente K suficiente 
Fibras 
Deficiência de potássio em algodão 
Yang et al., 2016 
Efeito da aplicação foliar de KNO3 na produtividade e componentes de produção de 
algodão 
Waraich et al. African Journal of Agricultural Research, (2011) 
Aplicação foliar de KNO3 em algodão 
Waraich et al. African Journal of Agricultural Research, (2011) 
Efeito da aplicação foliar de KNO3 no micronaire, uniformidade, comprimento e resistência da fibra em 
algodão. 
Aplicação foliar de KNO3 em algodão 
 Abertura dos capulhos 
Marur; Ruano (2004) 
Da primeira flor até a abertura do primeiro capulho, é esperado que dure 
aproximadamente 58 a 70 dias. 
 Abertura dos capulhos 
Rosolem (2001) 
Ocorrência de doenças na cultura do algodão 
Saran (s/d) 
Ramulária - Ramularia areola 
Descrição e biologia 
Também conhecida como falso míldio. É a principal doença do algodoeiro no Cerrado. 
Favorecida por temperaturas entre 12 e 32º C, associado a umidade relativa acima de 80%. 
Sobrevive em restos culturais. 
Os sintomas são caracterizados pelos sinais do patógeno, com sua elevada esporulação. 
Caracterizado por manchas pulverulentas brancas, angulosas, delimitadas pelas nervuras, 
com intensa esporulação na fase inferior da folha. Ataque severo causa desfolha do baixeira. 
Em anos chuvosos, pode causar podridão dos capulhos do baixeiro. 
Controle 
Uso de cultivares resistentes 
Rotação de culturas 
Destruição eficiente dos restos culturais 
Manejo do regulador de crescimento e do espaçamento 
Controle químico 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Ramulose - Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides 
Descrição e biologia 
Também conhecida como superbrotamento. É um patógeno necrotrófico. Alta temperatura (25 a 30º C) 
umidade relativa acima de 80% e longos períodos chuvosos favorecem a infecção. Sementes infectadas e 
os restos culturais (sobrevive por até 9 meses) são as principais fontes de inoculo. É caracterizada por 
mancha nas folhas, queima do ápice, redução do porte e superbrotamento. A lesão inicial é observada na 
forma de manchas arredondadas necrosadas nas folhas jovens do ponteiro das plantas. Com o 
crescimento da folha, ocorre a rasgadura da necrose, denominando-a mancha estrelada. A ramulose evolui 
das folhas jovens para as novas folhas jovens, aumentando a infecção no ponteiro das plantas. Nos 
pecíolos, nos galhos ou na haste principal são observadas lesões escuras que geralmente provocam a 
queda das folhas. Com a evolução dos sintomas na planta, observam-se lesões nos ponteiros, provocando 
a morte do meristema apical, ramificações, redução de internódios e o superbrotamento. 
Controle 
Uso de cultivares resistentes 
Rotação de culturas 
Destruição eficiente dos restos culturais 
Tratamento de sementes com fungicida 
Controle químico 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Mancha angular - Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum 
Descrição e biologia 
Elevada precipitação, umidade relativa do ar acima de 85%, elevada temperatura, entre 30 e 
36º C, com intenso orvalho e plantio adensado são favoráveis à doença. A disseminação se 
dá por meio de sementes contaminadas e restos culturais (pode permanecer de uma ano 
para o outro). Ataca todos os órgãos da planta, em todas as fases. São formadas lesões 
angulares, delimitadas pelas nervuras, inicialmente de aspecto encharcado e depois pardas. 
Em casos mais severos, as lesões podem coalescer, formando áreas necrosadas e 
quebradiças. Nas maças, as lesões são arredondadas, oleosas e escuras, posteriormente 
pretas com uma depressão no centro. 
Controle 
Uso de cultivares resistentes, específica para a raça existente na área. 
Deslintamento das sementes com ácido 
Destruição da soqueira 
Evitar danos nas plantas 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Mancha de mirotécio - Myrothecium roridum 
Descrição e biologia 
É um patógeno saprófita, disseminado via semente, sobrevive em restos culturais e que pode 
participar de um complexo de patógenos envolvidos em tombamento. Altas temperaturas (25 
a 30º C), associados a alta umidade relativa e alta pluviosidade, são favoráveis à doença. 
Nas folhas, os sintomas são caracterizados por manchas circulares em forma de anéis 
concêntricos e margeados por uma coloração violeta ou avermelhada. Sob condições 
favoráveis, é possível visualizar o micélio do fungo nas manchas, caracterizado por 
pontuações brancas. 
Controle 
Evitar danos mecânicos nas plantas 
Rotação de culturas 
Destruição eficiente dos restos culturais e plantas daninhas 
Tratamento de sementes com fungicida 
Controle químico 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Podridão de maçãs 
Descrição e biologia 
Causada por um complexo de patógenos, como Alternaria spp., Ascochyta gossypii, 
Aspergillus flavus, Bacillus pumilis, Colletotrichum spp., Erwinia aroideae, Fusarium spp., 
Lasiodiplodiatheobromae, Myrothecium roridum, Pantoea agglomerans, Phoma exígua, 
Phomopsis sp., Phythophthora spp., Rhizoctonia solani e Xanthomonas axonopodis pv. 
malvacearum. O excesso de chuvas, a umidade relativa alta com dias nublados e as lesões 
de origem mecânica, fisiológica ou entomológica nas maçãs favorecem o apodrecimento. 
 
Controle 
Uso de variedades tolerantes 
Rotação de culturas 
Manejo adequado do crescimento, altura de plantas, espaçamento e densidade 
Controle de insetos que podem causar ferimentos nas maçãs 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Tombamento 
Descrição e biologia 
Causado por um complexo de patógenos como Fusarium spp., Pythium sp., Alternaria sp., 
Colletotrichum gossypii, Rhizoctonia solani, Macrophomina phaseolina, Thielaviopsis 
basicola, Glomerella gossypii e Botriadiplodia theobromae. Podem ser transmitidos pela 
semente, por restos culturais, pelo solo contaminado e pela chuva. Temperaturas baixas 
aumentam o tempo de germinação e favorecem o complexo de patógenos. Temperaturas 
entre 18 e 30º C e a umidade elevada do solo contribuem para a infecção da planta. 
 
Controle 
Controlar a profundidade de semeadura 
Uso de sementes sadias e sem danos mecânicos 
Evitar semeadura em épocas de elevada pluviosidade 
Tratamento das sementes 
Rotação de culturas 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Mosaico comum - Abutilon mosaic virus – AbMV 
Descrição e biologia 
Transmitida pelo vetor Bemisia tabaci (mosca-branca). 
Inicialmente são observadas manchas amarelas que, ao se desenvolver, apresentam lesões 
cloróticas de cor amarela e descoloridas no limbo foliar, tornando-se avermelhadas com a 
maturação da folha. 
 
Controle 
Controle do inseto vetor. 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Mosaico das nervuras - Cotton leafroll dwarf virus – CLDV 
Descrição e biologia 
Não é transmitido via semente. É transmitido pelo vetor Aphis gossypii (pulgão do 
algodoeiro). O pulgão do algodoeiro adquire o vírus em 48 horas, que pode ser transmitido 
ao algodoeiro em qualquer idade. As plantas sadias expostas ao vetor contaminado 
desenvolvem os sintomas em até 18 dias após a exposição. 
Sintomas típicos são folhas com as bordas encurvadas para baixo (aspecto “campanular”) e 
limbo rugoso, quebradiças, coloração arroxeada e azulada ou verde-escura nas folhas mais 
velhas. Plantas em fase inicial de frutificação perdem até 50% da produção e o sintoma é 
observado no ponteiro com “azulamento” típico. 
 
Controle 
Controle do inseto vetor 
Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) 
Posicionamento do parasitismo dos nematoides 
Gheysen & Jones (2006) 
Nematoide de galhas - Meloidogyne incognita 
(A): galha e massa de 
ovos (em 
vermelho) 
 
 
 
(B e C): 
remoção/deslocamento 
das massas de ovos e 
possível visualização de 
parte posterior da fêmea 
(estrutura de coloração 
branco-leitosa) 
 
 
 
(D): visualização total do 
corpo da fêmea 
removida do interior da 
galha. 
 
 
Fonte: Rafael Galbieri. 
Nematoide de galhas - Meloidogyne incognita 
14 dias 
4-6 dias 
25 a 30º C 
Solos arenosos a 
médio-argilosos 
Pode sobreviver por 
até 12 meses na 
ausência da planta 
hospedeira 
Nematoide reniforme - Rotylenchulus reniformis 
Fonte: Rafael Galbieri 
É um nematoide semiendoparasita sedentário. Semelhante ao nematoide-das-galhas, apresenta também 
quatro estádios juvenis. A primeira ecdise ocorre ainda no interior do ovo e, após a eclosão dos J2, ele passa por 
mais duas fases no solo até tornar-se um adulto imaturo. Durante essas fases do pré-parasitismo, o nematoide 
não se alimenta. As fêmeas imaturas, vermiformes, constituem-se no único estágio infectivo, e não o J2, 
como é o caso de M. incognita elas penetram nas raízes das plantas, inserindo aproximadamente um terço 
da parte anterior de seu corpo, estabelecendo os sítios de alimentação. 
As fêmeas adultas tornam-se sedentárias logo após o início da alimentação, e os machos permanecem 
móveis no solo. A produção de ovos começa entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das 
plantas. Semelhantemente ao nematoide-das-galhas, os ovos de R. reniformis são depositados em uma matriz 
gelatinosa, normalmente em número de até cem ovos. Todo o ciclo de vida do nematoide é completado em 
24-30 dias, e a temperatura tem grande influência nesse período. 
Pode ser encontrado em diversos tipos de solo, porém apresenta tendência para solos de textura fina, 
siltosos ou argilosos. A espécie apresenta grande capacidade de sobrevivência na ausência do 
algodoeiro, não somente por ser uma espécie polífaga (mais de 300 espécies de plantas hospedeiras), mas, 
sobretudo, em função da presença de diferentes mecanismos. Por exemplo, em condições de baixa umidade, 
o nematoide entra em estado de anidrobiose, suportando a dessecação melhor que outras espécies. Além 
disso, o nematoide pode ter populações elevadas em profundidades maiores, como em 40-120 cm, ficando 
menos sujeito a variações ambientais, principalmente em período de estiagem. Na ausência de plantas 
hospedeiras, o nematoide pode sobreviver por até dois anos. 
Nematoide reniforme - Rotylenchulus reniformis 
Fonte: Galbieri; Belot (2016) 
Nematoide das lesões - Pratylenchus brachyurus 
Fonte: Rafael Galbieri 
As fêmeas depositam cerca de 30 ovos ao longo de suas vidas, normalmente 
dentro das raízes ou no solo próximo à superfície (postura isolada, sem formação 
de massas de ovos). O nematoide tem hábito endoparasita migrador. A primeira 
ecdise ocorre ainda dentro do ovo, e todos os estádios subsequentes (juvenis e adulto) 
são móveis e infectivos; não ocorre o sítio permanente de alimentação. O nematoide 
move-se na região do córtex da raiz, onde se alimenta e se reproduz, mas não 
ataca a região da endoderme. Seu ciclo de vida varia muito, mas dura entre três e 
oito semanas, dependendo das condições ambientais. 
 
A ocorrência de P. brachyurus é favorecida por temperaturas em torno de 30°C e 
solos com textura média de 15% a 25% de argila. O nematoide tem grande 
capacidade de sobrevivência na ausência da cultura principal. Primeiro, porque é uma 
espécie polífaga, com ampla gama de hospedeiros, incluindo inúmeras plantas 
daninhas e diferentes espécies de gramíneas cultivadas. Segundo, pelo fato de os 
ovos apresentarem resistência considerável, podendo sobreviver no campo por 
determinado período. Tanto os ovos quanto os juvenis apresentam os seguintes 
mecanismos de sobrevivência: criobiose (dormência em baixas temperaturas), 
anidrobiose (dormência em baixas condições de umidade). Este último fator é muito 
importante no período seco, na entressafra no Cerrado brasileiro. Há relatos de 
sobrevivência do nematoide por até 21 meses em solo sem qualquer planta 
hospedeira e sem irrigação, em condições controladas 
Nematoide das lesões - Pratylenchus brachyurus 
Fonte: Galbieri; Belot (2016) 
Reação de culturas selecionadas aos principais nematoides do algodoeiro 
*VERMELHO indica que a 
cultura multiplica 
intensamente o nematoide 
(cultura boa hospedeira); 
 
*AZUL indica que a cultura 
multiplica pouco o 
nematoide (má 
hospedeira); 
 
*VERDE indica que a 
cultura não multiplica o 
nematoide (cultura não 
hospedeira); 
 
*LARANJA indica plantas 
que apresentam reação 
variável; 
 
**Sem informação 
consistente. 
Fonte: Galbieri; Belot (2016) 
Colheita de algodão 
Colheita de algodão 
 Abertura dos capulhos 
Desenvolvimento de fibras do algodão: antese 
Microscopia eletrônica de varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. no dia da antese (Fonte: Ruan 
et al., 2003) 
Desenvolvimento de fibras do algodão: 1DAP 
Microscopia eletrônica de varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. 1 dia após a antese (Fonte: 
Ruan et al., 2003) 
Desenvolvimento de fibras do algodão: 2DAP 
Microscopia eletrônicade varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. 2 dias após a antese (Fonte: 
Ruan et al., 2003) 
Iniciação 
Alongamento 
Transição 
Síntese da parede 
celular secundária 
Maturação 
Desenvolvimento de fibras do algodão 
Durante os primeiros 20-
30 dias após a antese 
ocorre o alongamento. 
Dos 30 aos 50 dias 
ocorre o acúmulo de 
parede secundária. 
Desenvolvimento de fibras do algodão 
Evolução esquemática do comprimento, do perímetro e da espessura da parede da fibra conforme a idade da cápsula do 
algodoeiro (Fonte: ©Cirad, Belot (2018)) 
Um caroço carrega cerca de 10 mil fibras de lint (25 a 32 
mm) e de 5 mil a 10 mil fibras de linter (alguns mm) 
Belot (2018) 
Belot (2018) 
Desenvolvimento de fibras do algodão 
O comprimento da fibra é determinado durante a fase de elongação: ocorre 
durante o primeiro terço do desenvolvimento das maçãs (3 a 25 dias após a 
antese); 
 
A deposição de paredes secundárias de celulose é afetada entre os 15 e 45 
dias após a antese. Durante esta fase é determinado o micronaire; 
 
Temperatura noturna abaixo de 22º C inibe a taxa de síntese de celulose; 
 
Sombreamento reduz a qualidade da fibra. 
Aplicação de desfolhantes e maturadores 
Objetivo do desfolhante: causar a abscisão de estruturas produzidas 
tardiamente, que servem de abrigo para lagarta rosada, bicudo, reduzem a 
eficiência da colheita e a qualidade da fibra 
Efeito do desfolhante: promovem a síntese de etileno → ABSCISÃO 
Desfolhante: critério usual → aplicar quando 60 a 70% dos capulhos 
estiverem abertos 
Desfolha precoce → redução na qualidade da fibra 
Realizar a desfolha quando o último fruto estiver maduro fisiologicamente 
Produto Princípio ativo Dose (L ha-1) 
Finish – promotor abertura etefon/ciclanilida 1,5-2,5 
Drop ultra – desfolhador tidiazuron/diuron 0,3-0,5 
Aurora – desfolhador* carfentrazona 0,05-0,06 
Kabuki – desfolhador pirafluflem-etilico 0,08-0,12 
Maturador: aplicar quando 90% dos frutos estiverem maduros 
fisiologicamente. Atingir diretamente o alvo. 
*Doses superiores não causam efeito desfolhador 
Fibra do algodoeiro 
Belot (2018) 
Comprimento e uniformidade 
• Defini qual tipo de produto acabado será realizado a partir das fibras. 
• Para verificar as regulagens dos equipamentos de descaroçamento. 
• Para definir o preço comercial das fibras. 
• Para permitir a regulagem dos equipamentos de transformação em fiação. 
Índice micronaire, maturidade, finura 
• Medida da vazão do fluxo de ar injetado com pressão constante sobre uma massa de fibras. 
• Para prever a quantidade média de fibras na seção do fio, fator que afeta a resistência do fio e a 
regularidade da seção e, logo, seu comportamento nas etapas de transformação posteriores. 
• Para decidir quais tratamentos químicos serão aplicados e as quantidades de corantes necessárias. 
• Para prever a fixação do tingimento 
Resistência à ruptura, alongamento 
• Para definir qual tipo de produto acabado será realizado a partir das fibras. 
• Para definir um preço comercial das fibras. 
• Para prever a resistência do fio produzido. 
Colorimetria 
• Para identificar fardos homogêneos e agrupá-los em lotes. 
• Para evitar as variações de cor nos lotes de bobinas de fio e, consequentemente, nos tecidos crus e 
tingidos, organizando o abastecimento de fardos de algodão às fiações em função dos resultados de 
caracterização. 
Contaminantes 
• Para identificar fardos homogêneos e agrupá-los em lotes; 
• Para fixar o preço de troca das fibras, levando em conta a quantidade de resíduos; 
• Para limitar as perdas durante as etapas de beneficiamento. 
Qualidade da fibra do algodoeiro 
As fibras com índice micronaire baixo e valores altos de maturidade, resistência e 
alongamento à rotura são muito bem-vindas ao processo têxtil, visto que, se 
processadas de forma correta, agregarão valores positivos à produtividade. 
Micronaire 
Fios de mesmos títulos formados de fibras de micronaire diferentes (Fonte: 
Sérgio Loureiro Kimmeigs, 1995) 
Micronaire baixo Micronaire alto 
Fibra madura 
Belot (2018) 
Fibra imatura 
Belot (2018) 
Contaminantes 
Vazio sanitário do algodoeiro 
Região Época 
Mato Grosso – Região I (Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste e regiões) 01/10 a 30/11 
Mato Grosso – Região II (Sorriso-Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal e regiões) 15/10 a 14/11 
Mato Grosso do Sul 01/10 a 30/11 
Goiás – Região I - Acreúna, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Campo Alegre de 
Goiás. Cesarina, Edealina, Edeia, Firminópolis, Goiatuba, Inaciolândia, Indiara, Ipameri, Jandaia, Itumbiara, 
Joviânia, Maurilândia, Morrinhos, Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Panamá, Piracanjuba, Pontalina, 
Porteirão, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio da Barra, São João da Paraúna, Santo Antônio de Goiás, 
Trindade, Turvelândia, Vicentinópolis e as lavouras localizadas nos municípios de Paraúna e Caiapônia que 
estiverem abaixo de 600 metros de altitude. 
05/09 a 20/11 
Goiás – Região II – Chapadão do Céu, Doverlândia, Jataí, Mineiros, Montividiu, Rio Verde, Santa Rita do 
Araguaia, e as Lavouras localizadas em Paraúna e Caiapônia que estiverem acima de 600 metros de altitude 
10/09 a 30/11 
Goiás – Região III – Perolândia, Portelândia e Mineiros, exceto a porção de área descontínua limítrofe 
com o município de Chapadão do Céu, que segue a mesma data de vazia de GO 2. 
15/09 a 05/12 
Goiás – Região IV - Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Silvânia e Minaçu 20/08 a 10/11 
Goiás – Região V - Britânia, Jussara, Matrinchã, Montes Claros de Goiás, Santa Fé de Goiás e São 
Miguel do Araguaia 
01/11 a 20/01 
Minas Gerais 20/09 a 20/11 
Bahia 20/09 a 20/11 
São Paulo 10/07 a 10/10 
Paraná 10/07 a 20/09 
Adaptado de Conab (2016) 
Destruição da soqueira 
Destruição mecânica da soqueira do algodoeiro e sistema “convencional” de manejo do 
solo 
Muito obrigado! 
Eng. Agrônomo D.Sc. Luís Henrique Soares 
luishenriqueagro@hotmail.com 
luishs@unipam.edu.br 
“A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma 
pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto 
ela tem consciência de que não sabe. Tenha a 
sabedoria superior.” 
 Chico Xavier 
mailto:luishenriqueagro@hotmail.com
mailto:luishs@unipam.edu.br

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