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Eng. Agrônomo D.Sc. Luís Henrique Soares CULTURAS DE SOJA, FEIJÃO E ALGODÃO Patos de Minas, junho de 2019 CULTURA DO ALGODÃO Fibras comumente utilizadas Centro de origem do algodoeiro Introdução Gossypium hirsutum L. var. latifolium Hutch - + de 90% da fibra mundial É a mais importante fibra têxtil cultivada pelo homem Quatro espécies produzem fibra comercial Gossypium hirsutum – América Central Gossypium barbadense – América do Sul Gossypium herbaceum – África – única a produzir fibras com torções Gossypium arboreum – Ásia A espécie G. hirsutum diferenciou-se em sete raças, sendo a mais importante a Latifolium, seguida pela Marie Galante, a qual pertence ao algodoeiro arbóreo (mocó) do Nordeste e a Punctatum, que serve de banco de genes para resistência a doenças Introdução Freire (2011) Açúcares totais: 0,3% Substâncias pécticas: 0,9% Cinza: 1,2% Proteína: 1,3% Celulose: 94% Outros: 0,9% Ceras: 0,6% Ácidos: 0,8% Composição das sementes de algodão Posição País Produção (t) 1º Índia 5.766.000 2º China 4.553.000 3º Estados Unidos 3.514.000 4º Paquistão 1.910.000 5º Brasil 1.447.000 6º Usbequistão 818.000 7º Turquia 664.000 8º Austrália 846.000 9º Turcomenistão 306.000 Mundo 22.523.000 Produção mundial de algodão em pluma ABRAPA (2019) *Dados referentes à safra 16/17 Evolução do algodão no Brasil Conab (2019) Algodão no Brasil Conab (2019) Conab (2018) Produção de algodão no Brasil Área plantada de algodão no Brasil *mil hectares Conab (2019) Produção de algodão no Brasil *mil toneladas Conab (2019) Morfologia Fenologia Emergência e desenvolvimento das plântulas Aumento da área foliar e do dossel Desenvolvimento das flores e dos capulhos Maturação Fases Componentes de produção de algodoeiro X X Produção de fibra X X Produção Rendimento de fibra Número de maçãs Massa de maçãs Número de botões florais Taxa de pegamento de maçãs Número de posições produtivas Densidade de plantas Número de ramos reprodutivos/planta Iniciação das gemas florais: 35-40 dias antes do florescimento Número de carpelos (parte feminina) e anteras: 30-35 dias antes do florescimento Número de óvulos: 15-25 dias antes do florescimento Desenvolvimento do algodoeiro Desenvolvimento do algodoeiro Critérios de escolha da variedade Arquitetura da planta Duração do ciclo Potencial produtivo Rendimento e qualidade de fibra Resistência ou tolerância às principais pragas, doenças e nematoides Duração do ciclo das cultivares Grupo I: ciclo menor que 140 dias (precoce) Ideal para fechamento de plantio e segunda safra Grupo II: ciclo entre 140 e 165 dias (média) Ideal para meio de plantio Grupo III: ciclo maior que 165 dias (tardia) Ideal para abertura de plantio Calendário de semeadura de algodão Épocas de semeadura de algodão Algodão de primeira safra Algodão de segunda safra Cultivado em um sistema de produção em que há o cultivo apenas do algodão como cultura comercial dentro do ano agrícola Cultivado após uma cultura comercial (soja, feijão, milho, etc.) no mesmo ano agrícola. Objetivo: alta produtividade Objetivo: aumentar a rentabilidade da área perante o incremento de produção por unidade de área no mesmo ano agrícola. Normalmente não requer irrigação A época de plantio é limitada pela disponibilidade de água, temperatura e vazio sanitário Vazio sanitário do algodoeiro Região Época Mato Grosso – Região I (Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste e regiões) 01/10 a 30/11 Mato Grosso – Região II (Sorriso-Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal e regiões) 15/10 a 14/11 Mato Grosso do Sul 01/10 a 30/11 Goiás – Região I - Acreúna, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Campo Alegre de Goiás. Cesarina, Edealina, Edeia, Firminópolis, Goiatuba, Inaciolândia, Indiara, Ipameri, Jandaia, Itumbiara, Joviânia, Maurilândia, Morrinhos, Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Panamá, Piracanjuba, Pontalina, Porteirão, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio da Barra, São João da Paraúna, Santo Antônio de Goiás, Trindade, Turvelândia, Vicentinópolis e as lavouras localizadas nos municípios de Paraúna e Caiapônia que estiverem abaixo de 600 metros de altitude. 05/09 a 20/11 Goiás – Região II – Chapadão do Céu, Doverlândia, Jataí, Mineiros, Montividiu, Rio Verde, Santa Rita do Araguaia, e as Lavouras localizadas em Paraúna e Caiapônia que estiverem acima de 600 metros de altitude 10/09 a 30/11 Goiás – Região III – Perolândia, Portelândia e Mineiros, exceto a porção de área descontínua limítrofe com o município de Chapadão do Céu, que segue a mesma data de vazia de GO 2. 15/09 a 05/12 Goiás – Região IV - Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Silvânia e Minaçu 20/08 a 10/11 Goiás – Região V - Britânia, Jussara, Matrinchã, Montes Claros de Goiás, Santa Fé de Goiás e São Miguel do Araguaia 01/11 a 20/01 Minas Gerais 20/09 a 20/11 Bahia 20/09 a 20/11 São Paulo 10/07 a 10/10 Paraná 10/07 a 20/09 Adaptado de Conab (2016) Germinação e emergência Germinação e emergência Embebição de sementes de algodão em função do tempo de semeadura e temperatura Emissão de radícula de algodoeiro em função da temperatura e da umidade do solo Germinação e emergência Comprimento de hipocótilo do algodoeiro em função da umidade do solo e da temperatura Desenvolvimento radicular do algodoeiro 30 cm 90 cm Densidade populacional: colhedora tipo “picker” Espaçamento: 76,2 a 101,6 cm Densidae: 60 a 100 mil plantas/hectare Densidade populacional: colhedora tipo VRS e “stripper” Espaçamento: 38,1 a 50,8 cm Densidade: 160 a 200 mil plantas/hectare Fase vegetativa Marur; Ruano (2004) Rápido crescimento de raízes Temperaturas diurnas de 30 ºC e noturnas de 22 ºC Pode atingir 2,0 m de profundidade No momento da abertura dos cotilédones, a raiz pode ter atingido 25 cm, com crescimento de 1,2 a 5,0 cm por dia Dependendo da temperatura, esta fase pode durar entre 27 e 38 dias Fatores que afetam Alto teor de Al no solo Baixo teor de Ca, Mg e P Impedimento físico Déficit hídrico Localização do fertilizante Fase vegetativa Rosolem (2001) Temperatura e necessidade hídrica Fase Temperatura Germinação e emergência 18 a 30º C, com mínima de 14º C e máxima de 40º C Crescimento vegetativo 25-30º C, com mínimo de 15º C e máximo entre 33-35º C Enchimento das maçãs Quando temperaturas médias menores que 25º C, o algodoeiro cresce muito pouco Frutificação 22-26º C Maturação dos frutos 27 a 32º C, com mínima de 20º C e máxima de 38º C Qualidade da fibra Noturnas abaixo de 20º C Necessidade hídrica: 500 a 1500 mm 50 a 60% é necessário durante o florescimento Freire (2015), Rosolem (2015) Fase vegetativa Souza et al. (2007) Sistema radicular com o tratamento com adubo 5 cm abaixo da semente (a), 5 cm de cada lado da semente (b) e 5 cm ao lado da semente (c). Fase vegetativa Souza et al. (2007) Ocorrência de pragas no algodoeiro Adaptado de Saran; Santos (s/d) Percevejo castanho L. rosca L. elasmo Cigarinha Tripes Pulgão do algodoeiro Curuquerê Curuquerê Falsa medideira/Mede palmo Bicudo Spodoptera spp. Spodoptera spp. Ácaro rajado/vermelho/branco Percevejos rajado/manchador Mosca branca Mosca branca Percevejos migrantes Lagarta rosada Formação dos botões florais Marur; Ruano (2004) Acentua-se o acúmulo de matéria seca Do primeiro botão floral até a primeira flor, dura usualmente entre 22 a 30 dias; Sob temperaturas médias de 22 a 25 ºC, ocorre a formação de um ramo reprodutivo a cada 3 dias Sob estas temperaturas médias, a cada 3 diassurge um botão floral em ramos sucessivos e a cada 6 dias surge outro no mesmo ramo Exigência hídrica passa de menos de 1 mm/dia para aproximadamente 4 mm/dia. Em média, são necessários 700 mm ao longo do ciclo. Aumenta os cuidados com o acompanhamento do crescimento das plantas Formação dos botões florais Rosolem (2001) Cultura do algodão: necessidade hídrica A necessidade hídrica varia entre 700 e 1300 mm Entre os 60 e 100 dias após a emergência é a fase mais crítica quanto ao déficit hídrico Grau de interferência Período de convivência Ambiente Comunidade infestante Cultura Época Duração Solo Clima Manejo Espaçamento Cultivar Espaçamento Espécie Densidade Distribuição Cultura do algodão: interferência de plantas daninhas Périodos de convivência de plantas daninhas Cardoso et al. (2010) Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro Adaptado de Belot et al. (2015) Entressafra Ciclo Final de ciclo Vazio sanitário: destruição dos restos culturais, tigueras e rebrotas e plantas daninhas Redução da pressão devido a aplicação de maturadores e desfolhantes PCPI – 20 a 80 DAS Dessecação Pré-emergente Pós-precoce FL: até 2 folhas G – não perfilhada Pós-normal FL: 4 a 6 folhas G – 1 a 3 perfilhos Pós-tardia FL: > 6 folhas G – > 3 perfilhos Pós-emergência da cultura, aplicando o herbicida em área total Trifloxysulfuron e pirithiobac Para trifloxysulfuron e pirirhiobac, aplicar com no mínimo, cinco folhas até 60 dias antes da colheita, controlando ciperáceas e diversas folhas largas com menos de 10 cm de altura. Sempre haverá algum grau de injúria (nunca aplicar antes de cinco folhas, ideal sete folhas), pelo fato de que a planta de algodão precisa metabolizá-lo, e isso normalmente gera, pelo menos, alguma clorose. Não misturar o produto comercial do trifloxysulfuron com outros herbicidas que não o pyrithiobac e checar o rótulo com relação a inseticidas e fungicidas a serem colocados na calda do trifloxysulfuron. Deve-se evitar a colocação de graminicidas (inibidores da ACCase) na calda de aplicação do trifloxysulfuron, guardando-se três dias de intervalo para aplicação do graminicida após a aplicação do trifloxysulfuron e cinco dias se o trifloxysulfuron for aplicado após o graminicida. Com relação ao carry-over, após o uso de trifloxysulfuron, deve aguardar-se um intervalo de no mínimo nove meses para semeadura de culturas sensíveis, como feijão e milho. O pyrithiobac pode ser aplicado desde o estádio cotiledonar até 60 dias antes da colheita do algodão, sendo possíveis até duas aplicações por ano, de forma seletiva. O momento da aplicação é crítico para eficácia sobre as plantas daninhas, as quais devem ter entre 7 cm e 10 cm no máximo. As plantas daninhas guanxuma (Sida spp.) e caruru (Amaranthus spp.) não devem ul- trapassar 5 cm de altura. O pyrithiobac não deve ser associado a graminicidas (inibidores da ACCase), visto que possui antagonismo com estes herbicidas, devendo seguir a mesma recomendação do trifloxysulfuron com relação à aplicação do graminicida. Graminicidas são seletivos. Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro Christoffoleti ; Nicolai (2015) Pré-plantio: amplamente utilizado glifosato. Sugestão: Aplicação sequencial na dessecação: primeiro utilizar glifosato e entre 10 e 15 dias após, utilizar paraquat. Associação de residuais com o herbicida de dessecação: diurom ou flumioxazina associados ao glifosato na dessecação ou aplicação de alacloro, clomazona, flumioxazina, diurom, pendimentalina, prometrina, trifuralina ou s-metolacloro entre 10 e 15 dias após a dessecação. Pré-emergência da cultura Flumioxazina, pendimentalina, trifluralina ou clomazona. Tomar cuidado com os riscos de fitotoxidade Pós-emergência da cultura em jato dirigido Alternativa mais comum para o uso de um herbicida não seletivo para cultura ou a estratégia mais eficaz para se evitar o efeito guarda-chuva da cultura sobre as plantas daninhas, principalmente da linha da cultura, é o uso da aplicação em jato dirigido, protegida ou não. A aplicação pode ser protegida quando se utiliza o equipamento denominado “Casinha de cachorro”, ou sem proteção, com os bicos de pulverização direcionados para o solo da entrelinha. Pós-emergência da cultura, aplicando o herbicida em área total Glifosato, glufosinato de amônio ou graminicidas. RR1: aplicar glifosato apenas até 4 folhas RRFlex: possível aplicar durante todo o ciclo Manejo de plantas daninhas na cultura do algodoeiro Christoffoleti ; Nicolai (2015) Evento Herbicida LLCotton25 (Liberty Link® – LL) Glufosinato de amônio MON 1445 Glifosato 281-24-236/3006-210-23 (BT1 + Liberty Link® – LL) Glufosinato de amônio MON 531 x MON 1445 Glifosato GHB614 – Glytol® Glifosato GHB 119 x T304 -40 (TwinLink®) Glufosinato de amônio MON 88913 Glifosato Glytol® x Twinlink® Glifosato + Glufosinato de amônio GHB 614 x LLCotton25 (Glytol® + Liberty Link®) Glifosato + Glufosinato de amônio MON 15985 (BT2) + MON 88913 Glifosato Manejo de plantas daninhas: transgenias Ferreira; Borgiani (2015) Algodão: transgenias no Brasil Algodão: transgenias no Brasil Algodão: transgenias no Brasil Florescimento Marur; Ruano (2004) Florescimento Competição entre o crescimento vegetativo e reprodutivo No aparecimento da primeira flor, a planta deve ter desenvolvido entre 14 e 16 nós na haste principal Vida média de uma folha é de 65 dias, mas o pico fotossintético ocorre aproximadamente aos 20 dias após a abertura da folha A exigência hídrica passa de 4 mm para mais de 8 mm/dia. O desenvolvimento do pólen e o crescimento do tubo polínico são altamente sensíveis a estresses ambientais Pode ocorrer elevada abscisão de botões florais A queda de até 60% dos botões florais é considerada normal Florescimento CONTROLE DO CRESCIMENTO Importância Adequar a alturas das plantas à colheita mecanizada No máximo 1,2 m de altura na colheita Adequar a arquitetura das plantas Manter arquitetura piramidada Equacionar a relação crescimento vegetativo/reprodutivo Aumentar a relação MSR/MSV Melhorar a qualidade do produto final Uniformizar a maturação das plantas Arquitetura das plantas Plantas com estrutura piramidada Plantas achatadas Monitoramento periódico das plantas Parâmetros morfológicos Altura e número de nós Comprimento médio de internódios Taxa de crescimento (cm/dia) Número de nós acima da última flor branca Critérios para aplicação do regulador A primeira aplicação normalmente ocorre entre os estádios B1 e F1 Critérios para aplicação do regulador Cultivares de porte alto: FM 975 WS, BRS 371 RF, FM 933, FM 982 GL, FM 980 GLT, FMT 709 A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,30 a 0,35 m de altura Cultivares de porte médio: BRS 369 RF A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,35 a 0,40 m de altura Cultivares de porte baixo: TMG 11 WS, TMG 42 WS A primeira aplicação deve ser feita quando as plantas atingirem entre 0,40 a 0,45 m de altura Cultivares de crescimento vigoroso: a primeira aplicação deve ser feita quando as plantas apresentarem de 6 a 8 nós Cultivares de crescimento menos vigoroso e porte baixo: a primeira aplicação deve ser feita quando as plantas apresentarem de 8 a 10 nós Critérios para aplicação do regulador Quando acima da última flor mais alta na haste principal, a planta apresente entre 4 e 5 nós → APLICAR O monitoramento intenso deve ocorrer até que, acima flor mais alta na haste principal, a planta apresente 3 nós O ideal é que o comprimento médio do internódio se mantenha próximo de 4 cm Quando o comprimento médio dos últimos 5 internódios for superior à 5 cm → APLICAR Quando o crescimentodiário da haste principal for superior à 1,5 cm → APLICAR Número de nós acima da última flor branca Plantas minimamente estressadas: entre sete e oito internódios acima da última flor branca Abaixo: estimular Acima: regular Modelos matemáticos: sugestões de doses Altura (cm) Ciclo da cultivar/Condição de crescimento Precoce ou médio* Médio/tardio ou tardio** Tardio + clima favorável*** L ha-1 60 0,03 0,06 0,09 70 0,06 0,12 0,18 80 0,10 0,18 0,26 90 0,13 0,24 0,36 100 0,16 0,30 0,44 Dose (L ha-1) D=(0,0033 X A) – 0,16 D=(0,0061 X A) – 0,30 D=(0,0089 X A) – 0,44 Pic HC, Legend 250 SL, Sponsor * Crescimento diário inferior a 1,5 cm; ** Crescimento diário maior que 1,5 cm; *** Boa umidade do solo e temperatura superior a 32° C. Modelos matemáticos: sugestões de doses Altura (cm) Ciclo da cultivar/Condição de crescimento Precoce ou médio* Médio/tardio ou tardio** Tardio + clima favorável*** L ha-1 60 0,08 0,15 0,22 70 0,16 0,3 0,44 80 0,24 0,45 0,66 90 0,33 0,6 0,89 100 0,41 0,76 1,11 Dose (L ha-1) D=(0,0083 X A) – 0,42 D=(0,0152 X A) – 0,76 D=(0,0223 X A) – 1,12 Tuval * Crescimento diário inferior a 1,5 cm; ** Crescimento diário maior que 1,5 cm; *** Boa umidade do solo e temperatura superior a 32° C. Desenvolvimento da folha Florescimento Rosolem (2007) Florescimento Rosolem (2001) Ocorrência de pragas no algodoeiro Adaptado de Saran; Santos (s/d) Percevejo castanho L. rosca L. elasmo Cigarinha Tripes Pulgão do algodoeiro Curuquerê Curuquerê Falsa medideira/Mede palmo Bicudo Spodoptera spp. Spodoptera spp. Ácaro rajado/vermelho/branco Percevejos rajado/manchador Mosca branca Mosca branca Percevejos migrantes Lagarta rosada Detecção de bicudo no Brasil Belot et al. (2015) Ovo – Liso e branco e com 0,08 mm de comprimento. Cada fêmea oviposita aproximadamente 150 ovos no interior dos botões florais. Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) Larva – De cor branca, com cabeça cor pardo-clara, sem patas, encurvadas, e no 3º ínstar apresenta entre 5 mm e 7 mm de comprimento. Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) Pupa – De cor branca, comprimento de 10 mm, pode-se observar os vestígios dos diferentes membros do corpo dos futuros adultos, como os olhos e o bico. O período pupal dura, em média, 4 a 6 dias. Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) Adulto – De cor geral cinzenta ou castanha, com 7,0 mm de comprimento (incluindo o bico), e cerca de 2,3 mm de largura. O corpo é coberto com pequenos e finos pelos dourados, conferindo ao inseto uma aparência penugenta. Os adultos recém emergidos possuem uma cor marrom-avermelhada. O fêmur das patas dianteiras apresenta duas aristas (espinhos), uma maior que a outra. Os fêmures das patas medianas e posteriores só apresentam uma arista. Os olhos e o bico são escuros e as antenas apresentam 12 segmentos. Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843) Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843): ciclo de vida Ovo 3 a 5 dias Larva 8 dias Pupa 4 a 6 dias Adulto 20 a 40 dias 1 ovo por botão floral, preferencialmente na base de botões com 0,6 cm de diâmetro. Um casal pode dar origem a 12 milhões de insetos até o final da safra. O adulto é de hábito diurno, com maior atividade entre 9 e 17 h. O pólen da flor de algodão é o alimento preferido. As fêmeas adultas, após emergirem, precisam se alimentar durante 5-6 dias antes de iniciar a postura. Os adultos podem se movimentar a longas distâncias. Após o final da safra, migram para os refúgios, onde permanecem com baixo metabolismo. Os adultos, ao penetrarem na lavoura, pouco se movimentam. Inicialmente, podem se alimentar das estruturas vegetativas, até que apareçam os primeiros botões. Na fase de maturação, os adultos se alimentam vorazmente, para acumular gorduras. Adaptado de Belot et al. (2015) Bicudo - Anthonomus grandis (Boh., 1843): controle Cultural Semeadura concentrada Cultivares de ciclo curto e florescimento concentrado Controle do crescimento: facilita a penetração dos produtos Destruição das soqueiras e tigueras Químico Armadilhas contendo feromônio para monitoramento nas bordas próximas aos refúgios, instaladas 50 dias antes da semeadura, permanecendo por 9 semanas. Índice BAS: bicudos/armadilha/semana. - mais de 2 BAS: três aplicações - entre 1 e 2 BAS: duas aplicações - de 0 a 1 BAS: uma aplicação - zero BAS: nenhuma aplicação. Monitoramento Sugestão: avaliação de 250 botões florais/talhão (1 botão por planta), adotando como nível de controle, 5% de botões atacados. Aplicação de inseticidas nas bordaduras (30 m) a partir da 2ª folhas até a primeira maçã firme, com intervalos de 5 a 7 dias. 3 aplicações de inseticidas após o surgimento dos botões florais em intervalo de 5 a 7 dias. Não utilizar piretroides antes de 80 DAS: desequilíbrio de ácaros. Adaptado de Belot et al. (2015) Bicudo: controle e supressão populacional Adaptado de Belot et al. (2015) Entressafra Ciclo Final de ciclo Final de ciclo Colheita Vazio sanitário: destruição dos restos culturais, tigueras e rebrotas Semeadura concentrada Armadilhamento Redução populacional de final de safra Destruição dos restos culturais Pulverização das bordaduras Aplicações na fase B1 Redução populacional de final de safra Nível de controle: 5% de botões atacados Armadilhamento Decisões de supressão: Com base nas armadilhas Com base no monitoramento visual Tripes - Frankliniella schultzei (Trybom, 1920) Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) Descrição e biologia Adultos medem de 1 a 3 mm, normalmente de coloração cinza-escura a preta. Aparelho bucal do tipo raspador-sugador. A fêmea pode ovipositar de 20 a 100 ovos. Alimentam-se de seiva e as maiores densidades populacionais geralmente ocorrem até os 20 dias de idade das plantas. Podem ocorrer ataques expressivos na fase de frutificação das plantas. São insetos polífagos. Se escondem dentro das flores e embaixo das folhas. Período de incubação: 4 dias; Período ninfal: 5 a 10 dias; Período adulto: 20 dias. Danos Raspam a epiderme e sugam a seiva, deixando pequenos pontos ferruginosos. Os danos mais sérios ocorrem quando as plantas estão jovens. Ataques tardios podem causar quedas de estruturas reprodutivas. No início do ataque as folhas apresentam necrose e dobramento das bordas voltadas para cima. Se o ponteiro for atacado, ocorre encarquilhamento, paralização temporária do crescimento e superbrotamento. Em plantas jovens (antes de 15 DAE), pode causar a morte. Controle Monitoramento: 5 pontos com 10 plantas por hectare. >5 tripes/planta: entrar com controle. Controle biológico, tratamento de sementes e produtos sistêmicos quanto estiver acima do nível de controle. Mosca branca - Bemisia tabaci (Genn., 1889) Descrição e biologia Os adultos apresentam cor branca, com 1 a 2 mm de comprimento. Apresentam prontidão a voar, a partir de qualquer perturbação. Geralmente habita a face inferior das folhas. Uma fêmea pode depositar 110 ovos isoladamente na face inferior das folhas. São insetos polífagos. Período de incubação: 7 dias; Período ninfal: 14 a 28 dias; Período adulto: 18 dias. Danos Danos diretos pela sucção de seiva, ocasionando amarelecimento do limbo. Pontuações que se tornam necróticas ao longo das nervuras, encrespamento, murchamento e envelhecimento precoce das folhas, ocorrem devido a injeção de seiva tóxica. Assim como o pulgão, podem secretar substâncias açucaradas, que promovem fumagina. Como dano direto, são transmissoras do vírus do mosaico comum. Controle Controle biológico e utilização de inseticidas sitêmicos Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) Pulgão do algodoeiro - Aphis gossypii Glover, 1877 Fonte:Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) Descrição e biologia Adultos medem 1,3x0,6 mm, de coloração verde clara a verde escura. Possuem aparelho bucal sugador com hábito gregário (vivem em colônias). O pico populacional é observado entre 35 e 70 dias DAE. Podem ser ápteros ou alados. Na entressafra, sobrevivem em plantas silvestres. As adubações nitrogenadas normalmente favorecem o aumento da população. Uma fêmea pode originar cerca de 100 a 200 ninfas em 10 dias, por partenogênese. São insetos polífagos. Danos Inicialmente os danos ocorrem em reboleiras. Os danos diretos são a sucção de seiva, que provocam a curvatura das folhas. Quando os adultos se alimentam, eliminam secreções açucaradas em folhas e capulhos, que favorece o aparecimento de fungos de cor preta, que ocasionam fumagina. Os danos indiretos ocorrem devido o pulgão ser vetor das viroses do mosaico das nervuras, conhecida como doença azul e mosaico das nervuras atípico. Controle Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – observar as folhas a fim de verificar a presença de pulgões alados ou colônias – 3 a 10% de plantas atacadas para variedades suscetíveis às viroses, 40% de plantas atacadas para variedades tolerantes. Controle biológico, tratamento de sementes, inseticidas seletivos a inimigos naturais Complexo de lagartas Curuquerê - Alabama argillacea (Hübner, 1818) Falsa medideira Lagarta das maçãs - Heliothis virescens (Fabrícius, 1781) Spodoptera - Spodoptera cosmioides (Walker., 1858) Spodoptera - Spodoptera eridanea (Cramer, 1782) Spodoptera - Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) 50 a 100 plantas por talhão 2 lagartas/planta ou 25% de desfolha 50 a 100 plantas por talhão 10 a 15% de plantas atacadas Os ovos de H. armigera e H. zea são de coloração branco-amarelada, apresentando cor marrom escuro próximo ao momento de eclosão, e são dispostos isoladamente; O período larval de Helicoverpa spp. pode apresentar diversas colorações, de branco-amarelada a verde nos diversos ínstares, com cabeça de coloração marrom-escuro a preto, apresentando listras de diversas cores lateralmente nos diversos segmentos; H. armigera apresenta grande semelhança com a lagarta da maçã, Heliothis virescens; Para a identificação, observa-se a presença de micropêlos que podem ser observados com uma lupa de bolso, e que saem de pintas salientes do 1º, 2º e 8º segmentos abdominais. Por sua vez, observa-se, para a Helicoverpa spp., a presença de pintas salientes sem micropêlos Helicoverpas Heliothis virescens Helicoverpa spp Helicoverpas Na fase adulta, as mariposas fêmeas de H. armigera apresentam as asas dianteiras amareladas, enquanto as dos machos são cinza-esverdeadas com uma banda ligeiramente mais escura no terço distal e uma pequena mancha escurecida no centro da asa (Ávila et al., 2013); As espécies de H. zea e H. armigera são muito semelhantes e, atualmente, a correta diferenciação entre elas se baseia em detalhes encontrados no aparelho genital masculino (Czepak et al., 2013). Helicoverpa spp. - fêmea Helicoverpa spp. - macho Helicoverpas Machos e fêmeas adultos de Helicoverpa armigera, respectivamente, à esquerda e à direita. Adultos de Helicoverpa armigera e Heliothis virescens à esquerda e à direita, respectivamente. Helicoverpa spp. em posição de defesa Desenho ilustrando a presença de tubérculos escuros no 1˚ e 2˚ segmentos Helicoverpas Adulto de Helicoverpa armigera Adulto da Helicoverpa zea Vista da Helicoverpa zea e as diversas características morfológicas Helicoverpas A H. armigera apresenta maior espectro de ataque se comparada à H. zea; Lagartas de Helicoverpa spp. realizam a predação de outras espécies de lagartas e também da mesma espécie (canibalismo). Preferência de oviposição noturna, com capacidade de colocar de 2.200 a 3.000 ovos nas plantas hospedeiras; Controle: identificação correta da praga Manejo integrado de pragas; Diamidas têm apresentado boa eficiência; A biotecnologia apresenta apenas supressão Lagarta Helicoverpa armigera Helicoverpas Manejo de lepdópteros: transgenias Tecnologias: Bollgard I® (Cry1Ac), Bollgard ll® (Cry2Ab2/Cry1Ac), TwinLink® (Cry1Ab, Cry2Ae) e Widestrike® (Cry1Ac, Cry1F). Área de refúgio: 20% de algodão não Bt Martins et al. (2014) Nome científico Nome comum Proteínas Agrotis ipsilon Lagarta-rosca Cry1J, Cry1Ca, Cry1Ac, Cry1Ba, Cry1Ab Chrysodeixis includens Lagarta-falsa-medideira Cry1Ac, Cry1Fa, Cry1Ca, Cry2Aa Helicoverpa armigera Lagarta-do-tomate Cry1Ac, Vip3Aa, Cry2Ac, Cry1Ah, Cry1Ai, Cry2Ab2 Helicoverpa zea Lagarta-da-espiga-do- milho Cry1Ac, Vip3A Chloridea virescens Lagarta-das-maçãs Cry1Aa, Cry1Ac, Cry1Ca, Vip3Aa, Vip3Ae, Vip3Af, Cry2Aa Myzus persicae Pulgões Cry41Ab1 e Cry41Aa1 Pectinophora gossypiella Lagarta-rosada Cry1Ac, Cry2Ab Spodoptera frugiperda Lagarta-militar Cry1Ia10, Vip3Aa, Cry1Ab, Cry1Ac, Cry1Fa, Cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac, Cry2Aa, Cry2Ab, Cry1Ia12 Anthonomus grandis Bicudo-do-algodoeiro cry10Aa, Cry1Ba, Cry1Ia Principais proteínas Bt para controle de pragas Belot; Vilela (2019) Ácaros Ácaro rajado - Tetranychus urticae (Koch, 1836) Ácaro branco - Polyphagotarsonemus latus (Banks, 1904) Fonte: Saran; Santos (s/d); Silvie et al. (2013) Descrição e biologia Pequeno e ativo, com quatro pares de pernas, sendo que o último não é utilizado. Apresenta coloração branco-amarelada-brilhante. A fêmea mede 0,17 mm e o macho 0,15 mm. Cada fêmea oviposita entre 25 e 30 ovos. Pode se obter uma nova geração a cada 5 dias. Polífagos. Danos Ninfas e adultos se alimentam dos tecidos foliares. Inicialmente em reboleiras, próximas as matas nativas. Encarquilhamento com bordos voltados para baixo. Pode ocorrer rasgadura das folhas. Controle Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – 40% de plantas atacadas. Controle biológico, acaricidas. Dias ensolarados reduzem a incidência do ácaro. Descrição e biologia Pequenos, sendo as fêmeas (0,45 x 0,24 mm) de coloração amarelada e os machos (0,25 x 0,15 mm) mais avermelhada. Vivem em colônias na face inferior das folhas. As fêmeas podem ovipositar entre 50 e 60 ovos em 10 dias. Incubação: 4 a 18 dias, Ninfas: 1 a 15 dias, Adulto: até 17 meses. Danos Ninfas e adultos se alimentam dos tecidos foliares. Inicialmente em reboleiras, no terço médio das plantas. Necroses, secamento e queda das folhas. O fruto atacado fica endurecido, seco e de coloração marrom. Controle Monitoramento: 50 a 100 plantas/talhão – 10% de plantas atacadas. Controle biológico, acaricidas. Nutrição mineral X florescimento Freire (2007) N P2O5 K2O Ca Mg S Extração (kg/t) 57,9 25,6 73,3 22,6 13,7 5,7 Exportação (kg/t) 33,2 13,9 13,8 1,6 4,3 2,8 B Cu Fe Mn Mo Zn Extração (g/t) 120 43 60-1200 52-92 1 43-62 Exportação (g/t) 16-27 6-9 7-200 10-15 - 11-44 Resposta à adubação em relação ao nível de nutriente no solo Adubação de correção: adequação do nível de nutriente no solo. Realizado quando está abaixo do nível crítico Adubação de manutenção: manter o teor acima no nível crítico. Supre a exportação e eventuais perdas do solo Adubação de reposição: repor o que foi exportado. Avaliar de forma crítica MB B M Alto Muito alto 20 40 60 80 100 Teor de nutriente no solo (mg dm-3) R e n d im e n to r e la ti v o ( % ) SOLO e planta Solo e PLANTA PLANTA Faixa adequada Nutrição mineral X florescimento Rochester et al. (2012) % absorvida durante o florescimento N 55 P 75 K 61 Ca 55 Mg 61 S 63 Algodão irrigado na Austrália Produtividade: 2250 kg ha-1 de fibra Florescimento: até 3,6 kg ha-1 dia de N e até 4,8 kg ha-1 dia de K Máximo florescimento: 1/3 do K total é absorvido em um período de 12 a 14 diasNutrição mineral X florescimento Rochester et al. (2012) % absorvida durante o florescimento Fe 46 Mn 49 B 60 Cu 61 Zn 73 Algodão irrigado na Austrália Produtividade: 2250 kg ha-1 de fibra Nutrição mineral X florescimento Rochester et al. (2012) Nutrição mineral X florescimento Rochester et al. (2012) Adubação: nitrogênio Expectativa de produtividade1 Doses de N (kg ha-1) Plantio Cobertura Até 3000 15-20 60-802 4000 15-20 80-100 50003 15-20 100-120 60003 15-20 120-140 1 Expectativa de produtividade com base na maior produtividade alcançada na região ou nos melhores talhões da propriedade, para condições similar de solo, cultivar e manejo 2 Os maiores valores correspondem às áreas com alto potencial de resposta a N: solos com baixo teor de M.O.; primeiros anos de plantio direto cujo cultura antecessora era uma gramínea; 3 É possível alcançar esse nível de produtividade em solos em processo de correção de sua fertilidade ou em locais com pluviosidade inferior a 1200 mm, bem distribuídos nos primeiros 160 dias do ciclo da cultura. Adubação: potássio Produtividade (kg/ha)1 Teor de K no solo (mg/dm3) < 252 26 - 502 51 - 80 81 - 120 > 1204 Até 3000 130 100 80 60 30 4000 150 a 170 120 a 140 100 a 120 80 40 50003 170 a 190 140 a 160 120 a 140 100 50 60003 190 a 210 160 a 180 140 a 160 120 60 1 Expectativa de produtividade com base na maior alcançada nos melhores talhões da propriedade, para condição similar de solo, cultivar e manejo; 2 Nesses níveis de K no solo, as doses sugeridas incluem a adubação corretiva mais a adubação de manutenção (considerando-se o teor adequado de K para o algodão na faixa de 80-120 mg/dm3); 3 É pouco provável que esse nível de produtividade seja alcançado em solos em processo de correção de sua fertilidade ou em locais com pluviosidade inferior a 1.200 mm, razoavelmente bem distribuídos durante o ciclo da cultura; 4 Nível alto de potássio no solo, acima do qual a adubação pode ser reduzida ou até suprimida por uma safra, em anos de elevada relação de preços insumo-produto. Adubação: fósforo Expectativa de produtividade1 Doses de P2O5 (kg ha -1)3 Adequado Alto4 Até 3000 60 30 4000 90 45 50002 110 55 60002 135 70 1 Expectativa de produtividade com base na maior produtividade alcançada na região ou nos melhores talhões da propriedade, para condições similar de solo, cultivar e manejo 2 É pouco provável alcançar este nível de produtividade em solos em processo de correção de sua fertilidade ou em condições de sequeiro nos locais com pluviosidade inferior a 1200 mm 3 Doses estimadas considerando que o algodoeiro extrai cerca de 20-25 kg/ha de P2O5 para cada tonelada de algodão em caroço produzido 4 Nível alto de fosforo no solo, no qual a adubação pode ser reduzida ou até suprimida por uma safra, em anos de elevados relação de preços insumo/produto Francisco; Hoogerheide. (2011) Deficiência de potássio em folhas novas de algodão K suficiente K suficiente Fibras Deficiência de potássio em algodão Yang et al., 2016 Efeito da aplicação foliar de KNO3 na produtividade e componentes de produção de algodão Waraich et al. African Journal of Agricultural Research, (2011) Aplicação foliar de KNO3 em algodão Waraich et al. African Journal of Agricultural Research, (2011) Efeito da aplicação foliar de KNO3 no micronaire, uniformidade, comprimento e resistência da fibra em algodão. Aplicação foliar de KNO3 em algodão Abertura dos capulhos Marur; Ruano (2004) Da primeira flor até a abertura do primeiro capulho, é esperado que dure aproximadamente 58 a 70 dias. Abertura dos capulhos Rosolem (2001) Ocorrência de doenças na cultura do algodão Saran (s/d) Ramulária - Ramularia areola Descrição e biologia Também conhecida como falso míldio. É a principal doença do algodoeiro no Cerrado. Favorecida por temperaturas entre 12 e 32º C, associado a umidade relativa acima de 80%. Sobrevive em restos culturais. Os sintomas são caracterizados pelos sinais do patógeno, com sua elevada esporulação. Caracterizado por manchas pulverulentas brancas, angulosas, delimitadas pelas nervuras, com intensa esporulação na fase inferior da folha. Ataque severo causa desfolha do baixeira. Em anos chuvosos, pode causar podridão dos capulhos do baixeiro. Controle Uso de cultivares resistentes Rotação de culturas Destruição eficiente dos restos culturais Manejo do regulador de crescimento e do espaçamento Controle químico Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Ramulose - Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides Descrição e biologia Também conhecida como superbrotamento. É um patógeno necrotrófico. Alta temperatura (25 a 30º C) umidade relativa acima de 80% e longos períodos chuvosos favorecem a infecção. Sementes infectadas e os restos culturais (sobrevive por até 9 meses) são as principais fontes de inoculo. É caracterizada por mancha nas folhas, queima do ápice, redução do porte e superbrotamento. A lesão inicial é observada na forma de manchas arredondadas necrosadas nas folhas jovens do ponteiro das plantas. Com o crescimento da folha, ocorre a rasgadura da necrose, denominando-a mancha estrelada. A ramulose evolui das folhas jovens para as novas folhas jovens, aumentando a infecção no ponteiro das plantas. Nos pecíolos, nos galhos ou na haste principal são observadas lesões escuras que geralmente provocam a queda das folhas. Com a evolução dos sintomas na planta, observam-se lesões nos ponteiros, provocando a morte do meristema apical, ramificações, redução de internódios e o superbrotamento. Controle Uso de cultivares resistentes Rotação de culturas Destruição eficiente dos restos culturais Tratamento de sementes com fungicida Controle químico Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Mancha angular - Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum Descrição e biologia Elevada precipitação, umidade relativa do ar acima de 85%, elevada temperatura, entre 30 e 36º C, com intenso orvalho e plantio adensado são favoráveis à doença. A disseminação se dá por meio de sementes contaminadas e restos culturais (pode permanecer de uma ano para o outro). Ataca todos os órgãos da planta, em todas as fases. São formadas lesões angulares, delimitadas pelas nervuras, inicialmente de aspecto encharcado e depois pardas. Em casos mais severos, as lesões podem coalescer, formando áreas necrosadas e quebradiças. Nas maças, as lesões são arredondadas, oleosas e escuras, posteriormente pretas com uma depressão no centro. Controle Uso de cultivares resistentes, específica para a raça existente na área. Deslintamento das sementes com ácido Destruição da soqueira Evitar danos nas plantas Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Mancha de mirotécio - Myrothecium roridum Descrição e biologia É um patógeno saprófita, disseminado via semente, sobrevive em restos culturais e que pode participar de um complexo de patógenos envolvidos em tombamento. Altas temperaturas (25 a 30º C), associados a alta umidade relativa e alta pluviosidade, são favoráveis à doença. Nas folhas, os sintomas são caracterizados por manchas circulares em forma de anéis concêntricos e margeados por uma coloração violeta ou avermelhada. Sob condições favoráveis, é possível visualizar o micélio do fungo nas manchas, caracterizado por pontuações brancas. Controle Evitar danos mecânicos nas plantas Rotação de culturas Destruição eficiente dos restos culturais e plantas daninhas Tratamento de sementes com fungicida Controle químico Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Podridão de maçãs Descrição e biologia Causada por um complexo de patógenos, como Alternaria spp., Ascochyta gossypii, Aspergillus flavus, Bacillus pumilis, Colletotrichum spp., Erwinia aroideae, Fusarium spp., Lasiodiplodiatheobromae, Myrothecium roridum, Pantoea agglomerans, Phoma exígua, Phomopsis sp., Phythophthora spp., Rhizoctonia solani e Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum. O excesso de chuvas, a umidade relativa alta com dias nublados e as lesões de origem mecânica, fisiológica ou entomológica nas maçãs favorecem o apodrecimento. Controle Uso de variedades tolerantes Rotação de culturas Manejo adequado do crescimento, altura de plantas, espaçamento e densidade Controle de insetos que podem causar ferimentos nas maçãs Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Tombamento Descrição e biologia Causado por um complexo de patógenos como Fusarium spp., Pythium sp., Alternaria sp., Colletotrichum gossypii, Rhizoctonia solani, Macrophomina phaseolina, Thielaviopsis basicola, Glomerella gossypii e Botriadiplodia theobromae. Podem ser transmitidos pela semente, por restos culturais, pelo solo contaminado e pela chuva. Temperaturas baixas aumentam o tempo de germinação e favorecem o complexo de patógenos. Temperaturas entre 18 e 30º C e a umidade elevada do solo contribuem para a infecção da planta. Controle Controlar a profundidade de semeadura Uso de sementes sadias e sem danos mecânicos Evitar semeadura em épocas de elevada pluviosidade Tratamento das sementes Rotação de culturas Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Mosaico comum - Abutilon mosaic virus – AbMV Descrição e biologia Transmitida pelo vetor Bemisia tabaci (mosca-branca). Inicialmente são observadas manchas amarelas que, ao se desenvolver, apresentam lesões cloróticas de cor amarela e descoloridas no limbo foliar, tornando-se avermelhadas com a maturação da folha. Controle Controle do inseto vetor. Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Mosaico das nervuras - Cotton leafroll dwarf virus – CLDV Descrição e biologia Não é transmitido via semente. É transmitido pelo vetor Aphis gossypii (pulgão do algodoeiro). O pulgão do algodoeiro adquire o vírus em 48 horas, que pode ser transmitido ao algodoeiro em qualquer idade. As plantas sadias expostas ao vetor contaminado desenvolvem os sintomas em até 18 dias após a exposição. Sintomas típicos são folhas com as bordas encurvadas para baixo (aspecto “campanular”) e limbo rugoso, quebradiças, coloração arroxeada e azulada ou verde-escura nas folhas mais velhas. Plantas em fase inicial de frutificação perdem até 50% da produção e o sintoma é observado no ponteiro com “azulamento” típico. Controle Controle do inseto vetor Adaptado de Saran (s/d) e Galbieri et al. (2015) Posicionamento do parasitismo dos nematoides Gheysen & Jones (2006) Nematoide de galhas - Meloidogyne incognita (A): galha e massa de ovos (em vermelho) (B e C): remoção/deslocamento das massas de ovos e possível visualização de parte posterior da fêmea (estrutura de coloração branco-leitosa) (D): visualização total do corpo da fêmea removida do interior da galha. Fonte: Rafael Galbieri. Nematoide de galhas - Meloidogyne incognita 14 dias 4-6 dias 25 a 30º C Solos arenosos a médio-argilosos Pode sobreviver por até 12 meses na ausência da planta hospedeira Nematoide reniforme - Rotylenchulus reniformis Fonte: Rafael Galbieri É um nematoide semiendoparasita sedentário. Semelhante ao nematoide-das-galhas, apresenta também quatro estádios juvenis. A primeira ecdise ocorre ainda no interior do ovo e, após a eclosão dos J2, ele passa por mais duas fases no solo até tornar-se um adulto imaturo. Durante essas fases do pré-parasitismo, o nematoide não se alimenta. As fêmeas imaturas, vermiformes, constituem-se no único estágio infectivo, e não o J2, como é o caso de M. incognita elas penetram nas raízes das plantas, inserindo aproximadamente um terço da parte anterior de seu corpo, estabelecendo os sítios de alimentação. As fêmeas adultas tornam-se sedentárias logo após o início da alimentação, e os machos permanecem móveis no solo. A produção de ovos começa entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas. Semelhantemente ao nematoide-das-galhas, os ovos de R. reniformis são depositados em uma matriz gelatinosa, normalmente em número de até cem ovos. Todo o ciclo de vida do nematoide é completado em 24-30 dias, e a temperatura tem grande influência nesse período. Pode ser encontrado em diversos tipos de solo, porém apresenta tendência para solos de textura fina, siltosos ou argilosos. A espécie apresenta grande capacidade de sobrevivência na ausência do algodoeiro, não somente por ser uma espécie polífaga (mais de 300 espécies de plantas hospedeiras), mas, sobretudo, em função da presença de diferentes mecanismos. Por exemplo, em condições de baixa umidade, o nematoide entra em estado de anidrobiose, suportando a dessecação melhor que outras espécies. Além disso, o nematoide pode ter populações elevadas em profundidades maiores, como em 40-120 cm, ficando menos sujeito a variações ambientais, principalmente em período de estiagem. Na ausência de plantas hospedeiras, o nematoide pode sobreviver por até dois anos. Nematoide reniforme - Rotylenchulus reniformis Fonte: Galbieri; Belot (2016) Nematoide das lesões - Pratylenchus brachyurus Fonte: Rafael Galbieri As fêmeas depositam cerca de 30 ovos ao longo de suas vidas, normalmente dentro das raízes ou no solo próximo à superfície (postura isolada, sem formação de massas de ovos). O nematoide tem hábito endoparasita migrador. A primeira ecdise ocorre ainda dentro do ovo, e todos os estádios subsequentes (juvenis e adulto) são móveis e infectivos; não ocorre o sítio permanente de alimentação. O nematoide move-se na região do córtex da raiz, onde se alimenta e se reproduz, mas não ataca a região da endoderme. Seu ciclo de vida varia muito, mas dura entre três e oito semanas, dependendo das condições ambientais. A ocorrência de P. brachyurus é favorecida por temperaturas em torno de 30°C e solos com textura média de 15% a 25% de argila. O nematoide tem grande capacidade de sobrevivência na ausência da cultura principal. Primeiro, porque é uma espécie polífaga, com ampla gama de hospedeiros, incluindo inúmeras plantas daninhas e diferentes espécies de gramíneas cultivadas. Segundo, pelo fato de os ovos apresentarem resistência considerável, podendo sobreviver no campo por determinado período. Tanto os ovos quanto os juvenis apresentam os seguintes mecanismos de sobrevivência: criobiose (dormência em baixas temperaturas), anidrobiose (dormência em baixas condições de umidade). Este último fator é muito importante no período seco, na entressafra no Cerrado brasileiro. Há relatos de sobrevivência do nematoide por até 21 meses em solo sem qualquer planta hospedeira e sem irrigação, em condições controladas Nematoide das lesões - Pratylenchus brachyurus Fonte: Galbieri; Belot (2016) Reação de culturas selecionadas aos principais nematoides do algodoeiro *VERMELHO indica que a cultura multiplica intensamente o nematoide (cultura boa hospedeira); *AZUL indica que a cultura multiplica pouco o nematoide (má hospedeira); *VERDE indica que a cultura não multiplica o nematoide (cultura não hospedeira); *LARANJA indica plantas que apresentam reação variável; **Sem informação consistente. Fonte: Galbieri; Belot (2016) Colheita de algodão Colheita de algodão Abertura dos capulhos Desenvolvimento de fibras do algodão: antese Microscopia eletrônica de varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. no dia da antese (Fonte: Ruan et al., 2003) Desenvolvimento de fibras do algodão: 1DAP Microscopia eletrônica de varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. 1 dia após a antese (Fonte: Ruan et al., 2003) Desenvolvimento de fibras do algodão: 2DAP Microscopia eletrônicade varredura (MEV) da superfície de um óvulo de algodoeiro G. hirsutum L. 2 dias após a antese (Fonte: Ruan et al., 2003) Iniciação Alongamento Transição Síntese da parede celular secundária Maturação Desenvolvimento de fibras do algodão Durante os primeiros 20- 30 dias após a antese ocorre o alongamento. Dos 30 aos 50 dias ocorre o acúmulo de parede secundária. Desenvolvimento de fibras do algodão Evolução esquemática do comprimento, do perímetro e da espessura da parede da fibra conforme a idade da cápsula do algodoeiro (Fonte: ©Cirad, Belot (2018)) Um caroço carrega cerca de 10 mil fibras de lint (25 a 32 mm) e de 5 mil a 10 mil fibras de linter (alguns mm) Belot (2018) Belot (2018) Desenvolvimento de fibras do algodão O comprimento da fibra é determinado durante a fase de elongação: ocorre durante o primeiro terço do desenvolvimento das maçãs (3 a 25 dias após a antese); A deposição de paredes secundárias de celulose é afetada entre os 15 e 45 dias após a antese. Durante esta fase é determinado o micronaire; Temperatura noturna abaixo de 22º C inibe a taxa de síntese de celulose; Sombreamento reduz a qualidade da fibra. Aplicação de desfolhantes e maturadores Objetivo do desfolhante: causar a abscisão de estruturas produzidas tardiamente, que servem de abrigo para lagarta rosada, bicudo, reduzem a eficiência da colheita e a qualidade da fibra Efeito do desfolhante: promovem a síntese de etileno → ABSCISÃO Desfolhante: critério usual → aplicar quando 60 a 70% dos capulhos estiverem abertos Desfolha precoce → redução na qualidade da fibra Realizar a desfolha quando o último fruto estiver maduro fisiologicamente Produto Princípio ativo Dose (L ha-1) Finish – promotor abertura etefon/ciclanilida 1,5-2,5 Drop ultra – desfolhador tidiazuron/diuron 0,3-0,5 Aurora – desfolhador* carfentrazona 0,05-0,06 Kabuki – desfolhador pirafluflem-etilico 0,08-0,12 Maturador: aplicar quando 90% dos frutos estiverem maduros fisiologicamente. Atingir diretamente o alvo. *Doses superiores não causam efeito desfolhador Fibra do algodoeiro Belot (2018) Comprimento e uniformidade • Defini qual tipo de produto acabado será realizado a partir das fibras. • Para verificar as regulagens dos equipamentos de descaroçamento. • Para definir o preço comercial das fibras. • Para permitir a regulagem dos equipamentos de transformação em fiação. Índice micronaire, maturidade, finura • Medida da vazão do fluxo de ar injetado com pressão constante sobre uma massa de fibras. • Para prever a quantidade média de fibras na seção do fio, fator que afeta a resistência do fio e a regularidade da seção e, logo, seu comportamento nas etapas de transformação posteriores. • Para decidir quais tratamentos químicos serão aplicados e as quantidades de corantes necessárias. • Para prever a fixação do tingimento Resistência à ruptura, alongamento • Para definir qual tipo de produto acabado será realizado a partir das fibras. • Para definir um preço comercial das fibras. • Para prever a resistência do fio produzido. Colorimetria • Para identificar fardos homogêneos e agrupá-los em lotes. • Para evitar as variações de cor nos lotes de bobinas de fio e, consequentemente, nos tecidos crus e tingidos, organizando o abastecimento de fardos de algodão às fiações em função dos resultados de caracterização. Contaminantes • Para identificar fardos homogêneos e agrupá-los em lotes; • Para fixar o preço de troca das fibras, levando em conta a quantidade de resíduos; • Para limitar as perdas durante as etapas de beneficiamento. Qualidade da fibra do algodoeiro As fibras com índice micronaire baixo e valores altos de maturidade, resistência e alongamento à rotura são muito bem-vindas ao processo têxtil, visto que, se processadas de forma correta, agregarão valores positivos à produtividade. Micronaire Fios de mesmos títulos formados de fibras de micronaire diferentes (Fonte: Sérgio Loureiro Kimmeigs, 1995) Micronaire baixo Micronaire alto Fibra madura Belot (2018) Fibra imatura Belot (2018) Contaminantes Vazio sanitário do algodoeiro Região Época Mato Grosso – Região I (Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste e regiões) 01/10 a 30/11 Mato Grosso – Região II (Sorriso-Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal e regiões) 15/10 a 14/11 Mato Grosso do Sul 01/10 a 30/11 Goiás – Região I - Acreúna, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Campo Alegre de Goiás. Cesarina, Edealina, Edeia, Firminópolis, Goiatuba, Inaciolândia, Indiara, Ipameri, Jandaia, Itumbiara, Joviânia, Maurilândia, Morrinhos, Palmeiras de Goiás, Palminópolis, Panamá, Piracanjuba, Pontalina, Porteirão, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio da Barra, São João da Paraúna, Santo Antônio de Goiás, Trindade, Turvelândia, Vicentinópolis e as lavouras localizadas nos municípios de Paraúna e Caiapônia que estiverem abaixo de 600 metros de altitude. 05/09 a 20/11 Goiás – Região II – Chapadão do Céu, Doverlândia, Jataí, Mineiros, Montividiu, Rio Verde, Santa Rita do Araguaia, e as Lavouras localizadas em Paraúna e Caiapônia que estiverem acima de 600 metros de altitude 10/09 a 30/11 Goiás – Região III – Perolândia, Portelândia e Mineiros, exceto a porção de área descontínua limítrofe com o município de Chapadão do Céu, que segue a mesma data de vazia de GO 2. 15/09 a 05/12 Goiás – Região IV - Cocalzinho de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Silvânia e Minaçu 20/08 a 10/11 Goiás – Região V - Britânia, Jussara, Matrinchã, Montes Claros de Goiás, Santa Fé de Goiás e São Miguel do Araguaia 01/11 a 20/01 Minas Gerais 20/09 a 20/11 Bahia 20/09 a 20/11 São Paulo 10/07 a 10/10 Paraná 10/07 a 20/09 Adaptado de Conab (2016) Destruição da soqueira Destruição mecânica da soqueira do algodoeiro e sistema “convencional” de manejo do solo Muito obrigado! Eng. Agrônomo D.Sc. Luís Henrique Soares luishenriqueagro@hotmail.com luishs@unipam.edu.br “A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior.” Chico Xavier mailto:luishenriqueagro@hotmail.com mailto:luishs@unipam.edu.br