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1 - Analise a participação do setor industrial total na formação do PIB brasileiro no período 2015 – 2018. (Valor: 70% da pontuação)
	Tabela 1 – PIB desagregado em valores correntes (Milhões de Reais)
	Trimestre
	Agropecuária total
	Indústria Total
	Serviços Total
	Impostos líquidos sobre produtos
	PIB a preços de mercado
	Percentual sobre valores
	2° Trimestre 2015
	72169
	283833
	917731
	206318
	1480052
	19,18%
	2° Trimestre 2016
	88336
	285534
	973229
	211111
	1558209
	18,32%
	2° Trimestre 2017
	84928
	296136
	1029819
	215862
	1626745
	18,20%
	2° Trimestre 2018
	90754
	302705
	1052016
	241572
	1687047
	17,94%
PIB – Industria 2015
De acordo com o IBGE, a queda registrada na indústria – frente ao primeiro trimestre – foi puxada principalmente pelo desempenho negativo da construção civil, que recuou 8,4%. Na sequência, a aparece a indústria de transformação, que também sofreu forte queda de 3,7%.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/economia-recua-19-no-2-trimestre-de-2015.html
PIB – Industria 2016
Já a indústria, ao contrário da leve recuperação que mostrou do primeiro trimestre para o segundo, sofreu uma queda de 3%, puxada pela indústria de transformação, que produz máquinas e equipamentos, teve uma redução de 5,4%. Dentro do setor fabril, a construção também caiu 2,2% e o segmento extrativo mineral recuou 4,9%.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/08/pib-do-brasil-recua-06-no-2-trimestre-de-2016.html
PIB – Industria 2017
Indústria recua puxada por construção. Depois de avançar no primeiro trimestre, a indústria voltou a recuar. O setor se retraiu em 0,5% frente ao primeiro trimestre. Quem puxou o resultado para baixo foi a construção civil, que recuou 2,0%.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/pib-avanca-02-no-2-trimestre-de-2017.ghtml
PIB – Industria 2018
PIB varia 0,2% no 2º tri em relação ao 1º tri de 2018. Dentre as atividades econômicas que contribuíram para o resultado de 0,2% no segundo trimestre de 2018, Serviços variaram 0,3%, enquanto a Agropecuária ficou estável (0,0%) e a Indústria caiu 0,6%. Na Indústria, as atividades de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Indústrias Extrativas cresceram, respectivamente, 0,7% e 0,4%. Já as Indústrias de Transformação e Construção recuaram, ambas, 0,8%.
Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/22403-pib-varia-0-2-no-2-trimestre-de-2018
Conclusão da análise
Perante informações noticiadas pelas respectivas fontes nos períodos de 2015 à 2018, certamente evidenciamos uma queda no PIB setor indústria nos últimos anos influenciadas por vários aspectos como queda na construção civil (2015, 2017 e 2018), indústria de transformação (2016 e 2018). 
Para o ano de 2019, perante análise dos três primeiros meses do Produto Interno Bruto (PIB) desenvolvido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), apontam resultados negativos através de dados não expressivos da indústria, comércio e dos serviços. 
Segundo a economista Thaís Marzola Zara, evidencia que a indústria vem caindo bastante devido as questões da exportações da Argentina e também sob o impacto do desastre em Brumadinho. 
A tragédia da mineradora Vale refletiu uma queda de 7,5% apontada pelo IBGE sob as indústrias extrativas como um todo. 
2 - Aponte duas prováveis consequências para o cenário macroeconômico brasileiro, se persistir, nos próximos 10 anos, a tendência da participação da indústria de transformação observada a partir de 1985. (Valor: 30% da pontuação)
A história da participação da Industria no PIB no período entre 1947 e 2016 apresentou duas principais e diferentes fases observadas no gráfico.
O primeiro período, de 1947 até 1985, foi evidenciado um processo de crescimento que praticamente dobrou, saindo de 11,9% em 1947 e 21,6% em 1985.
O segundo período, a partir de 1985 ocorreu uma perda significativa do PIB relativo à indústria. Segundo o IBGE a participação do PIB caiu mais de 10% até o período de 2016.
A história dos períodos 
O PIB relativo a indústria verificado no gráfico teve o crescimento apontado a partir do período pós Guerra Mundial até o primeiro choque do petróleo (1973), proveniente do forte crescimento econômico. 
Visualizando a demanda comercial externa, o Brasil aproveitou para colocar em prática duas políticas industriais que alteraram a política industrial doméstica: O Plano de Metas (1956-1961) e o II PND (1974-1979).
O Plano de Metas do governo JK
O plano de Juscelino Kubistchek basicamente era que chegasse ao desenvolvimento de cinquenta anos em apenas cinco de governo. Consistia em investir nas áreas de maior importância para o desenvolvimento econômico, principalmente, da infraestrutura e indústria local. O maior êxito de JK se fez na área do desenvolvimento industrial, pois havia aberto a economia para o capital internacional, já que ele considerava impossível o progresso econômico sem a participação dos investimentos estrangeiros, principalmente através de grandes empresas automobilísticas. 
O II Plano Nacional de Desenvolvimento
Também chamado II PND (1975 -1979), por determinação constitucional havia uma obrigação de todo novo governo lançar um plano nacional de desenvolvimento. Foi um plano econômico brasileiro, lançado no final de 1974. Foi instituído durante o governo do general Ernesto Geisel e tinha como finalidade estimular a produção de insumos básicos, bens de capital, alimentos e energia.
Planejado e fomentado pelo Estado ao longo desse período, o processo de industrialização brasileiro ganhou força com a instalação das indústrias de bens de consumo duráveis, bens de capital, insumos básicos e energia.
Diante de tais ocasiões, a transformação da indústria no PIB aumentou exponencialmente. Apesar das grandes conquistas, a economia mundial passou por diversas transformações, as quais influenciaram negativamente o ambiente macroeconômico bem como o crescimento da indústria. 
Destacamos o segundo choque do petróleo em 1979, bem como o aumento da taxa de juros pelos EUA e a crise da dívida pela a qual o Brasil e outros países passaram. A partir de 1980, houve uma mudança de participação da produção industrial no PIB da economia mundial (Bonelli,2005).
O processo de desindustrialização no Brasil é associados à situações negativas, tais como a perda de competividade das exportações industriais, marcada por um relevante aumento das exportações de produtos considerados primários, apresentando uma tendência cada vez mais perceptível de reprimarização das vendas externas do nosso país, bem como o aumento das importações não só de bens de capital e de consumo, mas também de insumos industriais o que afeta fortemente diversas cadeias produtivas da indústria brasileira.
Com relação a esse último fenômeno, observa-se um aumento da participação de produtos importados da indústria de transformação no consumo interno, perceptível nos resultados do Coeficiente de Importação, que saltou de 13,9% no início de 2007 para 21,1% no mesmo período de 2012, e manteve-se em patamar próximo aos 20% desde então. Esse aumento expressivo do coeficiente de penetração de importados evidencia a ocorrência de um vazamento do crescimento da indústria para o exterior. A economia brasileira entre 2003 e 2010 teve tentativas de retomada do crescimento graças à combinação de três fatores, sendo eles o cenário externo favorável, o ambiente interno estável e a ampliação do mercado doméstico.
Nos últimos anos, o Brasil vem passando por uma redução no PIB da participação da indústria tendo como principais influenciadores, a infraestrutura deficiente, o câmbio excessivamente valorizado, os entraves burocráticos, a elevada carga tributária e os juros e spread reais acima da média mundial. 
Estes fatores impactam na competitividade da indústria de transformação instalada no país, que, ao ser exposta a uma concorrência internacional cada vez mais acirrada, acaba perdendo espaço na geração de emprego, renda e produção, ocasionando a estagnaçãoda economia nacional.
Qual é a tendência da participação da indústria no PIB para os próximos 10 anos, observando a transformação desde 1985?
Certamente, observando as tendências desde 1947, não podemos ser otimistas. No primeiro bimestre de 2019 a atividade industrial recuou 0,2% em relação ao ano passado. Já em 2018 o setor respondeu por apenas 11,3% da atividade econômica do Brasil, o índice mais baixo em 70 anos.
Aos bons tempos, a indústria de transformação chegou aos gloriosos 30% do PIB, índice que veio diminuindo desde então. Economistas de renome apontam que o Brasil está longe das industrias sofisticadas conhecidas no exterior. Isso mostra que estamos estagnados perante o comercio exterior. 
Com todo o processo correndo, pode se colocar em pauta que a indústria ainda está em recesso devido à perda de competitividade justamente por decorrência da ausência de tecnologia.
Para o Iedi, a falta de mecanismos de financiamento, os gargalos na infraestrutura, o sistema tributário complexo e um apoio ineficiente à ciência e tecnologia têm comprometido a produtividade industrial. 
"Nesse ritmo, a indústria brasileira caminhará para um porcentual do PIB inferior a dois dígitos, algo que pode acontecer dentro dos próximos dois anos se as tendências em curso de retrocesso industrial e de vazamento de demanda para o exterior continuarem", diz um documento do instituto publicado recentemente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Certamente existem outras possibilidades, menos visíveis devido as leis que burocratizam o processo de implantação das industrias e seu comércio, bem como a crise que assola não só o Brasil, mas diversos países que podem alavancar a indústria no país.
Referencias:
https://pt.wikipedia.org/wiki/II_Plano_Nacional_de_Desenvolvimento
https://www.estudopratico.com.br/governo-jk-resumo-e-plano-de-metas/
https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2019/04/08/internas_economia,1044685/estagnada-industria-tem-a-menor-fatia-do-pib-desde-o-final-dos-anos-4.shtml

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